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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
Relembrando a primeira mensagem :

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Marinheiros Alatreon Dalanur Zenith e Alexander Blackwood e do Civil Shen Ikimura. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Masques
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Masques
Civil

ACT 23


I - The Fellas Project





Após realizar meu serviço com cabo Silva, eu penava no que faria mais tarde no dia, pensava em ir reportar a missão, quando do nada uma explosão ecoou pela cidade. O barulho era estrondoso, eu acho que deveria ter sido ouvido por grande parte da cidade. De qualquer forma, eu olhava em direção do barulho e podia ver uma fumaça preta subindo, explicava o por quê do barulho ser tão estrondoso, afinal de contas a explosão estava relativamente perto de onde eu estava. Percebendo a movimentação, por instinto e preocupação de que alguém estivesse ferido fui em direção ao lugar para prestar a ajuda que pudesse.

Chegando no local, Shen priorizava ajudar os primeiros civis que viessem, antes de instruí-los que se afastassem da área o mais rápido possível. Caso visse alguém caído no caminho, tentaria ajudá-los a levantar e caso pudessem andar os guiaria para longe, caso não pudessem Shen tentaria com todo o cuidado para não piorar os ferimentos daqueles já feridos carregá-los para algum local seguro. Continuando, Shen gritaria pelo caminho; "ALGUÉM PRECISA DE AJUDA? GRITE SE PUDER ME OUVIR! repetidamente para caso alguém estivesse fora de vista mas precisasse de ajuda.

Caso alguém estivesse dentro de alguma casa, que estivesse comprometida o primeiro instinto de Shen seria tentar abrir a porta, caso ela estivesse emperrada então Shen daria um chute bem colocado perto da área geral da fechadura para tentar arrombá-la. Eu então entraria e tentaria analisar a situação para ver se encontrava o civil preso e então tentaria ajudá-lo para tirá-lo da casa e consequentemente de perigo. Caso a fumaça fosse demais eu  desataria o lenço azul da marinha e amarraria em meu rosto para tentar ajudar, caso possível o molharia também para auxiliar na respiração, se fosse impossível e a minha respiração estivesse comprometida, eu então saíria do local esfumaçado para poder respirar e tossir no ar fresco antes de tentar novamente.

Por fim, iria em direção a casa mais afetada, caso encontrasse alguém inconsciente no local, tentaria o tirar dali, levando-o para um local seguro. Ficaria atento para caso alguns dos soldados que estivessem ajudando os civis precisassem de ajuda seja por terem se ferido ou por simplesmente precisarem de ajuda.



Dados:

Objetivos:






Última edição por Masques em Ter Jul 12, 2022 3:40 am, editado 1 vez(es)
Leona
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Leona
Marinheiro




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





A calma de Violet em reação a possível presença de Ribamar no QG parecia atípica, porém, reconhecia a superioridade em quantidade e qualidade das informações contidas pela mesma, que provavelmente não entregaria muita coisa para pessoas fora do governo, talvez houvessem contra medidas para um possível ataque no QG, ou outro tipo de coisa acontecendo. Minha presença para o reconhecimento do rosto do homem talvez não se mostrasse tão necessária, respeitaria sua vontade e a deixaria ir para o QG por conta própria, ainda possuía, porém, a vontade de ir até a Sargento, mas a realidade, aos poucos, me atingia. No meu estado atual, num confronto contra alguém do patamar de Astrid, provavelmente não seria muito útil, até mesmo existem chances de ser feita de refém e prejudicá-la durante um possível combate. Cerrava os punhos ao sentir, pela primeira vez, o peso de minha própria incompetência. Apesar de saber que o caminho para se tornar forte é longo e árduo, o quão longe eu ainda estava de ser minimamente capaz me deixava extremamente frustrada. Com os dedos pressionados contra a palma da mão com uma força que poderia até mesmo fazê-la sangrar e algumas veias saltando na testa, sentia uma fúria desproporcional em um curto período de tempo. Conseguia, porém, ao fechar os olhos e respirar extremamente fundo, me acalmar, e agir racionalmente apesar da emoção.


— Entendo, tudo bem. Conto com você! Ele provavelmente está disfarçado, mas essas são as características do "Mabari Covas", nos momentos em que o encontrei. — Descreveria então a aparência do homem nos momentos em que convivemos brevemente.

Voltaria novamente minha atenção para o grupo, finalmente reunido, visando orientá-los em, por fim, executar o plano. Entravámos na residência e começávamos a preencher os sacos com pólvora, dando a Fred seu devido descanso.

— Desculpe por exigir dando do senhor, Fred. Prometo que vamos fazer valer a pena. Descanse por hora e confie na gente! — Diria, fazendo um sinal de positivo com a mão, logo após o Cabo Siva sugerir que o homem descanse. Permaneceria auxiliando o Cabo, que também parecia estar cansado, visando concluir a tarefa o mais rápido possível. Após uma certa quantia de tempo, a esposa do homem chegava. — Olá, Sra. Clotilde, é um prazer conhecê-la! — Diria, com um sorriso simpático, que desapareceria rapidamente após a segunda fala da mesma. — Uma garoti...?

Era interrompida por um estrondo gigantesco, que parecia ocorrer em um lugar próximo. Ao sair da residência para verificar o local, notava que a explosão havia acontecida no local que foi indicado por Clotilde. Prestes a partir em direção ao local, estava pronta para partir em direção ao local, para que pudesse investigar os acontecimentos. Porém, todos os outros membros do grupo já partiam desenfreadamente em direção ao local. Sinergia era definitivamente algo que deveríamos trabalhar, afinal, todos indo até o local deixariam o Sr. Fred, a Sra. Clotilde, e as ferramentas necessárias para o plano capaz de nos entregar a localização do inimigo, desprotegidos, num cenário onde disfarce e distrações têm determinado o andar da investigação. Pensava por um momento... "o que a Sargento faria? A resposta rapidamente surgia na minha cabeça e, apesar de saber que poderia ser repreendida, sentia que deveria tentar.

— Pare! Cabo Silva! Não podemos deixar as pessoas que estão se arriscando pra nos ajudar sem proteção! — Correria na direção do homem e colocaria a mão em seu ombro e diria, o mais rápido possível, para economizar tempo — Existem muitos peixes grandes envolvidos nesse esquema, algum deles poderia usar isso como distração pra atacar o comerciante que tem se comunicado com a Marinha. Você é mais capaz para protegê-los do que eu, e eu tenho motivos pra acreditar que aquilo pode não ter sido feito por inimigos. Fique aqui e os proteja, deixe o resgate com a gente. Confie em mim! — Diria, olhando em seus olhos fixamente, pois acreditava na importância de resgatar os feridos, mas também reconhecia a necessidade de preservar o sucesso da missão. Nesse sentido, diria que Shen e o Cabo são mais impulsivos, Joseph provavelmente está fazendo o que lhe parece mais interessante. Eu era, provavelmente, mais parecida com a Sargento, um misto entre razão e emoção, e apesar de saber que isso poderia render algumas bofetadas posteriormente, acreditava que havia a possibilidade do cabo me ouvir, um certo talento natural em orientar pessoas e o conhecimento de como me expressar com maestria tão poderiam auxiliar na tarefa. Também seria mais útil na situação em primeiro momento, após aprender os conceitos de investigação.

Caso o cabo se recusasse, ou apenas partisse em um frenesi sem sequer me ouvir, permaneceria em frente a casa do Sr. Fred e da Sra. Clotilde, os orientando para ir pra permanecer dentro enquanto faria a escolta do local. Uma vez que a proposta fosse aceita, partiria em direção ao local, esperando encontrar uma figura familiar por lá. Uma  garotinha... uma grande explosão... Apesar de reconhecer a pluralidade de cenários que poderiam ter resultado naquilo, poderia ouvir uma voz no fundo da cabeça... "Sargento Astrid?". Podia notar uma figura vindo no horizonte, curiosamente, a figura partia na direção do explosão, em vez de contra ela. Um familiar dos feridos? Um amigo? Um inimigo? Não tinha muito tempo para focar naquilo agora, mas manteria a informação em mente pelos próximos instantes.

Ao chegar no local, auxiliaria na retirada dos civis nas ruas o mais rápido possível, utilizaria o escudo para protegê-los de possíveis projéteis vindos de possíveis explosões subsequentes. Uma vez que estivessem em segurança, partiria em direção ao casebre, procurando pistas sobre o acontecido nos lugares próximos, enquanto o fazia.

— Soldado Joseph, eu e o Sodado Shen vamos até o casebre! Retire o homem desacordado daqui e, como deve saber, mantenha os olhos nele. Também tem uma figura estranha se aproximando, mantenha ela longe se for um civil, informe sobre a situação se for um aliado e, bom, se for um dos membros do bando pirata, você já sabe o que fazer. Conto com você! Vamos, Shen! — Partiria então em direção a casa, tomando as mesmas possíveis preocauçoes do meu companheiro, de retirar parte das vestes da marinha para fazer um filtor improvisado, para verificar se ainda haviam feridos por dentro. Tentaria entrar pela porta, mas caso estivesse emperrada, procuraria por uma janela, ou talvez até mesmo o buraco causado pela explosão e, já sabendo da impulsividade de Shen, o impediria caso tentasse arrombar a estrutura à força, fosse com o escudo ou colocando o braço em sua frente.  — Não é uma boa ideia abrir a força, esse lugar é um casebre e está por um fio, um impacto grande poderia desmoroná-lo por completo, vamos procurar uma entrada alternativa.

Procuraria então uma janela, pela qual entraria sem me apoiar na estrutura, procuraria por feridos em uma primeira instância, gritando na expectativa de ouvir uma resposta, percorreria o local o mais rápido possível e carregaria para fora, através da mesma entrada, quaisquer feridos que pudesse encontrar no local. Os entregaria aos cuidados de Shen e pularia pela possível entrada novamente, para que ele os passasse para mim sem causar peso na já danificada estrutura. Dentro do local, também olharia rapidamente pelos arredores, procurando indícios do que pudesse ter acontecido no local, que pudessem ser discernidos sem prejudicar o ritmo da operação. Ao perceber que o casebre iria, por fim, despencar, partiria com Shen em direção a entrada pela qual viemos, ou até mesmo pela porta, chutando-a e pulando pra fora enquanto puxava o homem o mais rápido possível. Se não conseguíssemos sair a tempo, posicionaria o escudo para cima, visando proteger Shen possíveis feridas da queda do telhado. Não importando o peso, permaneceria segurando com todas as minhas forças, até que os destroços pudessem ser retirados, ou que fossemos auxiliados pelos companheiros do lado de fora.

Caso saíssemos, partiria em direção a Joseph. Se houvessem feridos, solicitaria um médico. Caso não houvessem, diria...

— Isso foi... intenso. Bom, estão todos bem? Temos que levar esse homem até um médico e, bom... Até um interrogador. Ele é a única pessoa que provavelmente sabe o que aconteceu no local.

Olharia aos redores, ainda esperando encontrar a Sargento em algum lugar, isto é, caso já não houvesse a encontrado durante a operação.








Histórico:


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Silent
Pirata



A (wo)man with nothing to lose, part ll


Determinação. Dever. Honra. Justiça. Essas eram palavras que compunham o que era esperado de um marinheiro. Curiosamente, aquele grupo de recrutas tinham todos ela, apesar de dividido entre cada um. Alexander e Leona continham a determinação para seus grandiosos objetivos, um tentando ser a mão invisível por trás de tudo, outro querendo que seu poderio não fosse superado por ninguém, respectivamente. Shen, por outro lado, completava todo o resto, sendo um guerreiro, no sentido mais nobre da palavra, o homem por muitas vezes era a personificação dos pilares da marinha, dever, honra e justiça. Isto, porém, era também combustível para uma problemática dualidade entre a linha do certo ou errado… Até onde ele poderia ir num caminho tortuoso, para manter o resto do trajeto fluindo pelo lado “certo”? Leona, por sua vez, sentia por todo seu corpo o peso de sua fraqueza, coisa que apenas a mente orgulhosa dela enxergava, uma vez que qualquer um ali poderia notar que ela caminhava a passos bem largos rumo a uma força incomparável, mas para alguém tão insaciável, ainda não era o suficiente. Alexander parecia se sentir um peão no xadrez do destino, sempre estando em lugares errados em momentos errados, ou seria certo? De qualquer forma, para alguém que buscava ser aquele que controla o mundo de seu ponto incógnito, era um caminho que precisava seguir, afinal… Informação era a maior arma desses tempos e o jovem devasso parecia sempre descobrir elas, de uma forma ou de outra.

O grupo de marinheiros sabia o caminho que deveria seguir e pouco a pouco, num ritmo que apenas eles mesmo poderiam ditar, as peças iam se encaixando para formar o esquema maior por trás de tudo. Todos agiram praticamente ao mesmo tempo, mas começaremos pela ação da escudista, que momentos antes da agente sair do local passava uma breve descrição do tal Covas. Após o incidente, gritava para Silva parar, por mais que soubesse que aquilo poderia ser considerado indisciplina, talvez não fosse tão ruim assim, uma vez que o homem ainda era apenas um Cabo. -Tsk! Não gosto de ninguém gritando comigo, ruiva… Mas cê tem razão. Não posso deixar esses civis desprotegidos enquanto tento salvar outros… Vão. Mostrem a eles o porque a sargento escolheu vocês. Com um sorriso malicioso no rosto, o homem retornava até a porta da casa, cruzando os braços e batendo com o pé no chão num claro sinal de inquietação. Alexander, ou Joseph, como era conhecido por todos ali, pedia para sua acompanhante cuidar dos civis. Surpreendentemente, apesar da atitude da garota até aqui, no momento em que uma crise se instaura toda aquele jeito bobo e superior parecia sumir e ela acenava com a cabeça. De fato, ela também era uma soldado da marinha e, como tal, sabia que tinha momento para descontração e aquele definitivamente não era um deles. Shen, com seu espírito energético de sempre, era o primeiro a alavancar na direção do incidente, seguido por Sadi, Alex e Leona, respectivamente. Logo todo o grupo chegava na rua, o lutador gritava procurando alguém que precisasse de ajuda, mas ninguém parecia ferido ao ponto de não conseguir se mover, Sadi guiava os civis em direção ao QG, tentando acalmar aqueles que pareciam mais chocados com o incidente.

Alexander, desconfiado como sempre, talvez por ser alguém que também não inspira muita confiança em qualquer pessoa que o conheça o suficiente, ajudava alguns civis a se levantarem e irem na direção de Sadi, que estava no fim da rua, enquanto observava a movimentação de todos. Não notava nada de estranho num momento inicial, mas alguns minutos depois, quando parecia que o maior fluxo de pessoas começava a sair do local, percebia alguém pulando um dos muros de uma casa na lateral, que dava acesso a rua ao lado. Como sempre, a dama da sorte parecia sorrir para o homem, pois por alguma pequena fração de tempo ele conseguia identificar aquela pessoa quando ele olhava de volta para a rua, já caindo do outro lado do muro… Era o jovem que havia “saqueado” seu “honesto e suado” dinheiro que havia conseguido no bar no dia anterior. Alex não tinha planos de seguir o homem, mas pelo menos saberia que ele estava por ali também, o que poderia servir para algo. A rua em si era bastante movimentada, devido ao fato de ser sem saída, uma espécie de feirinha acontecia por ali e, por mais que já estivesse começando a anoitecer, muitos feirantes e pessoas ainda faziam a “rapa” do que havia sobrado do dia, outros apenas recolhiam suas barracas para irem para casa. O casebre onde havia acontecido a explosão ficava curiosamente no exato centro de onde a rua terminava, podendo ser visto de qualquer lugar ali dentro. Duas casas que ficavam uma em cada lado do casebre pareciam ter sido atingidas também, mas nem sequer sofriam danos, apenas o chamuscado de resíduos da explosão mancharam sua parede. Logo, vários outros marinheiros também chegavam ao local, afinal, ainda estavam em Shells Town, a ilha com a maior presença da marinha por ali.

