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Kenshin
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I - Florescer improvável Qui Maio 13, 2021 1:02 am
Relembrando a primeira mensagem :

I - Florescer improvável

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Dante di Tresigallo. A qual não possui narrador definido.

_________________

I - Florescer improvável - Página 6 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Hoyu
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Re: I - Florescer improvável Qua Fev 16, 2022 9:29 pm

I - FLORESCER IMPROVÁVEL



De frente com uma oponente formidável, Dante precisava botar sua cabeça para funcionar e pensar em uma forma de encerrar aquele confronto, que apesar de ser 2 contra 1, parecia surpreendentemente equilibrado devido à enorme capacidade de luta da mulher. Ainda podia sentir o gosto de sangue em sua garganta, e era óbvio que ficaria rouco por um tempo. Cheng, ao longe, dava outro disparo, que era evitado pela mulher com um curto salto para o lado enquanto o ruivo organizava a lista de prioridades da mulher em sua mente e decidia executar uma finta para eludir Franciele, começando por uma pergunta. - Não te interessa. - A resposta dela era curta e grossa, mas deixava claro que o comentário havia a irritado.

Vendo a oportunidade, Dante começou a correr para um dos cantos do telhado do galpão, tentando dar a entender que saltaria em direção ao chão para perseguir o homem que havia saído correndo, o que levou a mulher a avançar sem pensar duas vezes em sua direção. Outro tiro de Cheng voou em direção à perna da mulher, que precisou se concentrar momentaneamente em tirar seu membro do caminho, o que deu a chance perfeita para Dante se virar e projetar a lâmina de sua espada na direção de sua barriga. Arregalando os olhos para os ataques vindo dos dois lados, Franciele levou ambas as mãos às laterais da espada, na parte sem lâmina, tentando a empurrar para longe, mas com o pouco tempo que teve não foi bem sucedida, apenas conseguindo fazer com que a arma não a empalasse, mas ainda sendo atingida na lateral esquerda de sua barriga por um corte feio e fundo. Sangue começou a jorrar quando caiu para o lado, e Tresigallo não perdeu a oportunidade.

Ao constatar que estava de joelhos, o ruivo começou uma rápida sequencia de golpes contra a mulher, que ergueu os dois braços para proteger o rosto enquanto tentava da melhor forma possível evitar os cortes, mas a situação estava horrível para ela, recebendo vários cortes de menor profundidade em seus braços, mas em grande quantidade. Resistindo como podia, Franciele levantou-se de repente em um grande surto de velocidade, projetando um soco contra o homem, que tentou interceptar o golpe com sua mão erguida, mas a mulher foi mais rápida e, em vez de desferir um soco, agarrou a mão esquerda do galanteador, torcendo-a para abrir sua guarda e com o braço esquerdo deu uma poderosa cotovelada contra o peito de Dante. Seus golpes eram muito pesados, fazendo todo o ar sair do peito do ruivo. Pisando no pé dela, Tresigallo tentava a convidar para uma armadilha, mas Franciele entrelaçou os dedos das mãos e bateu com força contra ambas contra a lateral do rosto do homem, fazendo-o cambalear e quase cair do telhado, enquanto mais um tiro acertava a mulher, em seu ombro. Ela estava com vários cortes por seus braços e alguns buracos de bala, mas Dante sentia seu corpo todo dolorido pelas porradas que levou, além de sentir seu rosto inchado.

Em outro ponto, Anya e Tanky estavam de frentes para o chefão daquilo tudo, o homem que organizou o atentado, que usou Lorenzo para armar a bomba e que estava com a família de Montecarlo de refém. Ao derrotar ele, tudo acabaria, e poderiam enfim receber a recompensa que lhes foi prometida. Tentando evitar o confronto, Tanky falou algumas coisas, mas Romualdo manteve sua expressão firme. - Vocês não sabem no que estão se metendo. Aquele homem fez coisas terríveis, e precisa cair. Se vocês vão ficar no meu caminho por alguma recompensazinha fajuta, vou derrubar vocês também! - O homem apontou sua espada contra os dois, e o mink começou a correr em sua direção com o escudo erguido, mas o espadachim executou um rolamento para o lado, saindo da frente. Após evitar o avanço do mink, Romualdo ergueu sua espada e a fincou na lateral de seu corpo, entrando fundo na carne e fazendo Tanky sentir uma dolorosa pontada na lateral de sua barriga.

Aguentando a dor, pegou um barril que havia no convés e o ergueu acima da sua cabeça, descendo-o com tudo contra o homem, que não teve tempo de esquivar por estar tirando sua lâmina do corpo musculoso do homem-fera, sendo golpeado com tudo, enquanto o barril se quebrou com o impacto. Aproveitando a oportunidade, Anya se aproximou e deu um forte chute contra o homem, empurrando-o alguns metros. Levantando-se rapidamente, ele avançou contra a mulher-peixe, que ergueu seu braços para defender, mas recebeu um amplo corte em suas pernas, na altura das coxas. Vendo que Romualdo estava concentrado novamente em sua parceira, Tanky avançou mais uma vez em uma cabeçada, acertando o homem com tudo e o lançado por cima da amurada do navio, em direção ao mar.

Entretanto, não ouviram o som de um corpo caindo no mar. Ao olharem a lateral do navio, puderam constatar que Romualdo havia fincado sua espada no casco de madeira, impedindo sua queda, e estava apoiado na arma fincada. Após rapidamente olhar para cima, onde os dois estavam, um campo de batalha desfavorável para ele, rapidamente saltou para o lado, onde havia uma janela que dava para um dos cômodos inferiores, quebrando o vidro e entrando na parte interior da embarcação.

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Reepz
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Re: I - Florescer improvável Qui Fev 17, 2022 4:48 pm
Fim da Linha
*Sirarossa - West Blue*
~ Post 26 ~
*Dante di Tresigallo



Surpreendentemente aquela mulher se recusava a morrer e isso já começava a dar nos nervos de Dante, que ficava cada vez mais irritado e ansioso pelo fim do combate. As dores dos golpes sofridos também começavam a eclodir pelo corpo do ruivo, mas isso o fazia pensar em como a sua adversária parecia estar em uma situação bem mais complicada. “Um tiro na perna, um corte e um tiro no ombro, múltiplas perfurações em ambos os braços, além de um corte muito profundo na barriga que está sangrando bastante… Se eu tô mal, ela tá esculhambada, é só eu ganhar tempo…”.

- Você ainda quer brigar? Vai proteger um cara que explode um hotel com inocentes dentro? - naquela altura não podia confirmar que a mulher era realmente Franciele, mas imaginava que sim, já que ela reagiu com raiva após a indagação sobre Romualdo - Olhe pra você, qual é sua perspectiva de vitória? É melhor você sumir daqui o mais rápido possível - falaria lentamente enquanto apalpava o inchaço rosto com a mão esquerda, a fim de ganhar o máximo de tempo possível para os ferimentos da mulher começarem a surtir efeitos.

Claro que não esperava uma resolução pacífica para a situação, ambos já haviam ido longe demais para voltar atrás. Dessa forma, o ruivo precisaria se preparar para o próximo “round” e para isso usaria a sua última carta na manga: a ambidestria. Até então só havia usado a espada na mão direita, porém agora mudaria completamente sua postura de combate: seguraria a espada para frente com a mão esquerda, girando levemente o corpo de forma que o ombro esquerdo de Dante ficasse frente a frente com a adversária. Ainda, encolheria o braço direito atrás das costas, utilizando seu histórico de furtos para segurar uma gazua com a mão sem que ela percebesse. Então esperaria pelo avanço dela.

Quando ela avançasse para atacar e eventualmente desviasse de mais um disparo feito por Cheng, imediatamente faria uma finta para atacar como se fosse realizar outra estocada com a espada, mas dessa vez jogaria o mais rápido que conseguisse a gazua que estava na mão direita, mirando o rosto da adversária. O intuito principal não era necessariamente acertá-la, mas tirar a sua atenção. Assim que lançasse o objeto, observaria para onde a inimiga desviaria e então atacaria com um corte na diagonal de cima para baixo mirando a perna que ainda não havia sido atingida. Considerando que fosse bem sucedido em seu movimento, seguiria com uma rápida corrida contornando a mulher e, pelas costas, perfuraria o peito da mesma, enfiando a lâmina reta o mais fundo que conseguisse, usando a mão direita para ajudar a empurrar o cabo da da espada. Se isso não fosse o suficiente para findar a existência da infortunada, andaria até a sua frente e a finalizaria com um golpe amplo e limpo no pescoço para que pudesse partir para o outro lado mais rapidamente.

Na pior das hipóteses, se ela conseguisse mais uma vez iniciar um combate corpo-a-corpo, o ruivo tentaria ser o mais astuto e sujo para não levar outro golpe. Assim que ela o agarrasse, também seguraria no braço dela e  jogaria todo o peso do corpo para trás a fim de se jogar com a mulher no chão, momento em que enfiaria a mão no ferimento amplo que havia na barriga e fincaria os dedos em qualquer estrutura interna que conseguisse, puxando a para fora. Se não fosse possível, tentaria enfiar o dedo no orifício do projétil de Cheng para causar dor na mulher e então acertá-la com uma cabeçada para fugir de suas garras e novamente se posicionar em pé para a luta.

