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O Bando da Rainha Caolha Qui 28 Abr 2022, 14:05
O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.
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Re: O Bando da Rainha Caolha Dom 01 Maio 2022, 14:50
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 01




Ultimamente, os meus cálculos estavam péssimos.

Acredito que o meu primeiro cálculo errado ocorreu quando eu resolvi fugir do trono para viver em paz. Talvez minhas irmãs me dessem muito menos trabalho em suas tentativas de me matar se não fosse por isso.

Então, meu outro grande erro foi achar que me afastar de Nina e Brina, para não ter de lidar com a forma como elas me faziam ser uma pessoa melhor, me traria menos trabalho. Apenas para ficar vulnerável e ferido numa floresta desconhecida.

Por fim, minha péssima matemática me havia feito ME ENTREGAR DE PROPÓSITO PARA UM BANDO DE CAÇADORES DE RECOMPENSA NO MEIO DA FLORESTA ACREDITANDO QUE ELES IRIAM ME CARREGAR E EU TERIA DE ANDAR MENOS QUANDO FUGISSE DELES!

E, após uma série de tentativas quase bem sucedidas de fugir... Bom... Me deixe desenvolver um pouco essa parte antes.

Como um grande fã de planos de fugas e de caminhos fáceis, admitido, tive ideias incríveis para escapar, considerando estar ferido, pelado, desarmado e em menor número. Entretanto, também sou um grande fã de não trabalhar. E, por isso, ter tido cerca de dez planos que quase conseguiram me fazer fugir, ainda segundo minhas contas, é cerca de dez vezes pior do que não ter tido plano nenhum e apenas ter sido levado diretamente. JÁ QUE EU SERIA LEVADO DE QUALQUER FORMA.

E, bem, voltando ao assunto, após diversas tentativas quase bem sucedidas de fugir, me encontro agora preso dentro de uma gaiola, dentro do meu próprio navio. Nesse momento, estou até mesmo em dúvida se sou um gênio ou um louco, pois já perdi completamente minha noção do que são bons planos. Maldição! Eu acabei de jogar chá em um prego acreditando que isso enfraqueceria a gaiola de madeira no qual ele estava fixado! E meu último biscoito, que talvez viesse a ser a minha última refeição, acabou de ser usado como uma estratégia insana de inutilizar a fechadura para obrigar uma das caçadoras a arrombá-la na minha frente, para que eu pudesse aprender como fazer também! APENAS PARA ESSA CAÇADORA MUDAR DE TURNO COM OUTRA!

Por fora, é claro, enquanto assisto a líder dos caçadores, dona desse turno de me vigiar, se aproximar, eu aparento estar calmo e tranquilo, no meu canto da gaiola, lidando com os meus fracassos. - Foda-se. Vou mijar. - Meus olhos estariam pesados, dado o meu cansaço. Minha preguiça estava cerca de dez vezes pior. E, bem, aquela era a minha única ideia pra começo de conversa.

Me aproveitaria do chá que havia bebido horas antes, e começaria a mijar no mesmo prego em que eu havia lançado o segundo chá. Usaria minha visão boa no escuro para mirar bem, e interpretaria para fazer aquilo parecer uma espécie de injúria. Minha ideia, é claro, era umedecer a madeira mal acabada por dentro, tentando fazer o líquido expandir-se por entre as fibras de madeira sem revestimento, buscando enfraquecê-la ainda mais.

Entretanto, logo após isso, me deitaria no chão e dormiria. - Eu espero que você fique bastante cansada no seu turno de vigia. Quanto a mim, espero que saiba que eu posso ou não estar dormindo e descansando, e que eu posso ou não estar esperando uma chance de escapar de você, caso ache que estou dormindo... - Meus cálculos estavam realmente péssimos. Eu estaria completamente desesperado. Ou será que ainda era um gênio? Droga. Eu só queria descansar.

Ao menos, Brina e Nina estavam seguras graças à minha fuga. Se eu pudesse cansar aquela caçadora um pouco, apenas para dar uma vantagem de leve para elas, com o meu último esforço... Bem. Talvez o meu maior erro de cálculo tenha sido achar que fugir delas seria o melhor caminho.

Daria um sorriso de tristeza. Eu queria o meu bando de volta.

- Pergunte à Ronron. Ela me ensinou a atuar. E agora eu vou fingir que estou dormindo! Pode acreditar! - Diria aquela frase para plantar uma dúvida na cabeça dela. Era o máximo que eu poderia fazer para cansá-la. Ao meu modo, estaria lutando bravamente, como o mentiroso que eu era.

Começaria a dormir de verdade, esperando que ela pensasse que eu estava fingindo.

Em breve iria pensar em algo melhor para voltar para o Reino de Nina.

Nos meus sonhos, eu enxergaria a Rainha Nina, e no tapete vermelho que eu faria pra ela.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter 03 Maio 2022, 12:42


"All by myself
Don't wanna be
All by myself
Anymore"

Douglas chegara, enfim, ao fundo do poço. Por estar praticamente nu em frente a uma mulher? Não, isso era fichinha. Talvez por estar preso e sem perspectivas de fuga? Não era bem verdade, o ladino sempre pensava em algo para tentar, por mais improvável de dar certo que fosse. Mas seu único plano no momento consistia em repetir o golpe da urina aplicado há algumas horas. Sua criatividade parecia estar algo limitada.


Diferente de Ronron, Luly era uma pessoa de poucas palavras e que não caía nas provocações proferidas por Douglas. Sua função ali era viajar e assim ela fazia, sentada em frente à gaiola dele observando-o por todo seu turno. Talvez por achar que ele estivesse fingindo, talvez simplesmente por seu espírito e temperamento, continuara a vigiá-lo, o que rendeu uma sensação de estar sendo observado em seus sonhos, o que prejudicava um pouco seu descanso.


Longe dali, Nina e Brina também dormiam enquanto se recuperavam do dia cansativo, mas isso Douglas não poderia saber. Entretanto rondava o navio alguém que sabia disso. Onimaru aguardava por uma brecha e ela aparecia quando, enfim, o turno de Luly chegava ao fim. Indo para dentro para chamar Roberto, o tritão aproveitava para jogar uma fruta com um pedaço de papel na direção de Douglas. Apesar de não entrar na jaula, batia na grade e gerava barulho o suficiente para acordá-lo de um sono superficial e inquieto. No bilhete estava escrito "Vou encontrar ajuda, não deixe que saiam daí". Já a fruta parecia uma carambola, embora sua superfície fosse mais rugosa e irregular.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter 03 Maio 2022, 14:00
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 02




Nada adiantaria para manipular Luly. E eu estava tão acabado que nem mesmo tentaria.

