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O Bando da Rainha Caolha Qui Abr 28, 2022 11:05 am
Relembrando a primeira mensagem :

O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

Wolfgang
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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Maio 09, 2022 5:03 pm
Brina Britta - 3

“Eww…” - com uma careta, Brina identificava o forte odor de urina. Ter passado muitos dias em alto-mar com seus companheiros fez com que certos aspectos da convivência lhe tornassem inconfundíveis. “Com certeza… esse cheiro é de Douglas! Tudo indica que ele fez xixi sem parar de andar e foi naquela direção, então a gente…” - KYAHHH! - o tritão surgia do rio, assustando a pequena farejadora que se distraía com as pistas do ruivo. - Ahhh! É você de novo! O que? DOUGLAS? BARCO? - mas antes que pudesse tirar suas dúvidas, Nina aparentemente já decifrara o que Onimaru queria dizer, e se prontificava a fazer o interrogatório.

- Então tudo faz sentido… Douglas estava muito apertado para ir ao banheiro, e não queria fazer xixi aqui no meio da floresta, e então decidiu voltar para a Zarolha e usar o toalete do navio, mas não conseguiu a tempo e acabou fazendo no caminho, coitado… então se seguirmos em direção à costa, a partir daqui, iremos encontrá-lo! E então só vai faltar o meu chapéu… ESPERA AÍ! ESSE É O MEU CHAPÉU?

Esperaria que o sujeito azul retirasse seu apetrecho e o entregasse, mesmo que encharcado de água, colocaria-o imediatamente na cabeça. - ONDE VOCÊ ACHOU??? Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada! Ei, Rainha Nina! Olha só, agora eu estou com meu chapéu de novo!

Seguiria os rastros do esgrimista, atenta a cheiros e sons que a pudessem ajudar. Caso sua audição aguçada detectasse algum grito revelando repulsa por atividades laborais, ficaria muito confusa, mas imediatamente concluiria que se tratava de seu amigo. - SÓ PODE SER ELE!!! Ah, certo, vamos! - concordaria com sua capitã em relação a embarcar em Zarolha. Subiria junto com ela, e após saltar sobre a amurada e pousar no convés, não seria nem um pouco discreta. - DOUGLAS! ESTAMOS AQUI! CADÊ VOCÊ?!? DOUGLAAAAAS!!! - não sabia em que situação ele estava, mas pelo alerta do homem-peixe, deduzia que era possível ter inimigos por ali.

Com seu cajado em mãos, se prepararia para desferir um golpe vertical na direção da cabeça de qualquer um de aparência e atitude hostil. Para no mínimo, ganhar algum tempo e poder procurar o ruivo. - DOUGLAAAAAS! CADÊ VOCÊ?!? - repetiria algumas vezes, percorrendo Zarolha em busca de seu companheiro.


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Akuma Nikaido
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 10, 2022 10:30 am


"It's time to see what I can do
To test the limits and break through
No right, no wrong, no rules for me
I'm free"

Douglas maldizia a sua pouca sorte. Seu plano falhara, roubara apenas algumas uvas e, ainda por cima, estava sem sua manta bem quando uma chuva começava! Para piorar, distraído enquanto tentava descansar, comia uma uva claramente estragada. Seu engasgo era tão ruidoso e realista que até seus captores ficaram em dúvida por um momento se deviam ou não ir auxiliá-lo. Mas seguindo os comandos de Luly, seguravam-se em suas posições e procuravam pelos aliados de Douglas. — SE ELE ESTÁ FAZENDO BARULHO, ESTÁ CONSCIENTE! PROCUREM PELOS COMPANHEIROS DELE! [/color]


Sua fala parecia pressupor que Nina e Brina viriam escondidas, algo que certamente saberiam não ser o caso se conhecessem um pouco melhor aquela capitã. Enquanto engasgava, Douglas apoiava-se na lateral da jaula, tentando recuperar sua respiração, dando tempo de ver suas amigas aparecendo na praia, ao mais alto e ruidoso som.


Alguns minutos atrás Onimaru entregava a Brina seu chapeu, dizendo ter encontrado no mesmo local que as roupas de Douglas, mostrando a elas o vestuário do príncipe. Além disso, levava com exatidão e velozmente as garotas para a praia. Ao receberem as ordens, Onimaru sorria prontamente. Geralmente as pessoas não gostavam muito de serem tratadas como saco de pancadas, mas o tritão gostava mesmo era de poder defender os outros. Apanhar para garantir que alguém ficasse protegido era parte do trabalho. Especialmente após ouvir as palavras de Marimaru: — Diferente do resto de minha tribo, eu não sou um guerreiro! Se vierem atrás de mim, eu fujo, está bem?


Dizia, retornando alguns passos e ficando na entrada da praia. Mas antes de darmos continuidade ao início da luta, voltemos algumas horas no tempo. O pico do meio-dia ainda não havia chegado, mas o dia já havia se estabelecido. Enquanto nosso grupo principal tomava seu desjejum, Agni fazia sua luta imaginária, empatando honradamente com seu dinossauro. Não demorava muito para que chegasse na grande árvore, mas o timing infelizmente fora ruim para ele. Se houvesse terminado seu duelo mais cedo, poderia ter chegado a tempo de acompanhar Nina e Brina em uma excelente aventura, digna de seus contos épicos.


Mas a situação não correra conforme gostaria e eles haviam partido fazia menos de dez minutos. Se soubesse rastrear suas pegadas, também poderia chegar, mas tampouco era o caso. Observava agora uma região que, embora tão viva que parecia parte da grande árvore, ao mesmo tempo parecia desértica. Após muito gritar e chamar, dando a volta em quase toda a árvore, encontrava uma anciã em sua casa. A mulher, embora fosse rechonchuda, era baixinha e sua pele lembrava a textura de uma uva passa. Seus cabelos brancos eram trançados e longos, demonstrando um cuidado de alguém que, embora fosse idosa, tinha um excelente autocuidado. Trabalhava com uma costura de algo que parecia uma mochila, embora tivesse uma corda desgastada e duas mini-picaretas acopladas a ela. — Olá, meu filho, que gracinha você! Se quer aventuras, pode procurar o pessoal da nossa tribo!


Apontava, então, para o topo da árvore. Se Agnis lhe perguntasse sobre essa tal aventura, ela contaria sobre os costumes da tribo, explicando como todos os dias escalavam para cuidar da grande árvore, colher ervas medicinais, alimentos e cuidar dos pássaros feridos. E que sempre era um desafio e aventura por conta da altura da árvore-mãe e dos fortes ventos no topo.


Agnis não sabia, mas duas grandes tempestades começavam a se formar. Uma física e outra, mais interessante, metafórica. E de volta ao presente, as duas tempestades outrora anunciadas enfim se convergiam. Nina e Brina formavam uma ofensiva contra Roberto e Luly, enquanto Ronron começava a fitar seus olhos na direção dos dois ali na praia. Era então que um ribombar fazia todos ali presentes darem um pulo de sobressalto. Ou melhor, todos menos Douglas. Limitado por aquela jaula, o susto só fazia com que apoiasse seu peso ainda mais na grade.[/color]


Mas algo mais acontecia e, na visão de Brina, parecia que ele havia sido perfurado por algo pontudo, pois um graveto batia na junção da grade com a jaula, o que, somado ao peso do homem, fazia com que aquele ponto de fragilidade arrebentasse, permitindo que o homem caísse rolando para fora de sua prisão. Ronron, que antes preparava-se para focar nos dois na praia, mudava seu alvo e parava na frente dele. — Parece que vamos nos divertir hoje de novo, Douglas-kun!


Para Douglas, Ronron nesse momento parecia emitir uma aura típica de um puma, um grande gato que está a lamber os beiços, prestes a se divertir com sua presa antes de devorá-la. Já para Nina, a luta começava como uma grande diversão. Luly a reconhecia como a líder rival e ia em seu encalço. — Muito obrigada por nos poupar o trabalho de ir até vocês. Se eu soubesse que o bobalhão aí seria uma isca tão fácil, não tinha me preocupado tanto! Sorria, de forma selvagem, deixando suas manoplas à frente do corpo.


