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Achiles
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II - Today, We continue our lives together under the same roof

Aqui ocorrerá a aventura das Marinheiras Rael Kronin & Luciferanna Von Brilliant. A qual não possui narrador definido.
Scylla
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Twin Souls



Outro amanhecer chegava trazendo novamente minha consciência ao corpo, mas nessa manhã em especial minhas pálpebras pareciam mais pesadas do que o de costume, talvez fosse a segunda noite sem dormir direito, e isso era preocupante, degladiando-me contra a preguiça abria minimamente os olhos apenas para reconhecer o ambiente onde estava, e felizmente era o meu quarto, não além da terrível preguiça matutina nenhuma parte do corpo doía ou tinha ferimentos aparentes, então qual o motivo de tanta indisposição?


Na outra cama Rael estaria dormindo, meu melhor palpite era que minha outra metade não teve a melhor das noites de sono porque ficou cuidando da marinheira ao lado. É de fato um enorme aborrecimento não ter lembranças do ocorrido.


Bom, o dever chamava, S.O.S Nee-San ao resgate, coçava os olhos querendo me desfazer de todas as amarras preguiçosas e me levantava, com cuidadinho vestia a farda, abaixava as mechas rebeldes do cabelo, e assim deixaria o quarto utilizando de toda a sutileza para não produzir nenhum ruído ao abrir e fechar a porta.


Me apressava no caminho até o refeitório apanhando uma bandeja, fugindo do costume iria cumprimentar os outros apenas no caso de alguém falar comigo devido a urgente situação. — Bom dia! Você poderia me entregar duas porções do café da manhã e dois copos de suco, uma delas bem grande por gentileza. — Pediria de maneira super amigável para o funcionário que estivesse de serviço. — Minha colega de quarto está com problemas hoje então uma refeição super farta deve fazer ela se animar, por favorzinho! — Não hesitaria em apelar para o jeitinho manhoso de ser, se isso me fizesse conseguir as duas refeições. — Ahh! Você teria algo doce? Com certeza irá ajudar minha amiga recuperar o entusiasmo. — Cochichava para o atendente em questão tentando ganhar uma sobremesa antes do almoço, talvez isso fosse contra as normas mas nesse caso os fins justificavam os meios. Entretanto se não houvesse ninguém para servir eu mesma apanharia os lanches.


Tendo sido bem sucedida retornaria ao quarto carregando a bandeja, e de alguma maneira minha coordenação motora estava impecável, segurar a bandeja com uma mão enquanto utilizava a outra para abrir a porta não seria tão difícil quanto eu acreditava. Eu sempre fui assim? Ou por algum evento além de minhas limitações fui abençoada com tal habilidade? Na verdade, pouco importa agora.


Entrando no quarto procuraria por um banquinho ou criado mudo que pudesse servir de mesa para colocar a bandeja ou então a manteria em minhas mãos antes de acordar a marinheira caso ela ainda estivesse a dormir. — Rael. — Chamava baixinho. — Rae-eel — Chamava não tão baixinho. — Raelziiinha. — Cutuca a bochecha dela.


Quando a marinheira do espadão me visse. — Está com fome? — Exibia a bandeja com nosso café da manhã comigo tendo um sorrisão no rosto.


Enquanto estivéssemos a comer. — Se precisar de alguém para conversar ou ouvir, bom, conte comigo. — Era uma situação de merda, para não dizer coisa pior, a ausência de Ravena me fazia deduzir que ela também foi transferida da mesma forma que Snow e Yura, então eu estava pisando em ovos ali, ovos com a mesma resistência de uma bolha de sabão… — Não apenas sobre o que aconteceu ontem, mas também do casamento ou qualquer outra coisa. — Definitivamente não era a melhor hora para falar do noivo abandonado em Illusia, mas haveria algum momento correto para falar desse assunto? Então melhor dizer tudo agora.


Ao terminar o desjejum. — Banho? Água fria ajuda com os olhos inchados. — Fazia a sugestão para irmos juntas, uma compressa de algodão gelado seria mais adequado, porém é o que temos para hoje.


E se não houvesse conseguido o café da manhã, teria sido uma trágica derrota, mas igualmente teria oferecido meu apoio e chamaria Rael para banharmos, em seguida viria o desjejum.


Durante o banho com os enormes cabelos presos evitando molhar eles. — Será que devemos ir falar com a tenente, ou esperamos ela vir nos chamar igual ontem? — Perguntava curiosa sem saber ao certo como prosseguir dali em diante.

Garota Cavalo
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Ken no Yuusha



Enquanto galopava ao redor do celeiro, aproveitando aquela altura e vento aos cabelos, podia ouvir o furdúncio acontecendo lá dentro, o “humano” parecia ter acordado, e assim como seu burrinho, diferente.


— Por acaso as donas viram o meu burro? — O homem perguntou para as moças que o acudiam.


Essa era a chance do animal brilhar, se posicionando na porta do celeiro, cobrindo a luz da entrada e produzindo uma sombra enorme, ele engrossou a voz e disse:


— Tá chamando quem de burro?


— Burro? Você é um…


— Um alazão cara! Sem relinchar! Sem cavar! Olha pra mim Shrek, eu estou trotando. Isso é que é poção! O que será que tem aí dentro?


Enquanto a bola de pelo e botas lia o frasco que continha o líquido mágico, de nada o ex-burrinho escutava, pois preferia ficar correndo parado, enquanto repetia a mesma frase:


— Trotando, trotando, trotando cara… yeah!


Mas logo o assunto se tornou no que mais aquela poção poderia afetar, o relacionamento de Shrek, apesar da elevação de moral que sua nova forma o dava, para se manter daquele jeito para sempre deveria ser novamente aceito por sua princesa, e por mais que agora fosse o mais belo de todo reino, o burro que agora era um lindo e branco corsel pontuava algo muito perspicaz.


— Vamos admitir, agora dá pra olhar pra você, mas por dentro ainda é o mesmo ogro feioso, nojento, malvado, asqueroso e fedorento de sempre


— E você é o mesmo burro chato de sempre — Retrucou Sherk, que imediatamente foi respondido junto de um grande sorriso.


— Sou!

[...]

"Burrinho, Meu Alazão", Capítulo 2, página 23



Em meio ao meu choro e soluços, essa história era o que eu escutava enquanto por fim adormecia, Ravena havia partido, mas o que me ajudava a segurar as pontas era a gentileza e empatia de Luci, que por mais que finja não se importar muito, no fundo eu sei que isso não é verdade.


Dormir ouvindo aquela história sobre ogros, fadas e gatos de botas me fazia ter um sonho um tanto quanto estranho, porém por aquele instante, eu estava em um lugar feliz. Ao final de tudo, eu era uma fada vestida de vermelho cantando algo sobre procurar um herói, e enquanto me apresentava no mundo dos sonhos, inconscientemente cantarolava baixinho na vida real.


Foi no clímax do show que eu me despertei, por mais um dia, com Lucy me acordando. Me sentava lentamente, curvando as costas para não bater a cabeça na parte de cima do beliche e coçando os olhos inchados do choro da noite passada.


Lucy?... — Como sempre me levantava meio lerdinha, despertando aos poucos enquanto tentava processar o cenário. De fato, o quarto faltava um terceiro elemento, e a realização disso tudo me deixava um pouco para baixo, a dor que eu sentia no peito naquele momento, não poderia ser comparada nem mesmo com a chifrada que levei daquele boi enorme, machucava bastante.


Não precisa… — Comentaria se visse que Lucy havia me trazido café na cama, interrompendo a mim mesma e sorrindo levianamente — Obrigada… Por tudo — Abraçava a loira com um aperto forte, agradecendo não só pela tentativa de me animar pela manhã como também por ontem à noite, talvez a Lucy de agora não se lembre do que fez, mas tenho certeza que a Luci de mais tarde se lembrará do meu agradecimento.


Por hoje, deixava a loira cuidar de mim, tanto no desjejum quanto no banho — Cá-casamento? Eu não faço ideia do que você esteja falando, talvez tenha se confundido com algum livro… — Tentava me esquivar daquele assunto específico, por mais que já não parecesse mais segredo algum, preferia evitá-lo. Ainda assim, era bom saber que eu podia contar com alguém para me apoiar, e isso aliviava um pouco o peso no meu coração.

[...]


Ao final do banho, já terminando de me secar e começando a escovar os dentes, eu ponderava um pouco a pergunta de Lucy — Vamos falar com ela! — Eu precisava me ocupar para evitar os pensamentos tristes, então era melhor ir logo atrás da próxima missão.


Terminava de me vestir, dessa vez optava por não usar o boné da Marinha mas sim prender o cabelo num rabo de cavalo, e uma vez que Lucy também estivesse pronta, iria acompanhada com ela até a sala da Tenente Kat, apenas passando antes no quarto para apanhar as minhas espadas.


De frente pra porta, não conseguia deixar de pensar em como Raven bateria três vezes pedindo permissão para entrar, mas respirava fundo tentando afastar os pensamentos tristes, aquele não era o meu estilo, não! Assim como meu primeiro dia na Marinha, eu abriria a porta com força e entraria na sala com minha usual intensidade, por mais que forçada, uma hora voltaria àquele meu estado naturalmente.


