Tópicos Recentes
Destaques
Klaus
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Akira
Sasha
Ás
Shiori
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Vago
Últimos assuntos
Perpétuos I - Malfeito FeitoHoje à(s) 9:02 ampor  MakaRegistro de PhotoplayerHoje à(s) 5:40 ampor  RyomaRenHoje à(s) 5:30 ampor  Ryoma[Criações] - RenHoje à(s) 5:29 ampor  RyomaZaynHoje à(s) 5:26 ampor  RyomaAgatha HarknessHoje à(s) 5:20 ampor  RyomaAnnabelle Petit BarozziHoje à(s) 5:17 ampor  Ryoma''Sir'' Douglas WhitefangHoje à(s) 5:04 ampor  Ryoma[Criações] - ''Sir'' Douglas WhitefangHoje à(s) 5:04 ampor  RyomaJoe SinsHoje à(s) 5:01 ampor  Ryoma
 :: Oceanos :: Blues :: East Blue :: Shells Town
Página 5 de 8 Página 5 de 8 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8  Seguinte
Kenshin
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 XqxMi0y
Créditos : 26
KenshinDesenvolvedor
https://www.allbluerpg.com/t360-agatha-harkness https://www.allbluerpg.com/t1510-capitulo-ii-sonho-de-uma-noite-de-verao
Relembrando a primeira mensagem :

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Marinheiros Alatreon Dalanur Zenith e Alexander Blackwood e do Civil Shen Ikimura. A qual não possui narrador definido.

_________________

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Silent
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 6XRDEjm
Créditos : 12
SilentPirata
https://www.allbluerpg.com/t669-viola-altamira#4474 https://www.allbluerpg.com/t1265-mais-porradaria-mais-confusao-e-mais-fuga-2



Apenas mais uma fatia de vida, parte 1



Para alguns estudiosos, a personalidade é a junção das qualidades e defeitos de um indivíduo, para outros, o acúmulo de experiências que resultam no molde ao qual a pessoa é formada. Para Shen, no entanto, sua personalidade era nada mais que um oponente. Um adversário tão formidável que não importa o quanto ele treinasse, ainda seria incapaz de superar… Como tornar-se a melhor versão de si mesmo quando o que você precisa melhorar é uma parte tão crucial do que forma o seu ser? A resposta, é claro, ainda não se tem conhecimento. Mas para o lutador, uma reflexão foi a melhor saída e, inesperadamente, sua recém companheira lanceira também oferecia um ombro amigo para desabafo, o que era conveniente, uma vez que tanto Shen quanto Leona acabavam ficando no mesmo quarto, assim como Alexander, além de Silva e um outro desconhecido. Mas a história ainda não chegou lá, então deixaremos isto para depois…

~Alexander~

Por trás de cada fracasso, se esconde um sucesso ainda não alcançado. Esta máxima parece ser ainda mais verdadeira para um oportunista como o galante marinheiro, que analisou todo o acontecido e já planejou seus próximos passos, buscando maneiras de obter mais vantagens em combate. Voltando um pouco no tempo, ainda na explicação dele sobre o porquê dele estar no bar se passando por pirata, a agente apenas suspirava em resposta, erguendo uma das sobrancelhas logo em seguida em sinal de dúvida. A razão para isso era simples: Toda e qualquer pessoa que poderia ter dado aquela ordem ao soldado já teria um conhecimento prévio da operação governamental, uma vez que a própria Violet foi quem passou as informações à marinha, então ela tinha certeza disso. Resolvendo deixar isso de lado por enquanto, o grupo seguiu então rumo ao QG. Sem nem pestanejar devido a sua preocupação constante com sua própria higiene, o rapaz já começava a sentir um formigamento pelo corpo inteiro devido a sujeira e a primeira coisa que fazia ao voltar ao QG era ir até o banheiro se limpar. Demorava alguns bons minutos por lá, certificando-se de sair realmente limpo, quando já ia saindo do local, dava de cara com o Cabo Silva, que parecia estar indo tomar seu banho. Como ainda não se conheciam, o Cabo apenas fez um cumprimento com um aceno de cabeça e seguiu seu caminho.

Seguiu até a lavanderia, onde prontamente limpou seu terno e parecia ter um dom natural para ser uma bela dona de casa, talvez se preparando para cuidar de seu possível filho com a Violet enquanto ela ia trabalhar? Só o tempo irá dizer. Dando sequência a seus planos, ele ia até a enfermaria, onde novamente acabava se encontrando com Silva, que era tratado devido a um ferimento no braço esquerdo. -Não te reconheci antes porque estava meio distraído… Mas você é quem estava envolvido no incidente do pub, certo? A sargento do pelotão ao qual pertenço me disse por alto. Não sei quem te passou a ordem, mas pode reportar a ela, já que será nosso pelotão que assumirá o caso. Seu tratamento parecia já ter chegado ao fim, pois o cabo se levantava da maca na qual estava, ficando em pé na porta. -Estou indo encontrar com ela agora mesmo, posso te levar até lá, caso quiser. Com esse arranhão ai, acho que não precisará de tratamento além de um curativo… Então vou ir andando, você me alcança. Dizia, caminhando a direita no corredor. O rapaz poderia acompanhar o cabo para já reportar o resultado de sua missão, ou prosseguir com seus planos anteriores de ir até a biblioteca, apesar de que daria de cara com portas fechadas, uma vez que já era cerca de 23:00 e a biblioteca, que fica próxima ao QG, mas não nele, fecha as 19:00. Uma enfermeira entregava um curativo para o rapaz, já colocando-o no local e despachando-o para prosseguir com seja lá o que desejasse fazer. Caso decidisse por seguir o homem, ele o levaria até uma porta não muito distante, falando “É aqui” e se retirando para seu alojamento. Passaria as informações para a superior responsável pelo caso, a sgt Astrid.

-Hmm. Entendo. De fato, a Violet passou aqui mais cedo e me contou parte da história, mas faz mas sentido ouvindo agora o seu lado, pelo menos em partes… Bom, esperarei pelo relatório das outras partes envolvidas logo pela amanhã, então retorne aqui assim que amanhecer, assim podemos encaixar todas as peças.

Ajeitava-se na cadeira a sargento, com uma das mãos sobre o queixo. -E também tenho uma proposta para você… Se ainda não estiver em algum esquadrão, o que acha de se juntar ao meu? Tenho uma vaga restante e você já conhece o resto do grupo, então creio que não terá problemas em se encaixar. Questionava ela, mas não olhava diretamente para o rapaz, parecia concentrada em algum documento que lia. -Não precisa responder agora se não quiser, pode me dar a resposta pela manhã quando retornar. Agora vá descansar, soldado. Dispensado. Em um tom severo, dispensava o rapaz a pequena mulher, ainda focada nos documentos em sua mão. Se assim desejasse, Alexander poderia então ir deitar-se a partir dali, indo para o mesmo alojamento onde encontrava-se o restante do grupo e, quando chegasse ao quarto, perceberia que Leona, Shen, Silva e um outro rapaz já estavam alojados ali também.

~Shen~

Apesar dos devaneios noturno do rapaz, voltemos um pouco no beco, onde o lutador carregava o escudo de sua companheira como forma de ajuda, já que estava ferida. -Parece que o cavalheirismo não morreu, han? Comentou Violet num tom descontraído, mas sem virar o rosto. Chegando ao QG, lembrando bastante um ritual budista ou algum guru de autoestima barato de TV, Shen se acalmava, seguindo para o banheiro então. Lá, ele pode ver que Alexander (Só pra constar, eu chamei de Alexander apenas para identificar quem é, não necessariamente que o Shen sabe que o nome dele é Alexander) ainda estava no banho, com um vigor um tanto espantoso esfregando como se tivesse sujo a semanas. Um outro rosto familiar chegava pouco tempo depois, quando Shen estava prestes a entrar no chuveiro. -Hoho! Voltou da patrulha, solda…do? Percebendo o rosto do rapaz, o Cabo de forma meio embasbacada trocava o tom de voz. -Sua patrulha foi ruim assim, huh? Comentou Silva, ligando o chuveiro ao lado. -Olha, eu não sou bom com palavras, isso é coisa pra sargento, meu negócio é porrada! Mas uma coisa eu te digo, companheiro… Mesmo para um brutamontes como eu, no fim do dia, saber que aqueles maltrapilhos que eu sentei o cacete poderiam estar agora mesmo fazendo sabe-se lá o que com alguém completamente inocente, alivia minha cabeça. Deixava a água cair sobre seu corpo, suspirando fundo. -Mas se quer saber se essa sensação merda que está sentindo agora passa? Não… Você apenas aprende a viver com ela. No fim do dia, o que importa é que você deixou o mundo um lugar menos pior fazendo o seu trabalho. Dava um tapinha nas costas de Shen então o brutamontes, retirando-se do local com um simpático sorriso.

Para finalizar o dia, Shen ia dormir, dando a seu corpo um merecido descanso após esse dia tão extenso. Ao chegar no quarto, contudo, percebia que o alojamento ao qual havia sido designado era compartilhado, tendo seis camas, numa delas encontrava-se Leona, em outra o Cabo Silva, na mais afastada estava um rapaz desconhecido e as outras três ainda estavam vazias. Quando Shen chegou, Leona ainda estava se arrumando para deitar, então seria possível conversar com a ruiva, caso assim desejasse. O refeitório ficava aberto 24h, então poderiam ir para lá caso o lutador quisesse mais intimidade, apesar de que pelo ronco que fazia os outros dois no quarto, nenhum deles prestava muita atenção na conversa.

~Leona~

Alguns acham loucura tentar entender sentimentos, com explicações racionais. Como se tentasse capturar ar com as mãos limpas, você consegue, mas ao mesmo tempo todo ele se esvai dali. Leona parecia ponderar bastante sobre o intangível, questionando a si mesma o porquê de ferir alguém lhe soava tão doce, mas era um devaneio curto como o sol no Alaska, pois era interrompida por palmas. Após toda a cena final no beco, partia então para o QG, entregando seu escudo a Shen que prontamente levava o item consigo, até entregar de volta a lanceira quando chegavam ao local. Demonstrando ter mais empatia do que demonstrava superficialmente, a mulher oferecia um ombro amigo a seu companheiro, mas entrando no QG logo em seguida ao não obter resposta. Sua primeira parada, claro, era a enfermaria. Uma gentil enfermeira vinha lhe atender, fazendo uma expressão de preocupação tremenda ao ver o ferimento, não que fosse tão grave assim, afinal, como enfermeira de um QG da marinha ela provavelmente estava já acostumada com esse tipo de ferimento, aquela parecia ser apenas uma reação natural de alguém que genuinamente se preocupa com o próximo, motivo pelo qual a moça possivelmente adentrou no campo de enfermaria. Todo o processo levou cerca de 1h, pois o médico no local precisou checar se não havia nenhum fragmento de bala alojado ou algo do tipo. Fechou o ferimento dando pontos no local com agulha e linha e todo o restante necessário do processo (Sei lá porra, nao sou formado em medicina) e dispensando a marinheira. Seguiu então para o centro de treinamento, onde, sentindo leves pontadas de dor no ferimento, executou algumas barras até que seu corpo começasse a suar, parando quando percebeu o suor para que não atrapalhasse o curativo. Desceu do aparelho tomando cuidado para apoiar-se na perna “boa” e rumou ao refeitório, passando antes em outro local para pegar uma folha de papel e caneta.

Já era tarde, principalmente após o tratamento, então o local estava praticamente vazio, não fosse um rapaz solitário numa mesa de canto, provavelmente alguém que recém retornou de sua patrulha também, além da atendente local. Pegou uma jantinha pronta que tinha por ali, que era apenas uma sopinha simples de legumes, mas que servia para forrar o estômago. Enquanto comia, rabiscava sobre suas experiências de combate, tentando bolar estratégias futuras para as falhas que havia encontrado. Uma sombra cobria levemente a folha na qual rabiscava, ao virar-se, percebeu a figura que estava comendo sozinha no canto anteriormente. -Voltando da patrulha também? Odeio esse turno… A comida tá sempre fria porque foi feita no começo da noite… *Sigh*. Dizia o rapaz, tentando puxar conversa com a ruiva. Após se alimentar, foi até o banheiro, onde se desfez daquele odor terrível que havia impregnado em seu corpo devido ao encontro com os piratas anteriormente, sendo cautelosa para que não estragasse seus curativos e, após estar devidamente limpa, ia até o alojamento designado para ela, onde o rapaz que havia tentado puxar assunto anteriormente parecia ajeitar-se para dormir, apesar de não perceber a presença da marinheira, pois estava de costas para a entrada do quarto. Em outro cama, ao lado da do rapaz desconhecido, Silva também se ajeitava para dormir, soltando um “Boa noite” para Leona, antes de virar-se contra a parede, se enrolando no cobertor. A ruiva também começava a se preparar para dormir, mas assim que deitava na cama podia perceber a chegada de Shen no local, que parecia também estar indo dormir.

~Todos~


Após uma boa noite de sono, o sol lentamente ia iluminando o alojamento pela janela, anunciando o raiar de um novo dia. Shen era o primeiro a levantar, indo até o refeitório tomar seu café da manhã, que assim como as outras refeições do QG, eram bem simplistas e serviam apenas para fazer jus ao ditado de “Saco vazio não pára em pé” e passavam bem longe de uma experiência gourmet. Leona e Alexander(Caso tenha ido dormir) acordavam alguns instantes depois. Silva ainda estava dormindo e o outro rapaz desconhecido parecia não estar mais no quarto também.

- - - - - - - - - - - - -x -x-x-x-x-x-x-x-x—---------x-x-x-x-x-x-x-x—----x-x-x-x-x—-----
Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:




_________________

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 4UyKmNX
Masques
Ver perfil do usuário
Imagem : Let's get this party started!
Créditos : 10
MasquesAgente
https://www.allbluerpg.com/t850-shen-ikimura#6925 https://www.allbluerpg.com/t385p60-marinesagiotas-nao-sao-o-mesmo

ACT 16


I - The Fellas Project





Leona havia pedido para que eu carregasse seu escudo, o que eu fazia prontamente, ela estava ferida na perna e na minha visão não deveria carregar esse peso no momento. Enquanto eu carregava o escudo, apenas ignorava o comentário de Violet, apenas segui caminhando ao QG da marinha, onde devolvi o escudo para Leona. Com um gesto fui seguir o meu caminho, tinha pensamentos para me livrar, vozes para silenciar em minha mente. Adotando as meditações conhecidas no Kamesenryu, foquei apenas em não surtar naquele momento, continuar seguindo aquele rumo que em uma noite se provava ser mais árduo do que eu pensei.

