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O Bando da Rainha Caolha

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Achiles
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Achiles
Pirata
O Bando da Rainha Caolha Qui Abr 28, 2022 11:05 am
Relembrando a primeira mensagem :

O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

Shiro
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Shiro
Novato
Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jul 05, 2022 1:24 pm
NINA SPADES - 13



Nina estava bastante distraída mastigando a carne. Tanto que, ao ouvir Onimaru falar que Douglas pintou o cabelo, a Rainha olhou para o espadachim que estava ao seu lado. - O QUÊ?! Eu nem tinha percebido! - Arregalou os olhos, afastou-se para trás e cuspiu um pouco do salame no chão. Depois disso retomou sua compostura, limpando com as costas da mão o pouco de comida que tinha no canto da boca. - WAHAHAHA! Vou te chamar de loirito agora, Idiota… - Deu mais uma mordida na carne. - E quem era aquele esquisito que saiu do navio? Ele falou alguma coisa pra mim… Dyna sei lá o que. Isso é uma maldição?

Olhou para Brina. - Oi, Brina, o que aquele cara falou pra gente é alguma bruxaria? Se for, vamos fazer magia pra ele também! - Caminhou até a amurada e olhou para fora do barco. Seu único olho procurou pelo estranho homem, esperando-o ver longe do barco. - Ah, deixa pra lá.

Virar-se-ia ara o interior do navio de forma relaxada, com as costas apoiadas nas paredes do convés. - Nós descobrimos umas coisas interessantes lá na cidade, Douglas. Parece que essa ilha tem três cidades. A que estamos é a central, mas existe também a das montanhas e a dos campos. - Caminharia na direção do barril que havia solicitado a Onimaru, pegaria uma das canecas e encheria ela de rum. Daria uns três goles fartos e então olharia para Whitefang, sinalizando ao barril com a cabeça, convidando-o a molhar a boca também.

Quando Agnis chegasse com a música, a Rainha pegaria o papel com uma mão e o leria com calma por alguns segundos, enquanto que na outra mão estaria tentando segurar a caneca e o resto de salame ao mesmo tempo. - Oh! Isso daqui é bom, não, isso daqui é muito bom! WAHAHAHA! Veja só, Douglas, seu anjinho também é músico. Ei, garoto, guarde essa letra. - Empurraria o papel no peito do menino. - Vá pensando em um ritmo. Quando estivermos bem bêbados nós vamos dar uma palinha. E sobre o livro que você está escrevendo, escreva qualquer coisa que quiser sobre mim, desde que não seja mentira! Agora pegue uma comida e uma caneca, eu vou conversar coisas de adulto com o Douglas. Vai logo, peste! - Daria um pontapé na canela do menino e então caminharia novamente até o Príncipe Ladrão.

- O homem do mercado falou também que ao Norte tem um castelo que é aberto para visitas… - Nina diria isso com um sorriso faceiro, com uma sombra maligna recaindo sobre seu olho. - Acho que amanhã você e seus piolhos deviam ir pra lá dar uma olhadinha, vê se vocês encontram esse tal príncipe. Pra entender como as coisas funcionam por lá, sacou? Eu e a Brina vamos para a Cidade das Montanhas, tem uma coisinha que preciso fazer lá. Saímos amanhã cedo e nos encontramos aqui no navio mais ou menos no por do sol. Pode ser? Acho que nosso plano vai dar certo… - Daria um soquinho no ombro dele. - Agora vamos beber e curtir um pouco.

- Ei, Brina, pegou seu queijo? Peixola, pega uma caneca você também! Anjinho, se já encontrou um ritmo bora cantar essa sua música! - Gritaria, animando a festa e voltando para perto do barril.

Naquela noite Nina beberia e comeria até não aguentar mais. Fazia um tempo que ela não participava de uma festa, então ela enfiaria o pé na jaca. - Ah, que saudades disso. - Diria em algum momento da comemoração. Se em algum momento Agni puxasse a música, ela tentaria cantar junto dele, fazendo a maior algazarra. Em outro instante, pegaria nas duas mãozinhas de Brina e começaria a dançar com a ratinha.

Quando o cansaço batesse, se recolheria para um dos quartos e dormiria, oferecendo sua barriga de travesseiro para Brina. - Amanhã vai ser fogo… - Murmuraria um pouco antes de dormir.

Relações:


Última edição por Shiro em Ter Jul 05, 2022 6:13 pm, editado 1 vez(es)

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Oni
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Oni
Pirata
Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jul 05, 2022 6:03 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 15




Acrescentando mais detalhes à minha mentira sem qualquer critério, acabei por me esquecer de um detalhe essencial: o navio não seria capaz de comportar 12 pessoas. Para o meu espanto, o nome de ninguém foi anotado e o mercenário apenas observou Zarolha com bastante atenção, logo após falando sobre o limite máximo para uma escuna.

Perceber que havia cometido uma inconsistência na minha história fazia os pelos das minhas costas se eriçarem, mas minha expressão permaneceria em um sorriso interpretado, mantido com bastante esforço no sustentáculo dos meus nervos de aço. - HAHAHAHA! O senhor realmente não sabe nada sobre Atuação de Método, hã? - Colocava as duas mãos na cintura e me curvava um pouco para a frente. - Navegar em um navio apertado faz parte da busca por inspiração, bobinho! - Respondia por bem pouco.

Se Ronron não tivesse me ensinado como atuar recentemente, talvez eu já tivesse entregado todo o bando nos dentes daquele Mercernário.

Apesar de ele ter ido embora e até mesmo me dado dinheiro, eu ainda estava preocupado com o fato de que, ao final, ele não anotou qualquer nome. Seria sua memória poderosa como a minha? Será que ele não tinha comprado? Precisaria fazer os novos membros da Trupe se materializarem pela cidade o quanto antes, para tirar qualquer suspeita. Espalhar alguns boatos sobre Kozaro, outros sobre uma linda ruiva, até que as informações chegassem até ele. - Eu vou roubar o colar do seu clã, maldito. E vou posar por aí como se fosse você até arruinar a sua reputação reputação perfeita. - cerraria os olhos, observando o homem se afastar, cumprimentando Nina e Brina pelos nomes que eu as havia dado, o que demonstrava que ele havia prestado atenção nas descrições, apesar de não ter anotado. Aquele cara era realmente perigoso.

Algum tempo se passava. A princesa e a rainha não me reconheciam disfaçardo. Por algum motivo, as duas falavam que eu estava loiro, apesar de eu ter tentado ficar moreno. Bem, fazia um tempo que eu não me olhava no espelho. Será que eu havia alterado o cabelo errado?

Me empanturraria de salame, queijo, um pouco de cerveja e o que mais houvesse. O sobrancelhudo acordava e se prostrava a cantar. Bem, finalmente ele demonstrava alguma utilidade para aquele navio. O garoto era realmente bom de escrever. Eu talvez precisasse dele para acrescentar ainda mais coisas à minha história.

Prestaria atenção às palavras de Nina quanto às informações da cidade, retrucando: - Ei, Nina. Parece que por aqui eles não tem Marinha, mas uma força muito mais eficiente. Eu andei pelo porto, não tem qualquer larápio a vista, o que significa que essa força repressiva deles, chamadas Milícias e Aventureiros, é realmente perigosa, de uma forma que eu nunca vi a Marinha ser. E eu acho que eles já desconfiam da gente. Se nós não quisermos que os planos sejam arruinados, vamos ter que chamar o mínimo de atenção possível. - Minha expressão seria mortalmente séria.

Me perguntava se deveria explicar pras pessoas do bando sobre a peça ou não. Talvez aquilo só terminasse de estragar os planos, caso alguns deles tentassem passar a atuar.

Durante as festividades, puxaria o Onimaru em um canto, ainda sem abrir o caixote que ele havia me entregado, deixando-o debaixo do braço - Onimaru, você tem se mostrado um ótimo aprendiz. - Falaria com sinceridade, ainda preocupado com a visita do Mercenário. - E, para que nada soe estranho, preciso te dizer algo: O seu mestre é muito poderoso. Realmente. Por isso, muitas vezes eu tenho que usar palavras mágicas para dissuadir pessoas do combate, pois não quero machucar ninguém. Por exemplo: eu poderia ter derrotado aquele paspalho do escudo com apenas uma mão, mas preferi não fazer nada, pois poderia acabar destruindo a Zarolha sem querer. Por isso, caso pareça que eu estou mentindo, é apenas parte do meu truque, tudo bem? - Mentiria descaradamente.

Após a conversa com Nina, sobre eu ter de ir para o Castelo pegar mais informações, assistiria ao meu bando pirata se divertindo de longe, encostado na amurada, comendo mais um pouco. Os próximos movimentos seriam vitais e a responsabilidade de planejar era toda minha. Melancólico, encararia as estrelas. Aquele bando já estava enorme. Fazia um bom tempo que eu não convivia com tanta gente. Onde será que estaria Lady Jamona? Eu estava bem mais responsável e cuidadoso desde que fugi do casamento com ela. Maldita Nina. Maldita Brina. Abriria o caixote de roupas: ERAM RIDÍCULAS. E, de tão ridículas, seria impossível saber se foram escolha de Brina ou de Nina. É, seria melhor eu ficar calado e aproveitá-las, pois reclamar poderia ensejar no meu espancamento, e eu já havia recebido bastante disso por um dia.

Me dirigiria até o meu quarto para dormir. Em meus sonhos, veria um dos personagens tomando forma: Kozaro, o dublê com ótimos bicos em atuação. Ele vestia as exatas roupas que Brina havia comprado para mim.

No dia seguinte, acordaria e começaria a me planejar enquanto tomava café-da-manhã. Kozaro não poderia surgir do navio, pois Grayden muito provavelmente estaria nos observando, à noite, para ver quem mais dormiria junto à gente. Eu precisava manter a história de que os outros membros estavam espalhados. Pegaria os materiais de disfarce de Ronron, guardaria os que eu iria precisar em uma mala: o suficiente para interpretar Kozaro, o Dublê, Zong, o Velho e Monalisa, a Ruiva.