Soldados Rael e Lucy se apresentando! Gishishishishi… — Batia bem forte na coxa esquerda enquanto juntava os pés e prestava uma continência com a mão restante, dizia numa boa energia de forma que soava quase como um bom dia.

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Shiori
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Dueto - Marinheiros



Rael & Luci

A noite das duas moças era um tanto preocupante, afinal o choque que a marinheira tinha sofrido era grande, a leitura do livro Burrinho Meu Alazão, era o que diminuía um pouco a cadência de lágrimas, mas certamente não era o suficiente. Entretanto Lucy auxiliou bastante o processo nessa questão.

O dia começava com um clima da ilha retornando ao seu comum, depois das muitas chuvas, agora fazia sol, e mesmo de manhã o sol já parecia feroz, ali era por volta de 32º celsius, certamente um dia bem pegado pra se fazer missões. No entanto, as preocupações da loira eram bem diferentes.

Ela ia na cantina, buscar algo pra animar sua colega, então, era nesse momento, que ela chegava ali e pedia algo doce, a moça da cantina pensava um pouco, e buscava um potinho de mousse, e panquecas com xarope de bordo. Algo que Rael agradecia, já que ela recebia bem a bandeja, mesmo que dissesse que não precisava, a gente sabe que ela precisava.

A comida estava deliciosa, em principal o mousse de maracujá, que tava bem cremosinho, algo bem delicioso mesmo que derretia na língua. As duas tiveram seu momento antes de partirem até a sala da tenente.  O que fazia inevitavelmente lembrar de Ravena, ela sempre dava três batidinhas.

Entretanto, aquele não era o estilo da moça de Illusia, ela queria ser ela mesma e vrau!! Abriu a porta. A cena que elas viam não tinha nada demais se não pegassem os detalhes. A tenente estava bem relaxada recostada na sua cadeira acolchoada. Seu rosto demonstrava uma clara sensação de felicidade.

E nesse mesmo momento, uma mulher levantava debaixo do balcão batendo a cabeça na mesa sem querer e então passando a mão na nuca, e falando, de forma meio suspeita. -Achei minha caneta Tenente!! Obrigada pelo auxílio.- ela acenava, saindo em velocidade, passos extremamente rápidos, e aparentemente meio embaraçada.

Ela era a mesma moça do dia anterior, algo que logo Luci percebeu, já que sua memória perfeita guardou os traços do rosto, mas ela estava diferente, cabelo bem mais solto, a pele parecia mais macia, devia estar tendo bem mais cuidado com a aparência que antes.-Sem problemas, está dispensada.- falou dando um sorriso, enquanto se voltava para as duas novas moças que chegaram na sala.

Ela logo começou a falar.-Bem-vindas. Hoje vocês vão ter um dos treinamentos mais pesados de suas vidas, irei preparar vocês para uma missão de um grau maior de periculosidade. Então me encontrem no patio do QG, no gramado.- era tudo que ela dizia, antes de deixar que as moças se resolvessem nessa questão, ela iria levantar dali, e caminhar para o lugar, com bastante tranquilidade.

Lá, elas poderiam ver que a grama estava verdinha, e diferente do dia anterior onde tudo era lamacento, hoje apenas pequenas gotas de água, provavelmente vindas dos aguadores, mas que o chão já se mostrava seco.-Vocês já ouviram falar de Rokushikis? É uma técnica secreta. Quer dizer… Era secreta…  enfim, é uma técnica especial, para que vocês possam superar os limites humanos.- explicou ela para as duas moças, observando bem a maneira como elas se portavam em relação a isso.

Em seguida explanou como funcionaria.-Nos próximos seis dias iremos focar em dominar duas dessas técnicas, mas aviso, vai ser um treino muito pesado, estão prontas?- era o que ela dizia, esperando a resposta, antes de ter a certeza se devia ou não prosseguir mostrando, afinal não adiantava de muito se elas não se sentissem preparadas para um treino arduo.

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Ken no Yuusha



Era impressionante ver que a Tenente parecia contente em ajudar seus subordinados, até nas coisas mais simples como uma caneta no chão, realmente uma pessoa incrível. Com o desenrolar da cena, no entanto, eu fiquei um pouco confusa pela marinheira desastrada não fazer nenhuma menção de guardar algo ou muito menos ter qualquer objeto em mãos.


Moça você esqueceu a caneta no chão… — Ela saía muito rápido para eu ter certeza de que me ouviu, deve ser uma pessoa muito tímida pra ficar nervosa assim só com a nossa entrada, eu apenas coçava a parte de trás da cabeça com um rosto muito confuso tentando ignorar tudo aquilo.


Por sorte logo a Tenente começava a explicar o que tínhamos para hoje, e a cada palavra meu coração batia mais forte, treino especial? Missão perigosa? Aquilo parecia ser o tipo de coisa que eu imaginei ao me alistar para a Marinha. Imediatamente levantava a mão, como uma criança empolgada numa loja de doces, esperando permissão para falar.


Que tipo de missão seria essa?


Enquanto seguia a Tenente até o lado de fora, me perguntava em silêncio se o treino seria algo que ela usaria para testar nossas habilidades ou se pretendia ensinar algo novo. Olhava para Lucy, me perguntando se eu fico muito para trás comparada a ela, me aproximei da loira, cochichando enquanto andávamos.


Quantos treinos você já fez? Como é que é? — Perguntava isso pois ela já estava na Marinha a muito mais tempo do que eu, e imaginava que uma veterana já tivesse passado por isso diversas vezes, pensava o quanto eu teria de me esforçar para não atrasá-la demais.

[...]


Rokushiki… Nunca ouvi falar! Mas as palavras “técnica secreta” atiçaram meus ouvidos e fizeram meus olhinhos brilharem mais do que um céu estrelado, escutava atentamente e com o corpo quase tremendo de ansiedade. Sempre na minha vida tive que treinar escondida, meus únicos mestres foram páginas amareladas de livros, então ter alguém admirável como a Tenente dizendo que nos levaria além do limite por seis dias inteiros?! Era como um presente de aniversário adiantado.


Pronta para qualquer coisa! Por favor, não se contenha comigo — Respondia à nossa superior, ostentando um sorriso e juntando o punho direito ao busto como demonstração de confiança.

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Scylla
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Era difícil não me deixar contagiar pelo entusiasmo de Rael entrando com tudo na sala da Tenente. Usando o canto dos olhos eu fitava a marinheira de cabelos azulados e logo um alegre sorriso ganhou forma em meu semblante, sentia bastante satisfação e alegria por Rael não se deixar abater contra a dor do coração partido, minha colega marinheira tinha um brilho único e seria bem ruim se ele fosse perdido.


Uaau! Foi uma situação no mínimo impactante para processar naquele curto espaço de tempo. — Essa caneta certamente é uma fujona. — Dizia num ar bem humorado cobrindo parcialmente a boca com os dedos esticados, tentando demonstrar que havia acredito nas palavras da marinheira apressada talvez assim ela pudesse se tranquilizar, apesar de minha pessoa estar utilizando todo o autocontrole para não deixar algumas risadas escaparem. — A propósito sua pele está mais radiante hoje. — Comentava com a marinheira passando por mim numa tentativa de desviar o meu foco da verdadeiro motivo  que levou aquela mulher ir para  baixo da mesa de Kat.


Saindo do escritório as perguntas de Rael me faziam coçar a bochecha com a pontinha da unha. — Vai ser minha primeira vez também. — Não tinha como evitar a discreta vermelhidão na face, Rael me tratava como alguém mais experiente, porém nesse assunto em questão nosso nível de conhecimento provavelmente era similar. — Eu fiz treinamentos básicos, correr ao redor do pátio, levantar pesos, mas nada tão rigoroso quanto ao que a Tenente propôs. — Essa não deve ser a resposta mais empolgante, mas é a verdade. — Na maior parte do tempo eu ajudava algum superior com o trabalho de escritório, organizando documentos e coisas desse tipo. — Contava  um pouco mais sobre mim, pois dessa forma Rael não criaria expectativas irreais.


— E… Eu também já observei o treinamento de outros soldados… — Comentava mais baixinho, com a tonalidade rubi tendo sua intensidade gradativamente aumentada em minhas bochechas, meu olhar ao longe se perdia comigo recordando dos corpos sarados sendo exercitados em baixo do sol e as gotinhas de suor escorrendo por músculos perfeitamente definidos, poder reviver tais memórias com extrema precisão certamente é uma das maiores vantagens da minha capacidade de memorização. Talvez eu precisasse limpar um pouquinho de baba no canto da boca quando retornasse a realidade.


Já no pátio eu teria escolhido o uniforme de acordo com a alta temperatura trajando shortinhos ao invés de calças expondo as pernas esbeltas, deixando os longos cabelos presos num rabo de cavalo saindo por detrás do boné. — Eu confio meu corpo à Tenente, para ser treinado da maneira que ela quiser, e até ficar plenamente satisfeita. — Cerrava os punhos em frente aos ombros enquanto esboçava um adorável sorriso de entusiasmo com os olhos fechados.


De soslaio fitava Rael. — Vamos conseguir! — Comentava meio sussurrando, sendo mais uma forma de me encorajar ao invés de minha amiga. Por seis dias iríamos nos dedicar em um árduo treinamento parar dominar duas técnicas não tão secretas, em seguida participariamos numa missão perigosa, eu tinha de me manter positiva, se começasse a me preocupar em tudo que pode dar errado iria acabar surtando, então além de querer me dedicar por completo ao treinamento como forma de ficar mais preparada pata a missão, era também uma forma de fugir dos pensamentos pessimistas.