Indo ao banheiro não pude deixar de falar comigo mesmo: " E quem disse que seria fácil, não é ? ". Como não havia sentido fome de imediato, fui direto ao banheiro talvez a água pudesse lavar esses sentimentos pesados. Chegando no banheiro, podia ver o cabo de antes e o soldado que havia sido atacado no beco. Lembrava que não havia nem falado com ele, perdido em pensamentos sombrios esqueci completamente de verificar como ele estava. Assim que passasse por ele, indagaria
" Ah é, você tá tranquilo? Machucou no meio da briga? " Eu então coçava um pouco os cabelos; " Acho que não sei seu nome. Qualé, meu nome é Shen, tudo tranquilo então? " Eu continuaria respondendo e me apresentando.

Após a breve apresentação no banheiro eu continuava até chegar ao meu chuveiro, onde era abordado pelo Cabo Silva, um pouco distante, não cheguei a responder a primeira questão, apenas notei quando ele perguntava o quão ruim havia sido minha patrulha. " Não, não na verdade foi até bem. Isso é só um choque cultural. " Dava um sorriso cansado enquanto ligava o chuveiro, deixando a água cair sobre mim. O discurso do Cabo Silva era incrivelmente motivador pra um brutamontes que como ele, palavras dele não minhas. " Valeu, cabo. Eu precisava ouvir isso. " Após ele sair eu terminava de me higienizar e ia rumo ao quarto.

Eu então ia até Leona, chamando-a, eu então falava: " Soldado Leona, boa noite,  ainda quer conversar ? " Eu indagava pronto para falar sobre o assunto, caso ela recusasse ou estivesse cansada demais pra conversar respeitaria, respondendo " Outra hora, então? Boa noite. " E então iria para cama dormir. Caso ela quisesse conversar, não iria necessariamente pedir privacidade, apenas falaria em um tom mais baixo " Eu tive bastante problema pra processar o que houve, a agente Violet simplesmente matou um bandido bêbado e desarmado... Isso não parece estranho pra você? " Eu aguardava então a resposta de Leona, se houvesse espaço continuaria " Eventualmente eu falei com aquele cabo que você lutou, ele me explicou como processar essas paradas, mas não sei, ela não deu valor nenhum pro combate. Não sei você, mas de onde venho, combate é algo muito honroso, sabe? Ainda não sei como me sentir exatamente mas no momento tava bem incomodado por isso não falei anda." Eu então escutaria o que ela tinha a dizer quando o momento chegasse eu então agradeceria; " Obrigado pelo papo, definitivamente me ajudou. Bom, acho que a gente devia ir dormir, tem um encontro com a sargento amanhã. " Eu então me arrumava na cama e tentaria dormir.

Eu acordava, fazia a minha higienização matinal e então iria rumo ao refeitório. Beberia então um café se houvesse disponível e comi uma torrada simples com um pouco de ovo. Eu então após a refeição passava novamente no banheiro onde lavava o meu rosto e então iria em direção a sala onde poderia me encontrar com a sargento. O objetivo matutino era entregar o relatório a minha superior. Caso fosse escrito, eu iria descrever toda a situação, desde os encontros menores até o momento onde encontrei o grupo de ladrões no beco tentando atacar um soldado da marinha. Eu também iria descrever em detalhe o combate o qual eu havia entrado e a intervenção da Agente Violet durante o confronto da Marinha contra os meliantes.

Dados:

Objetivos:





_________________



Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 Tumblr_papu4oUlJA1uuj1vto1_540
avatar
Ver perfil do usuário
Créditos : 19
gmasterXEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t900-alexander-blackwood https://www.allbluerpg.com/

Not Enough Shooting Stars
Starstruck





Parece que todo mundo se juntou para ignorar o nosso protagonista. De início, ele se preocupou sobre o que haveria iniciado aquele movimento de oposição, mas pouco tempo depois, durante a caminhada até o QG, lembrou que não estava ali para fazer amigos, mas sim para garantir sua mordomia e outras vantagens. Fora isso, a reação de Violet ao comentário sobre a redesignação não saia de sua cabeça. Era algo bem sutil, mas chamava bastante atenção para os acontecimentos no QG e para a dupla de paspalhões que havia encontrado mais cedo. Talvez o buraco do coelho fosse bem mais fundo do que pensava.

Mais uma vez no banheiro e mais uma ele esbarrava com figuras excêntricas. A pessoa da vez era um jagunço barbado. Não tinha nada de extraordinário, mas depois do que havia mais cedo, o rapaz Blackwood fazia questão de reparar nos rostos dos presentes. Logo atrás dele, surgiu o projeto de anão da luta do beco. Ele não sentia a necessidade de dar uma palavra, pois era claro que ele é um daqueles pivetes que se iludem com a magia e o brilho da marinha, o que Alex detesta. Fora que, ele ainda estava um pouco puto com tudo que tinha acabado de acontecer, então temia soar um pouco rude.

Saindo dali ele passou na enfermaria e esbarrou novamente com o mesmo sujeito, e papo vai, papo vem, ele acabou o seguindo para finalmente reportar o resultado da sua missão, mas assim que entrou na sala, se deparou com uma visão que lhe pegou desprevenido. Antes de começar a dar seus relatos, ele fez uma clara expressão de confusão, e olhou para porta, esperando alguém saltar de algum lugar dizendo que era uma espécie de pegadinha. O pouco escrúpulo que sobrevivera a batalha contra o cansaço lhe impediu de questionar o que uma criança estaria fazendo ali. Cansado até mesmo para seguir pensando sobre aquilo, ele apenas desembuchou, e inesperadamente, a garotinha fez uma oferta. Um convite para seu esquadrão. Sua prévia confusão se tornou um olhar mais preocupado. Não via o valor que poderia agregar ao grupo. Não era a pessoa mais inteligente dali, e nem o melhor combatente, fora que aquilo significaria ainda mais trabalho para ele, que se seguisse nesse ritmo, acabaria lhe matando até o fim do ano. Por sua sorte, a suposta sargento dispensou a necessidade de uma resposta imediata, o que fez daquela uma cena bem esquisita, já que nosso herói não disse nada além do necessário.

Após descobrir que a biblioteca estava fechada e que os planos de devolver o livro iam por água abaixo, só havia um lugar para ir, mas antes de qualquer coisa, Alex tinha muitos pensamentos anuviando sua mente. Antes de ir dormir, ele buscaria um local isolado no QG, onde pudesse observar o céu estrelado. Só assim ele conseguia lembrar das palavras de quem ele mais amou.

Flashback

-Ei! Vocês sabiam que as estrelas nunca mentem? - Questionou a matriarca da família, tentando iniciar uma conversa com suas crianças. Era tarde da noite, o cenário era o convés de um navio mercante, e ali estavam eles. Todos agarrados para tentar se aquecer naquele clima frio da viagem. Pela falta de dinheiro e urgência da viagem, Garnet viajou trabalhando como tripulante a bordo desse navio, que infelizmente não tinha acomodações o suficiente para suas crianças.

Reunidos em círculo, Joann dormia plenamente no colo de sua irmã Abigail, que se sentava à esquerda de sua mãe, como se o frio ali fosse trivial. A sua direita estava Laura, que se agarrava em seu braço, e perto dela estava Alexander, que dava eu melhor para se aquecer nas pernas da mais velha, que se negava a dar atenção para ele. Ao lado de Alex, estava Christofer, que abraçava suas pernas, também ignorando seu irmão mais novo. O último irmão, Thiago, se encontrava justamente no colo da dama. Todos o mais grudados o possível para dividir a Lona que estava sendo utilizada como cobertor.

Ao ouvir aquilo, as crianças se mantiveram em silêncio por um breve momento, até que Christofer quebrou o silêncio.

-Fala sério, mãe! Já não bastava o papai ficar o tempo todo com a baboseira poética dele, agora você também vai começar com isso?! - Ele berrava, claramente frustrado. Sem demora, Garnet se inclinou em sua direção, e se esticando ao máximo, lhe deu um pedala.

- Fala direito com a tua mãe, pivete! Não lhe deram educação em casa não? - Ela exclamou, zangada. Em resposta, o filho mais velho apenas abaixou a cabeça em resposta, enquanto Abigail lhe encarava em desaprovação, e Laura ria.

-Mamãe, eu não sabia que as estrelas falavam. - Disse Thiago, tomando a atenção do grupo.

-Não, meu querido. É uma expressão. Na verdade, isso apenas quer dizer que se você busca uma resposta e olha para as estrelas, você geralmente acaba a encontrando. Por isso “as estrelas nunca mentem”. Então se não tiverem certeza ou se sentirem saudades de casa, basta olhar para as estrelas. Agora vão dormir, amanhã será um dia corrido. - Enquanto os outros 4 lentamente caiam no sono, Alex a olhava no fundo dos olhos, e a Garnet sorria pois sabia o quanto aquilo significava pro garoto.

Fim do Flashback

Por mais que seu pai tenha moldado seus ideais, sua mãe lhe ensinou tudo que ele sabe hoje. Por isso, toda as vezes que ele passa por um aperto e sobrevive, automaticamente revisita essa memória, por conta de toda sua gratidão.

Exausto, ele voltou para o seu alojamento e se deitou. Sem demorar muito, Alex pegou no sono e antes que pudesse notar, já era manhã.

Naquela manhã não tinha muito o que ser feito além do básico. Ele seguiria sua rotina de sempre: Tomaria um banho pra tirar a cama de seu corpo; Vestiria seu uniforme; Roubaria Pegaria emprestado um outro gel para cabelo e partiria para o arsenal. Havia fabricado sua própria arma a partir de um utensílio de cozinha, por isso ainda poderia pegar uma outra arma. Dessa vez ele pegaria um facão, para contrastar com a adaga de arremesso que havia forjado.

Dali, ele partiria para o refeitório, e como de praxe, se ele encontrasse a tia do lanche que havia encontrado antes, ele a trataria casualmente, mas no fim de sua interação com a mulher, ele daria uma piscadela e partiria para seu assento.

Por fim, ele visitaria a biblioteca, como havia tentado antes, e por lá, ele devolveria o livro sobre forja e pegaria um outro livro, sendo este sobre mecânica.

Tirando isso, não havia mais muita coisa a ser feita. Sua missão havia sido concluída e ele até tinha curiosidade sobre todo o caso do com o tal do Ribamar, mas não havia muito a ser feito naquela altura do campeonato.  

I ♥ Refrigerators

Histórico:
Leona
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 120x120
Créditos : 11
LeonaMarinheiro
https://www.allbluerpg.com/t930-alatreon-dalandur-zenith#7931 https://www.allbluerpg.com/t934-projetinho-fellas-o-vasco-sobe-volta-ribamar#8022




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





Devidamente tratada, por uma apaixonante enfermeira, diga-se de passagem, realizava minhas tarefas e planejamentos para o resto do dia conforme o planejado. No refeitório, enquanto rabiscava e esboçava possíveis estratégias e mudanças a serem adaptadas no meu estilo de combate, uma figura desconhecida parecia se aproximar. Não estava, de fato, extremamente animada para fazer amizade com Marinheiros devido a alta possibilidade da existência de corrupção dentro do Quartel General, mas deixar essa desconfiança transparecer poderia mostrar-se ainda mais trabalhoso.

— Ah, sim, voltamos algum tempo atrás. Já comi coisas piores, isso até que não está tão ruim! — Diria, com um sorriso no rosto, enquanto fitava o homem na tentativa de identificá-lo. — Desculpe, já nos conhecemos? De qualquer forma, sou a Soldado Leona. Estou um pouco cansada agora, mas nos vemos por aí! — Indo em direção aos alojamentos, enquanto me preparava para dormir, um ainda visivelmente abalado Shen aparecia no quarto, solicitando a conversa que havia oferecido mais cedo.

— Mas, é claro, existe uma terceira opção. Torne-se forte o suficiente para moldar o mundo em um onde ninguém mais precise fazer aquilo que nós temos que fazer. Fazer uma mudança significativa no muno provavelmente custará sua inocência, mas você ainda pode lutar para proteger a dos outros. Ainda vai doer e ainda vai exigir tempo para se adaptar para essa realidade cruel, mas esse é o caminho caso você verdadeiramete deseje muda-la. Agora, tente dormir, temos um longo dia amanhã!

Faria um símbolo de positivo com a mão e me viraria para dormir. Acordando cedo no dia seguinte, operando meus ritos matinais e indo em direção à biblioteca logo em seguida. Ao chegar, procuraria por Jasmine.

— Olá, bom dia! Como está, Jasmine? A investigação acabou sendo passada para outra pessoa, mas quis passar pra ver como andam as coisas. Os roubos ainda têm acontecido? Também gostaria de perguntar que livros você teria sobre Física e Atletismo, eles seriam bem úteis para mim agora.






Histórico:


Silent
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 6XRDEjm
Créditos : 12
SilentPirata
https://www.allbluerpg.com/t669-viola-altamira#4474 https://www.allbluerpg.com/t1265-mais-porradaria-mais-confusao-e-mais-fuga-2




Apenas mais uma fatia de vida, parte 2


Após uma noite de sono, o grupo acordava, seguindo cada um seu próprio caminho. O lutador, como era de se esperar, focava em concluir sua tarefa, enquanto a ruiva seguia para a biblioteca para aprimorar-se, após se tocar de alguns pontos falhos em seu combate e o galanteador seguia até o refeitório, alimentando-se antes de também sair em busca de conhecimento. Parecia até que o grupo havia se encontrando com um certo extraterrestre por ai e todos decidiam por buscar conhecimento.

~Shen~

Logo após acordar, Ikimura seguia até o banheiro para fazer seu ritual matinal, seguindo até o refeitório em sequência, onde comia um café da manhã bem básico, mas que servia para afastar momentaneamente a fome e manter seu corpo se movendo normalmente. Passava novamente no banheiro para passar uma água no rosto e limpar-se de qualquer possível resto de comida que podia ter ficado por ali, seguindo até a sala onde a sargento se encontrava. Na sala, Astrid conversava com Violet, que se encontrava em um dos cantos no canto da sala, fumando próximo a janela. Oralmente, o lutador relatava o ocorrido de sua patrulha. A sargento não interrompia, apenas soltando apenas uns “Uhum. Hm. Certo.” durante o relato, até que o rapaz de fato terminasse seu relatório.

-Bom… Eu esperava que a soldado estivesse aqui para ter um relatório completo, mas isto vai servir por enquanto. Mexia em algumas folhas sobra a mesa, continuando. -O bando do Vasco parece ser bem mais do que simples piratas… Contrabando, sequestros, furtos… A lista é enorme. Eles parecem ter um pé em toda atividade criminal possível, até mesmo com os revolucionários… Finalizou sua fala, coçando a testa enquanto suspirava.

