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Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Dom Jun 06, 2021 1:42 pm
Take 1 – Soneto a Quatro Mãos

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Manae Liebe. A qual não possui narrador definido.

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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Dom Jun 06, 2021 3:08 pm
Sirarossa, West BlueSoneto a Quatro Mãos
A cama era pequena demais. De olhos abertos, a atenção voltada para o teto, Liebe sentia seus pés suspensos no ar enquanto tentava resgatar o sono que havia perdido. Não conseguia discernir a hora exata em que chegara do seu último bico, mas sentia que ainda não havia conseguido descansar o suficiente para encarar um novo dia. Era como se um navio tivesse passado por cima de seu corpo, concluiu. Mas não teria outro jeito, entretanto; desde que começara a viajar sozinho pelos quatro Blues, permutar o dia pela noite havia se tornado um hábito difícil de se domesticar, já que os trabalhos noturnos tendiam a pagar um pouco melhor do que os serviços tradicionais.

As estalagens mal administradas também não contribuíam para melhorar a sua condição. As que consentiam em hospedá-lo, quando não o tratavam com desprezo ou recusavam seu dinheiro por puro preconceito, não eram adaptadas para alguém com uma constituição tão singular quanto à dele. Os colchões pinicavam, quentes demais para seus pelos, e os seus chifres frequentemente arranhavam as cabeceiras de madeira enquanto ele dormia. Mas ainda era melhor do que dormir no chão, ponderou, mesmo que ele não soubesse exatamente onde de fato estava.

Ainda assim, ele percebeu que não conseguiria voltar a dormir. Levantou-se, esticando os braços musculosos para acordar todo o seu corpo, antes de procurar a sua camisa, que ele encontrou jogada em algum canto, e a vestir sem preocupação. Procurou uma superfície que pudesse lhe servir de espelho, para que conseguisse ajeitar a própria aparência, e, caso encontrasse qualquer coisa que produzisse reflexos, terminaria de se desamassar antes de lavar o rosto no banheiro mais próximo, e partir para o centro de Sirarossa.

Quando finalmente estivesse apresentável, Liebe procuraria identificar o ambiente à sua volta na tentativa de reconhecê-lo; caso se encontrasse em um cenário estranho, procuraria se localizar através da paisagem, dos cheiros e dos sons, usufruindo de seus sentidos aprimorados para se dirigir ao ponto de maior aglomeração de pessoas, jugando ser ele a concentração do comércio.

Independentemente disso, sairia pelas ruas da cidade em busca de algum serviço que pudesse lhe render bons trocados. Seu capital estava limitado, disso ele bem sabia, e Liebe sequer detinha uma arma que pudesse lhe ajudar em possíveis eventualidades. Sua última espada, surrupiada de um nobre qualquer que insistiu em levá-lo para a cama certa noite, havia sido perdida quando o mink precisou se livrar de escravagistas de terceira classe. Não era um grupo competente, mas um deles ainda assim conseguira jogar a sua lâmina para dentro do mar, e agora Liebe, além de pobre, estava praticamente indefeso. Precisava, portanto, focar-se em duas aquisições distintas.

Suspirou enquanto caminhava entre os transeuntes, antecipando a trabalheira que teria. Decidiu que observaria mais a cidade enquanto procurava por algum estabelecimento que pudesse lhe vender alguma arma, estudando a sua arquitetura e os seus habitantes. Não estava em Sirarossa há muito tempo, e ainda não havia tido tempo para conhecer o local. Por isso, não pouparia esforços para encontrar o que procurava, e tentaria interceptar desconhecidos – mantendo o ar de casualidade e o seu charme natural como aliados para não os assustar – que pudessem lhe dar alguma informação útil capaz de o aproximar de seus objetivos.

Por favor, sabe de algum lugar ou alguém que esteja precisando de voluntários para serviço braçal? ♡” Perguntaria aqui e ali, no semblante o sorriso educado que aprendera a manter convivendo com a alta classe da civilização humana. “Entendo... Também estou procurando uma loja ou forja que possa me fornecer alguns equipamentos. Não saberia me dizer onde encontrar algo assim? ♡” Continuaria a inquirir, mantendo sempre o cuidado para soar de forma mansa e amigável, já que Liebe entendia que a sua aparência poderia intimidar gente comum.

Caso conseguisse reunir informações suficientes, ele partiria imediatamente para um dos locais que procurava. No caminho, se manteria atento a elementos que pudessem lhe tirar a razão, como gatos pretos, pequenas rachaduras em pedras e escadas abertas, pormenores que poderiam soar indiferentes aos outros, mas que, para Liebe, eram sinônimos de mau agouro, verdadeiros e temidos sinais de que ele teria um péssimo dia.  


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Jun 07, 2021 10:45 pm
SIRAROSSA
17h50 - 7° - Chuvoso
Algumas pequenas gotas passavam pelas rachaduras do teto, encerrando sua queda no rosto do grandalhão que, por sua vez não estava nada confortável em sua pequena e dura cama. Com certa dificuldade, Liebe se recobrava de mais um sono nada reconfortante, assim como todos os outros já que seus dias eram sempre tomados por muito trabalho para que pudesse sobreviver, porém, por ser de uma raça não tão querida, nosso querido bovino acabava por estar sujeito a trabalhos que exigiam muito, mas que pagavam muito pouco.

Já com sua consciência recobrada, Liebe tentava por sua vez buscar em sua péssima visão, lembrar onde exatamente estava, já que por vezes, o desgaste físico lhe fazia perder a noção, principalmente a falta de conforto em seu descanso. Ao observar melhor o lugar, Liebe conseguia perceber que o chão era arenoso, e alguns sons animalescos eram ouvidos... Liebe se encontrava em um estábulo, único lugar onde havia conseguido um espaço para ficar, não só por sua aparência bovina, que fez com que aquela senhora lhe oferecesse um lugar juntamente de seus... ancestrais? Talvez não fosse nada digno para o nosso protagonista, mas ele não podia reclamar devido as circunstâncias.

