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O Bando da Rainha Caolha

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Achiles
Avaliador
O Bando da Rainha Caolha Qui Abr 28, 2022 11:05 am
Relembrando a primeira mensagem :

O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Sab Maio 21, 2022 12:54 am
AGNI FLAMESBURG! — 05


Eu tinha uma espada! Uma de marica, mas era uma espada. Caminharia de cabeça erguida com a bainha afivelada e degustando as jabuticabas até me deparar com os dois figurões.  Aquelas criaturas estranhas, feias feito o cão, desengonçadas e fazendo algo duvidoso eram, sem dúvida, o arauto da minha grande aventura.

— Macacos me mordam, uma sardinha andando! — exclamaria antes de tomar as madeiras nos braços e seguir a trajetória. — Não sei o que querem de mim, mas espero que no fim dessa viagem tenha uma boa porção de frutos do mar! Se bem que eu não sei se você come file de peixe, né? KEIMAKEIMAKEIMAKEIMA! — gargalharia com a piada que era muito engraçada na minha cabeça.

Subiria com certo receio, mas morto de curiosidade, nas costas do tritão, preparando-me e abrindo as asas assim que fosse arremessado para tentar um pouso minimamente suave, além de tentar manter o equilíbrio para não molhar a madeira. Ao chegar no deque olharia para os lados e tentaria averiguar a situação. Que história colheria daquilo ali? Quem eram todos? Queria encaixar essas peças. Deixaria a madeira no chão, anunciando:

— CONHECI UM ATUM DE CALÇA QUE ME PEDIU TRAZER ESSES GRAVETÕES! ELE USAVA CALÇAS? NÃO LEMBRO, MAS A MADEIRA ESTÁ ENTREGUE! O FRETE CUSTA QUARENTA E OITO TIGELAS DE MACARRÃO COM MOLHO DE QUEIJO SOUTHERIANO! — Aqueles caras tinham atrapalhado a gestação da jabuticaba e provavelmente eu estaria com fome de novo.
...

Ficaria ao canto tomando notas mentais se observasse combatentes em ação, neste caso os esperaria com olhos atentos, tentando me manter fora do alcance dos golpes. Assim que acabasse - ou caso não tivesse - atentaria-me ao que fora dito sobre mim.

Um... anjo? Nunca tinha pensado sobre isso. Até faria sentido se fosse pensar nas asas, porém elas não serviam para voar. Eu não poderia ter descido do céu. Ou poderia? A verdade é que eu não me lembrava de porcaria nenhuma. Agora eles tinham me deixado confuso.

— Podem me chamar de Agni Flamesburg, o maior escritor-aventureiro que já viveu! — as palavras simplesmente se projetariam dos meus lábios; uma entrada triunfal era o mínimo que um grande herói merecia. Esperaria até o fim da peleja, um momento de calmaria, para escutar o que eles tinham a me dizer. O trabalho de trazer a madeira não poderia ter sido de graça.

Se fosse perguntado diretamente ou mesmo escutasse as indagações sobre o pai da moça, coçaria o queixo e responderia:

— Sei onde ele está! Seu pai/o pai dela está compartilhando histórias com o carpinteiro cabeludo e mais um montão de amigos! — era a resposta que um anjo daria; se não fosse, ao menos seria a que eu escolhi dar. — Quem são vocês? São amigos do escamoso estranhoide que me jogou nesse barco? — indagaria com olhos inquisitórios, dirigindo-me para a questão mais importante de todas — cês tem alguma coisa gostosa aí?



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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Maio 23, 2022 2:54 pm


"Where I go? I do not know
I only know the place I've been
Dreams they come and go, ever shall be so
Nothing's real until you feel"

O clima de tensão era momentaneamente quebrado quando viam todos os antagonistas pra fora de Zarolha, mas logo Brina trazia o problema novamente à tona ao dizer os planos adversários. O trio em cima do barco preparava-se para impedir, enquanto, da praia, Marimaru entregava os materiais para Agnis, que mesmo em meio à tanta bizarrice topava e se jogava em cima de Onimaru, que logo começava a nadar.


Douglas despedia-se do trio de captores mostrando para sua mestra que havia aprendido bem, imitando-a e fazendo Roberto reclinar um pouco o escudo. Não havia alterado tanto assim, mas gerara um leve desequilíbrio, fazendo com que Luly estivesse de lado quando a clava de Nina descia com tudo em seu corpo. Incapaz de usar seu estilo de combate, tudo que a caçadora podia fazer era colocar os braços à frente, protegendo-se de maior dano mas sendo arremessada longe. E se a tempestade atrapalhava todos de enxergarem, Brina conseguia bem ver a caçadora quicando três vezes na água, antes de ser sugada para o mar. — NÓS VOLTAREMOS, DOUGLAS-KUN. NÃO SE ESQUEÇA DA SUA PROMESSA!


Ronron ronronava — seria daí o seu apelido? — satisfeita, embora derrotada. Nesse instante, Onimaru saltava para dentro do barco, logo após jogar Agnis para dentro, enfim completando os cinco tripulantes. E enquanto Douglas começava a usar suas habilidades de navegação para sair do meio daquela tempestade, Nina avaliava o material e pensava não ter os pregos e o martelo. Isso dificultaria a sua vida, mas Marimaru havia pensado nisso. No meio dos blocos de madeira havia uma pequena sacola contendo um martelo, uma serra e uma caixinha com algo em torno de uma centena de pregos.


Agnis, que a essa altura já fazia sua apresentação e fabulava a respeito do pai de Nina, observava enquanto a rainha caolha apressadamente criava remendos no navio. A qualidade não era boa mas ao menos conseguia fazer um reparo satisfatório. O navio saía da tempestade após algumas horas, dando enfim uma tranquilidade e calmaria que não viam a um tempo. Assim todos podiam perceber que encontravam-se com fome e, mais do que isso, será que poderiam estar seguros sem ter uma moeda embaixo do mastro?


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Wolfgang
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 24, 2022 4:14 pm
Brina Britta - 7

A batalha chegava ao fim, e mesmo em meio a tempestade e tomada pela adrenalina do combate, agora era possível avaliar a situação do navio com calma.

“Um anjo?” - indagava, ao ouvir isso de seus companheiros sobre o sujeito que carregava os equipamentos de carpintaria. A dúvida parecia percorrer até mesmo o rosto do rapaz alado, como se estivesse questionando aquilo pela primeira vez, mas é claro que Brina não notava isso.

- Ele não é um anjo! - dizia, correndo na direção de Agnis. Pela primeira vez, a pequena era quem trazia uma informação correta, sem atribuir magia ou razões paranormais, ao contrário de seus amigos. Ela parava em frente ao garoto, com os olhos brilhando e um enorme sorriso. - Você é um celestial! Você veio de uma das Ilhas dos Céus, não é verdade?!? Ahhhhhhhhhh! Eu sou a Princesa-curandeira Brina Britta do Reino de Nina, sou uma bruxa da Ordem da Lua que é liderada pelo Arquimago Grian Croassaint, e ele também é um celestial! - ela saltitava ao redor de Flamesburg para que o pudesse examinar melhor. O par de asas era inconfundível, eram ligeiramente diferentes em cor e tamanho de seu querido Arquimago, mas com certeza estes compartilhavam da mesma raça. - Agnes Flamesburguer? Que nome engraçado kishishishi! Hmmm… seu nome me deu fome…

Fazia tempo que Zarolha não ficava tão povoada, mas aquela quantidade de pessoas, celestiais, minks e tritões no convés a fazia perceber que finalmente estavam juntos de novo, e Douglas, é claro, agia como se nada tivesse acontecido.

