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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

Até logo e obrigado pelo ouro!

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Shiori
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Até logo e obrigado pelo ouro! Ter Nov 08, 2022 9:45 pm


Até logo e obrigado pelo ouro!


Nina Spades, Sir'' Douglas Whitefang, Brina Britta e Agni Flamesburg [Piratas]

Não possui narrador definido.
Fechada

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Oni
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Oni
Pirata
Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qua Nov 09, 2022 9:12 pm
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 01




- On-Onimaru?!? - Ao avistá-lo ferido, esqueceria de tudo por um instante. Eu agia de maneira bem diferente para os meus hábitos, correndo sem pensar em direção ao meu aluno ferido.

Antigamente, ao fazer coisas estúpidas, eu apenas me machucava. Ter fugido de casa ao invés de casar com Jamona servia justamente para continuar assim: já que sou um desgraçado incorrigível viciado em se meter em enrascadas e em trapacear os outros, que eu continuasse assim.

Antes mesmo da Fruta dos Espinhos eu sentia ser necessário afastar os outros, pois ficar muito perto de um pilantra como eu significaria machucá-los.

Mas, no bando da Rainha Nina eu havia encontrado o primeiro local com pessoas capazes de lidar com isso. E, em resposta a isso, havia feito Agni ser preso comigo e se ferir e Onimaru estar naquele estado.

Que porcaria de Mestre eu era, fazendo um garoto puro como aquele ficar naquele estado?

Essa seria a minha linha de raciocínio, se eu não fosse um completo desgraçado. Mas, neste momento, tudo em que eu conseguia pensar era na minha próxima mentira. Além do mais, demonstrar preocupação poderia ser desrespeitoso para o guerreiro que Onimaru estava se tornando. Por isso, pararia de acelerar na direção dele, ao ouvir o que o espadachim fugitivo da prisão perguntava.

- O quê? Você não conhece ele? Por quanto tempo esteve preso? - Interpretaria com um tremendo tom de vergonha alheia do espadachim. - Ele.. Ele.. - hesitaria, pensando em uma mentira para engrandecer a lenda de Onimaru, mas que ao mesmo tempo o fizesse acreditar e se sentir mais importante apesar de estar ferido. Talvez até aumentar a auto-estima do garoto. - Houve uma grande profecia sobre ele, para a sua informação. Foi dito que ele seria o Cavaleiro Abissal. Um dos maiores guerreiros da história da hum-tritanidade. - Daquela maneira, talvez pudesse fazer o garoto se sentir feliz apesar de ferido e começar a lenda dele.

Falaria tudo como se estivesse dizendo a coisa mais óbvia do mundo. Como se qualquer um que ousasse não acreditar naquilo fosse um paspalho. Talvez os olhos do garoto brilhassem.

- Você fez bem, pupilo. - Diria, apesar de sequer saber o que ele fez. - Agora, você irá nos acompanhar em uma única missão. E terá basicamente dois objetivos: o primeiro, é não se machucar mais nem um pouco. Por isso, não se envolva em lutar nem nada do gênero. Você é o único capaz de preparar as nossas carroças para a fuga do castelo, onde levaremos todo o ouro e por isso deve ficar bem. - Sorriria para ele. Talvez, com eu revestindo meu desejo de que ele não se machucasse como uma missão ele se cuidasse mais. - E o segundo objetivo é me devolver a Espada que confiei que carregaria. - Mas, essa segunda frase eu só diria se o visse com a espada. Caso não a visse, apenas diria: - Ah, parece que era só um objetivo mesmo! - Contudo, caso ele estivesse com a espada, diria: - Eu sabia que poderia contar com você.

- Onimaru, essa é a vovozinha. Vovozinha, este é Onimaru, meu aprendiz. - Os apresentava. - Neste momento, a vovozinha está farejando o cérebro do inimigo. E nós vamos prosseguir nesse caminho. Me acompanhe um pouco, caro pupilo. Você vai ver do que o seu mestre, o Arquimago Vermelho, é capaz de fazer.

E, bem, se fosse para eu ser uma máquina de destruição que sempre estragava tudo e não conseguia cuidar de dois míseros pupilos, assim como não havia conseguido ser o herói da profecia do meu reino e nem um bom noivo para Jamona, que eu ao menos fosse bom o suficiente em estragar todos os planos do inimigo.

Seguiria as instruções da vovozinha rumo ao velhote desgraçado. Eles pagariam por terem machucado meus alunos, apesar de a culpa toda ser minha. Hmpf. Eu sou mesmo um desgraçado. Hmpf.




Última edição por Oni em Seg Nov 14, 2022 11:19 am, editado 1 vez(es)

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Wheeler Sheyde
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qui Nov 10, 2022 12:35 pm
AGNI FLAMESBURG! — 1


O Onimaru sempre foi obstáculo ao coração do mestre, mas nunca quis seu mal. Vê-lo arregaçado feito uma pomba-rola atropelada me rasgou o peito. Quem faria tamanha crueldade com o menino-sardinha?

— Quem fez isso com você, amigão? — perguntei e apertei firme o punho da espada. A preocupação se esvaiu quando o mestre disse que, na verdade, Onimaru-kun era o jovem de uma lenda. É claro. Não esperava nada menos do meu rival e, agora, na companhia do mestre, dificilmente seria surrado feito uma porca prenha outra vez... porém, no entanto e todavia, sinto-me na obrigação de confessar que toda a parada da lenda me deu uma forte pontada de ciúme.

— Acho que a situação está sob controle, mestre. Você e seu discípulo favorito... bem, acho que eu estou sobrando aqui, não é mesmo? — diria com a voz embriagada. Se Onimaru era realmente rondado por todo o misticismo épico de uma profecia, quem era eu na fila do pão da padaria do Arquimago Vermelho?

Olhe para você, Agni. Não sabe nem se esse é o seu nome de verdade. Ele é fruto de uma lenda, filho. Você é um menino de asas que sofreu de amnésia e não lembra de nada além de uma cela de oito metros quadrados dentro de um navio fuleira. Corri com a katana em punho e os olhos marejados, tão rápido quanto pude. O meu amigo iria sobreviver e eu estava feliz por isso. Como poderia ser tão emotivo e ciumento a ponto de me incomodar com uma lenda? Eu deveria ficar contente por ele.

...


A sensação de pequenez em que me enfiei era tão grande que mal podia pensar em nada além de brilhar e chamar a atenção do mestre. Depois de alguns instantes correndo, consegui limpar a mente, tecer algumas deduções através da minha capacidade lógica e, percorrendo os arredores, arquitetava o próximo movimento.

— Vamos, Agni. Deixe de ciuminho bobo, menino. Pense em como podemos ajudar os outros... — dei uns três croques na minha cabeçona e sequei as lágrimas com a manga. Não era hora de chorar. Meus amigos estavam em perigo.

Eles - os cães do reino - sabiam que estávamos ali causando caos. Por isso enviaram soldados antes. Meus estudos como sociólogo - lendo quadrinhos e histórias - bastavam para saber que militares e forças paralelas se organizam como a teia de uma aranha: toque-a de cá e o fio tremerá de lá - vi essa analogia num quadrinho de um menino com poderes de aranha, falando nisso. Nessa hora, outros deveriam estar correndo até o “fio que tremeu primeiro”.

— Se enviarem antes, vão enviar agora. E depois. Até que cessem.

Só teoria não basta: decidi escalar uma torre para ver se viam e de onde vinham. Olhava pra cima procurando uma boa posição de altitude.

Saltaria tão alto quanto pudesse usando as asas para amortizar a descida e então cravaria uma das picaretas do kit de escalada na parede. Outro salto. Outra fincada. Até o topo. Isso se eu não achasse uma escada, óbvio. Não sou tão idiota. Dali, olharia bem e analisaria a situação. — Quão ferrados estamos?

Se visse numa das torres os ganchos dos escaladores inimigos, então a teoria estava certa: reforços estavam chegando. Essa torre seria a minha opção. Se visse Brina indo em sua direção, então eu iria na outra.


...


Dali de cima, cortaria as cordas se visse apenas um ou outro gato pingado. Agora, se houvessem muitos, era hora de tentar uma coisinha diferente: travaria os pés no parapeito, prenderia firme meu kit de escalada do lado interno da muralha, arrancaria um dos ganchos inimigos e, batendo as asinhas para segurar a posição, balançá-lo-ia. Para lá, para cá, um pêndulo mortífero para derrubar os amiguinhos e afugentar os outros do lado externo. Quem tentasse subir… BOOOM! Soldado-balançante na fuça.

É claro que eu soltaria se visse que acumulei balanço o bastante para ser arremessado ou perder o equilíbrio: não sou tão idiota. Se porventura me visse desequilibrado, bateria as asas de volta e usaria o kit escalada para retomar o lado de dentro da muralha. Quando soltasse um soldado ao vento, gritaria:

— Vaaaaaai passarinho!

