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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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O Bando da Rainha Caolha

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Achiles
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Achiles
Avaliador
O Bando da Rainha Caolha Qui Abr 28, 2022 11:05 am
Relembrando a primeira mensagem :

O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Jun 20, 2022 8:00 pm
AGNI FLAMESBURG! — 08


— Esp-Ei-Di...Espei... Sepeid... Espadinha! — Responderia, reincidindo no erro, mas com o vigor triunfante de quem acertou em cheio. Não tinha muito que fazer, no fim das contas. Agora eu era um novo membro de um reino dos mares, presumivelmente uma nova modalidade de reinos cujo lançamento ele não pode acompanhar por estar preso como escravo.

Um reino dos mares então, hein? A Rainha de Espadinha, Nina, era excêntrica. Isso se confirmou quando a monarca do reino de espada-curta lhe contou da história sobre os olhos. Os meus cintilaram em resposta, sentindo formigar atrás do glóbulo que faltava à pirata. Ela podia não ser a monarca mais fina e elegante do mundo: pelo o contrário, provavelmente deveria estar posicionada nas últimas posições dessa lista, porém seu coração parecia ser gigante.

Tão grande quanto um tigranossaurorex de cento e cinquenta mil anos.  
...

Eu não entendia o que a ratinha roxa queria dizer com celestial. Isso, ora bolas, não é um anjo? Eu sou ou não sou um anjo? E por que ser um celestial implicaria em não poder ser um escritor? Ilha do céu? Eu quase me perdi no tanto de palavras que a roedorazinha derramava, mas me recompus quando ela passou a falar da própria história.

— UAUUU, Ordem da Lua? Como é isso? E o que seu Mestre Arquimago faz? Por acaso ele consegue usar magias??? Você é uma maga também? Isso é incrível! — Prostrar-me-ia diante dela, ansioso tomar de canudinho até os últimos detalhes que tivessem naquela cabecinha fértil e roxa feito poupa de araçá. O escritor-supremo-lá-de-cima tinha sido bem generoso comigo e me arrumado vários amigos cheios de histórias legais: uma rata-roxa-mística, a rainha-caolha, o menino-sardinha e o meu grande mestre. Hoje era, sem dúvida alguma, um ótimo dia para ser Agni Flamesburg.
...

Depois de muita procura, encontrei o diário que tanto procurava. Não pensaria duas vezes e me empenharia pra preencher com as informações que achava pertinente: um rascunho, por assim dizer.

"A Magia de Torino é algo difícil de se descrever. Árvores gigantes, povos baixinhos, frutas saborosas e espadas mágicas presas em troncos. Os cidadãos vivem em casinhas cuja arquitetura parece ter sido projetada por macacos super inteligentes: eles vivem em adaptações protuberantes da própria construção da natureza.

Depois de escalar vários quilômetros de árvore usando apenas duas colheres de sopa e um cadarço de coturno, encontrei uma espada mágica. Na descida conheci uma velha bruxa muito simpática que se impressionou com meu feito - tanto escalar quanto derrotar uma fera mística no caminho - e me deu porções de frutas silvestres.

A melhor foi saindo de lá. Enquanto eu corria mais rápido do que os olhos comuns podem ver, deparei-me com uns caras estranhos, dentre eles um menino-atum. Complicado de se exprimir em palavras, a cena que encontrei foi realmente essa: um moleque-piranho. Bicho-gente, peixe-humano, tubarão-de-calça, sardinha-que-pescador-não-come e por aí vai.

Fiquei impressionado com a beleza incomum da besta e decidi montar em suas costas, cavalgando-o como um alazão de guerra até o convés de um navio. Tirando a menina-rato, nenhum deles era fisicamente tão estranho quanto o pé de escama, mas nenhum deles era muito bom da cabeça.

Nina se declarava rainha do reino de Espadinha e achava que eu era um anjo, Douglas era um grande guerreiro e Brina era uma criaturinha mágica de fala carregada de empolgação e, aparentemente, muita sabedoria. Não entendi direito o que eles faziam ali, mas quando menos percebi, vi que eu estava dentro".