Se a luta continuasse, tentaria manter a distância até que o cansaço a afetasse e Cheng pudesse acertá-la com mais disparos. Para isso, andaria em movimentos circulares fugindo da adversária sem nunca dar as costas para ela. Enquanto recuasse, movimentaria a espada em amplos cortes, ora na vertical ora em outras direções para que ela nunca acostumasse a um padrão. Se notasse algum momento de fraqueza ou vacilo, avançaria para atacar com a gazua como fora descrito. Se fosse impossível recuar para trás, desviaria de ataques realizando um amplo corte na horizontal na altura da cintura e saltaria para o lado disponível. Entretanto, se o combate chegasse finalmente a um desfecho, suspiraria e alongaria os braços para o alto em um sinal de alívio:

- AAAAHHHHH FINALMENTE!! - assobiaria para Cheng e faria um sinal com a mão para que ele descesse do galpão para ambos se encontrarem, mas não antes de vestir sua camisa de seda, recolher a gazua usada na batalha e checar os bolsos da mulher em busca de munições, objetos de valor ou documentos importantes. Uma vez na rua, procuraria pelo rifle que a atiradora estava usando e seguiria o caminho que o homem havia feito quando fugiu em direção ao porto. Caso não conseguisse encontrar a arma, teria que partir mesmo assim ao porto, afinal não havia tempo a perder.

                                 
     
 
 
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Re: I - Florescer improvável Qui Fev 17, 2022 5:30 pm

 
Preso em uma caixa de madeira
Fala ~~ Pensamento
Enquanto as palavras do homem saiam de seus lábios, meus olhos se viraram  para a caixa de pólvora. Havia falado para Anya incendiar tudo e nem ao menos tinha pensado no que poderia acontecer, entretanto, a voz do homem quebrou o meu transe. As palavras dele, sua emoção, sua tristeza beirando a loucura. Senti  uma faca descendo por dentro da minha garganta, meus olhos começaram a se encher, até mesmo mordi meus lábios  para não fazer um barulho estranho enquanto chorava.

Ver aquele homem que perdeu seu mundo, por culpa de  homem mal intencionado, alguém que não tinha nenhuma esperança e que decidiu trocar tudo para  se vingar. - Se você tivesse me contratado, eu teria te ajudado. Não estou ajudando ele  porque acredito nas palavras dele ou coisa do tipo… - Pararia por um instante, nenhuma palavra que eu dissesse poderia  justificar  ou serviria de  motivo para  ele.

- Qual é era o nome da sua filha? - Falaria isso em tom amigável, gentil de um amigo para o outro. Esperaria pela resposta dele,  colocaria a mão na minha ferida, para pegar meu sangue, então com o punho apontando para ele deixaria o sangue pingar na madeira. - Eu te respeito como Homem Romualdo, você lutou bravamente! Vá se reencontrar com sua filha e descanse com ela! - Ainda com lágrimas em meus olhos apontaria o indicador para mim. -  Pode não ser hoje, nem amanhã. Mas saiba que eu vou vingar você e sua família, por tudo que eu acredito, pela nação que eu pretendo criar. Na próxima vez que  eu pisar nessa ilha, eu vou rasgar o Salvatore ao meio e ele não vai ter a paz que os mortos têm direito! -

Ainda estaria pacifico, mesmo que aquilo estivesse mexendo profundamente com minhas emoções. - Sei que não é justo eu te dizer isso, mas onde estão a mulher e a filha do Montecarlo? - Diria de forma branda e tranquila, enquanto me sentaria momentaneamente para olhar o homem na mesma altura  que ele estava.

Rugiria com todo o poder dos meus pulmões, independente de quem ouvisse, estava disposto a dar para aquele homem momentos finais tranquilos. -Quando nos encontramos de novo, você vai estar me devendo uma bebida! - Sorriria mesmo com lágrimas em meus olhos por tudo aquilo, mostrando minha determinação pela vontade que eu tinha herdado dele. Virar-me-ia em direção à escada e correria em alta velocidade, usando  tudo que eu tivesse para acelerar o máximo. Tentaria notar se Anya estivesse por perto, agarrando-a caso estivesse  ainda em prantos e usaria a capacidade máxima das minhas pernas para saltar  o mais distante do barco que iria explodir a qualquer instante.

Depois daquela explosão que teria chamado muita atenção, continuaria correndo, com o escudo em mãos para que se encontrasse algum empecilho, pudesse continuar avançando em linha reta na maior velocidade possível para fugir da situação. Não poderia parar de seguir em frente, já que se eu parasse naquele momento, sentiria estar abrindo mão de tudo, sentiria que as minhas palavras não tivessem sido sérias, sentiria que no fim das contas meus sonhos não passassem de uma mentira.

Feito por Vrowk/Mando Smile


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Última edição por Vrowk em Seg Fev 21, 2022 4:14 pm, editado 1 vez(es)
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Re: I - Florescer improvável Sab Fev 19, 2022 4:23 pm

FLORESCER IMPROVÁVEL




Narração - 26

Em um barco qualquer, no porto de Sirarossa

Franky massageou seu novo ferimento antes de lustrar a ponta de seu chifre com seus dedos, sorrindo, falou seu plano para Anya, a Mulher-Peixe-Boi, que espantou-se com o plano arriscado.

O ser aberrador tomou a iniciativa antes de Anya sequer responder, e então desceu parte das escadas estreitas antes de voltar para o convés a fim de se desculpar com a mulher.

-Incendiar a embarcação não vai garantir a morte daquele desgraçado, apenas abrirá brecha para que o mesmo escape, pois estamos rodeados de água! E além disso… - Falou ao puxar o chifre do mink fazendo com que seus rostos ficassem próximos o suficiente para causar incômodo ao touro - …quem mais tem chances de morrer queimado nesse plano é você, seu idiota!

A mulher observou o touro irredutível e por fim soltou seu chifre -Tudo bem então!- falou ao caminhar até o parapeito da embarcação onde havia algumas caixas e barris que exalavam o forte odor de óleo de baleia -Verei o que consigo fazer por aqui, tome cuidado!

Franky Tanky desceu as escadas estreitas com o escudo em posição e ao chegar no andar inferior, se encontrou em uma câmara cheia de canhões posicionados em suas respectivas escotilhas, as balas de ferro fundido estavam empilhadas ao lado dos canhões e algumas rolavam para lá e pra cá junto do balançar das ondas. Na câmara, havia muitas caixas com um carimbo vermelho escrito “perigo”. Eram mais de trinta caixas e todas estavam devidamente tampadas.

Sem ter ideia do plano incendiário de seus oponentes, Romualdo surgiu das sombras brandindo a sua espada em movimentos giratórios ,vez para esquerda, vez para direita.
Avançou contra Franky, perfurando-lhe o ombro esquerdo e em resposta o Touro socou o peito do espadachim, arremessando o mesmo sob algumas caixas que se quebraram no momento do impacto.

-Você não sabe o que diz- respondeu ao se levantar no meio dos escombros das caixas - Já passou por sua mente que eu tinha motivos para fazer o que fiz? Minhas ações são o único caminho para derrubar alguém muito mais poderoso do que todos nós! HaHaHaHaHa - o homem ria enquanto chorava - É incrível como a riqueza inocenta as pessoas.... Você acha que Sallvatore é alguém bom? Me poupe! AQUELE DESGRAÇADO "SE APROVEITOU" DE MINHA FILHA E DEPOIS A MATOU!!  

Franky respondeu-o com seus comentários ferinos, humilhando por completo o artista caluniado ao fazer a segunda piada em alguns minutos.

-Já fiz o que você pediu! - a voz de Anya pôde ser ouvida vindo do convés - é melhor você se apressar!!

Caso olhasse a caixa quebrada, Franky poderia ver que estava cheia de um pó preto que não tinha cheiro de café… Aquilo era pólvora! Eram caixas e mais caixas de pólvora.


Arredores do Porto Crepúsculo

-Fiquem em formação e atentem-se á qualquer sinal dos suspeitos! - Gritou o homem de bigode grosso.

-SIM SENHOR - todos gritaram em resposta.

Geralmente, as ruas de Sirarossa são calmas e silenciosas, o que por consequência, transforma tais vielas no palco de muitos assassinos e desordeiros. Mas hoje não é um dia como os outros. Hoje,  dois atentados aconteceram e muitas pessoas inocentes morreram, por isso as tropas da marinha estão a perambular por todos os cantos em busca dos culpados.

Seguidos por cães raivosos, os soldados marchavam em grupos de quinze, guiados pelos capitães de infantaria. Já os ladrões, putas e os drogados escondiam-se em suas tocas.

E então, um apito ecoou pela vastidão da noite.


Galpão do Porto Crepúsculo, no teto

-Arf…arf…CALE-SE!- a mulher respondeu prontamente - a possibilidade de vitória não existe mais para mim, mas ainda posso levar você comigo.