Violet então jogava o resto do cigarro pela janela, voltando sua atenção para o soldado. -E é aqui que eu entro. O possível envolvimento desse bando com revolucionários colocou eles no meu radar. E pelo que minha investigação constatou… Eles tem gente até mesmo aqui no QG, o que explicaria bastante como eles entram e saem de uma ilha que é popularmente conhecida por estar entupida de marinheiros. Caminhava de um lado para outro, mostrando um certo nervosismo. -Considerando a interferência de vocês numa investigação em andamento, eu propus a baixinha uma operação em conjunto, assim não precisamos atrapalhar um ao outro e focar-se apenas em fazer nosso trabalho. Uma veia bem visível saltava na testa da sargento ao ouvir a forma como a agente se referia a ela, enquanto o documento em sua mão ia aos poucos se amassando devido a pressão exercida pela marinheira. -Então, por estarmos trabalhando juntos agora, eu resolvi abrir mais um pouco um jogo, apesar de não poder revelar tudo, ainda… Algum tempo atrás um marinheiro “sumiu” aqui dentro do QG, ou pelo menos era o que a marinha acreditava até agora. A verdade é que ele era um infiltrado do bando e, pior que isso, ele era quem servia de ponte entre o bando e os revolucionários… Porque os verdinhos malditos estão se envolvendo com piratas? Eu não faço ideia. Não é muito do feitio deles. Coçava o queixo, parando por alguns instantes para pensar, mas prosseguindo logo em seguida. -Enfim… O tal cabo não “sumiu”, ele está sob custódia do governo. Está sobre interrogação no momento, mas o que descobrimos até agora é que ele passava informações da marinha para alguém de lá através de livros… Por sinal, dê meus parabéns a ruiva depois, Astrid, foi uma ótima descoberta. Alguns instantes depois, Silva entrava na sala trazendo documentos e os entregando a Astrid, que voltava a falar.

-Graças a informação dada por Leona, conseguimos interceptar a mensagem mais recente deixada pelo cabo. Aparentemente o capitão não está na ilha, mas seu imediato está por aqui para o que parece ser um algo grande… Até agora não sabíamos quem ou o que poderia ser o possível alvo desta operação, mas graças a informação da magrela ali, um nobre de um reino próximo passará por aqui daqui a cinco dias indo em direção a grand line, informação que estava sendo retida pelo governo.

Devolvendo o insulto anterior, desta vez era Violet que se mostrava visivelmente irritada com o “magrela”, apertando seu punho, o que fazia um sorriso malicioso surgir no rosto da sargento. -Então… É melhor nos prepararmos para evitar que alguma coisa aconteça. Gostaria que encontrasse a soldado Leona, peça a ela para vir falar comigo ou passe você mesmo as informações que acabou de ouvir. Disse mirando o lutador, prosseguindo. -E bom trabalho em sua primeira tarefa, soldado. Se conseguirmos evitar que algo aconteça com um nobre, certamente isso dará pontos bem positivos a sua carreira. Considerando o quão detalhada você descreveu a… intervenção da agente Violet, acredito que tenha pensamentos desnecessários na cabeça no momento… Levantou-se da cadeira, aproximando do soldado com sua postura formal de militar com ambas as mãos na costa e um tom bastante severo. -Você está seguindo ordens, soldado. Isso é tudo que precisa ter em mente. Se o que o governo faz fosse assim tão conturbado, não teriam boa parte do mundo juramentado a eles, não acha? Tenha foco em seu próprio trabalho e deixe que eu lide com as consequências. Sou sua superior e como tal responderei por todo e qualquer ato de meus subordinados. Apesar do tom severo, a pequena mulher parecia realmente querer dizer aquilo, pois não havia um pingo de dúvidas em seu tom e o cabo Silva por trás dela sorria em contentamento fazendo um “Sim” com  cabeça para Ikimura, como se dizendo “Pode confiar nela”.

-Depois de falar com a soldado Leona, vá até este local e procure por Coscott, ele é o responsável pelo local e te explicará melhor o que fazer por lá para sua próxima missão. E soldado… Apenas siga suas ordens.

Sua boca arqueava no que parecia de longe, bem de longe, ser um sorriso simpático, enquanto retornava a sua mesa e voltava a conversar sobre algo com Violet, que parecia levemente incomodada com toda a argumentação sobre sua intervenção, pois não conseguia entender direito porque o rapaz estava tão abalado assim com o fato.

~Alexander~

O astuto rapaz seguia para seu ritual matinal, certificando-se de cuidar da sua higiene antes de começar um novo dia. Como primeiro objetivo, foi até o arsenal buscar uma arma, recebendo um olhar meio torto do atendente do local, que parecia olhar de soslaio para a adaga em sua posse e ter dúvidas sobre se deveria ou não entregar uma arma para o rapaz, visto que já tinha uma. No fim, entregou uma adaga simples que lembrava um facão para o jovem, com cara de poucos amigos. Após isto, foi até o refeitório, onde tomou seu café da manhã simples, não encontrava com a mulher anterior, desta vez era um homem barrigudo com um avental manchado de sabe-se lá o que. Após alimentar-se, seguiu até a biblioteca, onde acabava encontrando com Leona, que terminava de falar algo com a atendente do local e se afastava. Aproximou-se da moça então, que o atendeu prontamente. -Ah! Devolução, certo? Deixa só eu registrar aqui e… Prontinho. Hm? Mecânica? Ah, sim… Segundo corredor, fica no final. Dizia ela ao rapaz, que direcionava-se até o local, pegando o livro sobre mecânica. Era um livro bem básico, mas que serviria para seu propósito. Na saída deste mesmo corredor encontrava-se Leona, que parecia estar procurando por um livro também.

*Psst.*

No corredor logo ao lado de onde encontrava-se o galante, um rosto podia ser percebido no espaço vazio que o livro sobre mecânica deixava. -Primeira tarefa, garanhão… A baixinha não tá me contando tudo, acho que ela quer a maior parte dos créditos por essa operação… E preciso disso pra minha promoção. Se junte ao grupo dela, preciso saber o que ela não está me contando. Do mesmo jeito que aparecia, a moça logo saía da visão do rapaz, apesar de ainda estar no corredor ao lado, mas disfarçada com um chapéu e óculos. A dona da voz, claro, era Violet novamente. Parecia que ela vinha cobrar o primeiro “favor” que tinha dito que cobraria do rapaz durante a noite que passaram juntos. -Caso esteja curioso, estarei na cabana até de noite, posso te contar com mais detalhes sobre o que sei… Mas não espere nada além disso. Sem tempo para romance no momento com tudo que está rolando…*Sigh* Terminava sua interação com o rapaz.

-Obrigado pelos seus serviços, meu rapaz… Kikiki

Uma senhorinha abordava o jovem galante, agradecendo-o por seus serviços. As pessoas na ilha pareciam ter um respeito tremendo pela marinha, então essa cena não era tão incomum assim, apesar de serem bastante exigentes também quanto a eficiência da marinha no local. -Minha neta sempre teve um fraco por homens em uniforme, já falei para ela para arranjar logo seu par de meia, mas ela não me escuta! Já está chegando nos 30, daqui a pouco nem consegue ter filhos mais, que desperdício! O legado da familia morrerá com ela se depender daquela ali… A senhora parecia bem solitária, pois simplesmente desabafava com um completo desconhecido sem nenhum motivo aparente, enquanto, do outro lado, Alex podia ouvir algumas risadinhas, possivelmente de Violet vendo essa cena.


~Leona~

A lanceira, assim como os outros, prosseguiu com seu ritual matinal, cuidando da higiene e tomando seu café da manhã, seguindo para a biblioteca na sequência. -Ah! Olá, soldado! Hmm… Não, não tivemos mais roubos, apesar de a biblioteca ter ficado mais movimentada recentemente, mas não deve ser nada, isso acontece de vez em quando. Física fica no segundo corredor, logo no começo. Atletismo… Acredito que infelizmente não temos nada sobre. Mas aquele rapaz é bem conhecido por aqui por sua resistência e explosão física, talvez possa te ajudar. Sorrindo de forma simpática, a atendente apontava na direção de um marinheiro que estava sentado numa mesa de canto, lendo um jornal. Era um rosto já conhecido por Leona, o mesmo rapaz que havia interagido com ela na noite anterior. Como dito pela própria soldado, o “nos vermos por ai” parecia ser mais cedo do que imaginaria. Como a biblioteca era naturalmente silenciosa, o rapaz ouvia o comentário da atendente, fazendo um cumprimento com a mão e sorrindo em resposta, aproximando-se da dupla em seguida. -Soldado Leona! Parece que nosso reecontro foi mais cedo do que esperava… Acabei não me apresentando ontem. Meu nome é Covas, Mabari Covas. Estou retornando ao QG agora, se quiser posso te ensinar o que sei na sala de treinamento de lá. Comentou, em um tom baixo devido à biblioteca.

Não muito tempo após isso, uma figura conhecida por Leona também adentrava o local, sendo este o soldado que estava no beco anteriormente, além de também terem tido um encontro anterior aqui mesmo na biblioteca. Ao seu lado, alguém passava quase como um vulto usando um chapéu e óculos, parando no primeiro corredor. A marinheira podia escolher entre tentar aprender com o livro sobre física, ou ir para algo mais prático ao seguir o Covas de volta ao QG.  



—--- - –- - - - - - - - - -  - - -x -x-x-x-x-x-x-x-x—---------x-x-x-x-x-x-x-x—----x-x-x-x-x—-----
Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



Última edição por Silent em Qui Abr 14, 2022 1:39 am, editado 2 vez(es)

_________________

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 4UyKmNX
avatar
Ver perfil do usuário
Créditos : 19
gmasterXEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t900-alexander-blackwood https://www.allbluerpg.com/

Not Enough Shooting Stars
Starstruck





Finalmente havíamos chegado ao centro do conhecimento. Sem muitas delongas, Alexander esbarrava com a bibliotecária que havia conhecido ontem, porém, não tinha muito tempo para gracinhas, além de que, ele havia feito passar por um constrangimento naquele dia, então em uma das poucas vezes na sua vida, ele se conteve, apenas lhe desejando um bom dia e lhe dando um sorriso. Durante a caminhada, ele avistou a ruiva de mais cedo, mas como eu havia comentado, aquela era hora de foco e aprimoramento, e também, ela o ignorou mais cedo, então é completamente justo se Alex retribuir o favor.

Ao chegar no corredor, Alexander logo se deparou com o livro, e se preparou para mais uma sessão de aprendizado, quando escutou um barulho. Ele olhou ao seu redor para se certificar de onde vinha o barulho, até notar que o som vinha de um lugar inesperado. Dentre os livros, ele viu uma mulher que parecia completamente suspeita, com um disfarce que chegava a ser um pouco cômico, considerando a proficiência em disfarce que Alex possua. - Se… Precisava de umas dicas de moda… Era só ter me pedido, Violet. - Ele comentou casualmente com a mulher, quase se esquecendo que ela estava tentando se disfarçar. Não entendam mal, cobrir a cabeça de qualquer forma até faz sentido, mas dessa forma, você acaba automaticamente se destacando, pois ninguém em sã consciência usa chapéu e óculos para ler livros. Deixando isso de lado, ela comentava sobre como a anãzinha loira tinha planos ocultos para a missão e bla bla bla políticagem, crédito da missão e todo aquele conflito de interesses que não interessavam tanto. No fim, ela deixou claro o tom daquela conversa.

-Tudo bem. Eu já estava considerando aceitar o pedido, de qualquer forma. - O que não era mentira, mas também não era a verdade. No fim aquilo era apenas algo para tentar sair por cima. - Então se você tem algum tipo de fetiche com dominação, não irei julgar. - Ele então pigarreou, cobrindo a boca, e levou a mão até o peito. - Seguirei vossas ordens, mestra. Não lhe desapontarei. - Ele colou sua atuação para jogo, fingindo ser um serviçal nobre. Sem muita demora, ele se ajeitou. - Brincadeiras a parte, eu gostaria de respos - - Antes que pudesse notar sua conversa era interrompida por uma singela senhora.

- Eu agradeço, senhora, mas isso faz apenas parte do meu dever. Fico contente em saber que a senhora pode dormir tranquila sabendo que sua família estará em segurança. - Ele daria seu sorriso mais carismático. - Quanto a sua neta… Por mais que eu concorde que é importante manter o legado da família, escolhas pessoais devem ser a prioridade. Se a senhora realmente deseja um herdeiro,  recomendo que adote uma criança. Ela pode não carregar seu sangue, mas carregará seu nome em troca de todo o amor que a senhora puder dar-la. - Ele a diria, tentando simular a postura impecável de um nobre. - Quanto a preferência dela, digo apenas que lhe alerte sobre os pilantras que existem na marinha. Uma farda não define caráter, não se esqueça disso. Agora, gostaria de continuar conversando com a senhora, mas devo voltar aos meus afazeres logo logo. Tenha um bom dia. - Ele se despediria de forma cordial, e voltaria para o balcão, pra retirar o livro de mecânica. Queria poder sentar para ler aquele livro, mas sua curiosidade não lhe permitia ficar sossegado.

Com os assuntos terminados por ali, ele voltaria para o QG e buscaria tal superior que havia lhe feito a proposta, para acatar a ordem de Violet. Ao avista, Alex se aproximaria com cuidado, pois sabia que as mulheres militares possuem uma desagradavel tendência de se estressar à toa, além de, é claro, se lembrar da repercussão que teve a aproximação desleixada que a ruiva havia feito mais cedo. - Senhorita. Soldado Joseph se apresentando. - Ele bateria continência, dizendo sua fala não num tom animado como a maioria dos soldados. - Gostaria de dizer que eu aceito sua proposta. Mesmo que não enxergue muito bem como eu poderia ser útil no seu esquadrão, creio que a senhorita já pensou sobre isso e está certa sobre a sua decisão, então… Estou a sua disposição. - Ele daria uma pausa, ainda se mantendo em posição. -  Permissão para me retirar?  - Ele aguardará até que lhe fosse permitido. Caso fosse lhe fosse dada a permissão, ele partiria pro banco para sacar o pagamento da missão, e de lá ele passearia pela ilha, cumprimentando os cidadãos, olhando as mercadorias e etc, para se certificar que não estava sendo seguido. Se algum rosto permanecesse muito no cenário em sua visão, ele pararia, levaria a mão ao peito e cairia no meio da rua. Usando sua perícia em atuação, ele simularia um enfarto para chamar a atenção dos demais. - E-EU TO VENDO! É A MORTE! - E apontaria para a figura que supostamente estava lhe seguindo. Se obtivesse sucesso, ele se sentaria, ainda ofegante e agradeceria pela a ajuda e os cuidados, mostrando como já estava se sentindo melhor.

