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Capitulo I: Poesia com uma espada.

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Capitulo I: Poesia com uma espada. Qua Nov 09, 2022 8:30 pm


Capitulo I: Poesia com uma espada.


Agatha Baronesa [Agente] e Hany G. Drezat [Civil]

não possui narrador definido.
Fechada

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Qui Nov 10, 2022 8:51 am
You're still the same as always

A última semana de viagem foi estranha demais. Retirar a tinta do cabelo, recuperar-se completamente dos ferimentos, ser promovida, vincular-se a um distrito, conversar muito com Loki e também explorar melhor a estranha sensação que estava ficando surda. Semana complicada, mas para Hany foi satisfatório ver seu progresso, todas as mudanças que conseguiu deixar antes de partir para a grande linha. "Eliminei dois problemas para o tio do submundo, foi bom ajudar um amigo do Loki... Shaa, queria ver ele." Fora a saudade, existia também a vontade de o ajudar financeiramente, mesmo que a garota-peixe não fosse rica, queria puxar seu chefe ao topo a sua maneira. A aliança com o governo foi, por esse motivo, ser a garantia de proteção e ajuda, além de deixar passar certas coisas que normalmente alertariam marinheiros e agentes para lidar com os criminosos do submundo. "Não vejo todos aceitando isso, em ambos os lados as coisas podem parecer estranhas... Não posso envolver muito a raposinha nesse meio, a sujeira do governo já é muito grande." Pensar nisso a tirava completamente do tão amado descanso, esfregando os olhos e finalmente se movimentando para sair da cama.

Escovar os dentes, tomar um belo e longo banho, pentear seu cabelo e cuidar muito bem das roupas seriam as coisas iniciais. A pequena estava pronta para retornar as vestes de tubarão, esse novo passo em sua jornada ainda era levemente desconhecido. Não existiam planos, Hany não havia escutado nada da raposa, mas não se importou tanto assim, era só sair do quarto e cuidar disso logo. "Tenho que mostrar isso pra ela também." A espada e o poder de ficar surda, dois trunfos que talvez fossem úteis na mente de Agatha. A espada não tinha sido muito explorada, faltava certo treino, um professor ajudaria nisso mais a frente. Já o poder que a deixava surda em certos momentos foi mais receptivo as tentativas dela, conseguindo controlar ao menos o básico daquilo. Não era apenas parar de escutar os sons feitos longe dela, existia também uma forma de tirar sons de objetos, ou impedir que alguém escute suas falas fora de uma certa área. "Me lembra daquela mulher, seu poder era tão estranho quanto... Será que herdei da minha mãe? Só vi humanos com isso, queria entender..." Sem nome ou conhecimento das novas habilidades, seria muito complicado ela deduzir que tudo isso acabou vindo da fruta que sua oponente em Kano carregava, comer aquilo foi um erro dos grandes.

Os preparativos seriam feitos rapidamente, não importava muito o horário. A pequena garota-tubarão pegaria seus pertences, colocaria tudo na mochila azul, carregando a preta na mão, junto da maleta. A espada, ainda coberta por um pano, ficaria nas costas, junto da lança. As coisas mais pequenas terminariam na cintura, bolsos, num ponto fácil para puxar sem demora. Todas as roupas obviamente estariam na mochila. "Preciso vender algumas coisas, vou procurar um lugar mais tarde." Hany ainda não sabia se existia alguém do submundo nessa ilha, por isso passaria na área de comunicação do barco do governo, procurando ligar para Loki, seu chefe de Sirarossa. – Chefinho? – murmurava assim que fosse atendida, empolgando-se mais ao ouvir a voz do homem. – Finalmente cheguei, Mas-... Máscara? A ilha do máscara, ou masque... Bom, esquece isso, queria ouvir sua voz e... – uma pausa para respirar surgia, sorrindo ao continuar. – Sempre busco você para me ajudar nessas situações, sei que é complicado, mas não tenho contatos. Sabe me dizer se conhece alguém aqui, se posso falar com alguém, ou quem sabe até se você consegue me dar uma direção... Quero ajudar, melhorar e conseguir ajudar o nosso lado também. – matar alguém, conseguir documentos, ajudar em qualquer merda que o submundo estivesse precisando. É foda perguntar sobre uma ilha da grande linha para alguém nos blues, mas não existia outra opção. Ela não queria nem pedir contato com outra pessoa, falar com Loki, escutar sua voz, era tudo tão bom que não fazia sentido receber ordens de outros. Quando respostas fossem dadas, restaria para a garota-peixe continuar a conversa. – As coisas por aí tão boas? O acordo ajudou? Sempre fico me perguntando se tudo isso está realmente nos ajudando. – fora ajudar o chefe, não existiam muitas coisas boas ao trabalhar pro governo fora a presença de Agatha. A ligação não seria muito mais longa, tudo terminaria com a pequena mandando um beijo para o sujeito do outro da linha e então desligando.

Os próximos passos rumariam para fora da embarcação, procurando por Agatha ou apenas a aguardando no porto. Acompanhar a raposa e apreciar um pouco o lugar onde estavam se tornariam os focos dessa primeira caminhada. Antes de agir era preciso conhecer o ambiente, isso se agir fosse o plano. – Raposinha... Temos planos? Eu queria aprender a usar essa coisa. – apontava para o espadão. – E queria te mostrar outra parada mais tarde, talvez você saiba mais sobre. – controlar já era um grande passo, não precisava acelerar as coisas. Tudo seria dita de forma tranquila e sorridente, Hany estava voltando a si, largar a atuação e o papel de revolucionária a deixou muito animada.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Qui Nov 10, 2022 12:05 pm





Capitulo I: Poesia com uma espada.

A viagem se iniciava com um grande resumo do que tinha acontecido na ilha de Kano, as bonificações não paravam de chegar, além do salário, tinha ganhado um artefato bastante valioso, uma akuma no mi estava em minha posse. “Não sei se eu quero come-la!” A pesar de os poderes provindas dessas frutas eram uteis, tinha o fator do mistério, comer sem saber que tipo de poder viria era um tiro no escuro que eu não estava afim de dar naquele momento.

- Que é algo importante eu sei, mas sinceramente não tenho ideia do que fazer com isso, pensarei mais a frente! Respondia a Ravena, guardando a fruta em meus pertences.

A viagem tinha sido tranquila, meus ferimentos logo estavam curados, e estava pronta para poder voltar a ação. “Preciso organizar algumas coisas, mas qual será a situação dessa ilha...” Pensava ao lembrar das palavras de cega, o lugar no qual estávamos indo, também estava enfrentando problemas com revolucionários, oque me fazia questionar qual é a verdadeira força dos ditos aliados do governo mundial.

“Será que são dignos de ser aliados do governo!” Enfim naquele momento só seguia ordens, era tudo muito nebuloso, principalmente as informações que poderiam ser uteis para mim.

Com isso me levantava, colocando minhas roupas comuns, já que não estava em serviço ainda, estava satisfeita de estar de volta com minhas cores de cabelo e pelagem ao normal. “Já estava ficando estressada ficar o tempo todo naquele disfarce!” Pensava enquanto terminava de me arrumar, saindo dos meus aposentos indo para o lado de fora do mesmo.

Fazia um tempo que não via Hany ou os outros, espero que tenha tido uma viagem tranquila, nem mesmo Samira tinha visto, mas não era de minha responsabilidade, minha parte do trato tinha sido feita. “Vou atrás da tubarãozinha!” Caminhava lentamente balançando minhas nove caudas enquanto caminhava procurando pela garota.

Não era difícil de encontrar a mesma, mas assim que batia os olhos, levava a minha mão esquerda em minha boca abafando o sorriso quando via a enorme espada que estava com ela. – Não temos planos ainda! Falava levando a mão direita até sua cabeça e a acariciando lentamente. Escutava oque ela tinha a falar sobre a espada. – Isso ai é bem fácil de se resolver, instrutores capazes é oque não falta nesse barco, e tenho certeza que vão se prontificar para cuidar da minha convidada especial! Falava dando um grande sorriso e um abraço na mesma.