Brina, por sua vez, via a enorme figura de Roberto parar à sua frente. Mas diferente das outras duas, que pareciam mais agressivas, o escudeiro sorria para a pequenina, perguntando a ela: — Ora, pequenina, me deixe capturá-la sem te machucar. Não quero ter de te enfrentar! A voz fofinha que fazia não condizia com sua aparência, mas a mink não estava nem aí para isso. Correndo em sua direção, batia com seu cajado na canela do homem, fazendo-o saltitar alguns passos para trás — AI AI! Exclamava, sentindo a dor da pancada no osso. Com um olhar ainda de compaixão, mas agora compenetrado, o homem puxava seu escudo para frente de seu corpo. A maré agitada começava a balançar violentamente o barco, mas parecia que a verdadeira tempestade ainda estava por desembocar.[/color]


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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 10, 2022 11:47 am
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 06




Bem, o que dizer?

Foi bom sair da jaula.

E a melhor parte foi que não deu tempo de me humilhar chorando na frente dos outros. Eu me levantaria, do lado de fora, ajeitando a postura como um gentleman, apesar de estar seminu. Queixo erguido, ombros colados, peitoral estufado. - Olá, Nina. Olá, Brina. Como vão? Quanto tempo. Espero que não se importem com como eu estou vestido. Será que alguém poderia me explicar o tritão? - Acenaria para elas com a cabeça, fazendo floreios breves com os braços para cada uma das duas, brincando como forma de demonstrar minha alegria em vê-las. E, principalmente, por observar Brina com o seu chapéu. - Certo, Rainha. Cansei de fingir que estava preso na jaula até vocês chegarem. Agora que me libertei, sem a ajuda de ninguém, de uma maneira completamente planejada, vamos mostrar para esses Caçadores de Recompensa o que o Arquimago Vermelho é capaz de fazer. - Entretanto, assim que eu percebesse Ronron me olhando com prazer,  prestes a me atacar, teria de voltar à realidade.

E correr de novo para dentro da jaula.

Pode soar contraditório que, depois de tanto tempo tentando fugir, eu terminasse por voltar para o local em que eu estava captivo. Entretanto, haviam razões baseadas em fatores reais de poder para tanto: eu estaria desarmado. E a caçadora de recompensas, por ser uma usuária de lança, teria maiores dificuldades em lutar contra mim naquele espaço apertado. Além disso, aquilo me garantiria uma imunidade diplomática - entenda-se: escudo - para que eu pudesse ter mais margens para negociações.

Durante os acertos com ela, estaria constantemente me esquivando dos seus golpes, me aproveitando das grades, buscando acertar a lança em sua parte amadeirada para que ela se prendesse caso julgasse que poderia fazer isso sem me ferir.

Tentando evitar transparecer meus olhos arregalados em pavor, começaria a negociar com ela: - Sim. Vamos nos divertir bastante. Mas você não acha, hã, um pouco injusto e, hã, bem, um tanto monótono, lutar contra alguém desarmado? - Antes que ela pudesse negar, faria uma interjeição: - Só me diga onde está meu florete! Quem chegar por último é a mulher do padre! - Desta maneira, eu tornaria aquele jogo de caçada bem mais divertido pra ela.

Caso ela me dissesse, minha estratégia seria de tentar ir até esse local. Contudo, ainda sem que ela me dissesse, correria para os quartos do navio. Ambos da forma descrita a seguir.

Obviamente que eu não iria em linha reta, já que aquilo se tratava de uma caçada. Uma vez que estava supondo que a grade havia quebrado devido à chuva e ao esforço do meu corpo com aquele rolamento para a frente, e também considerando que ela deveria estar mais frágil sem uma de suas partes, iria dar uma cambalhota na direção de qualquer local da grade que não fosse aquele já aberto. A minha ideia era criar um caminho novo para fugir de maneira surpreendente, ao invés de me ver encurralado na saída. Repetiria isso, atento a possíveis ataques, desviando-me deles, até conseguir.

Logrando êxito, correria na direção do combate, a princípio. Usaria minha noção exata do tempo e minhas habilidades com navegação, além do meu equilíbrio acrobático, para me mover naquele navio que sofria do rigor tempestuoso. Assim que observasse uma brecha ou alguma espécie de desequilíbrio nos movimentos de Roberto, saltaria e escorregaria de lado próximo a ele, visando colocá-lo na zona de ataque de Ronron, para diminuir as possibilidades de ataque dela. Caso ela não me atacasse, guardando o lugar onde estava minha arma, tentaria puxar o pé do homem para fazê-lo escorregar, facilitando a luta de Brina, mostrando a ela o quão desvantajoso poderia ser não me perseguir, me afastando rapidamente do homem. Entretanto, caso ela me perseguisse, usaria Roberto de escudo humano para despistá-la, abusando das minhas habilidades acrobáticas para saltar em direção a onde quer que estivesse minha arma, aumentando a distância entre eu e ela.

- Você vai perder o pega-pega! - Diria, como forma a focá-la novamente em mim e em sua vontade de me capturar, de maneira a deixar Brina segura de um possível combate de dois contra um. Se a Caçadora estivesse se aproximando muito de mim em sua perseguição, usaria minha acrobacia para deslizar para o lado, transferindo a energia em um giro, deixando-a prosseguir, como uma tentativa de fazê-la se desequilibrar com a mudança brusca, para que eu pudesse recobrar a velocidade e chegar até o meu florete.

Estaria olhando para trás de tempos em tempos, para evitar qualquer aproximação da lança.

Caso conseguisse pegar minha arma, a luta começaria de verdade. - Vamos para algum local aberto - Me referiria com expressão de satisfação.

Em caso de ataques frontais, apontaria a ponta do florete florete para a ponta da lança dela, movendo o pulso de maneira a amparar o golpe diagonalmente, para cima ou para baixo, a depender do que fosse mais vantajoso, tirando-me do alcance da ponta de sua arma, e, com um movimento leve do pulso, movendo-me diagonalmente para estocá-la.

Se fossem ataques em arco, usando minha noção exata do tempo, caminharia para trás ou para os lados, me equilibrando de maneira que eu pudesse avançar contra ela em um movimento rápido, enquanto sua lança ainda estivesse se movendo, enfiando o florete frontalmente em Ronron.

A ideia era usar a flexibilidade do florete e a velocidade com que eu poderia me adaptar aos golpes dela para encontrar brechas, usando a extensão da lança em seu desfavor.

- Droga, Ronron. Eu estou apaixonado por você. - Diria na troca de golpes. - Ah, e aliás! Eu tenho um plano que pode tornar o seu clã muito mais rico do que nos capturar. Desta vez eu estou falando sério. O que me diz de fazer a sua capitã parar essa tolice? - Prosseguiria lutando, sempre atento aos movimentos do barco, equilibrando-me conforme eles, e abusando disso para, talvez, encontrar mais brechas. Ela poderia ter habilidades acrobáticas, mas será que teria noção de quando usá-las, como eu?




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Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 10, 2022 7:44 pm
AGNI FLAMESBURG! — 03

Velha! Muito velha... mas simpática. Não poderia julgar a senhorinha, afinal viver no meio de tantos tigranossauros de presas afiadas não deve ter sido fácil. Fiquei feliz por não aparecerem trinta e quatro índios com lanças na minha fuça. Hoje os punhos flamejantes podem descansar...

Quando ela apontou para árvore, olhei e senti as pernas bambearem. As dimensões daquela construção da natureza eram maiores do que qualquer outra coisa que eu já tinha visto na minha vida. Perdia-a de vista, erguendo-se soberana como a espinha dorsal da ilha.

Perguntei-a sobre as aventuras e fiquei extasiado ouvindo dela os feitos incríveis de corajosos aventureiros que escalavam aquele titã da Mãe Terra. Imaginei-me com os ventos na orelha, balançando os cabelos enquanto o chão ficava cada vez mais distante... confesso que deu um pouco de vertigem até que lembrei que, oras bolas, eu tenho asas! Fugir de uma aventura única como aquela já me faria um covarde, mas fugir tendo asas? Eu nem poderia me considerar um aventureiro de verdade.

Pra ser sincero, o que me encantou mais foi a possibilidade de encontrar alimentos lá em cima. Será que esse pé dava torrada de pão cevado com geleia de jaca? Eu sei que jaca cresce em árvore.

— Ô, tiazinha nanica, cê acha que eu consigo encarar essa escalada aí? Num sei não como cês fazem isso, mas ó, eu tô pronto pra tentar. — Desta vez olharia para o apetrecho em suas mãos. As picaretas pareciam boas ferramentas de escalada e a corda serviria para marcar um ponto seguro. — NOSSA, VÉIA! VOCÊ NÃO SABE A IDEIA QUE EU ACABO DE TER! KEIMAKEIMAKEIMAKEIMAKEIMA! A senhora pode me emprestar isso aí, fazendo favor?

