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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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Até logo e obrigado pelo ouro!

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Shiori
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Até logo e obrigado pelo ouro! Ter Nov 08, 2022 9:45 pm
Relembrando a primeira mensagem :



Até logo e obrigado pelo ouro!


Nina Spades, Sir'' Douglas Whitefang, Brina Britta e Agni Flamesburg [Piratas]

Não possui narrador definido.
Fechada

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Noskire
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Noskire
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sab Nov 19, 2022 10:48 am

Douglas usava seus novos poderes contra a porta de madeira. O carvalho resistiu bravamente, mas os espinhos do ruivo obtiveram a vitória. Com os dois furos, observou o aposento. Seu ângulo de visão era pequeno, então não conseguia ver tudo ou todos, mas o que viu foi: A luminosidade do recinto parecia ser artificial, então provavelmente não havia janelas. Também viu algumas armaduras e capas douradas, dois, talvez três dos guardas reais. Por último, um contorno esbelto de alguma mulher, mas não conseguiu ver seu rosto.

O ruivo até mesmo foi até a janela ali próximo e olhou para fora, mas só conseguiu ver parede. Sem opções, atacou a porta com sua espada, mas para pouco efeito. A lâmina ficou presa à madeira e quase não se soltou. Onimaru deu um passo à frente: — Pode deixar comigo, mestre! — Ele assumiu uma postura de karatê em frente à porta, vestiu as luvas que Nina havia lhe dado, e respirou bem fundo.

Gyojin Karate Ogi — Ele recuava a palma ainda mais, antes de avançar com um potente soco bem no meio dela: — Samegawara Seiken! — O impacto era maciço o suficiente para tirar a porta dos seus suportes, fazendo-a cair para dentro. Apesar de ser o atacando, o tritão levava a mão a cabeça. — Aquela arqueira me acertou de jeito… — Reclamava, meio tonto.

Os outros presentes corriam para dentro do quarto, acuando quem já estava ali dentro. Douglas ouviu um gritinho agudo enquanto também passava pelo rombo onde antes estava a porta. Na frente do grupo de fugitivos havia três guardas reais em formação de ponta de flecha (/\). As vestes deles eram as mesmas daqueles que Douglas e seu grupo enfrentou na bifurcação, contudo, enquanto que a guarda real do príncipe tinha armaduras brilhantes sem sequer um arranhão, estes três tinham mossas e ranhuras por todo equipamento.

Atrás desses três, haviam outros três. O general, o rei e a rainha. Os cinco homens estavam com suas espadas desembainhadas, mas a rainha estava mais atrás, abaixada e meio oculta pelo rei e general. — Piratas miseráveis! — Bradava o general, com sua voz repleta de nojo e ira. — Venham e morram por nossas espadas!Rá! Acertei! — Disse a vozinha, mais atrás.

~ x ~

Sério?! Quer dizer, sim, sim, prometo! — Dizia o velho, correndo para a alavanca e girando-a. O som de engrenagens era ouvido, mas um clique alto ficava se repetindo. — Droga, o que Jorge e Carlos estão fazendo?! — Reclamava. Enquanto isso, Brina corria até as ameias e observava a comoção lá fora. Um homem loiro se aproximava do grupo de guardas e aventureiros lá fora, cambaleando, como se estivesse bêbado. Ainda assim, o grupo dava vivas e saudações ao desconhecido que sequer parecia ter uma arma.

A mink retornava à sala principal e começava a descer com os outros dois homens. — Eu não esquecerei a minha promessa, pequena, assim que sairmos d— Mas sua fala foi interrompida quando se viram diante da torre em chamas. — NÃO! JORGE! CARL— Ah, 'cês tão aí, tudo bem? — Ele se aproximava do restante dos fugitivos, explicando o que havia transcorrido na torre, com o alto clique de metal ainda sendo ouvido.

* BOOM *

Um baque surdo veio da ponte, fazendo-a tremer de ponta a ponta.

* BOOM *

Outro baque, com o grupo lá fora comemorando animados.

* BOOM *

Agora é só questão de tempo! — Gritou um dos guardas.

* BOOM *

Cada pancada fazia a ponte levantar mais alguns centímetros, antes da gravidade a puxar de volta para baixo e sacudí-la por inteiro. Os fugitivos, a grande maioria sendo velhos e feridos, recuava para próximo da torre inteira, esperando apreensivos e sem entender bem o que estava acontecendo ali.

~ x ~

De volta a rainha, Nina voltava a cuspir veneno na direção de Erna, como haviam feito durante todo o combate. A aventureira apenas dava de ombros. — Que príncipe? — Enquanto isso, Agni e Grayden também trocavam farpas. — Você acha que anarquia é a resposta? Os fortes devem proteger os mais fracos, não maltratá-los como você está fazendo! Você acha que colocar uma espada no pescoço de alguém inconsciente vai lhe tornar forte, garoto? Há, que piada!

Conforme Agni tentava convencê-los a protegerem o rei, apenas Grayden olhava para trás, em direção ao castelo. — Murdoch está lá, está tudo bem. — Ele falava, mas sem muita convicção, era como se tentasse convencer a si mesmo. Agni continuava gritando, argumentando, mas desta vez era a própria Rainha que o mandava se calar.

Era nesse momento que a pequena Brina retornava ao pátio, se aproximando de Agni que estava próximo à torre. A pequena Mink viu o loiro apoiando a cabeça de Makoto, aquela arqueira que havia enfrentado, no seu colo. Agni, com toda a sua delicadeza, tirou a cabeça da aventureira do seu colo e a repousou no solo. O motivo do celestial fazer isso com o inimigo era um mistério. Com o fim do papo, Erna levantava sua finíssima espada e bradava: — Grifos, avancem!

Até logo e obrigado pelo ouro! - Página 2 Avengers-assemble

Com isso, os aventureiros e piratas corriam, cada qual com seus oponentes em mente. Nina foi direto até Grayden, que ainda estava apoiando-se no escudo, aproveitando o momento de descanso. — Ei, espera! — Gritou, puxando seu escudo e assumindo sua postura. Contudo, desta vez a capitã era mais rápida, jogando o escudo para o lado e socando sua coxa. O osso não chegou a quebrar, mas com certeza foi um forte golpe. O loiro deixou o escudo ir, pois não tinha opções, e contra-atacou com uma investida da espada, atingindo o ombro da pirata de raspão, que já pulava para trás.

Agni e Brina corriam, obedecendo as ordens da capitã e tentando interceptar os quatro novos oponentes. O celestial investia pensando na Erna como oponente, mas a morena sequer olhava em sua direção. Ao invés disso, os três que estavam atrás dela corriam na direção de Agni e Brina, tentando isolá-los e deixar que Erna e Grayden enfrentassem Nina sozinha.

Os três guerreiros eram homens com leves armaduras de couro. Um deles usava uma lança, o segundo duas espadas e o terceiro parecia lutar usando o próprio corpo. O lanceiro e o espadachim corriam para Agni e o lutador ia na direção de Brina. Erna corria reto, indo na direção de Nina, flanqueando-a. — Hora do troco, vadia! — Restava aos piratas aceitarem seus oponentes ou tentar mudar a situação à força.

Enquanto isso, pancadas vinham da ponte e os três ouviam os baques. Reforços estavam prestes a chegar.

Nina Spades:

Sir Douglas Whitefang:

Brina Britta:

Agni Flamesburg:

Posts Narrador: 03
Wheeler Sheyde
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sab Nov 19, 2022 2:27 pm
AGNI FLAMESBURG! — 4


Falar não ia adiantar. Eu não sabia se eles eram verdadeiramente burros ou tinham só vestido uma capa para ocultar de si sobre a própria hipocrisia. A capitã, pelo contrário, era sincera demais e me dizia para proteger a Brina - e enquanto isso a maldita da Erna me ignorou como se eu fosse uma uva-passa no arroz da ceia.

— Vagabunda salafrária! — inferi bradando o punho.

Os inimigos menos importantes vinham para cima de mim e da Brina. A pobre coitada da Brina. Não deixaria que a machucassem, conforme Nina pediu: enfrentaria os três. Quem era mal o suficiente para atacar uma pobre ratazana roxa?

