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Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio

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Achiles
Pirata
Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sab Fev 05, 2022 9:02 am
Relembrando a primeira mensagem :

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata Subaé A qual não possui narrador definido.

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Jean Fraga
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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Maio 04, 2022 10:29 pm

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio




Narração - 10

O Fim dos Jogos

Blade resmungava com o rosto sabendo que dificilmente sairia daquele bando, ele não deixaria pé rapado para trás e ouvindo a ideia de Subaé, o mesmo junto de seus dois irmãos, caminhavam para sua nova casa.

Chegando lá, Subaé era recebido por todos, eles gritavam e chegavam a jogar Subaé para o alto, comemorando sua vitória, Bola de gato não perdia tempo e começava a tocar uma animada musica para aquela noite que estava prestes a explodir.

Todos brindavam e a festa começava, Zuba, conversava com todos em geral, enquanto mono não estava à vista, onde ele poderia estar? De toda forma, não havia tempo para pensar nisso.

Subaé até procurava um baralho com Blade, mas ele negava com o rosto, ainda assim, falava algo pertinente para o capitão, — Veja bem, meus companheiros de hoje mais cedo andavam em minha tripulação, eles podem se unir a nós? Nem que eles viajem no barco deles, mas conosco.

— Eles são como uma família para mim e não queria me afastar deles... Por sinal, talvez mão de vaca tenha um baralho que você tanto procura capitão... – A ultima palavra saia meio engasgada, mas era dita com certa leveza ao final.

Blade aguardava a resposta do seu novo capitão, logo partindo caso Subaé estivesse de acordo com aquilo.
Historico Subaé:

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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sab Maio 07, 2022 3:51 am

31: Agora vai?


A proposta de Blade era tentadora, muito tentadora, ainda mais agora que finalmente estou recrutando uma tripulação. O sorriso banguelo, costumeiro em meu rosto, era sinal de que eu havia acatado aquele pedido de bom grado.

-É claro que eles podem vir mais nois! ainda mais tendo um segundo barco em jogo… Sabe o que isso significa? Nós vamos virar uma frota! ZeBeBeBeBeBe!!!

A empolgação era tanta que eu nem dei bola para o sumiço de Zuba, ele probabelmente deveria estar no banheiro fazendo aquelas coisas que os garotos da idade dele fazem. Empurraria Blade pelos ombros, levando-o para fora do Lamento.

-Vamos, vamos!! Me leve até os seus companheiros!

Mas antes de seguir caminho, olharia para os cabras e diria

-Estou indo com Blade alí encontrar uns companheiros dele, Pururuca e Bola de Gato, venham comigo. Isso é uma ordem!

E então seguiria Blade junto de meus dois companheiros mais fortes. Afinal, entre piratas é sempre bom estar alerta.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Seg Maio 09, 2022 10:22 pm

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio




Narração - 11

Os Novos Companheiros

Um brilho ia surgindo nas pupilas de Blade, ele parecia estar sentindo-se menos mal em ter se tornando mais um tripulante, principalmente conforme entendia os princípios de seu capitão.

Pururuca e Bola de gato em silencio se levantavam e seguiam o capitão, este que animado sequer se preocupava com Monoliso.

Eles caminhavam de volta ao bar onde Blade e Subaé se conheceram e Blade pedia a Subaé que esperasse do lado fora enquanto ele falava e explicava a situação toda para seus homens.

Demorava alguns minutos, até que sendo seguido pelos demais, Blade saia com seus companheiros.

— Após uma conversa longa... eles aceitaram seguir conosco Capitão Subaé! – Todos atrás de Blade, se curvavam, cumprimentando seu novo capitão, eram cerca de quinze homens, juntando com os três, fechava dezoito dos trinta que havia visto mais cedo no bar.

Um deles então indagava em voz alta, — Já que seremos uma frota, deveríamos ter um nome próprio não? Alguma ideia capitão?!
Historico Subaé:
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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sex Maio 20, 2022 3:13 pm

32:Compadecida


Assim que chegamos ao bar de Morgan, Blade foi para dentro, conversou com seus homens e depois veio para fora com 15 dos trinta.

-Eles aceitaram mesmo? -Perguntei ainda incrédulo - ZeBeBeBeBeBeBe!!! ISSO É MARAVILHOSO!!! - falei ao saltar de empolgação e bater um casco contra o outro. - Ouviu isso Bola de Gato? Temos mais gente para nossas próximas festanças!!!

A vida é uma caixinha de surpresas, não é mesmo? Uma hora eu me encontro no meio do lixão, surrado, e chorando a morte de minha trupe. E agora, sete meses depois eu já tenho um montão de seguidores!! Fora os cabras da peste, agora tenho também esses quinze marujos, e um segundo navio, ao meu dispor.

Depois de dar dois tapas afetuosos no ombro de Blade, eu iria direto até o grupo do ex-capitão ergueria um de meus cantis fazendo um sinal de reverência para os mesmos.

-Bem vindos, companheiros!! Talvez vocês já tenham ouvido falar de mim, ou talvez tenham lido o meu nome nos jornais… Ou talvez nem sequer saibam quem eu sou… Enfim, deixem-me apresentar da forma devida. Eu sou a chuva que lança a areia de Mandacari Vis sob os navios da Grande Rota, sou um morimbundo que carrega uma peste sem cura, sou  o cabra que a morte não quer levar… Mas mais importante, sou Subaé! Aquele que vai começar a era do cangaço!