Todos ajudavam os civis, guiando-os para longe do local, alguns marinheiros também possuíam conhecimentos médicos e tentavam organizar a lista de prioridade de tratamentos dos feridos. Surpreendentemente, mesmo em meio ao caos, a marinha se mostrava bem organizada para cuidar de uma situação adversa como aquela, o que era irônico considerando que a situação provavelmente foi causada por um erro da mesma. Leona tentava tomar as rédeas do grupo, guiando Joseph para o resgate junto de Sadi, enquanto se unia a Shen para verificar mais de perto o epicentro daquilo tudo. De fato, sua liderança vinha a calhar no momento, pois Shen estava prestes a dar um pontapé na porta do casebre ao ouvir algum tipo de gemido ainda dentro do local, num tom incrivelmente baixo, como se de alguma forma a pessoa estivesse longe dali, por mais que claramente viesse de dentro do local. Indo até um buraco que havia se formado no casebre devido a explosão, a dupla de marinheiros adentrava o local. Mal conseguiam enxergar alguma coisa lá dentro devido a fumaça e escombros, mas ainda com o juízo no lugar certo, a dupla cobria seu rosto com suas vestimentas, conseguindo respirar de forma melhor lá dentro, por mais que ainda fosse difícil.

*Krek! Tudum!*

A todo momento, o local(Perdão, esqueci de colocar a aparência dele no ultimo post, Teehee) fazia barulhos indicando que não se manteria de pé por muito tempo, até mesmo alguns pedaços do telhado caíam, jogando ainda mais poeira e fumaça pro ar. Porém, mesmo com a visão limitada, ambos conseguiam enxergar um buraco no chão, que parecia dar em uma passagem subterrânea. O local era ligeiramente fundo, cerca de 3m abaixo da superfície e no fundo dele, caída no chão, uma jovem loira se encontrava brutalmente ferida. Muito provavél devido a explosão, a passagem até o subterrâneo estava por um tris, com alguns destroços presos nas beiradas sabe-se lá como, mas que poderiam cair a qualquer momento devido ao barulho que faziam, provavelmente soterrando a garota. A jovem parecia ouvir os gritos da dupla perguntando se alguém ainda se encontrava no local, com uma voz fraca, claramente se esforçando para fazer ser ouvida, ela chamava os dois. -Sh…en…? Leo…na? Argh! Contorcendo-se no chão, cuspia sangue a mulher, por mais que não conseguissem identificar visualmente o emissor da fala, sabiam muito bem a quem aquela voz pertencia, apesar de nunca terem ouvido ela num tom tão… Deprimente. Do lado de fora, enquanto isso, o soldado Joseph arrastava o corpo do rapaz que estava caído ao chão próximo ao casebre, alguns passos depois, quando já estavam a alguns metros de distância da casa, o rapaz despertava, tossindo sem parar.

-As…Trid….

Estendia a mão na direção do casebre, sem muita força, caindo inconsciente nos braços do soldado novamente logo em sequência, como se tivesse reunido forças apenas para soltar aquele nome. Alguns instantes depois, no mesmo momento em que a dupla finalmente adentrava o casebre e percebiam a presença de alguém no subterrâneo, do lado de fora a tal pessoa a qual a soldado Leona havia se referido que estava vindo correndo finalmente chegava, para surpresa de ninguém, era Violet. Ofegante, ela ia até Alex. -Cadê… A… Astrid…? Com intervalos relativamente longos entre cada palavra devido a falta de fôlego, a mulher retirava o homem ferido dos braços do soldado, o colocando encostado contra a parede de uma casa próxima, dando uns tabefes em sua cara enquanto chacoalhava seu corpo como se tentasse desesperadamente acordar o rapaz, um misto de raiva e choro podia ser notado por Alex, que era o mais próximo da cena. -CADÊ A ASTRID?! Por mais que chacoalhou o homem, ele parecia não acordar, até que finalmente tossia novamente, apenas apontando na direção do casebre, largando ele como se nada fosse, a mulher partia desenfreada na direção apontada, porém, quando se levantava e passava correndo por Alex, em seu raio de visão ele podia notar algumas gotas de lágrimas soltar do rosto da mulher devido a velocidade com a qual se movia. Por algum mistério da ciência, o homem parecia recobrar a consciência de vez após o sacode que tomou da agente, tossindo sangue enquanto gemia de dor e tentava se ajeitar escorando-se contra a parede. Ele olhava na direção do soldado a sua frente, como se esperasse alguma pergunta por parte do rapaz.

Voltando ao interior do casebre, uma nova presença adentrava o local, fazendo com que Leona se armasse toda, ou pelo menos tentasse, uma vez que seu corpo parecia não responder aos estímulos que vinham do cérebro. Ela tinha passado por essa mesma situação recentemente e, não obstante, era a mesma pessoa que a fazia passar por isso de novo. Shen também podia sentir a “intenção assassina” que preenchia o local, como se aquela atmosfera completamente poluída do local tivesse subitamente ficado diversas vezes mais pesada, até podia tentar se mexer, mas seu corpo não responderia. Pavor… Não importa quão forte você seja, uma vez apavorado, até que o motivo seja esclarecido, seu corpo não responde como deveria. Completamente em silêncio, a agente chegava próximo ao buraco no chão, amassando a folha de papel em sua mão ao perceber o corpo jogado ali. -Astrid… De alguma forma, a atmosfera parecia ficar ainda mais pesada, como se o sentimento da mulher simplesmente tomasse conta do local. Contudo, não era haki ou algo do tipo, simplesmente o misto de frustração, raiva, desespero e dor que parecia exalar da moça e afetava os outros ao redor. Alguns instantes de silêncio enquanto a agente olhava para baixo, de olhos fechados, até que uma voz podia ser ouvida lá de baixo novamente. No instante em que a voz atingia o ouvido do trio, aquela “aura” (figurativo, obviamente) esmagadora parecia se esvair da mesma forma que havia se formado. -Ma…gre…la? O q-que vo…c-ARGH!- Urrava de dor a sargento, enquanto seu corpo dava um espasmo involuntário e a mulher cuspia sangue. -Shh. Vai ficar tudo bem, baixinha. Vai ficar tudo bem… Apesar da fala da agente e estar claramente forçando um sorriso simpático, lágrimas caíam de seu rosto, sem parar. -Haah… V-v-você… Sempre foi péssim-Argh!- Péssima em m-mentir… N-nunca entendi como se deu tão b-bem no governo, haha… Se esforçando para emitir cada uma daquelas palavras, como se utilizasse a última força que tivesse no corpo para se despedir de alguém querido, prosseguia. -Astrid… Cale a boca. Isso é uma ordem, ouviu?! Não gaste sua energia falando bobag- A loira ria, até que sua risada se transformava numa tosse e mais sangue saía. Haar… Haar… Q-que se foda sua h-h-hierarquia… Eu n-não vou sair d-daqui mesmo… S-só estou me despedindo de uma a-amiga… Forçava um sorriso, por mais que lágrimas também saíssem involuntáriamente de seu rosto. -H-h-hey… M-magrela… Me f-faça um últim-ARGH!- favor… Ugh… Dessa vez ta realmente doendo… Se forçava a levantar levemente sua cabeça, num último esforço. [color=Green]-D-dê uma s-surra n-naquele imprestável do m-meu irmão… E-e q-quando encontrar esse *ugh* m-maldito p-pirata… Arranque o… Outro braço… dele… Sua voz lentamente ia se esvaindo, até que não era mais possível ouvir nada vindo da garota. -Astrid? Hey, baixinha… ASTRID! Violet gritava, num claro desespero, mas apenas recebia um silêncio como resposta.

Claro, a agente queria com todas as forças pular lá embaixo e socorrer sua amiga, mas os destroços no caminho a impediam e, se forçasse a barra, apenas traria o local como um todo abaixo, soterrando de vez a sargento. -OOOI, BAIXINHA! VOCÊ MESMO, NÃO VAI CRESCER MAIS NUNCA?! 17 ANOS E TEM A MESMA ALTURA DE UMA CRIANÇA DE 14! Mais lágrimas desciam do rosto da agente, que caía de joelhos no chão em frente ao buraco, parecendo perder as forças da perna. -Me responda, INFERNO! BRIGUE COMIGO! VOCÊ NÃO PODE MORRER AQUI, VOCÊ AINDA PRECISA SE TORNAR ALMIRANTE DE FROTA, MERDA! ASTRID! EU NÃO PERMITO QUE MORRA AQUI, ASTRIIID! Berrava, com esperança que mais uma vez pudesse ouvir a voz de sua amiga, mas apenas o silêncio e eco de sua própria voz vinham em resposta. -Astrid… Não… De joelhos, a agente levantava o rosto, com os olhos fechados, deixando que as lágrimas escorressem pela lateral de seu rosto, enquanto tudo que se podia ouvir no local era o barulho dos marinheiros trabalhando do lado de fora. Alguns minutos se passavam naquele silêncio, até que a agente finalmente parava de soluçar, voltando a ficar de pé, enquanto limpava a garganta com uma tosse. -Vocês dois. Evacuem o local. Eu vou tirar o corpo dela de lá. Não é como se eles tivesse uma escolha, uma vez que a própria agente praticamente carregava os dois para fora dali os puxando pelo braço e saindo pelo mesmo buraco que haviam entrado. Embora não tivesse dito com todas as letras, era óbvio que no momento que ela fosse recuperar o corpo, o lugar como um todo viria abaixo, provavelmente seria algo bem inconsequente, mas a mulher definitivamente não estava em seu estado normal, pelo menos um pouco de juízo parecia restar e ao menos retirava Shen e Leona do local, uma vez que os dois provavelmente sairiam bem feridos com a demolição do local.

*Rub rub*
*Praaak*
*Trak*
*Bururumrumm*


Todos no local se assustavam quando o casebre como um todo vinha abaixo, os marinheiros no local formavam quase que imediatamente uma linha defensiva fechando a rua após serem instruídos pelo superior no local, todos aflitos com o barulho, todos, claro, menos a dupla de soldados mais próximo do local, que sabia exatamente o motivo pelo qual o local vinha abaixo. Uma nuvem de fumaça e poeira saía do local, por dentro dela, uma única pessoa saía caminhando, trazendo alguém em seu colo. Os marinheiros pegavam mais firmes em sua arma enquanto engoliam a seco uma saliva, preocupados com o fato de ser um possível inimigo responsável por aquilo. Contudo, por trás deles, o superior no local emitia a ordem para descansar, uma vez que identificava quem estava saindo da nuvem. Com as vestimentas rasgadas em diversas partes, uma mistura de poeira, cinzas e sabe-se lá mais o que preenchendo boa parte de seu corpo além de arranhões e ferimentons espalhados por todo o corpo, de dentro da fumaça saía Violet, trazendo Astrid em seu colo. Num tom completamente seco, ela entregava o corpo da sargento para Shen, que estava próximo. -Leve-a até a unidade médica. Veja se… Tem algo que ainda pode ser feito. Devido a quantidade de feridos no local, alguns médicos da marinha estavam por ali e já corriam na direção do trio. Sem dizer mais nada, a agente caminhava na direção em direção a entrada/saída da rua, com uma expressão séria capaz de colocar medo em qualquer um dos presentes no local. -Não tire seus olhos desse ai. Vocês precisarão interrogá-lo. Se eu chegar perto dele novamente, provavelmente irei matá-lo. Então vocês cuidam disso. Dizia ela para Joseph antes de sair do local.

Ao lado de fora, enquanto tudo isso acontecia lá dentro, o homem resolvia quebrar o silêncio brevemente resmungando algo, mesmo que Alex não tivesse lhe perguntado nada ainda. -Ela… Não deveria ter vindo… Por vocês… Agora ela… Ugh! Se remexia contra a parede, visivelmente sentindo uma dor. -P-p-por não q-querer entregar v-vocês, ela… Seu esforço para falar era interrompido pelo estrondo do casebre vindo ao chão. Obviamente, o homem olhava naquela direção, percebendo Violet saindo do local com Astrid em seu colo. -Astrid… Não, não não não! Ugh! Por algum motivo, o rapaz começava a chorar, abaixando a cabeça. -V-você era a ú-única familia que… *Ugh!* *Arff, Arff* q-que me restava… Praticamente sussurrando, dizia ele, cabisbaixo. Alex, que estava mais próximo dele, era o único que ouvia. Sadi se aproximava do rapaz, notando a interação dele com Violet. -Hãn… Você não é um marinheiro? Porque aquela agente te deu ordens? Avulsa a todos os acontecimentos ao redor, questionava a garota inocentemente, secando as mãos com um pano. A situação no geral parecia resolvida e o resto poderia ser cuidado pelo restante da marinha que havia chegado no local, deixando o grupo livre para prosseguir.

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Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



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Starstruck





Perante o caos da explosão, as provas pareciam se desenrolar na frente de Alex. A dama da sorte sorria para ele novamente, e ele sorria de volta, mas dessa vez, não por gratidão, mas por enxergar a ironia e coincidência naquilo tudo. O suposto membro do Vasco com quem tinha conversado em sua última missão claramente fugia da cena. Ele cerrou seu punho, imaginando o que poderia fazer naquela situação para retribuir pela noite passada, mas os pontos que ele mesmo havia levantando surgiam em sua mente. Por isso, o rapaz decidiu focar na tarefa e ajudar sua nova companheira.

Durante o auxílio na retirada dos civis e na organização dos feridos, Alex notou como a dupla dinâmica havia adentrado a casa que fora o epicentro do ataque. Ele não queria se distrair muito, mas assim que os viu entrar, não podia parar de pensar no estado de quem quer que ainda estivesse lá dentro. Uma explosão daquela magnitude provavelmente tinha um raio e potências consideráveis, por isso era de se imaginar que a outra pessoa que não foi lançada para fora da casa estivesse bem ferida.

Assim que teve tempo, ele partiu para ajudar o rapaz que estava próximo à explosão, e antes de retirá-lo do local, ouviu um murmúrio que deixou o rapaz blackwood pensativo. Sua reflexão, porém, durou bem pouco visto que a conclusão era quase imediata. A sargento com quem havia conversado mais cedo aparentemente estava lá dentro. Poderia ser apenas uma grande coincidência, mas a ausência após o prévio desencontro significava que aquilo era possível. Seus olhos instintivamente se arregalaram, mas em seguida, tentando não perder o foco, ele balançou a cabeça e seguiu arrastando o loirinho para fora da rua, até finalmente se deparar com Violet. Estranhamente, ela já sabia o que provavelmente tinha ocorrido, mas por incrível que pareça, ela também parecia fora de sim, o que por si só já era bem surpreendente. Enquanto a confusão se desenvolvia, Alex se encontrava cada vez mais incomodado. Todo aquele caos o lembrava do dia que teve que deixar sua terra natal às pressas. A sensação daquele dia se repetiu naquele momento, e aquilo lhe serviu como um claro lembrete de que a hora para brincadeiras havia acabado, o que ficou mais claro logo a seguir.

No fim da confusão, tudo que lhe restava era uma sargento gravemente ferida, uma agente claramente magoada e abalada, e um pivete que estava ligado a ela e que parecia ter envolvimento com o bando do Vasco. Antes de se retirar, a agente o encarregou de sua interrogação, o que levantou um questionamento por parte de Sadi. - O meu esquadrão está colaborando numa investigação do governo… Depois eu lhe explico os detalhes. - Ele a responderia, puxando o boné do seu uniforme de marinheiro, penteando seu cabelo para trás e o colocando em sua cabeça. Não havia muito tempo para ficar cabisbaixo e pensativo, havia um trabalho a ser feito, então ele se aproximaria de seus dois companheiros. - Eu… Sinto muito sobre isso tudo… Sei que eram bem mais próximos dela do que eu, e por isso eu tentarei seguir a investigação enquanto vocês cuidam dela. Se precisarem de mim, estarei disposto a ajudar. - Alex demonstraria toda a solidariedade que podia, pois sabia que em momentos como aquele, isso é bem importante.

Antes de qualquer coisa, Alexander se aproximaria do Cabo Silva, que por conta dos recentes acontecimentos, agora estava no comando do esquadrão. - Senhor… Eu gostaria de pedir autonomia e seu suporte no caso do Vasco. Não tenho coragem de pedir pra sargento, pois sinto que ela vai me repreender. - Ele diria, batendo continência e segurando a pose a todo momento. Tentaria ao máximo disfarçar sua chateação, já que ele não tinha plena noção do que havia ocorrido. No fim ele desfaria a pose, bateria continência novamente e se afastaria de seu superior. Após isso, ele se aproximaria de Sadi. - Há algo que preciso fazer, e peço que não me acompanhe. Se possível, lhe encontrarei depois, mas até lá eu me despeço. - Ele diria, num tom direto e seco.

