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Kenshin
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KenshinDesenvolvedor
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Relembrando a primeira mensagem :

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Marinheiros Alatreon Dalanur Zenith e Alexander Blackwood e do Civil Shen Ikimura. A qual não possui narrador definido.

_________________

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 6 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Leona
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LeonaMarinheiro
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Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





O homem se mostrava bem mais cooperativo do que relatórios anteriores indicaram. Teria algo causado uma mudança de atitude repentina ou os marinheiros responsáveis por avaliar o caso não tiveram tato ou vontade de entender o que o homem tentava expressar à sua maneira? De qualquer forma, apesar de com alguma dificuldade, pude discernir as informações passadas, que desenhavam de forma mais clara a situação pela qual o homem havia passado. A existência de uma discrepância entre o relatório e o que o home que parecia sincero durante todo seu discurso afirmou ter visto, somada a comprovação de corrupção e do envolvimento do bando pirata no QG, as chances do autor do relatório ter tido um papel no desvio da mercadoria era extremamente alta. Como o próprio Fred havia afirmado, o carvão é utilizado combustível para grande parte do maquinário utilizado nos oceanos, mas para que o bando precisaria de tanto? Prestaria atenção aos meus arredores antes de prosseguir, me certificando de falar em um tom no qual não fosse escutada por terceiros.

— Se desviaram sua carga de carvão da última vez e pretendem fazer isso de novo, talvez... — Por um instante, não fui capaz te conter um sorriso um tanto perturbador no rosto. — Eu tenho um plano, Sr. Fred. Vou precisar da sua ajuda e te dar um pouco de trabalho, porém, se der certo nós iremos localizar e punir os responsáveis pelos seus... — Parava a fitava o homem por uns instantes, antes de prosseguir. — Olha, pra ser sincera, nós vamos é explodir a cara desses ladrõezinhos e dar uma surra em cada um deles logo em seguida. O que o senhor me diz?

Esperaria a resposta do homem, deixando transparecer um certo fogo no olhar. Os anos sofridos que vivi trabalhando duro pra sobreviver no North Blue me fizeram conhecer bem a situação de alguém que precisa dar duro pra colocar comida na mesa, e o envolvimento de toda uma organização pra tornar isso ainda mais difícil para os civis, com envolvimento daqueles que deveriam protegê-los, me deixava extremamente irritada. Se o homem consentisse, diria — Tenho que buscar mais algumas coisas pra que o plano dê certo, mas eu garanto, Fred. Ninguém nunca mais vai ter coragem de tentar roubar sua mercadoria quando acabarmos.

Daria um sorriso e partiria novamente em direção ao QG, indo direto até a sala na busca de Astrid, e uma vez que a encontrasse, após bater uma continência, diria:

— Sargento, tenho informações sobre a missão que acredito que gostaria de saber o quanto antes. O Sr. Fred se mostrou bem mais cooperativo que o esperado e revelou algumas informações úteis. Em sua última entrega, para a qual ele solicitou uma escolta da Marinha, nove dos quinze sacos de carvão enviados desapareceram. Mas, por algum motivo, o relatório feito afirmava que todos foram entregues em perfeito estado. Como sabemos agora da existência de corruptos dentro da Marinha, acredito que a possibilidade da carga ter sido desviada é extremamente alta. E se ela foi desviada, o mandante provavelmente é o Bando que estamos investigando. — Faria uma pausa e prosseguiria, em um tom confiante. — E eu tenho um plano pra não apenas resolver esse caso, mas também nos disparar na frente na resolução do caso do bando. O Sr. Fred também me informou que aqueles que desviaram a carga provavelmente precisam de uma quantia absurda de carvão, e por isso continuaram tentando desviá-lo. Pedi a ele que preparasse alguns sacos falsos de carvão que ficassem bem convincentes, preciso de apenas mais um ingrediente, que acredito que alguém da sua patente conseguiria com facilidade no Arsenal: Pólvora. Seja para meios bélicos ou para operar maquinários que produzam algum tipo de recurso, está evidente de que o desvio tem acontecido para um uso desenfreado de carvão. Se adulterarmos os sacos falsos com pólvora, e nos certificarmos de designar a mesma equipe responsável pela última escolta através das descrições passadas pelo Fred e pelas informações do Relatório da missão, e no momento que o falso carvão adulterado, que provavelmente será colocado para uso em grande quantidade, atingir os maquinários ou sabe-se lá o que eles estão operando. — Estalaria os dedos. — Explodiria bem na cara deles. Teríamos provas do envolvimento dos membros da escolta e a identidade de parcela dos corruptos, podendo interrogá-los para arrancar informações que nos entregue vantagem na investigação, poderíamos localizar bases/embarcações inimigas espalhadas pelo porto e localidades próximas, descobrir o motivo de estarem utilizando tanto carvão, além de retardar e prejudicar quaisquer sejam os planos do inimigo. Tudo em um único e súbito golpe. Por fim, qualquer um estaria bem mais receoso realizar novos furtos no porto, gerando um efeito moral que deve inibir delitos menores por algum tempo. O que acha?










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Silent
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SilentPirata
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Luta, enredo e planos


~Shen~

O lutador se preparava para o combate, sacando seu bastão e armando uma estratégia de contra-ataque, aproveitando-se do fato do oponente estar vindo para cima dele. Os movimentos de um bastão em combate são previsíveis, sendo realmente bem aproveitados dependendo da velocidade e força do usuário e o quão bem ele consegue redirecionar esses ataques para driblar a defesa inimiga. Dinamite parecia ser um desses bons usuários, iniciando sua ofensiva com uma estocada múltipla visando o torso do marinheiro, que evadia da sequência de golpes saltando para trás, buscando criar um espaço entre ele enquanto ia na direção oposta do golpe. Inicialmente funcionou bem, mas Dinamite era experiente e tinha um plano com aqueles golpes que pareciam sem sentido ou tática. A medida que Shen ia esquivando-se para trás para evadir dos golpes, o homem ia lentamente encurtando a distância sem que o lutador percebesse, saltando junto do marinheiro toda vez que ele esquivava e diminuindo propositalmente o alcance de seu bastão ao recolher seus braços sutilmente, dando a ideia de que Ikimura continuava esquivando com facilidade. Quando finalmente conseguiu manter o marinheiro numa distância justa para seu golpe, o pirata subitamente mudava seu padrão de ataque para horizontal, girando seu bastão na própria mão para dificultar a percepção do marinheiro quanto a de que lado viria o golpe. Felizmente, Shen já havia armado diversas situações mentalmente e conseguia aparar o golpe com seu próprio bastão, desarmando por uma fração de tempo a ofensiva do oponente, que levantava levemente seus braços ao receber o contra-golpe do lutador devido ao impacto.

-Tsk. Merda…

Percebendo a brecha que havia se formado, o homem estralava a lingua, enrijecendo o corpo para suportar melhor o golpe, que vinha na direção de seu tronco, horizontalmente. O pirata se movia levemente para o lado devido ao impacto, mas nada que ainda o fizesse perder o equilíbrio, pelo contrário, ele aproveitava da suposta brecha que a falta de equilíbrio ocasionada pelo impacto do golpe geraria para criar uma finta, na qual Shen continuava sua ofensiva, mirando o lado direito da costela, mas era subitamente interrompido pelo adversário, que o acertava com um golpe de baixo para cima direto no queixo, fazendo o marinheiro dar alguns passos para trás, sentindo o gosto amargo do líquido rubro da vida escorrer em sua boca. Sentindo o ritmo da batalha, o pirata aproveitou do breve recuo forçado do marinheiro e tentou aplicar um outro golpe, dessa vez vindo de cima para baixo para acertar a cabeça do lutador, mas desta vez, como não estava aberto fazendo um ataque como anteriormente, ele colocava um de seus planos em ação e esquivava lateralmente, pro lado direito, enquanto o homem ainda estava descendo o bastão no local onde Shen estava. A movimentação era rápida, o pirata até percebia Shen desviando de seu golpe e parando a seu lado, mas não tinha reflexo suficiente para mudar o trajeto de seu ataque, recebendo então um contra-golpe novamente em seu ombro, que desta vez sim, o fazia perder o equilíbrio, criando a abertura perfeita para que o lutador acertasse uma poderosa estocada em seu ombro, que devido a falta de equilíbrio, fazia o pirata recuar, onde então Shen prosseguia, conseguindo desta vez atingir a costela do oponente, que se contorcia, saltando para longe para dar uma pausa no ímpeto inimigo, percebendo que a luta estava virando a seu favor.

-Você é bom… Cão da marinha… Fazia tempo que não achava alguém bom assim.

Ofegante, cuspia algum sangue no chão, soltando um sorriso sádico e apenas armando uma guarda defensiva com o bastão virado diagonalmente em frente a seu peito desta vez. Parecia que havia desistido da ofensa, partindo para a defensiva, talvez para recuperar o fôlego que havia perdido. De toda forma, ainda estava de pé, apesar de estar já avariado e ofegante. Shen por outro lado, devido a sua resistência natural a dor somada a adrenalina do combate, mal sentia a dor do golpe que havia recebido, isso não quer dizer que o golpe não causou dano, apenas que Shen não sentia tanto assim seus efeitos, apenas sua boca que sangrava moderadamente, local onde fora atingido.

~Alexander~

Após sua breve leitura sobre mecânica, Alex seguiu para a embarcação, ponderando se estava sendo castigado por alguma entidade superior sobre o fato de constantemente o fazer precisar de higienização e, pior ainda, pelo seus encontros no banheiro toda vez que precisava fazê-lo. Não demorou muito, chegando até o porto sem maiores surpresas, apresentando-se ao superior do local com tamanha empolgação que faria qualquer adolescente preguiçoso que não quer fazer as tarefas que a mãe lhe passa sentir inveja. O responsável pelo local era, ou melhor, a responsável pelo local era uma senhora que estava logo ao lado da entrada do barco, com uma vassoura na mão que segurava como se fosse um bastão. -Ficaria surpresa se alguém que viesse pra cá tivesse contente, isso sim… Respondia ela ao comentário do marinheiro, suspirando. Afinal, era bem comum aqueles que eram designados a limpeza mostrarem um interesse mínimo pela tarefa, mas era algo que precisava ser feito de qualquer forma. Seguindo o fluxo do local, Alex logo encontrava o local onde ficava os instrumentos para o trabalho, pegando uma vassoura, rodo, pá e balde para efetuar sua tarefa. A senhora então indicava com o dedo onde o rapaz poderia começar sua tarefa.

*Sigh*... Entrei aqui achando que ia sentar o tarrafo na bandidagem e veja só! Limpando o chão igualzinho eu fazia em casa… “Uma vida de surpresas” meu cu! Maldito velho, me enganou de novo…

Resmungava uma outra marinheira que limpava próximo de onde o galante estava. Percebendo que estavam mais afastados do restante, Alex puxava conversa com uma pergunta. -Especial? Só se for minhas lágrimas no chão por perder meu tempo aqui…*Sigh* Ficava alguns instantes de silêncio com Alex bisbilhotando ao redor, tentando encontrar algo, até que a moça chamava sua atenção novamente. -Parando pra pensar, essa é a terceira vez que me dão esse tipo de tarefa, mas essa é a primeira vez que me dizem para cuidar apenas do convés. A velha Brinne ali fica vigiando a porta, então nem na cozinha interior posso ir pra pegar um café! Resmungava ela, reclamando novamente nos atentos ouvidos de Alex. Enquanto bisbilhotava por ai fingindo trabalhar, Blackwood também podia notar parte do que a garota havia dito. Além dele e da ruiva, outros dois marinheiros e a Brinne estavam ali, mas todos estavam apenas no convés, enquanto a porta que dava acesso ao interior do navio permanecia fechada, aparentemente sobre vigia da senhora, que estava logo ao lado da entrada por onde o marinheiro havia passado, de frente para a porta que levava ao interior.