Revezaria entre cortar e balançar. Estão quase em cima? Corto. Estão se acumulando embaixo? Balanço. Se um deles desse as caras, seria recebido por uma pisada de fogo na cara com direito a todas as onomatopeias que pudessem atribuir aos meus pezinhos flamejantes.

Defenderia me balançando de lá para cá na corda, usando o kit e batendo as asas. Terreno alto e pendurado me dava uma vantagem colossal enquanto eu pudesse plainar: a queda, sendo o maior perigo, não me acometia medo algum.

Já li contos medievais em que os defensores jogavam óleo fervendo nos invasores, pena eu não ser esse tipo de galera. Com certeza economiza um bocado de energia desprendida. Arremessar para morrer de ferimentos contundentes oriundos da queda? Tudo bem. Cozinhar vivo? Nem ferrando. Há também o fato de que gritar "vai passarinho" eufemiza a crueldade no meu ato.

Se fosse parar pra pensar eu também não era lá um "mocinho"... nem eu, Brina, Nina ou a capitã. Ah, e o Onimaru. Ele muito menos. A diferença é que não fazíamos crueldade de graça para ninguém - coisa que o príncipe fazia. Talvez a minha vida pregressa como escravo tenha me feito insubordinado demais, no entanto eu era incapaz de digerir esse ideal masoquista dos soldados dispostos a morrer por um príncipe que nem bateria o dedinho mindinho na quina por eles.

Quem atribui pouco valor às suas vidas são eles e não eu: só pago o preço se mexerem com meus amigos. Minha única família agora — repetiria como forma de amenizar meus feitos — e também não vou deixar aquela adorável menininha cega e seu vovô bonzinho à mercê de um dispóta!

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Shiro
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Novato
Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sex Nov 11, 2022 7:14 pm
NINA SPADES - 01



O sorriso ainda acompanhava Nina. Seu único olho observava Grayden erguer-se do chão, confiante de que seria páreo para ela. Seu riso, que até o momento era só um risco formado pelo encontro de seus lábios, intensificou-se, deixando àmostra os dentes superiores. Ela descobriu, segundos atrás, que aquele era o Bastião de Sorbet, como o mesmo dissera. Que sorte! Bastava derrotá-lo para dar um golpe decisivo em toda aquela resistência irritante. De repente, as coisas se tornaram mais fáceis. - E eu pensei que quando aquela desgraçada fugiu com o Príncipe eu tinha me lascado… - Comentou em voz alta, para ela mesma, apertando a clava em sua mão.

- Eu tenho um presente pra você! - Jogou a clava no ar e pegou ela de novo, encurvando a coluna para frente como se ela fosse um animal selvagem em uma posição de ataque.

Correria então até o adversário, puxando consigo o kanabô. - IMPERIAL… - A palavra se estenderia como um grito vindo do centro do seu peito, acrescentando ao momentum daquela movimentação. - STRIKE! - Tentaria acertar em Grayden sua técnica, liberando pelo kanabô todo o impacto acumulado na corrida. O golpe visaria acerta-lo na altura do peito com todo o corpo da arma, ela não se importava de que ele bloqueasse. Esse ataque seria mais para testar os limites da força daquele homem.

IMPERIAL STRKE:

Ela havia experienciado o cavaleiro usar o escudo e as pernas para ataque, então se prepararia para defender-se caso necessário. Se ele tentasse dar-lhe uma ‘escudada’, a Monarca fecharia o punho esquerdo e o colocaria na frente do ataque, tentando bloqueá-lo com sua força física. Mas se fosse chutada, Nina daria um breve pulo para trás, até que seu corpo estivesse fora da trajetória da bicuda. Porém ela aproveitaria a abertura para puxar o kanabô em um golpe debaixo para cima, visando acertar a ponta de ferro em cheio na canela exposta do adversário.

Em algum momento em toda essa trocação, a Rainha puxaria uma mecha de seu cabeço para o lado do rosto. - Se eu acabar contigo, eu vou atrás daquela mulher-vaca e do príncipe… Então se eu fosse você eu me matava aqui e agora. Você acha consegue? - Ainda estaria rindo, mas dessa vez com as sobrancelhas tensas e um olhar afiado de tão confiante.

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Última edição por Shiro em Seg Nov 14, 2022 9:11 pm, editado 1 vez(es)

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Wolfgang
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Sab Nov 12, 2022 1:01 pm
Brina Britta - 1

A pequena ratinha contrastava com a grandeza da ponte erguida na sua frente, tão grande quanto a responsabilidade depositada em seus ombros felpudos. Sabia que do outro lado do portão havia dezenas de guardas e os ganchos recém fincados no topo do muro indicavam que tentariam entrar de qualquer forma. “Não posso deixar!”

Desta vez estava sozinha, havia mandado o companheiro ferido ao encontro dos demais, e não seria fácil defender duas torres simultaneamente. “Preciso ser rápida! Ai ai… São duas torres para uma bruxa, tal qual a carta de Tarot.”

Sem perder mais tempo, a ratinha escolhia subir a escadaria da torre da esquerda, correndo o mais rápido possível para alcançar o topo. “O que é mais rápido? Subir uma escada ou uma corda? Hmm… Acho que depende se você for uma cobra.” - refletia.

Por mais que seu conhecimento em mecânica era nulo, lembrava-se de que era necessário acionar as duas alavancas simultaneamente para subir a ponte, e portanto parecia lógico que o mesmo seria verdade para a baixar. “Então se eu defender uma… já vou conseguir manter eles do lado de fora!”

Assim que atingisse o topo das torres, identificaria os ganchos e se estivesse ao seu alcance, saltaria o mais alto que conseguisse para se agarrar a ele, e rapidamente usaria sua dentição de mink para roer a corda. Assim que conseguisse, correria na direção da seguinte, e por conta do tempo, para ser mais rápida seguraria com força o gancho e usaria sua habilidade racial. - ELETRO! - com isso, esperava que a eletricidade percorresse toda a corda, derrubando todos que a estivesse segurando. Em seguida, roeria novamente para impedir que tentassem subir.

Com isso, esperaria ganhar um bom tempo e repetiria o processo se tentassem usar ganchos outra vez.

Se seu plano não fosse executado rápido o suficiente e algum guarda conseguisse subir, sua ideia então seria proteger as alavancas. Manteria-se em frente a uma delas, com seu cajado equipado e pronto para atingir seus adversários, com rápidos golpes horizontais em suas pernas e verticais mirando em seus queixos e cabeças, para os nocautear e obrigar a recuar.

- Você não irão passar! - anunciaria. - Agora este castelo está em posse do Reino de Spadia e todos vocês são considerados invasores! Afastem-se ou será pior!


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Noskire
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Noskire
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Dom Nov 13, 2022 10:12 pm

Com a chegada de Onimaru na prisão, Agni e Douglas corriam até ele. — Foi uma arqueira de cabelos curtos, mas a Brina-chan já cuidou dela. E de mim também. — Disse, gesticulando para os primeiros socorros feitos pela pequena roedora. — E os guardas? — O espadachim indagou. — Nenhum da entrada até aqui, mas a capitã Nina está enfrentando aquele escudeiro. E a ponte foi levantada. — O espadachim e os outros prisioneiros xingavam baixinho, sem saber que o tritão era um dos responsáveis por levantar a dita ponte e o garoto azulado não fez questão de corrigi-los.

Douglas começava a contar sobre uma suposta profecia, a qual o tritão nunca ouvira falar, e o único que parecia acreditar naquilo era o jovem Agni, que subia escada acima de três em três degraus, com lágrimas nos olhos. Onimaru ficou realizado ao ser parabenizado por seus feitos, sem sequer notar que não havia como Douglas sequer saber do que ele tinha feito ou deixado de fazer. O tritão também devolvia a espada para o seu mestre e acenava para o mink lobo. — Gostei da cor da sua pele, combina com seus olhos. — A vovozinha dizia, deixando o garoto desconcertado.

Dali, o mink lobo guiava o grupo escadas acima. Cerca de metade, inclusive o espadachim com o braço ferido, seguiam para fora do castelo assim que avistaram as grandes portas abertas. — Agradeço por tudo, mas essa luta não é mais minha! — Eles também levaram os velhos e feridos. Restaram dez combatentes que preferiram seguir Douglas, fosse por ganância ou por vingança, ele não sabia. Além da vovózinha e de Onimaru.

Após um momento no saguão, cheirando os arredores, o mink informava: — Há guardas na sala do trono, mas o general seguiu por aqui. — Com sua destra peluda, apontava para o corredor que ficava ao lado das escadas para a prisão. O corredor era longo e fazia uma curva para a esquerda no fim, de forma que não era possível precisar o que havia naquela direção. As portas do trono estavam fechadas e eram altas e espessas, além de ricamente decoradas. Do outro lado do saguão havia mais um corredor, este virando à direita no fim, o mesmo que Douglas havia visto um guarda seguir para chamar o príncipe.