O sangue que jorrava de suas feridas escorria pelo corpo da mulher, formando uma grande poça de cor rubra no chão. Suas pálpebras estavam evidentemente mais pesadas, e, seu rosto estava mais pálido do que outrora. Ainda assim, seu olhar era assustadoramente determinado. Mesmo sabendo que poderia morrer a qualquer momento, a mulher não demonstrava qualquer sinal de medo ou arrependimento.

Imediatamente, a mulher avançou contra o ruivo no mesmo instante que Cheng disparou visando acertar a sua cabeça. Sem cessar a corrida, a mulher se esquivou do tiro com um rápido movimento para a lateral, mas não teve reflexo para esquivar-se da gazua que Dante arremessou em seu rosto.

A gazua penetrou o olho direito da mulher, cravando até a metade, na pupila que agora agora jazia inútil. O sangue jorrou pelo rosto de Franciele como se fossem lágrimas, mas nem mesmo essa dor imensa fez com que sua investida perdesse velocidade.

Antes de conseguir contornar a mulher, Franciele agarrou Dante pelo colarinho e preparava-se para executar um mata-leão ao se pendurar em suas costas, mas Dante já esperava por isso e arremessou o próprio corpo para trás, golpeando a mulher contra o chão.

Depois, enfiou a mão no interior do corte da mulher e puxou para fora a primeira coisa que conseguiu segurar.

-GYAAAAAAH!!! - o grito de Franciele ecoou quanto seu intestino foi arrancado com força por Tresigallo. Não existem palavras para definir a sujeira e o nojo do que a situação se tornou. O sangue da mulher escorria por todo o canto, misturando-se com merda e outros fluidos a mais.

Dante recolheu a gazua ensanguentada e vasculhou os bolsos da mulher em busca de algo interessante, encontrou no bolso da mulher uma fotografia amassada. No papel, havia a imagem de uma bela garota de quinze anos sorridente que abraçava Romualdo e Francielle. Haviam algumas manchas recorrentes de exposição a algum líquido. Seriam lágrimas?

-Finalmente!! vencemos essa mulher sinistra!!! - Cheng vinha correndo até onde Dante e Francielle estavam. O celestial não deixava de sorrir, mesmo estando preocupado com a situação do companheiro - Você é muito forte cara! mas acho melhor você tomar um banho quando sairmos daqui…

Abaixo o céu estrelado que iluminava a noite movimentada de Sirarossa, Dante di Tresigallo derrotou sua oponente, mas mesmo tendo finalizado o combate não teria um segundo de paz sequer.

PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII


Um apito ecoou ao lado do galpão. Na rua haviam mais de trinta soldados da marinha que apontavam suas armas e lanternas na direção do ruivo ensanguentado.

Dentre os marinheiros, destacava-se um homem com vestes azuis, boné branco e um bigode tão grosso quanto um charuto.

-VOCÊS ESTÃO CERCADOS, TERRORISTAS!! NÃO DAREMOS OUTRO AVISO! RENDAM-SE OU ATIRAREMOS!!

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Reepz
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Re: I - Florescer improvável Seg Fev 21, 2022 3:33 pm
Salve-se quem puder
*Sirarossa - West Blue*
~ Post 27 ~
*Dante di Tresigallo


Após uma árdua batalha e um desfecho no mínimo “pútrido”, a mulher finalmente era derrotada. Ter o sangue dela nas mãos transtornava o jovem espadachim. Não por tê-la matado de uma maneira cruel, mas por ter literalmente merda nas mãos. Isso junto ao cheiro de cadáver faziam o corpo de Dante se contorcer a ponto de vomitar a macarronada de mais cedo. Tentaria se limpar da melhor maneira possível usando alguma parte limpa da roupa de sua inimiga para tirar o excesso de sujeira de sua espada e seu corpo. Após guardar a espada na cintura e achar a fotografia da moça que acabara de derrotar, Dante falaria consigo mesmo:

- Heh, esse é o bundão de mais cedo, ele deve ser o marido dessa aqui… largou a esposa aqui e saiu correndo, patético… enfim, vou guardar essa foto, já que se forem mesmo Francielle e Romualdo, ela vai servir de prova para o senhor Nava - terminaria guardando a foto no bolso.

Logo em seguida, pôde ouvir a voz de Cheng, que se anunciava elogiando a força do ruivo. Ver o atirador chegando era como ver um grande pano limpo se aproximando. Dante lhe daria um longo abraço e aproveitaria para limpar a mão suja nas costas do seu companheiro, dizendo:

- CHENG! Muito obrigado cara, se não fosse por você, eu estaria perdido! - finalizaria afastando-o após se limpar.

Tanta coisa havia acontecido em tão pouco tempo que Dante nem percebeu como as estrelas já haviam chegado ao céu de Sirarossa, iluminando a noite da cidade. Essa era uma visão reconfortante, já que o ruivo era quase um “ser de hábitos noturnos”, seja por enxergar muito bem na escuridão ou por gostar da vida noturna, sempre repleta de pecado e oportunidades para levantar uma grana de desavisados. Entretanto, não poderia nem degustar a sua vitória, visto que um apito rasgava o bom momento e o trazia bruscamente de volta à realidade: a Marinha estava em sua cola!

Dante olhava ao redor e via diversos marinheiros cercando o galpão com suas armas e lanternas apontadas. A primeira coisa que passou pela cabeça do ladrão foi “fodeu”. Bom, enfrentar cerca de quinze marinheiros com certeza não era uma opção. Só haviam duas alternativas: render-se ou fugir. Entretanto, o ruivo não havia vivido tão intensamente e ido tão longe para ser preso agora. Quanto tempo passaria na prisão após ser acusado de matar inocentes e destruir uma casa e um hotel? Cinco? Dez ou quinze anos? Não, ele não podia ficar tanto tempo fora dos mares. A fama e a riqueza o esperam, então ele precisa sair dessa, mesmo que precise sacrificar o seu companheiro Cheng. Para não correr o risco de perder tudo ao ser revistado, enfiaria a foto e uma gazua na cueca, assim teria a prova de conclusão do serviço e também uma ferramenta para abrir um cadeado caso fosse necessário.

- Tá tá, já tô descendo chefia… - levantaria as mãos no clássico sinal de desistência e caminharia lentamente até à borda do galpão por onde havia subido - Mas eu não sou terrorista não, aquela mulher que estava atirando nos outros, eu só me defendi, olha a arma dela aí embaixo - apontaria em direção aonde o rifle havia caído, assim talvez os marinheiros se distraíssem por um instante.

Enquanto descesse do galpão, ficaria atento a qualquer rota de fuga, principalmente locais de difícil acesso e muito escuros, pois poderia correr da Marinha ao mesmo tempo em que enxergaria o caminho percorrido como se estivesse à luz do dia. Mas para isso precisaria de uma distração. Em um primeiro momento, não reagiria e até deixaria ser algemado caso este fosse o caso, esticando a mão para mostrar cooperação com os marinheiros. Dante tinha uma fama de delinquente, então era bem capaz que aquele homem de bigode, aparentemente o oficial, conhecesse o ladrão ruivo.

- Pô meu amigo, você deve me conhecer, não é? Tenho meu passado de crime, mas trabalho há um bom tempo como segurança da casa dos prazeres… inclusive vejo alguns clientes aqui hehehehe - diria olhando para os marinheiros, aproveitando para procurar brechas na formação e rever rotas de fuga - tenho meus pecados, mas terrorismo? Isso nunca! - Dante não era um ator nem um mentiroso habilidoso, mas o que ele estava dizendo era apenas a verdade, afinal realmente não tinha sido o responsável pelas explosões, pelo menos não diretamente.

Observaria cada soldado que estivesse ao seu redor, procurando por alguém com sinais de distração ou cansaço, como olheiras e dificuldade para segurar o rifle, e manter-se-ia próximo a esse soldado. Acompanharia o grupo de marinheiros para onde fosse ordenado e esperaria até passar por um lugar tortuoso e estreito ou esperaria por uma distração grande o suficiente enviada pelo céu para tirar a atenção da patrulha. Caso nada disso ocorresse e Dante percebesse que estava sendo encaminhado para uma Base da Marinha de onde provavelmente nunca mais veria a luz do sol, seria a hora de criar a sua própria distração. Empurraria Cheng com um chute ou empurrão em cima de um soldado próximo, em seguida iria cabecear o queixo do soldado que tivesse a maior feição de exaustão, pegando sua arma se possível e correndo em direção ao lugar mais próximo e mais escuro que pudesse avistar. Evitaria correr em linha reta para dificultar os disparos e derrubaria qualquer coisa que encontrasse atrás de si para dificultar ser perseguido, como caixas, canos, lixo, entre outros.