— Ei, vocês três! Lutem comigo! A irmãzinha Brina não tem nada a ver com toda essa maldade! — diria. Decidi que não deixaria que a Brinazinha se envolvesse numa briga violenta para guerreiros poderosos como eu. Era hora de usar minha ultra-mega-técnica-secreta e por isso saí correndo na direção deles.

As asas batiam num acelero só. Eu sempre quis testar isso. Pensava. Olhava-os da direita para esquerda. Precisava calcular a trajetória e traçar uma linha entre eles. Segurava a katana firme com as duas mãos. Quando estivesse mais próximo, saltaria e giraria, aderindo ao movimento rotativo que se retroalimentaria conforme eu avançasse feito uma broca laminada.

A ansiedade provavelmente faria com que eu liberasse uma pequena porção de labaredas dos punhos para fins meramente estéticos. Impulsionando-me para frente, bateria as asas para dar profusão e ir adiante contra os malfeitores: passaria pelos três, mutilando-lhes em pontos múltiplos e distintos com a katana. Deixaria para saltar quando estivessem perto, pois assim a capacidade de reagir seria menor. — Voo rajado do bebê-dragão! — gritaria.

Até logo e obrigado pelo ouro! - Página 2 Icegif-1165



— Corra, Nina! Corra! — Diria ao pousar, esperando tê-los atingido de alguma forma; pelo menos quebrado a formação ou os deixado estupefatos por um instante que seja.

Por estar em desvantagem numérica, eu precisava ser rápido e dar fim de um ou outro logo para que não me mantivesse sob a investida constante de três caras. Vou começar pelo carinha com maior alcance.

Dito isso, pousando próximo deles, aproveitaria o momento e agarraria o cabo da lança, puxaria-a com ímpeto e transpassaria a lâmina da minha espada pela garganta do lanceiro. Se visse que ele tentou puxar de volta, empurraria para derrubá-lo e seguiria com a mesma estratégia de espetar o gogó.  

Nada me deixava mais puto do que lutar contra três capangas aleatórios. Eu, o protagonista do meu conto. Quem eles pensavam que eram para me enfrentar???

— Ninguém merece passar por essa humilhação! Quem são vocês? O velho da lança? — diria ao lanceiro —  ele trouxe o espadachim chinelo de dedo e o monge de sobretudo regata? QUEM DIABOS USA UMA REGATA SOBRETUDO? QUEM É O SEU ESTILISTA?

Saltaria para cima do espadachim brandindo a espada de cima para baixo contra a cabeça dele com força total: se ele bloqueasse, arremeteria uma joelhada flamejante no queixo enquanto ainda pressionasse com a espada, pinçando sua cabeça entre meus braços e joelho. Caso esquivasse para trás, pousaria e avançaria numa estocada. Se esquivasse para os lados, então giraria em meu eixo e terminaria num arco da katana contra o seu joelho.

Se o lutador intentasse contra mim, voltaria-me imediatamente para ele e golpearia em arco, num ponto médio que dificultasse sua esquiva; faria-o com força o bastante para decepar um membro que ficasse pelo caminho. Caso o cortasse profundamente, desferiria outro ataque para ceifá-lo.

Se me atacassem, pularia - bem alto se fosse necessário - para trás em ziguezague afim de evitar que fosse cercado ou me retirar de uma situação de cerco. Rebateria e bloquearia golpes com ímpeto e afastaria meu tronco, membros e cabeça da linha de ataque girando os ombros e quadris.

Esperaria a iniciativa deles para fingir fraqueza e arremeter de repente, esquivando e atacando quase ao mesmo tempo, intentando cortar seus braços, pulsos, joelhos e pescoço variavelmente em contra-ataque para cada vez que fosse atacado. Se acertasse o primeiro ataque e abrisse uma brecha, então finalizaria e me afastaria outra vez.

Ainda assim, após sair da formação, só atacaria flanqueando, isso é, batendo num dos guerreiros "de fora" para não me enfiar no meio de dois de uma vez. Continuaria até matar os filhos da mãe um por um. Eu só queria lutar com alguém importante. Só isso.



VOO RAJADO DO BEBÊ-DRAGÃO:


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Oni
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Oni
Pirata
Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Dom Nov 20, 2022 5:25 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 04




Ah! Então essa era a prioridade!

Quando o Rei, a Rainha e o estrategista do Reino estão encurralados? É isso que os jogadores de Xadrez chamam de Xeque-mate? É. Eu realmente não lembro. Mas finalmente entender que a tal ''prioridade'' valia tanto, até mesmo me fez esquecer da vergonha que havia sentido segundos atrás, quando não consegui destruir a porta e Onimaru o fez por mim.

Todas as vezes em que eu faltei as lições de estratégia tinham valido a pena! A lição que ficava era que ser um vagabundo realmente valia a pena e que eu poderia sempre trapacear e sair com a vitória!

A alegria de, com o mínimo de esforço para raciocinar, ter seguido o velhote e roubado sua estratégia de proteger a realeza dele poderia fazer um raríssimo sorriso de orelha a orelha surgir no meu rosto. Mas não. Eu era um desgraçado demais até mesmo para isso.

Conteria o impulso sincero de expressar minha alegria com gargalhadas maldosas. Começaria a atuar desde o primeiro segundo.

- Hmpf... Hpmf... - Figiria choro, primeiro encarando minha própria mão em desespero e depois olhando diretamente para o Rei e a Rainha. Tal choro sairia como suspiros tristes misturados com um quê de alívio. Lufadas de ar lamentosas impulsionadas diretamente pelo abdome como explosões tristes. - Tio... Tia... Vossas Majestades... Lembram de mim? - Faria uma cara de cachorro abandonado como Brina costuma fazer quando não tem queijo, com a mão que eu encarava ainda aberta, como se tentasse segurar algo que me faltava. - Nós já nos vimos na infância. Sou Sir Douglas Whitefang, Príncipe do Reino de Dente de Sabre. - Os olharia completamente desolado, pressionando os lábios após o fim de fala, como que lutando para não chorar. Havia certa probabilidade de que já haviamos nos visto quando eu era criança, mas eu mesmo não lembrava. - Me desculpem por tudo isso. Por sequestrar o príncipe, por estar destruindo o reino, roubando o castelo e tudo o mais. - Caminharia de leve pela sala, abusando do meu carisma e das minhas habilidades com discurso para prendê-los na minha fala. - É só que... Eu não tive outra escolha. Se observarem bem o príncipe, irão compreender. Eu, assim como ele.. - Minha voz embargaria, levaria a mão que eu encarava à boca. - ... Sou viciado em drogas. - Piscaria triste o máximo que eu pudesse. Maldição, se eu conseguisse piscar o suficiente para soltar uma lágrima seria perfeito. - ...Foi assim que pude sequestrá-lo. Quando descobri seu vício, ofereci dar-lhe ainda mais. - Daria uma pausa, pressionando um lábio contra o outro novamente. - ...Tudo começou quando um homem chamado Grayden começou a vender para ele. ''Grifos Índigos'' é um nome que apenas alguém envolvido em drogas poderia pensar. O desgraçado se finge de cavaleiro honrado e tudo isso, mas ele fazia o príncipe de refém do próprio vício. Era por isso que meu primo Fearghall, apesar de tão bem criado, se tornou tão violento e problemático. - Os olharia nos olhos, como tipicamente fazem as pessoas que estão dizendo a verdade, apenas para mentir melhor. Se pudesse fazê-los acreditar que Grayden corrompeu o príncipe, essa seria a minha vingança perfeita contra o Grifo Índigo. Eu quase podia sentir pena daquele desgraçado gente boa e simpático. - Foi fácil enganá-lo com a promessa de drogas para que saísse do castelo de madrugada. - A verdadeira história, de que eu o havia enganado com o truque da ''Galinha dos Ovos Filosofais'', era muito mais difícil de se acreditar. - Eu fiz tudo para sustentar meu vício em drogas. Por mais que eu deteste roubar os outros, por mais que eu sempre tenha sido um garoto honesto... - Minha voz embargaria novamente. Mas seria eu segurando o riso. - Já é tarde demais, tios! Para mim e para o meu primo! Não tenho mais outra opção senão roubá-los para sustentar meu vício em drogas! Elas são as verdadeiras vilãs dessa história!