Observaria um por um, sorriria orgulhosamente conforme as palavras ecoassem pelo recinto.

-E vocês? Vocês são o cajado que me apoiará durante essa jornada, e a espada que irá rasgar o status quo atual… Agora vocês não são mais uma trupulaçãozinha qualquer, pois navegarão nessa grande frota que acabou de surgir. Sejam bem vindos à grande frota dos Cabras da Peste. A partir de hoje vocês serão conhecidos como… A PRIMEIRA DIVISÃO DOS CABRAS DA PESTE: OS MARUJOS DA COMPADECIDA!!!

Então perguntei.


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-Quem de vocês é o tal “Mão de Vaca”?  O blade falou que você tem um baralho para me emprestar!!

Caso Mão de vaca se apresentasse e realmente tivesse o baralho. Pegaria as cartas e iria até Blade para pedir mais uma vez que ele me ensinasse as regras dos jogos. - E ai cara, bora jogar uma mãozinha… preciso aprender jogar essa jossa!

Antes de partir com Blade para o possível aprendizado, faria um pedido para o Mr.Porunga.

-Pururuca, já que tu é fortão e tem essas habilidades de dedada e pulo duplo certifique-se de que esses marujos são bons lutadores… Bola de Gato, Ajude-o... Mas não batam neles muito forte…. em breve teremos uma luta na qual iremos precisar de todos.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Dom Maio 22, 2022 5:19 pm




      Narração


- Pois é toparam! Se os caras me seguem, miolo bom já não tem Hahaha. Comentou o compatriota ao qual decidiu unir a sua tripulação  sobre a alçada do cabra da peste  enquanto caminharam até a tripulação do homem,  como já era conhecido por subaé, em sua grande maioria eram pessoas esquisitas ou pelo menos peculiares mas, tinham ali um coração, se era bom ou mal? Variava tanto quanto o humor de um bipolar mas, ele certamente batia na direção da aventura.

O anuncio de subaé era impactante, peculiar, forte e carregava também uma tremenda determinação, uma ao qual era visível por cada um dos homens que lá estavam como o candidato perfeito para trazer essa tal era do cangaço. Juntos e desorganizados, levantaram copos animados com a nova aventura, eram dissonantes até mesmo no que bradavam, que ia desde “ É isso dai” a até “ Tira a mão da minha bunda!”, era realmente um bando de pessoas únicas nesse mundo.

Blade reforçou então - Vocês entenderam cambada? Somos os primeiros de muitos! E seremos excepcionais! - Ao seu próprio jeito novamente o escarcéu daquele lugar estremeceu em ânimo, empolgação e alcool, pois  bebiam como se o mundo fosse acabar amanhã.

Um Mink bovino Levantou a mão se identificando, era jovem, de pelos semi-encaracolados e tinha consigo um fumo ao qual poderia facilmente identificável como erva doce, aquilo que ele queimava em seu cachimbo.

O baralho era emprestado e Blade não se colocou contra a ideia de ensiná-lo, havia ainda algum tempo  até que a treta realmente começasse, então poderiam levar seu tempo para aprender e curtir mais um pouco a união, já estava formalizada.
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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Ter Maio 24, 2022 4:27 pm

33: Poker


O forte cheiro de Erva queimada dissipou-se pelo ambiente fazendo as minhas narinas arderem um pouco. - Cof…Coff… Valeuzão Vacudo!!! - Agradeci ao recolher o baralho - Ah, e por sinal, seus chifres são muito elegantes!! Gostei!! ZeBeBeBeBe!!

Então fui para perto de Blade e seus irmãos, e, juntos, sentamos no meio da calçada e começamos uma partida de Poker.


Aprendizado: Jogatina


-SuuuBaBaBa!!! - Mequetrefe festejou enquanto embaralhava as cartas - Eu vou ser o Dealer, algum problema?

-Olha… - Respondeu Pé-Rapado - … para ser sincero, eu acho que estou com um pouco de fome…

-Não é desse tipo de problema que ele perguntou!! Seu sequelado!! - Blade repreendeu a bobagem dita por seu irmão caçula de cabelos azuis. Olhou para Mequetrefe e continuou - Pode ser o dealer mano, mas vai com calma por que o capitão chifrudo aí não tem as manhas do jogo… ZeGueGueGue!!

Ao ouvir tal deboche, fiquei extremamente furioso. Puxei o irmão mais velho pelo colarinho e encarei-o, cheio de raiva.

-Tá me chamando de burro, é?

-D..de jeito nenhum…capitão!

-Pois então trate de acabar com a conversa mole e comece explicar essas regras de uma vez!

-Certo.

-Mais uma coisa: o que é um dealer?

Quando soltei o seu colarinho, Blade engoliu seco antes de responder.

- Dealer é quem fica responsável por dar as cartas fechadas aos jogadores e as cartas da mesa durante uma partida, é o dealer também quem controla o pote e as apostas feitas durante as várias rodadas.

-Tendi.

Blade esperou Mequetrefe entregar duas cartas para cada jogador e então começou a falar.

-Essas duas cartas que o mano distribuiu são as mãos! Não mostre a sua mão pra ninguém se não quiser perder o jogo, entendeu?