Parei e refleti um pouco sobre esse detalhe. Aquele clubinho sui generis era o mais perto que eu tinha de amigos desde que os meninos foram contar histórias com o carpinteiro cabeludo. Mergulhei a pena no tinteiro, girei-a entre os dedos e prossegui.

"O meu instinto de escritor me diz que ficar com eles renderá a maior história de todos os tempos".

Não sabia o que escrever além daquilo. A vida é quem traria os próximos parágrafos.
...

— Eu sou um escritor e não um artista, mestre. — Respondi ao mestre, resguardando-me. — Posso ficar aqui e te acompanhar numa sessão de treinamento. Ficarei honrado! — Toda oportunidade de me aprimorar como guerreiro deveria ser aproveitada.

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Noskire
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Noskire
Civil
Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Jun 20, 2022 11:07 pm

Durante a breve refeição, o tritão era questionado sobre o mesmo comer peixes, mas ele prontamente respondia: — Imagino que vocês comam animais da terra, como javalis. Também como animais do mar, como peixes. É o mesmo. — Seria explicação suficiente para Douglas ou Nina? De qualquer forma, Orochimaru Onimaru terminava os sashimis e o grupo se alimentava.

Após mais um pouco de conversa, Douglas resolvia chamar sua Rainha para um combate amistoso, embora o rosto da mesma demonstrasse segundas intenções. Enquanto o preguiçoso apanhava impunemente, o tritão se mantinha a uma distância segura torcendo animadamente pelo seu mestre. — Isso, isso, pela direita! A outra direita! UI!

A pequena Brina pegava o pouco de tinta que havia no navio e um grande pedaço de tecido negro e se deitava sobre a madeira fria da Zarolha, desenhando e pintando a futura bandeira pirata do grupo. Ou seria a bandeira do Reino? Ou ambos? Difícil de dizer, mas de qualquer forma ela se empenhava no serviço, até mesmo colocando a língua para fora da boca tamanha sua concentração.

Agni, por sua vez, se abrigava da chuva num dos quartos da Zarolha. Mas não por conta do frio ou do medo de ficar resfriado, e sim por causa das efêmeras folhas do diário que havia encontrado. Inspirado, mergulhava a pena no tinteiro e, antes que percebesse, enchia uma página com letras e mais letras, contando a história da sua breve visita no Reino de Torino.

— x —

Finalmente aportavam na ilha de Sorbet, com Douglas-do-olho-roxo realizando as últimas manobras e ancorando Zarolha no porto. Brina entregava a bandeira à Nina e Onimaru dava uma breve gargalhada. — Desculpa, desculpa! Ficou boa, no geral, mas eu posso dar uma ajeitada depois. Deixar… as linhas mais… retas? — Falava, meio indeciso. Era claro que não queria ofender a pequena. — Mas vou precisar de tinta para isso. E alguns pincéis! — Pedia.

Douglas procurava por roupas e achava algumas camisas de algodão e uma capa. Serviriam para abrandar o frio, mas não seria o suficiente. A luta havia aquecido ele e Nina, mas o suor já desaparecia de seus corpos. O sol lançava seus últimos raios sobre a ilha e seus habitantes, indicando que o frio perduraria ao menos até a manhã seguinte. O grupo, com exceção da mink e do tritão, precisariam comprar roupas específicas na ilha ou encontrar alguma outra forma de manter o frio distante.

Onimaru se aproximava de Douglas e informava: — Ficarei com o senhor, mestre, no navio ou na cidade, pois desejo ser treinado! — Agni parecia compartilhar do mesmo sentimento. Restava a Nina decidir erguer ou não a bandeira de Brina e as duas decidirem se explorariam a cidade juntas ou não.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jun 21, 2022 2:07 pm
NINA SPADES - 10




- Arf... Arf... Foi divertido te dar umas pancadas… Arf… - Provocou Douglas, ofegante, enquanto se curvava com ambas as mãos nos joelhos. A batalha entre os dois durou um bom tempo e por mais que a Rainha estivesse pouco interessada em de fato ensinar algo para o trambiqueiro, ela pode ver que ele aprendeu algumas coisas com aquela trocação de socos.