Bem, todas as famílias nobres se conhecem. Ou estão a no máximo uma outra família nobre de distância, pois não existem muitos nobres por aí. Geralmente, elas tem medos muito parecidos, como que os seus filhos se percam para as drogas ou que os civis se insurjam contra eles. Por isso, todas costumam se tratar bem, como maneira de assegurar o seu poder de casta, apenas se envolvendo em brigas umas com as outras se extremamente necessário para assegurar coisas do mais alto valor, como os próprios banquetes e a própria reputação mesquinha. Por isso, os estaria chamando de ''tios'' para me aproveitar disso. - Eu só quero roubá-los! Não quero machucar ninguém!

Olharia Sir Murdoch diretamente nos olhos. Daria uma sugestão de sorriso com o meu olhar para ele, demonstrando a grande piada de que se tratava aquela minha atuação, para que apenas ele a visse. Se o Rei e a Rainha acreditassem em mim por um segundo sequer, seria muito engraçado. Mas restaria firme na minha atuação.

- Bem, já é tarde. Vamos terminar logo com isso. - Começaria a andar, rumo ao combate. - Homens! Não se envolvam! Eu irei derrotar todos eles sozinho. Não deixem ninguém sair da sala! - Apesar de o ódio de Sir Murdoch ser o suficiente para me assegurar de que não haveria como eles me traírem e irem para o lado dele, não confiava em ladrões, pelo que julgava menos problemático fazer tudo sozinho. Além disso, o que eu faria a seguir seria um show tremendo, para divulgar para os sete ventos a lenda do Arquimago Vermelho, então era melhor que assistissem.

Atacaria apenas o adversário que estava na ponta do triângulo, concentrando os meus golpes nele.

Se eu usasse toda a minha força, talvez fosse capaz de esmagar a sua armadura.

Me poria en garde, com a mão esquerda segurando o sabre apontado na direção do inimigo e a mão direita acima da cabeça, a palma desta segunda aberta como a cauda de um escorpião. O pé direito, posicionado atrás de mim, estaria apoiado apenas na ponta dos dedos, com o calcanhar levantado, enquanto que o esquerdo estaria à frente, bem posicionado no chão.

Caminharia em direção ao adversário na minha frente sem perder de vista aqueles ao redor. Essa era uma grande desvantagem da posição triangular: todos estariam no meu campo de visão.

Observaria bem seu corpo e seus movimentos. Se ele me atacasse primeiro, seria o cenário ideal para mim, graças à defesa que em breve explicarei. Mas duvidava bastante que este fosse o caso.

Com toda a minha velocidade, impulsionaria meu corpo para a frente com a ponta dos dedos do pé de trás, ao mesmo tempo em que esticaria a perna da frente, visando alcançar um longo passo, diminuindo ainda mais minha distância entre ele. Neste mesmo movimento, já estaria acelerando meu florete, após ter trazido seu cabo para o lado da minha cintura e então o empurrado com toda a força novamente.

Miraria a parte do estômago da armadura do meu adversário, afim de afundar o ferro com tamanha força que o faria sentir o impacto indireto de minha arma e talvez até o pondo sem ar. Então, repetiria o mesmo movimento, tentando acertá-lo mais duas vezes no mesmo lugar, concentrando meus golpes para acabar com ele primeiro.

Se, todavia, ele ou algum dos outros guardas me atacasse, não deixaria de estar concentrado em acertar os três golpes no adversário na minha frente.

Uma vez que eles estavam no meu campo de visão, não moveria meu corpo para defendê-lo deles, apenas moveria rapidamente a minha visão, a fim de estar sempre acompanhando-os, gravando seu ritmo com minha Noção Exata do Tempo para saber o momento certo de parar de olhá-los para observar outro guarda.

Assim que suas armas estivessem se aproximando do meu corpo, rapidamente faria algo de inusitado: Faria espinhos brotarem da minha roupa do local em que estivessem atacando, de maneira que os espinhos se movessem com a força que usaria nos meus floretes. Faria dois espinhos brotarem no local do ataque, cruzando suas pontas, de maneira a apará-lo. Então, ainda rapidamente, faria um terceiro espinho surgir, acertando a arma inimiga em um ponto de tal maneira que o desarmaria, usando minhas habilidades de malabarista para forçá-la em um ângulo de tal maneira que ela seria arremessada longe.

Após isso, faria os espinhos voltarem rapidamente para o meu corpo. De preferência, tão rápidos que não poderiam ser vistos surgindo nem desaparecendo, apenas dando um efeito de que uma barreira mágica havia me protegido.

Se estivesse com a espada livre, ainda tentaria adicionar um movimento com a mesma, de maneira a varrer a arma do inimigo para ainda mais longe com meu sabre, intensificando o desarme contra eles.

Se o oponente à minha frente ou qualquer um daqueles próximos a ele me atacassem, faria essa estratégia de defesa, com os espinhos podendo vir de qualquer lugar do meu corpo para me defender e desarmar o inimigo, o que me permitiria me concentrar apenas naquele á minha frente. A repetiria quantas vezes fosse necessário.

Me moveria sempre de forma a mantê-los no meu campo de visão, utilizando minha acrobacia para adaptar as posições de formar improváveis.

Se, todavia, estivesse recebendo ataques corpo-a-corpo, veria de onde eles estariam vindo, fazendo vários espinhos finos surgirem dali para formar um escudo que faria o próprio oponente se destruir. Não usaria tal estratégia se o membro atacante estivesse coberto por armadura, repetindo a defesa para caso eles estivessem armados, se fosse o caso.

Se eu vencesse aquele combate, eu me tornaria um dos maiores ladrões do mundo! Apenas mais um pouco e eu poderia finalmente realizar meu sonho de nunca mais trabalhar, bem como o meu segundo maior sonho, de destruir Grayden por ele ter ousado nascer sendo o filho que meu pai sempre quis que eu fosse enquanto eu sou um completo degenerado!



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Wolfgang
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Wolfgang
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Ter Nov 22, 2022 3:42 pm
Brina Britta - 4

- O QUE É ISSO?!? - Os baques chegavam aos ouvidos de Brina, que por sua vez tirava conclusões imediatamente. Quando olhara por cima da murada havia visto somente a multidão comemorando a chegada de um sujeito loiro, não havia nada grande o suficiente para causar dano ao portão.
“O que está causando essa barulheira toda? Não vi nenhum aríete do lado de fora, menos ainda um gigante capaz de socar a ponte… e se… o homem loiro for um licantropo?!? Ah, mas é de manhã, será que ele se transformou em alguma coisa? O PORTÃO ESTÁ EM PERIGO? Eu preciso voltar!”


No entanto, já havia chegado longe demais para retornar. Seus companheiros estavam enfrentando adversários que não pareciam fracos, e notava que se tratavam de guardas ou cavaleiros daquele castelo. A curandeira mal havia tempo para questionar algo, pois três guerreiros partiam para cima dela e do escritor.

- Uau! - Brina se admirava com a garra de Flamesburg, e vê-lo em ação projetando suas chamas faziam com que seus olhos brilhassem. “Um celestial flamejante! O Arquimago já falou sobre eles algumas vezes, mas esqueci o nome… tinha algo a ver com a Lua, ou era com o Sol?” - ISSO É INCRÍVEL! … ei! Ei! Você vai enfrentar OS TRÊS?!? Eu vou te ajudar, a gente precisa derrotar eles logo… o portão pode cair a qualquer momento. VERDADE, TEM ISSO! O PORTÃO VAI CAIR A QUALQUER MOMENTO! Vamos acabar com isso o mais rápido possível!

A pequena não escolheria seu alvo a princípio, deixaria que fosse escolhida. Independente de qual a atacasse, ela correria em sua direção e seguraria verticalmente seu cajado com as duas mãos no intuito de usar um ataque nunca dado antes. Assim que estivesse próximo o suficiente, bateria a ponta do bastão com toda sua força no pé do inimigo, deixando-o confuso e possivelmente se curvando, o que permitiria um segundo golpe vertical de baixo para cima no centro do queixo, como sempre usando sua altura como uma vantagem nesses cenários.

Desviaria com saltos laterais, por conta da quantidade de oponentes, ganhar espaço era essencial para analisar os próximos passos. Evitaria o contato com a arma dos seus ofensores, com pequenos pulos para trás em caso de ataques laterais, e para os lados quando parecesse mais conveniente desviar de algo mais direto.

