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Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio

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Achiles
Pirata
Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sab Fev 05, 2022 9:02 am
Relembrando a primeira mensagem :

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata Subaé A qual não possui narrador definido.

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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Ter Mar 15, 2022 4:22 pm
Farol


Cabra da Peste, vol. 4 - Interlúdio

Finalmente a luta chegava ao fim com uma vitória devastadora para o cangaceiro que retribuía as vaias da multidão cobrando que o anunciassem da forma correta. As vaias continuavam enquanto Subaé os atacava com um gesto expressivo.

Contudo, o foco da cabra estava em seu adversário, o Bola de Gato. Subaé insistia em acordá-lo da pancada que havia tomado anteriormente ainda em busca daquilo que o trouxera até ali... o acordeão. Um pouco assustado, o rato acordava olhando de um lado para o outro e, ao ver o cangaceiro na sua frente, se assustou temendo apanhar novamente.

Mas as coisas pareciam claras, e o rato então notou que não haveria mais violência entre os dois e, ainda um pouco receoso, aceitou o cantil da cabra tomando um gole enquanto ainda tremia. Ao ouvir a explicação de Subaé, o rato compreendia o que havia acontecido ali, porém, suas orelhas logo se abaixavam e seu semblante se encolhia mostrando certa tristeza, fazendo parecer que ele realmente não teria um acordeão consigo.

O convite de Subaé era recebido com um aceno positivo de seus polegares enquanto o rato tentava desengonçadamente segurar a sua bola de ferro com as mãos. Antes mesmo que Subaé começasse a gritar em polvoroso com a mulher que o jogara naquela arena, o portão se abria e bem ali estava a mulher com dois homens ao lado dela, cada um deles vestia roupas socias e carregavam cada um deles uma bazuca apontada para a cabra.

- O que você quer com o Bola de Gato? - A garota parecia séria e sem medo de hesitar um pedido de fogo. - Deixe-o em paz e talvez eu possa pensar em poupar sua vida. - O rato por sua vez entrava na frente de Subaé soltando a bola no chão e começando a balançar os braços como um pedido de desistência.

- Porque? -  Indagava a mulher para o rato que começava a fazer sinais com as duas mãos, e a mulher então continuava a dialogar com o rato da mesma forma por alguns segundos até que os dois pararam e enfim a garota tornou a falar. - Escute... Vou deixar você ir com ele! Mas se eu souber de alguma coisa, eu vou atrás de você! -  

A mulher acenava indicando que os homens se retirassem e então abria passagem para os dois saírem da arena. Mas não sem antes dar uma informação importante para o cangaceiro, pegando o pelo colarinho e o puxando para próximo de si. - O Bola e Gato é mudo. Por mais que ele consiga ouvir, ele é incapaz de falar! Então tome cuidado com o jeito que você fala com ele... - Soltava a cabra lhe entregando um maço de berries enquanto voltava para o centro da arena chamando a atenção do público para mais um evento que viria a seguir.

Se Subaé conferisse a grana, notaria que havia ali um total de B$ 8 milhões. Bola de Gato batia em seu ombro entregando um pequeno pedaço de papel com algo bem garranchada escrito. “Eu não tenho um acordeão, mas com o material certo, posso fazer um para você!!”. Enquanto lia, uma gosta de sangue manchava o papel branco, e uma pequena e simples tosse começava a surgir na cabra.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Ter Mar 15, 2022 9:01 pm

16: Farra de rua


O Bola de Gato despertou e, depois de levar um grande susto, aceitou aceitar um pouco de meu rum. Entretanto, mesmo eu insistindo em dialogar com o mesmo, ele nada dizia.

-Ei, o que é que foi? Por que você não fala nada? O gato comeu a sua língua?

Bom, acabei entendendo que era mais ou menos isso mesmo. A mulher entrou na arena seguida por dois homens armados, mirando na minha cara - Meus assuntos com ele não são da sua conta! Se quissesse saber não devia ter me enfiado em uma arena contra minha vontade!! - Mas o mink tomou a frente da situação e de alguma maneia estranha se comunicou com a mulher que mandou os seguranças abaixarem as armas e me puxou pelo colarinho para avisar que o rato era mudo - Tomar cuidado com o jeito que eu falo com ele?? Pelo amor de deus! o cara acabou de dilacerar cinco marmanjos com uma bola de ferro! Tá com medo dele ficar magoadinho, é? - falei ao recolher o dinheiro - sendo assim, “arrivedeti”! - me despedi com essa palavra legal que ouvi um nobre falando certa vez - Vamos,ratão!

Foi quando Bola de Gato me entregou o papelzinho.

-CoF…CoF…CoF!!! Tu não tem um acordeão? poxa, que chato… CoF…CoF!! MAS NÃO VAMOS PERDER TEMPO!! Você sabe os materiais que vamos precisar? - observaria seu rosto esperando uma resposta - Pois então vamos logo atrás dessas coisas aí! - falaria já empurrando o Bola de gato para frente, fazendo o mesmo andar mais rápido ainda - bora, bora! Você conhece essa cidade melhor do que eu! Me guie para o lugar onde conseguiremos essas coisas aí - limpei o sangue que escorria de meu nariz e continuei sem dar muita importância para os outros sintemas que pouco a pouco voltavam a me atormentar.

Durante a trajetória observaria o Bola de Gato com o canto do olho. Ele parecia ser um homem legal, mas a incapacidade de manter um diálogo com o mesmo me deixava um pouco incomodado. Sendo assim, começaria a cantar um agouro uma canção antiga.

Lançava-se ao mar,
o comandante Nobrum
Passava o dia no barco pescando
mas nunca nos trouxe um atum
Tanta sabedoria e prática além do comum
Dizem que se atribuía
a várias garrafas de rum

Somos amigos em terra
Somos amigos no mar
Juntos fomos à guerra
Juntos estamos no bar

Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Dêem o fora daqui


Olharia nos olhos do MInk durante a canção, e andaria abraçado do mesmo igual a dois bebuns acabados. Obviamente, ambos beberíamos juntos todo o restante do cantil mais vazio.

-ZeBeBeBeBe!! Você é um ratão bem divertido! - diria caso o mink entrasse na farra comigo.

Chegando no local que o mink me levasse, iria tomar a frente da situação por motivos óbvios. Chutaria a porta para entrar e diria - É o seguinte meu chapa…hic… a gente vai fazer um acordeão, então entregue todos os itens que o presidiário pedir, okay?

Apoiaria-me no balcão de maneira desleixada - E ai cara, quanto é que vai custar? - entregaria o valor solicitado pelo vendedor e depois de recolher todas as compras olharia para o rato.

-E ai camarada, vamos lá pro meu barco? lá a gente vai ter como comer alguma coisa enquanto você monta o acordeão!

E então guiaria meu novo companheiro para o Lamento de Caronte.



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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Mar 16, 2022 11:22 am
Farol


Cabra da Peste, vol. 4 - Interlúdio

Apesar de toda a confusão e briga de antes, as coisas se resolviam entre a cabra e a mulher, - pelo menos por hora – enquanto Bola de Gato formava certa amizade com Subaé lhe oferecendo a chance de finalmente conseguir aquilo que buscava... um acordeão.

Sem mais demoras, o cangaceiro agitava seu novo companheiro pedindo que o guiasse em busca daquilo que fosse necessário para a montagem do instrumento. Mas não sem antes o rato sair com uma grande bolsa nas costas pega em um dos cantos da parte interna da arena.

