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A sailor who enlisted because she didn't want to get married

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Rael Kronin. A qual não possui narrador definido.

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Histórico

Rael Kronin




Post: 01  
Objetivos• Fugir de casa
• Forjar uma arma
• Viajar para outra ilha com QG da Marinha
• Me alistar

Ganhos

Perdas

Ferimentos

Relações



Berries: 250.000 ฿S
Ferreira

Inventário



Proficiências• Dança
• Física
• Forja
• Joalheria
• Mecânica

Qualidades• Versátil
• Ambidestra
• Atraente
• Carismática
• Liderança
• Afinidade com Haki

Defeitos• Extravagante
• Altruísta
• Heroico
• Impulsivo
• Obcecado

Ken no yuusha


    Começava o dia de forma pouco usual, escrevendo uma carta de despedida para minha mãe, o conteúdo neste momento não importa muito, e sim o motivo. Sim, finalmente havia tomado minha decisão final, devo admitir que mesmo para alguém “do momento” como eu foi difícil chegar a essa conclusão, mas já não me restam mais escolhas viáveis. O motivo de minha fuga pode-se dizer que é a perseguição de um sonho assim como o escape de um destino ruim, pois um casamento político com um homem com quem só me encontrei uma única vez não me parece um futuro muito bom.

    Por todos esses meses de noivado tentei argumentar contra meus pais, mas tudo o que recebi como resposta foram gritos e punições, agora que só faltam três dias para o casamento, seguir por este caminho, renegando meu sangue e título de nobreza, é tudo o que me resta. Finalizei a carta selando-a em um envelope destinado à minha mãe, mas não o entregava agora, por hora o manteria guardado no velho diário que carrego sempre comigo, não de minha autoria mas de meu bisavô, o homem que me inspirou a seguir este sonho heróico meu.

    — O que está feito está feito — Terminar a carta, para mim, era um ponto sem volta, a partir de agora já não pensaria mais nas possibilidades e consequências, apenas no aqui e agora. Terminaria de me arrumar vestindo o resto de minhas roupas e calçando as botas de cano alto, me olharia uma última vez no espelho enquanto prendia o diário pelo cinto.

    — Okay okay, vamos em frente! — Começaria a ir até a porta, me esquecendo de minha situação atual apenas para me lembrar já na maçaneta — Ah, certo, ainda estou de castigo… — Estava trancada e sem refeição por causa da discussão da noite anterior, minha última tentativa de apelar para as palavras. Não que isso fosse um empecilho, claro, pelo contrário talvez até demorassem mais para perceber o meu sumiço. Com um sorriso no rosto fitava a rota alternativa, abrindo a janela do outro lado do quarto observava bem os arredores da mansão, esperaria até o momento mais tranquilo em que não aparenta ter ninguém por perto.

    — Minha mãe ainda é tola de achar que eu teria medo de me machucar com um pulinho baixo desses, gishishi… — Saltaria pela janela para fora da mansão, com cautela e evitando fazer barulhos, tentaria me esgueirar da propriedade pelo jardim, uma vez fora, correria direto para a cidade, especificamente, para a forja onde trabalhei nos últimos dois anos.

    — Baldur, Tá aí? Precisamos conversar! — Uma vez lá procuraria por meu amigo e também mestre ferreiro, teria certeza que ele me ajudaria com o que puder quanto aos detalhes de minha fuga.

Deep
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DeepNovato
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~Narração~

Rael estava perante uma situação complicada, madrugada adentro ela se preparou para uma fuga ambiciosa de seu ninho maternal que agora mais parecia uma prisão infernal. Deixando suas preparações de fuga e pulado por uma janela, a jovem pode fugir de enclausuramento, com alguns passos após aterrissar num arbusto ela pode pular o baixo muro e assim adquirir sua fuga. Mas fugir pra onde? A noite em Ilusia era fria, a brisa gélida arrepiava seus cabelos quase forçando seus dentes a tocarem uma música se batendo. Já podia se ver o laranja do sol no horizonte, ele deveria nascer em uma hora mais ou menos, mas mesmo com ele a temperatura não melhoraria muito. Felizmente a jovem possuía um lugar pra correr, um lugar quente, ela atravessou as ruas vazias, chamando atenção apenas de cachorros viralatas que erguiam uma orelha ao ouvir ela passar por seus arredores, mas eles diferente dela não tinham um lugar onde poderiam se esconder do vento frio, então apenas se enrolavam em seus próprios corpos, tremendo e esperando que o frio e a fome passassem.
Rael chegava na casa de Baldur já ofegante, metade do sol já no horizonte, mas ainda assim pequenas nuvens de condensação de formavam em sua boca conforme respirava, ela bateu na porta e chamou o homem, que apesar de acordar cedo, ainda dormia, após algum tempo chamando ele abriu a porta surpreso e adquiriu um olhar perturbado ao ver a moça em sua porta aquela hora, ele olhou ao redor para ver se algum perigo estava atrás de sua amiga e terminou de abrir a porta, cuja fresta apenas mostrava seu rosto.

