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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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I - Desventuras em Sirarossa

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
I - Desventuras em Sirarossa Qui Maio 27, 2021 9:11 pm
Relembrando a primeira mensagem :

I - Desventuras em Sirarossa

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Yuura Mimiko. A qual não possui narrador definido.

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I - Desventuras em Sirarossa - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Pepe
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Pepe
Avaliador
Re: I - Desventuras em Sirarossa Qui Jun 24, 2021 9:46 am


Narração

Tanto para os narrados quanto para o avaliador:
Como algumas coisas foram narradas na aventura dos dois que invadiram e não vou simplesmente “fingir que não aconteceu” ou alterar bizarramente a situação para já encaixar direto no que estou fazendo... até porque não faria sentido algum. Considere senhor avaliador, que os dois que invadiram estão alguns dias a frente da menina maluquinha, ok?
Quantos dias? Faço a mínima, provavelmente alguma coisa forçada no futuro para tentar fazer as histórias se encaixarem da melhor forma que eu conseguir/querer

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã

A menina estava morrendo de vergonha quanto a situação toda. Tentava fazer uma piada para retirar a atenção talvez, mas o que conseguia era um contragolpe do velhote, e um bem poderoso. — Contratei uma aprendiz de ferreira que não consegue acender uma fornalha sem tacar fogo na loja? — uma das sobrancelhas dele se levantava em questionamento, apesar dele claramente não precisar de resposta.

Enquanto Arthur ia para a fornalha, Mimiko pegava sua roupa e tocava na neve pela primeira vez com o braço meramente estendido para fora da janela. Quando chegava no salão principal, sentia que o calor já começava a se espalhar. O velho havia deixado um local para ela estender a roupa.

Ele sorria vendo-a fazendo aquilo, parecia uma piada para ele toda a situação, ambos estavam bem confortáveis na situação. Ou seja, era óbvio que Mimiko precisava fazer algo para acabar com isso. A menina pedia uma troca do trato que haviam feito. Antes de ouvir a resposta, a jovem já sabia que aquilo no mínimo não agradara a Arthur. E não era nem que ele não gostara de forma violenta ou raivosa, o que a criança notava era que a alegria do velho se extinguia enquanto ele processava a informação. Um mero flash da reação dele quando ela pediu por uma glaive passava em sua mente.

— Claro que podemos trocar, você trabalhará e receberá o que for justo — ouviu ele respondendo, mas toda a graça e piada com a situação em que estavam havia sumido. Se até poucos instantes atrás Arthur a via como uma possível neta que compartilhava o mesmo amor pela mesma arma que ele. Agora a relação havia mudado para algo completamente profissional. — Não tenho nenhuma arma de fogo boa como a glaive, mas imagino que isso não será um problema — ouvia ele falando em um tom mais comercial, como se estivessem realmente negociando uma compra.

Por isso, qualquer pergunta que Mimiko pensara em responder simplesmente não ocorria, o velho não se interessava muito no motivo da mudança naquele momento. Com isso a menina não só conseguia se trocar quando a roupa secara, como depois recebia a permissão rápida para ir a tão queria loja de doces.

Andar na neve para a criança maluquinha era algo inovador e tudo era novo ali. Via que o povo na rua andava bem agasalhado, inclusive notava que sua roupa de frio não era tão própria para a neve quanto a do resto. Talvez não tivesse esperado secar direito? Nããã, era só que a roupa não era feita para frios tão intensos quanto aqueles.

Entrando na loja, que era bem fácil de achar, pois literalmente ela gritava “temos doces aqui” pelos desenhos que eram expostos no vidro ao lado da porta de entrada, Mimiko sentia o calor novamente atingindo-a. Batia a neve e logo depois começava a pedir desculpas pelo feito. O povo lá dentro não dava muita atenção para a criança fazendo besteira.

Mimiko pedia por doces específicos, para a felicidade da menina, o vendedor sorria para a criança e falava que tinha sim. Os doces ficaram no preço camarada de cento e cinquenta mil berries, Yuura então não só os comprava, como logo colocava um em sua boca e degustava do doce. Aquela deliciosa substância em sua boca, fazia tempo que não havia sentido algo assim.