Ele pegaria o loiro que estava desmaiado e o carregaria até o QG. Se tivesse obtido o consentimento do Cabo Silva, ele diria: - Sob ordens do Cabo Silva, peço que isolem e tratem esse rapaz - Caso contrário, ele mesmo buscaria o local isolado. Ao chegar lá, no entanto, ele o algemaria a algum objeto, e partiria em busca de algum médico ou enfermeiro disponível. Ele se aproximaria casualmente, tentando não chamar a atenção de terceiros. - Eu preciso da sua ajuda. Tem um garoto muito ferido que está sob minha custódia, e atualmente ele é um suspeito num caso sigiloso do governo… Você poderia dar uma olhada nele? - Se o seu pedido fosse negado, ele tentaria a mesma abordagem com mais duas pessoas, e se seguisse sem ajuda, ele desistiria e voltaria para o local onde ele foi aprisionado. No final, ele ficaria por ali e o aguardaria recobrar a consciência.

- Bom dia, flor do dia. - Ele diria aquilo, mas num tom ríspido e uma expressão séria. - Atualmente você está sob minha custódia como suspeito do ataque terrorista que houve mais cedo e da tentativa de assassinato de um oficial da marinha. Apesar de todas essas formalidades, eu creio que já sei o bastante, por isso eu quero ouvir os detalhes da tua boca. Comece pela sua relação com a sargento, depois eu quero saber sobre seu envolvimento com o bando do Vasco, e por fim, eu quero ouvir sobre o motivo de vocês estarem naquele local.Sinta-se livre para adicionar qualquer outro detalhe que gostaria de discorrer. Como marinheiro, eu peço sua cooperação… Mas como Joseph Klimber, pelo seu bem, eu peço que tenha juízo. -

Alexander estava preparado para tomar medidas extremas para avançar pro término daquela investigação. Apesar de não ter uma ligação tão forte com a sargento, ele havia se cansado daquela situação e de como tudo aquilo ocorria fora de seu controle. Para ele, estava mais do que na hora de pôr um fim naquele bando.

I ♥ Refrigerators

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Civil

ACT 24


I - The Fellas Project





A situação realmente não era bonita e no calor do momento quase não ouvi um gemido fraco, que quase se esvaecia em meio ao caos. Leona me impedia de seguir com o plano de chutar a porta para abrir o casebre daonde fumaça e fuligem simplesmente pareciam se materializar de forma sem fim. Ao entrar na casa, não sabia se Leona sentia também, mas a situação em si já gerava algo, um peso, um miasma presente na sala como se me forçasse pra baixo mais do que o normal. De qualquer forma continuamos a procurar a pessoa que emitia os gemidos. Foi aí que ouvi novamente, uma voz familiar reverberava pela minha cabeça num tom completamente diferente do que havia ouvido antes, eu sabia que a voz era da Sargento mas nunca havia a escutado em um tom tão deprimente, tão fraco, tão sofrido.

Enquanto procurávamos, a sensação de peso, a sensação ruim simplesmente ficou ainda maior... foi então quando percebi, na primeira vez em um longo tempo eu percebi que estava simplesmente um pavor, um medo congelante, simplesmente algo que me fazia não conseguir me mover por mais que eu tentasse, só pude acompanhar com os olhos ao ver a agente aparecendo no casebre comigo e com Leona. A situação ali não podia ficar muito pior, eu não conseguia me mover normalmente eu soava pelo calor e pela ansiedade medo que se instaurava ali, ou era o que eu pensava. Como uma fumaça ainda mais densa, eu pude até sentir o que havia acontecido, a agente havia encontrado a sargento e não era uma visão boa.

Uma conversa então começava, podia ver pela primeira vez os sentimentos da agente, podia ver o quanto ela queria que desse certo, que aquela não fosse a situação atual e que aquilo não estivesse acontecendo até que a Sargento Astrid simplesmente parou de responder, entre gritos e soluços a agente tentava obter uma resposta de alguém que não estava mais ali, estando no mínimo inconsciente. Fiquei surpreso com a ordem da agente de evacuar, ela não queria a nossa ajuda? Eu pensei em perguntar mas as palavras não saíam, assim como minhas pernas não se moviam, porém nos iríamos executar aquela ordem querendo ou não. A agente me pegava pelo braço, assim como fazia com Leona e nos arrastava para fora do casebre incendiado.

De fora, a situação não era muito diferente, como se parecesse que eu havia carregado toda aquela coisa ruim, tudo que havia ali comigo. Entre tosses e respiros descompassados eu tentava lidar com a situação, quando então o casebre vinha abaixo, levantando uma nuvem de poeira e fumaça ali. "N-n-n-NÃO!" Eu exclamava em um primeiro momento claramente desconcertado com toda a situação, mal pude acreditar quando então a agente saía da fumaça, roupa rasgada, suja, coberta por arranhões e carregando Astrid. Eu então segurava com todo cuidado a Sargento a pedido da Astrid, ela então saía e eu, olhava para alguns oficiais médicos que já viam a meu caminho.

Eu me movia, dando total prioridade a cautela necessária para não piorar os ferimentos da Sargento até os médicos, eu então seguiria suas instruções de como deixá-la onde eles precisassem que ela estivesse para começarem a analisá-la e ajudá-la. Fazendo isso eu ainda tentaria ficar perto para ser de qualquer ajuda dos médicos para auxiliar no tratamento, se um médico falasse para mim abaná-lo enquanto ele cuidasse dela, eu seria o melhor abanador de médico do mundo, naquele instante era tudo que eu podia fazer e eu faria bem feito. Ainda me permaneceria perto para ouvir o laudo médico pelo ou menos de imediato, pelo ou menos por agora.

A minha missão pra mim se esvaecia por um momento, eu só queria saber como ajudá-la, como ser útil naquele momento em específico. Caso nenhum dos médicos me orientasse, eu não ficaria parado, não queria saber o que aconteceria comigo caso meu sangue esfriasse, eu então iria até Leona pensando no momento em que ela me orientou a como entrar na casa, claramente abalado, perguntaria: "E agora? O que fazemos?"




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Objetivos:






Última edição por Masques em Ter Jul 12, 2022 3:41 am, editado 1 vez(es)
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Leona
Marinheiro




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





Com um voto de confiança de Silva, partia em direção ao local da explosão, onde conseguia coordenar os membros da equipe de forma consideravelmente efetiva. Entrando no casebre com Shen e procurando por entre os destroços, o sentimento que tinha parecia cada vez mais se concretizar. E uma fraca vocalização solidificava o medo como realidade. Astrid lá permanecia, machucada e incapaz de se movimentar. Antes mesmo que pudéssemos alcançar a Sargento, podia novamente sentir uma avassaladora presença chegando ao local, tendo sua força opressiva durado menos tempo dessa vez, revelando ser uma instável e quebrada Violet, que interagia com o abismo de destroços que aprisionavam a atiradora.. Permanecia em silêncio durante toda a troca de palavras entre as duas, com a mente extremamente acelerada, calculando o máximo de possibilidades possíveis para salvar a garota, e pouco tempo depois, quando sua voz já cessava em responder, a agente do governo nos retirava quase que instantaneamente do local, e pouco depois, emergia do sombrio casebre com o corpo de sua agora revelada amiga. Desconsolada, ela entregava o corpo a Shen. Ali permanecia, com o turbilhão de pensamentos tendo finalmente se organizado, até que finalmente dizia as primeiras palavras durante o acontecido.

— Não sem ir até a porra do fim antes. Shen, rápido, vamos levar a Sargento até os médicos, se eles não puderem manter ela viva por um tempo, não há nada que possamos fazer, rápido! — Partiria em direção a equipe médica, acompanhando Shen. — Marinheiros, Sargento ferida! Ela se encontrava abaixo de destroços, provavelmente sofreu de queimaduras e respirou uma quantidade enorme de poeira e seja lá o que resultou na explosão — Permitiria que avaliassem o estado do corpo, com os punhos cerrados e o coração palpitando. — Droga pirralha, reaja! Você vai morrer sem atingir um metro e meio de altura? A duração da sua vida vai ser ainda menor que você? Vai deixar uma Soldado falar com você desse jeito?

Falava para a garota, na tentativa de fazê-la esboçar algum tipo de reação. Sabia que a Sargento era forte, apesar de também entender a gravidade da situação. Aquele momento decidiria se havia ou não esperança para Astrid, e se houvesse, a agarraria com todas as forças. Uma vez que a equipe médica dissesse que a garota ainda estava viva, respiraria fundo.

— Quanto tempo ela tem? E quais são os principais danos que ela recebeu? — Após o parecer dos médicos, voltaria minha atenção para Shen. — A agente parecia já estar desconsolada quando viu a Astrid, então ela provavelmente sabe que a medicina atual disponível na ilha não será capaz de salvá-la... então, naturalmente, a Sargento irá morrer... E é por isso que precisamos de algo que não é normal. No Casebre, você sentiu aquilo, não sentiu? Aquela presença esmagadora, aquilo é um poder que a agente possuí, deduzo que ela se movendo em alta velocidade também deva ser. Se esse tipo de poder existe, talvez haja algo, ou alguém, que tenha o poder de ajudar a Astrid — Voltaria novamente minha atenção para equipe médica. — Para onde irão levá-la? E vocês tem alguma ideia do que é mais urgente para possibilitar que ela se recupere?

Após a resposta, agradeceria a equipe pelos serviços prestados e olharia para a Sargento novamente, não permitiria que ela partisse sem fazer absolutamente tudo ao meu alcance para salvá-la. Daria então sinal para Shen, e partiria com o mesmo em direção ao QG. Pouco antes de partir, era interrompida por Joseph, que parecia querer demonstrar simpatia pela situação da Sargento, mas suas verdadeiras intenções escapavam com muita facilidade na sua escolha de palavras. Já abalada com a situação de Astrid, e tendo passado algum tempo sem um exercício digno, uma veia saltava na testa, não estava disposta pra ouvir discursinhos no momento.

— Soldado, tanto eu quanto você sabemos que você, como sempre, só vai fazer o que você quer e o que te dê mais satisfação. Você até pode se importar com a Sargento, mas não o suficiente pra dedicar o mínimo de tempo pra ajudá-la. O prazer de resolver o caso, pra você, seria maior que o prazer em salvá-la. E sabe o pior? Não há nada de errado com isso, mas você fazer questão de tentar fingir que não e agir como se fazer a merda que você queira seja algum tipo de ato benevolente da sua parte para que quem "realmente se importa" faça algo, é uma das atitudes mais patéticas que já vi. Não tenho tempo pra perder com gente como você agora. Vamos, Shen.

Novamente daria início a caminhada ao QG, indo no ritmo mais acelerado que pudesse, no caminho, orientaria Shen.

— A única pessoa que parece estar além da Sargento e da Violet, é a Capitã Linda, ela talvez seja nossa maior esperança de saber de algo que pudesse ajudar Astrid, vamos encontrá-la no QG e ver se há algo que possamos fazer.

Ao chegar no QG, procuraria desesperadamente pela Capitã, correndo por entre os corredores o mais rápido possível. Uma vez que a encontrasse, ofegante, bateria uma continência.

— Capitã, desculpe interrompê-la, mas a situação é urgente. A Sargento Astrid está, nesse momento, próxima da morte. Ela sofreu danos de uma explosão, provavelmente respirou gases tóxicos e está nesse momento extremamente debilitada. Não acredito que os médicos possam salvá-la por meios comuns... A senhora conhece algo, ou alguém, que tenha a capacidade para salvá-la? A Sargento é forte, se ela for retirada do estado crítico, acredito que ela irá conseguir se recuperar. — Passaria também quaisquer conceitos ou nomenclaturas mais técnicas a equipe médica pudesse ter me passado, também contando para a Capitã o local para onde mandariam a Sargento, caso ela desejasse vê-la pessoalmente. A acompanharia, se fosse o caso. Transitava rapidamente entre uma exacerbada tristeza e a inabalável determinação para salvar Astrid, tendo um terceiro sentimento perambulando entre os outros dois... Um profundo ódio pelo Vasco.








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Pirata



A (wo)man with nothing to lose, part lll



Dizem que a tristeza se divide em estágios. Frustração, decepção, raiva, complacência, conformidade. Para a dupla que havia adentrado o casebre, podiam sentir na pele cada um desses estágios, mas se apegam a diferentes, cada um no seu. Zenith havia demonstrado sua liderança e evitado uma tragédia maior ao deixar com que o lutador arrombasse a porta, o que jogaria ainda mais escombros sobre a já soterrada sargento e novamente, talvez até inconscientemente, Ikimura buscava na mulher a figura de liderança ausente no momento, uma vez que sua líder estava em seus braços, desacordada. Após um breve diálogo entre os membros do grupo, com as emoções a flor da pele algumas palavras eram tocadas que talvez fossem gerar arrependimento posteriormente, ou talvez não, o destino é incerto. O que importava era que o gatuno se retirava do local, indo até onde se encontrava o cabo Silva.

~Alex~

O Cabo estava na porta da casa de Fred, com os braços cruzados batendo o pé num ritmo frenético demonstrando sua ansiedade e inquietação em ficar ali. Assim que o soldado se aproximava, o brutamontes sorria, abrindo os braços. -Soldado! Me diga, como estão as cois- Porém, antes que pudesse terminar sua fala, o marinheiro lhe fazia um pedido. -Hãn… Eu sou apenas um cabo, não posso te dar autorização de nada. Mas conhecendo a Astrid, sei que autonomia não seria um problema não… Aliás, ela já está lá? Considerando a hora que saiu, ela já deveria ter chegado. E te entendo… Apesar de ter menos do que metade de minha altura, a sargento me bota mais medo que qualquer um. Comentava ele, tentando descontrair um pouco para sanar sua ansiedade. Até tentava saber mais um pouco sobre o que estava ocorrendo, mas o soldado “Joseph” logo saía, não respondendo ao cabo. -Pelo visto as coisas estão piores do que eu pensava se ele tá com tanta pressa assim… Só queria saber o que tá acontecendo… E quem diabos é aquele sujeito que ele ta carregando? Resmungava o homem, Alex ainda podia ouvir tal fala, porém não parou seu trajeto e prosseguiu para o QG após se despedir brevemente de Sadi. -...? Okay…? A garota virava a cabeça em estranheza sem entender a súbita mudança no comportamento do rapaz, ficando levemente estonteada e se mantendo parada por alguns instantes enquanto Alex se afastava.

Já no QG, como Silva não havia dado uma ordem nem nada do tipo, Alex buscava ele mesmo um canto mais isolado, o que não era difícil visto que a confusão anterior movimentava bastante o lugar, mas mais na direção da enfermaria, deixando o outro lado bem mais deserto, o que facilitava para o rapaz. Encontrando um corredor de prisões ao lado do refeitório, algemava o rapaz em uma delas que por ali havia. Durante todo o trajeto e até aquele momento o homem não dizia nada, apenas mantinha-se cabisbaixo, com os olhos lacrimejando. Blackwood seguia então até a ala médica, essa sim, estava mais movimentada que o habitual. Apesar do movimento maior, não pareciam estar sufocados nem nada do tipo, pelo contrário, a marinha tinha uma base de tratamento bem sólida ali e o caos de outrora era rapidamente cessado e organizado, com tratamentos para todos. Abordando um médico, ele apenas apontava para um local onde algumas pessoas mais gravemente feridas se encontravam. -Prioridades. Se o sujeito sobre sua custódia ainda tá respirando, vai pro final da fila. Respondia, sem muita cerimônia. Um outro marinheiro que parecia esperar notícias de alguém na recepção ouvia a conversa e aproximava-se do soldado. -Não liga pra ele… Está atarefado o dia todo, normalmente não é tão tosco assim. Eu tenho uma formação médica, apesar de não ser tão bom quanto os oficiais aqui, posso te ajudar enquanto espero notícias de meu companheiro… Comentava o soldado, meio cabisbaixo, mas tentando manter um semblante sério. -Não podemos deixar tudo parado enquanto tratamos os outros, não é mesmo… Finalizou sua fala, indo pegar alguns suprimentos e seguindo Alex na sequência. Chegando lá, aplicava os primeiros socorros e devidos tratamentos no rapaz, apenas para mantê-lo consciente. -Bom… Você disse que é uma operação, né? Então melhor eu não ficar aqui para ouvir o que ele tem a dizer. Já tenho problemas demais pra me envolver em mais… Isso vai manter ele acordado por um tempo, mas se quiser manter ele vivo, recomendo que volte a enfermaria. Como disse, não sou tão bom assim. Comentou o soldado, meio sem jeito enquanto recolhia seus instrumentos e se retirava do local.