Prontamente Liebe se pôs a se arrumar para mais uma noite de intenso trabalho, do qual nem mesmo ele fazia ideia de qual seria, pois se quer tinha um. Liebe agora compartilhava com uma vaca, uma bacia cheia d’água, e não para beber, mas sim como um espelho. O Mink se dirigia para fora do estábulo a fim de encontrar um trabalho digno para aquela noite que estava por se aproximar.

Aquela fraca chuva talvez pudesse atrapalhar um pouco nosso querido bovino de encontrar um emprego, já que de certa forma aquilo afastaria algumas pessoas da rua naquele fim de tarde “congelante”, já que o clima estava um pouco mais gélido que o normal. Por mais que Liebe tentasse abusar de seu carisma para atrair algumas pessoas e conseguir informações, a chuva lhe complicava esse tipo de ação, tanto que em uma de suas abordagens, pode se sentir além do frio na pele, o desprazer de um humano. – CRUUUZEEES! UM CHUPA CABRA! – E lá se ia em disparada para longe mais um.

- Você aí grandão! – Liebe poderia ver uma criatura encostada ao lado de uma loja de bugigangas, usando um sobretudo bege, com um cigarro na boca. – Um cara como você não deveria andar por aí sem alguém que te garanta... proteção. – De início a chuva poderia atrapalhar a visão de Liebe, mas ao se aproximar, era possível ver que ele agora falava com um... gato? E preto?


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- Trabalho ahn!? – Retirava o cigarro de sua boca para soltar a fumaça que degustava anteriormente. – Posso conseguir algo simples para ti. – Analisava Liebe de cima a baixo. – Mas seria uma pena desperdiçar um cara como você. - O Mink gato que aparentava ter quase a mesma altura que Liebe, se dirigia até ele. – Grandão! Se você me fizer um trabalho que eu julgo ser adequado para você, eu lhe dou o tipo de arma que você quiser. E!!! Ainda lhe pago uma boa grana. – Voltava a colocar o cigarro em sua boca. – O que me diz? – Soltava a fumaça do cigarro para o alto.

Se Liebe aceitasse o serviço, sem saber exatamente qual seria, aquele Mink gato voltaria a dizer. – Boa garotão! Gostei de você! – O Mink então colocaria sua mão direita dentro do sobretudo buscando algo em um dos bolsos. – Já ouviu falar do Hotel Belucci Sprezzatura? É o local mais importante de Sirarossa eu poderia dizer. – O Mink gato lhe mostrava um cartão com o nome do Hotel e a localização, e logo em seguida, lhe mostrava o verso do cartão que era liso, porém com um aspecto brilhante. – Entregue esse cartão para os barmen do salão principal. Ele te direcionara para o seu... trabalho. KUHKUH! – Um sorriso de canto de boca era direcionado para Liebe, que agora tinha um objetivo claro! Seguir até o famoso Hotel de Sirarossa.




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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Ter Jun 08, 2021 10:40 am
Sirarossa, West BlueSoneto a Quatro Mãos
Ele levou a mão ao pescoço, massageando-o na tentativa inútil de aliviar a dor inferida de uma noite mal dormida. Enquanto caminhava pelas vielas de Sirarossa, Liebe refletia sobre o seu novo aposento requintado nas propriedades daquela senhora, que concordou em dar-lhe um abrigo para o clima insensível da região; era um estábulo que, para ele, parecia mais bem-apessoado do que muitos outros lugares – se é que esse adjetivo pode ser usado nesta condição – em que o homem já havia se escorado, e por isso Liebe era grato. Sua linhagem ruminante permitia a ele entender o idioma das criaturas com quem dividia o feno, fazendo dele um sujeito menos solitário durante o descanso.

Mas ali na rua, sentindo a garoa emoldurar as curvas de seu corpo ameaçadoramente grande frente à estatura do homem médio, Liebe voltava a encarar a triste realidade da rejeição. Mantinha uma postura altiva e elegante apesar disso, construída com muito trabalho duro ao longo de anos atuando sob o papel do animal doméstico para uma família de aristocratas presunçosos, mas nem mesmo seu comportamento nobre fora suficiente para amenizar o medo no semblante dos homenzinhos. Chupa-Cabra, ouviu algum deles o denominar, mas não havia mais espaço para ressentimento no coração do jovem mink – ele estava ocupado demais em busca de sua subsistência.

Por sorte, uma figura o notou, e inicialmente Liebe realmente se sentiu grato por ter acreditado que o destino finalmente sorria para ele com boa graça. Seus olhos danificados, aliados às lágrimas do céu leitoso, impediram que ele vislumbrasse quem o chamava a princípio, mas não demorou para que seu olfato aprimorado lhe desse uma dica sobre a identidade do dono daquela voz felina; mas nem mesmo seu sentido desenvolvido era capaz de captar cores, e por isso Liebe não conseguiu conter o calafrio que subiu-lhe pela espinha quando percebeu o tom da noite impregnado na pelagem do gato antropomórfico. Fez um esforço hercúleo para não fugir para longe do seu conterrâneo; não por conseguir vencer as crenças enraizadas em sua visão de mundo, mas por não querer provocar no outro mink a mesma sensação de desprezo que Liebe experimentava todos os dias no território dos humanos.