~ x ~

Passando por ali um pouco antes, Agni seguiu para fora, vendo pela primeira vez um belo jardim com uma fonte bem no meio. Devido as batalhas ocorridas ali, haviam diversas flores pisoteadas e murchas, além de algumas rachaduras na outrora belíssima fonte de mármore branco. Havia um prédio mais para a sua esquerda e outro mais para a sua direita, os quais o celestial não conhecia. A sua direita também estava a capitã Nina, enfrentando o escudeiro que havia visitado o navio do bando há alguns dias.

Seguindo em frente, passando pela fonte, havia uma ponte erguida e duas altas torres. Agni conseguiu ver a pontinha dos cabelos e cajado da Brina antes dela entrar na torre à sua esquerda. Sendo assim, seguiu para a outra. No caminho, não pôde deixar de notar Makoto jogada ao chão, bastante ferida. Ela havia lhe ajudado várias vezes antes, sempre com bastante carisma e um sorriso no rosto. Quem teria feito algo assim com ela?

Contudo, havia assuntos pendentes mais importantes e o garoto correu escada acima. No topo, viu uma sala circular com uma alavanca quebrada e uma porta para as ameias. Passando pela porta, viu um gancho preso ao muro e o braço e cabeça de um cavaleiro. Agni girou e atingiu o rosto do homem com seus pés, produzindo algumas chamas que se espalharam. O soldado ainda tentou agarrar o pé do garoto enquanto caía, mas errou por milímetros, caindo só mais abaixo.

Mais duas pessoas tentavam subir, mas a lâmina do celestial cortava a corda com facilidade e jogava-os para baixo novamente. — Desgraçado! Vocês todos irão para a forca. — Gritava alguém lá de baixo.

~ x ~

Na torre ao lado, a pequenina correu escada acima, pulando por sobre os guardas que havia derrotado anteriormente até chegar a sala circular com a alavanca. Passou pela porta antes dos invasores alcançarem o topo e daí foi simples roer a corda e deixar que a gravidade fizesse o resto. O grupo abaixo gritou xingamentos, mas voltaram sua atenção para a corda presa a torre ao lado, parecia que alguém estava prestes a alcançar as ameias. No entanto, a corda caiu inerte, assim como os seus escaladores. Brina teve a impressão de ouvir a voz de Agni vindo da outra torre, mas não conseguia distinguir as palavras, era como se o garoto estivesse conversando com alguém ao seu lado. Ou talvez simplesmente estivesse falando sozinho.

O grupo de guardas e aventureiros não pareciam ter cordas sobrando e se reuniam buscando uma solução para aquele problema. Enquanto isso, aproveitando aquele momento de descanso, a mink conseguia perceber duas coisas:

A primeira era o nascer do sol. Ainda estava escuro, bem escuro, mas a bruxa sabia que o momento mais escuro da noite precede o amanhecer. As estrelas no firmamento também se tornavam mais e mais tênues, indicando o mesmo. Nos próximos cinco ou dez minutos os primeiros raios de sol surgiriam no horizonte, para o bem ou para o mal. Isso lhe dava mais um ou dois dias até a próxima lua cheia.

A outra coisa que percebeu foi um grupo vindo do castelo. Eram em sua maioria homens sujos, provavelmente os presos que Douglas havia dito que iria soltar. Muitos destes eram velhos ou estavam feridos / desacordados. Um deles, mesmo com o braço ferido, parecia guiá-los e bradava ordens ao se aproximarem da ponte. Por ele ter falado em alto e bom tom, a mink conseguiu compreender a fala: — Dividam-se e abaixem a ponte! — Nisso, dois guerreiros seguiram para cada torre.

~ x ~

Por fim, mas não menos importante, a capitã Nina continuava seu embate com um dos guerreiros mais fortes da ilha. O Bastião de Sorbet, como ele mesmo havia dito. O sangue da caolha parecia ferver mais do que o de costume, pois aquela batalha se estendia por muito tempo. O sangue escorrendo do seu nariz quebrado, enchendo sua boca e tingindo seus dentes lhe dava um ar ensandecido.

Enfurecida, partia para cima do escudeiro com mais uma de suas técnicas. Grayden fazia o mesmo, enfiando o escudo uns dez centímetros no solo e inclinando-o levemente, transformando-o numa espécie de rampa.

IMPERIAL STRIKE!ABSOLUTE DEFENSE! — Gritavam em sintonia.

A kanabô atingia o escudo e resvalava, subindo com tanta força que puxava a pirata junto, fazendo Nina se chocar contra o escudo por conta própria. Dor emanava do seu nariz após uma segunda pancada e a capitã dava um passo para trás. Grayden puxava seu escudo, desenterrando-o, e investia com ele mais uma vez. Dessa vez, no entanto, Nina já meio que esperava por algo do tipo e, apenas com sua canhota, segurava o ataque.

Aquilo foi bem diferente do que havia acontecido no início daquele embate Nina usou hack e o aventureiro parou por um momento, confuso. Esse pequeno deslize foi o suficiente para que Nina o atingisse na canela esquerda, fazendo-o cair de joelho. — Merda! — Ele usava o escudo como bengala e se levantava rapidamente, dando dois passos para trás. Apesar do esforço, era óbvio para a caolha que o golpe havia entrado, pois o loiro mancava a cada passo. — Eu odeio ser tão extremo assim, mas parece que eu terei que abrir uma exceção… — O homem dava um sorriso triste, como se realmente não quisesse fazer aquilo, e corria / mancava em direção à sua espada, próxima à fonte.

Nina Spades:

Sir Douglas Whitefang:

Brina Britta:

Agni Flamesburg:

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Seg Nov 14, 2022 11:17 am
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- Ah, certo. Vou seguir o seu conselho e ficar com meu discipulo favo- - Me interrompia no exato segundo em que percebia que Agni estava com ciúmes da minha relação com Onimaru. E, bem, por mais que fosse bom ter os dois lutando pela minha atenção, talvez eu devesse tratar sobre isso com o Celestial depois. Mentir para que ele achasse que eu gostava dos meus dois discípulos igualmente, além de evitar choradeiras repentinas e descontrole emocional, também me garantiria que Onimaru lutasse para ser o favorito.

Neste momento, provando-se novamente o meu aluno favorito, Onimaru chamava a minha atenção ao informar que Nina estava lutando contra Grayden. - O-o quê? - Não conseguia conter o sorriso. A única coisa melhor do que eu espancar Grayden era saber que ele estava sendo espancado sem meu menor esforço. E a Capitã Nina com certeza o estava espancando. - Perfeito. - Meus olhos brilhavam. - Bom, temos muito a fazer. Vamos, homens! - Dizia para os outros prisioneiros, erguendo a espada que Onimaru me havia trazido como um capitão, mas eles começavam a debandar, o que me deixava um pouco constrangido. - Ah, certo! Aproveitem as suas liberdades! - Atuaria com um sorriso, pensando por dentro no quanto eles eram uns desgraçados por me abandonarem agora que as coisas estavam mais fáceis. Mas aquela era a vida dos ladrões. O Bando estava me deixando desacostumado com aquele tipo de abandono. - De qualquer forma, vamos prosseguir! - Dessa vez não levantava a espada e nem falava como um capitão, pois estava com medo de ficar novamente constrangido caso mais alguns resolvessem debandar.

Ver a vovozinha elogiando Onimaru me dava um certo calor no coração muito perigoso para alguém que levava o tipo de vida que eu levo. Mas, ao mesmo tempo, era melhor sentir aquele calor e ter um navio para onde voltar do que estar entre prisioneiros que faziam como bem entendiam e me largavam durante um assalto ao castelo.

Maldição. Era melhor que eu escondesse bem de Agni que também gostava mais da vovozinha do que dele.

Ao chegar novamente num local que eu não tinha certeza ser uma bifurcação ou trifurcação, já que muito provavelmente faltei a essa aula para fazer o que os vagabundos fazem, voltava a repensar nas minhas ações. Seguia na direção da sala do trono, do corredor desconhecido ou para onde o senhor havia ido?

Como um estrategista que ele parecia ser, será que ele imaginava que eu o estava seguindo? E, se estivesse, será que teria plantado armadilhas?

Seria mais vantajoso ir até a sala do trono, que se tinham guardas a protegendo, tinham algo provavelmente valioso a proteger, e tomar o que quer que fosse, ou ir na direção do velho?

Por que ele estaria sozinho e não no trono, protegendo os guardas.

A vontade que eu tinha era de arrancar meus cabelos e espernear de tanto pensar. Mas, como eu estava diante de vários ex-prisioneiros, não pegaria muito bem. Ao invés disso, meus olhos piscavam nervosos, em um gesto simples, enquanto eu pensava.