Se ela me concedesse o apetrecho, prenderia a “mochila” nas costas e seguraria as duas picaretas com firmeza. — Acabo de idealizar um método infalível para escalar essa árvore. Quando eu terminar, vocês vão chamar essa mudinha de palmeira de “Ágnivore”. — Falaria brincando, sorrindo e dando um joia. O humor era o melhor jeito de esconder o frio na barriga e um aventureiro jamais poderia demonstrar medo. Além disso, maior do que o medo era a curiosidade de ver o que tinha espalhado por ali. E a fome. Ah, a fome.

...

Se dispusesse do aparelho, daria uma boa olhada na árvore. Precisava de um canto que tivesse protuberâncias firmes como cascas grossas, galhos e coisas do gênero, pois essas seriam os meus pontos de segurança quando me cansasse ou quisesse procurar as torradas de pão cevado com geleia de jaca. Depois de achar o canto mais propício, tentaria dar um nó firme que segurasse a corda e testaria no meu braço para ver se escapava ou cedia, não desistiria até encontrar o ponto correto da corda, tentando aprender a cada erro.

Aí seria a hora do quero ver.

Agni, cê tem asas, meu truta. ASAS. Asinhas. A, ÉSSI, A, ÉSSI. ASAS. Voar você não voa, mas segura a queda. Olharia para a imensidão da empreitada. E que queda...

Caminharia até a árvore e fincaria a primeira picareta. Vamos lá, Agni, vamos lá... A segunda. Buscaria apoio com os pés e avançaria, fincando uma após a outra e progredindo. Quando visse que estava se tornando difícil, procuraria um buraco grande o bastante para me caber ou amarraria a corda num galho, tomando os cuidados necessários para não cair.

Se visse que escaparia, bateria com força uma das picaretas para cravar e me reestabeleceria com a outra, ajeitando os pés e continuando. Na pior das hipóteses, se não conseguisse me agarrar à árvore nem com reza brava, bateria as asas, plainando céu abaixo para amenizar a queda e voltando a escalar, desta vez dirimindo os erros que me fizeram escorregar. De tempos em tempos correria os olhos até onde alcançasse para ver se tinha algo como a torrada com geleia de jaca ou uma torta de ameixas vermelhas, afinal ameixas vermelhas também crescem em árvores. Confesso que também seria atraído por outros objetos que pudessem chamar a atenção de um aventureiro como eu, tipo bolinho de framboesas risca-zebra, cookies de coco vespertino e por aí vai. Coisinhas brilhantes também despertariam interesse, ou outras que não esperasse encontrar ali. Por curiosidade, daria uma boa de uma espiadela em buracos no corpo da planta.

O trabalho demandado com a mão esquerda, a não dominante, era o que eu mais prestava atenção porque as chances de errar com ela era maior. Atentar-me-ia aos golpes no tronco que desse com a mesma, controlando o balanço para que fosse tão firme quanto pudesse ser. Os meus cruzados de esquerda eram uns golpes de impor respeito, os jabs eram dignos de um grande guerreiro, só que a mão direita... ah, com ela eu já fiz vários Alicórnios Ceifadores de Cabra chorarem.

Quando desanimasse, perguntaria-me curioso sobre o que o grande escritor reservava pra mim. Isso é o que me manteria aceso junto da ideia de contar todas essas aventuras aos meus amigos.

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Shiro
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 10, 2022 8:28 pm
NINA SPADES - 04



- WAHAHAHAHAHAHA! - A rainha não conseguiu segurar. Gargalhou alto e batendo a mão na coxa, ignorando a chuva e todos que estavam à sua volta. - Hey, Douglas, além de te prenderem eles te deixaram sem roupa também? WAHAHAHA! Que imprestável que você é! - Foi sua resposta ao cumprimento do companheiro. Porém, quando o mesmo citou o tritão, Nina fez um beicinho e balançou a cabeça. - Eu não sei da onde ele veio, ele falou que estava indo atrás de você, pensei que fosse seu conhecido, seu irmão, sei lá… - Estava com um dedão apontado para as costas, para a praia, onde havia acabado de sair.

Após trocar as palavras com o pilantra, a Monarca deu uma boa olhada ao seu redor e apesar da tempestade conseguiu identificar com clareza os adversários. Parecia que três indivíduos haviam capturado Douglas e agora se preparavam para lutar contra o bando. Uma das mulheres, cujo nome Nina ainda não sabia, parecia ter escolhido a Rainha como sua adversária, falando algumas besteiras para a mesma. - Bobalhão? Olha aqui, sua idiota, quem você pensa que é para falar assim do Vermelho? - Faria uma pausa, envergando as pontas dos lábios para baixo em uma expressão de desprezo. - Só eu posso tratar ele assim, entendeu? Agora vou te mostrar o que acontece quando alguém mexe com um súdito da futura Rainha dos Piratas, sua desgraçada. - E com essa frase Nina começaria o avanço, correndo até Luly com um sorriso bárbaro no rosto.

O primeiro movimento de batalha seria feito antes mesmo que Nina chegasse na área que possibilitasse um ataque direito à Luly. Estando de frente para a mulher, a Rainha brandiria sua clava da direita para esquerda em um movimento horizontal, tensionando os músculos para fazer um movimento rápido e explosivo com o objetivo de empurrar algumas gotas de água da tempestade na direção dos olhos da mulher.

Continuaria o avanço e o segundo golpe seria outro movimento, aproveitando a posição que se encontrava por conta do primeiro ataque, onde oscilaria a clava da esquerda para direita, buscando acertar em cheio a lateral do rosto de Luly.

Por fim, reposicionaria-se com um breve pulo para trás, para então avançar mais uma vez com passos rápidos para frente, segurando a clava na lateral da perna e puxando-a para cima ao chegar perto o bastante para acertar Luly, tentando dar-lhe um golpe com a ponta da arma bem abaixo do queixo.

Durante todo o combate, Nina estaria atenta aos possíveis golpes da adversária. Como a adversária usava manoplas, caso a Rainha percebesse alguma tentativa de agarrão por parte de Luly, ela desviaria com vários passos rápidos para trás. No caso de socos e outros golpes usando o corpo, a Monarca simplesmente colocaria sua clava na frente do golpe, um pouco virada na diagonal, para interromper o ataque.

- É sério que o Vermelho foi capturado por vocês? Que patético… - Provocaria a oponente no meio de algum ataque ou defesa, encarando-a no fundo dos olhos sem perder o seu sorriso nefasto.  


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Última edição por Shiro em Ter Maio 10, 2022 9:13 pm, editado 1 vez(es)

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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 10, 2022 9:10 pm
Brina Britta - 4

- DOUGLAAAAAAS!!! - a pequena queria chorar de emoção, estava muito feliz em rever o seu amigo salafrário, mesmo que despido, não duvidava que aquilo fazia parte de algum plano ou se ele simplesmente estava com calor, mas nada disso importava. Ele era expelido de uma jaula como em um truque de mágica e escapismo tão rápido que mal era possível identificar o que acontecera de fato. - Ele é sim um bobalhão! MAS É O NOSSO BOBALHÃO!!!

Brina abria o grande combate que estava para acontecer no convés, pois a cajadada na canela do sujeito fora o primeiro ataque de todos. A postura de seu adversário mudava após o golpe, e Roberto erguia um escudo na frente do corpo, o que poderia dificultar muito atingir um segundo ataque.

- Seu grandalhão feioso! Você mexeu com nosso amigo e ainda embarcaram na Zarolha sem serem convidados, não vou deixar que nos capturem! - segurava o cajado com força, na frente do corpo, suas ervas não poderiam ser usadas agora, e tudo que tinha era seu cajado e habilidades.

A bruxa correria na direção de Roberto, deduzindo que um escudista não tomaria a iniciativa do ataque, dado que sua arma era muito mais reativa e voltada para defesa. Portanto, assim que se aproximasse alguns metros, buscaria confundir seus sentidos e dificultar a previsibilidade de seus golpes, dando pequenos e ligeiros saltos em zigue e zague até o alcançar, mantendo a estratégia de atingi-lo abaixo do quadril, onde teria mais dificuldade de se proteger. Um golpe horizontal na altura do joelho seria seu objetivo, pois a canela já devia estar fragilizada, e isso prejudicaria ainda mais seus movimentos.

Prepararia-se para desviar de um possível ataque, acreditando que repelir o escudo com seu cajado seria uma tarefa difícil, e por isso assim que desferisse seu primeiro golpe, saltaria agilmente para a lateral, para se esquivar de uma escudada, e daria pulos até que Roberto tentasse dar seu primeiro golpe, e assim que conseguisse desviar desse, saltaria na direção oposta e dessa vez tentaria o atingir com seu cajado na altura do pescoço ou do peito, com uma poderosa cajadada na vertical.