Com esforço, o minotauro se prontificou a escutar as palavras do estranho, absorvendo cada intenção escusa que ele julgou identificar nas entrelinhas daquele convite. Fechou os olhos por um breve momento, revivendo seus últimos anos na tentativa de encontrar o momento exato onde a sua vida havia dado errado. Quando foi que a sua existência passou a se resumir à de um gigolô de chifres? Ele suspirou, ciente de que não conseguiria encontrar coisa melhor naquelas condições, e assentiu em conformidade com a proposta feita, antes de pegar o cartão da pata do outro, tomando especial cuidado para não encostar em seus pelos escuros. Por precaução, ele diria caso lhe fosse perguntado.

Despediu-se com educação do homem-gato, antes de se dirigir para o local indicado. Sua visão o impediria de encontrar com facilidade o dito Hotel Belucci Sprezzatura, mas Liebe esperava que aquele primeiro desafio não o atrasasse em demasia. Para isso, usaria suas experiências de longa data para procurar os cheiros e os sons que acreditava serem inerentes ao tipo de ambiente que procurava: música suave, o aroma de perfumes importados e bebidas caras. Ele havia crescido naquele contexto. Havia sido moldado para ele. Mas Liebe também temia que a chuva fina pudesse prejudicar a eficiência do seu nariz e dos seus ouvidos, e por isso engoliria o orgulho se fosse preciso recorrer a transeuntes em busca de informação.

Caso chegasse ao local procurado, Liebe não se acanharia frente ao público que provavelmente encontraria. Em vez disso, vestiria a sua máscara mais sofisticada para se aventurar no interior do hotel, onde se encaminharia diretamente para um dos barman que pudesse atendê-lo. Ombros relaxados, queixo inclinado na horizontal, no semblante uma expressão de neutralidade e meio sorriso direcionado a ninguém e a todos ao mesmo tempo. Liebe sabia que nada despertava mais o interesse das pessoas do que a sensação de descaso – ninguém gostava de não ser notado, e, por isso, ele trabalharia cada um de seus gestos para se tornar inalcançável. Ele era um mink, de fato... mas seria um mink disputado.

Boa noite. Pediram para que eu viesse a este hotel. Alguma coisa sobre algum trabalho?” Diria, se por ventura encontrasse a pessoa que procurava, antes de entregar o cartão de visita entregue a ele mais cedo. Esperaria pacientemente pela resposta, mantendo sua atenção voltada exclusivamente para o desconhecido em uma tentativa de se distanciar cada vez mais de quem mais estivesse no ambiente. Quando – e se – fosse indicado um caminho a seguir, ele emendaria rapidamente: “Se não for pedir muito, poderia me fornecer um pouquinho de sal? Nada exagerado, na verdade. Apenas o suficiente para uma ou duas pitadas ♡,” e permitiria que a sombra de um sorriso brincasse no canto de seus lábios.  

Por outro lado, se não houvesse ninguém que pudesse atendê-lo naquele momento, Liebe se controlaria para não demonstrar ansiedade. Em vez disso, se manteria sentado em alguma cadeira próxima, procurando preferencialmente alguma que estivesse disposta próxima ao balcão que deveria existir no bar do hotel. Haveria de ter um bar, decerto. Do contrário, por que raios existiria um bartender?


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Qui Jun 10, 2021 10:48 pm
SIRAROSSA
18h22 - 7° - Chuvoso
Nosso querido bovino protagonista havia agora passado por uma experiência assustadora de certa forma... “pelo menos para ele”. Encontrando-se com um de sua raça, Liebe recebia a chance de mais um de seus trabalhos noturnos, porém, esse aparentava ser algo diferente do que os trabalhos braçais em navios piratas de outrora. Sem muitas opções, Liebe aceitava o tal serviço, pegando o cartão de alguém que poderia ser um mal agouro para as crenças pessoais desse bovino.

Por mais que a chuva pudesse atrapalhar, Liebe de certa forma conseguia usufruir de suas habilidades como um Mink para encontrar o tal Hotel, usufruindo de sua audição aguçada, onde bem ao fundo escutava um balanço clássico, mas envolvente, misturado com pequenas falas que estavam embaralhadas, indicando um lugar cheio, o que seria obviamente o hotel.

Próximo de lá, Liebe conseguia enxergar com nitidez a grandeza daquele lugar, sendo sofisticado até mesmo por fora, e o tamanho impressionava, poderia até mesmo se perguntar, “como não vi esse lugar antes?” A música tocada ia ficando mais nítida, e um belo som parecido com... Jazz? A famosa banda “Papagaios Alaranjados” que era conhecida por todo o West Blue, estava por se apresentar no famoso Hotel Belucci Sprezzatura como sempre fazia, e Liebe ao chegar no local, poderia ver que o salão era grande e espaçoso, comportando qualquer tipo de pessoa ali dentro, até mesmo meio gigantes, que se desse sorte, poderia ver um deles andando por lá. O público era diversificado e alegre, apreciando o som envolvente que a famosa banda tocava.





O Salão principal era ainda mais incrível por dentro, toda a estrutura do Hotel era de primeira qualidade, e sua arquitetura de outro mundo, algo não muito comum, mas que enchiam os olhos. O bovino logo se preparava para causar a melhor impressão possível, gastando toda a sua classe, charme, e elegância para impressionar a qualquer um, e encontrando um dos barmen, logo tratou de falar sobre o tal trabalho. Ao atendê-lo, verificou o tal cartão entregue pelo gato anteriormente, e seguiu a dizer. – Então você é mais um hein? Boa sorte! – O barman guardou o cartão em um de seus bolsos, e seguiu para fora do balcão. – Por favor, me siga! – Antes que pudesse levar Liebe para algum lugar, o homem recebia um pedido inusitado do Mink. – Sal? – Voltava para dentro do balcão e retirava de baixo dele, um pequeno frasco o entregando. – Cada louco que me aparece. – Dizia em tom baixo, porém o suficiente para Liebe ouvir.

