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Kenshin
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KenshinDesenvolvedor
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Here Comes The Sun Sex Maio 14, 2021 6:55 am
Relembrando a primeira mensagem :

Here Comes The Sun

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Leonheart Valentine, Kimberly Deshayes, Matteo Martini e Myriam Leuchten. A qual não possui narrador definido.

_________________

Here Comes The Sun - Página 13 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Hoyu
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HoyuNarrador
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Re: Here Comes The Sun Ter Abr 12, 2022 2:54 am
Leonheart Valentine


Havia conseguido um local calmo para fazer meu trabalho, uma pequena região residencial onde só pareciam haver idosas, o que ao menos deixava tudo tranquilo. Não vou negar que sentia falta de um homem forte e sarado pelas redondezas, mas nem sempre se pode ter tudo, e ficava feliz que conseguia ao menos paz para trabalhar. - Quero surpreender eles quando nos encontrarmos, principalmente Matt. Preciso fazer algo feminino para ficar parecendo ainda mais uma garota, mas o que... - Tinha então uma epifania, uma roupa casual de frio em modelo feminino, bem confortável e aconchegante. Ficava feliz de ter finalmente colocado aquele dinheiro que consegui para bom uso, adquirindo materiais que nem sonhava que usar nas roupas que fazia devido ao seu preço, mas que com o montante recebido de minha primeira captura, se tornava acessível para a minha renda. Isso só provava que me tornar um caçador de recompensas havia sido a decisão correta, restava apenas juntar uma grande quantidade de dinheiro para fundar minha própria marca e ficar famoso no mundo inteiro, assim quem sabe quando voltasse para Momoiro poderia ser uma celebridade!

Muitos pensamentos voavam pela minha mente, mas no final meu foco principal era a vestimenta que produzia, em um esforço quase obsessivo pelo ofício ao qual havia dedicado toda a minha vida. A tesoura cortava delicadamente os pedaços de tecido a calça escura e da tiara simples, com tanta habilidade que nem mesmo um molde era necessário, enquanto a agulha dançava pelas malhas, deixando para trás uma costura que marca seu trajeto. Fazia todas as costuras estarem viradas para o lado de dentro para que não ficassem óbvias, e por fora pudesse ser vista apenas uma roupa uniforme e bem feita, tomando cuidado para não ficar nenhum fio solto. Seguia então para o agasalho, que demandava um método diferente. Queria fazer um suéter amarelo, então puxava um grande novelo e as ferramentas de tricô para me juntar às idosas naquela louvável arte ancestral. Meu objetivo era uma roupa na qual os fios não ficassem tão óbvios, unidos de forma uniforme, então dava preferencia para fios menos grossos, o que significava muito mais trabalho na hora de fazer os pontos e carreiras, mas não me importava com o esforço se fosse para fazer um trabalho bem feito. Botava naquela peça todo o meu suor e lagrimas, afinal seria o primeiro conjunto que faria desde que saí do Reino Kamabakka, então não podia ser menos do que perfeito. Nem ao menos notava o grupo de idosas que me envolvia, admirando minha técnica de costura, até finalmente ter a roupa toda pronta.

Em minha frente, em meio a alguns pedaços de excesso de tecido e fio que iriam pro lixo, estava um suéter de lã amarelo gola alta de altíssima qualidade, junto de uma calça de moletom jogger de elastano bem justa e uma tiara para dar o toque final. Olhava admirado para o resultado final, e as idosas também pareciam ter gostado, mas logo se dispersaram após eu fazer minha propaganda, aparentemente mais interessadas em Anais, que durante o tempo que estive trabalhando ficou rondando a rua com suas novas rodas, provavelmente tentando se acostumar. Guardando tudo novamente em minha mochila, me levantaria para ir até ela. - Como está indo, garota? Não acho que esse pouco tempo seja o suficiente para se acostumar, claro, dá pra ver a dificuldade, mas espero que esteja fazendo progresso. Essa habilidade com certeza vai ajudar muito a gente. - Me aproximando de Anais, faria carinho em seu pescoço para ela se acalmar. Repentinamente me recordava do que havia aprendido com os minks, que agora caia como uma luva para ajudar Anais a usar aquele poder.

- Ensinar Comando: Lutar -
Here Comes The Sun - Página 13 ERMGZCe

Discretamente olhava para as patas do cavalo, onde rodas jaziam no lugar de seus cascos, percebendo que se conseguisse ensinar Anais a lutar, ela poderia ser uma força aliada extremamente poderosa, lutando juntas em combate, ainda mais com um poder como aquele. - Tive uma excelente ideia, Nana! Essas rodas devem rodar bem rápido, se conseguir usar elas como serras, pode ficar muito forte em combate. Acho que chegou o momento “daquela conversa” - Fazia drama, dando duplo sentido para a minha frase, o que fez minha companheira equina girar a cabeça, confusa. - É hora de te ensinar a lutar para poder me ajudar em combate. Nós duas juntas seremos imbatíveis! - Em um ataque de nervos, Anais relinchou e começou a correr, ou melhor, dirigir pela rua com suas rodas, como se tentasse fugir de mim por medo de entrar em uma batalha. - Ei, volta aqui! - Precisei correr atrás dela, o que não era lá a tarefa mais fácil com o uso da Shari Shari no mi, mas depois de um tempo finalmente a fiz parar.  

- Não fica assim, eu sei que parece assustador, mas é muito divertido quando você se acostuma. Sabe que eu não faria isso se não soubesse que você conseguiria lidar, e mais importante, você não deixaria sua melhor amiga na mão, né? - Fiz um rosto pidão, arrancando do cavalo uma baforada desistente. - Sabia que você iria aceitar! Você é incrível, Nana! E saiba que se tiver um bom resultado, vou te dar alguns desses. - Mostrei uma das cerejas que havia comprado mais cedo entre as frutas para alimentá-la, mas Anais tentou dar uma abocanhada repentina, me forçando a dar um salto para trás para evitar que ela comesse o prêmio. - Ei, agora não. Você tem que merecer. - Me punha então a pensar. Eu tinha uma noção do que Anais podia fazer para se virar em combate, ainda mais com uma akuma no mi como aquela, mas precisava pensar em como fazer ela executar aqueles movimentos. - Além de ensinar você a desviar dos golpes, precisa aprender a realizar alguns golpes. Acho que coice, pisão, empurrão, mordida... Tem mais alguma ideia, Nana? - O cavalo apenas me encarava com a sobrancelha franzida. - É, imaginei que não.

Decidia então que começar pelo coice deveria ser o mais fácil, afinal era uma reação reflexiva entre os cavalos. Tentar descrever podia não ser tão fácil, mas se conseguisse fazer ela dar um coice uma vez, ela provavelmente entenderia o que estivesse pedindo com mais facilidade. Com isso em mente, discretamente a rodeei, como se estivesse a analisando com cuidado, e assim que passei atrás de sua traseira, dei um forte tapa em sua raba. Relinchando, Anais deu um coice para tráas, na minha direção, e por pouco consegui saltar para o lado e evitar ser atingido pelo seu casco. - Isso! É isso que quero! Imagine que tem um inimigo bem atrás de você, pronto para te atacar, o que você faz? - Ao contrário das minhas espectativas, Anais ficou apenas me olhando, confusa, e balançou sua exuberante crina. - Não! Da um coite, igual fez antes. Olha: coi-ce. - Indo até sua perna traseira, usava minhas mãos para levantar sua perna, enquanto ela me olhava. - Vai, repete! - Sem muito animo, Anais levantava levemente sua perna traseira, mas sem forças para contar como ataque. - Mais forte, como se fosse pra machucar! Pensa que atrás de você tem algum idiota ignorante que falou que você é um cavalo macho, não uma égua! - Não sabia ao certo se ela havia entendido, mas logo em seguida deu um forte coice no ar atrás de si, por uma expressão irritada e bufando pelas ventas. - Isso! - animado, fazia o que meu instrutor havia me ensinado, e pegava um pedaço de um dos petiscos, uma cereja solitária, e dava para Anais, que comia vorazmente.

- Você foi muito bem, Nana! Consegue fazer de novo? - Percebendo que havia ganhado uma cereja, Anais repetia o movimento, o que me arrancava um sorriso ainda mais forte. - É! Tá funcionando! - Com o primeiro passo dado, o resto prosseguiu de forma mais tranquila. Aos poucos Anais foi entendendo o que eu queria que ela fizesse, e com minhas pequenas recompensas por seu sucesso, ela parecia cada vez mais motivada, entendendo o que eu queria. Consegui faze-la entender como e quando dar coice, repetindo o mesmo processo com outras formas de ataque, como encontrões e pisões, que se mostraram mais desafiadores a principio, já que não tinha uma forma tão óbvia de mostrar o que ela precisava fazer, mas com tempo, esforço e muita dedicação, progresso foi sendo feito, ensinando ainda como integrar seus novos poderes adquiridos pela fruta do diabo em sua forma de lutar. Por fim, precisei ensinar ela como se defender de golpes, e como ela tinha um certo medo das armas, convence-la a evitá-las não foi um desafio, o que foi difícil foi ensinar como o fazer de forma efetiva, precisando de um bom tempo até ela fazer o que eu queria em vez de sair correndo ao primeiro sinal de um movimento perigoso do chicote que recebi de Kim. Foi um trabalho herculeano, mas depois de um bom tempo, sentia que havia feito um bom progresso, e se tudo desse certo, Anais estaria pronta para uma batalha.
 
Here Comes The Sun - Página 13 ERMGZCe

Sabia que tinha muito tempo de sobra quando nos separamos naquela manhã, combinando de nos encontrarmos novamente à noite, mas com tanta coisa demorada que tinha para fazer, em alguns momentos fiquei com medo de me atrasar. Terminado enfim o esforço de ensinar o que pudesse para que Anais pudesse me auxiliar em combate, precisava correr para me arrumar, ainda mais se o céu já estivesse escuro. - Droga, a Kim vai me matar se eu chegar atrasada, vamos, Nana! - Começaria a juntar minhas coisas apressada, enfiando tudo de qualquer jeito na mochila, para então tem uma grande ideia. - Talvez me atrasar não seja uma má ideia. Acho que já sei o que fazer! Rijajajaja! - Já sem toda aquela pressa, procuraria alguma boutique em que pudesse comprar um perfume cheiroso, e em seguida iria atrás de alguma pousada em que pudesse tomar um banho antes de ir, afinal ia encontrar Matt arrumado, não podia ir toda suada da seção de treino de Anais.  

- Boa noite, quando quer para eu usar o chuveiro daqui? - Não me importaria muito com o dinheiro, pagando e indo tomar uma ducha para ficar bem limpinho. Terminado isso, me enxeria de perfume e já vestiria meu novo figurino, guardando minhas roupas usuais e seguiria para a recepção já completamente montado. Provavelmente seria uma grande surpresa para o recepcionista, já que antes não estava fazendo muita questão de agir como uma garota, e agora saia toda arrumada como uma bela donzela. - Obrigado pelo banho, aqui está. Já vou indo, tchau tchau! - Entregaria o dinheiro pelo serviço e sairia novamente, já com banho tomado, bem cheirosa e perfumada, indo então até o ponto de encontro. Ficaria a uma certa distância, tentando checar se todos já haviam chegado, já que queria ser o último, buscando janelas discretamente para olhar o interior, e tentando ser o menos suspeito possível caso algum deles aparecesse de repente. Quando tivesse certeza que estavam os três lá me esperando, entraria despreocupadamente após avisar para Anais me esperar ali fora por alguns instantes para não estragar a surpresa. Andaria de forma perdida pelo restaurante, como se procurasse a mesa em que iria sentar, passando pelo grupo pelo menos duas vezes, como em uma tentativa de faze-los me verem de forma despretensiosa. Após um tempo, pararia na mesa deles, com todo meu charme de princesa. - Com licença, vocês estão esperando alguém? Vão usar essa cadeira?