-Tendi.

-Agora, antes do dealer cavar as cartas da mesa, iremos fazer as apostas no escuro para garantir que exista uma aposta na mesa. Como você no lado esquerdo do dealer, você é o “Small Blind”, isso significa que a sua aposta é a menor. Eu e o Pé-Rapado somos os “Big Blind”, então deveremos dobrar a sua aposta inicial.

-Ulalá!! Então vou apostar 500 bellys!!

Pé-Rapado colocou 1000 B$ na mesa, e depois Blade fez o mesmo. A mesa está com 2500B$.

-Vou cavar!! - Mequetrefe avisou.

-Espera um pouquinho aí, ô!! Tenho que explicar tim tim por tim tim pra o nosso “capitão super-inteligente”...- Acredite ou não, eu nem percebi o sarcasmo nessa hora - bom, agora ele vai cavar mais três cartas.Depois disso vamos apostar e ele vai cavar mais uma. Até que a mesa tenha cinco cartas. O objetivo é fazer combinações usando as duas cartas na sua mão e as cartas da mesa, e aí a melhor combinação vence. Em caso de empates de combinações, a de valor mais alto vence. - então Blade retirou um papel com a ilustração das possíveis combinações e me entregou para que eu pudesse analisar por mim mesmo.


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-Hummm…Tendi… - Olhei a minha mão e notei que tinha um valete de espadas e um 9 de paus.

Mequetrefe cavou as três primeiras cartas, eram em sequência: Rei de Paus , 6 de copas e 10 de paus.

Gostei de ver que, ao todo, o meu jogo já tinha quatro cartas do mesmo naipe, mas ainda não tinha como fazer nenhum tipo de combinação.

-Aposto mais 500 então.

Pé-Rapado riu antes de fazer a sua aposta -Ah! Agora não somos mais obrigados a dobrar a sua aposta. Podemos só pagar, ou aumentar. Quem não quiser apostar entrega a mão pro dealer e sai da partida. Sendo assim, aumento a aposta pra 700B$!

-ué?

Ignorando a minha interrogativa, Blade seguiu com o seu turno. - Eu dobro a aposta de 700! - E colocou 1.400B$ na mesa - Lembrando que o dinheiro que está na mesa não sai da mesa.

-ué?

-Subas, agora você tem que decidir se vai  pagar o que falta da aposta ou se sai.

-EU VO PAGAR ESSA PORRA TODA!! falta novecentos né? TOMA!! - então joguei mais novecentos bellys na mesa. Olhei para Pé-Rapado em tom de desafio e aguardei o mesmo pagar os setecentos que devia.

- Eu to fora! As cartas desse jogo aí tão muito altas! - sem mostrar, entregou a sua mão para o dealer, que cavou a quarta carta da mesa. Era uma rainha de paus.

Olhei para as cartas, olhei para a minha mão… “eu tenho nove e valete. Na mesa tem dez,rei e rainha…EU TENHO UMA SEQUÊNCIA!! esse jogo já é meu!!"

Olhei para o ex-capitão, Blade, e então tive uma ideia esplêndida para humilhar o homem que havia insultado minha inteligência.

-Eu vou elevar essas apostas! Aposto a roupa do corpo!! Quem perder, além de perder a grana que apostou, vai ficar peladão e vai ter que voltar pro Lamento desse jeito mesmo. ZeBeBeBeBe!!! - Obviamente eu só apostei isso porque o meu chapéu de couro está na minha cabine, no Lamento de Caronte, mas prossigamos.

-ZeGueGueGueGueGueGue!!! Eu aceito a sua aposta!!! VAI DEALER, CAVA A ÚLTIMA CARTA!!

Mequetrefe puxou a última carta, e lá estava ela. Era um valete de paus!!

Agora aquela sequência era um Straight Flush, e além disso, eu tinha em mãos também uma dupla de valetes!

-EU GANHEI!!! - então bati as mesas na calçada, expondo a minha mão.

-ZeGueGueGue!! Calma aí espertinho… tu tem muito pra aprender ainda…. - Blade abaixou a mão e expôs as suas cartas. Eram um Valete de ouros e um Ás de paus. - Eu também tenho uma dupla de valetes! E além disso consegui fazer um “Royal Flush”, a combinação mais difícil do poker.

Blade recolheu todo o dinheiro, se levantou e estendeu a mão para que eu lhe entregasse as minhas vestes surradas. Entreguei e fiquei peladão, com apenas os cantis de bebida pendurados nos ombros. O dinheiro, remédio e joias que estavam em meus bolsos, agora eu já não tinha mais onde levar. Peguei um papel velho e amassado que encontrei no chão e então fiz uma trouxinha improvisada para levar o objetos sem chamar muita atenção.

-Capitão, se me permite, gostaria de te dar uma ultima lição…

-Prossiga!

Então Blade balançou a mão ligeiramente e retirou aquele Ás de paus de dentro da manga de seu casaco. -Jogar é divertido, e conhecer as regras é necessário… Mas não se esqueça nunca de quem nós realmente somos.Somos gente ruim e só jogamos com gente pior ainda! E além do mais, trapacear só é errado quando te pegam, então sempre tenha uma carta na manga. ZeGueGueGue!!


