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Perpétuos I - Malfeito Feito Qui Abr 07, 2022 12:28 am
Perpétuos I - Malfeito Feito

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Maka Jabami. A qual não possui narrador definido.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Dom Abr 17, 2022 7:15 pm
Perpétuos l - Malfeito Feito
Treino - Transformação - Pirata
- Ei, Léo! - Daria um “chutinho” em sua bunda querendo chamar a atenção do leãozinho. - Que tal voltarmos por hora até o barco pra você me treinar mais um pouco? Eu tô sentindo que logo eu domino o meu braço esquerdo, Puffhahaha! - Dizia animada contando que o pequenino fosse me ajudar. - Vou deixar aquele folgado sozinho por enquanto! Sai atrás de briga assim sem mim. Tomara que apanhe! -

Observaria com atenção os arredores do cais buscando ver se o local estaria bem movimentado como sempre, ou se algo de anormal estaria acontecendo. - Pirata não deve ter um momento de paz aqui. Esses caras estão sempre armados até os dentes! - Comentaria puxando qualquer assunto com o Leonidas, já que eu não conseguia ficar tanto tempo assim quieta.

Quando chegássemos em nossa embarcação, faria uma revista geral para ter a certeza de que tudo estaria no lugar e, caso notasse a necessidade de algo para nos manter abastecidos, procuraria um dos tripulantes que estivesse ocioso e o direcionaria para as devidas compras.

- Ei, último herói da Terra! Podemos começar? - Com o devido trabalho designado, estava agora livre para continuar o treinamento de dias atrás e finalmente, quem sabe é claro, dominar o meu braço esquerdo, pois tinha total ciência de que me seria muito útil daqui para a frente, e de alguma forma, o Leonidas conseguia me fazer aprender algo que eu já havia desistido há muito tempo.


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Última edição por Maka em Ter Abr 26, 2022 5:00 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Abr 20, 2022 4:17 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



Tão súbito quanto aquele raio veio, ele desaparecera. A sensação da eletricidade nas minhas veias, meus pelos eriçados e a súbita corrente de energia inundando meu sistema, agora não passavam mais de um sonho distante e uma memória passada. "Eu tenho que investigar isso... esse... poder. É bom, inebriante." enquanto eu procurava por Gar, esse pensamento sobrevoava meu consciente quase se tornando uma obsessão - mas definitivamente havia se tornado uma ambição. "Talvez isso quer dizer que eu não estou preparado inteirametne para a mudança? Devo aprender a arte inicial do Mink Ryu?" as ideias pairavam a cabeça, me dando um propósito novo antes de mais nada.

Meu amigo felino havia desaparecido junto de meus novos poderes frustrados. O que quer que tenha acontecido com ele, foi diferente o bastante para fazer o jovem desaparecer de minha presença sem que eu o notasse. De qualquer forma, eu havia de seguir meu planejamento: encontrar uma abertura para o submundo para realizar meus trabalhos, enfim. Com a ausência de Gar, não mais podia conversar com seu superior para isso, logo, deveria procurar sozinho. A primeira pista óbvia que eu possuía era, sem dúvidas, o Distrito dos Caçadores citado por Roxane não muito tempo atrás.

Como não conhecia a ilha, era inevitável que eu tivesse de perguntar pela localidade do supracitado distrito. Abordaria, então, qualquer pessoa na rua que não parecesse muito ocupada para me dar uma resposta, e faria uma pergunta simples, de maneira educada e simpática. — Você por acaso pode me informar onde fica o distrito dos caçadores? Obrigado! — seguindo então as direções ditas sem muitas suspeitas, esperava que em algum momento chegasso ao local, e lá, ficaria com os olhos atentos para edifícios suspeitos e figuras ainda mais suspicaces, mantendo sempre a guarda alta para evitar situações difíceis. Com essa pequena investigação, poderia ter uma visão inicial do local me indicado.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Seg Abr 25, 2022 11:40 pm

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka


Após sair do bar e caminhar pela cidade, encontrou-se mais uma vez no porto de Whisky Peak, por mais que não fosse a primeira vez vendo aquilo, não deixava de ser um pouco estranho: Por todo lado haviam guardas de olho em cada centímetro quadrado do cais, onde os navios estavam localizados. Não marinheiros ou seguranças, pareciam ser mais uma grande quantidade de caçadores de recompensa, atentos a qualquer pirata que pudesse chegar na ilha após cruzar a Montanha Reversa, sem dúvidas uma comitiva de boas vindas muito indesejada por qualquer um com uma recompensa por sua cabeça. O que, felizmente, não era o caso de Maka, que se via acompanhada apenas pela peculiar pelúcia carrancuda, que andava ao seu lado como se fosse o dono do lugar, com um orgulho invejável. Com um chute em sua bunda, pegando-o de surpresa, Leonidas deu alguns passos para frente devido ao impacto, uma vez que seu corpo de pelúcia não possuía força o suficiente para resistir ao golpe. - Mas que vergonha, esse maldito corpo de algodão não tem forças o suficiente nem pra não ser empurrado. Logo eu, o último herói da terra, me vejo preso nesse corpo deplorável. O que meus homens diriam se me vissem em um estado como esse?

Leo parecia estar começando mais uma vez sua falação chateadora, no entanto dessa vez direcionada ao seu ódio pela situação em que se encontrava, quando foi interrompido pela proposta da sua acompanhante. - Hmph. Nesse corpo posso não ter minha lendária força, temida por todas as pessoas nos mares de todo o mundo capazes de derrotar sozinho 30 mil homens, mas ainda tenho minhas incríveis capacidades de general. Ensinar algo tão simplório quanto usar outra mão tão habilmente quanto sua mão dominante não é um grande problema, mas saiba que se insiste em seguir sob minha tutela, irei lhe considerar oficial como minha aprendiz, o que significa que serei rígido ao extremo. Esse é o tipo de tratamento que se recebe de alguém tão lendário e admirado como eu, esteja honrada de ter essa oportunidade única em sua vida, pois aposto que muitos outros matariam para estar no seu lugar. - Seguindo então para o navio, mesmo que não fossem procurados, a visão de tantos caçadores armados causava um certo desconforto, que se tornou assunto entre a mulher e a pelúcia. - Realmente estão bem armados, mas nada comparado com os 30 mil homens que derrotei. Comparado àquilo, isso aqui é brincadeira de criança. Eu já te contei a história? Era um dia nebuloso, as nuvens de tempestade cobriam o céu, anunciando uma tragédia. Mil navios de guerra se viam no horizonte, aproximando-se da ilha...

Leonidas se mantinha absorto em sua narrativa, mantendo-se contando uma história longa e repetitiva sobre sua gloriosa batalha e subsequente morte. Enquanto isso, Maka chegou até sua embarcação e subiu, acompanhada pela pelúcia tagarela, e pode ver alguns dos homens que a seguiram desde Sirarossa andando de um lado para o outro e conversando pela embarcação. Entretanto, após andar um pouco, deu de cara com John, que pelo cabelo molhado e toalha por cima do ombro, parecia ter acabado de sair do banho, um dos vários que ele tomava ao longo do dia. Como sempre, estava vestido de forma impecável, e dava um gole em uma caneca de café, passando o olho rapidamente por Leo, que nesse momento narrava como havia atravessado um exército sozinho, matando todos em seu caminho em direção ao líder deles. - Quem poderia imaginar que o Euntae teria uma coisa dessas. - John suspirou, por um instante deixando suas rugas de cansaço devido a insônia ficarem visíveis, duas grandes olheiras por baixo de seus olhos, sendo mais nítidas, um momento que vulnerabilidade que ele não se dava ao luxo na frente dos outros, e logo se recuperou, dando mais um gole no café.