Shiori
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Dueto - Marinheiros



Rael & Luci

Então depois da pequena e infame caneta fujona, que nem mesmo tinha ficado na mão da moça, a curiosidade de Rael surgia, ela queria saber mesmo o que iam fazer, resposta essa que a Tenente não dava por completo, deixando algo apenas sob certo ar de misterio.-Vamos ter de sair da ilha, viajar de barco para uma outra localidade, longa longa história, algo que terei mais tempo pra explicar com detalhes quando fomos nos preparar.- Era uma forma de proteger o sigilo da missão também, não que elas fossem contar algo a alguém, mas, se fossem capturadas não teriam nada pra contar se interrogadas.

Talvez um pensamento bastante militar, e talvez considerado levemente cruel por alguns, mas era como ela enxergava as coisas, e já no pátio, era surpreendente pois a jovem Luci não tinha feito tantos treinamentos assim até então. Algo que Rael imaginava que ela tivesse muitos, mas na verdade a própria garota era provavelmente fisicamente muito mais preparada que a loira, o que talvez fosse ser um contraste interessante no treino. As duas aceitaram os termos e condições, arrancaram um sorriso da Tenente, que parecia realmente empolgada com aquilo.

Então depois de ter o que precisava, que era o consentimento para a realização do treino pesado, ela começou a falar.-Muito bem, então vamos começar pelo básico, existem seis técnicas secretas que são por consequência chamadas de Rokushikis. Irei demonstrar todos eles, para que vocês possam escolher para começar com os que parecerem acoplar mais a seu combate.- disse ela então desaparecendo completamente na frente dos seus olhos, era como se ela estivesse lá e de repente apenas um borrão ficasse no primeiro ponto, onde a trajetória simplesmente não foi vista.

Depois de parar, a voz dela vinha de trás das duas onde ela tocou no ombro de cada uma com uma mão.-Esse é o Soru, uma técnica de alta velocidade, ela consiste em chutar o chão dez vezes em uma velocidade extremamente alta, sua movimentação se torna dificil de enxergar aumentando muito seu movimento, quanto mais rápido você for, melhor sua habilidade em Soru vai ser.- explicou ela sobre o primeiro modo de combate então, logo em seguida, ela voltou a sua posição, começando a se dobrar toda, ela contorcia o corpo, ficando com a cabeça entre as pernas e olhando pra elas com a coluna toda girada e olhando para elas com a cabeça quase que encostada no chão.

E sem sair dessa posição ela continuava a falar, o que era levemente incômodo, já que ela parecia uma criatura estranha naquela forma.-Esse aqui se chama Kami-e, é ser flexível como papel, você consegue se mover de maneira estranha e distorcida, isso vai ajudar a fazer vocês poderem esquivar de ataques melhor, mas também permite outras habilidades ofensivas é claro.- então ela saltou para o alto e começou a chutar, aqueles chutes eram simplesmente impressionantes, uma enorme lâmina de vento saia do pé da mulher e se chocava com o chão fazendo um talho enorme na terra.

Aquilo era certamente uma habilidade sobre humana, além da imaginação da maioria das pessoas.-Esse é o Rankyaku, ele permite que vocês lancem lâminas de vento com chutes, o chute deve ser forte e preciso, para fazer com que a lâmina possa ir longe, e destruir o máximo de coisas no caminho.- explicou ela, e realmente parecia um golpe destrutivamente incrivel, aquela coisa era realmente sinistra de se imaginar. Como alguém podia mover o vento daquela maneira sem poderes de frutas do diabo?

Enquanto isso, ela que ainda estava no ar começava a caminhar pelo ar, dando passo como se o vento fosse uma plataforma, literalmente conseguindo correr e caminhar sem estar no solo, essa certamente tinha saído de um livro de fantasia para qualquer um que olhasse, porque era realmente insano.-Esse se chama geppou, você consegue ser rápido o suficiente pra usar o ar como se fosse o solo, assim podendo correr no céu. então ela descia se impulsionando até o chão, onde ela logo disparou um único golpe com apenas um dedo em uma rocha, que estava no local, ela furou a rocha em uma só dedada.

Dava pra ver que aquilo iria profundamente em uma pessoa, era rápido e potente, uma grande explosão de força, precisão e velocidade, e por isso ela logo dizia o nome dessa quinta tecnica.-Esse é o Shigan. Usa o dedo com grande pressão para perfurar o corpo do oponente como se fosse uma bala.- e por ultimo ela parava e ficava em posição.

Agora era a apresentação do último Rokushiki.-Quero agora que vocês duas me ataquem, podem usar suas armas com força, não tenham medo, não vão conseguir me ferir.- e se assim fizessem, ela faria leves movimentos pra evitar qualquer zona de impacto, e pararia com os dois braços os golpes um pra cada uma, posicionando eles, e nenhum dano aconteceria.-Esse é o Tekkai, nesse caso um grau avançado, que uso para deixar os braços duros como ferro, mas ele se estende por todo o corpo, concedendo uma proteção e dureza a sua pele e músculos. Então, por qual querem começar?- explicou ela para eles finalmente terminando a explicação inicial de cada um deles.

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Ken no Yuusha



A explicação da missão não poderia ser mais branda do que aquilo, coçava uma das bochechas sem saber muito o que pensar ou dizer, talvez nossa ida ou não dependa inteiramente do resultado desse treinamento, o que de certa forma pesava um pouco nos ombros, mas o que realmente me incomodava naquilo tudo, era que meus planos de viajar para uma missão no exterior incluíam alguém que já não estava mais naquela sala. Nos corredores da QG, no caminho para fora, eu suspirava meio desanimada pensando nisso.


A resposta de Lucy para suas experiências anteriores também não era a mais tranquilizadora, não sabia se eu devia estar aliviada por não ser uma completa divergente no assunto ou preocupada com o bem estar da loira. Observava-a bem, reparando em seu corpo delicado e esguio — Você… tem certeza de que vai ficar bem? — Mas sua resposta me parecia suficiente, e eu ria com o nosso pacto de ajudar uma a outra, correspondia com um soquinho em seu punho.

[...]


O sorriso da Tenente descia pela minha espinha como um calafrio, enquanto me lembrava das palavras “treinamentos mais pesados da sua vida”. Aquilo me deixava um tanto nervosa, ao ponto que me fazia engolir em seco, observava atentamente e de olhos bem abertos não só suas palavras mas principalmente seus movimentos, e ainda assim, conseguia perder de vista.


Incrível… — Ficava cada vez mais embasbacada a cada técnica demonstrada, é claro que eu já havia lido sobre feitos magníficos e até mágicos, mas presenciar com meus próprios olhinhos? Aquela era uma oportunidade privilegiada, e a cada demonstração meu coração palpitava mais rápido, apenas para parar completamente com o pedido de atacá-la.


Mas hein? — Hesitava, óbvio, mas o jeito confiante da Tenente junto da demonstração de antes me deixava motivada para ir com tudo, sem arrependimentos! Puxando O Espadão das costas, o empunhei firme com ambas as mãos, segurando-o firme acima da cabeça — Aí vou eu! — Com um corte limpo e preciso, da forma como treinei e me cansei de repetir várias vezes, colocava toda a minha força e vontade naquele golpe, que com tanta facilidade era parado…


Boquiaberta, eu largava a espada no chão enquanto meu joelhos cederam até a grama, aquela técnica, aquela resiliência, com o poder de aceitar tudo de frente e rebater de volta, esse é o “caminho da espada” que eu busco! Observava a figura da Tenente com encanto, era como uma deusa, não! Uma super heroína! — Isso foi… Incrível! — Levantava quase que com um salto, com a feição transbordando de empolgação.


Por qual… Por qual começar? — O último era uma certeza, Tekkai, sim! Mas a Tenente disse que treinaremos duas técnicas, então me faltava mais uma… — Qual será? Qual eu escolho? Ultra velocidade? Pulo infinito? Corte aéreo? O da dedada é meio estranho… hmmmm — Saía de meu transe de pensamentos por um instante para tirar uma dúvida crucial.


Mas Tenente Kat, depois desse treino ainda vamos poder aprender as demais técnicas em outro momento? — Perguntava despretensiosamente, e tendo uma resposta positiva as coisas ficariam mais claras pra mim — Então é muito fácil de decidir, shishi… — Tentava imitar a pose que a Tenente havia feito ao bloquear nossos golpes — Primeiro eu quero aprender o Tekkai!


E logo em seguida mudava a postura para vários chutinhos no ar — E em seguida o chute cortante! Raaan… ran ran… ranruruuu… — Olhava para Lucy como último recurso, esperando que ela me lembrasse o nome da técnica, estalando os dedos e repetindo assim que escutasse — Isso, Rankyaku! Já pensou ser uma espadachim tão boa que não precisa nem de lâmina para cortar? Gishishishi.


Por fim apanhava o espadão do gramado, o fincando no chão e apoiando a minha outra espada nele, imaginava que não precisaria delas pra treinar e que o peso só atrapalharia, me preparava para dar o próximo passo e seguir as instruções da Tenente.