Pôde retornar para a loja com um sorriso no rosto, estava feliz. E animada perguntava se Arthur queria algo, mas o velhote ainda estava no humor mais tristonho e depressivo que a jovem havia o colocado mais cedo. — Vou te ensinar sobre projéteis. Não posso permitir uma ferreira que não sabe algo tão básico assim — falou ele, agora pela primeira vez Mimiko sentia uma pontada de raiva nas palavras dele, mas não parecia raiva direcionada a ela. Parecia algo mais interno. — Vamos, você tem muito a aprender — falava ele indicando para irem ao interior da loja.

Formiga pode fazer o aprendizado da perícia, gaste o tempo que quiser do dia para o aprendizado, lembrando que mesmo controlando ele no aprendizado, você não vai poder mudar o humor dele a seu bel prazer ou algo do tipo

Arthur e John
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Tarde/Começo de Noite

Os novos protagonistas da história não eram tão carismáticos quanto a menina maluquinha, já estavam iniciados no mundo do crime e com planos de pegar gente que não deveria. E esse inclusive era o foco de um deles. Arthur, este não tão velho quanto o da outra parte da história, estava se preparando para voltar ao encontro, algo necessário, já que Evellyn estava claramente entediada naquele local.

E havia motivos para não estar? Do lado de fora um começo de chuva que aos poucos ia ficando mais e mais forte. Do lado de dentro estava sentada esperando naquele hotel enquanto alguns mafiosos chegavam. A sinalização clara de que o poder da marinha ali na ilha era completamente inútil, uma mera fachada.

Antes de se separarem, a única coisa que Cavendish falava era para John descobrir as informações por conta própria. White parecia satisfeito com essa ideia.

De qualquer forma, o claramente pior personagem dos três por causa dos gostos já estranhos, ia até a marinheira e perguntava o que ela desejava fazer. — Jantar — respondia ela rapidamente, olhando não só para ele, como para os mafiosos ali no hotel. Arthur parecia que ia pegar um guarda-chuva, mas sentia a menina puxando a calça dele, afinal era só o que ela alcançava. — Vamos indo — disse Evellyn querendo sair. — Não tem problema nos molharmos um pouco... — falava ela olhando para ele. — Podemos nos aquecer depois — completava ela já indicando para saírem.

John assim, de dentro do hotel, via seu amigo de longa data saindo com alguém menor que a metade do tamanho dele na chuva e foi se divertir com a investigação. Para isso começou a procurar pelo garçom que havia dado pistas de que possuía informações.

Enquanto fazia isso, percebia que o homem havia simplesmente desaparecido. Ao invés de sair perguntando, preferiu ir até o hall e esperar... e esperar... e esperar... o garçom dormia no hotel? A resposta era negativa e não demorou para John entender o porquê da demora. Um grito ecoou no hall do hotel e uma comoção aconteceu. White ouvia que um funcionário do local havia sido encontrado morto.

Já enquanto o coitado esperava, Arthur e Evellyn, bem molhados, acabavam entrando em um restaurante que exalava um calor agradável. O motivo disso era simples. Usavam um fogão a lenha no centro dele e ele estava acesso. Com uma grande panela cheia de sopa no centro. O ambiente era bem amigável, vários amigos e colegas de trabalho pareciam comer ali para aproveitar que havia acabado o expediente.

Legenda:

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Formiga
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Formiga
Desenvolvedor
Re: I - Desventuras em Sirarossa Qui Jun 24, 2021 3:13 pm
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As palavras de Arthur sobre não conseguir acender a fornalha foi algo totalmente desnecessário, eu sou apenas precavida, entendem? A mudança de clima e até mesmo de postura após meu pedido de mudança foi algo que me chamou atenção, será que fiz algo tão errado assim? Eu sinceramente não vejo nenhum problema disso, mas se tiver algo por trás disso? Até mesmo suas palavras estavam carregadas com uma certa rispidez – “Você acredita que tem algo a ver com a família dele?” – Perguntei mentalmente a Yui – “Foi só falar sobre arma de fogo e ele ficou desse jeito, se eu tivesse cogitado essa opção... Tentaria fazer de outra forma.” – Continuei – “Talvez...talvez... Mas é só uma suposição, não é? Você sabe que a melhor forma de resolver é você sendo direta e reta, pergunta a ele.” – Yui estava certa, provavelmente eu devia perguntar logo de cara, mas, ao mesmo tempo, sei que não devo fazer isso assim do nada, não quero deixar ele mais triste ou acabar jogando tudo que temos por água abaixo, mesmo que pelo jeito para ele isso já aconteceu.

