Bem-vindo ao

All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

O Bando da Rainha Caolha

Página 10 de 10 Anterior  1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10
Achiles
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 Bf3w3iH
Créditos :
25
Localização :
Farol - Grand Line
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t1735-caitlyn-g#18385 https://www.allbluerpg.com/t2060-iv-you-ll-never-see-me-cry#22235
Achiles
Pirata
O Bando da Rainha Caolha Qui 28 Abr 2022 - 10:05
Relembrando a primeira mensagem :

O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

Shiro
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 78yUEI6
Créditos :
16
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t692-nina-spades#4750 https://www.allbluerpg.com/
Shiro
Novato
Re: O Bando da Rainha Caolha Sab 17 Set 2022 - 22:48
NINA SPADES - 29



Ah, cara, todos vocês tem poderes legais, só eu que não! - A Rainha reagiu à resposta de Onimaru, cabisbaixa e com os braços balançando na lateral do corpo. Era possível ver que ela também fazia um beicinho. Ela referenciava, claro, aos raios de Brina, a água de Onimaru e… - Até o Dou– Parou antes que o nome inteiro do príncipe bastardo saísse de sua boca. - Esquece… - Olhou para o lado, tentando disfarçar e mudar da assunto.

A maioria das pessoas expostas a um evento sobrenatural - encontro com ovnis, fantasmas ou criaturas místicas - evitam contar esse evento para as outras. Sim, parece contraintutitivo. Um acontecimento extraordinário seria, sem dúvidas, um ótimo tópico de conversação que colocaria você no centro das atenções! Mas existe um sentimento maior do que a necessidade de atenção: o medo. Mais especificamente, medo de parecer maluco. E era nessa situação que a Rainha se encontrava.

A Monarca recordou-se da maldita cena na qual Douglas, usando alguma técnica bizonha, conseguiu brotar vários espinhos em sua cara. Como ela falaria isso para os dois súditos que a seguiam no momento? Seria tachada de louca. E nós sabemos o quão desafortunadas são as rainhas loucas. O melhor era ficar calada, pelo menos por enquanto, até ela ter a chance de confrontar Douglas e fazer ele explicar que tipo de ilusionismo macabro aquele era.

Mas voltando à caminhada.

O grupo avançou, guiado pela astúcia e sentidos de Brina, até finalmente chegar no castelo. Nina, agachada no mato, observou aquela construção imponente com os olhos brilhando. Queria um daqueles pra ela. - Uau, será que dá pra montar um castelo desses em cima de um navio? - Ela soltou essa frase absurda, olhando para seus dois companheiros, como se esperasse uma resposta deles.

Nina então piscou o olho repetidas vezes e balançou a cabeça, tentando afastar o devaneio, e quando abriu o olho sua sobrancelha estava tensa e ela estava com um semblante duro e determinado. - Bem, vou ver isso depois... Acho que já tá na hora da gente começar a maluquice.

Ainda agachada ela se afastaria um pouco para trás, balançando o corpo, até que Onimaru e Brina ficassem juntos em seu campo de visão. - A estratégia vai ser a seguinte: corremos que nem uns doidos e batemos naqueles caras ali… - Apontaria para os guardas próximos do portão. - Temos que fazer isso antes que eles consigam chamar mais gente. Então não precisam ter dó, tudo bem? Desçam a porrada, rápido e com força! - Estaria sorrindo, não conseguindo esconder sua empolgação. - Então vamos lá? - E ficaria de pé de repente, sacando sua clava e olhando na direção do portão.

A Monarca caminharia na frente, andando até a estrada principal e ficando com a fronte voltada para a ponte. Após isso, olharia para Brina e depois para Onimaru, acenando com a cabeça afirmativamente, para então finalizar com um sorriso. - BORA! - E assim ela comeraria a correr, com toda a sua velocidade, na direção do portão guarnecido.

O avanço seria feito com a clava em mãos, apontada para o chão na diagonal. Um sorriso atroz brotaria em seu rosto. - Eu queria tanto fazer isso! - Ela comentaria para si mesma, animada, liberando toda a empolgação que estava acumulada. Talvez, quem visse a Rainha provavelmente veria a imagem de um demônio correndo e sedento por sangue.

Como tinha que lidar com os soldados que estavam ali antes que pudesse partir para o interior do castelo, ela não pensaria muito nos próximos passos, focando somente na batalha relâmpago em que havia planejado. Caso um soldado cruzasse o seu caminho durante o avanço, ela simplesmente ergueria a clava para que ela ficasse na altura do rosto do adversário e continuaria correndo até a arma afundar a cara do mesmo.

Se conseguisse atravessar a ponte, os seus golpes teriam que ser mais rápidos e abrangentes para poderem derrotar o maior número de pessoas possíveis em um curto período de tempo. Portanto, ela focaria em dar ataques na cabeça dos soldados mais próximos dela. Porradas laterais na têmpora, verticais de cima para baixo bem no cucuruto, de baixo para cima bem no queixo… Ela buscaria variar entre essas modalidades de golpes, tentando não deixar sua movimentação óbvia.