Última edição por Garota Cavalo em Qua Maio 04, 2022 12:00 am, editado 2 vez(es)

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Twin Souls




A despretensiosa pergunta de Rael me atingia como uma facada no peito, ao mesmo tempo não poderia culpá-la por minha estatura lhe causar insegurança. — Acho que eu não tenho escolha… Kakaka… — Assim comecei a coçar os cabelos por trás da cabeça desviando o olhar enquanto soltava uma risada totalmente desconcertada. — Mas se for muito ruim vou contar com você para catar os meus pedaços. — A frustração logo passava e eu exibia um grande sorriso com os dentes à mostra. — E eu farei o mesmo por você, já que agora estamos dividindo o mesmo teto vamos nos ajudar! — Estendia o punho cerrado em direção a marinheira do espadão esperando um cumprimento de "soquinho".


Todos meus sentidos foram concentrados na tenente e em sua inicial explicação sobre o rokushiki, o assunto parecia ser um assunto muito importante por isso eu estava bastante atenta, mas ai, PUFF! A Tenente… Su-miu? Eu cocei os olhos e pisquei algumas vezes tentando acreditar na minha visão. — Rael, você viu a Tenen! — Direcionava o olhar na minha visão para Rael desejando perguntar se ela havia compreendido o que aconteceu com a tenente. — KYAAAH! — Eu pensava que frases como "O coração quase sair pela boca" ou "O espírito pular do corpo" eram apenas exageros que as pessoas falam depois de tomar um susto, até vivenciar essas experiências na pele, dava pra sentir o coração pulsando na garganta.


No desespero eu praticamente dei pulo para frente e me virei cobrindo a boca de vergonha. "Você fez isso de propósito não fez!?" Não falava nada, mas essa seria a sensação que meu olhar transmitia ao fuzilar a tenente com os olhos buscando pela verdade, meu rosto ficava nitidamente vermelho pela combinação de vergonha e raiva, apesar de não durar muito tempo. A tenente só estava querendo nos mostrar o Soru, mas precisava mesmo ter ido parar em nossas costas? Aposto que essa parte foi uma pequena travessura planejada pela superiora.


Porém o próximo rokushiki que a Tenente demonstrou me fez automaticamente esquecer do susto ou qualquer resquício raivoso. — Ôhhh… Essa técnica parece muito útil… — Acabava relaxando a postura retirando as mãos que apertavam a boca, nesse momento minha cabeça se enchia com idéias sobre as possibilidades fornecidas pelo Kami-e, e confesso que não eram sobre usos em combate, devido a posição que a Tenente escolhia para ilustrar o rokushiki em questão.


Mas então fechei os olhos com força e agitei a cabeça para afastar os pensamentos pecaminosos. "Foco no treinamento! Foco no treinamento! Foco no treinamento!" Repetia mentalmente a frase para manter minha atenção no que realmente importava. Porém quem poderia me julgar? Aquela mulher com curvas exageradamente cativantes estava com a cabeça abaixo da virilha e agia como se estivesse super confortável. Definitivamente uma imagem assim que fazem eu me sentir abençoada por ter nascido com uma memória tão boa.


Se a Tenente permitisse eu ficaria olhando para aquela demonstração mega contorcionista, comigo dobrando lateralmente o pescoço para ambos os lados como se tentasse mudar o ângulo da visão para entender melhor como a técnica funcionava, mas só conseguia ficar mais confusa. — Você está realmente bem? Quero dizer, não dói? Ou não é desconfortavel se dobrar desse jeito? — Antes de fazer as perguntas me agacharia na ponta dos pés no intuito de ficar com o rosto mais próximo da linha dos olhos visão da ruiva. — Com essa coisa deve até ser possível lamber o próprio cotovelo… Primeiro superaceleração e agora a tenente estava toda dobrada como se a coluna dela fosse feita de gelatina, humanos realmente deveriam conseguir fazer algo assim? Bi-zar-ro! E ainda tem mais quatro técnicas…


E aí Tenente pulou muito alto, e veja bem… — Ela não deveria fazer isso de saia. — Cochichava comigo mesma deixando os pensamentos se tornarem palavras. — Seria ruim se algum pervertido estivesse olhando. — Mas por sorte não parecia ter nenhum degenerado no local. Ufa!


O grau de extraordinariedade aumentava exponencialmente. — Ela chutou dali… E cortou ali… — Apontava para a tenente e depois na direção do corte no chão, fazia isso algumas vezes para ter certeza de que não era algum tipo de pegadinha feita por meus olhos. — Agora só falta a tenente começar a fazer piruetas no ar… — Desabafei descrente de tudo aquilo e quando olhei novamente para cima, só faltou as piruetas mesmo. — Ok! Minha vida inteira foi uma mentira. — Pessoas não podem voar, certo? Mas a superiora fazia algo absurdamente semelhante.


Ao ver o quão penetrante a dedada da Tenente era, só uma coisa se passava pela minha cabeça. — Quantos dedos ela deve ter quebrado até chegar nesse nível… — Estava a refletir, certamente o shigan era uma técnica que me deixava com muito medo de aprender, um dedo parece tão frágil e a ruiva golpeava uma pedra sem hesitação. — Não quero! — Acenava em negação com a cabeça desejando nunca precisar treinar o shigan.


Depois de tantas técnicas absurdas minhas expectativas estavam nas alturas com o último rokushiki exibido, e vendo a postura da superiora. — Ela vai soltar um raio laser? — Admito que a expectativa foi totalmente descabida, mas nesse ponto meu senso comum estava uma completa desordem.


Mas então a tenente pediu para nós lhe atacarmos, certamente eu não esperava por isso, a princípio fiquei bastante receosa, eu prefiro evitar golpear alguém, especialmente algum aliado, mesmo com a ruiva garantindo que não seria machucada. Então Rael avançava, assim eu preferi esperar a minha vez. — Tenente Kat! Aqui vou eu! — Alertava a ruiva lhe dando tempo de se preparar para receber o ataque, em seguida segurava o cabo do chicote com a ponta da arma presa nos dedos superiores da empunhadura, e assim a chicoteava soltando a ponta no final do balanço, desejando acertar um ataque rápido e direto na ruiva.


No final da exibição me vi bombardeada por uma rajada de fofurice, toda aquela agitação e felicidade de Rael deixava meu coração quentinho sem conseguir impedir o sorriso bobo nos lábios. — Ran-ky-a-ku! — Silabava o nome da técnica baixinho de forma semelhante à confessar um segredo um segredo, para Rael poder falar com a superiora como se houvesse lembrado da técnica por conta própria. Ah sim… Toda essa leveza da minha colega e seus cabelos azulados até mesmo me faziam esquecer que em breve minha pessoa magrinha teria o treinamento mais árduo de sua vida, com uma tenente muito motivada sendo a instrutora, droga, acabei de lembrar…


Eu demorava para escolher quais dos dois rokushiki gostaria de aprender. — Primeiro o Kami-e. — Não apenas pela vasta possibilidade fora de combate, mas eu me sentia mais segura em ter um recurso defensivo, porém velocidade não é minha melhor qualidade, e enrijecer o corpo para receber ataques. Naaaaah… Obrigada. Assim restou o Kami-e. — E depois o rankyaku. — Um ataque de longo alcance certamente me permitiria ficar em posições mais confortáveis e seguras dentro de um combate, então não haveria técnica melhor para se aprender o quanto antes.


Quando a Tenente desejasse eu estaria prontíssima para começar o treinamento, porém, meus olhos desceram para os shorts do uniforme. — Esse tecido não parece muito confortável. — Como provavelmente eu iria ficar me alongando e tentando me esticar, o material grosso do short poderia me encher assaduras. — Agora sim! — Sem hesitar me desfiz da vestimenta removendo-a pelos tornozelos, ficando apenas com a peça íntima esportiva, que pelo tamanho funcionava perfeitamente como um shortinho além de ter um tecido muito mais confortável.


Shiori
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Dueto - Marinheiros



Rael & Luci

O Soru tinha sido a melhor comédia, afinal o susto de Luci já rendeu uma boa risada pra Tenente, que quando viu aquela reação acabou gargalhando alto com a situação em si, tudo era muito impressionante até a demonstração de Tekkai em que a garota questionava se ela ia ficar bem, algo que ela respondia com um movimento de cabeça. Cada uma das demonstrações ia fazendo a loira perder seu senso de mundo comum, eram coisas que realmente fugiam completamente do que se espera de um ser humano, afinal, ela praticamente VOOU e também furou uma pedra com um dedo, cortou o chão com o vento, tudo coisas que pareciam impossíveis.

E quando ela perguntava sobre a posição assumida no Kami-e a mulher logo respondia.-Não dói não, mas eu tenho um limite de até onde eu consigo ir, esse não é o Rokushiki que tenho mais especialidade. - e então quando ela saia dessa forma, ela demonstrava que sim, dava pra lamber o cotovelo, ela dobrava o braço de forma bizarra e o pescoço também quase esticando ele e lambia o cotovelo.-Dá sim- provavelmente tinha sido só modo de falar mas ela escolheu mostrar aquilo como uma realidade nesse ponto.

