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Perpétuos I - Malfeito Feito Qui Abr 07, 2022 12:28 am
Relembrando a primeira mensagem :

Perpétuos I - Malfeito Feito

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Maka Jabami. A qual não possui narrador definido.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Maio 04, 2022 4:43 pm

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Após tudo aquilo que John havia dito, Maka mal conseguia se controlar, ainda alterada pelo fluxo de memórias que a atingiu subitamente, agarrando o homem pela gola, que apenas olhou para ela sério. - Você está amassando minha roupa, sua gorila. - John já havia voltado para sua expressão neutra, apesar de nitidamente incomodado com a forma com que ela segurava sua gola. - E independente do que você diga, nós dois sabemos que isso não é uma escolha aqui. Nós dois precisamos disso. - O bom senso voltou para a mulher, que o largo, logo ajeitando cuidadosamente a gola amassada para que ficasse mais uma vez perfeitamente arrumada. - É, vamos ter nossa vingança... - John parou alguns instantes, pensativo. - Não pense que manda em mim. Mas se está se propondo a aprender como manejar um navio e arrumar um novo, acho que é o mínimo que posso fazer. E se vamos partir ao entardecer de amanhã, vê se não esquece de dormir direito. Odiaria morrer no meio da viagem porque você cochilou no meio de uma tempestade. - Dizendo isso, John abriu a porta e saiu.

Seguindo também pelos corredores, Maka encontrou Leonidas dormindo em um dos quartos do navio, acordando-o de supetão. - O QUE? VOCÊS NÃO VÃO DER NEM MAIS UM PASS... Ah, é só você. Não viu que estava dormindo? Estava tendo um belo sonho recordando de minha batalha, mas você estragou tudo. - A pelúcia mostrava nítido mau humor, mas Maka se adiantou e fez o pedido. - Outro navio? Ficou doida, mulher? Esse navio aqui está perfeitamente bom. Hmm, acho que exagerei no treinamento, você nitidamente não tinha força de vontade o suficiente para aguentar tudo e manter sua sanidade. Não te culpo, sendo treinada por alguém como eu. - Mesmo assim, foi se levantando. - Obviamente alguém como eu não precisa de seguranças, mesmo em um corpo como esse, tal ideia só pode vir de uma incompreensão fundamental da força absoluta que possuo, mas agora que já acordei, não custa nada dar uma caminhada noturna. - Procurando então Kitana, encontrou-a na cozinha do navio, buscando algo para comer. - Ah, M-maka? - Sendo pega no flagra, Kitara fechou a porta da geladeira, tentando disfarçar. - E-e-e-espera! Por que isso do nada? - Apesar de sua timidez, a garota parecia mais confusa do que qualquer outra coisa. - T-ta tarde, não pode ser amanhã? Eu até posso ajudar, mas... Posso saber o motivo disso tudo d-do nada?

  • Harvey

Em meio à sua busca por um fio guia para a sua operação em meio àquela ilha lotada de caçadores de recompensa, Harvey andava pelas ruas de terra, mas sem conseguir muito até que uma lembrança do fundo de sua mente emergiu com tudo ao vez uma cena aparentemente comum em uma floricultura ao seu lado direito. Assim que o cliente saiu do estabelecimento, o pequeno mink em seu sobretudo foi até a floricultura, abrindo a porta e ouvindo o som do pequeno sino que indicava a chegada de um cliente. A mulher do outro lado do balcão olhou com desconfiança para Harvey, que andou até o balcão, mas seu tamanho era tão diminuto que não conseguia ficar com o rosto acima do balcão sem puxar um banquinho que estava ali provavelmente para que a mulher de olhos verdes e cabelos castanhos pudesse cuidar das várias flores e plantas que estavam espalhadas em vários vasos ao redor da floricultura. - Bom dia, em que posso ajudar? - Disse ela, segurando um risinho ao ver o mink subindo no banquinho, mas assim que Harvey fez o pedido, seu rosto ficou mais sério.

- Harvey? Claro, senhor, já volto com o seu pedido. - A mulher virou as costas e entrou em uma porta atrás do balcão, indo para os fundos da floricultura. Pelas janelas frontais da loja, de onde a luz do sol entrada, Harvey podia ver que o estabelecimento, apesar de bem organizado, tinha um ar meio sujo devido aos punhados de terra pelo chão, caídos dos casos ou de sacos de terra empilhados em um dos cantos. Logo a mulher voltou com um belo buquê de cravos. - Aqui está, senhor. Uma boa tarde, volte sempre. - Mesmo sem receber o dinheiro pelo buquê a mulher se despediu do cliente, sentando-se novamente atrás do balcão. em cima das flores, Harvey pode ver um pequeno cartão romântico com a imagem de uma rosa na frente. Ao abri-lo, o ornitorrinco pode ler uma mensagem clara.

Cartão escreveu:Oeste de Whisky Peak, nos fundos do bar Gato Careca. Duas doses de Clericot.

Procure Simon Pomaloke.

A parte de baixo parecia ter sido escrita posteriormente, já que a tinta da caneta ainda estava fresca, como se a mulher tivesse escrito especificamente para o mink, mas não era uma questão a ser pensada naquele momento, precisava primeiro checar no tal bar. Andando um pouco pela cidade, indo até a região mais ao oeste, após procurar um pouco pode encontrar o tal bar Gato Careca, com algumas mesas e cadeiras de madeira pela área interna aberta, e com apenas duas pessoas presentes, jogando sinuca em uma grande mesa em um dos cantos do bar. Atrás do balcão, um homem grande, forte, careca e com um suntuoso bigode encarava o recém chegado, enquanto secava uma caneca de cerveja.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Maio 04, 2022 5:25 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



Abaixando levemente meu chapéu como uma espécie de despedida para a atendente de cabelos castanhos, voltava meu olhar para o sol do entardecer que invadia a janela da loja, me revelando até mesmo os mais escondidos detalhes. Por um momento, ficava atônito com tamanha beleza, e frustrado com o fato de eu nunca ter tido a chance de experienciá-la, nem mesmo agora, com isso tão perto de mim. Meus objetivos eram puramente fruto de uma vida gerida dentro daquele contexto, sem que eu a opção de escolher meu caminho. Hoje, matar é o que eu sei fazer, sou bom nisso, talvez até goste sem entrar no cunho psicopata; no fim das contas, minha vida parece rasa.

Eu podia me culpar por aquilo? Talvez sim, talvez não; quiçá ambos, em certos pontos. Apesar disso, era tudo que me restava naquele momento. Tendo isso em mente, servindo como o motor que locomovia minha carcaça, apenas saía de fininho daquela loja rumando para o local marcado no cartão. Antes que alguém o visse, memorizava suas instruções, rasgava-o e jogava ele fora, para que ninguém fora eu e os mais diversos associados pudessem conhecer aquela localidade e seu cunho secreto. Durante o caminho, manteria meus maneirismos e meus olhos ainda atentos. Precaução nunca era pouca.