Durante a caminha, Subaé se incomodava um pouco com a incapacidade do Bola de Gato em não conseguir falar, isso de certo modo o entristecia já que sempre fora um homem bem agitado e baderneiro, mas andar ao lado de alguém tão silêncio era um tanto quanto incomodador.

Tentando de algum modo animar as coisas, o cangaceiro começou a puxar uma de suas velhas canções pelas ruas da cidade na intenção de animar as coisas, e o rato em um estalo puxou sua bolsa para frente e retirou de dentro uma flauta presa a uma base bem fina de ferro que se encaixava em seu pescoço, deixando a flauta bem à frente da sua boca, retirando logo em seguida um pequeno banjo para então acompanhar a cabra.

Estamos Todos Bêbados:

A festa havia começado mais cedo, Subaé e Bola de Gato davam um belo show pela estrada, algo que acabou não agradando a muitos que estavam por ali, mas não pela qualidade musical do rato que de fato era sensacional, mas sim pela voz do cantor cangaceiro que não se mostrava tão interessante. Fora a bizarrice de algumas gotinhas de sangue que espirravam pela boca da cabra que se misturava ao rum bebido pela dupla.

Chegando no local, o cangaceiro tomou a frente deixando o dono do lugar muito bem avisado. Bola de Gato por sua vez um pouco fora de si, dialogou em forma de sinais com o homem de olhar mal encarado e uma barba grisalha que se desgrenhava até o meio de sua enorme pança, que em poucos minutos, juntou vários materiais em um saco e entregou para o rato, cobrando o dinheiro logo em seguida.

Bola de Gato mostrou com seus dedos da mão o custo de 1,5 milhão de berries pelo material, que por sorte seria feito de graça pelo ratão. A cabra pagou sem hesitar, e assim a dupla seguiu para fora dali a caminho do glorioso Lamento.

Mais alguns minutos de caminhada, atracado ao porto estava o seu querido Lamento de Caronte, para e calmo como deveria ser, mas bem a frente dele já em terra, Mono e Zuba estavam parados conversando com um trio bem peculiar. A esquerda estava um ser alto e magro que usava uma longa capa, mas que de alguma forma escondia seu rosto com uma máscara indígena presa a um pedaço de madeira.

Ao lado direito do trio estava um pequeno rapaz bem gordinho e peludo, o que mais parecia um pequeno urso vestindo uma armadura simples e carregava em sua mão direita um pedaço de bambu. Mas, ao centro, estava aquele que parecia ser o líder do trio, um pequeno, velho, feio e cabeçudo rato com orelha enormes e uma roupa bem chamativa.

Ao se aproximarem do grupo, Mono percebeu a presença de seu capitão e foi ao seu encontro. - Oh! Capitão! Finalmente você voltou! - Dizia o macaco velho feliz por ver seu capitão inteiro. - Esses rapazes disseram que viram o senhor lutando em uma arena e ficaram impressionados! Que tipo de confusão foi essa? - Zuba também surgia com curiosidade. - Como assim você sai pra brigar e não me chama? E a minha espada! Cadê? - O garoto estava agitado, parecia que a tal batalha havia se espalhado talvez?  

- Huuh... Então vocês agora são amigos... né? - O velho ratinho entrava na conversa chamando a atenção pelo fato do Bola de Gato e Subaé estarem juntos após aquela briga. - Impressionante as suas habilidades, huuh... cabra da peste, como você disse, né? Huuh... estou aqui porque você parece bem forte, né? Huuh... eu e meus companheiros gostaríamos de, huuh... nos juntar a vocês, né? Tenho certeza que, huuh... podemos ser úteis, né? -  

O cangaceiro havia sido abandonado por alguns companheiros por vezes em sua vida, e agora de alguma forma sem que ele quisesse, as coisas pareciam voltar aos eixos pouco a pouco, e sua fama pelo Farol parecia reverberar mesmo que ainda fraca. E através de suas ações, algumas pessoas bem curiosas começavam a se interessar pela cabra, buscando até mesmo alianças.  

O que faria Subaé? Arriscaria mais uma vez erguer os Cabras da Peste de alguma forma? Ou seguiria seu rumo sem arriscar a pirataria novamente?


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Mar 16, 2022 8:36 pm

17: Falta de educação


As compras foram bem sucedidas e Bola de Gato já estava com todos os materiais em mãos, sendo assim retornei para o Caronte com mais um novo companheiro.

Ao chegar no porto, avistei três seres bem esquisitos a conversar com Monoliso e Zuba. Quando me aproximei do grupo, fui alvo de vários questionamentos por parte do macaco e do guri.

-Calma, calma que eu explico tudo…Bom, por onde eu devo começar? Ah sim.. CoF!! CoF!.. Primeiro eu fui no ferreiro e peguei essas belezuras aqui, vejam - ergueria a perna esquerda para mostrar as novas ferraduras para o grupo - e também pequei essa espada pta tu, toma - arremessei a espada nas mãos do garoto - o nome da espada é Cabritina, eu que escolhi! Ela é perigosa como um raio!! o que achou?

Observaria o garoto com sua nova arma, mas então perceberia que a história ainda estava pela metade.

-voltando, o ferreiro é chará do meu pai e a gente fez uma aposta doida aí… mas no fim das contas ele não tinha um acordeão e por isso fui atrás desse ratão aqui - apontaria para o mink mudo - mas a vadia da arena me enganou e me botou pra lutar contra um monte de gente! Enfim, foi mais ou menos isso aí que aconteceu.

Foi quando o rato menor veio perguntando sobre a minha amizade com o Bola de Gato.

-Nossa amizade não lhe diz respeito - diria fitando-o de maneira intimidadora - Você sabia que é falta de educação perguntar sobre os outros sem se apresentar primeiro? - pegaria o cantil cheio sem tirar os olhos do rato e beberia um gole - sim, somos amigos de farra agora! ZeBeBeBeBeBe!!

O rato continuou a falar, demonstrando muita admiração pela minha forca, e até me chamou pela alcunha certa! e por fim, ele se ofereceu para se juntar à minha tripulação.

-Querem ser meus marujos é? - OK, eu não sou mais um pirata, mas também não vou negar um mão de obra que veio de tão boa vontade… além disso, eles não precisam saber que eu não sou mais um pirata -E por que eu aceitaria vocês em meu convés? Quem são vocês? Quais suas habilidades?

Ouviria tudo atentamente com um largo sorriso banguela estampado.

-Tudo bem, tudo bem, vamos fazer o seguinte… Vamos subir e comer alguma coisa no Lamento, a despensa está cheia! Pena que não temos mais nenhum cozinheiro…a minha comida tende a ser uma gororoba rançosa que sô…

Subiria no Lamento de Caronte e iria até a cozinha -Mono, traga aquela garrafa de whisky que pedi para guardar, vamos fazer uma festa!! -  faria um cuscuz com alguns ovos fritos para servir para todos. Minha comida pôde não se comparar à de Deep, mas a boa vontade é o que vale.

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-Ô CAMBADA!! O RANGO TÁ FEITO!!

Beberia e daria risadas com aqueles novos seres estranhos -ZeBeBeBeBe!! Vocês são uns caras bem estranhos!! de qual Blue vocês vieram? Eu o Mono e o Zuba viemos do South Blue! Sabiam que houve uma vez em que fizemos toda a guarda de “Sorvete” (Sorbet) vir atrás da gente por causa de umas destruições? ZeBeBeBeBe!!