Se fosse alvejada por golpes de curta distância, desvencilhar-se-ia deles dando um breve pulo para trás, para logo então avançar com um contra-ataque, usando um dos golpes aqui já mencionados. Na situação de ser vítima de golpes à longa distância, puxaria a arma em sua mão na frente da região a ser defendida, defletindo o projétil e então retornando para o ataque.

Cada ataque e cada defesa fariam ela rir cada vez mais, ao ponto dela não se aguentar de tanta excitação e começar a gargalhar. - WAHAHAHA! - Desde que chegara na ilha ela estava represando sua vontade pela luta. De fato, ela acabou se envolvendo em uma batalha na bifurcação um tempo atrás, porém aquilo não foi o suficiente para saciar suas necessidades de violência.

Mas mesmo inebriada pelo espírito da guerra, ela não perderia o foco. O objetivo daquele avanço inicial era dar cabo daqueles guardas de forma rápida, antes que eles pudessem avisar do ataque. Dessa maneira, se a Rainha percebesse um guarda correndo para longe, ela logo gritaria. - Brina, não deixe ele fugir! - Apontaria para o fugitivo com a cabeça, esperando que com as perninhas mais rápidas da Ratinha eles pudessem impedir a debandada.

Em algum momento, por entre golpes e defesas, a Rainha viraria para trás, podendo ter uma breve visão da ponte. Caso constatasse, nessa fração de segundos, que aquilo tratava-se de uma ponte capaz de ser erguida, uma luz se acenderia em sua cabeça. - Onimaru! Brina! Encontrem uma alavanca para subir essa ponte, ela deve estar em algum lugar pro aqui. Deixe que eu cuido deles!

Armas:

Relações:

_________________

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 GqRWlFl
Wheeler Sheyde
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 FUF2oA1
Créditos :
02
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t1717-agni-flamesburg#18162 https://www.allbluerpg.com/t1638-o-bando-da-rainha-caolha#18454
Re: O Bando da Rainha Caolha Seg 19 Set 2022 - 11:41
AGNI FLAMESBURG! — 21


As correntes rangiam entre meus braços finos enquanto eu, incrédulo, esfregava os olhos. Será que realmente era um sonho? Quem sabe uma ilusão de ótica magistralmente arquitetada pelo mestre usando o breu para enganar a visão de todos?

Não.

Akuma no Mi! Gritaram os guardas. Todo bom historiador já leu e ouviu sobre elas, afinal não há como uma fruta mágica capaz de conceder poderes aos que comeram se manter longe do imaginário popular. Então o mestre foi um dos sortudos que devorou um pedacinho do poder do tinhoso? Pensei, mantendo-me atento aos movimentos do mestre.

Quando ele confrontou um dos guardas, torci e me retorci por ele, sentindo as amarras de aço abocanhando nos pulsos. Não tão rápido quanto imaginei que seria, o mestre arrematou a luta com um soco bem dado no caixote do sujeito. Se todos os guardas dessem tanto trabalho quanto aquele, estaríamos enrascados.

Mas agora não era hora para pessimismo. Assenti em agradecimento quando uma projeção espinhosa do mestre arrebentou as algemas e esfreguei rapidamente onde antes o metal apertava. Como um ex-escravo, nada me era mais valioso do que a liberdade.

E eu a defenderia a qualquer custo. Por isso, após o monólogo esquisito do chefe com um homem desmaiado, apanhei a espada que me foi arremessada, sopesei-a e, com o semblante carregado, amaldiçoando a raça odiosa de seres que trancafiam seus iguais como animais, adiantaria-me para cutucar o pescoço do guarda - até ver que o mestre tinha um plano, bem, mais ameno.

— Você sabe que eu não vou conseguir sopesar se mato ou não quando estiver usando essa espada, né? — diria.

Aventureiros não só rapazes bonzinhos com espadas e não são todas as histórias em que o inimigo é um dragão. Às vezes o protagonista é até mesmo um ladino e, quase sempre, os vilões são humanos. Se esses vilões forem tão malvados quanto um dragão que tranca uma princesa na torre, então devem padecer do mesmo jeito.

— Não que eu seja uma princesa… — eu sussurraria, quase inaudível, para dissipar a autoimagem em que vestia um lindo vestido de brilhantes e me emperiquitava com anéis, brincos, braceletes e um salto alto.

Quando o mestre me perguntou para onde iríamos eu estava prestes a dizer topo quando ele cortou para as masmorras. Não fazia sentido para mim, mas se para ele fazia, então eu não questionaria: meu papel era dar cobertura. Assim o faria, pularia na direção do meu pobre coitado adversário, bateria as asas para me manter plainando no ar e chutaria seguidamente o seu rosto, quase como se pedalando, distribuindo pisões incandescentes na cara do vagabundo e mantendo a rotação para alimentar as chamas enquanto estocava com a espada para perfurar tanto tronco quanto pescoço e face. Se intentassem contra mim, daria passadas curtas para trás ou para os lados, girando os ombros e inclinando o quadril para me afastar do raio dos seus golpes. Aproveitando do balanço de seus movimentos, avançaria quando visse a brecha para finalizar com golpes contundentes na região da cabeça.