Se dois viessem em sua direção, repetiria a mesma estratégia do golpe no pé, mas assim que desferisse o ataque no queixo, logo em seguida seguraria seu cajado como um aríete e golpearia o estômago do outro agressor, para reduzir seu tempo de reação e possivelmente deixá-lo vulnerável por alguns segundos, o que permitiria um segundo ataque horizontal visando a têmpora. Brina desejava nocautear os seus inimigos o mais rápido possível.

- Aquela mulher ali que você pegou tentou matar nosso amigo Onimauro, vocês o encontraram?!? Aliás, onde está o Douglas? Alguma coisa gigante está golpeando o portão e a gente precisa ir logo, é possível que esteja acontecendo uma revolução do lado de fora e vão invadir o castelo e botar fogo em tudo! A gente vai ter problemas se confundirem a Rainha Nina com o Rei ou a Rainha desse lugar!


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Shiro
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Shiro
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qua Nov 23, 2022 11:04 pm
NINA SPADES - 04




Estrondos e salvas chegaram aos ouvidos da Rainha. Nina franziu o rosto enquanto olhava brevemente para a ponte. - Que barulheira é essa, hein? - Comentou em voz alta, intrigada, pois pelo o que Brina havia dito e pela situação em que uma das torres se encontrava, ela tinha jurado que nenhum problema viria daquela direção tão cedo.

Entretanto, ela não teve muito tempo para se preocupar com aquilo. Quando ouviu Erna anunciar o ataque, percebeu que os capangas tentavam impedir Brina de chegar na mulher-vaca, e assim compreendeu qual era a intenção daquela movimentação. - Então vai ser dois contra um? Que feio… - Fez um beiço e balançou a cabeça, desaprovando aquele ato de covardia com um tôm sardônico.

Erna continuava intensa, partindo na direção da Rainha sem pestanejar. Mas a mente de Nina estava focada em outro lugar. - Sinceramente… - Suspirou, virando seu corpo na direção da mulher.

A Rainha não ficaria parada. Pelo contrário, daria um pulo na direção de Erna, tentando pousar em cima do ombro da mulher. - …Eu vou cuidar de você depois, mocreia! - Gritaria para ela, colocando todo seu peso nos ombros da cavaleira, querendo ver a mulher dobrar as pernas para aguentá-la.

Ao mesmo tempo, os olhos de Nina buscariam por Grayden. Era nele que a cabeça de Nina estava focada. Quando o encontrasse, ela sorriria um sorriso malvado, como uma loba que acabara de encontrar sua presa. O homem estava sem seu escudo e ferido. Seria mais inteligente finalizá-lo e só depois iniciar o combate com a mulher-vaca. Portanto, a Rainha aproveitaria o pouso que fez em cima da cavaleira para dar impulso a um outro pulo, nessa vez tentando cair em cima de Grayden.

Só que diferente do pouso em Erna, Nina não tentaria parar em cima do homem. Assim que estivesse ‘sobrevoando’ ele, a Rainha iniciaria uma série de chutes ainda no ar, tentando pisoteá-lo com as solas de sua bota. Os golpes seriam dados no rosto, ombros, peitoral. Continuaria até que o seu corpo não aguentasse mais a gravidade e pedisse para repousar.

Quando isso acontecesse, a Rainha se afastaria com um breve pulo para trás, flexionando bem as pernas para absorver o impacto e pousar no chão em um deslize.

Se o homem ainda estivesse de pé, ela não pararia. Como um touro, ela correria até ele, a cabeça apontada para frente, os pés avançando com o máximo de intesidade para que a aproximação fosse breve. - Morre logo, peste! - Berraria no momento em que sua cabeça acertasse a região do estômago do homem, liberando toda a energia da corrida.

Desta vez, como seus ataques exigiam bastante movimentação, ela se limitaria a esquivar no caso em que fosse golpeada. Pularia para um dos lados, impulsionando-se na ponta do pé e afastaria o corpo o suficiente para que não fosse acertada.

Para completar, durante toda a movimentação a Rainha daria uma boa olhada em sua volta. Tentaria identificar onde estava o kanabô em relação à ela e se haviam casas ou outros obstáculos naturais próximos que pudessem servir de plataforma ao combate. Daria uma boa olhada em Erna, nos três capangas e nos seus dois súditos. -Que preguiça, eu quero sair logo daqui! - Resmungaria em algum momento, demonstrando a sua impaciência com aquela batalha. Essa visão panorâmica que ela buscaria ter do campo seria para planejar seus próximos movimentos e acabar de uma vez com aqueles soldados persistentes.

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qui Nov 24, 2022 10:22 pm

A batalha na entrada do castelo permanecia intensa, com cada vez mais e mais súditos da família Lochlann chegando e se jogando sem medo contra aquele pequeno bando pirata, que estava a cada momento mais cansado e ferido.

Os três mais novos aventureiros avançavam contra Agni e Brina, que aceitavam seu desafio. O celestial já partia com tudo, girando em pleno ar e atingindo ambos com sua lâmina. Os dois guerreiros permaneciam em pé, apesar de feridos, e atacavam o loiro. O lanceiro foi o primeiro, usando o longo alcance de sua arma em sua vantagem. Agni, no entanto, já meio que esperava por aquilo e puxava o cabo para si, golpeando seu oponente e derrubando-o.

O espadachim veio logo em seguida, desferindo um corte duplo em forma de 'X'. Pulando alto, o celestial não apenas evitou o golpe, como ainda revidou com a sua própria lâmina. O espadachim bloqueou o golpe com ambas as espadas acima da cabeça, mas deixou seu rosto aberto para uma potente joelhada, que o levou ao chão.

Ali pertinho, Brina avançou contra o lutador, que já avançava com uma joelhada. A pequena esquivou indo para o lado e atingiu o pé de apoio do homem com seu bastão, fazendo-o pular de um pé só. O lutador conseguiu desviar do golpe em seu queixo curvando o corpo para trás, mas não conseguiu evitar o golpe no estômago e o seguinte na têmpora, que o derrubou.

Era como se, com a luz da manhã, os piratas se sentissem com hack mais leves, até mesmo invencíveis! Aliás, sua Rainha estava ali, não poderiam perder!

Por falar em rainha, Nina permanecia presa naquela batalha feroz contra aqueles dois cavaleiros aventureiros de ouro. Erna veio pela lateral, transformando seu corpo com o poder da akuma de vaca e usando suas potentes pernas bovinas para investir com velocidade e força. Nina saltou por sobre ela, apoiando-se em seu ombro por um momento antes de saltar novamente. A aventureira foi pega de surpresa e passou reto como um touro bravio.

Grayden usava aquele breve momento para puxar seu escudo e se cobriu bem a tempo de se proteger dos chutes. Ainda assim, Nina não sentia a mesma firmeza de antes. No início daquele embate era como se tivesse chutando uma parede de ferro, imóvel a cada ataque. Agora o escudo pendia de um lado para o outro a cada chute, frouxo. Nina caiu atrás do loiro e este começou a se virar, mas com a perna machucada foi muito lento. A cabeça da rainha, com coroa e tudo, atingiu o estômago do escudeiro em cheio, fazendo-o se curvar num 'C' e jogando-o para longe.

Obviamente, Erna não ficou nem um pouco feliz com isso e girou em torno do próprio eixo, indo para cima da pirata com ódio nos olhos. A clava de Nina estava a cerca de um metro à sua esquerda, próxima a fonte destruída que ainda jogava água para cima. Ao redor dela havia apenas o jardim com suas várias rosas já pisoteadas e murchas devido aquele longo embate. Grayden estava a uns cinco metros à sua direita, estirado no chão, mas ainda acordado. Ele tentava se virar e se levantar, mas sem muito sucesso. Erna estava uns 3 metros à frente, já iniciando um ataque circular com sua espada.

* BOOM *

Aquele baque surdo continuava vindo da ponte e, finalmente, ela cedia, descendo de vez e atingindo o solo com um barulho ensurdecedor. A pancada levantava uma forte cortina de poeira, fazendo os guardas lá fora e os fugitivos aqui dentro tossir. A última resistência de Sorbet havia chegado e era questão de segundos até eles adentrarem o pátio.