- Vou dar uma passada na cidade para ver se arrumo tudo que precisamos pra cá, mas não sei de quanto vou precisar. Já que eu que to fazendo o serviço, me da um pouco de dinheiro ai, depois te devolvo o troco. - Estendendo a mão esquerda, a que não segurava a caneca, o homem esperava receber um pouco de dinheiro. Após uma conversa rápida com seu irmão de criação, a mulher foi até um dos quartos junto da pelúcia, que em nenhum momento parou de contar sua grandiosa história. - ...infinidade de corpos caídos aos meus pés, todos mortos pela minha fúria, pelas minhas mãos, por terem a ousadia de acreditarem serem capazes de invadir meu lar. Mas tal feito cobrou um preço. Com a lança cravada em meu coração, me mantive de pé mesmo em minha morte, o único erguido naquela planície de dor e destruição, para deixar a vida e entrar na história. - Com o fim da longa narrativa, Leonidas se virou para a mulher. - Espero que tenha prestado muita atenção, pois sua tarefa vai ser descrever DETALHADAMENTE a história que acabei de contar usando sua mão esquerda, e quero que a caligrafia seja condizente com esse belo épico, condizente com sua grandeza. E não adianta reclamar, dizendo que é muita coisa, afinal você concordou em seguir sob minha tutela, então se conforme com meus métodos rigorosos.

  • Harvey


Andando pelas ruas de terra de Whiskey Peak sem muita direção, buscava algum indício de onde poderia encontrar o submundo em um lugar como aquele, repleto de caçadores de recompensa, já que sua primeira tentativa de pedir informações a respeito não havia tido resultados. Em uma ilha mais comum, encontrar o lugar em que a sujeira acontecia não teria sido um trabalho tão complicado para Harvey, ao menos era o que ele achava, mas em uma ilha dominada por pessoas que faziam do crime dos outros seu ganha pão, não era surpresa que, se algo estivesse acontecendo por baixo dos panos, fosse feito de forma muito mais discreta. Entretanto, saber o motivo de seu fracasso não ajudava muito a dar o passo seguinte, afinal sem encontrar novos empregadores não havia como se sustentar.

Tudo que tinha era o comentário da mulher da loja, que falou que se perguntasse pela cidade, talvez algum doido o ajudasse, mas a mensagem que ela quis passar não foi compreendida pelo mink, que achou que precisava encontrar um "distrito de caçadores" e perguntar por lá. O problema então era encontrar esse "distrito de caçadores", o que levou o ornitorrinco a parar a primeira pessoa na rua em busca de direções, um homem franzino com uma grande franja cobrindo um dos olhos e dois cintos cheios de facas. - Distrito de caçadores? Eu não faço ideia do que você tá falando. A cidade toda é... - Entretanto a fala do magrelo foi interrompida pela chegada de outro indivíduo, um homem corpulento vestindo um casaco escuro. - Harvey, há quanto tempo! Te falei que minha casa era do outro lado da cidade, não acredito que conseguiu se perder.

O homem se aproximou de forma casual, e o magrelo que estava antes respondendo a pergunta deu de ombros e continuou andando, crendo que não precisavam mais de sua ajuda. De uma coisa o mink tinha certeza: nunca havia visto aquele homem em sua vida pra ele chegar com tanta intimidade, mas assim que ficaram só os dois, o homem olhou ao redor e falou de forma discreta. - Que bom que você é fácil de encontrar. Tô tendo trabalho extra por sua culpa, então tá me devendo uma. Da próxima vez pede instruções direito, o Samuel podia ter te dito o que fazer. Mas enfim, o que tá feito, tá feito. A não ser que queira continuar vagando perdido pela cidade, vem comigo. Temos hora marcada no Caçada Feroz. - Sem dar mais explicações, o homem começou a andar calmamente pelas ruas, sem olhar para trás, confiando que o ornitorrinco o seguiria.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Abr 26, 2022 6:15 pm
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De fato, o porto de Cactus estava da mesma forma que pensei, completamente carregado de caçadores à espreita esperando qualquer pirata desavisado atracar naquela ilha e encontrar o seu fatídico fim. - Seus homens? Você com certeza seria uma completa piada, PUFFHAHAHA! - Provocaria o pequeno durante aquele rápida conversa até o barco.

E mais uma vez, uma pequena sugestão se tornou em um discurso pessoal de Leonidas, não só ao aceitar em me ajudar, mas ainda dando gatilho para que ele começasse toda aquela comoção ao contar mais uma vez aquela sua velha história de como havia sozinho derrubado mais de 30 mil homens. “E lá... vamos nós de novo” com as mãos no rosto, já apontava o meu cansaço antes mesmo dele terminar aquela história.

Enquanto o leãozinho seguia sua narrativa, apenas seguia até o convés do barco onde em meio a toda movimentação ociosa dos tripulantes, o “frutinha” surgia bem na minha frente com a mesma cara de “bosta” - Pois é... Não sei de onde meu irmão tirou esse carinha. - Deixando o breve comentário de lado, John finalmente se propunha a fazer algo, mesmo que eu não gostasse de ter que dar algum dinheiro para ele. - Você tá precisando tomar vergonha nessa cara, e fazer algo pra conseguir dinheiro pra manter esse grupo abastecido. E ainda me vem na maior cara de pau me pedir dinheiro... -  

Gostei de ele pedir dinheiro? Não. Mas no fim, não tinha muito o que fazer. Retirei o bolo de berries que, como sempre, deixava guardada em meus seios e separei B$ 5.000.000, contando que aquele valor seria o suficiente. - Não esqueça do troco, “frutinha”! - Entregava para John já contando com o sumiço dele.  


Treino de Qualidade- Ambidestro


Estávamos agora em um dos quartos do Sol Nascente, e depois de longos minutos, Leonidas que ainda falava sem parar, finalmente encerrava sua longa história já sugerindo o treino. - O QUE??? Você quer que eu escreva tudo isso com a mão esquerda? Você tá maluco! - Eu já havia ouvido aquela história milhares e milhares de vezes, mas escrever? Não gosto nem de escrever com a dominante, quem dirá com a mão ruim.

Irritada, incomodada e muito “P” da vida, procuraria por um lápis e uma borracha que estivessem por perto, além de um pedaço de papel para escrever aquele livro que era a história de Leonidas. - Eu vou escrever essa bagaceira! Mas tenha paciência. - Já avisava a pelúcia enquanto me sentava em frente à mesa.

Extremamente focada, com o cotovelo direito sobre a mesa e a mão entre os cabelos onde apoiava a minha cabeça, começava a escrever aquele feito épico de um jeito bem lento e calmo, onde inúmeras vezes parava e apagava alguma palavra ou letra que havia ficado bem torta e ilegível.