Se não houvesse mais nenhum obstáculo, ele partiria para a cabana, para encontrar Violet, como havia combinado. - Tudo bem… Me conte tudo.   

I ♥ Refrigerators

Histórico:
Masques
Ver perfil do usuário
Imagem : Let's get this party started!
Créditos : 10
MasquesAgente
https://www.allbluerpg.com/t850-shen-ikimura#6925 https://www.allbluerpg.com/t385p60-marinesagiotas-nao-sao-o-mesmo

ACT 17


I - The Fellas Project





Após minha conversa com Leona eu permaneci inquieto na cama, eu pensava no que ela havia dito; "Torne-se forte o suficiente para moldar o mundo em um onde ninguém mais precise fazer aquilo que nós temos que fazer." Eu então com as mãos em minha nuca, entre o travesseiro e minha cabeça olhava para o teto pensando naquela frase. Uma situação onde me sacrifico para criar algo melhor? Então devido ao cansaço meus pesados olhos cediam e eu acabava dormindo.

Após os devidos ritos matinais, eu ia em direção ao meu objetivo, a sala da sargento, onde eu pudesse então dar o relatório para a sargento que então escutava enquanto folheava algum tipo de documento. Acima de tudo, aparentava estar escutando e prestando atenção no que eu dizia, uma vez que todo que o relatório era acompanhado pela voz da sargento que falava seus "Uhum", "certo". No termino do mesmo, a mesma dava um relatório da situação e suas expectativas enquanto suspirava e se coçava. Por um momento eu ainda pensava no que Leona havia dito, antes de perceber que Violet começava a falar comigo.

Violet então caminhando de um lado para o outro comentava como que o bando do Vasco tinha possivelmente pessoas dentro do QG, além de reforçar a possibilidade de envolvimento com revolucionários mencionada pela sargento, durante todo o discurso manteria todo o respeito exigido pela situação, permanecia em posição de sentido. Me mantive durante todo o momento sobre minha própria supervisão para não dizer nada que afetasse mais a minha situação com a sargento e a agente. Não havia sido de tudo ruim, quando a palavra retornou para a sargento, inclusive recebi um elogio, o qual recebi com um direto "Obrigado, sargento." Eu agradeceria ainda com respeito e ainda manteria a pose durante o que vinha após o elogio, um severo porém realista conselho de carreira que pelo tom da sargento me parecia levemente com uma bronca, mas eu já estava familiarizado com esse tipo de ensino de anos e anos de dojô.

Eu olhei para o seu rosto, e entendia a mensagem perfeitamente. A sargento me dava o OK que precisava ser dado sobre a agente e além disso graças a Leona eu tinha um plano. Eu então respondia "Sim, senhora!" Eu então compreendia a missão, deveria encontrar um homem chamado Coscott, mas primeiro deveria tentar encontrar Leona. Eu então tentaria ir de encontro a Leona, procuraria no QG principalmente nas salas principais como refeitorio, quarto, academia e então nas outras salas. De todo jeito eu tinha que encontrá-la primeiro, a pedido da sargento.

Uma vez que eu a encontrasse, eu iria perguntá-la: "Leona, posso falar contigo?" Caso a resposta fosse positiva; eu a informaria sobre o necessário após nos afastarmos das pessoas ao redor: "Então, estava dando o relatório a sargento, talvez seja bom você ir lá depois. Enfim, conforme pedido vou repassar alguns pontos pra você... O cabo que era corrupto tá sobre custódia do governo e sendo interrogado, graças a você e seu trabalho incrível de detetive." Fazia um positivo com cada mão; "Também, parece que agora nossas missões estão entrelaçadas com a missão da agente Violet, não concordo mas tô bem." Assim que ela respondesse, eu então diria "Infelizmente não posso ficar, tenho uma nova missão. Até depois" Eu acenava tchau e iria em direção ao local que me fora apontado. Chegando ao local, eu iria em direção a qualquer pessoa que pudesse me responder  e perguntaria: "Opa, bom dia, gostaria de me encontrar com Coscott ele tá por aqui?"

Dados:

Objetivos:





_________________



Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 Tumblr_papu4oUlJA1uuj1vto1_540
Leona
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 120x120
Créditos : 11
LeonaMarinheiro
https://www.allbluerpg.com/t930-alatreon-dalandur-zenith#7931 https://www.allbluerpg.com/t934-projetinho-fellas-o-vasco-sobe-volta-ribamar#8022




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





Os roubos na Biblioteca haviam cessado e possuía meus motivos para acreditar que aquilo não era uma coincidência, provavelmente a movimentação dos superiores no QG e a pequena operação no bar teriam afetado a engrenagem que, em algum ponto, causava os pequenos acontecimento atípicos no local. Também pude perceber a presença de duas figuras familiares no local, o homem suspeito e desagradável que havia conhecido no início da investigação e o rapaz que havia conhecido no refeitório no dia anterior, que surgia com uma proposição.

— Olá, Soldado Covas! Bom vê-lo novamente. E eu apreciaria muito a ajuda! Ainda devo entregar um relatório pessoalmente para meus superiores e ainda estou sentindo um pouco um ferimento na perna que sofri na noite passada, mas devo estar em perfeito estado em algumas horas, podemos ir juntos para o QG, mas poderia encontrá-lo um pouco mais tarde? — Diria, com um sorriso no rosto, com a situação atual na Marinha onde a probabilidade de infiltrados é gigantesca, seria bem útil manter as pessoas por perto, seja para criar aliados ou para encontrar inimigos mais rápido. Me dirigiria então ao corredor indicado por Jasmine, e recolheria alguns livros de a respeito de Física no devido setor.— Gostaria de alugar esses livros, Jasmine, prometo que esses serão entregues de volta! — Após receber os livros, agradeceria a atendente e partiria em direção ao QG. — E então, Soldado Covas, qual a sua história? Já faz muito tempo que está na Marinha? — Perguntaria ao homem, caso fosse acompanhada pelo mesmo.

Ao chegar ao QG, me despediria temporariamente de Covas e partiria em direção à sala da Sargento, sendo abordada por Shen um pouco antes de chegar, recebendo as informações que foram passadas a respeito do caso até então.

— Um cabo corrupto, não me lembro de... — Uma pequena realização me vinha a cabeça. — Bom, deduzo que o Cabo Mareni não foi sequestrado, no fim das contas. Pelo menos não pelo inimigo. Irei me aprofundar em detalhes com a Sargento em pessoa, mas obrigado Soldado Shen! E ei, não faça nada precipitado, você ainda deve estar digerindo tudo que aconteceu ontem, não deixe que isso suba a sua cabeça. E boa sorte!

Faria um símbolo de positivo com a mão e iria em direção á sala da Sargento, com um sorriso um tanto quanto psicótico escapando no rosto devido ao sucesso, mesmo que parcial da exaustiva investigação que havia realizado na biblioteca, me esforçando para não deixar minha gargalhada um tanto... preocupante, escapar. Bateria uma continência ao chegar., fazendo o mesmo para Violet e me referindo a ambas caso estivessem no local.

— Bom dia, Sargento! Perdoe a demora, quis avaliar algumas informações o mais rápido possível para trazer junto ao relatório, encontrei o Soldado Shen no caminho e ele me passou parte das informações. Como a senhora deve deduzir pelos livros, passei na biblioteca hoje, a mesma por onde eu deduzi que as informações eram passadas e não houveram roubos durante essa noite. O Cabo Mareni havia desaparecido a três meses, se ele esteve em custódia durante esse tempo, ele não poderia continuar passando informações. Talvez seria útil mandar alguém de confiança para vigiar o local sem ser percebido. Mas o último roubo havia acontecido dois dias atrás, e eles permaneceram ocorrendo mesmo após o suposto desaparecimento do Cabo. Isso poderia indicar uma coisa: Ainda há alguém ativamente passando informações através da mesma maneira, que apenas cessou após a informação de que estamos agindo no caso circular pelo QG. Também encontrei o seguinte pedaço de tecido com um padrão curioso em uma janela que estava aberta mesmo tendo sido supostamente fechada pelos funcionários durante o fim do expediente da noite anterior. — Entregaria o tecido encontrado na biblioteca. — Acredito que seja relevante agora que o esquema na biblioteca está definitivamente envolvido nos acontecimentos que temos investigado. Temos mais informações a respeito de quem é que estamos enfrentando, no fim das contas? Shen não falou muito sobre. A senhora Violet havia comentado que envolvia "mais que apenas piratas".

Aguardaria pela troca de informações no aguardo de novas ordens das superiores.

— Se possível, poderia partir para a próxima missão em algumas horas? Tenho alguns assuntos a tratar no QG, lidar com algumas falhas que tive no combate de ontem. Partiria assim que finalizasse. Porém, caso seja necessário, isso pode esperar.

Caso fosse permitida, me dirigiria então ao direção á uma mesa na sala, caso houvesse alguma, pegaria alguns papéis em branco e uma caneta e passaria a ler os livros retirados na biblioteca, enquanto fazia algumas anotações, claramente horrendas devido ao uso da mão não dominante novamente, mas que ao menos fossem legíveis. Daria um foco acentuado nos temas de trajetória, força, aceleração e tempo, buscando fixar os conceitos em minha mente o mais rápido possível, algo que provavelmente não seria muito difícil, sempre tive facilidade no aprendizado de praticamente tudo que me propus à aprender, ainda sim, respeitaria o tempo necessário e a complexidade do tema, prestando atenção nos livros e nas informações. Simulando pequenos arremessos precisos com qualquer objeto descartável que encontrasse no local, provavelmente sendo esses alguns rabiscos ilegíveis que tivesse que amassar e refazer para tornar aceitáveis. Permaneceria no ato por algumas horas, absorvendo o máximo de informações possíveis, decorando algumas fórmulas e tentando, aos poucos, encontrar os possíveis valores nas forças, movimentos, trajetórias e interações no ambiente ao redor. Um sorriso surgia no rosto misturado a uma euforia quase incontrolável devido à pequena dose daquilo que era meu vício, o auto desenvolvimento. Nessa euforia, permaneceria repetindo simulações e avançando no aprendizado em um ritmo acelerado.

Uma vez que fosse capaz de absorver os conceitos principais dos livros, ainda manteria as anotações e passaria no quarto para guardá-los temporariamente, o que não faria apenas se, por algum motivo, encontrasse anotações suspeitas no livro que pudessem ter sido feitas por integrantes do esquema que investigava, apesar da probabilidade ser baixa. Em seguida, partiria em direção à academia, onde esperaria encontrar o Soldado Covas.

— Olá, desculpe a demora! Me perdi um pouco na resolução da missão. A oferta ainda está de pé? Estou me sentindo em perfeito estado agora. — Diria, dando alguns pequenos saltos e soquinhos no ar.








Histórico:


Silent
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 6XRDEjm
Créditos : 12
SilentPirata
https://www.allbluerpg.com/t669-viola-altamira#4474 https://www.allbluerpg.com/t1265-mais-porradaria-mais-confusao-e-mais-fuga-2



Apenas uma fatia de vida, parte final.


~Alexander~

A senhora ficava encantada com o charme do rapaz e a postura que apresentava, corando levemente, mas despedindo-se em sequência com um “Certo, vou tentar enxergar com esse ponto de vista, tenha um bom dia meu rapaz.” Quando terminava sua interação, como era de se esperar, Violet já não estava mais lá, provavelmente saiu enquanto o jovem galante conversava. Voltava à recepção, concluindo as formalidades necessárias para o aluguel do livro e a bibliotecária lhe informava do prazo de 3 dias para entrega. De volta ao QG, Alex seguia até a sala de quem seria sua superior dali em diante, encontrando-se brevemente com Silva na porta, que parecia perdido em pensamentos e nem notava a presença do rapaz. Entrou na sala, apresentando-se com as devidas formalidades. -Certo. Bem vindo ao esquadrão, Joseph. Quanto a sua utilidade… Embora eu despreze esses malditos piratas, é sempre bom ter alguém que possa se passar por um na equipe e você se mostrou bem capaz disso na última missão. Após um breve silêncio, questionava a sargento sobre sua saída do local. -Por hora, não tenho nenhuma designação para você, mas fique disponível, provavelmente aparecerá algo até o fim do dia. Dispensado. Com a devida dispensa, o rapaz se movia então até o banco. Precavido como era, acabava notando bem o seu arredor e, talvez pela primeira vez desde que tudo havia começado, o rapaz podia perceber a cidade em sua rotina matinal… Alguns soldados beijavam em despedidas suas companheiras antes de saírem para seu serviço, algumas crianças corriam pela rua esbarrando ocasionalmente em alguém, o que gerava um esporro dos responsáveis que era sumariamente ignorado pelas pequenas criaturinhas que continuavam com suas peripécias. Uma idosa molhava as plantas na frente de casa, acenando bom dia aos transeuntes… Uma pacata rotina. Por mais que prestasse atenção, nada, ou nesse caso, ninguém, parecia notar demais a presença do rapaz por ali, quanto mais segui-lo.

-Aqui senhor, 1.500.000,00 B$, como requisitado. O banco XXX agradece sua preferência e lhe deseja um bom dia.

Guardando o dinheiro, o astuto rapaz seguiu então para o encontro com a agente, na mesma cabana que ressoava com tons de ternura e luxúria em sua mente. Como havia vindo de noite anteriormente, agora poderia notar melhor o local, que era de fato bem simples do lado de fora, lembrando bastante as cabanas de pescadores em uma ilha tropical, apesar de internamente ter o devido conforto, muito provavelmente por causa da agente. Assim que chegava perto do local, a voz de Violet podia ser ouvida de dentro do local, ainda que não a enxergasse diretamente. -Entre, a porta ta aberta. A mulher estava com suas vestimentas padrão do governo, em tons pretos e de porte mais social, sentada numa mesinha logo ao lado da porta olhando o lado de fora pela janela que ficava logo acima da mesa, tomando uma bebida não identificada, mas que pelo cheiro parecia ser alguma espécie de chá. -Hoho… Curioso, huh? Bem, vamos do começo. A moça então prosseguiu relatando a desenvoltura do caso com o rapaz, desde a apreensão que ela havia feito do cabo Mareni devido às suspeitas de envolvimento com os revolucionários, passando pela descoberta de como eles se comunicavam através de livros que foi descoberto pela soldado Leona, até a culminação de sua atuação anterior no bar. Porém, diferente do que ela havia dito na sala para a sargento quando Shen estava por lá, adicionou mais algumas informações, talvez por se tratar de Alex ali e ela ter uma “confiança” ou segurança de que o rapaz não daria com a língua nos dentes. (Não vou explicar tudo de novo aqui pra não estender demais a toa, mas o que ela disse foi basicamente a mesma conversa que rolou na sala quando Shen estava por lá)

[...] -E é aqui que as coisas ficam mais… Interessantes. Você deve se lembrar que comentei de quem era o terno que te emprestei, certo? Alguns dias antes do meu parceiro no caso ser “realocado” para Polestar, estávamos perto de descobrir quem supostamente era o alvo do bando do Vasco.