- Mas mostrar oque? Fiquei bastante curiosa agora haha! Minhas orelhas ficaram e alerta, tinha se passado muito tempo em Kano que tínhamos ficado separadas e não sabia bem oque tinha acontecido lá.

- Vamos procurar um superior meu, para que possa me passar as especificações sobre essa ilha, depois vamos tomar um delicioso café juntas e me conta tudo que aconteceu em Kano! Mas antes que eu pudesse me virar, me lembrava que tinha de apresentar alguém, alguém que agora era basicamente minha sombra.

- Ah Hany, essa é Ravena... Uma amiga... Falava pausadamente apontando para a mulher que provavelmente estava por volta.

- Bom, apresentação feita, quero saber mais dessa ilha! Assim ia a procura do superior.

Assim que encontrasse o superior, me apresentaria para o mesmo e logo em seguida falaria. – Então fomos enviadas para essa ilha mas não temos muitas informações sobre ela, qual a situação da mesma, qual será nosso serviço aqui, e claro, se possível gostaria de saber os costumes da ilha, para que pudéssemos nos misturar, assim como foi feito em Kano! Eram varias perguntas feitas ao mesmo tempo, deixava margem para Hany perguntar sobre o treinamento dela se a mesma quisesse, assim esperaria o rumo da conversa.



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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Dom Nov 13, 2022 10:25 pm



Agatha


A falta dos movimentos ritmados na cabine e no barco inteiro marcava o fim de uma jornada. Masquerade, o novo território que Agatha desbravaria, mostrava-se um tanto quanto diferente de sua última localização, tendo em vista a estética gótica e a temperatura amena. Este, no entanto, não parecia ser um empecilho para a raposa, uma vez que suas pelagens a protegeria de qualquer tipo de frio intenso. Todavia, o calor confortável era indispensável em qualquer parte do mundo, vindo na forma de um raio de Sol matinal que lembrava a mais deliciosa das camas.

Em meio a tantas novidades e experiências únicas, a mente da mulher se estacionava nos problemas que pairavam aquele exato instante. Ravena, acompanhando os imbróglios da "companheira", tornava-se uma espectadora impessoal, reagindo apenas ao que lhe era direcionado. — Como quiser. — falava, mantendo a postura altiva e aparentemente despreocupada. O oposto do último sentimento era visto na Agente, que se indagava mentalmente sobre a situação da ilha. O seu julgamento poderia ser dado, no entanto, apenas após uma vista mais clara do que havia ouvido da cega.

Apesar dos impasses que pairavam sua consciência, a mulher não se permitia estagnar. Levantando-se e se vestindo de acordo com seus próprios gostos, partia daquele lugar em busca de sua amiga e companheira: a "tubarãozinha", como ela mesmo havia chamado-a. A jornada das duas recomeçava naquele barco, logo abrindo suas asas para uma aventura interna na ilha que, naquele momento, mostrava-se como um verdadeiro mistério.

[...]

Hany


As últimas semanas da pequena tubarão haviam sido, no mínimo, uma verdadeira expansão de sua óptica do mundo. Uma guerra havia sido travada, novos poderes haviam sido desbloqueados e uma nova espada estranha adquirida. Em meio a tanta incerteza, conseguia saber onde estavam suas raízes e as coisas que a mantinham de pé. Em especial, Loki, seu chefe em Sirarossa que trazia conforto para a pequena mesmo há muitos quilômetros de distância agora.

Dessa forma, partia para realizar seu ritual matinal de higiene. A rotina, embora muitas vezes fosse cansativa, traziam de volta para si mesma, longe da pele revolucionária que utilizara anteriormente em sua missão. O alívio que esse fato trazia era consumado assim que vestia sua roupinha de tubarão, marcando um novo dia iluminado por um leve Sol, assim como uma nova fase na vida da garota, agora, na Grande Linha.

Arrumando seus preparativos e colocando tudo nas suas costas e bolsos, saía de seus aposentos diretamente para a área de comunicações do barco, onde buscaria contato com Loki. A pequena sabia que naquela situação seria complicado pedir ajuda para ele, porém, era sua única opção; a mais confortável também. Por alguns instantes a chamada não completava, mas de súbito era possível ouvir a respiração calma do galã que havia conquistado o coração de Hany.

— Han? Há quanto tempo! — falava em certa empolgação, deixando que a pequena falasse logo em seguida. — Que bom que chegou? Como está? — continuava, feliz pela menina que agora alargava os próprios passos em sua jornada. O pedido em seguida, no entanto, talvez fosse recebido com certa infelicidade pela mesma. — Masquerade? Hmmm... Não tenho algo concreto por agora, mas farei algumas buscas e te contatarei assim que possível! — dizia, apenas ouvindo enquanto a agora Mercenária falava.

— Não se preocupe com isso, Han. Você está sendo de grande ajuda. Nada do que é feito, é feito em vão. Obrigado por... tudo! — continuava. Era possível saber que estava sorrindo levemente ao falar isso. — Querida, preciso desligar agora. Até mais e... boa sorte em sua nova jornada! — desligava, então, deixando-a, talvez, em um pequeno desalento. Esta, todavia, não deixava se abalar por isso, procurando a raposa para continuar seu caminho.

[...]

Ambas


O tão esperado encontro era visto com certo ânimo pela raposa, que escondia um sorriso bobo por trás de suas mãos. O carinho feito logo após era bem-vindo, somado à vista da nova ilha onde passariam o futuro. As falésias que marcavam a costa inteira de Masquerade eram uma visão de encher os olhos, embora não se pudesse ver muito bem o interior da ilha. O clima ameno, para Agatha, não se mostrava tão desconfortável; para Hany, no entanto, talvez fosse um empecilho - amenizado, é claro, pelo macacão de tubarão.

As duas então trocavam suas perguntas, respostas e incertezas, enquanto traçavam o próximo caminho que tomaria. Ravena continuava como coadjuvante, apoiada no guard-rail do navio, observando a costa e a natureza. Ao ser apresentada para Drezat, apenas acenava para cima com a cabeça. Sua soberba era transparecida em sua linguagem corporal, mantendo-se sempre com queixo para cima e nariz empinado. Os braços cruzados e as penas bem espaçadas mostravam seu conforto por ali.

Partindo, então, para o encontro do superior daquele barco, deparavam-se com a sala do mesmo nos interiores do navio. Ali, embora ressaltasse a grandiosidade da embarcação, mostrava-se um tanto quanto despovoado. Talvez muitos já houvessem desembarcado, ou até mesmo estivessem descansando em seus aposentos. De uma forma ou de outra, a sala ainda estava com as mesmas características: organizada, silenciosa e anormalmente escura.

— Podem se acomodar. — dizia uma figura no canto mais escuro daquela sala, lendo um livro de título inelegível à luz de pequenas velas desgastadas. A sua cadeira repousava sob a mesa de mogno repleta de papéis e pastas. Computados ou não, esses documentos não tiravam o protagonismo da enorme estante que cobria as paredes em ambos os lados da sala. Com um certo baque, fechava o livro e se virava para as protagonistas.

— Bom, vamos direto ao ponto. Eu to meio... ocupado. — falava a figura de forma meio impessoal. Indo agora para sua mesa, era mais iluminado pela luz, revelando sua face estranhamente esbranquiçada. Os olhos, no entanto, entravam em contradição com sua própria face, destacando-se com um negro profundo que hipnotizava a quem olhasse. O perfil era completo com uma cabeça totalmente calva, que reluzia de forma quase cômica a pouca luminosidade que ali havia.

Suas roupas, além de acentuar seu cargo de destaque, acomodava-se perfeitamente bem com suas feições e formas físicas, predominantemente emagrecidas mas esculpidas com músculos, tendões e veias protuberantes. — Essa ilha está em uma situação delicada, agentes. — ao falar isso, olhava brevemente para Hany, como quem quisesse ressaltar brevemente a ironia da situação. — Pensem em uma panela de pressão. Prestes a entrar em estado crítico e... bum! — no clímax, olhava diretamente para as duas, abrindo um sorriso de canto de boca que não se alargava muito.