Chegando ao Gato Careca, adentrava o estabelecimento para dar de cara com uma visão familiar e uma atmosfera aparentemente receptiva. Havia frequentado bares como aquele durante toda minha atividade, um pouco de comum no meio do que era fora da minha bolha fazia bem para minha cabeça, enfim. De qualquer forma, seguia em direção ao homem corpulento que secava genericamente aquele copo de cerveja, buscando me sentar, mesmo que com dificuldade, em algum dos possíveis bancos em frente ao balcão que separava eu e o funcionário. Caso não houvesse algum, faria eu mesmo o trabalho de colocá-lo ali para facilitar minha vista.

— Duas doses de Clericot, por favor. — falava para o rapaz que aparentemente servia e produzia os drinks. Assim que ele retornasse com o meu, o indagaria quanto ao nome escrito no cartão. — Estou a procura de Simon Pomaloke. Pode me indicar o caminho até ele? — não poupava informações em meu comentário, afinal, como possível dono do lugar, saberia do que eu estava falando. Talvez até mesmo já estivesse ciente das minhas necessidades ao realizar meu pedido. "O que diabos é um Clericot, afinal?" a súbita curiosidade atacava minha mente, enquanto esperava para ver o que me acontecia. Mesmo naquele ramo, algumas coisas me eram novas, mas algo me indicava que eu estava perto de acessar o que eu tanto necessitava. Por fim, caso precisasse esperar, ficaria observando um belo jogo de bilhar enquanto degustava daquele novo álcool.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qua Maio 04, 2022 7:19 pm
Perpétuos l - Malfeito Feito
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Em meio a algumas trocas de insultos, eu e John estávamos cientes do que deveríamos fazer, e de que os dois queriam muito aquilo, e por conta disso, faríamos o que fosse preciso. Sendo assim, com certa relutância ele finalmente aceitou juntar um pessoal para que partissem conosco até Uttara.

Meu próximo passo agora seria conseguir um novo navio e, naquele momento, o único em que eu mais confiava era Leonidas, por isso não hesitei em pedir a sua ajuda. - Você estava falando feito um maluco sozinho, não notei que estava dormindo. - Retruquei a reclamação do pequeno, já que de fato não havia notado que ele estava dormindo. - Que porra de sanidade, para de falar besteira! - Dei de ombros com a situação “como eu ainda me surpreendo com isso...” - Mas enfim, se você quer ir sozinho, tudo bem! Mas tome cuidado. - Deixei a pelúcia de lado enquanto sairia em busca de Kitara.

Por sorte, não foi difícil encontrá-la na cozinha da embarcação, porém, foi bem engraçado ver ela apavorada quando me viu. - Puffhahaha, que isso, Kitara!? Não tem porque você assustar, apenas pegue alguma coisa pra comer se estiver com fome, puffhahaha. - Tentei tranquilizá-la quanto a situação, mas logo fui interrogada pela garota. Talvez eu tenha sido direta demais e muito afobada, mas não conseguia me conter e simplesmente... esperar.

- Desculpa, eu nem se quer notei que estava assim tão tarde. - Aos poucos fui caindo na realidade, e que cedo ou mais tarde eu precisaria explicar o porquê parte do pessoal estaria de partida para outra ilha, enquanto eles ficariam aqui. Respiraria fundo, depois caminharia até a geladeira procurando alguma fruta ou comida que estivesse por lá que eu pudesse dividir com Kitara e, se assim encontrasse algo, sentaria para comer convidando a garota para sentar ao meu lado batendo minha mão esquerda sobre a cadeira ao lado.  

- Tome, vamos comer! - Diria já puxando a conversa e tentando ser a mais clara e calma possível com ela, pois eu devia sim uma explicação, principalmente por ela ter nos trazido até aqui em segurança, desde a partida de Sirarossa. - Como você já sabe, eu, John e o Arthur somos irmãos, mas não somos irmãos de sangue... A gente se considera irmão por toda a vivência que tivemos no orfanato. Mas, eu tive um irmão de sangue que convivia conosco e, nos encontramos depois de um longo período com todo o pessoal... - Naquele momento, a comida se tornou tão amarga na minha boca, que quase me fez cuspir fora. Minhas mãos se cerravam que era nítido o peso que eu jogava sobre a mesa, quase a querendo esmurrar de tanta dor que eu sentia, mas ainda assim eu me tentava me esforçar para manter a calma e não gritar e chorar de tanta tristeza. - Uma fatalidade o tirou de mim. - Esfregava o braço sobre os olhos tentando esconder qualquer sinal de choro. - E agora, eu tenho a chance de acertar as contas com o passado! - “Fatalidade... Eu sou a fatalidade...” Eu ainda não conseguia me livrar daquela culpa.

- Kitara... eu preciso muito da sua ajuda. Quero que você me ensine logo pela manhã, porque eu estarei partindo daqui para outra... rota. - Eu já imaginaria que ela me questionaria sobre o Arthur. - Por favor! Não conte nada ao Arthur, ele não tem nada a ver com isso. E eu não quero que ele se envolva e corra esse tipo de risco. Além do mais, ele precisa de você aqui, o pessoal precisa de você. - Me silenciaria tentando imaginar qual seria a resposta da garota.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qui Maio 05, 2022 12:23 am

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Encontrando Kitara na geladeira, uma estranha cena se seguiu na qual ela parecia envergonhada do que estava fazendo, talvez em partes por sua timidez natural, ao qual Maka respondeu de forma descontraída indo até a geladeira pegar algo para comer, mas a encontrando vazia, com apenas um pote pela metade de maionese. - N-não tem nada, eu olhei... Ninguém se preocupou em reabastecer depois que chegamos... Então eu tava procurando se tinha sobrado algum em algum lugar do navio... - A resposta foi um banho de água fria, indicando que teriam que dormir com fome ou encarar o pote de maionese pura. E Kitara nitidamente não estava desesperada a esse ponto. Juntas, se sentaram na mesa da cozinha para que a ruiva pudesse explicar a situação, e a cada palavra que dizia, a expressão de Kitara parecia ficar mais melancólica. - M-mudar de rota? Você fala como se fosse fácil... E o Arthur? Vão deixar ele para trás?

Maka sabia que esse assunto viria a tona, deixando claros os seus sentimentos em relação a toda aquela situação, e Kitara abaixou a cabeça, olhando para a mesa. - Eu... Sei que deve ser difícil... Não consigo nem imaginar a dor que deve ser perder um irmão... Mas acha que essa é a melhor ideia? N-não vou te impedir se não quiser, e não me importo nem um pouco de t-te ensinar uma coisa ou outra... Mas não acho que vai ser fácil pro Arthur. - Se calando um pouco para botar os pensamentos em ordem e ouvir o que a companheira tinha a dizer, Kitara logo se levantou. - Me procura amanhã de manhã para começar. - Sem dizer mais nada, ela saiu, deixando Maka sentada sozinha na mesa da cozinha. Mas sua solidão durou pouco tempo, pois logo John entrou arrastando Leonidas pela cabeça como se fosse um boneco de pano.