- ONIMARU, AGNIS... EU TENHO UM TRABALHO PARA VOCÊS! - Assim que os dois aprendizes se aproximassem, começaria: - Nós dois vamos para a cidade com o castelo. A ideia é conseguir o máximo de informações por lá. Agnis, você tem uma missão especial. Pergunte para o máximo de pessoas o possível sobre a cidade. Anote as informações. Principalmente referentes aos seus personagens mais famosos. Além disso, eu vou precisar que você comece a escrever um conto. Ou melhor, vários projetos de vários contos. Devem envolver piratas e terras de gelo. Escreva o máximo que puder sobre isso, fazendo parecer que já está escrevendo há dias. Se alguém te perguntar, você vem escrevendo eles há semanas, tudo bem? - Eu precisava de lastro para caso alguém tentasse obter provas quanto a ele ser um roteirista de teatro mesmo ou não. - Onimaru, quanto a você, pode nos acompanhar. Tenho certeza de que vai haver alguma lição no caminho. Se não comeram, podem começar. Se preparem! Saíremos em meia hora.

Andejaria pelas ruas rumo à cidade em que havia o castelo. De maneira furtiva, prestaria atenção nos meus arredores. Estaria sendo observado? Por quantos? Quais deles pareceriam Mercenários? Me moveria sem tentar despistá-los por um bom tempo. Entretanto, assim que eu saísse da cidade e estivesse fora da vista dos mesmos, redobraria minha intenção de sumir diantes dos seus olhos, abusando da minha furtividade e guiando Onimaru e Agnis comigo, em busca de um local onde eu poderia adentrar como Feuerbach e sair como Kozaro sem deixar suspeitas, de maneira escondida.

Kozaro teria uma forte maquiagem branca, típica do teatro kabuki e usaria as roupas que Brina comprara pra mim. Além disso, faria uso de uma peruca. Vestido como ele, acompanharia Agnis e Onimaru, um tanto quanto de longe, fazendo poses intensas, interpretando como um ator de kabuki, assistindo enquanto o roteirista e o trião faziam perguntas no caminho pra cidade do Castelo.

O meu plano era deixar uma imagem forte, como sendo alguém completamente diferente de quem eu sou. Nos meus próximos movimentos, para o meu próximo truque, faria Kozaro e Felix Feuerbach aparecerem um ao lado do outro, de maneira que as suspeitas de que eu sou ele sequer ousassem surgir. Mas isso será explicado para vocês depois.



Objetivos:

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Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jul 05, 2022 7:52 pm
AGNI FLAMESBURG! — 10


Sem marinhas ou caçadores, então? O reino em que nós estávamos parecia bem desalinhado com o sistema mundial. Tomaria nota das coisas que ele disse em meu bloquinho para não deixar nenhuma informação passar batida.

“Clãs separados por nível. São equivalentes a:
(  ) marinheiros
( ) caçadores
( ) outros ________________________.”


Deixaria um espaço em branco para preencher quando tivesse a resposta. Lugares como esse tinham que ser aproveitados para incrementar a minha história, afinal não é todo dia que se passa num lugar tão singular. Não achei pertinente perguntar: há coisas que um historiador deve descobrir por conta própria.

Fiquei feliz por Onimaru querer saber como eu estava. Ou será que era apenas deboche? Ele era meu adversário e isso não era um detalhe que pudesse ser relevado. Responder-lhe-ia com aceno positivo e um sorriso quase sincero de agradecimento.

Um sorriso nem de perto tão grande quanto o que desprendi aos elogios da Nina. A rainha tinha gostado e nada mais importava. Sinalizaria com um positivo e um coração na letra da música e dobraria a ponta para que pudesse acessar a letra rapidamente. Quando fôssemos conhecidos no mundo todo, o povo teria minha primeira composição na ponta da língua e eu não mais teria de guardar o rascunho dela.

Talvez eu vendesse a folha em que compus por algumas dezenas de milhões de berries.  

Seguindo as ordens da rainha, me afastaria e pegaria algo gostoso pra comer. Se não tivesse torta de goiaba silvestre com creme de milho doce, comeria um pouco de cada do que encontrasse disponível.

Eu só atinjo meu melhor tom quando estou com a barriguinha bem cheia, por isso comeria bem (leia-se muito): para a diversão daqueles que escutaria minha doce voz. Prostrado sobre cadeira, mesa ou um barril, iniciaria:

—COoooOoom um olho só e o coração gigante... — cantaria até que se cansassem (leia-se me chutarem ou arremessarem coisas em mim). Depois disso era hora do descanso dos justos. Dormiria até confundir a inércia com morte.
...

Enquanto escutava o plano de Douglas, não conseguia ignorar o fato que o mestre chamava meu nome no plural. Relapso sobre minha pessoa? Eu era tão insignificante que nem mesmo merecia ser chamado pelo nome certo? Não. Pelo o contrário: acredito piamente que ele vê tanta capacidade em mim que se referir à minha existência no singular, como um sujeito único, seria sintetizar todo o futuro brilhante que eu tenho.

Ou talvez ele só não se importe mesmo. A missão era minha chance de me fazer ser notado.

Os meus anos de leitura intensa me fizeram um sociólogo e entender o comportamento de uma sociedade não era lá difícil. No meu caderninho, deixando os espaços necessários para respostas e anotações, elencaria uma série de pontos a serem reparados:

“Os cidadãos comuns andam armados?”

Esse era um bom ponto. Se andassem, poderia significar que a cidade em si era violenta. Conforme andávamos eu poderia distinguir a diferença entre cada ponto.

“Há sinais de distinção entre classe, gênero, cor ou raça?”

Se houvesse, poderia identificar um sistema de casta ou saber outras informações, por exemplo, se estou num reino patriarcal ou matriarcal, com escravos ou sem eles etc.

“Há símbolos da realeza espalhados por aí? Como as pessoas reagem aos símbolos?”

Estátuas, bandeiras, placas, prédios diferentes e até militares entravam nisso. Tudo era digno de nota. Eu queria saber a opinião do povo sobre o reino. Todo símbolo ou estátua que eu visse seriam questionadas às pessoas próximas.

— Oi, meu nome é Agni! Gostaria de saber qual a história dessa bandeira/brasão/estátua/placa e qual sua opinião sobre essa pessoa/clã/família/etc. Sou um historiador, nossos informantes tem sua identidade mantida em segredo e é tudo pelo bem das gerações posteriores. Pode confiar.

Repetiria esse questionário sempre que visse algo novo.

Sinais claro de fome e miséria também seriam anotados. O número de guardas ou equivalentes, como os cavaleiros de clã ou coisa parecida, também seriam tomados no caderno. Quais eram os pontos mais bem protegidos? Onde tinham homens mais bem armados e de aspecto mais truculento?

Como o espaço geográfico era aproveitado? Como se dava a divisão dos bairros? Isso dizia muito dos governantes. Se houvessem placas, me orientaria por elas e anotaria as mudanças conforme alternávamos entre os lugares. Bairro A, tantos guardas. Bairro B, tantos vezes dois. Pobreza em um, riqueza em outro. Pessoas com medo em uma, pessoas alegres em outra.

A próxima pergunta era mais pessoal que qualquer coisa. Seria feita a alguém que parecesse ser de um clã. Identificaria por portar armas ou brasões. Traria a primeira questão do meu caderno e perguntaria:

— Bom dia, senhor! Chamo-me Agni e estou fazendo uma pesquisa, er... acadêmica! Uma pesquisa acadêmica sobre os clãs. Pode me responder algumas perguntas? — se ele concordasse, perguntaria, caso o contrário passaria ao próximo. As perguntas eram:

— O que é necessário para entrar num clã? — Tosse e anotações. Parecendo mais jornalista que historiador.

— Como você definiria um clã? — olhos neutros e rabiscos.

— Quais os três clãs mais poderosos da ilha? Como são seus brasões?

— Há histórico de conflito entre eles? Se sim, você sabe da história? Eu adoraria escutar.

— Por último, qual sua opinião sobre a realeza e os seus membros?

Perguntaria de forma branda, tentando parecer mais um historiador do que um fofoqueiro. Anotaria as perguntas e suas respostas. Assim que identificasse os clãs mais poderosos e possíveis rixas, chegaria aos membros de um perguntando pela opinião (leia-se fofoca) que tinham sobre o outro, algo mais ou menos como "fulano do suntuoso clã de florezinhas birrentas, o que você acha do clã de mascotes do esgoto e por quê?". Sendo os líderes do clã pessoas importantes, perguntaria também a opinião que tinham sobre seus líderes e os líderes rivais, bem como a opinião de cada um sobre a rainha. No caderno ficaria mais ou menos assim:

"CLÃ PODEROSO A

GOSTAM DO CLÃ B:
DESGOSTAM DO CLÃ B:
RAZÕES:

GOSTAM DO CLÃ C:
DESGOSTAM DO CLÃ C:
RAZÕES:

GOSTAM DA REALEZA:
DESGOSTAM DA REALEZA:
RAZÕES:

"CLÃ PODEROSO B

GOSTAM DO CLÃ A:
DESGOSTAM DO CLÃ A:
RAZÕES:

GOSTAM DO CLÃ C:
DESGOSTAM DO CLÃ C:
RAZÕES:

GOSTAM DA REALEZA:
DESGOSTAM DA REALEZA:
RAZÕES:

"CLÃ PODEROSO C

GOSTAM DO CLÃ A:
DESGOSTAM DO CLÃ A:
RAZÕES:

GOSTAM DO CLÃ B:
DESGOSTAM DO CLÃ B:
RAZÕES:

GOSTAM DA REALEZA:
DESGOSTAM DA REALEZA:
RAZÕES:".



Poderia até parecer que eu era um grande fofoqueiro e que com o passar do tempo bisbilhotar a vida do povo tinha se tornado mais importante do que a missão, mas isso seria uma impressão totalmente equivocada. Não que eu fosse me importar em saber da vida conjugal ou extraconjugal de um figurão, afinal isso incrementaria a história, mas não era o objetivo. Nem de perto.