-...Não tenho mais nada a perder agora mesmo, aquele desgraçado me tirou o que restava… Que seja.

Se ajeitando contra a parede, respondeu o homem, tossindo. -Meu nome é Lars… Sou irmão da peq-Digo, da sargento Astrid. Apesar de sermos ambos adotados, seguimos por caminhos bem diferentes quando nossos pais adotivos faleceram… Ela quis mudar o mundo por dentro, seguindo uma carreira na marinha, eu queria explodir el- Percebendo o uso completamente inconveniente do termo explodir, o rapaz ficava em silêncio por alguns segundos, antes de resumir sua fala. -Enfim. Eu me uni ao exército revolucionário. A causa parecia justa e para um rebelde sem causa, fazer parte de algo maior era tudo que eu queria. Tudo ia bem durante alguns anos, até que começaram a comprar coisas de um sujeito esquisito. No momento em que citava o tal sujeito, sua mão se fechava num punho e veias saltavam em seu braço. -Ele vendia mais barato, não fazia perguntas… Tudo parecia bem. Rá… Eu devia saber melhor do que confiar num pirata. Conseguir subir no exército devido ao meu “fornecedor” e seu custo baixo, sem saber da enrascada que estava me metendo. Como era de se esperar, o tal fornecedor era um figurão conhecido no submundo que resolveu, sabe-se lá por qual motivo, virar pirata. Novamente, veias saltavam por seu braço e dessa vez em sua testa também. -Numa das transações, de alguma forma ele soube da minha ligação com Astrid e me sequestrou. Durante alguns meses tudo que eu conhecia era o porão daquela casa velha e sabe-se lá o que ele pediu dela para me manter vivo. Astrid nunca se orgulhou de minhas escolhas, mas se conhece ela por tempo suficiente, sabe que ela nunca abandonaria alguém querido, não importa o quão fodido seja. Dessa vez sua mão ia de encontro ao chão, meio sem força, enquanto sua cabeça abaixava num claro sinal de tristeza.

-Ah, maninha… Porque só não deixou o idiota do seu irmão morrer?! Merda!

Batia com a cabeça contra os canos, até que se acalmava um pouco. -Enfim… Parece que o tal Ribamar, o sujeito com quem eu negociava, estava chantageando a Astrid por alguns favores. E não era só ela. Até gente do ER(exército revo) tava na sua teia… O desgraçado parece farejar sua fraqueza e joga álcool em cima. Bom, eu não sei exatamente o que mudou ou o que ele disse a ela, mas mais cedo eu ouvi a voz da minha irmã enquanto estava no porão. Tomava uma feição mais séria, levantando a cabeça. -Escute bem, soldado… Porque isso é o máximo de informações que consegui reunir do acontecido, talvez lhe sirva para pegar o bastardo que deixou ela naquele estado. Astrid cedeu alguns “Favores” para o tal Ribamar Vasco, mas ele forçou a barra. Vê, não importa o quanto minha irmã se preocupe comigo, ela nunca iria prejudicar alguém querido para beneficiar outro… E foi exatamente isso que aquele filho da puta pediu. Parava por alguns momentos, engolindo seco uma saliva devido a raiva e frustração. -”Uma troca: Seu irmão querido por alguém do seu pelotão. Qualquer um, não me importo. Apenas traga ele aqui e considerarei a troca feita e seu irmão sairá livre.” Foram as exatas palavras dele. Eu gritei para ela desistir de mim, mas parecia estar falando com uma parede, até porque eu estava com uma mordaça e minha voz mal saía... Eu não sei qual era o plano final dele em pedir por isso, talvez fosse apenas quebrar minha irmã, tão conhecida por ser justa, apenas pelo prazer de fazê-lo. Maldito psicopata… Bom, minha irmã fez a troca. Mas não ofereceu algum dos seus subordinados… Ofereceu ela mesma. Voltava a sua feição de tristeza, com lágrimas formando no canto dos olhos. -”Qualquer subalterno meu é minha responsabilidade, então nada mais justo do que eu assumir esse peso como aquela responsável por eles.” Foi o que ela disse por último antes de seja lá quem estivesse junto com ela cair na gargalhada. Instantes depois o tal Ribamar desceu junto com ela para prendê-la aqui e supostamente me soltar. Mas um detalhe que ele não disse a ela é que toda a “caverna” na qual eu estava… Tava cheia de explosivos. Ele nunca quis uma troca, apenas queria dar um “show” para estrear sua “carreira” de pirata. Por algum motivo, o homem então soltava um sorriso malicioso.

-O que o filho da puta não esperava era que Astrid fosse tão louca quanto ele… Assim que percebeu os explosivos, ela se arremessou na direção de vários deles e começou a arremessar feito louca na direção do pirata. Ele conseguiu sair, mas não sem antes perder o braço esquerdo pra mira da pequena. Um explosivo bem na fuça.

O motivo do sorriso então era explicado. De alguma forma o homem sentia-se contente com o pouco de retorno que a sargento dava para o homem, explodindo seu braço esquerdo. -Infelizmente… A explosão desencadeou uma série de outras e bem… Você sabe o resto. A Astrid… Ela tentou me proteger até o último momento, mesmo com um corpo tão pequeno… Dessa vez, a luta do homem contra as lágrimas acabava em vitória para o líquido salgado. -Percebendo que não conseguiria, ela reuniu o que lhe restava de força e me arremessou pra fora… A última coisa que me lembro antes de acordar e dela sorrindo enquanto algumas pedras fechavam a entrada do local por causa das explosões… Novamente, um silêncio pairava o local por quase um minuto, com o homem cabisbaixo. -E bem… Isso é tudo que eu sei. Não ligo pro que vai fazer comigo, mas se puder te pedir algo… Pela Astrid… Mate aquele filho da puta. Terminava sua fala o homem. Atrás da dupla, algumas vozes podiam ser ouvidas no refeitório, parecia que a janta estava prestes a ser servida e alguns marinheiros começavam a aparecer no cômodo ao lado.

~Leona e Shen~

Voltando a dupla de soldados que estavam em posse da Sargento, uma equipe médica no local logo chegava, colocando a moça de imediato numa maca. Uma grande comoção da equipe logo se instaurava, com palavriado médico pra lá e pra cá, enquanto um dos enfermeiros pediam para a dupla de soldado se afastar para que pudessem trabalhar. Após a breve análise, um dos médicos falava ao restante. -O estado é muito crítico, precisamos levá-la até a enfermaria, com urgência! Um outro oficial que estava no local então puxava a maca, certificando-se de manter a moça segura para não ferir ainda mais. Um dos médicos, que havia ficado para trás para dar notícias a dupla, logo fazia sinal para que fosse seguido. -Eu não sei o que aconteceu lá dentro, mas parece que ela propositalmente se colocou em frente a explosão, como se tivesse usando seu próprio corpo de escudo… Não temos as ferramentas necessárias aqui, então não podemos dar o diagnóstico completo, mas de imediato posso adiantar para vocês: As chances são baixas. Faremos o possível, mas receio que mesmo com nossos melhores médicos ainda será uma tarefa bem árdua. Ainda conseguimos sentir o pulso, então o pior foi evitado no momento. Tem tanta coisa danificada que nem sabemos por onde começar… Suspirava o homem, coçando os olhos. -Mas de uma coisa podem ter certeza… Difícil não quer dizer impossível. Não sei o que pode salvá-la, mas faremos tudo ao alcance para mantê-la viva até que seja descoberto. Com essa última fala, o médico acelerava o passo para se unir ao resto da equipe. Embora sua fala pudesse ser meio bruta, era necessária. Ele não queria dar esperanças onde não tinha, mas também não queria deixar os marinheiros desamparados. Num todo, a situação não era muito diferente do que aparentava: A sargento estava à beira da morte.

A dupla seguiu logo atrás da equipe médica, Shen segurava a maca com firmeza enquanto o oficial guiava o caminho na outra ponta, ambos num ritmo devidamente acelerado mas com o devido cuidado para não causar maiores problemas. Ao seu lado, Leona também caminhava a passos largos enquanto o restante da equipe iam fazendo os cuidados possíveis até que chegassem. Assim que chegavam no QG, o mesmo médico de antes assumia a maca, liberando Shen. -Infelizmente vocês não podem seguir daqui em diante, precauções médicas. Mas manterei vocês informados sobre qualquer atualização. E soldados… Forças. Ouvir esse tipo de coisa nesses momentos raramente ajudava, mas o médico parecia realmente querer dizer aquilo, como se já tivesse passado ele mesmo por aquela situação e apenas simpatizasse com a dupla. Leona então, assumindo a breve posição de liderança, guiava a dupla de soldados em busca da Capitã Linda, o que não demorava muito, uma vez que a mulher estava em sua sala conversando com alguém já bem conhecido pela dupla. -Soldados. Sinto muito pelo que tiveram que passar… Ver alguém querido em tal estado é uma lástima que não desejo nem a meu pior inimigo. Irei eu mesma cuidar da Sargento, tão exemplar em todo momento merece o melhor que Shells Town tem a oferecer. Por hora, eu sei que será quase impossível, mas peço que descansem. Seu olhar era o mais sério possível, com ambas as mãos no queixo enquanto seu cotovelo repousava na mesa. -Não tem nada que vocês possam fazer além do que já fizeram no momento, então descansem e a primeira coisa que farão pela manhã é ir atrás do responsável por isso. Mobilizarei uma força tarefa, nenhum pirata desgraçado vai ferir um oficial da marinha na minha ilha e sair impune. Eu até pediria para que vocês mantivessem afastado do caso pela aproximação… Mas sinto que isso apenas iria motivá-los ainda mais a continuar, então não farei. Ver a Capitã que normalmente é tão gentil num estado tão sério era um contraste bastante extenuante, principalmente para Shen que já havia conhecido o outro lado da mulher, mas isso só mostrava que as vezes, não importa quão gentil é uma pessoa, sua posição precisa falar mais alto. E para Linda, esse era um desses momentos.

-Soldados… Eu não estava sugerindo que vocês descansem, caso não tenha ficado claro. Não quero ter que colocar guardas em seu dormitório, mas o farei se necessário. Nada de bom sairá de tentar fazer algo a essa hora, então se preparem para o dia de amanhã… Mas por hora, apenas descansem. Pois não terão outra folga tão cedo até pegarmos os responsáveis.

Seu tom era autoritário, digno da posição que tinha. Até mesmo Violet que era a pessoa com quem ela estava conversando antes da dupla chegar parecia respeitar a mulher, tamanho era a imposição que ela causava a todos. -Além do mais… A Agente Sênior Violet disse que fará a vigia ela mesma, além de uma proposta para vocês. Vocês tem minha autorização, então peço que escutem com atenção a sua proposta. Agora se me dão licença, preciso ir a enfermaria. Saindo apressada, a capitã logo sumia em meio aos corredores, Leona até tinha a ideia de acompanhá-la, mas como dito pelo médico anteriormente, por medidas de saúde, era melhor não. Um silêncio constrangedor ficou na sala por alguns instantes entre o trio, até que Violet finalmente quebrava. -A proposta não é nenhuma surpresa. Só quero que venham para o governo sobre o meu comando. Não me entendam errado, eu entendo bem a situação, até melhor do que vocês. E é justamente por isso que vim aqui fazer esta proposta para a transferência de vocês para o governo para a capitã Linda. Saindo da sala e fechando a porta, Violet caminhava na direção de uma sala não muito distante, com o símbolo do governo na porta. -Estou tentando manter a cabeça no lugar. O fato é: A superior de vocês está enferma, então vocês precisariam de uma nova, até que a tranferência seja feita, vocês perderam muito tempo e ficaram atados enquanto isso. Minha proposta é simplesmente para que não fiquem parados, pois acreditem… Eu mais do que ninguém sei o que é estar inquieta nesse momento. Além do mais, essas inconvenientes limitações da marinha não mais seriam um empecilhos para vocês. Após a cena no casebre, não era difícil assim imaginar que Violet era de fato a mais inquieta dentre todos ali. -Mas… Após conversar com a capitã, ela acabou colocando algum senso de volta na minha cabeça. De fato, sairmos agora não vai adiantar de nada. Já está tarde e o plano nem sequer poderia ser executado. Como já dito por Linda, descansem por hoje… Porque assim que amanhecer vocês não terão mais paz até que aquele desgraçado seja varrido da existência. Não precisam me responder agora, pensem na minha proposta. Comentava a mulher, sentando-se na mesa da sala.

-E eu tenho uma cabana não muito longe daqui, podem descansar por lá caso não queiram ficar no QG. Eu disse pra Linda que ficaria de olho em vocês, mas sinceramente… Não respondo nem por mim. Então se cuidem.

Talvez pelo momento compartilhado pela dupla, ou simplesmente pelo conjunto de todo o caos recente, a mulher parecia bem mais “aberta” que o normal, ou talvez simplesmente já enxergasse os dois como subordinados e por isso sentia mais liberdade. -Uma última coisa, antes de irem… Quanto ao estado da baix- da Astrid. O único motivo d’eu não estar completamente surtada agora é porque a capitã Linda está cuidando pessoalmente dela… É a melhor médica que conheço no East Blue e eu conheço bastante gente. Eu vim correndo recorrer a ela justamente por isso. Enquanto ela mantiver a sargento viva, eu prometo a vocês, utilizarei tudo que estiver ao dispor do governo para descobrir uma forma de curar a Astrid. Isso é tudo, dispensados. Apesar de não ter comentado da sargento em si até então, a agente se despedia da dupla justamente comentando sobre ela. Violet era o tipo de pessoa que reprime seus sentimentos, traço bem comum para agentes do governo mundial, talvez por isso só na despedida ela resolvia falar sobre o elefante na sala.

~Todos~

A dupla estava tecnicamente livre novamente, apesar de ter uma “ordem” para descansar, ainda era cerca de 21:50, então tinham algum tempo até que a maioria dos marinheiros fossem dormir. Poderiam tentar ir até a enfermaria para obter mais informações, apesar que o próprio médico disse que manteria informado sobre qualquer atualização. Alex, por outro lado, encontrava-se próximo do refeitório, na parte do corredor onde ficavam as prisões do QG, em uma cela aberta onde mantinha Lars algemado, como era de costume, apenas algumas poucas celas estavam ocupadas e todas eram relativamente distante de onde estava o soldado.
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Leona
Marinheiro




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -




A mobilização parecia valer a pena, conseguimos levar Astrid ao tratamento o mais rápido possível e, com a mobilização de Linda, as chances dela passaram de inexistentes para baixas. Ainda não era o suficiente, mas era o melhor que podia ser feito no momento. Os médicos a atenderam rápido, e encontramos Linda pouco tempo depois, recebendo mais algumas informações e novas ordens.

— Bom, não direi que fico feliz com a ordem, mas irei seguí-la. Daremos prosseguimento durante a manhã e Capitã... Obrigada. — Após algum tempo de silêncio no exterior e possíveis estrondos internos na mente de cada um dos presentes no local, Violet fazia sua proposta, e a resposta era entregue antes mesmo que ela pudesse terminar a oferta de nos dar mais tempo para pensar. — Eu aceito a proposta. Já havia considerado ela antes, e bom, além de ficarmos parados, não há garantia que estaremos envolvidos no caso após sermos designados a outro superior. Vamos acabar com cada um deles, e trazer a Astrid de volta. Podemos resolver a papelada amanhã. — Viraria minha atenção para Shen. — Acho melhor dormirmos no QG por uma última noite, retirar nossos pertences mas essenciais do dormitório e nos preparar para amanhã.

Iria então até o dormitório e buscaria dormir o mais rápido possível, pois já tinha os planos para o dia seguinte. Precisaria comunicar o Cabo Silva, que ainda deveria estar fazendo a escolta da carga adulterada. Antes de dormir, diria a Shen.

— Descanse por hora, Shen. Nós daremos o troco amanhã, mais cedo do eles pensam.