Ele vestia uma calça e camisa velha, provavelmente algum pijama devido ao tom cinza desbotado, ele também colocava ao lado da porta um porrete de metal que ele segurou quando abriu a porta, uma defesa contra algum ”visitante” incômodo talvez?

-Vamos pequena, entre… O que diabos ocorre?


Baldur mostrava com as mãos uma poltrona velha para que Rael sentasse, ofertava uma manta para a aquecer e começava a ferver água para fazer um chá já que ele logo teria que acordar mesmo, então já se adiantou para dar algo de comer a sua amiga.

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Rael Kronin




Post: 02  
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Defeitos• Extravagante
• Altruísta
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Ken no yuusha


    Quem poderia imaginar que até mesmo o grande Reino de Illusia seria uma cidade fantasma durante a noite, esfregava os braços afastando um pouco do frio enquanto andava apressadamente, talvez fosse devido a situação, mas a brisa estava ainda mais gelada nesta manhã, meu coração palpitava tão rápido quanto o som dos passos, mal pude acreditar que finalmente estava fazendo aquilo.

    — Sinto muito vir tão cedo, mas eu precisava te ver uma última vez, — observava o bastão deixado de lado enquanto entrava em sua casa. — Mas não é nada grave a esse ponto, pelo menos não ainda gishishi… Perdão se te assustei.

    Agradecia pelo cobertor enquanto me confortava na poltrona, observava quietamente Baldur na cozinha, organizando os pensamentos antes de começar a falar.

    — Sobre aquilo que venho conversando a alguns meses, o casamento é daqui a três dias e… tentar convencer meus pais não adiantou de nada… — suspirava em desânimo  — chegou a hora de fugir dessa ilha! Por isso vim me despedir, você é a pessoa que mais me ajudou nos últimos dois anos, sou realmente muito grata. Queria muito que trabalhássemos juntos por mais um dia, mas acho que não posso arriscar o tempo em que ainda não descobriram que eu sumi hehe…

    Mais uma vez agradecendo, pegaria o chá com ambas as mãos, soprando o vapor antes de dar pequenos goles. — Em termos de planos… não temos um plano gishishi. Mas a minha ideia é fugir num barco pra alguma ilha com uma base da Marinha. Eu sei que você não gosta deles, mas — levantaria com ânimo da poltrona, jogando a coberta por cima dos ombros para trás — é só que ter o apoio de uma organização que defende os meus mesmo ideais parece muito muito bom! E por mais que você me diga que a justiça deles seja um conceito só de boca pra fora, eu tenho a sensação de que se for eu, se me esforçar bastante, posso fazer dar certo.

    Sentava de volta na poltrona, um pouquinho constrangida pelo súbito ânimo — também ouvi falar que eles tem um bom plano dentário… —  complementava bem baixinho, tentando me enterrar de volta na coberta  — por causa da minha família não posso me alistar na base daqui. Você costumava navegar pelos mares, ainda mantém o olho no porto? Talvez alguma embarcação que troque trabalho pela viagem ou algo do tipo.

    Finalizaria minha fala tomando o resto do chá, esperava chegar em alguma solução junta de Baldur, por mais que não fosse esse o caso, apenas estava feliz de poder vê-lo apropriadamente antes de ir embora, ao invés de uma simples carta… Apenas espero que dia ela possa me perdoar.

Deep
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DeepNovato
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~Narração~

Baldur ouvia as falas da jovem calado, ele a conhecia bem o suficiente para saber que sua opinião não mudaria a dela nesse momento mesmo se fosse contrária. Rael era uma menina criada na burguesia, não conhecia o mundo como ele, seus ombros pesavam de preocupação e ele se levantava esfregando a nuca.