- Tá todo mundo dormindo, vou resolver isso amanhã. E vê se cuida melhor das suas coisas, essa pelúcia rabugenta tava andando pelo porto sozinho de noite e sendo seguido. Provavelmente iam capturar ele e vender no mercado negro, com certeza pagariam uma fortuna por uma pelúcia que fala e anda. - O leão, por outro lado, se debatia com ferocidade, tentando-se livrar das mãos de John. - Me largue, seu ignóbil! Não sabe com quem está falando? Um mero grupo de sequestradores não seria páreo para mim! Já derrotei 30 mil homens, algumas dezenas são brincadeira de criança! Eu teria botado eles no lugar deles sem problema se você não tivesse aparecido e afugentado todo mundo! - Tentando o máximo que podia, mesmo assim Leonidas não conseguia se soltar, enquanto John não parecia estar fazendo força nenhuma naquele aperto. - Só tirei ele da enrascada porque foi um presente de Euntae, mas das próximas vezes fica de olho nele. - Jogando-o em sua direção facilmente, Leonidas voou pelo ar, enquanto John saia para ir dormir.



  • Harvey

Vendo aquele bar praticamente vazio, com apenas uma dupla jogando sinuca, que parou momentaneamente o jogo para encarar o recém chegado antes retoma-lo. Sentando-se em um dos bancos de frente para o balcão, o dono do estabelecimento o olhou de cima a baixo, com os olhos estreitos, como se tentando entender o que estava fazendo naquelas bandas. Até que finalmente Harvey fez o pedido, e um sorriso de canto de rosto quase imperceptível surgiu na face do homem. - Posso ver que sabe escolher suas bebidas. - O homem bateu com a caneca com força no balcão, fazendo um barulho alto, mas sem quebrá-la. - Doug, Fred, fiquem de olho lá fora. Temos um cliente. - Os dois homens que jogavam sinuca largaram os tacos e foram para o lado de fora do bar ficar de olho, e o mink aproveitou para perguntar sobre o homem do bilhete. - Ei! Ei! Aqui não! As paredes tem ouvidos, toma cuidado com o que fala. - Apesar de estar quase sussurrando, seu tom era de urgência. - Vem comigo.

Abrindo uma portinhola que dava para trás do balcão, o homem guiou Harvey até uma porta nos fundos, que dava em uma sala escura de pedra com prateleiras cheias de bebidas. Indo até um alçapão de madeira no chão, o levantou, revelando uma escadaria de pedra e começou a descer. Acompanhando-o, o mink pode ver até um lance de escadas, uma grande sala de pedra subterrânea iluminada por tochas se abrir, com barracas e estandes por todos os lados com figuras suspeitas vendendo vários tipos de itens, como uma feira obscura. Aparentemente haviam outras duas pessoas ali embaixo fazendo compras, uma mulher loira na casa dos 30 anos e um jovem encapuzado com um pano cobrindo o rosto. Ambos olharam rapidamente para o recém chegado e seguiram com suas compras. - O Simon é um velho banguela lá no fundo. - Então deu as costas e subiu a escadaria novamente.

Seguindo até o fim do salão, passando por muitas barracas com todo tipo de itens exóticos, até mesmo um homem com várias gaiolas com animais que nunca havia visto, chegou enfim em uma barraca de um velho que batia com a descrição de Simon, com muitos produtos estranhos espalhados por uma mesa de madeira, e várias lanternas penduradas, dando-lhe um ar exotérico. - Hmm? Um ornitorrinco? - Comentou Simon, ao ver a chegada do seu cliente, mas logo pareceu perceber algo e endireito sua coluna, fazendo o rato em seu ombro dar um salto. - Harvey, o ornitorrinco? Olha que surpresa os ventos me trazem, Krababababa! - O velho riu de forma estridente. - Tem uma encomenda para você, de um tal de Samael. Não sei, não sou bom com nomes. Ele contratou nossos serviços para te enviar uma carta e 60 milhões de berries, então minha chefe fez uma cópia da carta para todo mundo, caso você desse as caras, só não achei que seria logo eu. Pera aí.

Revirando o lixo empilhando que tinha em sua barraca, Simon ergueu uma carta com seus dedos longos e com as unhas grandes, entregando-a à Harvey, depois contou alguns bolos de dinheiros e o entregou também. - Tá ai, 60 milhões. Trabalho feito, não é mais problema meu. - O ratinho correu para o outro ombro de Simon e depois subiu em sua cabeça. - Ta agitada por que, Berenice? O nome dela é Berenice. Da oi, Berenice. - O rato ginchou alto. - E ai, vai querer algo? Tenho de tudo: corvo de três olhos, espadas amaldiçoadas, fadas no pote, até um coçador de costas, olha. - Ele pegou um coçador e deu uma coçada em suas próprias costas. - Ah, que maravilha. Enfim, tudo pela metade do dobro.

Carta escreveu:Se está lendo isso, quer dizer que a carta chegou são e salvo em suas mãos. Depois de todo o trabalho que fez para mim, vendo seu talento, o mínimo que podia fazer era te indicar para o Açougue, e se tudo correr bem, cumprirá o desafio deles e logo ingressará em um dos distritos. Quando fiquei sabendo de sua partida, infelizmente já não tinha como entrar e contato, então essa foi minha forma. Junto da carta você deverá receber uma quantia de B$ 60.000.000, considere como um bônus pelos serviços que me fez, pagos com o dinheiro do Viking, é claro, e também como um investimento para caso precise de seus serviços mais uma vez algum dia. Tenho grandes expectativas para você, e espero que nossos negócios não se encerrem aqui.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qui Maio 05, 2022 5:15 pm
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Sem comida alguma, aquela noite provavelmente seria fria, vazia e triste, e no fim, ficamos sem abastecer o navio por conta da informação que John havia conseguido. - Me desculpa, o Arthur não tem estado por aqui e eu acabei falhando com vocês. Vou resolver essa questão pela manhã. - Apesar da promessa, nossa conversa se estendeu por um tempo e, não pareceu agradar Kitara, algo que eu já imaginava que fosse acontecer. Sem se quer ter palavras para argumentar com a garota, apenas me restou agradecer. - Obrigado... - Ficando sozinha naquela cozinha, me desatei a chorar com um sentimento de que tudo que eu tentava fazer só me trazia falhas e desgraças, nenhuma decisão era boa o suficiente.

Repentinamente, o choro era interrompido pela chegada de John e Leonidas em uma cena que arrancou um pequeno sorriso, mas que me serviu apenas para tentar disfarçar o choro enquanto eu esfregava os meus olhos, porém, meus olhos vermelhos e inchados entregariam o meu estado. - Não notei que estava tão tarde assim, amanhã a gente resolve tudo. O-obrigado... - Agradecia a John enquanto ele se retirava da cozinha. - Vamos, Léo! Não devia ter te mandado por aí a essa hora da noite. Melhor apenas descansarmos por hora. - Sendo assim, seguiria até o quarto acompanhada ou não pela pelúcia, arrumaria minha cama, retiraria as roupas e apenas deitaria me cobrindo com o lençol que estivesse à disposição. Não estava preocupada com a possibilidade de Leonidas estar ali ou não e me ver nua com aquela marca em minhas costas, estava triste demais para me importar com isso.

...