Além disso, apesar da sensação constante de estar sendo observado por ela, a minha preguiça falava mais alto. Eu apenas dormia.

Estranhamente, mesmo frustrado e revoltado, com os meus inúmeros planos falhos, foi durante os meus sonhos que eu enxerguei qual seria o próximo grande movimento do bando.

Sonhei com o Reino de Sorbet, que eu havia visitado na infância. Com um enorme golpe, que faria Nina ser reconhecida como Rainha. Com um argumento para fazer com que aqueles caçadores comessem na minha mão novamente e, principalmente, com um enorme tapete vermelho para o nosso bando.

Mas eu não vou contar nada disso pra vocês agora.

Acordava com um tritão que eu não conhecia batendo na grade da minha jaula e dizendo que ia buscar ajuda. Uma fruta e um recado.

Bem, eu não conseguiria explicar pra vocês ao certo, mas o grau de improbabilidade daquela situação me irritou acima do normal.

Nada estava mais fazendo sentido. Eu tinha ótimos planos que não funcionavam, havia gastado o meu biscoito na fechadura e estava com muita fome, e, mesmo abrindo mão da minha dignidade a cada dez segundos e sacrificando a minha honra escassa para escapar, a ajuda caía dos céus.

Franziria o cenho. Arregalaria os olhos. Encararia em todas as direções, confuso. Um tritão? Do nada? Me ajudando? Algo estava de errado com o universo. Eu ainda deveria estar sonhando. Pousei meus dedos nas minhas têmporas, em desespero. Comecei a rir como um louco. Depois de tudo aquilo eu iria ser salvo? Eu não precisava ter feito nada daquilo?

Encarava a fruta. Eu deveria comê-la? Eu não deveria comê-la? Será que eu tentaria comê-la e ela escorregaria da minha mão, e então eu lutaria por horas para saboreá-la sem conseguir, apenas para alguém colocar ela na minha boca no final? Será que fazer qualquer coisa valia a pena?

Deitaria no chão, entrando em parafuso. Fecharia os olhos, desistindo. - Certo. Já chega. Se eu pensar mais eu vou acabar morrendo. Agora eu vou agir exatamente como a Nina.

Aquele era o meu limite absoluto. Comeria a fruta, colocando-a inteira na minha boca, por puro instinto, e então começaria.

Empurraria a grade para todos os lados. Pularia nela e me apoiaria no teto, para quebrá-la com meu peso. Chutaria, arrastaria, chacoalharia. Usaria toda a minha força em alguns pontos que eu julgasse frágeis.

Chega de planos. Chega de tramóias. Eu iria enlouquecer até fazer aquilo dar certo. Pensar não fazia mais sentido.

Caso conseguisse escapar, usaria minhas habilidades acrobáticas para subir no mastro. Me manteria longe dos caçadores, evitando ataques de longe ou de perto.

- MWAHAHAHAHA!!! NADA MAIS FAZ SENTIDO, ROBERTO!!! NADA MAIS!! - Apesar de eu ser normalmente calmo e comedido, deixaria meu lado bestial escapar. Eu não aguentava mais.



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Última edição por Oni em Ter 03 Maio 2022, 14:03, editado 1 vez(es)

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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter 03 Maio 2022, 14:00
NINA SPADES - 01



Estava a caminho do seu navio. A rainha andava ao lado de sua companheira com passos acelerados, inquieta por querer consertar sua embarcação para poder sair daquela ilha o quanto antes. - Brina, você acha que já está na hora de irmos para a Grand Line? - Disse com um dos dedos no queixo, olhando para cima com uma feição pensativa.

Se a ratinha dissesse que não sabia o que era a Grand Line, Nina arregalaria os olhos para então franzi-los, surpresa. - Você não sabe? Bem, meu pai falou que é um mar onde a carreira de um pirata começa de verdade. É um lugar meio maluco, sabe? Tem ilhas doidas, uns animais esquisitos e até pessoas com poderes mágicos que nem o seu. Deve ser divertido, você não acha? Wahahaha! - Gargalharia com os olhos fechados, animada só de pensar na aventura que a esperava.

- Mas pensando bem, acho que seria melhor eu criar umas armas para a gente antes. Eu enjoei dessa clava, além disso eu tive uma ideia bem legal para uma arma… - Fecharia os punhos na frente do peitoral, sorrindo com os dentes à mostra. - Mas não vou te contar agora, quero que você veja com seus próprios olhos, Brina-chan. - Faria uma pausa, olhando para Marimaru. - Ei, Rechonchudo-san, você não me respondeu se poderia me dar uma lasca daquela árvore grandona que vocês tem no meio da ilha. Algo do tamanho que dê para fazer um cabo. Vamos, não seja mão de vaca, só um pedacinho.

Continuaria a caminhada até sua escuna. - Aff, ainda temos que achar o idiota do Douglas. Onde será que esse idiota se meteu? - Estaria com um beiço, irritada pelo atraso que o desaparecimento de Douglas significava para a sua jornada.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui 05 Maio 2022, 12:28
Brina Britta - 1

Alegremente, a pequena caminhava ao lado de sua parceira após uma ótima noite de sono e uma série de novos aprendizados. No entanto, nem tudo estava perfeito, apesar de Nina ter recuperado a sua preciosa coroa, Brina Britta seguia despida de seu característico chapéu pontudo de bruxa, furtado em algum momento durante o sumiço de Douglas Whitefang.

“Douglas… por onde anda?!?” - novamente, seu amigo voltava a sua mente, cujo desaparecimento ainda era um mistério, e um tritão surgira no dia anterior também procurando pelo ruivo. Não era a primeira vez que o espadachim era rodeado de segredos.