— De qualquer forma, a situação entre a nobreza e o núcleo revolucionário da ilha está tensa. A marinha presente na ilha não tem influência sobre os fatos, e a realeza passa por cima das autoridades do Governo como se nem existissem. — dizia, agora de forma mais impessoal. — Vocês entram aí, reestabelecendo a balança de poder. Meu objetivo inicial é que os revolucionários sejam erradicados — pausava brevemente de modo dramático — e o Governo adquira mais poder pelas entrelinhas, através das suas ações.

— Agora, partindo para a outra pergunta... Hmmm... — pausava novamente — Bem, essa ilha é estranha. Todos são obrigados a andar mascarados, como o nome propõe. Além disso, mulheres não possuem poder algum. O sistema é totalmente patriarcal, então... boa sorte! Hahahaha — exclamava como se o fato fosse cômico. De certa forma, não se importava com os processos da ilha e sua soberania, muito menos com as questões que a mesma enfrentava; sequer estabelecia seu posicionamento em toda aquela bagunça. Seus objetivos, como já declarados, eram objetivos e claros. — Alguma pergunta? — finalizava, fechando as mãos sobre a mesa e avançando seu tronco, aproximando-se das garotas.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Ter Nov 15, 2022 5:33 pm





Capitulo I: Poesia com uma espada.

O fim dos balanços que o barco fazia só tinha um significado, havíamos chegado na nossa ilha de destino. “Mais um trabalho!” Pensava assim que sentia a embarcação parar, a verdade que mudança de ilha para mim nunca foi em uma situação de turismo, sempre foi algo a trabalho.

“A principal questão agora... Essa ilha é outra incompetente?” Logo lembrava de Kano que estava a tempos em situação a pé de guerra contra revolucionários que a cada vez mais estava enfiando as garras em uma das terras do governo.

Tinha de limpar minha mente, a situação poderia ser totalmente diferente e eu estava apenas julgando sem saber. Mas agora que tinha chegado, precisava me encontrar com a pequena Hany, talvez a garota tivesse assuntos a lidar na ilha, assuntos que poderiam ser tão importantes quanto os meus, a garota tinha me ajudado em todos os meus serviços até agora, eu tinha de ter uma participação ativa nos objetivos da garota.

Não demorava muito para encontrar a mesma, meu coração ficava um pouco mais quente com a presença dela, a mesma parecia estar bastante animada, além de me deixar bastante curiosa com oque ela queria me falar. Mas antes de poder desbravar a ilha precisava pegar informações com o agente responsável pela embarcação, e assim fazíamos.

Estávamos dentro de uma das salas da embarcação, a pessoa que provavelmente passaria as informações ou missões para mim estava em meio a escuridão, franzia minha testa olhando na direção do mesmo. – Gosto assim, sem rodeios! Falava respondendo a fala do mesmo, enquanto me sentava cruzando minhas pernas, colocava o conjunto de caudas me cobrindo enquanto via o homem saindo em meia a escuridão mostrando todo o resplendor de sua... careca.

- Parece que o trabalho de agente te deixa muito estressado! Falava após uma breve analise da aparência do mesmo, obviamente aquele serviço era para poucos, nem todos sabiam lidar com o montante de informação que vivia rondando a nossa volta.

- Não é muito diferente do que estava acontecendo em Kano então! Respondia em referencia a panela de pressão. – Claro que já deve ter lido o relatório do que aconteceu na ilha, mas me diga, como é o governo local? Fracos ao ponto de não saberem lidar com insurgentes? Ou são acomodados o bastante achando que o governo viria limpar sua bagunça? Era uma pergunta simples, e sua resposta poderia ditar a forma como iria lidar com os nobres da ilha, e claro precisava saber mais sobre os tais revolucionários na ilha.

- Ai que está, você está vendo apenas um inimigo, os revolucionários... Fazia uma pausa levantando minha mão direita emanando eletricidade. – Eu vejo dois inimigos, um que é declarado publicamente, nossos inimigos, que obviamente está tentando depor o governo atual dessa ilha! Fazia a eletricidade da minha mão moldar uma pessoa segurando uma bandeira. – O Outro são os nobres dessa ilha, que acham que são altos os suficientes, para fazer o que quiser, sem que tenha retaliação ignorando nossas ordens e nossas leis, e obviamente acham que nós iremos limpar a bagunça deles! Fazia aparecer em minha mão outra ilustração agora de uma pessoa sentado numa espécie de trono.

Claro que minha manipulação de energia não era tão clara, mas dava para entender a situação. – Minha sugestão, eliminar ambos os lados! Fechava minha mão esmagando ambos os bonecos enquanto olhava para o superior.

- Mas é claro que sou apenas uma pequena agente recém transferida, oque eu saberia dessas coisas né haha! Quebrava o gelo mostrando um grande sorriso.

Mas a verdade era que minha mente estava traçando um plano, era bem claro o objetivo desse plano, se eu teria aval do diretor da CP5 ai seria outros quinhentos, mas agora tinha de conhecer a ilha, e claro passar um tempo com Hany. – Bom, se essa ilha tem esse costume estranho, nos basta respeitar, a final temos que nos misturar com a população local! Respondia dando um grande suspiro enquanto me recostava na cadeira que estava sentada.

- Duvidas não tenho, mas antes de uma missão, queria passar um tempo com Hany, ao menos para podermos conhecer a ilha, entender como ela funciona e assim poder agir, claro que se for de sua vontade, caso contrario pode me passar a missão, que resolverei da maneira mais eficiente possível! Alias, precisamos de um instrutor de esgrima, ou espada mesmo, Hany precisa trinar a “arminha” dela! Virava meu rosto na direção da pequena tubarão, esperando que ela tivesse alguma dúvida.

- Bom, já que temos de usar mascara... Tem algumas para nos arranjar? Ou algum lugar no barco que possamos achar alguma interessante!? Assim esperava que o homem tivesse mais alguma coisa a falar e assim aguardava o que o mesmo tinha.

Caso o assunto ali tivesse terminado, me levantaria dando uma pequena reverencia, e logo em seguida saindo da sala. Assim que estivesse do lado de fora da sala olharia para a pequena tubarão perguntando. – Então tubarãozinha, oque quer fazer? Tem algum trabalho que precise executar ou estamos livres para andar na ilha? Assim aguardava as falas da garota para então seguir caminhada para o lugar onde poderíamos arranjar mascaras.




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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Ter Nov 15, 2022 7:26 pm
But your face is very unfamiliar

Ouvir a voz de Loki era sempre uma coisa boa, não importava a hora, Hany sempre tinha tempo para seu chefe. Felizmente a conversa foi boa e a pequena conseguiu algumas respostas, partindo para encontrar a raposa assim que a ligação era encerrada. "Cuidar de tanta gente é complicado, preciso ligar menos." Ser chefe é sempre complicado, mandar nos outros, cuidar deles, os perder ou simplesmente os ver partir é duro. Para a garota-peixe essas coisas não existiam, mas ela conseguia ver o lado dele, aceitando o quão ocupado o submundo conseguia lhe deixar. Ao menos tinha Agatha para conversar, um ponto positivo de ter sido envolvida no acordo. O assunto de seu novo poder ficaria para mais tarde. Até a apresentação para a nova companheira acabava brevemente. A sala do tal logo chegava aos olhos da garota, sua posição ainda era extremamente neutra, mantendo-se perto da raposa, porém sem se envolver muito no assunto. Uma ilha cheia de pessoas mascaradas onde homens reinavam, era bizarro imaginar isso, mas acontecia muito. Na cabeça da garota-tubarão esses assuntos não importavam, apenas o trabalho de acabar com os revolucionários soava importante para ela. "Não envolvendo disfarces novamente, acho que dá pra fazer algo legal." Mesmo se fossem mulheres, após bater, em geral, ninguém ia reclamar de nada.