Após sua tentativa de desferir um segundo ataque, acertando-o ou não, daria alguns saltos para trás, assim mantendo certa distância para que pudesse avaliar seus próximos passos naquele combate. Estaria preparada para o caso de ele jogar o escudo em sua direção, e se assim fosse feito, rolaria para um dos lados para que pudesse se esquivar do escudo voador, se recuperando e levantando o mais rápido possível. “A chuva não me preocupa, meu chapéu já está encharcado mesmo, kishishishi!”

Relações:


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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Maio 12, 2022 11:12 am


"Everybody was kung fu fighting
Those cats were fast as lightning
In fact it was a little bit frightening"

Agnis sentia um medo ao pensar em escalar aquela árvore, mas seu lado aventureiro — e, por que não, o seu lado glutão — faziam com que aceitasse o desafio. Talvez se fosse mais velho ou mais sábio, mais do que pedir emprestado o equipamento, pediria que o ensinasse a manuseá-lo. Apesar disso, ao menos a idosa aprovava o uso do equipamento. — Eu estou dando a manutenção neste aqui, então não posso emprestá-lo. Mas posso lhe dar o meu, já não tenho mais idade para ficar escalando. Entrando em seu quarto, voltava logo com uma mochila enorme, na qual duas cordas estavam firmemente amarradas, uma de cada lado, a uma picareta em cada ponta. A corda ainda possuía outra ponta solta, sem nada amarrado na ponta.


Sendo um alado, Agnis tentava pensar que sua queda não seria tão grave assim, como que tentando se motivar a iniciar. A árvore era imponente e bastante maciça, então localizar pontos para esconder-se dentro não era algo fácil. Mas uma picareta por vez, ia com cuidado subindo e exercendo seu trabalho de aventureiro. Os três primeiros metros foram relativamente fáceis, acontecendo de no máximo demorar a achar um ponto bom para fazer a picareta penetrar a casca. Isso causava-lhe um ânimo maior, mas a ducha de água fria logo começava — metafórica e literalmente. O vento frio começava a bater, levando nuvens para a ilha de Torino. Agnis não tinha como saber, mas logo uma chuva começaria a cair.


Pensando claramente, o nosso explorador não demorava a ficar cansado, e para evitar a queda, amarrava as pontas soltas das cordas no galho mais próximo. E aquilo salvava sua vida, literalmente. Pouco depois um forte vento zéfiro chegava, empurrando-o o bastante para descolar-se totalmente da árvore. Mesmo sua pegada na picareta escapava e, por alguns segundos, ficava totalmente suspenso no ar, balançando de um lado para o outro, até bater com o corpo de volta no tronco. Por ter sido cuidadoso no encaixe dos instrumentos na casca da árvore, conseguia usar as cordas para içar-se novamente até elas e voltar a subir.


Era um processo lento, demorado e cansativo, física e mentalmente. Quase três horas se passavam e Agnis já não sentia outra coisa que não uma terrível queimação em todos os músculos de seu corpo, aliviadas apenas pelo vento congelante cortando seu corpo e tentando jogá-lo de um lado para o outro. Talvez o garoto pensasse já der subido mais de trinta metros, mas se olhasse para baixo, veria que não teria avançado mais do que dez metros. O próximo galho encontrava-se a menos de dois metros acima, mas para seu corpo exausto e no limite, aquilo parecia um desafio quase intransponível, que requereria toda sua força de vontade, atenção e cuidado para ser vencido.


A chuva chegara na costa um pouco antes do que no centro de Torino. O mar começava a ficar turbulento e, sobre Zarolha, um embate triplo havia começado. Douglas tomava uma atitude que parecia no mínimo estranha: voltar para jaula. Ronron não via aquilo como problemas e começava a fazer várias estocadas, tentando acertá-lo. Mas o ladino usava bem das grades para atrapalhar o movimento da garota, esquivando-se eficazmente.


Com seu conhecimento pelo gosto por adrenalina de sua adversária, tentava provocá-la e obtinha sucesso. A moça não falava nada, mas fazia um beicinho apontando para o lado de dentro do barco, gesto percebido por Douglas. Se ao menos o ladino houvesse pensado que a graça de caçar era similar a de aplicar um golpe, teria previsto o que viria a seguir. O movimento de Ronron havia distraído o homem por um segundo, que acreditara que correr para o quarto seria a melhor das opções. Mas se ele tentava enganá-la tentando quebrar outra parte da jaula, ela também o enganava, fazendo um rápido movimento com sua lança, girando-a em trezentos e sessenta graus na horizontal e criando uma lâmina de ar. — Bojutsu: Rising Moon


lâmina de ar estourava a jaula já fragilizada, mas pegava também em cheio no peito de Douglas. Graças ao anteparo anterior, ele não era cortado, mas o impacto arremessava-o para fora do barco, caindo ao mar. O ladrão não sabia o porquê, mas sentia seu corpo pesado, impedindo-o sequer de lutar contra o mar para manter-se na superfície.


Nina era a responsável por enfrentar Luly, a líder dos caçadores. Sua confiança de que lidaria com aquilo facilmente era abalada ao ver a mulher assumindo uma postura de luta que não condizia com a de alguém que usava dos punhos para socar somente. Um perna atrás e outra na frente, tronco levemente inclinado, braço esquerdo rente ao chão e braço direito levantado à frente do corpo, chamando Nina a avançar. Mas a rainha era uma besta feroz e não iria parar seu ataque apenas por isso. Usava de uma boa estratégia para tentar cegar sua oponente, mas Luly fazia um gesto rápido com a mão à frente do corpo, incrivelmente capturando aqueles pingos de água em plena trajetória. — Parece que Luly-chan vai lutar a sério hihi.


Dizia Ronron em voz alta para ninguém, uma vez que esse era o momento no qual Douglas voava para fora do barco. Nina chegava perto o bastante de Luly para desferir-lhe um golpe horizontal com a clava, mas a caçadora movimentava-se de uma maneira tão fluida que parecia estar sobre a própria crista das ondas que balançavam o barco, em vez dele em si. Com um rápido movimento de mão, esticava sua mão esquerda vinda de detrás do seu corpo para acertar um soco no estômago da rainha, que, incapaz de desviar em tempo, colocava sua arma à frente para tentar bloquear o impacto. 


E então vinha a dor. Luly gentilmente usava sua mão esquerda para empurrar para o lado a clava, abrindo uma brecha na defesa de Nina e então golpeando-a rapidamente com um soco de direita bem no meio do peito, fazendo a garota rolar alguns metros para trás, parando somente na amurada do navio.  — Estilo Kung Fu: Punho gentil. Nomeava sua técnica, exibindo um sorriso selvagem em seu rosto.  


Brina talvez fosse quem tinha o pior adversário para si. Por mais que não estivesse em tanto perigo quanto os outros dois, também não era um perigo real para Roberto. A garota até tentava acertá-lo com seu cajado, mas o escudo do homem simplesmente era enorme, facilitando o bloqueio mesmo em locais tão baixos.  — Ronron, eu tenho mesmo de enfrentar alguém tão fofinha assim? Troque comigo, vai! Sua voz demonstrava a insatisfação de quem não queria batalhar, mas seu corpo mostrava a determinação de alguém disposto a combater e a não menosprezar seu oponente. — Eu te dou um queijo se for boazinha! Tentava negociar com Brina, que ainda precisaria pensar em alguma estratégia caso quisesse vencer a defesa impenetrável de seu oponente.


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Nina:


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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Maio 12, 2022 11:12 pm
AGNI FLAMESBURG! — 04


Eu não tinha noção do quão difícil seria escalar essa aberração. Era como tentar derrotar um tigranossauro de mil e oitocentos quilos, só que um guerreiro que escreve as próprias histórias jamais dá as costas.

Senti um medo desolador quando o sopro do capeta me jogou feito folha de bananeira em tempestade? Claro.
Pensei em desistir? Óbvio!
Formulei dúzia de desculpas pra dar nas orelhas da velha quando descesse? Até mais do que isso.

A chuva tornava tudo mais difícil: o cabelo molhado e o quimono encharcado, pés úmidos e os fortes respingos contra mim eram a verbalização do divino de que eu seria, no mínimo, burro se continuasse com a empreitada miserável.