- Grand Line? Ahhh! A GRAND LINE! É CLARO! Kishishishi… já ouvi muitas histórias sobre esse lugar, parece imenso, perigoso, assustador, incrível e… mágico! Se encontramos tantas criaturas e situações envolvendo magia por aqui, imagina o que não encontraríamos por lá? Aposto que tem ilhas inimagináveis! Eu já li tantas histórias incríveis a respeito da Grand Line! Ela já é grandiosa no nome, não é? Kishishishi! Como será que chegamos lá? - olhava em volta, como se a solução estivesse bem ali. - Huh? Armas? Tem razão, se lá é tão perigoso como dizem, precisamos estar preparadas! Ainda bem que encontrei esse montão de ervas, olha aqui! Olha aqui! - e com cuidado, mostrava orgulhosamente sua nova caixa, abrindo-a para revelar a quantidade de ervas e ingredientes. - Assim que tiver um tempo, eu vou fazer uma porção de remédios, emplastros, unguentos e poções para a gente, você vai ver! Se sua arma é essa clava… a minha é essa!

Mais uma vez, Douglas era mencionado. Nina estava visivelmente irritada com a ausência de quem até o momento havia exercido a função de navegador na Zarolha, que por sua vez, provavelmente estava à deriva em algum lugar pela costa da ilha, o que deixava a curandeira preocupada em dobro. Até pouco tempo, havia marinheiros, mercenários e até princesas no encalço deles, dificilmente o esgrimista sairia ileso sozinho, e menos ainda ignorariam uma embarcação vazia no meio de todo o caos instaurado no dia anterior.

- Espero que aquele danado esteja bem! - anunciava, buscando replicar o beiço e a irritação de sua amiga, embora a preocupação fosse maior. - Eu vou tentar rastrear ele, meus sentidos são muito bons, sabe? Eu ainda lembro o cheiro dele, quer dizer, mais ou menos… mas posso tentar identificar seus rastros!

Com alguns pequenos saltos, Brina se colocava a frente e passava a aguçar seus sentidos. Somaria suas habilidades naturais com seu conhecimento em rastreio, e portanto com isso buscaria se manter atenta ao caminho que estavam traçando. A prioridade no momento era alcançar Zarolha, e isso poderia ser mais fácil do que encontrar uma agulha vermelha no palheiro, mas não deixaria de achar pistas, detalhes e rastros que poderiam denunciar a localização ou situação de Douglas. “Agulha vermelha…” - Kishishishi! - ria sozinha.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex 06 Maio 2022, 09:29


"Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky, oh my, baby I'm trying"

Enquanto Douglas tentava entender o porquê de um tritão estar ali e porque recebera uma fruta estranha para comer, Nina e Brina faziam seus planos para encontrar Zarolha, sem saber que, coincidentemente, assim o fariam para encontrar o príncipe também. Nina pedia novamente por respostas sobre sua clava, o que fazia Marimaru dizer: — Nossa fé não permite que façamos lascas na Grande Mãe! Mas se você encontrar algum pedaço caído no chão, pode pegar à vontade!


Douglas, após colocar a estranha fruta na boca, sentia um gosto horrível e que lhe deixava sedento. Parecia que comera uma carambola imersa por minutos em água do mar; o que, agora que parava para pensar, bem poderia ser. Deixando isso de lado e tentando escapar, Douglas parecia um verdadeiro macaco enlouquecido. Fazia de tudo para quebrar na força bruta a jaula, que chegava até a dar a sensação de estar envergando em alguns momentos, mas resistia bravamente até que, por fim, o homem cansava, deitando-se de costas para o chão.


Nina, agora dividida entre procurar pela lasca da madeira ou ir atrás da escuna, possuía duas opções, e ambas pareciam atraentes para a jovem ambiciosa. Já Brina, por sua vez, começava a usar seus sentidos e seus conhecimentos para tentar rastrear Douglas. E após alguns minutos focando-se ao máximo, conseguia sentir um leve cheiro que poderia muito bem ser do ladino, mas ainda não dava para ter certeza. Se demorasse para prosseguir, provavelmente perderia a pista. O que a dupla faria?


Após fracassar em suas tentativas e deitar-se, ouviu Roberto falar: — Eu sou um bom construtor! Esse tipo de ação não vai adiantar! O grandão dava uma leve risada, vendo o cansaço de seu oponente superar, por fim, sua vontade de fugir. Douglas caía em um longo sono profundo. Como as coisas se dariam a partir de agora?
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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex 06 Maio 2022, 13:44
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 03




Depois de algum tempo, o meu acesso de loucura começou a perder o sentido, conforme me percebi ficando cada vez mais racional sobre o quão ridículo eu estava. Minhas mãos, que vorazmente chacoalhavam as grades, começaram a desacelerar. Minha respiração ficou cada vez mais ofegante, até que eu franzi o cenho, suspirei e encarei o céu.

Eu não servia para perder completamente o controle e agir como um brutamontes estúpido e inconsequente em uma tempestade burra de selvageria sem sentido.

Essa era a Nina.

E era por ela ser burra e caótica que eu precisava dela. Para tirar o máximo de vantagem que eu pudesse da bagunça, sem me expor ou me cansar. Eu sei que, falando assim, não soa como uma verdadeira amizade. Bem, foi por isso que eu fugi.

Roberto elogiava a própria construção. Ele realmente tinha uma auto-estima muito baixa. - Sim, Roberto. E eu sou ótimo em ficar preso. - Respiraria fundo novamente. Eu era mais poderoso quando estava calmo. Precisava reencontrar meu eixo. Mantinha-me deitado e descansando.

Foram os erros de Roberto que quase me permitiram quase fugir da última vez. Eu precisava me aproveitar do seu turno como guarda. Talvez fosse a minha melhor chance.

Mas, bem... Pensando melhor sobre o assunto, nesse momento de mais calma, a melhor coisa que havia me acontecido em toda essa história, apesar de aleatória, era o aparecimento daquele estranho tritão. Em sua carta, ele havia me dito para não deixar que ninguém saísse do barco. Se eu fosse fugir, talvez eu devesse dar um jeito de mantê-los por ali, o que era um tanto contraditório.

Bom, talvez eu devesse mesmo desistir de fugir. Mantê-los presos à mim seria bem mais fácil.

Respiraria fundo mais uma vez. Levantaria-me.

De costas para Roberto, usando minha furtividade, pegaria a mensagem deixada pelo meu ajudante improvável e rasgaria-a usando toda a minha destreza, tirando apenas uma parte dela. Comeria essa parte para apagar qualquer evidência. O que sobraria no papel seriam as palavras ''Vou encontrar ajuda''.

E então, da forma mais barulhenta que eu pudesse, começaria a dobrar esse papel, atuando como se quisesse escondê-lo.