Dava uma breve pausa, batendo as pontas dos dedos contra a madeira da mesa de forma ritmada do polegar até o mindinho, enquanto dava mais um gole em sua caneca. -A investigação estava quase chegando em seu clímax, então dividimos as tarefas… Eu fui atrás do “onde”, meu parceiro atrás do “quem.” Mais uma golada em sua bebida, aumentando o ritmo com que batia os dedos. -Porém, quando devíamos nos reagrupar aqui para relatar o que foi descoberto, uma suposta ordem de reposicionamento veio para ele. Então fui até o QG para tentar obter mais informações, justamente quando te encontrei. Parava com a sinfonia de dedos sobre madeira, finalmente tirando sua visão da janela e voltando sua atenção diretamente para o rapaz. -O problema é que a tal ordem para realocamento nunca existiu. Procurei em todos os lugares que puder imaginar no QG e com os contatos do governo, mas ninguém sabia de nada. Terminava sua bebida, colocando o copo sobre a mesa com certa força, o que gerava um barulho. -Agora você vê o motivo da minha inquietação? Quem diabos é esse Ribamar e seu bando para conseguir forjar uma ordem do governo mundial para um oficial de alta patente? E não só isso, eu não sei sobre o “verdadeiro” você por acaso… O nome Abigail te lembra alguém? Daria um breve intervalo, levantando-se para levar a caneca até a pia, deitando-se na cama após um longo suspiro seguido de um “Ahhhh…” -Eu não sei o nome do alvo, mas sei que se trata de um sequestro e, modéstia parte, sou bem eficiente no que faço, então sei o local, que era minha parte da investigação. O Porto. Eles pretendem raptar o alvo ainda no mar, pouco antes de aportar a embarcação, fazendo uma operação rápida e limpa… Ou pelo menos é o que deduzi. Acendia um cigarro, levantando-se da cama e voltando para a cadeira, de forma que pudesse jogar a fumaça para fora através da janela.

-De todos os alvos possíveis, um nobre de um reino próximo parece ser o mais provável… Ele passará por aqui para repor suprimentos daqui a 5 dias. E é aí que o trombei com o nome “Blackwood” pela primeira vez. Toda embarcação que transporta alguém de alta hierarquia precisa de uma porrada de burocracia que não entrarei em detalhes, o que também quer dizer diversas assinaturas.

Tragou lentamente seu cigarro, deixando a fumaça sair por si só de sua boca invés de forçá-la para fora. -Uma das assinaturas em um dos documentos era de uma tal Abigail Blackwood. Investigando ela, assim como todas as outras centenas de assinaturas naquela amontoado de papel, acredite, não eram poucos… Cheguei na história da sua família e por isso fui capaz de te reconhecer, apesar de você está bem diferente do que conta nos relatórios do governo. Pra melhor, querido, então não se sinta mal. Terminava seu cigarro, levantando-se da cadeira para espreguiçar. -Bom… Acho que isso é tudo que você precisa saber no momento e agora tá na sua hora de me fornecer informações. A baixinha também já está sabendo que acontecerá em 5 dias, então provavelmente vai te envolver em algum preparativo Tudo que preciso de você no momento é que me mantenha informada. Eu normalmente estarei aqui pela noite, então se descobrir algo além do que te falei durante suas missões… Me atualize. Deitava-se novamente, tirando suas roupas e ficando com a roupa íntima. -Isso é tudo querido, agora vou descansar um pouco… Até te convidaria, mas tenho certeza que “descansar” era a última coisa que faríamos aqui. Sorria de forma sedutora, mas logo se enrolava em meio a coberta, ligando um ventilado que ficava ao lado da cama. Astrid havia dito ao marinheiro que provavelmente teria algo para ele até o fim do dia, então ele podia arranjar algo para passar o tempo antes de retornar até a sargento para verificar se tinha aparecido algo.

~Shen~

O lutador ainda se encontrava perdido em pensamentos, ponderações sobre que rumo a vida iria levar dali em diante ou, como ele ia lentamente aderindo a essa ideia, tomar as rédeas do próprio destino e traçar um caminho onde se algo ruim precisasse ser feito, que fosse ele o mártir da causa. Para alguém tão justo e honroso, esse dilema moral parecia lhe dar mais trabalho do que todas as batalhas anteriores de sua vida… Como todo artista marcial que alcança o topo, no fim, seu maior oponente não passa daquele que você vê quando olha para um espelho. Caminhava pelo QG à procura da soldado, encontrando-a próxima a entrada, ela parecia estar vindo de algum lugar acompanhada de um rapaz de óculos que sorria de forma contida. A dupla se despedia e Shen aproveitava então para relatar o ocorrido a Leona, agora que estava sozinha novamente. A interação era breve, logo se despedia para seguir até sua próxima tarefa. Durante o trajeto até o local, quanto mais se aproximava, menos pessoas pareciam estar ao redor, até que restavam apenas o que pareciam ser trabalhadores do local, que já era bem próximo da baixa shells town. Alguns marujos, cerca de 4 pelo que Shen era capaz de enxergar, carregavam caixas e mais caixas entrando e saindo do local, enquanto um homem gordo com trajes que lembravam bastante o de um yakuza fumava em seu cachimbo enquanto gritava algumas ordens para os outros. Shen aproximava-se de um dos marujos, questionando sobre quem era o homem com quem devia se encontrar.

-Ta vendo o gordinho ali gritando pra deus e o mundo? É ele.

Respondia, mas logo era atingido pelo que parecia ser um… Isqueiro? O objeto vinha tão rápido que era bem dificil identificar. -Eu to te ouvindo, ô arrombado! Gordinho é o corno do seu pai! Gritava Coscott logo na sequência. -Você ai, garoto propaganda de academia… Você é quem o QG mandou né? Eu não sei que caralhos tá acontecendo porque ninguém me explica nada, mas supostamente você é a “proteção” da minha carga. Ha! Maldito QG… Realmente me subestimam depois que saí de lá. Descia do local onde estava por uma escada, aproximando-se de Shen. -Garoto, aqui é o depósito de armamento defeituoso da marinha… Vê, quando uma arma dá problema, você não pode simplesmente jogar no lixo para algum maltrapilho pegar e sair por aí fazendo baderna, não não… Então elas ficam aqui nesse depósito até a recolha mensal. Tragava seu cachimbo, expulsando a fumaça com bastante força logo em seguida. -Normalmente a única “proteção” que precisam aqui é de mim… Pra manter esses marujos na rédea corta e não deixar que saiam daqui com nada, mas se o QG achou que fosse precisar de mais alguém aqui, é porque alguém tem planos beeem macabro. Ia até um dos marujos, pegando uma das caixas que o rapaz carregava com bastante esforço com um braço só, o que gerava uma reação de “Wtf?” no rapaz ao perceber um homem já velho fazer algo com tamanha facilidade mesmo ele dando o máximo de si.

-Vê… Aqui não é o alvo primário de nenhum criminoso, até porque é só um depósito de armas defeituosas… O problema é: Ainda tem pólvora nessas armas, além de que a maioria das cortantes e contusas só estão enferrujadas, então ainda servem para um uso ou dois na mão de quem sabe.

Devolvia a caixa para o rapaz, praticamente arremessando sobre a cabeça dele, que mal se aguentava em pé para sustentar o peso. -Se deixar isso aí cair, eu vou descontar da sua diária, maldito! gritava ao rapaz, que soltava um “Tsk!” e continuava seu trajeto. -Eu sei que parece bem aberto, mas as únicas pessoas que sabem o que está naquelas caixas são eu, os palermas ali e algumas pessoas do QG… O que significa que seja lá que merda tá acontecendo pra te mandarem pra cá, provavelmente envolve vazamentos de informações… E isso é uma merda! Tsk!. O barrigudo parecia realmente irritado com a suposição de um traidor na marinha. -Enfim… Tenho certeza que cê não tem nada a ver com isso, bem trabalhado demais para ser inteligente a esse ponto, sem ofensa rapaz. Gyahahohihu! No momento em que ria, os marujos que trabalhavam por ali seguravam a risada para não rir do som estranho que saía da boca de Coscott. -Pois bem! Senta aí, faça sua vigilância para cumprir sua missão… Se ficar entediado, tem uma porrada de caixas ainda para levar lá pra dentro. Só não espere pagamento, aqui não é caridade! Tô com alguns trabalhadores novos hoje, então preciso ficar de olho. Se tiver algo importante, venha falar comigo, se não, me deixa trabalhar! Por algum motivo o barrigudo continuava falando num tom elevado de voz, talvez tenha vindo do interior ou fosse alguma tradição familiar, ou apenas tivesse problemas auditivos e por isso falava mais alto… Vai saber.

~Leona~

Após confirmar que os roubos haviam de fato terminado, Leona respondia ao rapaz que em qualquer cenário imaginável parecia um stalker da moça, mas que na verdade acabava sendo apenas coincidências da vida de sempre pararem no mesmo lugar. -Ah, claro. Sem problemas. Também preciso resolver algumas coisas por lá, então esse intervalo vai vir a calhar. Respondia o rapaz, com um sorriso contido no rosto, ficando para conversar com Jasmine sobre algo, mas sendo interrompido pois a bibliotecária do local dava um esporro na atendente por supostamente ficar conversando durante o trabalho, apesar de mal ter falado. Os boatos sobre a bibliotecária ser ranzinza não eram apenas boatos, aparentemente. Se desculpando, o rapaz se afastou, retornando alguns livros para a estante. Jasmine, no entanto, parecia já estar acostumada com a situação e depois de alguns minutos de bronca, apenas ria baixinho sobre o comentário da ruiva. -Hihihi… Certo, desde que devolva ele em até três dias, não tem problema. Concluiu a interação a moça, sorrindo. Covas se unia a soldado novamente, no trajeto de volta ao QG.

-Hmm… Quatro meses, creio eu? É meio dificil calcular a passagem de tempo quando se está atarefado a todo momento. Com uma ilha tão famosa justamente pela presença da marinha era de se esperar que fosse ser mais calma… Ah, como eu estava enganado… *Sigh*

Suspirando, comentou o rapaz sobre sua estadia na marinha. Logo chegavam ao QG e Shen parecia estar procurando pela lanceira, pois vinha em sua direção assim que avistava a moça. Percebendo isto, Covas se despedia brevemente. -Certo, te deixarei com seus afazeres, parece que você ta ainda mais ocupada que eu, huh? Tem até companheiro vindo te buscar na porta do QG. Bom… Eu devo estar na sala de treinamento por algum tempo, pode me encontrar por lá. Até breve. Com o mesmo sorriso contido de sempre, se despediu o rapaz, indo QG adentro. Após ouvir o relato de seu companheiro, a ambiciosa mulher também adentrava o local, indo até a sala onde a sargento se encontrava. Na porta, pelo lado de fora, Silva parecia estar dormindo em pé, o que era surpreendente considerando o quão rápido o homem havia conseguido dormir na noite anterior. A sargento ouvia o relato de Zenith, acenando positivamente com a cabeça com uma das mãos sobre o queixo durante o falatório. -Bom dia, soldado. Sim, já enviaram alguém para continuar a investigação na biblioteca, mas é com o pessoal do governo, uma vez que a própria marinha é suspeita aqui, tsk. Amassava uma folha de papel ao forçar a mão nessa última fala. A corrupção atual da instituição parecia irritar bastante a garota. -Sobre o tecido… Não me vem nada a cabeça logo de cara, mas investigarei mais a fundo. Excelente trabalho, marinheira. Violet também falou bem de você quanto as investigações… Tão bem que não me espantaria se ela tentasse te recrutar pro lado dela. Espero que saiba onde sua lealdade deve ficar, soldado. Curiosamente, o tom no qual a jovem sargento falava não parecia de ameaça, era mais como uma frase qualquer dita despretensiosamente.

-Certo, o relatório completo. Foi para isso que pedi para ele ir atrás de você… Que espero que não se repita, por sinal.

Dessa vez, o tom já era bem mais severo. Como sempre, apesar do tamanho que podia enganar, Astrid parecia ser alguém bem severa quanto às regras. Prosseguiu então relatando todas as informações para a escudista (Novamente, não vou colocar tudo aqui pra não ficar texto repetido desnecessariamente, mas tá tudo lá na parte do Shen no post anterior, considere que ela passou as mesmas informações.) -Sobre a parte do “muito mais que piratas”... Ainda está confuso pra mim. Eles agem como piratas boa parte do tempo, mas parecem ter conexões com revolucionários, o que não é muito comum. Agora estão envolvidos com contrabando, algo que normalmente é do submundo e não da pirataria… Se ajeitava na cadeira, visivelmente ficando desconfortável com a próxima fala, como se dizer aquilo lhe causasse algum tipo de dor física. E embora eu odeie a-admitir… A Violet ta acima de mim em hierarquia, se formos considerar apenas patente. Alguém do calibre Dizia a última palavra num tom bem mais baixo, quase como se quisesse que não fosse ouvida, inclusive virando o rosto unicamente durante aquela palavra, voltando ao normal logo em sequência. -Dela não estaria por aqui se não fosse algo grande… E algo grande significa uma possível promoção. Não deixarei essa chance passar. Coçava a garganta após a fala, levando uma das mãos até a boca com punhos fechados, dando uma tosse leve. -Enfim… Seus deveres devem sempre vir primeiro, soldado, não se esqueça disso. Respondeu ela ao pedido final de Zenith. -Dito isto… Vocês estavam na patrulha noturna ontem, então vou aliviar um pouco e te deixarei livre por mais algumas horas. Mas não se acostume. Considere como uma recompensa pelo trabalho exemplar. Pegava um documento em cima da mesa, deixando um breve silêncio no local por alguns longos segundos.