Mas eu não desisti. A primeira página da minha grande aventura não poderia ser amassada e arremessada violentamente no cestinho de lixo do esquecimento - por mais que a ventania parecesse querer fazer isso comigo. Assim que me reestabeleci, medi com os olhos o próximo galho: próximo o bastante para alcançar num pulo. Isso se eu tivesse os pés em terra firme e se o esforço até aqui não tivesse feito com que meus bracinhos parecerem gelatina de tutti-fruti com creme de leite de cabra-ciclope.

Movido por uma sede de jornada digna de secar o oceano, o receio de ser visto como um fracote pela velha caquética e  - por quê não dizer? - pela esperança de encontrar um cachão de pitaia adocicada linguaruda, eu efervesceria o melhor de mim, queimando o combustível de vontade que arde no âmago dos aventureiros para apunhalar o tronco e me empurrar pra cima com os pés. Sempre avante. Controlaria a respiração para que relaxasse o corpo e caso alcançasse o galho eu amarraria a corda ali e repousaria até me sentir pronto para continuar. Por não ser um completo idiota, mexer-me-ia minimamente para não deixar o corpo esfriar. Dali olharia para procurar algo interessante como comida, uma arma cravada, um super mapa ou um livro escrito "AS MAIORES HISTÓRIAS DO MUNDO" dando bobeira, nisso empreitaria para alcançar e pegar.
...

Sabendo da chance de quebrar a cara, figurativamente e literalmente, desceria depois de pegar algo importante ou simplesmente não encontrar nada da posição do galho. Também desceria se não conseguisse. A técnica para descer era basicamente o contrário: cederia a corda até o limite do próximo apoio, cravaria as picaretas, amarraria neste apoio e cederia novamente, isso até que encontrasse o chão. Na pior das hipóteses usaria das asas para plainar e chegar até o chão, mas só caso me atrapalhasse e estivesse realmente caindo.

Chegando em terra eu procuraria a senhora para agradecer pelo presente e pediria um bom prato de filé de salmão-alicate grelhado ao molho de amora seca violeta das ilhas de Fidelia. Agradeceria e comeria outra coisa se não tivesse essa iguaria, porém meu desencanto seria notável se não tivesse nada pra comer.

— Valeu mesmo, dona maracujá de gaveta! — Acenaria com decoro, de barriga cheia ou não, e caminharia até a orla. Precisava dum navio que me tirasse dali. Um dia eu alcançaria o cume da árvore num bater de asas, mas não era hoje. Além da árvore não me parecia ter muitas aventuras para serem vividas por ali. Ter a sorte de encontrar um navio faria com que me aproximasse e, avistando alguma movimentação estranha, observasse tudo como um bom bisbilhot... quero dizer, como um bom escritor que busca referências.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex Maio 13, 2022 11:02 am
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 07




Acredite em mim quando eu digo: O golpe de Ronron foi absolutamente imprevisível. Sem qualquer chance para me defender, era arremessado por um ataque que destruía até mesmo a prisão de madeira, em suas duas amuradas, e me arremessava vários metros atrás, no mar.

Veja bem: eu não estou chateado por estar apanhando tanto de uma garota. Por vezes eu até mesmo aprecio estar nessa posição. É só que eu terminei por descobrir que o meu corpo era ainda mais preguiçoso do que eu imaginava. Bolhas saltavam do meu nariz. Preciosas esferas, subindo em contraste com o azul de tom mais escuro do mar. Pérolas de oxigênio que eu nunca teria permitido que escapassem dos meus pulmões SE EU SOUBESSE QUE MEUS MÚSCULOS ATINGIRAM O AUGE DA VAGABUNDAGEM, E NÃO QUERIAM MAIS SE MEXER NEM SE EU ESTIVESSE PRESTES A MORRER.

Cof, cof. Perdão pelos gritos. É que nesse momento eu realmente achei que fosse morrer. Me perguntava: foi isso que eu sempre busquei? A desculpa perfeita para não trabalhar nunca mais? Me tornar um completo inútil?

Bom, talvez funcionasse se tivesse alguém para fazer tudo por mim. O que eu achava bastante improvável. Aparentemente, eu estava prestes a fazer a minha passagem para a pós-vida. Encararia o céu distorcido pela refração da luz se chocando contra o mar, e como ele chacoalhava junto com o movimento das ondas. Eu havia me reunido com Nina e Brina, ao menos, mas onde será que estaria a Princesa Jamona, minha noiva?

Tentaria me mexer mais um pouco, sem sucesso.

Sorriria. Se fosse em outros tempos, eu provavelmente morreria, de fato.

Parando pra pensar, a Rainha Nina nunca permitiria que eu me afogasse. Se eu demorasse demais de voltar à superfície, ela provavelmente me ordenaria a encontrar um jeito de nadar, por mais estúpido que isso possa soar.

Além disso, seria um pé no saco se a bruxa Brina ficasse chorando no ouvido dela.

Então eu teria de confiar nelas. E isso estava ficando cada vez mais fácil.

E, bem, parando pra pensar, um pouco após rir por eu estar pelado e me chamar de bobalhão, Nina apontou para um tritão na praia. Bem, acho que viria a calhar ser ajudado por aquele estranho de novo. Ao menos eu não reclamaria.

Caso, de alguma forma, eu retornasse para a luta no navio, me aproveitaria do ensejo para correr em direção aos quartos e procurar o meu florete. Pegando-o, retornaria ao convés do navio. Na verdade, também pegaria algumas roupas antes, se possível. O mais unissex que eu encontrasse, ou qualquer coisa que me impedisse de sentir frio, ainda que fosse um vestido. Mas, maldição, eu não poderia pedir demais, e, por isso, me aproveitaria do pouco tamanho dos quartos para me esquivar o melhor possível de Luly, dessa vez também atento às suas rajadas de ar.

Retornando ao convés, observaria bem aquele campo de batalha. Eu poderia lutar não apenas contra Ronron, mas contra ela e Roberto ao mesmo tempo. Em dimensões diferentes. Como o Arquimago que eu era. Abriria uma brecha naquele escudo para Brina, ou ao menos facilitaria isso.

- EI, ROBERTO! POR QUE VOCÊ NÃO LUTA CONTRA ALGUÉM DO SEU TAMANHO?? - Diria para provocar o Caçador de Recompensas sensível e entrar nos nervos dele. Do meu convívio com aqueles captores, ele me parecia o mais honrado. Talvez isso o ofendesse o suficiente para que se distraísse um pouco. - É ISSO MESMO, SEU FRACOTE! TODOS NÓS SABEMOS QUE VOCÊ É INÚTIL, MAS COVARDE AO PONTO DE MACHUCAR UMA PEQUENA PRINCESA? VENHA ATÉ MIM AGORA! VAMOS RESOLVER ISSO NÓS DOIS! EM UMA LUTA DE DOIS CONTRA UM! - Estaria interpretando o meu melhor papel de guerreiro honrado. Apesar de temer pela minha própria segurança. Caso ele hesitasse, diria: - O que foi, está com medo? - Fingiria um riso sarcástico, apenas soltando ar pelas narinas como se dissesse ''hmpf''. E colocaria a minha pose de esgrima.

Saltaria para longe de Ronron e sua lança, rumo a Roberto. Moveria-me em ziguezague, com movimentos que me colocassem entre ela e o escudista, de forma a dificultar os ataques de longe dela, que poderiam atingi-lo. Assim que estivesse próximo da linha de ataque do mesmo, daria um salto mortal por cima de Roberto, pisando nele rapidamente, se necessário, para ir para ainda mais longe dele sem ser atingido. Tudo aquilo serviria apenas para provocá-lo, como se eu fosse atingi-lo, para que talvez ele ficasse em dúvida entre defender um possível ataque meu ou um ataque de Brina, de maneira a abrir uma brecha para minha parceira. Contudo, se eu encontrasse uma chance, buscaria usar o florete para rasgar o seu cinto ou a alça pela qual segurava o seu escudo. Bem, nunca se sabe.

Após isso, retornaria à minha luta com Ronron.

Observaria as ondas, e, usando minha noção exata de tempo e minha habilidade de navegação, bem como minhas capacidades acrobáticas, usaria o balanço do navio ao meu favor durante a luta, me movendo de maneira a desequilibrar, com o meu ritmo, a lanceira, que talvez não tivesse tantas maneiras de observar o ambiente quanto eu, que estaria me movendo sempre em consonância com a maré e conduzindo as movimentações da adversária sempre em dissonância levando em consideração a sua posição e o movimento náutico.