-Se a marinha não ser o que você pensa fosse o único problema eu estouraria um champanhe para você… Olha, espera um segundo aqui…

O homem falava e saía de fininho do cômodo voltando com um pano azul escuro enrolado, ele colocava o mesmo no colo da amiga e sentava soltando o ar de seus pulmões como se cansado.

-Não tenho noção do vem e vai do porto, nem dos destinos, mas sempre há navios comerciantes indo e vindo das ilhas… Mas também não posso te deixar ir assim como está, se o frio não te pegar, alguém vai…

Rael ao desenrolar o pano perceberia que é uma capa com capuz para o frio, a mesma estava enrolada numa espada simples e uma pistola com munição.

-Eu até tentaria ir com você e te ajudar, mas você sabe que não sou mais tão aventureiro desde aquela flecha no joelho… Espero poder te ajudar através dessas armas…

O sol começava a entrar pelas janela e Baldur mandava um olhar para os raios de sol quase que os culpando por se separar de sua amiga.

-O dia no porto começa cedo, acho que você precisa ir se quer ter mais chances de sair antes de alguém te encontrar…


O homem parecia um tanto triste e preocupado, na mente dele sua amiga estava saindo para um mundo sujo e cruel pior que o casamento do qual ela corria, estando certo ou errado, ainda era uma opinião discordante de sua amiga, mas ele não podia deixar de apoiar ela, pois se o fizesse ela poderia continuar sua escolha sem ajuda alguma e passar por bocados ainda piores.
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Rael Kronin




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Ken no yuusha


    Ao abrir o manto, minha visão borrava com algumas lágrimas que começavam a se formar no canto dos olhos, o fato de Baldur não concordar com meu plano de fuga maluco e ainda assim me ajudar tanto era uma das coisas mais verdadeiras e gentis que alguém já fez por mim. Antes mesmo do homem ter a chance de sentar, levantaria num pulo direto para abraçá-lo bem forte, se não houvesse palavras suficientes para agradecê-lo que as ações o fizessem.

    — Vou cuidar bem delas, e você ainda vai ouvir falar de mim, pode ter certeza.

    Saía do abraço num sorriso, enquanto começava a experimentar a capa recebida, prenderia também ambos o sabre a o revólver no pouco de cinto que me restava, talvez eu devesse ter preparado alguma bagagem, mas já é tarde demais pra isso.

    — Tem razão, é melhor eu já ir… só uma última coisa — Abriria o antigo diário de bordo de meu bisavô, apanhando a carta que escrevi mais cedo. — Pode colocar isso na correspondência da case de meus pais daqui a alguns dias? Não tive a chance de me despedir deles… — Tentava esconder o tom de choro na voz — Eu também coloquei a ilha de Toroa como remetente, talvez atrapalhe uma possível busca. Bom, tenho que ir então, adeus Baldur, espero revê-lo de novo algum dia.

    Terminava a despedida com meu amigo com um bom sorriso no rosto, seu apoio era o pontapé inicial que eu precisava para ir com tudo. Agora com o Sol aquecendo meu rosto e o manto aconchegando meu corpo, seguiria em frente para o porto.



    Uma vez perto da orla da ilha, com o capuz vestido por discrição, procuraria por embarcações que pareçam posicionadas ou se preparando para partir.

    — Ei chefe! — chamaria a atenção de um dos marujos ou quem parecesse estar no comando — Este belo navio tem como destino alguma ilha com um QG da Marinha?f — caso a resposta fosse positiva continuaria — O que acha da proposta de me levar como tripulante só por essa viagem? Eu não tenho muito dinheiro mas… — mostraria meu punhado de 250.000 berries — mas se não for o suficiente eu não me oponho a trabalhar! Eu posso carregar a mercadoria, limpar o convés, puxar velas, e… e até mesmo entreter a tripulação durante a viagem!

    Bateria a palma das mãos juntando-as à frente do rosto em um sinal de pedir clemência — por favor eu só preciso sair dessa ilha, juro que não sou uma pessoa suspeita nem nada do tipo.