- Douglas! Douglas! O que aconteceu?!? - perguntava, aflitamente. - Quem eram aquelas pessoas? Você conhece esse homem-peixe? Ele não é irmão do Dínamo não, né? Kishishishi! E o celestial? Ele tem o cabelo igual ao seu, não é um dos seus irmãos ou irmãs que tão tentando te matar, né? Ah, na verdade os cabelos nem são tão parecidos… Sabia que eu perdi meu chapéu? Foi o tritão que encontrou! Ele tá meio molhado porque parece que foi parar no rio… como isso aconteceu eu não faço ideia, ele sumiu com você! Eu jurava que você tinha sido sequestrado por um desses pássaros monstruosos ou até mesmo um dragonito, sabia que um pássaro roubou a coroa da Rainha Nina? Kishishishi, demoramos um tempão pra recuperar… aí fomos num lugar que tinha algumas pessoas legais que nos ensinaram algumas coisas, um deles até ensinou a Rainha Nina a consertar navios, a gente tava precisando disso, coitada da Zarolha… aquela batalha não foi fácil pra ela, mas agora vai ficar tudo bem! FIQUEI PREOCUPADA! - e após terminar de tagarelar, Brina pularia no pescoço do ruivo para o abraçar, sem conter o choro. - Buu.. buu… NÃO SOME MAIS ASSIM!!! Eu te perdoo por se passar por um Arquimago, mas por favor, não some mais! Mesmo que venham mais trinta irmãs psicopatas assassinas atrás de você, a gente não te abandonaria!

Em seguida, conferiria se ainda havia uma moeda no pé do mastro, e caso não tivesse, tiraria um berrie de sua inexplicável grande quantia guardada. “Com uma chuva dessas… vamos precisar disso.” - pensava, um pouco preocupada não apenas com as condições climáticas, mas também as condições mágicas daquela viagem.

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Shiro
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 24, 2022 5:18 pm
NINA SPADES - 07



Mesmo estando afastada, a rainha pode ouvir o anjo responder sua pergunta. - ‘Carpinteiro cabeludo’, que merda você está falando? Meu pai morreu, seu anjo doido. - Nina parecia não pegar a referência religiosa do garoto angelical, o que a aborreceu e a fez focar no seu trabalho de pseudo-carpinteira.

...

Com as mãos na cintura, a rainha olhou para os remendos que acabara de fazer no casco do navio. - Ficaram bons! - Disse em um tom radiante, apontando para os buracos tampados e olhando para sua tripulação em busca de aprovação. A tempestade tornava-se cada vez mais branda e Douglas manejou a embarcação para longe daquela ilha. A rainha observou meio distraída aquela titânica árvore afastando-se para o horizonte e tornando-se cada vez mais pequena. Porém, a voz aguda e fofa de Brina cortou a monarca de seu transe.

- Então ele não é um anjo… - Aproximaria-se de Brina, fazendo um beiço. - O quê?! Você veio de uma ilha que fica lá no céu? - Olharia para Agni com uma das sobrancelhas franzidas. - Eu não sabia que o mar chegava até lá! WAHAHAHA! Esse mundo é muito estranho… Ei, Douglas, Brina, vamos pra lá um dia? - A rainha estaria maravilhada com as informações trazidas pela ratinha, o que ficaria mítico com o brilho que sustentaria nos olhos, demonstrando sua fome por aventuras.

Aproveitaria que havia falado com Douglas e andaria até o mesmo. O sorriso em seu rosto morreria, dando lugar a uma expressão relaxada. Chegando perto do companheiro, fecharia a mão direita em um punho e daria um cascudo no mesmo. - Douglas, seu fracote de merda! Da próxima vez tome cuidado pra não ser capturado por qualquer grupo de idiotas que cruzar seu caminho! Você deixou a Brina preocupada… - Olharia por cima do ombro para a ratinha, tentando disfarçar que ela, a Rainha, também havia ficado preocupada. - Mas tudo bem, nós demos um jeito naqueles idiotas. E pensando bem… - Um risinho malicioso formaria em seu rosto. - …Foi muito engraçado te ver pelado naquela gaiola, você parecia um chimpazé! WAHAHAHA! - E sairia gargalhando, caminhando até a amurada.

Essa pequena caminhada a faria lembrar que tinha algumas situações não resolvidas naquele navio, rodopiaria, voltando-se para seus companheiros. - Parando pra pensar, temos dois intrusos no navio… Temos o Peixola, que estava atrás do Douglas. E o anjo… Quer dizer… O Agni, que eu nem sei o que está fazendo aqui. - Cruzaria os braços. - Douglas, Brina, o que acham que devemos fazer com eles? Eu tava pensando em algumas coisas. Podemos matar, jogar no mar ou prender… - Daria as três sugestões erguendo três dedos da mão direita. - Agora que somos piratas não podemos ficar de brincadeirinhas, esses dois paspalhos aproveitaram a situação para subir de fininho no nosso navio. Acham que eu não percebi? - Olharia com uma sobrancelha mais alta do que a outra para Onimaru e Agni. -  Sei lá, eles podem estar com aqueles vagabundos que acabamos de derrotar… E então, devemos seguir com uma das coisas que eu falei? Ou vocês têm alguma sugestão? - Esse questionamento demonstraria a confiança que Nina tinha por seus súditos.

Em algum momento sentiria sua barriga roncar. - Que fome… - Diria, cabisbaixa e corcunda, exagerando na dramatização de uma fome que ainda era branda. - Vou ver se tem alguma coisa pra comer. - Andaria até a área interna do navio, procurando qualquer coisa que pudesse servir de comida.




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Pirata
Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 24, 2022 7:08 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 09




Os caçadores de recompensa ficavam para trás, com uma promessa de que voltariam.

Bem, se eles não cumprissem a promessa, eu não sentiria muita saudade.

Falando em promessas, Ronron me pediu para não me esquecer da minha. E eu sabia o que ela queria dizer. Se tivesse tido mais uma brecha, teria feito meu primeiro convite de trabalho pra ela.

Sob a chuva fria e sem roupa, meu ímpeto pela fuga era tamanho que eu sequer dei muita atenção à tempestade. Quer dizer, tomei diversas precauções ao longo do caminho, lidando com as velas da forma que pude, buscando equilíbrio entre me mover e não ter o mastro arrancado, mas preferiria estar vivendo aquela tempestuosidade, reagindo no automático, do que pensar por mais um segundo que fosse em como fugir de uma prisão.