Após o pedido diferenciado de nosso protagonista, o homem voltava a caminhar no aguardo de Liebe o seguir. O Barman segui direto para a porta que levava a cozinha do Hotel, e por lá era possível ver uma enorme quantidade de pessoas cozinhando, desde entradas a pratos principais, sobremesas e afins. Seguindo em um rumo reto, o barman abria uma outra porta que estava ao fim da cozinha, saindo agora em um corredor mais escuro, onde ao lado seguia algumas escadas que desciam até uma porta de metal. Ao atravessar aquela porta de metal, Liebe sentiria um frio intenso em sua pele, e se observasse melhor, saberia que estava em um frigorífico, onde haviam sacos e mais sacos pendurados por gancho, mas sem revelar exatamente o que haviam ali. Mas de forma rápida, os dois atravessavam por aquela sala, e chegavam a outro corredor, onde desceriam mais escadas, mas dessa vez, uma batida intensa era facilmente ouvida, e ao fim daquela, Liebe conseguiria ver algumas luzes piscando, e ao chegar lá, nosso bovino se depararia com um espaço enorme e subterrâneo no Hotel que era usado para festas especiais. – Incrível não é!? Quem ia imaginar que isso existe nesse Hotel! – o Homem voltava a falar com Liebe.

Por toda a volta, Liebe enxergaria que aquele era um local bem exótico, onde as atrações principais eram raças de todos os tipos. As strippers eram belas sirenas, que demonstravam habilidades sensuais muito além do que uma simples humana poderia oferecer, desde rebolados mais particulares, até mesmo as dançarinas gerais que ficavam em aquários espalhados por todo o local. Mas é claro que não havia apenas dançarinas ali, mas também minks machos trajados por roupas bem minimalistas, trabalhando como garçons, e agindo de forma “agradável” para com as felizardas clientes, ou em algumas vezes, felizardos. E todos os ditos clientes naquele local eram humanos.

- Bom grandão, chegamos ao seu local de trabalho. – O homem parava por um momento observando todo o recinto. – Aqui está o seu uniforme, vista-se, e volte aqui. – O barman lhe entregava uma sacola com roupas. – Ali tem uma salinha onde ficam produtos de limpeza, pode se trocar lá mesmo. – Apontava para sua direita direcionando onde era a tal salinha.

Assim que chegasse na salinha e abrisse o pacote com a roupa, veria que naquela noite, vestiria uma calça de couro justa, com um fino fio ao centro de sua bunda, evidenciando o “poder” de suas nádegas. Já para o tronco, Liebe usaria um suspensório preto, para que deixasse a mostra seu belo físico. A porta da salinha se abria, e o barman voltava a aparecer. - Essa roupa combina com você hein!? Vai faturar muito essa noite vestindo isso. – Sairia da sala aguardando o bovino se aprontar.

Um tapinha na bunda seria sentido por Liebe quando estivesse com sua calça vestida. – Que arraso hein novato? Bem-vindo ao clube! HIEHIEHIE. – Da porta, uma linda sirena polvo lhe chamava atenção ao lhe acertar carinhosamente com um de seus tentáculos antes de seguir rumo ao seu trabalho.



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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Sex Jun 11, 2021 10:47 am
Sirarossa, West BlueSoneto a Quatro Mãos
Já dentro do estabelecimento, Liebe não pôde deixar de se admirar com a luxuosidade espetacular que o cercava. De fora, ele notou que o hotel era deveras grande e bem planejado, mas nada o havia preparado para tamanho deslumbre. Olhava em volta com discrição, observando adornos e motivos decorativos, estudando a estrutura arquitetônica com cuidado, ainda que fingisse costume através de um semblante descontraído. Seu sorriso de canto de lábios se mantinha bem delineado, como se ele não fosse mais do que apenas um cliente aproveitando da boa música e do clima requintado, mas não demorou para que o barman desse as caras para lhe guiar a um novo cenário.

Liebe sorriu um pouco mais ao ter o seu pedido atendido, preferindo ignorar o comentário deselegante do estranho ao fingir não tê-lo ouvido, e, com um pouco de recato e movimentos rápidos, jogou uma pitada do pó branco sobre um de seus ombros, fazendo uma oração silenciosa – e muito rápida – no processo, para que o destino afastasse qualquer intempérie que pudesse eclodir de seu encontro com o gato preto – o estranho era um mink, mas ainda um de uma espécie a qual o bisonte não guardava apreço algum, o que haveria de justificar a sua precaução.

Feito isso, Liebe percebeu que o bartender não fez menção de receber de volta o saleiro emprestado, e Liebe optou por guardá-lo consigo, para possíveis usos futuros. Seguiu o homem pelas portas indicadas, atravessando a cozinha e o frigorifico cuja temperatura poderia ter sido ainda mais incômoda, se a constituição do mink não fosse adaptada para isso. Ali, o moreno não conteve a curiosidade e inspirou profundamente, permitindo que o cheiro do ambiente invadisse seu olfato, na tentativa de descobrir o que havia sob os vários sacos escuros. Acostumado a lidar com traficantes e escravagistas, não o surpreenderia que houvesse um ou dois de seus irmãos pendurados entre aquelas peças, e, por isso, pretendia se precaver, caso estivesse se dirigindo para um possível problema.

Não obstante, o que o aguardava não era nada para além do que Liebe já havia deduzido a partir do seu encontro com o felino negro na chuva, e, logo após atravessar o portal metálico que separava as escadas em que estava do ambiente que seria o seu destino, a sua primeira reação foi agradecer aos deuses por ser míope. As luzes, que para ele pareciam se alternar em cores e padrões quase psicodélicos, teriam sido intoleráveis se ele conseguisse enxergar qualquer coisa que estivesse a mais de seis metros de distância de seus olhos. Tentou ignorá-las enquanto se concentrava nos aromas do ambiente, procurando distinguir os seus donos a fim de se familiarizar com cada um deles, estudando o contexto e o cenário.