    Caso o navio em questão não tenha destino para uma ilha com a Marinha ou caso me seja negada a viagem, procuraria por outras embarcações no porto por um tempo seguindo a mesma abordagem.

off:
Minha intenção é de ir pra Las Capm, 80ª Filial ou Kano, o que for mais conveniente pra história.

Deep
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~Narração~

A despedida dos dois era selada com um abraço e a entrega de uma carta a ser colocada para seus pais lerem futuramente.

A jovem então saía e o sol fresco da manhã beijava suas bochechas, o vento ainda era frio e as fazia rosear, mas o manto a manteria quente o suficiente. Com cautela, Rael avançou até o porto, podia ver que muitos barcos pesqueiros já voltavam da pescaria da manhã para venderem seu peixe fresco bem cedo para as pessoas. Um pescador em especial vendia uma grande caixa de gelo e peixes para um senhor num barco com decoração num estilo diferente, parecia um restaurante de sushi sobre um barco comum.

Podia se ler “Restaurante marinho Uohta Foqi” na lateral do barco e pessoas que pareciam ser familiares uma das outras, devido ao jeito que se tratavam e por se parecerem, levavam os peixes para dentro e começavam a preparar o navio para partir.

A jovem se aproximou de um rapaz de aproximadamente a mesma idade que trabalhava no barco e fez a ele sua oferta, ele parecia tentado pela quantia de dinheiro, mas chamou alguém do barco.

-MAMA…


Uma senhora de uns quarenta anos saiu de dentro do barco e o jovem explicou a situação para a mesma. A senhora pelas expressões parecia compreender e veio falar com Rael.

-Olá, meu bem… Sou Uohta Rell, esposa de Foqi, dono do restaurante, na realidade estamos indo pra Las Camp nesse momento e creio que você quer entrar na marinha pelo seu pedido não? Bem, acontece que nosso barco não tem permissão do governo para levar passageiros, então não podemos receber para te levar para outra ilha… No entanto… Meu querido Foqi está doente esses dias e não está podendo vir conosco, sendo uma pessoa que quer se alistar na marinha, creio que você não tenha um corpo frágil, então se aceitar trabalhar em troca de comida, podemos apenas “demitir” você em Las Camp, assim não vamos ter problemas com dinheiro e você consegue chegar lá… Que tal?

A mulher usava um kimono um tanto quanto velho, provavelmente uma roupa antiga para fazer faxina, eles pareciam boas pessoas, humildes e bondosos. Poderia ser uma boa ir com eles, mas eles poderiam ficar em maus lençóis se a familia de Rael descobrisse.

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Rael Kronin




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    — What the…? — Era um nome estranho, até mesmo difícil de ler, e a tripulação não aparentava ser a mais aventureira, era um restaurante afinal de contas, mas se o barco flutua na água e navega pelo mar, já valia a pena ter tentado.

    — Certamente! — respondi com ânimo a pergunta sobre a Marinha — Pode-se dizer que é parte de um sonho meu hehe.

    A princípio ficava meio desapontada com a resposta, enquanto guardava o dinheiro de volta com desânimo, já estava prestes a desistir dessa embarcação à medida que ia escutando à senhora. Sua contraproposta, no entanto, trazia o sorriso de volta para meu rosto, era a troca perfeita!

    — Senhora Uohta, será um prazer trabalhar para você. — Responderia, com um tom sereno, levando a mão direita até o coração — Serei uma funcionária tão boa que vai dar até pena de me demitir no final — Apesar de que nunca tive a necessidade de fazer qualquer tarefa na vida, e tendo a forja de Baldur como única experiência de trabalho, mesmo assim diria estas palavras, com confiança e seriedade no rosto.

    — O que precisa que eu faça? Quer que eu carregue esses peixes para a dispensa? E depois? Faxina? Lavar os pratos? Servir os Clientes? Pode pedir qualquer coisa — Executaria qualquer tarefa com cem por cento de dedicação, posso não ter a melhor experiência, porém me certificaria de cobrir isso com empenho. Sempre que acabasse uma tarefa, iria até a senhoria imediatamente pedindo pela próxima. Enquanto ainda no porto tentaria ainda me manter discreta com o capuz, removendo-o uma vez que estivéssemos em alto mar.

Jean Fraga
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Jean FragaEstagiário
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A sailor


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Uohta gargalhava ouvindo as palavras da jovem, — Quero ver o que você consegue fazer com esse corpo que parece... tão delicado.