De fato a luta havia esquentado seu corpo, porém a Nina logo percebeu que o calor não duraria muito. - Merda, vamos ter que comprar umas roupas. - Comentou com seu bando, ainda abraçando a si mesma para reter o pouco do calor que havia conquistado.

Não passou muito tempo até o navio atracar. Empolgada, a Monarca correu até a proa, prostrando-se sobre a amurada para ver mais daquela enigmática ilha nevada. Fazer aquilo a fez lembrar de sua terra natal, Ilusia. - Onde eu nasci também era frio e tinha um reino… Mas não era tão frio igual aqui, não onde eu morava. - Falou em voz alta, desmontando da proa e pousando no assoalho do convés.

Nesse momento, Brina veio animada mostrar para todos o que ela havia feito. - Vejamos… - Nina sorriu, tomando em suas mãos o pano que a pequena havia pintado. Quando a Rainha viu a pintura da caveira com o tapa-olho, os cabelos negros e a coroa, ela soltou um suspiro de surpresa. Seus olhos então começaram a brilhar e sua boa virou um “o” perfeito. - Uoooou! Brina, ficou maravilhoso! - Por mais que o traçado fosse irregular, Nina estava genuinamente impressionada. Era a primeira vez que tinha uma bandeira pirata. - Primeiro foi o barco, depois a tripulação e agora uma bandeira. Wahahaha! Eu definitivamente virei uma pirata agora. - Deu uma breve olhada para os céus, como se seu pai ali estivesse e aquele comentário fosse para ele.

Onimaru, entretanto, gargalhou e sugeriu algumas mudanças. Nina então cerrou os olhos e uma sombra assustadora recaiu sobre seu rosto. - Olha aqui pirralho, você está dizendo que o que a Brina-chan fez ficou ruim? - Deu dois passos pra cima do tritão, ficando com o corpo colado com o mesmo. - Brina, se ele te ofendeu me avisa que eu desço o cacete nele. - Ergueu o punho direito e esperou pela resposta da pequena. Se ela dissesse que o menino havia ferido seus sentimentos, a Rainha daria um único cascudo em Onimaru. Porém, se a ratinha aprovasse a ajuda do menino-peixe, Nina bufaria pelo nariz. - Beleza então. As tintas acabaram? Qualquer coisa eu compro algumas pra você na cidade… - Abaixaria o punho e falaria com calma, como se não tivesse ameaçado o garoto alguns segundos atrás.

- Bem, vamos lá. Juntem aqui, pessoal! - Gritaria para todos seus súditos, indo até a proa e ficando de costas para mesma, esperando que todos se reunissem à sua frente. - Nós vamos seguir o plano do Douglas do sequestro do príncipe, mas não sabemos nada sobre essa ilha fria maldita. Então vamos fazer assim, primeiro nós vamos comprar roupas. - Olharia para Douglas, que ainda estava só de sunga, de cima a baixo com um olhar de desprezo. - Depois disso vamos nos separar em dois grupos. Douglas, como você tem esses dois carrapatos. - Olharia para Onimaru e Agnis. - Decida o que vai fazer com eles, mas trate de descobrir mais sobre essa ilha, qualquer informação que ajude com o plano vale. Eu e Brina vamos sair para comprar comida e também para comprar umas coisinhas pra algo que estou pensando em fazer… - Foi bastante vaga no final da frase justamente porque parecia estar guardando algum segredo. - Em duas horas nós voltamos pra esse navio. Fechou? Vamos lá, cambada. - E então abanaria a mão para frente, sinalizando que estavam dispensados.