Final do aprendizado
Perdas: 1.900 B$ / Roupas / Dignidade


Depois de aprender uma baita lição, iria ao encontro dos novos tripulantes para ver como estavam indo no treino contra Mr.Porunga e Bola de Gato. Observaria o grupo em busca de compreender como são as habilidades daquela tripulação. Mais ainda, estaria deveras interessado nas capacidades de combate do touro chifrudo que fuma erva doce.

Depois de analisá-los por um bom tempo, assobiaria para chamar a atenção de todos.

-É o seguente, quero que metade de vocês vão pro porto e coloquem o navio de vocês junto do nosso. Pururuca e Blade vão com vocês. O restante eu quero que venham comigo… Vamos encontrar um velho companheiro… e também vou precisar de braços fortes.

Então seguiria pela cidade até a loja de Virgulino, o ferreiro Hiena.

-Vamos homens, é hora de abastecer os navios com balas e canhões.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Maio 25, 2022 10:59 am




      Narração
- Os seus também tem seu charme. respondeu o mink de maneira simpática, deixando com que eles partissem para seus próprios interesses. O treino levou algum tempo, teriam passado algumas boas horas por ali ao qual seria justo jogar para mais de cinco ou seis horas, pelo aprendizado apenas? Não, pois também ali estavam se divertindo, levando o caprino ao limite do que jogos poderiam tê-lo levado fosse na glória, ou na mais profunda desgraça.

Quando voltou e viu o que Porunga estava fazendo aos demais que treinavam teria se deparado com a dura realidade, apesar de ser um moribundo, subaé tinha uma capacidade de desenvolvimento muito acima do que a de outros e por isso o que poderia ver eram treinos ainda muito crus por parte daqueles que estavam aprendendo, parecia que levariam mais um bom, bom tempo para que dominassem mas, não eram incompetentes apenas… Normais, diferentes do escolhido para representar a era do cangaço.

Os homens estavam cansados e com a visão de Subaé enfim deram uma pausa para respirar, ouvindo o que ele tinha a dizer, eles se dividiram de maneira aleatória entre eles mesmos pois todos se consideravam fortes, seguindo assim a instrução do caprino, chegando a loja do peculiar virgulino, um homem ao qual já os recebia com um sorriso afinal, clientes fariam qualquer vendedor sorrir.

Logo entendendo o recado, blade arcou com os custos, naquela situação ali pelo menos para que pudessem estar bem equipados.
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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sex Maio 27, 2022 3:40 pm

34: Sua palavra


-Fala, Virgulino!!! Quanto tempo ein!? - Sorri ao entrar em seu estabelecimento. Olharia ao redor em busca do aprendiz que eu havia poupado a vida - Aquele melequento ainda está por aqui?

Escutaria atenciosamente independente de qual fosse a resposta - Aham, sei, sei - mas enquanto isso buscaria algum barril vazio e duas fitas de couro para poder improvisar um macacão que escondesse as minhas vergonhas. Se encontrasse, levaria até a hiena e pediria que ela pregasse as fitas na parte superior do barril e que tirasse o fundo.- Improvisa um macacão prendendo isso aqui, aqui… sei lá.Dá teu jeito!

Se Virgulino fizesse o macacão-barril eu o vestiria.

Blade se prontificou em arcar todos os custos de seu navio e para ser sincero, eu aprecio muito isso. Um homem sábio poupa o dinheiro de seu capitão.

-Pois é rapá - diria ao cutucar o mink ferreiro com o ombro - Agilize tudo ai que eu vim cobrar o que você me prometeu. Vou querer todas as munições que você tem aí, os pregos e martelos também. E as armas… Ah, e você vem comigo.

Se o homem se recusasse ao recrutamento, teria que lembrá-lo do que aconteceu.  Daria uma rasteira na hiena, e, quando a mesma caisse, apoiaria o meu casco em seu rosto.Caso ele tente me golpear, inclinaria o meu corpo para longe do golpe e logo depois daria a rasteira e pisaria em seu rosto. - Lembra dessas ferruras (ferraduras) aqui? - então colocaria mais peso no pisão - acho que você se lembra da vez que aquele melequento fez um trabalho péssimo e você implorou pela vida dele… estou errado? - então pisaria mais forte ainda por alguns segundos. Depois de aliviar o pisão, me agacharia para ficar cara a cara com o mink caído. Segurando a sua nuca eu daria três tapas em seu rosto para que ele não perdesse a atenção de minha pessoa - “eu viro seu ferreiro”. Foi o que você falou. Então ajeite logo tudo e vamo simbora. Ou eu vou te ensinar o que acontece com quem dá duas idéias.

Recolheria todas as munições, armas e ferramentas que encontrasse -VAMOS CABRAS, FAÇAM A LIMPA NESSA ESPELUNCA!!

Iria até Virgulino que talvez estivesse desolado por ver sua loja sendo desmontada. - Sei que está arrependido, muitos ficam depois de prometer sem pensar duas vezes.Você soube prometer, agora saiba ser cobrado. Mas fique tranquilo, agora tu é um cabra também. Você tem o nome do cangaceiro mais cabuloso que já vi na vida. Isso significa que você está destinado pra coisas extraordinárias. ZeBeBeBeBeBe… eu quero descer a porra naquele faroleiro fajuto e para isso vou precisar de um armeiro bom igual tu…. e quanto ao pagamento, bota na conta que no próximo butim eu te dou um pouco a mais!