-Certo. Acho que posso te enviar nisso… Considerando que o tal sequestro vai acontecer em 5 dias, usaremos esse tempo para nos planejar e evitar o máximo possível que isso aconteça. No porto, um cidadão requisitou escolta para sua carga sem um motivo plausível. Isso é tarefa para um Cabo, então não te mandarei lá para isso, mas…

Levantou-se da cadeira a garota, encostando-se contra a mesa ainda de pé, cruzando as pernas. -Considerando seus dons investigativos, esse cidadão em particular é um velho marujo bem conhecido por lá, então quero que tente obter qualquer informação que vá ser útil para nossa operação. Se algo for realmente acontecer, as chances de passarem pelo porto em algum momento é bem alta. A sargento então entregou uma folha de papel para a escudista. -O nome é Fred, sem sobrenome. Se tem alguém que sabe o que se passa no porto, é ele. Aqui tá a solicitação dele para a Marinha, talvez encontre algo que possa usar. Dispensada. Terminava sua fala, voltando a sentar na cadeira. Na solicitação, era possível ler o seguinte texto na parte descritiva: ”Sobre o pretexto de uma ameaça não identificada, o cidadão ‘Fred’ solicita escolta para sua carga, alegando que sem essa entrega ele ficará sem fonte de renda e impossibilitado de alimentar-se, além de prover para sua família. Apesar dos constantes e insistentes questionamentos do oficial sobre as tais ‘ameaças’ alegadas, o cidadão se recusa a falar com quem ele ‘Não confia’. PS: Apesar da alegação de possível falta de recursos, nos três dias no qual tentamos contato com o cidadão em questão ele encontrava-se visivelmente embriagado.

Astrid havia concedido a Leona o tempo que queria, deixando com que a moça prosseguisse com seus deveres apenas na parte da tarde, ficando com o restante da manhã livre. Ainda tinha certo tempo até que desse a hora de iniciar sua tarefa, então poderia prosseguir como desejasse até lá. Como já havia planejado, resolvia aproveitar do tempo livre para aprimorar seus conhecimentos, fazendo uso do livro de física que havia alugado. Aprendendo algumas inutilidades que não seriam usadas em nenhuma momento da vida dali em diante como Bhaskara, além de outros conceitos que de fato serviriam para todo seu dia a dia e principalmente em combate. A lanceira era a personificação de eficiência até então e, mesmo quando estava apenas aprendendo algo novo, aproveitava-se do momento para praticar sua ambidestria, o que gerava uns garranchos esquisitos, mas que de alguma forma ainda podiam ser lidos. Algumas boas horas passavam no processo, mas ainda tinha tempo antes de precisar ir até sua designação, afinal havia iniciado seu dia bem cedo. Então, aproveitou para ir atrás de Covas. Chegando na sala de treinamento, o local surpreendentemente espaçoso contava com diversos aparelhos de musculação, além de uma espécie de trilha que rodeava todo o local, onde alguns marinheiros praticavam corrida para melhorar sua constituição e resistência física, em algumas partes até mesmo com obstáculos. O jovem estava em um canto mais vazio da sala, arremessando peso contra o chão e marcando o local onde o item caía, parecia buscar ultrapassar sua própria marca e diversas marcações enfeitavam o chão, provavelmente marcando o recorde de outros que também praticavam a atividade. -Fico contente que tenha se recuperado e aprecio a empolgação. Respondia o rapaz a fala de Leona, com o mesmo sorriso contido de sempre. -Vai precisar dela se quiser aprender tudo que o atletismo pode oferecer… Mas tenho a impressão de que você não é do tipo que desiste fácil, então tudo bem. Por onde quer começar? Questionou o soldado, apontando na direção da pista, assim como dos pesos que arremessava.


—--- - –- - - - - - - - - - - - -x -x-x-x-x-x-x-x-x—---------x-x-x-x-x-x-x-x—----x-x-x-x-x—-----
Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



Última edição por Silent em Qui Abr 14, 2022 9:11 pm, editado 1 vez(es)

_________________

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 4UyKmNX
avatar
Ver perfil do usuário
Créditos : 19
gmasterXEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t900-alexander-blackwood https://www.allbluerpg.com/

Not Enough Shooting Stars
Starstruck





Depois de todo o fuzuê de ontem, era bom poder apreciar a ilha e seus habitantes. Por mais que não fosse tão fã do fanatismo que os cidadãos tinham pela marinha, ele ainda era grato por ter sido acolhido depois que chegou desamparado do farol. Apesar de ter praticado bastante para não se apegar tanto aos lugares e às pessoas que conheceu, Shells Town acabou crescendo nele.

Ao se certificar que não havia nenhum fofoqueiro para se intrometer em seus assuntos íntimos, Alexander partiu para a cabana onde ele teve um “bom tempo”. Ao ouvir o chamado da moça, Alex parou bem na entrada, e pigarreou, limpando a garganta. - QUERIDA! CHEGUEI - Ele exclamou de forma jocosa. - Estava com tantas saudades do nosso ninho de amor. - Ele manteve a postura, agindo como um romântico apaixonado, antes de desabar em uma gargalhada descontrolada. Ao terminar o seu floreio, ele foi direto ao assunto e antes que pudesse notar, estava soterrado de informações. O que lhe chamava a atenção era a informação sobre os supostos infiltrados e o sequestro do nobre. Aquilo o colocou para pensar, já que no fim aquilo fazia sentido, o sequestro e a morte de um nobre era claramente de interesse dos revos, consequentemente, os ganhos seriam repassados para o bando do Vasco. O que restava descobrir era até onde ia essa rede de influência.

Enquanto ele buscava por exemplos de até onde ia o comando deles, um nome ressoou em seu ouvido e ecoou por sua mente. Aquele nome era de ninguém mais ninguém menos que sua irmã mais velha. Ele encarou a agente, claramente desconcertado. Apesar de viver pensando em sua família, ele não esperava ver um membro dela tão cedo, muito menos ouvir sobre. Todas as outras crianças receberam treinamento igual ao seu, e por isso era de se esperar que eles também seguissem o costume de usar um nome falso. No fim, ele respirava um pouco aliviado, pois agora tinha certeza que a revelação de sua identidade não era produto de um erro seu. No fim, ele apenas coçava suas têmporas pensando no dilema que ela havia colocado.

Após a explicação, ela o lembrava do “favor” que Alex devia cumprir, e logo se despediu do rapaz. Após ouvir a última frase, ele olhou para o chão e coçou a nuca, um pouco frustrado, mas compreensivo. - Eu te conheço a dois dias, mas sinto como se tivesse casado a uns 5 anos. - Ele sussurrou antes de se virar e partir até a porta. - Tudo bem, irei fazer o que faço de melhor. Enquanto isso, eu quero que você fique aqui e tenha um bom descanso. Até mais. - Porém, momentos antes de sair, ele se lembrou de algo e voltou. - Quanto ao Cabo que vocês capturaram. Ele provavelmente não era o único. Ontem, durante a ausência da capitã Linda, eu esbarrei com dois sujeitos que estavam tendo uma conversa suspeita sobre negócios que a própria capitã não poderia descobrir. Eu acabei os despistando e pretendia investiga-los depois, mas estou quase certo que eles podem estar ligados a esse bando. - Sem mais nenhuma cerimonia, ele se foi.

Agora que estava livre e despreocupado, ele não tinha uma boa ideia do que deveria ser feito, mas sabia que deveria comprar alguns itens essenciais. A lista segue abaixo:

-Uma garrafa de álcool
-3 armadilhas de urso
- Um canivete
- Um isqueiro

Obviamente, ele tentaria barganhar usando sua fala mansa e seus conhecimentos para economizar uns centavos.

Com isso fora do caminho, ele voltaria para o QG em busca de algemas. Podem ser bem úteis, dependendo do cenário, o que o fazia se perguntar porque nunca andava com pelo menos um par.

Obtendo ou não os itens, ele buscaria um canto sossegado no QG para finalmente ler o seu livro sobre mecânica e aprender a fazer engenhocas. Com o resto do dia livre, ele não tinha muito o que fazer, já que grande parte das suas atividades preferidas são feitas a noite. Por isso, se lhe restasse tempo, ele o investiria fazendo o que ele costumava fazer no QG: Fingindo que estava ocupado.  

I ♥ Refrigerators

Histórico:


Última edição por gmasterX em Seg Abr 18, 2022 6:31 pm, editado 1 vez(es)
Masques
Ver perfil do usuário
Imagem : Let's get this party started!
Créditos : 10
MasquesAgente
https://www.allbluerpg.com/t850-shen-ikimura#6925 https://www.allbluerpg.com/t385p60-marinesagiotas-nao-sao-o-mesmo

ACT 18


I - The Fellas Project





Após receber minha missão, fui falar com Leona conforme instruído pela Sargento Astrid. Pude notar que estava acompanhada de um rapaz que parecia ser inteligente, pelo ou menos mais do que eu. Assim que pude então repassei as devidas informações para Leona e parti em direção a missão, podia notar pelo caminho que conforme eu me aproximava do local informado, a galera diminuía e diminuía, não sabia determinar o por quê então apenas segui rumo ao meu destino sem refletir muito sobre aquele detalhe. Minha mente também estava mais calma em relação ao que havia acontecido ontem, tinha que agradecer ao Cabo Silva, a Sargento e a Leona por isso. Todos me ajudaram a refletir sobre algo que eu realmente não havia pensado, só percebi ao receber o choque de cultura da situação.

Bom nem tudo são flores e é chamado de trabalho por seus motivos, além disso não se faz um omelete sem quebrar alguns ovos né? Chegando ao local informado, podia ver alguns marujos trabalhando sendo ordenados por um homem que precisava urgentemente de uma série bem organizada de exercícios diários e dieta e quem sabe algumas aulas de etiqueta. Indaguei então sobre o contato que a sargento havia me dado a um dos marujos que foi prestativo em me ajudar e ainda recebeu uma bronca. Eu suspirava de leve enquanto pensava comigo mesmo que seria um dia daqueles. Então botei o queixo pra cima e fui em direção a Coscott e ao me aproximar ele já se dirigia a mim, parecia ser um sujeito bate bola jogo rápido.

Eu então o respondi; "Isso mesmo, sou o soldado mandado pela marinha para ajudá-lo. Então o senhor ja foi da marinha?" Perguntava quando oportuno por interesse legítmo, ele então descia de onde estava utilizando uma escada. Ele então prosseguia a explicar que o local era um depósito de armas defeituosas da marinha, o que era interessante, sempre me perguntei se sua arma estragasse você só jogava ela no lixo ou algo assim. O que mais me surpreendia era o fato de ele levantar uma das caixas que um dos funcionários carregava com um braço, não pude nem esconder minha surpresa assim que Coscott realizava o feito, além disso o homem apenas arremessava a caixa de volta ao funcionário que se esforçava bastante para segurar a caixa.

Coscott então falava que o vazamento de informações do traidor da marinha podia possivelmente afetar seu trabalho e pelo que ele havia informado, realmente, o local poderia ser afetado pela situação que tínhamos ocorrendo na marinha. "Realmente senhor, a situação está longe do ideal, mas vou ficar de olho para qualquer situações suspeitas e vigiar a carga." Ele então comentava sobre a minha forma, a qual eu respondia "Porque eu me ofenderia, senhor?", ainda sobre a missão perguntaria: "Senhor, a que tipo de situações devo ficar mais atento, o que seria suspeito durante a movimentação de entrada e saída do armazém?" Talvez ele estivesse preocupado com alguma coisa, afinal de contas ele havia me elogiado! Após a ordem do serviço fosse dada eu então bateria continência, exclamando "Sim senhor!" E iria até o posto indicado para começar a vigia.

Eu então ficaria no local indicado, tentaria me atentar aos padrões de cargas de entradas e saídas, para que caso alguma situação suspeita ocorresse eu pudesse identificá-la com maior facilidade. Também tentaria ficar atento a qualquer dos gritos de Coscott, para que caso fosse algum direcionado a mim ou a algum trabalhador eu pudesse observar a situação e caso necessário agir no momento, não estava tão preocupado com Coscott devido a sua mostra de força, porém o problema estaria caso se alguém tentasse correr ou realizar alguma outra peripécia no momento, onde então eu iria ir até o local, ou entrar em em perseguição aos alvos que estivessem cometendo qualquer crime, ainda tentando ficar atento a qualquer grito para que eu parasse de dar perseguição e permanecer ali com Coscott caso fossem suas ordens.

Caso eu identificasse qualquer tipo de comportamento suspeito eu então abordaria o grupo ou indivíduo que estivesse realizando tal ação. Eu então indagaria: "Alto lá, por favor por ordem da marinha, digam quais são seus negócios nesse armazém." Caso a resposta não fizesse sentido ou não batesse com a realidade do armazém eu então diria: "Por favor, me acompanhem até o Sr. Coscott para que possamos verificar essa situação, qualquer cuidado é pouco." Eu então, acenava para que eles fossem na frente, para mantê-los no meu campo de visão até chegarmos em Coscott e verificarmos a situação.



Dados:

Objetivos:





_________________



Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 Tumblr_papu4oUlJA1uuj1vto1_540
Leona
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 120x120
Créditos : 11
LeonaMarinheiro
https://www.allbluerpg.com/t930-alatreon-dalandur-zenith#7931 https://www.allbluerpg.com/t934-projetinho-fellas-o-vasco-sobe-volta-ribamar#8022




Unos: Vasco

- Leona D. Zenith -





As informações da Sargento complementavam o sentimento de que apenas desvendamos apenas uma parcela pequena de algo muito, muito maior. Toda a situação era extremamente atípica. Um pirata que possuí contatos na Marinha e com Revolucionários? Em uma das ilhas mais fortemente patrulhadas dos oceanos. A posição de Violet se mostrava, igualmente, uma incógnita, pois se ela ocupava uma posição no Governo Mundial de equivalência hierárquica ainda superior à de Astrid, por que diabos ela estaria agindo de forma tão aberta? Revelando sua posição e localização num QG onde ela sabia que corruptos estavam envolvidos? Talvez uma tentativa de assustar os envolvidos no esquema e conseguir revelar suas posições através de suas reações à presença da Agente? Apenas deixar os corruptos aflitos sabendo que organizações mais poderosas do Governo Mundial estão se envolvendo no caso? Ainda sim, por que ela iria vir e se expor em pessoa? A menos que... ela não tenha?

Com a tarefa designada e após algum tempo estudando o conteúdo dos livros, partia em direção à academia onde eventualmente encontrara o mentor em potencial.

— Bom, me designaram para uma missão em pouco tempo, então não poderei ir até o limite da exaustão. Alguém com suas capacidades físicas provavelmente faz do treino algo rotineiro também, certo? Então que tal eu apenas acompanhá-lo em uma de suas rotinas? Provavelmente não irei conseguir fazer tudo na mesma proporção, quantidade e/ou velocidade, mas seria um bom ponto de partida para compreender a distância entre os treinos rotineiros e um treino especializado.

Acompanharia o homem em sua rotina, fazendo o máximo de exercícios possíveis sem levar meu corpo à completa exaustão e a níveis de debilitação física, basicamente testando os limites do treinamento sem consequências a curto prazo, prestando atenção aos detalhes e posturas adotadas pelo companheiro de treino. Assim permaneceria até o fim da sessão.