Correria pelas vielas até onde o seu corpo permitisse e só pararia quando não ouvisse mais nenhum barulho de marinheiro. Esconder-se-ia atrás de qualquer coisa grande o bastante que encontrasse e retiraria a gazua da cueca para tentar abrir a algema, caso estivesse algemado. Se não tivesse mais a gazua, procuraria por algo pontudo no lixo que pudesse substituir a ferramenta. Uma vez livre dos marinheiros e de qualquer algema, retiraria a roupa de seda e ficaria apenas com a camiseta branca por baixo a fim de evitar ser reconhecido. Entretanto, ainda não poderia voltar ao senhor Nava, já que não tinha certeza se havia pegado o alvo certo. Assim sendo, a partir das vielas, tentaria contornar o caminho para voltar ao porto, observando a situação o mais longe possível. Como havia combinado o plano anteriormente com Anya e Franky, focaria em tentar vê-los na água próximo aos navios atracados.

Entretanto, caso nada disso fosse possível, o ruivo não teria outra alternativa a não ser seguir para a prisão. Onde avaliaria o local e a situação para pensar em um novo plano de fuga.




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Re: I - Florescer improvável Seg Fev 21, 2022 4:17 pm

Um tumulo explosivo
Fala ~~ Pensamento

Enquanto as palavras do homem saiam de seus lábios, meus olhos se viraram  para a caixa de pólvora. Havia falado para Anya incendiar tudo e nem ao menos tinha pensado no que poderia acontecer, entretanto, a voz do homem quebrou o meu transe. As palavras dele, sua emoção, sua tristeza beirando a loucura. Senti  uma faca descendo por dentro da minha garganta, meus olhos começaram a se encher, até mesmo mordi meus lábios  para não fazer um barulho estranho enquanto chorava.

Ver aquele homem que perdeu seu mundo, por culpa de  homem mal intencionado, alguém que não tinha nenhuma esperança e que decidiu trocar tudo para  se vingar. - Se você tivesse me contratado, eu teria te ajudado. Não estou ajudando ele  porque acredito nas palavras dele ou coisa do tipo… - Pararia por um instante, nenhuma palavra que eu dissesse poderia  justificar  ou serviria de  motivo para  ele.

- Qual é era o nome da sua filha? - Falaria isso em tom amigável, gentil de um amigo para o outro. Esperaria pela resposta dele,  colocaria a mão na minha ferida, para pegar meu sangue, então com o punho apontando para ele deixaria o sangue pingar na madeira. - Eu te respeito como Homem Romualdo, você lutou bravamente! Vá se reencontrar com sua filha e descanse com ela! - Ainda com lágrimas em meus olhos apontaria o indicador para mim. -  Pode não ser hoje, nem amanhã. Mas saiba que eu vou vingar você e sua família, por tudo que eu acredito, pela nação que eu pretendo criar. Na próxima vez que  eu pisar nessa ilha, eu vou rasgar o Salvatore ao meio e ele não vai ter a paz que os mortos têm direito! -

Ainda estaria pacifico, mesmo que aquilo estivesse mexendo profundamente com minhas emoções. - Sei que não é justo eu te dizer isso, mas onde estão a mulher e a filha do Montecarlo? - Diria de forma branda e tranquila, enquanto me sentaria momentaneamente para olhar o homem na mesma altura  que ele estava.

Rugiria com todo o poder dos meus pulmões, independente de quem ouvisse, estava disposto a dar para aquele homem momentos finais tranquilos. -Quando nos encontramos de novo, você vai estar me devendo uma bebida! - Sorriria mesmo com lágrimas em meus olhos por tudo aquilo, mostrando minha determinação pela vontade que eu tinha herdado dele. Virar-me-ia em direção à escada e correria em alta velocidade, usando  tudo que eu tivesse para acelerar o máximo. Tentaria notar se Anya estivesse por perto, agarrando-a caso estivesse  ainda em prantos e usaria a capacidade máxima das minhas pernas para saltar  o mais distante do barco em direção ao porto que iria explodir a qualquer instante.

Depois daquela explosão que teria chamado muita atenção, continuaria correndo, com o escudo em mãos para que se encontrasse algum empecilho, pudesse continuar avançando em linha reta na maior velocidade possível para fugir da situação. Não poderia parar de seguir em frente, já que se eu parasse naquele momento, sentiria estar abrindo mão de tudo, sentiria que as minhas palavras não tivessem sido sérias, sentiria que no fim das contas meus sonhos não passassem de uma mentira.

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Re: I - Florescer improvável Seg Fev 21, 2022 9:19 pm

Metendo o pé

É... A cabeça ainda dói depois da noitada de ontem.  A ressaca me deixa um tanto desorientado, com os olhos sensíveis e uma vontade de morrer que só me faz odiar a mim mesmo quando tomei a decisão de encher a cara algumas boas horas atrás.  Não que essa cidade mereça, mas ontem foi o que eu gosto de chamar de "a minha despedida desse inferno".  Olhei de um lado a outro ainda tentando me lembrar do que aconteceu, mas tudo o que tenho são lapsos de memória que podem ter acontecido em qualquer outra noite nas últimas semanas.

Desde que Leslie foi embora a vida por aqui se tornou um tanto quanto cinzenta.  O beijo das meretrizes não é mais o mesmo, e a bebida já não me deixa tão feliz e relaxado quanto antes.  Todas essas pessoas com suas vidas medíocres parecem só querer viver dia após dia em seus trabalhos terríveis esperando que um milagre aconteça, o que raramente ocorre.  Elas são como pombos, esperando migalhas divinas de um deus que não tá nem aí pra elas.  Já eu, desde que me lembro não espero por nenhuma benção.  Pra falar a verdade, acho que se existe algum ser ou divindade superior, essa ai já tá ignorando a gente faz tempo.  E já que não vou ter a tão desejada ajuda divina, cabe a mim mesmo fazer a minha própria sorte.  No fim das contas sempre foi assim.

- É isso, Sirarossa... Pra mim, já deu. - Essa era uma decisão tomada já algum tempo, e finalmente o tão aguardado dia chegou.  Vou sair desse lugar, e deixar todas as lembranças para trás.  - Quer dizer... - Observei meu pequeno pingente de crucifixo, que será o único fragmento de Leslie e Sirarossa que levarei comigo.  Esconderia o mesmo por baixo da camisa, e com toda a dificuldade do mundo tentaria me levantar.  Em seguida, bateria em minhas roupas para me livrar da poeira do melhor jeito possível enquanto bocejo profundamente.  Minha garganta está seca, então primeiramente procuraria por ali algum lugar para encontrar água limpa.  Se a encontrasse, beberia um pouco e em seguida molharia os cabelos na tentativa de tentar deixá-los um pouco mais organizados.

Então seguiria meu rumo tranquilamente em direção ao porto.  Meu objetivo seria iniciar a minha viagem o mais rápido possível, para me ver longe de toda essa cidade mesquinha.  Se alcançasse o porto, observaria as embarcações disponíveis cuidadosamente, e então me aproximaria de forma amistosa de algum possível tripulante por alí.  - Aê!  Sabe pra onde estão indo? - Não me sobraram muitos berries depois de todos aqueles dias de bebedeira, mas com certeza eu não estou disposto a gastá-los de forma deliberada. - Preciso de uma carona... Me chamo Fettuccine Nava... - Falaria isso enquanto balanço a mão esquerda com as pontas dos dedos se encostando. - Conhece meu tio-primo de terceiro grau? Salvatore Nava?  Então sabe como sou importante... Me arrume um lugar em um navio para o país de Kano e eu não mando a família fuzilar você... - Diria tudo isso tentando imitar aquele sotaque asqueroso dos mafiosos safados.  Nunca fui um bom ator, é verdade, mas vale a tentativa.   Se por algum milagre eu conseguisse uma carona, embarcaria no navio e observaria a todos por ali.  - Atenção tripulação!  Vamos partir de imediato... Ordens de Salvatore Nava, que por acaso é filho primogênito da meia-irmã da mãe adotiva de meu pai!  Eu vou esperar por ali então se houver algum problema... Não me incomodem. - Seguiria então para alguma acomodação, banco ou qualquer lugar próprio para sentar.
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Re: I - Florescer improvável Qui Fev 24, 2022 5:15 pm

FLORESCER IMPROVÁVEL




Narração - 27

Galpão

-E-eeei que nojo!!!- Cheng quase vomitou quando percebeu que estava sendo usado como uma toalha. Em seguida retirou a sua camisa e entregou-a para o ruivo. Por um breve momento, antes do mesmo se virar envergonhado, Dante conseguiria ver que existiam duas cicatrizes gigantescas nas costas de Cheng  - Agora pode usar ela pra se limpar…urgh… eu não visto mais isso ai…

Com ass mãos levantadas, Dante e Cheng foram até a beira do galpão para explicar que a verdadeira culpada era a mulher.  Um dos soldados foi até a arma que estava caída no chão, guardou sua rapieira na bainha e depois recolheu a arma caída para analisar, já o capitão continuou observando a dupla de delinquentes.

-A mulher está aí? tragam-na!

Enquanto descia pelas escadas do galpão, Dante observou que não estavam realmente muito longe do porto pois existiam algumas vielas bem estreitas entre os vários galpões  que compunham aquela rua.  Enquanto isso, Cheng carregou o corpo da mulher enquanto seguia seu fiel companheiro.