Objetivos:

_________________

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 Rq2IktH
Wolfgang
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 UEe5lUV
Créditos :
12
Localização :
South Blue
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t694-brina-britta#4763 https://www.allbluerpg.com/t1638-o-bando-da-rainha-caolha
Wolfgang
Designer
Re: O Bando da Rainha Caolha Seg 19 Set 2022 - 18:02
Brina Britta - 28

- Hm… Eu acho que é mais fácil montar um navio embaixo de um castelo! - respondia. Dito isso, percebia que era a primeira vez que via um de verdade. - Uau! É igualzinho aos dos livros! - encarava-o encantada percebendo seus mínimos detalhes de baixo para cima. Sonhava no dia em que Nina fosse uma rainha da mesma envergadura das monarcas mais poderosas da literatura, e que pudessem ter um castelo como aquele só para elas, onde iriam reinar e viver. A ideia de um castelo-navio ou navio-castelo a fazia sonhar ainda mais longe, seria possível viver grandes aventuras em alto-mar ao mesmo tempo em que desfrutariam da experiência real. O mundo perfeito.

Ouvia com atenção o plano de Nina. Era bastante fácil e nada muito diferente do que eles já eram especialistas: bater e correr. - Entendido, Rainha Nina!

Assim que recebesse o sinal, Brina seguraria seu cajado com força e partiria na direção de um dos guardas que já não fosse um alvo de seus companheiros. Usando do elemento surpresa, saltaria para conseguir atingir a cabeça de um deles com seu bastão, verticalmente e com toda sua força para obter um nocaute imediato.

Sabendo que o efeito de surpreender os guardas não duraria muito tempo, rapidamente Brina avançaria na direção do mais próximo para tentar o derrubar o quanto antes, acertando-o com seu cajado na têmpora do adversário, e em seguida com outro ataque vertical visando seu queixo caso não tenha sido suficiente ou se ele estivesse com proteção na cabeça.

Caso algum deles se afastasse e sua amiga ordenasse que fosse atrás dele, a ratinha correria em sua direção o mais rápido possível, e quando o alcançasse, atingiria-o com um poderoso golpe na lateral do joelho para que o fizesse cair. Em seguida, pularia em cima dele e seguraria sua cabeça. - ELETRO! - com isso buscaria fazer com que o fugitivo desmaiasse.

Se em algum momento houvesse tempo de ser atacada, Brina usaria o cajado para se proteger, interceptando golpes e desequilibrando seus oponentes de forma que pudessem ser finalizados por algum de seus companheiros.

- Descer a ponte? Mas como isso? COMO VAMOS FAZER ISSO? Onimauro, você sabe como faz isso? Eu te ajudo, vamos! - e seguiria o tritão em busca de um mecanismo que baixasse a ponte. Como não estava habituada a algo assim, o ajudaria conforme fosse orientada.

Caso surgissem mais guardas, Brina daria cobertura para o homem-peixe lidar com a ponte. - Não se aproximem! Nós somos do Reino de Spadia e viemos em uma missão de… guerra! Ai, isso não soou legal, né… Viemos em uma missão de… sequestro, não, de… é… viemos para… APENAS NÃO SE APROXIMEM! - e atacaria-os com investidas diagonais para que se afastassem ou fossem derrubados.

Relações:


_________________




O Bando da Rainha Caolha - Página 10 LV36hIB


Noskire
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 350x120
Créditos :
21
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t1577-akane-nanami#16810 https://www.allbluerpg.com/t1440-i-uma-divida-familiar#14929
Noskire
Rank E
Re: O Bando da Rainha Caolha Ter 20 Set 2022 - 19:47

O plano maquiavélico do reino de Spadia se encaminhava para a reta final, com o bando agindo simultaneamente em duas frentes. Douglas libertava o velho, apesar da leve ofensa, e pegava as manoplas do guarda, enquanto Agni se armava com a espada. Para o loiro, a arma era mais pesada do que ele estava acostumado, mas conseguiria brandi-la sem problemas. — O-obrigado! — Murmurava o velho, ainda meio indeciso, na entrada da cela, até finalmente se decidir e partir, escada acima.

Após revistar o guarda, que não possuía nada de valor, e prendê-lo na cela, os dois piratas seguiam na direção contrária. Conforme desciam os degraus, o ambiente se tornava mais escuro e mais úmido. Havia apenas uma tocha à esquerda, a meia luz, e seis celas à direita. Estas celas eram menores, com portas de metal ao invés de grades e duas partes, também de metal, que deslizavam: uma na altura do rosto para ver o prisioneiro e uma na altura do chão, provavelmente para passarem a comida.

Arrombar aquela cela dava um pouco mais de trabalho do que os grilhões, mas após uns três minutos o ruivo conseguiu abrir a primeira. Um homem velho, magro e sujo estava lá, assustando-se com o rangido do metal. — E-eu já disse que não fiz nada. — Gemeu. Douglas foi para a próxima. A luz era parca, mas isso não atrasava o ladino, que conseguia ver tão bem quanto se o sol estivesse às suas costas.