Algumas coisas rolaram, inclusive a compra dos doces e graças ao bom Deus eu finalmente consegui suprir meu vício, será que devo procurar ajuda médica? Isso não é nada normal. Arthur não ter uma arma compatível com a Glaive não era algo ruim, não vou mentir que seria boa uma arma daquele nível, mas, eu estava usufruindo bastante de toda a situação, inclusive, aumentar meu leque de habilidades que me ajudaram na minha jornada, não sei qual ainda, mas espero que seja legal

Aprendizado de Proficiência

O bisavô me chamou para começar o aprendizado assim que voltei para loja, suas palavras carregavam muito mais rispidez do que antes e aquilo estava me incomodando, entretanto, não era hora de resolver isso, primeiro aprender a criar Projéteis – Você não tem nenhuma experiência com isso, correto? Então iremos começar do básico. – Disse o homem mexendo em alguns itens nas proximidades da fornalha, pegando uma porção de lingote e colocando no fogo – Antes da Pólvora as pessoas usavam arcos, flechas e outras armas do mesmo estilo, você tem alguma ideia de como eram feitas? – Indagou Arthur com um olhar sério, onde estava aquele homem gentil e de certa forma, bem-humorado? – Com moldes? Assim como são feitas as armas. – Respondi tentando não demonstrar o meu desconforto com toda aquela situação e, ao mesmo tempo, buscando focar apenas no aprendizado e esquecendo situações triviais – Não está completamente errada, mas existem outras formas de fazer isso, principalmente quando você não tem os materiais necessários para forjar. – O homem então a liga metálica que anteriormente colocou na fornalha – Venha cá. – Disse. Sem demora fui até o mesmo, me mantendo próxima a ela, mas nem tanto – Existem várias formas de se fabricar a ponta de uma flecha, por exemplo, essa é uma das mais simples, você vê a ponta fina? Padrão para perfurar a carne. – Fiquei atenta às palavras do velho – Esse aqui é diferente, vê essas protuberâncias nas pontas? O tipo de perfuração e dano causado é outro. – Mexeu ainda mais nos moldes, colocando em fileira – Existem também outros tipos com diferentes funções, você pode até mesmo colocar algum produto dentro desta, como pólvora para que ela exploda ao contato. – Sinceramente me sentia maravilhada com tamanha variedade de itens que podem ser feitos com algo tão simples – Tente fazer uma, use a liga que coloquei no fogo, já deve está pronta. – A ordem havia sido dada e eu prontamente iria cumpri-la.

Me preparei tomando os devidos cuidados, colocando as luvas para que minha mão não queimasse – Certo. – Proferi com convicção e confiança, hoje seria diferente de ontem, aquela foi a primeira vez depois de algum tempo e a insegurança tomou conta de mim, contudo, como eu disse… hoje não! Pegaria o molde mais simples para começar, com cuidado derramaria o metal em seu estado propício a isso no molde, podia sentir o calor em meu rosto e uma certa euforia por estar mexendo com algo que fez parte da minha vida e que só me traz boas recordações. Não demorou para que o material secasse, ficando no ponto para ser trabalhado – Coloquei demais, droga! – Reclamei comigo, um vacilo bobo como aquele não poderia se repetir. Olhei ao redor buscando pelo martelo que seria necessário para arrumar aquele pequeno problema, usando outro “item”, como se fosse uma pinça, pegaria o projeto de ponta de flecha e colocaria no fogo novamente, precisaria que o metal ficasse mais maleável para que o trabalho correto fosse feito. As chamas estavam tão quentes que não demorava para aquecer a liga, rapidamente coloquei a mesma em cima da superfície de metal que usaria – "Lembra do que o vovô Khan dizia, com cuidado, em cada martelada deposite sua confiança.” – A voz de Yui surgia em minha mente como um presente divino, realmente o vovô dizia isso – Ok! – Respondi sem ligar para Arthur que estava próximo, observando todo o trabalho e então começava a martelar o metal, meu objetivo era aumentar um pouco mais o tamanho da ponta, afinando a mesma, já que ficou grossa demais. Meu braço erguia e descia carregando toda minha força, vontade e empenho em concluir aquele objetivo, o som realizado em meus movimentos traziam recordações dos ensinamentos e momentos vividos com minha família no passado, eu sentia estar no caminho.