Caminharia até a Brina e agacharia em sua frente. - Sobre a bandeira, Brina-chan, nós vamos deixar para hastear ela depois, tudo bem? Não sabemos se aqueles marinheiros vagabundos estão na ilha e colocar uma bandeira no navio poderia chamar a atenção deles. Agora vamos lá, estou ansiosa pra comprar minhas coisinhas. - Ficaria de pé novamente, dando a mão para a mink segurar.

Desceria então do navio e começaria a caminhar em busca de civilização, sempre indo para o lugar que fosse mais movimentado. Esperava encontrar algum centro comercial ou algo do tipo, um lugar que reunisse estabelecimentos dos mais diversos tipos. - Eu não contei pra eles, Brina-chan, mas acho que vou fazer algumas armas pra gente. Mas pra isso vou precisar de alguns materiais. Se você achar algum lugar que pareça uma forja você me avisa, tudo bem? Vai pensando no tipo de bastão que você quer, hein, eu sei fazer umas coisas interessantes. Ah e você, vai comprar o que?


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Pirata
Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jun 21, 2022 7:43 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 12




Onimaru estava torcendo pra mim. O feioso do Agnis parecia nem reparar. É, eu realmente tinha um favorito.


A surra de Nina era pesada, como era de se esperar. Tentava ao máximo capturar os seus padrões e esperava ter conseguido. Aquele me parecia o treinamento que me exigiria menos esforço e com efeitos mais rápidos, mas só que, maldição, se eu tivesse apanhado pra nada...

Eu tinha de manter o respeito do tritão e, por isso, resolvia continuar interpretando mesmo com toda aquela dor. Ombros cruzados, coluna ereta, e o máximo de dignidade que eu pudesse reunir na minha expressão massacrada.


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Meu rosto estava tão inchado que eu terminava por não ver com um olho. O que me fazia, como sempre, ter uma ideia: - Vocês viram só como eu fiz? Deixei que ela me acertasse até que o meu olho inchasse, ao ponto de eu não conseguir enxergar, apenas para tornar a luta mais justa para ela. Nunca se bate em uma dama, exceto se eu mandar, essa é a lição número um para vocês.

Então estacionava o navio, ainda com um ar misterioso em meu entorno, completamente fingido. Usava esse mesmo ar para ignorar a bandeira ridícula que Brina havia feito, mantendo uma expressão distante, como se eu nunca tivesse visto aquela aberração. Por apenas um segundo eu cogitava queimá-la na frente da criança, apenas para perturbá-la, mas Nina a elogiava e eu já havia apanhado o suficiente para um dia.

Bem, o que veio a seguir realmente me impressionou de novo.

Nina fazia um plano, que, na verdade, eram as mesmas coisas que eu iria sugerir.

Aquilo era ótimo, pois, enquanto ela estivesse governando bem, eu teria menos coisas para me preocupar. Além disso, ser surpreendido de novo por uma qualidade da Rainha me animava. Aparentemente a disputa entre Reinos estava fazendo florescer a Rainha nela. Ou será que aquilo sempre esteve ali?

Ah. Acho que não. Alguns minutos atrás ela estava ameaçando o Onimaru por ter achado o desenho nojento da Brina nojento. E, inclusive, mais um ponto para ele: o moleque parece ter alguma noção artística, ou ao menos bom gosto.

Vestiria minhas roupas de algodão e minha capa. Muito embora talvez eu devesse tomar banho antes, já que eu estava completamente suado, eu aprendi, há muito tempo, nas minhas aulas de Etiqueta, que em países frios ninguém tomava banho de verdade, principalmente na Monarquia, já que eles nunca tinham que trabalhar. Então eu deveria estar seguro em não enfrentar o frio. Talvez feder um pouco fosse até uma forma melhor de me camuflar no ambiente.

E, falando em agir como um monarca, apenas para entrar no espírito do golpe, eu me deitava no convés do navio. Estava em uma enrascada havia muito tempo, e, logo após ela, tive de pilotar um navio durante dias. Aquele era o meu momento de descanso. À noite eu voltaria a trabalhar, já que as ordens de Nina tinham a ver com reunir informações e o submundo é mais ativo à noite.