~ x ~

Mais acima, num aposento bem escondido do castelo, Douglas contava e encenava uma longa mentira para os presentes. Enquanto falava, o pirata notou que não estavam em um quarto propriamente dito, pois não havia quase nada ali além das pessoas. Parecia ser uma espécie de depósito abandonado há pelo menos alguns meses. Talvez fosse algo usado no inverno? Ou em outros momentos esporádicos?

De qualquer forma, o importante é que não havia nada ali de valor, além da realeza, claro, e Douglas provavelmente só havia encontrado aquele lugar graças ao olfato do mink lobo. O General havia tido uma ótima ideia em esconder o rei e rainha naquele quarto esquecido por todos e ele teria conseguido, se não fosse por esses fugitivos enxeridos e esse lobo idiota.

De volta a história, a Rainha foi a única que pareceu sentir alguma empatia pelo pirata. — Douglas, não é? Felícia passou por aqui a alguns dias. — Ela se levantou, dando um passo na direção do larápio, mas o Rei a impediu de continuar colocando sua mão a frente de sua cintura. — Baixe sua arma e vamos conversar. — Tentou, mas o pirata não queria paz.

Com a ordem do ruivo, o grupo recuava um pouco, deixando-o só na vanguarda. Douglas assumiu sua postura de esgrima e o guarda na ponta da formação assumiu uma postura simples, estilo kendo. O avanço dos dois era concomitante, com o guarda real atingindo o pirata uma fração de segundo antes.

O akumado criava dois espinhos, cruzando-os e usando-os como proteção para o ataque inimigo. Apesar dos espinhos protegerem do pior e evitarem que seu ombro fosse cortado, o impacto do golpe ainda era forte o suficiente para fazer suas pernas tremerem. O terceiro espinho atingia a espada inutilmente, sem conseguir desarmar o guarda.

Ao mesmo tempo, Douglas acertava o centro do peitoral com sua lâmina. O primeiro toque foi bem leve, devido ao golpe que recebeu, mas o segundo e terceiro foram potentes o suficiente para amassar o metal e arremessar o oponente contra a parede. A Rainha dava mais um gritinho, assustada, mas os guardas restantes apenas se aproximavam um pouco mais, bloqueando e protegendo aqueles mais atrás como uma parede viva de metal, aparentemente indiferentes à queda do seu companheiro.

Nina Spades:

Sir Douglas Whitefang:

Brina Britta:

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sex Nov 25, 2022 7:55 am
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 05




O QUÊ? FELICIA ESTAVA ALI FAZIA POUCOS DIAS?

Eu deveria imaginar, uma vez que Erna me confundiu com ela. Todavia, na minha cabeça elas não deveriam ter se visto por meses ou anos. Não nada muito recente.

De maneira vergonhosa, piscaria quatro vezes seguida com muita velocidade, demonstrando para qualquer um mais perspicaz naquela sala o ponto fraco que era a minha relação com a minha família, esperando que ninguém fosse capaz de notar aquilo. Logo após, voltaria a interpretar, fingindo que não me importava e mergulhando na luta, apesar dos apelos da Rainha, que parecia tão boa quanto a sua fama apontava que era.

Todavia, um crápula como eu nunca poderia ser parado pela bondade de ninguém, pelo que eu dava uma bela de uma surra no guarda logo à minha frente. - Esse é um sabre muito bom, Nina. - A elogiaria em um sussurro, encarando a lâmina A Vergonha de Adam.

Ao pensar no nome da minha arma, lembrar do meu pai e por consequência da minha família, pensaria na minha última luta contra Felicia. E em como eu estava muito mais forte e motivado para lutar hoje em dia. Será que ela se orgulharia da minha esgrima agora? Apertaria os olhos com força. Aquele tipo de pergunta não fazia o menor sentido.

Além disso, os guardas na linha de frente costumavam ser os mais fracos. Embora talvez Onimaru achasse descolado seu mestre ter derrotado um guarda real tão facilmente, o verdadeiro problema seriam os dois logo atrás: aquela muralha de ferro que se formava entre mim e meu sonho de nunca mais trabalhar.

Aquele desafio realmente seria mais difícil, mas eu tinha uma tremenda vantagem. Principalmente considerando o efeito surpresa de tê-los encurralado naquela sala apertada tendo de defender o rei e a rainha: os dois, ainda que poderosos, não passavam de escudos humanos. E por isso não poderiam se desviar.

Bem, para ser sincero, eu ainda me lembro algumas regras de xadrez, apenas o básico sobre como mover algumas peças. E, se me lembro bem, aqueles guardas eram como torres, que apenas podiam se mover de maneiras previsíveis, apesar de poderosas, enfrentando um ardiloso cavalo, que poderia atacá-los de qualquer direção.

Primeiramente, daria um rolamento para trás, parando com um dos pés sobre a porta que Onimaru havia derrubado. Então, faria um espinho fino brotar no peito do meu pé, em uma posição diagonal, enfiando-o de leve na madeira, apenas o suficiente para conseguir levantá-la com um movimento de erguer o pé e puxar a perna para trás. Então, enquanto ela estivesse subindo, giraria o corpo e a chutaria, lançando-a deitada na linha horizontal e girando em um eixo vertical, na altura do rosto do guarda da direita.

Como ela era bem resistente, provavelmente daria um tremendo trabalho para ele.

Em seguida, assim que lançasse a porta, de maneira furtiva e me escondendo atrás dela, saltaria para chutá-la mais uma vez, usando minha Noção Exata do Tempo de maneira a calcular quando fazer isso, com fins de acelerar a porta de maneira a quebrar o ritmo de defesa daquele guarda, que a estaria esperando na velocidade em que ela partiu e seria surpreendido por uma aceleração repentina, tendo de se adaptar.

Após este segundo chute, cairia à direita do alvo, de forma que o homem-torre à sua esquerda estivesse impedido de me atacar, já que para isso teria que passar pelo seu aliado, que agora era também meu escudo humano, por estar entre nós dois.

Nesta posição, de uma distância média, esticaria minha perna chutando o ar, fazendo um espinho sair da mesma para acertar a lateral do joelho do adversário ou qualquer outra região do corpo dele em que havia brechas na armadura por questões de mobilidade. O faria de preferência de maneira concomitante à chegada da porta. O objetivo era perfurá-lo ou ao menos desequilibrá-lo com o impacto, voltando o espinho rapidamente.

Tudo, até aquele momento, seria apenas para aumentar minha vantagem nauqele combate de dois contra um, com um lado coberto por armadura e o outro não.

Tendo conseguido ou não criar essa vantagem, me aproximaria En Garde e usaria o sabre de Nina para estocar o inimigo o máximo de vezes que conseguisse, dando ataques consecutivos com a ponta da arma e fazendo espinhos brotarem rapidamente de diversas posições do meu corpo para estocá-lo junto com eles, indo e voltando na mesma velocidade que a arma, para impedi-lo de ter qualquer chance de reagir.

Caso ele tentasse me atacar de qualquer maneira, buscaria fazer espinhos surgirem do meu corpo para acertar seus dois braços enquanto eles ainda estivessem se movendo para começar os golpes, como se a luta fosse contra mim e mais dez pessoas atacando com diversos floretes de diversas posições, com a vantagem de que eu não estaria limitado à ergonomia dos músculos para acertá-lo, vindo de diversos ângulos imprevisíveis.

Finalizaria com um último ataque mais forte com o sabre, visando empurrar o guarda contra o seu companheiro e os dois na direção da parede. - Vovózinha, se não for me aproveitar da sua boa vontade, gostaria que a senhora, por gentileza, finalizasse o terceiro guarda a tiros. - Então me virando na direção do Rei, da Rainha e do Cavaleiro, já com o sabre apontado e um sorriso no rosto.

- Ei, minha irmã falou algo de mim? Como anda a minha família? - Deixaria escapar sem querer, me amaldiçoando pela curiosidade.




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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sab Nov 26, 2022 9:09 am
AGNI FLAMESBURG! — 5


Sinceramente? Não imaginei que  toda essa estripulia fosse dar certo. A lâmina fatiava e assim que pousei dei cabo dos dois. Sinceramente, novamente, foi mais fácil do que pensei.