~Leona~

Leona ouvia o falatório do homem levemente embriagado, propondo um plano de resposta às suas preocupações. -Hmm… Ai cê me aperto sembraçar sô… Eu só queria escolta… Mas cê parece ser gente fina, vai lá. Respondia Fred, coçando o queixo com certa desconfiança. Era natural pro homem desconfiar da marinha como um todo, mas a simplicidade com a qual Leona digeria tudo para ela o fazia confiar nela, pelo menos no momento. -E diacho, se ninguém mais vié trapaiá meus trems, porque não né? Terminava, com um sorriso no rosto, seguido de uma gargalhada enquanto se apoiava em uma caixa próxima. Com a devida “autorização” de Fred, a ruiva voltava ao QG, indo até a sala da sargento, que estava parada olhando a janela que dava de frente ao pátio do QG onde ficava a praça de alimentação. De costas, ela dizia um “prossiga” para a soldado, que começava a explicar seu plano para a superior. Ainda de costas, com sua pose normal de militar com as mãos juntas nas costas, ela pensava por alguns instantes, deixando um certo silêncio na sala. -O que acha, magrela? Por trás da soldado, Violet saía como se tivesse teleportado ali naquele exato momento, tamanha era sua habilidade em esconder sua própria presença. -A ideia de dar pólvora para possíveis traidores não me apetece… Mas eles não saberiam que é pólvora, de qualquer forma. Um bom plano, soldado. Tem certeza que deseja seguir essa vida regrada da marinha? Se quiser vir sobre o meu comando, no governo você terá bem mais… Liberdade operacional, por assim dizer, para suas ideias mirabolantes. Um vento forte passava raspando a orelha da soldado e a agente atrás dela saltava para o lado numa velocidade que os olhos de Leona se quer podiam acompanhar, só percebendo que a moça havia se movido quando ela finalmente parava sua movimentação.

-Violet… Você não está tentando recrutar um dos MEUS membros pra sua equipe bem na minha frente, né?

Olhando na direção pra onde o vento tinha passado, Leona podia ver fumaça saindo da parede logo atrás dela, resultado de um impacto de bala que havia passado por ali e se a agente não fosse tão rápida quanto era, certamente teria sido um belo headshot. -Hoho… Finalmente começou a ter seus períodos é, baixinha? Já tava na hora, sabe, alguém tão baixi- Dessa vez, era Silva que saltava na direção da agente, cravando um buraco no chão da sala com o soco que efetuava. Seus olhos pareciam estar em chamas, aparentemente sua admiração pela sargento o tornava irracional ao ponto de ignorar o fato de que Violet era superior até mesmo a própria Astrid em hierarquia. -...Sargento Astrid. Vou falar isso uma vez e uma vez somente… Se não conseguir controlar seus subordinados, eu pessoalmente irei me certificar de que sua unidade seja desmontada. Entendido? Astrid claramente tinha alguma richa infantil com a agente, mas acima disso, ela ainda era uma oficial de patente alta da marinha e, se quisesse cumprir seu objeto de chegar ao tempo, devia se atentar as regras e hierarquia do mesmo. Silva fazia menção de continuar sua ofensiva, até ser brutalmente parado pelo tom severo da sargento, que gritava, algo bem incomum considerando sua postura tão comportada de sempre. -Cabo Silva! Retire-se imediatamente! E espero punição por essa insubordinação! Quanto a você, agente… Já pode baixar esse dedo. Entendi seu recado, pode ter certeza que isso não se repetirá. Caso Leona observasse o dedo da agente, podia perceber um brilho diferente na ponta de seu dedo indicador. Instintivamente, a vontade assassina da agente parecia preencher todo o local e o corpo de Leona parecia gritar “CORRE. PERIGO. MORTE. FUJA.” com toda a força que tinha, mas logo a agente abaixou a mão e lentamente aquela “aura” sufocante ia voltando ao ambiente tenso de antes, mas bem menos sufocante.

-Certo. Bom, vamos ao que importa, tô sem tempo para brincadeiras hoje… A marinha tem um depósito de armas defeituosas onde é possível conseguir pólvora suficiente para seu plano, Leona. Acredito eu que a sargento tenha mandando um soldado para lá? O bombadinho?

-Sim, o soldado Ikimura está no local no momento, mandarei alguém para que venha e traga a quantidade necessária… Faremos isso com 8 sacos, deve ter pólvora suficiente lá para isto. Soldado, excelente trabalho. Depois deste serviço, recomendarei sua promoção aos superiores. Inferno, até eu mesmo testemunho se for preciso… Você tem mais valia que uma simples soldado.

Dizia ela, com um de seus raros sorrisos, ou o que parecia ser um considerando o quão pouco era a curva que o canto de sua boca fazia para cima. -Por hora, volte ao homem no porto, separe os dez sacos que usaremos e comece a esvaziá-los… Faça isso num lugar fora do olho público, obviamente. O homem deve ter um depósito ou algo do tipo, faça por lá. Violet caminhava em direção a saída, parando na porta. -A oferta ficará na mesa até que terminemos essa operação conjunta, soldado. Quanto a mim, bem… Vou investigar o tal relatório adulterado que você disse, se ainda tem traidores aqui, conseguirei mais informações com eles, custe o que custar. Se retirava então. Falou num tom ligeiramente baixo, de forma que apenas Leona ouvisse, ou assim parecia ser a intenção. -Silva irá levar a pólvora até você. Vai ser uma boa punição pra ele atravessar metade da ilha carregando os sacos de pólvora. Também me juntarei nessa operação… Se tem a possibilidade de descobrirmos uma base inimiga, é de se imaginar que terá oponentes poderosos por lá. Além do mais… Amassando uma folha de papel ao cerrar os punhos, a pequena mulher sorria de forma demoníaca, bem psicótica. -Tenho alguma tensão para aliviar. Ah, uma última coisa… Quando terminar com os sacos, o soldado Joseph ta numa embarcação lá perto, com nome Avent. Peça ele para se juntar a você. Quero a equipe toda para essa operação. Dispensada. Terminava sua fala então a sargento, sentando-se em sua cadeira enquanto amassava uma bolinha anti-stress na mão.
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Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



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Leona
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LeonaMarinheiro
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Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





A proposta de Violet era um tanto surpreendente, até imaginei que ela poderia fazê-la um dia, mas não em frente a sua concorrente direta. Ainda mais surpreendente era a imprudência de Silva que, cego pela lealdade, atacou a a agente, e ainda mais surpreendente era o que acontecia logo em seguinte. Violet, pela primeira vez, parecia deixar transparecer sua verdadeira essência. A ponta de seus dedos brilhava e emanava uma sensação aterrorizante, toda a atmosfera do local parecia ter mudado em um único instante. Não lembro de, em algum momento, ter sentido uma diferença de força tão grande entre mim e algum individuo quanto naquele instante. Até a postura da Sargento mudava, gritando ao ordenar Silva para que parasse. Podia notar uma gota de suor escorrendo pelo rosto. A atmosfera, porém, retornava ao normal conforme a agressividade da Agente passava. E elas voltavam a falar normalmente a respeito do caso. Levava alguns segundos para recuperar a postura por completo, mas eventualmente retornava ao normal, Violet, como de costume, desaparecia, e a Sargento passava mais algumas informações.

— Certo, irei retornar para o Sr. Fred por hora e aguardar o Cabo por lá. Reunirei o resto da equipe assim que concluirmos a confecção dos sacos. E não se preocupe, você vai ter alvos bem mais interessantes que essa bolinha quando terminarmos. Nos encontramos em breve!

Partiria então para encontrar Sr. Fred de novo. No caminho refletia sobre o que havia acontecido. Não tinha interesse em ingressar o Governo Mundial em um primeiro momento, afinal, a intenção de Caligo, no momento em que me colocou nesse caminho, era provavelmente restaurar o prestígio da família Zenith na Marinha. Meus motivos, porém, sempre foram outros. Acreditei que o suporte militar e estrutural da Marinha poderia potencializar meu próprio desenvolvimento. Mas, será que o Governo Mundial poderia me oferecer ainda mais? Eles poderiam me oferecer um caminho para possuir a força que Violet mostrou naquele momento? Se esse for o caso, a proposta realmente parecia interessante. Apesar de leal a Astrid, em primeiro lugar, sou leal a mim. Uma vez que encontrasse o Sr. Fred, diria:

— Olá, Sr. Fred. Já falei com pessoas de confiança e em breve os mesmos irão trazer os materiais para concluir os preparativos, teria um local mais discreto, um depósito ou algo do tipo, onde possamos armazenar aquela encomenda sobre a qual conversamos mais cedo? Posso te ajudar a finanizá-la, caso ainda não tenha feito todas, devemos ter algum tempo até meus aliados chegarem.

Seguiria então o comerciante para o local indicado, e lá aguardaria pelo Cabo Silva. Uma vez que o mesmo chegasse, concluiria a confecção dos sacos de pólvora, explicando o plano para o comerciante em seguida.









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gmasterXEstagiário
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Not Enough Shooting Stars
Starstruck





As falas da garota que tinha acabado de conhecer, lhe faziam coçar a cabeça. Aquilo atiçava a curiosidade de Alex, que fazia seus pensamentos correrem entre as possibilidades. O rapaz blackwood já tinha certeza sobre o que deveria ser feito, mas a dúvida que ficava era o “como”. Era meio complicado tentar invadir o local sozinho, e como se tratava de outros marinheiros, uma facada pelas costas não era uma solução válida. A única coisa que vinha à mente era exatamente o que Alexander adorava fazer: Ser o centro das atenções. Ao finalizar seu planejamento, ele encarou a jovem recruta de cabelos avermelhados e se conteve ao máximo para não dar um sorriso diabólico pela genialidade de seu plano.

- E que tal se a gente fizesse algo mais… Interessante…? - Ele sussuraria para a garota, num tom extremamente sugestivo, olhando bem fundo em seus olhos. Ele queria mais que tudo passar aquilo como um flerte, e caso a garota pegasse a deixa, ou terminasse se irritada, visto que seu humor não se mostrava ser dos melhores, Alex seguiria com a prévia frase com um: - Calma, calma! Não é sobre isso! Eu to falando sobre a gente descobrir o que tem lá dentro. - Ele se manteria limpando o local e olharia em volta para ver se o possível escândalo chamou a atenção de alguém, e caso houvesse, ele começaria encarar-lo com um olhar meio zangado. - Vou criar uma distração, você se esgueira navio a dentro e vê se tem algo fora do comum. Se não for nada, você pode tomar o seu café, e talvez me trazer uns goró, se for possível. O que acha? - A participação da garota era essencial pra isso, por isso, caso ela negasse o pedido, ele diria. - Então se não for por isso, eu lhe peço como um favor. Além do que eu já havia comentado, vou ficar lhe devendo uma, e você vai poder deixar esse porre de tarefa de lado. - Se ainda sim ela o negasse, ele apenas focaria na tarefa e deixaria aquilo pra lá por enquanto. Era triste, mas ele tinha conhecimento de seus limites.

Caso ela aceitasse, porém, ele focaria o seu olhar apenas para a pessoa que havia escutado o possível escândalo ou algum outro marinheiro meio franzino e distraído para puxar pra bagunça. - Fique perto da entrada, a operação já começou - Ele daria a deixa e caminharia até o alvo, usando seu conhecimento de atuação para parecer o mais zangado o possível: Extremamente agitado, respiração ofegante, olhar fixo, etc etc etc. Ao se aproximar do dito cujo, ele o agarraria pela camisa e começaria a berrar. - É VOCÊ!!! EU SABIA!!! EU RECONHECERIA ESSE ROSTO EM QUALQUER LUGAR!! SEU FILHO DA PUTA!!! - Ele tentaria balançá-lo, expelindo o máximo de saliva o possível junto de seus berros, dando uma pseudo cusparada no rosto do rapaz. - VOCÊ É O CANALHA DO EX DA MINHA IRMÃ!! ELA FICOU DEPRESSIVA POR SUA CULPA, SEU BABACA!! EU FALEI QUE SE VOCÊ MACHUCASSE O CORAÇÃO DELA, EU IA TE MATAR!!! - Ele tentaria estrangular o homem usando a sua própria camisa. Não queria que aquilo escalasse para uma briga de imediato, e dado o contexto da confusão e o fato de que o havia pego desprevenido, Alex acreditava que teria um tempo considerável antes de possivelmente começar a trocar socos com um cara que nunca viu na vida. - VOCÊ TÁ ACABADO! ME OUVIU!?!?! TU TÁ ACABADO!!

Era óbvio como a luz do dia que sua ideia ali era causar uma grande comoção. Se alguém se colocasse em seu caminho, ou o agarrasse, ele se debateria e/ou o empurraria para levar seus dedos de volta para o pescoço do alvo. Se o alvo negasse conhecer-lo ou seguisse se mostrando confuso, Alex gritaria: - NÃO ADIANTA SE FAZER DE MALUCO AGORA!! EU SÓ SAIO DAQUI COM A CABEÇA DELE NUMA BANDEJA! COM ISSO ELE VAI APRENDER A NUNCA MAIS MEXER COM A MINHA FAMILIA!