Como eu não conseguia saber no que pensar, o que quer que eu fosse fazer a seguir deveria ser aleatório e imprevisível. Fazer o velhote entrar num jogo de xadrez apenas para perceber que era secretamente truco. Tornar impossível estrategizar em cima do que quer que eu fizesse.

- Me diga, vovozinha: o que a sua intuição feminina te diz? - A ouviria. Contudo, independente do que ela dissesse, continuaria com o que estava planejando.

Pegaria uma das tochas do palácio, mesmo que eu tivesse de voltar para o corredor rapidamente para isso. Então, encontraria um tapete, o que não deveria ser difícil, pois aqueles palácios estavam sempre cheios deles. Então, poria fogo no tapete com a tocha, posicionando-o na frente da porta do trono.

Então, seguiria na direção do velhote, no corredor. E, apenas por segurança, faria espinhos surgirem dos meus pés e os encaixaria na parede, caminhando de cabeça para baixo no teto. Continuaria seguindo o mais rápido que pudesse na direção do outro Sir. Algo que me dizia que derrotá-lo seria essencial para a vitória do Reino de Spadia.

Por isso, seguiria de cabeça para baixo e atento a possíveis armadilhas. - Quem quiser me acompanhar, fique atrás de mim. Provavelmente teremos problemas. - Diria misterioso.


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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Seg Nov 14, 2022 11:46 am
AGNI FLAMESBURG! — 2


O breve relance da capitã Nina em combate fez meu estômago queimar de ansiedade. Que nível de poder absurdo. Nunca pensei que alguém pudesse ser tão forte e, muito menos, que Nina estava nesse patamar. Ela provavelmente poderia lidar com o cavaleiro safado, então ignorei o combate sem remorso algum. O ato de ignorar que realmente me doeu foi deixar a Makoto para trás e seguir torre acima, escolhendo a oposta à Brina.

Subindo as escadas, deparei-me com a alavanca quebrada e uma porta que levava até as ameias; um sujeitinho já insurgia só para ser arremessado para baixo com um chute. Outros tantos jogavam os ganchos e tinham as cordas ceifadas. Um deles gritou algo sobre forca e eu meti a cara só pra responder o dito-cujo:

— Tente subir antes de fazer ameaças, babaca! — e dei uma cusparada.

As cordas continuariam encontrando o fio da katana. Os soldados continuariam lambendo a sola das minhas botas.

Não obstante, bisbilhoteiro que era, daria as caras para trás vez ou outra para tentar dar uma olhadinha na luta da capitã. Se porventura visse ou escutasse os prisioneiros subindo, provavelmente com armas em mãos, viraria-me e, de primeira, acharia que eles vieram para me ajudar.

— Ora, vocês vieram me ajudar a defender as ameias para não abaixarem a ponte? — perguntaria; se notasse qualquer óbvia expressão de discordância, partindo do pressuposto que são prisioneiros vagabundos e não atores, saltaria até um ponto intermediário entre eles e a alavanca quebrada, prostrando-me firme e fechando o semblante.
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— A ponte tá cercada de gente querendo entrar. Estão em um número muito maior que a gente e vamos nos ferrar se abaixarmos. É melhor defendermos as ameias e encontrar outro ponto de fuga. Se quiserem ajudar cortem as cordas dos que estão subindo! — Analisaria como absorviam as palavras. — Eu sei que querem fugir, mas é melhor pro bem de vocês se esperarem o nosso timing para dar o fora. — diria — me ajudem ou morram. Não tenho tempo a perder. — Não queria matá-los, mas não podia me indispor de defender as ameias para discutir com eles. Tentaria os coagir pela lógica. Se não fosse, seria pela força.

Em postura de combate, apontaria a espada para o ponto vazio entre eles na altura de seus rostos; um ponto médio. Esperaria a iniciativa de um deles para, quando atacasse, golpear sua arma pra baixo com ímpeto, debruçando aço sobre aço e tentando desfalecer seu espírito. Não obstante, com a lâmina baixa, ascenderia num arco assim que visse que o mesmo guerreiro tentou renovar o ataque ou que o outro avançou ofensivamente. O alvo? Os braços do atacante: mandaria-os voando com arma e tudo.

Antes que o segundo entendesse o que estava acontecendo, aproveitaria o balanço para um chute giratório na parte interior do seu joelho com força total para desestabilizar sua postura e descer a lâmina para rasgar as entranhas do filho da mãe. Ter que rasgar os outros era uma merda, mas ser rasgado seria pior.

— Nós os soltamos e agora querem nos matar? — não entendia porque eles não se juntavam conosco, mas ficava mentalmente anotado: não esperar gratidão de ninguém.

Se bloqueassem, esquivassem ou o diabo que fosse, prosseguiria o combate: aparando suas lâminas, saltando para os lados e tentando não ceder muito espaço, devolvendo em golpes horizontais e verticais alternados para fingir um ritmo; dado momento, daria quebraria a sequência e, aparando ou sendo aparado, empurraria a arma para cima com toda a força para arremessar o tronco, desequilibrar e expor: valendo-me de outra proficiência, o Kami no Tekken, chutaria-o impetuosamente no estômago numa pisada frontal. Depois disso, deceparia a mão que portasse a espada.

Assim que os derrotasse ou convencesse, correria para as ameias e podaria as cordas.
...


Alguns caras poderiam ter escalado as ameias (e isso seria um saco). Enfrentaria-o, mas cuidando para cortar outras cordas para que a desvantagem numérica não aparecesse ou se agravasse. Nas ameias, podia lutar afrontando, avançando para cercear o terreno e empurrá-los contra um dos cantos. Golpes para matar: estocadas, laterais, diagonais... sem hesitar.

A meta seria impedi-los até ter um "momento de sossego". Procuraria por líquidos inflamáveis ali, álcool para limpeza ou para consumo, por exemplo... móveis de madeira também seriam utilizados. Até os cadáveres, para ser sincero. Cercaria a alavanca com eles, molharia com líquido inflamado (se achasse) e atearia fogo partindo dos punhos, alimentando-o ruidosamente com as asas e ateando em outros pontos. Precisava que aquele negócio virasse uma bagunça só e ninguém pudesse entrar: engrenagens para a ponte provavelmente eram de metal e não seriam consumidas. A torre viraria uma pira.

Assim que incendiasse bem, saltaria lá de cima para ajudar a Nina.

— CAPITÃÃÃÃÃÃÃ, EU VIM TE AJUDARRRRR! — diria enquanto plainasse muralha abaixo.

Discrição não era o meu forte. Esperando que Nina mantivesse o cavaleiro bem ocupado, pousaria ao lado da Makoto, tomaria-a nos braços, apontaria a katana contra seu pescoço e sussurraria:

— Olha só, você vai ser a minha refém de mentirinha, tá? Eu não vou te machucar nem ferrando, mas se essa luta continuar as coisas vão ficar feias. E, sinceramente, eu acho que minha capitã vai matar o seu amigo. Me ajude a ajudá-lo. — dito isso, berraria ao cavaleiro:

— Ei, lacaio feioso do príncipe malvado! Largue as armas ou eu matarei a sua amiguinha aqui! KEIMAKEIMAKEIMAKEIMA! EU SOU UM PIRATA MUITO MALVADO E CHEIO DE ÓDIO NO MEU CORAÇÃO! MINHA LÂMINA MAL PODE ESPERAR PARA SE EMBRIAGAR COM O SANGUE DE UMA POBRE MOÇA JÁ DERROTADA! KEIMAKEIMAKEIMAKEIMA! — tentaria fazer a minha cara e tom mais malvadões.

—  Shhh, fica quietinha que a vovó lobo vai cuidar dos seus ferimentos depois. Eu prometo. — Diria para Makoto. Ela tinha me ajudado e sido fofa e eu não poderia deixá-la naquele estado, porém a Nina salvou minha vida ao me retirar daquela ilha e ressignificou minha existência ao me aceitar no bando... abandonar a capitã estava fora de cogitação.

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Seg Nov 14, 2022 10:27 pm
NINA SPADES - 02



Aquele escudo era uma muralha que Nina ainda não era capaz de penetrar. - Desgraçado. - Escarrou um pouco de sangue no chão, inconformada. Porém o que ela viu logo após a deixou um pouco mais otimista. O ataque que ela havia feito na perna do cavaleiro foi efetivo. E muito efetivo! O homem mancava mesmo com um único golpe. Ela permitiu-se sorrir mais uma vez.

Seu olho rapidamente vasculhou o ambiente, buscando o objetivo pelo qual Grayden estava caminhando aos trancos e barrancos. - A espada! - Franziou as sobrancelhas um tanto que surpresa e confusa. - Não sabia que você lutava com espada também, grandalhão… - O homem parecia eficiente demais só com o escudo, ela não imaginou que ele precisasse de outra coisa para batalhar.