Apesar de estar tremendo e batendo os dentes, ainda humilhantemente de cueca, tive certeza de fazer o barco continuar se movimentando para longe. Apenas horas depois, quando o navio saía da tempestade, me permiti relaxar, conferindo a rota e então indo interagir um pouco com aqueles no navio.

A primeira era Brina. Eu ouvia o mais atentamente que poderia se esperar de alguém que passou horas pilotando um barco. Era uma enxurrada de informações, como uma nova tormenta. Tentei falar algumas vezes, tentando responder às perguntas dela, mas não encontrei qualquer brecha. No fim das contas, apenas abraçaria a ratinha e sentiria seu corpo quente e felpudo. Eu realmente tinha sentido falta dela. Como uma irmã mais nova que nunca tive. E era um alívio saber que o tritão a havia entregado o chapéu. O sentimento era tão leve e pleno, que simplesmente se transformou em algo muito difícil de lidar. A afastaria, olharia em seus olhos e sussurraria com convicção, abusando da dramaturgia: - Princesa Brina, eu preciso te contar um segredo. Mas tem de ficar entre nós dois. Eu na verdade sou um Arquimago. - Mentiria, e deixaria a ratinha pensando quanto ao que eu disse ser verdade ou não, dado o meu tom de seriedade profundo e mortal.

E então, apesar da minha preguiça, a Rainha Nina me batia, como sempre, e logo depois me passava uma tarefa de ter que decidir sobre a vida dos dois invasores. Vocês podem até mesmo me chamar de rancoroso, vingativo e imaturo. Mas, depois de tudo o que vivi, a resposta estava fácil e na ponta da minha língua.

- Prisioneiros. - Precisava descontar em alguém. E estava com preguiça de pensar.

Apontaria o meu florete para eles, indicando as duas gaiolas. - Vocês não irão querer lutar contra mim. - Diria em um tom sério, interpretando como se eu fosse alguém respeitável, talvez um dos meus papeis mais difíceis.

Após guiá-los para dentro das prisões que haviam sobrado, fingiria que os prenderia, apenas deixando a gaiola fechada, mas sem trancar.

- Bom, vocês só tem uma forma de serem admitidos aqui. Podem começar contando as suas histórias. E então, logo após ela, dizer que o têm a oferecer para a Rainha Nina. Eu me chamo Douglas Whitefang, o Arquimago Vermelho, conselheiro do Reino. E ministro das relações exteriores. E da educação. E... - Começaria a adicionar outros cargos, apenas para ver até onde Nina permitira. - ...Tesoureiro... - era importante estabelecer o máximo de possibilidades para roubar. - E Terceiro Ministro do Estado. O primeiro e o segundo ministro trabalham por mim sempre que eu não posso. - Era só eu não poder nunca, que nunca precisaria fazer aqueles trabalhos, já que o primeiro e o segundo não existiam. - Enfim, o que quero dizer é que vocês só não vão virar comida de peixe se suas histórias e oferendas me convencerem.

No reino de Dente de Sabre, segundo histórias que eu ouvira, haviam tritões e celestiais escravizados. Mas eu nunca os tinha visto. Eu não iria prender os dois por muito tempo, apenas precisava saber de suas histórias e oferendas antes de tudo.

- De onde você veio, tritãozinho? - Conduziria a primeira pergunta. - A Princesa Brina me disse que você achou o chapéu dela. Por acaso achou mais coisas com ele? - Me referiria aos meus itens perdidos. Falando nisso, talvez os caçadores tivessem deixado algo deles por aqui, incluindo outras coisas minhas.

- Escritor? E onde está o seu caderno? - A depender do quão bem ele escrevesse, poderia soltá-lo.

- Bem, estou convencido. - Diria aos dois. - Podem sair da prisão, mas, assim que saírem, terão de servir o Reino da Rainha Nina. E o primeiro passo para isso é serem meus... - Escolheria bem as palavras. - ....Aprendizes. - Sim, era um ótimo golpe. - Pode parecer que não, mas eu estarei sempre treinando vocês, por mais que não soe como tal. Por mais que, muitas vezes, possa parecer que estou apenas os explorando. Se saírem dessa jaula, tem que aceitar isso. Tudo bem?

Voltaria a checar a rota. Uma enorme fome me acometeria, e ficar muitas horas navegando era péssimo. Mas não havia mais ninguém com quem eu pudesse revezar. Finalmente me lembrava o motivo de nunca ter aprendido navegação no palácio. Quanto mais inteligente você for, mais inevitável é ser explorado.

Me atentaria a cuidar bem da Zarolha, deixando-a longe de perigos, rumo à ilha nova.

- Rainha Nina. Nós estamos indo para um outro reino. E, durante meu tempo preso, eu tive algumas ideias de como expandir o nosso.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 24, 2022 11:59 pm
AGNI FLAMESBURG! — 06


Celestial? Ilha dos Céus? De que porcaria ela estava falando? — Eu acho que você é muito doida, criaturinha roxa. — Ela parecia maluca, mas se houvessem ilhas nos céus... isso daria uma tremenda de uma aventura!!!

Aquelas figuras estranhas e excêntricas pareciam divertidas, apesar da violência aparente na fala.

Seguia as ordens do ruivo, em especial, resguardando-me aos seus dizeres. Parecia poderoso, influente e muito bem articulado.

— Eu não tenho caderno, senhor! Estou procurando um para relatar minhas, er... nossas aventuras! — diria com entusiasmo, apegando-me nas grades com as mãos firmes e sorrindo de fora à fora. — Quanto ao meu passado! Eu não lembro!

Confirmei animosamente que sim com a cabeça, tanto para servir o reino quanto para ser seu aprendiz. Ele tinha uma espada de mocinha como a minha e parecia ser um incrível guerreiro.

Eu só não imaginava que aquela mulher fosse a rainha. A baixinha de tapa-olho. Que incrível! Uma rainha de verdade. Para que lado esse vento forte de boa sorte me levaria?

Sentia como se o carpinteiro cabeludo estivesse me empurrando para escrever a maior história de todas.

— Já disse quem eu sou! Agora quero saber tudo de todos vocês! — não me atentei ao fato de que tudo que disse foi que não sabia de nada porque, bom, era a verdade.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Maio 30, 2022 11:30 am


"It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For mel"

Entre rotas de navegação e fugas da tempestade, o clima aos poucos dava lugar a algo mais ameno, permitindo que Douglas manejasse o barco mais tranquilamente e pudesse se juntar aos outros. Brina explicava sobre a existência de celestiais e sobre a ilha do céu, mas o próprio Agnis não tinha memórias disso para recordar.


Nina, faminta e de mau-humor, via Onimaru e Agnis como potenciais inimigos, mesmo ambos tendo sido fundamentais para o sucesso completo da escapada. Deixava, assim, por conta de Douglas decidir o destino dos dois. Apesar de ter optado por fazê-los prisioneiros, ambos mantinham-se em parcial liberdade, apenas prestando seus próprios depoimentos. E se o celestial parecia tranquilo, o tritão encontrava-se bastante empolgado com tudo. — EU SOU DO DOJO QUE VOCÊ SALVOU! QUERO SER SEU ESCUDEIRO!