Daria dois tapas nas costas de Virgulino e, depois de me certificar de que os caixotes estavam cheios e ver que todos estavam prontos para partir, sairia do estabelecimento e percorreria as ruas da cidade dos destroços rumo ao porto.

Caso avistasse alguma biblioteca no caminho ordenaria que os cabras fossem indo para o porto na frente e então adentraria a mesma para pegar alguns livros.

-Ô DE CASA!!! - gritaria em busca de alguém que pudesse me ajudar - quero um livro sobre oratória, pois quero melhorar a minha Persuasão e meu Discurso.  E quero também um sobre Administração. Vai custar quanto?

Entregaria metade do valor solicitado.

-Só tenho isso… veja, nem panos sobre o couro eu tenho! Pela misericórdia, ajude um pobre cabra a aumentar o seu conhecimento.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Seg Maio 30, 2022 2:21 pm




      Narração
Virgulino acenou de volta ao caprino, - Ta sim pareceu animado e não pestanejou nem um pouco em montar a tal formação do barril que subaé teve a ideia e com isso ele perguntou - Como assim eu vou contigo? O homem perguntou sem entender a aceleração do caprino mas se deixou levar enquanto suas coisas eram depenadas em prol da promessa.

A bagunça era feita, não sobraria prego sobre madeira , era surpreendente como o teto não caiu sobre suas cabeças porque teve um que levou até uma viga de sustentação da casa, talvez a vontade dos arretados fizesse mais força do que a própria física naquele local. Enquanto caminhava com seu bando cheio de coisas super carregados as pessoas olhavam com um misto de suspeita, dúvida curiosidade e até mesmo um ou outro vontade de se juntar a aquela zona, eram sentimentos mistos.

Subaé havia avistado não uma biblioteca mas, uma Moça ruiva bonita Sentada sobre um pano colorido com alguns livros expostos e uma placa ao lado escrita “ Destinados a um novo lar”, algo que se deu a entender que a moça estava doando os livros para que novas pessoas pudessem le-los como ela já leu. A moça não abalou-se pela bagunça, não parecia estar a tempo demais por ali mas, não pareceu alguém que deveria-se entrar no caminho.

- Rapaz, seu dia de sorte, esses três aqui devem servir bem pro que você quer aprender, são seus se você prometer que os passará a frente quando não lhe forem mais uteis. A moça sorriu e o encarou em uma postura relaxada, deixando que ele tomasse a decisão de como agir .

Histórico:










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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Seg Maio 30, 2022 6:56 pm

35: Perdido

-DE GRAÇA!?- A pergunta saiu da minha boca sem que eu percebesse. -Então vou levar esses três aqui!! Mas escute bem coisinha, estou acostumado com pessoas “boazinhas” como você que adoram passar a perna em gente como eu, então, se tiver algum tipo de pegadinha ou malandragem nesses livros você vai ver só… tendeu?

Folhearia os livros para constatar que estava tudo certo com os exemplares. Feito isso, olharia a mulher mais uma vez e, com os olhos espremidos, acenaria cordialmente antes de seguir meu caminho.


Início do aprendizado: Discurso


Enquanto caminhava pela cidade dos destroços não consegui me conter. Abri o livro de discurso e comecei a ler enquanto caminhava. Para mim, uma pessoa que gosta muito dos poderes da palavra, a leitura era muito envolvente. Foi só quando cheguei no capítulo que falava sobre linguagem corporal que eu levantei a cabeça para analisar as pessoas ao meu redor. Nesse momento eu tomei um susto, pois estava em um distrito da cidade dos destroços que eu jamais havia estado. Nada era familiar e eu não fazia ideia de onde estava. Então saltei na direção do telhado mais alto e, com o auxílio do geppou, alcancei o mesmo. Olhei em volta para me localizar e percebi que estava muito longe do porto.

-Fazer o que, né? Já to aqui mesmo…

O clima estava agradável e não parecia que iria chover tão cedo, sendo assim sentei no telhado e continuei a leitura até o fim do livro.


Final do aprendizado


Depois de umas cinco horas de puro deleite intelectual, levantaria e iria para o porto saltando pelos ares.


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Assim que chegasse no porto, iria até o Lamento e embarcaria em meu convés. Iria até a lateral para poder ter uma melhor visão do barco de meus seguidores (Sinta-se à vontade para escolher a img e nome do barco).

-VAMOS HOMENS, DEIXEM OS BARCOS PRONTOS PARA UM COMBATE!! ARMEM-OS COMO SE A VIDA DE VOCÊS DEPENDESSEM DISSO!!!

Observaria por alguns minutos os marujos trabalhando e se ninguém viesse me pedir nada, iria para a minha cabine, tiraria o macacão-barril e deitaria na minha cama para descansar um pouco.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Jun 01, 2022 12:26 am




      Narração


Surpresa a ruiva indagou - Você esta levando três livros e eu uma promessa, se alguém tá em posição de ser enganada sou eu! Resmungou a garota que fechou o rosto e cruzou os braços, como se esperasse o diagnóstico do caprino para então soltar um - Hunf! Quando ele visse que eram só livros normais.