Então, as dúvidas surgiam, eles poderiam talvez aprender mais sobre o assunto depois, ou ficariam eternamente presos no que escolhessem? Era algo que elas tinham de ter em mente afinal eram todos poderes uteis.-Vocês vão aprender todos eles. Mas leva tempo para aprender os primeiros, depois vai começando a ficar mais fácil entender e aprender os outros, mas no momento temos tempo disponível para 2, e quando forem começar os próximos seus corpos terão se acostumado a eles.- explicou ela o por que apenas dois nesse momento, era uma relação simples de causa e consequência, onde ficava bem explicado o por que das coisas.

Então tudo aquilo terminava com as escolhas delas duas, uma queria o Kami-e, e a outra o Tekkai, eram ensinamentos quase que opostos, o que demonstrava um pouco da personalidade delas em combate. Então nesse ponto ela começava a explicar, como funcionaria os treinos.-Bem, o treino vai ser o seguinte, Rael, eu irei tentar golpear você, você precisa enrijecer os músculos ao limite, para gerar dureza corporal, não se preocupe não vou dar nenhum golpe fatal, ou com impactos grandes, só o suficiente para você ir aprendendo, e aumentando gradualmente. E claro o treino vai ser adaptado ao longo do passar dos dias pensando em como você vai reagir a cada coisa.- então ela havia explicado o básico, e claro, ela iria corrigir a postura da garota e explicar mais detalhes de cada uma das coisas que ela teria de fazer por ali.

Então ela explicava para a loira o funcionamento do treino dela, algo que era parecido porém diferente.-Com você, nós iremos treinar várias posições, para aumentar gradativamente sua flexibilidade até o ponto limite, irei ajudar fazendo alguns deslocamentos de suas juntas quando achar necessário, pra podermos ir forçando o limite natural de seu corpo. E claro ao longo dos dias o treino vai sendo adaptado a você- e agora estava tudo estabelecido, os treinos poderiam começar logo mais, elas já tinham as informações que precisavam, e era hora do pesado treinamento.

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Ken no Yuusha



Ficava contente em saber que aprenderíamos todas as técnicas, e o melhor é que ficarão cada vez mais fáceis, sendo assim fiz certo em escolher o tal do Tekkai, já que tenho bastante confiança na resistência do meu corpo pra essas coisas. Como esperado eu e Lucy a princípio pegamos treinos diferentes, o que posso dizer? Esse jeito mais simples e honesto da força bruta combina mais comigo gishishishi…

[Aprendizado Rokushiki ~ Tekkai]


A explicação da Tenente era simples! Talvez muito simples… Eu só precisava forçar os músculos e resistir aos seus golpes, mas como exatamente fazer isso eu não tinha ideia, preferia não pensar muito no assunto e seguir o fluxo das coisas, deixar meu corpo se adaptar no instinto e ver como eu me saía.


Seguindo as instruções da Tenente, tomava minha posição de treino, de frente para ela e com uma postura de guarda aberta, era instruída de que o Tekkai mais básico trazia resistência para o corpo todo, eu tinha que forçar tudo ao ponto de não conseguir me mexer, e assim absorver seu golpe.


Certo, pode mandar ver! — Era minha primeira tentativa, eu me concentrava bem e começava a flexionar meus músculos o máximo que podia, braços, pernas, abdômen, costas, e tentava até mesmo forçar os músculos do rosto e pescoço. Mas quando me dei conta minha visão havia baixado por um instante, junto de meu corpo que arqueava pra frente se ajoelhando no gramado, apenas ao final do movimento, com a dor vindo, eu entendia que a tenente havia batido tão rápido e forte no meu estômago que tive dificuldade pra processar tudo aquilo.


Ghhrhrhr… — Segurava as entranhas para não vomitar o café da manhã, enquanto olhava para cima tanto impressionada quanto indignada, se aquilo na visão da Tenente não era nenhum impacto grande, eu sinceramente tinha receio dos dias seguintes. Naquele instante ela se desculpou, disse que precisava ter certeza de que eu não era um super gênio que pegaria a técnica na primeira tentativa, obviamente aquele não era o caso, mas fui elogiada pela minha resistência acima da média em já conseguir me recompor depois de um golpe daquele.


Mais uma vez! Agora eu consigo! — Clamei ao me levantar pronta para a próxima, mas era interrompida ali mesmo. Kat me explicava que apenas tentar a mesma coisa de novo e de novo não seria efetivo o bastante para aprender no tão pouco tempo que tínhamos, ao invés disso ela me colocou em um circuito de treino especial.


No resto daquele primeiro dia, fui instruída a treinar minha musculatura até a exaustão de cada parte do corpo, em sua maioria com levantamento de peso, mas também havia alguns exercícios de que eu nunca havia ouvido falar. Durante todo o treino tive que carregar minhas duas espadas, visto que escolhi andar com elas em uma situação real, a Tenente me fazia usá-las no treino para que não me atrapalhem no futuro, a princípio não pesam nada, claro, mas no final do dia em meio à exaustão era como carregar o mundo nas costas.


O treino durava das oito da manhã até às oito da noite, a única pausa era durante o almoço, onde não me era permitido nem sentar na cadeira, apenas imitar a posição de estar sentada em meio ao ar, forçando as pernas e abdômen. Ao final do dia, a única forma de tomar um banho e chegar à minha cama era com a ajuda de Lucy, ia andando apoiada na loira como minha única forma de me locomover.

[...]


No segundo dia, toda dolorida e ainda cansada do dia anterior, me foi dito que todo aquele treino não havia sido para desenvolver massa alguma, é óbvio, mas sim para me ajudar a sentir e ativar cada músculo do meu corpo.


Tomando a postura instruída pela Tenente, eu fechava os olhos me concentrando em meu corpo, e era exatamente como ela disse! Deixava que as dores me mostrassem a localização de cada músculo, cada fibra, e depois de respirar fundo, tencionava-os todos de uma vez em uma explosão de força — Tekkai! — Gritava como sinal para a Tenente me golpear, que dessa vez sim começava mais fraca e ia escalando a força gradualmente.


As primeiras tentativas nem chegaram perto do resultado desejado, é claro, mas a cada aplicação da técnica a Tenente ia me corrigindo e me dando dicas, deixando tudo mais fácil a cada repetição. Ela não tinha tempo de se dedicar apenas a mim, é claro, afinal a Tenente é alguém muito importante e ainda tinha que treinar a Lucy, por isso encarregava um outro soldado para me bater em sua ausência, talvez fosse impressão minha mas ele parecia estar gostando um pouco daquilo…


Foi no início da noite que eu finalmente consegui aplicar a técnica de forma aceitável, e continuei o treino tentando reviver aquele momento. No final do segundo dia, estava mais abalada do que no anterior, afinal, tinha apanhado o dia inteirinho, mas ia para a cama feliz por ter tido sucesso pelo menos uma vez, e não demorava nem o tempo de fechar os olhos antes de cair no sono.

[...]


No terceiro e último dia eu já conseguia aplicar o mínimo desejado para se considerar uma técnica bem sucedida, e o resto do treino foi inteiro sobre a aplicação daquilo em combate.


Primeiro pratiquei em trazer o enrijecimento dos músculos em diversas poses e situações diferentes, por não conseguir me mover durante a aplicação da técnica, a pose em si é fundamental. Tentei ficar mais confortável com sempre estar com a espada em uma posição de ataque para revidar o golpe assim que possível, e assim o treino prosseguiu.


Em seguida a Tenente me fez treinar a duração da minha técnica, me fazendo esperar por intervalos de tempo cada vez maiores antes de golpear, onde eu tinha que ficar parada com o Tekkai ativo o tempo todo. Só depois que eu consegui manter a técnica ativa por dez minutos que ela me considerou apta, disse que aquele era o mínimo necessário para um combate prolongado, e que um verdadeiro mestre em Tekkai pode se manter por horas.


O terceiro e último treino, que na verdade era mais pra teste, era uma combinação de tudo que eu havia praticado até então, eu precisava aguentar quatro golpes consecutivos da Tenente sem quebrar minha defesa. Admito que fiquei nervosa, mas tinha a confiança de que meu trabalho duro não me abandonaria, e assim foi feito, os quatro golpes foram desferidos em minha barriga e por mais que sentisse um pouco de dor, eu consegui aguentar!


Ficava contente, pois agora eu poderia me considerar uma usuária da técnica não-tão-secreta do Governo! Antes de me liberar a Tenente Kat me instruiu a continuar praticando aquilo sempre que possível, não só é ótimo para fortalecer o corpo, já que trabalha todos os músculos, como também quanto mais proficiente eu me tornar, mais resistente serei.


Muito obrigada pelo treinamento Tenente! Mal posso esperar para amanhã! — Estava dolorida? Sim. Quebrada? Não sei nem como estou de pé. Com roxos por toda extensão da minha pele? Provavelmente só vão sumir no mês que vem. Mas também estava muito feliz e grata, me despedia com uma continência antes de ir correndo me encontrar com Lucy.

[Fim do treino]


E então? Conseguiu?! — Perguntava os resultados de seu treino com os olhinhos piscando, e sorria contente a puxando para um abraço com um único braço comemorando seu sucesso — Sabia que seria fácil pra você [...] Eu? Mas é óbvio — bateria firme duas vezes na minha barriga se perguntada sobre meu treino — Dominei completamente! Gishishishishi.