Ela agarrava algumas caixas com peixe e virando de costa, dava sua primeira ordem a Rael, — Pegue estas caixas que sobraram de peixe e as traga comigo.

Kronin não tinha muito dificuldade e logo enfileirava 3 caixas segurando-a a mais em baixo com as duas mãos, subia a rampa adentrando no barco, entraria de pé direito? Como seu bisavô costumava descrever em seus livros? Afinal, aquilo supostamente trazia mais sorte em suas viagens.

— Conte-me um pouco garota... quem é você? Afinal, agora você trabalha para mim e a viagem pode ser um pouco longa. – Seguindo juntas, chegavam na dispensa, a velha deixava as caixas que carregava e apontava para um local vazio, onde Rael depositava as caixas que antes estava carregando.

Podia notar ao levantar que Uohta estava com seu olhar fixo na espada e no revólver que ganhou de Baldur, porém parecia preferir falar nada naquele momento.

— Estamos prestes a partir, por isso, limpe a cozinha e lave os pratos e talheres, quero tudo tão brilhante quanto os feixes de luz viu? – Um sorriso cansado acompanhava a mulher que se virando, ia para o convés, sendo audível uma sequencia de ordens para aquele que parecia ser seu filho.

Porem naquele momento, o foco não era saber o que estava acontecendo lá fora e sim fazer jus ao combinado, Kronin era dedicada, ainda mais quando seus maiores sonhos estavam sobre a mesa, os minutos passavam e ela mal percebia, porém a cada instante tudo ficava mais arrumado e limpo, quase parecendo um lugar novo.

As coisas pareciam andar bem, — Mama! Prontos para part- Fala que era cortada por um grito forte e alto, uma voz vinda do cais bem memorável para Rael, era Jackson, o chefe da guarda de sua família.

Rael podia neste momento ver a cena entre as frechas presente nas madeiras que faziam a parede da cozinha, o guarda estava pronto para gritar com o garoto quando ao ver Uohta, uma velha rabugenta e pouco amigável, parecia repensar o que antes iria ser dito e então com um tom moderado, falava.

— Desculpe a gritaria logo cedo senhorita! Estamos à procura de uma garota!! Ela fugiu e os pais estão muito preocupados, teria a visto? – Uma foto de Rael era entregue, o garoto ficava calado e a mulher respondia alguns segundos depois.

— Preocupados não é mesmo? Então porque você não a procura em um lugar que faça sentindo? O que uma donzela estaria fazendo em um barco como este? — Veja bem..., ela foi avistada vindo nesta direç- — Não tenho tempo para este papo... Infelizmente vocês não a encontraram aqui, se me dão licença... Alex! – o filho que estava logo ao lado subia a prancha e começava a liberar o barco.

Jackson e os guardas que o acompanhavam aos poucos se afastavam do cais, indo em outra direção, por pouco foi salva, mas quais seriam os motivos para Uohta ter a salvado desta?

— Barco a todo vapor! – Dizia o garoto, aos poucos o barulho do mar ia aumentando e os ventos pareciam se intensificar, o sol ia nascendo cada vez mas e com sigo, o calor vinha junto, assim como ele permitia que Rael olhasse para aquele lindo mar que a tanto esperava, — Venha aqui fora garota!

A velha estava na parte de trás do barco, apoiada sobre a borda e vendo a ilha se afastando aos poucos, — Imaginei que fosse querer se despedir...



Info Ivana:
Post: 04
Nome: Rael Kronin
Proficiências: Dança | Física | Forja | Joalheria | Mecânica.

Qualidades: Ambidestra | Atraente | Carismática | Liderança | Afinidade com Haki
Defeitos:  Obcecado | Extravagante | Altruísta | Impulsivo | Heroico

Ganhos: • Pistola
• Sabre
• Manto
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Localização: Reino de Illusia - West Blue
Link da Ficha: Rael Kronin







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Rael Kronin




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    Ficava um pouco constrangida com as gargalhadas da senhora Uohta, mas não podia culpá-la, ninguém acreditaria que uma garota mimada da aristocracia iria se dispor a um trabalho braçal. Não respondi ao comentário, deixava que minhas ações justificassem as palavras ao levantar as caixas com facilidade.