A vítima mais fácil da história de Douglas, digo, Onimaru, continuava a explicar: — Eu quero ser um grande guerreiro, e preciso aprender com o melhor! Por favor, me treine!... E como se aquilo já não fosse o suficiente para o golpista aceitá-lo no bando, o tritão complementava: —... Eu posso trazer alguns peixes a bordo!


A fome de fato apertava entre os membros do bando, mas até que o novo membro retornasse, poderiam beliscar ainda as jabuticabas de Agnis. Antes de sair, o tritão ainda entregava as roupas antigas de Douglas, que havia recolhido, embora estas estivessem ensopadas pelo mergulho anterior. Ao explorar o interior do navio, o navegador encontrava o kit de disfarce de Ronron, contendo diversas perucas e maquiagens para utilizar, conforme treinara mais cedo. Podia não ser muito, mas ao menos já estava preparado para a próxima vez que necessitasse criar um personagem.


Histórico:
Douglas:


Brina:


Nina:


Agni:

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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Maio 30, 2022 3:30 pm
NINA SPADES - 08



- Prisioneiros? Hm, nada mal. - Ela disse isso com a mão no queixo e balançando a cabeça levemente. Porém, quando Douglas começou a se apresentar - e contar suas mentiras - Nina começou a revirar os olhos, impaciente, mas acabou por não falar nada. Ela tinha dado graças a Deus por Douglas estar resolvendo aquela situação no lugar dela. O Arquimago então solicitou que ambos os intrusos contassem suas histórias. A Rainha sorriu, cruzou os braços e encostou as costas na amurada. - É isso ai, contem suas histórias e vamos decidir se vamos matar vocês ou não. - E ficou ali, encarando os dois, curiosa.

Agni foi muito breve. - Você escreve aventuras e não se lembra do seu passado? Wahahaha! Que anjinho estranho… - Comentou, divertindo-se. - Ei, pivete, você não manda em nada aqui entendeu? - Reclamou após Agni solicitar que os membros de seu reino também contassem suas histórias. - Mas eu sou Nina Spades, a rainha do reino de Spadia… - De forma intuitiva e sem perceber ela tinha acabado de batizar o próprio reino. - E aquela que vai se tornar a Rainha dos Piratas! - Ela falou essa última palavra colocando ambas as mãos na cintura, estufando o peito e olhando para o horizonte, tentando dar um ar épico à sua fala.

- Merda, eu acabei contando tudo pra ele… - Percebeu que havia seguido o pedido de Agni sem querer, o que a fez levar a mão a testa e resmungar um pouco. - Ah, agora já foi. - E então olhou para o tritão. - Vamos, Peixola, é sua vez! - E então o garoto começou a falar.

- O quê?! você nos seguiu desde aquele dojo onde a gente amassou o Dínamo? - Nina estava incrédula, apontando para trás como se o dojo estivesse às suas costas. - WAHAHAHA! Treinado pelo Douglas? Você é doido. Mas cada um com seus problemas… - Debochou do pedido do menino, pois acreditava que o Arquimago não era alguém digno de ser um mestre de outra pessoa. Porém uma fala de Onimaru fez com que Nina largasse sua postura sarcástica, fechando os punhos, encurvando a coluna para frente e arregalando os olhos que brilhavam intensamente. - Uou, to gostando de você agora Peixola, ehh, quer dizer, Onimaru. Sério que você consegue pegar uns peixes? Se você fizer isso eu te deixo ser cavaleiro do meu reino! - Sua fome era tanta que ela estava disposta a trocar títulos nobiliárquicos por uma sardinha.

Douglas parecia convencido e Nina também. - Beleza, vocês dois podem entrar no meu bando. Mas estou de olho em vocês hein. Qualquer sinal de traição… - Fez um sinal de degola no pescoço usando o dedão da mão direita.

A Monarca então deu aquele assunto como resolvido e decidiu aproximar-se um pouco de Brina e esperar pelos peixes. - Você sabe fritar peixe, Brina-chan? Pera, vocês minks comem animais? - Faria esse comentário, meio que surpresa com a própria pergunta que havia feito, como se tivesse encontrado uma dúvida cuja a resposta seria muito interessante.

Douglas, entretanto, parecia querer falar mais com Nina. Quando suas palavras chegassem ao ouvido da Rainha ela até mesmo esqueceria a fome por um momento. - Ei, ei, ei… - Disse isso com certa empolgação na voz, virando-se para o Arquimago com um sorriso de orelha à orelha, mostrando a pura ganância. - Eu não sabia que estávamos indo para outro Reino. E que ideias são essas, hein, paspalho? Vamos, me conte!

E ficaria esperando a resposta do espadachim de forma ansiosa. Expandir seu reino era tudo o que ela queria.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Maio 30, 2022 9:00 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 10




Ser aquele que prende ao invés daquele que é preso não era tão bom assim.

Mas era bem melhor do que estar preso. E por isso eu me divertia.

Nina nomeava-nos como Reino de Spadia. Desde quando ela tinha pensado naquilo? É, acho que não importa.

Apesar da história bizarra do escritor de história sem caderno, eu o libertava, mas fazendo uma cara feia. - Bem, não faço a menor ideia de como alguém como você vai ser útil. - quase bocejando, passava a ignorar tudo o que o celestial falava. - Você fica devendo uma oferenda pra gente. - Observaria suas jabuticabas. Maldição, quanta fome. Já que aquele moleque da sobrancelha feiosa era inútil, eu poderia eventualmente roubar sua comida, no pior dos casos.

Já  quanto ao segundo, chamado Onimaru, eu realmente me impressionava. Talvez ele fosse a única pessoa no mundo inteiro que realmente me admirasse.

Assim que Nina terminava de falar que ele era doido por ser treinado por mim, eu a complementava: - ... Sim. É loucura de tão intenso que é o meu treinamento. - Meu tom seria poderoso e imponente. - Bem, não pense que vou facilitar a sua vida, ou que será fácil ser o meu aluno. Na verdade, para sequer ser admitido você talvez tenha de passar pelo inferno, para só então, talvez, caso sobreviva, virar um guerreiro valoroso. - fingiria não estar satisfeito em pegar as minhas roupas de volta, me fazendo de difícil para que o aprendiz me valorizasse ainda mais. [color=crimson... Entretanto, se passar dos testes, certamente irá se tornar. O problema é passar pelos testes. E o primeiro deles, como eu disse, é ser admitido. Bem, não quero ficar me repetindo, mas, para ser admitido, você vai ter de...[/color] - Ele falou que poderia pegar os peixes e matar a nossa fome. - POUCO ME IMPORTA OS PEIXES OU COMIDA, ESTÁ ME ENTENDENDO? - Me empolgaria e falaria como um militar. - Bem, mais ou menos. Pode ir pegar os peixes. Depois veremos se será admitido ou não...

Mas, dando um salto no tempo, voltava à minha conversa com Nina.