Ouviu o comentário do barman, e Liebe conteve um risinho irônico ao elaborar um sorriso simpático no rosto. Ele certamente imaginaria um local como aquele, pensou, enquanto avaliava os seres distintos, todos muito bem vestidos em pouquíssimo tecido, desfilarem entre os clientes que, para a repleta surpresa [rs] de Liebe, eram todos humanos. Um clássico, disse a si mesmo em pensamento, antes de seguir o seu guia ao quartinho indicado.

Ah! Decerto ficarei uma graça,” disse como resposta ao comentário do barman, mantendo a expressão relaxada. Recolheu seu uniforme e o avaliou, arqueando uma das sobrancelhas frente ao que via; mas não fez cerimônia, no entanto, e vestiu-o imediatamente ao ficar sozinho no que deveria ser uma das dispensas do estabelecimento. Deixou que seus olhos vagassem pelo seu corpo emoldurado pelo couro, e notou que a roupa, quando não deixava suas partes explícitas, fazia questão de ressaltar seus volumes de maneira que a decência fosse esquecida por quem o fitasse. Suspirou, refletindo se deveria mesmo se submeter àquilo, mas logo afastou a divagação para voltar à sua luxuria habitual; Liebe era, afinal, afeito a ambientes como aquele, e não era como se ele estivesse verdadeiramente desconfortável naquela situação.

De repente, sentiu o toque de um estranho abaixo de seu cóccix, e virou-se tranquilamente para encarar quem havia lhe acertado. Um sorriso namorador tilintou em seu rosto como resposta, e Liebe não conteve o atrevimento ao caminhar para perto da sirene, aproximando-se mais do que a boa etiqueta recomendaria. Sabia que estava suficientemente próximo para que ela pudesse sentir o seu hálito, que ainda deveria estar agradável, já que, não muito antes, ele havia se higienizado para a noite. “Talvez você queira ser a minha primeira cliente hoje? ♡” Flertaria, se a moça ainda estivesse próxima dele; em seus traços um toque de mistério bem alocado.

Tão logo a visse se afastar, Liebe seguiria para onde lhe fosse indicado – se pelo bartender ou por qualquer outra pessoa, não faria diferença. Recitava mentalmente um mantra que o ajudaria a se focar no que deveria ser feito, ignorando qualquer asco que pudesse surgir frente a algum humano que considerasse desagradável.


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Qua Jun 16, 2021 11:30 pm
SIRAROSSA
18h35 - 7° - Chuvoso
O bovino se encantava ao conhecer aquele luxuoso hotel, que em instantes, seria o seu local de trabalho para aquela noite. Se aproveitando da situação sem nem ao menos se importar com os pensamentos alheios, Liebe se utilizou do saleiro para dar as pitadas necessárias, e, realizar sua breve, porém poderosa prece para afastar qualquer mau agouro que o pudesse assolar.

Se aproveitando do esquecimento do bartender, Liebe tratou de guardar o saleiro consigo para possíveis complicações futuras. Caminhou junto do homem, passando por lugares diferentes, e em um deles até tentou usar de seu olfato ao transitar pelo pequeno frigorífico, e assim perceberia que ali haveria nada mais do que simples gados abatidos. Ao sair dali e chegar enfim ao seu aparente local de trabalho, Liebe não se incomodava, nem mesmo se surpreendia, pois já passara por aquilo antes, e estava totalmente habituado a esse tipo de trabalho, nem mesmo seu “uniforme” foi novidade. No entanto, ganhou a atenção daquela sirena que o acariciava na intenção de encorajar um ser que na verdade, havia nascido para aquilo.

Um flerte arrasador atraía a atenção do espécime bela e rara, que num instante pôs se a colocar sua língua dentre os lábios do bovino, o beijando intensamente. – Não me provoque assim, eu preciso trabalhar novato. – Dizia enquanto se afastava de Liebe, deixando seu aroma adocicado no ar, permitindo assim que o bovino não esquecesse tão cedo daquele cheiro.

- Vamos lá grandão, hora de ralar. – O bartender o buscava para enfim iniciar sua noite. – O trabalho é bem tranquilo, e você não vai precisar ficar até tão tarde. – O homem lhe leva até o lado do balcão, onde uma bandeja com quatro taças estavam cheias de Gin, e um papel entre elas com um número anotado. – Eis o seu primeiro pedido! Basta entregá-lo na mesa anotada nesse papel, e... agradar os clientes, se é que me entende. – Sorria com o canto da boca. – Depois, basta repetir o processo. – Se retirava dali, deixando Liebe sozinho e pronto para iniciar seu trabalho. As diretrizes eram simples, e não havia segredos para o serviço do bovino, bastasse fazer o básico de sempre e deixar que seus músculos fizessem o resto por ele.

Assim que Liebe pegasse sua bandeja, veria que a mesa era a de número 7, e que de alguma forma teria que chegar até lá sem depender de sua visão que era horrível para tal tentativa. Mas antes que o bovino pudesse sair dali com as taças, o bartender que trabalhava ali, lhe impedia de seguir, trazendo um balde de gelo com uma garrafa de vinho e a colocando na bandeja. – Já leva isso também amigão, mesa 13. – Colava o papel escrito ao lado do balde se aproveitando do metal úmido e gelado para fixar o número indicativo da mesa que Liebe deveria levar.