Dava alguns passos à frente, me virando de vez para a loira com um sorriso no rosto — Vamos comemorar a conquista de hoje! Amanhã começa um treino novo e depois tem a missão, não sabemos quando vamos ter tempo de novo — Esperava por sua resposta junto de uma sugestão, visto que eu não fazia ideia e muito menos conhecia a ilha.

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#ResetaAchiles
Scylla
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Twin Souls




Eu não esperava perder outra amiga tão cedo, mas o treinamento que Rael faria me causava um terrível pressentimento. "Soldado, eu prometo que vou juntar todos os seus pedacinhos no final do dia." Prestava uma respeitosa continência à marinheira de cabelos azuis, meu semblante entristecido era apontado ao chão. "Foi um prazer servir ao seu lado." Eu podia jurar que ouvia tocando a marcha fúnebre seguida de uma salva de disparos bem típico do funeral militar, assim permanecia calada orando pela sobrevivência de Rael ao treinamento infernal.



Então era a minha vez de sofrer, digo, treinar. — Eu já sou bem flexível. — Dizia com certa confiança na voz, então sem dificuldade iria erguer a perna esquerda lateralmente semelhante um ponteiro de relógio até que a sola do pé fosse apontada ao céu, com a perna canhota encostando no tórax, assim permaneci por alguns segundos mantendo a postura ereta deixando ambas as pernas perfeitamente esticadas, depois envolvia a coxa esquerda com o braço e utilizava os dedos para fazer um sinal de V. — Bom, pelo menos dentro das limitações de um humano… normal, eu acho. — Minha flexibilidade era bem medíocre se comparada ao que a tenente era capaz fazer, mas talvez isso permitisse que a tenente não perdesse o tempo dela me fazendo assumir posições que não contribuíssem para o desenvolvimento do meu corpo. Em contrapartida isso implicava em euzinha aqui podendo ter um treinamento mais rigoroso desde o início… A boa notícia é que minha roupa de baixo não iria dificultar o treino ou rasgar com tantos alongamentos, assim espero.

Aprendizado de Rokushiki: Kami-e



Dia 01 do treinamento: Luci - Manhã


O encantador sorriso da Tenente fazia um tenebroso calafrio percorrer cada centímetro do meu corpo, como eu já tinha certa flexibilidade Kat ficava bastante empolgada por poder pular algumas etapas do treinamento e ir direto para a parte dolorosa. Mas antes eu precisava aquecer o corpo, e como sou uma marinheira obediente prontamente acatei as instruções da superiora, por dez minutos precisei caminhar ao redor do pátio, e a cada passo eu flexionava o joelho dianteiro me agachando parcialmente, e no passo seguinte fazia o mesmo com o joelho oposto, depois alinhava ambos os pés tendo que dobrar frontalmente a coluna até ser capaz de laçar as próprias coxas com os braços, dessa forma eu aquecia e alongava o corpo inteiro.


A primeira posição foi uma ponte, era posição bem simples, porém a Tenente pressionava minhas costas para cima aumentando a envergadura do meu corpo, e continuava empurrando. - Tenente! Eu já tô no limite. - Meus braços estavam envergados por trás dos ombros, eu me apoiava no chão usando somente os dedos, e como a ruiva ordenou que eu tirasse as botas toda a sustentação das pernas estavam nos dedos dos pés. Apesar da pouca superfície para manter o equilíbrio não era uma tarefa, até a tenente colocar um saquinho de areia na minha barriga e uns pesinhos ao redor dos pulsos e tornozelos, pois se meus músculos fossem fortificados ficaria mais fácil ter o controle das articulações além de torná-las mais resistentes ao estresse.


O tempo passava e a tarefa relativamente simples logo se tornava um inferno doloroso. — Eu.. não.. posso.. des-a-pon-tar a tenen-te. — Erguer os pesos algumas vezes era fácil, agora ter de ficar com eles por vários minutos era terrivelmente árduo, eu mal conseguia falar, até mesmo pensar era doloroso, minhas pernas bambeavam, os tremilicavam, sentia braços e pernas queimarem como se estivessem em brasas, mas eu me obrigava a ficar naquela postura, mordiscava o lábio inferior abafando os gemidos dolorosos enquanto meu rosto se avermelhava. O corpo então ficava parcialmente dormente, porém eu não podia ceder. E a dificuldade ficou ainda maior quando a tenente ordenou que eu levantasse os membros um de cada vez e os flexionasse em  diferentes direções. A dor fazia meus olhinhos se encherem de lágrimas e bem devagar eu movimentava os membros da forma como a tenente instruiu, pois de maneira alguma eu queria cair no chão e desfazer aquela postura até receber tal ordem.


Sem noção alguma de quanto tempo se passou a Tenente veio e removeu o saquinho de areia da minha barriga, eu entendi que havia acabado e finalmente relaxei o corpo desabando deitada na grama, eu ofegava com o corpo todo molhado de suor sentindo os músculos latejando. — Esse treinamento.. Foi realmente… Árduo… — Esbaforida eu celebrava a vitória em meio longos suspiros e apesar de toda a aflição eu possuía um alegre sorriso para a Tenente que me encarava de cima. — Mais posições… — Eu só fiz a primeira postura e estava praticamente exausta, como seria possível prosseguir com o treino dessa maneira?


Mas desistir não era uma opção, e a posição seguinte foi mais tranquila do que eu poderia imaginar, sentada na grama precisei colocar ambos os pés por trás da nuca enquanto precisava encaixar os braços por trás dos joelhos, circulando as pernas e segurar nos tornozelos. O mais difícil era suportar os pesos por vários minutos, além do que eventualmente a Tenente me fazia flexionar o corpo mais e mais, entretanto isso só foi possível porque as diferentes posições exercitavam diferentes regiões dos músculos, por isso a dor não foi tão intensa quanto imaginei.


Assim o treino prosseguiu até o almoço, com a ruiva me pedindo para trocar de posição em intervalos fixo de tempo, e dentro de cada postura havia algum exercício para estimular a flexibilidade. No refeitório eu pedia um prato, diferente do meu normal, somente naquelas horinhas eu havia me exercitado o equivalente a um mês do meu cotidiana, além de beber muita, muita, MUITA água, e mesmo assim não ficava inchada.


Depois da digestão o treino recomeçava, comigo alternando entre diferentes posturas propostas pela tenente, porém agora não haviam os pesos, assim eu conseguia sentir meu corpo mais leve, e tinha mais facilidade de contorcer o corpo em ângulos que antes não conseguia.


Dia 01 do treinamento: Luciferanna - Noite.


Cansaço, dor, sofirmento e ódio, foi tudo que me restou. — É impossível entender esses humanos estúpidos, as articulações de seus corpos possuem um limite de torção, e alguém teve a BRILHANTE ideia de forçar essas juntas além do limite. Nessas horas que eu passo a concordar com a galera do purgatório, os humanos são criações superestimadas… Nesse momento eu só não os farei arder em chamas porque tudo dói. — Pobrezinha de mim, ficava desmantelada na cama praguejando contra tudo e todos com o rosto afundado no travesseiro, sentindo até os cílios doendo. Eu só quis dormir o quanto antes para acabar com essa tortura sem sentido.


Dia 02 do treinamento: Luci - Manhã


Eu havia acordado com cada pedacinho do meu corpo gritando de dor, além disso era como se meus braços e pernas estivessem engessados, realizava as necessidades com movimentos duros de um robô sem óleo nas engrenagens. Nesse dia eu havia encontrado a Tenente antes do treino e ela ruiva não parecia surpresa com meus movimentos reduzidos. — Você vai mesmo me fazer uma massagem!? — Fiquei super animada com a proposta de Kat, a ponto de celebrar erguendo os braços aos céus, e no mesmo instante ser lembrada da minha condição. — Ainnn… — Gemia após sentir as fisgadas dolorosas no corpo causadas pela comemoração precoce. Mas o pior ainda estava por vir, eu devia ter desconfiado da suposta "massagem", na verdade o meu corpo estava repleto de nós musculares e por causa deles eu não conseguia movimentar-me de forma adequada, então a tenente simplesmente foi apertando esses nós no meu corpo obrigando os músculos relaxarem, e para cada nó desfeito uma explosão dolorosa se espalhava para os músculos adjacentes. Dor, dor, dor e mais dor… A boa notícia é que eu conseguia me mover normalmente depois disso, mas a que custo?


Eu mais parecia uma casca vazia sem alma, tudo que eu conseguia fazer além de me arrastar com os pés era balbuciar sons indecifráveis. Assim tive de iniciar o treinamento na manhã do segundo dia, a Tenente explicava que a dor naquele caso era algo bom, pois agora quando eu me dobrasse a dor das contorções seria anulada pela dor muscular e isso me permitiria girar as juntas do corpo com maior intensidade. Eu confesso que tinha minhas dúvidas sobre essa teoria.


Assim o treino começou da mesma forma que no dia anterior, a Tenente vinha e me mandava assumir posturas propositalmente desconfortáveis para forçar a flexão das articulações em graus maiores, e gradativamente os giros e torções ficavam mais intensos, depois eu trocava de posição e o ciclo se repetia.