A questão da máscara até facilitava um pouco, esconder sua real face, talvez até uma mudança de roupa resolvesse a parte de esconder quem eram, mesmo sem precisar atuar e se maquiar. O careca sabia de algumas coisas, apesar de ser estressado, tinha as informações que Agatha queria, precisando assim falar com ele. "Ainda bem que ando com ela, essas paradas me dão sono." Ajudar quem precisa até soa legal, mas existem tantos obstáculos, conversas e preparações que acaba tornando tudo chato. "Meu serviço até aqui foi fácil, só matar umas pessoas, mesmo quando é pro submundo... Não deve mudar, mesmo presa a distrito." O tempo livre era sempre curto, às vezes passar mais tempo ainda em viagem seria interessante, nadar um pouco... É até estranho ela não ter aproveitado a viagem assim. Aqueles poderes novos tomaram muito tempo. – Leo me deu essa parada aqui, queria alguém que entendesse, parece boa, preciso aprender a usar. – rapidamente ela puxava a espada que estava nas costas, mostrando para o homem. A máscara também seria um problema, algo que a raposa já perguntou. Não existiam coisas que ela gostaria de falar com alguém do governo, não havia motivo. O olhar deles já bastava. O assunto não tinha motivo para se prolongar, Hany esperaria apenas que a questão das máscaras fosse resolvida, podendo assim seguir a ilha.

Pior que não. – dizia olhando para  baixo enquanto colocava a espada nas costas novamente. – Falei com o chefe mais cedo, ele pode conhecer alguém por aqui ou não. Vai precisar de um tempo até me passar algo, então to livre. – dizia bem animada. – Curtir um pouco o tempo sem trabalho é sempre bom, só vamo precisar dessas máscaras. – antes de definir qual queria era bom ver opções, imaginando que já existissem algumas e ninguém iria criar na hora para elas. Hany queria conhecer mais pessoas, andar com o governo era divertido, mas poucos a respeitavam. Um peixe trabalhando lado a lado com um monte de humanos é sempre estranho, mas eles não podiam reclamar. "Não conheci muita gente que segue o submundo também, não posso só chamar uns caras aleatórios. Ninguém aceitaria isso, o bagulho é mais comigo." Ela não estava atrás de vários aliados, às vezes só um ou dois interessantes para a ajudar em serviços. O problema é encontrar pessoas assim. "Um dia... Sem pressa, ainda tenho alguns aqui que conseguem me ajudar quando preciso." A maioria dos trabalhos não precisava de ajuda, ao menos até então ela só fez tudo sozinha e deu certo. Esses pensamentos continuavam por algum tempo, deixando-a até perdida de leve, acompanhando Agatha ao lugar das máscaras ou mesmo para a ilha nesse ponto.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Dom Nov 20, 2022 11:51 am



O fim de uma jornada chegava, mas sem descanso, outra já se estabelecia. Masquerade, pela descrição daquele chefe, era uma ilha um tanto incomum, apesar de ter suas semelhanças no que tangia organização social e situação política. De certa forma, não seria nada muito diferente para Agatha, que já estava experiente no ramo de lidar com nobres e insurgentes. Para Hany, a situação não se diferia muito, apesar de ser um tanto fora de lugar para ela.

Nesse sentido, a conversação dentro da sala se estendia, com algumas perguntas e comentários sendo proferidos. Alguns eram ignorados pelo Agente superior ali, denotando sua face mais estressada já indicada pelas duas. No entanto, o que era pertinente não deixava de ser respondido. — Bom, Agatha, de fato você está correta. De certa forma, se assemelha com a condição de Kano. — falava, após certa introspecção. — A situação aqui, no entanto, se revolve mais na condição de negligência que a nobreza adota referente aos problemas do lugar.

— Além disso, muitos deles pensam de forma diferente, separando eles dentro da própria classe. — continuava. Após mais um momento de silêncio, retornava a falar. — Se quer minha sincera opinião, eles mesmos vão se destruir. — falava, dando espaço para o comentário de Agatha referente à sua opinião sobre o lugar. O homem olhava o efeito elétrico em sua mão com certa impessoalidade, focando seus olhos profundos nos da raposa. — Você não está errada... — dizia, dando outra pausa.

— Certamente, eliminar ambos os lados favoreceria nossa posição. No entanto, tornaria muito claro nosso golpe também. — dizia, relatando os fatos e os anos de experiência nessas questões. — Como disse, eles mesmo se destruirão e se tornarão fracos — levantava-se de sua cadeira e partia para sua estante de livros, tateando-os um por um, momentaneamente. — caso queria acelerar esse processo, sinta-se à vontade. Porém, não deixe claro que somos nós sujando as mãos. — terminava, olhando, novamente, para Agatha.

Enquanto rodeava a sala, seu olho repousava sobre a arma com faixas nas costas de Hany, esboçando uma pequena contração no canto de seus lábios antes de voltar para sua cadeira. Ouvia a mulher tecer seus comentários atentamente, já entretido com a situação, embora houvesse relatado estar ocupado anteriormente. Talvez, mesmo que se estressasse com seu cargo, dependia dele para a sobrevivência da sua mente, tornando aquela manipulação torpe, divertida.

— Fiquem à vontade para conhecer a ilha antes. Assim que acaberem, voltem para cá que eu passarei a missão. — dizia, voltando o olhar para seus papéis. — Aliás, Agatha, preciso discutir algo importante com você depois disso, também. — terminava os assuntos oficiais, partindo agora para a requisição da Agente. — Bom, estou certo que poderão encontrar um Agente aqui no navio que conhece muito bem a esgrima. Muitas vezes está no convés, treinando com sua espada. Seu nome é Laurent. — repousava, então, os olhos sobre a tubarãozinha e fitava-a com certa profundidade; seus pensamentos indecifráveis.

— Essa espada é especial. Mas tome cuidado com ela. — dizia, de uma maneira enigmática e um tanto quanto estranha. — Quanto às máscaras... existe uma loja chamada Noveau Visage. Ali encontrarão as melhores máscaras da ilha, e também seu melhor artesão. — sem que pudesse dizer mais alguma coisa. Agatha saía da sala com uma reverência e partia para seus afazeres com Hany. As duas possuíam um tempo livre ali, e certamente o usariam com qualidade, conhecendo mais a ilha, suas pessoas e seus costumes. Sem delongas, partiam para o lugar indicado pelo chefe.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Seg Nov 21, 2022 6:17 am
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Tomar cuidado? A espada não parecia perigosa, mas como qualquer outra coisa no mundo, Hany assentiu e guardou a lâmina novamente. Mesmo para um ser extremamente poderoso, existiam sim problemas que poderiam ocorrer, principalmente algo inesperado como sua arma suspeita a atrapalhar no meio de um combate. Um professor do governo não soava muito legal, talvez negar isso foi melhor, só que a pequena não parecia muito interessada no quanto eles a odiavam. Como uma convidada por conta de um certo acordo, ninguém ali tinha o direito de a hostilizar. "É só um treino, mais tarde vejo isso, enquanto a raposinha conversa com a chefia." A parte das máscaras também era resolvida facilmente, tudo isso mostrava o quão organizado o governo estava, sabendo bem da ilha e de tudo que poderiam fazer para a mudar.

Após sair da sala, ambas seguiam diretamente para a loja de máscaras, precisavam disso para poder transitar pela ilha sem reclamações e problemas. "Coisa esquisita, ao menos posso pegar algo legal pra usar." Roupas e acessórios novos deixavam-na feliz, ter algo para vestir fora suas roupas padrões mostravam o crescimento dela até então. Mesmo vindo de baixo, com dívidas e vários problemas na sua vida, Hany conseguiu ao menos avançar em sua carreira e conquistar coisas importantes, tudo para a ajudar futuramente. "Acho que vou pegar duas, a clara combina mais, mas quero uma escura..." A ideia era bem simples, junto de Agatha e pequena garota-tubarão procuraria máscaras de raposa, algo que a lembrava de sua companheira e não combinaria tanto assim com suas vestes, sendo algo mais atrativo para ela só por estar andando com uma raposa. A clara e a escura seriam procuradas e pegas as levando ao balcão para pagar imediatamente, vestindo a branca assim que o pagamento estivesse completo, guardando a outra na mochila, junto das roupas.