Logo pela manhã me vestiria e caminharia até o banheiro para melhor acordar com um banho frio, e assim que estivesse de banho tomado, procuraria por John novamente com a certeza de que àquela hora da manhã ele já estaria acordado. - Ei, “frutinha”! Tome esse dinheiro e consiga alguma comida pro pessoal, a geladeira está completamente vazia. - Entregaria B$ 2.000.000 e o deixaria responsável por aquilo. - Eu sei, eu sei, eu não mando em você, mas tenho certeza que também está com fome. - Sairia então de perto dele em busca de Kitara.

Aguardaria a garota comparecer no convés do navio para que enfim pudesse aprender com ela. - Oi... bom dia. Dormiu bem? - Falaria um pouco tímida e tensa depois da pequena conversa que tivemos na noite anterior sem saber exatamente como estaria o seu humor. - Bom, assim que você puder, eu estou pronta... - Não queria apressar as coisas com Kitara, então iria no tempo dela.


Aprendizado - Navegação


Estando finalmente a disposição, me atentaria as explicações de Kitara, pois pela experiência que tive de vê-la navegando, pude ver o quão difícil e complicado era controlar toda e qualquer situação que se pudesse passar estando no meio do mar. E para piorar, eu iria para outra rota, o que provavelmente seria ainda mais desafiador.

Começaria de forma teórica, onde aprenderia os nomes de todas as partes de um navio, e para que cada uma delas servia. Depois, trabalharia em cima de situações adversas em alto mar, e praticaria o conhecimento de qual decisão tomar em cada situação.

Aprenderia sobre mapas, e como me orientar até mesmo na ausência deles para que eu pudesse chegar até o lugar que almejasse. E assim, ficaria ali o tempo que fosse necessário até que Kitara chegasse à conclusão de que eu realmente sabia sobre navegação.


Fim de Aprendizado


- Nunca imaginei que tivesse tanto conteúdo assim. - Minha expressão era de espanto só de pensar a enorme responsabilidade que teria ao comandar um navio dessa forma. Chegar até a próxima rota seria um desafio e tanto. - Acho que agora eu deveria aprender a conduzir um navio, certo? - Questionava a garota com dúvida no que faríamos agora.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Qui Maio 05, 2022 6:32 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



Por fim, não me restava muito tempo ou espaço para degustar o famoso Clericot. A situação era um pouco chateante, pois uma dose de álcool realmente animaria meus ânimos naquele momento; todo o estresse de estar sob um prazo apertado nunca fez muito parte da minha vida dentro do submundo, então passar por isso agora era nada familiar. De qualquer forma, enquanto era levado para os fundos do estabelecimento em uma espécie de urgência, arrumava minha pelagem exposta como forma de manter minha vaidade intacta, ao mesmo tempo em que admirava e apreciava o cenário que se desenrolava em minha volta.

Era da mesma forma como eu me recordava. Figuras suspeitas, vendendo itens suspeitos para compradores ainda mais suspeitos. Aquela atmosfera era familiar e um tanto quanto nostálgica, até mesmo apreciada em certos momentos. Apesar disso, o cuidado ali deveria ser redobrado, afinal, estava na presença dos maiores ratos em um grande raio. Dessa forma, mantia minha guarda alta e meus sentidos atentos a qualquer bizarrice ou atividade suspeita direcionadas a mim, apesar de saber que nada iria acontecer tão cedo - nunca havia acontecido.

Seguindo até Simon, que havia sido detalhado para mim pelo atendento do bar preocupado, acabava por me surpreender ao descobrir que ele sabia da minha identidade. Novamente, havia sido reconhecido, e isso me fazia surtar um pouco internamente. "Será que sou tão fácil assim de ser reconhecido?" pensava por um momento, não prestando muito atenção nas palavras do senhor até aquele momento. "Talvez eu deva atrair a atenção que eu crio para outro lugar... talvez uma espécie de marca?" ponderava, não avançando muito com a ideia, mas deixando a mesma guardada em minha cabeça.

À realidade eu voltava assim que o senhor dizia sobre uma carta que deveria ser entregue à mim. A ideia inicialmente me parecia loucura, até que eu a lesse, arregalando meus olhos com a quantia exorbitante que eu recebia praticamente de graça. "Samuel não era tão pão duro assim, no fim das contas." pensava, com um pequeno sorriso no rosto para não chamar a atenção com a gargalhada que eu segurava em meu âmago naquele momento. — Muito obrigado, senhor. Agora eu gostaria mesmo de um Eternal Pose. — ia direto para os negócios, enfim, com o humor renovado.

Caso ele não tivesse, pediria para me informar quem mais o possuía para eu me direcionar até a barraca. Estando tudo pronto, pagaria a quantia necessária para adquirir a peça de suma importância para minha empreitada. — Aliás, você saberia me dizer onde encontro granadas de luz e de fumaça por aqui? — perguntava para quem estivesse me atendendo. — Gostaria de 5 unidades das granadas de luz, e 2 das de fumaça, por favor. — assim que recebesse os itens, os pagaria conforme necessidade, e partiria dali logo em seguida. Sabia que a quantidade era grande, portanto, estaria cheio de coisas nos bolsos. Por conta disso, meus passos seriam céleres e ainda mais cautelosos.

"Essa ilha cheia de caçadores me irrita um pouco. Tsc." não poderia deixar de amaldiçoar enquanto me esgueirava pelas ruas e becos da cidade em busca de uma loja para adquirir uma mochila. Todo aquele peso extra seria colocado nas minhas costas, mas não tinha problema, afinal, o mais difícil eu havia conseguido. Assim que encontrasse um estabelecimento que me serviria, entraria, procurando uma mala de tamanho infantil que pudesse ser carregada por mim de forma tranquila. Ao mesmo tempo, escolheria a de maior valor, afinal, esta conteria o maior espaço. — Me vê uma dessa, por favor. — finalizaria, deixando o dinheiro necessário e guardando todos os meus utilitários ali.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sex Maio 06, 2022 12:00 am

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Após a conversa desconfortável com Kitara, Maka ficou sozinha na cozinha para chorar, um momento raro, mas que se fazia necessário em meio ao turbilhão de emoções que estava sentido. Sabia o que precisava fazer, mas não era fácil. A melancolia foi interrompida por John e por Leonidas, que protagonizaram uma cena cômica, enquanto a mulher tentava disfarçar seu choro. John nitidamente havia percebido, ainda mais por causa de seus olhos avermelhados, mas parecia ter preferido se manter quieto, sem levantar o assunto para não causar ainda mais dor à sua irmã de consideração. - Você me acorda do sonho dos guerreiros, me faz sair por ai pra trabalhar no meio da noite e só agora fala isso? Pelo visto realmente está completamente biruta. Se precisar de mim... Ou melhor, não precise de mim. Vou voltar a dormir. - Leonidas deu as costas e saiu, assim como John.

Assim, o dia teve seu fim para Maka, que acordou na manhã seguinte com o combinado que fez com Kitara em mente, de aprender com ela tudo que precisaria para a sua jornada. Primeiro encontrou John conversando com três dos tripulantes que os seguiram de Sirarossa, provavelmente tentando chamar mais pessoas para o grupo que se separaria naquela tarde, mas com sua aproximação ele parou de falar o que quer que estivesse explicando e se virou para ela. - Resolveu encher minha paciência logo de manhã, gorila? - Quando o pedido foi feito, ele desceu os olhos para o dinheiro e depois para ela de novo. - Odeio isso, mas acho que alguém precisa fazer o trabalho. Para o seu bem, espero não voltar e ver você vagabundeando. - Com essas palavras ele saiu, e ela seguiu até o convés, onde encontrou Kitara a esperando, apoiada na amurada.