Procuraria suavizar as curvas e detalhes de cada letra, não forçando a escrita para que ficasse natural. Tentaria ao máximo deixar as linhas daquele texto bem unidas e sincronizadas, de forma que não ficasse espaços largos entre uma linha e outra, deixando aquele texto o mais harmonioso possível, até que aos poucos, eu conseguisse acelerar a escrita e deixá-la mais natural.


Fim de Treino


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- Pronto! Olha que belezura! - Mostraria o papel completamente escrito por uma das melhores caligrafias que o mundo já viu. - Fala ai! Mandei bem, né!? Puffhahahaha! - Contando com o fato de ele ainda reclamar da minha escrita, apenas ignoraria sua reclamação.  

- Você tá falando besteira! Não sabe reconhecer uma qualidade escancarada bem na sua cara! - Diria incomodada com qualquer negativa vinda de Leonidas. - Mas, e agora? Qual o próximo passo? - Comentaria já tentando engatilhar o próximo treinamento.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Abr 26, 2022 7:40 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



A minha busca pela espécie de distrito mencionado por Roxanne se mostrava um tanto quanto infrutífera, assim que eu abordava um homem de aparência franzina pela rua. Talvez eu tenha entendido errado a fala da mercadora, ou apenas havia sido enganado pela lábia quase excepcional da mulher; seja uma opção ou seja outra, eu encontrava com poucos caminhos para seguir. Isto é, se outro evento de cunho imprevisível não me ocorresse logo em seguida, com um homem corpulento me abordando repentinamente, apenas olhava assustado para seu rosto enquanto meu coração pulsava de maneira mais forte e, como consequência, meu corpo tremia em resposta.

Minha mente subitamente ia à mil, procurando inúmeras respostas e possíveis casos para o encontro pseudo íntimo. "Será que o Viking me achou? Ele conhece o Samuel... talvez a nossa missão tenha sido descoberta!? Será uma emboscada?" diante dessas possibilidades, colocava a mão em meu sobretudo e puxava uma das minhas pistolas, esperando que ao abordá-lo verbalmente este se viraria para mim. — Prove que você está com o Samuel. É uma questão de segurança, espero que entenda. — dizia com uma expressão séria para ter certeza que minha identidade não havia sido comprometida.

Este explicando sua trajetória ou sua conexão com o ferreiro, partia ao seu lado em passos curtos, porém céleres, indo até o dito estabelecimento onde, teoricamente, tínhamos horário marcado. Caso o contrário ocorresse, pediria que o homem se identificasse imediatamente, sob a pressão de uma arma de fogo apontada para sua cabeça. — Diga quem é você, para quem trabalha e o que quer fazer comigo. Agora! — não me importava muito em estar sob os olhares de muitos naquela região; eu conseguia escapar posteriormente. Antes de mais nada, priorizaria minha segurança.

De qualquer forma, se tudo se seguisse positivamente, significava que chegaria no dito "Caçada Feroz" em algum momento. Antes que este chegasse, aproveitaria a oportunidade para me desculpar. — Desculpe por agir assim. Eu tenho muitos alvos na minha cabeça. — diria de forma mansa, em uma tentativa de apagar a primeira impressão passada, talvez, erroneamente por minha parte. De qualquer forma, assim que chegássemos, analisaria a estrutura do local, seus clientes e frequentadores, e, por fim, com quem eu estaria me encontrando. A essa pessoa, daria a primeira palavra, ouvindo-a atentamente.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Abr 27, 2022 12:23 am

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Em uma das salas da embarcação, Maka se viu sob a tutela do leão de pelúcia carrancudo e mal encarado, que parecia determinado em botar seus dotes de líder e general a prova para faze-la aprender a usar sua mão esquerda, mas o método proposto por ele não pareceu ser nem um pouco bem recebido por ela, que parecia incrédula com as instruções recebidas. Mesmo falando demorou uma eternidade pra ele terminar de contar a história, escrevendo com a mão esquerda seria pior ainda. - Não adianta choramingar, vai ser um ótimo exercício não só para ganhar mais familiaridade em escrever com sua outra mão, mas também para gravar bem fundo em seu coração minha grande história! Tenho certeza de que, quando terminar, estará tão familiarizada com suas tocantes nuances e contornos épicos que entenderá o quão profunda e emocionante ela é. Isso por que não chega nem perto de expressar a grandiosidade de como foi na vida real! Infelizmente palavras tem um certo limite.

O leão continuava a se vangloriar, enquanto Maka encontrou lápis, borracha e papel em uma gaveta do quarto, começando o esforço hercúleo de transcrever toda aquela ladainha com sua mão canhota. Não foi uma tarefa fácil, na verdade foi bem difícil, tendo que apagar e reescrever constantemente, corrigindo erros deixando o melhor possível, precisando de três folhas inteiras para escrever a lenda de Leonidas. Enfim, após 2 horas, finalmente conseguiu terminar, e sentia como se sua mão estivesse para cair. - Me da, deixa eu ver. - Leonidas pegou as folhas assim que sua aluna anunciou que havia terminado, dando apenas uma lida rápida na primeira página antes de jogar os papeis no chão, irritado. - Isso tá uma porcaria! Essa letra está horrível, e sua descrição simplória não faz jus aos fatos! Deveria ter mais ênfase na grandiosidade dos acontecimentos! Mais drama! - Leonidas parecia muito irritado com a suposta simplificação de sua história, batendo seus pés de algodão no chão, o que não produzia som nenhum.

- Que seja, você definitivamente não tem talento para escrita ou oratória. Para o exercício seguinte, você vai ter que adquirir costume em usar sua arma, uma vez que é a ferramenta mais importante de um guerreiro! Claro, você nunca será capaz de chegar aos pés do quão bom eu fui, para derrotar aqueles 30 mil homens sozinho, mas se consegui ser 1% do que eu era, certamente será uma figura de muita importância. - Leonidas deu um chute nos papeis no chão, expressando uma última vez seu descontentamento, e se afastou um pouco. - Quero que pegue aquele seu martelo. Vai jogar ele para o alto e pegar com sua mão esquerda, e repetir isso 100 vezes. Se deixar cair ou pegar por acidente com a direita, vai ter que recomeçar do zero. Estamos entendidos?

  • Harvey

Ao lado do grande homem que havia intervindo em sua tentativa de conseguir informações, Harvey parecia ainda menor em comparação. Entretanto, da mesma forma que ele podia ser alguém enviado para o ajudar e o guiar para o local correto, também podia muito bem ser alguém contratado para o matar armando uma armadilha, então não podia deixar sua guarda baixa, de forma que assim que o homem começou a andar, imediatamente fez uma pergunta para confirmar suas intenções, fazendo-o parar e se virar novamente para o ornitorrinco, se abaixando para ficar mais próximo de sua altura. - Seu receio é bom, significa que está com a guarda alta, mas isso tudo teria sido tão mais fácil se você tivesse sido um pouco mais comunicativo. - Ele suspirou, nitidamente insatisfeito.