Os contos de piratas e gelo seriam história análogas ao que escutasse pela rua. Inspiração nunca foi plágio.

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Wolfgang
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Jul 06, 2022 8:52 am

Brina Britta - 13

Em um raro momento de tranquilidade, a tripulação se via festejando com música, muita comida e bebida. Brina continuava comendo seus preciosos queijos e isso a deixava extremamente satisfeita, no entanto o conteúdo dos barris lhe era desconhecido. “Rum? Isso é…” Alcançava uma caneca e buscava se servir cuidadosamente. O líquido em suas mãos não lhe era estranho, exalava um forte cheiro etílico muito usado para esterilização e preparação de solventes, poções e remédio. Seus amigos o tomavam diretamente, e por mais que o aroma não fosse nem um pouco atrativo, ninguém parecia ter o menor problema com isso.

Como se estivesse manuseando uma arma química perigosíssima, a mink levava o copo até a boca lentamente e deixava o líquido cair em sua garganta. O primeiro gole não poderia ser pior, era como se estivesse consumindo um coquetel de veneno dotado de um retrogosto de morte. - BLEEERGGHHHH!!! KYAHHH! O QUE É ISSO? - seu rosto todo se contorcia até parecer um joelho e estendia sua língua para fora da boca como se a quisesse expelir para o mais longe possível. - ECA! COMO VOCÊS ESTÃO BEBENDO ISSO? - no entanto, bastava apenas alguns segundos para que a dose causasse o mínimo de efeito. Estranhamente, a ratinha encarava o corpo cheio em suas pequenas mãos. Por mais que o gosto não fosse dos melhores, havia um efeito… mágico. “Hm… e se eu tentasse mais um pouco? Afinal está todo mundo bebendo, e se eu que fiz errado?” O segundo gole vinha com a mesma careta, os mesmos gritos de desaprovação, mas menos do que o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto… e por fim o último.

- ISSO É MÁGICO! Isso é um elixir… é como o Soro da Verdade… - pensava. No entanto, mal sabia que o álcool estava apenas começando a se acomodar em seu corpo, e possivelmente devido sua pequena estatura e desábito com bebidas etílicas, a embriaguez começava tímida, mas logo a dominava por completo.

O Bando da Rainha Caolha - Página 5 Y5fkJlF
- O que?

O Bando da Rainha Caolha - Página 5 I69LvsQ
- Ah.

O resto da noite ela nunca se lembraria com detalhes, mas sabia que havia comido muito, cantado com o celestial, cujos versos a fazia lembrar dos hakais comumente usados para magias verbais, e portanto acreditava estar novamente em um ambiente repleto de magia. Os sentidos da humanoide já eram aguçados e de uma estranha formada, tudo era amplificado, mas de um jeito errado, como se as luzes ganhassem novas formas, os sons repercutissem diferente e a realidade se transformasse. “Estou transcendendo… ESTOU MORRENDO? Não! Eu… não é noite de Lua Cheia! QUE POÇÃO ERA AQUELA?” Estava  mais feliz do que preocupada, mas eventualmente se perguntava o que estava acontecendo com ela, em algum momento lembra de ter chorado, mas em seguida já se via dançando com seus companheiros, comendo mais queijo e depois repetindo isso algumas vezes.

Por fim, apagaria junto com sua capitã. Sem ter noção de que depois do porre, vem a ressaca.

Relações:

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Noskire
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Jul 07, 2022 11:16 am

Douglas e Nina discutiam por um momento sobre seus próximos passos e o ladino preocupava-se com os aventureiros e, principalmente, com o loiro que havia feito uma visita ao navio. Era difícil saber se o escudeiro era apenas bobo ou um inimigo a ser reconhecido, mas o prodígio preferia se preparar para o pior.

Apesar das preocupações, a comida, a cantoria e o rum logo reunia todos numa festa animada e barulhenta que durava até a madrugada, fazendo-os esquecer do frio e dos problemas e apenas aproveitarem cada momento até caírem num sono profundo. Agni era o único que não bebia e, portanto, o único dos três mais jovens que não acordava com ressaca.

O sol raiava no reino de Sorbet e uma horinha depois os três homens acordavam e começavam seu longo dia. A rainha e a princesa permaneciam dormindo profundamente, aconchegadas uma a outra. Douglas começava como um verdadeiro líder, comandando seu pequenino esquadrão, e os dois discípulos ouviram com atenção. O tritão, no entanto, não estava com uma cara boa e comia quase nada, enrolando no pescoço o pano que havia usado no dia anterior para limpar o convés e seguindo o ex-ruivo com olheiras e uma expressão de poucos amigos.

O trio partia da Zarolha com o ladino à frente e Agni já começava com suas observações e anotações. Era bem cedo e a maioria dos cidadãos estavam comprando seu café da manhã ou se deslocando até o seu trabalho. Todos os civis estavam desarmados, mas haviam dois grupos de guerreiros armados e espalhados pela cidade. O primeiro costumava a ser visto solo ou em dupla e usavam vestes comuns, todos possuíam uma corrente com uma plaqueta que podia ser bronze, prata ou ouro. A primeira mais comum e a última mais rara.

O segundo grupo realmente aparecia em grupo e o arqueólogo apenas os viu uma vez. Para ser mais preciso, foram dez pessoas, sendo um na frente os liderando. Algo como um sargento e nove soldados numa formação 3x3. As pessoas abriam espaço para que o grupo passasse pelas ruas. Outra diferença é que os aventureiros solo e em dupla pareciam mais carismáticos e também atraíam uma melhor resposta da população, enquanto que o grupo miliciano pareciam mais sérios, realmente similar a soldados, e a população os tratava com mais respeito do que admiração.

Em relação à geografia, a cidade era extremamente bem planejada com ruas retas e largas. As placas indicando o caminho eram mínimas e focavam em apontar para as outras cidades ou o castelo e não para pontos específicos, o que era incomum, mas dava à cidade um ar mais limpo. Não parecia haver distinção entre raça, classe, gênero, cor ou nem mesmo bairros. Se havia, era tão tênue que o arqueólogo não conseguia notar. Também não parecia haver um ponto ou região mais bem protegida, pois haviam aventureiros espalhados por todos os cantos.

Agni parava diante de uma estátua de uma belíssima mulher. A obra era feita do que parecia ser mármore branco e era ricamente detalhada. Um homem passava pelo local quando o garoto o indagava. — Oh, que legal. Me chamo Shiro, prazer. — O homem estava na faixa dos 30 anos e carregava uma cesta cheia de pães. — Essa é a nossa querida rainha Lochlann. — Ele repetia o sobrenome e o soletrava em seguida, para que Agni pudesse anotar corretamente. — O nosso rei é bondoso e justo e está sempre buscando o melhor para a nossa ilha. Ela era uma camponesa quando jovem, mas se transformou numa incrível rainha. É ela que teve a ideia de criar a guilda de aventureiros, sabia? — O homem ria, animado em compartilhar a história. — É como se dois anjos tomassem conta de nós! — Ele ria mais uma vez e oferecia um pão ao loiro, antes de acenar e seguir seu caminho.

O trio recomeçava a caminhar, mas não por muito, já que Agni resolvia abordar mais uma pessoa. Desta vez era uma mulher com tantas armas que era difícil contar. No seu pescoço uma plaqueta de prata. A mulher abria um carismático sorriso para o garoto e se ajoelhava para igualar sua altura a dele. — Bom dia, Agni. Me chamo Makoto. Pode me perguntar à vontade. — Douglas percebia que a mulher havia feito o mesmo que Grayden ao conversar com o tritão na noite anterior.

A mulher ouvia as primeiras perguntas e levava o indicador a bochecha, pensativa. — Hum, vejamos… Clã é algo bem informal, na verdade. — Ela pensava mais um pouco antes de responder. — O que acontece é que qualquer um pode se tornar um aventureiro, basta ir na guilda e se cadastrar. Inclusive um garoto forte e corajoso como você! — Ela assanhava os cabelos de Agni com delicadeza, antes de continuar: — Todos os aventureiros ganham uma plaqueta como essa. — Ela pegava a sua de prata e mostrava ao garoto. — Começamos com a de cobre e, se formos bem sucedidos, viramos prata e depois ouro.

Os clãs, que você falou, são aventureiros que se unem por amizade ou por algum interesse próprio, como alguns de cobre se unirem para completar uma missão de prata ou algo assim. Cada um possui suas regras e filosofias, por isso que são muito informais. E também fica difícil dizer qual seria o clã mais forte, pois alguns tem três membros e outros tem dezenas. Mas vejamos… — Ela ponderava mais um pouco. — O melhor aventureiro é o Finn, sem dúvidas. Ninguém é tão atencioso ou respeitado como ele. Uma pena que tenha um ponto fraco com bebida. — Ela parecia genuinamente triste ao dizer isso, mas logo continuava. — Depois dele é difícil dizer. Hum… Talvez Erna? Ouvi que ela nunca falhou numa missão.

O rei e a rainha são incríveis e uma inspiração para todos nós! Na verdade, se vocês forem para o castelo agora, deve dar tempo de fazer uma visita e quem sabe até falar com algum deles. Os dois são pessoas incríveis! — Douglas, devido à conversa com Grayden, podia notar que nem o senhor dos pães e nem a mulher de agora citavam o príncipe, como ele sequer existisse. Com o fim das perguntas, a mulher dizia: — Espero que goste da ilha e se divirta bem muito! Se precisar de mais alguma coisa, é só me procurar na guilda ou na biblioteca, ok? — A mulher dava um selinho na bochecha do loiro e se levantava, indo embora com um aceno.