Mas, antes do trabalho, um pouco de diversão.

- Eu não irei fazer isso para me divertir às custas de vocês. - Diria muito sério, buscando não me entregar com o riso. - Por mais que pareça que pareça que eu vou estar falando isso pra vocês apenas para que os dois se espanquem e eu dê risada disso, o que eu vou lhes recomendar é uma lição. - Manteria o semblante neutro. - Eu quero que vocês se espanquem e ignorem a minha risada. Pensem na filosofia por trás disso. Extraiam uma lição. - E então me recostaria no mastro e ficaria os observando.

Antes de tudo, é claro, me levantaria às pressas e tiraria a espada do Anjo. - Nada disso. Sem machucar ninguém com isso. - Avaliaria a qualidade da espada, pensando se deveria roubá-la. - Se quiser, posso te dar lições de esgrima depois. Mas, agora, serão apenas socos.

E então os assistiria combater.

Aquilo serviria também para medir o nível dos dois e as suas capacidades. Como eles poderiam ajudar o bando. Ou ao menos essa era a minha desculpa caso Nina chegasse antes. E, é claro, se eu pudesse instituir uma rivalidade de adolescente entre os dois, talvez eles buscassem tanto melhorar que realmente terminassem evoluindo, o que me faria colher os méritos de ser um bom mestre. Como a rivalidade entre adolescentes faz eles evoluírem? Bem. Eu não sei. Sempre achei cansativo ter rivais. Mas já assisti muitos cavaleiros do castelo evoluindo assim.

Sempre que Onimaru batesse em Agnis eu daria risada. Porém, caso Agnis batesse em Onimaru, eu só riria se fosse realmente engraçado. Eu tinha de apoiar meu favorito.

Após cerca de 30 minutos, diria: - Cuidem do navio. Eu vou dormir. Quando anoitecer, me acordem. Se algo de perigoso aparecer, também me acordem. - E então iria para o quarto, levando a espada de Agnis.

Assim que eles me acordassem, me espreguiçaria longamente, se tudo estivesse bem.

Observaria o kit de disfarces. Tentaria procurar uma forma de deixar meus cabelos pretos, mudar um pouco a minha expressão. Me aproveitaria do inchaço no rosto pela luta. Tiraria a capa. Tentaria parecer o mais normal possível. Então, andaria até o convés do navio, dizendo para os dois: - Agora, observem bem a Zarolha. Cuidem bem dela e nada de lutar. Eu não devo ir muito longe. A melhor forma de encontrar com o tipo de homem que eu estou buscando é dando uma caminhada no porto.

E então o faria.

De guarda alta, levando os dois floretes, andaria pelo porto enquanto incorporava um personagem que eu ainda sequer havia inventado. Usaria minha memória fotográfica para gravar tudo ao meu redor, além da minha visão noturna para observar bem os arredores. Estaria em busca de alguém com os trejeitos do submundo. Em busca de informações. A seguir, teria de tomar bastante cuidado. Pois, uma pergunta em falso poderia revelar todo o meu plano. Assim que avistasse alguém assim, perguntaria:

- O que alguém como nós, novato na cidade, precisaria saber para sobreviver por aqui? - Estaria esperando por informações básicas, sobre as figuronas, a história do lugar, os podres. Tentaria induzir a conversa para que ele falasse do príncipe, usando a minha lábia para isso. Faria uma expressão desde o começo que, na linguagem do submundo, significaria que o pagaria dinheiro fácil por informações boas. Procuraria meus berries no bolso. Droga! Eles foram roubados pelos caçadores de recompensa. - Aqui. Tome este florete como pagamento. - e daria, caso as respostas me satisfizessem, o florete que valesse menos, entre o meu e o de Agnis. Ficaria com o outro para mim, independentemente de quem fosse. Contudo, caso não me sentisse satisfeito, agradeceria com bastante convicção e tentaria sair às pressas.