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Tentaria o máximo possível não ser reconhecido, afinal tinha um talento para parecer totalmente diferente do que eu realmente era, e se avisassem que esperavam alguém ou se oferecessem a cadeira, me sentaria sem pensar duas vezes. - Que maravilha, não aguentava mais ficar em pé. Já pediram algo pra comer? - Esperava expressões confusas, mas se percebessem ou não que era eu, faria um V com os dedos indicador e médio na horizontal do rosto, em uma tentativa de ser fofa, fecharia um dos olhos e botaria a língua para fora. - Sou euzinha! Surpreendi vocês? - Me lembraria de repente de algo muito importante, e chamaria um garçom com pressa. - Tem uma égua me esperando ali fora, traz ela aqui pra dentro, por favor. - Falaria a princípio com voz de garota, mas já imaginando que ele fosse recusar, para então mudar de tom e falar de forma mais séria, com voz grossa de homem. - Vai logo, eu pago extra pra deixarem a égua entrar. E traz outra mesa pra ela.  



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Malka
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Re: Here Comes The Sun Qua Abr 13, 2022 5:44 pm

Myriam Leuchten
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Stevelty - North Blue
POST 34






Temeria a primeiro momento receber uma bronca de meu pai assim que o vejo retomar o assunto de eu ter decidido ser uma caçadora, uma das poucas broncas que ainda podia me causar algum recuo. No fundo sabia que ele me apoiava, mas o medo da rejeição ainda me assombrava como um predador espreitando sua presa inocente. Felizmente, suas palavras não me trazem nada mais que alegria e aconchego — Que isso velho, vem cá. — não resistiria de o abraçar novamente, principalmente ao vê-lo em prantos — Olha aqui, você tava comigo sempre. Só de estar aqui em casa, preocupado, você me deu muita força. Agora engole o choro vai! En-go-le! — diria passando os dedos perto de suas maças para que se recomponha. Quase me jogando na bancada de trabalho tão conhecida, pegaria em mãos as coisas já o esperando, até esquecendo do perfume que recém havia pedido de tanta empolgação — Perfeito, esse! Brigada. Também te amo pai. — exclamaria, bem mais casualmente que ele, o dando um beijo na bochecha e voltando a minha posição ainda mais animada.

Aprendizado: Alvenaria
Here Comes The Sun - Página 13 AbOqJiB
Com um estalo de costas, dos dedos das mãos, e um coque bem armado, ficava atenta às palavras cautelosas de Jakin. A didática dele nunca me deixou a desejar, mas é necessário constantemente que eu utilize sua pilha de materiais como exemplo pra manter memória muscular. Essa sessão de ensino técnico era um esforço repetitivo, indo de ponto A na bancada para que eu ouça cuidadosamente as guias do instrutor, para ponto B onde vejo os materiais em primeira mão e faço seus cálculos e cortes, até então retornar ao ponto A e repetir.

Here Comes The Sun - Página 13 1WN5MDt

Desde o início, o teórico daquele trabalho todo me deixava um pouco distante. Construção civil mostrou-se muitas vezes um trabalho de madeira e ferro com princípios parecidos aos que sempre trabalhei, com fundação de estrutura, divisões e firmamentos, mas também envolvendo desde argamassa, tijolos e pedras, indo até estruturas de cerâmica e vidros, aplicados em técnicas bem específicas. Os detalhes que meu pai expõe fazem minha mente querer se distanciar, mas com dois tapinhas nas bochechas e anotações aos poucos ficava mais fácil decorar esse tipo de coisa. Diferenças de ponto de massa e cálculo de forma tridimensional é dureza, mas juntando aquilo a tudo que eu já estudei durante a vida uma coisa já se encaixava na outra. O esforço é tanto que aos poucos deixa de ser um esforço pra mim e se torna um aprendizado agradável e edificante. Bom, literalmente edificante.

Finalmente chegava a minha parte favorita: o estudo da madeira. Diferente de construir um barco, uma edificação de madeira tinha bases bem diferentes: primeiro que normalmente se ignora flutuação, que mesmo em estruturas dentro de barcos já considera o barco com ponto de solidez, e isso faz minhas idéias iram para fora das paredes. Com um pouco de tempo para me acostumar com os novos conceitos, veria um pouco sobre fixação e manutenção de estruturas internas como janelas e móveis acoplados, o que já era mais fácil por eu saber como tratar madeira e esculpir com certa precisão, então essa parte ao menos haveria de ser mais curta de se entender as lógicas intrínsecas.

No fim, as regras eram as mesmas. Primeiro, pensar bem antes de botar a mão nos veios da obra, com todos os cálculos e conceitos prontos; segundo, eficiência antes de beleza, você só decora aquilo que se está perfeitamente funcional; terceiro, testes, quinze testes, cem testes, bata com um pedaço de pau até ver se solta. E último — ... É pra fazer com amor, né? Tô ligada. Esse próximo projeto vai ter toda a dose disso que a gente precisa, não tem problema. — enrubesceria ao perceber que o "eu" já havia se tornado "nós", mesmo sem ter conversado com os outros ainda. Aquilo era pro nosso barco, e é com essa motivação que passaria por uma última revisão antes de estar confiante das minhas capacidades de concluir aquilo.
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Com os músculos cansados de se estender na mesma posição, e as orelhas cansadas de receber o som da mesma voz narrativa ir e vir por elas, me espreguiçaria na mesa — Aaanhg, tá. Acho que tá valendo, valeu a pena. — iria até a porta para ver o horário, me recordando do encontro marcado. Correria de volta até o perfume na sala, tomando um breve banho de gato do líquido do fresco — Tchau pai, tô indo ver meus amigos, depois eu volto e te conto como foi. Te trago um negocinho também pra janta, ou café, sei lá. — com minha bolsa no braço, iria correndo em direção ao lugar no qual havia marcado.

No meio do caminho, veria um arrependimento bater. Uma agonia, olhando meus trapos e imaginando uma reunião mais formal do que esperava inicialmente ao simplesmente pensar em um lugar e dizer para irmos. Mesmo que tivesse orgulho dos cortes, ia ser sem graça eu aparecer da forma que apareci a eles em todos os momentos anteriores, e com tanto dinheiro em mãos uma mudancinha no visual não mataria ninguém "kirihihi, faz tempo que não vou às compras, me sinto uma nobrezinha rica mimada, eca". Me aproveitando da primeira loja de esquina que pudesse encontrar que não parecesse muito de grife, iria atrás de um conjuntinho de roupas simples, mas que pudessem complementar meu estilo. Encontrando um casaco decentemente confortável, perfeito pra talvez esconder alguma coisa, uma camisa neutra, calça-jeans rasgada nos joelhos e um bonézinho, que logo furaria com a ponta dos chifres pra não incomodar muito, buscaria um provador pra me trocar nas roupas. Também faria a minha parte para não conversar muito com atendentes, se isso me fosse possível, para não gerar tumulto inesperado. Se não encontrasse algo do tipo na loja, me veria forçada a voltar para casa e me trocar no quarto, talvez perdendo mais tempo, mas nesse caso o faria correndo como se minha vida dependesse disso. "É ainda pior, minha vida social depende disso! Vão achar que sou uma largada que só tem uma roupa, e a pior parte é que é quase verdade!".

Roupas:

Depois da viagem mais atrasada possível ao centro comercial, buscaria com os olhos assim que chegasse no local combinado uma mesa com meus coloridos colegas de profissão. Se não estivessem lá ainda, esperaria escondida, para não ser a primeira a chegar e parecer uma desesperada. Mesmo me achando bonitona, cheirosa e pronta pra tudo naquela noite, o olhar desanimado de Kim me tiraria um pouco o chão — Kirihehe. Olha, não é como se eu conversasse com muita gente pra passar direções, eu até me entendo pra andar por aqui, mas é complicado explicar tudo bonitinho pra quem nunca morou na ilha. Mas sim, ajuda um bocado se tu puder reservar um tempo pra isso depois. — após levar o tapinha com um sorriso bobo no rosto, me aproximaria da mesa, finalmente olhando  o traje de Kim de cima a baixo, com uma voz um tanto baixa e encantada — Nossa, você parece até uma princesa assim... Ou uma baronesa, sei lá, ficou lindona. Eu podia ter me arrumado um pouquinho mais, mas deixa pra próxima... — me sentaria, refletindo sobre minhas ações "Tu não sabe se vestir Myr. Era isso que tu achava que iam ser as roupas bonitas pro encontrinho? Se enxerga, vão achar que os nobres chamaram um morador de rua pra mesa...". Pra combinar com aquilo não tinha muitos modos de etiqueta, e ainda mais entre conhecidos não fazia tanta questão de me portar excepcionalmente bem. Não que minha postura fosse chamar tanta atenção assim, nem que fosse exatamente grosseira, mas os ombros jogados pra trás e as pernas cruzadas por cima da borda da mesa como se eu estivesse em casa poderiam se destacar um pouco ao se considerar o ambiente. Era obrigada a me manter daquele modo: se não continuasse relaxada, não ia convencer ninguém de que estava tudo bem, era o melhor jeito da estranha do grupo não parecer tão estranha assim.

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Ao que espero o atendimento com o cardápio, me viraria então e ofereceria um "toca aqui" a Matt, feliz por ter sua companhia conosco também mesmo parecendo tão ocupado com seus problemas familiares. Podia me estender mais, mas tinha outra coisa chamando a atenção de todo mundo ali — O-opa, sim...  Por mim sim, a gente nem pediu ainda. Pra vocês é tranquilo? Tem o Leon pra chegar, mas vai ter espaço ainda, tá tudo okay. Né? — era difícil responder a um pedido tão repentino, então após demonstrar apoio a idéia com a esperança de conhecer uma pessoa nova que diferente de nosso outro colega rosado parecia fofa e educada, deixo a decisão final na mão dos outros. Na revelação, minha cara de tacho confusa seria evidente por uns segundos, o "euzinha" ecoando até começar a fazer sentido e a cara de desgosto aparecer.

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— Ah, mas nem que a vaca tussa que até você tá mais bonita que eu. — viria a bufar para o ar, desviando o rosto para trás — Cê que fez a roupa? Se for tá do caralho. Boa demais pra uma traíra manipuladora que nem você tenho que dizer, achei que ia conseguir arranjar um encontrinho romântico pro Matt hoje, kirihihi. — buscaria então Anais com os olhos, estranhando a presença da caçadora okama sem sua parceira característica. Assim que Leonheart pedisse para que a trouxessem, tentaria dar uma expressão apologética aos funcionários envolvidos — Relaxa, ela é limpinha. Toda educada também, um amor. — faria sala para a equina motorizada, muito provavelmente não sendo capaz de impedir os olhares tortos mas ao menos tentando facilitar o julgamento dela pelos presentes. Preocupada com a reação de Kim a todo o ocorrido, faria uma massagem em um de seus ombros com um sorriso nervoso, a sussurando Relaaaxa, vai ficar tudo bem. Você tem que se acostumar alguma hora, você sabe. Quanto mais cedo, melhor.