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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Qui Jun 17, 2021 7:43 pm
Sirarossa, West BlueSoneto a Quatro Mãos
Ele não esperava verdadeiramente que suas ações fossem desencadear aquela resposta da estranha, mas, quando a língua da sereia serpenteou para dentro de sua boca, Liebe se deu conta de que não haveria por que se incomodar. Em vez disso, aproveitou-se do momento fugaz para memorizar o gosto de sua nova amiga, suspeitando que haveria de ter um toque de cravo e erva doce na composição do seu sabor. Sombreou a sua expressão com um sorriso dissimuladamente tímido ao término do beijo, fingindo recato, e inspirou profundamente para registrar o aroma da moça, sabendo que, para além de poder usá-lo como reconhecimento futuramente, também poderia, com ele, encobrir o fétido cheiro de decomposição do frigorífico que havia visitado mais cedo.

Observou-a rebolar para longe por tempo suficiente para que sua silhueta se tornasse borrada demais para ser identificada por seus olhos limitados, antes de se virar para encarar o bartender que, aparentemente, havia se tornado o responsável pela vida do mink naquela noite. O homem de chifres assentiu com a cabeça, sentindo seus músculos tensionarem levemente com o peso da bandeja, ao pegá-la com sua mão esquerda. Escutou pacientemente as instruções do trabalho que deveria realizar, tomando o devido cuidado para que sua audição não se restringisse apenas ao que o rapaz verbalizava, mas sim projetá-la por todo lado. Liebe imaginava que seu sentido seria suficientemente aprimorado, para que pudesse ouvir cada sussurro que fosse pronunciado em um ambiente fechado como aquele; pois o trabalho poderia lhe render alguns berries, mas eram dos segredos daquelas pessoas que possivelmente sairiam as melhores recompensas.

Aguardou enquanto o garçom lhe entregava o vinho e o balde de gelo, arrancando-lhe um par de sobrancelhas arqueadas como reação primária. Não reconheceu imediatamente o teor do liquido, mas instintivamente aguçou seu olfato para tentar descobrir a origem de sua safra; de repente, lembranças de uma outra vida preencheram a sua percepção, e Liebe se pegou novamente revisitando o casarão dos aristocratas que o adotaram quando ele era apenas um garoto. Gente desprezível, ele bem sabia, mas que ao menos serviu para prepará-lo para ambientes como aquele.

Reunindo a confiança que precisava para o serviço, Liebe tratou de afugentar qualquer tormenta que pudesse ser despertada por seus pensamentos ociosos. Relaxou a postura, permitindo que seus ombros caíssem, antes de se aventurar entre as mesas a procura da de número 7. Passos comedidos, jeitão tranquilo, um meio-sorriso maroto como cartão de entrada para a simpatia dos clientes, Liebe sabia que precisaria ser muito mais do que apenas educado para conseguir ganhar uma boa quantia naquele estabelecimento, e, por isso, ele aproveitaria a proximidade para fazer perguntas casuais às pessoas sentadas, enquanto discretamente averiguaria a numeração de cada uma das mesas, em busca das que desejava.

Se me permite, a senhora está deslumbrante ♡,” falaria despreocupadamente, para qualquer rabo de saia que encontrasse e que transparecesse deter algum capital. “Essa é uma excelente bebida. Vejo que o senhor detém um bom paladar para o álcool ♡”, opinaria sutilmente, a voz sempre mansa e aveludada, caso surgisse a oportunidade de bajular um dos homens mais bem-apessoados do salão. Sem podar seus elogios, transitaria entre as mesas usando o flerte como descontração, ao mesmo tempo que atiçava seus ouvidos para ouvir possíveis reclamações; caso os donos dos pedidos perdessem a paciência antes que ele os encontrasse, Liebe esperava que suas vozes o alcançassem por tempo suficiente para que ele fosse capaz de identificá-los, tratando de ir imediatamente até eles.

Quando – e se – os finalmente encontrasse, Liebe iria caminhar até eles ostentando toda a sua etiqueta, o braço direito dobrado sobre as costas enquanto se aproximaria dos clientes. “Perdoem-me o atraso. Ainda estou me adaptando ao trabalho...” Se apressaria em dizer, antes de se inclinar levemente sobre a mesa, a fim de dispor as taças de gin sobre o móvel, torcendo para que não precisasse lidar com nenhuma rusga desnecessária naquela situação. Pensando nisso, emendaria: “Caso precisem de algo mais, não se acanhem em me procurar ♡,” e sorriria, convidativo.

Mais para frente, tão logo terminasse de servir a primeira mesa, Liebe trataria de seguir para o número 13. Enquanto deslizava pelo local, jogando charme por aí, ele aproveitaria para estudar os presentes, a fim de encontrar algum magnata ou qualquer outra figura importante que pudesse lhe ser útil de alguma forma. Chegando ao seu destino final, colocaria o balde de gelo suavemente sobre a mesa dos clientes, antes de pensar em retirar a garra de vinho de dentro dele. Se fosse tinto, Liebe imaginaria poder servi-los imediatamente, com base nas suas experiências passadas; no entanto, caso fosse vinho branco, o mink julgaria que o tempo em que ficara submerso no gelo ainda não teria sido o suficiente para que o sabor da bebida fosse devidamente realçado, e, por isso, diria, caso julgasse necessário:

Como sugestão, aconselho que aguardem um pouco mais para desfrutar da bebida. A temperatura mais baixa dará ao vinho um frescor e um aroma mais delicado, e só então, creio eu, ele ficará à altura dos senhores. Enquanto isso... bem, talvez eu possa lhes fazer companhia? ♡


Controle
Histórico
Ganhos:

  1. Saleiro » 01 | 10.
Perdas:

  1. Nenhuma.
Objetivos
Adquirir espada;
Adquirir proficiência em Física;
Desenvolver a qualidade Precisão Temporal;
Obter o máximo de dinheiro possível.


n o m e

MANAE LIEBE

p o s t

NÚMERO 04

o u t f i t

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Revescream
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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Jun 21, 2021 10:19 am


Soneto a Quatro Mãos
Monotonia
Legendas
Falas Pensamentos
Uma estranha inquietação percorria o âmago da sereia-lula, aquela aconchegante sensação de sonolência que sentira a cerca de uma hora atrás dissipava-se conforme aproveitaria - se tivesse experimentando - do serviço de quarto do luxuoso hotel de Sirarossa, Belucci Sprezzatura. Suas safiras angustiantes percorreriam pelo cenário que lhe rodeava, visando identificar os elementos e pessoas que estariam presentes naquele mesmo ambiente - esperava, afinal, estar dentro do único quarto que haviam alugado para passar a noite junto de seu amigo e mascote, Shachi e Apollo, respectivamente, e seus novos companheiros de jornada, Kani e Kou.