Ao final da noite iria para o meu aposento e deitaria na cama onde por fim poderia relaxar.

“O Lamento de Caronte está cheio de novo, que coisa interessante…Será que isso é o mar me chamando mais uma vez?”

Subitamente, a lembrança de Blade, Deep, Nix e todos os outros veio à minha mente de uma só vez. Lembrei de todas as vezes que insisti em partir rumo a glória e encontrei a mais pura derrota, pois perdi todos meus companheiros.

“Não… Não pode ser isso! Cabras são feitas para as montanhas e não para o mar…”

E foi com esse pensamento que eu adormeci.

Ao despertar no outro dia iria correndo até Bola de Gato, igual uma criancinha na manhã de natal - Ei ratão, já terminou de montar o acordeão?


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sex Mar 18, 2022 11:45 am
Farol


Cabra da Peste, vol. 4 - Interlúdio

O cangaceiro agora estava de volta ao Lamento, acompanhado por um novo companheiro e mais do que animado para ver o seu querido acordeão pronto. Mas antes de tudo, Subaé precisou explicar para Mono e Zuba tudo que tinha acontecido durante aquele dia, até que por um momento acabara por ser interrompido pelo velho rato.

- Huuh... mil perdões pela minha inconveniência, né? Permita-me, huuh... me apresentar... Huuh... - O rato de forma cordial se apresentava para a cabra como se fosse uma donzela. - Alf, huuh... Ratatá ao seu dispor... Esse pequeno, huuh... é o Kupuna-wa e, huuh... o mais alto é, huuh... Mr. Porunga, né? - Finalizava sua apresentação enquanto em seguida Subaé questionava o que de bom os três lhe trariam.

- Huuh... Kupuna-wa e, huuh... Mr. Porunga são dois guerreiros, huuh... formidáveis, né... E eu, huuh... sou muito inteligente e, huuh... estrategista, huuh... - Um trio com certa força guerreira se apresentava para o cangaceiro que apesar de ter desistido da pirataria, não recusaria mais três pessoas que pudessem ser úteis em seu navio.

Aceitos, o trio resolveu se juntar para o banquete que o próprio capitão se propusera a fazer, mesmo que passasse longe das refeições de seu antigo amigo, ainda assim tinha boa vontade e uma bela garrafa de uísque que cobriria o estrago que a cabra faria com a comida.

Todos postos a mesa, o cuscuz mais mal feito já visto em toda vida era posto sobre a mesa, e com canecos cheios da bebida mais forte possível, o bando cangaceiro devorava a comida como se fosse o ultimo alimento do mundo, e da mesma forma suas expressões eram como se aquela fosse a pior das comidas.

Em meio a comilança, muita conversa se desenrolava enquanto rostos bobos e rosados surgiam em cada um deles. Zuba por sua vez dava mais atenção para sua nova espada do que para a pequena festa. - Huuh... “hic”, vocês parecem “hic” bem fortes então... “hic” huuh... - Dizia o velho rato sobre a tal perseguição que Subaé comentava. - Viemos “hic” huuh... do North Blue, huuh... de uma ilha enfestada de “hic” marinheiros de merda, huuh... “hic”! -  

A noite se alongava mais tarde do que nunca, e cada um dos tripulantes do Lamento se espalhavam em busca de um espaço para descansar, e com seu capitão não seria diferente. O sono lhe trazia reflexão sobre a vida de pirata, pois Subaé se questionava se todos esses seres bizarros que se apresentaram para ele durante aquele dia seria um sinal de que o cangaceiro deveria voltar aos mares.

Apenas o tempo diria, pois ele ainda relutava consigo mesmo. Enquanto isso, por hora a cabra descansaria bem durante aquela noite, deixando de lado qualquer decisão que pudesse ser precipitada.

...

No outro dia, um fraco feixe de luz entrava pela janela do quarto do capitão, se transformando no despertador natural da cabra que acordava mais animada do que nunca, já que tinha a esperança de que seu novo amigo Bola de Gato, pudesse finalmente ter finalizado o trabalho com o acordeão. Ainda que, não notasse de início a boca cheia de sangue indicando que o cangaceiro deveria tomar cuidado com sua doença.

Agitado, Subaé caminhou pelo navio em busca do ratão, e era tão cedo que o sol ao longe do mar se quer havia mostrado metade de seu esplendor. Mas ao se aproximar da porta que levava até o convés do navio, um som muito familiar de vibrações bem características, seguida por uma gaita bem forte e agitada que seguiam em um improviso frenético, poderia ser ouvido.

Som Improvisado:

Do lado de fora sentado próximo a ponta do Lamento, Bola de Gato estava lá com aquele belo acordeão vermelho em seu colo enquanto a gaita presa a uma base metálica que ficava em seu pescoço mostrando mais uma vez o talento natural que o ser tinha.

Ao notar que a cabra estava a sua frente, parou com seu improviso e com a mão esquerda chamou o cangaceiro para sentar ao seu lado entregando o belíssimo instrumento para o dono que tanto o almejava.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Dom Mar 20, 2022 6:27 pm

18: Acordeão


Quando despertei, segui o som característico do acordeão até me encontrar com o Bola de Gato que estava a tocar uma bela melodia matinal.

Ouvir o som daquele instrumento fez com que a nostalgia de meu peito aflorasse de uma maneira que eu não estava esperando. As lágrimas começaram a brotar em meus olhos, e percorriam pelo meu rosto contornando meu sorriso banguela.

-BUAAAA!!! Cara, que som bonitho é eshe?? BUAAAA!!! Que noshtalgia!!!

Bola de Gato fez um gesto com a mão, sugerindo que eu me sentasse ao seu lado para poder aproveitar do instrumento que tanto almejei, sendo assim, sentei-me ao seu lado e tomei sem cordialidades o acordeão de suas mãos.

-Vai, me acompanhe com a gaita que agora a gente vai fazer um show!!!

APRENDENDO: INSTRUMENTOS MUSICAIS

Bola de Gato sorriu gentilmente e entregou o acordeão para mim na espera de que realmente tocássemos uma bela canção, mas a realidade tende a ser um pouco brochante para quem se enche de expectativas.

Práticando:

NHEÉÉÉ – NHUÚUUÚUN - NHÉÊEÉÉN – NHOÓOOÓN!!


O som de agouro fez as gaivotas que dormiam no mastro do Lamento acordarem para levantar voo sem demora. Bola de Gato também levantou-se em um salto e começou a gesticular um monte de reclamações, as quais eu jamais entendi.

-Calma, calma, ratão! Eu só estou um pouco enferrujado!! Me dê alguns minutos de prática e estarei tocando igual um maestro!

NHEÉÉÉ – NHUÚUUÚUN - NHÉÊEÉÉN – NHOÓOOÓN!!


Bola de gato até tentou ficar e me ajudar com o instrumento, mas as notas eram tão desafinadas que o rato muitas vezes precisou parar de gesticular para tampar os ouvidos e não ficar surdo…

NHEÉÉÉ – NHUÚUUÚUN - NHÉÊEÉÉN – NHOÓOOÓN!!