Depois de conectar a joelhada voadora, virei e vi Brina botando o lutador pra tirar cochilo. A rata impressionanava, mas a capitã era de embasbacar à todos. Pulava para cá, para lá, batia pesado e fazia parecer fácil. Lutar era tão natural que eu só conseguia me perguntar o que ela viveu antes dali.

Erna surpreendeu quando demonstrou estranho poder de virar vaca, foi superada pela rainha, viu-se passar no vão enquanto Grayden virava saco de pancada; 1-0 pro reino de Spadinha. Enquanto a Nina-Sem-Terra surrava o cavaleiro, eu veria a mulher vaca dando meia volta contra a chefinha.

Abaixaria e tomaria a lança das mãos do guerreiro desmaiado. Não posso deixar que machuque a capitã! A lança não era pra espetar, cortar e nem nada: correria atrás da vaca e, valendo-me da haste longa, saltaria e bateria em seus calcanhares com o cabo para que tropeçasse; enfiaria entre as pernas dela e jogaria prum lado, prático, nada muito complexo.

Ansiava fortalecer a empreitada da líder ao talhar a defesa da vaca; se bem-sucedido, de punho erguido, bravejaria:

— Churrasco de Erna na Zarolha hoje, capitã! KEIMAKEIMAKEIMAKEIMA! — antes a morte do que outra peleja empreitada contra minions sem nome: era hora de ir "prascabeça".

Sem delonga, perfiz a vista até o paladino e o percebi desmilinguido, mas não assolado tal e qual deveria. Guerreiros do calibre do moço, movidos por seus códigos malucos de honra e lealdade, tendem a lutar até o fim. Não cri ao vê-lo querer erguer e por isso piruetaria pousando acima do escudo com ambos pés.

— Parece que tudo que um mártir quer é uma boa espada pra se jogar em cima — zombaria, malgrado o admirasse a perseverança. Se abarcasse em Sorbet doutra escuna senão Zarolha talvez o tivesse por ídolo ou mestre; ruim pra ele não ser o caso, pois o pisotearia no cocuruto até que findasse a consciência, evadindo-me dele com saltos e chutes nos braços.
...

O vigoroso predomínio do bando - leia da Nina - desfaleceu num estrondo que soprou o véu de poeira e caos. Exprimia os olhos pra ver quem vinha lá da ponte que tanto lutei para evitar a queda.

— Vão catar coquinho, seus paspalhões! — vituperei animoso. O estoque aparentemente inesgotável de capangas desolaria os de mente fraca. Eu? Só pensava nas mercearias abarrotadas de bolinho de mandioca pra encher o bucho de tanto milico. Contaria e, a depender do resultado, decidiria entre: eita, ferrou e, na pior das hipóteses, esbravejaria o meu melhor "hoje a jiripoca vai piar".

A torre em chamas pouco ardia se comparada ao fulgor da minha alma. A profecia sardinha do Onimaru será crônica de rodapé de jornal antes do pôr-do-sol.  Reteria o escudo do moribundo Grayden (na falta dele seria uma pedra, bloco, placa de madeira ou objeto semelhante) e o prostraria inclinado sobre a fonte d'água, angulando o jato para chover contra os invasores que invadiam nossa invasão. Feito isso, pretendia que se enlameasse o chão e os impedisse de correr até nós; piscaria à Brina em busca de aprovação do meu ato. Chão escorregadio. Tem algo mais brilhante? Pensei. Hasteei o polegar e sorri pra ratazana.


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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sab Nov 26, 2022 9:39 pm
NINA SPADES - 05




- WAHAHAHA! Acho que exagerei um pouco na força… - Comentou com o indicador direito no lábio, ao mesmo tempo em que olhava com o nariz empinado para Grayden que estava caído que nem um mulambo. Ela estava brincando com o homem. Nunca ligou para exageros, ainda mais em batalha.

Seu olho encontrou o kanabô, Erna, as flores pisoteadas… Aquele ambiente caótico formou-se em sua mente e seu cérebro começou a entrar no processo de decisão. As centenas de cálculos implícitos que nossa mente faz antes de qualquer ação zuniam na caixola de Nina, zuniam ao ponto dela sentir até mesmo um calor na região da cabeça. - Já sei! - Sorriu, ao mesmo tempo em que Erna avançava com sua espada. Sua decisão havia sido tomada.

Impulsionaria seu corpo para a esquerda em um pulo na direção de sua arma. Assim que pousasse no chão, dobraria os joelhos e abaixaria o braço direito para agarrar o kanabô e então continuaria a se movimentar naquela mesma direção, correndo. Levando em conta que no ‘ponto zero’ Erna e Grayden estavam a sua frente, após pegar a arma eles provavelmente estaria levemente à sua direita.

E contando com isso, Nina correria o máximo que conseguisse para a sua própria frente. Quando chegasse no primeiro obstáculo - seja uma parede, muro, casa, poste - a monarca pularia em cima dele, pousando seus pés na superfície lateral do mesmo para então dar mais um pulo, tentando cair outra vez sobre Grayden. Toda aquela movimentação diagonal poderia ser o suficiente para Nina despistar Erna e impedir que a desgraçada defendesse o homem.

Então no ar, caíndo mais uma vez como um meteoro sobre o homem, Nina puxaria sua clava acima de sua cabeça. - AAAAAAAAAAAAAAA! - Gritaria durante todo o trajeto, como se isto lhe trouxesse força. Ademais, se visse Agni estivesse importunando o homem, a Rainha gritaria. - AGNI, SAI DA FRENTE SEU IDIOTA!

E assim que estivesse prestes a pousar, a Monarca puxaria a clava para frente, enterrando-a no peito do homem junto de toda a força acumulada da queda. - Se isso não derrotou ele… - Ela se irritava só de pensar naquela possibilidade.

*BOOM*

O som despertaria a Monarca. Seu olho seria puxado pela fonte, o portão, e lá ela veria toda aquela poeira levantada. A ponte havia caído. - Tsc, merda! - Daria uma bicuda na perna da pessoa que estivesse mais próxima, seja ela aliada ou inimigo. Se mais soldados entrassem ali, estariam encurralados.

- Ei, Brina, Agni, mudança de planos… - Diria com um sorriso leve no rosto, como se tivesse pensado em algo bem sacana. - Vamos nos reencontrar com Douglas... Vamos acabar logo com isso, bora pro castelo! É só lidar com esses lixos enquanto a gente corre, duvído que eles consigam nos parar…

E então olharia para Erna. - Ei, vaquinha, por que você não vem me pegar, hein? - Puxaria a palpebra do olho com o dedo, ao mesmo tempo em que mostraria a língua.

Feito isso, correria muito! Passo atrás de passo ela iria até a direção do castelo, tentando entrar nele de qualquer jeito. Se fossem ficar encurralados, que ficassem juntos e também próximos da família real. - Não existe só o príncipe, se colocarmos a mão no Rei ou na Rainha nós ganhamos na mesma hora! Shishishi! - Cochicharia e daria uma risadainha baixa para que só ela ouvisse.

Se fosse atacada por qualquer pessoa, Nina tentaria se defender esquivando com um pulo para frente na diagonal, sem parar de avançar em nenhum momento. Mas mesmo se com Agni e Brina dando-lhe cobertura Erna conseguisse atacá-la, Nina tentaria desviar com o mesmo pulo. Porém, ao perceber que somente aquilo não seria o suficiente, ela colocaria o kanabô na frente do ataque para bloquear o ataque.

Para completar, Nina tentaria pular por cima de qualquer obstáculo que aparecesse em sua frente. - Espero que os dois também consigam pular… WAHAHAHA! - Era engraçado para ela pensar em uma situação em que seus companheiros não conseguiriam pular tão alto e dariam de cara com uma parede. Entretanto, ela ainda se preocupava com eles. Portanto, se eles não conseguissem segui-la no pulo, ela pararia o avanço e voltaria até os dois jovens. - Vamos pro castelo juntos! - Diria aos dois ao mesmo tempo em que tentaria bolar uma forma de continuar avançando.