Dali os três seguiam sem mais interrupções até bem depois da cidade. Douglas não via ninguém, fosse aventureiro ou não, seguindo-o e, escondendo-se por trás de um grande conjunto de pedras que havia no caminho, usava do seu kit para transformar-se em Kozaro. Seguiam por mais cerca de meia hora até chegarem em uma encruzilhada com uma placa: Direita para à Cidade das Montanhas; Esquerda para o castelo.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex Jul 08, 2022 10:08 am
AGNI FLAMESBURG! — 11


Os civis andam desarmados. Os que andam armados são guerreiros com correntes marcadas para identificar suas posições. Vi vários com plaquetas bronze, alguns com plaquetas pratas e poucos com plaquetas de ouro. O segundo grupo que vi armado parecia mais uma pequena tropa militar do que uma força mercenária, que é o que eu acredito serem os primeiros. Digo isso pelos trajes informais. O primeiro parecia bem quistos pela população enquanto o segundo, bom, ele era respeitado.

A anotação foi:

“Os civis andam desarmados.
Há grupos menores e aparentemente independentes de mercenários que integram a força do reino. Possivelmente devem fazer trabalhos para particulares.
Há militares do reino. Vi dez. Bem alinhados.”


Se eu fosse chutar, diria que a reação dos mercenários aos crimes que avistam é instantânea e que eles são remunerados após conter o crime e entregar o criminoso. Eles também devem agir num sistema orgânico de recompensa por captura e tarefa semelhante aos caçadores de recompensa.

Questionei um cidadão sobre o busto da bela senhora e ele se derreteu em tecer elogios à mulher representada na ilustração. — L-O-C-H-L-A-N-N. — Verbalizei enquanto desenhava as letras com a pena fina. Eu sou um grande leitor de livros, não de pessoas, mas poderia jurar que a admiração do homem pelos regentes era sincera enquanto ele tentava não engasgar com o falo do rei.

Parei pra pensar sobre a rainha ter fundado a guilda de aventureiros. Aventureiros? Talvez fosse isso que eu tivesse visto por ali. Puxaria uma seta embaixo da anotação “há grupos menores e aparentemente independentes...” e escreveria “Guilda de Aventureiros”. Agradeci ao Shiro quando ele partiu com seus pães, segurando-me para não sequestrar um dos filhotes de trigo na cesta.

Uma Guilda de Aventureiros parecia incrível! Imagine quantas histórias esses caras não teriam pra contar? Sem pensar no banquete. Aventureiros sempre adoram banquetes. Bom, eu gosto. Lá eu poderia me recompensar por não ter comido os pãezinhos da cesta do Shiro. Será que o mestre me permitira, ou, céus, me acompanharia numa viagem até a guilda?

A segunda pessoa que perguntei foi Makoto, uma mocinha bonita e formosa de sorriso fácil, mas sem muito tato social. Se não fossem as armas que tilintavam enquanto ela andava, eu teria sido muito mais incisivo com sua agachada para falar comigo. Sorte dela que eu estava de bom humor.

Vi claramente a plaqueta de prata. Aventureira, entendi. Nível prata. Ela provavelmente não estava no topo da hierarquia, no entanto não era uma novata. Também tinha bons olhos. Confesso que corei quando afagou os meus cabelos e me chamou de “forte e corajoso”. Foi quando peguei o caderno e a pena novamente para anotar, pois essa mulher sabia das coisas. Anotações rápidas e pontuais. Ela falava muito. Não podia me dar o luxo de querer captar cada sílaba que saía de seus lábios.

“Clã é informal.
Finn é o melhor aventureiro. Problemas com bebida. Atencioso.
Erna. Nunca falhou. Não citou desvios de caráter da moça.
“Aparentemente o rei e a rainha são pessoas genuinamente legais.”


Não entendi porque ela mostrou abalo ao falar do problema de Finn com a bebida. Será que eram amigos ou parentes? Esse Finn, sendo o melhor aventureiro da ilha, parecia alguém que eu poderia usar de parâmetro para um personagem estepe ou até mesmo para construir traços do protagonista. Era um cara de quem eu queria saber mais.

A letra ficava disforme e corrida, deixando a pressa explícita. Makoto foi embora depois de me beijar e me chamar de “corajoso”, sem mais nem menos, deixou-me subentendido que deveria encontra-la... BIBLIOTECA? IMAGINE QUANTOS LIVROS INCRÍVEIS NÃO DEVEM TER LÁ? Seria a minha segunda opção depois de visitar a guilda. Na primeira, escutaria as histórias da boca dos aventureiros e na segunda pegaria os livros para apreciar cada conto no conforto do navio.

Para o azar dela, eu tenho uma missão e provavelmente não a encontraria agora. E eu jamais poderia falhar com o meu mestre. Ele nutre grande apreço e expectativa quando se diz respeito à minha pessoa. Assim que ele me questionasse, contar-lhe-ia meus frutos na pesquisa enquanto giraria a pena entre os dedos:

— O Rei e a Rainha são bem quistos. Há grupos descentralizados que prestam serviços militares, como mercenários contratados pelo próprio reino. Digo isso porque eles foram fundados pela rainha. Há militares do próprio reino, vi-os em menor número. Não parecem ser lá a paixão maior da população, mas não os vi sendo vaiados. — Dei um intervalo para esperar que a cabeça do chefe mastigasse. —Os aventureiros, esses "mercenários", são mais numerosos, espalhados e difíceis de identificar. Carregam plaquetas de bronze, prata e ouro. Isso deve representar a experiência deles ou algo assim. O melhor aventureiro é um tal de Finn, um cara gente boa e que gosta de encher a cara. Se fosse para arriscar, diria que ele sabe bastante coisa.

Quando o caminho bifurcasse e fôssemos acometidos pela incerteza, eu prontamente abraçaria a escolha sensata e perspicaz do mestre, seguindo-o para o lado que decidisse ir. Haviam algumas pulgas coçando na minha cabeça. Se os reis eram tão queridos, por que a população parecia resistente quanto aos militares? A cidade parecia bem tranquila, contudo, tinham vários aventureiros. Que demanda era essa que sustentava a corja de mercenários? A segunda pergunta era mais fácil de ser feita do que a primeira - só que eu não descansaria até saber a resposta das duas.

Perguntaria para algum merce... aventureiro:

— Bom senhor, pretendo me tornar um aventureiro, mas antes disso gostaria de saber quais são as principais missões de cada categoria. O que eu mais terei de fazer para encher meus bolsos de dinheiro e minha vida de aventura?

Depois de todo esse esforço, sentiria a barriga roncar. — Mestre, estou com fome. A fome me deixa desatento. Preciso de um bolo de carne de lombo moído com queijo provolone defumado e um suco de ameixas silvestres para continuar a pesquisa. — Um historiador precisa estar com o estômago cheio. A desatenção poderia gerar danos irreparáveis à minha linha de raciocínio.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex Jul 08, 2022 2:29 pm
NINA SPADES - 14



Acordou sentindo o corpo bem mais pesado que o normal. Deitada no chão duro do navio, Nina ficou um minuto inteiro tentando abrir os olhos que pareciam estar colados. Percebeu que ao seu lado estava Brina, aconchegada e dormindo. - Que horas são? - Sua voz saiu rouca e Nina logo fez uma careta por uma pontada que havia sentindo na cabeça. - Acho que bebi demais... - Passou a mão pelo pescoço e ficou de pé, com calma, para não acordar a ratinha. Ao ver que Douglas não estava ali dentro, caminhou até o convés.

A Rainha teve que cerrar os olhos acostumado com a escuridão do quarto pois os raios de sol já se espalhavam pelo horizonte. - Merda, eles já foram. - Olhou em volta e não encontrou ninguém, sinal de que já haviam começado a missão e que as duas garotas estavam atrasadas. - BRINA-CHAN! ACORDE, ESTAMOS ATRASADAS! - Gritaria sem sair do convés. Não era a forma mais meiga de acordar uma amiga, porém era essa forma que o pai de Nina a acordava quando ela era criança. ‘O susto ajuda você a levantar’ ele dizia.

Comeria um pão e tomaria um dedo de rum para começar o dia. - Brina-chan, coma, hoje vamos andar pra caramba. Ah, e não beba, viu? Você já bebeu demais ontem… - Apontaria o dedo para a Ratinha e abanaria a cabeça para cima e para baixo, como se ela, Nina, fosse responsável. Sendo que foi ela quem ofereceu rum para a pequenina na noite anterior.

Feito o desjejum pouco usual, Nina daria cinco tampas na própria cara. - Vamos lá, tenho que acordar. - Daria dois pulinhos, tentando aquecer o corpo. - Brina-chan, nós vamos até aquela Cidade das Montanhas fazer as armas que eu te falei. Porém vamos ficar atentas, o Douglas falou ontem que tinha uns milicianos e aventureiros que podem nos dar problema. Estou um pouco mau humorada hoje então vou tentar não cruzar o caminho desses caras, pois pode acabar dando merda. Ah, e me ajude a ver se na cidade da montanha não tem nada que possa ajudar a gente com o plano, tudo bem? Vamos lá, pequenina. - E então desceria o navio.

Não havia muito segredo de como Nina faria para chegar até o lugar que queria. - Nós só temos que seguir aquela montanha ali. - Sinalizaria para Brina as montanhas nevadas. A Monarca até pensou em pegar alguma carona ou pagar alguém para leva-las, porém viu que uma caminhada seria ótima para mandar aquela ressaca horrível embora.

Para passar o tempo durante a viagem, cantaria a música de Agnis e ouviria a ratinha. Brina sempre tinha algo para falar e era ótima para momentos de tédio como esse.

Chegando à cidade, a Rainha não perderia muito tempo. Andaria até o centro, seguindo pelos lugares que acumulassem mais pessoas e mais movimento. Estando lá, procuraria por alguma forja, geralmente por conta do calor essa ficavam abertas à rua e dava para se ouvir os sons dos martelos e as labaredas de fogo.

Quando encontrasse este lugar, entraria nele já com o dinheiro em mãos. - Ei, quanto vocês cobram para eu usar a forja de vocês por um tempo? - Perguntaria para a primeira pessoa que visse. - Preciso de muito ferro e se tiverem, um pouco de madeira também. Pode ser?