    Hesitava um pouco com a pergunta da senhora, quem eu sou? É a resposta para essa pergunta que eu estou fugindo nesse barco justamente agora. Ao invés disso achei mais pertinente dizer quem eu gostaria de ser daqui pra frente.

    — Rael de Illusia — foi como me apresentei ocultando meu sobrenome. Não é como se eu estivesse negando minha família a partir de agora, apenas preciso de um pouco mais de distância para criar minha própria identidade — Se você é familiar com essa ilha, deve saber sobre o cavaleiro traidor do povo que protegeu um rei tirano até a sua morte. Desde pequena tive acesso ao seu diário e pude perceber como sua história foi distorcida, e o quão bondoso e gentil ele era, ninguém fala mais disso… em suas últimas páginas, li que o único arrependimento de sua vida foi não ter conseguido livrar um amigo de sua doença pelo poder, ele era na verdade um herói que ajudava as pessoas! Meu sonho é seguir os seus passos, por isso estou fugi… — Vacilava na voz enquanto me corrigia — err… por isso estou partindo de casa.

    Esperava que ela não notasse o meu deslize, se ela soubesse meu sobrenome ou que estou fugindo, me ajudar poderia lhe causar alguns problemas. Comecei a pensar se talvez não estivesse cometendo um erro ao pedir refúgio para pessoas comuns.

    — Desculpe, acabei criando um monólogo, às vezes eu falo demais… — Concluí ao colocar as caixas no chão, foi quando pude perceber que a Senhora Uohta também era uma mulher de cultura. Infelizmente não possuía nenhuma história que exaltasse a magnífica peça de arte que era meu novo sabre, por hora se tratava apenas do presente de despedida de um amigo, por isso também não comentei nada, apenas sorri para a mulher.



    Começava então a me aprontar para as próximas tarefas — Pode deixar, senhora! — Responderia às suas ordens com intensidade para demonstrar que não estava ali apenas para uma viagem de graça. De fato não era uma atividade que estava acostumada, acho que nunca precisei lavar louça antes, e mesmo no trabalho da forja nós sujamos a oficina mais do que qualquer coisa, só esperava não quebrar nenhum prato, manuseando-os com cuidado, no final o trabalho duro valeu os esforço! Já estava prestes a sair e pedir minha próxima tarefa quando escutei a comoção do lado de fora.

    — A não… — Me encolhi extintivamente puxando ainda mais o capuz assim que escutei a voz de Jackson, seria possível que me achassem tão fácil assim? Pensamentos e pensamentos não paravam de correr na minha cabeça mais rápido do que eu conseguia processar.

    “Devo me entregar? Continuar escondida? Será que consigo nocautear o Jackson? Não, impossível! Mesmo que fosse isso traria problemas ao restaurante. Se me pegam agora minha mãe vai me trancar numa masmorra até o casamento…”

    Minha respiração pesava, acelerando cada vez mais, talvez estivesse no limiar de um ataque de ansiedade, o que interrompia a mim mesma de fazer qualquer bobagem era a própria Senhora Uohta, decidida a me ajudar. Por mais que a situação estivesse aparentemente resolvida, e pudesse sentir o movimento do barco, fiquei sentada em um canto no chão da cozinha por mais um tempo, tentando me acalmar novamente.

    Foi quando fui chamada, que ao subir no convés, envergonhada, meu coração finalmente se acalmou ao ver a vista da ilha de longe. Finalmente tiraria o capuz da cabeça, revelando um olhar que brilhava de encanto, me aproximava da borda do navio aos poucos.

    Se antes estava distraída com minha conversa para perceber o simbolismo de ter dado meu primeiro passo numa embarcação, agora toda a ficha caía, era como um sonho se tornando realidade. Em seu diário meu bisavô escreveu que a vista mais memorável para ele, não foi nenhuma cachoeira que corre para cima, cidade submersa ou ilhas flutuantes, mas sim a visão de sua casa se distanciando cada vez mais até sumir no horizonte, pois aquilo significava um novo começo. Na hora me lembrei de tais palavras, porque pra mim, aquilo representava a mesma coisa.



    — Me desculpe por ter mentido, eu devia ter medido as consequências do que estava fazendo — disse à Senhora Uohta, por mais que já estivesse mais calma, era notável o pesar em minha voz — por que a senhora não me entregou? Certamente receberia uma recompensa generosa.