Gostei, tubarão-raposa. Seria massa me transformar numa raposa mesmo, me pergunto se existe um poder assim. Ser uma raposa-tubarão, bem forte... Talvez um dia. – após as compras, ela estaria falando sozinha enquanto caminhava para fora da loja, levando os dedos da mão direita até sua boca, por baixo da máscara, mordendo estes de leve enquanto pensava e falava. – Shaaark... – soltava um shark ao se alongar, respirando fundo antes de soltar-se e analisar o ambiente em que se encontrava. A ilha era o ponto mais interessante, mesmo sem a conhecer, provavelmente existe muito esquisito por aí. "Um pãozinho agora, shaa, seria incrível. Tô aceitando qualquer coisa, a fome me consome." A fruta claramente podre daquela revolucionária encheu bem sua barriga, então qualquer coisa a deixaria feliz por algum tempo, os efeitos futuros pouco importavam, Hany queria resolver a fome no presente. – Viu algum restaurante ou café por aqui? – como uma criança encantada pelo lugar novo, ela observaria tudo, sorrindo ao fazer isto, dando até alguns saltinhos de alegria só de pensar no quanto comeria ao encontrarem um bom local. – A liberdade me deixa indecisa, ainda mais sem conhecer a cidade. É bem sombrio, ta me deixando estranha. – prédios altos, tudo bem dark, coisa de góticas.

A ideia seria procurar um lugar para tomar o café da manhã, indo até onde estivesse mais interessante pela aparência e também o cheiro da comida. Não tinha como entrar num lugar que cheirava a merda e a refeição parecia horrível, podia ser comestível, mas as duas tinham dinheiro para algo melhor. – Eu como de tudo, então pode ser qualquer lugar. Vamos em um que te atraia mais, vou indicando os interessantes. – assim a pequena apontaria para os quais ela notou serem melhores na parte do cheiro, pessoas comendo e também exterior/interior do local. Muitas coisas precisavam ser ditas antes de voltarem para o trabalho, uma refeição grande permitia isso e muito mais. A garota-peixe estava se segurando, esperando o momento de comer e também explicar coisas novas a sua amiga.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Seg Nov 21, 2022 11:31 pm





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A reunião tinha se dado início, a politica local era auto destrutiva a ponto de a qualquer momento se tornar algo problemático para o governo mundial, isso era algo que ao meu ver seria resolvido com um extermínio dos governantes atuais e colocando um que esteja alinhado com os interesses do governo. “Mas isso não é uma preocupação para mim... ainda sou apenas uma operacional!” As falas que o careca proferia estavam de certa forma alinhadas com meu pensamento.

- Estou de boas, depois do que fiz em Kano quero aproveitar o tempo para organizar meus pensamentos! A questão que se eu estava afim de fazer algo a respeito sobre a ilha. – Enquanto não for uma ordem para executar missão, eu quanto agente permaneço neutra em terreno aliado! Falava balançando lentamente minhas caudas.

- Não significa que se eu ver um revolucionário eu não vá matar... Um sorriso podia ser visto no canto do meu rosto.

- Ótimo, vai ser divertido, ver o caos que é essa ilha... Falava dando uma pausa enquanto olhava para Hany. – Ai ficar nesse translado, barco ilha, pode ser ruim para possíveis disfarces ou até mesmo para o trabalho, quando achar necessário para passar uma missão acho melhor entrar em contato pelo baby den den mushi! Retirava o pequeno aparelho dos meus pertences.

- Bom... Estou aberta a discutir qualquer assunto oficial, não sei dizer não ao governo! Assim terminava o assunto com o rapaz me levantando, ele dava as indicações necessárias para podermos seguir com a vida por hora. – Ficarei a espera da ligação, ou caso contrario voltaremos a nos ver logo! Assim me virava saindo junto com Hany dos aposentos do agente, o deixando sozinho para resolver oque fosse que tinha para resolver.

- Pelo visto vai ser uma ilha bastante chatinha de se lidar! Comentava por alto para Hany, não esperava resposta da mesma, mas o objetivo primário era o mais claro possível, uma mascara para poder andar por aquela ilha sem ser enchido o raio do saco.

Andava em direção a loja indicada pelo agente, assim que adentrava no local apenas cumprimentaria as pessoas a minha volta com um aceno da cabeça, já indo em direção as mascaras para poder me ver livre desse fardo. “Talvez algo mais selvagem!” Pensava olhando cada mascara que tinha no local.

Percebia que Hany estava para escolher algo bastante interessante, mascaras de raposa, a garota comentava sobre achar interessante se transformar em uma virar um hibrido, aquilo tirava algumas risadas sinceras. – Com certeza deve ter algum tipo de poder que possa fazer isso, uma Akuma provavelmente! Respondia a pequena enquanto passava a mão por algumas mascaras.

Com isso decidia por uma mascara um pouco mais animalesca, uma que não prejudicaria em nada, e que lembrava um pouco a arcada dentaria de um tubarão. – Acho que vai ser engraçado esse contraste que estamos fazendo HAHAHA! Gargalhava pegando a mascara que cobria metade do rosto.

Assim entregava oque fosse pedido pela mascara a colocando. – Agora sim um tubarão raposa, oque acha!? Falava olhando para Hany, provavelmente não dava para ver, mas estava sorrindo. – Vamos comer e conhecer a ilha! Falava então saindo da loja, caminhando pelas ruas da cidade, tentada olhar o máximo de detalhes possíveis que estivesse naquele lugar, para assim entender como era a cultura da ilha.

Assim que chegássemos no restaurante, me sentaria em uma das mesas que estivesse vazia, se possível próximo a janela para que eu pudesse ficar de olho nas pessoas na rua, entender como elas agiam naquela ilha. – Pode pedir oque quiser Hany! Falava para a pequena tubarão.

- Vou querer uma torta de abacaxi e uma xícara de chá de cravo! Falava ao atendente, assim que algum fosse nos atender.

- Agora me diga Hany, oque queria me falar? Parece que a estadia em Kano fora algo bastante proveitoso, uma espada interessante... Oque mais conquistou na ilha? Perguntava enquanto me recostava na cadeira, cruzando minha perna direita em cima da esquerda, enquanto balançava minha cauda.



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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Qua Nov 23, 2022 12:43 am



A progressão naquela ilha, embora inicialmente lenta, finalmente tomava suas rédeas após a reunião com o superior no navio. Acordos firmados, situações estabelecidas e pedidos feitos; todos ali já estavam prontos para prosseguir com o que quer que viesse em seguida. Saíam, então, daquela sala escura, se deparando com a clareza da manhã que queimava as retinas após tanto tempo nas trevas. O calvo, acostumado, voltava para seu canto escuro como se fosse um grande morcego melancólico, aproveitando o aroma costumeiro, mas nostálgico, das páginas de seu livro.

Tendo mais liberdade agora para apreciarem o ambiente em torno delas, viam a vastidão do que parecia ser o único porto daquela grande ilha. Diversos barcos adornados das maneiras mais diferentes iam e vinham, alguns com mais destaque que outros, como a ordem natural ditava. Apesar disso, o tom mais escuro de suas paletas de cores e a estética gótica eram comuns para todos, dos mais pobres, com seus diferenciais mais amenizados, para os mais pomposos, pertencentes aos nobres.

Mais a frente, afunilando o formigueiro de pessoas que estavam andando de um lado para outro como se fosse a hora do rush, uma espécie de alfândega se levantava de maneira imponente, embora claramente inofensiva. Daqueles portões para o outro lado, o mundo era claramente outro, e essa era a intenção por trás da estrutura elaborada. Nela, diversos fiscais checavam os turistas e viajantes, entregando-lhes máscaras comuns para o uso obrigatório, até que se quisesse trocar (ou não). — Eu vou ficar por aqui. — dizia Ravena, dando meia volta após ver a situação que teria de passar.

Nesse momento, talvez se pensasse sobre o motivo de o chefe ter recomendado uma loja se elas iriam receber ali uma gratuitamente. Apesar disso, em um lugar onde os rostos se tornam obsoletos, o que os tampa acaba por se tornar um dos bens mais valiosos. Para aquela missão, estar em alta sociedade era um requisito, e apenas o porte e etiqueta não conseguiria manter o disfarce por muito tempo. As aparências, embora fictícias, importavam mais que nunca.