Se tudo o que pedisse fosse acatado, caminharia até a mink. - Brina, eu vou demorar um pouco fazendo nossas armas, então se você quiser fazer outra coisa pode fazer, só não vá muito longe da forja, tudo bem? Se eu acabar e você não estiver aqui, eu vou dar um grito para você vir. - Colocaria a mão sobre o ombro da pequena, agachando para que seus olhos ficassem na mesma altura. - Deixe para eu fazer seu bastão depois, quando eu pensar num jeito de deixar ele mais poderoso, tudo bem? - Diria no caso de não terem madeira naquele lugar.

Voltando à sua origem de ferreira, Nina passaria as próximas horas confeccionando as armas. Faria uma kanabô para si mesma, um sabre para douglas, uma katana para agnis e uma manopla para Onimaru. E claro, se tivesse madeira, faria o bastão para Brina. Como tinha combinado com Douglas de que se reencontrariam ao crepúsculo, ela teria que dar seu sangue para conseguir fazer todas essas armas até lá.

Como em um transe hipnótico ela faria uma arma atrás da outra, parando só para secar o suor da testa ou para beber um pouco de água. Sua mente estaria mergulhada nos processos da forja, atenta aos detalhes de cada confecção. Não podia fazer algo de qualquer jeito, até porque aquelas seriam as armas que protegeriam seu reino.

Terminado o serviço, colocaria as armas em um saco, com exceção do seu kanabô e do bastão de Brina, que colocaria embaixo do sovaco. Pagaria o valor combinado na entrada e se pedissem mais dinheiro pelo saco, pagaria também.

Sairia então do lugar e caso Brina não estivesse ali, encheria o pulmão e berraria para toda a cidade ouvir. - BRINAAAAAAAAAAA TERMINEI!

Estando com a ratinha, daria um sorriso maroto. - Agora que trabalhei que nem uma cavala, bora comer mais um pouquinho. Eai, descobriu algo sobre a cidade? - E então sairia em busca de alguma lanchonete ou restaurante.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sab Jul 09, 2022 4:59 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 15 (PULEI DO POST 3 PRO POST 5 NA CONTAGEM. VOU REPETIR O 15 PRA AJEITAR TUDO)





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Após minha transformação em Kozaro, começaria a testar expressões e poses, de forma a dar mais vida para o Dublê da trupe de teatro.

Franziria o cenho e cerraria os lábios, abrindo bem as pernas. Faria meus movimentos intensos e ao mesmo tempo vagarosos, sempre olhando profundamente em uma direção antes de me mover para ela. Abriria bem os braços, de forma bem expansiva, palmas abertas, me estendendo bastante. Daria uma cambalhota. Imaginaria uma katana se formando nas minhas mãos, e daria alguns golpes verticais como se eu fosse um samurai, com o fito sempre de alguém determinado para se sacrificar. Sim, haveria me tornado em alguém completamente diferente. O que cansava bastante.

Depois de trinta minutos de caminhada até a bifurcação, além do tempo que passamos na cidade, meu único desejo era convencer Onimaru de que me carregar faria parte do treinamento dele. Contudo, certamente haveria outro herói para achar que eu estava escravizando o coitado. O que não é verdade, apesar de eu o estar explorando bastante. Além disso, o pobre rapaz parecia estar de ressaca.

Agnis me dava ainda mais informações sobre a ilha. Os Aventureiros todos pareciam ser bastante simpáticos e prestativos. Apenas em observá-los eu me sentia cansado. E, falando em cansaço, o anjinho estava realmente dando duro, de uma forma impressionante. O que fazia eu até mesmo me perguntar se seu nome era Agnis ou Agni. Bem, enquanto ele estivesse falando, pegaria o caderno dele e folhearia. Arregalaria os olhos por um instante. Era simplesmente impressionante o tanto de trabalho que ele havia me poupado. Afinal de contas, tinha sido uma ótima ideia trazê-lo como aprendiz. O garoto sabia mais do que apenas fazer letra de música brega.

Quando ele citasse Finn, eu perderia completamente a compostura de Kozaro. - Problemas com bebida e heróico? Ele é perfeito! - Falaria com minha voz normal. Pigarrearia, retornando à compostura. - Ei, deixe-me dizer uma coisa, jovem aprendiz. Você não deve ter percebido isso, pois ainda lhe falta um longo caminho pela frente para ser um grande sociólogo como eu. - Mentiria para não fazê-lo ficar cheio de si quanto às próprias habilidades. - Entretanto, aparentemente as pessoas evitam falar sobre o Príncipe, apesar de elogiarem bastante o Rei e a Rainha. Um aventureiro que foi fazer uma checagem no nosso navio nos disse que ele tinha seus defeitos, o que me pareceu um eufemismo. Para que nosso plano dê certo, além de guardarmos segredo sobre os nossos objetivos e não nos metermos em confusão... - Olharia bem para Onimaru quando falasse em manter em segredo e bem para Agnis quando falasse sobre confusão - - Precisamos saber qual é exatamente a falha de caráter do príncipe e usá-la contra ele. Por isso, alguém como Finn é perfeito: Se ele é respeitado por todos, não deve ser um cara ruim. Se ele é um bêbado, deve ter algo de impulsivo. Desta maneira, talvez ele seja a pessoa ideal para falar exatamente quais são os defeitos do Vossa Paspalhice: alguém que se revoltaria com ele, por ser bom e também impulsivo o suficiente para não manter a compostura.

Falaria tudo aquilo aos sussurros, prestando atenção nos arredores para não falar perto de ninguém suspeito.

- Merda. Faz todo o sentido você estar com fome. E o Onimaru, o coitado nem está falando, também não comeu direito. - Eu só possuía 50 mil berries. O que significava que Grayden patrocinaria nosso almoço para aplicar o golpe. Mas que saco. Mesmo que aquele dinheiro pertencesse a outra pessoa, era muito difícil gastá-lo. Todavia, era necessário parecer alguém grandioso na frente dos garotos. Levaria minha mão até o local em que os cinquenta mil estivessem, com alguns espamos fazendo-a retroceder para não pegar a grana. Aquele maldito valor deveria ser exatamente o suficiente para que os três comessem. Usaria toda a minha força mental para respirar fundo e entregar tudo para Onimaru. - Aqui! Se for mesmo um bom guerreiro, saberá como trazer o troco pra mim e economizar o máximo possível. - Manipularia novamente a criança. - Traga comida o suficiente para nós três.

Seguiria rumo à Cidade da Montanha. - Perguntar sobre o Príncipe na Cidade Real pode ser muito perigoso. E a minha roupa atual é bem chamativa. Vamos para a Cidade das Montanhas para comer, pegar mais informações e talvez até falar com Nina. - Além disso, era importante que eu fizesse Kozaro aparecer o máximo possível para tirar suspeitas quanto a sermos um possível bando pirata com apenas alguns membros. - Chegando lá, vocês conseguem comida, me arranjam um pouco e então vão buscar mais informações. Eu vou ficar relativamente perto. Mas não muito!

Assim que trouxessem comida, me esforçaria ao máximo para não demonstrar meus sentimentos se não houvesse troco. Comeria escondido, com cuidado para não tirar a maquiagem, e então, logo após isso, me poria no meio de uma praça e começaria a fazer diversas poses, deixando um pedaço de pano no chão como se fosse o chapéu de um artista. Estaria atuando como Kozaro, longe dos garotos, de forma a chamar atenção pra mim e talvez ganhar um dinheiro fazendo algo que eu já iria fazer de qualquer forma. Prestaria bastante atenção aos transeuntes e àquela cidade, atrás de qualquer detalhe imporante mas em busca de, principalmente, sinais de alguém do submundo ou de locais para onde eu poderia levar o príncipe após sequestrá-lo, já que o porto era bem protegido e a Cidade Real provavelmente seria ainda mais segura do que o porto.

Kozaro não falaria qualquer palavra, apenas daria algumas cambalhotas de vez em quando e se moveria como descrito antes, com movimentos intensos e vagarosos.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Dom Jul 17, 2022 6:55 pm

Nina acordava depois dos garotos e perdia alguns minutos andando de olhos fechados e se situando. Lembrando-se, parcialmente, da noite anterior, logo acordava a pequena mink e faziam seu desjejum. A ressaca era muito pior para a pequena, que mal falava, dando apenas alguns resmungos vez ou outra. As duas partiam do navio e iam direto para a cidade da montanha. Acontece que, diferente do que a Rainha havia pensado, a caminhada era lenta e o silêncio perdurava entre as duas. Em alguns momentos, Brina fechava os olhos e parecia andar na inércia, pendendo de um lado para o outro.

Minutos depois, elas chegaram à cidade da montanha. As ruas eram largas e quase inteiramente de pedras, assim como as casas e comércios. Subiram longas ladeiras, chegando cada vez mais próximas à montanha de fato, até começarem a avistar várias forjas espalhadas pela região. A Rainha foi até uma delas, onde um senhor barrigudo a atendeu. — Cem mil a hora, quinhentos mil o dia! — Ainda era o início do dia, então era um bom negócio. O homem também informou o valor de cada material. Tudo, já com o aluguel da forja, totalizava um milhão e meio de berries. Nina pagava como se não fosse nada, uma verdadeira Rainha, e o homem arrumava uns homens para lhe trazer os materiais.

Enquanto esperava, Nina procurava por Brina e a via encostada em uma parede a uns 20m de distância. O barulho de metal contra metal a incomodava bastante, ainda mais em sua atual condição. Brina apenas acenava com a cabeça para o que Nina dizia e se sentava num banquinho, começando a cochilar. Nina a deixava quietinha e retornava a forja, arregaçando as mangas e começando o trabalho. As primeiras dez marteladas foram as mais difíceis, pois pareciam ecoar dentro de sua cabeça, mas logo a ferreira foi embalada no som metálico repetitivo e o tempo passou a fluir como num sonho.