I - Desventuras em Sirarossa - Página 2 Tenor


Você fez o certo... – Disse o homem atrás de mim – Mas uma ponta tão grande quanto essa, talvez traga um certo desequilíbrio para o arqueiro, você não concorda? – Pensei e aquilo era lógico, a existência do padrão não era simplesmente para facilitar a confecção – Sim, o senhor está certo... – Respondi um pouco triste, novamente não tinha feito um trabalho realmente bom como esperava – Existe toda uma logística por trás da confecção de projéteis, a finalidade, cada arma tem sua própria munição, por exemplo. Mas você não está totalmente errada, flechas dependem muito mais de quem as usa do que do projétil feito, sendo bem sincero, no seu caso dependendo da habilidade de quem use, o estrago feito por ela será maior que o padrão. – Era verdade! Quanto maior o tamanho, maior o dano! Não tem algo assim? Quanto maior a altura, pior a queda? Quanto maior a altura, mais fácil escorrega? Não lembro – Para vender o padrão deve ser seguido à risca, pois existe todo um controle de insumos por trás das confecções e também não podemos ser injustos com nossos clientes. – Continuou o falatório – Tente de novo. – Disse. Fiz um sinal positivo com a cabeça e novamente voltei minha atenção à fornalha, repetindo o processo tendo mais calma em cada passo feito, nem sequer percebi o tempo passando, sinceramente, eu estava me divertindo.

Bem melhor! – Escutei as palavras que por breves momentos me trouxe uma sensação que tudo estava bem, mas logo sua expressão me trouxe a realidade – Vamos agora para o mais comum de hoje em dia. – Pegou mais algumas coisas e alinhou – Munições você deve saber que utilizam pólvora no seu interior e a ponta é feita de modo que aumenta a perfuração do projétil, mas nem todas são feitas para causar esse dano perfurante. – Pegou um cartucho robusto e vermelho – Essa aqui é uma cápsula de uma arma pesada. – Abriu o mesmo e pude ver pequenas esferas metálicas em seu interior – Quando é disparado essa pequena “capa” protetora se desfaz e esses fragmentos se espalham, causando um dano maior do que está. – Me mostrou uma munição pequena e com a ponta extremamente fina – Essa como pode ver tem sua perfuração intensificada, dada sua estrutura pontiaguda. – Foi alinhando de maneira crescente o tamanho das munições – O que deve se atentar na confecção desses Projéteis é algo bem semelhante à flecha, o padrão. Já que elas ficam nos cartuchos, se você fizer algo maior do que o necessário, não vai caber ou pode até mesmo travar na hora do disparo e não é isso que queremos - Pausou por um momento jogando em minha direção uma espécie de molde grande – Use esse, lembre-se do cuidado necessário. – Falou de maneira direta.

Novamente fiz um sinal positivo com a cabeça e comecei a confecção da munição, utilizando o metal e despejando a quantidade ideal no molde, esperei em seguida secar – Pronto! – Disse um pouco animada – Essa é a "embalagem" da munição, sendo bem simples em minhas palavras.Venha. – Segui o mesmo até outro canto, onde com dificuldade ele puxava um saco com aspecto velho, prontamente o ajudei naquele trabalho – Isso é pólvora. Assim como a flecha e a munição você não pode por mais do que o necessário, veja como eu faço. – Ele colocou o necessário apenas no “olhômetro” aquilo mostrava a sua vasta experiência realizando a confecção daqueles itens – Eu já deixo algumas partes prontas, veja. – Jogou uma delas em minha direção, era a “bala” propriamente dita – É essa parte que é lançada após o disparo, a “capa” é apenas para armazenar pólvora e por fim aqui atrás tem a parte onde é “acertada” pela arma e onde ocorre todo o processo. Para juntar é simples... – Ele continuou a falar e explicar o processo que deveria ser feito, me mantive atenta prestando atenção em suas palavras e ações para que meu entendimento fosse o maior possível – Sua vez. – Abriu uma gaveta pegando os itens necessários para confecção da munição e então comecei a realizar todo o processo, mantendo calma e tendo atenção em cada etapa, Arthur estava ao meu lado realizando o mesmo processo, talvez tivesse alguma entrega daquela munição em breve.