Contra o vento marítimo, e atuando como se eu estivesse tentando esconder aquilo, abusaria novamente da minha destreza para simular estar tentando pegar o papel no ar, com ele escapando de minhas mãos. Faria isso para tentar capturar a atenção de Roberto, usando toda a minha concentração para não deixar a folha fugir. Por fim, quando ele estivesse por perto e talvez em dúvidas do que aquela folha fazia à minha mão, eu a agarraria com toda a minha força, saltando para a frente e caindo no chão, deixando meu braço para fora da grade, segurando o recorte, como se eu o tivesse pegado nos últimos segundos. - Isso! - Fingiria sussurrar me levantando, mas mantendo o braço do lado de fora.

A minha ideia era que Roberto pegasse o papel para lê-lo.

Bom, na minha cabeça, haveriam duas possibilidades caso ele pegasse a folha: A primeira, seria imaginar que, como eu havia recebido a mensagem de alguém dizendo que iria trazer ajuda, que eles nem mesmo precisariam sair do barco para resgatar minhas companheiras. Apenas se preparar para o ataque. Essa hipótese era arriscada, pois eles poderiam realmente criar uma boa forma de prender as duas. Mas eu acreditava em Nina e Brina. E as duas estariam preparadas, já que o tritão provavelmente iria informá-las. Já que, bem, eu fiquei famoso de verdade após me juntar a elas.

A segunda possibilidade, e que eu acredito ser complementar à primeira, seria que ele ficasse inseguro demais de tomar a decisão sozinho e fosse chamar Luly. Isso me garantiria mais algum tempo com eles presos ao barco.

De qualquer forma, para intensificar ainda mais as coisas, eu voltaria a atuar.

Pegaria a manta que havia recebido para dormir. Amarraria-a bem ao teto da jaula, deixando a parte de baixo bem curta. Então, faria um nó com a outra ponta. Colocaria meu pescoço dentro dele.

- Você está certo, Roberto. Eu não vou conseguir destruir a sua grade. Você aprisionou meu espírito pra sempre. Não faz mais sentido. - Olharia-o nos olhos, usando o máximo da minha capacidade de me manter calmo para não gargalhar, enquanto interpretaria uma expressão desolado de alguém sem esperança.

Bem, grande parte daquilo não seria bem atuação. Ele realmente havia me vencido com aquela maldita prisão bem feita.

Tiraria os pés do chão e deixaria que a corda começasse a me enforcar.

Minha morte mexeria com o dinheiro dos caçadores, o que obrigaria Roberto a tomar uma decisão urgente, nem que fosse chamar as companheiras ou abrir a grade, que seria a única forma de impedir que eu morresse.

Além disso, se me lembrava bem, o caçador era o mais sensível do grupo. Será que ele me deixaria me matar daquela maneira?

Bem, é claro que eu apostaria tudo nessa coisa de morte. Com minha habilidade de calcular o tempo com exatidão e meu poder de me manter calmo em qualquer situação, deixaria que meu corpo chegasse o mais próximo possível da asfixia, para, nesse momento, usar minhas habilidades acrobáticas para levar o pescoço para trás, me pendurando à corda pela nuca, de maneira que me libertasse do enforcamento de uma maneira difícil de se notar. Aquela não era uma execução da Marinha, e eu não estaria de mãos presas. Ora, na verdade, eu até mesmo poderia colocar meu pé no chão ou nas grades em momentos extremos.

Mas não era aquilo que eu queria. Minha ideia era realmente usar minha atuação e minha acrobacia para parecer não estar respirando e aparentar estar morto ou morrendo.

Caso alguém realmente abrisse a grade, ou se alguém chegasse perto o suficiente para tanto e não conseguisse, eu tentaria roubar a primeira coisa que eu julgasse ser útil para a minha fuga.

Se Ronron tentasse usar sua lança para partir a corda, eu visaria agarrar a arma dela e roubá-la de sua mão.

Se em algum momento o caos me permitisse isso, tentaria roubar a polchete de Roberto da forma que eu tivesse disponível.

De qualquer forma, a parte realmente importante do meu plano era que eles lessem a mensagem e se perguntasse como eu havia adquirido aquele papel, se aquilo era ou não um blefe meu, mantendo-os ao barco, conforme pedido pelo tritão, o máximo de tempo possível.

Naquele momento, eu apenas estaria esperando que aquela carambola salgada não fosse a minha última refeição.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex 06 Maio 2022, 18:17
Brina Britta - 2

De repente, Brina impedia sua caminhada com um freio e erguia sua cabeça. *Func* *Func* Seu focinho tremia suavemente a cada fungada, e remexia em sua memória a familiaridade com aquele ligeiro aroma. - Sinto cheiro de… pilantra? - a ratinha nunca esteve tão concentrada em sua vida, pois temia perder os rastros dos resquícios daquele odor.

Puxaria a barra da calça de Nina, para que ela tivesse sua atenção, sem tirar os olhos da direção de onde identificara o cheiro e apontaria para o local. - Ali! Rainha Nina! Estou sentindo um cheiro familiar… não sei se é Douglas, mas poderia ser! OU UM DOPPELGÄNGER!!! Ah, mas eles não replicam aromas… então pode ser que seja o próprio, ou algo que ele tenha deixado pra trás… ou… PRECISAMOS SER RÁPIDAS! - usava um tom de urgência, dado a fraqueza daquele cheiro que poderia se dissipar rapidamente, e dificultar na busca. - Sei que precisamos alcançar Zarolha… mas acho que poderíamos mudar um pouco o trajeto. O que acha, Rainha Nina?

Aguardaria pela ordem de sua capitã, enquanto buscaria não se desconcentrar e perder a única pista que tinham. Caso sua sugestão fosse aceita, correria na direção de onde acreditava estar o rastro de Douglas, não deixando de apurar seus outros sentidos para não correr direto para algum perigo.

- Não é uma boa ideia profanar uma árvore sagrada, Rainha Nina! A última vez que eu ouvi falar sobre isso… a pessoa virou um gnomo cabrobote! - alertava, em algum momento, ao ouvir seu plano de arrancar uma lasca da chamada Grande Mãe.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex 06 Maio 2022, 19:38
NINA SPADES - 02



Quando Marimaru disse que não poderia cortar um pedaço da árvore para dar para Nina, a rainha preparou-se para reclamar, porém o comportamento de Brina fez com que ela se segurasse. A monarca observava sua companheira fungar o ar e dizer que sentia o cheiro de um pilantra. - Douglas! - Sorriu, batendo o punho direito fechado contra a mão esquerda aberta.