Após aprender como melhor discursar melhor através da leitura, ainda logo mais lhe seria posta a prática mas, nada que ele não pudesse ter feito durante o tempo sozinho ou em sua cabeça afinal, a maior parte de um discurso se desenrola no cocoruto antes de cair pela boca e viajar aos ouvidos.

Passaram fácilmente pelo menos três horas desde então, do local onde arrumou pra ler pode ver que a ruiva havia ficaod ali até que o ultimo livro seu tivesse sido pego e então sacudiu a poeira e o pano e levantou-se, indo na direção de onde ficavam atracado os barcos e quando ele fora, notou que isso ocorreu sem que houvesse muita distância entre eles, dando uma impressão ruim a mulher que ele estava a seguindo mas, como ela não se manifestou a vida de ambos só seguiu em direções opostas.

Quando chegou ao barco poderia ver o shomens agindo descordenados mas funcionais para terminar os ultimos preparativos, após o descanso quando acordasse poderia sentir a energia voltar ao corpo como nunca antes seria aquele o seu dia?

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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Jun 01, 2022 3:04 am

36: Tarde


Assim que acordei pude sentir o meu corpo agradecer por aquele breve cochilo. Vesti o macacão-barril e fui para o convés.

Iria para o primeiro grupo de marujos que avistasse e lhes entregaria algumas moedas (50.000 Bellys). - Peguem! Isso aqui é um agradinho para o trabalho que vou passar pra vocês. Escutem atentamente. Quero que vocês vão para a cidade e espalhem a notícia de que o Cabra da Peste tem um anúncio para dar para todos. Vão de bar em bar e digam para que cada náufrago que teve a sua jornada interrompida pelo faroleiro venha para esse porto ao início do crepúsculo. Hoje é o dia do acerto de contas… ZeBeBeBeBeBeBeBe!!! Agora vão logo… Xó! xó !! - diria ao afastá-los com um leve balançar de mãos.

Após despachar os meus mensageiros, iria até a despensa em busca de um pouco de pinga. Vasculharia as prateleiras e barris em busca da bebida e assim que encontrasse, iria encher os dois cantis. - Prontinho! Agora o pai tá pronto pra qualquer problema.

De volta ao convés,auxíliaria qualquer um que precisasse de minha ajuda para colocar o barco em ordem. Saltaria usando o geppou para prender as cordas nos lugares certos. Carregaria caixotes com munições para perto dos canhões. E quando o almoço estivesse pronto, ajudaria distribuir os pratos para cada um dos tripulantes.

-DEIXEM DE CORPO MOLE, SEUS PALERMAS!! QUERO TUDO EM ORDEM ATÉ O FIM DA TARDE, OU DAVY JONES VAI RECEBER ALGUÉM!!

Por fim, depois de almoçar, eu voltaria para a minha cabine, onde passaria o resto da tarde estudando os preceitos básicos da persuasão.


Início de aprendizado: Persuasão


A leitura foi muito tranquila, e, o livro nem era tão grosso assim, por isso eu li ele bem rápido. Uma hora para ser mais exato. Aproveitei a falta do que fazer e então comecei a refolhear o livro e fui anotando as partes que pareciam mais importantes para mim.

Depois disso, estruturei toda uma tática de persuasão usando as técnicas de empatia e pena que o autor do livro havia citado.

Quando abri a porta da cabine e assobiei um dos marujos da primeira divisão veio correndo para ver o que eu queria. Chamei-o então para entrar. O meu objetivo era testar aquela tática.

Deitado na cama, ergui as pernas e falei - Lustra os meus cascos! Mas só se você quiser.

O marujo olhou torto para mim e perguntou - é pra lustrar ou não?

-Só se você quiser.

-Então eu não quero, uai.

-Tem certeza?- perguntei. Nesse momento eu percebi que estava indo para o caminho da intimidação, então tentei ser um pouco mai brando - Ia ser um favor tão bom que tu ia fazer pra seu capitão… Sabe, nem todo mundo tem a sorte de poder estar tão à vontade comigo.

-Pelo seu cheiro, não me parece que seja uma sorte muito desejada.

A sobrancelha direita tremeu de raiva, mas não era hora para ser agressivo. Engoli a ira e continuei a testar minha lábia.- Não é um cheiro muito melhor do que o de qualquer bucaneiro desse fim de mundo, todavia, eu tenho algo muito melhor do que um bom aroma. - Me levantei, peguei o copo vazio que estava caído ao lado de minha cama, enchi uma dose e entreguei ao rapaz.- Uma pinga boa e uma prosa de qualidade devem fazer esse cheiro ser um pouco mais suportável.

Enquanto o marujo se deliciava na pinga, eu sorri e continuei a falar.- Eu já estou velho, e minha coordenação não é tão boa como a sua. Além do mais eu vi você lustrando aquelas balas de canhão, e uau! Você fez isso tão bem que eu até quero ficar com os cascos igual aquelas bolas de ferro!!

O marujo agora sorria de mal jeito, orgulhoso pelos elogios agora era uma presa fácil.

-Vamos lá, deixa o seu capitão na pegada vaaaaaaai!!

-OKAY CAPITÃO!!! EU VOU DEIXAR OS SEUS CASCOS BRILHANDO MAIS DO QUE A LUA!!!!

O sorriso de determinação não sumiu do rosto do marujo em nenhum momento do serviço tortuoso. E foi assim que aprendi a persuadir as pessoas.