Assim que se aproximaram, os marinheiros avançaram contra a dupla e os algemaram - Fico feliz que não mostraram resistência - O bigodudo falou - Eu sou o capitão Josef Llyich, MUITO DESPRAZER! - cumprimentou a dupla ao erguer a mão até a testa, fazendo uma pose militar.

O homem e muitos outros soldados fizeram cara feia quando mencionados, “clientes da casa dos prazeres”. O capitão Joseph se aproximou de Dante e deu dois tapinhas leves em seu rosto - Dante, Dante… Por que é que eu sempre espero te encontrar onde tem cheiro de problema? Vou ser sincero com você, temos fontes que afirmam ter visto vocês declararem publicamente que destruiriam o hotel momentos antes dele explodir. Sendo  assim, concluirei que vocês fizeram o atentado na exposição também… E  ainda por cima você matou essa mulher. Além de terroristas, são psicopatas? Que asco! Eu até te achava divertido enquanto era só um delinquente, mas isso já é demais! Vocês vão passar a vida inteira atrás das grades!

E então, começaram a escoltar os prisioneiros para o quartel. As esperanças de Dante se esvaíram ao ver que estavam próximos do quartel e não havia mais nenhuma alternativa para fugir dali. Ele mesmo deveria criar a sua distração.  

Quando passaram próximo à um beco escuro e tenebroso, Tresigallo chutou seu companheiro en cima de Josef e então avançou contra o soldado que carregava desajeitadamente as duas armas (a sua e a da mulher), e ao se esbarrar no mesmo, deu-lhe uma cabeçada em seu queixo e roubou a rapieira em sua cintura.

-DANTE, SEU FILHO DA PUTA!!!!- Cheng gritou irado ao ser rendido pela segunda vez pelos marinheiros. Enquanto isso, Dante correu pelas vielas, derrubando todas as caixas e barris pelo caminho a fim de despistar os marinheiros que o perseguiam, até que por fim os despistou ao se esconder atrás de um latão de lixo.
Utilizou a gazua ensanguentada para destravar a algema, retirou sua roupa de seda para não chamar muita atenção e retornou pelas sombras para o porto, onde avistou um incêndio fora de controle.


Isso é hora de acordar?

Não muito longe do porto, um rapaz acabara de despertar depois de outra noite de bebedeiras. Por incrível que pareça, quando ele acordou já era de noite novamente… eita bebedeira boa essa ai ein.

Estava cansado de esperar um milagre que pudesse mudar a sua vida, e as maravilhas de Sirarossa já não mais enchiam seus olhos, sendo assim, ele se levantou,  vasculhou os arredores e foi até a fonte da praça onde se hidratou e molhou a cabeça para se refrescar um pouco. Encontrou também um hamburguer pela metade que serviu para matar a sua fome. Depois, partiu rumo ao porto para iniciar sua nova jornada.
Não demorou muito até que chegasse ao porto, mas quando chegou não encontrou nenhum trabalhador. Na verdade, tudo o que havia por lá eram marinheiros e mais marinheiros. Essa é uma noite bem incomum em Sirarossa.

Ao fundo, Jules pôde perceber que um dos tantos barcos ancorados por lá estava queimando. As chamas do barco eram intensas demais devido ao óleo de baleia e por isso o vento, ao invés de apagar o fogo, alastrava as chamas para os outros navios. O porto estava um caos!


Barco

-Ei!! Seja rápido!! - Anya gritou - O fogo está fora de controle!!

Mas Franky não lhe respondeu. Franky não conseguia sequer engolir direito toda aquela história. O touro monstruoso conseguiu ter a total empatia para com os sentimentos de Romualdo, que , ao vê-lo chorar, também chorou.

-Minha filha linda se chamava Romualdina…snif… eu só queria poder fazer aquele Nava desgraçado sentir a dor que ele me causou..

Franky Tanky demonstrou seu respeito para com o humano, que caiu de joelhos ao ouvir a sua promessa. Chorando, o homem encostou a testa no chão que estava cada vez mais quente e falou - Eu fico tão feliz em saber que ainda existem guerreiros nobres igual você - O fogo começou a se alastrar pelas paredes e escadas, aproximando-se pouco a pouco da carga de pólvora - Eu fico realmente muito feliz…

-QUE DESGRAÇA VOCÊ TA FAZENDO AI FRANKY?? - Anya gritava desesperada.

Mas ainda havia uma última coisa a se perguntar. O paradeiro da filha e da esposa de Montecarlo.

-Oh… verdade…- as lágrimas de culpa escorriam pelo rosto do homem - elas não estão mais em Sirarossa… “O Coruja” levou elas para serem vendidas no leilão de Yīnghuā shèngkā… A essa hora elas devem estar chegando em Kano…

Franky até prometeu que em um futuro, ambos tomariam uma bebida juntos, mas enquanto o touro-coelho disparava em corrida pelas escadas em chamas para dar o fora de lá, o homem apenas se deixou ser engolido pelas chamas e então sorriu pela primeira vez - eu vou te reencontrar, Robertina….

Tudo aconteceu em questão de segundos. Impulsionado pelas potentes pernas de coelho, Franky Tanky subiu as escadas sem se importar com as chamas que chamuscaram o seu pelo, agarrou Anya e pulou para o mais longe que conseguia.

E então o barco explodiu e destruiu mais outros três, além de uma boa parte da estrutura do porto. Quanto a Franky e Anya? A explosão os arremessou para muito longe.


Um milagre que pode mudar uma vida

Tresigallo conseguiu ver toda a explosão que destruiu boa parte do Porto Crepúsculo e seus barcos, mas o que talvez ele não esperasse ver seja Franky Tanky e Anya que passaram voando em alta velocidade em sua frente (de um lado para o outro, não na sua direção), chocando-se contra as multidões de soldados que iam à lona pela força de tal impacto.

Perto dali Jules viu a “dupla voadora” que derrubava tudo em seu caminho. ambos vinham em sua direção e parecia que iriam aceitá-lo em cheio, mas eles passaram direto por seu lado, apenas alguns centímetros de distância salvaram o jovem mendigo.

E então Franky e Anya, usando o escudo como proteção, chocaram-se contra a parede de um dos galpões que se rachou com o impacto. Franky poderia sentir muita dor em suas costelas, e o braço que diminuiu o impacto com o escudo parecia estar quebrado, além disso sentia um incômodo referente às queimaduras por todo o corpo, mas pelo menos eles estavam todos vivos.


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Re: I - Florescer improvável Dom Fev 27, 2022 4:11 pm
Salve-se quem puder
*Sirarossa - West Blue*
~ Post 28 ~
*Dante di Tresigallo


Capitão Josef Llyich, que sujeitinho desprezível Dante teve de conhecer. A vontade do ruivo era fatiá-lo em mil pedaços ali mesmo, mas aquela força tarefa da Marinha era um grande desestimulante. Então não restava alternativa a não ser fugir, e assim o fez, utilizando Cheng como isca. Dante não podia mentir para si mesmo, apesar de nem pensar duas vezes em usar o seu colega como artifício para fugir, sentia-se mal pelo atirador, já que estava criando certa afeição por ele e também havia visto as enormes cicatrizes nas costas, provavelmente ele havia passado por um mau bocado. Assim sendo, enquanto estivesse fugindo, logo após roubar a espada do soldado desajeitado, gritaria com todo o fôlego para o homem de olhos puxados:

- VAI SE FODER! VOCÊ AGORA NÃO É MAIS MEU REFÉM! - não sabia se aquele blefe surtiria efeito, mas era o mínimo que podia fazer para ajudar. Agora era cada um por si.

“Que marinheiros estúpidos, nem ao menos me revistaram”, ria consigo mesmo enquanto fazia o caminho de volta ao porto a fim de encontrar Franky e Anya para finalizarem o trabalho o mais rápido possível, visto que ele já estava ficando perigoso demais. Ao chegar, fora surpreendido por um enorme incêndio, “mas que por*caria é essa?”. E em apenas um instante, um míssil passou diante de seus olhos. Pensando bem, talvez não fosse um míssil, já que aquilo parecia ter chifres rosas e uma pele esverdeada. “FRANKY?! ANYA?!”.

Vendo seus companheiros voando, Dante precisava saber o que havia acontecido, além de perguntar sobre Romualdo, é claro. Correria na direção da dupla voadora, sempre próximo à parede e atrás das pessoas, para evitar os olhares curiosos. Quando chegasse aonde ambos estivessem, chamá-los-ia:

- Ei seus idiotas, temos que sair daqui tipo AGORA! - correria na frente dos dois para as boas e velhas vielas de Sirarossa, onde poderiam se esconder da Marinha sem que ficassem perdidos. Quando estivessem todos unidos e seguros, a primeira atitude do ruivo seria perguntar sobre o desfecho da missão - E aí? Conseguiram encontrar o Romualdo? - considerando que fosse respondido, mostraria a foto que estava no bolso - Por acaso esse cara da foto é o Romualdo? Enfrentei uma mulher mais cedo que aposto ser a Franciele - se a resposta fosse positiva para as duas perguntas, não havia porque esperar mais, juntar-se-ia ao grupo e voltaria até o Sr. Nava, guiando-os pelas vielas até o prestigiado restaurante Mozzafiato. Mas se fosse questionado pela ausência de Cheng, responderia - Cheng rodou, a marinha prendeu o coitado - já que entrar pela porta da frente do restaurante poderia ser um problema, afinal provavelmente o grupo já tinha os rostos conhecidos pela Marinha, tentaria acessar o restaurante por alguma porta ou janela dos fundos. Bateria nela até algum funcionário do Nava atender ou se necessário forçaria a entrada utilizando sua fiel companheira gazua. Entrando no estabelecimento, anunciaria logo sua presença:

- Onde está o senhor Nava? Diga a ele que o trabalho está finalizado!