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Atributos:
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FALA | PENSAMENTO


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Última edição por Malka em Seg Abr 18, 2022 8:37 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Here Comes The Sun Dom Abr 17, 2022 10:13 pm






Capítulo 1
Here Comes the Sun



Matt

Matteo havia dado a sorte grande; fisgado o melhor dos peixes e aproveitado a melhor das oportunidades. Pegar aquela espada de Toth definitivamente havia mudado os rumos de seus planos, e consequentemente, de sua vida. Seus vinte milhões definitivamente iriam acrescentar ao que ele queria e gostaria de experienciar, bem como finalmente resolver suas pendências com a sua "família". Apesar de todos os lados positivos, ele não se sentia de todo orgulhoso, afinal, havia pegado o que era originalmente para ser um espólio coletivo. De qualquer forma, saía agora do Banco Atlas com suas esperanças renovadas em um futuro melhor.

Já pensando nesse futuro, em suas mãos jazia o livro sobre projetéis que havia pego anteriormente. Aquilo certamente iria aprimorar suas habilidades, bem como transforma-lo em alguém melhor no que tange suas criações. Seu cerébro se enchia de ideias ao folhear algumas páginas do escrito, animando-o para uma leitura e aprendizado tranquilos enquanto esperava o horário de sair com seus amigos. Naquele início de tarde, saía então para procurar um hotel barato como necessidade, pedindo direções para os próprios transeuntes em seus horários de almoço.

Dessa forma, não demorava muito até que encontrasse um estabelecimento. Sua fachada simples dizia "Steam Magni Hotel" e três estrelas logo em sua frente. Passando pela porta, era saudado por um aroma de tapete velho e uma pitada de mofo. A casa de aparência residencial possuía uma estrutura feita de madeira, acompanhada por um simples saguão de atendimento e uma escadaria que levava até os cômodos. Logo ao seu lado, na entrada, uma velha atendente ficava atrás de uma mesa, e atrás dela, cinco chaves e seis ganchos, onde essas estavam dispostas. Ao ser abordada, não demorava a responder com um certo marasmo.

— Temos todos esses quartos livres. — dizia apontando para o quadro atrás de si, indicando as chaves. — Escolha qualquer um desses. O preço pela noite é 100.000 berries. — finalizava, esperando ser paga para então entregar a chave de número 5 à Martini. O rapaz era célere ao subir para o lugar de estadia, fazendo as escadas rangerem com o peso de sua velocidade. Ao abrir a porta de número 05, observava um simples local com uma janela que visava a avenida, dois criados mudos ao lado de uma cama arrumada, uma estante na parede oposta a cama e um cabideira para pendurar roupas. O banheiro se localizava ao fim do corredor.

Deitava-se então na cama de forma confortável, em uma posição onde ainda era possível a leitura, prosseguindo a abrir o livro para finalmente dissecá-lo. Como instrumento de suporte para essas horas, era intuitivo buscar um lápis para anotações, mas não o encontrava. De qualquer forma, isso não o impedia de seguir horas à fio em sua leitura e admiração pelo autor e principalmente pela matéria. Quando se sentia confortável e o Sol alaranjado do fim de tarde passava pela janela do quarto até seu rosto, passava então a usar seu bastão para dissecar as próprias balas e entender melhor todo o equipamento. Não demorava muito até que a luz solar falhasse ao entrar em seu quarto. Em resumo: era hora de partir. Perguntando a localidade do restaurante proposto por Myriam para a moça que lhe antendera mais cedo, logo era respondido e seguia com as orientações passadas...

Leon

A moça, com toda sua magia e proficiência, costurava aquele suéter amarelo com a maestria que havia sido adquirida por si mesma durante todo o seu tempo de vida. As senhoras, que mesmo em 80, 90 e até 100 anos não conseguiram atingir tal ponto em relação às suas habilidades, olhavam em inveja e admiração até serem atraídas pelo cavalo à rodas de Leonhart. Isso, no entanto, não diminuía a capacidade da costureira, que mesmo preferindo homens musculosos ao seu redor, usava de todas as suas capacidades para produzir... uma verdadeira obra prima!

O resultado era admirável, de valor inestimável e beleza singular. Finalmente ele poderia voltar ao seu reino - sua terra natal - e virar uma celebridade renomada. Não importava os restolhos, muito menos o que seria jogado fora; uma coisa era fato: aquela peça era uma verdadeira obra de arte. Não deixando sua onda de alegria passar, decidia dispersar o tumulto de velhas que estavam assustando Nana e finalmente focar no seu momento junto com seu pet. Naquele momento, ela iria ter aquela conversa, finalmente. Tensão e ansiedade se montavam no momento, até serem destruídas para uma verdade ainda pior: Anaís iria aprender a lutar.

Com um surto psicótico, a équa saía galopando - com suas rodinhas - de lá em alta velocidade, até ser alcançada por uma determinada Valentine que a convencia de fazer o que queria, afinal, no fim das contas, lutar era divertido! De qualquer forma, Leonhart ensinava seu mascote a, inicialmente, dar um coice para trás; um comando que ele chamava de lutar. No começo, era difícil fazer com que Nana seguisse suas palavras, mas depois de um incentivo um pouco mais pesado isso era alcançado sem muita dificuldade: ele era arremessado para trás com toda a força, demonstrando um sucesso, embora doloroso. Como parabenização, uma cereja era entregue, seguido por um glorioso relinchar. Esse mesmo processo era repetido com diversos outros movimentos inseridos em campos de batalha, até que o fim da tarde chegasse.

A falta de luz solar indicava que Leon estava ficando atrasado para seu jantar. Seu temor em relação à reação de Kimberly poderia se tornar real se ele realmente não começasse a se apressar naquele minuto, apesar da bonita já ter uma ideia do que fazer nessa situação; parecia até preferir que isso acontecesse. Dessa forma, colocava tudo rapidamente em sua mochila e saía desenfreado para a boutique mais próxima, onde pagava 100.000 berries em um perfume maravilhoso para seu galã, Matteo. Além disso, não disperdiçava sua oportunidade e partia para a casa de banho do outro lado da rua, certamente era a sua sorte grande.

— O uso é 50.000 berries a hora! — falava uma atendente bem requintada e enérgica após a abordagem de Leonhart. Para ele, o dinheiro não importava mais, ainda levando em consideração o baixo preço de mercado. Dessa forma, tomava seu banho delicioso enquanto Nana esperava do lado de fora, se vestia à rigor com a nova peça que criara e por fim se perfumava com aquele aroma dos céus que havia acabado de comprar. De lá, o caminho era óbvio: partia para o encontro de seus amigos. Dessa vez, gostaria, de forma deliberada, de chegar em último, chamando toda a atenção que desejava...

Myriam

O reencontro com seu pai não havia sido outra coisa senão emocionante. Os sentimentos mostrado pelos dois eram verdadeiros e genuínos, trazendo lágrimas e carícias de ambas as partes. O perfume, pedido tão entusiasticamente há pouco, agora era quase deixado de lado para dar lugar a um abraço apertado e um agradecimento quase não esperado. Naquele momento, os papéis se trocavam. Myriam estava consolando seu pai em seus ombros, enquanto ele se arrependia de todos os sentimentos negativos que havia proporcionado à filha, aprendendo a lidar com seu erro, e colocando em prática uma melhora.

Para melhorar ainda mais a grande morte da saudade, tudo que faltava era uma ação de pai e filha na oficina tão prezada pelos dois. Dentro das próximas horas, Myriam estaria aprendendo as habilidades que deram a fama de seu pai, diretamente do próprio: alvenaria. Para a garota, aquele material nem sempre fora edificante e agradável. Ao contrário, ele, às vezes, fazia com que ela desejasse ficar distante do próprio serviço, uma vez que a parte teórica era um grande compilado de informações massantes. Apesar disso, com um professor daqueles, tudo parecia se tornar mais fácil.

Indo de um lado para o outro na bancada, mexendo com as madeiras, revendo conceitos e resolvendo contas, além da constante atenção: tudo isso resumia como fora aquele projeto até agora. Estando inteirada nisso, não demorava até que chegassem ao necessário: os barcos. Revendo mais algumas regras gerais e conceitos para essa área menos abrangente da construção em madeira, era rápido até que tudo entrasse em sua mente, até a lição mais importante: fazer tudo com amor. Naquele momento, a mulher até mesmo percebia que todas as suas ações eram tomadas visando o grupo, e não só ela mais. Definitivamente, marcava uma nova etapa em sua vida.

Por fim, tudo que marcava ela era o grandioso aprendizado e a fadiga proveniente do mesmo. Suas orelhas que ouviram a mesma narrativa por horas e seu corpo que esteve na mesma posição pelo que parecia milênios gritavam em protesto com qualquer movimento mínimo que ela fizesse. Talvez esse fosse o peso da idade acompanhando seu corpo. Percebendo isso, seu pai comentava: — Eu sempre te disse que a idade batia alguma hora meu docinho de morango! HAHAHAHA! — brincava um pouco com ela antes de ver sua justificada pressa: já estava quase na hora do encontro.

Com um pequeno banho de perfume e uma despedida de seu pai com algumas promessas, ela saía correndo para o local com sua bolsa, sem ouvir a despedida de seu querido velho. Em seus sentidos, apenas se via a leve ausência de luz solar e uma rua lotada de trabalhadores cansados. Sem muito o que fazer no caminho, percebia o seu próprio corpo, ou mais apropriadamente, suas vestimentas. O arrependimento de não ter nada melhor para usar batia, e a realização de que agora poderia comprar o que queria vinha praticamente ao mesmo tempo. Então, sem hesitar, partia para a loja de roupas mais próxima de si mesma:

Enquanto a atendente fechava a porta do lugar para finalmente completar seu expediente, a rosada aparecia como quem estivesse alheia à situação dela. No mesmo instante, uma cara emburrada aparecia na mulher baixinha e magra, que auxiliava Myr na hora de procurar tudo que desejava. Um boné, uma calça jeans, um casaco decente e uma camiseta eram compradas, formando um conjunto realmente bonito, que custava a pequena bagatela de 150.000 berries. De lá, corria mais um pouco para finalmente restaurar sua vida social, sem se importar muito com a atendente que passara os últimos dez minutos ajudando-a. Daquele lugar, tudo que estava guardado para si mesmo era um reencontro esperado...

Kimberly

As aventuras - ou desventuras - de Kimberly pelo centro daquela cidade haviam finalmente chegado a um fim talvez satisfatório. É claro que a mulher gostaria de um mapa detalhado do North Blue, mas seu preço exorbitante ainda não era acessível para seus bolsos que foram inflados pela primeira vez em muito tempo. Dessa forma, recorria a técnicas mais rudimentares para se localizar pelo globo planificado exposto, saindo daquela loja não satisfeita, mas também não em necessidade após traçar a rota que os levaria para fora daquele lugar que ela tanto odiava.

O cheiro da fumaça e a constante sujeira impregnava sua pele e seu sistema respiratório, causando náuseas e uma sensação justificável de sujeira pelo seu corpo. Portanto, o seu próximo caminho seria diretamente ao hotel que havia pago um tempo atrás, onde tomaria um bom banho e finalmente se arrumaria decentemente para o evento que estava em sua cabeça o dia todo, praticamente. No local, puxava uma conversa tranquila com o atendente que se encontrava no balcão, que logo a respondia com as informações que havia apontado. — Não há nada para se preocupar, Kimberly, tudo está certo! — falava ele simpaticamente, voltando com a palavra não muito após. — Mas devo alertá-la que o pagamento pelas noites ainda é necessário. — finalizava de acordo com os protocolos do estabelecimento.