Final do aprendizado
Perdas: 1 dose (Cantil de metal)


Agora já deveria estar perto do fim de tarde. Logo mais, os mensageiros estariam voltando. E se a missão tivesse sido bem sucedida, junto deles muitos outros civis viriam junto. Provavelmente os cabras já haviam deixado os dois navios prontos para o combate.

Então me levantaria da cama e agradeceria o marujo pelo seu serviço de bom grado. Iria até a cabeceira da cama e, pela primeira vez em muito tempo, pegaria o chapéu de cangaceiro e o vestiria. Depois, recolheria o meu acordeón vermelho e iria até a figura da proa do Lamento. Deixaria no quarto todo o resto, levaria apenas o macacão-barril, o chapéu meus cantis e o instrumento.

Sentado ao lado da carranca, no batente frontal, tocaria uma moda da minha terra enquanto todos os que viessem ao meu encontro pudessem se aglomerar para me ouvir, e juntos aguardaríamos o fim de tarde chegar.




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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sab Jun 04, 2022 12:39 am




      Narração
Apesar do agrado, a quantia não era muito para que os homens realmente pudessem se alegrar ao espalhar suas palavras, no entanto, eram eles fieis o suficiente a sua ideia para que o fizessem e com alegria sumiram de vista.

O caprino procurou seu goro básico, levaria um tempo, ele mesmo desejava aprender mais também e com isso o util se deu ao agradável quando passou algumas horas aprendendo Persuasão. O bode apesar de antes não ser necessariamente persuasivo, sempre fora carismático do seu próprio jeito e isso lhe abriu muitas portas e as que não abriu, um bom chute na porta fez o trabalho.

Colocou-se do lado de fora de maneira humilde, com sua música e um coração flamejante enquanto no horizonte os homens mandados começaram a voltar, o começo daquilo? Apenas três ou quatro gatos pingados apareceram e na verdade parecia que fosse só isso até que então após o momento em que subaé pensasse que teria de trabalhar com esses números, bem de longe a sombra de pelo menos 20 pessoas começou a caminhar em sua direção, haviam pessoas para tripular pelo menos um ou dois barcos. Eram pessoas de todos os tipos meios gigantes, tontatas, celestiais, tritões, muitos minks mas apenas um humano que destoava em quão simples seu visual era.

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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sab Jun 04, 2022 3:28 am

37: Nós


Enquanto o choro do acordeão ressoava pelo fim de tarde, eu pude notar que poucos haviam aceito o meu convite. Me entristeci um pouco por não ter comovido tantas pessoas. Será que só esse pouquinho de gente quer me ouvir?. Mas o sentimento subverteu-se assim que avistei um sombreado no horizonte das ruas. Uma multidão estava lá.

OST:

Aquela visão inflou o meu peito. Eu senti vontade de rir da minha própria cara por conta dos pensamentos tristonhos de momentos atrás. Contive o riso e apenas sorri para a multidão. Parei de tocar o acordeão, mas continuei sentado na mesma posição.

-Companheiros e companheiras, gostaria de começar perguntando uma coisa pra vocês. Quem aí sabe o que é “o certo”?

Ouviria a resposta de um ou dois antes de prosseguir o discurso.

-Se vocês vieram até aqui hoje é porque já escutaram o meu nome e confiam em minhas palavras, então nem me darei ao trabalho de me apresentar. Pois bem…

O sorriso banguela desapareceria de meu rosto, que agora teria uma feição séria e determinada. Após apoiar o instrumento no convés, eu me levantaria e pediria para MOnoliso pegar um meu remédio no aposento. Quando ele trouxesse o comprimido canábico colocaria-o na boca e daria um gole na cachaça do cantil.

-Hoje começa uma nova era na nossa caminhada. Uma era de aventuras, riquezas e união entre os irmãos. Hoje venceremos a nossa primeira batalha, mas a jornada para conquistar a glória… Ela está só começando.

Andando pelo batente do Lamento, observaria cada um dos náufragos que vieram me ouvir. Também olharia para os meus marujos e tripulantes. E por fim, olharia para o farol.

-Agora o mais importante é derrubar aquele farol e acabar com a paz daquele verme safado! Porque quem tá na função, na pirataria, tá no caminho certo da vida errada. Aqui a voz é a arma e a palavra é a lei! E nós vai fazer justiça pra esse filho da puta.

Ergui o braço direito, apontando para a alta construção.

-Aquele puto sem futuro já esculachou… Já espancou… Já acabou com os sonhos de cada um de NÓS. É um verme que trata nós igual bicho!

Ficaria em silêncio por alguns instantes para causar uma maior comoção para as próximas falas.

-Alguém aqui é bicho, porra? - perguntei.

Muito provavelmente todos responderiam em coro com um alto e sonoro “não”. Mas ainda assim eu perguntaria mais uma vez a fim de inflamar os seus corações.

-ALGUÉM AQUI É BICHO?!?!

Se todos gritassem em negativa, eu iria sorrir mais uma vez. Olharia para o farol de novo e ficaria com a cara enfezada.

-Mas ao contrário do que aquele verme pensa, nós é gente pra caraio! - diria ao bater a mão três vezes contra o meu próprio peito - Nós sofre... Nós goza… Nós ama… Nós pensa… - As afirmativas eram ditas lentamente, enquanto observava os olhaes de cada qual - E nós sonha. né não?