Agni seguia de perto, esperando sua vez de brilhar. — Saia da frente, velho! — Ele ouviu, muito baixinho, vindo do andar superior. Parecia que o tempo que dispunham estava chegando ao fim. Douglas abriu a segunda cela, com Agni ouvindo passos acima de sua cabeça. Os guardas chegariam ali a qualquer momento! O preso era um homem, na casa dos trinta e poucos anos, igualmente sujo, mas de corpo parrudo. Douglas anunciava que ele estava livre e o homem se levantava, indo até o corredor com passos cautelosos, como se não confiasse plenamente no que estava acontecendo.

O ruivo ia para a terceira cela, já estava começando a se acostumar com o processo, mas era quando o cavaleiro que o havia prendido surgia na escada. — Prendam-nos! — Ordenava, e dois guardas passavam por ele. — Arranquem suas pernas, se preciso for! — Dizia, sacando sua espada, mas permanecendo nas escadas.

Douglas se apressava para abrir mais uma cela, o parrudo recuava para o seu lado e o velho na primeira cela permanecia lá dentro, restando para Agni segurar os dois guardas sozinho. Com esforço, talvez até conseguisse segurar um deles sozinho, mas dois era muito para o jovem celestial.

Os guardas pareciam indecisos entre atacar aquela criança ou não, e isso dava uma breve vantagem ao loiro. Pulando, ele desferia alguns chutes nos guardas, que se protegiam com seus braços, levemente ofuscados pelo brilho repentino. — Parem de brincar e avancem! — Gritava o cavaleiro nas escadas. Agni atacava mais uma vez, agora com a espada roubada. O guarda a sua direita bloqueava o golpe e contra atacava com um chute em seu estômago. Agni ouviu uma espécie de click enquanto recuava dois passos, curvando-se. O outro guarda avançou e desferiu um golpe descendente, do qual Agni esquivou inclinando o corpo para o lado. Contudo, o da direita atacou novamente, com uma investida, e desta vez acertou a barriga do loiro, ferindo-o.

Com dor e sangue escorrendo pela sua perna, Agni não pôde fazer muita coisa quando o guarda da esquerda passou por ele, levantando a espada para atacar Douglas. Meio segundo depois ele voou de volta. Mais um prisioneiro solto, este esguio, mas de músculos visíveis, socando o ar num shadow-boxing de alta velocidade. — Valeu aí, parceiro! — O musculoso, que estava na segunda cela, pegou a espada caída e começou a girá-la na mão, também preparando-se para o combate. — Seus imprestáveis! — Gritava o cavaleiro. Mais dois guardas surgiam nas escadas e logo avançavam para conter os prisioneiros.

De um lado, quatro guardas (um desarmado) e o cavaleiro. No outro, os dois piratas, um boxeador, um espadachim e o velho magrelo ainda dentro da cela. Os dois piratas estavam feridos e sangrando, mas sem mais nenhum prisioneiro naquele andar, seguiam para o próximo. Três, sete, onze, dezesseis… Em cerca de vinte minutos, Douglas e Agni chegavam ao último andar, liberando cada um e todos os prisioneiros que lá haviam. Todos desarmados, alguns se recusando a sequer sair de suas celas, mas o caos estava completamente instaurado. O som de gritos e combate ficava cada vez mais alto.

Mas de todos os libertos, havia um que chamava bastante atenção. Era um lobo, ou melhor, um mink lobo, que usava um vestido rosa, assim como um chapéuzinho de mesma cor. — Obrigado, meus heróis! — Agradecia, dando um beijo na bochecha de cada. — Mas vou logo dizendo que sou inútil sem uma pistola!

~ x ~

Enquanto dois dos piratas causavam o caos na prisão, Nina e os outros dois começavam a fazer o mesmo na entrada do castelo. — Alto! — Um dos guardas gritava, mas o trio apenas aumentava a velocidade em que avançavam. — Alto! — Gritava o guarda novamente, sendo completamente ignorado. — É um ataque! — Gritava outro, e os cinco puxaram suas espadas.

O primeiro golpe da Rainha era tão forte que jogava o guarda por cima do muro da ponte e direto no fosso lá embaixo, restando apenas o seu grito de pavor. Daí, cada um dos piratas enfrentava um dos guardas. Nina conseguia desviar da lâmina de seu oponente e contra atacar com ferocidade. O guarda era ágil para pôr a espada no caminho, mas não tinha força para aguentar o golpe, fraquejando cada vez mais até ser derrubado por um golpe descendente. O último guarda flanqueava a capitã e atacava com uma investida, mas ao ver o rosto do homem preso às costas dela, parava estupefato. — P-príncipe?!

Brina dava uma cajadada no elmo do seu oponente e, apesar do metal absorver boa parte do dano, o homem ficava levemente zonzo devido à pancada. Ele atacava com um golpe vertical e a pequena defendia com o cajado, girando-o e atingindo-o novamente, desta vez no queixo desprotegido, nocauteando-o. Onimaru parecia estar tendo um pouco mais de dificuldade, sendo atingido duas vezes por cortes leves, mas revidando com socos e chutes.

Percebendo a desvantagem em que estavam, o guarda que havia flanqueado Nina começava a correr, puxando uma corneta de dentro de suas vestes. Com a ordem da caolha, a roedora corria na direção dele, alcançando-o em segundos e derrubando-o com um golpe em suas pernas. O homem ainda tentava assoprar, mas não tinha muito tempo antes de Brina fritar sua cachola.