- Bem, não é nada de mais. Eu estive pensando... Agora que temos um barco, precisamos de mobília. Mobília de um palácio de verdade. - Sorriria, esperando que Nina sorrisse de volta. - Por isso, irei sequestrar o princípe ou princesa de Sorbet, nós iremos usar isso e mais uma outra distração improvisada para roubar o palácio. Como eu sei que tem um príncipe ou uma princesa, você se pergunta? Bem, talvez isso esteja fundo na minha memória e eu saiba porque já visitei o lugar e não lembro porque não me importava. Contudo, o fato é que todas as monarquias giram incessantemente em torno de ter filhos para se manter. E é por isso mesmo que de vez em quando nascem aberrações como eu. Então, certamente tem um príncipe ou princesa. Chegando na ilha nós saberemos mais. O que importa é que eu sei como a mente dos príncipes funcionam e com certeza vou encontrar uma forma de fazer isso. Se tudo der certo, com a minha pérspicácia e a sua força, é capaz de nós dois conseguirmos dinheiro suficiente para que eu nunca mais precise tra...balhar para qualquer coisa que não seja a construção do Reino de Spadia...

Ouviria o que Nina teria a dizer e colocaria as minhas roupas para secar. Deitaria no chão, encostado ao mastro, com as mãos nas costas.

- Agnis, por favor, gire o timão bem devagar para a direita, até eu dizer pra parar. Isso. Isso. Se continuar assim, irá se tornar um ótimo espadachim. - Começaria a guiar o rapaz ou Onimaru nas tarefas mais simples do navio. Faria apenas aquelas que não fosse possível que os mesmos realizassem.

Calcularia a rota e os ângulos, prestaria atenção à chegada de tempestades. - Ei, alguém aqui pode fritar esses peixes?

Exploraria os dois novatos o máximo que eu conseguisse. Chegando próximo a ilha, faria todos os preparativos necessários para aportar.

- Mais uma coisa, Nina. Eu preciso que você me ensine a lutar desarmado. - Diria durante a viagem. Ainda me sentiria péssimo por como fiquei inútil sem o florete por tanto tempo. Aqueles Caçadores realmente tinham conseguido me deixar assustado.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Maio 30, 2022 11:25 pm
AGNI FLAMESBURG! — 07


Você escreve aventuras e não se lembra do seu passado?
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Você escreve aventuras e não se lembra do seu passado?
Você escreve aventuras e não se lembra do seu passado?


As palavras da Rainha Nina ecoavam na minha mente. A pergunta fazia total sentido. Eu é quem não fazia. Era como se, na minha concepção, esse detalhe tivesse sido deixado de lado, num desleixo tão grande e cômico que parecia ter sido deixado de gancho para piadas. Pensei em rebater, até ser rude, mas estava na presença de uma rainha (!!!) e não podia me dar esse luxo.

— Não faz sentido mesmo, mas é por isso que eu vivo minha vida para ler todas as histórias mais emocionantes que já foram escritas! Excelentíssima Senhora Doutora Rainha de Espadinha. Espadinha. Que nome, er... peculiar! Conte-me, como é o reino de Espadinha? — Indagaria. Quando escutasse ela falando em se tornar a Rainha dos Piratas, inadvertidamente abria um sorriso. Como aventureiro e escritor, de muito me apetece aqueles que são corajosos o suficiente para anunciar seus sonhos assim.

Surpreendi-me também com minha entrada repentina num grupo de piratas. Esse não era o meu objetiiiiiiiivo de vida, porém aqueles caras ali pareciam ser os certos pra me arrumar uma jornada digna de um best seller. O plotwist também me pareceu apressado demais, a introdução dos personagens bem forçada... bom, eu poderia romantizar um pouquinho mais no livro.
...

Instantes depois, sob o comando do meu mestre, seguraria o timão como se fosse um troféu. O meu treinamento se iniciara. Dali em diante o céu seria o limite. Não haviam palavras que pudessem sintetizar a alegria que continha enquanto seguia suas orientações. [color:b65f=ff5656]Desenvolver coordenação motora, deve ser isso! Diria para mim mesmo enquanto alternava as mãos para realizar a atividade, tentando desempenhar um bom papel com a esquerda também.

Será que era cedo demais para contar que eu não era lá um super-experiente-combatente-dos-oceanos no combate à marinheiros e caçadores de piratas? Decidi que não. Eu sem dúvida seria a escolha n° 1, o camisa 10, a bola da vez se aparecesse um tigranossauro de presas afiadas ou um obelisco-cascorrubro. E também era questão de tempo até que o conhecimento e as técnicas do poderoso Arquimago Vermelho compusessem parte do meu arsenal.

— Mestre, o senhor já deve ter lutado grandes batalhas. Pode me contar sobre elas? — Perguntaria entre uma ordem e outra que recebesse, com os olhos cintilando de animação.

Esperaria até o momento de descanso do meu intenso treinamento para procurar caneta e um caderno. Fuçaria todos os cantos do navio, abriria gavetas, armários, baús etc. Caso não encontrasse, perguntaria aos meus colegas:

— Aí, algum de vocês viu uma caneta e um caderno por aí? Eu preciso começar a registrar as nossas histórias para que as crianças do futuro possam ler como a Nina se tornou Rainha dos Piratas. — Fiquei me perguntando porque a Rainha de Espadinha queria se tornar Rainha dos Piratas. A verdade é que minha curiosidade não cabia no peito e acabaria perguntando — Ei, rainha, como a Excelentíssima Senhora Doutora conseguiu esse tapa-olho? Por acaso é rainha da terra de cego? — o ditado "em terra de cego quem tem um olho é rei" era bem conhecido na minha cela. Eu só esperava que ela não se ofendesse.
...

Quando os ouvisse falando em comida, acenderia os ânimos e isso se tornaria vistoso para todos, até para os peixes nadando no oceano. Comeria todos eles, inclusive. Se tivéssemos um cozinheiro ele seria a minha pessoa favorita do navio, até mais do que o meu Grande Mestre. A ratinha tinha cara de quem cozinhava. O mestre poderia ser um grande cozinheiro que talvez estivesse delegando a atividade para que aprendêssemos. Bacalhau de lula? Torta de sardinha com ervas de Caramache flambadas em azeite? Nem sei se dá pra flambar assim, mas se der, com certeza ficaria delicioso.

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Wolfgang
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Maio 31, 2022 6:47 pm
Brina Britta - 8

O convés nunca esteve tão agitado. Os diálogos escalavam de diferentes formas, prisioneiros eram formados e logo soltos após um acordo diplomático. Era o que Brina esperaria de um reino.

- Reino de Espadinha? - repetia quase ao mesmo tempo que o celestial, uma vez que era exatamente isso que a pequena também entendia. Ficava um pouco confusa, pois nunca viu ninguém a bordo lutar com espadas, muito menos a Rainha que o batizava dessa maneira. - Mink? - novamente, estranhava o uso da palavra. Brina nunca teve contato com outros minks, apesar da Ordem da Lua possuir membros de todos os lugares e raças, a menção de sua própria era uma novidade que passava despercebida, pois eram tantas informações e pessoas para dar atenção, que sequer sobrava tempo para questionar o motivo de Nina a referir com esse nome estranho. Sua preocupação no momento era outra, e era despertada pela pergunta seguinte. - É claro que eu como! Sendo gostoso, eu como! Até o que não é muito gostoso na verdade, mas aí eu evito… eu já precisei tomar algumas poções com gosto esquisito, e outras coisas que os feiticeiros diziam fazer bem para mim, mas eu prefiro coisas gostosas, seja peixe, carne, sementes, sapos, galinha… e queijo! AHHH! DOUGLAS! Aquele grandalhão tinha me oferecido queijo, você achou alguma coisa com eles?