Fim do aprendizado

Sabe quando você se sente confortável fazendo um trabalho que bem percebe o tempo passando? Não dá sede, muito menos fome. Eu estava imersa naquele ambiente quente, escutando as marteladas, o som da madeira queimando para manter acesa a fornalha. O suor escorria pelo meu rosto que provavelmente estava um tanto quanto vermelho, me sentia cansada e, ao mesmo tempo, satisfeita em ter aumentado minhas habilidades com relação à criação de Projéteis, me sentia confiante em fabricar o que fosse pedido por Arthur – Pensei que seria mais fácil, mas tem todo um processo. – Bradei de maneira tranquila como fazia antes do pedido de mudança, por um momento esqueci que a situação havia mudado – Aliás... – Falei, mas parei em seguida, minha expressão provavelmente passava uma certa dúvida e/ou insegurança – Por qual motivo o senhor mudou comigo? – Perguntei de maneira séria – Pedir a mudança no pagamento foi algo tão ruim assim? Sentia que antes o senhor era basicamente o meu bisavô, mesmo com pouco tempo que nos conhecemos, já tenho um carinho pelo senhor. – A tristeza era perceptível em minhas palavras, já perdi o meu avô e por sorte encontrei alguém que além de me trazer recordações, se mostrou extremamente solicito e também demonstrar um carinho por mim – Me desculpe se fiz algo de errado, eu não queria que nós ficássemos assim. – As lágrimas começavam a escorrer pelo meu rosto, não gostava de ter situações mal resolvidas ou ser um incômodo para aqueles que me tratam bem – Se o senhor quiser, eu aceito a glaive. Só não quero sentir como se fosse um problema para você, do nada começou a me tratar com frieza. – Conclui, mas não consegui conter as lágrimas.

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Permaneci parada olhando para Arthur em meio ao choro que não parou, senti o abraço de Yui em minhas costas e vi suas pequenas mãos de entrelaçando no meu abdômen - Calma Mimi, calma.. - Sua voz escoava em minha mente, contudo, de nada adiantou.


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Koji
Avaliador
Re: I - Desventuras em Sirarossa Sab Jun 26, 2021 12:12 am


I - Desventuras em Sirarossa - 02
Sirarossa



A investigação liderada por mim, começava, enquanto Arthur farreava com sua nova conhecida. Ela parecia ser BEM menor que ele, o que me colocaria em um devaneio o qual não valia a pena imaginar. "Uma coisa é fato, ele nunca vai mudar..." — pensaria recordando nossos tempos no orfanato. Ele é mulherengo, e penso que isso nunca vai mudar, se tornou intrínseco à sua essência. "Não vou lamentar agora que ele já deve estar longe, vou focar no que devo fazer agora." — passando isso pela minha cabeça, eu passava a esperar e esperar, sem um fim a vista para todo aquele tempo sozinho. Eu não havia encontrado o dito homem no bar, e esperava encontrá-lo na volta para casa, mas o que é isso? Minha expressão mudaria suavemente para uma indignação.

Por um momento começava a pensar na possibilidade de ele ainda estar no interior do hotel, mas isso logo se desvanecia. "Empregados vivendo em um hotel como esse? Nah." — poderia parecer julgativo, mas um senso-comum era algo difícil de retirar da concepção formada em sua mente. Minha espera parecia acabar, quando de repente, um barulho estridente, e bem familiar para mim, soava vindo do hall do hotel. Um tiro de arma de fogo, a coisa mais comum em Sirarossa, talvez. "Mas o que..." — indagava enquanto seguia meu olhar para ver cada um dos transeuntes ali. Uma comoção se formava, e eu, atônito, iria até o local do disparo ver o ocorrido. Se houvessem pessoas correndo na minha direção contrária, tentaria evitá-las, para chegar logo ao corpo sem rodeios.