Quase ao mesmo tempo, Douglas e os dois garotos chegavam à cidade. As paradas e questionamentos de Agni haviam custado bons minutos, mas também havia dado bons frutos. Por sinal, a sua última pergunta, sobre os trabalhos disponíveis, havia sido feita à um homem na casa dos quarenta anos. Ele possuía uma plaqueta de cobre, um novato apesar da idade. Ele parecia um pouco indeciso, e não se abaixava para igualar sua altura ao jovem, mas o respondia: — Por categoria, você diz isso? — Ele mostrava a plaqueta para confirmar. — Não é questão de tipo de missão, é mais relacionado ao perigo envolvido. — Ele pensava um pouco. — No sul é onde tem mais trabalho para cobres como eu. Há muitas fazendas, então sempre precisam de mão de obra. Também aparecem alguns animais selvagens de vez em quando. — O homem revirava os olhos. — Mas daí não podemos o matar ou ganhamos menos dinheiro. — Ele balançava a cabeça, claramente contra a ideia. — Isso é coisa da rainha deles. — Afirmava, como se fosse um crime ou algo do tipo. — Os pratas e os dourados trabalham mais aqui na cidade e ao norte. Caçam piratas, ladrões, servem de guarda costas… Às vezes até fazem serviços em outras ilhas, mas é raro.

Enquanto Agni terminava de reportar suas descobertas para Douglas, Onimaru retornava com um onigiri para cada. — Só consegui isso. — Ele informava, tristonho. — Na verdade, era oitenta mil, mas a senhorinha ficou com pena e me deu um desconto. — Informava, mordendo seu bolinho de arroz como se fosse um bolinho de terra.

Após terminarem a parca refeição, Agni e Onimaru seguiam, cada qual para uma direção, enquanto que Douglas estendia um paninho no chão e começava a fazer gestos e cambalhotas, atraindo a atenção de alguns e os risos de outros.

A cidade era quase inteiramente feita pela pedra abundante da região, escura e bonita. Havia madeira, principalmente nas portas e janelas, assim como vidro, mas a pedra dominava. As pessoas também pareciam mais duras, mais sérias do que o pessoal da primeira cidade. Ainda assim, não pareciam tristes ou insatisfeitos com a sua situação e, para a surpresa do ladino, também não parecia haver nada relacionado ao submundo ali. Sua teoria inicial estava correta: Ou o submundo havia sido completamente desmantelado pelos aventureiros, o que era assustador, ou eles estavam muito bem escondidos. Restava descobrir e/ou confirmar a resposta.

Por ser bem próxima da montanha, a cidade também possuía muitas ladeiras e as ruas eram mais tortuosas, embora ainda fossem largas e bem feitas. A montanha em si se erguia ao norte, proeminente, e vários túneis podiam ser vistos mesmo distante, o que lembrava vagamente uma colméia de abelha, se é que o ex-ruivo ou algum dos meninos já tivessem visto uma. A primeira moeda quicou e chacoalhou quando uma garotinha se aproximou do dublê Kozaro e jogou o berrie sobre o paninho, com uma risadinha tímida. Eram míseros 50 berries, mas era um começo.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Jul 18, 2022 12:48 am
NINA SPADES - 15



Quando finalizasse a confecção das armas, Nina soltaria um suspiro e secaria o suor de sua testa com o antebraço direito. - Ufa, acabou. - Olharia para suas filhas de ferro com um brilho em seu único olho. Praticar a arte da forja depois de todo aquele tempo a fazia sentir-se viva. - Brina, vam– Pararia de falar assim que percebesse a pequena dormindo, completamente baqueada por conta da cachaçada da noite anterior. - Eu acho melhor não deixar ela tomar rum da próxima vez… - Chegaria a tal conclusão batendo com o punho direito fechado sobre a mão esquerda aberta, ao mesmo tempo em que faria uma cara relaxada, como se já não fosse óbvio que não era uma boa ideia dar bebida para alguém da idade e tamanho da ratinha.

- Ei, velho gordo, tem como você arrumar uma trouxa, saco ou mochila para eu levar as armas? - Esperaria a resposta do homem e caso ela fosse positiva, prosseguiria. - Quanto vai ficar? - Tiraria mais uma vez o maço de berries do bolso, contaria o valor anunciado pelo homem e entregaria para ele.

Colocaria as armas em suas costas - se fosse uma trouxa ou um saco ela seguraria a ponta do objeto com a mão direita, deixando-o pender sobre o ombro - e então caminharia até Brina. - Ei, Brina-chan, venha que vou te carregar. - Ergueria a Princesa-Bruxa com o braço esquerdo, segurando-a no colo como um bebê. - Passa suas pernas na minha barriga, isso, e me abraça aqui. Pode deitar no meu peito, não tem problema, mas segura firme se não você vai cair. - E passaria o seu braço esquerdo em volta da pequena, posicionando-o debaixo da bunda da ratinha para servir como um banquinho para que ela pudesse repousar mais tranquila.

Ao andar para fora da forja, olharia para os céus, tentando inferir quanto tempo havia passado. Feito isso, começaria uma caminhada lenta para fora da cidade, retornando pelo caminho do qual havia vindo. Aproveitaria para olhar bem aquela cidade, ver se percebia algo diferente, algo que pudesse ajudar ou atrapalhar os planos do sequestro. Ficaria também de olho nas pessoas, atenta para qualquer um que parecesse ser muito forte.

Então rumaria em direção ao navio, onde esperava se reunir com os garotos.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Seg Jul 18, 2022 2:00 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 16





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O tilintar daquela única moeda de 50 berries, entregue por apenas uma criancinha, ressoava na minha mente com um pensamento melancólico e catastrófico: O meu plano era horrível. Nós todos iríamos morrer e a culpa era minha. Mas nem por isso eu deixei de pegar a moeda.

É importante ressaltar que, enquanto um Ladrão fã de outros bandidos e de histórias de roubos, eu sou um grande fã de arte. E por arte entende-se: estelionatos bem feitos e furtos improváveis.

Uma grande história é a do Robin Hat. O ladrão que trocou dez quilos de ouro por dez quilos de algodão e os guardou na mesma maleta em que o ouro estava, deixando-a em cima da balança em que ela já se encontrava. Da primeira vez que eu ouvi essa história, pensei: Dez quilos de ouro e dez quilos de algodão tem o mesmo peso? Quando perguntei isso para o professor de matematica do palácio, ele me deu uma reguada na mão e foi nesse momento que eu entendi que o volume necessário para que os dois tivessem o mesmo peso é que era muito maior. O que me fez pensar no quão desnecessário e trabalhoso foi encher aquele recipiente apertado com tanto algodão e, ainda por cima, deixá-lo sobre a balança, quando era apenas pegar o ouro roubado e fugir. Entretanto, é justamente aí que reside a arte. No trabalho a mais após o roubo. Na poesia que há em entupir uma mala.

O que me lembra da história clássica do Lipe Fiasco, que, de uma forma misteriosa, invadiu o banco e deixou apenas uma mensagem dizendo que poderia roubar o lugar se quisesse, mas não levou nada, apavorando a todos. No dia seguinte, diversos marinheiros se reuniram na instituição para uma demonstração de poder. Em resposta a isso, ele roubou tudo de mais valioso que tinha no Q.G da ilha, já que ele estava desguardado. O nível de petulância e audácia! A beleza em desafiar as instituições!

E, ao lado disso, o meu maldito plano. Improvisado, um tanto quanto sem propósito e mal feito.

Se eu realmente quisesse fazer algo grandioso e belo, precisaria pensar muito mais. Por isso, vamos lá:

O objetivo é sequestrar o príncipe, fazer os mercenários procurarem por ele e se aproveitar dessa brecha para roubar o castelo, para encher o nosso navio pirata de móveis reais e ter ainda mais dinheiro.

Realmente existe algo de belo nessa ideia, em sermos piratas em busca de móveis da realeza. É. Até aí tudo bem.

A grande questão é que a única coisa que nos permite transitar livremente nessa ilha, apesar das recompensas pela nossa cabeça, é o fato de que eu menti falando que somos uma trupe de atores. Essa mentira é pouco convincente, apesar das minhas habilidades teatrais e da desculpa da Atuação de Método dos outros. O primeiro motivo é o fato de sermos muito parecidos com nós mesmos, apesar de eu estar disfarçado, sendo a única disparidade o fato de termos aceitado membros novos e de eu não estar vestido como eu mesmo no momento em que fomos interrogados. O segundo motivo é o fato de eu ter cometido um erro desgraçado, dizendo que na verdade somos doze pessoas. Essa inconsistência pode acabar nos custando a nossa vida, e é justamente contra ela que eu estou lutando nesse momento, ao me vestir como Kozaro e chamar atenção da cidade, em uma tentativa desesperada de fazer nossos números crescerem.

Qualquer um atento notaria que nós nunca ultrapassamos, juntos, doze membros. Na verdade, nem mesmo conseguimos superar quatro. O que me leva a pensar: no lugar do inimigo, o que eu faria? Eu não sou nada bom com estratégia, mas, pela minha lábia e experiência em manter mentiras, sei que a melhor forma de descobrir se nossa história é verdadeira seria ficar atento ao navio à noite, quando os membros se reunem, para ver se o número se aproximava dos doze. Ou, no pior dos casos, se se mantém cinco, o que provaria com ainda mais certeza de que estamos fingindo e somos apenas o bando da Nina com mais dois membros.

Eu não teria como afastar aquela surpresa em uma ilha sem companheiros extras ou pessoas para contratar do submundo. Minhas duas hipóteses seriam 1 - dar uma festa para impedir a contagem total dos membros; 2 - Dar um jeito de parecer que o número de membros do navio é sempre menor do que cinco. Além disso, como eu disse que era o único apto a ser levado a sério, já que eu não estava fazendo Atuação de Método o tempo inteiro, a melhor forma seria me afastar do navio por um bom tempo, para que nós nunca chegássemos ao número máximo, nem que nada do que disséssemos pudesse ser levado a sério, de forma a não dar aos inimigos qualquer argumento derradeiro de que éramos farsantes, postergando ainda mais o pleno convincimento dele sobre isso. Uma dessas duas teria de ser a estratégia de defesa.