Apararia os golpes com a lança dela em movimentos diagonais e curtos com o pulso, caso eles fossem frontais, lançando as investidas dela para longe de mim e logo após me aproximando da mesma, visando estocá-la. A ideia seria me aproveitar da maior flexibilidade do florete em relação à lança, o que permitia que mesmo meus movimentos mais curtos fossem capazes de afastar a sua lança de mim, ao passo que ela, para me atacar, tivesse de perder tempo fazendo movimentos mais amplos.

Seguindo essa mesma lógica, se os movimentos dela fossem laterais ou diagonais, me esquivaria deles com passos para os lados ou saltos, e, em último lugar, passos para trás. A ideia seria não me mover para muito longe dela, de forma a me aproveitar da extensão da sua lança e da demora dos movimentos para, ainda perto dela, estocá-la no ombro.

Também estaria atento aos seus golpes com o meio da lança ou o cabo. Responderia-os com a ponta do meu florete, visando contra-atacá-los, ou bloqueando-os também com o cabo do mesmo, ainda me mantendo perto.

Usaria a minha lábia de maneira reversa, para ficar atento às suas provocações, evitando me distrair por elas.

Se a caçadora fizesse algum outro ataque improvável, como uma técnica especial, buscaria observar alterações em seu ritmo antes disso, para dar um salto mortal por cima da mesma no momento em que a técnica estivesse prestes a começar, de maneira que eu pudesse me desviar dela independentemente do que fosse, pois ela ainda não havia começado, mas também pudesse me aproveitar da brecha criada pela impossibilidade de interrupção do momentum, a atingindo onde eu julgasse mais favorável.

Se, contudo, eu sequer conseguisse pegar o meu florete, prosseguiria com a luta ainda assim. Pode soar loucura, mas eu faria todas as ações visualizando o florete como sendo a minha mão espalmada, com os dedos unidos e o braço estendido. Faria as mesmas ações anteriormente, contudo, mais focado em me esquivar, tomando o dobro de cuidado com a parte laminada da lança, apenas atingindo a madeira, quando buscasse conduzi-la, e, por óbvio, sempre que precisasse estocar, estaria imaginando minha mão como um florete, mas, pela falta de capacidade de penetração, mirando apenas nos olhos da inimiga. Ou em pontos do seu corpo como a barriga, que poderiam, talvez, não sei, tirar o seu fôlego momentaneamente? Ou os ombros, caso eu julgasse que isso me permitisse desarmar a pose de combate dela.

Usaria a exata postura do florete nessas movimentações. Afinal, ora bolas, era a única coisa que eu sabia.

Se me visse diante de tal oportunidade, também entraria na luta contra Luly. Já havia visto sua forma de lutar. Na verdade, já havia sentido a sua forma de lutar. Fisicamente. No meio da minha fuça. E por isso tomaria bastante cuidado. Daria passos para o lado mais favorável, de maneira a ficar longe do raio de atuação dos seus socos, estocando-a logo em seguida, com bastante atenção à possibilidade de ela segurar meu florete, agindo com passos leves de forma a ficar distante. Se, contudo, eu estivesse desarmado, desviaria do soco dela e buscaria abraçá-la. Sim. Abraçá-la, tentando segurar seus braços e suas pernas e impedir que ela se movimentasse com tudo o que eu tinha, pelo tempo que fosse necessário. Ela era bem forte, mas eu também podia ser, se colocasse a força nos lugares certos de seu corpo e a vedasse a movimentação. Claro que, apenas o suficiente para que Nina pudesse acertá-la em cheio. Não ligaria em ser acertado junto.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex Maio 13, 2022 12:37 pm
NINA SPADES - 05



Quando Nina viu que a caçadora bloqueou o primeiro de seus movimentos, ela percebeu que Luly não era uma inimiga qualquer. Isso, no entanto, não quebrou seu espírito. Pelo contrário, deu-lhe mais gás, o que ficou explícito no alargamento que houve em seu sorriso. Entretanto, nesse mesmo momento Nina pode ver Douglas ser acertado com uma lâmina de ar e ser arremessado para longe do navio. - Merda! - Cerrou os dentes, imaginando que o homem havia sido seriamente ferido. Porém, como estava no meio de uma batalha, decidiu ignorar aquilo por alguns segundos e avançar contra a lutadora que estava na sua frente.

A Monarca não esperava um estilo de batalha tão gracioso vindo de sua adversária, principalmente algo que contrastava tanto com o jeito que a própria Rainha batalhava. Nina acabou por errar todos os seus ataques e teve que bloquear, com certa dificuldade, um soco da caçadora. Ou ao menos era isso que ela achava que havia feito. Antes que pudesse perceber, sua clava havia sido afastada e sua barriga recebeu um poderoso soco.

Suportaria a dor do golpe franzindo o rosto inteiro e buscaria mitigar o dano da sua queda agarrando-se na amurada. Estando ali, ela se lembraria de Douglas. - EI, PEIXOLA, O FRACOTE DO DOUGLAS FOI DERROTADO E CAIU NO MAR, VAI LÁ SALVAR AQUELE BURRO! - Gritaria para o tritão que estava na costa e voltaria sua atenção à Luly. - Você não é tão fraca como parece, Wahahaha… - Mesmo tendo sido superada naquela primeira trocação, a Rainha não parecia nem um pouco desanimada.

Ficaria de pé mais uma vez e então voltaria a correr na direção de Luly. - Porradaria Bruta! - Exclamaria, nomeando seu próximo ataque em contraste à técnica que Luly havia acabado de usar.

Dessa vez o seu golpe seria mais simples, avançaria com uma sucessão de manejos rápidos da clava a sua frente, golpes verticais, diagonais e horizontais, sempre levando em conta a posição da arma e escolhendo a direção do movimento que fosse mais vantajosa para dar o golpe mais rápido possível. A intenção era acertar a cabeça, tronco e braços de Luly em uma explosão de ataques tão ligeiros que obrigariam a adversária a focar-se somente em defender até que eventualmente ela fosse acertada.

Porém nada na vida é certo. Nina podia muito bem falhar e ter que defender-se mais uma vez da caçadora. Nesse caso ela tinha algo mais sofisticado em mente. Quando percebesse a inevitabilidade de receber um soco da adversária, soltaria a clava no chão e agarraria a manopla da mulher com ambas as mãos, tirando seu tronco da trajetória do ataque e posicionando-se ao lado do antebraço de Luly. Após isso, usando de sua força descomunal, a Rainha ergueria Luly do chão, puxando o braço dela para cima e tentaria arremessar ela para fora do barco. Após esse contra-ataque, pegaria sua clava novamente e olharia na direção em que havia acabado de jogar a caçadora. - Até mais! - Daria um tchauzinho com a mão livre, sorrindo em um tom jocoso.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Dom Maio 15, 2022 4:06 pm
Brina Britta - 5

Os esforços da bruxinha eram inúteis contra aquele grandalhão. Nenhum golpe era atingido, nada surtia efeito e isso ligeiramente fazia crescer dentro de si uma sensação rara de perigo real. Por outro lado, Roberto não demonstrava intenção de lutar, por mais que se colocasse como um obstáculo. “Qual é a desse cara?!?” Douglas era simplesmente arremessado para fora do navio, e a luta de Nina parecia tão frutífera quanto a sua, mas não era possível desviar seu foco naquele momento se quisesse derrotar seu adversário.

No entanto, a proposta do sujeito era absurdamente tentadora. A roedora já não se lembrava da última vez que abocanhara uma boa peça de queijo. Aquilo quase abalava seus instintos e desejos mais primais que uma boa ratinha teria, mas não poderia trocar seus amigos por isso. “Não poderia? CLARO QUE NÃO!”

- Ei seu grandalhão! Eu aceito o queijo, mas não posso ser boazinha com alguém que tranca meus amigos em uma gaiola e depois tenta nos matar, mesmo que seja por um pedaço de queijo! NÃO POSSO! E NÃO VOU!

Brina sabia que precisava mudar de estratégia. Desta vez, permaneceria parada e sem dizer mais nada, apenas o encarando enquanto a água da chuva escorria pelos seus pêlos. Ela queria que ele se aproximasse, o que seria muito inusitado para um lutador cujo estilo de combate era quase que exclusivamente defensivo e reativo, e por isso era necessário tirá-lo de seu próprio arquétipo de luta. No mínimo, a faria ganhar algum tempo.

Ele era grande e havia a chuva para que atrapalhasse seus movimentos, então o esperaria se aproximar e desferir algum golpe. Brina optaria por desviar, saltando para o lado oposto caso fosse um golpe vertical, mas no caso de um ataque horizontal, ela abaixaria e rolaria na direção de Roberto, certificando-se que se esquivaria de seus ataques.