Buscava ignorar a fome e voltar sua atenção para o rapaz loiro. “Que também é meio ruivo… mas não igual Douglas, qual é a cor do cabelo dele de fato?” - VOCÊ É UM ESCRITOR? Peraí, você não é um celestial então? Meu mestre e Arquimago era um celestial e ele possuía asas iguais as suas! Tem certeza? Ele veio de uma ilha lá do céu, mas nunca contou muitos detalhes e não existem muitas histórias ou livros que falam a respeito… ah! Por falar em livros, então você conta histórias? EU AMO LIVROS! E HISTÓRIAS! Kishishishishi! Você tem algum livro com você agora? Será que eu já li algum livro seu por aí? - enchia-o de perguntas, extremamente entusiasmada e dando pequenos pulos de alegria. - É meio estranho mesmo que você não conheça sua própria história e mesmo assim seu ofício seja justamente o de contar histórias… mas eu te entendo! - apontava pra si. - Eu mesma… não sei muito do meu passado, digo, lembro-me de tudo! Posso te contar tudo que passei na Ordem da Lua desde que fui adotada, mas não são histórias muito boas, as boas histórias são aquelas que eu lia nos livros e eu sentia como se as estivesse vivendo ao longo das páginas, então não é nenhum motivo para se envergonhar! Olha, podemos juntos viver essas histórias, e eu sempre perguntava para minha mestre curandeira se o que eu lia era real, e ela sempre respondia: ‘Uma história não precisa ser real, para ser verdadeira.’

Talvez a pequena não tivesse noção da profundidade de tudo que estava dizendo, pois ingenuamente apenas queria demonstrar sua paixão por livros ao mesmo tempo que se empolgava com a ideia de novos amigos. Ainda mais um deles sendo um escritor, e o outro um tritão. - Ei, Seu Peixola, muito obrigada por recuperar meu chapéu! - dizia, correndo em sua direção e o abraçando. - Aliás, seu nome não é Peixola, é? Lembro que era Oni alguma coisa… vou te chamar de Oneixe então! Ai que nome feio, Oneixola fica melhor? PEIXONI!!! Esse sim é muito melhor.

Talvez fosse o momento pacífico mais caótico que Zarolha se tornava palco. Apesar de terem escapado de caçadores, de uma tempestade e da morte, todos falavam ao mesmo tempo, em conversas paralelas e cruzadas a fim de se apresentar, entender os propósitos alheios e oferecer condições e propostas. Já Brina… queria apenas conhecer seus novos amigos, e comer. Estava feliz da maneira que estava.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Jun 15, 2022 11:22 pm

Okey dokey! Pode deixar comigo! — Exclamou o tritão, batendo continência de forma desengonçada, antes de se jogar no mar. Seria ele capaz de retornar ao navio? Mesmo com sua velocidade subaquática, não seria melhor soltarem a âncora, subirem as velas e esperarem pelo seu retorno? Mas o restante do grupo não parecia se importar com o jovem escudeiro e o navio seguiu em frente, rumo ao Reino de Sorbet.

Após um breve momento, o quarteto se dividia em duas duplas de mentalidade e idade similares. Nina e Douglas conversavam sobre seu destino, tramas e as falcatruas que pretendiam causar. Brina e Agni se perguntavam porque 'Espadinha' enquanto falavam sobre livros, histórias, sonhos e afins.

Antes que Douglas terminasse de pôr sua capitã à par dos seus planos, Agni se afastava do grupo e partia rumo ao interior do navio, sem permissão e na maior cara de pau, o garoto abria todas as portas, armários e afins que surgiam na sua frente. Até mesmo arrastava cadeiras e caixotes para alcançar as portas mais altas e inicialmente além do seu alcance. Achava várias mudas de roupas, masculinas e femininas, embora nenhuma de tamanho adequado para si; algumas poucas jóias e acessórios; um diário com uma pena e um frasco de tinta; uma fatia de que— UM DIÁRIO! O salafrário surrupiava os itens e retornava ao convés, onde o ladino começava a "treiná-lo".

Brina ainda estava atrás do queijo prometido pelo escudeiro, mas infelizmente perguntava à pessoa errada. Estaria o queijo perdido para sempre? Ou será que o contador de histórias faria um ato de bondade para compensar a ladroagem cometida a pouco? E o tritão, ainda não havia retornado. Teria ele fugido?

* BONK *

Uma pancada abafada vinha do bombordo do navio e, alguns segundos depois, Onimaru surgia alisando a testa com a esquerda e carregando cinco peixes pelo rabo com a destra. — Eu vi o navio de longe, baixei a cabeça e comecei a nadar nessa direção, mas cheguei mais rápido do que imaginava! — Explicava-se, embora o resto do grupo ainda não parecesse muito receptivo ao meio-tubarão.

Sem cozinheiro presente, o tritão se oferecia novamente. — Não sei cozinhar, mas posso tratá-los, ao menos. — Sentando-se próximo à lateral do navio e puxando uma faca da cintura, ele limpou os peixes rapidamente, jogando as tripas e espinhas de volta ao mar, e preparou sashimi para o grupo.

A chuva havia parado, mas a temperatura decaía com o passar das horas. Para a pequena mink provavelmente era algo bom e agradável, o tritão provavelmente se sentia da mesma forma. Para o restante do grupo, no entanto, o frio começava a incomodar. Nada de mais no momento, mas se permanecessem molhados e com suas roupas simples, com certeza acabaria se tornando um problema.

Logo após se alimentarem, o tritão mais uma vez se mostrou útil ao grupo ao apontar para o horizonte, gritando: — Olhem, vejam, vejam! — O topo coberto de neve de uma grande montanha era visto no horizonte e poucos minutos após o resto da ilha também, cercada por uma leve bruma. O sol começava a se esconder no horizonte, indicando o fim da tarde e início da noite. Seria o começo de mais uma grande aventura daquele grupo de piratas ou seria o fim da sua jornada? Só o tempo — E o contador de histórias Agnis do futuro — dirá!

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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Jun 16, 2022 11:52 am
NINA SPADES - 09



- Ei, eu ouvi você falando mais cedo. Por acaso você é surdo? É Spadia! “Es-Pei-Di-Á”! Não espadinha… - Reclamou, irada, ao lembrar que Agnis havia errado o nome de seu Reino. A ratinha também fez isso, mas Nina deu-lhe uma colher de chá por conta de sua fofura. - Esse é o reino que eu estou montando nos mares, garoto. Eu sou a rainha, a Brina é a princesa, o Douglas… Er… Eu não sei o que ele é. Mas é isso, somos um reino marítimo pirata que começou faz alguns dias e parece que você também faz parte dele. Agora some da minha frente, eu não tenho tempo pra suas perguntas… - E afastou-se do menino, caminhando na direção dos outros súditos. Ela trocou algumas palavras com Brina e ouviu Douglas falar que tinha um plano, o que capturou totalmente sua atenção, fazendo-a pedir por mais detalhes.