…Bola de Gato tentou pegar o acordeão para me ensinar alguns exercícios, mas eu não dei o instrumento para ele pois estava empolgado demais com o mesmo. Então o Bola de Gato se irritou e foi preparar alguma coisa para comer depois de me fazer um sinal de “banana” com os braços.

-Vai lá então!! - falei em um tom esnobe - Não preciso que ninguém me ensine como tocar um forró!!

NHEÉÉÉ – NHUÚUUÚUN - NHÉÊEÉÉN – NHOÓOOÓN!!


Foi quando senti um caneco de metal acertar a parte de trás de minha cabeça.

TOC!

Quando olhei para trás era Zuba, enfurecido.

-São sete da manhã, porra!!! Pare de tocar essa merda e me deixe dormir!!


Durante os dias que se passaram nada foi muito diferente. Foquei tanto no acordeão que esqueci do resto do mundo, durante essa época a minha vida foi acordar para treinar acordeão, e só parava para comer cagar e dormir.

Não preciso nem dizer que os cabras já não aguentavam mais ouvir as notas desafinadas e sem ritmo que eu fazia ecoar pelo porto igual o lamento do próprio diabo. Inclusive, depois de alguns dias Monoliso rasgou uma colcha e confeccionou alguns tampões de ouvido para que todos pudessem continuar suas vidas sem precisar aguentar o som de minha “bela música”


Depois de dois meses inteiros junto do acordeão, a minha habilidade já estava um pouco melhor em relação ao instrumento, mas ainda faltava muito para que eu pudesse ser considerado bom.

Agora, os tripulantes do Lamento já não reclamavam mais como outrora e em alguns momentos até cantarolavam uma ou outra música. Mas ainda existia um que não gostava nada do que estava ouvindo.

Certa manhã, Bola de Gato veio até mim com um monte de papeizinhos na mão e foi me mostrando um por um:

“é o seguinte cara, você toca pior do que uma velha com parkinson sem dedos”

“você precisa de exercícios que te façam evoluir de verdade”

“senão vai tocar tão mal quanto a feiura da sua cara”


Aquelas palavras escritas em garranchos fizeram a minha moral ir lá pra baixo…Justo agora que pensei estar melhorando!!

O rato não perdeu tempo, retirou de sua pochete uma gaita que prendeu em seu ombro para facilitar o tocar, e depois pegou um triângulo de metal. Por fim me entregou mais um papelzionho.

“Eu vou ditar o ritmo com o triângulo e vou te acompanhar com a gaita”

Então começamos a tocar.

Melodia melhor:

A melodia era maravilhosa! obviamente ainda existiam alguns erros aqui e alí, mas eu estava muito contente em conseguir tocar aquela melodia que foi tão presente em toda a minha infância.

“Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu

Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló

Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Saudade, o meu remédio é cantar

Lararala rarai lala larararai lalala lararara aué!”

A música estava tão boa que Zuba, Monoliso e os outros reuniram-se no convés pela primeira vez naquele mês só para aproveitar o som festivo que eu e Bola de Gato estávamos tocando.

Aquilo foi muito divertido, e não vou mentir, foi realmente gratificante!

Ao final da apresentação todos nos saudaram com uma salva de palmas e até pediram bis! Então eu olhei para Bola de Gato e propus que alternássemos os instrumentos, pois eu estava com vontade de aprender tocar o triângulo e a gaita também.

Acho que não preciso nem dizer que o resultado das músicas que se seguiram não foi tão bom quanto a primeira…o que fez todos voltarem para seus aposentos onde recolheram os tampões mais uma vez para o seu próprio alívio.

Continuei com a minha rotina de aprendizado, dia após dia, sem parar para quase nada. A unica diferença de antes é que agora eu já não estava mais tão empolgado com o acordeão e por isso já estava aceitando as dicas e demonstrações do Bola de Gato.


Mais um mês se passou e agora eu já me sentia MUITO mais confiante com os instrumentos. Acordeão, gaita, triângulo, cavaquinho… Durante aquele mês e meio eu treinei um pouco de todos os instrumentos do Bola de Gato e acabei aprendendo muito sobre teoria musical com aquele mink excêntrico.

Eu também acabei me empolgando tanto com os estudos musicais que acabei escrevendo algumas letras de músicas.

Foi em uma noite de eclipse que eu reuni todos os meus camaradas no convés.

-Vejam, meu amigos! Sei que esses últimos três meses foram um infortúnio para todos vocês que precisaram me aguentar treinando! ZeBeBeBeBeBeBe!! Mas agora eu me sinto muito melhor e preparei essa música pra vocês julgarem se estou bom ou não. Então lá vai… Bola de gato, bota a Zabumba pra chorar!!!!

Musica:

“Tô numa boa, tô aqui de novo
Daqui não saio, daqui não me movo
Tenho certeza, esse é o meu lugar

Aha, aha

Tô numa boa, tô ficando esperto
Já não pergunto se isso tudo é certo
Uso esse tempo pra recomeçar

Aah Aha

Doeu, doeu, agora não dói
Não dói, não dói
Chorei, chorei
Agora não choro mais
Toda mágoa que passei
É motivo pra comemorar
Pois se não sofresse assim
Não tinha razões pra cantar

ZeBeBeBeBe!!

Mas eu tô rindo à toa
Não que a vida esteja assim tão boa
Mas um sorriso ajuda a melhorar

Aha, aha

E cantando assim parece que o tempo voa
Quanto mais triste mais bonito soa
Eu agradeço por poder cantar

Lalaiá laiá laiá iê”

A música estava tão maravilhosa e empolgante que todos começaram a dançar em pares. Zuba dançava com Kupuna-wa, Monoliso com Porunga, e Ratatá dançava agarradinho com uma vassoura. Naquela noite todos se divertiram muito graças à boa música… uma pena que a minha voz ainda não seja tão apropriada para o canto.

FINAL DO APRENDIZADO

No dia seguinte eu iria para a cozinha depois de acordar e prepararia um café forte para beber. Recolheria um comprimido de remédio de canabis e tomaria o mesmo para conter a doença.

Naquele dia, pela primeira vez em muito tempo eu não iria até o acordeão. Iria em busca de Zuba e ao encontrá-lo, diria:

-EI bacuri, ta afim de treinar um pouco? Chame todos os outros e me encontre no convés em vinte minutos.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qua Mar 23, 2022 11:38 am
Farol


Cabra da Peste, vol. 4 - Interlúdio

Naquela manhã, Subaé despertou de seu sono sendo arrastado pelo belo som que Bola de Gato fazia com o acordeão do qual ele havia prometido para o cangaceiro que faria, e assim ele o fez, vermelho, belo e com aquele som tão nostálgico.

A cabra mais do que encantada tomou seu lugar do lado de seu companheiro recebendo o instrumento que tanto sonhou em ter novamente, e logo de cara mostrou todo o conhecimento musical que tinha, - completamente... zero.

Bola de Gato tentou ajudar o seu capitão, mas infelizmente a cabra era teimosa demais para aceitar, e com isso, passou dias e dias treinando sozinha. Esses dias enfim se tornaram meses, um tempo de muita luta sonora por parte do pequeno grupo que acompanhava o capitão cangaceiro que insistia em sua teimosia.

Contudo, seu parceiro rato o alertou das falhas, e mesmo ainda desacredito disso, resolveu finalmente aceitar os ensinamentos do Bola de Gato que durante aquele tempo conseguiu fazer com que a cabra conseguisse dominar não só o acordeão, mas também outros instrumentos que o mink tinha consigo, onde todo aquele período de desespero pelos dias de incomodo pelas notas tortas de Subaé, se tornaram um show à parte quando o cangaceiro enfim, dominou as habilidades musicais.