— Bom, isso foi... Intenso. Ainda não acho que eu esteja no ponto de condicionamento que desejo, mas certamente isso ajudou a mostrar o caminho. A próxima vez que vir, será para valer! Obrigado, Soldado Covas! Nos veremos novamente! Fico te devendo uma!

Recolheria meu armamento e me dirigia ao vestiário, tomando um rápido banho e vestindo o uniforme padrão da Marinha, partindo logo em seguida em direção à missão entregue pela Sargento. Um tanto eufórica e desproporcionalmente animada, afinal, exercícios e o auto desenvolvimento sempre me deixaram, digamos, nas nuvens. Mantinha um sorriso semi psicótico no rosto. Partiria então em direção ao porto, refletindo sobre o pedido da Sargento e as resoluções passadas. Apenas fui capaz de contribuir para a investigação por encontrar as pistas certas no momento certo. Se tivesse chegado na biblioteca alguns dias depois, talvez não conseguisse contribuir da forma que fui capaz. Se possuía, de fato, um dom para investigação, talvez absorver conceitos mais técnicos pudesse desenvolver essa habilidade a ponto de me tornar capaz de enxergar ainda mais do que consigo agora, e sem a necessidade de coincidências positivas para chegar a uma resolução clara. Seria, provavelmente, meu próximo objetivo a curto prazo.

Ao chegar no porto, avaliaria a situação do local. Presença da Marinheiros, cidadãos, cargas entrando e saindo, quantos navios permaneciam atracados, tudo aquilo que pudesse considerar útil para a situação. Prestaria também atenção ao clima, que influenciava bastante a movimentação em um local como aquele. Iria até o local indicado especificamente no documento e procuraria pela figura lá indicada, perguntando ao civis sobre sua localização caso não fosse capaz de encontrá-lo eu mesma. Uma vez que encontrasse a figura, que o documento já alertava que talvez não estivesse tão disposta assim à falar, diria:

— Olá, Sr. Fred, sou a Solado Zenith, fui designada para auxiliá-lo com a ameaça que recebeu. Antes que pergunte ou diga, sim, sou uma marinheira desconhecida e sim, o QG anda mais caótico do que já esteve nos últimos tempos. O senhor tem seus motivos para manter-se desconfiado de tudo e, bom, todos, por hora. Ainda sim, a operação realizada para auxiliá-lo acontecerá apenas em alguns dias, e quanto mais informações possíveis sobre o caso, maior será sua eficácia. É para isso que estou aqui, avaliar todo o possível para aumentar nossas chances de sucesso e sua segurança. Não espero sua confiança imediata e nem que me entregue informações que sinta que podem ser utilizadas contra você, mas gostaria que me informasse todo o possível sobre a situação. Quem foi que o ameaçou, e por que você especificamente? Quando a ameaça foi feita e por quê o senhor acredita que ela irá sem sombra de dúvidas ser concretizada? Existe algum interesse no objeto físico a ser roubado, ou seria exclusivamente pela vingança para com a sua pessoa? Todas essas são perguntas cujas respostas seus inimigos já devem conhecer, então acredito que possa respondê-las sem se comprometer mesmo que eu não fosse alguém de confiança, correto?










Histórico:


Silent
Ver perfil do usuário
Imagem : Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 6XRDEjm
Créditos : 12
SilentPirata
https://www.allbluerpg.com/t669-viola-altamira#4474 https://www.allbluerpg.com/t1265-mais-porradaria-mais-confusao-e-mais-fuga-2



Oh não, é o enredo novamente!


~Alexander~

Alex tinha mais um momento prazeroso com Violet, desfrutando de uma boa conversa que desenrolava boa parte da história na qual havia se metido, assim como a revelação de como a moça sabia sobre sua real identidade. Intrigado com o nome de sua irmã, resolveu ignorar tal fato momentaneamente, até porque não teria mais nada para tirar dali. Comentou então sobre a conversa suspeita que havia escutado, o que fazia com que Violet, que já encontrava-se deitada na cama, levantasse a cabeça apoiando-a sobre a palma da mão. -Hmm? Hoho, você está me saindo melhor que o esperado, garanhão. Vou investigar sobre isto quando voltar ao QG, obrigado pelas informações querido. Com uma piscadela, se preparava para descansar a moça, enquanto o marinheiro deixava o recinto. Seguiu então até um mercado próximo, apesar de precisar caminhar por algum tempo para chegar até o local. O local era um “tudo em um”, então encontrava a maioria dos itens, tirando a armadilha de urso. Shells Town não tinha nenhum terreno de caça, então esse item em específico seria um pouco mais díficil de encontrar por ali, mas encontrava todo o resto pelo local.

-Uhum… Não vai conseguir nenhum desconto aqui, garoto. O total é B$450.000,00.

Respondeu o atendente a tentativa de charme do rapaz para desenrolar um desconto. Infelizmente para Alex, o homem já parecia calejado em atender marinheiros que tentavam se vitimizar para conseguir desconto. Com tudo em mãos, tirando a armadilha, o rapaz então retornava ao QG, onde ia até o arsenal pedir um par de algemas, que lhe era entregue após assinar o comprovante de retirada contendo seu nome. Com tudo resolvido, procurava por um local mais sossegado no QG para seu aprendizado, o que não era difícil encontrar, uma vez que a maioria dos marinheiros já haviam saído para seus afazeres diurnos e os que restavam ali estavam ocupados em documentos e tarefas administrativas. Encontrou uma sala vazia com algumas cadeiras espalhadas, que lembrava bastante uma sala de espera de consultório, onde só tinha um senhor folheando uma revista, usando óculos escuros mesmo que estivesse dentro do QG, além de um chapéu curvo no estilo fedora. Gastou algumas horas lendo seu livro, nesse meio tempo, o senhor parecia terminar de ler sua revista e saía do local, Alex estava focado no livro e acabou não percebendo a saída do homem. Algum tempo depois então, tendo terminado de ler seu livro e feito seja lá o que for para tal aprendizado, começou seu teatro para parecer ocupado, o que não durava muito, uma vez que logo a própria sargento Astrid trombava com o rapaz.

-Ah, Joseph. Bom ver que ainda está por aqui. Suas novas ordens.

Entregou um papel ao jovem, que relatava sua tarefa. -Quando terminar, estarei na minha sala aguardando o relatório. Dispensado. No papel, sua designação constava “Ajudar na limpeza do navio Avent, que se encontra no porto.” Depois de todos os acontecimentos recentes, um serviço de limpeza que era tão comum na marinha parecia encaixar bem, apesar de talvez não ser tão bom assim para Alex e sua mania de limpeza. Caso decidisse ir até o local, o trajeto até lá não teria nenhuma surpresa, assim que chegasse ao porto, não seria difícil identificar o tal navio, uma vez que tinha seu nome grafado na lateral da embarcação. Dentro dele, dois outros soldados pareciam já ter começado o serviço de limpeza, surrando o convés com esfregões. Não muito distante, Alex também poderia perceber Leona conversando com um cidadão, não conseguia ouvir o assunto devido a distância, mas ainda conseguiria reconhecer a soldado.

~Shen~

Shen chegava ao local sem maiores problemas, notando a visível diminuição de pessoas ao redor. -É, é… Já fui de lá sim. Ainda sou, por assim dizer, mas estou velho demais para continuar com os deveres, então me empurraram para cá. Já estava tão perto de virar Sargento… Tsk! Maldito tiro no joelho… Resmungou o barrigudo, respondendo a pergunta de Shen. -Normalmente o que acontece é apenas os contratados carregam as caixas lá para dentro, se cansam, eu desço o esporro, eles voltam a trabalhar. Então qualquer coisa além disso pode ser “suspeito” e talvez o motivo pelo qual te mandaram pra cá. Respondeu Coscott, coçando seu joelho esquerdo que só agora Shen podia perceber que tinha uma placa de metal no local, possivelmente fruto de alguma recuperação ou cirurgia mal feita e talvez motivo pelo qual ele havia sido realocado ali.

-Phew! É impressão minha ou tem mais caixas que o normal hoje? Já faz duas horas que começamos e não tá nem na metade…

-Eu também reparei… A marinha tava em guerra ou algo do tipo? Pra ter esse tanto de equipamento sendo jogado aqui…


Comentava uma dupla de marujos, parando pra descansar um pouco entre uma carga e outra, levando esporro de Coscott logo em seguida e voltando ao serviço. Shen não era lá o mais perceptível dos homens e estava longe de ser um Sherlock Holmes, mas depois de ver a mesma tarefa sendo repetida inúmeras vezes, até um cachorro consegue aprender algo. Sendo assim, notou algo diferente no padrão com que os marujos executavam a tarefa. Toda vez que duas pessoas estavam entrando no local carregando caixas que tampavam levemente a visão do outro lado, uma única pessoas passava por trás delas, sendo possível ver apenas suas pernas em meio as pernas daqueles que estavam entrando. De cara, o artista marcial não havia percebido isto, mas depois de alguns bons minutos observando tudo, percebeu que a tal única pessoa que voltava não saía lá de dentro quando tinha apenas uma pessoa passando, ou seja, ele planejava sua caminhada de forma que apenas saía de dentro do depósito quando dois marujos estivessem entrando simultaneamente um atrás do outro, obstruindo assim a visão por uma parte maior do que apenas um. Shen então abordava o marujo, que o olhava com uma cara de dúvida, sem entender direito a pergunta.

-Huh… Trabalhando? Você tá parado ai olhando a gente faz meia hora, achei que já teria deduzido isto. Oy! Rapaziada! Olha o marinha aqui, veio me perguntar o que to fazendo no armazém… Aparentemente esse aqui realmente tem músculo no lugar do cérebro, GYAHAHHA

Disse o marujo fazendo uma pose de “muque” ao erguer ambos os braços forçando seus músculos a aparecer. Os outros marujos riam, até Coscott deixava escapar uma breve risada, mas logo brigava com o homem por caçoar da marinha. Contudo, durante sua peripécia, o jovem marujo ao forçar o braço para mostrar seu músculos, a manga de sua blusa recolhia brevemente, revelando uma tatuagem que Shen já teria visto anteriormente: A jollyroger do bando do Vasco. Como havia planejado, Ikimura levava o rapaz até Coscott, que apenas dava um esporro no rapaz e o fazia voltar ao serviço por ofender Shen daquele jeito, mesmo que fosse brincadeira. Não muito tempo depois disso, cerca de 10 minutos, o lutador permanecia atento a tudo, ou pelo menos no que tocava o armazém. Nesses dez minutos que haviam se passado, Ikimura estava tão concentrado em tentar perceber algo que nem notava que naquele tempo todo Coscott não havia gritado com alguém, o que era um recorde. Mas só então percebia o motivo disto: O barrigudo tinha sumido. Aparentemente o lutador ficou tão distraído tentando notar algo que nem percebia a ausência do homem.

-Hm? Cadê o velho?

Questionou um dos marujos, fazendo com que os outros focassem sua atenção no local onde Coscott normalmente ficava. Percebendo a ausência do homem, o tal marujo que Shen havia abordado anteriormente falava em um tom mais elevado para os outros. -Finalmente aquele gordo saiu… Ai, rapaziada… Que cês acham da gente dar um jeito no cabeça de músculos ali e sair com algumas caixas? Aposto que uma caixa dessa já vale bem mais no mercado negro que essa diária mixuruca que recebemos aqui. Um olhar malicioso pairava sobre os marujos. Inicialmente Shen havia percebido 4 deles, mas dentro do armazém tinha mais outros dois que estavam ajeitando as caixas e por isso ele não havia visto. Dizem que a oportunidade faz o ladrão e esse parecia ser um exemplo claro deste ditado.

-Gyahahohihu! Então o novato não tava errado sobre você, huh? Seu trambiqueiro filho da puta! Oy! Vocês ai! Quem tentar sair daqui com qualquer coisa vai se ver comigo e com o novato, sua escolha!

Por trás do marujo tatuado, do outro lado de onde Shen se encontrava, Coscott reaparecia, aparentemente era um plano do homem seguindo o palpite de Ikimura de que algo estava esquisito com aquele homem. Como dito pelo próprio Coscott, alguns ali ainda eram empregados novos e estes pareciam estarem mais propício ao apelo do marujo tatuado. Por outro lado, os trabalhadores mais experientes conheciam bem o poderio do barrigudo e rapidamente "murcharam" perante a fala do homem, esvaindo completamente sua vontade de motim. Dos seis marujos que Shen conseguia enxergar, três deles mais o tatuado (4 total) pareciam ainda estar disposto a sair dali com uma das caixas. -Tsk. Um gordo com a perna bichada e um cabeça de músculo… Isso ai não é problema pra mim… Já tava cansado desse papo de trabalhador mesmo… Yahaha! Fazendo um sinal de mãos, mais dois homens saíam de dentro do armazém, com vestimentas que lembravam bastante os maltrapilhos que o lutador havia encontrado no beco anteriormente. -Ah, merda… Quando foi que esses dai passaram que não vi?! O tatuado começava a gargalhar alto. -Você não viu muita coisa, barrigudo! Esse depósito agora é propriedade do Vasco, hehehe. Sacando um bastão retrátil de suas costas, o homem ia na direção de Shen. Os outros cinco, os quatro de antes mais os dois que haviam saído do depósito, iam na direção de Coscott. -Oy! Novato! Eu vou lidar com essas baratas, você se vira com esse ai, né?! Gritou o marinheiro aposentado, sacando uma espada de tamanho bem desproporcional que estava por perto.

-Então, cabeça de músculos… Ouvi dizer que você bateu em alguns companheiros meus, huh? Meu nome é Roberto Dinamite, e você vai pagar em dobro pela surra deles.

Disse o homem, aproximando-se mais de Shen com um sorriso nefasto no rosto.

~Leona~

A lanceira optava por não aprender sobre atletismo, mas não dispensava o treinamento de qualquer forma. Fez algumas sequências acompanhada de Covas, que surpreendentemente era um bom “professor”, passando dicas e maneiras mais fáceis de fazer determinadas atividades. No fim, Leona estava ofegante, enquanto o homem parecia ainda estar pronto para participar de um triatlon. -Como sempre, seu entusiasmo é contagiante, Leona. Com o mesmo sorriso sem forma de sempre, despediu-se então o rapaz, indo até o banheiro. A mulher também fazia o mesmo, tomando um banho rápido e seguindo para sua tarefa. Chegava até o porto sem maiores problemas. O local estava devidamente movimentado, como era de costume, com marujos carregando caixas, pessoas conversando em tom alto, alguns reencontros familiares depois de dias no mar, além de uma presença bem notável da marinha. O céu estava limpo, com apenas algumas nuvens enfeitando como se fosse uma pintura. Na doca, era possível ver algumas embarcações, uma em específico atraíria mais a atenção da soldado, provavelmente, por ter o símbolo da marinha na lateral, além dos dizeres “Avent” na lateral, indicando o nome da embarcação. Devido a descrição contida no documento, não tinha problemas em identificar seu alvo, o encontrando escorado sobre um saco fechado do que parecia ser algum alimento, talvez arroz. Era um saco marrom costurado tanto em cima quanto embaixo, lembrava bastante um saco de carvão.