E, como supracitado, após pegar aquelas máscaras, o mundo se tornava diferente. Por um momento, era como se tornassem parte da população mais normal da ilha; meras existências incapazes de mudar qualquer coisa no mundo onde viviam. A realidade, todavia, era bem diferente. Fazendo questão que este fato fosse concretizado, direcionavam-se para o Noveau Visage, onde já possuíam os primeiros vislumbres da burguesia da cidade de Varusia.

As máscaras mais ornamentadas eram mostradas nas vitrines que rodeavam a porta principal do lugar. A sua fachada, por si só, era uma obra de arte que, apesar de se manter na estética da cidade, destoava da mesma pela sua elegância exacerbada, mas na medida correta. A fachada do lugar, por outro lado, era mais simples e tradicional, marcando seu compromisso com o conservadorismo e tradições antigas de origem desconhecida.

Adentrando o lugar, o primeiro sentido a apitar era o olfato. O incenso que queimava naquele ambiente trazia um aroma de carvalho, muito diferente com o da rua, que se aproximava mais de cinzas. Além disso, o cheiro das máscaras novas e suas tintas caras marcavam ainda mais o ambiente, não se limitando à beleza estética. Apesar disso, a tensão acabava por quebrar a magia do estabelecimento, trazida pelos próprios clientes que se mostravam soberbos às máscaras comuns daquelas mulheres. Por um lado positivo, seus aspectos "bestiais" já não importavam mais.

Tendo certeza que aquilo não demorasse mais do que precisava demorar, partiam então para as escolhas. Hany acabava por gostar de duas, uma mais clara e outra mais escura; ambas com entalhes para parecer uma espécie de raposa. A inspiração para tal gosto se mostrava mais simples, pegando algo bestial e animalesco, mas que mantinha suas qualidades estéticas impecáveis. No fim das contas, uma se transformava na outra.

Pegando as máscaras mais baratas daquele ambiente, ambas pagavam pelos produtos que, pela marca, eram realmente caros: 500.000 cada uma. A sua qualidade era indiscutível, bem como a sua confecção ser próxima do perfeito. Não faziam milagres no quesito social, mas certamente as colocaria em um degrau acima daqueles que não possuíam poder o suficiente nem para olhar para uma loja daquelas. Sem delongas, partiam para um restaurante, atraindo os olhares por onde passavam - dessa vez, de forma mais positiva e invejada.

A caminhada das duas não demorava muito, visto que já estavam em uma parte mais nobre da cidade. O equilíbrio entre bom aroma e boa fachada era alcançado por um estabelecimento de nome diferente - Gusteau's -, onde escolhiam um assento e mesa. Daquele ponto em diante, não demorava nem um minuto até que um homem alto viesse as atender. Sua voz era bonita e acentuada, embora o rosto por trás da máscara parecesse um tanto quanto diferente. — Pedidos anotados! Só aguardem alguns instantes. — dizia, indo embora cordialmente após pedir licença. Como prometido, logo seus alimentos estavam dispostos sobre a mesa; a conta viria no final do consumo.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Qua Nov 23, 2022 9:49 pm
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A máscara dada logo na saída da embarcação não interessou muito a garota, mas ela pegou mesmo assim para não ser presa ou algo do tipo. Com isso resolvido o caminho delas foi rumo a loja já dita pelo careca, ignorando qualquer outra coisa por hora. As conversas rolavam e a jovem-peixe se divertia em meio a compra. – Akuma? – a palavra não lhe era estranha, mas não passava por sua cabeça que poderes assim existiam, era até bizarro pensar o tanto de coisa ainda a ser descoberta por ela restavam. – Talvez mais pra frente. – dizia para si mesma enquanto pegava as máscaras. – Oh! – a escolha da raposinha era interessante, até combinava mais com a garota-peixe, mas as duas usando máscaras que representavam a outra deixava tudo tão, bonito. – Perfeito! Ninguém vai desconfiar. – dizia rindo, animada por ter um disfarce natural obrigado pela própria ilha, não era o ideal e nem esconderia muito bem o restante do corpo, mas conseguia ao menos impedir seu rosto de ser notado e apreciado por outras pessoas. Com disfarces tão perfeitos, Hany seguiu junto de Agatha na busca por uma refeição.

A loja era bela e existiam tantas máscaras belas que talvez a escolha simples das duas fosse estranham, mas algo assim pelo menos não as faria gastar tanto em algo que talvez fosse temporário. A ilha era realmente diferenciada, até bem rica, algo que devia ser normal num mar avançado, cheio de recursos e até perigoso. "Até curto isso, se tudo seguir assim, pode não ser a pior das ilhas. Ninguém deve nos incomodar, eu espero." Ainda que as máscaras pudessem esconder o rosto, acabam por deixar o corpo livre e o problema muitas vezes estava aí. Com máscaras boas e o destino traçado, Hany aproveitar para apreciar bem tudo que via ao seu redor, rindo, saltitando até entrar noa restaurante. O nome dele não entrava muito bem na cabeça da garota-peixe, que resolveu deixar de lado, seguindo a uma das mesas, imaginando que tipo de coisa pediria ali. "Carne?" Questionava-se, era a melhor escolha em qualquer situação, mas será que fazia sentido agora? É complicado lidar com a barriga de um tubarão. – Vou querer peixe assado, sashimi e carne. – a comida estava resolvida, restava apenas a bebida. – Pra beber, suco de morango. – sua vontade era beber leite, mas pela hora e o tanto que comeria, era melhor não.

Não demorou muito para o pedido ser entregue, felizmente isso abriu espaço para a conversa que Hany estava querendo ter com a raposa. – É... – aquele lugar não poderia ser melhor para testar o novo poder. Sem enrolar muito, a pequena olhava pros arredores e batia uma mão na outra, liberando a área de isolamento acústico ao redor da mesa em que ambas estavam, buscando impedir o som de fora as incomodar e também que a conversa delas fosse escutada por qualquer um do restaurante. – O Leo me deu a espada, por ter me abandonado de leve... Também fui promovida e, bem... Matei meu alvo, ganhei uma fruta e estranhamente comecei a fazer isso. – a falta de som provavelmente seria uma explicação melhor do que as palavras dela. – É um poder estranho, a humana contra quem lutei tinha um poder assim, mais forte por sinal... Esse meu parece mais útil do que forte. – no ramo de trabalho dela esse tipo de habilidade salvava vidas e a ajudava a tirar também. – Notei algo estranho logo no fim da luta, quando voltava até você. Do nada o som ficava sumindo, nem parecia que a guerra rolava... Acho que foi ali que começou. – logo após comer a fruta podre. – Treinei um pouco durante a viagem, me deu tempo pra pensar e entender melhor... Queria saber se sabe de alguma coisa, de onde pode ter vindo. – as explicações parariam ali, relaxando um pouco mais e podendo assim focar na refeição.

Hany comeria rapidamente, aproveitando a pausa nas explicações para comer o máximo possível, pausando somente se perguntas fossem feitas por Agatha, tomando cuidado para o isolamento não impedir que garçons e funcionários do local não fossem escutados, aumentando a área ou fazendo o poder desaparecer naquele instante, retornando quando estivessem só.

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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Sex Nov 25, 2022 8:33 pm





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No final a ida até a loja de mascaras se tornava uma caminhada tranquila, Ravena por sua vez permanecia no barco, a necessidade de mascara por parte da mulher não se era necessária. “A mesma vive com uma máscara...” A mulher era um tanto misteriosa em tantas camadas que era difícil de categorizar.

Bom, só o tempo poderia revelar os segredos que aquela mulher tinha, os principais motivos de ela ter vindo até mim, tudo aquilo rondava a minha cabeça enquanto chegávamos a loja de máscara. A loja de fato tinha mascaras muito bem produzidas uma qualidade que não poderiam ser questionadas, e sem dificuldade achávamos os itens que seriam perfeitas para nossa temporada naquela ilha.

Após finalizar as compras saiamos da loja em busca de um restaurante para uma boa comida, mas uma coisa era nítida, estávamos na parte “nobre” da ilha, o cheiro da loja que estávamos era muito bom, e as ruas tinham um cheiro um tanto mais ameno, ou com fuligem, não sabia identificar direito. “Talvez as mascaras para filtrar o ar?” Mas não sabia ao certo, as máscaras que usávamos não tinham cara de que possuíam algum tipo de filtro ou coisa do tipo, só o tempo poderia nos falar como toda aquela cultura era formada, mas parecia que era algo muito estruturada.