A Princesa-Bruxa entrava em modo de alerta, sugerindo à Nina que fossem atrás do Douglas antes irem até à Zarolha. - Ah, vamos lá. Só aquele idiota sabe mexer na Zarolha, não é como se fossemos conseguir sair da ilha sem ele mesmo… - Disse isso com os olhos meio caídos, tentando passar um ar de enfado. Entretanto, sua prontidão em mudar a trajetória para reencontrar o Príncipe Perdido só demonstrava o quanto ela se importava com seu companheiro.

- Rechonchudo, vamos mudar um pouquinho a rota! - Anunciaria, sem nem mesmo querer ouvir a objeção do homem caso houvesse alguma. Começaria então a andar no encalço da ratinha, olhando com os olhos cerrados ao seu redor, tentando encontrar qualquer sinal do seu companheiro no meio daquela selva. Quando ouvisse o alerta de Brina sobre pegar um pedaço de madeira sagrada, Nina daria um pulo para o lado, franzindo as sobrancelhas e arregalando os olhos. - Sério? Então deixa isso pra lá. Imagina só se eu virasse um gnomo! WAHAHAHA! Você ia seguir uma rainha assim? - Inclinaria seu corpo para baixo e cutucaria a mink com seu ombro, sorrindo.

Chegando na fonte do cheiro sentido por Brina, a rainha sacaria sua clava, pousando-a sobre seu ombro. - Vermelho, seu jumento, onde você estava esse tempo todo? Hein? Você está atrasando a minha vida, aparece logo seu desgraçado! - Gritaria, cerrando os dentes de raiva.

Entretanto, caso ele não fosse encontrado nesse lugar, Nina soltaria um suspiro. - Pelo jeito você sentiu o cheiro de outro pilantra. Merda, cadê esse burro? - Daria meia volta. - Bem, vamos pra Zarolha então, depois resolvemos isso. - E retornaria para o caminho que estava fazendo antes, indo até seu barco.

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Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex 06 Maio 2022, 22:06
AGNI FLAMESBURG! — 01



Há várias coisas que eu sei sobre os aventureiros que apenas alguns outros poucos grandes historiadores sabem, mas existe um conceito geral entre nossa classe: todo bom protagonista tem uma espada.

— É claro, é isso! Eu preciso de uma espada das boas. — Diria em tom assertivo, socando o punho cerrado contra a palma da mão esquerda. Uma boa lâmina era o que eu precisava para tornar as coisas mais fáceis. Coisas no plural, porque essa belezinha facilitaria minha vida em tudo. A espada é a quintessência das aventuras porque ela serve para qualquer coisa, desde fatiar os caras malvados até simplesmente te deixar mais estiloso.

Não que eu seja um espadachim. Nunca toquei numa espada, para ser bem sincero. Bom, "nunca toquei" é uma inverdade. Já toquei sim. Devo ter tomado umas duas coronhadas com o punho de uma rapieira antes de ser jogado na cela de escravos do primeiro navio em que estive. Lembrar disso me faria coçar a moleira onde os galos das pancadas estiveram.

Quem gosta de um bom conto sabe que os ferreiros não poupam criatividade na hora de forjar a arma favorita dos escritores e tipo de espada é o que mais tem. Eu não poderia escolher o modelo da arma com que defenderia minha vida sem utilizar da razão, então fiz o que qualquer um faria: decidi com base na minha roupa do dia. Ora, se eu visto um quimono, como poderia empunhar um florete? Nenhum idiota leria uma história dessas.

Se bem que, parando pra pensar, comprar também não seria emocionante! Legal mesmo seria ganhar de um grande mestre, arrancar do cadáver de um poderoso guerreiro ou mesmo esculpir a presa duma fera sanguinária! Isso é que dá uma crônica interessante. Desculpem-me os ferreiros, mas que tipo de idiota compra a própria espada? Não tem graça nenhuma.

— Está decidido! — A primeira etapa estava pronta: espada. A arma do aventureiro. Como e quando? Qual? Não sabia. Isso era coisa do escritor lá de cima. Se meus planos estivessem alinhados com o dele, então logo viria a segunda etapa: a chamada para aventura. Os céus mexeriam o pauzinho e uma grande trama surgiria diante dos meus olhos, arremessando-me como grande peça dum tabuleiro que, se fosse parar pra pensar, nem me diz respeito. Pelo o menos é assim nas histórias...
...

O ambiente selvagem de Torino, se assim me cabe dizer, transmitia o clímax ideal para um grande pontapé nesse jornada. Certa vez ouvi de um outro escravo que as florestas se criam quando os passarinhos fazem cocô das sementes nos frutos que comem. Olhando para a majestosa árvore que se erguia soberana no centro da ilha, perguntar-me-ia sobre o tamanho do tchubiruba do tucano que cagou a semente daquela.

Pensar no topo tãããão alto fazia minha mente criativa borbulhar de emoção. Imagine as aventuras que podem ser vividas por lá! Ah se minhas asinhas fossem maiores e mais fortes do que são... eu com certeza alçaria voo até o cume, veloz como um falcão, batendo-as e empurrando a terra para baixo conforme me aproximaria das nuvens. — Um dia, Agni. Um dia. Não seja apressado. — Diria comigo. Desde que meus amigos se foram, criei o estranho hábito de conversar sozinho.

Enquanto elas não cresciam e eu não me tornava uma poderosa ave de rapina, não tinha outra escolha além de caminhar até a árvore. Fazia muito tempo que não ficava em terra firme, por isso tomaria as precauções necessárias para não tropeçar em galhos, vinhas, cascalhos ou no rabo de um tigranossauro de dentes afiados. — Se um deles aparecer, então eu infelizmente terei de acalmá-lo com a ira dos meus punhos flamejantes! — Impeliria enquanto socaria o ar, projetando nada mais do que miseráveis labaredas incandescentes dos nós dos dedos. — É isso que você quer, hein, seu tigranossauro filho da mãe? Uns bons socos de direita, hein? — Antes que me desse conta estaria absorto no mundo da imaginação, discutindo e combatendo meu inimigo imaginário. Num dado momento, erraria um cruzado finalizador e escorregaria em meu próprio eixo, caindo ruidosamente no chão.

— Esses tigranossauros são mesmo uns filhos da mãe do caramba... — capenga, sairia balbuciando.
...