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Seg Nov 28, 2022 7:21 pm
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A dupla não enfrentava dificuldades para derrubar o trio de agressores, não pareciam passar de meros capangas, ou talvez o Reino de Spadia que realmente esbanjava cada vez mais força. Nina seguia animada com a ideia de lutar e parecia concentrar dois grandes adversários contra ela. “Mas… o … que..” - É.. ISSO?!? - pela primeira vez, a pequena se dava conta da presença do enorme animal-humano, ou humano-animal, no meio da loucura. Fazia muito tempo que não se deparava com algo verdadeiramente assustador ou grotesco, fossem os fasmídeos invisíveis ou os guardas demoníacos supostamente invocados da encruzilhada, o mamífero gigante estava de fato na sua frente. - UM MINOTAURO? Não… tem tetas, É UMA MINOVACA!?? Isso é absurdamente raro, nasce do cruzamento de um minotauro com uma vaca, quais as chances de eles terem isso aqui??? Quer dizer então que em algum lugar do castelo há um criadouro de minobovinos?

*BOOM*


O portão finalmente cedia. O estrondo e a poeira levantada, seguida dos sons de inimigos avançando deixavam claro o perigo que se encontravam, mas para Brina era ainda pior: - ELES CRIARAM UM EXÉRCITO DE MINOTAUROS E ESTÃO INVADINDO O PRÓPRIO CASTELO!!! CORRAM!!! - só podia ser isso, aquele reino havia dominado a arte de criar, e talvez até mesmo domesticar, criaturas místicas e milenares como minotauros e minovacas, a besta enfrentando Nina não deixava restar dúvidas.

Felizmente, a ordem da própria Rainha era a de correr na direção contrária da ponte e reencontrar Douglas, conforme a própria roedora já se adiantava a se locomover o mais rápido possível sem olhar para trás, tendo a convicção de que estavam sendo perseguidos por um exército de monstro híbridos. - AQUELE LOIRO! DEVE SER UM MINOVACO!!!

Durante o trajeto, a curandeira usaria seu cajado apenas para nocautear o mais rápido possível qualquer um que se colocasse em seu caminho, agitando-o com força horizontalmente para golpear a cabeça de guardas, criaturas ou aventureiros que ousassem a impedir de seguir em frente. Para garantir que não seria atingida, rolaria para frente se a atacassem diretamente, e saltaria para o lado oposto para desviar de um possível ataque.

Atentaria-se a obstáculos, saltando-os o mais alto que conseguisse para não tropeçar em nada, e seguiria correndo com seus companheiros para onde Nina os guiassem. - CUIDADO!!! - apontaria desesperadamente na direção caso algo fosse lançado sobre eles, para se certificar que ninguém ficasse para trás.

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Douglas dava vida a mais um plano mirabolante, criando um espinho em seu pé e arremessando a porta sobre os guardas, dando um segundo chute para aumentar a potência do inusitado projétil. — Protejam o Rei! — Bradava o general e os dois guardas aguentavam o golpe de frente, fazendo o possível para bloquearem aquilo com suas espadas.

Enquanto isso, o ruivo avançava pelo flanco e atacava um deles, pegando-o de guarda baixa e golpeando-o diversas vezes, por fim arremessando ambos os guardas para a lateral enquanto a porta caía novamente. A vovó atirou quase que de imediato, atingindo o guarda preso abaixo do corpo de seu colega. Agora restavam apenas três.

O Rei e o Sir. davam um passo à frente, ambos com as espadas erguidas. — Pirata desgraçado, eu vou arrancar sua c… — A voz do general se perdia quando a espada do rei caía aos pés do arquimago. — Apenas não machuque a minha mulher. Ou meu filho. — A Rainha começava a chorar, se abraçando ao marido pelas costas, enquanto o general olhava de um para o outro, boquiaberto. — Mas meu Rei…Você sabe que perdemos, Murdoch. Abaixe sua arma. — O velho resistia por um momento, mas finalmente obedecia e também jogava sua espada aos pés do ruivo.

Vocês venceram. — Apesar da derrota, o Rei ainda tinha um ar de nobreza ao seu redor. Até mesmo a Rainha chorona mais atrás o tinha. Enquanto que o Sir Murdoch fuzilava o pirata com os olhos. — Faça o que quiser comigo, apenas peço que tenha piedade e pare de machucar os nossos guardas e a nossa população. — Os fugitivos e o mink lobo comemoravam mais atrás, animados com o fim daquele embate. Mas foi um baque surdo que mais chamou a atenção de Douglas, porque, ao olhar para trás, viu Onimaru inerte no chão.

~ x ~

De volta a fonte, Erna atacava a caolha com um golpe horizontal de sua espada. A Rainha saltou para a lateral, dando um rolamento e correndo até sua clava, finalmente recuperando-a. Nina permaneceu correndo, em direção ao prédio dos empregados e, claro, Erna correu atrás dela.

Durante a perseguição, Agni veio pelo flanco e enfiou uma lança entre as pernas da akumada. A madeira se quebrou como um palito de dentes quando foi pressionada em ambas direções pelas potentes pernas da aventureira. — Sai, pivete! — Sem dó, a morena atingia o estômago do loiro com seu casco, jogando-o para longe e sem ar. Agni passava girando pela pequena roedora, que só conseguia pensar em Minovacas e Minovacos.

Nina alcançava aquela construção lateral e subia pelas paredes, segurando-se no telhado e usando sua força anormal para se lançar como um foguete na direção de Grayden e por sobre Erna, que percebia o que a pirata planejava e saltava para cima. No entanto, a caolha era mais rápida e passava além do alcance da akumada, que gritava em frustração.

Enquanto isso, Agni se locomovia na direção de Grayden, que havia se virado e estava de quatro, tentando se levantar. A sua capitã ainda dava um grito de alerta, mas o loiro parecia alheio à isso. Nina atingiu Grayden nas costas com o seu kanabo, afundando-o no chão e jogando o celestial no chão, mas sem ferí-lo. O escudeiro finalmente sucumbia aos ferimentos e ao cansaço, menos um inimigo para o Reino de Spadia.

"Mudança de plano", avisava Nina conforme a ponte era abaixada com estrondo. Mas mal ela começava a explicar seu plano quando o trio era atingido em simultâneo pela aventureira de ouro. — Sonic Hōn hikō! — Erna avançou numa velocidade anormal tendo Nina como foco, mas parou abruptamente a poucos centímetros dela. Uma fração de segundo depois uma forte onda de ar os atingiu, jogando-os para trás.

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Ei, ei, acorda! — A mulher suplicava, girando o loiro e puxando sua cabeça para o seu colo, dando leves tapas em seu rosto. — Ele estava caído! — Gritou para Nina, furiosa, mas voltou a atenção para o loiro, sacudindo-o gentilmente. — Ei, eu estou aqui. Eu estou aqui. — Falava baixinho, tentando acordá-lo.

A poeira que foi levantada com a queda da ponte começava a se dissipar e um número relativamente grande de guardas e aventureiros correram para dentro do pátio, dando gritos de guerra. Os fugitivos recuaram para a torre intocada pelo fogo, tentando manter a liberdade recém adquirida. Dentre os invasores havia um homem que caminhava entre eles calmamente, como se estivesse numa caminhada tranquila no parque. Brina o reconhecia como o bêbado de antes.

Os piratas — Nina, Agni e Brina — recuavam para a entrada do castelo, vários metros à frente dos oponentes na ponte. A fumaça que viram antes se transformou num grande incêndio. Logo na entrada, viam a porta mais adiante mergulhada em chamas que subiam até o teto, enegrecendo-o. O átrio estava com bastante fumaça, dificultando a respiração de todos, principalmente a da pequena mink, de olfato aguçado. A esquerda havia um corredor, a direita havia um corredor e um porta que levava a escadas para o nível inferior. Também havia as portas da entrada do átrio que poderiam ser fechadas, se assim quisessem, mas essa ação prenderia a fumaça ali e seria ainda mais difícil de respirar.

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Rá! Bem quando eu estava começando a ficar cansado e a minha preguiça em combater finalmente alcançava o meu orgulho em estar derrotando guardas reais o Rei finalmente se rendia! Hm. Só porque eu já ia começar a apresentar os termos para ele!

Vocês devem estar se perguntando: por que um vagabundo como Douglas permaneceu lutando durante tanto tempo, se dando o tremendo trabalho de derrotar guardas reais, apesar de parecer ser fácil, quando poderia simplesmente ter aceitado os termos para conversar com a Rainha?