Seguiria as indicações do sujeito que encontrasse para ter o máximo de informações que eu pudesse, e, após isso, voltaria para o navio.


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Wolfgang
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Jun 30, 2022 5:48 pm
Brina Britta - 10

A ratinha estava muito contente com sua criação e o exibia orgulhosamente para seus amigos. Ouvia de forma amigável os comentários do tritão, sem perceber que sutilmente ele desejava refazer o símbolo do reino. - Ah! Tá tudo bem, Peixoni adorou, não é mesmo? Kishishishi! - respondia para Nina, crendo que somente elogios haviam sido feitos. Estava tão compenetrada em sua missão de eleger uma bandeira nova para o Reino de Spadia, que mal notara quando a rainha chamou todos para estabelecer os próximos passos.

“Sequestrar um príncipe?” - indagava, tentando se lembrar de como saíram de comprar roupas para isso. “Uhhh… parece divertido, meio perigoso eu acho, mas eu confio na Rainha Nina!”

- Eu não sinto frio! - anunciava. - Por outro lado, eu aceitaria algo pra conter o vento… meu pêlo fica meio pesado se o tempo ficar úmido, chover, ou se nevar ou se surgir um tornado… então acho que um par de óculos escuros seria perfeito!

Estava feliz que seu par designado havia sido Nina, enquanto Douglas seguia outro caminho e os demais permaneciam em Zarolha. - Ei! Cuidado apenas com os krákens-peludos, eles são comuns em litorais de ilhas geladas, mas a pele deles é ótima pra esse clima! A carne eu já não sei… SE CUIDEM! - daria energéticos tchauzinhos aos remanescentes e seguiria Nina pelas ruas da nova ilha a ser desbravada.

- Uhum! Pode deixar, Rainha Nina! Ficarei de olho! - aceitaria a ordem de procurar uma forja. Para auxiliar na busca, aguçaria seus sentidos na intenção de captar qualquer som, cheiro ou até mesmo a forma de um local que fabricasse armas. Conhecia bem o incessante barulho de metal se chocando, e o característico aroma de óleo, lâminas e couro tipicamente usado nestes lugares.

Comprar? - pensava um pouco, Brina nunca tinha tido a oportunidade ou ocasião de ter que obter algo. Havia muito dinheiro em seus bolsos, não se lembrava exatamente como ele havia parado ali, e também possuía a infeliz dificuldade de mensurar o montante de berries em sua posse, mais ainda o valor destes. - QUEIJO! Faz tanto tempo que não como queijo… quero comprar muito queijo! E… acho que frascos, coisas do tipo, vou precisar de recipientes para meus remédios e poções. Será que tem uma loja de magia? Um cajado novo? Verdade… o meu está um pouco velho, e passou por tanta coisa, você acha que conseguiria fazer um cajado melhor para mim? Que tal um que solte fogo? OU MELHOR AINDA! Que solte… RAIOS! Ah, eu já consigo fazer isso, mas a eletricidade não passa muito bem pela madeira, não é? Será que tem um jeito de mudar isso? VOCÊ É UMA FERREIRA ENCANTADORA?!? Igual os lendários ferreiros mágicos? Uau! - encantava-se, lembrando-se de história de armas mágicas, amaldiçoadas ou simplesmente forjadas brilhantemente ao ponto de serem consideradas lendárias.

- Ali, naquela direção! - diria a sua capitão, caso sentisse a presença de uma ferraria. - Ali! Ali! Vem comigo!! - E a guiaria pelas ruas até que encontrassem o lugar desejado.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Jun 30, 2022 9:13 pm

Nina comparava a ilha desconhecida com Illusia, sua ilha de origem, mas ninguém parecia dar atenção aquele pedaço de informação sobre a capitã. Enquanto isso, Douglas mentia descaradamente sobre ter deixado a lutadora acertar seu olho para a surpresa do tritão. — UAU! — Seus olhos brilhavam de emoção.