Todas suas esquivas seriam para se aproximar dele, pois uma vez que conseguisse entrar em contato com seu oponente, soltaria seu cajado e saltaria em sua direção, cravando suas garras e presas onde conseguisse e então utilizaria seu golpe comumente reservado para finalização, mas era preciso o surpreender o quanto antes. - ELETRO!

Esperaria que suas garras e a chuva potencializasse a descarga elétrica contra Roberto, e assim que fosse atingido, rapidamente Brina buscaria recuperar seu cajado para aproveitar o breve momento de vulnerabilidade e desferir um ataque vertical de baixo para cima visando seu queixo, e em seguida, outro poderoso golpe horizontal na têmpora de Roberto.

Tendo conseguido atingir seu adversário, a pequena saltaria para trás para avaliar sua situação. “Ai… espero que o queijo esteja bem… digo, que Douglas esteja bem!”



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Akuma Nikaido
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 17, 2022 2:53 pm


"When my time comes
Forget the wrong that I've done
Help me leave behind some reasons to be missed"

Agnis precisava de toda a sua força de vontade para não desistir e voltar ali mesmo. Mas mesmo que chegar aos galhos mais baixos fosse uma tarefa de criança — ao menos para as crianças daquela tribo — o desafio não seria desrespeitado pelo menino. Com toda sua força de vontade e, por que não, sorte, o aventureiro conseguia, aos trancos e barrancos, alcançar seu prêmio, amarrando as cordas no galho para garantir que não seria derrubado. Qual não era a sua surpresa ao explorar o local e encontrar um esqueleto.


Talvez pudesse parecer estranho um cadáver encontrar-se ali, mas acredite quando falo que aquele galho era enorme. Não à toa, um exuberante conjunto de folhas formava quase que um arbusto, justamente onde o morto tinha o corpo eternamente repousado. As roupas, embora desgastadas e rasgadas, mostravam que provavelmente era alguém de estirpe nobre, dado um brasão desgastado na capa furada. Além disso, uma espada repousava onde um dia havia sido um quadril. Tratava-se de um florete, justamente a classe de espadas desprezada outrora pelo garoto. Apesar disso, aceitava a oferenda e descia novamente, contando para a senhorinha sobre sua pequena aventura. A idosa dava-lhe um saco de jabuticabas para chupar em seu caminho, e logo despediam-se.


Longe dali, na costa, uma luta começava no mesmo instante em que o garoto descia da árvore. Douglas, porém, perdia o embate praticamente antes mesmo dele se iniciar. Jogado no mar, sentia seu corpo pesado e não conseguia reagir. O ar lentamente saía de seu corpo enquanto sua visão começava a escurecer, pensando que alguém iria salvá-lo, talvez o tritão.


O que talvez não esperasse era que Ronron fosse tentar salvá-lo. Vendo que o ladino não retornava para o barco, os ali presentes ouviam o grito da garota: — Merda! Será que ele não sabe nadar? E, sem hesitar, corria para a amurada do navio, saltando para a água. Mas ao mesmo tempo, Nina também ordenava que Onimaru resgatasse Douglas e, sendo um tritão, a água não era problema algum para o escudeiro. Chegava ao espadachim antes da caçadora e, com seu karatê tritão, lançava o homem em um jato de água para dentro do navio novamente.


Um raio nesse instante caía ali próximo, ribombando o ar e assustando a todos a seu redor. Nina demonstrava sua qualidade de guerreira enquanto batia incessantemente, tentando encontrar brechas na defesa de Luly. A líder adversária mantinha sua graciosidade ao fazer movimentos suaves e desviar todos os golpes, mas assim como a caolha queria, não conseguia tempo para contra-atacar eficazmente.


Brina, por outro lado, mantinha uma estratégia similar a que usara em sua última luta. Negava desistir e obrigava Roberto a tentar capturá-la, desviando sempre de seus ataques e aproximando-se até conseguir uma brecha. E essa brecha vinha no momento em que Douglas retornava para o barco. O jato de água crescente jogava o ladino na direção de Roberto que, assustado, colocava o escudo em riste, criando um momento perfeito para que a ratinha colasse no escudeiro. Um electro bem aplicado fazia o corpo do homem convulsionar, dando tempo para que a pequena mink o atingisse em cheio com o cajado.


Douglas, caído após o impacto no escudo de Roberto, levantava-se meio tonto enquanto via o corpo do homenzarrão descrever um arco e cair do lado de fora do barco. Onimaru, já chegando a praia, via em primeira mão o escudeiro cair bem em cima de Ronron, que retornava a superfície para puxar ar e recuperar seu fôlego. A mossoroca de humanos debatia em meio a um mar cada vez mais agitado.


O ladino corria como o vento para dentro dos quartos, em busca de seu florete, enquanto Nina e Lully trocavam golpes. Mais acostumada com a mudança de movimentos da caolha, a caçadora conseguia agora atingi-la algumas vezes rapidamente, não dando tempo para que a rainha a agarrasse. Mas se Brina ainda terminava de se recuperar da luta contra Roberto, Douglas aparecia tentando estocar a garota e fazendo com que agora tivesse de lidar com dois ao mesmo tempo.


Lully começava a mostrar-se irritada, lembrando de sua faceta ao socar Roberto e Douglas anteriormente. — EU TENHO QUE FAZER TUDO SOZINHA POR AQUI!?  Gritava, enraivecida, enquanto com um ágil movimento de mãos jogava o florete de seu adversário ao chão e acertava-o com um soco que o fazia voar para trás. Mas essa brecha era tudo que Nina precisava e, soltando sua clava, agarrava o braço da garota, que não conseguia retorná-lo ao tempo e, num único movimento de corpo, lançava-a por cima da amurada do navio, fazendo-a cair em pleno mar.


Nesse meio-tempo, Marimaru havia feito um trabalho inesperado. Cortara algumas árvores e separara toras de madeira para o conserto do navio. E, bem quando terminava de amarrá-las com um cipó, um garoto de cabelos ruivos e loiros chegava, fazendo o nativo sorrir. — Que sorte! Garoto, pegue essas madeiras e vá com o tritão para o barco!   


Se Agnis se recusasse, Onimaru partiria sozinho, tentando segurar toda aquela madeira acima d'água enquanto nadava, o que tornaria seu trabalho mais difícil. Mas se o garoto topasse a ajuda, o tritão deixaria o alado subir em suas costas, nadando a toda velocidade e impulsionando-o para dentro do barco antes de submergir e, em seguida, saltar novamente para dentro do navio. — RAINHA, SEI QUE VOCÊ JÁ CONSEGUE CONSERTAR O NAVIO SOZINHA, ENTÃO TE DESEJO SORTE! ADEUS!! Gritava Marimaru, acenando da praia. Roberto, a essa altura já recuperado do choque, segurava seu escudo como uma boia, enquanto dizia:  — Luly-sama, suba em meu escudo que te jogarei de volta para o navio! Sua voz era abafada pelos ventos uivantes da tempestade, mas a excelente audição de Brina fazia com que conseguisse ouvir o que o homem dissera.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Maio 18, 2022 5:01 pm
Brina Britta - 6

Brina ficava muito contente em derrotar um adversário como aquele. Desde que saiu para se aventurar nos mares, foi a sua primeira luta de um pra um, e ainda assim conseguiu jogar Roberto para fora do convés com menos dificuldade do que julgava.

Entretanto, mal havia tempo para celebrar ou sequer prestar atenção em sua própria vitória, pois em meio a tempestade, uma série de acontecimentos se desenrolavam no navio. Algumas lutas também eram concluídas, alvos eram trocados, mais pessoas caíam e o carpinteiro gritava algumas ordens, dizendo que Nina seria capaz de reparar a embarcação em pleno alto-mar. Havia inclusive surgido mais uma figura no meio do caos, a qual a bruxinha teria usado sua visão aguçada para ter mais informações e detalhes, mas era ofuscada pelo que seus ouvidos captavam.

- ELES VÃO VOLTAR! - anunciava. - O grandalhão do escudo vai jogar Lulysama de volta pra cá! O que fazemos? - gritava aos seus companheiros as intenções dos caçadores, mas ao mesmo tempo se preparava para conter os inimigos de embarcarem novamente. Seguiria as ordens da capitã, prontificando-se a repelir qualquer tentativa de Lully retornar ao convés.

Seguraria firme o seu cajado, e com seus sentidos aguçados esperaria ouvir quando o escudista iria realizar seu movimento. - ALI! ELA VAI APARECER ALI! - apontaria para a direção em que ela saltaria, para que seus companheiros também pudessem se adiantar. Caso fosse ordenado, a ratinha saltaria na direção de onde a caçadora apareceria, e balançaria o seu cajado na diagonal com força, buscando interceptar a mulher no ar e a fazendo cair para trás.