O, er...empate técnico com o tigranossauro traria de volta a razão: eu não estava ali para lutar com tigranossauros. Outra vez em direção da grande árvore, procuraria por algum bom cidadão que me orientasse. Se sua aparência me fosse estranha, gesticularia e falaria tentando me fazer entendível. — OLÁ, MIM SER AGNI, MIM SER GRANDE GUERREIRO! GRANDE GUERREIRO AGNI VIR EM PAZ! — Apontaria para mim ao dizer "Agni" e acentuaria o "grande guerreiro" com uma boa pose de bíceps, exibindo meus braços tão musculosos quanto o de qualquer outro garoto de treze anos.

Se conseguisse encontrar algum e estabelecer conexão, me lembraria de que só tinha planejado até ali. Sem muito o que fazer além disso, pediria ao nativo um pocuo de comida. Na pior das hipóteses, sairia de bucho cheio. — MIM GOSTAR DE MACARRONADA, SASHIMI E BOLINHO DE FRAMBOESA. — Com a explanação, esperaria que ele entendesse que sou um homem que, apesar do paladar refinado, está disposto a saborear uma ampla variedade de pratos, manifestando-me como um "intercambista culinário", alguém disposto a saborear a cultura de cada região.

Observaria, cuidadosamente, cada aspecto de quem eu encontrasse. A verdade é que conviver com gente de todo tipo como escravo, fez-me quase um sociólogo e esse olhar analítico era meio que involuntário, se assim posso me gabar. Estavam armados? Como se vestiam? Carregavam adornos? Tatuagens tribais? Algo que remetesse à religião ou superstições? Como reagiam ao meu rosto bem afeiçoado? Tudo isso era importante para se saber.

Se parecessem agitados ou agressivos, faria com que meus gestos e falas fossem alguns degraus mais brando que o deles, pois assim transmitiria serenidade, mas não me manteria totalmente parado ou lento demais, já que isso me faria parecer ardiloso como uma víbora que prepara o bote. Se, na pior das hipóteses, tudo desse errado e eles continuassem agressivos, então eu prontamente imitaria um macaco: com direito a pulos, "uh, uh, ah ah" e coçadas indiscriminadas nas axilas. Não por tempo indeterminado, é claro, apenas quereria a distração necessária pra fugir em direção ao mar.

Esse era o plano B. O plano A envolvia ser recebido com um banquete com costelinhas de cabra no espeto, jarras de sucos geladinhos e tortas de bacalhau.


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Akuma Nikaido
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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg 09 Maio 2022, 13:45


"When nobody else will come
You'll come to the rescue
To the rescue"

O tempo continuava a passar de modo bastante rápido enquanto Douglas tentava suas manobras. A falsa tentativa de suicídio parecia um excelente jeito de tentar algo, mas Roberto parecia um pouco mais esperto essa manhã. — Ronron me disse para não confiar em nada do que você fala! Mas perdeu seu direito à manta!


O homenzarrão fazia jus a seu porte físico e, com um forte puxão, rasgava a manta em duas, tornando impossível tentar simular um enforcamento. Ainda assim o plano não era uma completa perda de tempo, já que Douglas aproveitava esse momento para por a mão despretensiosamente na pochete de seu captor, retirando um saco dali de dentro, cujo conteúdo não era possível de ser notado naquele instante. Para a sorte do ladino, o pedaço da manta de dentro da jaula caía sobre sua mão, tampando o pequeno roubo.


Roberto, por sua vez, pegava o pedaço de papel que caía da outra mão de Douglas, lendo e gelando. — Ronron! Luly! Acordem! Acho que temos problemas! Gritava, fazendo com que ambas chegassem em menos de três minutos, completamente despertas e armadas. Os três começavam, então, a cochichar, longe de Douglas, dando-lhe uma brecha para ver o conteúdo da sacola, se quisesse. E, se assim o fizesse, repararia ter pego um cacho de uvas bem guardadas. Talvez aquela carambola horrível de fato não precisasse ser sua última refeição.


Independente da sua decisão, após a pequena reunião os três captores decidiam esperar em diferentes pontos do barco, criando um triângulo perfeito de vigília. Nesse momento pareciam não mais se importar com Douglas, confiantes de que estava realmente preso naquela jaula. Uma chuva leve começava a cair, agitando um pouco o mar.


Algumas horas mais à frente, Nina e Brina corriam para a fonte do cheiro sentido pela mink, mas não encontravam Douglas ali. Entretanto, quanto mais perto chegavam, mais certeza Brina tinha. E ver o solo úmido naquele ponto fazia com que indiscutivelmente o cheiro do pilantra fora detectado. Era sua urina! Se aquela pista poderia ter se provado falsa no que se referia a encontrar o homem, ao menos agora a ratinha reforçava o vínculo com o odor do ladino.


E pelo visto ela não era a única a procurar por ele. Onimaru aparecia saindo do rio ali perto, retornando a proximidade com as duas. — ACHEI DOUGLAS! PRESO... BARCO! Falava, arfando, visivelmente cansado. As meninas ainda não sabiam, mas se lhe perguntassem, diria que rodou pela ilha toda atrás dele e, quando finalmente o achou, começou a procurar pelas duas para ajudá-lo a resgatar seu herói. Inclusive, se Brina comentasse algo sobre o chapéu, ele tiraria de sua mochila, dizendo que encontrou jogado no chão na floresta. O item estaria completamente ensopado, já que o tritão estava nadando, mas ao menos estava inteiro.


Paralelamente a nossa história principal, Agni andava rumo à estonteante árvore, viajando em sua imaginação e lutando contra seu próprio moinho de vento. Nosso pequeno Dom Quixote chegava próximo à grandiosa árvore mas não encontrava ninguém por ali. Entretanto seus olhos atentos captavam algumas construções que, de tão bem adaptadas, pareciam projeções da própria árvore. Casas discretas e que, apesar da rusticidade, mostravam-se bem planejadas e executadas por alguém que tivesse bons conhecimentos de engenharia. Iria explorá-las ou procuraria pelas pessoas? Mudaria seus planos? Quando se busca por aventuras, qualquer nova deixa poderia ser o prelúdio para algo incrível.


Histórico:
Douglas:


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Nina:


Agni:


Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg 09 Maio 2022, 15:41
AGNI FLAMESBURG! — 02


Ninguém. Nenhuma alma viva para saudar o grande guerreiro. Agiam como se os tigranossauros fossem derrotados sozinhos. Não que eu esperasse festas E palmas por fazer o que eu faço... só as festas ou as palmas, individualmente, já estariam de ótimo tamanho. Bom, até pensei que pudesse estar sozinho, para ser bem sincero, mas meus olhos me mostraram que não.