No começo do dia o mais simples movimento de alongamento era feito com muito esforço pois meu corpo estava todo dolorido, porém assim como a Tenente havia pontuado, a dor de ficar exercitando as juntas do corpo ao extremo era amenizada pela dor nos músculos e o oposto era verídico. E de algum jeito era como se eu estivesse anestesiada com tudo aquilo, assim eu conseguia girar e  dobrar as articulações em ângulos até então impossíveis para um ser humano, como por exemplo rotacionar o punho em mais de trezentos e sessenta graus, ou então dobrar o joelho frontalmente até minha panturrilha ficar na vertical.


Durante a pausa para o almoço eu pedia por outro prato cheio e bebia muita água e retomava o treino, pois a tenente disse que só ficaria satisfeita quando eu me dobrasse a ponto da ruiva conseguir me guardar no bolso. Mas claro que ela não estava falando sério né? Foi só figura de linguagem, por favor tem que ser figura de linguagem.


Dia 02 do treinamento: Luciferanna - Noite


Mesma coisa que no primeiro dia de treino infernal, porém mais cansada, dolorida e mil porcento mais puta com a humanidade…



Dia 03 do treinamento: Luci - Manhã


Iniciava o terceiro dia, e eu estava perfeitamente bem? Achei até estranho nem uma dorzinha sequer ou desconforto. — Kaskaskas! Ela deve ter descansado bastante para eu poder aproveitar nosso treino. — Certamente minha outra metade estava empolgada com os treinos e por isso ela descansou bastante me permitindo prosseguir na rotina.


Até mesmo o treino em si não me causava mais dor, eu torcia, retorcia, mexia, esticava, girava, girava no sentido oposto, mas nadica de dor muscular ou nas juntas, porém ainda estava longe de dominar a técnica. A tenente ordenava posições que fazia eu enrolar braços e pernas entre si e ao redor da coluna, eu conseguia fazer com facilidade, até mesmo fui algemada algumas vezes e precisava ir me contorcendo até me soltar, isso eu também consegui, entretanto, não era o Kami-e em sua forma completa, eu havia alcançado um nível de flexibilidade muscular e articular que excedia e muito os limites de humanos comuns.


Porém apesar do sucesso aparente eu estava muito longe de dominar o Kami-e, girar articulações por duas ou três voltas inteiras eu acreditava ser impossível mas eu conseguia fazer pois havia uma certa lógica em tais façanhas, mas como diabos vou dobrar um osso sem quebrá-lo? Esse era o obstáculo que a tenente me ajudava a superar me colocando naquelas posições apertadas, porém nada adiantava…


Assim ficava deitada de bruços na grama com as pernas projetadas por cima das costas fazendo um X, e os pés tocando o chão em lados opostos do meu rosto. — Flexível como uma folha de papel, o meu corpo inteiro é como uma grande folha de papel… — A Tenente havia desistido de me colocar em posições de contorcionismo, dizendo que eu deveria acreditar no Kami-e, mentalizando a essência do rokushiki. Imersa num estado de meditação profunda minha mente se esvazia a até que minha coluna se dobrou noventa graus para cima, poucos segundos depois voltou à posição inicial. Foi nesse momento que tudo mudou, se eu me concentrasse numa determinada parte do corpo eu conseguia dobrá-la de acordo com meus pensamentos, então fui dobrando e redobrando membros individualmente, até ser capaz de fazer com o corpo inteiro, e gradativamente eu fui necessitando de menor foco e concentração, então no finalzinho do dia o Kami-e não era muito diferente de fechar as mãos, bastava apenas eu querer dobrar uma parte do corpo e então ela era dobrada.


Fim do aprendizado



Terminando o treino eu ia correndinho ao encontro da Tenente e Rael anunciar meu feito, assim retribuia o abraço o braço de minha amiga marinheira após acenar com a a cabeça confirmado que também concluído o treino. — Olha só. — Me afastava dois passos e girava a coluna para trás deixando a cabeça entre os joelhos. — Igual a Tenente! Kaskaskas. — Dizia sorridente antes de ficar em pé normalmente.


Eu queria sair para comemorar, porém. — Você vai precisar perguntar para a outra Luci, mas podemos jantar juntas. — Como o sol estaria se pondo após o longo dia de treino, eu logo iria trocar de lugar com minha outra metade, mas pelo menos pretendia aproveitar aquele tempinho apreciando uma farta refeição com Rael.


Com a noite de fato chegando. — Vamos para a casa de banho, eu me recuso a passar mais uma noite nesse estado. — Agora que o sangue esfria as dores surgiam, meus cabelos estavam embolados, as unhas sujas, não tinha condição alguma de viver nesse estado. — A Tenente vai nos levar, mas ela ainda não sabe disso Ku ku Ku kun! — Sorria toda serelepe após ter tido uma ideia maquiavélica. — Vamos, vamos, quanto mais cedo chegarmos mais tempo teremos para aproveitar. — Já ia puxando o pulso de Rael praticamente a arrastando até o escritório da Tenente.


Eu já estava com a mão na maçaneta quando me recordei de algumas memórias impertinentes naquela sala, sendo assim decidi esmurrar a porta algumas vezes para anunciar minha entrada. — Eu tô entrando hein! Apanhem as canetas fugitivas e cubram as goteiras misteriosas. — Dizia num volume alto para ter certeza que iriam me escutar caso a superiora não estivesse sozinha, em sequência iria adentrar no local.


Parando no meio da sala prestava uma continência em respeito a hierarquia. — Soldado Luciferanna se apresentando. — Dizia sem muito entusiasmo aguardando permissão para falar. — Eu e a Raelzinha queremos ir numa casa de banho aqui perto, então seja uma chefe legal e nos convide para ir com você, afinal por sua causas nossos corpos estão em frangalhos, ou seja você deve assumir a responsabilidade por isso. — Essa era minha forma carinhosa de convidar a Tenente para ir conosco.


Em seguida cruzaria os braços desviando o olhar da ruiva. — Não entenda errado, eu não quero que você vá por te considerar uma pessoa legal ou algo assim, é somente uma cortesia, ok? — Tinha as bochechas coradinhas tentando manter uma expressão irritadiça. Talvez eu goste um pouquinho da Tenente, e por isso apreciaria sua companhia, mas tal detalhe jamais será admitido.

Shiori
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Dueto - Marinheiros



Rael & Luci

O Árduo treinamento das duas moças começava, e era algo realmente muito pesado para as duas, o dia ea noite eram puxados, e aqueles três dias, iam cada vez mais se tornando duros, mas elas bravamente aguentavam todo o processo de treino, se sentindo agora levemente recompensadas de terem conseguido, e quando Rael questionava se tinha conseguido a Tenente sem muito rodeio logo dizia.-Vocês duas foram muito bem, dominaram todo o básico do Rokushiki que desejaram. Podem descansar.- então ela naquele momento.

As duas então podiam ir para o refeitório comer bem pra caramba, a comida do dia era boa, a carne estava suculenta, o suco delicioso, era tudo forte e ajudava a que se sentissem renovadas, mas a coisa mudava mesmo era com o cair da noite onde as duas correram para a sala da Tenente, dessa vez a mulher estava sozinha, onde Lucy pode entrar sem tantas surpresas ela estava já com uma roupa casual, já nem vestia mais o uniforme.

Ela agora estava com uma camiseta branca simples, e um shortinho curto preto, usando uma sandália rasteira, e sem seu tapa olho com o olho de vidro no lugar dessa vez, o que era um diferencial completo, seus cabelos estavam amarrados em um rabo de cavalo na parte de trás da cabeça, e quando o convite para os banhos quentes vinham, ela logo pensou no assunto.

Seu olhar era de dúvida, se deveria ou não ir, mas no fim das contas não havia ali uma razão exata para dizer não, apenas uma questão de querer, no entanto depois de pensar sua resposta foi clara.-Bem, eu tenho a noite livre, posso acompanhá-las. Acho que vai me fazer bem, depois de um dia de trabalho.- Então ela guardou suas coisas na gaveta com um sorrisão no rosto e se esticou toda, onde dava pra ver um leve salto das duas grandes montanhas à frente do seu corpo.

Ela então saía da Sala com as moças, onde ela trancava a sala com sua chave dizendo logo em seguida.-Podemos ir. Como sabem o caminho vocês que guiam.- disse esperando que as duas fossem na frente, ela conhecia muitas casas de banho, mas não fazia ideia de qual dessas as moças queriam ir, então não fazia sentido que ela fosse a frente, lá fora o tempo estava melhor que durante a manhã, faziam uns 20 graus por conta do vento frio. E estava tranquilo de se andar, não era noite de chuva e a lua estava radiante no céu, dava pra ver muitas estrelas por ali.

Quando chegassem no local, seriam atendidas pela mesma Senhora da noite anterior que logo vendo a loira questionaria.-Oh, vão querer mais cremes, sabonetes e shampoos hoje?- disse com um sorriso largo de canto a canto do rosto, já que ela sabia que pessoas assim tinham grana, inclusive reconhecia a Tenente, afinal ela era uma figura pública com certo renome já.

A tenente logo escolheu três potinhos pra si e disse.-Vou querer esses dois aqui, vão me servir bem.- ela pegou os três e pagou em seguida, deixando que as outras moças escolhessem seu rumo de ações dali por diante.

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Scylla
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Twin Souls




Ver a ruiva pensativa me deixava um tanto intrigada a respeito de sua personalidade, eu acreditava que ela aceitaria ou negaria de imediato, Kat era tão alta e tinha um ar de imponência, entretanto nesse momento parecia até que ela estava fazendo charminho antes de aceitar, sendo na verdade algo bem fofinho, é eu não esperava por isso.