Caso isso não a impedisse, saltaria para trás para manter uma distância segura, e a atacaria assim que pousasse no navio, para que reduzisse seu tempo de reação. Optaria pela sua especialidade de desferir golpes mais baixos, por conta de sua estatura, e portanto miraria um poderoso ataque na altura dos joelhos na horizontal.

Em seguida, se nada disso surtisse qualquer efeito, manteria-se recuada com o cajado em riste na frente do corpo, para poder se defender de qualquer ataque.

Se fosse suficiente e tudo isso marcasse o fim do combate em Torino Island. Brina correria até Douglas, sem conseguir conter sua felicidade em rever o amigo. - D-DOUGLAS! Eu preciso… eu preciso saber de algo muito importante! - diria, saltando e o abraçando com os olhos cheios de lágrimas. - A moeda… a moeda ainda está embaixo do mastro?

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Shiro
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ShiroNovato
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Maio 18, 2022 9:20 pm
NINA SPADES - 06



Ver a adversária voar e ouvir o “tchibum” da água fez Nina sorrir aliviada. - Beleza, agora vamos vazar. - Falou prontamente, mostrando que não estava nem um pouco interessada em lutar contra aqueles caçadores. Da praia, Marimaru gritou algumas coisas para rainha. Ela andou consternada até a lateral do barco e pôs as duas mãos na amurada. - Quê? Eu ainda não sei fazer isso não. Ei, Rechonchudo, volta aqui! Salafrário! Medroso! - Exclamou para o homem, balançando o punho direito fechado no ar enquanto seu rosto estava tão entortado de raiva que só faltava ela soltar fogo pela boca. - Pelo jeito eu vou ter que arrumar tudo eu mesmo. - Deu uma cuspida no chão, irritada. - VAI LOGO ENTÃO, PEIXOLA! NÃO TENHO O DIA TODO! - Apressou o tritão, que aparentemente estava responsável por carregar as madeiras.

- Aquela bizonha não desiste... - Responderia à Brina após escutar que o gordão estava prestes a arremessar Luly de volta pro navio. Nina então fecharia o olho, bufaria e cerraria os dentes. Seria muito estresse em pouco tempo. Ela então abriria os olhos, suspirando, decidia em seguir um plano de ação. - Vamos lá. Douglas, prepare o navio para zarpar, eu arrumo a Zarolha no meio da viagem. Brina-chan, fique de olho para ver se nenhum outro engraçadinho vai tentar entrar no barco. Pode deixar que eu vou cuidar dessa tal “Lulysama” ai… - Após dar as ordens, andaria com passos pesados até a área da amurada por onde ela havia arremessado Luly segundos atrás.

Olharia para baixo, para o mar, tentando localizar a caçadora teimosa. Após encontrar ela, andaria até ficar de frente para a mesma e esperaria que ela fosse arremessada. - Vê se some daqui, entendeu?! - Seria o grito que daria ao erguer a clava e desferir um golpe vertical, de cima para baixo, na direção da testa da garota, assim que ela chegasse em uma altura em que pudesse ser acertada. O ataque seria uma tentativa de reenviar a menina novamente para o mar.

Caso conseguisse derrubar Luly mais uma vez, sua atenção voltaria para o que ainda tinha que fazer dentro do barco. Iria atrás de Onimaru, esperando que ele já estivesse no convés junto das madeiras. - Você não deixou nada pra trás né? Bom mesmo! Acho que isso vai dar… - Avaliaria as madeiras com uma olhada rápida, segurando o queixo e com um olhar cerrado, como se pensasse muito.

- O QUÊ!? U-U-U-U-UM ANJO? - Berraria, caso Agni estivesse embarcado junto de Onimaru. Os olhos da Rainha estariam arregalados, seu queixo caído e seu indicador estaria apontando para o celestial. - Merda, eu não posso lidar com isso agora. - Comentaria em voz alta, balançando a cabeça e piscando o olho várias vezes como se estivesse alucinando. - Brina-chan! Rápido! Um anjo caiu no navio, veja qual é a dele. Eu tenho que consertar a Zarolha… - Correria até os lugares onde haviam as feridas de arpões e balas de canhão feitas no dia anterior. - Ah, se ele for do bem, pergunte pra ele se meu pai mandou alguma mensagem. Se ele for do mal, esvazie os bolsos dele e o jogue pra fora do navio. Belê? - Seriam as últimas palavras que diria para Brina antes de iniciar seu primeiro trabalho oficial como uma quase-carpinteira.

Chegando nos ferimentos da embarcação, a Monarca faria o máximo possível para tampa-los com as madeiras que Marimaru havia cortado para ela. - Merda, o Rechonchudo esqueceu do mais importante… Peixola, o Rechonchudo não te deu alguns martelos e pregos não? Como vou prender essas merdas? - Diria, apontando pra pilha de madeiras. Caso Onimaru também entregasse tais ferramentas, a Rainha começaria então seu trabalho, buscando prender várias tábuas com pregos até que elas em conjunto tampassem os buracos. Apesar de não ser uma carpinteira, o que ficaria visível na sua falta de sutileza, talvez seus remendos fossem bons os bastantes ao menos para que eles conseguissem chegar seguros até a próxima ilha.

Caso as ferramentas não tivessem sido enviadas, Nina daria uma bicuda nas madeiras. - Desgraça! Vou ter que deixar isso pra próxima ilha então. - Praguejaria, virando-se na direção de Douglas. - Vermelho, está tudo nas suas mãos! - Faria uma concha com os dedos em volta da boca para amplificar seu grito. - Se a Zarolha afundar eu mato você, entendeu? - Faria sua ameaça, como se a culpa de um eventual naufrágio fosse somente do navegador e não dos furos que a embarcação carregava em seu casco.



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Oni
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OniPirata
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Maio 18, 2022 10:33 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 08




Do fundo do mar, conseguia assistir a uma corrida estranha entre Ronron e um tritão vindo me resgatar. O tritão vencia.

Em resumo, o que acontecia a seguir é que eu apanhava bastante, primeiro no escudo, depois um soco na cara e depois, de alguma forma, saía vitorioso daquele combate, com o florete de novo em mãos. Estranhava a minha própria existência. Encarava minhas mãos. Eu deveria estar sonhando! As coisas estavam acontecendo ao meu favor! Até mesmo Luly estava fora de Zarolha, que estava prestes a ser consertada. E aquilo era um... Anjo?

Eu estava quase chorando como um bebê quando Brina me avisou que Luly poderia voltar ao convés. E, em seguida, lembrava que não teria mais paz em nenhum dia da minha vida, ao receber uma ordem de Nina.

Por algum motivo, a capitã mandar em mim me deixava aliviado.

Estava na hora de voltar a ser o Arquimago Vermelho daquele reino. Usando minha Noção Exata do Tempo, tentaria medir o arremesso de Roberto.

- CUIDADO, ROBERTO! PRO OUTRO LADO! - Imitaria com perfeição a voz de Ronron, visando atrapalhar o arremesso do escudista no momento mais desfavorável pra ele, buscando fazê-lo errar a mira ou ao menos desestabilizar a capitã. Aquilo também seria uma forma de me despedir da caçadora e mostrar que aprendi alguma coisa de atuação com ela.

Ao mesmo tempo, pegaria um pedaço de madeira da jaula quebrada e o arremessaria na direção da líder do clã, caso ela estivesse vindo rumo ao navio. Aquilo visaria desestabilizá-la, a fim de facilitar que, quem quer que fosse pará-la de verdade, pudesse ter mais facilidade.

Levantaria a âncora e manobaria o navio para longe, virando-o rumo ao mar e abrindo as velas. Rememoraria as anotações de Kozue, buscando me valer das minhas capacidades de navegação para ir rumo ao Reino de Sorbet. Assim que me sentisse seguro, acenaria para os caçadores.

- Alguém! Por favor! Coloque uma moeda sob o mastro!! Roubaram todas as minhas coisas!

Se algum deles subisse no navio, ou se visse que Nina ou Brina iriam falhar em lançá-los longe, tentaria me sincronizar os movimentos delas e atacar sempre na sombra da minha companheira, visando acertar os invasores de maneira a facilitar a expulsão deles, me afastando sempre que tentasse encaixar algum golpe, me usando de isca para facilitar o trabalho das nakamas.

- Tem mais gente aqui do que eu lembrava. Droga..


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