Deveriam ser casas. Ou algo do tipo. Eram como proliferações da própria árvore-mãe, ou ao menos era o que minha imaginação fértil concebia. Eram tão perfeitas e bem estruturadas que pareciam ter brotado espontaneamente dos troncos ou raízes da original. Uaaaaaaauuu! Será que isso é um bairro? Perguntar-me-ia, nitidamente curioso e distraído.

Recuperei a postura austera assim que lembrei: guerreiros como euzinho não podem manter a guarda baixa. E se aqueles "cafofos bonitinhos" fossem um quartel-general inimigo? Aquelas estruturas eram muito bem camufladas para serem simplesmente casinhas de aldeões bonzinhos. Pensando nisso, desceria furtivamente minha mão até o cabo de couro curtido de lince das montanhas nevadas da minha katana, aprontando-me para...

— Ah, é! Eu não tenho uma katana! KEIMAKEIMAKEIMAKEIMAKEIMA! — Gargalharia alto, divertindo-me com a presepada. Caso os casebres fossem o lar de soldados inimigos, então eu os enfrentaria com os meus punhos.

Se bem que, se eu parar pra pensar, acho que nem tenho um inimigo ainda... isso é um problema para um guerreiro aventureiro como eu. Bom, há aqueles autores que largam as crônicas no meio e eu certamente não me afeiçoou desses, também não gosto dos que forçam romance entre personagens sem química, os que aceleram as cenas porque estão com pressa para o clímax, aqueles que esquecem de desenvolver os personagens secundários... Mas ora, eu não mataria nenhum desses! Talvez eu lhes desse uns bons sopapos, uns de direita, outros de esquerda, todo o calor fulminante dos meus punhos de escritor apaixonado... Agora, matar? Não.

A conclusão do mérito era, mais do que nunca, simples. Se existissem nativos eles não eram MEUS inimigos e eu não esperava ser inimigo deles. Se decidissem que eu era, então estariam literalmente fritos. E por falar em fritos, se não fossem malvadões, seria de ótimo tom me receberem com iscas de peixe bem fritinhas e empanadas na mostarda, farelo de nozes silvestres das ilhas de Cânhamo, com molho de pimenta agridoce e um suquinho de poupa de goiaba.
...

Com toda a situação analisada e julgada de antemão sob a ótica assertiva e perspicaz da minha mente sapiente, decidi que era hora da aproximação. Encheria os pulmões do ar fresco de Torino e...

— ÔôÔÔôÔôÔ DIICASAAAA! — Bateria as palmas e do atrito delas inconscientemente suscitariam línguas de chamas que se projetavam dentre os vãos dos meus dedos. Me aproximaria com a gritaria e as palmas se não fosse atendido de primeira, insistindo até que um bendito ser de luz decidisse me acolher, passando em frente de cada "edifício" até encontrar um aldeão.

— Sou eu, Agni! O herói do povo, o guerreiro da galera! Cês não tem uns espetinhos de camarão-pistola mal passado aí não? — Se encontrasse alguém e ele não tivesse o espetinho, aceitaria qualquer alimento que não parecesse podre ou feito de carne humana. Na verdade eu correria MUITO se me servissem um espetinho de carne humana.

Caso me perguntassem o que eu estava fazendo ali, ou mesmo cometessem o erro inescusável de me deixar falar atoa, contar-lhes-ia das minhas razões e ambições com os olhos vorazes de uma aranha que pega a mosca na teia.

— Bom, meu caro índio, sou Agni Flamesburg, como já lhe disse. Eu sou um GRANDIOSO colecionador de histórias. — apontaria com o indicador para mim, notadamente orgulhoso — e como se não bastasse, também sou um poderosíssimo guerreiro com os punhos flamejantes! Eu era o mais forte dentre TODO os meus amigos. — Não vi necessidade em contá-los que perdi a memória e por isso só tive três amigos (que fiz dentro de um navio de escravos). Também achei desnecessário comentar que eram todas crianças escravas em estado de inanição e a mais velha dentre elas era pelo o menos dois anos mais nova do que eu. — Eu tô aqui procurando por uma aventura, algo maneiro pra ser vivido e contado. Cês tão sabendo de algo por essas bandas?

A vidinha de um nativo não deveria ser muito legal. Ficaria entediado se me contassem, a título exemplificativo, histórias sobre a sarna que o primo da fulana pegou depois de brincar no matagal ou o dia que ciclaninho perdeu seu carrapato de estimação brincando na lama. Ao contrário, se houvesse relatos sobre algo curioso e que despertasse interesse como piratas, batalhas navais, navios de tesouro, forasteiros estranhos, criaturas marinhas ou tatus-cavapedra, então eu com certeza os ouviria e, se tivesse a sorte de uma boa refeição, partiria em procura dessa aventura depois de encher o bucho. Se não tivesse, então sairia com fome.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg 09 Maio 2022, 16:48
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 05




Um dos meus olhos piscava sem controle, em espasmódicos movimentos de raiva, enquanto eu observava o cacho de uvas: o único resultado do meu plano que envolvia quase me matar.

Agora, chovia e eu sequer tinha uma manta.

Cogitaria durante alguns instantes de que maneira seria possível usar o meu novo prêmio para fugir: Será que eu poderia estender o cacho para cima, esperando que algum pássaro voasse em minha direção? Ou talvez usar as cores do suco de uva para simular sangue, parecer estar morto, torcendo para que abrissem a grade para o meu cadáver?

Meu olho não parava de piscar sem controle. Minha mente maquinadora de planos de fuga estava prestes a pifar.

Apenas comeria as uvas para relaxar enquanto descansava, pensando nos escravos do palácio, que colocavam uvas na minha boca enquanto eu era abanado em roupas quentinhas sentado em um trono confortável. Eu nunca gostei de escravos, apenas de não ter que trabalhar, mas eu realmente poderia usar algumas roupas quentinhas e um trono.

Suspiraria fundo novamente, buscando me ancorar à realidade. Eu ao menos havia conseguido fazer com que eles não saíssem do navio, e agora os três estavam em alerta, sem parecer que iriam se mover, conforme pedido pelo tritão.