* TOOot— *

Finalmente o tritão derrubou seu oponente e houve silêncio por um breve momento. Com a ordem de levantar a ponte, Onimaru olhava ao redor por um momento. Ao lado do portão havia duas torres, pouco mais altas do que o muro, que pareciam dar acesso ao adarve, o caminho de ronda que havia no topo. — Deve haver uma alavanca em cada. — Deduzia. — Mas ficaremos presos. — Ele questionava a capitã por um momento, mas logo balançava a cabeça e desistia. — Brina-chan, escolha uma que eu vou na outra. — E ele corria com a pequena para as entradas ao lado do portão.

Guardas surgiam do topo das torres, vendo os três intrusos e seus companheiros nocauteados. — Intrusos! — Gritava um. — Soem o alarme! — Gritava outro. Já no nível térreo, não havia nenhum guarda restante.

Na frente de Nina havia um grande e belo jardim com uma fonte bem no centro. Brina e Onimaru também o viram antes de seguirem para as torres. A fonte não era apenas o centro do jardim, como a junção de quatro caminhos. Ao sul tinha o portão de entrada, onde os piratas estavam, ao norte tinha o castelo, a oeste havia uma construção imponente que Nina ainda não reconhecia o que era e a leste havia uma grande casa, provavelmente onde os criados residiam.

O castelo de mármore com quatro andares e contendo diversos vitrais como janelas era bem imponente, mas havia algo que chamava a atenção da Rainha ainda mais. Uma bela mulher, já vista por ela, descia as escadas com um sorriso no rosto. Sua expressão era selvagem, tal qual como a da rainha, e ela puxava lentamente a fina espada que havia em sua cintura. — Imaginei que iríamos nos encontrar, mais cedo ou mais tarde! — Gritou. Cada qual das mulheres estava num dos lados do jardim, a uns vinte metros de distância. — Isso nas suas costas é o príncipe? Obrigado por trazê-lo de volta. — Dizia, em alto e bom tom, ainda se aproximando lentamente. — Mas temo que sua única recompensa será um colar de corda ao redor do pescoço!

* TOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOT *

Uma corneta soava de uma das torres, indicando o início daquele confronto.

*OFF: Só relembrando que Douglas e Agni estão com apenas a manopla e a espada roubadas nesse post em posse, todo o resto foi apreendido quando foram presos e ainda não foi encontrado.

Histórico:

Histórico:

Histórico:

Histórico:

Posts Akuma: 08
Posts Noskire: 22
Oni
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 0g5XGJQ
Créditos :
31
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t693-sir-douglas-whitefang#4758 https://www.allbluerpg.com/t697-quem-liga-para-karate#4784
Oni
Pirata
Re: O Bando da Rainha Caolha Qui 22 Set 2022 - 18:28
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 31




Algumas vezes, o fato de eu ser um covarde aproveitador contrasta com meus nervos de aço. Abrir uma cela que estava provavelmente vários andares abaixo do subsolo, rodeado por escuridão e umidade e encontrar um lobisomen vestido como uma velhinha acirrou ainda mais esse contraste.

Minha alma escapava do corpo e dava um grito após ouvi-la dizer — Obrigado, meus heróis! - Entretanto, meu corpo se mantinha impassível assistindo-a, enquanto prosseguia: — Mas vou logo dizendo que sou inútil sem uma pistola! - Desta maneira, a única reação capaz de comportar o pavor da minha alma fora do meu corpo (que já começava a retornar) e da racionalidade fria da minha mente, era fechar a grade novamente e fingir que nunca tinha visto aquela bizarrice. - Velha coroca. - Empurraria a grade de cenho franzido, um tanto ofendido por ter tomado um susto e um tanto apavorado pela visão horrenda. Talvez ainda mais feia estranha do que Brina.

Levava os dedos até o queixo, refletindo. Eu dificilmente era tão mal-educado. Até mesmo ao ofender alguém eu mantinha a minha peculiar etiqueta. Por isso, abria a jaula novamente. - Brincadeirinha... Eu duvido muito que uma beldade como a senhor-.. Senhorita possa ser chamada de inútil. Venha, vamos, tome minha mão, eu posso te levar. A gente consegue um canhão. Provavelmente. Mas me diga, o que uma.. Érm.. Senhorita tão jovem e esbelta estaria fazendo em uma pocilga como essa? E ei, me diga, você conhece a região por aqui, não? Onde estamos? Tem algum conselho pra mim, hein? - Diria vestindo a manopla na outra mão.

E então começaria a subir escadas acima, ouvindo-a. - Hm.. Como era a voz daquele guarda mesmo? - E tossiria na minha mão. - Vamos. Toquem fogo em tudo. Agora que os prisioneiros estão fugindo temos o pretexto perfeito para matá-los. - Imitaria o guarda lá em cima, que havia visto a minha akuma no mi. - NÃO. NÃO. AAAAAAH. SOCORROOOOOO ESTÃO TOCANDO FOGO NOS ANDARES DE BAIXO! CORRAM! CORRAM! - Imitaria a voz da senhorita lobisomem. Se tudo desse errado, os presos, que não me viam, ficariam com raiva dela.