Se realmente houvesse uma briga, ele iria até o fim, mas sem se importar de acertar o outro cara ou até mesmo de evitar os golpes. Ele apenas revidaria o socando e tentaria não tomar todas as bordoadas. Ele apenas pararia se acabasse sendo nocauteado ou imobilizado, porém, mesmo depois de imobilizado, ele seguiria com seu escândalo, até se cansar.

Assim que os ânimos se acalmassem, ele seguiria com seu plano. - E-Eu sinto muito por ter perdido a cabeça, senhora, mas esse desgraçado deu um pé na bunda da minha irmã, e desde então ela tem tentando se matar toda semana. Eu o avisei que se fosse começar um relacionamento com ela, esse VAGABUNDO deveria levá-la pro altar. - Ele diria, meio choroso, cobrindo os olhos e tentando forçar o funcionamento dos seus canais lacrimais. Ele com certeza seguiria negando, o que Alex já responderia com um: - Claro que você é o ex dela! Você não é o tal do Frederico Palermo, o sedutor de meia tigela?! - Quando a verdade viesse a tona, Alex se desculparia “de todo seu coração”, se agachando e até se prostrando perante o homem, tudo isso para ganhar mais tempo parar a garota.

Após todo aquele teatro, ou se tivesse sua proposta negada, ele voltaria para seus afazeres, e assim que os olhares saíssem dele, ele discretamente se aproximaria da garota para obter as informações, simples e direto ao ponto.

I ♥ Refrigerators

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ACT 20


I - The Fellas Project






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Essa luta estava claramente mais equiparada do que as lutas que haviam acontecido até aquele momento. Só se ouvia os claques dos bastões e os choques dos mesmos em nossos corpos. O homem claramente conseguia acompanhar o meu ritmo enquanto eu tentava esquivar e até mesmo aparar os golpes davam uma abertura mínima para reação e punição dos ataques.  A minha ofensiva por algum momento me rendeu um ponto cego onde apenas senti o solavanco no queixo enquanto minha cabeça tomava o recuo do golpe que havia levado, novamente eu estava em uma situação onde eu no calor do momento não sentia o dano que havia levado porém sabia que algo estava errado, principalmente quando notei o sangue saindo de minha boca.

Após as trocas de golpes entre nós, eu então passaria a mão no sangue da boca, mesmo que não limpando apenas para tirar o excesso do queixo; "Faz tempo que isso não me ocorre. Você não é ruim também, pena que né crime e tal, acho que já expliquei..." Eu então empunhava o bastão com ambas as mãos, deixando maior parte do bastão a minha frente. Eu então, a partir daqui mudaria minha estratégia, tomando a ofensiva eu iria partir pra cima com toda energia tentando gerar uma investida explosiva, difícil de se reagir contra, levando o bastão junto de meu corpo eu tentaria então, regir a uma possível tentativa de contra-ataque, realizando uma finta para a esquerda, miraria dessa vez nas pernas do oponente tentando tirá-lo do chão. Prosseguindo, caso a investida fosse bem sucedida eu atacaria de cima pra baixo na região do estômago do oponente tentando finalizar o oponente, se ainda assim o homem ainda estivesse consciente eu daria um murro em seu rosto com o objetivo de desmaiá-lo.

Caso a investida não fosse bem sucedida, eu então tentaria me esquivar realizando um rolamento para a esquerda tentando desviar de um ataque ou contra-ataque ou mesmo evitando de levar golpes em sequência. Eu então, seguraria o bastão com ambas as mãos novamente e me poria em pose de batalha, dessa vez permanecendo na defesa. A idéia então era tentar aparar um de seus ataques, e com um golpe sucinto levando a parte do bastão que estava próxima de mim em seu rosto como ataque surpresa logo após do ataque aparado e então voltaria a estratégia de aplicar uma rasteira no marujo com o bastão e então deixá-lo inconsciente.

Se o marujo novamente tomasse a ofensiva antes de mim, eu tentaria cortar sua investida com uma estocada, tentando estender ao máximo o meu alcance lançando o bastão para frente horizontalmente e segurando-o quando a ponta estivesse ao alcance de minha mão, caso conseguisse então eu voltaria o bastão ao alcance de ambas as mãos e aplicaria o mesmo golpe que ele havia aplicado em mim, um golpe de baixo pra cima em seu queixo. Eu então ainda tentaria seguir com os planos de deixá-lo insconsciente e então correria para ajudar Coscott caso ele precisasse.







Dados:

Objetivos:





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Titulo legal e criativo


~Leona~

A soldado presenciava a cena decorrer na sala de Astrid, sentindo a tensão praticamente palpável no ar, mas logo tudo se resolvia e ela retornava a seu objetivo inicial. No caminho de volta ao porto, as ruas estavam mais movimentadas do que anteriormente, alguns pescadores abriam suas pequenas barracas e o porto em si parecia se transformar numa espécie de mercado a céu aberto ou uma ferinha. Pessoas de todos os tipos transitavam para lá e para cá, desde moradores de rua, marinheiros, algumas pessoas de terno, marujos e mães levando seus filhos no colo/de mãos dadas. Logo retornava até Fred, que conversava com um vizinho até perceber a presença da soldado. -Ah, tem sim… Num chamaria de depósito nãm, mas tem o quartin onde guardo os trem ali. Levando a soldado até um local atrás de sua residência, Fred procurava em seu molho de chaves por uma que abrisse a porta com certa dificuldade e após alguns minutos, conseguia finalmente abrir a porta. Um odor forte de mofo e poeira imediatamente preenchia as narinas dos dois, o que fazia com que o homem soltasse uma tosse. -Diacho… Preciso limpar issaqui vezoutra. Os sacos tão ali atrás, não liga muito pro resto não, são outras mercadorias que não deram certo.*Cof cof* Dizia ele, com uma mão na frente do rosto e abanando a outra como se aquilo adiantasse algo para espantar a poeira de sua frente.

O local era realmente um quarto um pouco maior que o normal, com algumas prateleiras com pratos e talheres empoeirados, no canto, três pilhas de sacos fechados, sendo 10 sacos em cada pilha. Apesar de dizer que ajudaria a finalizar a tarefa de antes, Leona percebia que o homem nem sequer tinha começado a tal tarefa, afinal, ela não havia explicado pra ele o que era pra ser feito, então ele mostrava o local pra ele e ficava olhando com cara de “?” para a mulher. Caso Leona começasse a descarregar o conteúdo dos sacos por ali, ele logo seria a mulher e pegaria um saco também. -Ah, cê quer botar ota coisa aqui dentro é? Xô te ajudar. Aqui, assim abre mais fácil. Diria ele, entregando um canivete que trazia na cintura para abrir mais facilmente os sacos. A tarefa como um todo era demorada devido a quantidade necessária, mas podia se concluída em menos de uma hora, o que daria tempo suficiente para que Silva já tivesse chegado com a pólvora, contudo, quando terminasse, Leona poderia notar que o cabo ainda não havia chegado, mas, caso fosse do lado de fora esperar por ele, trombaria novamente com outra figura conhecida. -Soldado… Percebi que tem certo interesse por investigações… Como um sinal de boa-fé sobre minhas intenções quanto a sua inscrição em meu grupo, que tal eu compartilhar um pouco do meu conhecimento? Creio que fará bom uso sobre como investigar a fundo um assunto específico. Aqui, vamos utilizar esses falsos relatórios que peguei durante minha investigação no QG. Violet entregaria alguns documentos para Leona, sendo eles os tais relatórios adulterados a qual Fred havia se referido. A eficiência da agente novamente se mostrava, pois conseguiu aquilo bem rápido.

No documento, era possível ver o nome de quem havia assinado o papel confirmando a carga, assim como para qual embarcação ela havia sido entregue. “Marinheiro XXXXXXXXX Foster, com a XXXXXXX Quantidade XXXXXXX Na embarcação XXXXXXX AventXXXXXXX” O documento estava cheio de rasuras, provavelmente obra de quem quer que estivesse por trás daquilo. -Então, com as poucas informações aqui… Me diga o que consegue descobrir. Caso não saiba por onde começar, eu peguei isso aqui pra ensinar um outro agente, pode utilizar. Concluía sua fala a agente, esperando pela resposta da soldado, enquanto lhe oferecia um livro de “Investigação para novatos” enquanto escorava a cabeça sobre o punho. -Ah… E não se preocupe com a demora do Cabo, eles tiveram alguns… Contratempos, por lá. Completava, tentando amenizar qualquer preocupação da marinheira quanto a demora de seu companheiro.

~Alexander~

Alex, como sempre, não desperdiçava a oportunidade de ser devasso, tornando sua interação com a moça num flerte na primeira brecha que tinha. A marinheira o encarava de volta, olhando-o de cima em baixo. -Ah, bom… Por um momento realmente achei que um plebe cogitou a possibilidade de ter algo comigo.. Hahahah! Boa piada, amigo. Você é engraçado! Respondia a garota após o galante revelar que aquilo não era um flerte. Por sorte ou conveniência do destino, estavam só os dois naquela área do barco, o que fazia com que a conversa não fosse ouvida por terceiros, apesar de um outro marinheiro que estava mais próximo virar-se na direção deles, não parecia entender nada, apenas virava na direção de um barulho diferente em meio a silenciosa limpeza. -Hoho! Gostei, tipo agente secreto, Bames Jond e tal! Vamo lá, tô dentro, engraçadinho! Respondia ela ao plano de Alex, ou Joseph, como era chamado no momento. Fazia um sinal de positivo com a cabeça e ia varrendo em direção a porta, apesar do jeito esquisito, a garota parecia entender seu papel e fazia isso de forma natural. Enquanto isso, o soldado se aproximava do homem que havia virado a cabeça na direção da dupla anteriormente ao ouvir o barulho da conversa. O devasso começava então seu breve teatro e, com os olhos arregalados, o homem tinha seu corpo balançado sem entender nada, apenas tentando identificar quem diabos estava gritando com ele.

-Pera, cê ta falando daquela vagabunda que cobrou 15/hora? Foi mal carinha… Não sabia que era tua irmã… Só tava saindo de uma escolta e precisava de uma escapada… se é que me entende.

Respondeu o soldado, balançando os braços tentando afastar Alex dele e acalmar o rapaz. Os outros marinheiros apenas riam da situação e se entreolharam, olhando em seguida pra velha que era a superior no local.

*Sigh*

Com um sonoro suspiro, ela se aproximava da confusão, afastando os dois envolvidos, enquanto Alex se debatia tentando voltar para próximo de seu alvo, até que a senhora o atingia atrás do joelho, fazendo-o automaticamente se ajoelhar no chão, logo em seguida o atingindo na nuca, o que o apagava imediatamente. Acordaria sabe-se lá quanto tempo depois, não tinha como saber quanto tempo tinha se passado. A seu lado, a marinheira de antes colocava um pano molhado em sua testa. Percebendo que o rapaz finalmente abria o olho, ela sorria. -Ah, então você finalmente acordou, plebe! Achei que ia morrer sem saber o que tinha feito lá em baixo e fazer todo o meu esforço ser em vao, tsk. Não me assusta assim. Comentava ela, levantando logo em seguida. -Bom, o plano deu… Certo? Consegui pegar meu café e tem uma garrafa de rum ali, cê disse que queria algo para beber. Sucesso! Comentava a moça, com uma satisfação única no rosto, completamente entusiasmada consigo mesma. -Ah é, tinha uma porrada de carvão por lá também, acho que isso é estranho? Não sei como supostamente deveria ser um interior de navio. Bom, é isso. Valeu pela ajuda, é… Como é seu nome mesmo? Bom, não importa. O meu é Sadi, agora pode dizer por aí que você é meu, hã… Conhecido, acho que assim não me prejudica tanto no círculo social, Bye bye~! Com um sorriso enquanto agitava a mão e tomava seu café numa xícara, a moça voltava para o local onde estava limpando anteriormente, não muito distante de onde Alex “repousava”, ainda conseguia vê-la na outra ponta do canto onde se encontrava. Falando em ponta, ao perceber o despertar do homem, a senhora Brinne que se encontrava exatamente ao lado da entrada do navio como tinha ficado esse tempo todo falava para um rapaz num tom mais elevado para que ele escutasse mesmo distante. -Acordou, bela adormecida? Esse canto ainda não está totalmente limpo ainda, é bom agilizar se não vai passar o resto do dia aqui e tenho mais o que fazer, garoto. E é bom não causar confusão novamente, na próxima eu te mando pra prisão militar por insubordinação. Aposto que vão adorar alguém com seu rostinho por lá. No comentário da senhora, os outros marinheiros presentes riam, aliviando o clima do local. Todos pareciam estarem terminando suas tarefas, inclusive a ruiva, que ia intercalando passar pano no chão e dar uma golada escondida em seu café.