- Eu não estou com o Samuel, o Samuel que está com a gente. Ele sabia que você queria vir para a Grand Line, mas a influencia dele não chega até aqui, então fez uma indicação sua para contatos mais influentes que possui. No caso, nós. O que também não significa que vai ser aceito diretamente. A ideia é você me acompanhar, vamos até o restaurante e minha chefe vai fazer uma "entrevista de emprego". Se mesmo assim não confiar em mim, está livre para dar meia volta, mas não só vai estar jogando no lixo a indicação de Samuel, mas também vai estar fazendo isso tudo ser uma perda de tempo para ambos os lados. - O homem se levantou novamente. - A escolha é sua. - E assim, voltou a andar, sendo seguido pelo mink. Os dois caminharam juntos até chegarem em um restaurante chique à algumas ruas dali, feito de madeira pintada de branco e envernizada, parecia ser o local mais caro dos arredores. - Duas reservas para o almoço. Tobias e Harvey. - A mulher deu uma rápida olhada em uma prancheta e liberou passagem para os dois.

O interior do restaurante parecia ainda mais chique que o exterior, com caçadores de nível bem alto desfrutando de suas fortunas em farturas desnecessárias. Junto de Tobias, Harvey seguiu até uma área privada do restaurante, previamente reservada, onde uma mulher o esperava, com uma grande lagosta na mesa. - Tobias, sabia que podia contar com você. - A mulher deu um sorriso e olhou para Harvey. - Então você é o ornitorrinco de que ouvi falar. Pode se sentir a vontade. - Ela apontou discretamente com a mão para a lagosta. - Me chamo Vivianne, e tenho algumas perguntas para fazer antes de tudo. Primeiro: o que você sabe sobre os distritos? Segundo: quais são seus objetivos aqui pela Grand Line? - Vivianne enfiou o garfo no abdômen já aberto da lagosta, pegando um pedaço de sua carne branca e macia, botando-o na boca enquanto esperava a resposta do mink.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Abr 27, 2022 2:59 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



— Certo, vamos logo então. — respondia não tão rispidamente, voltando à minha caminhada lado a lado com o rapaz até o local onde estavam reservados alguns assentos. Por fim, descobria que o homem não trabalhava para o Samuel, mas com o ferreiro. Meu coração se aliviava naquele instante enquanto eu tirava a arma das mãos e as colocava novamente no meu sobretudo, mais calmo do súbito susto que tivera com sua abordagem. "Aliás, o que ele quis dizer com falta de comunicação? Samuel também não manteve contato." embora fosse um pensamento desnecessário, ele obviamente passava pela minha cabeça perturbada.

Daquele ponto em diante, cruzando as ruas e avenidas, não demorava até que chegássemos no Caçada Feroz. Sua aura e atmosfera exalava nobreza e custos altos. Como se minha observação fosse comprovada, seu interior era frequentado por caçadores que esbanjavam de forma desnecessária a grande quandidade de dinheiro que faziam e outras pessoas de alta sociedade. Passando por essa área, íamos até um local mais privado ainda. "Quem quer que seja essa pessoa, possui contatos, dinheiro e grande influência." analisava, apenas pela localidade, uma possível característica da figura que iria encontrar.

Quando a via, não poderia distinguir se meu pensamento se concretizava ou não; ela parecia simples e ao mesmo tempo cordial, oferecendo-me um pedaço daquela lagosta. Educadamente, recusava o alimento; já havia me alimentado não muitas horas atrás. Sentando-me então de frente para a mulher, ouvia ela proferir algumas palavras para mim. Todo aquele ambiente parecia-se muito como uma entrevista, como Tobias havia mencionado, então me atinha a responder apenas o que era pertinente; não por questão de segurança, mas objetividade.

— Possuo conhecimento amplo de todos os distritos, seus funcionamentos, sua estrutura e sua organização geral. Eu trabalhei por muitos anos em uma organização pertencente ao distrito dos coveiros e guardei bem as informações que adquiri lá. — falava para Vivianne enquanto a mulher comia sua lagosta com uma gigantesca ferocidade. Quanto a sua segunda pergunta, ponderava por um instante antes de responder. "Qual seria o meu objetivo na Grand Line? Não pensei nisso até o momento com tanto afinco..." por um momento, me amaldiçoava pela falta de visão, mas manejava algo que sempre passou pela minha cabeça.

— Na Grand Line, gostaria de subir na hierarquia e entrar para o Distrito dos Coveiros novamente. Posteriormente, fundar minha própria organização ou, quem sabe, comandar  algumas operações. — falava para ela de maneira cordial e despretenciosa. Tentava me manter com o pé no chão, afinal, sabia o quão difícil tudo aquilo era. Apesar disso, eu tinha conhecimento de minhas capacidades e colocava toda minha fé na inteligência e informações que também possuía. Por fim, esperava que a moça retrucasse minhas afirmações, ouvindo-a atentamente. Se tivesse a oportunidade, ousaria fazer uma pergunta: — Se me permite, quem, exatamente, são vocês?

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Abr 27, 2022 3:14 pm
Perpétuos l - Malfeito Feito
Treino - Transformação - Vingança
Boas horas haviam se passado dentro daquele quarto junto de Leonidas enquanto eu tentava dominar a minha mão esquerda escrevendo toda a “épica” história da pelúcia que no fim, apenas criticou o meu trabalho duro. - Qual é!? Você queria que eu escrevesse, e então eu escrevi, ué!? Vai ficar exigindo grandiosidade... O foco era escrever bonito, e minha letra tá perfeita, Puffhahaha! - Dizia com convicção, mesmo que no fundo, eu tinha total ciência de que não era verdade.

- Vou fingir que você está certo, só pra parar de me encher! - Responderia a negativa do pequeno ao falar sobre a minha falta de talento para a escrita. - Até que enfim você tá me pedindo pra fazer alguma coisa que presta! - Respondia a sugestão do próximo exercício enquanto pegava a minha bela Skadi.  


Treino de Qualidade- Ambidestro

- Vamos lá, Léo! Vou te mostrar como é uma guerreira de verdade. - De peito estufado e cheia de confiança, seguraria o martelo com o máximo de força, por mais que a sensação ainda era um pouco estranha. Começaria então com arremessos bem curtos, quase como se não soltasse Skadi, na tentativa de me acostumar com a pegada e força necessária para não deixar que o martelo escapasse.

Repetiria esses movimentos por alguns minutos, e logo depois, aumentaria a distância dos arremessos, deixando-os mais altos. Uma escapada ali, outra aqui, e com o tempo eu me acostumaria com aquilo. Depois de certo tempo e já acostumado com àquela altura, aumentaria mais uma quantidade significativa, e assim, seguiria da mesma forma pelo tempo que fosse necessário.

Após algumas horas e com uma altura que agradasse Leonidas, seguiria com a parte final e, mais difícil. Arremessaria com cuidado o martelo para cima sempre atento com o girar dele e o momento exato em que a arma estivesse em uma boa posição a minha frente, e o cabo ficasse de frente para mim, assim, usaria da memória muscular que havia criado com os pequenos treinos anteriores para usar a força correta para que pegasse o martelo com firmeza.