You're taking up ♪ All my time ♫ Da da da dadada, you ghost of mine ♪♫ — Cantarolava num timbre suave, buscando preencher com sua melódica voz todo o recinto. Era uma música na qual Mika cantava apenas quando sentia um único sentimento predominar em seu tempo livre, como sua letra sugeria, era o seu pior fantasma: o tédio. Sua rítmica lenta era intencional para transmitir a sensação letárgica do tédio, junto a monotonia do sentimento ao repetir o refrão diversas vezes; seria uma canção bela de ouvir, embora pudesse causar uma certa melancolia a todos os ouvintes.

Passando-se alguns minutos Mika encerrava sua música com um suspiro, arrastado e tristonho, antes de fixar seu olhar para o horizonte a sua frente. — Estou entediada... E com sede. — Anunciava de forma retórica, não esperando que alguém respondesse de fato, mas, ainda sim torcia para que algum conhecido presente se pronunciasse. — Está tudo bem, eu mesma pego alguma bebida, também sinto vontade de explorar esse hotel e apreciar tudo que ele tem a oferecer. — Responderia, caso alguém tivesse o feito, projetando-se para algum possível espelho que existisse naquele cômodo, buscando reproduzir-se visualmente com sua elegância e beleza naturais e seus trajes de inverno casuais. Esse último, todavia, na hipótese de ainda não ter voltado da lavanderia - visto que estava encharcado de sangue uma hora atrás - teria que se contentar com apenas o seu vestido azul marinho de outrora, o que desagradaria ainda mais a sereia Mizushima.

Quando estivesse apresentável, enfim, partiria rumo ao Salão Principal do Hotel; atravessaria os corredores vagarosamente, assumindo sua postura "padrão" junto a uma feição simpática e amigável no rosto, esboçando um tênue sorriso para aqueles que a avistassem passando, não deixando-se intimidar para os possíveis olhares diversos que encontraria - já estava acostumada e não sentia vontade de retribui-los.

Caso alcançasse o seu destino desejado, Mika permaneceria com a postura que adotou, seguindo diretamente para um dos barmans que existiria no local. Com sua atuação maestral, apesar das condições negativas que sentia no interior, Mika utilizaria de sua persona atrativa e educada para manter suas aparências e assim chamar a atenção de algum funcionário. — Com licença, senhor. — Chamaria. — Sabe onde poço pegar um copo d'água, favor? Também gostaria de saber como me orientar nesse hotel, esse lugar é enorme e ficaria satisfeita em saber todos lugares que eu poderia apreciar um pouco. — Terminara por ali, aguardando a resposta que viesse antes de prosseguir em sua busca.



Objetivos:
Prinicipais:
● Ingressar numa Indústria Musical de média ou grande influência [ ]
● Realizar duas Jornadas de Trabalho (00/02) [ ]
● Aprender a Proficiência: Barganha [ ]
● Aprender a Proficiência: Lábia [ ]

Secundárias:
● Ensinar ao menos um comando para o Mascote [ ]
● Treinar a Qualidade: Precisão Temporal (00/05 Turnos) [ ]


Ponto-Situação do Personagem:

Ficha do Player: Mika Mizushima
Nº de Posts: 01

PdV: 4700
STA: 100

Força: 0 [Incompetente]
Destreza: 350 (+80 Racial) (+60 EdCs) = 490 [Hábil]
Acerto: 270 (+80 Racial) (+60 EdCs) = 410 [Hábil]
Reflexo: 120 (+80 Racial) = 200 [Regular]
Constituição: 10 [Regular]

Agilidade: 305
Redução de Dano: 0%

Ganhos:
~x~

Perdas:
~x~

Extras:
~x~



Considerações:

Resumo:
● Autoexplicativo. Considerar as Qualidades Atraente, Voz Melódica e Carismática quando envolver as interações com a Personagem, e as Proficiências Canto e Sedução nos momentos de fala e cantoria, além de Dramaturgia e Qualidade Impassível na omissão e controle das emoções. Também considere a Qualidade Prodígio para o intelecto avançado da Personagem.

Observações:
● Compulsiva (Cantarolar): 00/10 Turnos;
● A Personagem possui 4,62 m de altura, sendo 0,62 m da parte humana e 4,00 m da parte marinha. Quando está na terra, entretanto, por questão de conveniência, a Personagem assume uma postura onde fica com 1,62 m de altura se comparada aos demais, deixando os outros 3,00 m dos tentáculos livres para uso.

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Blossom
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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Jun 21, 2021 5:55 pm


 
Post 01

 

 
Soneto a Quatro Mãos

 
Parecia que o dia havia acabado de começar mesmo com a noite chegando e o fim do encontro de todos os irmãos. Finalmente poderíamos reservar um quarto de hotel para passarmos um tempo e, obviamente, limpar a sujeira que Arthur fez. - "Pelo menos ele parecia bem..." - Deixava escapar algumas palavras ao me preocupar com o leve ferimento do meio-gigante. Observaria o local que eu estava e, se por acaso já estivesse em um dos quartos requintados do hotel como Mika já havia sugerido antes, procuraria um espelho ou algo que refletisse para observar a minha aparência brevemente.

Bom, pelo visto não estragou tanto assim. - Pensaria, olhando para o meu cabelo de uma forma mais otimista. Caso estivesse perto da sirena, pararia por algum tempo para apreciar a sua voz, ficando um tanto impressionada pela habilidade de minha nova parceira. - "Muito bom, senhorita Mika!" - Ficaria algum tempo ali perto mas sairia antes da canção finalizar. Se houvesse um banheiro por perto que não estivesse ocupado, buscaria por uma toalha no quarto e entraria lá dentro, trancando a porta. Caso não encontrasse nenhuma toalha fora do banheiro, entraria nele mesmo assim e usaria o chuveiro ou a pia se não houvesse uma ducha para lavar o meu cabelo, fazendo a busca pela toalha dentro do banheiro.

Provavelmente minhas roupas estariam úmidas pela chuva anteriormente mas não focaria nelas por ora. Após a limpeza, usaria a toalha para secar a minha cabeça caso a procura fosse um sucesso. Se não conseguisse achar nenhuma toalha, sairia do banheiro com o cabelo pingando mesmo e resmugando baixinho. - "Que porcaria de hotel é esse que não tem toalha..." - Se meu irmão Kani estivesse por perto, iria conversar com ele, fazendo a cara mais carismática que eu conseguisse ao ver ele. - "Kanizito, meu querido! Como você está?" - Colocaria a mão em seu ombro e sorriria de forma amigável.

"Que tal conhecermos esse enorme hotel juntos? Deve ter algo que possa nos interessar nesse luxo todo." - Diria de uma forma breve e se Shachi estivesse por perto, iria até ele prontamente. - "Gostaria de dar uma voltinha no hotel conosco? Pode ser algo interessante." - Caso o convite não seja aceito de primeira, insistiria mais um pouco gentilmente. - "Vamos! Não acha que seria meio chato ficar sozinho? Seria legal ter sua companhia." - Se fosse aceito, partiria com ele(s) na nossa pequena aventura. Ao sair de onde nós estávamos, buscaria algum folheto ou atração que poderia chamar minha atenção olhando ao redor do espaço. Queria passar um tempo com Kani para saber o que mais ele tinha feito depois de nossa separação. Nós temos uma ligação bem intensa e espero que consigamos juntar a arte e o mar harmoniosamente.
   


Histórico:

N° de posts: 01
Ganhos: -
Perdas: -
Ferimentos: -



Personagem:

Estilo de Combate:
Ladino: Ladinos são especialistas em combates de curta distância, fazem uso de lâminas curtas e escusas para pegar seus oponentes desprevenidos e realizar movimentos letais. Utilizam adagas, punhais e similares.

Lanceiro: Lanceiros são especialistas em combates de média distância, fazem uso de armas de haste para explorar a distância entre eles e seus oponentes. Utilizam lanças, bastões, naginatas e similares.

Proficiências:

• Acrobacia
• Estratégia
• Furtividade
• Pintura
• Persuasão

Qualidades:

Versátil (Racial) Versátil: Você pode somar até 9 pontos de defeito, conseguindo dessa forma gastar 9 pontos de qualidade em vez de 7.

Atraente (1) Você é considerado belo pelos outros, seja pela sua aparência, porte físico ou estilo, você é capaz de despertar interesses românticos ou ser tratado mais favoravelmente por conta disso.

Criativa (2) Você é mais criativo do que a média e tem facilidade para pensar fora da caixa, em termos mecânicos, é capaz de desbloquear um espaço para projetar uma criação extra a cada nível ímpar.

Intuitiva (2) Você possui uma intuição forte e quase sobrenatural, praticamente um sexto sentido que pode lhe salvar de algumas enrascadas.

Prodígio (2) Você é mais inteligente do que a média e tem facilidade em adquirir novos conhecimentos, em termos mecânicos, é capaz de aprender uma proficiência extra a cada nível ímpar, além de ter termos menos rígidos para tal aprendizado.

Talentosa (2) Você ganha um espaço de criação de técnica extra em cada nível ímpar.


Defeitos:
Fobia (1) Você tem um medo extremo e irracional de algo ou de alguma situação específica. Varia de um até quatro pontos dependendo do objeto de sua fobia.
Fobia de Robôs:
Sente estranheza, desconforto, incômodo muito grande por robôs. Foi descoberto depois de ver e ler sobre robôs em um livro de seu amigo no orfanato.

Sincera (2) Você é incapaz de mentir, simplesmente não faz parte da sua natureza. Mesmo que seja prejudicial para você, você sempre diz a verdade.

Teimosa (2) Quando você acredita em algo, nada e nem ninguém pode convencê-lo do contrário, mesmo que provas e evidências sejam mostradas, você se recusa a mudar sua opinião.

Pacifista (2) Você abomina a violência e sempre que possível prefere não fazer uso desse artifício.
Dois pontos:
Você só ataca um adversário depois de sofrer dano do mesmo.

Leal (2) Existe algo ou alguém, uma pessoa ou organização, que você coloca acima de si mesmo, não se importando com o fato de ignorar seus valores ou se sacrificar para proteger essa relação.
Lealdade a Arthur Lancaster:
Por Arthur ter sido a primeira pessoa a inspirar e incentivar Kou no caminho artístico, ela desenvolveu um sentimento de lealdade a ele pela sua confiança.


 
  Code by Arthur Lancaster




Última edição por Blossom em Ter Jun 22, 2021 7:01 pm, editado 3 vez(es) (Motivo da edição : Coloquei o título errado.)

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