- Eu... Não diria que dormi bem. Mas vocês não te tempo a perder, melhor começarmos logo. - Respondeu, diante do cumprimento da ruiva. Assim, as duas começaram um longo estudo sobre navegação, com Kitara, mesmo ainda meio tímida e incerta, fazendo nítido esforço para ajudar Maka, pois sabia que ela precisava muito daquilo. Enquanto falava, apontava para as partes do navio para que Maka soubesse o que cada coisa fazia, explicando sobre o clima, como o navio reagia aos ventos e tudo que precisava para navegar. O estudo foi longo, com prática no que fosse possível, mesmo estando atracados na ilha, e após uma enxurrada de informações, que Maka não sabia se conseguiria reter com exatidão, conseguiram repassar tudo que era essencial para sua viagem. - É... Se não tem ninguém para guiar vocês, creio... Esse alguém vai ter que ser você. Podemos dar uma pausa de 5 minutos se quiser.

  • Harvey

De frente para aquele velho que nitidamente não batia bem das ideias, podia enfim ver seu caminho sendo traçado, com dinheiro o suficiente para comprar um eternal pose. - Eternal? Eternal... Eternal... Ah, aquela bússola fixa, né? - A memoria de Simon parecia ter falhado por um instante, mas ele logo puxou um caixote com alguns eternals e foi colocando na bancada. - Tenho 3 de Vera Cruz, 2 de Okeanos, 1 de Qa'ahmar, 1 de Dust Howl, 1 de Caffeine, 1 de Uttara Mimamsa, 1 de Momoiro, 1 de Millville e 1 de Yuezhao. Qual vai ser, garotão? - Com os eternals na bancada, com os nomes cravados no topo das bússolas e as agulhas apontando para várias direções diferentes. Tendo feito a compra, perguntou sobre granadas, o que fez Simon arregalar um olho. - Granada? Pra que tu quer granada? Olha, uma de luz tu não deve encontrar desse jeito não, é coisa rara, mas de fumaça eu tenho umas aqui. - Fuçando as quinquilharias, entre os infindáveis itens que tinha empilhados, ele puxou algumas granadas de fumaça. - Quer duas, né? 500 mil cada.

Por fim, vendo mais ao lado um homem que, entre seus produtos, tinha uma pilha de mochilas e malas, certamente modificadas para terem fundos falsos e facilitar contrabando, foi até lá, sendo recebido por um homem alto, negro, careca e sem um olho, com uma grande cicatriz onde ele deveria estar. - Se for comprar algo, só me falar. Se não for, vaza. - Olhando as malas, encontrou uma bem grande, quase do seu tamanho, nitidamente a com maior capacidade, e o melhor: um terço dela era escondido por um fundo falso, mas que não era nítido mesmo comparando o lado de dentro com o de fora. Parecia o ideal para o ornitorrinco, que a comprou. Assim, com exceção das granadas de luz, havia conseguido tudo que buscava naquele buraco escondido do sol, e com a grana extra, tinha até mais do que poderia esperar. Só faltava uma coisa: um barco e pessoas para o tripular que estivessem dispostas a fazer aquela viagem maluca pelos mares revoltos da Grand Line.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sex Maio 06, 2022 5:04 pm
Perpétuos l - Malfeito Feito
Treino - Transformação - Vingança
Do jeito certo, ou do errado, eu não sabia, mas de alguma forma Kitara me passara todo o conhecimento que tinha em navegação, mesmo que as pressas, havia terminado aquela etapa. Desde sempre tive muita facilidade em aprender, em consumir um grande conteúdo e ainda dominá-lo em pouco tempo, e mais uma vez estava contando com isso.

- Ah, é... precisamos descansar um pouco mesmo... - Estava muito impaciente, havia feito a promessa de que sairíamos ao entardecer, e a cada segundo que se passava a minha ansiedade só aumentava. Procurei sentar em qualquer canto que tivesse por ali para descansar, mas, minha perna direita não parava de tremer, tentei até mesmo segurá-la para esconder o desespero que estava para seguir viagem dali.

Olhei em volta na tentativa de que John já estivesse de volta ao navio com comida para todo mundo, e se assim fosse, caminharia até ele em busca de algo. - Obrigado. - Pegaria algo que fosse simples e saciável, e então deixaria que ele lidasse com a alimentação do resto do pessoal. Mas se ele infelizmente não tivesse voltado, aguardaria o tempo pedido por Kitara.


Aprendizado - Condução


Finalmente disposta a me ensinar, começaríamos o próximo aprendizado que seria conduzir o navio. A garota me apresentava o timão, esse que era o responsável por direcionar para que lado a embarcação seguiria.

Caso fosse necessário, sairíamos com o barco do porto até certo ponto dentro do mar para que Kitara pudesse me mostrar com mais clareza como seria controlar um navio daquele tamanho, sentindo o peso e o balançar ao mudar a direção, o tempo que o mesmo levaria para se mover tanto lentamente quanto de forma brusca.

Dessa forma, ficamos por ali um bom tempo até que eu finalmente estivesse confiante em controlar o barco através do timão, e até mesmo alinhando os conhecimentos de navegação ao de condução, já que eu sozinha seria responsável por tudo que envolvesse navegar.


Fim de Aprendizado


No fim, atracamos novamente no porto de Cactus. - Isso não vai ser nada fácil. - Falava para mim mesma após aquele ensinamento já lembrando de Kitara ao me dizer que não seria fácil mudar de rota – e de fato não seria fácil.

- Kitara, tem mais alguma coisa que eu deva aprender? - Questionava a garota sobre algo que ainda pudesse ser útil na viagem que se aproximava. Estava cada vez mais ansiosa e nervosa, pois por mais que eu havia me comprometido e assumido a responsabilidade de nos levar até Uttara, no fundo eu ainda tinha medo.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Dom Maio 08, 2022 11:52 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



— Para Uttara Mimamsa, por favor. — indicava ao senhor que me atendia enquanto observava a bagunça que ele havia montado em seu balcão. Sinceramente, aquele local de trabalho não parecia ser nem um pouco ideal para alguém. "Eu estaria enlouquecendo aqui. Talvez eu não ligue tanto para a desorganização dos outros, afinal." ponderava, tecendo logicamente a ligação entre minha perfeição no que tange meus feitos, e a minha falta de sentimentos no que tocava os feitos alheios. De qualquer forma, arrumando meu pelo mais uma vez, partia para comprar minha mochila, e enfim, sair daquele lugar.

Com tudo feito, guardava todos os itens no novo recipiente, escolhendo o bolso falso para as granadas e o Eternal, visto que eles podiam me incriminar. Naquela ilha, no entanto, andar armado era tão legal quanto incentivado, portanto não me estremeceria com a gigantesca quantidade de itens bélicos que eu possuía em mãos agora. "Aliás, preciso reajustar eles. Gar fez um bom serviço, mas poderia melhorar." olhando as Red Canids com ambas em mãos, percebia sua falta de afiação e algumas lascas em sua lâmina. Tal diferença poderia ser vital em uma batalha de vida ou morte.