O alvo do teatro de Alex já não estava mais ali, na verdade, apenas a velha, Alex, a ruiva e mais um outro marinheiro ainda estavam na embarcação. Como a ruiva ainda estava por ali, Alex poderia tentar obter mais informações sobre o interior da embarcação com ela, ou simplesmente focar em terminar sua tarefa e dar o fora dali o quanto antes, ou fazer o que quisesse, afinal, se tem uma coisa que pode sempre contar com esse devasso, é o fato de ser uma figura bem imprevisível.

~Shen~

Shen parava para “saborear” o amargor do golpe que havia recebido, focando-se na ofensiva logo em seguida. O pirata sorria ao comentário do marinheiro, ambos estavam contente em seu lado da batalha, enfrentando um oponente de mesmo poderio. Desta vez era o marinheiro que tomava a iniciativa, indo para uma estocada impulsionada por seu próprio corpo, o ataque era bem veloz, o que dificultava a reação do oponente, que, por estar numa guarda defensiva, conseguia defender-se do golpe, ou pelo menos assim acreditou, até perceber que no momento que ele se colocava para um contra-ataque, Ikimura tornava o golpe uma finta, indo para seu lado esquerdo e dando um “raspão” no oponente, que o fazia soltar um “Porra!” enquanto seu corpo descolava do chão devido a força do impacto, logo em seguida recebendo um golpe vertical em seu abdômen, que o fez cuspir sangue. Porém, assim como Shen estava injetado de adrenalina, seu oponente estava na mesma situação. Talvez acreditando que ele não tinha mais recursos depois desse golpe, resolvia ir para um soco no rosto do pirata, que ria, utilizando seu próprio bastão para levantar seu corpo, como um atleta de salto com varas, enquanto girava num movimento que suas pernas iam para o ar, efetuando uma espécie de semi-circulo que atingia Ikimura em sua nuca, momentaneamente tirando seu equilíbrio e o fazendo dar alguns passos para frente, até sentir uma forte pancada em suas costas que o arremessava longe, percebendo que a perna do inimigo era o responsável por tal impacto. -Tsk… Talvez não tenha sido uma boa praticar bojutsu contra você, huh… Bom, agora vamos pra valer, marinheiro! HOY! VOCÊS AI, PODEM VIR! Gritava o homem e um novo grupo de inimigos cercava o local, quatro pela esquerda, cinco pela direita, dois atrás, na direção oposta de onde estava o armazém. -Achei que ia dar pra tomar isso aqui na surdina, mas que se foda o subterfúgio! Vamo invadir, rapaziada. GYAHAHAHA Gritou o homem, que era respondido com um “Aaaargh!” por parte dos outros membros de seu grupo, provavelmente piratas. O local como todo agora estava uma bagunça. Coscott já havia derrubado 3 inimigos e parecia estar perfeitamente bem, enquanto os dois restantes que enfrentava estavam ofegantes, porém, a adição de mais cinco oponentes vindo por trás dele poderiam desbalancear as coisas para o outro lado. Na esquerda, onde Shen se encontrava, mais quatro inimigos surgiam, rindo de forma esquisita. A situação parecia bem desfavorável para os marinheiros, até que um dos três que vinham pelo meio/trás de onde a confusão toda estava acontecendo simplesmente voava na direção de onde os quatro que cercavam Ikimura estavam. -Poxa, novato… Tá fazendo uma festinha aqui e nem convidou seu veterano? Silva comentava, estralando seus dedos e pescoço enquanto ria de forma maníaca.

-T-tinhoso?! Que porra o cão de caça do QG ta fazendo aqui?! Isso não tava nos planos! Ei, chefe! Que porra ta acontecendo aqui?!

Gritou o pirata restante do trio que estava no meio, local onde Silva havia surgido. Do trio, um havia sido arremessado contra os quatro que cercavam Shen, o outro estava caído no chão, provavelmente tinha sido apagado por Silva antes que alguém notasse a presença dele e o último tremia as pernas. -Hoho, tinhoso, han? Faz tempo que não ouvia isso. Bom saber que meu apelido ainda bota medo em pessoas como você, piratinha de merda. Segurando o rosto do pirata com a palma da mão, enquanto o mesmo gritava desesperadamente tentando tirar o musculo braço do soldado dali para respirar, o Cabo girava em torno de si mesmo, arremessando o pirata como uma bolinha de papel em direção a parede. -Ah, merda… Só 4 metros. Tsk, to perdendo o jeito. Comentava ele, percebendo a distância que havia arremessado o pirata. -Que merda esse cara ta fazendo aqui?! Tsk, Cano não me disse nada disso, falou que era só um velho com a perna bichada e um novato… Merda! Apesar de estarem apenas em três, a presença de Silva ali parecia pesar a balança para um estado mais igualitário novamente. -Ae, novato! Eu vou usar esses quatro aqui de aquecimento e depois te ajudo com esse ai… Não vai perder, em. Com um sorriso nefasto que possivelmente era o motivo pelo qual o homem acabou recebendo o apelido de “tinhoso”, ele começava a caminhar lentamente na direção dos piratas que haviam recém se juntado a batalha.

-Ah, que se foda! Hey, você ai! CORRE NO ESCONDERIJO, TRÁS TODO MUNDO PRA CÁ!

Gritava Dinamite para um de seus capachos que estavam no armazém e o pirata logo se colocava a correr na direção ordenada, saindo tropeçando pelo caminho. -Certo, chega de brincar, cabeça de músculo. Agora é pra valer, preciso lidar com você e com a subcelebridade que chegou ali, então não vá reclamar. Limpando o sangue de sua boca, o homem tomava uma postura de combate onde uma de suas pernas permaneciam no chão, enquanto a outra dobrava na altura do joelho e sua mão esquerda estendia para o lado, enquanto a direita estava esticada diretamente a frente. Pelo jeito, era uma postura de algum estilo marcial desconhecido para Shen. ~Vacuum Clear~ Com uma investida com o próprio corpo, o homem após dizer algumas palavras esquisitas avançava na direção de Shen numa velocidade bem superior anteriormente, quase como se falar aquelas palavras esquisitas fosse uma… Habilidade especial. (Dã). Shen tentava contar o golpe com uma estocada, mas não era rápido o suficiente para aparar o golpe, recebendo um golpe de palma aberto em seu peito, que fazia seu corpo sair girando no ar, caindo cerca de 4 metros para trás. Curiosamente, era como se o golpe tivesse uma força centrífuga diferente, que era justamente o motivo do corpo do marinheiro ter voado. De fato, o homem não estava blefando sobre seu bojutsu ser apenas uma prática, claramente seu estilo dominante era o de artes marciais. Desta vez, Shen podia sentir notavelmente a força do impacto, ficando alguns segundos sem fôlego devido ao local atingido, o que o fazia cuspir sangue quando finalmente conseguiu recuperar o ar. A situação atualmente era, na plataforma que ficava no lado esquerdo, Shen e Dinamite estavam se enfrentando num espaço mais aberto, que dava acesso a entrada do armazém. Um pouco atrás deles, na diagonal mais próximo ao “centro” do local e diretamente a frente da entrada do armazém, estavam os quatro marinheiros que supostamente deveriam cercar Ikimura, mas que agora lidavam com Silva. Do outro lado, Coscott havia lidado com os cinco de antes, mas demonstrava agora um cansaço vizinho, enquanto os outros cinco que chegavam para lhe cercar iam lentamente se aproximando dele, que ofegante, só resmungava sobre estar aposentado e velho demais pra essas coisas.
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Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



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Not Enough Shooting Stars
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Alex se surpreendia com a interação inicial com a garota. Ao ver o tom agressivo da garota, ele esperava apenas mais uma esquentadinha violenta, mas acabou conhecendo alguém tão cheio de si quanto ele. Em resposta ao comentário da garota, ele deu um sorriso tímido, de canto de boca, pois uma coisa que poucos sabem é que aquele tipo de mulher é justamente o seu ponto fraco.

Vendo que ela aceitou logo de cara, ele pôs as mãos na massa e partiu para montar o seu teatro. A garota se mostrava bastante competente, e sua atuação era boa o bastante para quem havia aceito uma parceria improvisada. E lá foi ele. Vendo a reação dos restantes presentes, Alex ficou levemente preocupado, já que se os outros não estavam comprando a confusão, talvez a senhora também não fosse se meter, mas para sua surpresa, lá veio ela. Se Alexander fosse um pescador, ele com toda certeza poderia dizer que havia fisgado o peixe, e para não perder sua plateia, ele seguiu com seu ato a todo vapor, até que, para sua surpresa, a velha era bem apta fisicamente. Antes que se desse conta, as luzes se apagavam.

Momentos depois, ele abriu os olhos como se nada tivesse acontecido. Depois de uma boa soneca, Alex se sentou e se espreguiçou. - Caramba! Faz tempo que eu não durmo tão bem. - Ele exclamou um pouco antes de ser cumprimentado pela garota de madeixas avermelhadas. - Ho? Preocupação? Vinda de alguém tão nobre quanto você? Sabe, se eu não fosse tão certo da minha insignificância, poderia jurar que vossa alteza gosta de mim. - Ele respondeu com um sorriso convencido. Após isso, ele ouviu a explicação da garota, e apesar de não saber bem o motivo, a presença de carvão naquele cenário o incomodava. Quer dizer… Pra que a velha estaria guardando com tanto esmero um monte de carvão assim como se fosse uma pilha de barras de ouro. - Ah… Bem… Você mandou bem, recruta… - Ele comentou, lhe mostrando o seu patenteado dedão de aprovação.

Por fim, a velha sinistra se aproximou e deu todo aquele papo ameaçador clássico de qualquer superior. Alex se segurou para não rolar os olhos como um adolecente rebelde, até a mulher comentar sobre a cadeia. - As pessoas me adoram em todos os tipos de lugares, senhora, mas eu entendi o recado. Pode deixar. - Aproveitando a deixa, ele se levantaria, esconderia a garrafa que a garota havia pego em seu uniforme, e voltaria para a tarefa. Por hora, ele focaria apenas em limpar o maldito convés pra finalmente ser liberado e receber o seu salário.

Ao fim da tarefa, ele se aproximaria novamente da tal Sadi, e limpará a sujeira que provavelmente estava grudada em seu uniforme. Entrando no jogo dela, ele se ajoelharia diante dela, abaixando sua cabeça. - Oh majestade, esse reles plebeu gostaria com vossa, santidade. Sei que essa honra vai muito além de mim, mas há algo que preciso dizer. - Ele diria, com um tom de admiração quase deixando escapar a ironia por trás do ato. Ele se levantaria e olharia em seus olhos como havia feito mais cedo - Como esperado de alguém da realeza, vossa majestade é bastante confiável, e apesar de não ser merecedor de sua atenção e nem de respirar o mesmo ar que vossa santidade, eu gostaria de pedir para que me desse a honra de formarmos uma dupla. Creio que haverão outras oportunidades de agirmos como agentes secretos e pra isso eu preciso de sua ajuda. - Ele faria toda uma encenação dramática e exagerada para deixar claro o suposto respeito e admiração por trás de suas palavras. Ao fim do seu ato, ele limparia a garganta e ajeitaria sua postura. - Ah claro, onde estão meus modos… Uh… Sou Joseph… Joseph Klimber, recruta em ascensão e futuro dono do mundo. Não precisa me dar a resposta de imediato, mas peço que pense bem sobre isso. - Ele olharia em volta, para ter certeza que não seria atacado mais uma vez por aquela velha esquisita. - Se me der licença, eu tenho que tomar o meu milésimo banho de hoje, passar bem.

Com tudo terminado por ali, ele voltaria às pressas pro QG. Tinha que tirar o suor e a sujeira que tinha arranjado naquele maldito navio de imediato. Como sempre, ele iria até o banheiro para seu ritual de sempre. Um longo e demorado banho, se esfregando até sua alma estar limpa. Só que dessa vez ele levaria a garrafa de rum junto, e lá mesmo ele daria uma boa golada da bebida. De lá, mais uma vez, ele lavaria seu uniforme, o secaria e o vestiria assim que possível. Depois de finalmente limpo, ele partiria de encontro para a “grandiosa” sargento.