- Ei, ei… Eu sou uma pirata. Não vá achando que vou sentir dó e deixar você fazer o que quiser só porque está mancando, seu cachorro sarnento! - Provocaria, puxando o kanabô para trás para então empurrá-lo para frente novamente, arremessando-o no ar. O seu objetivo era acertar a espada, empurrando-a para bem mais longe de onde ela atualmente estava. Tudo bem que o seu kanabô também sairia de cena, porém ela não se importava de lutar com as mãos nuas por um tempo. Ela tinha experiência com isso.

E por isso mesmo, logo após jogar sua arma ela também correria até o homem em passos largos e rápidos. Suas mãos estariam abertas como garras na frente de seus ombros. Estando proxima dele ela então pegaria na aba superior do escudo com seus dedos e forçaria aquela placa de aço para baixo com toda sua força, tentando fincá-la no chão o máximo que conseguisse. Como Grayden tinha feito isso para defender de seu Imperial Strike, o que impedia de Nina de fazer isso também?

A Monarca aproveitaria a ‘diminuição’ da altura do escudo para aplicar seu próximo ataque. - WAHA! Te peguei! - Riria, avançando sua mão direita sob o pescoço de Grayden como uma cobra dando bote. Enfiaria os dedos na carne do homem, tentando sufocá-lo. Para completar pularia para cima dele, aplicando toda a força de seu corpo através da palma de sua mão. Ela não queria somente enganá-lo, mas também fazê-lo cair de costas no chão, permanecendo em cima dele.

Se tudo isso desse certo, a Rainha sentaria no peito do homem e começaria a dar um, cinco, dez, quinze, vinte socos no rosto do homem! Um atrás do outro. Uma sucessão furiosa de punhos que ao terminar certamente deixaria as mãos da Rainha feridas. Terminado o pequeno massacre, Nina pularia para trás até suas panturrilhas encostarem no escudo que ela esperava ainda estar plantado no chão.

Ela compreendia que todo esse plano era muito bonito na teoria, porém Grayden já havia demonstrado ser um vaso difícil de quebrar. Portanto, Nina ficaria atenta a qualquer tentativa de ataque por parte dele. Qualquer golpe contundente seria defletido por um soco dado pela Rainha com a mão direita, da mesma maneira que ela havia parado o escudo da primeira vez. Mas se o desgraçado conseguisse colocar as mãos na espada, só restaria Nina desviar do corte da mesma, andando para trás com passos rápidos o suficiente para se ver livre da lâmina.

-x-

- Pirralho?! - Exclamaria e ergueria uma das sobrancelhas caso ouvisse Agni gritar. - Ajudar? Quem falou que eu preciso d– Começaria a reclamar, soberba, mas pararia de falar assim que o garoto começasse seu show macabro, tomando a menina surrada como refém.

- WAHAHAHAHAHA! Garoto, gostei de você! Está sendo pior do que eu! WAHAHAHA! - Gargalharia de balançar o corpo todo ao ver aquela cena grotesta do jovem se passando por algo que ele definitivamente não era. - Mas olha só, larga essa esmilinguida ai. Tem algo mais importante que eu quero que você faça. - Pararia a risada e tomaria um tom ligeiramente mais sério. - Um mulher-vaca fugiu com o príncipe por ali. - Apontaria para a última direção em que ela viu Erna fugir. - Você acha que eu esqueci do presente que pedi pra você? Vá e pegue o principe! Eu quero ele de presente… Acha que consegue, pirralho? - Sorrindo, ela voltaria sua atenção para Grayden, deixando o garoto se virar com aquela ordem.  

A Rainha planejava ir atrás de Erna após derrotar Grayden, porém enviar o Agni na frente era uma sacada um tanto quanto inteligente. Mesmo que ele sirva somente de saco de pancadas para a Mulher-Vaca, Agni ganharia alguns minutos cruciais para que Nina pudesse recuperar o príncipe e retomar o controle sobre aquele pandemônio que ela mesmo havia criado.

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qua Nov 16, 2022 2:58 pm
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Seu plano de arrebentar a corda funcionava com bastante facilidade e podia seguir cumprindo seu papel de defensora da ponte. Do outro lado, podia ouvir uma voz familiar, no entanto não conseguia entender do que se tratava e se preocupava de que os guardas já haviam invadido aquele local. “Aquela voz… é do celestial! E ele está do nosso lado, então deve estar protegendo a torre, será que precisa de ajuda? Se eu for lá, esse lado vai ficar desprotegido… ai, o que eu faço?”

Os primeiros sinais do amanhecer a distraiam. Não havia uma noção de tempo tão boa quanto a de Douglas, mas concluía que já estavam horas naquele plano maluco de invadir um castelo, e era como se os raios solares por um momento a fazia se dar conta da magnitude dos atos que estavam fazendo. Porém, esse lapso de consciência durou apenas alguns segundos, pois uma série de sons a despertavam da distração. Podia concluir que abaixo haviam várias pessoas, e pelo menos uma estava subindo em sua direção.

- Ei, alto lá! Quem é você? Suas roupas são muito diferentes das dos guardas… você trabalha no castelo? Ah, você tem jeito de que trabalha no estábulo, é tratador de cavalos, certo? Kishishishi! De qualquer forma, não posso te deixar passar! A Rainha Nina me ordenou a manter a ponte fechada, e é por isso que estou protegendo a alavanca. Se você quiser voltar pro estábulo, você pode voltar por ali. - apontaria para o gancho preso no muro. - AH! VERDADE! EU CORTEI A CORDA! Os guardas lá embaixo podem acabar jogando mais… aí você pode descer por ela, que tal?!?

Caso o homem não concordasse com sua sugestão e tentasse atacar a ratinha, ela se armaria com seu cajado e se prepararia para lutar contra ele. - EI, EI, EI! Se você tentar tocar nessa alavanca eu vou ter que te desmaiar! - e avançaria na direção do guerreiro.

Com sua arma bastante firme, a pequena começaria a sequência de ataques o golpeando com a ponta do bastão no estômago do sujeito, fazendo-o se curvar para que em seguida pudesse o atingir no queixo de baixo para cima, atirando-o para trás e com sorte o nocauteando rapidamente. Caso não fosse suficiente, saltaria para o lado e o golpearia com uma cajadada horizontal na altura do joelho, comprometendo seus movimentos.

Manteria o cajado sempre a frente do corpo, com intuito de se proteger de qualquer contra ataque, balançando o equipamento na direção do golpe. Com isso buscaria o deixar distante.

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qua Nov 16, 2022 10:54 pm

Após um longo momento de espera, Douglas finalmente se pronunciou, perguntando sobre a opinião do mink lobo. Ela dava de ombros, mas dizia: — A peça mais importante é o Rei, deve ser onde o general está. — Finalmente tomando a sua decisão, o mago vermelho agia. Por incrível que pareça, não havia tapete ali no saguão e muito menos na prisão, mas havia algumas tapeçarias que os ex-presos puxaram das paredes. Os panos foram amontoados na entrada da sala do trono e o ruivo jogou uma tocha por cima, com o fogo se alastrando rapidamente.

Os treze — sendo Douglas, Onimaru, o mink lobo e os dez larápios — seguiram pelo corredor da direita, com o akumado usando seus espinhos para andar de cabeça para baixo. Era a primeira vez que ele usava seu poder fora da escuridão e um murmurinho inquieto veio dos ex-presos. — Um filho do demônio! — Disse um, baixinho. Enquanto isso: — UAU! Que legal, mestre! — A vovozinha o tinha visto atravessando as grades e permaneceu em silêncio, concentrada em farejar o ar.

Conforme o grupo ia se embrenhando cada vez mais no castelo, outros corredores e caminhos iam aparecendo. Viram de relance a cozinha e algumas despensas principalmente com comida e tecidos, estes sendo lençóis, toalhas e afins. A cada divisão do caminho, o mink tomava a frente e indicava o caminho correto. Subiram as escadas uma, duas e três vezes. Dobraram uma dúzia de corredores. Caminharam por sobre incontáveis tapetes, pequenos e grandes. Até que, finalmente, pararam diante de uma grande porta de carvalho. A vovozinha informava: — O general está aí. — Ela encostava as orelhas na porta e fungava mais um pouco. — E mais uns cinco. Talvez seis. — Mais a direita do grupo havia uma janela aberta e o pirata, assim como os outros, puderam apreciar os primeiros raios de sol daquela manhã.

~ x ~

Saindo do castelo, na torre da esquerda, Brina se deparava com os dois ex-prisioneiros que haviam subido as escadas. Enquanto ela os confundia com empregados e falava pelos cotovelos, um deles, o mais novo, simplesmente a ignorava e ia até a alavanca, buscando puxá-la. A pequena partiu para cima e o atingiu com facilidade, jogando-o contra a parede e derrubando-o. Ele não foi nocauteado, mas caiu completamente torto, lutando para conseguir se ajeitar e levantar.