Por mais estranho que soasse, não havia nada que eu pudesse fazer senão confiar em minhas companheiras. Já havia passado quase um dia sem elas no barco, então elas poderiam voltar com uma forma de consertar Zarolha a qualquer momento. Eu havia visto como Nina lutava, e Brina também. As duas certamente não seriam derrotadas.

Antes de tudo, eu tentaria empurrar a grade que me prendia, com toda a minha força, já que a chuva poderia fragilizá-la de alguma forma.

Caso eu conseguisse, buscaria me esgueirar e me esconder no barco.

Contudo, conseguindo ou não, assim que eu julgasse ser o momento apropriado, começaria a minha forma de defender a Rainha e a Princesa.

- CUIDADO, RAINHA! ELES ESTÃO ESPERANDO POR VOCÊ! - Repetiria isso cerca de 30 vezes, com diferença de vinte segundos entre cada vez que eu dissesse.

- ATAQUEM O ESCUDEIRO PRIMEIRO, ELE É UM FRACOTE! - Repetiria mais dez vezes, mais para deixar Roberto inseguro e instaurar o caos do que qualquer outra coisa.

- SÃO TRÊS INIMIGOS! UMA LUTADORA, UMA LANCEIRA E UM FRACOTE! ESTÃO EM FORMAÇÃO TRIANGULAR! - Voltaria a berrar.

- POR FAVOR, ME SALVEM! SOCORRO!! ME SALVEM... DOUGLAS FALANDO!! SOCORRO!!! SOCORRO!! CUIDADO, RAINHA! ELES ESTÃO ESPERANDO POR VOCÊ! SÃO TRÊS INIMIGOS, UMA LUTADORA, UMA LANCEIRA E UM FRACOTE! SOCORRO!! SOCORRO!!

Muitos poderiam dizer que eu estaria chorando nesse momento, como um garotinho perdido, ou como um ladino pelado preso em uma jaula de cueca e com frio. Entretanto, na verdade, muitos outros poderiam dizer que eram os pingos da chuva, somados com uma boa atuação. Eu não negaria nem concordaria com nenhuma das afirmações. Contudo, devo confessar, na fala a seguir eu tive um breve momento de emoção.

- ME DESCULPE POR TER SIDO PRESO, RAINHA NINA! ELES QUEREM LEVAR A ZAROLHA! O TEMPO QUE EU PASSEI COM VOCÊS FOI TÃO BOM! ESSE NAVIO É O PRIMEIRO LUGAR EM QUE EU ME SENTI EM CASA.... ME SALVE, RAINHA! ME SALVE... EU.... EU...

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- .... EU NÃO QUERO TRABALHAR!!! - me verteria em lágrimas, voltando a berrar as palavras de segurança para o meu bando. Não pararia mais de berrar as informações de segurança em momento algum. Mesmo que me engasgasse na minha ótima atuação de choro, mesmo que tentassem me impedir, ainda que a chuva estivesse muito fria.

Caso algum dos caçadores viesse me bater, melhor ainda. Estaria quebrando a formação de vigília deles. Aceitaria as pancadas de bom grado. Talvez eu até mesmo merecesse por ter perdido o chapéu sagrado de Brina. O importante é que eu não pararia de gritar.

- EU NÃO QUERO TRABALHAR!!!


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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg 09 Maio 2022, 19:19
NINA SPADES - 03


Enquanto a bruxinha farejava o pilantra, Nina pode ver o tritão de outrora aparecer do nada. - Você de novo, moleque? Está seguindo a gente? - Não tinha muita paciência com ele, pois desde que chegara na ilha o homem-peixe havia se configurado como um personagem intruso na trama que era a vida da Rainha. Entretanto, o que ele disse fez com que Nina ergue-se uma de suas sobrancelhas, estupefata.

- O quê? Você achou o idiota do Douglas? Preso? Barco? Onde ele está, criatura?! - Nina gritaria para ele, irritada com a dificuldade que o ofegante homem-peixe tinha para falar, segurando no colarinho de sua roupa e balançando-o para frente e para trás. - Aquele burro foi preso, era só o que me faltava. Ouviu isso, Brina? E lá vamos nós salvar aquele pamonha… - Suspiraria, soltando o colarinho do tritão. - Vamos lá, peixola, me leva pra onde o Douglas está. Nós vamos soltar ele. - Falaria isso segurando a clava com a mão direita e batendo com ela de leve na mão esquerda aberta.

Seguiria então Onimaru e também Brina, que parecia ter captado o cheiro de Whitefang. No meio do caminho, pensamentos de Douglas amarrado viriam à sua cabeça. - Se ele está preso, alguém prendeu ele… - Falaria isso como se fosse uma gênia, batendo mais uma vez a clava na mão esquerda, dessa vez com um pouco mais de força. Sorriria com a ponta da língua um pouco para fora da boca. - Isso quer dizer que eu vou bater em alguém hoje!

Caso chegasse no lugar onde Douglas estava, sua primeira reação seria a de franzir todo o rosto. - Só me faltava isso, ele está preso na Zarolha! - Olharia rapidamente para Onimaru e olharia para o barco novamente. - O quê que está acontecendo?

Se por acaso ouvisse Douglas gritar a frase “Eu não quero trabalhar!” a Rainha abaixaria a cabeça, colocando a mão sobre o rosto como se tivesse vergonha. - Ele deve ter ficado biruta! Brina, se prepare, nós vamos subir a Zarolha. Rechonchudo-san, espere aqui embaixo. Peixola, fica aqui também, se alguém atacar o Renchonchudo você se joga na frente dele e apanha, entendeu? - Ela realmente não se importava com o tritão.

Colocaria o cabo da clava entre os dentes e escalaria as cordas na lateral do navio. Se jogaria então sobre a amurada e cairia de pé no convés. - Chegamos! - Tiraria a clava da boca com a mão esquerda. - Vermelho, seu idiota! Cadê você? - Gritaria, olhando ao redor para ver se encontrava algo. Se não visse nada, andaria por todo o navio até encontrar algum sinal de vida.

Se no meio do caminho achasse alguém que não conhecia, ela não perderia tempo. Sem falar nada e com o rosto relaxado em uma feição impassível ela se aproximaria da pessoa com passos rápidos e quando chegasse próximo o bastante para golpeá-la ela daria um pulo, erguendo a clava acima da cabeça e descendo-a em um movimento vertical buscando acertar em cheio o cocuruto da pessoa e quem sabe derrotá-la com um só golpe. - Sai da minha frente! - Repetiria esse golpe para cada estranho que encontrasse a bordo da Zarolha.

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