- Senhorita… Recruta Joseph se apresentando. - Ele diria, batendo continência. - Como me fora pedido, eu vim reportar o progresso da minha missão… De… Limpar um barco… - Ele tentaria não rir, pois o conceito era um pouco ridículo. - Eu posso dizer que o barco… Está limpo… Quero dizer, tirando o interior… - Ele comentaria, se lembrando brevemente de sua descoberta esquisita. - Uh.. Alias, senhorita. Você sabe quem é o responsável por aquele barco? Eu fiquei um pouco curioso depois de descobrir, com a ajuda de uma outra recruta… Que por algum motivo eles tão guardando carvão como se fossem barras de ouro lá dentro. Quer dizer… Não que seja estranho alguém transportar carvão… Mas a senhora que estava lá aparentemente não queria que ninguém chegasse perto do carvão… E isso não é algo que se vê todo dia.

Obtendo ou não suas respostas, Alex pediria permissão para se retirar, se não houvesse mais nada a ser feito, e voltaria para seu encontro com a sua garrafa de rum. Era o que lhe restava fazer, depois de começar o dia com o pé direito.

I ♥ Refrigerators

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ACT 21


I - The Fellas Project






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Novamente, o combate esquentava enquanto golpes eram trocados por mim e pelo marujo Roberto Dinamite, aparentemente eu ainda estava na vantagem quando eu então ouvi que o marujo estava praticando bojutsu comigo. É claro, aquilo era simplesmente um blefe para me deixar na ponta dos pés, né? De qualquer jeito assim que Roberto dava a palavra, mais punks apareciam prontos para começarem mais confusão, e não vou mentir aquilo azedava levemente o caldo. Apertei novamente o bastão, não iria desistir perante um desafio mais duro do que anterior, foi então que ouvi uma voz familiar.

O Cabo Silva havia chegado, não pude deixar de sorrir enquanto o respondia; "Sabe como é Cabo, queria ficar com toda diversão pra mim..." Eu dizia esboçando um sorriso levemente aliviado. Aparentemente, os piratas conheciam o cabo e francamente qualquer um que tinha o apelido de tinhoso pra mim era simplesmente a ajuda que precisava. Silva estava bem, e quando digo bem, ele realmente estava bem, lançando marujos pra lá e pra cá. Silva então afirmava para mim que iria ajudar pegando os quatro punks que vieram como parte do reforço. "Sim senhor, perder pra mim não é uma opção." Eu falava enquanto empunhava o bastão mantendo foco em Roberto Dinamite que ordenava que alguém fosse pegar todo mundo do esconderijo como reforço, e me informava ali que a porradaria havia acabado de ficar séria.

Sorri antes de respondê-lo, "Beleza então, me mostra o que você sabe." Eu então com o bastão me preparava pro combate, e adotava a pose de combate que geralmente utilizava, empunhando o bastão com ambas as mãos, enquanto Roberto Dinamite fazia uma pose diferente, o que me fazia falar comigo mesmo; "Beleza...Isso é diferente..." Após algumas palavras que não havia entendido, o marujo desferia um golpe mais rápido do que eu esperava, qualquer estocada que eu tentasse provavelmente teriam o mesmo resultado do que essa. O choque de sua palma com o meu peito me lançou a uma distância alta daonde estava, um som aleatório saía de minha boca enquanto levava o ataque no peito; "Aargh!".

Eu voava e durante todo esse momento eu estava em uma situação levemente desconcertante, buscando ar num mundo que aparentemente não havia sobrando. Após o capote e algumas rolagens de meu corpo contra o chão do local, não pude deixar de cuspir o sangue entalado assim que uma quantidade mínima de ar entrava em meu corpo. Levantava aos poucos, ofegava um pouco então cuspia no chão e agora eu estava simplesmente determinado a deitar esse maluco no cacete, guardava o bastão se ainda estivesse com ele; "Peso-pena, baby." Eu olhava diretamente nos olhos do marujo com um olhar sério e focado.

Dessa vez não iria esperar ou dar abertura para que ele viesse, iria de encontro ao marujo de imediato tentando avançar na maior velocidade possível, eu tentaria fingir que iria atacar o lado direito dele, mas no momento certo eu iria fintar então para esquerda, levando meu ombro pra trás com o punho fechado, eu tentaria desferir um soco em sua lado esquerdo do tórax e conforme dito anteriormente eu não iria mostrar piedade, começaria então a desferir os golpes na maior velocidade possível, após o soco na costela direita, um soco direto mirando na área geral de seu rosto, um soco de esquerda no seu externo e por fim nem que precisasse pular eu então tentaria acertar uma cotovelada em seu rosto.

Caso a minha sequência de ataques fosse aparada, eu diminuiria o ritmo dos ataques, para que então ele tentasse alguma coisa. Eu então tentaria desviar do ataque me dirigindo para frente na direção oposta do ataque, para que assim eu passasse do marujo ficando em suas costas expostas e então saltaria tentando chutá-lo abrindo distância entre nós. Já caso ele desviasse indo na direção oposta ou para trás eu fingiria dar um soco de direita, parando no começo do movimento então meio que fazendo com que Roberto desviasse de nada e então eu tentaria acertá-lo com um um chute rodado, mirando em sua cabeça.

A ofensiva do marujo seria tratada com respeito acima de tudo, caso não fosse possível esquivar tentaria usar os punhos e os antebraços para conseguir aparar o ataque ou ao menos mitigar o dano dos mesmos.

Pensava comigo que tinha que acabar com aquilo rápido caso queira ajudar os outros...


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Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





Com o plano acatado e novas intenções surgindo, partia em direção ao porto onde reencontrava o comerciante, que encontrou em um quartinho atrás de sua residência o local onde executaríamos os primeiros passos para o plano, a expressão de confusão no rosto do homem me fazia perceber que, ao contrário do que me lembrava, não havia explicado os detalhes necessários para ele antes de partir em direção ao QG.

— Desculpa, acho que esqueci de te passar os detalhes, às vezes fico imersa demais nos meus próprios pensamentos. Precisamos abrir os sacos que serão entregues na próxima entrega e retirar uma parcela deles, talvez um quinto ou um quarto, meus aliados irão preencher essa parte com pólvora e vamos selecionar o mesmo grupo responsável pela última escolta para efetuar a escolta da entrega.  Se tudo der certo, eles irão desviar o saco e enviar diretamente a seus clientes, ou até mesmo o próprio solicitante do contrabando e, apesar de não ser nenhuma especialista em explosivos, acredito que assim que misturarem fogo, carvão e pólvora, a receita deve resultar em uma explosão grande o suficiente para que possamos localizá-los. E não se preocupe com sua mercadoria, irei solicitar a Marinha o pagamento dos recursos que o senhor utilizar para nos auxiliar na investigação. Mesmo que eles se recusem, estou disposta a pagar eu mesma. O senhor tem outros sacos vazios que possamos utilizar para guardar a parte tirada?

Iria então auxiliar o homem em retirar uma parcela de carvão, o suficiente para que a presença da pólvora não fosse óbvia, mas que permitisse uma quantia suficiente para uma explosão significativa. Depositaria a parte tirada em sacos vazios que Fred poderia fornecer, para evitar o desperdício de sua mercadoria. Finalizando, aguardava a chegada de Silva, que parecia progressivamente mais atrasada que o esperado. Teria algo acontecido com o ele no caminho? Ao sair do local, na intenção de procurar o Cabo, acabava encontrando Violet, que informava que Silva havia passado por contratempos e demoraria um pouco à chegar. Apesar de preocupado com ele, especialmente após o ocorrido no QG, duvidava que a agente faria algum mal ao homem após a situação já ter sido amenizada pela Sargento, o homem era capaz de se lidar bem sozinho. A mulher também oferecia auxílio e novamente reafirmava a intenção de me recrutar para seu próprio grupo, enquanto oferecia um livro sobre investigação e a tarefa de decifrar informações rasuradas no relatório adulterado feito por um provável corrupto na Marinha. Em uma rápida olhada, podia notar um nome familiar.

— Agradeço pela ajuda, Violet. Em um primeiro momento, reconheço o nome escrito em "embarcação". Avent é o nome de uma embarcação atracada no porto nesse momento, a Sargento Astrid disse ter enviado o Soldado Joseph até lá. Acredito que um Marinheiro, de sobrenome Foster, rasurou o próprio nome e a quantidade de objetos a serem entregues para evitar ser descoberto. Talvez seja possível descobrir mais algumas informações indo até lá. Irei dar uma lida no livro e ver se, com as informações nele presentes, consigo extrair mais alguma informação. Mas antes disso, eu tenho uma pergunta... Na sala, quando o Cabo Silva se descontrolou, a senhora fez algo que não consegui entender, em um momento a atmosfera inteira do lugar mudou, parecia até que a ponta de um de seus dedos estava brilhando. Que tipo de poder é esse? — Faria uma pequena pausa, aguardando a explicação, prosseguindo caso a mesma respondesse. — E se eu aceitasse sua proposta e fosse para o seu lado... Você poderia me ensiná-lo?

Início do Requisito para Aprendizado da Perícia: Investigação

Após a conclusão do do diálogo, pediria a Fred permissão para lavar minhas mãos na residência. Entrando o mais rápido possível, para retirar os resquícios de carvão das mãos, secando-as logo em seguida com uma toalha, papel ou similares que estivessem disponíveis para tal. Faria questão de secar as mãos meticulosamente, para não causar danos ao livro ao recebê-lo da Agente.

Em seguida, sentaria em uma mesa, ou qualquer lugar tranquilo, onde pudesse sentar e folhear o livro sem interrupções, me atendando aos detalhes e, é claro, fazendo algumas das infames anotações semi-ilegíveis com a mão esquerda, que tremia um pouco e fazia o trabalho em velocidade reduzida, provavelmente seria obrigada a fazê-los mais de uma única vez para extrair alguns utilizáveis, mas não me importava, provavelmente ajudaria a informação a fixar-se com maior facilidade na memória a longo prazo. Diversos conceitos eram passados pelo guia, como a possibilidade de extrair ainda mais informações a partir de uma fonte que já parece esgotada, apenas observando por uma perspectiva diferente. Eram passados também múltiplos detalhes a respeito de situações, pistas e linhas de raciocínio que poderiam alterar por completo o rumo de uma investigação. Colocar-se no lugar do investigado para entender como ele pensa, deduzir o estado psicológico de uma pessoa naquela situação, fazer sua mente reproduzir os múltiplos cenários em que certa situação poderia ter se desenvolvido, e qual delas é a mais provável a partir das informações já conquistadas. Estes eram apenas alguns dos muitos conceitos detalhados no livro, que se provava muito mais interessante. Ao perceber os usos e o quanto a prática destas e as demais instruções teriam influências drásticas  nas minha capacidades investigativas, esboçava um sorriso levemente psicótico no rosto.  

Fim do Requisito para Aprendizado da Perícia: Investigação

Com as novas informações disponíveis, refletia um pouco sobre como o autor do relatório deveria ter agido. Provavelmente, teve que fazer o relatório normalmente, para que entregasse aos superiores, em seguida, encontrou alguma forma de ter acesso a ele novamente, e o rasurou para que não houvessem rastros do seu envolvimento no caso. Mas, se em algum momento as informações foram preenchidas corretamente, elas estão apenas cobertas pela rasura, então talvez... Posicionaria o papel do relatório contra alguma fonte de luz, tentando identificar e decifrar a escrita original por trás da rasura. Caso encontrasse alguma informação nova, a levaria até Violet.










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Titulo legal e criativo


~Alexander~


Alex acordava após seu breve “descanso”, curiosamente, não sentia dor e, pelo contrário, estava até mais relaxado que antes. Talvez a senhora tinha alguma técnica de massagem com o bastão? Vai saber. O importante era que o rapaz voltava a interagir com a moça. -H-h-humpf. C-claro que não estava preocupada com v-você. Fazendo um biquinho enquanto suas bochechas tomavam uma tonalidade mais rosa, respondia ao jovem. Após ouvir a bronca da velhota, focava em terminar a parte que lhe foi designada para limpar. Durante esse tempo, o outro soldado além do casal de marinheiros parecia ter terminado sua parte, deixando a embarcação, ficando então apenas Alex, a velha e Sadi. Algum tempo depois, finalmente terminava sua tarefa, indo na direção da marinheira novamente. O devasso marinheiro começava então uma atuação digna de romances clássicos teatrais, que fazia a bochecha da moça tomar uma tonalidade bem mais forte que antes. -O-o-o-o-o-o q-q-que quer?! Respondeu a primeira interação, onde o ladino prosseguiu aproximando-se da garota, que soltava um “Ihhhhh” enquanto encolhia as mãos em frente ao corpo e virava o rosto, fechando os olhos. -I-i-i-i-i-idiota! S-s-s-e queria isso, bastava pedir, pra que esse t-t-teatro?! Humpf! Novamente com seu patenteado biquinho, virava o rosto, erguendo o queixo como desprezo, mas olhando com o canto do olho na direção do rapaz, com apenas um olho. -T-t-tudo bem então, s-se consegue perceber minha grandeza, d-digo que é digno de me a-acompanhar. Humpf. Viraria de costas para o homem, dando umas olhadas nada discreta para trás durante o processo.