Logo mais estávamos em um dos restaurantes locais, o aroma do lugar era muito mais agradável, claramente a comida poderia ser bastante apetitosa, instintivamente lambia meus lábios, que graças a máscara ninguém poderia ver. – Parece que comeremos bem... Soltava ao me sentar na mesa, não que estivéssemos comendo mal nesses últimos dias, o governo sempre providenciou do bom e do melhor para nós, mas sempre era bom apreciar a culinária local.

- Muito obrigada! Respondia ao garçom que não demorava a anotar nossos pedidos, Hany como de costume pedindo bastante comida, mas não que me incomodava, adorava ver a felicidade da mesma ao comer o que quisesse.

Conforme conversávamos, o pedido chegava, estava curiosa para saber como tinha sido a aventura de Hany em Kano e oque ela queria nos mostrar. Assim que o garçom saia, parecia que todos os sons a minha voltam tinham sido anulados, mas estranhamente a voz da garota saia normalmente. – Uma fruta... Soltava arqueando uma das minhas sobrancelhas, minhas caudas estavam inquietas. – Então você tem a habilidade de retirar o som... Falava pensando em como aquele poder poderia funcionar, não podia mentir que aquilo me deixava intrigada, usava minha boa audição em minhas lutas.

- É um poder bastante forte tubarãosinha! Falava levando um pedaço da torta a minha boca. – Mas pelo visto não sabe ainda de onde veio esse poder... Dava uma pausa limpando minha boca.

- A fruta que você comeu, provavelmente foi uma Akuma no mi, frutas misteriosas que dão poderes as pessoas que as come, ainda não se sabe como elas fazem isso, e cada uma tem um poder diferente, essa te deu a possibilidade de controlar o som! Levava o chá até minha boca dando alguns goles.

- É um poder muito forte de fato, para alguém como você, chegar sem ser percebida vai ser um trunfo, cortar comunicação dos inimigos, um mar de possibilidades, enquanto o mar... Dava uma pausa colocando a xicara em cima da mesa. – Infelizmente não conseguirá mais nadar, talvez sobreviva dentro da água, mas movimentos como nadar não serão possíveis, ao menos foi oque o coven me falou! Contudo também não sou expert no assunto, vamos ter de descobrir mais juntas, também ganhei uma, mas não sei se quero come-la, como falei cada uma tem um poder diferente, até descobrir oque a que eu ganhei faz deixarei ela guardada! Assim levava mais um pedaço da torta em direção a minha boca dando uma boa degustada na comida.

“O poder dela, pode ser a chave para mudar o curso de qualquer missão seja pró governo ou pró submundo, mas o cheiro dela e perceptível, precisaremos trabalhar bem isso!” Analisava bem a situação para assim poder passar para a garota. - Seu poder brinca com um dos cinco sentidos, e isso é incrível, mas não pode confiar completamente nele, eu mesmo não confio completamente no meu poder! Assim que terminava de falar emanava um pouco de energia em volta do meu corpo.

- As pessoas conseguem te ver, e pessoas como eu conseguem sentir seu cheiro facilmente, então precisaremos treinar bastante para que fique cada vez mais forte com sua fruta e sua nova arma! Assim dava um grande sorriso, levando minha mão direita até a cabeça da garota.

- Você precisa que te acompanhe até algum lugar!? Perguntava a garota voltando a me recostar na cadeira enquanto terminava de comer. – Parece que temos o dia livre para fazer oque quiser, como prometi, assim que saíssemos de Sirarrosa, te levaria para conhecer o mundo, por onde quer iniciar, agora é uma garota livre! Dava uma gargalhada esperando a resposta da garota.

Assim que o garçom aparecia, pediria a conta pela comida e em seguida falaria. – Somos novas na ilha, tem algum programa interessante que possamos fazer para poder conhecer mais desse lugar... Maravilhoso!? Com uma pequena pausa esperaria as falas do rapaz para assim podermos decidir para onde iriamos seguir em nossa nova aventura.



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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Qua Dez 07, 2022 9:08 pm

Decisões.

Masquerade. A gótica ilha da Grand Line era palco das mais diversas aventuras já vistas em todos históricos possíveis. Em meio aquele celeiro de obras prediais e imponentes, a população levava sua vida normalmente, embora o normal para eles fosse um cenário caótico para os desacostumados.

O sinônimo de caos poderia ser aquela ilha, de fato, porém, para algumas pessoas, o caos já havia sido ultrapassado. Para um ex-fuzileiro, a guerra. Para o açougueiro, o abate. Para Agatha? Talvez. Para Hany, certamente. O fato era que as duas garotas tentavam formalizar um diálogo que fosse. Até poderiam fazer tal coisa, porém, o período de paz que aquela localização da ilha de outono logo acabaria.

— Programa interessante?

Ao mesmo tempo em que o garçom — um senhor já de meia idade, com claro aspecto de desleixo na sua barba mal feita e o grisalho surgindo como o raiar do sol nas suas madeixas negras e secas — pensava a respeito, no fundo, no campo de visão de ambas garotas, um senhor adentrava no local.

Suas vestes não condiziam com as demais que a dupla havia visto anteriormente. Pobres era a melhor definição que os trajes poderiam ter. Se as suas vestes fossem o que mais chamasse a atenção de todos ali seria perfeito, mas um detalhe a mais dava uma “mãozinha” para esse destaque, literalmente. O homem não tinha um de seus braços. O ferimento havia deixado uma bela cicatriz, porém, aparentava já ter sido há tempo o suficiente para que não lhe causasse mais problemas.

— Por favor! — proferiu com sua rouca e gasta voz, se aproximando das garotas de maneira até exaustiva. Me deem qualquer coisa para comer. Eu lhe imploro! Eu não sou daqui e acabei me perdendo!

Quanto mais o senhor se aproximada das garotas, mais aquele forte odor era perceptível, causando até certas reações enojadas de quem estava próximo. Graças a essa proximidade, as garotas podiam perceber que as roupas daquele homem, na verdade, partes dela eram feitas de folhas e galhos secos, utilizada alguma técnica ou produto para uni-los e os manter com um tecido.

— Vocês querem que eu o afaste de vocês? — questionou o garçom, trocando olhares para o dono do bar, que observava o ocorrido com certo olhar de julgamento.

— Mas que caralhos! Ah, pelo amor de Deus! — esbravejou uma voz dura, porém, com toques agudos em seu tom. Tirem essa coisa daqui! Vou colocar tudo que acabei de comer pra fora!

Esmurrando sua mesa enquanto esbravejava, gritou tais palavras fortes uma mulher de cabelos curtos e, de certa maneira, espetados. Colocando seu cigarro no canto de sua boca, a mulher terminava o que tinha para falar, instante antes de soltar toda a fumaça que havia armazenado em seu pulmão.

Seus trajes eram azuis, remetendo a uma espécie de “paletó”, porém, apenas com o colete e a gravata escura a mostra. Na cadeira havia uma espécie de sobretudo, ou apenas um casaco de cor branca com detalhes azulados — ou o contrário, dependendo do ângulo que fosse visto. Consigo, havia outra mulher, essa mais quieta. Com um olhar tão sério quanto a anterior, porém, bem mais incisivo, analisava toda a situação enquanto tragava seu charuto.

Ao contrário da anterior, essa, grisalha quase que totalmente, possuíam um colete no qual deixava a mostra duas armas nas laterais de seu tronco. Sua blusa, ou melhor, camisa era listrada de cor branca, ou seu colete era listrado acima de uma camisa branca, as mais diversas interpretações poderiam ser feitas, já que a iluminação não ajudava para tal aferimento, sendo o seu destacável batom vermelho a única coisa possível perceber ao longe.