Após todo esse período de guerra, a paz finalmente veio a reinar sobre o Lamento, onde pela primeira vez em meses, Subaé não tocava no acordeão logo pela manhã chamando enfim a atenção de seu filho para que chamasse todo o resto do pessoal para um treinamento. - Porra! Até que enfim! Você vai ver o quanto eu evoluí nesses meses enquanto você tava ocupado com aquele treco barulhento... - Zuba se animava e seguia em busca de todo o pessoal.

Os 20 minutos se passavam e já a postos no convés estavam todos os tripulantes, onde Ratatá puxava a conversa. - Huuh... Bom dia, capitão, huuh... Vamos treinar para nos prepararmos, huuh... pra viagem pela grande rota, huuh... né? - Questionava o velho rato já animado para o tal treinamento que a cabra resolvera fazer com o seu grupo de cangaceiros.


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qui Mar 24, 2022 4:55 pm

19: Treino Matutino


Depois de pedir para que Zuba reunisse toda a tripulação no convés, fui para a fronte do navio onde vislumbrei o sol matutino brilhando e reluzindo pelo mar calmo do início da Grande Rota.

Aquela visão me encheu de ânimo. Um desejo de voltar a navegar pelos mares tomou conta do meu peito ao lembrar das inúmeras aventuras que vivenciei com meus antigos companheiros. Hoje eu sei que tenho outros companheiros que também anseiam retornar para o mar, mas também sei sobre os perigos que me aguardam adiante e por isso não posso sair daqui despreparado.

Vinte minutos se passaram e então Zuba chegou com todos os outros (Monoliso, Ratatá, Kupuna-wa e Porunga). Olhei para todos sem esboçar nenhum sorriso e então diria enquanto andasse em círculos, com os braços cruzados em minhas costas.

-Finalmente vocês chegaram! Espero que estejam prontos.

Ratatá tomou a iniciativa e perguntou se aquela reunião tratava-se de um treino pré-viagem.

- É..É... bem por aí mesmo, ratinho - diria ao me inclinar para frente para ficar cara a cara com o mink baixinho - Agora eu sou outro cabra e tenho uma visão diferente de como o mar pode ser implacável e por isso tenho meus motivos para me preocupar. Além disso, aceitei vocês no meu navio e ainda não tenho idéia de quais são as suas habilidades…ENTÃO PODEM VIR COM TUDO!! QUERO VER DO QUE VOCÊS SÃO CAPAZES!!

A frase mal havia terminado quando avançaria contra o rato velho, desferindo-lhe um chute giratório horizontalmente que visava arremessá-lo para o mar.

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-VENHA ZUBA!! Quero ver se tu melhorou mesmo!!!

Não focaria em acertar os cangaceiros. Apenas observaria os seus movimentos com atenção o suficiente para me desvencilhar das ofensivas. Saltaria para os lados, rolaria para trás e pularia nas cordas presas ao mastro, usando-as como eixo para me movimentar rapidamente de um ponto do convés para o outro quando fosse preciso.

Quando Zuba viesse me atacar, eu tentaria me esquivar de seus golpes utilizando movimentos giratórios para alcançar suas costas, ou então saltaria por cima de sua cabeça para chegar na sua retaguarda. Feito isso, ergueria o garoto pelo colarinho e arremessaria o mesmo contra o mastro do navio (ou contra alguma parede qualquer) - Vamos lá garoto!! cadê toda aquela energia que mostrasse?

Ficaria atento aos posiveis disparos realizados por Monoliso, sempre com a intenção de me desvencilhar dos mesmos, mas também ficaria atento para que ninguém fosse acertado sem querer.

Caso alguém esteja na trajetória do disparo e eu tenha percebido isso, puxaria o mesmo para perto de mim para que não seja acertado - CUIDADO PORRA!! TÁ QUERENDO MORRER É?

Evitaria ao máximo ficar perto de Bola de Gato pois os seus ataques são devastadores e brutais, mas se mesmo assim ele me alcance ao ponto de estar prestes a me golpear, eu rolaria por debaixo de suas pernas e agarraria a corrente de ferro presa à seu pé. Então puxaria a mesma para que o mesmo se desequilibrasse e caísse de cara no chão.

O meu maior foco nesta situação toda seria ver o progresso de Zuba e entender como os três novatos lutam e quais são as suas habilidades.

Não seria a minha intenção ferir gravemente nenhum de meus tripulantes, entretanto, se algum deles causasse algum dano considerável na minha embarcação, meu tesouro, eu não conseguiria controlar a ira em meu peito.

-DESGRAÇADO!! TOME CUIDADO COM O LAMENTO!!!!!

Então avançaria contra o mastro do navio, agarraria alguma corda e, ao saltar, giraria três vezes no ar em torno do mastro antes de soltá-la e ir voando contra o tripulante descuidado para lhe desferir uma puta cabeçada.

-NÃO DESTRUA O MEU NAVIO!!!!!


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Sab Mar 26, 2022 8:07 pm
Farol


Cabra da Peste, vol. 4 - Interlúdio

Naquela manhã, o Lamento atracado no Farol estava calmo e tranquilo, seu capitão cangaceiro apreciava o ar um pouco mais gelado e o seu tempo mais distante do Sol, tendo finalmente a presença de seus companheiros após alguns minutos.

Enfileirados os seis membros se apresentavam diante de seu capitão que aos poucos anunciava o treinamento que ali aconteceria. Ratatá fazia certo questionamento que seu capitão de certa forma fugia um pouco do assunto, porém apresentava um discurso que, de relance poderia ser notado um certo sinal mais discreto vindo do velho rato.

O cangaceiro anunciando o desafio contra o seu bando, avançou de início contra o velho rato para acertá-lo com um poderoso chute, mas, a cabra logo era impedida por Kupuna-wa que surgia do lado de Ratatá impedindo o chute de Subaé suando de seu bambu.

Kupuna-wa não revidava de início, já que Zuba afobado como sempre, avançava logo contra seu pai usando da Cabrinite ganha pelo seu pai aplicando golpes não tão rápidos e certeiros sendo facilmente esquivados pela cabra que deixava seu filho no chão enquanto subia pelas cordas do mastro ficando mais acima de alguns dos tripulantes.

- Porurururu... - Uma voz um pouco rouca surgia por cima de Subaé onde conseguiria a cabra conseguiria ver sobre a ponta do mastro a presença do mascarado Mr. Porunga, onde lhe faria questionar como tal ser havia chego tão rápido em lugar alto como aquele.

Nesse exato momento em silêncio o ratão Bola de Gato aparecia na frente do cangaceiro com sua típica bola de ferro pronto para acertá-lo em cheio. A cabra já acostumada com os ataques do rato, tentou se esquivar por baixo do músico que passou lotado pelo cangaceiro, mas, Subaé acabou por ter a ideia de agarrar a corrente de ferro do mink que acabou por ficar esticado no ar caindo com tudo até o convés.

Contudo, o peso era tamanho que acabou puxando Subaé junto até o chão deixando os dois estirados no convés do navio, com exceção da bola de ferro que havia rachado o chão do navio quase abrindo um belo buraco no Lamento de Caronte.  