Caso fosse abordado em algum momento por um estranho que afirmasse conhecer Dante, retribuiria o sorriso canalha com outro, aproveitando para jogar o cabelo cor de fogo para o lado direito como gostava de penteá-lo e então dizer - Cabelos grandes e ondulados, diversas cicatrizes e uma completa falta de classe... você só pode ser o canalha que vendeu a própria irmã hahahahahaha - gargalharia acompanhando cada movimento de Jules com os olhos - Não sei se dá pra confiar em você... acho que me venderia para a Marinha na primeira oportunidade - repousaria cada mão em cada cabo das espadas em sua cintura, estufando o peito e sem tirar os olhos do homem que pudera ter aparecido. Aguardaria para ver como a situação se desenrolaria antes de tomar alguma atitude.
                                 
     
 
 
~ Informações ~

 
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Re: I - Florescer improvável Dom Fev 27, 2022 8:04 pm


Uma fuga para longe de tudo

Fala ~~ Pensamento


Romualdo agora descansava em paz e sua morte o traria mais felicidade do que sua vida atual, pelo menos foi o que pensei. Apenas os vivos sofrem e como sofrem! Nesse instante eu estava sofrendo por minhas ações, paguei o preço por tomar uma decisão muito ousada… Bem, fazer o que. A dor percorria todo o meu corpo, primeiro sentia o ardor das queimaduras, aquilo era horrível, mas ainda pior era o meu braço, não conseguia movê-lo, estava quebrado e sentia fortes dores nele. Mordi meus lábios de tanta dor, pelo menos o braço dava para ficar sem se mover, já as costelas, eu era obrigado a mexê-las e isso era o que causava mais dor.

Lentamente coloquei a mão  que estava  bem no escudo para então tirá-lo da do braço quebrado e guardá-lo nas costas. - Peixona, tudo bem com você? - Disse isso me largando da tritã e olhando para trás em uma tentativa de medir todo o estrago que eu havia feito. Aparentemente tinha acabado com boa parte do porto e feito um strike em um grupo de marinheiros. Meu corpo tremia de medo, naquela hora levei  a mão boa até o colar com a agulha da minha mãe, tinha que me sentir mais calmo, porque tudo aquilo havia sido demais para mim.

- Você viu Anya, eu fiz um Strike você viu? -  Diria isso, estufando o peito, só para  rapidamente contraí-lo com dor, aquela piada seria para tentar me acalmar.  Agarraria o braço que estava quebrando com a mão, tentando apoiá-lo para ele não se mover muito e tentar resistir à dor. -Vamos fugir daqui, pessoal! Temos que sair antes que a situação fique ainda pior! Vamos atrás do nosso pagamento, pessoal. - Começaria a correr, o mais rápido que minhas feridas me permitissem, mordendo os dentes  de tanta dor que estaria sentindo, mas sem deixar que isso me controlasse ou me impedisse de andar.
Quando o ruivo me perguntasse sobre Romualdo, soltaria um suspiro de pesar. - Acho que matei ele sim, era o dono da voz pelo menos. Se ele não morreu com aquela explosão, provavelmente ele é imortal. - Faria aquela piada, mas sem um pingo de felicidade ou graça no meu tom de voz. Quando visse a foto e notando que era o mesmo homem que enfrentei, assentiria. - É ele mesmo. - Falaria em tom fúnebre.

Olharia ao redor buscando algo antes de sentir uma fisgada nas costelas, e falar segurando minhas costelas com o meu braço sadio. - Cade o medroso? Ele não tava com você? -

Estaria vagando em direção ao restaurante do homem que tinha me contratado, não queria nem ao menos pensar no nome dele depois de tudo, só queria pegar minha recompensa e sair daquele lugar. Não que eu acreditasse que o dinheiro tinha algum valor, nada disso, para mim era só papel, mas podia me vir a ser útil já que  aquele papel  controlava praticamente o mundo inteiro.

Continuaria correndo, tentando seguir por lugares que não pudesse ser perseguido, se o Dante estivesse por ali, deixaria que ele me guiasse já que o ruivinho tinha se mostrado extremamente bom em andar por lugares escuros e conhecedor da cidade.  Por mais que minha pele ardesse, estaria movendo minha mão  sadia  para o braço quebrado e as costelas, além de também usá-la para afastar qualquer coisa que pudesse me tocar  e acabar me causando mais dor.

Quando chegasse ao nosso destino, entraria assim que possível para me esconder dentro do estabelecimento e evitar que a marinha ou qualquer outro perseguidor viesse atrás de  mim, já que eu era grande e  chamativo, com um touro de três metros com chifres rosas. - Acho que conseguimos escapar de todo aquele inferno. - Suspiraria aliviado  pelo fim daquele tormento. - Romualdo está morto. Ele explodiu no navio. - Falaria isso para os que estivessem ao meu redor, anunciando a todos o fim do nosso trabalho.

Com a chegada do perseguidor, olharia para ele com os cantos dos olhos antes de lentamente me virar par encara-lo de cima para baixo. - Essa piada foi boa. - Gargalharia da piada dele, mas bem pouco para não fazer minhas costelas doerem. - Bem, parece que os dois se conhecem muito bem. - Estaria ouvindo a conversa dos dois e então quando ouvisse a parte de que ele vendeu a própria irmã, mostraria minha raiva ali. - Você fez o que, seu desgraçado? - Começaria a pegar o escudo com o braço bom e ergueria o mesmo a frente do meu corpo, minhas sobrancelhas se fechariam e meus olhos estariam marcados pela raiva.

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Última edição por Vrowk em Seg Fev 28, 2022 12:19 pm, editado 2 vez(es)
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Re: I - Florescer improvável Seg Fev 28, 2022 2:21 am

Olha o churrasco fugindo ali meu

Quando finalmente cheguei ao porto, o cenário era caótico. Um dos barcos estava em chamas e parecia que tudo iria pelos ares a qualquer momento. - Mas que… - Então o navio explodiu, atingindo outros pelos arredores e me fazendo instintivamente proteger o rosto com as mãos. A explosão arremessou algo que rapidamente vinha em minha direção em velocidade, que de primeira não pude distinguir o que seria mas em um instante consegui perceber do que se tratava. Era um touro bombado segurando um peixe enquanto voavam, derrubando um grupo de marinheiros e passando por mim a uma distância ínfima. - Puta merda! - Curioso e acima de tudo improvável.

Observaria então as condições dos marinheiros, que pareciam ter sido atropelados por um touro desgovernado. - Olha só… Um arruaceiro… - Diria se tivesse percebido Dante por ali. A verdade é que já o conhecia de vista, e sua fama o precedia como um arruaceiro vagabundo da cidade, assim como eu. Então neste momento observaria sua interação com a situação, ao passo que se estivesse envolvido, certamente algum valor estaria em disputa. Se o touro e o peixe conseguissem sair de lá vivos, eu os seguiria a uma certa distância sem que se dessem conta. Sei que não sou dos mais discretos, mas talvez eu consiga tirar algum proveito dessa história toda e quem sabe alguma recompensa em meus bolsos.

Caso alcançassem algum lugar em especial, deixaria que se instalassem primeiramente e tomaria cuidado observando os arredores em busca de marinheiros. Se visse algum que estivesse aparentemente em busca de algo, me aproximaria rapidamente. - Socorro, senhor homem da lei! Um touro gigante acompanhado de um tritão fêmea acabaram de passar por aqui e quase me atropelaram, seguidos por aquele sujo do Tresigallo! - Nesse momento, cospiria no chão com uma expressão de nojo. - Uma tremenda falta de respeito a um legítimo e importante cidadão de Sirarossa como eu… - Então observaria ao longo da rua, desviando o olhar para longe de onde o trio realmente foi. - Eles seguiram para oeste, em direção ao rio. Talvez tentem pegar uma das embarcações de Allora! - Eles agora tinham uma direção, e um motivo plausível, então talvez isso os atrase.

Por fim, se tivesse despistado os marinheiros e não houvesse qualquer outro problema, entraria no lugar onde os procurados estavam se escondendo pela porta da frente e tentaria avistar o trio. - Se metendo em problemas outra vez, Dante? - Sorriria de um jeito canalha. É claro que eu não tinha motivos pra me intrometer naquela confusão, mas cá entre nós… a minha carona já era e eu não teria nada melhor pra fazer pelo resto do dia. - Tem muita gente procurando você e seus amigos. Parece que o boi e o peixe fugiram do churrasco. - Olharia em volta, tentando reconhecer quem os encontraria por ali. - E vocês estão envolvidos na destruição do porto então, a marinha não vai deixar que nenhum navio deixe a costa por um tempo. Logo, a minha carona já era. - Caminharia calmamente até algum lugar apropriado para me sentar, e passaria a mão esquerda no cabelo para alguma organização, emanando um ar confiante. - Aos que não me conhecem, me chamo Jules Winnfield. É um desprazer conhecê-los. - Aparentemente o touro é duro na queda, mas não parece estar em condições de lutar, enquanto que o arruaceiro é uma incógnita.