O outro, um pouco mais velho, levantou as palmas para a moça. — Opa, calma, calma! — A pequena podia ver que nenhum dos dois eram guerreiros. O mais jovem, na casa dos 25, tinha apenas um porrete improvisado nas mãos antes dela o derrubar. O mais velho não tinha nada além das roupas velhas e sujas. — Nós só queremos ir para casa, para nossas famílias. — Ele suplicava. — Finalmente fomos livres, só precisamos baixar os portões e fugir! — Disse.

O outro finalmente se virava, ficando de joelho e com a mão na cabeça. O mais velho movia uma das palmas na direção dele, como se pedisse que ele permanecesse lá. — Nós podemos lhe ajudar, você pode fugir com a gente ou… ou… — Ele olhava ao redor, em busca de algo para barganhar. — Eu posso lhe dar ouro. Não… eh… — A mink sentia os olhos do velho percorrendo seu corpo dos pés a cabeça. — Queijo! Eu lhe dou uma grande fatia de queijo se você nos deixar baixar a ponte! — Terminava sua súplica em sincronia com o nascer do sol.

~ x ~

Na outra torre, quando o celestial percebeu que o objetivo dos dois homens era completamente oposto ao seu, se jogou entre eles e a alavanca. Por sinal, a alavanca estava destruída e movê-la seria bem complicado, de qualquer forma. O garoto, ainda assim, argumentava com os dois ex-prisioneiros, que o haviam visto durante a fuga e, devido a isso, suas palavras tiveram mais peso e os convenceu facilmente. — E agora, o que vamo fazê? — Indagou um, enquanto o outro coçava a cabeça. Sem respostas, desceram as escadas de volta ao líder do grupo.

Agni dava uma olhada nos aventureiros lá embaixo, que também não possuíam respostas, e retornava à sala circular da alavanca. Ali havia uma mesa com duas cadeiras, todas de madeira, e uma garrafa de vinho pela metade. Não havia corpos, mortos ou vivos, além daquele que o próprio celestial usava. Unindo tudo e dando a faísca necessária com suas chamas, não demorou até a sala inteira ser engolfada num mar de chamas. Com o suor escorrendo da sua testa, foi até as ameias e pulou, planando como um anjo da morte até o pátio lá embaixo.

Os ex-prisioneiros olhavam para o topo da torre e da fumaça que saía de lá, o espadachim com o braço ainda ferido meneava a cabeça, sem saber como prosseguir. Estranhamente, também saía fumaça do castelo, talvez alguns dos combatentes tivessem finalmente escutado o pedido de Agni? Ignorando isso por enquanto, o garoto corria até Makoto ali próximo, puxando-a para si. Ela ainda estava desacordada, com vários hematomas pelo corpo e o joelho inchado. Mais uma vez o garoto usava um oponente como refém, tentando atrair a atenção do escudeiro.

~ x ~

Um pouco antes disso, Grayden dava as costas para a capitã pirata e corria em busca de sua espada. Nina, imprevisível como sempre, arremessava seu kanabô como se fosse uma kunai. Tivesse mirado nas costas do escudeiro, provavelmente o teria derrubado. Mas a louca não era covarde e, ao invés disso, tentava atingir a espada do guerreiro, jogando-a para mais longe. Caolha, com o único olho bom obstruído pelo escudeiro e distante, sua clava atingiu a fonte, despedaçando-a em milhares de cacos.

Grayden correu mancando a princípio, com Nina correndo atrás e diminuindo a distância entre eles assustadoramente rápido. O escudeiro, no entanto, não olhou para trás. Permaneceu correndo e correndo, cada vez mais rápido, cerrando os dentes e as mãos com força para ignorar a dor em sua perna. Ambos saltavam ao mesmo tempo, cada um buscando alcançar algo diferente.

Os dedos da pirata passavam a centímetros do escudo, errando-o. Enquanto que Grayden rolava pelo chão, se levantando já com a arma em punho e atacando imediatamente com uma investida e um corte horizontal. Nina recuava, conseguindo evitar ambos os golpes. Os dois se encaravam mais uma vez, com o loiro aproveitando o momento para limpar o suor de sua testa.

Até logo e obrigado pelo ouro! 9c0

Desista! Eu farei questão de que vocês serão tratados relativamente bem! — Ele argumentava, sério. E era nesse momento que Agni descia dos céus, flutuando. Também era nesse momento que Nina via fumaça saindo não apenas da torre onde o celestial estava, mas também do castelo. Em pouco tempo, Agni pegava uma aventureira inconsciente como refém, a capitã lembrava vagamente de a ter visto lutar contra Brina.

Grayden retesava, nem um pouco feliz pela covardia do garoto. — Eu o tratei com respeito, mesmo quando desconfiei que pudesse ser um criminoso, garoto. Tem certeza que quer seguir por este caminho?! — Gritava, tentando intimidá-lo. Enquanto isso, Nina ria, quem sabe até mesmo sentindo um quê de orgulho do novato. Por fim, ela ordenava que Agni fosse atrás do príncipe, restava saber se ele tentaria levar a refém com ele ou não. Enquanto isso, os ex-prisioneiros apenas observavam a cena próximos à ponte, ainda buscando um meio de concluir a fuga.

Grayden alternava o olhar entre Nina e Agni, tenso, até que as primeiras luzes do sol surgiam no horizonte, tingindo o céu com uma bela cor alaranjada. Junto com o sol, veio o sorriso do loiro. — Posso saber o motivo da demora?Estava fazendo o que você me pediu! — A voz era bem familiar, principalmente para Nina. Vindo da guilda, estava Erza e mais três lutadores. — Procurando por mim? — Indagava.

Para completar, de fora do castelo, vindo do outro lado da ponte, um clamor foi ouvido enquanto os guardas e aventureiros presos do lado de fora comemoravam. Mas nenhum dos presentes ali dentro sabiam o motivo.

Nina Spades:

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Oni
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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qui Nov 17, 2022 9:07 am
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 03




Os raios solares atravessavam a janela e brilhavam diante dos meus olhos como uma afronta.

Maldição! Já era de manhã e eu estava desde o dia anterior tentando roubar o castelo. Quanto mais tempo passava, mais a minha empolgação por estar roubando o lugar perdiam espaço para a minha preguiça! Eu nunca havia trabalhado tanto em toda a minha vida! E é como dizem: trabalhe com o que você ama e nunca mais amará nada na vida. E o meu trabalho nem é trabalhar!

- Ai. - Piscava os olhos devagar, encarando o lado de fora enquanto ajustava o meu pescoço. Pensava em Onimaru assistindo atrás de mim, esperando que eu fosse incrível e mais do que um vagabundo. Respirava fundo e buscava energias para continuar atuando. - Um instante. - Faria um gesto de mão de costas para todos para que eles aguardassem. Encarava profundamente a porta de carvalho, me aproximando devagar dela, por fim me ajoelhando.

Aproximava o rosto da porta cada vez mais, apoiando os braços nela como se estivesse me segurando em uma janela, quase que assistindo através dela. Encostaria a ponta do nariz, cada vez mais perto.

Até estar como se eu estivesse realmente assistindo através da porta. Ficaria daquele jeito durante longos três segundos, a essa altura, admito, apenas para deixar todos na expectativa do que eu faria.

Então, meus olhos se transformariam em espinhos e atravessariam a porta, abrindo um buraco através do qual eu poderia ver a sala.

Observaria o cenário usando minha furtividade. Veria quais inimigos estariam ali, quem eram eles e se naquela sala haviam janelas próximas da janela do meu lado, ou quaisquer outras janelas.

Principalmente, observaria onde estava Sir Murdoch, o desgraçado de idade avançada. Ele deve se achar todo importante com seus planos e estratagemas e com uma cabeça cheia de ideias inteligentes que ninguém mais entende. O que será que o maldito quis dizer com ''prioridade''? Tentaria buscar aquilo na sala. Entender o que poderia ser tão prioritário que era mais importante do que um assalto ao castelo.

Me levantaria e esticaria as costas, ajeitando a postura e a estalando um pouco. Estralaria o pescoço para os dois lados, dizendo para os outros naquela sala, bem baixo: - No meu sinal vocês irão entrar pela porta, tudo bem?

Então, me transformaria em um espinho vagarosamente, visando sair pela janela. Uma vez do lado de fora, projetaria espinhos da sola do meu pé e os prenderia na parede, como eu vim andando desde ali. Caminharia até a janela mais próxima que desse acesso ao local em que os adversários estavam. Como eu havia subido alguns degraus de escada, dificilmente estariam me esperando chegar daquela forma.