Kat ter aceitado acabava me roubando um pequeno sorriso, o banho quente por si só seria maravilhoso após três dias de constante sofrimento, mas confesso que ter boas companhias poderia tornar tudo mais divertido. — Tudo bem Chefinha, eu prefiro mesmo tomar a dianteira e conduzir as coisas do meu jeito. — Me virava de costas e começava a caminhar para fora da sala dando passos longos jogando o corpo de um lado para o outro brincando com a situação. — Mas a Chefa quem vai pagar a conta. — Dizia num tom divertido de provocação. — Afinal eu e a Raelzinha fomos alunas super dedicadas no treinamento e nos empenhamos bastante para concluir o aprendizado dentro do prazo, então acho bem justo sermos recompensadas pelo ótimo comportamento. Kukun! — Nesse momento eu interrompia a caminhada fitando a ruiva por cima do ombro comigo estando a exibir um enorme sorriso travesso colocando os dedinhos da mão espalhados em frente a boca. Eu não falava sério, mas achava uma tentativa bem válida no intuito de receber alguma bajulação, mesmo com as chances não sendo muito favoráveis.


Assim teria guiado as duas até a casa de banho. — A Chefa é surpreendentemente feminina… — Novamente fiquei impressionada com a superiora, ela só não parecia ser do tipo de pessoa que se importa com a beleza, e ali estava ela comprando os cremes. — Eu gosto que a chefa seja assim. — Diria se caso Kat ficasse desconcertada com meu comentário anterior na tentativa de amenizar o mal entendido, mesmo com minha vontade sendo a de apertar as bochechas dela.


E ainda sobre os cremes eu direcionava minha atenção a Rael. — Esses produtos ajudam a deixar tanto a pele quantos os cabelos mais bonitos e saudáveis. — Tomava a liberdade de explicar resumidamente qual a finalidade dos cremes considerando que a marinheira do espadão parecia ser totalmente inerte ao mundo da vaidade. — Sério, como você não conhece essas coisas. — Eu sei que já falei isso mas continua difícil de acreditar. — Se quiser pode usar os que eu comprei uns dias atrás, só cuidado para não gastar tudo. Hunpf! — Maldito seja o apego emocional, mesmo não gostando de compartilhar eu acabava oferecendo os meus preciosos creminhos para o caso de Rael não querer comprá-los, e isso me deixava irritada comigo mesma por ter criado vínculo sentimental por ela.


Agora vamos aos negócios. — Vou querer o shampoo. — Dizia após muito pensar entregando o dinheiro para a simpática vendedora, os meus outros cremes ainda estão bem cheios então não tem porque comprar mais por agora, entretanto como iremos sair de viagem em breve sem saber o destino, julguei o shampoo como algo necessário para se ter, talvez nosso destino fosse alguma ilha inóspita ou não houvesse shampoo no navio de transporte, melhor não correr o risco de ficar sem.


Após comprar o shampoo eu já sentia meu corpo se tremilicando todo de ansiedade. — Finalmente! Um looongo e relaxante banho quentinho me aguarda. Sniff sniff! — Sim, dava até vontade de chorar tamanha era emoção, nos três últimos dias eu e Rael precisamos literalmente nos apoiar uma na outra para chegar no quarto, e agora tínhamos um momento de descanso.


Ao entrar na região das piscinas aquecidas eu logo iria arrancando as roupas do corpo enquanto caminhava apressada até o chuveiro abrindo-o no máximo comigo já embaixo ansiando pela água morninha. — Talvez eu não odeie a humanidade tanto assim… — O que eu posso fazer se a água quente em contato com meu corpinho dolorido faz o meu humor melhorar a ponto de me deixar com um sorriso radiante no rosto? Ficaria uns bons minutos somente apreciando o chuveiro aquecido e sem nenhuma pressa ia ensaboando o corpo, em seguida lavava os cabelos com todo o cuidado do mundo para que eles ficassem bem limpinhos e perfumados graças ao shampoo recém comprado.


E a água quentinha causava outro efeito em minha personalidade. — Cheeeeeeefa, lava as minhas costas. — Dizia super dengosa desejando conseguir alguns mimos da ruiva enquanto eu reunia todo o cabelo numa só mecha e a colocava na frente do ombro a fim de exibir minhas costas desnudas na direção da superiora. — Por favorziiiinho. — Ainda bastante manhosa eu fazia beicinho como uma criança pidona querendo a sobremesa antes do almoço. — Nhmmmm! Chefa malvada! — Lógico que eu iria resmungar meio pirracenta caso Kat se recusasse a me mimar, e para a minha infelicidade ela provavelmente vai negar…


Quando estivesse bem limpinha após a chuveirada eu iria caminhando como se estivesse pisando em nuvens indo de encontro ao paraíso, vulgo as piscinas aquecidas, onde simplesmente iria me esparramar toda relaxada em meio às águas com a cabeça voltada para o céu estrelado.



Garota Cavalo
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Ken no Yuusha



Mais uma vez me veio a proposta de ir para a casa de banho, nem precisei ponderar antes de aceitar imediatamente, era a recompensa perfeita depois de tanto treino, no mais só estava contente pela outra Lucy, a Luci, ter aceitado o convite de comemoração com uma ideia tão boa.


A ideia de chamar a Tenente era ótima, seria bom conhecer ela um pouco melhor, deixava que Luci se encarregar da parte de falar, enquanto eu observava silenciosamente com uma expressão alegre no rosto, fazia muito tempo que eu não visitava um lugar assim e estama um pouquinho ansiosa imaginando.


Felizmente nosso convite era aceito e Luci guiava com prazer o caminho, eu mesma nunca fui no lugar, então não tinha muito opção senão seguir. No momento de sua tentativa de barganha, eu via aquilo como uma má ideia, me virando e começando a andar de costas, olhando para a Tenente Kat, continuava seguindo de forma que forçava Luci a continuar a andar empurrando suas costas com as minhas.


Não precisa se preocupar com isso, é só uma brincadeira — Abanava ambas as mãos enquanto tentava desfazer a ideia de que a Tenente teria que pagar pra nós — Ah! — Antes de sair do QG, me lembrava de algo importante, e dava meia volta me separando do grupo por um instante — Eu me lembrei de uma coisa, já alcanço vocês.


Por mais que meu corpo estivesse bem dolorido, seguia passos apressados, quase correndo em direção ao meu quarto, chegando lá jogava as armas para debaixo da cama como de costume e pegava minha bolsa, procurando colocar roupas íntimas limpas e o vestido que eu havia comprado no outro dia. Também procurava pelas gavetas de Luci por roupas limpas que ela pudesse usar depois do banho, e se não encontrasse pegaria das minhas. Tudo isso feito, corria de volta para a entrada do QG na esperança de reencontrar as duas, onde de lá seguíamos até a casa de banho.


Te trouxe roupas limpas — cochichei baixinho no ouvido da loira, sorrindo e sinalizando para a mochila.

[...]


Chegando lá o assunto sobre cremes vinha a tona novamente, eu estava mais curiosa em ver os hidrantes que haviam me falado no outro dia, mas Luci parava para me explicar aquilo tudo, e eu só dava de ombros sem saber responder o motivo de eu não conhecer aquelas coisas — Eu acho que eu sempre fui saudável sem precisar dessas coisas — Mas não fazia mal experimentar.


Faria isso por mim? — Eu sempre soube que a Luci da noite na verdade é bem carinhosa, apenas acho engraçado essa sua forma de se expressar, lhe dava um abraço pelo gesto de oferecer seus preciosos creminhos — Prometo não usar tudo.

[...]


Finalmente partimos para o banho. Removi todas as minhas roupas e as dobrei delicadamente guardando num cestinho, andando até aquele tradicional banho aberto, seguia até a área de banho, sentava no banquinho e me lavava diligência. Enquanto o fazia, não conseguia evitar de cantarolar baixinho uma das músicas que surgia em minha cabeça.


As ilhas do Sul são quentinhas… ♫♪… Paina puru puru, suas cabeças ficam quentes, e todos são idiotas… ♫♪


Chegando o momento de lavar as costas eu desejava ter aprendido a técnica do contorcionismo também, me virava para trás, procurando a loira — Luuuciiii! — Não falava mais nada, apenas a fitava com olhinhos chorões tal qual um filhote de cachorro, segurando a escova e o sabonete — Eba! Shishishi — Quando ela percebesse e aceitasse lavar minhas costas, eu levava meu banquinho até ela, com passinhos leves e felizes, me sentando em sua frente com as costas expostas.


Se você quiser eu lavo as suas também — Dizia em caso de sua empreitada com a Tenente não desse certo.


Finalizada de me ensaboar e lavar o cabelo, enxaguei tudo com a ducha quente, finalmente limpinha, poderia ir até a piscina termal. Primeiro um pé, depois o outro, e quando me dava conta estava derretida dentro daquela água quentinha, apenas com o nariz pra cima pra fora d’água, olhando para cima e observando a lua daquela belíssima noite.


Que coisa boa… Eu poderia fazer isso todos os dias…


Última edição por Garota Cavalo em Sab Maio 07, 2022 12:23 pm, editado 1 vez(es) (Motivo da edição : Trocar a capa do Template)

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