Em alguns momentos poderia falhar, deixando escapar e, até mesmo correndo o risco de atingir Leonidas – o que seria bem engraçado - mas sempre respiraria fundo, e começaria a contagem novamente dos arremessos até que enfim, aquele movimento ficasse natural.

Fim de Treino


- PUFFHAHAHAHA! E ENTÃO? MANDEI BEM, NÉ!? PUFFHAHAHAHA – Convencida, me vangloriava na tentativa de mostrar para Leonidas o quão forte eu era. - Estou mais próxima de matar 30 mil homens, Léo! Isso é inegável, vai! Puffhahaha! - Aquele treino mais físico me empolgava, pois era daquilo que eu gostava. Já fazia muito tempo que não evoluía tanto assim, e pelo menos internamente, eu sentia que estava ficando cada vez melhor. - Beleza! Bora pra mais uma? - Já instigava o pequeno para mais um treino.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qui Abr 28, 2022 12:30 am

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Tendo enfim completado a primeira parte do treinamento proposto por Leonidas, Maka não aguentava mais escrever, ainda mais com sua mão não dominante, mas mesmo assim o leão de pelúcia insistia em prosseguir para a etapa seguinte imediatamente. O que garantiu que ao menos não haveria tanta reclamação era que a própria mulher havia ficado interessada no desafio seguinte, uma vez que envolveria o manejo de sua arma, algo que ela precisaria caso quisesse usar sua mão esquerda em combate. Entretanto, jogar o martelo para cima e o pegar novamente não era uma tarefa fácil, então começou por baixo, erguendo o martelo quase imperceptivelmente. - O que pensa que está fazendo? Isso é uma piada para você? Acha que eu vou aceitar uma mediocridade dessas? Quero que esse martelo voe pelo menos a um metro da sua mão, senão não aceitarei suas tentativas! Se você se considera uma guerreira, deveria começar pelo mais difícil e sofrer para o aperfeiçoar, não ir aos poucos.

Leonidas estava nitidamente indignado com a performance de sua aluna, até que ela sentiu mais confiança e tentou jogar o martelo mais alto, apenas para ele escorregar de sua mão e cair bem no seu pé. A dor aguda foi instantânea, assim como a risada do tutor de pelúcia. - HAHAHAHAHA! Bem feito! É isso que ganha por ficar de frescura! - Após se recuperar da dor e do pé inchado, Maka logo retornou o treinamento, aos poucos tendo progresso. ainda errava muito, é claro, deixando o martelo cair constantemente, mas estando atenta para não ter o pé atingido novamente, ele apenas caia no chão e fazia um som alto. Após algumas horas daquele treinamento, já toda suada de todo aquele esforço físico, ela decidiu ser mais ousada, lançando o martelo na altura que o leão queria, fazendo uma volta para o pegar de novo em sua mão. O que não esperava era que, na tentativa de fazer o martelo girar no ar, acabou jogando ele levemente para a frente, fazendo-o cair bem em cima de Leonidas. Ah! Tire essa coisa de cima de mim, sua incompetente! Meus homens jamais deixariam esse tipo de coisa acontecer!

Leonidas parecia muito irritado não por ter sido atingido, já que seu corpo de algodão parecia ter amortecido o impacto, mas por ter ficado preso entre o chão e o martelo. Sem força nos braços de pelúcia, ele tentava em vão tirar o martelo de cima de si, se esperneando e ficando cada vez mais irritado, até que a ruiva pegou-o novamente. Que isso não se repita, estamos entendidos? - Apesar da pelúcia não ser ameaçadora por motivos óbvios, seu tom sério era claro. Demorou mais um tempo até que finalmente ela conseguisse terminar o exercício, até mesmo acreditando se aproximar dos feitos de seu tutor. - Eu não chamaria isso de "ir bem", mas é. Uma melhora de 1% para 2% em suas chances de se igualar a mim ainda é uma melhora. Agora, a ultima parte do meu treinamento infernal. Você já praticou usar a mão esquerda para escrever, já praticou o manejo da arma, e agora falta praticar usá-la em tarefas do dia a dia. Por isso, quero que pegue os materiais de limpeza do navio e de uma faxina completa no seu quarto. Aquele lugar está um lixo, tenho certeza que não vê uma vassoura a semanas. E se tentar trapacear usando a mão direita, vou fazer ter que limpar outro quarto! - Leonidas se mantinha impassível, com os braços cruzados em frente à aluna. - e não tenha esperanças de que eu repasse a limpeza do quarto de John, aquele lá deve manter o quarto mais limpo do que você pode sequer imaginar.

  • Harvey

Frente a frente com Vivianne, a mulher que aparentemente iria o avaliar, Harvey se via em uma situação que mais parecia uma entrevista de emprego, o que não era tão estranho, afinal os distritos do submundo funcionavam na prática como empresas, de forma que precisavam saber quais funcionários contratar e quais dispensar. Tendo recusado a lagosta, deixou apenas para seus dois acompanhantes desfrutarem do fruto do mar, com Tobias sentado bem ao seu lado, apesar de nitidamente não estar sendo avaliado como ele estava. - Tem certeza que não vai comer? Isso aqui tá uma delícia. - Enquanto falava, Tobias pegou um grande pedaço de lagosta e colocou na boca, em seguida arrancando uma das pinças e chupando a carne por dentro do exoesqueleto. A mulher, por outro lado, comia de forma mais elegante e com modos.

- Bom ver que tem conhecimento, isso facilita nosso trabalho. Isso, é claro, se estiver dizendo a verdade, não apenas mentindo para receber o emprego. Mas no nosso ramo, uma vez que dizemos algo, precisamos fazer jus ao que foi dito, então para o seu bem espero que tenha sido sincero. - Vivianne pegou um guardanapo e limpou a boca. Mas, os coveiros? Impressionante. Isso deve ajudar o seu caso. - Tendo respondido as perguntas, foi a vez do ornitorrinco ter uma pergunta respondida. - Nós? Somos o Açougue. - Tobias respondeu, com a boca cheia de lagosta. - Os distritos não dispõe de tempo de sobra para avaliar cada candidato que quer se juntar a eles, e nem conseguem estar em todas as ilhas ao mesmo tempo, e é ai que entramos. Cortamos fora os pedaços ruins e oferecemos as melhores carnes. Não trabalhamos diretamente para nenhum dos distritos, mas temos apoios de todos eles por facilitar seu trabalho. Muitos dos prodígios vindos dos blues passam pela gente, assim como você. Por isso Samuel te indicou. Agora, se você vai conseguir ou não se tornar um Coveiro, depende se vai passar em um pequeno teste.