- Eu preciso sair de Sirarossa, e vocês também. O que acham de uma ajuda mútua? Dadas as condições do nosso amigo corno… Acho que vocês não têm muita opção…



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Re: I - Florescer improvável Seg Fev 28, 2022 6:21 pm

FLORESCER IMPROVÁVEL




Narração - 28

Um porto em chamas

Assim que chegou no Porto Crepúsculo, Jules se deparou com um grande incêndio que, seguido de uma baita explosão, detonou boa parte do porto. O jovem mendigo ficou paralizado ao pensar que seria atingido por Franky e Anya que voaram em alta velocidade por conta da explosão até que se chocaram contra a parede de um dos galpões.

Tresigallo também viu a dupla voadora e foi até o galpão onde ambos estavam e os chamou para que pudessem se reorganizar. Enquanto isso Franky sentia-se mal, tanto física como emocionalmente.

O touro se levantou da melhor maneira que conseguia e depois de apalpar suas feridas e retirar o escudo do braço quebrado olhou ao redor para ter um vislumbre do atual estado do porto. Na beira do cás havia uma cratera com a dimensão de um campo de futebol onde destroços das embarcações  boiavam na maré alta junto dos corpos das muitas vítimas que não sobreviveram à explosão. Já no chão havia mais de trinta marinheiros caídos e ensanguentados por conta do impacto contra o escudo pesado do touro.

-Eu estou bem - Falou Anya. A mulher-peixe gegurava com a mão esquerda o seu ombro direito que aparentemente estava deslocado ou quebrado - Estamos todos vivos, mas vê se pensa direito andes de inventar outro plano suicida desses.

E então o trio se esgueirou para dentro de um beco próximo, onde conversaram sobre o proceder da missão.


Informações duvidosas

Enquanto o trio conversava no breu de um beco, o mendigo que os seguiu observou-os ao pensar nos benefícios que seguir aquele o ruivo conhecido poderia lhe trazer.

Agora a rua estava muito mais movimentada do que antes, deveriam tem centenas de marinheiros rondando por todo o perímetro do porto em busca do trio suspeito.

De onde estavam, Franky, Dante e Anya conseguiam ver os patrulheiros que corriam de lá pra cá. Fugir dali nas atuais circunstâncias seria impossível, e além do mais cedo ou tarde alguém iria vasculhar aquele beco.

Jules não perdeu tempo, utilizou de toda a sua malandragem e foi gritando até o oficial mais próximo.

-Oquê?! Você viu mesmo aquelass duas monstruosidades por aí? estamos procurando exatamente esses três ai! - O oficial da marinha falou ao cessar sua corrida para dar atenção ao mendigo - Para onde eles foram?

O homem observou a direção apontada e depois arremessou uma moeda de um belly para Jules enquanto o fitou com um olhar de puro desprezo.

-Tome essa moeda pela informação, agora volte para a lata de lixo de onde você veio.

E então o homem voltou a correr.

Ao mesmo tempo, na rua ao lado, Josef e sua infantaria retornavam do quartel - Não percam tempo! ENCONTREM TRESIGALLO, O MINK E AQUELA TRITÃ! ELES SÃO OS CULPADOS PELOS TRÊS ATENTADOS DE HOJE!! - o bigodudo falou.

Os soldados se espalharam e começaram a vasculhar tudo, nem os lixos escapavam da vistoria dos marinheiros. Foi quando um dos soldados se aproximou do beco escuro e começou a adentrá-lo.

PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII


O som de apito ecoou mais uma vez pelo Porto Crepúsculo.

-OS TERRORISTAS PRETENDEM FUGIR PELO RIO!! - gritou o oficial que foi enganado por Jules - PRECISAMOS DETÊ-LOS ANTES QUE PEGUEM UMA EMBARCAÇÃO !!

E então o marinheiro deu meia volta e foi embora do beco, seguindo mais da metade dos soldados que foram com o oficial em busca dos meliantes.

Apenas Franky Tanky ouviu aquela mentira que despistou os marinheiros, então o trio seguiu pelas vielas de Sirarossa até que chegassem ao majestoso restaurante do Sr. Nava. Quando chegaram no local encontraram a porta escancarada. Na frente da porta, um cozinheiro estava sentado no meio fio enquanto terminava de fumar um cigarro.

I - Florescer improvável - Página 6 Cocinero


No restaurante Mozzafiato

Assim que o cozinheiro viu o grupo, apagou o cigarro na sola de seu sapato e então se levantou com os braços abertos em gesto de cordialidade

-Ciao, bambinos! O señor Nava estava à vossa espera. ENTREM!! -

A porta dos fundos tinha acesso à cozinha do restaurante. A cozinha era muito espaçosa e limpa, cheia de caixotes com mantimentos e panelas airadas. Entretanto, só havia apenas um cozinheiro ali, o homem que os recebeu.

O cozinheiro trancou a porta logo depois que todos estivessem dentro e então falou.

- Per favore, não contem ao señor Nava que eu estava fumando lá fora… yo slo estava tirando um descansinho enquanto nada me era solicidado. Puedem espera-lo no saloon, vou avisar o metri que vocês chegaram.

O cozinheiro guiou os três arruaceiros até um saloon muito belo com muitas mesas e cadeiras. Havia também dois sofás ao lado de um balcão de bar com uma estante cheia de bebidas - aguardem um segundo, señor Nava já está vindo recebê-los.

FInalmente o grupo estava em um local tranquilo e seguro, infelizmente, por conta do horário não havia qualquer funcionário no restaurante além do metri, do cozinheiro e dos seguranças de terno.

O grupo estava a espera de seu anfitrião quando a porta principal do estabelecimento se abriu revelando a figura do mendigo descabelado. O jovem entrou no estabelecimento e cumprimentou o ruivo, sendo assim as interações seguiram o seu rumo natural.

Espantado pela crueldade do rapaz para com sua irmã, Franky ergueu o escudo, furioso, preparando-se para descer o sarrafo em Jules. Mas Jules ignorou a ameaça e, ao se sentar e mexer em suas madeixas, propôs uma aliança.

Toc… Toc… Toc… Toc…

O som seco e rítmico acompanhava os passos de alguém que se aproximava lentamente, descendo as escadas uma figura imponente apareceu para o grupo, Salvatore Nava sorriu para o grupo e falou.

I - Florescer improvável - Página 6 XmUsF4d

-Bienvenue a mi restorán, amigos míos! Vamo! Escolham uma mesa e se sentem, vamos conversar de negócios enquanto a comida está sendo feita.

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Re: I - Florescer improvável Seg Fev 28, 2022 9:39 pm
Salve-se quem puder
*Sirarossa - West Blue*
~ Post 29 ~
*Dante di Tresigallo


Bom ou ruim, aquele dia havia sido inesquecível e com certeza mudaria mais uma vez a história do ruivo para sempre. Fosse por competência, fosse por sorte, Dante concluiu um serviço extremamente perigoso para o maior mafioso da ilha, fugiu de diversos marinheiros e ainda cruzou o caminho de pessoas no mínimo “interessantes” que poderiam ser muito úteis para os objetivos do aspirante a pirata. Agora se encontrava pela segunda vez naquele restaurante maravilhoso que pensou que nunca entraria na vida. Lá encontrou um cozinheiro fumando bem em frente ao restaurante. Um homem de coragem, pensou Dante, afinal os clientes provavelmente não gostariam de saber que a comida caríssima era preparada com um temperinho de nicotina. Ele pediu para não dedurá-lo para o Nava, como se o ruivo fosse fazer aquilo, ora, "dedurar" as pessoas não é uma prática muito bem vista no meio criminoso. Logo não seria Dante a fazê-lo.

Como o dia já não bastasse de surpresas, mais uma figura caricata apareceu por lá: Jules Winnfield. Aparentemente Franky não ficou muito feliz com o convidado, e Dante estava pronto para intervir na confusão, se não fosse pela aparição do homem responsável por tudo aquilo, senhor Nava. Instintivamente ficaria em pé e estufaria o peito e manteria as mãos repousadas nas espadas, tentando passar um ar de seriedade frente ao mafioso.