Bem, em primeiro lugar é importante dizer que apenas eu tenho mérito o suficiente para me autoproclamar como vagabundo, por isso peço respeito. Em segundo lugar, ressalto a primeira regra da lábia: nunca tente negociar com alguém que te quer morto sem demonstrar que essa pessoa não pode matá-lo. E, maldição, Sir Murdoch realmente me queria morto.

Por isso, para que eu pudesse ter qualquer conversa contra ele, primeiramente seria necessário tirar todas as suas peças. No fim, tendo apenas o Rei a Rainha e a si mesmo em disposição, teria de finalmente entender que aquilo não era um jogo, mas vidas humanas. E que, diferentemente do que podia fazer com os soldados, o Rei e a Rainha não poderiam ser sacrificados.

Antes que eu precisasse sequer dizer aquilo o Rei chegava a essa conclusão, o que facilitava bastante o meu trabalho.

Eu havia conseguido. Havia derrotado todo um Reino. Nunca mais precisaria trabalhar. E estava lutando como nunca. Está vendo só, Onimaru? Talvez eu realmente valha a pena como um Mestre. Está vendo só, Onimaru? Até onde o seu mestre chegou?

Onimaru?

A pergunta vinha na minha cabeça antes de eu olhar para trás, vendo o corpo do meu aluno caindo.

Antes que pudesse pensar, cambaleava em sua direção, as púpilas arregaladas, de maneira absolutamente anti estratégica. Me aproximava do meu aprendiz, tocando nele para medir seu estado corporal, sem saber muito o que fazer pois havia faltado boa parte das minhas aulas de anatomia e primeiros socorros, amaldiçoando a minha preguiça em uma rara ocasião.

Piscaria, cansado. Estava a madrugada inteira fazendo aquilo. Havia tomado pelo menos duas surras. O assalto começava a fazer menos sentido, com aquela névoa angustiada sobrepujando o Arquimago Vermelho, aquela grande mentira.

Não havia formas de usar a minha conversa mole para evitar aquilo. Precisaria de Brina. Ou de qualquer um mais responsável do que um traste como eu.

Era idiota revelar para os meus adversários que a queda daquele maldito garoto tritão me afetava. Meu lado racional e cabeça fria me gritava aquilo. Mas pouco me importava. - Onimaru, estamos quase lá. Eu te ordeno que aguente mais um pouco. - Diria com a voz embargando, tentando mentir para que o garoto desse um jeito de se manter vivo. - Se você não resistir terei que te obrigar a voltar para a faixa branca. Estou falando sério. - A voz embargaria um pouco mais. Lágrimas que não eram de crocodilo em muito tempo começariam a se acumular nas íris preguiçosas. Por que eu tinha de ter tantas ideias estúpidas? Por que não só ser um príncipe normal e me manter no palácio em um casamento perfeito com Jamona? - Vovózinha, pode olhá-lo um pouco?

Levantaria-me de maneira completamente anti-estratégica e burra. - Eu não vou mentir. Esse garoto é muito importante para mim. Talvez mais do que o príncipe é pra vocês. - Retesaria o rosto ao máximo para me manter sério, tentando inutilmente disfaçar a precupação e a vontade de chorar. Apesar de estar fazendo de maneira que apenas me deixava em desvantagem, o que eu precisava fazer não havia mudado. O resto do meu bando me amava. Brina me via como um mentiroso, mas gostava de mim apesar disso. Nina gostava de mim justamente por eu ser um crápula mas ter alguma criatividade. Mas Onimaru era diferente. - Ele é a primeira pessoa que me fez acreditar que eu poderia ser mais do que um traste. Algo próximo do que minha família sempre sonhou. Não posso me dar ao luxo de perdê-lo. - Revelaria, ainda de maneira estúpida e atrapalhando o que eu realmente precisava, que viria a seguir: - Vamos terminar logo com isso. Estes são os meus termos: - Começaria. - O primeiro é que Murdoch seja algemado e tenha a boca amarrada. Então, quero levar ele e o senhor, Vossa Majestade, como refém até o porto, para garantir a segurança do meu bando. O terceiro e último termo é que levemos dez carroças cheias de tesouro conosco. Não é nada que vocês não possam recuperar com um ano de impostos, sem que ninguém saia ferido, nem da sua parte nem da nossa. O que me diz?

Caso houvesse qualquer demora ou na hipótese de Murdoch relichar, teria de responder: - Caso recusem, atearemos fogo à sala de vocês, que não tem janelas. Então, pegaremos quem quer que sobreviva dentre o Rei e a Rainha, enfraquecidos por respirar fumaça, para levarmos como refém, o que dá no mesmo. - Diria uma ameaça séria. Não poderia perder tempo.

Caso conseguisse o que queria, pediria que dois prisioneiros algemassem o Rei e Sir Murdoch, por fim conferindo-os. Provavelmente haveriam algemas entre os guardas.

Tinha de ir logo atrás de Brina.



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Wheeler Sheyde
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AGNI FLAMESBURG! — 6


Supus-me o maior dos toureiros ao transpor os cascos com a lança, contudo fui acertado por um deles e, desenganado da vida, voei com a capa vermelha imaginária. Quase rezei para não bater as botas, pensando em quão vergonhoso seria contar ao carpinteiro cabeludo no além que uma vaca me abotoou o paletó.

Ainda assim, ser arremessado pela leiteira era constrangedor, mas manejar a queda retendo o ar com as asas tornou-a menos vergonhosa. Meio zonzo pelo coice ter aparentemente expelido meu estômago pelo lombo, acometi em face do escudeiro só para quase ser achatado pelo kanabö da capitã. De bunda no chão, batia a poeira da roupa enquanto me levantava:

— Mas que grande porcar… — antes que me levantasse, em fase preparatória para o faniquito juvenil, fui outra vez compelido aos céus por um golpe-ventania-lendário-do-tapa-de-vaca.

— AHHHHHH, MEUS SANTOS COQUINHOS! NÃO CONSIGO NEM FICAR EM PÉ! — protestei.

Os males vinham em bando, aparentemente. Dito isso, a poeira suscitou, para firmar a tese, aos mal-amados capachos da realeza: guardas, aventureiros e outros paus mandados dessa estirpe. As boas narrativas de herói que li me diziam para ficar e lutar, porém os últimos trinta segundos de combate discordavam fervorosamente dessa sugestão projetada por ancoragem romântica.

Com a predisposição juvenil para más decisões declinando meu juízo de valor pra preferir o combate, fui salvo por Nina pensando em nós. Correr, certo! Pensei enquanto assenti. Não demorou até que CORRER para DENTRO do CASTELO EM CHAMAS parecesse uma ideia tão ruim ou pior do que cravar os pés na terra e repelir os invasores da nossa invasão.

— Venham, amigos prisioneiros! É hora de buscarmos o nosso tesouro! — chamaria-os, pois eram meus parceiros de cela. Sabe como é, coisa de quem puxa cadeia. Não há confiança maior do que no cara que estava no sistema junto contigo. E, pra mais, se eles fossem mais lento que eu e o bando automaticamente se tornariam ótimas barreiras de carne entre nós e os perseguidores.

Respirar no seio do hall converteria a corrida numa maratona por conta da fumaça. Fitei as alternativas depressa. Sabia que descer nos arrastaria ao intestino labiríntico de pedra que era o calabouço. Na pior das hipóteses, não teríamos como saber quando o o castelo desabaria e, se desabasse, jamais sairíamos vivos.

Pensei em fechar a porta da entrada, mas não pude acreditar que empecilharia os homens que tombaram a ponte. Era hora de escolher por onde correr. Nenhum lado parecia bom.

Na dúvida, se os dois lados são ruins, escolha a esquerda. Ouvi isso de alguém tempos atrás. Rumando para o caminho decidido, sacolejaria as asas para afastar a fumaça. Pararia se visse piorar ou não surtir efeito. Correria galgando obstáculos e interpondo os que visse possíveis; atearia fogo em quadros, tapetes e cortinas que posteriormente seriam arremessadas para atrasar ou tropeçar nos infelizes.

— PERNAS PRA QUE TE QUEEEEEEROOOOO! — Cada pisada da fuga emanava chamas, bem como os braços em movimento. A emoção da aventura me enchia o coração de alegria. Mal via a hora de chegar na Zarolha e anotar os detalhes da aventura.

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