A líder do quinteto reunia a cambada e dava suas ordens, partindo logo em seguida com Brina à tiracolo. Havia escolhido içar a bandeira pirata apenas depois e, embora não soubesse ainda, foi uma excelente decisão. As duas desceram a rampa e partiram rumo ao centro da cidade, procurando por uma forja ou similar.

Douglas aproveitava para instigar os dois garotos, onde o tritão já levantava os punhos e se punha em base. Agni, por outro lado, agia estranhamente, sentindo-se subitamente exausto. Seria o frio? Cambaleante, seguia para um dos quartos e apagava em instantes. Onimaru parecia desanimado com a falta de clímax daquele suposto treino e se virava para Douglas. — Já que ele foi embora, o senhor treinaria comigo? — Indagou, esperançoso.

O pirata não parecia muito a fim de levar outra surr— Cof, cof! Quer dizer… de outra luta amistosa. Sendo assim, seguiu para o quarto, onde usou parte do kit de disfarce para pintar o cabelo. O tritão permaneceu só no convés, matutando por alguns minutos. Não estava disposto a deixar aquele momento de tranquilidade passar sem pelo menos um treino básico e, recuperando sua animação, começou a limpar o convés. A chuva era um mero detalhe!

Cerca de trinta minutos depois, Douglas retornava, mas brevemente. Partindo em busca de informações, deixava o tritão só, mais uma vez. — Okey dokey! Pode deixar a Zarolha comigo! — Aceitava com excitação, sentindo-se orgulhoso por lhe ser atribuído uma tarefa tão importante. Será que havia limites para a inocência daquele jovem tritão?

A alguns quarteirões dali, Brina e Nina chegavam ao centro da cidade. Em relação ao comércio, tinha de tudo por ali. Além de uma dúzia de bares e hotelarias, havia restaurantes, padarias, mercados, lojas de roupas, acessórios, armas e até mesmo um grande hospital no fim da rua. O lugar não só era bem iluminado, mas também era limpo e as pessoas pareciam felizes. Apesar da grande quantia que as duas tinham nos bolsos, poderiam gastar tudo ali em uma única noite!

Sobre a forja, infelizmente as duas não tiveram sorte. Contudo, um transeunte ouvia a conversa e se metia. — Ah, olá! Me desculpe pela intromissão, mas acabei ouvindo as duas. — Era um homem na casa dos trinta anos, com roupas simples, mas bem cuidado. Ele coçava a cabeça, como se envergonhado por se intrometer. — Vocês são novas na ilha, imagino… Basicamente temos três grandes cidades. Essa é a cidade Central, nosso foco é administração e entretenimento. — Ele apontava para o sul, onde havia uma grande planície, impossível de se ver no momento devido aos prédios da cidade. — Ao sul há a cidade dos Campos, onde o foco é os produtos das fazendas. — Agora ele apontava para o nordeste, onde as duas poderiam ver diversas montanhas cobertas de neve. — Indo nessa direção vocês vão encontrar a cidade da Montanha. Lá vocês não só encontrarão algumas forjas, como os vários produtos base também. Ah! E ao norte há o castelo também. Ele fica aberto para visitantes toda manhã, é bem interessante. — Avisava, sem saber o perigo que aquelas duas, principalmente a mais velha, representavam. — Bem, é isso. Aproveitem a visita e até mais. Uma bela noite para as duas! — O carismático cidadão então se afastava, deixando as duas para trás.

Retornando para o ruivo, ou melhor, ex-ruivo, ele também não tinha sorte em sua busca. Portava-se como alguém rico, disposto a umedecer mãos amigas, mas parecia que não havia ninguém ali interessado em se meter com alguém suspeito por alguns trocados. No mundo do crime, ou no submundo, que costumava ser sinônimo, havia de tudo. De mendigos sujos e de roupas rasgadas até mafiosos com roupas mais caras do que de nobres, de drogados armados com uma faca cega até brutamontes com akumas no mi. Mas uma cidade, um porto, sem larápios?