Já para os passos a seguir, seria necessário descobrir exatamente como se aproveitar das falhas de caráter do príncipe. Entretanto, a nossa maior vantagem, até aquele momento, era o fato de que ninguém sabia quais eram os nossos objetivos na ilha, o que nos impedia de sermos suspeitos. E, já que ela era considerada tão segura e bem patrulhada, o mais provável seria que ninguém estivesse esperando por um golpe nela. Por isso, eu teria de ter o máximo de cuidado para não deixar que ninguém descobrisse nosso plano, ou tudo estaria arruinado. E o pior era que, mesmo após o sequestro dele, seria necessário escondê-lo e proteger o navio, já que nós seríamos automaticamente os suspeitos. O primeiro desafio de escondê-lo seria o fato de não sermos nativos da ilha, pelo que a conhecíamos menos do que os patrulhadores. O segundo desafio, de proteger o navio, só se concretizaria se continuassemos sendo suspeitos. O que provavelmente é o que deve ocorrer.

Droga. Maldição. São muitas camadas. Muitos fatores. Eu sempre fui péssimo em xadrez, se eu não estivesse trapaceando. Além disso, nunca apliquei um golpe com um grupo tão ingênuo.

Esconderia todos os meus descontentamentos por debaixo da face de Kozaro, ainda refletindo. O Onigiri provavelmente não alimentaria as crianças, e em breve estaria anoitecendo.

- Ei, vocês dois, me acompanhem. - Caminharia para fora daquela cidade, com cuidado para não ser seguido por ninguém, como da outra vez. - E então, Agnis, o que descobriu? - Perguntaria no caminho até a placa em que estávamos outrora. O ouviria atentamente e, assim que chegássemos até as pedras, diria: - Eu não vou retornar para o navio. O motivo é um segredo. Digam para a Nina que precisei investigar mais algumas coisas. Tomem cuidado os dois. Mas, antes, preciso dar algumas recomendações: a primeira é que evitem usar armas, já que os civis aqui não costumam usá-las e nós não queremos chamar atenção. Avisem isso para a Rainha. A segunda é que eu gostaria que você, Agnis, contasse uma história no navio. Espalhe alguns objetos, dobre roupas em locais diferentes, como se houvessem doze membros no total. E continue a escrever a história no caderno. Já para você, Onimaru, eu gostaria que virasse outra pessoa. - Aquilo provavelmente surpreenderia o garoto. - Para aprender a lutar como eu, você deve me imitar ao máximo. Por isso, você virará o Kozaru.

Após isso, pintaria o rosto do garoto, transferindo para ele as roupas que eu estava usando e também a peruca. Além de dobrar as peças para que ficassem do seu tamanho.

A minha ideia era fazer com que eu e Onimaru sumissémos e Kozaro e Agnis retornassem para o barco, o que ao menos tornaria impossível para que mercenários assistindo ao navio chegassem a conclusões decisivas quanto ao nosso número total. Já que era necessário pagar ingressos para subir no convés, era provável que ninguém chegasse perto o suficiente para conferir. Além disso, se alguém desconfiasse e chegasse perto o suficiente para saber se era o tritão, provavelmente seria possível dar a desculpa de que era Atuação de Método e maquiagem para atuação, o que não era muito bom, mas era o suficiente. Por segurança, queria transformar o garoto em alguém completamente diferente.

- Você não pode falar nada na presença de qualquer um que não seja do bando. Nem mesmo abrir a boca. Além disso, é importante que faça sempre uma expressão de mau-encarado. Dessa forma. - Faria uma expressão e também mexeria no rosto do garoto, até que ele a estivesse imitando. - Isso. Assim. Você também não pode entrar na água. Se lembre: se você falhar nisso e acabar falando na frente da pessoa errada ou tirando essa expressão, é capaz de o seu treinamento de grande guerreiro nunca se completar, tudo bem? - Mentiria, me aproveitando mais uma vez da inocência e da determinação do garoto, que talvez nunca mais falasse.

Coçaria meu queixo, refletindo. O plano continuava péssimo. Eu precisava caminhar mais pela cidade. Precisava de mais inspiração. - É. Acho que é só isso por enquanto. Até logo. Cuidem bem um do outro.

Procuraria algum lugar em que eu pudesse me limpar, como um rio ou algo do gênero, andando com bastante cuidado para não ser visto, apesar da maquiagem. Usaria minha memória fotográfica para não esquecer de limpar nem um milímetro da maquiagem do meu corpo. Na primeira oportunidade, faria minha transição e viraria Monalisa, a belíssima mulher de cabelos ruivos - que seriam meus próprios cabelos. Após isso, buscaria me enxugar e seguir a placa rumo à cidade real.

Andejaria de queixo erguido, postura altiva, transmitindo minha etiqueta por meio da minha linguagem corporal, como se eu fosse uma belíssima nobre. Observaria a cidade e os seus arredores, a princípio apenas em busca do príncipe ou de locais onde poderia encontrar boatos sobre o mesmo, ainda buscando informações gerais sobre aquela cidade específica. Observaria bem o castelo, interpretando como alguém excitada, mas não tanto, por estar conhecendo-o. Apenas o suficiente para que parecesse ser uma nobre vendo algo novo, mas não tão novo ao ponto de não parecer ser uma nobre. Andejaria de forma a chamar atenção, de forma a dar vida também a essa persoangem, de formas que possíveis boatos de gente nova na ilha pudesse se espalhar e talvez fazer o escudista se sentir louco por desconfiar da gente.

Maldito plano horrível. Maldita improvisação. Eu precisava de uma pista logo. Algo de que me aproximar para tornar tudo mais concreto. A partir dali, era tudo ou nada.

Depois de tanto trabalho para me transformar em pessoas diferentes, preguiçoso como sou, eu precisava fazer aquilo valer a pena e ser belo como os golpes de Lipe Fiasco e Robin Hat.

Ah, e falando nisso, havia mais uma suspeita me rondando: ilha sem submundo? Aquilo era tão impossível quanto eu começar a trabalhar como estivador. O submundo apenas deveria se parecer diferente, o que muito provavelmente significava que ele estava integrado ao próprio sistema de patrulhadores ou entre os monarcas. Se eu achasse as pessoas certas, talvez fosse possível contornar todos os problemas que estávamos enfrentando. A grande questão era como. Me atentaria a isso.


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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jul 19, 2022 11:37 am
Brina Britta - 14

Dor. Entre as bruxas e os feiticeiros, há uma série de provações envolvendo o uso de poções e elixires que tradicionalmente marcam a passagem de um mero mortal para um ser mágico. Na Ordem da Lua, Brina Britta havia passado por esses rituais, entre elas a Prova das Ervas, e testemunhara muitos outros companheiros se intoxicarem com misturas místicas para provar seu valor não-mundano. Felizmente, nas últimas décadas estes eventos passaram a ser mais simbólicos do que decisivos, dado as vezes em que os pretendentes não aguentaram e morreram, decidiu-se abrandar a potência das ervas e reduzir o potencial fatal do rito.

No entanto, o que vinha em seguida eram alucinações que induziam a reflexões e uma conexão íntima com o universo, a magia e também a Lua, símbolo da Ordem. E muita dor. A dor era um efeito colateral esperado de todo esse processo. Era isso que a pequena sentia agora, não se lembrava muito da noite anterior, e sua cabeça latejava à medida que seus seus sentidos aguçados captavam a vida matinal da cidade, sobretudo o incessante ruído de metal se chocando. Entrara em um estado de transe muito semelhante ao de quando precisou consumir chás e poções que consolidaram seu título de bruxa.

Apesar da dor, sentia-se confortável. Estranhamente bem, via-se embalada nos braços de Nina à medida que sua consciência retornava. - Ai… to tonta… O que eu tomei ontem? Que tipo de poção? Eu só fiquei assim algumas vezes, depois da Prova das Ervas e… - repentinamente, arregalava os olhos assustada. Facilmente poderia ter acontecido a mesma fatalidade de anos anteriores. - O QUE ACONTECEU? Ontem era noite de Lua Cheia?!? Estão todos bem? Onde estão os meninos? Estão todos vivos? Ai, minha cabeça…

Gradualmente se sentia melhor, mas permanecia aflita e ansiosa até descobrir o que aconteceu exatamente. Sua forma Sulong refletia os mesmos impactos do que sentia agora: perda de memória, dores, exaustão, atordoamento, confusão… Nina parecia bem, mas estavam sozinhas e temia pela segurança dos demais, afinal de contas, onde estavam mesmo?

De qualquer forma, permaneceria no colo de sua amiga até se sentir bem o suficiente para andar normalmente, e aguardaria pelas respostas e a seguiria para onde quer que fosse.

Relações:


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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Jul 19, 2022 9:07 pm
AGNI FLAMESBURG! — 12


— Hmmmm, sim, tio! Entendi. A rainha gosta dos animaizinhos! — Saber aquilo não me trazia nada além do que já sabia: a rainha era uma boa pessoa. Fiquei imaginando o quanto ela gostaria da Brina. Não imaginei por enquanto tempo... Onimaru chegou com a comida e eu abstraí.

Devorei aquele onigiri com o apetite de um tigranossaurorex filhote, em fase de crescimento. A montanha com suas entradas cavernosas que me lembravam colmeia só me fez pensar em sobremesa.

A verdade é que eu quase parei de pensar em comida quando contemplei a mente brilhante do mestre Douglas. Observar sua sabedoria era como olhar diretamente para o sol. Ofuscava, sentia os olhos cederem, mas não conseguia parar de admirar a imensidão e intensidade do astro.

É óbvio que tem um príncipe. Como não pensei nisso? Numa boa história, há de ter algum membro da realeza com desvio moral. A trama ficava melhor se o doido fosse o herdeiro. Imagine só! O filho de dois reis benevolentes é ninguém menos que um zé mané!