A Rainha ouviu o plano com os olhos arregalados e brilhando, enquanto fechava os punhos com excitação. - Sequestrar um príncipe e roubar o castelo! WAHAHAHAHA! Isso é ótimo, Douglas. Digno de uma pirata e de uma rainha… Nossa primeira batalha entre reinos. - Correu até o espadachim com um sorriso no rosto, puxando-o para baixo pela gola. - Você é menos idiota do que eu achei que era… Se esse plano der certo, vou te fazer príncipe, que nem eu fiz com a Brina! - Deu dois tapinhas no peito de Douglas e afastou-se dele, crente de que havia sugerido uma boa recompensa ao trambiqueiro. Porém Nina parecia ignorar que se tinha uma coisa que Douglas não queria ser era príncipe. Mas esse era o jeito da monarca e não seriam argumentos lógicos ou sentimentais que a fariam mudar de ideia.

Um pouco após sua conversa com Douglas, Onimaru retornou do mar com alguns peixes e preparou tiras cruas para a tripulação. A rainha pegou um pouco com as mãos e engoliu-as sem mastigar direito, doida para forrar o estômago. Não era uma das melhores comidas mas pelo menos era algo para comer. - Ei, pirralho, não é meio estranho você que é meio-peixe comer isso? - Perguntou de forma sincera e ingênua, com a boca cheia de sashimi.

Agnis mais uma vez se aproximou da Rainha, curioso como uma criança, perguntando sobre o tapa-olho dela. Como estava comendo e o celestial a havia chamado de “Excelentíssima Senhora Doutora”, ela ficou um pouco mais bem humorada e decidiu responder a pergunta do enxerido. - Ah, isso aqui? Meu pai estava muito doente e então eu vendi meu olho para comprar alguns remédios pra ele. - Disse na maior tranquilidade, pegando outra tira de peixe. O tom de sua fala mostrava que ela achava aquele seu feito algo normal.

Aos poucos o molhado da chuva daria espaço para o frio. Nina, tremendo, passaria as mãos rapidamente pelos braços para gerar um pouco de calor na fricção. - Que frio! - Bufaria, olhando para seus companheiros com olhos caídos. - Ei, Brina, você parece tão quentinha… - Aproximaria-se da ratinha, tentando abraçá-la para ver se conseguia roubar um pouco do calor da pequenina. - Eu te amo, Brina-chan… - De olhos fechados a Rainha esfregaria o seu rosto no rosto peludo da mink.

Quando o tritão chamasse a tripulação para ver algo no horizonte, Nina correria até a amurada, tão curiosa e empolgada que esqueceria o frio por um momento. - O que foi? - Olharia para longe com os olhos cerrados. - Hãn? Aquilo parece neve… - E ficaria ali, olhando fixamente para aquele lugar, esperando o navio aproximar-se do local. Quando conseguisse ver a ilha com clareza, ela voltaria correndo para o meio do convés. - Ilha à vista. Ilha à vista! WAHAHAHA! Vamos, preparem-se porque nós vamos sequestrar um príncipe e saquear um palácio! - Gargalharia estalando os dedos rapidamente como se estivesse colocando pressão na sua tripulação para fazer o navio andar mais rápido. Então, lembraria do frio. - Mas está muito gelado! - Cairia de joelhos no chão, abraçando a si mesma com os olhos fechados pela metade, tentando reter o pouco de calor que fugia de seu corpo.

Entretanto, uma sugestão de Douglas faria com que Nina se colocasse de pé rapidamente, sorrindo malandramente. - Boa ideia… Se eu te enfiar a porrad– Digo, se eu te ensinar a lutar, talvez dê uma esquentada no corpo. - Diria isso erguendo lentamente a mão direita no ar, ainda sustentando o sorriso maroto. - Não tem muito segredo, Douglas, você só tem que se defender dos meus golpes usando suas mãos e braços. Acho engraçado você precisar de alguém para te ensinar isso… Mas vamos lá! - E então pularia pra cima de Douglas, distribuindo uma série de chutes, socos e pontapés a torto e a direito. Caso o homem revidasse, ela nem tentaria se defender deles, focando em atacar de forma frenética seu súdito para aquecer o corpo naquele frio infernal.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Jun 16, 2022 2:32 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 11






Nina dizia que, após todo o esforço de roubar o palácio e aplicar um golpe em um reino, eu teria o progresso inusitado e inédito na vida de me tornar um... Príncipe? - Bom, Rainha Nina, é que, bem... Toda a minha questão para ter fugido de Dente de Sabre é que eu já sou um pr- - mas ela me dava duas pancadas no peitoral e saía, me deixando sem ar com sua força - apesar de ter sido apenas um cumprimento - sem me dar margem para negociar.

Após isso, Zarolha tomava uma tremenda pancada. Levava minha mão até o meu florete. Os caçadores de recompensa tinham voltado. Não, era Felícia e o seu gancho. Não! Era uma jaula teleguiada que tinha vindo para me prender pra sempre e me forçar a laborar. Brincadeira, era o maldito moleque tritão! Ele tinha tomado uma tremenda pancada. E trouxera comida!

Embora eu não transparecesse isso, estava gostando dele cada vez mais. Ele era simplesmente perfeito: ingênuo, burro, prestativo, fácil de ser explorado e possuía várias utilidades! Era como Brina antes de descobrir que eu era um mentiroso! O assistia limpando o peixe e fazendo sashimi extremamente emocionado.

- Humpf. Ridículo. - Interpretaria. - Você realmente acha que vai me surpreender sendo tão devagar com a comida? Bem, eu te aceito como meu aluno, mas por pena. Você tem um longo caminho pela frente. - Comeria o sashimi contendo meu desespero para matar a fome, andando com postura altiva.

Nina perguntava se não era estranho para um meio-peixe comer aquilo. - É, eu também tava pensando nisso. - Encarava com estranhamento. Entretanto, o que mais me aliviava naquela pergunta era finalmente ter o meu primeiro indício de que Nina, apesar do jeito dela, não era canibal. Era um verdadeiro alívio perceber limites na loucura da Rainha.

Por outro lado, saber que ela havia vendido o próprio olho para o tratamento do pai me rememorava a falta de limites dela, mas no bom sentido. Um flash do momento em que ela pediu para que Brina a eletrocutasse em sua luta contra Alastor, após a ratinha ter interferido no combate com o marinheiro e tê-lo eletrocutado, apenas para sentir que estava competindo de maneira justa, surgia em minha mente. Ela realmente estava disposta a se sacrificar. O que era admirável. Não porque eu a respeite nem nada assim, mas apenas porque ter alguém disposta a se doar tanto me poupava bastante esforço.