Faria alguns abdominais e algumas flexões, num ritmo frenético, partindo para cama em seguida, o mais cedo possível, para acordar antes do amanhecer, por volta de umas 03:50 da manhã, partindo em direção a prisão do QG, onde era provável local para onde o homem que estava na frente do casebre havia sido levado. Caso o encontrasse, me aproximaria lentamente.

— Dano interno, intoxicação, dano por fuligem, inconsciência. Essas são algumas das coisas que causaram a Astrid ontem, e você é a única pessoa que deve saber o porquê. O Soldado Joseph conversou com você ontem, não? Eu adoraria saber cada detalhe dessa conversa, e cada detalhe do que aconteceu naquele casebre. Você pode fazer minha última lembrança de você ao sair dessa sala ser você colaborando com a melhora da Sargento, ou você estar protegendo quem fez isso com ela. A escolha é sua, e as consequências dela também. Não tenho nem tempo e nem paciência pra enrolação, qual vai ser?










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ACT 25


I - The Fellas Project





Dentre ficar parado dentro de um casebre em chamas, carregar a sargento por alguns segundos e entregá-las aos médicos eu não poderia mentir se não dissesse que nem mesmo a vitória sobre o marujo de mais cedo me alegrasse, novamente me encontrava incapaz de subir a ocasião, fazer algo, ser suficiente. Não ajudou em nada a próxima vez que vi a Capitã Linda, ela era simplesmente outra pessoa e de certa maneira, com as recentes dúvidas, recentes problemas, recentes acontecimentos, eu também estava me tornando outra pessoa. A capitã dava suas ordens, as quais entravam por um ouvido e saíam no outro, eu precisava soltar a pressão, precisava simplesmente fazer algo, mas no fim, de modo sucinto e até um pouco frio acatei as ordens da Capitã; "Sim senhora." Eu então prestava os devidos respeitos enquanto olhava a Capitã sair.

A agente então falava o que estava em sua mente, admitindo talvez que estivesse quase tão bagunçada quanto a nossa mas conforme explicado pela Capitã, uma proposta foi feita e eu não pude deixar de conter minhas emoções naquele momento. Eu exclamava de maneira direta, com a voz um pouco trêmula; "Pessoalmente, eu cansei de ficar parado esperando. Eu aceito a proposta." Eu parava por um momento para concordar com Leona, acenando com a cabeça. Assim que fossemos dispensados continuaria calado, quieto esperando uma chance de extravasar. Chegando ao dormitório, eu arrumaria algumas coisas e então, novamente responderia a Leona:

"Agorinha, tenho que fazer algo antes." E então eu saía do dormitório, indo em direção ao banheiro onde eu tentaria me limpar de toda a sujeira daquele dia, tentar descarregar nem que fosse minimamente antes de dormir. Então voltaria ao dormitório onde tentaria dormir algumas horas, acordaria mais cedo do que geralmente se acorda. Veria se eu já poderia comer na cafeteria da marinha, apenas para ter no estômago para queimar durante o dia, arrumaria meus itens pessoais para então ir para a cabana ou esperaria o contato da Agente Violet, caso não houvesse contato, voltaria na sala onde nos falamos por último, pronto para rece deber qualquer ordem ou direção de como prosseguir.

Já sentiu seu sangue ferver alguma vez? É assim que eu estava nessas últimas horas, antes de fazer qualquer coisa que me fosse dita e devidamente sair da Marinha eu iria ao banco para ver se existem quaisquer pendências salariais do banco. No caminho eu não procuraria encrenca, mas quero deixar claro, eu estava muitíssimo longe dos meus melhores dias. Chegando ao banco, eu falaria com quem pudesse me atender.  "Bom dia, gostaria de coletar o salário destinado ao Soldado Shen Ikimura, da marinha." E daria quaisquer informações também necessárias.



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Última edição por Masques em Ter Jul 12, 2022 3:42 am, editado 1 vez(es)
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Todos seus esforços o levou para esse momento. A questão se tornou pessoal de imediato quando aquele pirata cruzou o caminho de Alex uma segunda vez, mas assim que o tal loirinho começou a explicação, o cenário ficou mais claro, e com o passar do tempo, a frustração que Alex sentia se tornou uma fúria controlada. O motivo era óbvio: Aqueles porcos estragaram mais uma família. O paralelo era claro quando se leva em conta as circunstâncias de sua infância, e vendo piratas acabarem com uma família daquela forma mais uma vez o enchia de raiva. Só que o Alex de agora estava acima daquilo tudo, e mesmo que estivesse certo da loucura que deveria ser feita, ele se manteve pensativo.

Ao fim do relato do jovem Lars, ele apenas o encarou em silêncio. Ainda pensando, ele olhou ao redor, para cada detalhe da cela, não buscava algo em específico, mas tentava manter seus pensamentos em ordem para não cometer um grande erro. Depois de tanto refletir, ele finalmente se decidiu.

Ainda sem dizer uma palavra, ele se aproximaria de seu prisioneiro e removeria suas algemas. Com um olhar tão sério quanto antes, ele o carregaria até a enfermaria, como fora indicado. No caminho, ele sussuraria para o rapaz: - Lembre-se que sua família é algo sagrado… Viva para protegê-la ou morra tentando. - Ele soltaria num tom ríspido. Se não fosse interrompido no caminho, Alex o colocaria sobre uma maca, sem muito titubear. - Esse rapaz foi atingido diretamente pela explosão de hoje cedo, precisa de cuidados imediatamente. - Ele diria pelo responsável da enfermaria ou para qualquer um que o interrompesse.

Já no local, ele olharia em volta em busca de sua superior e se ela ainda estivesse por ali, ele se aproximaria o máximo que pudesse, para apenas ficar observando-a. Sua última conversa com ela ficou bem marcada em sua mente, já que Alexander foi o último do grupo a vê-la antes do ocorrido. - E pensar que você tentou proteger até a mim… Uma grandiosa mentira… - Ele diria, sussurrando se ainda tivesse outras pessoas na proximidade. - Isso não vai acabar assim… E eu preciso que viva para ver isso… Após se lembrar de algo, ele esfregava sua nuca, olhando pra baixo, um pouco sem jeito. - E também… Não quero que se lembre de mim eternamente como aquele soldado com jeito de criminoso que riu da sua cara… - Ele diria com um sorriso nervoso e bobo que duraria poucos segundos.

- Fique forte - Ele soltaria após o breve silêncio, e se retiraria dali. Voltaria para a cantina, para um rango bem breve. Se por acaso, sobrasse tempo, ele buscaria novamente um local isolado e aberto para olhar para as estrelas por alguns minutos e tomar um gole do rum que tinha guardado. Se não houvesse mais nada a ser feito, ele voltaria para o alojamento e finalizaria a garrafa de bebida alcoólica por lá mesmo, antes de ir dormir um breve sono, já que essa noite seria extremamente difícil de dormir, por conta da ansiedade.

Na manhã seguinte, o rapaz Blackwood se arrumaria, seguindo seu ritual de sempre e tomaria um café da manhã bem breve na cantina para poder aguardar suas ordens e seguir com a investigação. Afinal, era apenas o que deveria ser feito…

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A (wo)man with nothing to lose, final.



Todos pareciam esgotados, mas mesmo cansados, a inquietação estava presente em cada um deles e lidavam à sua maneira. Leona foi a primeira a se retirar e ir dormir, após concordar com a proposta de Violet junto ao soldado Shen e extravasar um pouco com alguns exercícios num ritmo bem agitado. O lutador, por outro lado, logo se pôs a dormir para tentar acalmar os ânimos após um longo e merecido banho, tentando limpar aquele incômodo que sentia, embora isso não fosse possível. É um escape comum a toda pessoa achar que a água do chuveiro misticamente vai limpar as impurezas sentimentais… Doce ilusão. Alex ainda demorava mais algum tempo devido a sua conversa, mas logo ouvia tudo que Lars tinha a dizer, levando-o até a enfermaria e soltando uma frase de despedida que o rapaz entendia muito bem o recado. -Então… Ela ainda está viva? Rá… Uma lágrima se formava no canto do olho do rapaz. Alex não havia dito o estado da sargento, mas como deixou nas entrelinhas que era para o rapaz “cuidar de sua familia” o homem entendeu que ela ainda estava viva, ali mesmo na enfermaria e ele deveria cuidar dele a qualquer custo. -Nem precisava dizer… Nem que me custe a vida. Respondia ele. Assim que era colocado sobre uma maca, um enfermeiro se aproximava e começava a cuidar do rapaz, levando-o a enfermaria. Alex chegava o mais próximo que conseguia de onde a sargento estava, visto que a própria equipe médica do local o impedia de se aproximar demais, tudo que via era a sala onde ela estava sendo tratada e proferiu suas frases soltas ao vento, na esperança de que de alguma forma elas alcançassem a sargento.

Por trás dele, contudo, uma mão vinha em seu ombro. -Eu queria poder dizer para não se preocupar, mas creio que isso será impossível. Soldado Joseph, eu assumo? Sou a Capitã Linda. Se apresentava a marinheira, retirando uma máscara e luvas que trajava. -Conseguimos estabilizar a sargento, mas ela ainda precisará passar por alguns procedimentos, inclusive algumas cirurgias. Ela está… em coma induzido no momento, foi a única maneira de a manter viva. A mulher falava com um pesar palpável. -A boa notícia é que conseguimos mantê-la viva, a má notícia é que não da para saber até quando… Enfim, só quis te passar o quadro geral, após ouvir suas declarações para sua superior, é bem compreensível a comoção geral que está por aqui. A agente Violet estava te procurando, pode procurá-la pela manhã. Por hora… Apenas descanse, soldado. Amanhã é um longo dia. Com um sorriso meio sem jeito, se despedia a capitã, voltando à sala onde a sargento estava.

Leona acordava de madrugada, buscando interrogar ela mesma o homem encontrado próximo ao local da explosão. Imaginou que ele havia sido levado até a prisão do QG e estaria certa, caso tivesse vindo algumas horas mais cedo. Alex já havia levado o homem até a enfermaria para ser tratado, então tudo que a escudista encontrava eram celas vazias e, mesmo as que tinham algum detento, não era quem ela queria. Dando com os burros n’água, ela voltava pelo mesmo caminho que vinha, ouvindo uma comoção vinda da ala da enfermaria. Indo checar, lá estava o tal homem que havia ido procurar. Estranhamente, o homem estava livre e tentava entrar numa sala, sendo impedido por alguns enfermeiros e soldados. -Mas ela é minha irmã! Eu quero estar na sala com ela! Dizia ele, tentando passar as pessoas. -Senhor, eu entendo, mas no momento apenas os médicos responsáveis estão autorizados a entrar na sala da Sargento Astrid… Respondia um dos enfermeiros. Devido a comoção, o homem acabava sendo “gentilmente” encaminhado para fora da enfermaria, onde caía, literalmente, ao pés da ruiva após ser arremessado. O homem identificava a ruiva e sabia o que estava por vir, logo, se adiantou e sugeriu ele mesmo que fossem até um local mais isolado, voltando a cela de antes. -Olha, eu já contei tudo para o outro cara… Mas não estou em posição de escolha aqui, né? Respondia o homem, suspirando. -A Astrid é minha irmã. Resumindo bem, eu sou… Ou era, pelo menos, parte do exército revolucionário. A organização negociava com uma figura promissora do submundo devido a seus preços baixos, até que essa tal figura nos traiu e me raptou, usando o meu sequestro como munição para chantagear a sargento em troca de “favores”. Deixar um documento passar aqui, fingir que não viu algo ali… Nada que realmente prejudicasse alguém, ou pelo menos assim eu preferi acreditar e acredito que a Astrid também… Cabisbaixo, voltava a falar. -Como forma de “estrear” na pirataria e sair do anonimato do submundo, o tal contato que tínhamos queria me usar de isca e ferir o grupo da Astrid… Vocês. Mas, isso é apenas achismo mesmo, a minha irmã já tinha tido o suficiente. Quando o homem pediu por uma “troca” onde alguém do grupo dela deveria ficar no meu lugar no cativeiro, ela mesma se ofereceu para ficar. Certamente começar sua carreira infâme explodindo uma sargento é um marco e tanto para um desgraçado como aquele. Cerrou os punhos, praticamente rangendo os dentes. -Enfim… O resto da história você já sabe. A única parte que aconteceu antes de vocês chegarem foi a Astrid dar seu contra ataque contra o bastardo, arremessando um dos explosivos e arrancando seu braço esquerdo no processo. Com o que lhe restava de força, ela… Me arremessou para fora. Mesmo no possível último momento de sua vida, ela preferiu se sacrificar para manter o patético irmão vivo… Ah, Astrid… Deveria ter apenas me abandonado… A última parte de sua fala saía num tom bem baixo, quase inaudível.

-Eu estava naquele cativeiro por alguns meses, ouvia vozes diferentes além da do Ribamar, o tal contato do submundo com o qual negociamos. Pelo que pude discernir… Tinha mais duas pessoas além dele que visitavam o casebre com frequência. Isso é tudo que sei. Comentava o homem, virando o rosto para o outro lado com certa vergonha.

Assim que terminava sua fala, alguém se aproximava vindo da parte mais escura do local, visto que ainda era madrugada. -Huh. Então foi isso que aconteceu? Leona, dificuldades para dormir? Também não consegui. E você… Por algum momento você parou para pensar no que causou a Astrid durante todos esses anos? Da vergonha que ela sentiu por ter seu irmão, sua única familiar restante, unindo-se a criminosos que ela jurou prender? Desgosto. Isso é tudo que ela sentiu. Não me venha se fazer de coitado, você sabia muito bem onde estava se metendo no momento que se uniu a esses desgraçados. Aproximava-se então a agente, surpreendentemente, estava com uma aparência bem calma, embora algo parecesse diferente nele, Leona não saberia dizer o que. -A única razão para você sair vivo daqui é em respeito a Astrid, e somente por isso. Astrid nunca andaria fora da lei, não fosse pelo irmão criminoso patético que a forçou a isso… Se dependesse de mim, um cativeiro pareceria férias para o que faria contigo, mas a diretora Drum pediu pessoalmente para que o revolucionário capturado fosse levado até a ela. Mas ela nunca disse que você precisava chegar lá inteiro… Quase como se um disparo saísse de sua mão, a perna do homem tinha um novo furo. Dentre gemidos e urros, Violet mantinha seu tom calmo rotineiro, voltando a falar. -Que isso sirva como um lembrete para toda vez que olhar para a cicatriz você recordar que sua patética existência foi o motivo pelo qual sua irmã se encontra como está agora, verme. Com um golpe na nuca, o homem apagava, enquanto Violet o pegava no ombro. -Quando amanhecer, venha a minha sala junto aos outros. Passe no banco antes para retirar o valor devido por seus serviços prestados a marinha, também deixei seu novo uniforme por lá. Comentou a agente, carregando o homem para fora da cela até ser interrompida por Linda, que abordava o grupo.

-...Não vou perguntar o que esse homem ainda está fazendo no meu QG, mas que seja a última vez que eu o vejo, entendido? Bom. O estado da sargento Astrid estabilizou, ela ainda precisará passar por uma série de procedimentos com alto risco e no momento está em coma induzido, única forma possível de ainda a manter viva. Eu queria dar esperanças a vocês… Mas sinto que é melhor ser realista. Não sei quanto tempo ela ainda tem, impossível dizer. Sobre o plano da soldado… Digo, agente agora, não é? Sobre o plano da agente Leona Zenith, eu reuni os marinheiros que estavam na última missão de escolta, eles irão para o porto assim que amanhecer. Eu pessoalmente cuidarei das coisas aqui no quartel, então não precisam mais se preocupar com as informações de vocês sendo vazadas ou algo do tipo, acreditem.

Mesmo tão sugestiva normalmente, Violet demonstrava naquele momento um sorriso de satisfação, talvez pela noticia de que Astrid ainda estava viva, ou pela limpeza da corrupção no local, de qualquer forma, um sorriso se formava em seu rosto. -Pelos seus serviços, soldado… Ficam meus agradecimentos. Espero que tenha uma carreira brilhante no governo. Quanto a você, agente “Violet”... Por favor, mantenha seus assuntos fora do meu QG, tudo bem? Apesar da frase ser bem educada, pelas palavras da mulher tanto Violet quanto Leona podiam sentir que era melhor não contrariar o “pedido”. De fato, uma capitã era assustadora, até quando não queria.