Vivianne tirou o a lagosta da mesa e colocou em cima o que parecia ser um mapa simplificado da Grand Line. - Atualmente estamos aqui. Cactus island, primeira ilha da sétima rota. Um lugar agradável, mas horrível para os negócios. - A mulher apontava com uma faca para o pedaço de terra no mapa que indicava onde estavam. - Aqui é Uttara Mimamsa, segunda ilha da quinta rota. Essa aqui sim é uma mina de ouro. Literalmente. Grande potência econômica, tão grande que até o submundo ainda está trabalhando para competir com o mercado interno. Até agora só a Rainha das Rotas se deu bem, então os outros distritos não recusariam uma ajudinha extra. Seu desafio vai ser chegar lá, e nós não vamos dar nenhuma ajuda. Use seus contatos, mostre seu talento, e quando chegar lá, fique atento ao girassol. Vou deixar algum coveiro avisado para te receber se conseguir. - Vivianne retraiu o braço novamente, girando a faca entre os dedos. - Se estou te dando essa oportunidade, é porque pareceu promissor, então tentei não estragar minhas expectativas. No final, se vai conseguir ou não, depende apenas de você.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sex Abr 29, 2022 9:25 pm
Perpétuos l - Malfeito Feito
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Aquela prática pareceu bem divertida e empolgante, pelo menos bem mais atrativa do que ficar escrevendo, e se não bastasse, o martelo cair por acidente em cima de Leonidas foi hilário, - com exceção do fato de ele ter caído no meu pé, aqui foi vacilo, doeu demais.

- 2%? Você não estava prestando atenção, é o único motivo pra dizer uma besteira dessas, humpf... - Dizia em irritação ao comentário sobre as minhas melhorias com o domínio de minha mão esquerda. E para piorar, a pelúcia agora sugeria algo ainda mais chato do que escrever. - Limpeza... O QUE??? Mas que diabos... quando eu achei que fosse ficar melhor, você me mandar limpar! Puta que p... - Dei de ombros enquanto guardava o martelo e seguia em busca dos materiais de limpeza. - Aquele John é uma “frutinha” mesmo, todo certinho, todo “educadinho”, todo limpinho, todo nhenhenhe... - Continuava a resmungar enquanto me preparava para limpar o quarto.


Treino de Qualidade - Ambidestro


Com um esfregão, um balde cheio d’água, e um pano velho, porém limpo, estava finalmente pronta para começar o treinamento mais chato da minha vida. - Você ainda me paga, Léo! Você ainda me paga... - Resmungava mais uma vez enquanto mergulhava a ponta do esfregão no balde.

Com a mão esquerda firme no cabo, começaria a esfregar lentamente com movimentos bem simples de executar, indo para frente, e para trás, sempre de “pedaço” em “pedaço” daquele chão, de forma que não faltasse um mísero espaço daquela madeira sem ser esfregada. Faria isso sem pressa alguma, e de tempos em tempos, olharia com desprezo para Leonidas, mostrando que no fundo dos meus olhos, eu ainda o faria pagar.

Após limpar o chão, pegaria o pano velho e o molharia para em seguida limpar os móveis. Dessa vez seguiria com movimentos circulares, tentando não deixar a mão afrouxar e, por consequência, o pano cair no chão.

Buscaria mais dois panos para que secasse tanto o chão quanto os móveis daquele lugar, repetindo os mesmos movimentos, porém, dessa vez eu faria com mais rapidez, tentando manter naturalidade ao limpar aquele lugar até que ele ficasse um brinco.


Fim de Treino


- Puff... Pronto! Acabei essa chatice. - Arremessaria o pano sujo em cima de Leonidas. - Agora é a sua vez de se limpar! Seus pelinhos estão encardidos, seu boneco fedido! - Insultaria o pequeno que costumava ter um pavio curto. Apanharia minha garrafa de uísque e daria um belo gole para afastar o cansaço. - Não vou te dar uma golada desse uísque, porque você não tá merecendo! - Direcionaria a fala para a pelúcia enquanto levava os materiais para guardá-los, e ainda jogar aquela água suja fora.

Depois de todas aquelas horas trancada com o pequenino, seguiria até o convés para saber se o John já havia voltado da cidade. Caso encontrasse o garoto “certinho”, não demoraria para questionar sobre a busca dos mantimentos. - E então, “frutinha”! Conseguiu tudo que a gente precisava? - O escutaria com atenção para saber o que havia conseguido para o barco, mas sem esquecer de um detalhe. - O meu troco, seu safado! Não pense que eu esqueci! - Esticaria minha mão direita aguardando o restante dos berries.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sex Abr 29, 2022 10:01 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



"O açougue..." tentava vasculhar pela minha memória por esse nome, mas não possuía êxito nessa tentativa. "Talvez tenham surgido durante minha ausência" era a minha única justificativa para isso, embora não houvesse tanta importância naquele momento. De todo modo, como havia pensado antes de entrar naquele restaurante, se tratava realmente de uma espécie de entrevista, seguida por uma espécie de prova, que validaria minhas qualidades e se eu era realmente promissor ou não. Tudo que eu tinha de fazer era chegar até Uttara Mimamsa. Isso deveria ser moleza.

— Não irei te decepcionar. — proclamava, me levantando da minha cadeira e esticando o braço para cumprimentar Viviane, com os olhos bem centrados nos dela, não em desafio, mas em respeito. Com a cabeça, acenava levemente para Tobias anunciando minha saída daquele lugar. — Espero ver mais de vocês! — dizia já de costas viradas, me encaminhando para a saída. A reunião havia sido bem rápida, e naquele momento, não havia nada que eu fizesse mais naquele recinto. "Para trocar de rota, vou precisar de um Eternal Pose. Tenho certeza que posso encontrar um desses no Mercado Negro." pensava, puxando a informação de minhas memórias mais antigas.

Já possuindo um pouco da visão de como aquela ilha funcionava, teria de procurar por conta própria o meu destino para ter sucesso dentro daquela requisição. Usando um pouco da massa cinzenta, era claro que as atividades ilícitas na ilha estariam localizadas onde a massa de caçadores não se aglomerava, formando uma espécie de repelente a qualquer coisa que fugisse um pouco das leis impostas pelo Governo. Tendo isso em mente, portanto, vagaria a cidade na procura de um lugar onde onde as condições ditas por mim se concretizavam, esperando que elas fossem realmente reais.

Não importava muito o tempo que isso levasse, eu tinha paciência no que fazia. Se visse um transeunte sem suspeitas, que claramente não fizesse parte da gangue de caçadores, imediatamente o abordaria com simpatia e certa elegância em minhas palavras. — Por acaso sabe de algum lugar que há poucos caçadores por aqui? — tentaria parecer o menos suspeito possível. Caso fosse indagado, no entanto, retornaria quase imediatamente. — Estou entrando nessa vida agora e, sinceramente, é difícil competir com essa massa por aqui. — justificava, esperando que caísse nas minhas palavras.

Repetiria a ação até ter uma resposta concreta, seja positiva ou negativa. Sendo de cunho favorável, seguiria até o local indicado, procurando com os olhos os estabelecimento mais suspeitos que visse, sempre mantendo minha identidade escondida: rabos embaixo do sobretudo, chapéu bem baixo e mãos dentro dos bolsos. Procuraria também traços de atividade ilegal, sejam pessoas cochichando em segredo pelos becos, andando como eu andava, ou até mesmo lugares que serviam como uma clara fachada para o que eu procurava. Para isso, usaria como base as memórias dos meus anos de profissão.