Zuba aproveitando do momento se jogava para cima de seu pai buscando estocá-lo, a cabra acostumada com os movimentos de seu filho conseguiu se esquivar no último instante e, quando se preparava para agarrá-lo pelo colarinho, um disparo passava por entre ele e Zuba. - Desculpa, Capitão! - Mono assustado e tremendo, se desculpava pelo tiro contra Subaé já que o velho macaco não se sentia confortável em atacá-lo.

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Nesse disparo, Zuba conseguiu se soltar se aproveitando da distração que Mono havia criado, distração essa que serviu para que a mesma voz rouca surgisse nas costas do cangaceiro com uma palavra que doía só de ouvir. - Shigan... - E como uma bala, o capitão cangaceiro recebia uma cutucada poderosa em suas costas sendo assim jogado contra a lateral do navio.  


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Dom Mar 27, 2022 3:04 am

20: Uma técnica legal


Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio - Página 3 1

O combate de treino que se sucedeu foi muito esclarecedor em diversos pontos.

Percebi logo de início que o trio estranho tinha uma sincronia muito boa em combates. Ratatá sempre aparentou ser o mais fraco entre os três e para ser sincero não me surpreendi pelo fato do mesmo não ter sido capaz de se esquivar de meu chute.

Quem me surpreendeu foi Kupuna-wa, o tanuki, pois teve agilidade o suficiente para entrar na frente de meu ataque e pará-lo com sua arma de bambu…Pensando bem, talvez Ratatá não seja tão ruim em combate, talvez ele apenas confiou nas habilidades de seu companheiro.

Então Zuba veio me atacar cheio de si, mas não foi rápido o bastante para fazer qualquer dano em mim, e quando me esforcei com as cordas para chegar no alto, me assustei ao notar que Porunga já estava lá!

O combate continuou como esperado. Monoliso atirando e pedindo desculpas como sempre, e Bola de Gato destruindo tudo por onde passava. O convés do lamento era um pandemônio divertido, mas foi quando estava prestes a nocautear Zuba, senti um golpe de Porunga que me acertou nas costas igual um tiro de carabina e me arremessou no batente do convés.

-Ai..ai.. ui … DOIS ALTOS!! DOIS ALTOS!!- Levantaria usando o próprio batente para me apoiar, feito isso, colocaria a mão no local acertado para verificar se estava sangrando mesmo ou se era só impressão - Eu não ouvi nenhum som de tiro… Isso foi um golpe? ZeBeBeBeBe!! Que irado! - falaria para Porunga.

Observaria as mãos do mesmo em busca da arma que ele havia usado.

-Ô mascarado, se você não usa uma pistola e nem um punhal, como é que você fez esse estrago todo ai? - Perguntaria enquanto analisasse a palma de minha mão suja de sangue.

-Que tipo de técnica é essa?- Perguntaria cheio de curiosidade sobre aquela habilidade. Ouviria toda a explicação de Porunga, e então diria - Você pode me ensinar esse “trêm” ai?




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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Ter Abr 05, 2022 3:51 pm
Farol


Cabra da Peste, vol. 4 - Interlúdio

A batalha se estendia pelo convés de Lamento, o cangaceiro em uma sequência frenética de golpes conseguia ter uma boa noção das habilidades de alguns novos companheiros, além de acompanhar um pouco mais a evolução de outros.

De alguma forma aquilo se mostrava bem divertido para a cabra, ver que seus novos companheiros eram devidamente poderosos e capazes de acompanhá-lo pelos mares da grande rota, se assim é claro, fosse a vontade de Subaé que ainda se questionava se essa fosse a melhor escolha.

Contudo, a maior surpresa ficava para o final, o misterioso Mr. Porunga se mostrava ser um combatente cheio de armas e habilidades misteriosas, das quais atiçavam a curiosidade de Subaé que não perdia tempo em querer saber o que de fato a criatura havia feito.

- Capitão! Vamos cuidar desse ferimento! - Antes mesmo que Mr. Porunga pudesse dizer algo, Mono assustado e preocupado como sempre, corria para dentro do barco buscando um kit de primeiros socorros.

Enquanto o macaco velho preparava um curativo na cabra, Mr. Porunga se aproximava com todo o seu ar misterioso pronto para responder as perguntas de seu novo capitão. - Porururu... Essa técnica é chamada de Shigan! Porururu... - O ser tinha uma voz bem rouca, porém engraçada. - Usei apenas este dedo! Porururu... - Levantava o indicador da mão direita mostrando agora um pequeno resquício de sangue.

- Porururu... Veja só! - A criatura se virava na direção do mastro de Lamento enquanto flexionava os seus joelhos. Em seguida, era nítido ver como ele colocava peso nas solas dos pés, e em um movimento extremamente veloz, Mr. Porunga perfurava o espesso mastro como se houvesse disparado um tiro de pistola.

- Você precisa enrijecer o seu indicador, Porururu... e se atirar contra o alvo em uma explosão enorme, Porururu... usando de toda a sua velocidade e força, Porururu... - O ser acenava algo para Kupuna-wa que logo corria para dentro do barco, voltando após alguns minutos. - Vamos até o lado de fora do barco, Porururu... Você precisa começar do básico, Porururu... - Mr. Porunga caminhava junto dos outros até a praia do Farol.

- Vamos começar por alvos fixos e fáceis de se perfurar, Porururu... depois aumentamos a dureza dos alvos, e colocamos eles em movimento, Porururu... - A criatura indicava um caminho básico e simples para que a cabra pudesse entender, ao mesmo tempo que Kupuna-wa ficava imóvel a frente do cangaceiro segurando vários alvos, desde sacos de água até madeiras bem grossas para que Subaé pudesse ter uma evolução gradativa.  


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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Ter Abr 05, 2022 6:14 pm

21: “Doriki”


Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio - Página 3 210

O sangue escorria pelas minhas costas e Monoliso não tardou em vir realizar os primeiros socorros.

-Obrigado, meu velho amigo - agradeci o macaco velho enquanto ouvia atentamente a explicação do Mr. Porunga.

-Um dedo só tem essa potência toda? uau! - Meus olhos não acreditavam ao ver o dedo do homem ensanguentado, mas a ferida em minhas costas não negava o fato daquela técnica esquisita existir - Ei Mr Pururuca, me ensine isso!!! - falei ao pular de empolgação sem me importar com os tratamentos médicos.

O homem mascarado foi até o mastro e demonstrou toda a potência do shigan… Uma ótima técnica… mas o desgraçado avariou o meu precioso navio…

-hum… que interessante…

Andaria calmamente na direção de Porunga e ao chegar perto apenas socaria a sua cabeça, de cima para baixo, demonstrando a minha total indignação.

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio - Página 3 Luffy-icegif-24

-... MAS NUNCA MAIS DANIFIQUE O LAMENTO!!! ENTENDEU???

Depois disso, Porunga e Kupuna-wa pegaram vários trecos na despensa e então fomos para o cais onde poderíamos praticar o tal shigan sem avariar minha amada embarcação.


APRENDIZADO DE ROKUSHIKI: SHIGAN

Estávamos lá, eu e Porunga de um lado, e do outro, Kupuna-wa estava a segurar algumas garrafas de vidro vazias.

-ZeBeBeBeBeBe!!! isso vai ser moleza!! É só dar uma dedada com o dedo duro!!