Estando tudo de acordo, partia para sua suíte que a deixava um pouco mais confortável que a cidade em si. Um banho foi julgado mais que necessário, e este não economizava em seu glamour e uso de produtos: a fuligem e a sugeira de Stevelty a incomodava na mesma intensidade que aquele banho estava limpando até mesmo seu âmago. Após sair desse rejuvenecedor, vestia, um pouco desanimada e com fome, suas novas roupas para o encontro com seus novos amigos. Aguentando tudo de cabeça erguida, saía do hotel para pelejar na procura pelo estabelecimento referido por Myriam. Para a moça, as habilidades de indicar locais da rosada era um fator preocupante, uma vez que elas fariam parte da navegação do navio em que trabalhavam. De qualquer forma, com algumas perguntas, conseguia chegar até o local desejado sem muitos rodeios.

Todos

Matt, Myriam e então Kimberly. Nessa ordem, com um espaço de tempo curto entre cada um, chegavam ao restaurante Lasteam. Sua fachada parecia não pertencer a um lugar como aquela ilha, pela beleza e clara preocupação com o ambiente e limpeza. Esses fatores, mesmo sem a presença de Leonhart, o faziam entrar no local para adentrar aquele novo mundo, esquecendo um pouco da poluição de Stevelty. Apesar de Myr ter ficado um pouco sem chão com as palavras aparentemente insensíveis de sua colega esverdeada, o que mais lhe causava mal era sua falta de autoestima que constantemente sabotava seus pensamentos.

Após cumprimentos e um pouco de conversa, além da clara demora de Leon, alguém parecido com ele parecia rondar os arredores daquela mesa. Ao olhar pela janela, uma égua característica também era vista. Ligando os pontos, não demorava-se a perceber quem era aquele okama passeando pela mesa tentando fazer a egípcia para não ser percebida. A primeira a notar era Myriam, elogiando as roupas novas vestidas pela figura que, como sempre, mudava a atmosfera em sua chegada. Sentando-se na mesa, chamava uma atendente baixinha e que usava um coque, fazendo um pedido um tanto quanto estranho.

— U-uma égua, senhora? — um pouco hesitante, e com sua caderneta de comanda em mãos, respondia com a noção clara do que deveria ser feito. — Ela infelizmente não pode entrar aqui... hihi... — finalizava seu banho de água fria com uma risada para tentar descontrair a situação, mas era assustada por Leon, agora com voz grossa e masculina. — Mas... senho... pessoa... ela não pode entrar...! — novamente, reafirmava o que estava claro naquele lugar, tentando parecer um pouco mais ditatorial. Kimberly poderia ficar um pouco estressada, enquanto Myr tentava a acalmar. Matteo, por outro lado, meio alheio àquilo tudo. Por fim, finalmente, todos estavam reunidos e prontos para mais uma jornada.


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"Assume the position to get back on your knees"



Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
Ceji
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Re: Here Comes The Sun Seg Abr 18, 2022 3:07 am
Aqui Vem O Sol – Parte V

Apesar de todo problema e turbulência, era bom enfim chegar no meu destino e poder aproveitar o fim de um dia tranquilo. Depois de idas e vindas cansativa na floresta e nas ruinas, aquele tipo de momento era o que eu precisava, além do dinheiro no bolso, para sentir que meu trabalho havia valido a pena. Estando o mais limpa que poderia ficar naquela ilha poluída, com roupa nova e sem sentir mais muita dor nos ferimentos, eu estava certamente de bom humor, e com isso sequer me dei ao trabalho de brigar demais com Myriam pelo problema das direções - Tudo bem, tudo bem. Mas como eu disse, se você for conduzir o navio nós vamos precisar de um trabalho sinérgico, pra não acabarmos naufragando na primeira tempestade que ocorrer, entendido? - Responderia à carpinteira, já bem mais confiante quanto a viajar com ela. Sendo sincera, eu não tinha medo real dela causar algum problema em alto mar, afinal, se eu já havia conseguido manter navios na rota até mesmo com bêbados no comando, inexperiência não era um problema tão grande que não pudéssemos trabalhar. No mais, a ajuda dela nos controles do navio seria mais do que bem vinda, especialmente quando a agitação fosse maior do que eu pudesse lidar.

Logo iria com Myriam e Matteo me sentar em uma mesa, no aguardo de Leonheart. Parte de mim queria que aquele travesti sequer aparecesse, para que eu pudesse ter um pouco de paz ao menos uma vez com pessoas que ao menos possuíam neurônios funcionais, então quando uma moça pediu o espaço e a cadeira, nem dei muita bola: Se o espaço tomado fosse o bastante pra justificar a exclusão de Leonheart, seria uma vantagem para mim - Claro, claro. Faça o que quiser - Diria a ela, antes de voltar a me virar para Myriam - Sobre a roupa, eu agradeço o elogio, mas... - Tentava pensar em uma forma menos ofensiva de dizer à Myriam que o elogio de alguém vestida como um moleque de gangue não era muito valioso, mas essa não era exatamente uma tarefa fácil - ...Da próxima vez deveríamos ir comprar algumas roupas juntas, sabe? Eu tive que rodar a cidade em busca de algumas lojas boas, então ter alguém daqui seria bom, e... Uma revisada no seu guarda-roupa não seria mal. Seu rosto é lindo, mas precisa de algo que realce sua beleza natural também - Diria, enfim, esperando que houvesse sido sutil o bastante - Ah, e não diga isso pro Leonheart, não quero ver aquele okama se metendo nisso. Última coisa que eu quero é ver ele se exaltando com as roupas de alguma loja e nos fazendo passar vergonha, tudo bem? - Finalizaria, com uma paz e serenidade que durariam poucos segundos... Apenas até o maldito Leonheart revelar seu disfarce.

Here Comes The Sun - Página 13 I4OPUbI

A moça que chegou era Leonheart. Ele já estava na mesa. E ele ouviu o que eu falei com Myriam. Diante da revelação, meu corpo inteiro travou, e meus olhos se arregalaram levemente, enquanto eu tentava ao máximo não demonstrar meu absoluto choque pelo gigantesco deslize que eu havia cometido. Eu não sabia o que era pior, ele ter ouvido meus planos, ou ele descobrir que eu propositalmente havia tentado excluir ele, e sinceramente preferia não descobrir, ao menos naquele momento - ...Ah. É você, Leonheart...? Você está tão... Bem... Eu nem te reconheci... - Felizmente, não demorou muito para a atendente tomar o posto de inimiga número 1 para Leonheart ao impedir a entrada de Anais, e era obvio que eu não perderia a oportunidade de fazer algo para melhorar novamente minha imagem - Ahem... Com licença, eu imagino que deva haver alguma mesa na área externa, ou ao menos possa levar uma mesa para lá? - Comer no lado externo poluído não era exatamente algo que me agradava, mas era um preço justo para limpar minha imagem - Se for um incomodo, pode cobrar um adicional. Dinheiro certamente não um problema - Finalizava minha tentativa de ajuda, deixando claro que nós não éramos clientes qualquer, e esperava que minha roupa cara e de gala ajudasse no discurso.

Conseguindo resolver o problema do cavalo, mudaria para a nova mesa, ou a mesa movida, antes de me dirigir à Leonheart - Você precisa aprender a dialogar com as pessoas, sabia? Sua vontade só faz diferença quando sabe usar ela como ferramenta, lembre-se disso - E voltaria-me para Matteo e Myriam - Agora vamos pedir logo algo para comermos, antes que outro problema surja - E daria uma olhada no cardápio se houvesse, ou perguntaria à Myriam o que havia no restaurante. Eu não imaginava que fosse um estabelecimento caro, então, evitando frituras, carboidratos e comidas pesadas que pudessem impactar negativamente em meu corpo, pediria algum peixe assado ou cozido acompanhado de salada. Após o pedido da comida, uma vez mais chamaria a atenção dos outros três caçadores - Bom, já que estamos todos os quatro aqui, creio que pensam em um auxilio mutuo no trabalho, não é? Eu não sou contra isso, e Myriam já me disse que também não é, mas existe um problema. Com quatro pessoas, cada um só recolhe 25% do total das recompensas. Em um local pacato como o North Blue, isso é se contentar com restos. Se vocês almejam mais do que alguns poucos milhões, se querem juntar economias de vida, precisam se arriscar em águas mais longínquas... Na Grand Line - Diria, me isentando do discurso quase que como para lhes deixar pensar individualmente - Mas eu não sugiro se arriscar se realmente não for necessário. Ou melhor, se não tiverem um objetivo bom o bastante em mente. Eu tenho os meus motivos, é claro, mas me sinto na obrigação de perguntar à vocês: O que os move é importante o bastante para por suas vidas em jogo?
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Última edição por Ceji em Qua Abr 20, 2022 7:14 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Here Comes The Sun Seg Abr 18, 2022 8:11 pm

Here Comes the Sun



O tal do Steam Magni Hotel podia não ser lá muito luxuoso, mas era exatamente o que eu precisava. Por mais que eu ainda tivesse muito dinheiro sobrando - tipo umas vinte vezes a quantidade com que eu tinha chegado na ilha - eu não me sentia no direito de esbanjar aquilo tudo, ainda. Além do mais, a tarde acabou sendo bem divertida, e o livro que comprei na lojinha de armas caiu como uma luva pra me ajudar a aprender mais sobre a criação de projéteis, coisa que seria bem útil dali pra frente. Isso também acabou fazendo o tempo passar bem rápido, e antes que eu percebesse, já era hora de ir me encontrar com os outros; apressado, eu juntei o que precisava levar e saí pelas ruas de Stevelty em busca do tal restaurante.

- Hmm...acho que eu sou o primeiro. - eu olhei em volta, não encontrando nenhum dos meus novos amigos por ali. Felizmente, não precisei esperar muito até que Myr também chegasse, com Kim vindo não muito tempo depois - as duas lindas como sempre, mas de roupa nova dessa vez. - "Huh...talvez eu devesse ter passado numa loja de roupa também? Depois vou ver se peço pro Leon fazer alguma pra mim." - olhei pra mim mesmo, com as mesmas roupas de mais cedo, meio envergonhado. O Nicolò com certeza teria dado risada de mim ali. Nós três esperamos um pouquinho, mas como Leon ainda não tinha aparecido, resolvemos entrar e pegar uma mesa, começando a bater um papo. Nesse meio tempo, porém, uma bela moça de cabelos rosados que eu tinha visto andando de um lado pro outro ali se aproximou da mesa, perguntando se estávamos esperando por alguém ou se íamos usar a cadeira.

Ela terminou se sentando à mesa junto com a gente, e a conversa seguiu. Cercado de três garotas bonitas daquele jeito eu deveria me sentir no paraíso, mas estava mais constrangido por ser o único ali que não tinha me arrumado direito. Conhecendo o Leon, ele ia se periquitar todo e eu ia ficar ainda mais destacado ali no meio. Dito isso, ao ouvir Kim falando do guarda-roupas da Myr, eu entrei na conversa também: - Ah, você tá exagerando, vai. Olha como eu tô vestido. Passei a tarde mexendo em munição e não pensei nem em comprar uma camisa nova. A Myr tá ótima. Vocês duas já são bonitas mesmo, ficam bem em qualquer coisa. - disse, me virando em seguida pra nossa convidada surpresa ali, cujo nome eu ainda não sabia - Ela também, linda e toda arrumada. Eu é que tô parecendo que moro debaixo de uma ponte. - eu terminei, meio que botando a frustração pra fora. Por mais que a costura de antes tivesse dado conta dos buracos e tudo mais, aquelas roupas com certeza não tinham cara de novas.