Chegando na cena do crime, tentaria primeiramente analisar o corpo do provável falecido. Se fosse o homem que eu procurava, as coisas haviam ficado significantemente mais acaloradas. Porém, se não fosse... bom... "Em ambos os casos devo ir falar com Arthur. Ele certamente vai se interessar com um assassinato assim, além de poder haver conexão com o massacre de nosso orfanato." — eu matutava minhas opções enquanto checava o corpo. Se o meu medo se tornasse realidade, e aquele barman indicado tiver morrido, seria um grande indício de alguém o silenciando ao ouvir a conversa e a informação que o homem propagou. "Nesse caso, esses homens possuem olhos e ouvidos por todo o hotel. Será que realmente podemos lutar contra eles?" — não podia deixar de duvidar de algo assim, dada as prováveis circunstâncias.

De qualquer maneira, não posso ficar muito aqui, muito menos fuçando onde não sou chamado. "Esse tipo de gente é perigosa demais para dar mole assim." — denotaria mentalmente como um lembrete por essas terras. Imediatamente, então, sairia daquele lugar para procurar por Arthur, enquanto pensaria em algumas coisas sobre esse assassinato. "Se realmente for o homem que Arthur indicou, provavelmente os assassinos foram aqueles homens de preto que chamaram nossa atenção, talvez." — pensaria, amontoando possibilidades para investigá-las minuciosamente depois. "E mesmo que não for, o assassino tem que ter ligação com o hotel para poder monitorar alguém assim." — assumiria, sem medo de errar. Realmente era muito estranho alguém ouvir uma conversa de poucas palavras e ser silenciado assim. O que abria para outra possibilidade: "Uma coisa não tem nada a ver com a outra e estou pensando de mais." — teria que considerar tudo daqui para frente.

Tentaria não encher muito minha cabeça com isso agora, pois pensar de mais não me levaria a lugar algum, principalmente sem Arthur. "Não quero avançar sem ele, já que Arthur também é parte disso." — bateria o martelo mental para o veredito: eu iria atrás dele antes de começar a ação. Começaria perguntando para os transeuntes da cidade, talvez até mercadores que estivessem desmontando suas barracas com produtos por conta do horário. "Não deve ser tão difícil encontrar alguém de quatro metros, não é?" — pensaria inocentemente, sem considerar a má vontade de alguns que eu poderia encontrar. Abordaria aqueles que estivessem fixamente em algum lugar, principalmente, pois eles são os principais propagadores de informação.

— Boa noite, senhor(a), você por acaso viu um rapaz de aproximadamente quatro metros, vestindo roupas escuras e etc? — seria gentil e falaria calmamente. O segredo para tudo era sempre a gentileza - na maioria das vezes é claro. — Obrigado! — retrucaria caso houvesse informação ou não. Além disso, seguiria por locais onde haviam restaurantes e bares, já que seria um lugar usual para se ter um encontro. Nesse momento utilizaria da minha estadia vitalícia em Sirarossa para tentar não me perder pela selva de pedra.

Repetiria o processo e casualmente entraria em alguns restaurantes que passasse pelo caminho até encontrar meu irmão e sua companheira. Não deveria ser difícil perder uma dupla tão improvável quanto aquela, não é? "Perdão por estragar seu encontro, irmão..." — pensaria ao avistá-lo e correr em sua direção, com uma expressão claramente agitada e com pressa. Não demoraria muito para espalhar o que havia acontecido no local de antes.

— Arthur! Finalmente o encontrei. — acenaria brevemente para a "mulher" ao lado dele, caso estivesse lá, e voltaria minha atenção para o homem. — Houve um assassinato no hotel! Um funcionário morreu baleado lá, foi X pessoa! — essa frase teria mais efeito caso o nosso alvo fosse a vítima, mas de qualquer forma, isso abalaria o homem, provavelmente. — Eu tenho algumas hipóteses, mas acho que antes devemos investigar mais a fundo isso... de maneira discreta, preferencialmente. — falaria para ele, claramente temendo ter o mesmo destino que aquele pobre funcionário(a).