Olhei atentamente para a garrafa enquanto fazia o máximo de esforço para enrijecer o meu dedo. Enquanto isso, o guaxinim tremia com medo de ser acertado pelo meu golpe, mas permaneceu bravamente no mesmo lugar.

Então avancei contra o guaxinim e com um rápido movimento eu dei uma estocada na garrafa usando o meu dedo indicador. A garrafa entretanto nem sequer rachou, o meu dedo empurrou a mesma para longe, fazendo-a sair voando e cair no mar.

-Pururururu…Não é sobre força… Pururururu… tem que concentrar o seu “Doriki”

-Concentrar o meu “dorioquê”? Fala português homi!! vai ficar me xingando ai com essas palavras estranhas?!

-Pururururu…O doriki é basicamente o poder físico de uma pessoa ele  tem uma grande ligação com o Rokushiki

-Rocuoquê? Que diacho rapaz!! Fale direito!!!

Porunga levou a mão à testa arrependido de ter inventado toda essa história de treino e prática. Suspirou e então voltou a falar.

-Pururururu… O rokushiki é uma técnica de arte marcial que transforma o corpo da pessoa em uma arma letal… Pururururu…O shigan é um dos seis Rokushikis.

Olhei para o homem mascarado sem entender muito bem nada do que ele havia dito - seis “rokurikis’... então tem um pra cada parte do corpo!! Faz sentido! - então fui até uma das tábuas, peguei-a e a entreguei para o guaxinim.

-Segure firme- pedi.

-t…tá bom!!

Porunga olhou preocupado para toda aquela cena e até tentou me advertir que eu estava indo rápido demais, mas eu não lhe dei ouvidos.

com as pernas abertas e com o corpo inclinado para frente eu ergui o dedo indicador e comecei a juntar todo o meu poder físico no dedo.

-Concentrar “doriri”... Concentrar “doriri”... Concentrar “doriri”... Concentrar “doriri”...

E então avancei contra a madeira e enfiei o dedo com tudo no alvo.

CRACK

O dedo virou para trás e depois caiu mole feito uma meia vazia.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA O MEU DEDO!!! MEU DEDINHOOO!!! AI QUE DOOOOOOR!!!!

Não vou mentir, nesse momento eu cheguei a chorar. E para a minha infelicidade, quando olhei para cima avistei Bola de Gato e Zuba rachando de rir do papelão que eu me meti.

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Passaram-se duas semanas desde o dia que eu quebrei o dedo no cais.

Por não poder praticar a dedada fatal gastei boa parte de meu tempo bebendo, cochilando e jogando conversa fora com os rapazes. Mas todos os dias pela manhã o Mr Porunga vinha até mim e treinavamos uma frescura chamada “meditação”. Nunca vi alguém ficar mais forte sentado, mas ele dizia que isso aumentaria o meu domínio sobre o Doriki, então eu só fui na onda e embarquei nessa maluquice ai.

Ao final da segunda semana, o meu dedo já estava novinho em folha e então voltamos a praticar a dedada nos objetos.

CRASH!!

Me surpreendi quando consegui quebrar a garrafa de vidro com o meu dedo, realmente não esperava obter resultados satisfatórios da tal meditação, mas eis aqui a prova de que isso não é loucura!!

-CONSEGUI!!! ZeBeBeBeBeBe!!! Vocês viram isso pessoal?!

Naquela vez, todos assistiram o momento de treino e aplaudiram assim que consegui fazer o meu primeiro Shigan.

-Rururururu…muito bem… Agora você precisa treinar para aperfeiçoar o shigan cada vez mais!

O tempo foi se passando e conforme os dias iam terminando, a minha nova habilidade ascendia gradativamente.e no final daquele mês eu já estava dando dedadas capazes de perfurar as tábuas de madeira igual o Porunga

FINAL DO APRENDIZADO


Naquele dia eu acordaria tão exausto quanto os outros, mas não deixaria o marasmo me vencer! Levantaria da cama e observaria o chapéu de couro que jazia na cabeceira da cama a quatro meses.

-Ainda não é a hora de te vestir…

Então iria para o convés e cumprimentaria quem encontrasse por lá.

-Bom dia!! Onde está o Mr. Pururuca?

Seguiria então as informações que me fossem dadas e iria ao encontro do homem mascarado.

-Bom dia Pururuca!! - diria ao dar-lhe um tapa afetuoso em suas costas - Você disse que existem seis caminhos de Rokushiki… Você conhece mais algum para me ensinar?



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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qui Abr 07, 2022 8:33 am

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio




Narração - 01

O mestre misterioso

O soco na cabeça de porunga, somente o fazia abaixar a cabeça e dizer em seguida – pururu... – de forma meio triste e baixa, eles então chegavam no lado de fora, podendo assim, treinar sem perigos para a embarcação.

Os aprendizados começavam e realmente não eram fáceis, ainda que Subaé tivesse uma boa fixação, alguns conceitos e palavras pouco explicadas dificultavam sua fixação.

Ainda assim, com treino árduo, ele machucou seriamente seu dedo, deixando-o incapacitado por alguns dias, mesmo com isso, duas semanas se passavam entre descansos e treinos e finalmente ele conseguia aplicar golpes parecidos com os de Porunga.

Ele acordava em mais uma manhã tão cansado quanto antes, sentindo seu corpo pesado, ele queria começar o dia de pé direito, não deixando a preguiça dominar e assim faria.

O cabra sabia que ainda tinha coisas para fazer antes de poder vestir o chapéu novamente, assim, partia ao convés, era recebido por Monoliso que parecia mais sonolento que um coala.

- Capitão... – bocejava lentamente – O senhor acordou cedo hoje hein... Mr. Porunga? Ele disse que estaria esperando o capitão do lado de fora...

Como exatamente Porunga já tinha conhecimento dos desejos de Subaé sem nem mesmo ele ter dito nada? O mistério em volta do mascarado só ia aumentando.

Ele ouvia o bom dia, logo cortando seu capitão, - Pururu Você quer aprender mais um dos Rokushikis certo? Pururu...

- Pururu... eu posso te apresentar o Geppo... creio que você vai gostar de aprender Pururu... – não tinha como ver o rosto do jovem, ainda assim, dava para sentir que ele sorria ao dizer isso.

- Pururu pois bem, preste atenção – O misterioso homem saltava, era isso a grande técnica? Não! Em sequência, ele chutava o ar como se fosse uma plataforma solida e para a surpresa do capitão, aquilo realmente era possível.

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Ele conseguia subir mais alto com estes chutes, movendo-se até em direções horizontais com o mesmo, em seguida, descendo lentamente até o chão.

- Pururu... antes de tudo... não seria melhor o capitão comer algo? – Dizia olhando para a cabra.
Historico Subaé:


Última edição por Jean Fraga em Qui Abr 07, 2022 10:49 pm, editado 1 vez(es)

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Subaé
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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qui Abr 07, 2022 3:50 pm

22: Salto para além


Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio - Página 3 310

Os meus olhos quase saltaram para fora quando vi o homem mascarado pulando no ar como se lá houvesse uma escada invisível onde ele pudesse se apoiar.

Estenderia a mão e passaria a mesma pelo local onde Porunga havia saltado para me certificar de que realmente não havia nada por ali, e ao perceber a real natureza da técnica os meus olhos brilhariam mais do que uma estrela, encantados pela maravilha que acabaram de presenciar.