Entraria de maneira furtiva, observando um pouco antes o momento exato para tanto, saltando na direção de Sir Murdoch para pegá-lo de surpresa, de preferência por trás, o rendendo com minha espada em seu pescoço. - VOCÊ SE ACHA BEM INTELIGENTE, NÉ? HÃ? Aposto que não estava esperando que um vagabundo péssimo em xadrez não pudesse perceber seus planos, não é?? Hein?? Mas eu entendi tudo. E agora você não pode mais fazer nada contra a gente!! - Mentiria, um pouco irritado pelo fato de todo aquele castelo e aquele senhor mestre de armas estar me lembrando a minha família antiga. - Todos parados ou eu mato ele! - Aquilo seria para me dar mais tempo para entender qual era a tal ''prioridade'' que ele estava buscando proteger.

Todavia, caso ao olhar pela fresta criada pelos meus olhos eu percebesse algum impeditivo para entrar pelas janelas, diria para meus aliados: - O objetivo é o velhote. Vamos entrar de uma só vez e capturá-lo para descobrir nossos próximos passos.

Então, cortaria a porta com a minha espada e correria na direção do velhote com tudo, sem dar tempo para que ele pensasse, visando tomá-lo de refém de frente e fazer exatamente como se tivesse entrado pela janela.



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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qui Nov 17, 2022 9:30 am
AGNI FLAMESBURG! — 3


Me senti incrivelmente satisfeito quando os prisioneiros não quiserem lutar. Ia ser um saco ter que lidar com eles e os ganchos escaladores que não paravam de vir. Quando os prisioneiros caíram no papo e desceram, decidi que também não queria lidar com os ganchos de lá de fora: taquei fogo na sala. Sem mais nem menos.

Depois disso pulei de lá. Pairando ameias abaixo, notei um fio de fumaça escapando do castelo. Será que alguém aderiu aos meus planos piromaníacos por lá? Esperava que sim.

Quando pousei no pátio e tomei Makoto nos braços, vi que ela não resistiu aos meus movimentos. Parecia bem borocoxô de tanta porrada que levou. Tadinha dela. Embora Nina tenha metaforicamente aplaudido o ato (confesso que corei), o nosso não-amigo Grayden repudiou veementemente a tomada de uma refém. Isso me deixou embasbacado. O cara era um cavaleiro do mal e queria me julgar?

— Você é a babá barbada de um príncipe filho da (*@#! que judia de velhinhas e meninas cegas, cara! Quer mesmo dar lição de moral em alguém? — Gritaria apontando o dedo. Eu não era o mocinho, mas pelo menos não tentava me vestir de um.

Já estava prestes a soltar a mestra Makoto e ir atrás do príncipe conforme a capitã ordenou, porém surgiram quatro pessoas que pareciam capazes de me oferecer resistência na empreitada. Erna. Sabia que ela era forte porque Makoto tinha me dito. Batia o pé rapidinho de ansioso. Pense, Agni. Pense.

Depois de muito gastar os miolos, não acendeu uma lâmpada, mas uma labareda soltando uma fina trilha de fumaça. Lembrei-me do castelo pegando fogo. Será que eles tinham notado?

— Ei, paspalhões! A casa do cara que dá fundo ao seu contra-cheque tá pegando fogo. Vocês querem mesmo perder tempo com uma criança e uma caolha? — parei para pensar mais um pouco.

As coisas seriam mais fáceis se o mestre estivesse lá: provavelmente derrotaria o cara do escudo, a mulher estranha e os capangas com apenas três ponto quatro segundos usando trinta por cento dos seus poderes de porco espinho. Juntei todo o ar no peito e, perdoando o mestre por preferir Onimaru, mandaria-o um combate para que se divertisse (ele ia adorar isso, sabia bem):

— COMO VOCÊS ACHAM QUE EU ESTOU AQUI? VOCÊS ME PRENDERAM, NÃO É? O MESTRE DOUGLAS ENGANOU TODOS VOCÊS, LIBERTOU OS PRISIONEIROS E NESSE MOMENTO ESTÁ DENTRO DO CASTELO PARA TOCAR FOGO E MATAR OS REIS E QUEM MAIS ESTIVER LÁ DA NOBREZA! HAHAHAHAHAHA! VOCÊS ESTÃO ACABADOS! PERCAM TEMPO COM A GENTE MESMO, BABACAS! — agora talvez eles voltassem a atenção para o mestre; quando pensassem tê-lo encurralado, seriam derrotados pelo poderoso Arquimago Vermelho e seus golpes espinhosos nada justos e pouco preocupados com qualquer método digno ou honrado.

Queria ver os olhos desesperados daqueles malvadões quando os contei do fogo e do mestre. Eles eram os piores de todos e, antes de derrotá-los, seja mentalmente ou os enchendo de porrada, gritaria (oooutra vez, pois a minha personalidade notoriamente baseada em protagonista de mangá shounen exigia bastante esforço vocal):

— VOCÊS SÃO PIORES DO QUE O PRÍNCIPE! SÃO VOCÊS QUEM EMPRESTAM FORÇA PARA QUE ELE OPRIMA OS MAIS FRACOS! CADA UM DE VOCÊS É UM MALDITO MECANISMO NA MÁQUINA DE MALDADE QUE ELE OPERA! EU OS DERROTAREI PARA QUE NÃO JUDIEM NUNCA MAIS DO POVO DE SORBET! — diria aquilo olhando para Makoto presa em meus braços.

Senti-me enojado por ser como eles, mesmo que por um instante, mesmo que tê-la como refém fosse blefe; circulei para ficar com as costas contra o sol, deixei-a no chão com cuidado e ajeitei a postura de combate. A última valia dela como refém foi permitir que eu ficasse de costas para o sol. Se alguém fosse ficar com o astro atacando os olhos, esse não seria eu.

Tinha a íris num rubro vívido, cintilante, emanando o intuito de dar cabo de todo aquele sistema de esmagar a plebe. Batia as asas copiosamente de ansiedade agitando o cabelo e esvoaçando a capa. Era hora de entrar numa briga de cachorro grande: eu mal podia me conter.
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— Se quiserem manter esse sistema de massacrar os mais fracos, então, serei orgulhosamente seu adversário!— diria aos que permanecessem, se algum permanecesse, sabendo o risco que o castelo sofria.

Empunharia a katana com a destra, mantendo-a alta apontando para o sol, o cotovelo alinhado com o ombro, joelhos flexionados e a esquerda vagando ociosamente na minha linha de cintura; ora para dentro e ora para fora. A postura me fazia parecer ainda menor, mas era convenientemente útil para o primeiro ato.

Assim que acometido pelo ataque de um dos dois adversários de peso (Grayden ou Erna), deixaria que tomassem a iniciativa, empurraria sua arma com a minha numa estocada em falso, correndo a katana por dentro e empurrando com a lateral para fora e para cima - aparar sem absorver o impacto. Se um deles fosse tão forte quanto a capitã, eu teria o punho da minha própria espada cravado na testa antes de sequer cogitar absorver o peso dos golpes.

O meu punho esquerdo, desprendido da postura, ascenderia flamejante e quase que simultaneamente. O famigerado uppercut surpresa do maior caçador de tigranossauros do South Blue. Não para contundir ou queimar, pois sua trajetória seria interrompida muito cedo e estava mais para um aceno, uma finta. Uma mentirinha bem contada. Uma mão pegando fogo do nada para que esquecessem da espada e olhassem para baixo. Eu já tinha lido muitos livros de lutinha e, modéstia parte, tinha me tornado um cara ligeiro pra combate.

O sol nas minhas costas era para ofuscar a visão deles, fazer com que, por reflexo de proteger a visão da luz, virassem o rosto, se adiantassem ou desviassem os olhos - talvez tudo junto. Os dois primeiros movimentos seriam para abaixar a guarda; primeiro aparar empurrando para defender dispersando a força aplicada e segundo a finta para roubar sua atenção pra mão em chamas. Tudo para mascarar a verdadeira intenção: minha katana, na volta à guarda, vindo de cima, correria ainda que discretamente pela sobrancelha do atacante.

Qualquer um dos três passos preparatórios era autossuficiente para quem sabe, validar a tentativa de rasgar o cenho, no entanto de nada custava ser bem preparado e os acumular.

Não sou forte o bastante para derrotar alguém que está dando trabalho para a capitã numa luta justa, então devo incapacitá-los com estratégias... Se eu abrir uma cortina de sangue correndo da sobrancelha, então a visão ficará prejudicada e as minhas chances aumentarão! Pensava com os meus botões. Essa é a sua chance de defender a pobre menininha cega e o papai bonzinho, Agni!

Acertando ou não o primeiro golpe, o uppercut interrompido seria reinserido, apontando o cotovelo para fora e o transformando num cruzado curto (e quente) na linha do abdômen que carregava todo o peso da minha indignação.