-Prazer conhecê-lo, Joseph. Eu sou a soldado Sadi Carnot, terceira filha da renomada família Carnot! Hãn… Acho que é isso? mãe não me deixava sair de casa até pouco tempo atrás, então minhas habilidades sociais não são das melhores… DE QUALQUER FORMA! T-t-te dou autorização para me a-acompanhar quando terminarmos aqui. Você pode me p-procurar no QG. MAS NÃO DIGA NENHUMA BESTEIRA PROS OUTROS, VIU?! V-v-você é meu seguidor, nada além disso. Humpf.

Dizia ela, variando o volume de sua fala a um tom quase inaudível quando explicava sua estranheza natural para interagir com os outros, praticamente gritando logo em sequência. Terminando por ali, Alex saía em direção ao QG, sendo parado na entrada do navio pela senhora. -Bom trabalho, soldado. Nunca vi alguém trabalhar com tanto desânimo aqui antes, praticamente um recorde! Faça um favor, fale pro seu superior não te mandar pra cá novamente… Prefiro evitar fadiga, to velha demais pra isso. Comentava ela, segurando o braço do rapaz mas logo soltando. Caminhava tranquilamente, chegando ao quartel sem maiores acontecimentos e novamente ia aumentar a conta de água do QG ao tomar seu sei lá qual número de banho do dia. Desta vez, pelo menos, não tinha nenhuma interação esquisita, visto que só estava ele por ali. Aproveitava para saborear o resto de rum que havia na garrafa, o que o deixava levemente mais solto, se é que fosse possível. Terminado sua higienização, seguia até a sala de Astrid, que parecia estar saindo para algum lugar, pois estava terminando de trancar a sala quando Alex a encontrava.

-Certo… Obrigado pelo relatório. O responsável pelo barco… Um momento.

Não entendo direito o tom do rapaz que parecia achar aquilo cômico, ela destrancava a sala, folheando alguns documentos na mesa. -O responsável por aquela embarcação, é… Hãn? A moça coçava os olhos, como se não acreditasse no que estava lendo. Voltava a ler novamente. -Isso é esquisito. Segundo o relatório, quem deu baixa naquela embarcação foi um… Soldado? Até mesmo eu como sargento tenho problemas em conseguir uma embarcação própria, mas um soldado assinou a documentação como se fosse dele? Mabari… Covas. Não sei quem é, nem nunca ouvi falar. Já ouviu esse nome antes, soldado Joseph? Questionava ela a Alex, tentando entender a situação. -Isso está muito esquisito. Infelizmente… Tempo não é o que temos agora. Parece que tem uma “situação” acontecendo no velho depósito de armas, já enviei alguns soldados para lá, além disso Shen e Silva também estão. De qualquer forma, entre… Preciso passar para você o novo plano da operação. A sargento então começava a contar o plano proposto por Leona para Alex, desde o problema com os relatórios adulterados que um cidadão havia denunciado até o plano para pegar os envolvidos ao colocar pólvora no lugar de carvão para revelar a localização de uma possível base inimiga. -...E bem, precisarei de todo o esquadrão por lá, até mesmo eu irei estar me juntando desta vez, então você também estará. Por hora, se estiver desocupado, junte-se à soldado Leona no porto e a ajude com os preparativos. Não precisa ter pressa, mas espero que quando chegar o momento, esteja lá, soldado. Estou indo para lá agora mesmo, pode me acompanhar se quiser. Concluiu sua fala, fazendo um sinal com as mãos para que o homem deixasse a sala e saindo também logo em seguida, trancando a sala e caminhando em sua pose militar habitual. Aparentemente, a sargento não havia dado uma ordem direta para que ajudasse Leona, apenas uma sugestão, o que era bem incomum para ela, de qualquer forma, ainda contava com a presença de Alex quando fosse necessário, isso é, quando o plano fosse posto em prática, o que lhe dava algum tempo livre, caso assim desejasse. A garrafa que havia recebido estava pela metade, mas ainda lhe renderia alguns bons goles.

~Shen~

Há dois dizeres sobre um combatente nato. O primeiro, que a melhor forja para um bom instrumento é a experiência, o segundo, sobreviver o suficiente para aguentar tais experiências. Shen parecia incorporar bem os dizeres, sendo alguém forjado em batalha, era justamente no âmbito dela que o artista marcial conseguia explorar o máximo de suas capacidades. Como se utilizasse a dor que sentia depois de tanto tempo como combustível para seu ímpeto, avançava na direção do oponente o furioso lutador, não antes de soltar palavras de provocação para o inimigo, mesmo tendo acabado de cuspir sangue. Indo para o mano-a-mano, guardava seu bastão, iniciando seu ataque com uma ofensiva explosiva pelo lado direito, que fazia o oponente direcionar seus braços naquela direção para aparar o golpe, caindo na armadilha de Ikimura, que subitamente girava para o lado esquerdo, ficando no lado completamente exposto do oponente, acertando-lhe no tórax, que o fazia soltar um urro de dor curto, dando alguns passos para o lado. O lutador prosseguiu com uma enxurrada de socos na região do torso, sendo alguns deles contidos pelo pirata, que revidou com uma cotovelada no ombro de Shen, fazendo-o perder o equilíbrio brevemente, enquanto, ofegante, o oponente saltava para trás para criar distância entre eles. O contra-ataque parecia não surgir o efeito esperado, pois como um touro o marinheiro continuou avançando, fazendo outra finta, só que desta vez cortando o golpe antes mesmo que estivesse no alcance do marujo, o que o fazia ficar numa pose bem constrangedora se defendendo de um golpe que nem sequer vinha.

-Mas o qu-

Percebeu que era uma finta, mas Shen foi mais ágil, indo para trás do oponente, acertando-lhe um chute circular na cabeça. O oponente até conseguia reagir, o que fazia com que o golpe do marinheiro não atingisse todo seu potencial, pois o homem batia com a palma da mão mais ou menos na panturrilha do artista marcial, afastando sua perna e consequentemente o próprio Shen dele mesmo, contudo, mesmo não pegando em cheio, devido a área na qual foi o golpe, na lateral da cabeça, o homem cambaleava, parecendo ter perdido boa parte do seu sentido de direção e equilíbrio. Percebendo a brecha, o marinheiro saltava no ar, descendo o peso de seu corpo com o cotovelo a frente. Na visão do oponente, tudo que ele vinha era uma sombra saltando em sua direção, ofuscado pelo brilho solar que estava logo atrás de Shen. -Ah, merda… Percebendo que não tinha mais seu reflexo de sempre para reagir aquilo, o homem apenas lamentava, soltando um sorriso de satisfação no processo. -Você venceu, cabeça de músculo.

*Blargh!*

Recebendo o golpe bem no encontro do nariz com a testa, o corpo do homem caía para trás, chocando-se contra o chão, já com seus olhos completamente brancos e rosto totalmente ensanguentado, inconsciente. Enquanto isso, Silva parecia já ter lidado com dois dos quatro que havia escolhido lutar e, agora que tinha um breve sossego, Shen podia entender porque o apelido do homem era “Tinhoso”. Mais parecia um cão com raiva do que um humano lutando, agarrando o oponente e o jogando contra outro, torcendo junções com golpes que pareciam de judô, golpes com tamanha força que o barulho do impacto já causava certo espanto. Do outro lado, contudo, Coscott estava com alguns novos ferimentos, sangrando na região do braço esquerdo enquanto quatro dos cinco novos oponentes iam o cercando lentamente. Pareciam mais organizados que os de antes, ou o homem simplesmente já não estava em seu pico como anteriormente, devido ao desgaste. Como desgraça pouca é bobagem, o tal pirata que havia saído correndo retornava, trazendo consigo um novo grupo de inimigos. Coscott, contudo, soltava uma gargalhada assim que via o grupo de inimigos chegando.

-Gyahahohihu! Vocês sabem onde estão, seus merdas?! Essa é uma ilha de marinheiros! HAHAHAHA

O motivo da súbita mudança de humor de Coscott era explicado no instante seguinte. Por trás do novo grupo de inimigos, um grupo de quase o dobro de pessoas vinha logo atrás, todas uniformizadas. Afinal, Shells Town era conhecida como uma ilha de marinheiros por algum motivo. Silva pode parecer não ser dos mais pensantes, mas notou algo de estranho antes mesmo de ir para o local, sendo assim, havia pedido para Astrid enviar reforços caso ele demorasse, o que sargento fazia, pois confiava plenamente em seu subalterno. Percebendo a merda na qual haviam se metido, o novo grupo de inimigos nem sequer se juntavam a batalha, principalmente após avistarem o corpo de Dinamite no chão, enquanto outros 7 corpos estavam no chão atrás do ensanguentado Coscott e Silva fazia seu show a parte não muito distante.

-Que se foda, não recebo pra isso não!
-Receber? Tu é pirata, jumento, não tem salário não!
-E é né? Eu vou é cair fora.


Era possível ver o grupo de inimigos discutindo entre si, enquanto subitamente mudavam de direção, saindo pelos becos e vielas próximos enquanto o novo grupo de marinheiros partia atrás deles. Os quatro que enfrentavam Coscott se rendiam, deixando suas armas caírem ao chão enquanto levantavam as mãos, e os outros dois que enfrentavam Silva não tinha lá a mesma sorte, pois apenas saíam voando por ai após serem arremessados pelo homem, caindo inconsciente no chão. -Gah! Mas que merda… Deu nem pra me aquecer direito… Tá tudo bem aí coroa? Precisa de uma bengala? Gahahah! Questionava ele em direção a Coscott, que logo respondia. -Mais respeito com seu tio, seu moleque! Ou eu vou descer ai e te deitar no cacete! Em sequência, os dois riam. Silva então caminhava na direção do soldado. -Mandou bem, novato! *Páft* Continue assim que já já vai ganhar um apelido desses merdinhas também, hahahaha. Brincava ele com o lutador, dando um “tapinha” descontraído no ombro de Shen, que fazia seu corpo da um leve impulso pra frente no processo. Aparentemente delicadeza não era o forte do brutamontes.

-Ah é… Certo. Ô coroa, o QG mandou eu buscar pólvora aqui pra levar pro porto. Tá tudo aí no armazém?

-Ora seu…! Gah! To sem energia pra te dar esporro… Tá, tá tudo ai. Aqui, vai precisar da chave pra abrir a porta nos fundos.

Respondeu Coscott ao Cabo, jogando uma chave para ele. -Aê, novato, tecnicamente isso deveria ser uma punição pra mim por desacato ou alguma merda assim… Mas que cê acha de me dar uma mãozinha levando essa pólvora até o porto? Vou precisar fazer muitas viagens se for sozinho… Se ainda tá bem pra um serviço simples assim, né?! Comentava ele com Shen, indo em direção ao armazém, abrindo a porta nos fundos. Instantes depois, sairia com quatro sacos que lembrava bastante um saco de café, dois em cada ombro. Shen, caso decidisse ajudar, conseguiria levar dois sacos em seu estado normal, mas talvez fosse melhor levar apenas um devido ao combate recente. Claro, isso para alguém normal, mas Shen não era apenas um lutador normal, não é mesmo? De qualquer forma, aquilo não era uma ordem, então poderia decidir se ajudaria ou não. Durante o trajeto Silva também pediria a algum dos novos soldados que haviam chegado como reforço para ajudar, então só precisariam de uma viagem.