Sem resultado na sua busca, o ex-ruivo começou o caminho de volta à Zarolha, quando viu alguém subindo a rampa da mesma. Devido a distância, não tinha como precisar muitas informações sobre o indivíduo, mas de uma coisa ele tinha certeza: Não era a Rainha e nenhum dos seus súditos!

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Re: O Bando da Rainha Caolha Ontem à(s) 2:53 pm
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- Krakens-peludos? - Nina coçou o queixo enquanto a bruxinha falava. - Tudo bem, vou ficar de olho neles. - A Rainha acreditava piamente nas maluquices da ratinha.

- Hmmm, um queijinho cairia bem mesmo. - Deu um tapa na barriga assim que Brina anunciou o que queria comprar. A ratinha continuou tagarelando, dessa vez sobre as armas das quais Nina havia mencionado. - Sim, eu posso fazer um cajado melhor pra você. Mas que solte raios ou eletricidades, bem… - Coçou a cabeça. - Eu nunca tentei, mas posso dar uma olhada. O quê? Ferreira encantadora? Não, Brina-chan hehe, só você é encantadora aqui. - Deu um sorriso, puxando a bochechinha da mink.

Enquanto caminhavam pelo centro, a Monarca percebeu que haviam todos os tipos de estabelecimento, menos uma forja. Aquilo foi deixando ela inquieta, fazendo-a apertar o passo e procurar com mais veemência. Quando seu estresse ficou visível, um homem aproximou-se da dupla de piratas e ofereceu ajuda para as garotas. Ele explicou quais eram as cidades da ilha e onde elas encontrariam uma forja.

- WAHAHA! Vocês não são nada criativos, hein? Os nomes que vocês deram pra cidade são muito fáceis de lembrar. Vamos Brina, pelo jeito vamos ter que ir para essa tal cidade da Montanha para construirmos seu cajado mágico. - Seguraria a mão da bruxinha e se afastaria do homem. - Mas primeiro precisamos achar um lugar para comprar comida e então voltaremos pro navio. Se explicarmos as cidades pro Douglas acho que aquele paspalho pode ter alguma ideia que possa ajudar no nosso plano… - Encheria o pulmão de ar e olharia para as construções em sua volta. - Bem, vamos lá. - Suspiraria, começando uma caminhada lenta pela rua.

Seus olhos estariam buscando um mercado, quando encontrasse um ela adentraria o mesmo. Não estaria com paciência de fazer compras, então empurraria a porta com força para chamar atenção de todos no lugar e procuraria pela primeira pessoa que parecesse com um funcionário. - Ei, você ai, vim comprar umas coisinhas. Me vê uns três queijos grandões. Três queijos estão bons, Nina? - Olharia para a ratinha. - Me vê também uns cinquenta pães, daqueles que duram muito tempo sem ficar duro. Quero também uns dez salames e também uns dois barris de rum com umas dez canecas. Ah, precisamos de roupa! Isso, roupas. Essa ilha é muito gelada, não sei como vocês aguentam! Pode ser qualquer coisa quentinha que dê para cinco pessoas. Ei, Brina, escolha lá as roupas para gente. - Nem saberia se o lugar tinha todos esses produtos, mas falaria tudo de uma vez porque queria logo dar o pé dali. Caminharia então até o balcão com as notas de berries em mãos, contando-as. - Isso tudo que eu falei fica quanto, hein? - Diria para a primeira pessoa atrás do balcão que visse.

Pagaria o que era devido e então esperaria o carrinho com as compras. Caso não tivesse um carrinho e sim uma sacola ou um saco, Nina colocaria aquilo sobre seu ombro e caminharia para fora da loja. Peso não era um problema para a pirata. Com a força que tinha no momento ela era capaz de aguentar até mesmo uma tonelada sem muito esforço.

Caso não tivesse roupas no mercado, procuraria por outro estabelecimento que parecesse vender esses artigos. Mas caso conseguisse os agasalhos, vestiria o seu o quanto antes e caminharia de volta para o navio.


Relações:

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O Bando da Rainha Caolha - Página 4 GqRWlFl