Um novo dia logo chegava, com os raios de luz invadindo o dormitório onde o grupo repousava. Leona já havia saído de madrugada, Shen então era o primeiro a levantar no quarto, visto que Alex ainda curtia alguns dos efeitos da garrafa de rum que havia finalizado sozinho na noite anterior, tendo mais dificuldade para levantar. O lutador então seguia até o refeitório, tomando seu café da manhã. Enquanto saboreava uma incrivelmente simples torrada com ovos e uma caneca de leite, Violet o abordava. -Soldado… Terminei o processo de transferência, agora você é oficialmente um agente do governo mundial. Gostaria de poder te parabenizar… Mas não me parece certo no momento, então fica para depois. Passe no banco para recolher o devido valor por seus serviços prestados à marinha. Também deixei seu novo uniforme por lá. Quando resolveu tudo, venha a minha sala, passarei a primeira missão do grupo. Comentou a mulher, indo até o refeitório pegar algo para comer também e saindo. Shen então seguia até o banco, onde recebia o devido valor por seus serviços prestados, além do uniforme do governo mundial. -A agente pediu para que entregasse o uniforme no arsenal quando trocar de vestimentas. Tenha um bom dia, senhor. Respondeu a mulher, sorrindo, após entregar a quantia de B$3.000.000,00 referentes as duas missões que havia prestado à marinha, além do uniforme do governo mundial. Leona chegava não muito tempo depois, recebendo o mesmo valor, além de seu uniforme. Juntos, ambos voltavam ao QG para irem até a sala de Violet. Enquanto isso, momentos antes ainda no QG, Violet ia até o quarto acordar Alex, que era o único ainda dormindo dentre o trio de novos agentes. -Alex! Pegue seu terno e venha até minha sala, preciso conversar com todos vocês em no máximo 40min. Chegou a hora de você se unir ao governo. Diferente das outras interações da dupla, a agente falava num tom bem mais sério e autoritário, deixando de lado o jeito festivo no qual normalmente falava com o rapaz. -E bom dia, agente. Terminava ela, dando um breve sorriso antes de sair do local.

Caso todos optassem por ir até a sala após seus devidos rituais matinais, Violet prosseguiria. -Bom… Bem vindos ao governo mundial. Já disse a Leona, mas acho que parabéns não cabe no momento, então pularemos essa parte. Em alguns minutos, o grupo responsável pela escolta de Fred estará de volta ao local para fazer uma nova escolta, então o plano prosseguirá. Com uma expressão bem mais séria, a mulher se aproximou do trio. -Sinto que boa parte desses problemas foram ocasionados por omissão, então tentarei ser menos omissa possível com vocês, agora que são oficialmente agentes. Primeiramente, a razão pela qual eu retornei ao local foi porque quando eu cheguei na sala da baix-Da sargento Astrid, encontrei um papel marcando o encontro para efetuar uma troca de prisioneiros. Ah, sim… Talvez algum de vocês ainda não saibam, então deixe-me ir do inicio. Nos próximos instantes, a mulher explicou toda a história contado anteriormente por Lars, além de adicionar alguns detalhes. -[...] Dito isto, não pedirei para que revelem segredos, caso os tenham. Apenas peço para que daqui em diante, não sejamos tão omissos quanto as informações que temos. Então, se alguém tiver mais algo a compartilhar, a hora é agora. A mulher desviava o olhar para “Joseph” por alguns instantes, logo desviando o olhar novamente. Após ouvir caso alguém tivesse compartilhado algo, prosseguiria. -Bom, alguém ainda precisa passar as notícias para o cabo Silva… *Sigh*. Ta ai uma tarefa que eu preferia evitar. Vou na frente para cuidar disso. Vocês ainda tem algum tempo antes do grupo de escolta chegar, caso tenham algo para resolver. Terminado sua fala, a mulher encaminhava-se então em direção ao porto, suspirando durante todo o momento imaginando a cena que seria contar para o cabo os acontecimentos recentes.
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Enquanto observava a agitação e comoção que cercavam a sargento Astrid, sua raiva aos poucos era encoberta por um sentimento de insignificância. Sua reflexão, no entanto, logo era interrompida por uma mão que não era completamente estranha. A capitã linda se aproximou e se apresentou, explicando a atual situação da sargento Astrid. Em resposta, Alex apenas a encarou sobre o ombro com o olhar sério que seguia estampado pelo resto do dia. Assim que voltou a realidade e notou o quão rude aquilo poderia parecer, ele balançou a cabeça em resposta. - Compreendo… - Ele soltou, se retirando, como havia lhe sido indicado.

Daquela cena, Alex observou as estrelas por um tempinho e voltou para o alojamento, onde acabou com a garrafa de rum, a única coisa que podia ser feita para afastar aquele sentimento de culpa. Com o álcool correndo em seu corpo e sendo absorvido, aos poucos veio um sono que o abraçou e o afastou de toda aquela preocupação, finalizando assim mais um dia extremamente agitado e ocupado.

A escuridão de suas veredas fechadas logo eram tomadas por um cenário familiar: O seu quarto que ele dividia com seus dois irmãos pequenos. Um temporal atingia naquele momento e a notícia da morte de seu pai havia acabado de chegar, junto de seus executores. A reação do jovem Alexander era de pura fúria descontrolada. Apesar de extremamente confiante, ele não tinha um terço das habilidades em combate que possui hoje em dia. Antes que pudesse notar, em meio a comoção, ele era agarrado por Abigail e arrastado até um porto secreto, onde havia um barco que o casal Blackwood havia preparado, para caso houvesse uma emergência. O barco era um bote consideravelmente pequeno e com suprimentos para apenas uns três dias de viagem. Garnet não possuía o conhecimento para navegar pela Grand line, mas tinha preparado instruções, junto de seu marido e alguns de seus amigos, para ter uma rota segura até uma ilha próxima, só que com a tempestade e a maré agitada, os documentos acabaram se encharcando e sendo danificados.

Os três dias de suprimento que haviam naquele bote foram racionados para durar sete, e a partir desse ponto, Laura e Christofer utilizaram técnicas de sobrevivência em alto mar. Depois de quinze dias sobrevivendo com uma vara de pesca improvisada e água da chuva, eles finalmente encontraram um outro barco, que os levou até a ilha que buscavam.Apesar disso tudo, durante todo aquele tempo, Alexander superou o medo, a sua fúria e tristeza, tentando ser um bom exemplo para os irmãos mais novos, e foi a partir daquele momento que ele passou a cultivar seu auto controle.

De volta aos dias de hoje, Alex voltava para sua realidade no Quartel General de Shells, mas com uma sensação desagradavel em sua garganta, como se algo estivesse entalado em sua goela, e uma leve dor de cabeça. Como se não bastasse o pesadelo que havia acabado de presenciar, sua amada entrava no alojamento aos berros. - Por favor… Não grite o meu nome para o QG inteiro ouvir… Na verdade… Não grite no geral… Eu acho que tô de ressaca. - Ele a respondeu, se sentando na beirada de sua beliche.

Agora era a hora de Alexander começar sua manhã, e mais uma vez, o seu ritual matinal deveria ser feito. Sem muitas delongas, ele faria a sua clássica caminhada até o banheiro e lá ele limparia sua alma, mais uma vez. Dali, ele passaria o terno que havia ganhado com ferro quente e “pegaria emprestado” um perfume de algum outro soldado desleixado ou desavisado. A partir dali, ele estaria pronto para o trabalho.Arrumado, ele iria até a cantina para pegar algo para mastigar enquanto voltasse a trabalhar no caso. De lá, ele partiria de encontro a Violet. Lá, ele aguardaria para ouvir o que quer que seja que ela tinha a dizer, comendo seja lá o que havia pego na cantina.

Ele ouviu o discurso que Violet deu, até que ela o chamou a atenção com uma sentença bastante específica e uma olhada meio incriminadora. Em reação, ele olhou para trás e à sua volta, com uma expressão confusa. Era claro o que ela queria dizer, mas Alex preferia manter seu ato, tanto por costume quanto pelas vantagens que aquilo poderia trazer.

Antes de voltar para o porto, ele se levantaria e encararia a dupla que fazia parte de seu antigo esquadrão. - Sei que vocês não vão muito com a minha cara, mas espero que possamos trabalhar bem em equipe, etc etc etc bla bla bla. Somos todos adultos aqui, então espero que possamos deixar de lado todo aquele sentimentalismo e conviver em harmonia. Se não… Uhhh… Será um prazer trabalhar com vocês? - Ele coçaria o queixo, se perguntando como aquilo lhe afetaria diretamente, já que ele estava acostumado com esse tipo de tratamento dentro de sua própria família. - Bom, eu vejo vocês logo logo.

Como sempre, ele partiria em busca da princesinha Sadi. Apesar de ainda ter muitas perguntas sobre toda essa situação de transferência, ele sentia que deveria contar-lá as boas novas. Se a garota estivesse distraída ou concentrada em outra coisa, ele faria questão de tentar assustá-la. - Senhorita Sadi! Venho informá-la que deixei meu cargo de serviçal plebeu e imprestável para me tornar um exímio mordomo de alta classe… Mas ainda plebeu. - Ele diria com todo os floreios e trejeitos da nobreza que ele estava acostumado a usar perto dela. - Foi mal por ter sumido e te deixado de lado. Eu não soube processar muito bem aquilo tudo e por isso eu meio que deixei a situação subir à cabeça. Por isso! Como desculpas! Eu…. Não faço ideia do que fazer… Mas aceito sugestões. - Ele diria, se mostrando aberto a qualquer pedido que a garota tivesse, se ela não aceitasse, ele diria: - Está perdendo uma boa oportunidade, senhorita. No geral, eu não faço esse tipo de coisa, mas por você ser tão nobre e arrojada, eu decidi fazer essa concessão. - Se por acaso ela ainda se negasse, ou não tivesse algo em mente, ele apenas diria: - Bem, podemos voltar nisso em outra hora. Do contrário, ele tentaria atender o seu pedido de imediato, da melhor forma o possível.

No fim, ele diria: - Bom, o meu grupo pretende seguir com o plano de ontem. Se quiser mostrar o caminho, eu ficaria honrado em lhe seguir. - Estendendo o braço como quem indica a direção. Dali, eles partiriam para a casa do tal do Fred, e de lá, ele ficaria disposto para atender qualquer pedido que lhe fosse feito. Não tinha muita certeza do seu trabalho como agente do governo, mas ainda rezava para não ter que lidar com o trabalho braçal

I ♥ Refrigerators

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Civil

ACT 26


I - The Fellas Project





Eu estava a um longo caminho de casa, era a primeira coisa que havia pensado ao acordar ainda um pouco letárgico no fatídico dia em que iria virar agente. Comi um pouco, antes de ser abordado por Violet, me indicando onde coletaria não só o dinheiro mas também o uniforme referente ao governo mundial. Não vou mentir se disser que eu estava necessariamente interessado assim, mas era a forma de continuar me movendo. - Sim senhora, agente Violet. - Eu informava sem necessariamente olhar ela nos olhos. Assim que ela saísse então me levantaria e iria em direção ao banco.

Tendo o dinheiro coletado, juntamente do terno iria de volta em direção ao qg até um lugar onde pudesse me trocar. Tendo me trocado eu olharia minhas mãos enquanto vestido com o uniforme. - A um longo caminho de casa, huh? - Suspirava após falar comigo mesmo - Vamos lá, temos que quebrar alguns ovos pra ter uma omelete. - Eu por fim arrumava a gravata, removia dois brincos, um de cada lado, deixando apenas o brinco da orelha esquerda que possuía o sino atado.

Após me arrumar iria diretamente para a sala da Agente Violet, onde então tínhamos todos uma descrição da situação. Me permaneceria calado inclusive durante a pergunta dela. Joseph então falava conosco, um jeito despreocupado e ao meu ver nem tão real assim de se apresentar e desejar um bom trabalho em equipe ao grupo, eu teria respondido normalmente se hoje fosse um dia normal, mas eu ainda não estava bem - Problema? Não, eu teria que conhecer alguém para ter qualquer problema, eu só não confio em você. Nos vemos lá. - Eu saía sem mais nem menos em direção ao ponto de encontro.

E mais uma coisa se empilhava na minha mente; entre o dia da patrulha, o desvio de seu sonho, o fato de ter que engolir sapos para tentar fazer o bem, a sargento em especial o ódio de quem havia feito aquilo com a sargento e por cima de tudo isso agora tinha toda essa mudança estava me deixando cada vez com menos paciência, menos jogo de cintura e mais raiva. Ao chegar no local, estaria pronto para receber quaisquer instruções que fossem lhes dada, eu iria preferir ficar na minha, sem causar bagunça, alarde, ficar quieto e tentar processar em paz ao menos um pouco de tudo até que precisassem de mim novamente.

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Objetivos:






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Leona
Marinheiro




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





O dia começava cedo, comigo partindo em passos largos em direção a prisão do QG onde, para meu desagrado, acabava não encontrando a testemunha do ocorrido no casebre. Com punhos serrados e um gosto amargo na boca, era obrigada a partir do local.  No caminho de volta, podia ouvir uma discussão na enfermaria, para a qual não prestaria muita atenção até que as palavras "Sargento Astrid" fossem proclamadas por um dos lados. Ao associar a palavra irmã, com o nome da sargento, deduzi inicialmente que pudesse ser algum familiar desconhecido que tivesse vindo até o local, preocupado com a situação. Infelizmente, os próximos segundos me provariam o contrário, tendo o homem que estava no local da explosão sido arremessado pra fora da enfermaria, sem algemas e correntes, livre. Por um momento, minha mão instintivamente se movia até a lança, se o homem permanecesse solto por mais alguns segundos, seria obrigada a mandá-lo de volta para o local de onde acabava de ser retirado, provavelmente um pouco pior do que havia entrado. O homem, porém, sugeria irmos até a área das celas novamente, e com olhos fixados e vazios fitando-o a cada instante, o acompanharia. Ao chegar, o homem começava seu discurso explicando o que se passou no casebre, e como Astrid estava presa nas garras de Ribamar devido as decisões dele.


— Então você é envolvido com o exército revolucionário, o motivo do estado atual da Sargento Astrid, e um criminoso confesso... E estava no corredor, sem algemas, e livre? — Era incapaz de compreender a magnitude da incompetência de quem quer fosse que permitia que aquele homem estivesse em um estado que não fosse acorrentado em uma cela, podia sentir o braço esquerdo tremendo e uma sede de sangue vazando, transbordando. Aquele era, porém, o homem por qual Astrid  havia sacrificado sua vida, conseguia manter o ódio descontrolado internamente e aquele sentimento era bruscamente alterado por uma apatia exacerbada. — Acredito que seja esperto o suficiente para saber que você não vai sair dessa cela após essas revelações. Você possuí informações valiosas sobre o submundo e os revolucionários então, ao menos por hora, você não será executado. Não desperdice a chance que a Astrid te deu, mantenha seus olhos fechados durante o interrogatório pelo qual você irá passar, só abra se solicitado. Não esconda absolutamente nenhum fio de informação dos interrogadores, eles vão saber se o fizer. Se você for cooperativo e útil o suficiente para o Governo, existe uma pequena esperança que que você consiga sair dessa vivo. Não que eu fique feliz com isso, sinceramente, eu a mataria eu mesma ao fim do interrogatório, se a Astrid não tivesse se sacrificado por você. Talvez por amor ou pela esperança de que você ainda possa ser uma pessoa decente. Quem sabe? Você, obviamente, ficará preso, mas não irei te fazer nenhum mal. — Permanecia em silêncio enquanto Violet, enfim, revelava sua presença. Por algum motivo, já esperava que ela estivesse por ali. Talvez estivesse me acostumando com suas súbitas entradas e saídas do plano da existência. — Mas ela provavelmente vai.