"Bom, agora só preciso achar uma carona até a nova ilha. Talvez eu aproveite para aprender algo enquanto isso." planejava meus próximo caminhos enquanto saía daquele bar por onde havia entrado não muito tempo atrás. Andando pela ilha, vagaria pelas ruas à procura de uma livraria, ou qualquer outro estabelecimento que me vendesse o tipo de conteúdo que desejava. Eles eram mais específicos, e aparentemente combinavam com a demografia do lugar; apesar disso, alguns eram mais distintos que os outros em seus temas e tópicos.

De qualquer forma, assim que encontrasse o referido lugar, procuraria pelos livros de Anatomia, Rastreio, Armadilha e Arrombamento, na ordem que os encontrasse - não faria muita diferença depois. Levaria-os para a cobrança, pagaria-os e então partiria com um novo rumo: o cais ou porto da ilha. Se houvesse um lugar onde pudesse encontrar informações sobre viagens era lá, sejam essas passadas de boca a boca ou até as que eu ouvia de maneira discreta. De qualquer forma, a leitura de um livro seria um disfarce eficaz, ao mesmo tempo em que poderia aprender novas coisas para me especializar no que fazia. Seguindo esse plano, me direcionaria até o local, procuraria um banco ou qualquer local de descanso, e me assentaria. Por ora, não faria a leitura; tentaria aproveitar a provável visão do mar aberto e diversas embarcações de pessoas que, assim como eu, procuravam uma nova vida.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Maio 10, 2022 12:19 am

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Após uma extensa seção de aprendizado junto de Kitara, Maka se sentia mais preparada para assumir a responsabilidade de navegar na Paradise, mas a ideia de trocar de rota e todos dependerem dela era algo que traria nervosismo a qualquer um, e aqui não era diferente. Mesmo assim, era a única opção, precisavam seguir em frente, então não havia espaço para desistências. Com uma pausa para descanso feita, Maka pode ver John voltando junto de 4 homens desconhecidos, e ao ver que a ruiva estava descansado, foi até ela. - Espero que não esteja pensando em desistir agora. - Comentou, arrumando o cabelo. - Metade do dinheiro que você me deu era o suficiente para comprar as provisões para cá, então aproveitei para usar logo a outra metade para comprar as provisões para nós também. - Cada um dos fortes homens carregava um grande saco, que pelo visto estava cheio de comida, dois deles deixando dois grandes sacos o convés do navio, e outros dois seguindo para o interior. - Vou ver se consigo chamar mais alguém para vir conosco, então vê se não faz corpo mole, ouviu? - Após o aviso, ele saiu. Parecia ser hora do almoço, já que o estomago de Maka roncava, então ela pegou um lanchinho rápido das sacolas no convés.

A segunda parte do treinamento seguiu de forma tão rígida quanto o primeiro, com toneladas de informações sendo despejadas contra a mulher, tendo até que dar uma volta com o navio, o que atraiu alguns dos homens preocupados para o convés, achando que estavam partindo, o qual Kitara fez o seu melhor para explicar a situação, mesmo gaguejando bastante. Após mais algumas horas, já mais para o final da tarde, o treinamento foi completo, e mesmo exausta mentalmente, a ruiva questionou sua companheira se havia algo mais a aprender. - Bem... Com isso você já deve ser capaz, mas... - Kitara calou-se por um instante, pensativa. - Pode esperar aqui por um instante? - Dito isso, a mulher saiu, deixando Maka sozinha no convés, e após pouco tempo retornou, carregando uma caixinha de madeira. - Isso... Pode ser meio repentino... Mas depois de ontem eu fiquei pensando. Não tenho muito mais o que te ensinar... E apesar de não serem irmãos de sangue, sei que o Arthur ama você e o John... Pelo menos do jeito dele... E quando penso em vocês dois partindo, não consigo deixar de ficar preocupada em nome dele... Então... - Kitara abriu a caixinha, revelando uma fruta em forma de carambola, de coloração amarelada e com espirais por toda a casca.

- Essa... É uma herança de família. Estava guardando para quando tivesse coragem para comer, mas nunca consegui... Nunca tive coragem de abandonar a capacidade de nada... Pensei alguma vezes em dar ela para o Arthur, já que não me servia de muita coisa, mas... Se vocês vão partir, ir vingar outro irmão dele, e não vamos ter como saber da segurança de vocês... Eu quero que fique com ela. - Kitara estendeu a caixa para Maka. - Garanta que vai ficar em segurança, e prometa que vamos nos reencontrar algum dia... Pode fazer isso? - Era nítido o esforço que Kitara estava fazendo para expressar algo tão pessoal assim, ainda mais que as duas não tinham toda essa intimidade. Mas o que ela oferecia era algo muito valioso, algo que muitas pessoas matam e morrem para conseguir: uma akuma no mi.

  • Harvey

As compras haviam sido feitas, e finalmente deixando para trás o caos desorganizado do submundo, Harvey subiu novamente as escadas que davam para os fundos do Gato Careca, aproveitando o tempo para analisar com calma as lâminas que possuía. Passando pela porta escondida e saindo pelo bar, pode ver que os dois homens haviam voltado a jogar sinuca, de olho nos arredores, e o dono estava de volta ao balcão, cruzando um olhar rápido com o ornitorrinco enquanto ele saia. Procurando uma livraria naquele final de tarde, encontrou uma pequena lojinha de livros, com vários exemplares, em especial edições antigas e empoeiradas, empilhadas em várias prateleiras ou em alguns cantos com espaço suficiente para isso. Era bem desorganizado, e parecia mais um sebo do que uma livraria. Procurando por um tempo, conseguiu encontrar os livros que queria, e seguiu para pagar, onde foi recepcionado por um velho calvo com cabelo branco encaracolado apenas acima da orelha e óculos boca de garrafa bem grosso que fazia seus olhos ficarem enormes. - Veja só, mais um amante da leitura. Espero que aproveite eles.

Com os livros comprados, seguiu pelas ruas de Cactus, cruzando com vários caçadores de recompensa armados até chegar no porto. Muitos olhavam desconfiados para ele, que com aquele tamanho diminuto carregava uma mala quase do seu tamanho, mas não passava de olhares curiosos de pessoas que logo seguiam seus caminhos. Chegando enfim no porto, pode ver navios enfileirados, ancorados na ilha, e várias pessoas indo de um lado para o outro fazendo reparos e carregando suprimentos. Por todos os lados pareciam haver também caçadores de recompensa de olho na chegada de possíveis procurados, então não chamou nenhuma atenção ao sentar em um banco de frente para os navios e puxar seu livro, sendo apenas mais um entre vários de olho ali. Não parecia haver nada de chamativo ou que pudesse o ajudar por enquanto, mas tudo que precisava era ficar atento e esperar.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Maio 10, 2022 8:51 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



Saindo daquela loja, acenava para o amante de livros autointitulado com meu chapéu e seguia meu caminho até o porto, onde passava por alguns caçadores que me olhavam feio, mas continuavam com sua caçada inútil. Os criminoso mais perigosos eram aqueles dos quais eles não possuíam conhecimento; eu estava incluso naquilo, embora modesto sobre o fato. Sentando então no banco e pegando minhas novas aquisições, esperava por um momento antes de lê-las, mas essa pausa se mostrava infrutífera ao não captar nada com meus ouvidos que me fosse interessante.