- Se o meu pai estivesse doente, eu tenho certeza de que minhas irmãs fariam o mesmo. Elas facilmente venderiam o meu olho, apesar de serem ricas.

TREINAMENTO - ESTILO DE COMBATE ARTISTA MARCIAL

E agora vamos para a parte mais interessante dessa história. O meu tremendo erro ao pedir para ser ensinado a lutar por Nina.

Bem, o primeiro motivo para isso ser um erro é o fato de que eu poderia ter pedido pra Brina, que provavelmente não iria tentar me espancar. E o segundo motivo, ora bolas, é que eu tenho uma boca enorme!

É relevante que eu fale, antes de tudo, quanto à minha resposta à pergunta de Agnis, horas antes, sobre as batalhas pelas quais eu já passei.

Eu realmente já fui espancado muitas vezes, e também reagi algumas outras. Mas, sempre que eu tive chance, fugi da luta com o que eu queria. O quanto antes. Lutas costumam ser exaustivas e existe uma chance considerável de eu me machucar. E eu não gosto nada dessa sujeira. Entretanto, não é assim que se conquista um adolescente para que ele trabalhe de graça pra você.

- Sim. Incontáveis combates de vida ou morte. Na maioria das vezes eu venci. Mas em duas ou três vezes eu acabei sendo morto, mesmo vencendo. Mas foi por opção própria. E também ressuscitei por vontade própria. Eu tinha resolvido combater um samurai com uma faca de manteiga. Mas foi muito fácil. Então, resolvi lutar contra ele usando apenas a ponta do meu dedo mindinho. Também foi fácil. Resolvi morrer para dar uma chance pra ele, mas acabei vencendo também. Nunca me enfrente em combate. Se quiser aprender como lutar como eu, é só continuar seguido minhas ordens. - Quando eu disse esse monte de baboseira, não pensei que teria de lutar contra alguém na frente deles tão cedo. E agora, no treinamento com Nina, eu teria, se não quisesse perder a mão de obra dos adolescentes, de sustentar essa imagem.

De cueca e com frio.

Eu respiraria fundo, ajeitaria a postura. Só teria de praticar na frente dos adolescentes até que chegássemos à ilha, que estava se aproximando. E então cairia para dentro do combate.

Buscaria usar a minha agilidade e habilidades acrobáticas para me manter longe de Nina. Interpretaria, a todo o momento, como se tudo o que eu estivesse fazendo me exigisse pouquíssimo esforço. Caso fosse atingido, manteria um semblante sério e impassível, como se sequer tivesse doído, por mais que eu fosse arremessado para longe.

Estaria a todo momento usando a minha genialidade - oriunda da minha mente preguiçosa, que queria aprender tudo o quanto antes - e a minha memória fotográfica para gravar como estava cada parte do corpo de Nina conforme ela atacava. Tentaria absorver ao máximo os seus padrões de movimento.

Então, ao invés de só me manter longe e me esquivar, tentaria encaixar alguns golpes nela, exatamente como ela tinha feito contra mim, vendo exatamente como a mesma os bloquearia, para que eu também aprendesse como me defender.

Buscaria mesclar os bloqueios, esquivas e ataques aos meus próprios movimentos e às minhas peculiaridades, já que eu não era um monstrengo poderoso como ela. E então, assim que enxergasse oportunidades, me aproveitaria dos padrões de ataque da caolha para tentar dar-lhe uma rasteira, fazendo-a cair no chão.

Continuaria o treinamento até que o navio se aproximasse da ilha ao ponto de ser necessário que eu agisse, fazendo pausas para ajeitar a rota se necessário.

FIM DO TREINAMENTO - ESTILO DE COMBATE ARTISTA MARCIAL

Ao fim, buscaria aportar o navio e procurar roupas de frio no kit de disfarce. Caso não encontrasse nada que eu pudesse vestir, manteria-me no quarto, nas cobertas, já que eu era o mais vulnerável ao frio ali. - MALDIÇÃO! Esqueci de abaixar as bandeiras piratas!! - Diria tremendo, mas tentando escapar do frio. - Ei, mas espere, ainda não temos uma bandeira pirata! - Pararia para refletir um pouco. - EI, ONIMARU, AGNIS!! - Gritaria o nome dos dois. - Por acaso algum dos dois saberia desenhar ou pintar uma bandeira com esqueletos cruzados para representar o bando? Não é para agora, apenas para quando formos sair da ilha. No fim do dia, vamos precisar de um símbolo para nos darem os créditos pelo golpe.

Sorriria distante, imaginando o quanto seria incrível fugir com as velas abertas e a bandeira de Nina exposta depois de causar uma tremenda confusão na ilha. E, se não tivesse roupas de frio, diria: - Eu não tenho como sair! Falem pra Nina comprar roupas de frio pra mim. Eu vou ficar e cuidar do navio. Se algum dos dois quiser, podem ficar comigo para receber treinamento.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Jun 20, 2022 12:07 pm

Brina Britta - 9

Sentia-se confortável a medida que a temperatura reduzia ao ponto dos demais sentirem frio, mas sob sua espessa e arroxeada pelagem, a pequena apenas se sentia aliviada e acolhida, era a primeira vez que se aproximavam de um lugar cujo clima era o mais agradável para a sua raça humanoide.

Planos, intrigas, títulos nobiliárquicos e outros temas do tipo eram discutidos entre a tripulação, e Brina buscava ouvir atentamente a tudo sem se deixar distrair, mas era impossível, pois comia seu sashimi com tanto gosto que mal se lembrava da mirabolante proposta de Douglas. No entanto, tudo parecia extremamente empolgante e desafiador. Novamente, era como se a bruxinha estivesse dentro de uma história, dessas que passava horas a fio viajando nas páginas.

Nina a agarrava enquanto ainda havia um pedaço de sashimi pendurado em sua boca, e o abraço acolhedor a fazia soltar um suspiro de animação. Se a curandeira fosse um gato, e não um rato, teria ronronado neste exato momento.

- EU! EU! EU! - gritaria dando saltos para Douglas assim que ele mencionasse a necessidade de uma bandeira. Apesar de ter falado com o tritão e o escritor, Brina estava extremamente empolgada com a ideia de confeccionar um daqueles belíssimos estandartes que tornavam as embarcações ainda mais majestosas. Assim que tivesse em mãos os materiais para tal, rapidamente traçaria o que julgava a bandeira perfeita, eventualmente parando para encarar Nina Spades e se inspirar em seu desenho.

Spoiler:

- TARAAAAN! - com uma onomatopeia melódica para indicar suspense, ergueria seu desenho na frente de todos para que pudessem contemplar. - AQUI ESTÁ! A bandeira do Reino de Espa… SPADES! O que acharam? Hein? Hein? PERFEITO! NÃO É MESMO? Kishishishi! Assim nunca vão esquecer da gente! Todos os reinos irão se curvar ao nosso!

Em seguida, entregaria-o direto para sua rainha, a qual certamente adotaria aquele belíssimo símbolo como a bandeira oficial do reino. E então, seguiria-os empolgada para desembarcar na nova ilha.

Relações:


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O Bando da Rainha Caolha - Página 3 LV36hIB