Iria para o canto da sala e posicionaria minhas costas contra a parede, de braços cruzados, assistindo enquanto Violet descarregava um pouco de suas emoções no homem. Refletia sobre as informações descobertas e o fato de Astrid estar colaborando com o inimigo devido as circunstâncias. Como a colaboração era mínima e, em grande parte, em fatores jurídicos, a possibilidade dela ter revelado o plano era ínfima, afinal, talvez fosse a maior chance de libertar o irmão ao expor a base do Vasco de uma vez por todas. Mas ainda sim, algo parecia estranho. Ribamar, que tem se mostrado extremamente astuto, iria se expor em um calabouço cheio de bombas contra uma emocionalmente instável Astrid? A glória de ter explodido uma Sargento não seria, em grande parte, ofuscada pela perda dos próprios membros que acabou sofrendo? Ele realmente apenas subestimou a Sargento tanto assim? Isso é extremamente atípico, a menos que ele... E minha atenção era tomada por Astrid, que utilizava algo que me parecia familiar, para perfurar a perna do prisioneiro. Aquele era provavelmente o ato concretizado da técnica que a mesma havia demonstrado quando foi atacada por Silva. Um poder realmente assustador.

O homem era nocauteado logo em seguida e Violet se preparava para carregá-lo para fora, me passando mais algumas informações antes de fazê-lo.

— Certo, irei concretizar tudo que ainda preciso fazer por aqui e a encontrarei durante a manhã. — Prestes a me despedir da Agente, acabávamos ambas sendo abordadas pela Capitã Linda, para a qual imediatamente batia uma continência, que trazia informações sobre Astrid que faziam com que, novamente, meu humor fosse bruscamente alterado, e esboçava um contagiante sorriso no rosto pela dose de alívio que me havia sido entregue. — Entendo, a Sargento estar viva em si já é um milagre, o primeiro dos que teremos que operar pra que ela se recupere por completo. Isso não seria possível sem você, Capitã. Meus mais sinceros agradecimentos. — Me curvaria, em reverência, erguendo o corpo após alguns segundos e prosseguindo. — Agora é questão de descobrirmos o que poderia ajudá-la. E ótimo, com a escolta em posição, poderemos dar sequência ao plano, novamente, obrigada, Capitã. — A conversa era encerrada com um pedido de Linda para Violet que, devido a presença extremamente densa da Capitã, acabava soando com uma ordem. Aquela era a presença de alguém forte. Aquela era a presença que eu preciso, um dia, portar.

Em seguida, partiria em direção ao banco, onde sacaria o salário das poucas missões que realizei pela Marinha. Alguns meses atrás, não havia imaginado que minha carreira nela seria tão curta. Me pergunto o que Caligo sentiria se soubesse. A Dinastia Zenith na Marinha estava, de fato, morta. E a morte de meu pai poderia, um dia, se tornar minha missão. Partia em direção ao Arsenal, onde retirava o uniforme do Governo Mundial, indo até o vestiário e retirando, quase que cerimonialmente, meu uniforme da Marinha e vestindo por fim o discreto e sofisticado terno. O Guardaria em meu bolso o laço azul da Marinha, e sairia do local. Partiria em direção a loja de armas mais próxima, onde rapidamente compraria uma arma formidável para me auxiliar na operação, uma espada longa, da melhor qualidade que encontrasse, pagaria diretamente com o dinheiro sacado. Seguiria então para o QG onde iria até a sala onde fazia as reuniões com Astrid e procuraria por sua bolinha ante estresse, guardando-a no meu bolso caso a encontrasse. Iria ao encontro de Violet logo em seguida.

Chegando na sala, o clima pesado no local era perceptível. Violet parecia tentar criar uma janela para que nos abríssemos mais um com o outro, e o foco do seu olhar para Joseph parecia indicar que ele talvez fosse o maior foco daquele seu discurso. O homem, porém, não parecia estar disposto para tal naquele momento, e tentava apenar demonstrar simpatia, o que não era era muito bem recebido por Shen que era, possivelmente, o membro do grupo mais psicologicamente abalado no momento.

— Bom, apesar de tudo que passamos, ainda somos estranhos uns aos outros, é natural que ajam informações que, por hora, manteremos guardadas. Não sendo relevante para a operação, não tenho nenhum problema com isso. Acrescentando as informações já possuídas, acredito que possamos ter uma oportunidade extra nessa operação. Se tudo que o suposto irmão da Astrid disse é verdade, o homem que colocou Astrid no local da explosão está ferido no momento, tendo perdido um de seus braços. Ele também afirmou que escutava duas outras vozes se comunicando com o homem enquanto ele estava preso. Ainda não temos uma garantia de que era o próprio Ribamar quem estava no local, porém, é alguém de força equivalente ou superior à Sargento. Se assumimos que o Ribamar é o cabeça da operação, ele ou algum de seus mais confiáveis homens é quem estava realizando a negociação no local. Dito isso, a armadilha para Astrid era, supostamente, sua maneira de "estrear" como pirata em um grande ato. Mas se esse fosse o objetivo, se colocar em uma posição onde a sargento poderia revidar e causar sérios danos parece contra intuitivo. O brilho de ter explodido uma Sargento da Marinha seria ofuscado caso o autor do ato perdesse um membro ao fazê-lo. Também traçamos um perfil de um "showman", que gosta de mostrar e ostentar sua suposta superioridade, é provavelmente alguém infantil e que odeia perder, e não somos tão diferentes nesse último quesito. O que seria ainda mais impressionante que simplesmente explodir uma Sargento? Sair de lá sem quaisquer danos. Recuperar um membro perdido. Essencialmente, operar um milagre. Por isso, acredito que exista a possibilidade de que o agente causador tenha algo, ou alguém, capaz de recuperá-lo de alguma forma, provavelmente isso exigiria tempo. — Faria uma pausa enquanto olhava para o bolso com o laço guardado. — Isso significa que, se minha teoria estiver correta e formos rápidos o suficiente, poderemos usurpar essa possível ferramenta, seja pessoa ou objeto, e utilizá-la para salvar a Sargento. Ainda sim, é apenas uma teoria, não há garantia de que algo assim exista, mas caso encontremos mais indícios de que sim, devermos agir de imediato. Estou ciente das nossas diferenças filosóficas e da falta de sinergia da equipe como um todo, mas devemos ser precisos e eficientes hoje. Conto com os senhores e podem contar comigo.

Após o pequeno discurso com as informações que havia processado durante o dia, retornaria minha atenção para Violet, que parecia estar preocupada com a reação do Cabo Silva às desagradáveis notícias. Iria em sua direção e colocaria a mão em seu ombro, olhando para ela fixamente.

— Gostaria de falar com ele eu mesma. Eu pedi para o Cabo escoltar o Sr. Fred e a carga. Apesar de acreditar ter sido a decisão correta, ainda foi o que impossibilitou que ele soubesse da situação antes... Ele precisa ouvir isso de mim. Também gostaria de pedir que, não importa o que aconteça, não interfira.

A acompanharia então em direção a casa do Sr. Fred. Chegando lá, por fim, ao fitar Silva, olharia para Violet com um olhar ameno, acenaria com a cabeça e iria até o homem.

— Olá, Cabo, me desculpe a demora pra retornar, mas a situação era extremamente mais complexa do que imaginávamos. — Suspiraria, por um instante, e então o olharia nos olhos e assim permaneceria durante todo o discurso. — Assim que saímos daqui, evacuamos as pessoas pra fora do local da explosão. Notamos um casebre prestes a desabar e um homem desacordado na frente dele. O Soldado Shen e eu rapidamente entramos no local e lá encontramos um Marinheiro extremamente ferido. Com a ajuda de Violet, conseguimos retirá-lo de lá. Com a ajuda de Shen, os primeiros socorros foram efetuados quase que imediatamente, com isso, ganhamos tempo para levar o marinheiro até o QG o mais rápido possível, fazendo com que fosse tratado pela Capitã Linda. O Marinheiro, agora, se encontra em estado grave no QG, estável por hora, mas não se sabe quando ou se ele irá acordar, o que provavelmente não irá acontecer se não fizermos alguma coisa... O Marinheiro, Silva, é a Astrid.

Permaneceria olhando para o homem, esperando sua reação, apesar de tomar o cuidado para deixar o nome que o deixaria instável para o final, ele provavelmente precisaria de algum tempo para processar mais informações. Se o homem, surpreendentemente, se mantivesse parado, continuaria minha fala. Caso ele estivesse prestes a disparar em direção ao QG, entraria em sua frente. Se, em seu descontrole, ele acabasse por agir violentamente, rapidamente sacaria meu escudo e passaria a, um a um, tentar defender seus golpes, sentindo o peso de seus punhos e sentimentos chocando-se contra o escudo, manteria o escudo em movimento o mais rápido possível, aparando os golpes enquanto mantinha as pernas firmes no chão, para que o homem descarregasse seus sentimentos, aquela era provavelmente a melhor maneira de fazê-lo. No descontrole, caso encontrasse uma oportunidade, após um tempo, utilizaria o escudo para, ao receber o impacto, desviar o braço do homem para a lateral, em um movimento brusco, em seguida, pegando, caso tivesse encontrado, a bolinha de Astrid, e colocando-a contra o seu peito.

— Ela estava apertando essa bolinha fixamente na última vez que a vi, estava claramente nervosa. Eu achei que fosse apenas por ansiedade para a missão, mas não era. —Diria, ofegante, enquanto segurava a bolinha contra o peito do cabo. — A Astrid tinha um irmão, ele estava envolvido com revolucionários, o idiota conseguiu ser capturado pelo Vasco e estava sendo usado para chantageá-la. Foi assim que o Ribamar conseguiu passar por baixo do radar. Ontem, eles haviam marcado um ponto de encontro, naquele casebre. Eles pediram um de nós como moeda de troca pelo irmão dela, mas você a conhece, ela nunca aceitaria algo assim. Ela se ofereceu no lugar. Ele levou ela até um porão onde tinham vários explosivos preparados pra explodi-la, mas ela mesma acabou pegando uma das bombas e jogando na direção do desgraçado. Ela poderia ter fugido, mas, com o tempo que tinha, resolveu salvar o idiota do seu irmão no lugar, esse é o tipo de pessoa que ela, no fundo, é, ela ajuda as pessoas as protege, as vezes até sem que elas percebam. A supostamente fria e calculista agente que você quase socou por desrespeitar a Sargento pulou naquele porão, onde provavelmente ainda haviam alguns explosivos que poderiam deixar seu corpo em pedaços, para tirá-la de lá. Ela estava chorando e dizendo que queria que ela vivesse, crescesse, alcançasse seus objetivos. Surpreendentemente, ela parece amar a Sargento tanto quanto você, talvez até mais. — Minhas mãos tremiam por um momento, talvez, pela primeira vez, estivesse prestes a ceder a tristeza com o que havia acontecido, mas, com os dentes cerrados, voltava a encarar Silva nos olhos. — Eu não irei derramar uma única lágrima, porque não há a mínima chance desses sujos desgraçados matarem a Astrid, não vai ser assim que alguém como ela morre. Eu entrei no Governo Mundial para que não fosse tirada do caso, os dois ali fizeram o mesmo. O desgraçado que fez isso com ela supostamente perdeu um braço, eu acredito que existe a chance de ele esperar que alguém o restaure pra ele. Eu sei que você quer vê-la agora, mas o melhor que podemos fazer pela Astrid, é seguir com o plano, encontrar esses desgraçados, destruir cada um deles e, se realmente possuírem algo capaz de curar o maldito, iremos roubá-lo e usá-lo pra curar a Sargento. A escolta já está prestes a vir, iremos precisar da sua força na operação. — Buscaria no bolso o laço azul da Marinha, e o amarraria no pescoço.  — Eu não pude protegê-la. Eu senti que algo aconteceria, mas era fraca demais pra fazer algo. Mas a Astrid não vai pagar pela minha fraqueza, nós iremos salvá-la e ouvir seu sermão ininterrupto por termos nos arriscado pra isso, seguido do treino dela pra superar a Violet de uma vez por todas. — Estenderia minha mão para o homem. — Me ajude a fazer esse ser o futuro dela, em vez de morrer em uma maca pelas mãos de um idiota.

Caso não tivesse encontrado a bolinha, apenas adaptaria o discurso trocando as palavras "essa" por "uma bolinha" para tentar fazer o homem se estabilizar. Uma vez que que ele estivesse calmo, ou se simplesmente tivesse ignorado e partido em direção ao QG, entraria na residência, cumprimentando o Sr. Fred e a Sra. Clotilde, e virando para o grupo.

— Bom, recapitulando, sabemos que sacos de carvão tem sido desviados constantemente, possivelmente pelo bando que temos investigado. A mesma equipe que desviou os sacos da última vez foi designada para a escolta de hoje, nós não devemos nos revelar para eles, apenas precisamos deixar que façam o mesmo procedimento que antes, e isso deve levar os sacos adulterados para o armazém de seja lá quem for o solicitante do desvio. Pode levar um tempo para os sacos sejam colocados para uso, então devemos permanecer no porto sem chamar atenção até que, bom, comecem as explosões. Uma vez que elas comecem, teremos uma localização para trabalhar. Precisamos também de alguém que intercepte os sacos de carvão que, de fato, sejam entregues ao destino. A última coisa que precisamos agora é mais civis sendo bombardeados. Acredito que o Agente Joseph é o mais adequado para a tarefa, ele conseguiria se infiltrar no navio de destino e inventar uma desculpa para
interceptar os sacos sem chamar muita atenção. Isso poderia ser feito após a escolta se retirar, então nenhum conflito direto seria necessário. Derrubá-los no mar seria o ideal, mas pode optar por outros meios se for necessário. Idealmente, faça o mesmo com outros sacos comuns que estejam no local, para que não fique óbvio que apenas os entregues pelo Sr. Fred desapareceram. Uma vez que isso for resolvido, pode aguardar pelas explosões e nos encontrar diretamente no local. A organização e divisão de tarefas durante o assalto ao local irão ser diferentes de acordo com o tipo de lugar. Mas, de um modo geral, nosso objetivo é cercá-los dentro do local, adentrar e, por fim, combatê-los. Atentem-se a lugares que pareçam com quartos ou enfermarias, a salvação da Astrid pode estar em um desses lugares. Se encontrarem um Arsenal, derrotar os criminosos dentro e impedir a entrada de outros faria com que a maioria dos inimigos estivesse desarmado durante a operação.
— Suspiraria, em conclusão. — Essa é a base do plano, sintam-se livre para tirar dúvidas. Agente Violet, peço que faça as alterações e adições que desejar, como a combatente mais experiente do grupo.











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Pirata



Masterplan, part l



Para humanos, ser um indivíduo mutável é algo inato, por mais irônico que isso pareça. Ser uma constante metamorfose, no fim, é uma das poucas certezas que uma pessoa tem enquanto indivíduo. Shen passava por uma dessas mutações, sentindo em seu âmago o desprazer de ver alguém bem quisto ser ferido, despertava algo no rapaz que anteriormente ele apenas havia sentido em seus combates. Uma sensação de inquietação, de querer fazer algo e não poder, de torcer o mundo a sua vontade para que tudo volte aos conformes. Aos poucos, o jovem percebia que nem tudo na vida se resolvia com apenas força, foco e esforço, mas que essas características tão marcantes no rapaz desempenhavam um papel bem singular nessa caminhada. Talvez esse fosse apenas o primeiro passo daquele que viria a ser o tortuoso lutador que com sua força esmagadora faria suas vontades serem feitas. Sem muita firula, o rapaz respondia a interação do devasso marinheiro, agora agente, Joseph Kimbler. Cada um seguia seu rumo, mas apenas Alex ia para um trajeto diferente, indo atrás de sua “companheira”. Não demorava muito para encontrá-la, uma vez que ela estava no refeitório, comendo sozinha numa mesa de canto. Suspirava enquanto escorava a cabeça em uma das mãos sobre a mesa e enrolava um macarrão com o garfo num ritmo lento.

-Puta merda! Argh! Não da pra você avisar antes de me assustar assim, seu, seu, seeeeu-! Ugh!...