Sendo negativo, no entanto, me encontraria perdido até certo ponto. Deveria procurar pelo item em outro lugar, ou até mesmo buscar por alguma carona até a rota. Nesse caso, tentaria voltar minha atenção à área portuária da cidade, em busca de um navio que estivesse claramente alinhado com minhas ideias de partir daquela ilha. Por ser uma ideia de última hora, confiava pouco em seu sucesso, mas deveria tentar mesmo assim enquanto não amontoava contatos e mais experiência naquela nova área do submundo. De qualquer forma, eu tinha de prevalecer.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sab Abr 30, 2022 12:49 am

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Depois de uma seção de treino com seu martelo, que Maka achou empolgante, estaca acreditando que o próximo seria ainda mais divertido, mas foi pega de surpresa quando a pelúcia anunciou que a última parte do treinamento seria uma faxina, arrancando protestos da mulher. - Esse é o preço a se pagar pelo sucesso. Não ache que conseguirá ficar mais forte sem sacrifícios, então pode ir botando a mão na massa. - Resmungando sem parar, a ruiva seguiu até o armário de limpeza e pegou os materiais que precisava. Limpar o quarto para alguém não acostumada com isso já era difícil e maçante, mas o fazer apenas com a mão não dominante era ainda pior. Enquanto Leonidas ficava na porta, apenas observando tudo como um juiz para ter certeza que ela não trapacearia com a mão direita, Maka precisou dar tudo de si enquanto a vassoura e o pano viviam escapando de sua mão. Mesmo assim, passando um tempo, finalmente foi capaz de limpar e secar o lugar. - Muito bem. Por mais que um treinamento apropriado devesse levar semanas inteiras sem tempo para descanso, creio que podemos parar por aqui. Se desejar retornar à minha rotina de treino, só precisa pedir.

O que ele não esperava era a provocação da mulher, que fez a expressão do leão mudar para raiva. - Isso são marcar de batalha, sua boçal! Indicam todo o meu esforço para chegar até aqui! E quem você está chamando de fedido? - Ele começou a bater os bracinhos de algodão contra a lateral do seu corpo, mas Maka não sentia nada, tamanha era falta de força que aquele corpo de pelúcia possuía. Após isso, saiu do quarto em busca de John, encontrando-o no convés do navio, sentado na escada que levava ao timão, enquanto olhava pensativo para o céu noturno após as várias horas de treino, e já foi cobrando seu serviço. - Precisamos conversar. À sós. - Apesar de manter sua expressão impassível, provavelmente pelo fato de alguns dos homens que os acompanhavam estarem ao redor, ele parecia bem sério, ainda mais que não havia respondido a resposta da mulher. Arrastando-a até o quarto recém limpo, ele olhou por um instante surpreso e logo em seguida fechou a porta, enquanto Maka cobrava o troco. - Isso é importante, sua gorila! - Assim que a porta foi fechada, como os quartos daquele navio tinham paredes grossas para abafar o som, ele se deixou soltar um pouco, se exaltando por um instante, mas logo se recompondo e olhando para ela.

- Eu descobri algo... Logo depois que sai, enquanto procurava algum lugar para comprar as provisões, acabei escutando uma conversa em um bar. Sobre um homem com olhos dourados e uma cicatriz no olho esquerdo. - John parou por um momento, querendo ver a reação de Maka. A descrição dava por ele era clara, e sua mente voltou imediatamente ao homem que havia causado a morte de Euntae. - Como é óbvio, me intrometi atrás de informações, mas eles não se sentiram confortáveis em conversar abertamente com um estranho, então tive que comprar a informação. Gastei o dinheiro todo, mas conseguir essa informação era mais importante. Aparentemente dois deles vieram para a Grand Line e seguiram pela quinta rota até uma ilha chamada Uttara Mimamsa, onde serviram como mercenários para esse homem no submundo, já que precisavam de trabalho. - De forma muito discreta o rosto de John parecia deixar vazar o que ele sentia, contraindo levemente os lábios e com uma rigidez incomum, como se para garantir que não deslizaria ali, mas para alguém que o conhecia a tanto tempo, a diferença era notável. - Acabaram sendo enxotados pelo governo ultra religioso da ilha, então decidiram vir para a ilha Cactus. Se recusaram a falar o nome dele para mim, pois isso poderia botar eles em risco, já que ele é membro do submundo, o que não faria muita diferença, já que não sabemos como ele se chama. Mas eu tenho 90% de certeza que é ele. Acho que está na hora de nos separarmos dos outros. Duvido que concordem em passar por todo o esforço de mudar de rota só por causa disso, e Arthur logo vai voltar para cá afim de seguir viagem. Precisamos ir para Uttara Mimamsa, custe o que custar.

  • Harvey

A mensagem havia sido clara: Harvey tinha potencial, mas precisava superar o teste para adentrar um dos distritos. Trocar de rota não era uma tarefa fácil, e seria necessário um eternal pose e alguém disposto a fazer a viagem arriscada por ele, mas desde que tivesse tempo, poderia resolver, mas foi o que Vivianne disse ao apertarem às mãos que o fez perceber os maus lençóis em que estava. - É realmente bom que não decepcione. Você tem 45 dias, boa sorte. - Apenas 45 dias. uma viagem como essa duraria semanas no mar, em contar possíveis atrasos, era pouquíssimo tempo. Não queriam apenas que ele chegasse na ilha, queriam que ele mostrasse empenho e rapidez em resolver os problemas, e para isso precisaria arrumar no menor tempo possível uma forma de ir para uma ilha em outra rota.

Não havia tempo a perder, não havia espaço para pensar no que fazer. A primeira etapa era óbvia, adquirir um eternal para Uttara, item que poderia ser adquirido no mercado negro pelo preço certo, e felizmente para o mink, ele tinha um bocado de dinheiro guardado, então o problema maior provavelmente seria a segunda parte. Focando-se no presente, Harvey despediu-se devidamente antes de deixar o restaurante. - Ah, se passar no teste pode ter certeza que nunca mais vai ouvir falar da gente. - Tobias deu outra garfada generosa na lagosta, enquanto o mink deixou o estabelecimento. Precisava achar o mercado negro, mas aquela era uma ilha dominada por caçadores de recompensa, o que significava que era ainda mais discreto que o normal. Buscar lugares suspeitos não seria o suficiente, do contrário já teriam o descoberto, precisava se atentar aos detalhes.

Assim, foi andando pela cidade, passando seu olhar afiado por cada um dos pedestres, atrás de qualquer pista que pudesse absorver em meio ao oceano de pessoas vivendo suas vidas, a maioria delas consistindo de caçadores de recompensa, mas sendo uma ilha de entrada na Grand Line, era claro quem uma ou outra teria seus próprios interesses e objetivos. Atentando-se ao que normalmente as pessoas não se atentariam, estava prestes a desistir e perguntar a alguém sobre um local sem tantos caçadores, na esperança de ter mais sorte, até ver de canto de olho um homem entrando em uma floricultura, indo até o balcão, pegando um buque de flores vermelhas e saindo. Do meio do buque, pegou um cartãozinho romântico, leu, e colocou-o no lugar novamente. Repentinamente, lembrou-se de uma coisa: muitos anos atrás, quando ainda trabalhava na funerária, lembrou-se de comentarem que "se precisassem de algo em uma ilha hostil, deveriam comprar um buque de cravos para um casamento".