~Leona~

Leona finalmente explicava o plano pro homem, que demonstrava certa desconfiança, mas resolvia seguir assim mesmo, recolhendo alguns sacos vazios do local para transferir parte do carvão. -Pode usar esses aqui, xô te ajuda. Junto com o homem então, a soldado começava a transferir o carvão metade do saco de carvão para um saco vazio, fazendo isso repetidamente, mas parava alguns instantes depois para checar pela demora de Silva, iniciando assim então seu aprendizado sobre investigação de maneira mais profunda, aperfeiçoando um dom já natural de sua pessoa. Enquanto isso, o cidadão olhava meio torto para a soldado, pois ainda retirava carvão dos sacos enquanto a mulher se sentava na mesa lendo um livro. Claro, o ritmo com o qual os dois trabalhavam era bem diferente devido ao vigor naturalmente maior de um soldado e o homem não tava nem perto da quantidade que a ruiva já tinha feito, ainda assim, gerava estranheza para ele, mas dava de ombros, continuando seu “serviço”. A soldado, por sua vez, parecia terminar de analisar o documento que lhe fora apresentado como forma de estudo, recebendo um sorriso de Violet como resposta. -Mandou bem. Joseph, huh? Porque toda vez que algo suspeito aparece esse soldado ta envolvido? *Sigh* Suspirava por um momento a agente, mas voltando a uma postura mais séria assim que Leona a questionava sobre o ocorrido na sala. -Oho? Curiosa, huh? Bom, é uma técnica especial do governo. Tecnicamente você também pode aprender ela na marinha… Mas sua patente ainda é muito baixa pra isso. Mas claro, caso se juntasse a organização, poderia lhe ensinar sobre… Quando for a hora. Respondia ela, indo para o lado de fora da casa acender um cigarro. Do lado de fora, ela voltava a falar enquanto tragava seu cigarro.

-Ah, sobre a embarcação… Não sei de tudo que acontece no porto nem to de olho em tudo do QG, mas não me lembro de nas centenas de relatórios que olhei ter visto algo sobre uma embarcação atracando por aqui nos próximos dias… O que me deixa curiosa. Principalmente porque as embarcações costumam apenas reabastecer e seguir seu rumo, mas parece que essa já tá aqui tem alguns dias.

Comentava sobre a informação passada por Leona. Após seu aprendizado, a escudista tinha a ideia de virar a folha contra a luz, tentando passar a rasura simples feita no papel. Não conseguia ver muita coisa, apenas alguns traços novos de letras que não formavam nada, a não ser por um nome no fim da folha, um nome que seria bem familiar a soldado… Mabari Covas. Aparentemente era ele quem havia assinado a confirmação de entrega, mesmo sendo apenas um soldado. Leona levava então as novas informações até Violet, que deixava o cigarro cair de sua mão ao ouvir o nome.

-Mabari… Covas?

Dava uma gargalhada esquisita a mulher, quase psicótica, secando algumas lágrimas que se formavam no canto do olho de tanto rir, apoiando a mão no ombro da soldado logo em seguida. -Esse filho da puta ta brincando com a gente! Mabari Covas… Ma-ba-ri>Ribama. Covas>Vasco. É um anagrama! Ele esqueceu um R no primeiro nome, mas definitivamente é ele! Você já viu esse homem antes?! Sabe onde ele está?! Mostrando uma empolgação bem incomum a seu comportamento normal, a agente chacoalhava a soldado como se ela fosse um pé de árvore e alguma informação nova fosse cair como fruta caso ela balançasse. Enquanto isso, por trás da dupla, Fred aparecia meio sem jeito. -Hmm… Oi, desculpa terrompê ocês ai, mas já cabei aqui, faço o que agora moça? Questionava o homem, meio sem jeito com a situação. Como Leona estava de frente pra rua enquanto Violet estava de frente para ela e consequentemente de costas para a rua, apenas a ruiva via Silva chegando no horizonte, trazendo quatro sacos nos ombros, dois em cada lado, seguido por mais dois marines que traziam um saco cada. De longe, o homem gritava. -Aê, ruiva, trouxe sua encomenda! sorria, não parecendo fazer muito esforço, enquanto os outros dois recrutas a seu lado estavam visivelmente desgastados pelo trajeto.


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Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



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Após o trabalho árduo e uma conversa com a sua nova.. mestra..? Alex esbarrava com a velha. Ela dava um sermão no nosso protagonista, mas sua atitude e a situação dava a entender que aquilo era uma mensagem subliminar. Considerando o quão suspeito era aquilo tudo, e sobre como Alexander estava lidando com corrupção dentro do QG, ele sorriu para a senhora. - Tudo bem… Tudo bem, senhora… Pode deixar. - Porém, antes de partir, sua expressão se tornou séria, e pela primeira vez em muito tempo, o rapaz blackwood tomou uma postura mais ameaçadora. - Mas eu sinto que a gente vai se reencontrar muito em breve… Vovó… - Ele a olhou bem nos fundos dos olhos dela, por um breve momento que parecia durar uma eternidade. - E pode ter certeza que vai ser para provar o bolo da senhora. Té mais! - Ele disse, quebrando a tensão e expressando o mesmo sorriso brincalhão de antes. Ele estava cansado de tentar agir na surdina e se fazer de maluco. Além do mais, Alex sentia que tinha de dar o troco nela em algum momento, por isso, estava apostando fortemente no seu envolvimento com o tal do bando do Vasco.

Após tirar as trivialidades do caminho, o rapaz blackwood foi de encontro com a sargento, que se surpreendia com a descoberta, e ao ouvir o comentário da sargento, Alex se segurou e se tremeu todo, até que finalmente desabou em gargalhadas. Após um bom tempo se acabando de rir, ele limpou as lágrimas que escorriam de seus olhos e recuperou seu fôlego. - Me desculpe, senhorita… Mas é que… Isso é um pouco cômico. Não me surpreende eles terem passado despercebido por tanto tempo… Ninguém fez questão de checar a papelada! - Ele voltou a rir, ao notar o quão hilário era aquilo tudo. - M-Mill perdões… Não estou desrespeitando a senhorita, até porque, se fosse eu, teria acontecido o mesmo… E por isso é tão engraçado. - Ele aos poucos tentou conter a sua risada, temendo uma represália da baixinha se seguisse rindo. Depois de finalmente controlar a sua risada, ele limpou sua garganta e tomou uma postura séria. - Tudo bem, senhorita. Eu preciso fazer uma coisinha antes… Mas me juntarei a vocês assim que possivel. - Ele disse um pouco antes de bater continência novamente e se retirar.

No fim, as peças se encaixavam. A galera que estava envolvida no tal roubo das sacas de carvão, tinha grandes chances de ser a mesma cuidando do tal Avent, e por coincidência, Sadi tinha encontrado o tal do produto do contrabando. Alex esfregava o queixo, sorrindo quanto ao brilho da dona sorte. Agora era uma boa hora para reencontrar a garota ruiva, por isso, antes de qualquer coisa, ele buscaria a garota pelo QG. Se ele a encontrasse, se aproximaria humildemente, com seu sorriso de canto de boca patenteado. - Ahem… Vossa majestade… Me perdoe por estar lhe incomodando, mas eu me recordo que vossa santidade havia comentado que desejava “surrar a bandidagem”. Por isso, quem sabe, a senhorita poderia me permitir acompanhá-la até lá. Se for necessário, lhe explico o restante no caminho. - No fim, sem ou com a garota, ele iria até o local de encontro.

Ao avistar a outra soldado ruivinha no local, Alex se aproxima prontamente, como um pivete no colegial se apressando para comer merenda. - EI! Ruivinha! Eu gostaria de lhe pedir desculpas por desconfiar de você ontem. Sei que você tem noção da bagunça que estava no QG, e naquele momento eu tinha um alvo enorme nas minhas costas… Mas! Se minhas palavras não são o bastante… Eu tenho algo bem melhor! - Ele se aproximaria mais da soldado, olhando discretamente ao seu redor. - Sabe o tal navio esquisito no porto? Então… Enquanto eu estava limpando, encontrei uns sacos de carvão que podem ser exatamente aqueles que você está procurando. - Ele se afastaria, e encararia a garota com um largo sorriso. - "Ah, mas Joseph! Como pode ter certeza que esses sacos de carvão e os sacos do meu caso estão interligados". - Ele diria, imitando de maneira cômica a voz e a postura da Ruiva. - Bem… Eu não tenho certeza, mas tinha algo de suspeito naquele barco e naquele carvão, já que enquanto eu limpava, aquela velha ficava guardando a porta pro interior do navio o tempo todo, como se estivesse escondendo joias ou algo do tipo.

Após passar as suas descobertas para a sua companheira, Alex se manteria por perto, esperando uma nova ordem ou alguma oportunidade para ajudar. Apesar de não estar muito contente com a ideia, pois tudo que via por ali era trabalho braçal, e ele não queria partir pro QG mais uma vez só para ter que tomar outro banho.

I ♥ Refrigerators

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ACT 22


I - The Fellas Project





Naquela pequena fração de tempo eu tinha um objetivo claro, eu era o objetivo, eu vivia praquilo. Eu só precisava derrotar Roberto Dinamite e mostrar do que sou feito, por um momento meus movimentos ficaram claros, meus pensamentos ficavam quase que cirurgicamente claros, eu sabia o que executar, como executar, meu plano reserva, como me movimentar e tudo mais. Um tipo de hiperfoco tomava conta de mim, quando voltei a pensar normalmente Dinamite já estava no chão, não é como se eu tivesse apagado, eu sabia exatamente o que havia acontecido mas é como se por um instante eu começasse a pensar diferente.

Eu então suspirava aliviado até que percebi a situação de Coscott, e antes que pudesse agir percebi por um momento o que ele havia falado e realmente a ilha era de marinheiros, o lugar era simplesmente ocupado por oficiais uniformizados que então faziam os reforços fugirem e rendiam os homens que ficavam. Eu então apenas observava a situação que ocorria ente Silva e Coscott que aparentemente eram tio e sobrinho. Do nada a mão pesada de Silva acertava minhas costas num tapa amigável, nas minhas costas que me puxava de volta a situação. Eu então chacoalhava a cabeça rindo levemente. "Ah, mal posso esperar, cabo Silva." Eu respondia colocando as mãos na cintura.

Eu então ajudaria o cabo Silva com sua missão, respondendo-o: "Quê isso, Cabo, to bem pra levar até dois." Eu dizia, confiante nas minhas habilidades, eu então tentaria empilhar dois sacos um em cima do outro falando consigo mesmo "Só dois, eu conheço meu limite." Eu então agacharia e levantaria os sacos e iria acompanhando Cabo Silva de volta para o QG, eu tentaria focar no exercício que estava fazendo depois de deitar um criminoso na porradaria franca. Afinal de contas, não queria passar vergonha ali. Caso precisasse, pararia no caminho para recuperar o fôlego e caso fosse perguntado sobre o motivo: "Ah, isso aqui é nada, peso pena." Então pegaria e voltaria a carregar os sacos até o local indicado.

Chegando ao QG, primeiramente iria em direção a um banheiro para que pudesse primeiramente lavar meu rosto e ver a situação do meu peito onde havia sido acertado por Roberto Dinamite, por fim passaria uma água no rosto e iria em direção a algum lugar que pudesse beber uma água. Após saciar a sede iria então de encontro com a sala da Sargento para devidamente reportar o que havia acontecido no dia em questão. Contaria principalmente na quantidade de homens que eles tinham a disposição, mencionaria Roberto Dinamite e a ajuda do Cabo Silva. Além disso, informaria também que grande quantidade havia fugido após verem que Roberto havia caído e ao verem também o número de marinheiros no galpão.

"Então, sargento. Qual o próximo passo?" Eu perguntava para saber quais eram minhas próximas ordens. Após recebê-las tentaria ir até a cantina para comer algo para matar a fome e então tomaria meu rumo para continuar o dia.

Dados:

Objetivos:





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Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





A breve leitura e a perspectiva faziam com que encontrasse um nome familiar no documento. Mabari Covas, o nome do soldado que me acompanhou durante a sessão de treinamento realizada mais cedo, e ao observar o nome escrito, depois de ter recebido o relatório da Sargento, meus olhos se arregalavam por um momento.

— Uhuhumhumhumhumhumhum. — Inala em baixo som. — Hemhem. — Inala. — Hemhehehehemhe. — Conseguia conter o resto da gargalhada de tom e volume preocupantes, mas fazia tempo que não me sentia daquele jeito. — Aquele desgraçado... — Porém, a euforia instantaneamente dava lugar ao receio, e partia correndo em direção a Violet.

Recebendo a informação, a agente chegava a mesma conclusão e começava a gargalhar, com uma sonoridade menos doentia. Mas rapidamente a interceptava, preocupado com a resolução a qual chegava ao saber da localização do homem.