A garota tomava um susto devido a súbita aparição do rapaz Blackwood, mas logo se acalmava. -Mordomo…? Ah, então se uniu ao governo? Tsk. Sempre tinha um desses “mordomos” na mansão, são sempre tão… Calados. Me surpreende que você tenha escolhido se unir a eles, considerando o quanto fala. Respondia a garota, ouvindo o pedido de desculpas do rapaz logo em seguida. -Tu-tu-tudo bem, não precisa desse drama to-todo… Você pode m-m-m-me fazer companhia! Já vou considerar que sua dívida esteja paga. A moça já estava com as bochechas rosadas enquanto virava o rosto na direção oposta fazendo um biquinho enquanto cruzava os braços, mas logo corava mais ainda e voltava a falar, extendendo os braços a frente e levantou-se da cadeira num impulso, o que acabava derrubando o prato de macarronada que ali estava no chão. -Na-na-na-na-não vá ter ideias erradas! Eu quero dizer que pode ficar por perto, me fazendo companhia, não que quero você como minha companhia! Ah, minha comida… Só então percebia a bagunça que havia feito. Percebendo como havia chamado atenção, visto que alguns marinheiros próximos riam do desajuste da jovem, até mesmo a atendente que foi seduzida pelo galante soldado anteriormente ria da cena, parecendo sair diretamente de uma comédia romântica, acabava ficando ainda mais vermelha, se é que era possível, enquanto se encolhia na cadeira sentando-se novamente e escondendo o próprio rosto dentro da camisa como se fosse uma máscara. -Idiota! Isso é culpa sua… Comentou, num tom quase imperceptível. -Humpf! Eu disse que podia me fazer co-companhia, então pode me seguir enquanto vou para lá… Mas estou indo por vo-vontade própria! Não porque você sugeriu… Com seu biquinho enquanto cruzava os braços e erguia o queixo na direção oposta ao rapaz, seguiu em direção a saída, ouvindo um comentário da mulher que cuidava da cozinha do local. -Claro… Deixe a bagunça pra “tia da cozinha”, é o trabalho dela, afinal… Malditos marinheiros preguiçosos… Ao ouvir o comentário da mulher, Sadi voltava a corar novamente, apesar de não fazer nem menção de que voltaria para limpar a bagunça que ela mesma havia feito. Para a sorte de Alex, tão fascinado por manter-se limpo, nenhuma sujeira ia de encontro a ele, o que lhe poupava de tomar mais um de seus banhos. A dupla então saía para o porto, em direção a casa do Sr. Fred.

Antes do grupo todo se encontrar no local, voltemos um pouco no tempo. Leona aproveitava do momento que Violet criava para interação do grupo para compartilhar alguns de seus pensamentos, imaginando que alguém tão egocêntrico certamente teria um “plano B” ao enfrentar diretamente uma sargento da marinha e que seja lá o que fosse esse plano B, talvez fosse exatamente o necessário para tratar a sargento. Era uma boa aposta, apesar de ser um tiro no escuro, se tinha algo que a agente Zenith havia demonstrado até aqui é que de alguma forma suas suposições acabavam estando certas, ou pelo menos bem próximas da verdade. Havia comprado uma espada de qualidade formidável antes de unir-se aos outros na sala, que agora repousava em sua cintura, pela bargatela de B$1.200.000,00. Em seu bolso, por mais que fosse alguém racional e direta, acabou tomando o laço da marinha, como um simbolismo mais comum a pessoas sentimentais, bem diferente do comportamento normal da ruiva. Mas também, a situação como um todo não era normal e afetam todos de forma diferente, cada um sofrendo sua lenta metamorfose. Ironicamente, a pessoa comumente racional do grupo ia se tornando mais emotiva e a pessoa emotiva ia filtrando cada vez mais seu leque, tornando-se mais racional. Mas, como se a entidade responsável por tudo estivesse pessoalmente modelando aqueles seres, ao mesmo tempo de mudança, eles iam se complementando, cada um cobrindo o que faltava no outro. De fato, lentamente aquele grupo de agentes se movia para ser uma força motriz para a organização e Zenith caminhava a passos largos para ser a líder deste promissor grupo.

Após compartilhar sua visão, Violet pensava por alguns instantes, levando uma das mãos sobre o queixo. -A essa altura, não sei nem se vale a pena me assustar mais com suas capacidades, agente. Me parece uma boa opção, mas não vamos nos apegar tanto a ela até que tenhamos mais provas de que o desgraçado tinha algo na manga para caso algo desse errado por lá. De qualquer forma, eu pensei em assumir a tarefa simplesmente por ser a superior de vocês, mas sinceramente… Não estava nenhum pouco afim. Se sente que deve ser você quem deve falar com ele, vá em frente. Respondia ela ao pedido da ruiva sobre falar com Silva.

De volta ao tempo presente, enquanto o trio(Shen, Leona e Violet) chegavam até a casa de Fred e avistavam Silva na porta visivelmente aflito, Alex e Sadi ainda estavam pouco antes da metade do trajeto, movendo-se para o local. -Ah, finalmente! Por favor, me digam que vieram me substituir… Eu não aguento mais ficar parado aqui. Ah, sem ofensa, dona Clotilde, a comida da senhora é ótima… É só que… A mulher sorria, fazendo um sinal com a mão de “deixa pra lá”. -Está tudo bem, meu rapaz, eu to vendo o quanto está aflito esse tempo todo. E você parece apreciar mais minha comida do que esse velhaco aqui, então tudo bem. Fred apenas resmungava algo em um tom que ninguém escutava enquanto cruzava os braços. Por mais que o Cabo estivesse contente por ver o grupo, Leona logo cumprimentava de volta, desculpando-se pelo atraso. -Ah, tudo bem… Nem foi tanto tempo assim, eu acho…? Não sei bem dizer quanto tempo passou quando fico ansioso. E porque vocês todos tão parecendo com… Essa ai? E complexo como? Muitos civis feridos? Respondia o brutamontes ao cumprimento inicial, apontando para Violet, que apenas suspirava a leve ofensa do rapaz. Logo Leona prosseguia, relatando todo o ocorrido. Seu semblante ia mudando aos poucos de alívio para preocupação. Mesmo sem saber ainda quem era o tal marinheiro, sua preocupação era notável simplesmente por aquela pessoa fazer parte da Marinha, tamanho era o respeito do homem pela instituição que havia o acolhido. Contudo, no momento que a agente revelava o nome da marinheira ferida, o homem caía na gargalhada, uma resposta bem inesperada.

-GYAHAHAHAHA! Boa, boa! Vocês resolveram tirar uma com o veterano de vocês como um plano da agente ai para poder se vingar pelo que fiz né? GYAHAHAHA, boa rapaziada… Mas não brinquem assim com a Astrid, fiquei assustado por um momento até perceber a brincadeira…

O homem ia lentamente diminuindo a velocidade e volume com o qual falava, enquanto seu semblante voltava a um tom bem sério ao perceber que todos estavam completamente sérios, em silêncio. -Oy, oy! Já me pegaram, pode parar com o teatrinho agora, moçada! GYAHAHAH…HA…HA… Lentamente o homem começava a entender que aquilo não era uma brincadeira, pegadinha, nem nada do tipo. Todos os encontros com o Cabo haviam demonstrado que ele era um homem explosivo, que se baseia bem mais em ações do que palavras. Desta vez, com todas as emoções possíveis a flor da pele, não era diferente. Seu primeiro instinto foi partir dali em direção ao QG numa explosão surpreendentemente de velocidade. Por sorte, Leona já havia se preparado para tal situação, conhecendo o comportamento normal do homem e colocou-se a frente dele. -Sai. Era a única coisa que o homem dizia, tentando desviar da mulher, que continuava a bloquear seu caminho. Impaciante, com a razão completamente fora de cena, ele entrava naquele mesmo modo “besta” (figurativo) que havia demonstrando durante o treinamento contra a própria Leona e começava a tenta forçar a passagem com empurrões que mais pareciam golpes, até que lentamente esses empurrões tornavam-se socos num ritmo frenético. Apesar de estar completamente fora de si, algo dentro dele parecia ainda funcionar, pois todos os golpes iam no escudo que Leona colocava a frente de seu próprio corpo. Depois da enxurrada de socos, o escudo mais parecia uma latinha amassada, recebendo severos danos em sua durabilidade. Violet fazia menção de parar o ímpeto do homem, enquanto Shen permanecia parado, mas logo a agente cessava sua ação, percebendo o que sua subordinada estava fazendo, como uma esponja, ela queria absorver a raiva do homem para que pudesse conversar razoavelmente com ele novamente. Claro, no momento em que ela percebesse que Leona corria risco de vida, irei intervir, mas não chegou a esse ponto, pois se aproveitando de uma breve brecha, Leona empurrava a bolinha anti-stress contra o peito do marinha, que praticamente bufando como um touro em disparada, olhava para o item, enquanto parecia retomar um pouco de consciência ao ver um item que pertencia a Astrid, conseguindo prestar atenção, mesmo que com dificuldades, no que a ruiva falava a seguir.

As palavras da agente pareciam atingir em cheio o homem, que pegava o item da mão da agente enquanto caía de joelhos ao chão, pressionando-o com força contra o próprio peito, lágrimas saíam de seus olhos, mesmo que lutasse para que não saíssem, era impossível naquele momento. Quando Violet era mencionada, até erguia as mãos para dizer “Chega” para Leona, aparentemente a agente não gostava de mostrar fragilidade, com razão, afinal, era uma agente do governo mundial, contudo, no fim ela imaginou que se esse seu episódio tivesse que ser compartilhado com mais alguém, que fosse com Silva, e acabava não impedindo a ruiva de prosseguir com sua fala. O Cabo apenas continuava ali, de joelhos, enquanto Leona mantinha sua mão extendida por quase dois minutos, na esperança dele reagir. Até que ele finalmente pegava a mão dela, levantando-se do chão. -Obrigado. Mas eu preciso estar ao lado dela agora. Me juntarei a vocês assim que ela melhorar, mas por hora… Preciso estar lá, como ela estava pra mim. Respondia ele, limpando lágrimas de seu rosto. -Vocês podem até não fazer mais parte da marinha… Mas certamente ainda carregam a vontade dela, pois seu discurso é exatamente o tipo de coisa que ela falaria, nessa situação. Alex e Sadi chegavam ao local nesse momento, ouvindo apenas a última fala de Silva. Talvez pela sinceridade nas palavras que havia dito, ou pela forma como falou, Leona conseguia acalmar aquela tempestade à sua frente, tarefa que até mesmo a própria Astrid tinha dificuldades em diversos momentos. -Eu sei que vou ouvir um esporro dela quando acordar e eu estiver lá com ela e não atrás de quem deixou ela desse jeito, mas eu… Eu simplesmente não posso abandonar ela agora, não quando mais precisa de mim. Me desculpem. Respondia o homem, com um sorriso amargo no rosto, além de cabisbaixo. Cerrou os punhos logo em seguida, além de ranger os dentes. -Acreditem, a única coisa que eu desejo mais do que enterrar a cabeça de cada um dos filhos da puta responsáveis por isso tão fundo que quando voltarem a superfície estejam cobertos por petróleo, é que Astrid melhore. Sei que posso confiar em vocês… Pelo menos na maioria, para levar adiante a vontade dela. “Seja o melhor no que faz, não importando o que seja.” Levava a mão até o peito de leona (Não nos seios, a área acima), com o punho fechado, como um “bate aqui” entre amigos. -E acima de tudo… Me traga o outro braço do desgraçado quando encontrarem ele. Seus olhos ainda tinha lágrimas no canto, mas ele forçava um sorriso, claramente falso. -Caso encontrem uma cura… Sabem onde me encontrar. Só uma última coisa… E assim, começava a caminhar o homem, despedindo-se do grupo. Porém, parava ao lado de Alex quando passava por ele.

-Você…

A única coisa que Alex sentia era a parede contra a qual seu corpo se chocava, sentindo o ar sair de seu peito e ficar por alguns longos e tortuosos seguidos tentando puxar ar onde não tinha devido ao impacto. O golpe era tão rápido e forte que o corpo do rapaz era arremessado de encontro a parede de uma casa próxima, chegando a trincar parte do vidro da janela. Sadi, que estava logo ao lado do rapaz, apenas soltava um “Eeeek!” enquanto caía pra trás de bunda no chão devido ao susto. Em sua boca, Alex podia sentia uma pomposa linha de sangue descendo lentamente. -Isso foi por não ter me contado sobre a sargento. Se ela morrer porque eu não pude estar lá a tempo, vou pessoalmente te responsabilizar por isso. Violet se movia na direção do homem, que erguia um dos braços com a palma aberta. -Eu sei, eu sei… Hierarquia e bla bla blá… Mas a única pessoa que manda em mim nesse mundo ta naquela enfermeraria no momento. Se quiser me prender por desobediência, vá em frente, não vou te impedir. Mas me deixe algemado a maca da sargento, pelo menos. Vendo a reação do homem, a agente apenas suspirava, fazendo um sinal de mãos para que seguisse seu caminho, que respondia com um aceno de cabeça enquanto seguia rumo ao QG. A agente então ia até Alex, assim como Sadi. -Você ta bém? Foi um belo golpe… Que diabos você fez para ele fazer isso? Não que precise de muito pra irritar aquele ali… Sadi, com seus conhecimentos médicos, começava a checar o rapaz, usando a manga de seu próprio uniforme para limpar o sangue que escorria de sua boca. Após a checagem, percebia que o golpe não causava tanto estrago assim, era apenas o súbito choque contra a parede que o fazia perder o ar momentaneamente, mas além disso, apenas alguns cortes na boca que o atrapalha comer. -Você parece estar bem, foi só um susto… Violet levantava-se então, virando-se para a ruiva. -E quem seria você, soldado? A operação estava bem longe de ser pública, então era de se esperar a estranheza da agente quando alguém que nunca viu antes se unia justamente na parte final do plano. -E-eu sou a soldado Sadi… Sadi Hoffman, agente. Vim acompanhar o soldado Joseph, mas posso sair se for atrapalhar a missão de vocês… A agente encarava a moça de cima em baixo umas duas vezes, antes de soltar um “Humpf.” Sua resposta para Violet era bem diferente da maneira como falava com Alex, respeito, medo, ou talvez uma mistura dos dois a fazem agir assim. -Que seja. Se ele te trouxe deve ser útil pra algo. Vamos. Esperaremos pela escolta na rua ao lado, assim podemos seguí-los. Eu sei que o plano era esperar explodir para revelar sua localização… Mas a Capitã Linda iria me crucificar pessoalmente se eu deixasse outra explosão acontecer por aqui. Dito isto, o grupo seguiu até a rua de baixo.

Não demorava muito, o grupo responsável pela escolta, o mesmo da última vez, logo chegava ao depósito de Fred e, apesar de claramente não saber atuar, os marinheiros apenas encaravam o homem com uma expressão de ‘Sujeito esquisito’ e não como se tivesse tentando esconder algo. Sobre o comando de Violet, mantinham-se a uma certa distância, seguramente seguindo a escolta. Logo chegavam até o local de destino e, para surpresa de ninguém, era o tal navio Avent. Fred com sua atuação digna de uma criança de 8 anos se despedia da escolta, uma vez que o material já havia sido entregue, soltando uma piscadela na direção de onde o grupo estava, o que fazia com que Violet levasse uma das mãos até a cabeça enquanto coçava a testa, suspirando. -Esse é o problema de confiar em civis… Comentava ela. Logo, a verdadeira operação começava e, como era esperado, o grupo de marines corruptos começavam a desviar boa parte dos sacos de carvão. Tanto os marines quanto o grupo de agentes caminhavam por um bom tempo, chegando até a Media Shells Town, no que parecia ser apenas uma rua deserta, de um em um os marinheiros iam entrando numa entrada escondida atrás de uma árvore, parecia dar direto para dentro da montanha que preenchia boa parte da ilha. Como tinha algumas árvores relativamente grandes no local, a visibilidade era mais baixa que o comum, o que servia de um esconderijo perfeito para colocar uma entrada secreta. Violet fazia um sinal para que o grupo esperasse, aproximando-se do local por alguns instantes. Alguns minutos depois ela retornava. -Consegui ouvir a voz de 4 pessoas, mas com certeza tem bem mais gente lá pra dentro. Pelo pouco que consegui ver, eles parecem ter feito uma base dentro da montanha… Como diabos eles fizerem isso justamente em Shells Town? Enfim… Sugestões? Diferente de Astrid, que normalmente apenas dava ordens, Violet se mostrava bem mais disposta a ouvir as sugestões de seus subordinados, um traço bem incomum em oficiais de alta patente. A tal caverna em si cabia cerca de três pessoas lado-a-lado, com 2,5m de altura, apesar de a entrada em si ser bem menor que isso, cabendo apenas uma pessoa por vez e tendo que se abaixar para entrar.
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Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



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Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 7 4UyKmNX