-Má que diacho?! Tu é algum rapper é muié? Fala divagá, sô! Ai, ai… minha cabeça…

Visivelmente de ressaca, o homem coçava o próprio rosto tentando processar a enxurrada de informações que a ruiva soltava nele. -Tu é bem das inteligente né minha fia? Pois bem… Já ta mió que a outra cabocla que enviaram antes… A muié tinha medo até de minha pessoa, como que ia lidar com algo? ááárá! Cuspia, dando uma fungada no nariz logo sem sequência. -Diabo de pinga… Nunca mais vou beber… Coçava a nuca, espreguiçando-se. -Óia… É o seguinte: Errada cê num tá! Então mió eu compartilhar logo cumcê(com você)… Se eles já sabem, não vai fazer diferença mermo. Inclinava-se mais próximo na direção da soldado, o que fazia o odor de bebida pinicar o nariz da ruiva devido a intensidade do mesmo. -Eu comercializo carvão, algum dos trem que navega ai de vocês usa ele de combustível ou alguma baboseira dessa ai… Eu to sempre de olho em tudo por aqui porque carvão né barato não, eu te digo! E sempre tem um espertinho querendo tirar um pouco pra vender por fora… Apontou na direção do Avent. -Aquele barco ali mesmo, chegou ontem, desceu dois almofadinhas de terno e nunca mais voltaram. Eu acabo pedindo ajuda docês vezoutra, mas na última vez que pedi a própria marinha sumiu com meus trem, sô! Eu mandei 15 sacos, mas só 6 chegou no barco… Eu tentei fala com a outra muié que veio antiditu,(antes de tu) mas eu falava um litro ela não entendia uma gota! Ficava me falando umas baboseira de “Mas no relatório ta dizendo que foi 15 e bla bla bla” E eu lá quero saber de relatório?! Eu to falando o que meus zóio viram, e eles viram só 6 naquele barco, eu te digo! Confiante, disse o homem, aparentemente com uma luta ferrenha contra a gravidade para manter-se de pé visto o quão intensamente buscava equilibrar-se. -Eu não sei que diacho alguém pode querer com carvão por aqui além de corbustivi(combustível), mas dou palavra com essa lingua que a terra há de cumê que não é pra barco não! O último barco que chegou aqui foi aquele dos almofadinhas e ele não se mexe com carvão não, to cerdisso!(certo disso). E é por isso que eu to pedindo procês da marinha protege minha carga, sô! Eu não sei quanto de carvão esse povo qué, mas eu não quero perder mais nenhum não… Tenho trer(três) boca pra alimentar minha fia, posso mim dá esses luxo nãm viu…

Arqueou seu corpo todo para baixo, num sinal claro de tristeza, apesar da bebida, aquela parecia ser uma tristeza genuína. Afinal, para alguém que vive da comercialização de produtos como ele, ter sua carga roubada era um baque e tanto. -Dizaí… Quequeu faço minha fia? Questionava o homem de meia-idade, tentando obter resposta com a marinheira sobre como ele deveria prosseguir naquela situação. Por algum motivo, diferente do relatório, o homem parecia bem mais aberto ao diálogo do que foi relatado… Talvez a pessoa anterior realmente só não tenha entendido o jeito de falar do homem? Vai saber.

—--- - –- - - - - - - - - - - - -x -x-x-x-x-x-x-x-x—---------x-x-x-x-x-x-x-x—----x-x-x-x-x—-----
Off e Observações:

Ponto-situação dos personagens:

Legenda:

NPC’s e afins:



_________________

Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 4UyKmNX
Masques
Ver perfil do usuário
Imagem : Let's get this party started!
Créditos : 10
MasquesAgente
https://www.allbluerpg.com/t850-shen-ikimura#6925 https://www.allbluerpg.com/t385p60-marinesagiotas-nao-sao-o-mesmo

ACT 19


I - The Fellas Project






Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 Goku-icegif-9

Coscott não parecia ser tão raso quanto eu pensei que seria, aparentemente, tinha toda uma situação ali, um machucado em combate, uma placa de metal no joelho. Eu observava até ter que começar o trabalho de vigia. Como Coscott havia pedido, fiquei de olho nos marinheiros. Por mais que levantar aquelas caixas parecesse um bom treino, eu não podia deixar alguma situação passar por mim pelo fato de que eu estava ocupado fazendo um outro trabalho diferente da minha missão, pelo ou menos é o que eu pensava.

Ao perceber que um marujo estava entrando de forma esquisita no armazém, fui de encontro a ele, realizando uma abordagem que se não fosse por Coscott seria de fato bem desmoralizante, porém o marujo vacilou, mostrando o seu braço pude ver o jollyroger do Vasco, logo levei-o a Coscott que apenas o deu uma bronca no homem pelo fato dele ter tentado desmoralizar um oficial da marinha. A situação não era ideal mas definitivamente era uma pista, eu aproveitei a situação e fiquei de olho na equipe dentro do armazém, já que pude constatar que havia um criminoso dentre eles eu estava esperando que algo acontecesse.

Enquanto eu pensava no fato de todos me chamarem de musculoso, claramente elogiando o meu corpo e observando o armazém, um dos marujos quebrava o som repetitivo das caixas sendo levantadas e movimentadas. A questão do marujo fazia sentido agora que havia sido mencionada, onde estava Coscott? Ele não havia gritado com ninguém a um tempo já. Antes que pudesse sair para procurá-lo, ouvia então o o marujo com a jollyroger vascaína tramar algo em voz alta, inclusive contra a minha pessoa. A situação acabava de ter ido de mal a pior, se eles fossem vir pra cima seriam 4 contra 1. A mão por instinto iria no bastão para tentar me armar e nivelar um pouco o plano de combate.

Enquanto eu engolia seco uma voz em tom alto, ecoava de trás do marujo tatuado, a figura larga de Coscott se revelava, nivelando o plano de batalha apenas no vozeirão. Não pude deixar de achar a situação simplesmente incrível, um sorriso aparecia em meu rosto enquanto eu largaria o bastão e começava a estralar os dedos das mãos. Eu me alongava de leve enquanto o marujo fazia pouco da situação; "Você não entende né? Vocês nunca entendem... Cachorro que late não morde, água mole pedra dura... Saca? São clichês por um motivo, mas vem deixa a marinha te provar na marra que o crime não compensa." Eu me colocava em posição de luta assim que o marujo então sacava um bastão e vinha em minha direção, "Pode deixar Senhor Coscott!" Eu anunciava para o veterano que também tinha sua cota de bandidos para lidar.


"Ah! Você também tem um desses? Dahora!" Shen então sacaria também o seu bastão, empunhando-o firmemente enquanto o bandido que se anunciava Roberto Dinamite do Vasco enquanto se aproximava de mim, ele então me lembrava do combate da noite anterior, eu então respondia ainda num tom brincalhão "Aqueles eram seus companheiros, putz, olha se você for bonzinho eu não te faço de saco de areia igual eles que tal?" Respondia ao sr. Dinamite que se aproximava com o bastão.

Eu pretendia aproveitar o fato de que o marujo vinha em minha direção, assim que ele efetuasse o seu golpe eu desviaria primeiramente, caso o golpe fosse de baixo pra cima ou de cima pra baixo, eu iria pra direita e aproveitaria a inércia do movimento para assim que possível realizar uma estocada com a ponta do bastão em um dos ombros do marujo. Caso o ataque fosse na horizontal, eu então utilizando novamente de reflexos e minha prontidão para então desviar, passando por baixo do ataque ou caso fosse um ataque nos membros inferiores eu iria pular o ataque e então aproveitando o momento eu então o atacaria assim que possivel de baixo para cima com bastão mirando na área geral de sua clavícula direita.

Caso o primeiro ataque consistisse de estocadas, eu teria que me afastar e desviar em direções opostas a ponta do bastão (exemplo: estocada no ombro direito, enquanto me afasto pra trás, jogaria meu corpo para a minha esquerda). E então tentaria aparar uma das estocadas, levando o corpo do meu bastão a chocar com o dele de baixo pra cima, forçando-o levar suas mãos para cima, eu então botaria força nos braços para parar o arco de cima pra baixo que estaria fazendo para então acertá-lo com um golpe horizontal no tronco, o afastando.

Caso um dos meus contra ataques funcionassem e o marujo soltasse o bastão ou recuasse com dor, eu daria seguimento ao ataque batendo com força no lado das costelas direitas do marujo e aproveitando que ele provavelmente se contorceria de dor eu finalizaria o ataque atacando de cima pra baixo, mirando na área geral da clavícula esquerda do marujo.



Dados:

Objetivos:





_________________



Projetinho Fellas: O Vasco Sobe, Volta Ribamar - Página 5 Tumblr_papu4oUlJA1uuj1vto1_540
avatar
Ver perfil do usuário
Créditos : 19
gmasterXEstagiário
https://www.allbluerpg.com/t900-alexander-blackwood https://www.allbluerpg.com/

Not Enough Shooting Stars
Starstruck





No mercado, Alex encarava o feirante que se negava a fazer um preço mais barato. Frustrado pela considerável perda monetária, seu Id e seu superego pareciam se manifestar. - MATA! MATA! MATA! MATA E DEPOIS DESOVA O CORPO! SE ENCONTRAREM, VOCÊ JOGA A CULPA NOS GÊMEOS, QUE NEM A GENTE FEZ ONTEM. - Gritava o endiabrado, na mente do marinheiro. - Matar uma ova! Essas pessoas respeitam a organização que é o governo mundial. Não vá desfazer isso! - Disse a mini figura angelical. Em resposta, tanto o minúsculo tinhoso como o nosso protagonista fizeram uma careta semelhante, que claramente expressava desaprovação da ideia. Aquilo fez a figura imaginária angelical esfregar as têmporas e suspirar. - Tá bom, você vai estar alimentando o ciclo de vingança e ódio que levou o seu pai. - A criaturinha respondeu, o que fez Alex coçar o queixo. - Sabe… Faz sentido… - Alexander concluiu, o que fez o seu ID grunhir e desaparecer. Com um pouco de pesar, ele entregou o dinheiro e voltou para o QG.

Era uma lista meio peculiar de itens, mas aquilo era o kit essencial de sobrevivência do McGiven. Um personagem da série de livros que Alex leu quando era criança, que tinha o mesmo nome que o seu protagonista e que era um agente que produzia ferramentas e outros apetrechos com itens do cotidiano. Só que, apesar dos feitos exageradamente absurdos, aqueles itens poderiam se provar úteis.

Agora, pela primeira vez depois de muito tempo, Alex experienciava verdadeira paz, e era nela que ele seguiria com seus estudos.

Aprendizado da proficiência mecânica


Alex esperava ter encontrado um bom livro para consumir. Na capa, estava estampado em letras bem destacadas “Mecânica para idiotas”. Dentro dele, havia instruções com direito a ilustrações sobre como trocar o óleo da sua máquina e manutenção do seu motor. Grande parte dos ensinamentos do livro eram bem inúteis, mas daquela bagunça, Alex conseguiu extrair algumas ideias para desenvolver seus mecanismos no futuro.

Fim do aprendizado


Antes que pudesse ver, tinha seu tempo livre, e apesar de estar dando duro em aparentar estar dando duro, a sargento de baixa estatura veio e lhe passou mais uma missão. Uma… Missão… Para limpar um barco. Bem , considerando o salário e comparado com o sufoco que ele teve que passar em sua última missão, essa era a grana mais fácil que ele faria. Só que aquilo parecia uma piada de mau gosto, já que sua mania de limpeza lhe fazia se contorcer só pela ideia. Ele pensou em empurrar essa tarefa para outro calango um pouco menos afortunado, mas essa era uma missão que ele mesmo teria que cumprir e relatar.

Sem muitas delongas, ele se levantou e partiu, considerando em muitos momentos parar para beber no meio do serviço, pois aquele dia havia começado a ficar um saco. Parecia até que todo o universo estava conspirando para Alex ficar trancado no banheiro do QG, tomando banho eternamente e esbarrando com sujeitos estranhos toda vez. Apesar dos pesares, missão dada é missão cumprida.

No local, ele viu a ruiva com quem havia falado mais cedo, e agora, tentando manter o seu bom humor e sua educação, Alex acenou para a moça com um sorriso propositalmente bobo. Estava curioso quanto à conversa, mas nada lhe impedia de apenas perguntar depois. Fora que se ele enrolasse muito, acabaria perdendo toda vontade que tinha de cumprir aquela missão.

Com as trivialidades fora do caminho, ele partiria para embarcar no navio indicado. Dentro dele, o rapaz buscaria o encarregado pela embarcação. - Uhg… Soldado Joseph Klimber se apresentando… Fui enviado para auxiliar na limpeza… - Ele diria, claramente frustrado, quase não acreditando no que estava fazendo. Caso a pessoa a quem estivesse se referindo fosse um oficial da marinha ou agente de governo mundial, ele diria: - Perdão pela falta de ânimo, senhor… É que eu não sirvo pra esse tipo de tarefa. - Ele ajeitaria sua postura e tiraria a expressão desanimada de sua face. - Já que estamos aqui, mãos à obra. - Ele observaria os outros que estivessem limpando o barco para descobrir onde encontrar os itens para a limpeza. Apesar de não ser o maior fã desse tipo de atividade, Alex é extremamente competente limpando, já que em sua infância, ele costumava limpar casas para ganhar uns trocados e ajudar sua mãe. Fora que esse é o tipo de missão que ele costumava pegar antes da redesignação, para “evitar a fadiga”.

Parecia uma missão simples, mas certas questões surgiam em sua mente. Apesar de aparentar ser simples, aquela missão poderia ter outras repercussões ou seja lá quem estivesse envolvido pediu ajuda da marinha. De forma despretensiosa e sorrateira, ele se aproximaria de quem quer mais que estivesse lá ajudando na limpeza, e caso houvesse múltiplas escolhas, ele priorizaria as damas, pois cê sabe… cavalheirismo e essas coisas.

- Hey… Huh… Você sabe me dizer o que tem de especial nesse barco? - Caso  pessoa se negasse, ele insistiria, e caso ela mesmo assim não desse o braço a torcer, ele usaria sua atuação para fingir limpar o navio enquanto bisbilhota por aí em busca de algo sólido. Afinal de contas, não é possível que essa missão que ele recebeu era só uma missão de limpeza comum, não é?


I ♥ Refrigerators

Histórico:

Offzada pro mister aval: