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Take 1 – Soneto a Quatro Mãos

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Dom Jun 06, 2021 1:42 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Take 1 – Soneto a Quatro Mãos

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Manae Liebe. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Blossom
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Blossom
Civil
Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Dom Set 05, 2021 8:56 pm


 
Post 06

 

 
Soneto a Quatro Mãos

 
Com a saída do garçom, tive a sensação de ter passado por diversas coisas ao mesmo tempo num mísero segundo. Era um sentimento estranho porém, nada que me incomodasse de maneira absurda. Sentiria então que aquilo era uma espécie de lembrança, já que vi pessoas conhecidas e novas, deixando de lado a possibilidade de ser um sonho. Concentrando-me novamente no meu compromisso, veria que Kani já havia feito seu pedido e só faltava o garçom voltar com o nosso jantar. Colocaria as mãos por cima da mesa dando algumas batidinhas bem leves enquanto olhava para meu irmão, mostrando uma leve inquietação pela situação constrangedora com o garçom e pelas lembranças passadas.

Kani tentava me animar com suas palavras e realmente aquele pequeno incidente não pode desanimar a gente. A música da banda entrava pelos meus ouvidos de maneira suave e a orquestra conseguiria passar aquela sensação tranquila, cativando imediatamente minha atenção. - "Claro. É normal cometermos erros, acho não posso julgar tanto aquele senhor. - Admitiria acenando positivamente com a cabeça. - "Gosto que nesse hotel parece ter uma atração a cada andar, deveria acalmar um pouco nosso ambiente." - Comentaria, mesmo não tendo certeza se havia uma atração ou não por ter visitado poucos andares ainda.

Enquanto estávamos esperando, também notaria como que estavam tratando os funcionários e aquela atitude me faria repensar o jeito que agi com o garçom que nos atendeu. - Acho que não tinha jeito. Era corrigir ou passar por outro constrangimento quando ele retornasse. Se bem que pode nem ser o mesmo que irá nos servir... - Pensaria brevemente e ouviria as ideias de meu irmão. - "Não podemos ficar aqui pra sempre também. O clima desse lugar tinha tudo pra ser o melhor mas muitas coisas não me agradaram. Podemos seguir a senhorita Mika, indo no salão de jogos no terceiro andar assim que sairmos daqui. Está muito cedo para voltarmos para o nosso quarto também."

Terminaria de falar com um sorriso no rosto e, se ele concordasse comigo, sorriria um pouco mais. Caso o aperitivo chegasse antes do principal, agradeceria o garçom que nos serviria e daria uma olhada para o que nos faria esquecer o inconveniente. Usaria um garfo para comer o petisco e se não houvesse nenhum sinal de ter algum fruto do mar, degustaria sem nenhuma preocupação. Se o tal macarrão suculento chegasse primeiro, experimentaria uma porção com um garfo, enrolando macarrão e visando apresentar uma boa educação.

   

avaliadores, A personagem voltou do evento do churrasco:


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Madrinck
Estagiário
Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Ter Set 07, 2021 9:52 pm
Sirarossa
19:30 com chuva fraca



A Noite andava a passo lerdo, claramente para a dupla de irmãos um pequeno inconveniente tinha acontecido mas ambos ignorava tal alucinação momentânea como meros sonhos. Agora dando atenção a vida real não demorava muitos minutos para que chegasse um garçom com um prato cheio de pequenos pães, ele afirmava ainda por cima que os pães estavam recheados com uma quantidade de geleia. Os pães não eram muitos, no total de 6, além do mais eram só aperitivos, mas eles eram claramente gostosos e tinham distraído o suficiente. E para a surpresa de vocês a comida principal tinha chegado até que rápido. Para Kou o seu delicioso macarrão bem temperado e suculento, o seu gosto era principalmente bem delicioso para algo que não era necessariamente tão caro.

Para Kani o seu suflê de verduras, o cheiro era incrivelmente esplendido e o seu formato peculiar, que era lembrava vagamente uma flor, mostrando que a comida de lá não decepcionava. E Agora o garçom por fim se despedia antes de dizer as palavras tão comuns, aprecie a sua comida. A Musica continuava a tocar de maneira bela e as vozes começavam a se calar, era triste ver alguns ricos se fazendo de maiorais, mas pelo que parecia muitos achavam que dinheiro é poder, e de certa modo isso não esta errado.

Liebe

O Queridíssimo minotauro estava numa situação desconfortável já que tudo demonstrava a clientela estava fraca. E os numeros especificamente incomodavam o pobre Mink que fazia oque ele mais costumava fazer, botar sal em seus ombros. Oque tudo se mostrava estar sem nenhum pedido, e andando por aquele local de pessoas sem critérios sobre seus gostos não demorava para achar uma nova sala. O Estilo continuava igual e os mesmos tanques com o mesmo tipo de raça dentro da primeira sala, o local agora descoberto demonstrava ter poucos homens, mas todos pareciam animados e rindo. Jogando desdê de bilhar até poker. E Não demorava muito até que o nosso Mink favorito fosse abordado por um grupo de homens em uma mesa de poker -Ei! Você ai dos chifres, pode trazer umas duas garrafas de uísque?- depois de fazer o pedido o homem que antes falou. Tal que vestia de terno e fedora te encarava esperando uma resposta de modo paciente, esperando talvez uma afirmação que você iria buscar o que foi pedido.

A Sala não era tão grande, tinha no máximo 4 mesas de bilhar e de poker. A Variedade não era muito, mas o local era bem mobilhado e vivo certamente, não demoraria que em mais alguns minutos mais pedidos chegassem, e ora só. Era oque acontecia! Um homem que assobiava para você, do outro lado da sala levantava uma garrafa de vinho que já estava vazia, indicando provavelmente que queria uma nova.
Thanks, Lollipop @ Sugaravatars

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Liebe
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Liebe
Agente
Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Qui Set 09, 2021 5:41 pm
Sirarossa, West BlueSoneto a Quatro Mãos
Liebe se esforçava para camuflar o tédio.

Caminhando entre os ambientes noturnos com a graça de um verdadeiro aristocrata, ele despejava sorrisos e elogios para quem implorasse por sua atenção. Moço gentil, decerto poderiam pensar, se não fossem todas aquelas pessoas cientes de que cada um de seus agrados lhes custavam dinheiro. Liebe os observava enquanto se galanteava, a luz agradável iluminando um cenário onde homens sem mistérios bebiam aperitivos, afundados no que ele julgava serem poltronas de couro. Nada além de mosquitos, refletiu, antes de dar-se conta de que finalmente havia encontrado o salão de jogos do recinto.

Lá dentro, mais do mesmo; Liebe separou os lábios, usando seus traços para emoldurar um bom sorriso quando um dos clientes bradou por sua atenção. "Você aí dos chifres", repetiu para si mesmo em pensamento, absorvendo com repulsa o vocabulário precário de um sujeito cujo bom gosto se limitava ao terno no corpo. “Feito por santo; trajado pelo diabo,” gracejou em silêncio, aproximando-se para ouvir o pedido.

Guten Abend, Herr¹. – Cumprimentou, inclinando o tronco numa mesura respeitosa. Estava lidando com um bárbaro, mas não havia por que se rebaixar ao mesmo nível. – Providenciarei a sua bebida o mais rápido possível. – Completou antes de dar as costas ao homem e dirigir-se ao bar. Não dera dois passos e um novo pedido surgiu, desta vez acompanhado de um assobio que fez seu estômago revirar. Deitou seus olhos sobre o dono do insuportável gesto, controlando-se para não demonstrar a apatia enquanto o assistia brincar com uma garrafa vazia feito um macaco de circo. "Outro animal", queixou-se em segredo, sustentando a máscara agradável enquanto assentia para seu desejo.

Tão logo averiguou que não haveria mais pedidos, tratou de se dirigir à adega. Ansiava fervorosamente pelo fim do expediente, desejoso por acontecimentos mais marcantes nas próximas horas. Lá fora, seus ouvidos podiam captar a garoa farfalhar pelos telhados, e Liebe sentiu, subitamente, a necessidade de ar fresco. Mas não podia abandonar o serviço, disso ele bem sabia. Em vez disso, deslocar-se-ia ao bar, traçando o mesmo percurso que fizera tantas vezes naquela noite esquecível, e procuraria retornar aos clientes com suas devidas preferências. Decidiu que escolheria um vinho de seu gosto, já que não houve especificação alguma por parte do freguês, e torceria para que quem fosse bebê-lo detivesse um paladar tão bom quanto o dele.

¹Boa noite, senhor.

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  1. Saleiro » 03 | 10.
Perdas:

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Ferimentos:

  1. N/A.
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Adquirir espada;
Adquirir escudo;
Adquirir proficiência em Acrobacia;
Desenvolver a qualidade Precisão Temporal;
Afiliar-se ao Distrito da Luz Vermelha;
Obter o máximo de dinheiro possível.


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Sex Set 10, 2021 11:09 pm
SONETO A QUATRO MÃOS

Ao ver o prato em minha frente, minha boca começaria a salivar, transmitindo uma sensação de apetite ao sentir o aroma do suflê ondulando junto com o vapor da comida e entrando pelas minhas narinas, estimulando meu hipocampo e produzindo dopamina antes mesmo da refeição propriamente começar. – Nossa, isso parece divino. – Notaria minhas primeiras impressões enquanto pegava os talheres adequados para averiguar se minhas expectativas seriam atendidas como em minha previsão. Usaria uma colher para pegar um pouco do suflê quentinho e aromático, pausando um pouco antes de chegar a boca, apreciando seu aroma e soprando de leve para dissipar o ar quente que o envolvia. Logo colocava a colherada para dentro, degustando vagarosamente o alimento e sentindo cada sabor se misturando em uma esplêndida obra culinária.

- Wa... Tão gostoso! – Diria com um rosto levemente corado e visivelmente apreciando a comida dali. Depois de passar o dia viajando e sem ter consumido nada para meu sustento, um bom prato de comida era algo revigorante, e talvez a fome ajudasse a temperar mais ainda a receita, criando uma experiência gastronômica totalmente prazerosa. – Esse hotel realmente é de luxo... Poderia voltar mais vezes, fufu! – Riria de leve enquanto consumia o resto de forma um pouco mais ligeira, minha fome vencendo um pouco os hábitos requintados e a vontade de apreciar a comida devagar.


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Depois de me saciar, voltaria a pensar nos planos para a noite. Com certeza seria interessante passar um tempo com a doce senhorita Mika em um salão de jogos, mas algo me intrigava um pouco no hotel. Uma sensação de que devia ter mais do que eles poderiam ver por ali. – Hum, bom eu acho que poderíamos tentar ver mais coisas do hotel. Esse lugar é bem grande. Aposto que se procurarmos bem, podemos achar coisas secretas e interessantes por aqui. Afinal, com tanta gente rica, deve ter algum tipo de entretenimento diferenciado por aqui. – Raciocinaria, parecendo animado com o que poderia nos esperar. – Podemos perguntar para alguém ou tentar a sorte. O que acha? – Perguntaria para minha irmã enquanto rapava os legumes ao fundo da forminha do suflê para uma mordida final.

Depois disso, me levantaria da mesa e deixaria os talheres arrumados. Dependendo do que ela respondesse, já me prontificaria de procurar algum atendente, de preferencia o garçom que havia nos atendido anteriormente. - Obrigado pela comida, amigo! Dê meus cumprimentos ao chef! - Diria para puxar conversa. - Gostaria de pedir a conta. E também gostaria de saber se tem algum entretenimento... Diferenciado, por aqui. - Tentaria ser sutil, mesmo não parecendo ser do tipo que procuraria coisas potencialmente proibidas. A curiosidade era simplesmente mórbida, e eu tinha que atender a essa vontade.





NOTA!:

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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Sab Set 11, 2021 4:00 pm


 
Post 07

 

 
Soneto a Quatro Mãos

 
Comeria um dos pãezinhos recheados primeiro e teria uma surpresa agradável com o sabor do aperitivo, ficando encantada com o recheio doce do pão. Talvez esses pães não combinem tanto com o macarrão que chegaria depois então, terminaria a degustação de somente um por enquanto. Pelo jeito, Kani  resolve esperar pelo suflê ao invés de comer um dos pães e acho que seria uma ideia inteligente da parte dele, já que poderíamos levar o resto dos pães para o nosso quarto. Não demorava tanto tempo para a chegada de nossos pedidos: o macarrão e o suflê.

Ficava com um pouco de água na boca ao ver a comida na mesa, causada pela fome e não perderia mais tempo para experimentar. O macarrão realmente era bastante apetitoso e nada da refeição deixava a desejar, fazendo-me terminar o prato inteiro em alguns minutos depois de sua chegada com um rosto totalmente satisfeito. A fome era tanta que cheguei a ignorar as palavras de meu irmão e até sua presença por um breve momento. - "Eh... Desculpa, Kani. Esqueci de perguntar se você queria um pouco." - Pediria o perdão de forma sincera, não me importaria se Kani comeu o seu suflê sem oferecer um mísero pedaço para mim já que, afinal, fiz a mesma coisa e queria ver meu irmão de barriga cheia assim como ele estava agora.

Ao final da refeição, limparia a minha boca com um guardanapo que estivesse na mesa e pararia para ouvir as ideias de meu irmão. - "Entretenimento diferenciado...?" - Perguntaria a mim mesma em voz alta tentando captar o significado daquilo. - "Bom, acho que indo onde a senhorita Mika está deve ser uma boa para saber se lá tem o que você procura mas, suspeito que você não queira ir até lá ainda." - Concluiria dando um leve sorriso, após Kani não sugerir ir até lá e ter a ideia de explorar esse hotel de um outro jeito. Até que poderia ser uma ideia boa. No entanto, nem eu e nem ele tínhamos uma "aparência" de gostar desse tipo de coisa.

"De qualquer jeito... quero levar esses aperitivos com a gente se você não quiser comer agora, é claro. Acho que seria um bom café da manhã." - Terminaria de compartilhar minha ideia e me levantaria também, fazendo a mesma coisa com os talheres. Caso Kani aceitasse levar os pãezinhos para viagem, esperaria a chegada do garçom para fazer um último pedido. - "Muito obrigada, a comida estava deliciosa. Poderia os pães para viagem também?" - Perguntaria depois dos questionamentos de meu irmão, para tentar não atrapalhar. Ouviria a resposta do garçom atentamente, vendo se a curiosidade de Kani poderia ser saciada ou não.

   


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Koji
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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Ter Set 14, 2021 10:35 pm


Soneto a Quatro Mãos - 08
20:00 / Chuva fraca / Sirarossa



Liebe

Liebe já não suportava mais o marasmo daquela profissão. A cada minuto que passava, mais ainda o mink ansiava por finalmente deixar aquele lugar e fazer algo que o tirasse do tédio que parecia não ter fim. Alguns clientes, nesse momento, o chamavam, pedindo alimentos e bebidas. Suas maneiras rudes não refletiam o alto escalão ao qual eles pertenciam, trazendo até mesmo um sentimento de nojo para o bovino, que esperando seu gosto ser apurado o suficiente para essas personalidades, ia à adega para uma última entrega antes do fim do expediente.

O vinho que empunhava em suas mãos agora era distinto; de um sabor excelente e não digno dos bárbaros do salão de jogos. De qualquer forma, aquilo era seu trabalho, e nada o restava senão cumpri-lo. Quando voltasse ao local, veria a mesma visão de antes: uma bela mobilha, luxuosa e requintada; definitivamente planejada. Um chão coberto por um tapete fino, que escondia um mogno ainda mais valioso, além de alguns clientes sem pudor ou longe de suas capacidades mentais totais devido ao álcool ingerido.

Caso entregasse o vinho ao homem que o pedira, o mesmo o cumprimentaria com uma piscadela, colocando um cartão branco entre seu jockstrap e a sua pele. Nele, estava escrito "1408", provavelmente indicando o quarto no qual estava hospedado aquele "cavalheiro". O outro cliente que pedira uísque nem ao menos notava a presença de Liebe, portanto, não chamava sua atenção ao não ver a bebida solicitada nas mãos do minotauro. Aquela interação fecharia o período de trabalho do garçom, que logo seria chamado pelo rapaz que ocuparia seu lugar naquele estabelecimento.

Kou e Kani

A dupla de irmãos desbravava aquele gigantesco hotel na tediosa noite. Era muito cedo para dormir, e muito tarde para se fazer qualquer coisa que parecia ser interessante naquela localização. Além disso, a chuva que caía do lado de fora limitava as ações de todos naquele lugar, restando apenas pequenas atividades, legais, ilegais ou até mesmo mais sutis. A escolhida por Kou e Kani era, dentre todas, degustação. O garçom simpático servia os irmãos com doces e salgados, além de legumes e verduras. Os pratos eram devorados sem peso na consciência.

Suflês, bolinhos, pães e macarrão eram servidos aos menores. Do prato mais nutritivo, um aroma que instantaneamente cobria os arredores era liberado, junto de uma fumaça que subia indicando ter acabado de vir do fogão. O gosto na boca dos dois era como paraíso, de qualquer um daqueles pratos presentes. Eles eram degustados de uma maneira que talvez não se adequasse às normas e padrões da sociedade mais alta, mas eram devidamente apreciados pela dupla, que não economizava nos elogios.

Infelizmente, tudo que é bom possui um fim. Aqui não era diferente. Ao fim da refeição, uma curiosidade seguida pela dúvida era levantada por Kani, que queria ver se aquele lugar para os ricos possuía um tipo de entretenimento diferenciado. Indo mais afundo nessa questão, ele chamava pelo garçom de anteriormente, que com um sorriso no rosto ia até eles. Sua aparência era jovial, mas sua atitude leve e profissional fazia parecer se tratar de alguém experiente. Ao ouvir a pergunta do menino, ele fica atônito por um momento, sendo retirado de seus pensamentos por Kou.

— Claro que posso! — sua primeira resposta era direcionada à garota, fazendo imediatamente o que ela pedia. Enquanto suas mãos trabalhavam para embrulhar os pães para viagem, ele respondia o menino de cabelos esverdeados. — Acho que eu tenho o local ideal para você. — o seu tom de voz era igualmente mais sutil, e, no fundo de seus olhos, podia ser visto uma espécie de ganância e curiosidade. Nem ao menos perguntava a idade dos jovens, antes de entregar os pães e novamente abrir a boca. — Sigam-me! — falava, virando as costas para os dois e iniciando uma caminhada.


Histórico:

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Liebe
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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Sab Set 18, 2021 11:32 am
Sirarossa, West BlueSoneto a Quatro Mãos
Andando de um lado para o outro, inspirando profundamente o aroma pesado do ambiente – uma mistura de tabaco, álcool, suor e perfumes caros –, Liebe se esforçava para manter-se atento ao momento presente. Não obstante o tempo parecia flertar com jogatinas, sempre sujeito ao estado emocional individual. No caso do mink, os ponteiros do relógio e a areia da ampulheta eram agora rígidos como o tronco de uma árvore, congelados no espaço como um quadro fixado à parede de um museu. Responsabilidade do tédio e da ociosidade, Liebe deduziu enquanto organizava os pedidos da freguesia na bandeja. Talvez devesse melhorar a sua capacidade de medir o tempo, ponderou.

Com o vinho e o whisky em mãos, ele voltou para o salão de jogos com passos calmos. No rosto, sustentava a pintura de um homem interessado cuja única ambição é a de ser um bom servente. Disposto e atencioso, ele deitaria olhares enigmáticos sobre quem lhe chamasse a atenção, procurando despertar nos presentes qualquer sensação que pudesse ser reaproveitada a posteriori; qualquer um poderia ser um alvo em potencial – a sua única intenção era arrancar-lhes algum capital. Seus olhos ligeiros deslizavam da mobília pomposa para o tapete bem tecido, passando discretamente pelas peles humanas em busca de joias e de valor.  

Por fim, aproximou-se finalmente de quem havia lhe encomendado a garrafa de vinho. Inclinou-se discretamente sobre a mesa dos incivis, um sorriso de recato nos lábios finos, a fim de preencher as taças com o liquido tinto. Voltando-se para a posição inicial, ele não reagiu quando um dos clientes lhe tocou o corpo, escondendo um pedaço de papel atrás de seus poucos tecidos. Liebe não sorriu desta vez; em vez disso, limitou-se a uma piscadela, indicando que havia compreendido o recado. “Criatura abrutalhada”, pensou com desprezo; aquele seria um sujeito para o qual o mink não gostaria de arriar as calças senão como artifício de furto, mas estava disposto a conhecer seu interior caso fosse necessário – “tanto posso vender-me por atacado como a varejo”.

Antes disso, no entanto, ele precisava finalizar o expediente, e, por isso, Liebe tratou de adiantar o serviço. Ainda com a bebida quente em suas mãos, ele se dirigiu ao segundo cliente e entregou-lhe o whisky com gentiliza, embora o infeliz sequer o tivesse notado. “Anos de evolução desperdiçados com este neandertal”, ridicularizou-o em segredo. Não muito longe dali seus ouvidos aguçado notaram que o mink de orelhas grandes ainda cantava baladas de jazz, e o taurino viu naquilo um bom agouro para o resto da noite – coelhos traziam sorte, era o que diziam.

Outrossim, como se para confirmar o presságio de sua superstição, uma cascata de memórias preencheu sua mente com um mero piscar de olhos. De repente, ele havia retornado de um evento milagroso num espaço-tempo alternativo, o que o fez para subitamente para digerir as  informações. Os acontecimentos eram claros demais para se tratarem de um sonho... Uma ilusão, quem sabe? Não conseguiu ponderar a respeito. Não demorou para que um rapaz indicasse a ele que a troca de turnos finalmente haveria de acontecer. Um suspiro de alivio cortaria o seu peito quando chegasse o momento de conversar com o outro funcionário.

Na¹? Como está? – cumprimentaria, elaborando um pequeno sorriso no processo. – Ich habe die Schnauze voll!² – emendaria uma reclamação, mais para si mesmo do que para o outro, trocando idiomas num ato inconsciente quando na verdade desejava trocar de roupa. Ansiava por seu macacão de couro costumeiro, ávido por algo que lhe cobrisse as intimidades, e, quando finalmente estivesse apropriadamente vestido para o mundo real, ele aguardaria pacientemente por alguém que lhe pagasse pelos serviços prestados.

Ao mesmo tempo, mantinha-se atento para os demais objetivos que tecera para mais tarde; como prioridade, tentaria ganhar algum dinheiro com o devasso hospedado em Belucci Sprezzatura, determinado a se esgueirar entre as suas pernas e a sua carteira, mas também estava pronto a se aventurar no suposto clube de luta da dupla que o abordara mais cedo. Independentemente do que o destino lhe reservasse, sua única sede era por mais alguns berries.

¹"E aí?"
² Lit. "estou com o focinho cheio", algo como "estou farto disso".

Controle
Esclarecimentos
A reflexão sobre o tempo no primeiro parágrafo é, para além de uma representação da personalidade contemplativa do personagem, uma forma de despertar o interesse para o desenvolvimento da qualidade Precisão Temporal;
Narrei o cheiro do ambiente de acordo com tudo que foi apresentado até este momento, me embasando na qualidade Olfato Aguçado para justificar a capacidade de captar e distinguir aromas do personagem;
Como não foi mencionado por nenhum narrador se o mink coelho ainda canta, assumi que ele ainda está no palco, a fim de o usar como gancho para trabalhar o defeito Supersticioso e a qualidade Audição Aguçada;
Evento Churrascão contextualizado no 5º parágrafo.

Histórico
Ganhos:

  1. Saleiro » 03 | 10.
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  1. N/A.
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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Set 20, 2021 5:58 pm
SONETO A QUATRO MÃOS

Olharia para Kou e daria uma leve risadinha ao ver ela pegando os pães para a viagem. Isso entregava bastante o nosso estado financeiro, mas talvez ela só estivesse com fome ou sendo prevenida. Pelo menos teríamos algo para beliscar depois. Estranharia um pouco o garçom não ter entregado nenhuma conta ou perguntado nada pessoal. Com sorte, ele achava que éramos ricos o suficiente para ter nossa privacidade respeitada.

Também ficaria um tanto interessado no que ele considerava “ideal para mim”, mas sem ter um pouco de desconfiança. Balançaria a cabeça para o funcionário e deixaria ele dar alguns passos de distância da gente antes de começar a segui-lo. Olharia para Kou e me aproximaria um pouco para sussurrar em seu ouvido. – Ele nem perguntou nada, não acha estranho? – Diria, tentando manter minha voz baixa.

- Acho que ele pode ser só um novato mesmo, mas se por acaso ele levar a gente para um lugar estranho, talvez tenhamos que correr. – Avisaria, expressando minha preocupação. – Mas não se preocupe, não vamos virar casquinha de siri. – Diria, respirando fundo e continuando a seguir o garçom, mantendo minha guarda alta mesmo sem saber o destino.





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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Set 20, 2021 6:49 pm


 
Post 08

 

 
Soneto a Quatro Mãos

 
Teria um certo sentimento de alívio ao descobrir que nós poderíamos levar os aperitivos para comer depois, assim a gente evitou de colocar todos na boca ou outro constrangimento maior. As mãos rápidas do garçom me levam a pensar que ele já havia uma boa experiência no ramo de garçom e por isso, poderia saciar a curiosidade de Kani com uma certa facilidade. No entanto, o mesmo esqueceu de entregar a conta para o meu irmão e isso me fez ficar com um leve questionamento sobre sua profissionalidade. Deduzi então que ele poderia colocar a conta do restaurante junto com a conta do hotel e pensar nisso me daria outro alívio. Apesar disso, resolvo lembrar o funcionário com simples palavras. - "Não esquece da conta, ok?" - Diria para ele depois de receber o embrulho com os pães.

As palavras do garçom pareciam cativar o interesse de Kani, quase afirmando que teria o local perfeito para o meu irmão. Aquilo me deixaria levemente preocupada e não demorou muito para ele vir trocar sussurros comigo. - "É... achei meio problemático. Melhor ficarmos de olhos bem abertos. Pensava que ele era mais profissional." - Confessaria para Kani falando bem baixo também e seguiria ao seu lado numa distância razoável atrás do garçom. Durante o trajeto, ficaria sempre olhando ao redor bastante preocupada com qualquer aproximação repentina, desconfiando de todo mundo até mesmo se for uma criança.

   


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Sex Set 24, 2021 11:02 pm


Soneto a Quatro Mãos - 09
20:12 / Chuva fraca / Sirarossa



Kani e Kou

A dupla de irmãos finalizava aquela refeição abastada, revelando um pouco da condição financeira de ambos, mas não se envergonhando de tal fato; Kani via isso de forma cômica, liberando um pequeno sorriso ao ver Kou agir da maneira que agia. De qualquer forma, os dois pareciam questionar ou não a profissionalidade do garçom que os atendia, afinal, não havia sequer entregado a conta de toda aquela degustação. Quando questionado sobre isso, respondia simples e calmamente. — Os gastos daqui são cobrados apenas no check-out do hotel. Fiquem tranquilos! — enquanto retornava, sua expressão se suavizava e se tornava simpática de diversas formas.

Naquele momento, porém, eles começavam a caminhada até onde aquele homem os levava. Sua expressão e maneiras levava os dois à diversas interpretações da situação, inclusive se preparando para o pior dos casos: terem de correr. Deixando que ele pegasse um pouco de distância, partiam para o desconhecido. Seus olhos estavam claramente atentos, assim como as suas guardas altas em todo o trajeto. Pessoas com sentidos mais aguçados eram capazes de captar o sentimento de Kou e Kani, ignorando logo em seguida a situação de ambos.

Como esperado, o hotel era grande, refletindo assim no tempo até o local determinado. A decoração pomposa e arquitetura fina também marcavam a memória e as vistas da dupla, que eram agraciados por vários tons amarelos e pastéis, próximos do ouro, além de um grande carpete vermelho que seguia e serpenteava pelos corredores, deixando fofo o piso por onde passavam. De momentos em momentos, viam janelas e gotas de chuva correndo pelas mesmas, além de alguns quadros agradáveis aos melhores gostos e vasos com plantas exuberantes.

Após alguns minutos, chegavam, enfim, a um elevador. Olhando para trás pela primeira vez durante todo o caminho, aquele garçom acenava para os irmãos, que chegavam mais perto e entrava no compartimento que também compartilhava da mesma paleta dourada de cores. Um espelho no teto adornava e passava uma sensação diferente para aquela caixa metálica, além do piso de mármore e painel de controle tecnológico; tudo naquele lugar cheirava a riqueza. Pressionando então um botão marcado como "S1", as portas se fechavam e aquele componente ascendia nas extremidades, se destacando dos inúmeros outros que levavam para os incontáveis andares do hotel.

O silêncio dentro do elevador era quase constrangedor, mas não parecia ser um problema para o garçom, que respirava calmamente e mantinha sua expressão confiante e simpática de sempre. Não demorava muito para que eles chegassem até o andar designado, sendo agraciados por uma visão um tanto quanto diferente do resto do lugar. Ali, o tapete se mantinha o mesmo, porém, cobria um piso de madeira de ébano, envernizada da maneira mais profissional possível. A decoração, embora pomposa, se sujeitava a um espaço menor agora, dispondo de apenas alguns cômodos para se espalhar. Além disso, mesas de jogos estavam bem distribuídas por todo o local, sendo sinuca, blackjack, pôquer, algumas recreativas, entre outras.

O salão era habitado por, em maioria, homens de meia-idade e mulheres que pareciam os acompanhar. Suas vestimentas eram elegantes, assim como suas falas. O conteúdo delas, porém, tendia a ser um tanto quanto libidinoso e insensível, liberando o lado escuro que aqueles burgueses não podiam mostrar na frente dos outros. Suas ações enchiam o local com um odor de tabaco, perfume, e álcool. Suas mentes já tão enebriadas nem ao menos percebiam a presença dos dois pequenos naquele local tão improvável. No canto, se destacando de toda aquela bagunça, se encontrava um homem bem vestido e de chifres à mostra, que parecia estar entediado no meio de todos aqueles entretenimentos. Além dele, um mink coelho esbanjava sua voz, que acobertava o local todo com graciosidade e técnica. O garçom de anteriormente já não podia ser visto, muito menos procurado; sua existência se dissipava como se nunca estivesse ali para começo de conversa.

Liebe

O minotauro já não esperava mais pela hora de finalmente se livrar daquele emprego. Enquanto não podia deixar suas responsabilidades, as exercia, e de maneira magistral. Apesar do esforço colocado na hora de entregar as bebidas e cumprimentar os clientes de mente torpe, seu interior amaldiçoava aqueles que se mostravam bárbaros - em suma, todos os presentes naquele local. Assim que finalmente podia deixar seu posto, o fazia, apreciando o canto do coelho que trazia boa sorte e repudiando o cheiro que impregnava o ar com as mazelas daquela alta sociedade, que de nobreza possuíam apenas a conta bancária.

Como se cumprisse com sua superstição de trazer boa sorte, a de Manae finalmente chegava. Do elevador que o trouxera até o subsolo, vinha um homem de beleza ímpar e postura charmosa, chamando a atenção por onde passava pela sua aparência bem tratada e odor igualmente agradável. Ele dirigia-se até o bovino, aparentemente desprovido de qualquer emoção; apático até aquele momento. — Vou bem, obrigado. — dizia, acenando também com a cabeça ao responder a breve pergunta educada de Liebe. Sua voz grossa se destacava daquela do coelho, voltando a se sobrepor quando abria novamente a boca. — Noite cheia, huh? — comentava brevemente.

A cabeça do homem pendia para o lado levemente ao ouvir a reclamação do boi. Como não entendia aquela língua, preferia por ficar quieto e apenas seguir caminho para exercer aquela profissão que lhe entregaria alguns trocados extras. Com um pequeno tapa nos ombros do bovino, ele se retirava, deixando apenas seu doce cheiro para trás. Inconscientemente, Liebe, sem estar atento aos arredores, procurava pelo seu macacão para enfim tampar seu corpo treinado. Ávido para tampar as suas intimidades, fazia-o rapidamente no canto daquele saguão, enquanto mais e mais clientes chegavam com o tardar da noite.

Seus planos eram diversos para o restante do dia. Apesar disso, todos possuíam algo em comum: ganhar mais alguns berries. Enquanto esperava pelo homem que fosse o pagar, pensava no que poderia fazer para conquistar mais dinheiro, passando imediatamente pela sua cabeça a possibilidade de furtar aqueles inocentes sêniores, que viam apenas seu corpo, esquecendo do coração ganancioso do mink. No seu momento tedioso de aguardo, via aparecer pelo elevador dois jovens - talvez pequenos demais até para estarem naquele recinto cheio de interesseiros. Atrás deles, um homem que parecia ser garçom, que sem aviso prévio, deixava os dois às sortes.

Não muito após o pequeno evento, um engravatado e elegante homem passava pela mesma entrada familiar para todos ali. O ruivo logo caminhava até Liebe, carregando um cigarro em mãos, antes de baforar aquela fumaça para o lado e abordar o ex-garçom. — Vamos, o chefe está esperando. As lutas logo começam. — relatava. Sua voz baixa e calma quase não era ouvida por conta de uma briga que começava agora naquele local. Soltando uma bufada de decepção, pegava 50.000 berries do seu bolso e entregava para o minotauro, antes de voltar a falar com o homem. — O que pessoas como essas estão fazendo aqui? E por qual motivo há crianças aqui?! — reclamava mais para si mesmo do que para o exterior, indignado com as ocorrências local misterioso.


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Dom Set 26, 2021 5:13 pm
O aroma distinto alcançou o sentido do mink antes mesmo que as portas do elevador revelassem a nova figura, e foi por instinto que a sua atenção se voltou completamente para o recém-chegado. Observou-o caminhar em sua direção, e no semblante indiferente do estranho Liebe enxergou o que ainda não havia encontrado naquela noite: um homem de mistérios. Permitiu-se o avaliar de cima abaixo, mantendo certa discrição enquanto o deixava se aproximar, e dirigiu-lhe um cumprimento habitual como pontapé para uma possível conversa, emendando a ele uma observação numa língua involuntariamente estranha. Inclinou-se sobre o balcão, braços cruzados despreocupadamente sobre ele em busca de apoio, e abriu um pequeno sorriso quando o rapaz desenvolveu o diálogo.

Cheia de desenganos, devo dizer. – Respondeu, indicando com a cabeça a clientela embriagada esparramada pelo salão. – Mas talvez a minha sorte possa ter mudado um pouco nos últimos minutos... Isto é, se você der as caras mais tarde no Cassino Omerta. Estarei bebendo por lá. – Falou, mantendo no rosto uma expressão de casualidade. Liebe não apenas o desejou; ele viu no imberbe um desfecho milagroso para um dia fracassado. Não obstante o estranho não se demorou, e logo mais seguiu caminho para seja lá o que fosse fazer naquele lugar, levando consigo o convite deixado pelo mink nas entrelinhas de seu comentário.  

Deu-se conta de que ainda trajava o uniforme do estabelecimento, e tratou de vestir imediatamente o seu tecido preferido. Largara-o em qualquer lugar junto aos demais pertences dos outros funcionários, ficando verdadeiramente satisfeito por encontrá-lo em perfeitas condições; com as mãos ele ajeitou o macacão no corpo, agradecido por tantas aberturas que permitiriam à sua pele respirar, e voltou a aguardar pacientemente por alguém que pudesse pagar-lhe o que lhe era devido. Neste interim, percebeu que mais três figuras surgiram pela entrada do ambiente, duas delas destoantes demais dos componentes gerais que as cercavam. Arqueou uma das sobrancelhas, surpreso. Conhecia-os de alguma forma, ele logo entendeu, e sabia exatamente de onde.

Liebe se aprumara de repente, pronto para encurtar a distância entre eles, mas antes que pudesse dar qualquer passo, ele foi surpreendido quando uma quarta presença se fez de obstáculo em seu percurso. Estudou-a com os olhos, ouvindo com desapontamento as colocações ditas pelo desconhecido, entendendo de imediato que seus planos principais estavam agora frustrados; não haveria como roubar a dupla que o abordara no início da noite, pelo menos não da mesma forma que havia planejado. Ponderou se valeria a pena tentar a sorte com o mensageiro dos óculos redondos, mas logo se conscientizou que não haveria muito ali a ser usurpado.

Aceitou de bom grado a quantia que o sujeito ofereceu, e contou-a rapidamente, deslizando os dedos entre as cédulas. “Apenas trocados”, pensou amargurado, mas ciente de que não conseguiria mais nada naquelas condições. Neste tempo, um desentendimento havia se transformado em uma rusga violenta não muito longe de onde estavam, e a observação do ruivo o fez se lembrar dos dois individuozinhos.

Eles estão comigo, monsieur! – explicou, deixando que a mentira escapulisse de seus lábios em tom de verdade. – Pardon, mas se importaria de me dar um minuto? Preciso ajudar as duas crianças a encontrarem o seu rumo. – Pediria sem realmente se preocupar com a resposta. Sequer esperaria para ouvir a fala do homem; em vez disso, dirigir-se-ia imediatamente ao encontro dos dois, abrindo um sorriso tão logo estivessem suficientemente próximos para que pudessem ouvi-lo.

Salut! Vocês são Kou e... bem, creio que não fui apresentado a você. Me chamo Liebe. – Comunicaria, seus olhos transitando da moça para o rapaz enquanto falava. Não sabia como nem por quê, mas aqueles dois estavam presentes no estranho sonho que tivera momentos antes. "Sonho?" Questionou-se, sem saber exatamente do que poderia chamar aquele acontecimento na praia. – O que fazem aqui?

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Traduções: Senhor; Com licença, perdão; Olá.
Remodelei os objetivos [eu espero que] pela última vez e tentarei buscá-los a partir de agora.

Qualidades: Audição, Olfato & Visão Aguçados | Destemido | Duro de Matar | Impassível;
Defeitos: Ambição | Devasso | Sadista | Supersticioso;
Proficiências: Acrobacia | Doma | Furtividade | Sobrevivência | Zoologia.

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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Set 27, 2021 10:26 pm


 
Post 09

 

 
Soneto a Quatro Mãos

 
Seguindo o garçom, pude reparar ainda mais na decoração chique do hotel inteiro, já que estava olhando para cada canto de onde eu passava. A chuva parecia não terminar como algo típico de Sirarossa e o conjunto de alguns quadros despertavam o meu interesse, que não duraria por muito tempo. Ainda precisava ficar atenta para onde estávamos indo e parecia que o destino final ficava cada vez mais próximo. Antes de entrar no cubículo metálico, perceberia que o garçom finalmente olhava para trás e que, possivelmente, ele não estaria intimidado com a nossa presença. Aquilo me faria pensar brevemente se ainda valia a pena continuar duvidando daquele funcionário.

Respiro bem fundo e entro dentro do elevador junto com os dois, ficando mais próxima de Kani e certificando que ainda teria um espaço para nos proteger caso aconteça qualquer coisa dentro daquele transporte. Deixaria as minhas mãos um pouco mais juntas, ainda segurando o pacote e mantendo o meu semblante o mais neutro possível, já que haveria bastante tempo que estava tentando manter a calma, principalmente para despreocupar meu irmão. Caso Kani estivesse atrás de mim, me viraria e daria um sorriso para ele, tentando tranquilizar um pouco e não dando muita atenção para o teto espelhado acima de nós.

Após os longos minutos terem passado, enfim chegaríamos com segurança até o local que poderia agradar Kani. Primeiramente, dou uma boa inalada no novo ar para ter uma ideia mínima de onde estaríamos nos metendo e a resposta não foi muito boa, fazendo  começar a especular que tinha entrado num botequim terrível sem querer. Apesar disso, a elegância se mantinha praticamente a mesma e isso ocorreria também às pessoas que frequentavam aquele andar, não sendo uma surpresa mais. O que me chamaria atenção nesse caso, era a presença dos diversos jogos. - Bom... acho que acabamos parando no salão de jogos. - Pensaria enquanto me agrupava com Kani novamente.

Daria mais uma olhada pelo grande salão e me surpreenderia com uma figura conhecida no meio de tanta gente. Ele havia aparecido naquele sonho ou lembrança esquisita de antes mas, mesmo assim, parecia ser a primeira vez que estava vendo ele. A voz do coelho me distrairia levemente, porém não o suficiente para não deixar de observar o bovino. Cutucaria Kani enquanto desviava o olhar para agradecer o garçom rapidamente e logo perceberia que ele já teria metido o pé. O desaparecimento dele faria passar uma música meio temerosa na minha cabeça. - "Ei... o garçom foi embora e acho que conheço aquele moço de chifres." - Comentaria enquanto via o mesmo se aproximando da gente. Ficaria levemente aliviada com a presença de um rosto conhecido tão simpático como ele.  - "Boa noite! Parece que já nos conhecemos de uma maneira estranha, senhor. Esse é Kani, meu irmão. Estamos nesse hotel temporariamente, acabamos de reencontrar nossos outros irmãos e eu moro em Sirarossa." - Abro um pequeno sorriso mostrando estar confortável com a conversa. - "E o senhor? O que faz nesse lugar?"


   


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Qua Set 29, 2021 2:20 pm
SONETO A QUATRO MÃOS

Seguiria o garçom ao lado de minha irmã o tempo todo, tomando o cuidado de sempre olhar aos arredores. Me lembrava de nossa infância, quando nos avisavam que era perigoso sair por essas redondezas, já que a cidade era infestada de criminosos. Uma vez passado o sentimento levemente paranoico, aproveitaria para apreciar um pouco a decoração do hotel. De alguma forma, quanto mais eu explorava, mais chique ele parecia ficar. Nunca havia visto riqueza desse tipo, nem nos tempos em Toroa, nem no Orfanato e muito menos em Derlund. Talvez por não estar tão habituado que essas coisas chegavam a impressionar, enquanto a maioria dos hóspedes parecia tratar tudo com naturalidade. De fato, não tinha como eu ter noção do luxo do local, exceto quando observava os vasos com plantas exóticas, que me indicavam o quanto de poder aquisitivo eles precisariam para arranjar espécimes desse tipo. Isso era com certeza a parte mais interessante dentre as peças daquele lugar, pelo menos para mim.

Entrando no elevador, me manteria alerta por alguns segundos, mas me distrairia um pouco com os mecanismos do cubículo de metal, seus botões e o teto reflexivo. Esses pequenos detalhes me fascinavam mais do que o luxo e até me faziam esquecer um pouco do momento. Ao perceber o sorriso de Kou, sorriria de volta em reciprocidade. Apreciava o quanto ela se preocupava comigo mesmo depois de tanto tempo sem nos vermos. Realmente mostrava o quanto ela ainda era a mesma irmãzinha que sempre me fazia companhia na infância.

Depois desse trajeto inteiro de alguns minutos, finalmente chegaríamos no local de “entretenimento diferenciado” que eu procurava. E infelizmente, era um tanto como eu imaginava. Um lugar que embora transbordasse com uma aura de alta classe, ainda assim era cheio de pessoas no mínimo duvidosas. Ficava um pouco desconfortável com o teor libidinoso das vestes e conversas naquele local. No entanto, eu tinha outros objetivos ali, que não envolviam tanto esse entretenimento, mas sim alguns berries.

Ficaria observando o local com cuidado, me aproximando de leve de algumas mesas de jogo e vendo como os ganhos estavam. Mas no meio do meu transe absorto, seria interrompido pelos reclames de um homem ruivo engravatado, que parecia se incomodar com a nossa presença ali. Normalmente não daria muita atenção, afinal, meus pais haviam ensinado que algumas pessoas não mereciam o esforço. No entanto, ouviria uma voz familiar respondendo o homem e anunciando que estávamos juntos. Voltaria meu olhar para o indivíduo e me surpreenderia com a visão do mink que havia visto no meu lapso na praia, cuja presença seria comentada por Kou.

- É verdade, é ele mesmo. – Diria baixinho para Kou enquanto via o grande bovino se aproximando de nós. A jovem artista começaria com as introduções e logo após me apresentaria. – Como ela disse, meu nome é Kani. Kani Ketam! E se estiver perguntando o que estamos fazendo especificamente nesse local... Bom, eu tinha a esperança de tentar arranjar alguns berries apostando, mas talvez não tenha sido a melhor ideia. – Diria de forma levemente envergonhada, olhando ao redor e notando os minks e sirenas em condições de trabalho no mínimo questionáveis. – Esse lugar não me parece muito legal... Na verdade, me deixa um pouco indignado. – Diria em um tom mais sério, franzindo um pouco a testa como que por reflexo em reação ao lugar.  - M-mas bem. Viemos aqui com nossos irmãos e uma companheira. Creio que deva ter visto ela na praia também, é uma senhorita sirena chamada Mika. - Digo, tentando não deixar a conversa tão desconfortável depois daquela observação.







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Última edição por Onigami em Ter Out 12, 2021 3:52 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Seg Out 04, 2021 8:51 pm


Soneto a Quatro Mãos - 10
20:17 / Chuva fraca / Sirarossa - Subsolo Belluci Spezzatura



Naquele gigantesco e luxuoso hotel, uma dupla de irmãos se aventurava por entre os inúmeros corredores e caminhos que aquela luxuosa estrutura tinha para oferecer. Seus quadros caros e plantas exóticas chamavam a atenção de Kou e Kani, respectivamente, retirando os olhos dos garotos das tapeçarias que também o impressionavam. Entrando no elevador, porém, um novo mundo lhes era apresentado; mesmo que este fosse igualmente pomposo. O que eles descreviam como sala de jogos era, na verdade, um antro de drogas e ilegalidades praticadas por aqueles que a lei protege, ao som de uma música agradável e rostos diferentes que enchiam o saguão com seus perfumes caros. No meio de tantos elementos estranhos, um rosto lhes parecia familiar.

Liebe, o mink que havia acabado de sair do seu turno, encontrava, naquela noite, um motivo para despejar todas as suas lembranças horríveis daquele lugar. Conversando com o empregado que chamava a atenção apenas com sua beleza singular, o mesmo, entre palavras e ações, o convidava para uma noite a dois, despertando seus desejos carnais mais íntimos. Saindo de sua companhia com uma piscadela, o rapaz desaparecia na multidão enquanto o bovino vestia suas vestes agradáveis. Nesse momento, na calmaria que o coelho trazia, uma briga se desencadeava, e um homem finalmente ia ao seu contato para desenvolver a luta que ele havia se interessado.

Apesar dos elementos mais variados daquela noite, era com Kou e Kani que ele via mais familiaridade. Vendo que o mensageiro do chefe havia se incomodado com a presença das crianças mais ainda que com a briga, o mesmo mentia, assumindo a responsabilidade sobre as duas figuras que permaneciam ali paradas observando o ambiente que não lhes agradava - pelo contrário, os deixava perplexos pelas atividades nem um pouco agradáveis praticadas pelos sirenos e minks. A inocência que eles poderiam ter sobre o lugar era despedaçada pelos atos repugnantes dos homens, que pensavam apenas com o prazer e a carne.

Hmm... Certo... tsc... — um pouco confuso inicialmente, o rapaz que se portava como alguém tão superior apenas deixava aquilo passar, mesmo que desaprovasse a ação. — Guardas! Deem um jeito naqueles sujeitos. — ao som da sua voz, duas figuras altas e treinadas apareciam para lidar com o desentendimento que havia crescido em uma confusão generalizada. — Patéticos... — amaldiçoava, caminhando, agora, em direção à Liebe. — Resolva seus assuntos e me encontre no andar 3 do subsolo. Até logo. — impassível, deixava o trio ali e caminhava para o elevador, onde desaparecia após o fechar das portas metálicas.

Sozinhos, agora Liebe, Kani e Kou começavam a conversar sobre a estranha aparição deles mesmos. As memórias de uma praia e um chalé longínquo parecia inundar a mente dos mesmos com nostalgia, mesmo que eles soubessem que aquela era a primeira reunião entre as duas partes. Em uma prosa que se desenvolvia após alguns cumprimentos e pensamentos ditos em voz alta, eles passavam a se entender melhor e interagir, apesar da poluição sonora que inundava o ambiente com um som generalizado. Entre risadas, conversas, comemorações e xingamentos, o trio finalmente se encontrava.


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Re: Take 1 – Soneto a Quatro Mãos Ter Out 05, 2021 9:42 pm

Das duas figurinhas à sua frente, a primeira que lhe dirigiu a palavra foi a pequena Kou. Liebe deitou um olhar sereno sobre ela, atento a cada frase como se delas fosse tirar o ensinamento mais importante da sua vida. Ouviu-a falar sobre seus irmãos, e Liebe se perguntou quantos deles ainda estariam em Sirarossa; se bem era capaz de se lembrar, ele havia conhecido um grupo relativamente grande na praia de sonhos que visitara em sua memória, mas ele igualmente não saberia dizer com exatidão quais dos componentes eram parentes daqueles dois. Descobriu-se curioso frente ao fato, mas antes mesmo que pudesse inquirir melhores explicações, o rapaz ao lado dela lhe fisgou a atenção com a sua voz melódica.

Para ele, Liebe elaborou um sorriso compreensivo, mais paternal que lascivo. Enxergara no bom moço uma candura singular que o taurino pensava há muito tempo ter sido extinta do mundo, o que fez com que seu coração aquecesse ao menos um pouco. Seus olhos caíram sobre o ambiente enquanto ele ponderava as observações de Kani, completamente ciente do que o revoltava, e Liebe se perguntou quando ele mesmo deixou de se preocupar com a podridão incorporada ao seu estilo de vida. Percebeu que quase poderia sentir-se culpado por pertencer aquela conjuntura, se a sua moral já não estivesse para além de qualquer salvação.

Oui... Compreendo perfeitamente o que você quer dizer. Aqui é onde reunimos uma quantidade razoável dos dejetos da sociedade. – Concordou, colocando as mãos sobre a cintura em busca de apoio. Voltou-se para Kou antes de emendar:

Eu trabalho aqui, a propósito. – Contou, em seu rosto uma expressão que parecia emular constrangimento. – Sobre Mika, não cheguei a vê-la pelo hotel. Talvez esteja cantando em algum lugar melhor frequentado, quem sabe? De qualquer forma, este não é mesmo um ambiente apropriado para vocês. Tenho certeza que seus irmãos me matariam se soubessem que os deixei perambulando por aqui. – Gracejou, abrindo um pequeno sorriso para eles.

Lembrou-se então das colocações impostas pelo ruivo desconhecido, e Liebe logo entendeu que precisava agilizar as suas demandas. O capital que ele havia conseguido até então sequer o manteria pelas próximas horas, e por isso o mink não poderia se dar ao luxo de sair do hotel naquele momento. Por sorte, a sua próxima oportunidade de ganhar dinheiro poderia resultar em valores mais expressivos, e era para isso que a sua mente precisava se atentar naquele momento; Liebe não poderia ter Kani e Kou ocupando seus pensamentos, mesmo que alguma parte de si parecesse genuinamente preocupada com o bem-estar daqueles dois.

S’il vous plaît, venham comigo. – Disse a eles, indicando-os o caminho de volta ao elevador, mantendo-se sempre por último com um ar protetor. Caso conseguisse orientá-los para fora do estabelecimento, Liebe acionaria o comando que o levaria ao 3º andar, mantendo-se em silêncio ao longo do percurso; sentiria um leve formigamento na mão destra – a mesma que usaria para apertar o botão do painel –, como se usá-la lhe fosse um hábito estranho, e decidiria, ali, que precisaria treinar para melhorar um pouco a sua aptidão com o seu lado direito. Quando as portas metálicas finalmente voltassem a se abrir, ele se dirigiria aos conhecidos:

Eu fico por aqui, mas vocês devem voltar ao saguão principal do hotel, d'accord? Não confiem nos funcionários e não se deixem levar pela curiosidade. – Faria um pequena pausa para encará-los nos olhos, como se precisasse daquele momento para gravar seus rostos em sua memória, e sorriria um último sorriso sincero, percebendo que de fato havia simpatizado com os dois. – À bientôt, Kani, Kou... Foi um prazer conhecê-los. – Diria por fim, antes de lhes dar as costas e seguir o seu caminho em busca de seus próximos berries. Não esperaria para certificar-se de que os meninos seguiriam a sua orientação – Liebe simplesmente torceria para que eles tivessem bom juízo.

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Traduções: Sim | Por favor | Ok? | Até logo;
O insight para o treinamento da qualidade Ambidestria ocorreu no elevador;
Qualidade "Destemido" trocada por "Voz Melodiosa" como última alteração dos 10 posts iniciais.

Qualidades: Audição, Olfato & Visão Aguçados | Duro de Matar | Impassível | Voz Melodiosa;
Defeitos: Ambição | Devasso | Sadista | Supersticioso;
Proficiências: Acrobacia | Doma | Furtividade | Sobrevivência | Zoologia.

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Afiliar-se ao Distrito da Luz Vermelha;
Obter o máximo de dinheiro possível.
[ take 1 - soneto a quatro mãos ]
cactus


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Morgan