Nesse momento, porém, a nossa donzela cor-de-rosa misteriosa se revelava ninguém menos que Leon, deixando todo mundo na mesa chocado - eu em particular, que tinha acabado de elogiar o desgraçado. - Você gosta de me fazer passar vergonha, né? - eu levei uma das mãos ao rosto, cobrindo-o costrangido. Depois disso, o caos logo começou, com o costureiro fazendo questão de trazer a Nana pro lado de dentro mesmo diante dos protestos da coitada da atendente. Felizmente, Kim agia rápido pra tentar resolver a situação, e se tudo desse certo, nós logo poderíamos começar a fazer nossos pedidos numa mesa do lado de fora. - Beleza, vamos ver... - procuraria no cardápio algo que parecesse gostoso, de preferência alguma massa ou algo que levasse queijo, e faria questão de pedir uma sobremesa de chocolate se achasse alguma também. - Ah, e trás também uma rodada dessa daqui pra nós 4...a menos que algum de vocês não queira? É por minha conta. - me viraria pros outros, apontando pra alguma boa bebida que identificasse no cardápio, já que entendia bem disso graças aos ensinamentos do meu velho. Faria questão de aproveitar aquela comemoração com eles.

Enquanto esperássemos, porém, Kim tocaria num assunto bem importante, que seria decisivo pro futuro do nosso grupinho ali. Seguir pra Grand Line significava lidar com ainda mais perigos, e inimigos como o Toth provavelmente eram mais do que comuns por lá. Mas por outro lado, era a chance de conseguir ainda mais dinheiro pra ajudar o Nicolò e as meninas, além de ser o tipo mais incrível de aventura que se podia experienciar nesse mundo. Depois de um instante pensando, eu responderia: - Sendo sincero, não já é exatamente isso que a gente vem fazendo? Tudo bem que as coisas saíram um pouco do controle, mas se a luta contra Toth, seus homens e as piratas não foi arriscar as nossas vidas, eu não sei mais o que seria. - daria um sorriso, lembrando de quão perto de morrer nós chegamos na noite anterior. - Mas falando sério agora, a resposta é: sem dúvida nenhuma. Eu faria qualquer coisa pela minha família...só que eu não tenho a menor intenção de morrer, é claro. - e riria, satisfeito.


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Malka
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Re: Here Comes The Sun Seg Abr 18, 2022 9:55 pm

Myriam Leuchten
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Stevelty - North Blue
POST 35






Tomada pelo sentimento de carinho, receberia os elogios de Kim sem perceber nenhuma maldade inerente. Era impossível evitar um sorrisão cheio e caloroso ao ouvir que também tinha um rosto bonito e ela queria a minha companhia para fazer compras. Com um brilho no olhar, levantaria levemente na cadeira, concordando com a cabeça frente a proposta antes mesmo do discurso acabar — Ah mas que isso Kimberly, você é um amor. A gente pode sim, claro, claro! Aí como pagamento por ser minha consultora de moda eu posso te comprar algumas roupas também, o que acha? — diria toda boba, me remexendo na cadeira. Os complementos de Matt me faziam sentir ainda mais especial — Ah para, tu já veio pra cá um charme total, com um rostinho e um cabelo maneiro desses tu podia vir de toga que já ia roubar a cena.

Here Comes The Sun - Página 13 R8Y4rJZ

Tendo terminado a roda de elogios e se desenrolado os eventos com Leonheart, ficaria algum tempo desligada olhando para os lados assim que notasse um clima diferente, até ver que a mais incomodada era a própria esverdeada e a ficha cair sobre o que a mesma tinha dito a momentos atrás. Tento não dar risada da situação, mas seria dificílimo esconder com o ar escapando pausadamente pelas minhas narinas e o chiado de riso audível vindo do fundo da garganta — Ki ki ki... Kirihi... KirihihiheheHAHAHA! — quebrando completamente no riso, dou um tapinha na mesa e me recobro, buscando um copo d'água próximo para tomar um gole voltar a mim. Se não houvesse, me voltaria a moça que nos atendeu pedindo um — Queria que tivesse visto a sua cara, kirihihi, desculpa! — respiraria fundo e, se necessário levar alguma mesa, ajudaria os funcionários a carrega-la para o lado de fora.

Se fôssemos de fato ao exterior do Lasteam, ofereceria um carinho singelo na parte de baixo do queixo de Anais e me poria a pedir assim que possível — Qual massa do cardápio tem mais molho? Eu queria algo bem molhadinho. Se puder acompanhar com alguma carne bovina, costelinha de preferência, seria muito grata. — assim como ajudaria um pouco Kim caso estivesse perdida, mesmo sem ter toda a experiência do mundo quanto ao local. Não pediria bebidas, dando uma piscadela para Matt o agradecendo — Confio na tua pedida. —. Normalmente minha atitude é mais reclusa nesse tipo de lugar, e a timidez é uma barreira um pouco complicada, mas além da liberdade de ter um grupo talvez mais chamativo que eu, e a isso eu agradeceria muito sempre a Leon e Anais, que me faziam sentir-me um pouco mais livre de me expressar, tinha mais um detalhe importante: "Essa é minha última semana em Stevelty, vadias! Tô indo viver, conhecer o mundo, nem vou lembrar amanhã o nome desse restaurante!". Era inegável que estaria um pouco surtada demais com a idéia de sair da ilha, mas afinal, o que tem de mal nisso?

Assim que ouvisse o breve discurso, que provavelmente se desenrolaria em uma discussão entre nós para expor nossas opiniões e ânimos sobre o acordo de camaradagem, cruzaria os braços e me pronunciaria repentina — Eu não tô aqui exatamente pra economias de vida. — olharia um por um, com a intenção de ver as reações do que eu diria em seguida — Eu quero ser muito além disso. Carregar meu nome, honrar minha família, fazer uma marca no mundo... Cês entendem onde eu quero chegar, né? — se tivesse algum talher disposto, o dançaria nos meus dedos um tanto ansiosa — Eu vou com vocês até o ponto que quiserem ir comigo, mas eu não penso em parar numa vida boa. Eu vou construir o melhor navio que já rodou os quatro mares, me tornar uma caçadora do mais alto ranque e conquistar a Grand Line. Esse é meu objetivo, e não penso em largar mesmo que me mate. — afirmaria tudo sem papas na língua, dura como uma rocha no que digo. Dizer isso com tanto afinco era a parte mais difícil, porque podia gerar reações variadas e talvez causar uma dor mais forte em mim do que qualquer golpe de Toth caso isso os afaste, mas mesmo com amigos tão bons eu não poderia deixar minha missão de lado, já deixei meu melhor amigo me esperando em casa por ela, então tinha de ser forte com minhas palavras — Ao mesmo tempo... — concluo — Não conseguiria deixar nenhum de vocês na mão. É o objetivo da minha vida, eu já esperei vinte anos pra isso, não é como se tivesse pressa. A gente faz isso junto, e é até onde der.


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FALA | PENSAMENTO


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Re: Here Comes The Sun Seg Abr 18, 2022 11:18 pm
Leonheart Valentine


Exibia um sorriso de orelha a orelha às reações à grande revelação sobre quem eu era. Não culpava eles, conseguia ficar realmente bem diferente quando queria, o que era uma habilidade útil para fisgar os melhores gatões que se podia encontrar. Não podia deixar de me derreter todo ao ser elogiado por Matt, mesmo que não soubesse que era eu. Kim fazia uns comentários que não queria que eu ouvisse, enquanto dava risada discretamente devido à ironia dramática, e quando anunciava minha presença, Myr se mostrar claramente indignada pela minha beleza estonteante em meu novo modelito. - Sim, fui euzinha que fiz. Depois que nos separamos dediquei meu sangue e suor à esse conjunto para vir bem chique. - Após uma voltinha para ser admirado, me virei para Matt. - Obrigado por me chamar de linda, garotão, sabia que ia gostar. Escolhi esse perfume só pra você. - Me aproximando de Matt para ele sentir a fragrância, lembrei-me de minha companheira do lado de fora me esperando, e fui até uma atendente daquele restaurante requintado pedir que a trouxessem para dentro, mas a resposta que recebi foi o maior absurdo que podia ter ouvido, mesmo após minha insistência. - Isso é um ultraje! Que tipo de restaurante é esse que se recusa a atender seus clientes?! - Já começava uma comoção, não me importando com os olhares, apenas decido a fazer minha melhor amiga entrar para comemorar com todos. E se isso não fosse possível, aquele restaurante não era bom o suficiente para nos receber, então apenas me retiraria, manchando para sempre a reputação daquela espelunca.

Kim felizmente veio ao meu auxilio, oferecendo uma solução, enquanto eu daria um sorriso cínico para zombar da atendente que riu do meu pedido. Se conseguíssemos que uma mesa fosse levada para o lado de fora, sairia triunfante, olhando para a atendente enquanto saia e dando a língua, sentando-me com os outros e chamando Anais para ficar do meu lado. - Viu? Eu falei que já voltava. Quer comer o que? - Por outro lado, se nem isso fosse ser o suficiente, começaria uma algazarra. - ESSA ESPELUNCA É UMA PORCARIA! APOSTO QUE A COMIDA DAQUI É UM LIXO! NÃO ACREDITO QUE VOCÊ NOS TROUXE PRO PIOR RESTAURANTE DA CIDADE, MYR! - Gritando com toda a força dos meus pulmões para causa comoção, começaria a sair do restaurante. - ANAIS! PODE CAGAR NA ENTRADA INTEIRA! - Daria a ordem para que o cavalo se aliviasse bem na frente da porta como uma forma de vingança. Preferia poder resolver de forma pacífica e conseguir a mesa, mas estaria preparado para retaliação caso isso não fosse possível. Se, após minha gritaria finalmente cedessem, mudaria instantaneamente meu tom. - Ah, maravilha. Onde eu sento?

Já posicionados em nossos assentos, daria uma olhada pelo cardápio atrás de comidas que nunca havia ouvido falar, quando mais estranho e duvidoso melhor, assim poderia me divertir adivinhando o que estava comendo. Gostava de emoção e de ir até o limite, e isso não se limitava à batalhas, afinal uma dor de barriga podia me derrubar tanto quando um grande ferimento. Pediria também uma salada de frutas grande para Anais se juntar à nós na refeição. Com tudo pedido, Kim ficava séria de repente, ou ao menos mais séria do que o habitual, perguntando sobre nossos objetivos e passos a trilhar a partir dali. Curioso, esperaria a resposta dos outros dois, quieto, para que fosse o último a falar. - É claro que não pretendo ficar aqui no North Blue, meu plano sempre foi voltar para a Grand Line, afinal uma hora ou outra preciso dar uma passadinha lá em casa. Primeiro de tudo, eu vim da Grand Line, então esse papo tenebroso de perigos inimagináveis não cola comigo. É bizarro, é, mas não é nada que precise ter medo. - Parava pra pensar por um instante. Obviamente meu discurso era muito enviesado, já que eu que tinha um parafuso a menos e demonstrava animação para coisas que a maioria das pessoas tinha medo, mas com o quão grande a Grand Line era, certamente havia a se temer. - A não ser que encontremos uma ilha com insetos gigantes. Ai sim temos que temer muito. - Meu corpo estremeceria só de pensar nessa possibilidade, completamente aterrorizado. - Mas respondendo a pergunta: Por minha vida em jogo é o que me move. Você dizer que preciso ter um objetivo importante o suficiente pra isso não faz o menor sentido. To nessa pela emoção, pela aventura, para alcançar o limite de onde sou capaz, e isso não vai ser possível em um mar calmo. Quero viver minha vida livre e no limite, do contrário não vai valer a pena ser vivida.