Então, golpearia o macacão-barril com um soco para fazer ecoar um harmonioso “DON”.

-Quantos de nós tivemos as nossas jornadas interrompidas pelas mãos daquele maldito faroleiro? - A pergunta era diretamente retórica - Quantos de nós tivemos os nossos preciosos barcos sentenciados à boiarem dentro de suas garrafas?

Então, golpearia o macacão-barril mais uma vez.

-O certo é lealdade, proceder, papo-reto… É lutar contra a injustiça e a opressão.

Por fim, saltaria para o deque e ficaria lado a lado com os recém chegados.

-Ninguém aqui tem força para derrubar aquele maldito, mas se trabalharmos juntos podemos pagar a frustração que ele nos causou.

Olhei para os meus dois navios e apontei para eles.

-MEUS TRIPULANTES LEVARÃO OS MEUS DOIS NAVIOS ATÉ O FAROL E VÃO DESCARREGAR TODA A MUNIÇÃO NAQUELA ESPELUNCA. QUEM TIVER CONDIÇÕES DE FAZER O MESMO, FAÇA!!

As minhas mãos foram até o chapéu de couro para fixá-lo melhor na cabeça.

-Enquanto isso nós vamos estar atraindo a atenção do faroleiro, lutando com todas as nossas forças!!! Lembrem-se que se tiver que morrer pelo certo, EU MORRO! Se eu fiz um barco subir aquela montanha e ultrapassar as nuvens, o certo é que eu possa navegar por esse maldito mar, vocês não concordam?

Colocaria as mãos atrás das orelhas para explicitar que queria ouvir uma resposta em alto e bom tom.

-VOCÊS CONCORDAM,PORRA?!?!

Ao ouvir a resposta afirmativa da multidão, ergueria os braços e gritaria com toda a minha determinação.

-ESSE É NOSSO DIREITO, ENTÃO VAMOS LÁ CONQUISTAR ELE!! HOJE É O DIA QUE O ERRADO VAI SER COBRADO!!

Voltaria a atenção para a minha tripulação e gritaria uma ordem:

-Levem os navios até o farol, mas não comecem o combate até que eu chegue!! ZUBA, MONO… CONTO COM VOCÊS!

Então daria as costas para a tripulação e seguiria marchando até o farol com todos aqueles que não tinham um barco para ajudar no plano.

Assim que chegassemos no farol, iria inflar o peito e por fim gritaria o mais alto que conseguisse.

-Ô FAROLEIRO DE MEIA TIJELA!!!!! CADÊ VOCÊ, ARROMBADO????

Então, usando o geppou, eu subiria ate quase o topo do farol e impulsionario o meu corpo contra uma janela a fim de atravessá-la com uma cabeçada e adentrar nos aposendos de Faust.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Jun 15, 2022 1:18 am


Quando os homens foram reunidos um se colocou a frente, ele tinha cabelos negros e uma faixa nos olhos, marcas de costura e parecia completamente cego, algo confirmado quando ele tirou a faixa dos olhos para falar

- O certo?  O certo é fazer o que nosso coração manda! O meu me trouxe aqui hoje e trouxe a todos que tem fé em mim. Ele botou a mão no próprio peito e detrás dele uma grande quantia de pessoas pareceu apoiá-lo, era um homem carismático que havia acreditado na promessa do caprino.

Em meio ao seu emocionadl discurso, um silêncio reinou como se a voz do homem fosse mais potente, como se nela se tremulasse o coração de todos ali presentes, era algo bizarro, havia tanta gente mas algo  naquele momento fez Subaé sentir como se seus corações batessem como um só, intensamente,  com um sonho, um ideal, inflamados pelo ideal Eles bradaram em conjunto e inflamaram-se em suas vozes em sonoros “nãos”

E quando falou sobre sonhar todos gritaram de suas próprias formas “ TODOS SONHAMOS”

Uma correria começou em meio ás reações cada vez mais intensas por parte daqueles ali reunidos todos haviam começado a se preparar para a cruzada que atacaria o farol, aquela que desafiaria o homem que havia tomado a determinação deles, as julgado fracas! Hoje provariam que mais uma vez lutariam.

Haviam várias esquadras se reunindo mesmo que só por um momento por um mesmo objetivo, e com isso  a figura de Faust apareceria de maneira tímida aos olhos, seu olhar parecia calmo mesmo em frente a tantos e frente ao zombeteiro o homem dizia - Você veio a minha porta novamente por tolisse ou para provar sua determinação? - E em sua pergunta  sentiu-se em todos um arrepio, como se sua presença fosse esmagar ali a todos sem que ele sequer mudasse sua postura, era algo que até mesmo alguns homens haviam apenas caído por não aguentarem, enquanto Subaé, manteria-se pressionado mas firme, seus joelhos fracos pela doença pensariam uma, duas ou três vezes em se dobrar mas sue coração parecia lhe dar a firmeza para aguentar aquela situação e continuar a encarar o homem, pois a lenda do homem que carregaria consigo a nova era do cangaço não poderia cair frente a um mero faroleiro, sua estirpe mink era maior, sua determinação era capaz de suportar e sua vontade? Inabalável.

histórico:

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