Meu objetivo era fazer os presos correrem e começarem a subir pelas suas vidas. Se alguém quisesse ficar para trás mesmo com aquele incentivo, nada poderia ser feito por eles. Para incrementar a interpretação, eu também sairia correndo escadas acima.

Normalmente, eu deixaria que os presos lutassem a minha luta e me esconderia. Mas, estaria subindo por que quanto mais pudéssemos aproveitar a união para derrubar o maior número de guardas, melhor seria para todos nós.

Ao chegar na ilha, eu havia me assustado com a ausência de membros do submundo. Mas então me lembrei de um antigo ditado dos ladrões: ''Quando inventaram a luz, acharam que ela poderia dissipar a escuridão. Mas ela apenas a afastava, engrossando-a''. Então, certamente, ao invadir o presídio e soltar os presos, como Nina havia sugerido sem saber o quanto era genial, eu terminaria por encontrar toda a escuridão engrossada que o sistema super seguro daquela ilha havia conseguido apenas afastar.

E os havia liberado, como aliados de última hora.

O homenzarrão assustador com a espada e o boxeador, apesar de assustadores, certamente teriam um papel decisivo na luta. Ainda mais se eu pudesse conquistá-los com o meu carisma, decorrente do meu charme de bandido.

E, além disso, essa era uma das minhas ideias para fazer acordo com Ronron. Soltar os presos do lugar seria extremamente lucrativo para mercenários e caçadores de recompensa, que, se deixassem-nos fugir da ilha por tempo o suficiente para que eles reavessem a recompensa pelas cabeças, poderiam caçá-los de novo e ganhar em dobro. Isso, somado com o fato de Agni tê-los incentivado a se livrar do príncipe, poderia até fazer aquele sistema agir ao nosso favor.

Realmente, um ótimo acordo.

Chegando lá em cima, tentaria pegar espadas dos guardas derrubados pelos lutadores e pedaços de suas armaduras e distribuir para os outros presos, fortalecendo-os.

Também entraria no combate, usando as manoplas de ferro para proteger meu corpo de espadadas, buscando socar o rosto dos inimigos e desarmá-los roubando suas lâminas sempre que encontrasse uma oportunidade.

Analisaria o ambiente, dividindo o trabalho com os outros presos e avançando torre acima.


_________________

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 N7yl9g2

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 T7y7CNR
Shiro
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 78yUEI6
Créditos :
16
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t692-nina-spades#4750 https://www.allbluerpg.com/
Shiro
Novato
Re: O Bando da Rainha Caolha Qui 22 Set 2022 - 22:36
NINA SPADES - 30




Em uma tática relâmpago, a comitiva real derrotou os guardas que estavam guardando o portão. Quando Nina arremessou um dos guardas para o fosso com a força do seu golpe, ela olhou para a própria clava com os olhos arregalados, como se não esperasse aquilo tudo. Mas ela logo então sorriu e retornou para a batalha.

Com o térreo limpo, a Monarca deu a ordem de erguer a ponte. Onimaru, exitante, falou o óbvio: eles iam ficar presos. A Rainha olhou para ele com a boca fazendo um pico de pato e o olho cerrado, uma verdadeira cara de pilantra. - Eu sei. Mas ai aqueles caras que estavam lá na floresta não vão poder entrar aqui… Ah, e se a gente conseguir derrotar todo mundo aqui dentro, esse castelo será todinho nosso! - Cada palavra saiu com gosto de sua boca, quando o assunto era instaurar o caos, Nina era uma gênia. - Wahahaha! Acabei de pensar em algo engraçado… Se a Rainha e o Rei estiverem no castelo e a gente subir a ponte, eles vão virar nossos reféns também! - Ela estava realmente se divertindo com toda aquela situação.

Nina então olhou pela abertura do portão e pode ver um jardim, além do castelo no fundo daquele forte. Ela confiava em Brina e Onimaru, então deixaria eles resolverem a questão da ponte e dos soldados nas torres sozinhos. - Eu vou direto para o castelo, encontro vocês lá! - Gritou para eles, começando um saltitar serelepe na direção do jardim, como se fosse uma princesinha meiga e juvenil.

Entretanto, quando se deu conta, uma mulher familiar estava vindo em sua direção. A Monarca viu o rosto demôniaco da mesma e espelhou-o, adotando mais uma vez o sorriso sórdido como feição. - Sinto cheiro de uma besta… - Só de olhar para a mulher ela sabia que era uma oponente poderosa e aquilo a animava. A bela mulher então começou a falar com Nina.

- Isso daqui? - Nina bateria com a clava nas costas do sequestrado, sem se importar de machucá-lo, fazendo questão de mostrar que não ligava muito para ele. - Sim, esse fracote aqui é o príncipe de vocês. - Começaria o conflito através das palavras, provocando sua adversária. - Oh, um colar de corda? Imagino que uma cavaleira que deixa o príncipe herdeiro morrer provavelmente ganharia um desses. - Veneno escorreria de sua frase, sua sobrancelha ficaria tensa, seus joelhos relaxados e ela então começaria a avançar em uma corrida na direção da Mulher, como um guepardo correndo atrás de sua presa.