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Maio 03, 2022 12:14 am






Capítulo 3
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"45 dias..." o tempo que eu possuía para concluir o que eles haviam pedido era um tanto quanto generoso, isso é, não considerando a gigantesca viagem até a nova rota da Grand Line. Por conta desses cálculos apertados, deveria, sem dúvida alguma, ser célere em minhas atividades em ilha até que embarcasse para lá, uma vez que não havia meios - até o momento - para isso. Portanto, procurando por indícios do Mercado Negro, quase chegava ao ponto de desistência por frustração quando encontrava meus primeiros óbices. Como esperado, a ansiedade atacava até certo ponto, amedrontando-me quanto a possibilidade acabar me ferindo novamente.

Mesmo assim, uma faísca de memória me vinha à tona no fim de minha busca. "Mas é claro, os códigos secretos do submundo! Como eu poderia esquecer dessas coisas. Argh!" amaldiçoava mentalmente a minha própria incopetência. Talvez o tempo parado não houvesse sido bom para minha memória, o que era algo a ser trabalhado agora que realmente estava ingressando de cabeça naquela área de atuação. De qualquer forma, daquele ponto, não hesitava em partir para a floricultura, ainda tentando ser o mais furtivo possível enquanto fazia o máximo para esconder minha identidade; rabo para dentro do sobretudo, chapéu baixo e tronco retraído.

— Gostaria de um buquê de cravos, para um casamento. Coloque meu nome, Harvey Abgnalle. — fazendo o pedido como recordava em minha mente, esperava que o atendente fizesse assim como minha memória sugeria: me dar acesso a uma espécie de conexão com o Mercado Negro para que eu pudesse acessá-lo sem interpéries. Mesmo assim, poderia esperar também outras reações, uma vez que os tempos mudavam mais rápido que eu esperava naquele oceano gigante. Seja um caso ou outro, faria o que me fosse pedido ou direcionado, partindo do local assim que me fosse conveniente para que não atraísse qualquer tipo de suspeita. Inicialmente, não tomaria atitude precipitada; agora mais que nunca deveria ponderar sobre minhas ações mesmo que a pressa acabasse por me causar ansiedade.


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Última edição por Koji em Ter Maio 03, 2022 8:06 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Maio 03, 2022 9:51 am
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Finalmente aquele longo e chato treino havia terminado e, por mais que não gostasse nem um pouco de ter feito aquilo, era inegável que eu começava a sentir certo avanço, “Talvez esse seja o momento de eu me arriscar um pouco mais. Com certeza em uma próxima oportunidade eu irei...” meus pensamentos eram interrompidos pelas mãos fofas de Leonidas que insistia em tentar me bater com aquele corpo fraco. - Você não aprende mesmo, né!? Puffhahaha. - Como sempre, um teimoso.

A minha busca pelo John era bem fácil, o mesmo se encontrava bem a minha frente no convés, sentado sobre as escadas que levavam ao timão e, dessa vez com um ar mais sério e esquisito do que nunca. - Mas... aargh, você é sempre tão sério. - Não tinha outro jeito a não ser segui-lo para essa conversa.

- Dinheiro também é importante, “frutinha”! E você me deve. - Olhava fixamente para ele enquanto de repente via o engomadinho se exaltar de forma que nunca tinha visto antes, simplesmente me fazendo pensar o quanto ele era louco. - Cara, você precisa de tratamento. Tem que parar de tomar tanto caf... - De repente, John começou a falar e, naquele instante eu senti o peso nas suas palavras.

“Olhos dourados... cicatriz...” Repentinamente minha visão estava turva, minhas pernas tremiam tanto que foi inevitável não me apoiar na mesa ao lado e descansar minhas costas sobra a porta. Um turbilhão de lembranças tomava conta da minha mente, “aquele desgraçado... se ele estiver aqui nessa ilha, eu... eu...” minhas mãos gelaram na mesma hora como se ainda sentisse o corpo frio sobre o meu colo, o seu distinto sangue esparramado pelo chão e as penosas palavras daquele homem que apunhalavam o meu coração, fazendo vivenciar toda aquela dor novamente enquanto John continuava a falar.

Naquela hora, quase perdia a minha sanidade, se não fosse por ele me alertar de que o assassino não estava aqui, mas sim em outra rota, e isso me fez recobrar um pouco a consciência. Procurei respirar fundo para digerir toda aquela informação tentando voltar a um estado onde eu pudesse continuar aquela conversa.

- Só por causa disso? - Me exaltei naquele momento avançando para cima de John o pegando pela gola da camisa. Eu sei que os outros não dariam tanta importância para isso..., mas, pra mim..., eu não conseguia dormir direito, a culpa que eu sentia de arrastar o meu irmão para aquela situação era me cobrada toda a noite. - Desculpa... - Soltei o John naquele momento reconhecendo que havia me exaltado.

- Eu não quero abandonar o Arthur e nem o resto do pessoal, nem mesmo ir embora daqui com esse barco. Mas se essas informações são mesmo reais, de forma alguma eu consigo ficar parada aqui sem ir atrás dele. - Respirei bem fundo antes de falar, porque eu tinha clareza do problema que eu teria nas minhas mãos. - Chegou a hora de acertar as contas do passado, e dar um fim naquela merda. - Naquele momento, a tatuagem da organização em minhas costas parecia arder e queimar tão forte, era como se aquilo fosse um aviso do inferno que eu iria enfrentar. Abri a porta do quarto e, antes de fechar, olhei para o John com um olhar determinado, mas ao mesmo tempo apavorada com tudo que viria. - Vamos para Uttara! Reúna uma parte do grupo que você tem total confiança de suas forças. Eu vou falar com Kitara, e irei atrás de um navio. Partimos ao entardecer! - Fecharia a porta já deixando ele avisado, pois, mesmo que tivéssemos nossas desavenças, no fim, queríamos a mesma coisa, e reconhecíamos a capacidade um do outro.

Seguiria até o convés do navio em busca de Kitara, já que infelizmente eu não poderia levá-la conosco por conta do Arthur e esse seu romance com ela, eu mesma assumiria a responsabilidade de conduzir a próxima embarcação até a outra rota. - Kitara! Preciso de um favor seu. - Diria assim que encontrasse a garota. - Preciso que você me ensine tudo que você sabe sobre o mar. Navegação, condução, geografia... tudo! É muito importante pra mim! - Aguardaria a resposta da garota esperando que fosse positiva.

E assim sendo, chamaria o Leonidas antes mesmo de começar o aprendizado com ela. - Léo! Preciso de um favor seu. Vá até a cidade e procure por uma estalagem de navios.  Precisamos de uma embarcação nova! De preferência para escunas como essa, são leves e rápidas, tempo é precioso daqui pra frente. Assim que você encontrar uma que vale a pena, volte e me informe que eu irei até lá checar. - Tentaria passar seriedade naquelas palavras, mostrando para a pelúcia que eu precisava mesmo da ajuda dele. - E não se esqueça de levar alguém com você, porque com esse corpinho, qualquer problema que você arranjar por aí, vai acabar voltando só o algodão! - Diria antes que o pequeno saísse. - E então, Kitara. Podemos!? - Já indicava para a garota que estava pronta.


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Perpétuos I - Malfeito Feito 94sfShl