Terminaria minha resposta com um largo sorriso no rosto, encarando os outros para ver o que achavam. Com aquele assunto sendo deixado de lado, finalmente voltaria ao tópico que realmente achava importante, que precisei interromper para garantir que minha companheira equina comeria conosco: roupas. - Mas sobre o que comentou antes, Myr: É óbvio que eu estou mais bonita que você, está parecendo um membro de gangue. Isso porque nem comento do Matt, já que ele nitidamente nem tentou. Precisa aprender a escolher melhor suas roupas, como a Kim. - Apontaria para a esverdeada para reforçar meu ponto. - A escolha de cores foi impecável. Os tons de marrom combinam perfeitamente com a atmosfera da ilha, e o vertido-espartilho cria um estilo único com a camisa social punk gótica. É sem sombra de duvidas um conjunto que passa ar de aristocracia ao mesmo tempo que se aproxima do desenvolvimento tecnológico. - Me viraria para Myriam. - Você, por outro lado... Nitidamente tentou um Gang Style largado, mas não só não foi cuidadosa em escolher as peças, e nem foi sagaz em perceber a adequação do estilo. Da mesma forma que o conjunto de Kim não funciona em qualquer círculo, o seu também não, e para o seu azar a ilha em que estamos é um desses lugares. Você precisa desenvolver um senso estético urgente, mas não se preocupe. Estou aqui para te ajudar. Concordo com Kim, seu rosto é lindo, mas não adianta nada se estiver vestida com um saco de batatas. - Me viraria então para Kim. - E não ache que vai conseguir me deixar de fora dessa, viu? Se tem uma coisa sagrada para mim são roupas, e aposto que conheço muito mais de moda que você, então se eu fosse você começaria a me preocupar em não ser deixada para trás. Rijajaja! - Não tinha nem um pingo de ressentimento pelo comentário que a esverdeada havia feito, levando tudo na esportiva e com um sorriso no rosto, mas sem duvidas estava propondo um desafio. Kim nitidamente se importava com suas roupas, o que era um bom sinal, mas precisaria de muito mais do que isso para me derrotar, e em se tratando de moda, eu podia ser bastante competitiva.



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Re: Here Comes The Sun Ter Abr 19, 2022 1:54 am






Capítulo 1
Here Comes the Sun



O reencontro da trupe que havia derrubado Toth de seu trono finalmente ocorria, no restaurante Lasteam, uma indicação de Myriam que havia passado algum tempo naquele lugar em seus tempos passados. Nesse contexto, um a um, iam chegando os caçadores, animados para uma reunião, comida excelente e os planos futuros que seriam discutidos ali. Todos em suas peculiaridades, contemplando a singularidade uns dos outros, seja em vestimenta ou até mesmo na forma ingênua porém aparentemente apática de alguns. Inicializando completamente aquele evento, chegava Leonheart, enfim, para alegrar a todos menos Kim.

Seu furdúncio inicial começava com a confusão entre o que era falado por Kimberly e o que ela achava ser a ausência de sua presença. Não muito após, continuando com sua cascata de eventos improváveis que comprovavam sua falta de parafuso na cabeça, pedia para que a égua, Nana, adentrasse o restaurante. Por um momento um escarcéu era montado, até que Kim vinha ao socorro tentando convencer a garçonete de outra maneira. Essa havia sido sua maneira de restaurar as ofensas que havia proferido não muito antes disso.

— Nesse caso, podem ir sim! — ela dizia um pouco mais aliviada com a proposta de solução. — Rapazes, ajudem aqui. — aumentava agora um pouco seu tom de voz para chamar uns funcionários que apenas trocavam conversas no balcão. Em passos céleres, eles vinham e levavam a mesa até uma área aberta do restaurante. Naquele lugar, o cheiro saboroso da comida se misturava com o odor pavoroso da cidade, mas, por outro lado, poderiam apreciar a companhia de Anaís, que se sentia mais feliz após o gesto do grupo.

Com tudo resolvido e as animosidades acalmadas, começavam então a escolher o que iriam comer naquela noite. Enquanto Matt se oferecia para pagar uma rodada para os quatro, pedia algum tipo de massa, assim como fazia Myriam, que especificava seu caráter mais molhadinho. Leon, por outro lado, buscava o mais diferenciado dos pratos para manter sua diversão enquanto comia. Kimberly, no entanto, enquanto a adorável garçonete anotava os pedidos rapidamente, lançava a bomba naquele grupo: quais eram seus anseios, e eram estes grandes o suficiente para que entregassem suas vidas?

Pouco a pouco, todos iam partindo do clima mais descontraído para algo que era inevitavelmente sério. Sem muitas delongas, a atendente partia para a cozinha com a comanda em mãos e deixava que o grupo tivesse sua devida privacidade. Partindo dali, todos, um a um, davam suas opiniões. Elas eram sinceras, retiradas de seu âmago e condizentes com suas realidades. Talvez umas espantassem mais os outros, ou até mesmo causassem alguma reação negativa, mas no fim, todos ali eram unidos pela vontade de estarem juntos.

Não muito após, as coisas se suavisavam com o característico jeito de Leonheart ao ouvir a proposta de sair para comprar roupas juntas. Críticas para lá e dicas para cá, a conversa tornava a espera mais rápida, até que a comida enfim chegasse. Como todos pediram, seus pratos eram postos na mesa suavemente, enchendo o ambiente com um aroma carregado de temperos e especiarias que enriqueciam o alimento não só em paladar, mas também em dinheiro. Para Leon, no entanto, o que chegava era no mínimo curioso, como mesmo pedido por ele. Checando novamente seu pedido, via se tratar de uma fruto do mar denonimado Geoduck, uma especiaria naquela ilha. Com tudo pronto, o começo do fim estava cada vez mais próximo. Ou seria o começo de um novo começo?


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Última edição por Koji em Qua Abr 20, 2022 3:39 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Here Comes The Sun Ter Abr 19, 2022 4:56 pm

Here Comes the Sun



Apesar da confusão com a chegada de Leon e o seu pedido pra trazer Nana pra dentro do restaurante, nós felizmente conseguíamos resolver tudo, com os funcionários levando a nossa mesa para o lado de fora e cada um fazendo os seus pedidos. A pergunta de Kim acabou trazendo umas respostas interessantes de cada um, com Myr falando sobre honra e Leon sobre a emoção da aventura. Era algo que eu admirava também, na verdade: fama, riquezas, poder, aventuras incríveis e inesquecíveis...só acontecia que o dinheiro era um pouquinho mais importante no momento. Com os nossos pedidos chegando, eu tomaria um gole do meu copo, saboreando por um instante - eu duvidava que fossem tão boas quanto as que o Nicolò preparava, mas se meu senso pra bebida alcoólica não tivesse ficado ruim de uma hora pra outra, eu provavelmente tinha escolhido uma das boas.

- A Grand Line com certeza parece um lugar incrível pra se aventura, no mínimo. E eu lembro que você tinha dito que era de lá, mas de onde, exatamente? Eu ouvi dizer que tem todo tipo de ilha estranha por ali. - perguntaria ao okama, começando a comer do meu prato em seguida enquanto escutava a sua resposta. Depois, me voltaria pra Kim outra vez, pensando que talvez não tivesse respondido tão bem a pergunta que ela tinha feito. - Eu acho que nunca expliquei direito pra vocês a minha situação, né? Do por que de eu estar precisando de dinheiro e tudo mais. - eu me ajeitaria na cadeira, esperando a atenção dos outros se voltar para mim. Parando pra pensar, ainda era tudo muito recente, e eu nunca tinha exatamente tido a chance de falar sobre isso com alguém que não fosse minhas irmãs ou o próprio Dante.

Fitando a mesa por um instante, eu me perguntei por onde devia começar, mas em vez disso, só respirei fundo e deixei as palavras saírem. - Eu fui criado boa parte da minha vida por um homem chamado Nicolò Martini, o meu velho. Eu era órfão, sabe? Nasci e cresci nas ruas de Sirarossa. Ele acabou me adotando quando eu ainda era pequeno, depois de nos conhecermos quando ele estava visitando a ilha. Desde então eu passei a morar com ele numa espécie navio-café que navegava pelos Blues, recebendo clientes de toda parte. - eu explicaria com um sorriso orgulhoso no rosto, já que respeitava demais o Nicolò. As lembranças também vinham com tudo, e eu me recordei dos primeiros dias tentando ajudar ele na cozinha - sem muito sucesso - e de como ele me ensinou a fazer e servir boas bebidas uns anos depois.

- As minhas irmãs também não são de sangue, por sinal, e acabamos encontrando e trazendo elas com a gente uns anos mais tarde. E bem, essa era a minha vida até uns poucos meses atrás. Eu não sabia ao certo o que ia fazer no futuro ainda, mas por enquanto, só ficar junto com eles e trabalhar no café era ótimo. Só que... - eu deixaria escapar um suspiro cansado, entrando num assunto cujo peso eu já carregava nos ombros há bastante tempo - O Nicolò sempre foi meio ruim de saúde, sabe? Tomava remédios pra lá e pra cá pra controlar a doença dele. Só que ela veio piorando muito recentemente, e chegou num ponto em que ele nem sequer podia continuar cuidando das coisas, e passava a maior parte do dia na cama. - a essa altura, o tom animado da história já teria se tornado melancólico, e eu nem sequer estaria olhando pros outros nos olhos. Mas eu ergueria a cabeça, dando um meio sorriso:

- Felizmente, alguns...erm...amigos dele encontraram um médico que talvez possa ajudar. O problema...bem, acho que vocês conseguem adivinhar. O tratamento é muito, muito caro. Esse foi o motivo principal de eu ter decidido virar um caçador de recompensas. Preciso de dinheiro, não só pra pagar o que eu já devo, mas pra ter certeza de que não vai ser um problema se a gente acabar precisando de novo. - completaria, ficando em silêncio por um instante, e me perguntando se isso não tinha estragado o clima de comemoração. Rapidamente, limparia a garganta e daria mais um belo gole da bebida, sorrindo com mais energia dessa vez.

- Mas ei. - e ergueria o copo, convidando-os para um brinde - Não significa que eu não posso me divertir e me aventurar no caminho, não é mesmo? - e esperaria que eles aceitassem, brindando com todos e voltando a comemorar. E não era como se eu estivesse me forçando a parecer contente. As coisas estavam indo bem, muito melhor do que eu sequer podia imaginar, e eu tinha encontrado companheiros incríveis ali - estranhos, ok, mas incríveis - e isso era motivo mais que suficiente pra estar feliz. Dito isso, faltava agora apenas uma pessoa pra falar melhor das suas ambições ali. - Mas e você, Kim? Qual o seu objetivo? - perguntaria.


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Re: Here Comes The Sun Ter Abr 19, 2022 7:34 pm
Aqui Vem O Sol – Parte VI

Eu sinceramente não sei o que esperava de Leonheart quando fiz a grande pergunta, talvez que ele tivesse um objetivo que justificasse o jeito que agia, quem sabe uma promessa a um amante morto pra viver todos os dias ao máximo como se fossem o ultimo, mas... ”Ele... Só quer entrar em risco de morte?! É algum tipo de suicida por acaso?!” Eu me perguntava, olhando para o okama em reação à sua resposta. É claro, eu não entendia Myriam também, mas adquirir um legado ao menos era mais autoconsciente do que pura e simplesmente se por em risco. Entrar em risco de ida não era algo que eu realmente apreciava, e isso era só mais um motivo do porque eu e Leonheart eramos completamente incompatíveis - ...Você tem noção do que está falando? Seu desejo por acaso é morrer? Isso no melhor dos casos é extremamente utópico. No pior, uma mentalidade de suicida. Urgh, deixa pra lá, eu duvido que qualquer pingo de bom senso meu consiga entrar nessa sua cabeça de vento - Diria, com minha paciência já esgotada a eras para aquelas idiotices de Leonheart. No final, parecia que só Matteo possuía um desejo forte o bastante e palpável, afinal, não havia objetivo mais nobre e motivador do que lutar pelo bem de alguém que ama, quanto mais uma família, embora ele claramente ter se deixado levar na descrição - Você sabe que não precisava contar toda sua trajetória de vida, não é? - Ainda assim, não importava o quão satisfeita eu estava com a resposta dele, não era exatamente confortável ser confrontada pela minha própria pergunta - ...Em termos simples, digamos que tenham coisas, e pessoas que eu queria encontrar na Grand Line. Eu não quero ir para lá para ganhar dinheiro, quero ganhar dinheiro para ir para lá - Respondia de forma vaga, ao fim, para não me expor demais à pessoas que não conhecia sequer a três dias.