Assim que estivesse próxima o bastante da oponente, Nina daria seu primeiro golpe. Ergueria a clava acima de sua cabeça e desceria com um ataque vertical, rumo ao rosto da outra. Entretanto, dessa vez ela brincaria um pouco. Quando a arma estivesse a meio metro de acertar a adversária, Nina pararia o avanço da arma no ar, erguendo a perna direita de forma rápida e dando um chute com a sola de sua bota bem na altura da boca do estômago da Mulher. - Ops. - Afastaria-se então com três rápidos pulos em ziguezague para trás.

Não pararia por ai, dobraria os joelhos com rapidez, ao ponto de agachar tanto que suas nádegas tocariam os calcanhares. Então ela usaria toda sua força sobrehumana para dar um pulo para frente, usando sua testa para liberar toda a energia daquele movimento no rosto da espadachim. Dessa vez, daria um único pulo mais longo para trás, tentando se afastar pelo menos uns cinco metros.

Estaria atenta para qualquer tentativa de ataque por parte da Mulher. Como era uma lâmina fina, ela provavelmente lutava com estocadas. Se fosse o caso de uma estocada vir na direção de Nina, ela manteria os pés firmes no chão e só penderia o seu tronco ao máximo para o lado, tentando se livrar da lâmina. Contra-atacaria então rapidamente com um movimento semi-circular do kanabo, de baixo para cima, visando acertar o pulso que segurava a arma.

No caso em que a Mulher tentasse cortá-la, Nina atacaria da mesma forma com o kanabo, mas de forma espelhada para que quando as duas armas chocassem ela pudesse impedir o avanço do golpe.

Essa primeira trocação de golpes teria um objetivo: testar a força da Mulher.

Mas também haveria uma preocupação: não deixar a mulher chegar ao príncipe. Nina faria o necessário para manter sua fronte sempre virada para a adversária. Abusaria de passos rápidos e rodopios para manter-se sempre de frente para a mesma, da mesma forma que a lua sempre fica virada para o sol.

Não podia arriscar perder o príncipe. Ele era a peça mais importante de seu esquema. Se a Rainha o perdesse, bem, as chances dela sair viva daquela ilha abaixariam consideravelmente.

[/color]

Armas:

Relações:

_________________

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 GqRWlFl
Shiro
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 78yUEI6
Créditos :
16
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t692-nina-spades#4750 https://www.allbluerpg.com/
Shiro
Novato
Re: O Bando da Rainha Caolha Qui 22 Set 2022 - 22:42
NINA SPADES - 30




Em uma tática relâmpago, a comitiva real derrotou os guardas que estavam guardando o portão. Quando Nina arremessou um dos guardas para o fosso com a força do seu golpe, ela olhou para a própria clava com os olhos arregalados, como se não esperasse aquilo tudo. Mas ela logo então sorriu e retornou para a batalha.

Com o térreo limpo, a Monarca deu a ordem de erguer a ponte. Onimaru, exitante, falou o óbvio: eles iam ficar presos. A Rainha olhou para ele com a boca fazendo um pico de pato e o olho cerrado, uma verdadeira cara de pilantra. - Eu sei. Mas ai aqueles caras que estavam lá na floresta não vão poder entrar aqui… Ah, e se a gente conseguir derrotar todo mundo aqui dentro, esse castelo será todinho nosso! - Cada palavra saiu com gosto de sua boca, quando o assunto era instaurar o caos, Nina era uma gênia. - Wahahaha! Acabei de pensar em algo engraçado… Se a Rainha e o Rei estiverem no castelo e a gente subir a ponte, eles vão virar nossos reféns também! - Ela estava realmente se divertindo com toda aquela situação.

Nina então olhou pela abertura do portão e pode ver um jardim, além do castelo no fundo daquele forte. Ela confiava em Brina e Onimaru, então deixaria eles resolverem a questão da ponte e dos soldados nas torres sozinhos. - Eu vou direto para o castelo, encontro vocês lá! - Gritou para eles, começando um saltitar serelepe na direção do jardim, como se fosse uma princesinha meiga e juvenil.

Entretanto, quando se deu conta, uma mulher familiar estava vindo em sua direção. A Monarca viu o rosto demôniaco da mesma e espelhou-o, adotando mais uma vez o sorriso sórdido como feição. - Sinto cheiro de uma besta… - Só de olhar para a mulher ela sabia que era uma oponente poderosa e aquilo a animava. A bela mulher então começou a falar com Nina.

- Isso daqui? - Nina bateria com a clava nas costas do sequestrado, sem se importar de machucá-lo, fazendo questão de mostrar que não ligava muito para ele. - Sim, esse fracote aqui é o príncipe de vocês. - Começaria o conflito através das palavras, provocando sua adversária. - Oh, um colar de corda? Imagino que uma cavaleira que deixa o príncipe herdeiro morrer provavelmente ganharia um desses. - Veneno escorreria de sua frase, sua sobrancelha ficaria tensa, seus joelhos relaxados e ela então começaria a avançar em uma corrida na direção da Mulher, como um guepardo correndo atrás de sua presa.