— Esse é pela menininha cega que vem sendo judiada pelo príncipe! — e então desferiria um direto na altura do estômago — e essa pelos 500.000.000 de berries que queriam cobrar pra ela resgatar o pai!

Se alvejado, eu saltaria para os lados, inclinaria o tronco ou daria passadas curtas para desviar dos golpes. Caso não conseguisse desviar, apararia empurrando para fora e, se ainda não o conseguisse, bloquearia pulando para que o impacto fosse dispersado me empurrando, usando as asas para que não fosse mandado para o East Blue numa só porrada...

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qui Nov 17, 2022 11:21 am
Brina Britta - 3

De fato, os sujeitos não eram guardas e nem cavalariços. Não revelavam quem eram, mas argumentavam que haviam se libertado e somente queriam ver sua família. - Q-QUEIJO?!? - é claro, o único argumento que importava era esse. - QUEIJO? ONDE? VOCÊ JURA? Não é bom mentir para uma bruxa, sabia?!? - Brina não enfrentava um dilema tão cruel desde que deixara a Ordem da Lua, sabia que se aceitasse a condição estaria diretamente indo contra um pedido de sua Rainha, que tipo de princesa ela seria? Ela seria comprada por uma fatia de queijo? - CERTO! Eu… é… Queijo, certo? Então tudo bem! Eu aceito o queijo de vocês! Afinal… “são duas torres pra proteger, eu posso aceitar o queijo, deixar essa torre com esses dois e aí eu vou lá e protejo a outra! É PERFEITO!” AFINAL! Ah! Mas tomem cuidado, os guardas estão tentando subir pelo muro, ali, ó! Então cortem as cordas e não deixem eles subirem! TCHAUZINHO! AH, ESPERA! Estão ouvindo isso? - referia-se aos sons de comemoração do lado de fora. - O que será que está acontecendo? Vamos ver… será que conseguimos ver? Me ajuda a subir ali! - faria um esforço para saltar e ver o que estava causando tanta comoção, e então deixaria a torre. - Agora sim, TCHAUZINHO!

Pegaria o queijo e o enfiaria inteiro na boca, independente do tamanho, se é que de fato ela receberia um. No entanto, estava tão eufórica que era capaz de descer a escadaria correndo sem se tocar que a outra parte do trato não o havia cumprido. De qualquer forma, desceria o mais rápido possível para alcançar a outra torre. “Fogo?!? Espera aí, se a outra torre pegou fogo… eu não preciso mais proteger nada! Como proteger algo em chamas?” - concluía alegremente, não deixava de ouvir também o coro de comemorações do lado de fora. “Será que estão comemorando que o castelo está pegando fogo? Será que é o povo da ilha… SERÁ QUE ESTAMOS TESTEMUNHANDO UMA REVOLUÇÃO?!?”

- E agora, o que eu faço? - sem ter torres para proteger, agora a pequena não havia mais objetivos concretos, restando apenas então ir de encontro aos seus companheiros. Procuraria-os no saguão principal, onde Nina até pouco tempo ainda estava travando uma batalha.

Devido a confusão, Brina não chegaria causando ainda mais alvoroço, apenas identificaria onde poderia ajudar. Caso encontrasse algum companheiro em apuros, lutando contra alguém muito mais forte, ela rapidamente correria na direção do inimigo e daria um grande salto, golpeando-o horizontalmente nas costelas e em seguida saltaria para recuar e compreender melhor o que estava acontecendo.

- A PONTE NÃO É MAIS UM PROBLEMA! - anunciaria, com o queijo ainda em sua boca, ou não. - Estou aqui para ajudar! Onde sou necessária? - e manteria o cajado defensivamente na sua frente, para interceptar um possível contra-ataque.

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Re: Até logo e obrigado pelo ouro! Qui Nov 17, 2022 10:38 pm
NINA SPADES - 03




- Desistir? WAHAHAHA! Você está zuando com a minha cara, só pode… - Ela sinceramente não compreendeu o absurdo que Grayden acabara de falar. - Eu já disse, seu idiota, eu precisoacabar com você. - Colocaria ênfase na palavra ‘preciso’, mostrando que não havia espaço para negociações.

Sua mão direita fechou no ar várias vezes, como se tentasse pegar algo. - Merda, é mesmo, eu joguei meu kanabô! - Praguejou, batendo com a mão esquerda na testa. - Bem, não tem problema. - Estralou os dedos da mão direita contra a palma da mão esquerda. - Não vai achando que eu dependo de um pedaço de ferro pra lutar… - E assim que disse tal frase ela viu aparecer Erna, acompanhada de três estranhos.

Primeiro, a Rainha franziu as sobrancelhas, fazendo um biquinho com a boca. Depois ela sorriu. - As coisas estão interessantes. Ei, Agni, essa é a mulher-vaca de quem eu estava falando. Eu sou mais bonita do que ela, não acha? - Olhou para o novato de seu bando e depois olhou para a mulher, com veneno no olhar. - Ei, vaquinha, onde você escondeu o príncipe, hein? - Ergueu as duas mãos no ar, ergueu o queixo e deu um sorriso maroto.

Provavelmente seria nesse momento em que Agni começaria a falar. - Ah, aquele desgraçado do Douglas está fazendo isso? Wahahaha! Maravilhoso, bem que ele falou que tinha um plano. - Nina regojizaria com uma gargalhada cheia, sem tirar o olho de seus adversários. Entretanto, a próxima fala do garoto não lhe cairia bem. Seu sorriso morreria e seus olhos arregalariam cada vez mais, sua boca abriria também, em choque. - AGNI, SEU IDIOTA, NÓS SOMOS PIRATAS! PARE COM ESSES PAPINHOS, VOCÊ PARECE UM HERÓI! - Se estivesse próximo do garoto, daria-lhe um pescotapa. "Proteger os fracos", "povo de sorbet", ouvir isso era como tomar um copo de leite azedo para Nina. - Não escutem ele! Nós vamos derrotar os fracos e roubar o povo de sorbet. - Olharia com preocupação para Grayden e Erna, gesticulando no ar, tentando retificar as falas do garoto.

E se nesse momento Brina também chegasse, a Rainha mudaria toda sua postura. Suas bochechas ficariam rosadas, ela suspiraria aliviada e daria até uma palma. - Brina-chan! Obrigada por cuidar da ponte… - Ser cordial é algo anormal para Nina, porém a fofura de Brina tocava pontos obscuros em sua alma, pontos que a Rainha nem mesmo sabia que existia. - E sim, preciso de você aqui. Está vendo aquela mulher ali? Preciso que você derrote ela enquanto eu cuido desse zé ruela aqui. - Apontaria primeiro para Erna e depois para Grayden com o indicador, olhando para ambos de canto de olho, sem se preocupar em disfarçar o desdém. - Agni, você pode cuidar desses três idiotas que acharam uma boa ideia se meterem em luta de gente grande. Mas depois disso, vá atrás do príncipe! Encontre ele, a Rainha ou o Rei. Pode ser qualquer um deles. Ache uma figurona e o traga de presente pra mim. Entendeu? - E então voltaria seu olhar para Grayden.

- Bem, meu papel como Rainha foi feito. - Bateria uma mão na outra repetidas vezes, como se estivesse limpando poeira. - Agora deixa eu voltar para o meu papel de Pirata! - E mais uma vez riria, correndo até Grayden.

Dessa vez ela daria um único golpe. Aproximando-se de frente, identificaria em qual dos lados ela havia acertado a perna do cavaleiro minutos atrás. Após isso, estando perto o bastante para tocá-lo, ela pararia seu avanço e tentaria segurar o escudo com as duas mãos. Entretanto, dessa vez ela não tentaria segurar por cima, mas na lateral. Na mesma lateral da perna que o homem havia machucado. Assim sendo, ela empurraria o escudo para o lado contrário com toda sua força, tentando gerar uma abertura na defesa do homem. E caso isso ocorresse, seu punho direito desceria em um soco diagonal, buscando acertar em cheio a coxa da perna avariada do sujeito. Seu objetivo seria ouvir o som de ossos quebrando.

Para não ficar tão exposta, após o ataque ela daria três pulos para trás, tentando ficar ao menos cinco metros do homem.

Se fosse alvo de escudadas, a Rainha tentaria revidar com uma ombrada na mesma direção. Agora, se o sujeito inventasse de usar a espada, Nina mais uma vez tentaria se afastar da lâmina com um único pulo para trás, um que ela calculasse ser longo o bastante para a lâmina não acertá-la.

Não tentaria nenhum outro ataque pois queria se certificar que suas ordens geraram frutos. Em um momento que lhe fosse oportuno, olharia para Brina e Agni para checar se eles estavam dando conta de seus adversários. - Continuem! - Gritaria, se sua checagem fosse positiva. - Depois dessa bagunça a gente vai fazer uma festona! Então nem pensem em morrer, beleza?

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