Infelizmente, é claro que as algazarras de Leonheart não acabariam com simplesmente declarar seu desejo de morte; se eu havia impedido ele de bostejar a primeira coisa que vinha à sua mente no incidente com Anais, o costureiro fazia questão de compensar falando claramente pra Myriam tudo que eu fiz questão de deixar implícito pra manter uma atmosfera amigável. Se aquele tipo de comentário fosse direcionado a mim, era provável meu garfo estivesse fincado na mesa a dois centímetros da mão de Leonheart, como um último aviso pacifico, mas, mesmo que a facada verbal fosse direcionada à Myriam, ver minhas tentativas de amaciar os comentários serem totalmente estilhaçadas pelo maldito okama era não apenas extremamente decepcionante, mas revoltante também - Leonheart. - Chamaria seu nome, com despreso na voz. Naquele momento, eu nem me dava ao trabalho de esconder minha revolta, e uma forte aura de desprezo e raiva tomava-me, mesmo sem que eu tomasse uma postura de agressividade clara; em resposta àquele tipo de comportamento, eu precisava transmitir uma mensagem - Até onde eu me recordo, sua opinião não foi requisitada - Diria, de forma ríspida, finalmente endereçando um ultimato a maldito okama.

Here Comes The Sun - Página 13 Sunday-Sevens-Name-that-Anime-The-Otaku-Author

Porém, com a chegada derradeira da comida, deixava-me relaxar, e me recostava na cadeira. Após a saída dos funcionários, cruzaria os braços, antes de me dirigir novamente à Leonheart - Existem limites do quanto pode falar sem ofender as pessoas, e quando ofender a pessoa errada, eu vou ser a última a te defender. Espero que se lembre disso no futuro - então me viraria ao meu prato, para enfim poder ocupar aquele vazio no estomago que a tanto me incomodava. Comeria as primeiras garfadas em silencio, apreciando a comida mesmo que ela não fosse grandes coisas graças à minha fome, mesmo que o ar poluído, ao menos agora diluído pelo cheiro da comida, fosse um certo incomodo. Parte de mim se arrependia de ter pedido para virmos para fora, mas, sinceramente, eu não conseguiria nem imaginar que tipo de escândalo Leon poderia criar se eu não tivesse intervindo, e eu preferia continuar assim. Depois de alguns instantes, me viraria para Myriam - ...Myriam, você realmente está acostumada com essa poluição toda? Sem querer ofender, mas essa é possivelmente a ilha mais suja que eu já vi; mal consigo ver o céu de tanta poluição - Segurava então o impulso de tossir - Se nos quatro vamos viajar juntos, então espere ver lugares mais limpos, e certamente mais fáceis de se ter uma refeição – Terminava então com uma indireta, enquanto prosseguíamos nosso nem tão calmo e relaxante jantar ao ar livre.
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Última edição por Ceji em Qua Abr 20, 2022 7:06 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Here Comes The Sun Ter Abr 19, 2022 10:46 pm

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Como de costume, o cheiro da cidade a qual vivi não me causaria a mesma náusea a qual os outros podiam sentir, podendo felizmente me focar só no odor apetitoso da comida que estava para ser servida. Iria sorrir para Leon ao ouvir seu discurso sobre buscar aventura "pelo menos alguém eu já sei que vai ter pique de ir longe comigo" — Mas relaxa, eu não tenho problemas com insetos. Só ficar longe e deixar comigo, eu cuido de tudo.

Infelizmente logo em seguida algo faria todo meu ânimo, constantemente crescente naquela mesa desde que chegamos, começar a se apagar. Não que eu não soubesse que não estava tão bem quanto os outros, mas as palavras de Leon caem em mim como agulhas — Si... Sim. Hehe. É, eu claramente não tenho a mesma experiência nisso que vocês, foda. A próxima vez eu fico mais ligada, pode deixar, vão ficar passando vergonha não. Eu nem tentei nada, só busquei o que achei de mais legal na loja, e eu gostei da blusa porque achei confortável. Quando puder eu vejo isso melhor... — seguraria também na mão de Kim, a puxando de leve de volta à mesa, com um sorriso nervoso e esperando que a situação simplesmente seja deixada de lado — Relaxa, eu que comecei a falar de roupas, tinha que ouvir isso de volta alguma hora. De certa forma, eu pedi sim. — começaria então a comer, nem tendo percebido o prato chegar, para limpar a frustração com o sabor do molho e abstrair um pouco. Mesmo tentando não perder a voz e o sorriso, inevitavelmente ficava um pouco mais quieta, curvando as costas mais para perto da mesa e de meu prato.

De forma inesperada a mim, Matt parece decidir se abrir conosco quanto a sua história, contando sobre as dificuldades de sua vida e o peso daquilo tudo, fazendo sua motivação finalmente mais clara. A vida de um órfão parecia difícil, mesmo que só na infância eu não me imaginaria existindo e sendo quem sou sem meu pai ou irmão do lado, talvez me fosse um destino muito mais sombrio se estivesse em sua situação, e perder o porto seguro que o ajudou a conquistar a própria vida de novo parecia cruel demais para ser uma verdade do mundo. Diferente talvez do que o mesmo esperasse, o clima se refazia a meu lado numa certa alegria morna, certamente um clima melhor do que eu estava antes pelo menos — E estamos conseguindo. Fico feliz que esteja tudo dando mais certo, vai ser de boa com o médico, confia. Quando eu também estiver mais segura com meu próprio dinheiro, vou ficar mais que feliz de ajudar o Nicòlo e suas irmãs, mas vai ter que me deixar conhecer elas heim! Se forem crianças, não vão conseguir fugir dum abraço bem apertado da tia Myr! — envolveria Matt com um dos braços, tentando anima-lo, enquanto levanto o copo para brindar e tomar um gole da bebida que o mesmo havia pedido para nós.

Com certo orgulho de ser talvez a única que estivesse tranquila com o ambiente, mas também um pouco preocupada com minha criação nesse lugar, responderia a Kim como quem faz pouco caso — Nada, é tranquilo, um pouco de fumacinha não mata ninguém. Não sei bem como é de onde vocês vem, se parece mais com a floresta ou com outra coisa, mas não é algo que eu sequer pense no dia a dia. — busco por mais um gole de bebida, vendo como ficava junto ao prato de massa na minha boca — Mas relaxa que não tenho apego nisso não, um pouco de ar puro sempre é bom, vocês só tem que ter noção de que nem todo lugar vai ser um paraíso natural, né? — diria com a boca ainda um pouco cheia de alimento e os lábios levemente sujos de molho, os quais ficaria provando com a língua enquanto vejo os outros conversarem.


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Re: Here Comes The Sun Ter Abr 19, 2022 11:05 pm
Leonheart Valentine


Todos anunciavam seus desejos e objetivos para seguirem na jornada, com exceção de Kim, que parecia se achar no direito de ficar perguntando, mas não falar nada sobre si. Por outro lado, minha resposta parecia ter afetado ela de alguma forma, pois começou a me chamar de estúpido como geralmente faz, ao qual retribui com um sorriso. - Estou mais lúcida do que nunca! Por mais que aqui vez ou outra apareça um Toth da vida, os indivíduos realmente fortes estão na Grand Line, se ficar por aqui vou acabar atrofiando por falta de uso. Se quero desafios maiores e melhores, a Grand Line é o lugar para se ir! - Completaria com uma gargalhada. - Você é muito pessimista as vezes, precisa aprender a pensar positivo. Aposto que você também ia ficar muito mais bonitinha com um sorriso no rosto em vez dessa carranca. - A esverdeada era obviamente meu exato oposto, mas não via aquilo como algo ruim. Provocar ela era sem dúvidas divertido exatamente por ter uma mentalidade totalmente diferente, apesar de ainda preferir o fazer com Matt, afinal a bundinha dele era imbatível.

Sem mais nem menos, Matt decidia contar sua trajetória de vida, o que podia significar que estava confiando mais em nós, o que era emocionante, apesar da história longa que podia ser resumida em uma única frase. Entretanto, não me incomodava porque era mais material para usar contra o próprio loiro. - Então tá nessa pelo pai, é? Algum dia tem que me levar pra conhecer o sogrão. Rijajajaja! - discretamente, roçaria minha perna na dele por baixo da mesa. - Não se preocupa, garotão. Vou fazer questão de se divertir bastante. - Completaria mandando um beijinho para o loiro, pra ele entender claramente a intenção oculta de minhas palavras. - Mas respondendo sua pergunta, eu vim do Reino Kamabakka, na ilha Momoiro. Todas lá são como eu, donzelas presas em corpos masculinos, e é um lugar lindo. Vocês precisam conhecer algum dia, vão adorar a Corrida da Moda. Rijajaja!

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Em sequencia, retomei o assunto sobre as roupas que havia bisbilhotado mais cedo, quando não sabiam que era eu a bela dama sentada ao lado deles, enfatizando as falas de Kim. Talvez a única coisa em que eu e ela tínhamos em comum era nosso apresso por roupas, mas Myr por outro lado não parecia ter o mesmo cuidado, e Matt nem ao menos havia ido atrás de algo bonitinho, mas no caso dele eu dava o benefício da dúvida, pois talvez não tivesse tido tempo de comprar algo. O que não esperava era que Kim ficasse irritada pelo que eu havia dito, se direcionando a mim com nítida irritação na voz enquanto a comida finalmente chegava. Passando o olho rápido pelo que os outros haviam pedido, e ao olhar meu prato, travei por um instante. Aquilo parecia uma ostra com formato absurdamente sugestivo, ao ponto que uma pessoa normal provavelmente teria ressalvas em relação à colocar aquilo na boca. Mas eu não era uma pessoa normal. - Rijajajaja! Olha isso! Te lembram algo? - Balançaria a comida em forma de falo na minha frente, em especial na direção de Matt, e colocaria na boca para comem, sem me importar muito com o gosto, olhando para Kim para responde-la com a comida de aparência duvidosa ainda na boca. - Não preciso que peçam minha opinião para falar, querida. Leonheart Valentine é uma donzela livre!

Tratava a reação de Kim como mais uma de suas incompatibilidade, deixando de lado como se fosse apenas um motivo de gargalhada, mas ao olhar para Myr novamente, minha expressão mudava. Ela parecia nitidamente ter entendido errado as minhas palavras, ficando cabisbaixa, o que era inaceitável. Não podia ver uma pessoa triste em uma comemoração, ainda mais por palavras minhas. - Não é questão de passar vergonha, querida. Acha mesmo que eu me importo com isso? Rijajaja! - Trocaria o tom jocoso para um tom mais acolhedor e amigável. - Por eu conhecer muito, sei que pode vestir coisa muito melhor, e enquanto estiverem comigo, vou fazer questão que tenham acesso às melhores roupas que esses mares já viram. Eu te garanto que, quando estiver se olhando no espelho, se vendo vestindo a roupa mais linda que já viu na vida, vai entender o que eu quero dizer. - Daria então outra mordida no geoduck. - Isso vale pra vocês também. Se tiverem um pedido, podem confiar nas minhas confiáveis capacidades. Minhas mãos são mágicas. Rijajaja!