Assim que estivesse próxima o bastante da oponente, Nina daria seu primeiro golpe. Ergueria a clava acima de sua cabeça e desceria com um ataque vertical, rumo ao rosto da outra. Entretanto, dessa vez ela brincaria um pouco. Quando a arma estivesse a meio metro de acertar a adversária, Nina pararia o avanço da arma no ar, erguendo a perna direita de forma rápida e dando um chute com a sola de sua bota bem na altura da boca do estômago da Mulher. - Ops. - Afastaria-se então com três rápidos pulos em ziguezague para trás.

Não pararia por ai, dobraria os joelhos com rapidez, ao ponto de agachar tanto que suas nádegas tocariam os calcanhares. Então ela usaria toda sua força sobrehumana para dar um pulo para frente, usando sua testa para liberar toda a energia daquele movimento no rosto da espadachim. Dessa vez, daria um único pulo mais longo para trás, tentando se afastar pelo menos uns cinco metros.

Estaria atenta para qualquer tentativa de ataque por parte da Mulher. Como era uma lâmina fina, ela provavelmente lutava com estocadas. Se fosse o caso de uma estocada vir na direção de Nina, ela manteria os pés firmes no chão e só penderia o seu tronco ao máximo para o lado, tentando se livrar da lâmina. Contra-atacaria então rapidamente com um movimento semi-circular do kanabo, de baixo para cima, visando acertar o pulso que segurava a arma.

No caso em que a Mulher tentasse cortá-la, Nina atacaria da mesma forma com o kanabo, mas de forma espelhada para que quando as duas armas chocassem ela pudesse impedir o avanço do golpe.

Essa primeira trocação de golpes teria um objetivo: testar a força da Mulher.

Mas também haveria uma preocupação: não deixar a mulher chegar ao príncipe. Nina faria o necessário para manter sua fronte sempre virada para a adversária. Abusaria de passos rápidos e rodopios para manter-se sempre de frente para a mesma, da mesma forma que a lua sempre fica virada para o sol.

Não podia arriscar perder o príncipe. Ele era a peça mais importante de seu esquema. Se a Rainha o perdesse, bem, as chances dela sair viva daquela ilha abaixariam consideravelmente.


Armas:

Relações:

_________________

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 GqRWlFl
Wheeler Sheyde
Imagem :
O Bando da Rainha Caolha - Página 10 FUF2oA1
Créditos :
02
Ver perfil do usuário https://www.allbluerpg.com/t1717-agni-flamesburg#18162 https://www.allbluerpg.com/t1638-o-bando-da-rainha-caolha#18454
Re: O Bando da Rainha Caolha Sex 23 Set 2022 - 9:06
AGNI FLAMESBURG! — 22


Os prisioneiros eram soltos. Carrancudos, grandes e feios. Bisonhos, tortos e mal feitos. Mas úteis.

Digo isso porque se não fossem eles eu estaria n’água. E com n’água eu quero dizer Mortinho da Silva. As pedaladas, como eu viria a descobrir, não deram certo. Talvez fossem dar certo se eu tivesse as perninhas mais fortes, porém tudo que consegui foi chutar seus antebraços que nem uma criança birrenta.

Minha espada descreveu um arco para ser freada por um dos guardas babacas. E aí eu senti a sopa de agora pouco voltando garganta acima. A vantagem numérica deles era demais para eu lidar e, desviando por pouco, fui açoitado logo depois. Quando o mestre Douglas estava prestes a se mandado para o beleléu, um sujeitão dos “novos nossos” botou o guardinha para dormir mais cedo.

— Agora são dois contra dois, babacas! — berrei segurando a barriga machucada.

Entender a realidade foi muito duro para mim: não bastava ser bonito, carismático e o melhor escritor dos sete mares. Isso não faria com que minha lâmina fatiasse a carne dos meus inimigos. É, a coisa tava feia. Eu ia ter que treinar.

A coisa só não tava tão feia pra mim quanto estava naquela aberração de lobo de vestidinho rosa. Pela terceira vez na noite me perguntei se não estava num sonho. Uma vovó lobo? Me peguei abduzido pela visão infernal, mas logo lembrei da agilidade que o momento requeria.

— Vamos, vovó lobo! Nós te arrumaremos uma pistola pelo caminho!

Precisávamos dar um jeito de sair daquela maldita prisão. Assim que visse uma janela, pularia e bateria as asinhas para tentar enxergar onde estávamos. Se visse luz, então tentaria sair de lá do jeito mais fácil: arrombando a parede. Não que EU fosse arrombar uma parede: para isso pediria a ajuda dos caras fortões.

— Ei, caras fortões! Vocês por algum acaso conseguem quebrar essas paredes? — Perguntaria se visse viabilidade de saltar do local. Ademais, manteria-me na retaguarda, deixando que lutassem e usando as aberturas oportunas para atacar daqui e ali, mais como apoio do que linha de frente, aparecendo, fatiando e saindo.



Objetivos:

_________________

O Bando da Rainha Caolha - Página 10 Rq2IktH