Considerando que o Franky fosse o primeiro a falar e trouxesse alguma informação sobre Jules, Dante esperaria que terminassem de falar e então seguiria dizendo ao Nava - Senhor, não quero ser rude, mas não temos tempo para jantar agora - negaria a comida, um pouco por paranoia de ela estar envenenada, um pouco pela pressa de sair da ilha o mais rápido possível - Aqui está a prova do serviço, esses dois foram os responsáveis pelo ataque e hoje eles dormirão com os peixes - colocaria a foto dos alvos e o gravador com a voz do Romualdo sobre a mesa mais próxima - Acredito que falo por todos quando digo que ficaremos felizes de pegar nossas partes do pagamento e aquela carona para fora da ilha o mais rápido possível - diria se virando para olhar se o restante do grupo estava de acordo - … e quanto a mim, também quero aquelas informações do sargento Macdu! - finalizaria apertando a mão destra contra o peito e olhando diretamente para os olhos de Nava.

Pode ser que o “clima” esquentasse entre o Nava e o grupo, afinal uma discussão de negócios é sempre imprevisível, ainda mais quando termina explodindo edifícios, uma parte do maior porto da cidade e com a Marinha no rastro. Assim sendo, encostaria em alguma parede para proteger a retaguarda e ficaria com ambas as mãos nos cabos das espadas, pronto para reagir a qualquer agressão. Dobraria a perna esquerda para apoiar a sola do pé na parede em uma postura despojada, ainda que atento, para não passar mais tensão do que a situação já propiciava. Assim que fosse propício ou caso fosse questionado, abordaria a questão do seu companheiro, ou antigo companheiro Cheng:

- O Cheng acabou sendo pego pela Marinha… - levantaria as palmas da mão como se estivesse se rendendo e diria - Longe de mim querer dizer o que você deve ou não fazer, senhor Nava, mas eu no seu lugar mexeria uns pauzinhos para tirar o Cheng da prisão… não sei se ele aguentaria ficar de bico calado após uma sessão de tortura - voltaria as mãos para o conforto de suas espadas - Pode colocar na minha conta pra limpar a barra dele, pode dizer que eu sequestrei a namorada dele e o estava chantageando ou algo do tipo… posso repetir isso até em um gravador se você quiser ter como prova… - aguardaria a resposta de Nava e não insistiria mais no caso se o mafioso negasse o pedido.
 
Se as negociações corressem como o planejado, seguiria as instruções de Nava até o local de fuga, mas deixaria que seus companheiros fossem na frente, seguindo-os para tomar conta da retaguarda sempre olhando para os arredores. Também ficaria de olho em Jules, visto que o homem aparecer assim do nada era muito suspeito.
     
 
 
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Re: I - Florescer improvável Ter Mar 01, 2022 2:47 pm


Algo a se temer

Fala ~~ Pensamento


Jules Winfield era um sujeito horrível que vendeu a própria irmã e isso me levantava um alerta, mas ao mesmo tempo a voz dele me parecia familiar, de onde havia ouvido ela? Olhei para ele e sua aparência não  me vinha à memória, mas em um rápido lampejo me recordei: ele havia enganado os marinheiros enquanto fugíamos, mas por quê? O que aquele homem queria conosco? Apesar de desconfiado, ao ser interrompido pelo mafioso, eu me virei e instintivamente ergui o escudo, mas então  parei por um instante,já que se atacasse o homem ali, dificilmente conseguiria fugir da ilha e nunca conseguiria construir meu país, afinal, a marinha já estava atrás de nós, e ter mais uma gangue inteira na corrida não iria facilitar em nada a nossa vida. Por isso naquele instante guardei o meu escudo.

Tomaria a frente da situação já que meu estado era mais crítico. - Eu e a Anya precisamos de atendimento médico imediato, acho que quebrei meu braço, umas costelas e to detonando, quase que literalmente. Err… Também tem a parte que eu tomei uma espadada na barriga. -  Diria isso mostrando algumas das minhas queimaduras para o homem e uma careta de dor. Observaria o Ruivo, procurando feridas no seu corpo, afinal ele era muito frágil, quase um bonequinho de porcelana. - Acho que o garotão ali também precisa de tratamento médico. - Diria em tom preocupado, usando meu nariz para apontar para Dante, apesar de não nos conhecermos a muito tempo o rapaz tinha se mostrado um poderoso aliado e naquele instante, todos ali presentes estavam no mesmo barco, uma vez que o mafioso poderia querer simplesmente se livrar de todos depois da grande destruição que se sucedeu.

- Quanto ao meu pagamento, gostaria que esquecesse o que eu te pedi antes, gostaria de uma mochila… -  Olharia para minhas roupas para ver o quão estragadas estavam. - Essa roupa  já era… - Sussurraria. - Roupas Novas também me seriam uma boa e uma carona para sair desse inferno… - Voltaria minha atenção para o tal Winfield, apesar de não ir com a cara dele, era inegável que ele tinha me salvado e também tinha algo muito suspeito nele, era tudo muito estranho… E então quase que instintivamente senti algo em mim na minha cabeça, poderia ele ser um soldado do Sargon? Se ele fosse um soldado, porque não teria me atacado? Precisaria ter mais informações, já que tinha que despistar o desgraçado do Sargon.

A dor no braço me faria levar a mão instintivamente para ele, tentando pará-la por um instante. Olhando com os cantos dos olhos para o baixinho falaria em alto e bom tom. - E você, o que vai querer?  Eu escutei você enganando os marinheiros que estavam na nossa cola… Pode pedir o que quiser… Jules, não é? - Diria tentando esconder minhas suspeitas e tentando ser amigável apesar do monstro terrível que aquele homem era. - Senhor Nava, esse aqui é Jules Winfield, ele nos ajudou a fugir da marinha durante o trabalho e eu gostaria de que ele recebesse uma parte dos meus ganhos. - Apresentaria o homem ao mesmo tempo que daria a brecha para ele fazer seus pedidos se necessário. Se tudo seguisse de uma boa forma, seguiria o que o meu contratante falasse para que então pudesse avançar.

Feito por Vrowk/Mando Smile


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Última edição por Vrowk em Sex Mar 04, 2022 6:45 am, editado 1 vez(es)
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Re: I - Florescer improvável Ter Mar 01, 2022 3:43 pm

Cometi um erro

Ao pegar a moeda jogada pelo marinheiro, a soprei e observei com um sorriso estampado no rosto, para em seguida responder. - Ah, que isso! Conte sempre comigo para o cumprimento da lei… - Já estava acostumado com insultos piores, e pelo menos dessa vez eu ganhei uma moeda.  Na sequência de todos os acontecimentos, mais tarde me deparei com ameaças de nosso amigo touro e a entrada não tão triunfal de Salvatore Nava em seu próprio estabelecimento.  Olhei o boi irritado nos olhos, tentando desvendar qual a situação ali.  Não tardaria até que o próprio Salvador deixasse tudo um pouco mais claro.  Aparentemente, eles haviam sido contratados pelo próprio Nava para alguma missão suja, que provavelmente resultou nos danos ao porto.

- Grande Nava…- Essa raposa velha é muito, quiçá a mais difícil de dobrar na ilha.  O filho da puta tem a cidade toda nas mãos, e nada impede que ele apenas nos elimine e acabe automaticamente com todas as provas do crime.  Pelo visto vir até aqui foi um erro, e agora ou eu protejo a todos ou vai todo mundo pra vala. - Como está Bellinha? É uma querida aquela menina. - Ele não costuma errar… O que é mais fácil pra ele?  Dar tudo o que pedem ou acabar com tudo aqui e agora?  Sujar seu estabelecimento? Acho que não, mas ele já deve ter alguma coisa em mente.  Talvez um plano previamente traçado, e no fim das contas esses três otários estão aqui, exatamente onde ele quer.  Foi um erro vir até aqui.  Aguardaria todas as exigências dos meus aliados momentâneos, antes de começar a falar.

- Esqueçam o… Como é mesmo o nome? Cheng.  É uma palavra contra outra, coisa que o senhor Nava aqui não precisa se preocupar. - O que vale mais, a palavra de um arruaceiro ou a palavra de um mafioso?...  Então sorriria contente com o meu momento de clareza, e agora tudo o que ele precisa é cair no blefe que será feito de forma sutil. - É como eu sempre costumo dizer ao meu amigo Cesinha… Quando se negocia com homens como Salvatore Nava, é preciso ter as costas protegidas. - Cesare Costa… Aquele aleijado desgraçado ainda deve ter alguma mágoa com o Nava, e inteligente como Salva é já deve ter pegado nas entrelinhas.  Olharia nesse momento diretamente nos olhos de Salvatore, com um tom de voz firme. - Tudo o que queremos aqui é que um homem honrado honre sua palavra.  Não pegaremos nada mais do que merecemos e sairemos da sua cidade, para bem longe de sua vista.  E… Como de praxe, esqueceremos que um dia estivemos na sua inestimável presença, com todo o respeito. - Colocaria meus pés sobre a mesa, e tiraria meu crucifixo para fora da blusa para examiná-lo. - Dadas as atuais condições da Marinha… Precisamos de sua ajuda mais do que nunca para sair da ilha, o mais rápido possível.

Essa é a minha cartada, e eu espero que os três patetas joguem comigo.  Foi um erro ter vindo até aqui.

Se toda essa conversa servir pra alguma coisa, prestaria muita atenção a movimentações de capangas por perto.  Seguiria com cautela todas as orientações de Nava para nós colocar em segurança a caminho de uma nova ilha.



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