-QUE INCRÍVEL!!! EU QUERO FAZER ISSO TAMBEM!!!!


APRENDIZADO DE ROKUSHIKI: GEPPOU


Então corri até o limite do cais e saltei mais alto que consegui e pisei no vento para impulsionar o corpo para cima, mas ao invés de ganhar impulso e saltar mais alto ainda eu apenas caí no mar igual um saco cheio de estrume.


SPLASH!!


Porunga olhava para mim com a cabeça inclinada para o lado, demonstrando que realmente não conseguia entender o que se passava em minha cabeça doentia.

-Pururururu…Você precisa superar a sua própria determinação se quiser realizar esse tipo de técnica extraordinária…- explicou cordialmente - …algumas pessoas dizem que para se aprender o Geppou você precisa ser levado ao limite, e botar sua determinação em cheque…Pururururu…

Já no convés, Zuba aplaudia toda aquela cena, com aplausos lentos e irônicos.

-Quero ver tu fazer melhor!! Seu melequento!! - falei em resposta enquanto nadava até a margem.

Repeti a tentativa falha pelo menos umas dez vezes naquela manhã, até que chegou um momento em que Porunga desistiu de me ver pulando no mar e então retornou para o interior do barco.

-Pode ir lá!! Não preciso de um treinador mesmo! - falei ao ver o mascarado dar as costas e ir para a cozinha.

Continuei saltando por algumas horas igual um abestalhado, sem conseguir melhores resultados. Foi então que Porunga reapareceu, saindo da cozinha com um saco cheio de alguma coisa.

-Pururururu…ei Capitão, você quer um pouco de rum? - ele perguntou ao retirar uma garrafa cheia do saco.

-É claro que eu quero!! - respondi já com a boca salivando - Me dá esse goró ai!!

-Não…Purururu… - Mr. Porunga devolveu a garrafa cheia ao saco e então saltou pelo ar até chegar na gávea do navio.

-Purururu…se quiser beber vai ter que subir até aqui…Purururu…

-Deixe de ser um cuzão!! - reclamei ao ver o plano sádico daquele homem. Então fui correndo para a cozinha em busca de alguma bebida, mas não encontrei nada. Nem uma garrafinha. O maldito havia pego todo o goró da despensa e botou jo topo da casa do caralho.

Quando retornei para o convés, Porunga já estava recolhendo todas as cordas e escadas que davam acesso à Gávea. Ao final de tudo, o homem sentou-se ao meu lado e falou.

-Purururu… agora eu quero ver você se esforçar.

O mês que se sucedeu foi o pior que eu já vivi. Dia após dia eu vivenciei o próprio inferno, tentei pular no vento para alcançar as minhas amadas bebidas, mas a cada salto eu só me frustrava mais.

Durante as noites eu só fazia chorar enquanto tremia por conta da abstinência, o que me fazia ficar ainda mais mal no outro dia.

Cheguei a um ponto em que não queria mais aprender nada, tudo o que eu queria era só beber um pouquinho de rum e voltar para minha embriaguez costumeira. Então fui para o convés de madrugada e comecei a escalar o mastro usando as mãos e as pernas, mas para o meu infortúnio, quando eu já estava quase alcançando a gávea o Mr.Porunga acordou e depois de dar dois pulos conseguiu me alcançar, me agarrou pelo colarinho e me arremessou no mar.

-Pururururu…você não vai beber nada até usar o geppou.

Enquanto eu caia, ouvi aquelas palavras que me atingiram igual um tiro de carabina.

-NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!


SPLASH!!!


Segui o treino árduo pelo resto dos dias daquele mês como se a minha vida dependesse disso. Com o tempo eu comecei a pegar o jeito, e ao final de alguns dias eu já conseguia dar um impulso fraco em pleno ar.

Continuei sem desistir, por mais algumas semanas, e ao final de mais um mês e meio de treino eu finalmente consegui alcançar as bebidas que se encontravam no topo do navio.


FIM DO APRENDIZADO


-VEJA SÓ MR. PURURUCA!! EU FINALMENTE PEGUEI O GORÓ!!! ZeBeBeBeBe!!!

Gritaria para que todos pudessem testemunhar a minha vitória pessoal. Beberia então um pouco da bebida do abastecimento e saltaria para retornar ao convés.

-ZeBeBeBeBe!! - Sorriria ao olhar o céu acima de mim - Já estou nesse fim de mundo a sete meses e meio…e já faz um bom tempo que não dou uma volta por essa cidade…

Então eu iria até o meu aposento, recolheria meu acordeão vermelho e voltaria para a beirada do convés onde pularia rumo ao cais.

-Ei, pessoal!!! - gritaria para chamar a atenção de meus tripulantes - Eu vou dar uma volta por aí, alguém quer vir comigo?

Então iria com quem quisesse me acompanhar rumo a cidade dos destroços.

Caso nada fora do comum aconteça durante o percurso, iria até o bar da cidade e me sentaria em cima de uma das mesas vazias.

-Boa tarde, bando de cuzões!! Eu sou o primeiro e único Subaé!! Vou cantar uma moda muito antiga da minha terra, se gostarem podem pagar uma bebida e uma refeição para mim e meus companheiros!

Então eu puxaria o acordeão e começaria a tocar uma melodia tradicional de minha terra.




Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornaia
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Por farta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração

Hoje longe, muitas légua
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar ai pro meu sertão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortar ai pro meu sertão

Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração



info:









17.718/17.718600/60007/1012/15

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Re: Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio Qui Abr 07, 2022 10:50 pm

Cabra da Peste, vol 4 - Interlúdio




Narração - 02

O Bar

Era realmente impressionante ao se ver a primeira vez, a verdade era, quantas cartas na manga, Mr. Porunga tinha? Bom um bom chute seria seis, já que são os caminhos, mas ele teria ciência de todos?

Inicialmente aquilo que parecia tão fácil, na verdade, pegava de jeito Subaé, era nem um pouco fácil como parecia ao ver Porunga fazendo, caindo repetidas vezes que nem merda no chão.

Porém suas vontades se intensificam conforme ele tinha uma tarefa simples, pegar uma garrafa cheia de Rum sobre a gávea do navio.

Os dois meses e meio, passavam relativamente rápido para o capitão, que por momentos quase fraquejou em sua missão, porém finalmente ele conseguia pegar a garrafa.

Porunga olhava para o capitão, dando lentos palmas, - Pururu Finalmente... já estava para ensinar Zuba e ver se ele aprendia antes de tu Pururu...

Com o acordeão em posse, ele chamava os tripulantes para irem com ele, Porunga recusava com as mãos, Zuba com um joinha confirmava sua participação, assim acontecia com Ratatá, que apesar de demorar em sua resposta ele decidia ir também, por fim, Kupuna pegando seu bambu parecia pronto para partir com Subaé.

Mono por incrível que pareça, não estava ali naquele momento, então sua participação era incerta.

Adentrando pelas portas do bar, as pessoas ficavam em silencio, passando-se alguns segundos, tudo voltava ao normal, apesar de alguns olhares estranho para aquele grupo de minks.

Subaé não perdia a oportunidade de com seu acordeão, começar a tocar uma musica de sua terra natal, para a surpresa de muitos, ele tocava bem e não tinha problemas em receber a palmas de alguns.

Ainda assim, ao fim, todos voltavam para seus assuntos, sem dar nada para Subaé e seu grupo.
Historico Subaé:

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