— Eu conheço esse Soldado, ele estava tanto no QG quanto na biblioteca durante a manhã, nós até mesmo treinamos juntos. Eu ainda não havia recebido o relatório quando ele me disse seu nome, e após já tê-lo conhecido por um tempo, isso não me passou pela cabeça até ler o nome no papel. — Faria uma pequena pausa, aguardando a explicação, prosseguindo caso a mesma respondesse. — Mas por hora, precisamos ir de volta ao QG o mais rápido possível, existe a possibilidade do suposto Ribamar ser apenas um lacaio infiltrado, mas, se for Ribamar em pessoa, e ele usou um nome tão óbvio, ele deve estar confiante de que, mesmo se for descoberto, conseguiria lidar com todos no QG, e sabendo que até mesmo a Capitã Linda está por lá, a Sargento pode estar correndo perigo. Ele apagou seus rastros no QG, como estava na biblioteca, deve ter feito o mesmo por lá, o próximo lugar com mais informações a respeito da operação dele é... O nosso escritório.

Notava a chegada d duas figuras conhecidas, o Cabo Silva e o Soldado Shen, que pareciam claramente desgastados, mas precisaria deles para a urgência do momento. Fred também aparecia, pedindo mais instruções.

— Soldado Shen, Cabo Silva! Tragam o material pra cá, acompanhem o Sr. Fred e preencha os sacos preparados com o material adquirido. Sr Fred, mostre pra eles o lugar e não se preocupe, eles são ainda mais confiáveis do que eu! Agente Violet, apesar de não saber a identidade do homem no momento, tomei o cuidado de não revelar nenhuma informação, então poderemos seguir com o plano normalmente, mas gostaria de verificar a situação no QG antes. Poderia me levar até lá? Com aquela coisa que você faz de desaparecer e aparecer em outro lugar? — Notaria também, caso já fosse hora, a aproximação de Joseph, que trazia mais algumas informações. — Bom, não estávamos procurando os sacos em específico, mas é bom saber que estão lá. Talvez até iremos conseguir recuperar alguns dos que o Sr. Fred perdeu no último desvio, e isso provavelmente indica que o Avent é um dos locais de operação do inimigo, por hora, não seria bom irmos até lá por hora, poderia comprometer o resto da operação e a descoberta de possíveis outras bases. Apenas confeccionem a carga por hora e a deixem preparada. Violet, podemos ir?

Caso a a agente optasse por ir sozinha, ajudaria os aliados nos preparativos, esperando para entregar a carga à escolta corrupta.









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A (wo)man with nothing to lose


~Alexander, Leona e Shen~

Alex acaba rindo ao ver a reação da sargento em relação ao relatório e, para surpresa, até a própria sargento deixava escapar um suspiro com algo que lembrava uma risada. -De fato… E pensar que toda essas corrupção passou por não nos atentarmos a ler simples relatórios…*Sigh* Terminado a conversa ali, Alex se despedia enquanto a mulher se encaminhava na direção do porto, ou pelo menos era para onde disse que iria. Passeando pelo quartel, Alex ia em busca de Sadi, que não demorava muito para achar, a garota estava na cantina tomando o que parecia ser um chá. -Bom, não me passaram mais nenhuma tarefa mesmo… Acho que posso te dar o prazer de minha companhia, plebe. V-vamos, dite o caminho. Respondia ela, seguindo o soldado. A dupla então seguia até o porto, onde Alex passava suas informações para Leona. Ao chegar lá, porém, percebia que a sargento ainda não havia chegado, mesmo que tivesse saído antes mesmo do rapaz em direção ao porto. No fatídico porto então, todo o grupo acabava se reencontrando. Mas voltemos no tempo um pouco.

~Instantes antes, visão de Leona

Violet acabava gargalhando de forma esquisita novamente ao ouvir a resposta da soldado. -Realmente… Não sei se é o próprio Ribamar, mas definitivamente é alguém astuto o suficiente para se passar por ele e ainda brincar com a marinha e o governo. Esse desgraçado… Cerrando os punhos, respondeu. -Hãn… Não é bem assim que funciona. Eu até conseguiria te levar, mas não valeria o esforço físico necessário para isso, sem ofensa. Respondia a agente a proposta de Leona, percebendo então a chegada de Silva e Shen, além de Alex que vinha acompanhado de uma ruiva descendo a rua. -Eu vou na frente checar a sala, a baixinha provavelmente já está vindo para cá, então você deve encontrar com ela pelo caminho se for andando. Completou, saindo como um vulto na direção do QG por onde Alex vinha.

~De volta ao presente

A agente parava momentaneamente ao lado de Alex, sussurrando em seu ouvido. -Me trocou rápido hein, garanhão? E sumindo novamente com a mesma velocidade de vulto que havia vindo. Por mais que a ruiva tivesse acompanhando Alex, apenas ele ouviria aquilo devido ao volume e proximidade com o rapaz com a qual a moça falava. Silva acenava com a cabeça, cumprimentando Fred com um sorriso enquanto pedia licença para entrar na sua casa indo em direção ao depósito onde estavam os sacos semi vazios, começando a preenchê-los com pólvora que havia trazido. Fred já estava cansado da tarefa anterior, então Silva acabava dizendo para o homem para descansar, que obedecia sem muitos problemas, indo preparar um café. Sua esposa chegava não muito tempo depois, cumprimentando a todos. -Ohohoh! Porque não me disse que tinhamos visita, querido? Vou colocar uns pães de queijo pra assar. Dizia ela, indo em direção a cozinha. -E eu lá sabia que tu já ia voltar muié? Ah sim… Onde estão meus modo… Sáé minha esposa, Clotilde. Esses aqui são os da marinha que vão ajudar a gente naquele trem de roubo lá que falei comcê. Após uma breve explicação, a mulher cumprimentava a todos. -Acho que tem mais uma de vocês vindo, não é mesmo? Eu vi uma garotinha vindo na mesma direção que eu.. Mas ele entrou umas duas ruas atrás. Acho que deve ter se perdido, porque aquela rua é sem saíd-

*KABOOOM*

Antes que pudesse terminar sua fala, um estrondo era ouvido a distância. Shen, por estar mais distante da casa, conseguia ver uma fumaça preta subindo num lugar não muito distante, por cima das casas na região. Alexander, que também ainda não havia entrado na casa de Fred, podia ver algumas pessoas correndo cerca de três ruas atrás de onde o grupo se encontrava, na mesma direção por onde havia vindo. Ouvindo o estrondo, Silva também vinha para o lado de fora. -Oy oy, ninguém fez besteira com a pólvora não, né? Gyahaha! Vinha em tom de brincadeira, mas a ruiva que acompanha Alexander respondia o Cabo num tom bem mais sério. -Hãn… Definitivamente alguém estava brincando com pólvora, mas não foi a gente não. Veio daquela rua. Percebendo os civis correndo para longe do local, os instintos de marinheiro do Cabo pareciam bater e ele partia desenfreado naquela direção.

Leona, caso tivesse optado por seguir andando até o QG após a recusa de “carona” por parte de Violet, teria andado o suficiente para estar bem perto da rua, cerca de apenas uma rua depois do local, em direção ao quartel e era a mais próxima do destino, ouvindo de forma mais clara a explosão além dos gritos caóticos dos civis que deixavam o local as pressas. Se tivesse optado por ficar e ajudar na tarefa de preenchimento dos sacos, estaria basicamente na mesma distância de todos. Também era possível ver Violet descendo a rua, vindo da direção para onde o quartel ficava, parecia ofegante, com um papel na mão. A mulher ainda estava ligeiramente distante, então para todos ali apenas viriam alguém com vestimentas pretas vindo em alta velocidade, não necessariamente conseguiam identificar quem era. Assim que passava por todos correndo, quando estava a cerca de 2 metros de distância do grupo indo em direção a onde a explosão havia acontecido, Silva gritava em tom autoritário. -Se mexam, ajudem os civis e qualquer ferido no local! antes de aumentar ainda mais sua velocidade de corrida. Caso todos resolvessem ir checar a rua, mesmo da entrada da tal rua sem saída que a esposa de Fred havia dito, era possível ver no fim dela um casebre de madeira que mal se mantinha de pé, de onde uma boa quantidade de fumaça estava saindo, indicando o local onde provavelmente a explosão havia ocorrido. Perto dela, um rapaz loiro com roupas verdes parecia inconsciente, com a frente do corpo coberto por fuligem.


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Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



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Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 6 4UyKmNX
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A investigação avançava mais e mais e a cada dia ficava mais claro o quão desleixado era esse grupo de criminosos. Aquilo o deixava cada vez mais confiante e o distraía um pouco do problema. Só que não é como se ele não tivesse mais com o que se preocupar, já que por algum motivo a sua irmã estava no east blue e estava usando seu nome verdadeiro. Fora que ela parecia ter arranjado um emprego, o que significa que pelo menos ela tinha começado a se mover. Era algo um pouco inesperado de se imaginar, mas Alex suspeitava que os outros batutinhas da família planejavam voltar para Grand Line.

Assuntos familiares fora do caminho, ele voltava seu olhar para Sadi. Após passar um tempo com ela, estava claro que aquilo que ela fazia não era nada mais que pose, porém, o que lhe surpreendia é o quão fácil ela perdeu a compostura com o ato do galante Blackwood, que mantinha todo o floreio por pura diversão. Após um tempo encarando-a, Alex pensou em iniciar um bate papo casual, mas assim que juntou ar nos pulmões para se pronunciar, um sussurro era lançado em seu ouvido. Um calafrio lhe corria a espinha, e seus pelos se arrepiaram como se ele fosse um gato. A voz lhe era familiar, e impulsivamente, ele olhou ao redor para ver se encontrava o culpado. Ele coçou sua nuca, um pouco embaraçado, pois havia se esquecido que não podia ficar 100% relaxado quanto a toda aquela situação, já que ele possui uma stalker em sua cola esse tempo todo.

Voltando para o seu pequeno espaço pessoal em sua mente, Alex recordava os detalhes que a sargento Astrid entregava, e juntando os pontos, aos poucos ele notava um padrão, e que assim que ele chegasse no local, teria que colocar a mão na massa novamente. Ele passou por um breve flashback sobre porre de tarefa que tinha acabado de completar, como teve que tomar um longo e demorado banho, e como teve que lavar e secar seu uniforme a pouco tempo. O nervosismo batia, e Alexander lentamente levou as duas mãos até o topo de sua cabeça, claramente transtornado. Até que, como um milagre, uma explosão aconteceu. Ele levou as duas mãos ao céus, com os dedos entrelaçados como num ato de súplica. - Muito obrigado, meu deus… - Ele murmurou baixinho.

Com os ânimos renovados. Alex agora seguiria o brutamontes que estava no comando do grupo, correndo de forma contida para não torrar toda a sua estamina. Ao chegar no local, ele não perderia tempo, e diria: - Senhorita Sadi, guie os civis até o QG. Eu vou verificar a cena em busca de suspeitos e feridos! - E assim dito, assim tentaria ser feito. Alexander usaria a estamina que havia poupado para correr até o fim do beco, mas antes de passar pelos civis, ele sacaria uma de suas adagas discretamente e olharia a multidão, em busca de alguém que pudesse estar fingindo estar em pânico para se misturar com as outras pessoas. Se houvesse alguém assim, ele apenas o observava, tentando gravar o máximo de detalhes do indivíduo o possível. Correr atrás de um possível criminoso naquele momento não era a escolha mais sábia, visto que o pânico que já era grande aumentaria ainda mais. Fora que haviam muitos civis ali, então uma situação com refém seria quase certa, além do fato de que o acidente era prioridade, considerando que ainda poderia haver feridos nos escombros.

Com isso fora do caminho ou não, Alexander começaria a prestar uma atenção maior no epicentro do acidente e nas casas ao redor, para ter certeza se não havia ninguém ferido gravemente ou algo assim por perto. Se não ouvisse nada, ele observaria rapidamente os arredores para confirmar se aquela era com toda certeza uma rua sem saída. Com tudo isso fora do caminho, ele iria finalmente tentar levantar o rapaz nocauteado para tira-lo dali. Ainda havia um grande risco de uma segunda explosão, ou até mesmo um incêndio se iniciar a partir daquele foco, então evacua-lo era uma das prioridades.

Se obtivesse êxito em levá-lo para longe do perigo, Alexander voltaria para o beco e gritaria, para se certificar que ninguém havia ficado para trás. Se Sadi não tivesse terminar, ou não tivesse seguido/conseguido seguir o seu pedido, ele auxiliaria os civis, os direcionando em direção ao QG, que naquele momento era o local mais seguro.

- Bom… Ou isso foi um ataque terrorista… Ou achamos o nosso culpado. - Ele se aproximaria do grupo e comentaria. - Então… O que faremos com ele?


I ♥ Refrigerators

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