— Ou vocês tiram esse cara... Ou seja lá o que ele for por bem, ou eu tiro do meu jeito! Entendeu?! — bradou a mesma mulher, apontando para o dono do estabelecimento com seu indicador canhoto.
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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Sex Dez 09, 2022 3:59 pm
I don't wanna hear this shit

Uma fruta que dá poderes para quem a come? Parece uma furada, ficar mais forte fácil assim é realmente interessante, isso se a pessoa souber os malefícios de ingerir aquela coisa podre. – O mar? – perder a capacidade de nadar pode ser um preço justo para a maioria das pessoas. Hany não é igual à maioria. Ela viveu boa parte de sua vida ligada ao mar, além de ser parte tubarão, perder isso era como tirar uma parte de si. Não poder aproveitar o mar como antes, não ter esse refúgio e essa opção a deixava com um gosto amargo, lembrando-se do sabor que a fruta tinha. – Não é uma boa notícia. – comer tudo que vê pela frente nem sempre é bom. – É meio tarde, mas tudo bem... Se isso tem utilidade, vou me adaptar. – apesar do grandioso problema apresentado, Hany continuava comendo, tentando focar na alimentação e na conversa mais do que em sua inabilidade de nadar.

Cheiro? – parava de mastigar por alguns instantes, cheirando o próprio braço na busca por algo estranho, mas era óbvio que nada ali era estranho para ela. A pequena vivia bastante no mar, com peixes, água salgada e muitas outras coisas que consegue encontrar por lá. O cheiro não seria exatamente por ela ser parte peixe, mas sim por viver lá. – Vou ter que evitar o mar já... Vou melhorar, gostei dessa habilidade, mesmo não tendo tempo pra treinar muito. Essa ilha pode servir bem pra isso. – sorria, aceitando o carinho, voltando assim a comer. – Tanto faz, algo divertido já serve. – falava com a boca cheia, animada pro que essa ilha poderia oferecer. Infelizmente as coisas tomavam um rumo estranho, com um sujeito esquisito surgindo pedindo pro comida. Ele não parecia normal, fedia e se vestia bem mal, mas o problema nem era esse. Em qualquer situação a pequena não ligaria, mas aquele sujeito estava se enfiando no meio do cheiro da deliciosa comida que a garota-tubarão consumia. – Porra, se afasta aí. – a raiva era nítida, Hany estava aproveitando a calma de sua refeição antes daquele verme surgir. – Sim, agradeço se o tirar. – dizia ao garçom, erguendo-se da cadeira enquanto analisava o estranho e todas as pessoas do restaurante que pareciam focadas naquilo.

O cheiro dele meio que lembrava a pequena do sabor daquela fruta, perdendo a vontade de comer, mesmo que por alguns segundos. Seu olhar não era animador, estava irritada e só queria aquele sujeito fora, ninguém que estava comendo ali realmente ligava pra ele. "Se ta com fome, busca um abrigo, sei lá... Não vem me irritar, esse povo adora atrapalhar quem ta em paz." Ajudar quem tem fome nem é obrigação dos outros, diferente do que imaginam, Hany queria guardar seu dinheiro para coisas que realmente importavam na sua vida. Aquele velho sujo não importava nada para ela. "Até parece que sou rica sendo cobrada assim." Existe trabalho em todos os lugares, mesmo nos mais sombrios... Se o problema é a fome, bastava ele procurar serviço em lugares como a garota-peixe fez, ninguém vai te bancar a vida toda. "Não posso só largar o resto da comida aqui, vou terminar. Tá gostoso." Se sentaria novamente, começando a comer o restante, buscando finalizar aquilo o mais rápido possível para não ficar muito mais tempo no restaurante.

Podemos só explorar, sem compromisso. – diria ao fim de tudo, limpando a boca, rosto e também as mãos antes de erguer-se novamente e baixar a máscara para cobrir o rosto como a ilha pedia. Os passos da pequena seguiriam Agatha, mantendo os olhos focados na raposa, pagando a refeição se necessário ou apenas a acompanhando sorrindo. Encontrar algo interessante na ilha sempre ajudava na hora de se acostumar com o lugar, em alguns casos conseguia até arrumar algo para fazer, trabalhos, eventos, descobertas e muito mais. Hany só queria um bom tempo numa ilha diferente, num mar diferente. Era outra vida.

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Capitulo I: Poesia com uma espada. Ahri
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Re: Capitulo I: Poesia com uma espada. Sex Dez 09, 2022 8:24 pm





Capitulo I: Poesia com uma espada.

A conversa seguindo de forma tranquila, a pesar de ser um contraste totalmente diferente da ultima ilha, a atual tinha até sua beleza, era agradável de certa forma, a não ser por essas malditas mascaras que deixava a vida de pessoas novas bem desconfortável. “Esse lugar dificulta saber quem é aliado ou inimigo!” Pensava olhando as pessoas andando na rua fora do estabelecimento.

- Hahahah Fique tranquila, seu cheiro não é um problema! Gargalhava ao ver a menina cheirando seu próprio braço. – É mais a questão de que quem tiver o faro um pouco mais apurado pode conseguir te identificar mesmo com tudo em silencio! Falava levando meu indicador da mão direita até a ponta do meu nariz. – Mas podemos bolar estratégias para lidar com esses tipos de pessoas, basta um bom treinamento! Assim dava mais uma bebida em meu chá.

Em seguida perguntava ao garçom sobre o entretenimento que a ilha poderia ter, a final estávamos de folga até então, mas antes que o rapaz pudesse nos informar, uma estranha criatura aparecia em nossa frente, logo minhas orelhas ficavam em alerta, o homem claramente não era um frequentador daquela região.

- Esse não precisa nem ter um bom faro para sentir seu odor! Falava olhando o homem, definitivamente o rapaz tinha passado por uns maus bocados, estava sem um de seus braços, mas a questão que vinha a minha cabeça era oque eles queria aqui.

“Inimigo ou um moribundo!?” Pensava enquanto ele se aproximava, sou odor ficando cada vez mais forte, o homem pedia algo para comer, o garçom por sua vez perguntava se queria que retirasse o homem, Hany mostrava seu incomodo com a presença do velho, enquanto os outros clientes também mostravam extremamente incomodados.

Mas antes que retirassem o homem, levantava minha mão esquerda com o indicador levantado. – Um instante! Falava olhando para o meu prato mais a frente, outra das clientes estava já em seu estado mais agressivo, aquilo me incomodava um pouco. – Se ele está com fome, de oque sobrou de minha comida, junto com alguma coisa rápida para que ele saia o quanto antes! Falava olhando para o garçom enquanto empurrava o prato que estava a minha frente na direção do mesmo.

- Se eu fosse você não ficaria esbravejando mostrando suas armas gratuitamente! Falava olhando na direção da mulher. – O homem definitivamente é um moribundo, mas por suas feridas... Falava olhando para a grande cicatriz. – Bom do que eu estou falando, se quiser enfrentar ele fica a vontade, talvez me sirva de um bom entretenimento! Balançava minha cauda suavemente observando a mulher.

- Enfim, coloque oque ele for comer em minha conta, e pode fecha-la, já estamos de saída! Assim me levantava, retirando o dinheiro que tinha sido pedido pela refeição.

Em seguida começaria a caminha em direção a saída do local. – Não confunda minha generosidade com piedade, se aparecer novamente em meu caminho eu não serei tão cordial assim! Falaria para o velho caso o mesmo ainda estivesse no estabelecimento.

Assim lado a lado com Hany, caminharia pelas ruas da ilha, observando tudo a minha volta, até encontrar algo. – Esse homem aparecendo assim... Falava em um tom no qual Hany poderia escutar. – Não é muito da minha natureza ser cordial com pessoas assim, mas quando era menor, em uma das bibliotecas do coven, li por cima algo sobre uma criatura extremamente perigosa, que aparecia do nada, com uma aparência grotesca que incitava o incomodo nas pessoas... Falava levando a mão direita até o queixo. – Essa criatura pedia coisas simples, como abrigo ou comida, e caso negado, ele mataria todos no lugar! Olhava de relance para Hany. – O nome da criatura era “O indesejado”, mas não me aprofundei muito, essa parte no coven eu não estudei muito, mas não duvido de nada, frutas que dão poderes está por ai... Assim voltaria a olhar ao redor na espera de encontrar algum tipo de entretenimento.



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Capitulo I: Poesia com uma espada. J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022