Partindo então para o que de fato iria me agregar, iniciava com o Rastreio, afinal, ele parecia promissor para os meus próximos passos dentro do submundo no geral. Dessa forma, pegava aquele livro e cheirava sua capa e interior, absorvendo o aroma suave e nostálgico das páginas que tinham tanto a me ensinar em um mundo completamente paralelo a esse. Em uma última checagem esperançosa, tentava observar o meu arredor e tudo o que ocorria neste, em busca de uma oportunidade para embarcar em direção à Uttara; apesar disso, ainda me mostrava cético quanto a possibilidade, portanto, me direcionaria à leitura.

Aprendizagem: Rastreio

Com o livro em mãos, iniciaria aquele momento abrindo a capa, fosse lá como essa era. As dedicatórias são um elemento importante dos livros, bem como prólogo e sua introdução - caso possuísse uma. Embora não me fosse interessante em questão de eficiência, aquele ritual denotava respeito à obra e seu autor, bem como uma boa prática que de nada servia, mas muito agregava. De uma forma ou de outra, iniciava minha leitura, me tornando um com aquela obra e estando totalmente imerso na leitura. Buscaria entender os conceitos utilizando de pensamentos empíricos e raciocínio lógico, bem como exercícios mentais para fixar a tese.

Enquanto passava meus olhos pelas palavras e as degustava, fazia de tudo para que estas não só pairassem sobre minha mente, mas sim fossem digeridas pela mesma e  entendidas da maneira que havia de ser. Ali, ficaria o tempo necessário para que as informações fossem devidamente armazenadas e entendidas, não apenas decoradas como muitos faziam erroneamente. Se me surgissem dúvidas, leria e releria o referido tópico, buscando preencher qualquer lacuna que me restasse. Por fim, analisaria meus casos antigos e tentaria entender como o Rastreio poderia me auxiliar nas minhas atividades naquele dito caso, buscando formas criativas para usar a proficiência.

Fim da Aprendizagem: Rastreio

Findada minha atividade intelectual, analisaria o fluxo de transeuntes e a luz que o dia produzia, ou não. Com isso, averiguaria se já era noite ou meus sentidos estavam equivocados. De uma forma ou de outra, antes que iniciasse outra leitura, voltaria à posição de sentinela naquele porto, mantendo os ouvidos e olhos bem atentos a qualquer pessoa que pudesse me levar para Uttara. Aquela atividade deveria se repetir pelos próximos dias, antes que eu fosse obrigado a comprar um barco e aprender a navegar com o mesmo.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sex Maio 13, 2022 5:16 pm
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Descansando em qualquer canto do navio após aquelas horas de aprendizado com Kitara, olhava para o céu um pouco perdida tentando imaginar como seria aquela viagem, talvez o caminho fosse bem difícil e perigoso até outra rota, mas no fundo não era nisso com isso que eu estava preocupada, mas sim com o que eu faria assim que eu chegasse lá. Repentinamente, John estava de volta. - Você já me viu desistir de algo? - Dizia enquanto me levantava. - Ainda bem! Quanto mais pessoas você conseguir, melhor. Eu vou atrás de um barco pra gente. -  

Finalmente alimentada, seguimos com mais um período de aprendizado que se estendeu por mais um bom tempo até que Kitara julgou ser o suficiente para a viagem, mas de forma estranha, pediu para que a esperasse. “Droga... ela deve estar muito preocupada por conta do Arthur...” a conversa da noite anterior foi um baque para ela, que nitidamente não apoiava a minha decisão.

Ela agora estava de volta carregando consigo uma caixinha de madeira me surpreendendo o que ela faria com aquilo. - Eu amo demais o Arthur, e me dói muito Kitara deixá-lo assim... mas eu não posso arriscar perder outro irmão como ele... e eu agradeço muito por você ter vindo do Farol conosco, e ainda ter me ensinado tudo isso. Sou realmente muito grata! - Enquanto eu tentava explicar para ela, a caixinha se abria, e uma fruta bem exótica estava ali dentro.  

- Kitara, não sei se posso aceitá-la, ainda mais por ser herança de família. Eu não sei... - Ela insistia que aquilo poderia nos trazer certa segurança, e de fato eu demorei para entender o porquê que uma fruta seria útil? - Kitara... - Tomando a caixa sobre minhas mãos, retirei a fruta de dentro e, olhando com mais cuidado, finalmente entendi o que era aquilo. - Já ouvi falar, mas... isso é mesmo real? - Estava encantada com as características únicas daquela fruta, e talvez fosse mesmo uma... Akuma no Mi.

- Isso é... é muito importante pra você me dar assim Kitara, não sei se eu posso aceitar! - Estava embasbacada com o fato de ter aquilo em minhas mãos, pois era tudo muito nebuloso, um mistério completo, e eu ainda não tinha certeza de que deveria aceitar. - Você tem certeza disso? - Nunca imaginei que ela tivesse toda essa consideração por mim, ela parecia mesmo amar o Arthur, e isso me deixava muito aliviada em saber que ela estaria ao seu lado. - Então... tudo bem. - Respirei fundo, nervosa com o que viria a seguir, e então, daria uma pequena mordida naquela fruta, tentando imaginar qual seria a sensação após consumi-la.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sex Maio 13, 2022 8:51 pm

PERPÉTUOS I - MALFEITO FEITO



  • Maka

Os ensinamentos de Kitara aos poucos iam se fixado em sua cabeça dura, e Maka ia sentido que realmente estava aprendendo sob a tutela da companheira, mas após um pedido estranho, ela voltou com uma caixinha, revelando uma fruta peculiar. - É... E-elas são reais, as akumas no mi... Não sei ao certo o que essa faz mas... Sei que supostamente é uma zoan, então permitiria você se transformar em... em algum animal. - Maka ainda se mostrava receosa em receber algo tão importante, o que deixava Kitara ainda mais preocupada. - Por favor! Só assim vou ter certeza que vão estar em segurança... - Em ultima confirmação, perguntando se a mesma estava certa disso, Kitara assentiu com uma certeza que nunca viu antes nela, sem pensar duas vezes, como se tivesse deixado sua timidez de lado. - Tenho certeza!

Recebendo sua confirmação, Maka colocou a mão na fruta e a levou perto da sua boca, mordendo então uma das extremidades da fruta em forma de estrela. Crendo ser uma lenda, talvez não soubesse o que viria a seguir, sendo pega de surpresa pelo pior gosto que já havia sentido. Era como se estivesse comendo fezes, ou bebido esgoto, sentindo aquele gosto podre preencher sua garganta ao engolir, quase vomitando de tão nojenta que a experiência era. Kitara pareceu perceber, ficando preocupada. - Você tá bem? Aconteceu algo? O que tá sentindo? - Maka sentia como se seu corpo borbulhasse, um calor vindo de dentro pra fora, até perceber que estava encolhendo, com Kitara ficando cada mais acima do seu campo de visão. Ou melhor, a estrutura do seu corpo estava mudando, ficando quadrupede. Seu corpo parecia diferente, e olhando para baixo pode ver que suas mãos haviam se tornado patas amareladas de felino. Kitara saltou para trás assustada. - M-m-m-maka? Você tá bem?