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Re: Here Comes The Sun Qua Abr 20, 2022 4:35 pm






Capítulo 1
Here Comes the Sun



O jantar do quarteto, após todas as ocasiões inusitadas que Leonheart os faziam passar, começava de forma reltivamente calma. Isso é, se não fosse pelas suas falas que irritavam profundamente Kim. Não era segredo que ele não possuía filtros na língua, mas ao falar de suas ambições até mesmo a fazia questionar a sanidade do Okama. O sentimento se aprofundava, bem como o clima na mesa, quando Valentine falava das roupas de Myriam, a deixando desconfortável e certamente desanimada com tudo aquilo. De qualquer forma, tirando as pequenas disputas de duas personalidades extremamente opostas, tudo ia com uma felicidade morna.

Antes da comida chegar, no entanto, eles pareciam ouvir as vontades de cada um e suas motivações para ir até a Grand Line. Matteo, naquele quesito, parecia ter sido o mais revelador de todos, com um pequeno monólogo que ia de sua infância até o adoecimento de seu "pai". Embora muitos acharem desnecessário tudo aquilo, e claramente expressar essa opinião, era um fato que o loiro agora confiava neles ao ponto de se abrir completamente com todos. Valentine, no entanto, só pensava em uma coisa; algo carnal e de proibida menção.

Kim, seguindo o oposto de seu colega Martini, dizia brevemente e com algumas palavras o que desejava fazer, mantendo ainda o mistério que pairava sobre sua figura aparentemente autoritária. Desse ponto, não demorava muito para que enfim o alimento fosse posto na mesa, fazendo uns se deliciar com o prato, outros se esconderem de suas inseguranças nele, enquanto outros brincavam com seu formato sugestivo. De todas as coincidências possíveis, aquele Geoduck parava, como uma pegadinha do destino, no prato de Leonheart.

A sua brincadeira fazia alguns outros clientes estranharem as ações do Okama, que logo voltavam aos seus respectivos jantares. Anaís relinchava como uma pequena risada direcionada ao seu dono, enquanto o mesmo mostrava tudo de bom que poderia oferecer a Matt, deixando suas vontades implícitas, mas bem explícitas ao mesmo tempo. Naquele clima talvez poluído mas aromatizado e taciturno, a noite do quarteto que secretamente havia tirado Stevelty das garras de um tirano continuava para a alegria dos mesmos, em meio a conversas, bebidas, brincadeiras e promessas.


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Última edição por Koji em Qui Abr 21, 2022 1:01 am, editado 1 vez(es)

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"Assume the position to get back on your knees"



Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
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Re: Here Comes The Sun Qui Abr 21, 2022 12:33 am
Aqui Vem O Sol – Parte Final

Era incrível como Leonheart possuía um dom para desestabilizar todas as pessoas que tinha a coragem de interagir com ele. Primeiro o disfarce para ludibriar a todos, depois os comentários desnecessários com Myriam, e se não bastasse isso, o maldito ainda balançava e comia aquele molusco como se quisesse reforçar a aparência fálica da comida... Naquele momento, eu tinha certeza que ele havia se superado, porque apostava que até quem estivesse passando na rua e visse aquilo ficaria desestabilizado também ”Céus... Que eu tenha paciência para não estrangular esse miserável...” Pensava, me arrependendo profundamente de ter auxiliado Leonheart a trazer a mesa pro lado de fora: Ao menos do lado de dentro não estaríamos expostos e destacados ao público da ilha durante àquela cena vergonhosa protagonizada pelo okama. Sem ideia do que fazer para amenizar o desastre que se desenrolava na minha frente, ou ao menos sem ideias que não chamassem ainda mais atenção, simplesmente me virava para Matteo e Myriam - ...Se eu acabar amarrando ele durante a viagem, vocês não vão se importar, não é? - Fazia a pergunta aos dois, sem me importar muito se eles realmente se importavam ou não; na pratica, seria mais um aviso do que qualquer coisa.

Esperando Leon se aquietar, continuaria comendo o peixe que pedi com calma, até eu mesma me acalmar conforme Leon parasse ou ao menos não conseguisse mais “brincar” com o molusco. Nesse ponto, me viraria à Matteo - Inclusive, você disse que morava em um navio-café? Isso significa que deve saber ao menos o mínimo de controlar uma embarcação, não é? Se formos viajar só nós, quanto mais ajuda manual melhor - Puxava conversa com o loiro, depois do mesmo desvelar seu histórico conosco. Eu entendia como era, graças as minhas lembranças do navio mercante em que morava junto da caravana, lembranças essas que emergiam em resposta ao rapaz - ...Quando eu era mais jovem, eu vivia também em um navio comercial - Dizia, enfim, como numa tentativa de pôr um pouco daquilo pra fora, reviver ao menos um pouco aquela época, mesmo que por fora tentasse me convencer que era uma forma de gerar empatia com Matteo - Então imagino que nossas experiencias não devam ser tão diferentes. Excerto, é claro, que eu aprendi minha parcela de técnicas de navegação da minha mãe, que guiava o navio... - Continuava sem pensar muito sobre o que falava, talvez pelo rapaz me lembrar do meu amigo daquela época, ou talvez por finalmente ter a chance de verbalizar aquela nostalgia após tantos e tantos anos. Mas, ao falar de minha mãe, minha mãe assassinada, enganada como todos da caravana, a vontade de falar sobre aquela época repentinamente sumiu, substituída por um leve enjoo, felizmente mascarado pelo desconforto prévio com o ar poluído - ...Mas isso não é importante. Você deve ter aprendido uma coisa ou outra à bordo, imagino - Tentava assim parar de falar da forma mais natural possível, pegando para beber a bebida que o próprio loiro pediu para nós.

Após terminado meu assunto com Matteo, ainda havia um último assunto a tratar com os três aspirantes à caçadores, e era nosso trajeto - Bom, voltando ao assunto de antes, já que ninguém se opôs à ida à Grand Line, isso facilita as coisas. Eu fui mais cedo comprar algumas ferramentas pra auxiliar na navegação, e com uma olhada rápida em um mapa do North Blue, e se eu não tiver visto errado, com um barco minimamente descente nós poderíamos chegar na ilha mais próxima à Reverse Mountain saindo direto de Stevelty, seguindo para lés-sudeste - Mas então, me tocava de um ponto importante - ...Por garantia, vocês sabem o que é a Reverse Mountain, não é? A entrada da Grand Line, onde rios dos quatro blues convergem no pico de uma montanha. Eu nunca cheguei a ver a Reverse Mountain, mas ouvi falar o bastante pra saber que não é uma travessia fácil, e espero que saibam disso também - Terminava o adendo, antes de voltar ao tópico principal - Bom, depois que tivermos o barco, podemos seguir para a ilha mais próxima da Reverse Mountain, e lá fazermos nossos preparativos e estocagem para a viajem a Grand Line. Ao menos era isso que eu tinha em mente. Alguma objeção? - Questionava enfim, com o futuro finalmente erguendo-se sob meu horizonte. Aquele grupo estava longe de perfeito, mas ele bastava, bastava para que eu pudesse finalmente retornar àqueles mares. Depois de tanto tempo no escuro, perdida, era como se eu finalmente pudesse ver um brilho no fim do túnel, e, mesmo em meio ao céu sujo e obscurecido de Stevelty, eu erguia minha cabeça e perguntava-me... Será que o céu que se escondia atrás das nuvens era o mesmo céu que ele via também?

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Re: Here Comes The Sun Qui Abr 21, 2022 2:03 am

Here Comes the Sun



Foi bom finalmente poder falar com eles sobre tudo que tinha me levado a vir até Stevelty e me tornar um caçador de recompensas, apesar de eu ter me empolgado um pouquinho nos detalhes, o que rendeu um comentário por parte de Kim. Eu senti minhas orelhas esquentarem, e desviei o olhar pra não acabar passando mais vergonha. - Ah, me dá um desconto vai. - disse, reclamando, mas sorrindo por detrás do meu copo. Vindo da Kim, só o fato dela não ter dito nada além daquilo era bom sinal, na verdade. A conversa ia se desenrolando, e num certo ponto, Leon fez questão de mostrar pra todo mundo o fruto do mar...diferenciado que ele tinha pedido, aproveitando a chance pra constranger não só a nós, mas os transeuntes também.

- Se eu me importaria? - olhei pra Kim, ouvindo sua sugestão de deixar o Leon amarrado na viagem. - Você taria me fazendo um belo de um favor na verdade, hahaha! - dei uma boa risada, me lembrando do que tinha acontecido quando dormimos na aldeia dos minks. - Não, é sério. Se eu não tiver um quarto com chave eu sinto que vou correr perigo mais cedo ou mais tarde. - estremeci por um instante, preferindo não pensar muito no assunto. Eu soldaria a fechadura se precisasse, sem pensar duas vezes. Continuaria aproveitando a comida e bebida, até ouvir a esverdeada me perguntar mais um pouquinho sobre o meu passado, o que era até uma surpresa positiva. - Ahhh, bem, não exatamente, haha. O Nicolò quase nunca me deixava guiar o navio, e eu honestamente preferia passar meu tempo livre mexendo com máquinas, engenhocas e esse tipo de coisa. Não é como se eu nunca tivesse pegado num leme, mas eu não contaria comigo pra navegar, muito menos se for pra Grand Line. - disse, sincero.

E aí, numa surpresa maior, foi ela que começou a falar um pouquinho do seu próprio passado. Acho que era a primeira vez que ela sequer tocava naquele assunto, a menos que tivesse feito isso a sós com algum dos outros...o que eu duvidava bastante, pelo menos em se tratando do Leon. Era uma coincidência interessante ela ter crescido num navio também, apesar de nossas situações provavelmente terem sido um pouco diferentes na prática, a menos que a família dela cuidasse de um restaurante também. - Oh, foi assim que você aprendeu a navegar, então? Eu fui meio autodidata na parte de aprender a lidar com tecnologia, mas o Nicolò faz bebidas como ninguém, e isso ele me ensinou muito bem. Eu tava combinando isso com a Myr antes, mas ainda vou fazer algumas pra vocês provarem quando tiver a chance. - eu daria um sorriso animado, pensando no que faria primeiro. Chocolate quente soava muito bom.

Depois disso, a discussão seguia de volta para a nossa viagem para a Grand Line, com a Kim explicando algumas coisas das quais eu só tinha ouvido falar, ou quem sabe lido em algum livro por aí. De qualquer forma, a tal da Reverse Mountain parecia perigosa e meia, mas não adiantava ficar me preocupando com isso agora; deixaria pra gritar desesperado quando estivéssemos fazendo a subida. - Parece bom pra mim. Eu também acabei comprando material pra fazer umas armas pra todo mundo, e eu garanto a vocês que depois que eu terminar, vão ser melhores do que qualquer arma que vocês já viram na vida! - diria com bastante confiança, já que aquela sim era minha especialidade. Olhando pros outros agora, eu percebia o quão louco esse começo da minha - da nossa - aventura tinha sido. Stevelty podia ser uma ilha poluída e noturna...mas enquanto houvesse sol, mesmo que do outro lado de toda aquela fumaça, nós teríamos um caminho pra seguir. Disso eu tinha certeza.


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Objetivos:

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