Essa era a deixa que eu precisava pro meu plotwist.

— Olá, meu nome é... deixe para lá! O que o senhor precisa saber é que eu sou um escritor e estou escrevendo sobre um reino. Se fosse pra fazer um príncipe, como acha que ele deveria ser? Se é que me entende... — tornaria a perguntar até que alguém entendesse o que eu dizia. Não pararia no primeiro que entendesse. Iria pro segundo, terceiro e quarto. Precisava de mais de uma opinião.

Assim que concluída minha parte, voltaria para o navio e faria o mestre me disse. Espalharia as roupas, objetos, fronhas, travesseiros e o que mais fosse. Como um grande historiador, overdelivery era minha especialidade: criaria notas falsas nas páginas finais do caderno e deixaria sobre alguma escrivaninha. Era uma lista de afazeres de mentirinha.

“Notas ao Joe.
Comprar mantimentos para 12 pessoas.
Seis são vegetarianos. Produtos de higiene. Cinco novas toalhas.”

Pensei em incrementar mais, porém bastava que fosse sucinto. Não precisava ser muito alarmante. Notas básicas do dia-a-dia. Coisas que só um grande historiador como eu faria. Também deixaria a espada em cima da minha cama. Não seria bom para nós se estranhassem isso.

Objetivos:
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Jul 20, 2022 6:05 pm

O trio se separava e cada qual começava sua busca por informações. Agni mais uma vez puxava seu caderninho e começava a questionar os transeuntes. Dessa vez, no entanto, o garoto foi ignorado algumas vezes pelos cidadãos apressados que iam e viam carregando pesados pacotes. Ainda assim, obteve três respostas satisfatórias:

Um príncipe bondoso e honesto, assim como o Rei e a Rainha. Alguém que se importe com a população mais do que com o dinheiro ou a fama. Acredito que seria o ideal, não? — Respondeu uma bela donzela de cabelos dourados e trançados até abaixo da cintura.

Hm… Provavelmente o oposto do nosso príncipe! — Dizia o homem ranzinza, cuspindo ao chão após checar que não havia mais ninguém por perto. — Alguém que trata os plebeus como lixo não merece ser um Rei, na minha opinião! — Afirmava.

Com Isolde sendo tão bondosa e Ceallagh sendo tão justo, o filho deles deveria ser o príncipe perfeito, mas veja no que ele se tornou! — Disse uma velhinha enrugada na casa dos 100 anos, ou é o que parecia. — Um brutamontes que acha que dinheiro vale mais do que tudo!

O garoto anotava apressadamente os relatos em seu caderninho, até que um estrondo percorria a cidade e assustava os moradores. Um moderado terremoto fazia tudo tremer, lançando pessoas e objetos ao chão e durando um pouco mais do que meio minuto. Agni precisava se apoiar num corrimão que havia próximo e meio que por impulso acabava por segurar a velhinha também, que com certeza teria caído caso contrário. — Oh, obrigado, meu filho! Você é mais bondoso do que o nosso príncipe! — Dizia.

Os outros membros do grupo também sentiram o tremor. Nina errou uma martelada, quase acertando o joelho no processo; Brina acordou sobressaltada, mas logo retornou ao seu sono conturbado; Douglas caiu de cara no chão de pedra, enquanto o pequeno aglomerado de pessoas que lhe assistiam dispersaram assim que o tremor passava, restando ao ator recolher os trocados (฿S 30.000) e esperar pelos garotos.

Poucos minutos depois Agni retornava e os dois se preparavam para partir. Logo Onimaru também retornava, a boca aberta num 'o'. — M-Mestre. — Gaguejou. — Eu achei alguém mais forte do que o senhor!

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O trio começava a se retirar da cidade e quando se afastaram o suficiente, o tritão recomeçava: — Eu fui até as minas e… Vocês sentiram algum tremor? Eu estava lá. A montanha se rachou e uma pedra enorme caiu sobre mim e outros que estavam lá. Não tinha como escapar e era pesado demais até para mim! — Lembre-se que, apesar de jovem e inocente, Onimaru ainda era um forte tritão. — Mas uma mulher pegou a pedra no ar e a carregou até uma área onde não havia ninguém. Eu não sabia que os humanos podiam ser tão fortes…

Dali, não demorou até o grupo retornar à bifurcação e, após uma breve conversa e uma troca de roupas no meio da estrada, os dois garotos seguirem para o sul e o larápio seguir rumo ao mar, onde se lavaria.

Ainda na cidade, Nina terminava a forja das armas e o homem trazia panos e barbante, amarrando cada arma num pacote único com uma alça de corda no topo, de forma que a mulher pudesse carregar todos de uma vez sem problemas. — Não precisa, isso fica por conta da casa. Fazia tempo que não via algo tão bem forjado. — E, com isso, Nina ia até Brina, pegando seu último pacote antes de sair da vila.

Nina andava lentamente pela cidade da montanha. O peso das armas não lhe incomodavam, muito menos o pequeno peso da mink à sua frente. Brina, por sua vez, estava super preocupada com os outros membros do bando, restando à Rainha lhe tranquilizar.

As horas haviam passado rapidamente e já era tarde, algo em torno das três horas. Todos do grupo sentiam fome, embora o exagero do dia anterior estivesse aliviando a necessidade de agora. Nina olhava ao redor em busca de algo interessante ou algum inimigo, mas via apenas civis apressados e aventureiros com suas plaquetas, em maioria de cobre ou de prata. Até que…

Ah, por favor, entre, entre!Não precisa!Eu insisto, devemos nossas vidas a você!Não é para tanto, vocês estão me deixando envergonhada! Hahaha!

A conversa vinha da frente de uma casa na qual Nina passava na frente. Um grupo, quase que inteiramente de mineradores — digo isso devido as suas roupas e ferramentas —, rodeavam uma mulher morena e atraente, com uma finíssima espada na cintura e um sorriso fácil no rosto. A aventureira e a Rainha trocavam olhares, encarando uma a outra por uma fração de segundos, mas a outra mulher logo entrava na casa, seguida pelos trabalhadores que lhe perguntavam se queria chá, bolo e outras coisas.

- x -

No momento, Nina saía da cidade das montanhas, caminhando rumo ao seu navio. Agni e Onimaru chegavam ao porto, com o tritão ainda mudo e forçando caretas à torto e à direita, enquanto que o escritor preparava-se para levar as ordens do seu mestre ao pé da letra. Brina, por sua vez, apenas se agarrava à Nina.

Por fim tinha Douglas, que limpava seu rosto e descoloria seus cabelos, pronto para assumir mais um personagem. Mas um fato interessante é que o ladino, cada vez que colocava as mãos na água do mar, sentia-se fraco, como se estivesse prestes a desmaiar e cair na água, mas assim que retirava as mãos se sentia melhor e parecia recuperar suas forças. Seria fome? Será que havia adquirido alguma doença naquela fria ilha? Ou seria alguma outra coisa?

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Shiro
Novato
Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Jul 20, 2022 9:46 pm
NINA SPADES - 16



Brina havia acordado, inquieta, arremessando pergundas na direção de Nina. - Calma. Ontem você tomou rum demais, por isso você está assim! Quando bebemos de mais e ficamos amassadas no dia seguinte nós chamamos isso de ressaca. E Lua cheia? Não, me lembro… Mas o que acontece nas noites de lua cheia? - Nina perguntou com as sobrancelhas franzidas, porém sua atenção foi roubada por uma conversa que ocorria entre uma mulher espadachim e um grupo de trabalhadores.

Os olhos da espadachim encontraram o único olho da Rainha, porém ambas desviaram o olhar. Por algum motivo esquisito a Monarca sentiu algo estranho, mas foi um sentimento tão efêmero que acabou afastando-o, acreditando ser algo de sua cabeça. Entretanto, ela ouviu a mulher falar sobre comida o que arrancou um protesto de seu corpo: sua barriga deu um ronco enorme. - Eu já estou com fome de novo...! Mas também, ficar batendo no ferro cansa demais. Ei, Brina, chegando lá no navio bora devorar uma rodela de queijo? - Olhou para a Princesa-Bruxa com os olhos arregalados e com a língua para fora. Sua boca estava cheia de água só por imaginar a comida.

Sua caminhada não parou e logo Nina parcebeu que elas estavam fora do limite da cidade. - Como vamos andar muito ainda, acho que você já pode descer agora, Brina-chan. - Diria isso em um tom leve, agachando para facilitar a descida da pequena. Faria então o caminho de volta com os passos um pouco mais apressados, usando a fome de combustível para aquela pequena maratona.

Enquanto estivessem sozinhas no trajeto, Nina trocaria algumas palavras com a mink. - Pelo jeito aquela é uma cidade toda voltada pra forja. Eu até vi que tinha uns caras que pareciam mineradores lá também. Hmmm - Faria uma pausa e olharia para cima. - Eu estava pensando, talvez dê pra gente esconder o príncipe aqui depois de sequestrarmos ele. Eu não vi nenhuma marinha ou polícia, só uns fracotes usando umas placas de metal. É uma cidade meio longe de tudo, eu tenho certeza que encontrariamos algum buraco na montanha pra largar o maldito. Será que é muita maluquice essa minha ideia, Brina? O que você acha? - Olharia então para sua companheira, esperando uma resposta.

Caso chegassem no navio, Nina não titubearia. Jogaria as armas dentro da área fechada e correria até um queijo. - Vem, Brina! - Arrancaria com a própria mão dois nacos bem grandes do laticinio e entregaria um para a ratinha. - Vamos comer lá fora… - E então se sentaria no convés, perto do mastro, com as pernas abertas de forma bem espaçosa como se fosse uma criança dentro de seu cercadinho. Se empanturraria de queijo.

Se Agnis estivesse na Zarolha, Nina faria uma pausa na comilança. - Oi, Agnis, e ai, o que vocês descobriram? Cadê os outros dois patetas? - Daria mais uma mordida em sua comida, mastigando de boca aberta.

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