  • Harvey

Em seu calmo assento de frente para o porto, esperando que algo acontecesse para o ajudar na jornada que precisaria seguir, Harvey erguia um livro para ler e não desperdiçar o tempo, decidindo esperar uma ajuda do universo mesmo com um prazo tão curto em sua viagem. Era como se ele esbanjasse confiança, tendo a certeza que conseguiria cumprir o prazo sem muito esforço. Assim, leu o livro de cabo a rabo, dando muita atenção aos detalhes e mesmo que não colocasse em pratica de forma imediata, recordava-se de como poderia ser útil em suas antigas missões, realizando um grande exercício mental para que o conhecimento se fixasse em sua cabeça. O tempo se passou diante dos seus olhos enquanto lia, e podia ver o sol se encaminhando para o horizonte. Parecia estar proximo do fim da tarde, e em pouco tempo o céu começaria a escurecer, tornando difícil sua leitura.

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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Ter Maio 17, 2022 9:01 pm






Capítulo 3
Perpétuos I - Malfeito Feito



"Já é noite." Analisava de forma inútil mentalmente, guardando meu livro e amaldiçoando levemente por não conseguir mais ler as obras que havia coletado. Apesar desse sentimento quase infantil, eu sabia que havia mais tempo para isso no futuro, ainda mais em minha viagem para Uttara, que embora parecesse distante da minha realidade, me enchia de uma confiança perigosa. Não alimentando mais essa espada de dois gumes, me levantava daquele banco e pegava minha mochila, começando uma caminhada pelo porto. "A viagem não virá até mim. Eu tenho que ir até ela." Corroborava com a própria mente o que meu corpo já fazia de imediato.

Imaginava que quem possuísse essa informação seriam os próprios marinheiros que conviviam naquele lugar. Ainda que fosse leigo naquela espécie de afazer, me parecia senso-comum que aqueles homens e mulheres possuísem esse tipo de conhecimento, afinal, fazia parte da tarefa deles (talvez). De qualquer forma, procuraria por pessoas que, em seus modos, jeitos, roupas e falas, batessem com o esteriótipo de navegador dos mares e grande frequentador das docas de Cactus. Assim que encontrasse algum, faria a fatídica pergunta.

— Com licença, sabe se há algum navio partindo para Uttara Mimansa? — falaria de modo calmo e jeitoso, usando da etiqueta que me fora fornecida muitos anos atrás, mas que eu já havia esquecido um tanto. Esperaria a resposta da pessoa que eu havia abordado, ouvindo atentamente suas palavras e respondendo qualquer dos retornos com um simples agradecimento. — Muito obrigado, tenha uma boa noite. — partia para o próximo, então, que talvez pudesse me responder. Eu já esperava respostas positivas e negativas, e a existência delas não me amedrontava; quiçá me faziam seguir em frente com mais afinco.

Se em minha grandiosa caminhada pelo local não fosse capaz de encontrar uma alma sequer que poderia responder minha pergunta, voltaria a andar, tomando agora o sentido contrário. A ação poderia parecer um tanto quanto desesperada, mas em realidade ela se mostrava a mais fácil e concreta naquele momento: passando de barco em barco, perguntava para um tripulante qualquer que residia aquela contração flutuante sobre o destino que ela em breve tomaria pelos mares. — Por acado esse navio partirá para Uttara Mimansa? — perguntava, agradecendo da mesma forma que havia feito - talvez - diversas vezes.


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Re: Perpétuos I - Malfeito Feito Sab Maio 21, 2022 9:02 am
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A viagem estava bem próxima, os preparativos pareciam estar quase completos, o que de fato ainda faltava era a compra de um novo navio, algo que eu deveria fazer logo, mas Kitara aparecera com um presente impactante que de início me fazia recusar, porém a sua insistência me fez aceitar, sendo assim grata por receber algo tão valioso. - Se você insiste, então eu irei... aceitar. - Estava muito nervosa ao morder aquela Akuma no Mi, pois não sabia o que esperar, então apenas mordi.

- Bleeeeeeergh! QUE NOJO! PORRA... QUE GOSTO HORRÍVEL! Tchú, tchú, tchú... - Cuspia sem parar aquele gosto horrível que mais parecia merda entrando pela minha garganta, quase fez com que o lanche que eu havia comido a minutos atrás voltasse para fora do corpo. - Que isso, Kitara! Tá brincando comigo? Que brincadeira de mau gosto, quer me deixar doente!? Me dando bosta pra comer! Bleeergh... O que eu tô sentindo? Eu tô sentindo ânsia, vontade de vomitar, que gosto horrível! - Repentinamente, meu corpo começava a ferver, e que de alguma forma, eu parecia menor que Kitara “Não é possível, ela me deu veneno! Eu tô morrendo!” - Kitara, o que você fez comigo? - Comecei a perceber que meu corpo parecia mudar, e que agora eu estava em uma posição bem esquisita do normal.

Foi nesse exato momento em que olhei para baixo e vi que minhas mãos, agora eram patas amareladas... Eu disse, PATAS! - O QUE??? - Virava as patas freneticamente sem entender o que estava acontecendo, ou o que eu era exatamente. - Kitara! O-o-o-o-o... que é que eu sou? - Caminhava ansiosa tentando notar que mudança era essa no meu corpo, até que correria até a ponta do barco para tentar olhar o meu reflexo no mar, percebendo então que eu estava caminhando de quatro. - Pera!... Porque eu tô correndo desse jeito? - Caso conseguisse ver o meu reflexo no mar e notasse a mudança no meu rosto, gritaria. - CRUUUUZEES! O que aconteceu com o meu rosto? - Apertava meu rosto com as patas tentando entender que mudança era aquela.

Olhei para trás de meu corpo e notei que havia um rabo enorme. - Eu tenho um rabo? Que isso Kitara, que bicho doido eu virei?... Não, espera! - Por um breve momento, eu lembrei do bloco de anotações que Kani havia me dado em Sirarossa sobre Zoologia. - Eu tenho um livro aqui comigo que pode dizer que bicho eu sou, Puffhahrooaarr... que barulho foi esse que saiu da minha boca? - Me assustei com aquele som esquisito que havia saído junto de minha risada, algo que pareceu tão natural. - Enfim, grrr... não deve ser nada. - Instintivamente, levantei minha pata esquerda e comecei a lambê-la por alguns segundo até cair a ficha do que eu estava fazendo. - Ahn!? Porque eu comecei a lamber a pata?... Eu tô ficando maluca! Aaaah o que foi que eu vireeeei.... Kitara, me ajuda! - Comecei uma crise de choro sem entender o que estava acontecendo comigo. Patas amarelas, manchinhas pelo corpo, um rabo enorme, grunhidos que eu nunca fiz, e uma lambida aleatória de pata, focinho e dentes afiados... Eu sou um gato?


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Perpétuos I - Malfeito Feito - Página 2 94sfShl