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   Code by Arthur Lancaster

     
        

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Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
Arthur Lancaster
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Re: I - Desventuras em Sirarossa Seg Jun 28, 2021 2:11 am

 
 
Post 02
"Desventuras em Sirarossa"
O imperador das sombras

A tensão que Evellyn refletiu no hotel se aliviava agora naquele restaurante aconchegante, por isso aproveitaria ao máximo aquele momento, procurando me manter aquecido secando o que a chuva havia provocado em minhas vestes e pele. Por isso procuraria um lugar próximo ao forno para me assentar.

- O que você deseja comer, minha querida? - Quebraria o gelo procurando saber o que ela gostaria, queria deixar ela o mais confortável possível. - Bom vou pedir o mesmo então, estou começando a ficar com fome.

Um sorriso reconfortante nasceria em meu rosto, então chamaria algum atendente erguendo minha mão direita, e quando o mesmo vinhesse diria o que ela havia escolhido, e depois pediria o mesmo só que em proporções maiores para poder me alimentar. Enquanto esperava o pedido ser entregue, procuraria ouvir ela falar sobre a mesma dando espaço para ela se abrir.

- E então Evellyn me conta mais sobre você, sobre seu dia a dia. - Apoiaria minha mão esquerda sobre meu rosto enquanto admirava sua beleza angelical. - Você disse hoje mais cedo, que as coisas estavam agitadas no quartel da marinha, tem tido muitas confusões aqui em Sirarrosa?

Esperaria que ela se sentisse confortável comigo principalmente por usar de toda minha simpatia e carisma, além da dose de bebida que ela havia tomado mais cedo, meu objetivo era simples, queria saber de possíveis recompensas através de informações de uma marinheira que atende as pessoas da ilha, mas além disso torcia para ela ter conhecimento sobre o que acontecerá no orfanato.

- Querida, eu prometi algo para meus irmãos, vingar quem massacrou um orfanato na cidade a alguns tempo atrás. - Meus olhos se voltariam para ela com um pouco de angústia, pelos sentimentos que sentia sobre aquele acontecimento. - Você tem algum conhecimento sobre? Preciso levar justiça ao culpado com minhas próprias mãos. - Apertava minhas mãos sentindo a raiva que começava a transbordar em meu âmago.

Quando chegasse a comida, agradeceria quem me servisse com um sorriso e uma saudação com a cabeça, estava grato por finalmente poder me alimentar depois de algumas horas. Logo estaria comendo aproveitando aquela refeição com prazer, com a fome que estava seria difícil achar algo ruim, daria continuidade com a conversa sempre ouvindo ela e dando atenção para suas falas, procurando ganhar sua confiança cada vez mais.

Após comer, a ansiedade provavelmente começaria a me perturbar, afinal já fazia algumas horas desde a última vez que saciei meu vício, precisava pensar com clareza com as possíveis informações que Evellyn havia me fornecido. Mais uma vez levantaria a mão chamando a mesma que pessoa que me atendera anteriormente e pediria. - Poderia me fornecer um charuto? e algo para acende-lo?




Histórico:



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Ficha

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Bim sala bim

Pepe
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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex Jul 02, 2021 5:23 am


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã-até sabe-se lá quando

O aprendizado fora extenso, mas muito proveitoso. A menina maluquinha realmente aprendia o que precisava sobre projéteis e isso provavelmente a ajudaria muito já que agora do nada utilizaria uma arma de fogo e não uma glaive como desejava antes.

Isso inclusive retornava em sua mente o modo como fora tratada, como Arthur havia mudado de água para o vinho em tão pouco tempo. E a criança, direta como era, não poderia deixar por isso mesmo, precisava indagar ao senhor o que estaria acontecendo. E como fazer isso se não chorando para foder ainda mais o psicológico do velhote?

Mimi até começava séria, mas não durava muito, pois começava a soltar lágrimas enquanto falava. Só que as últimas frases dela eram as piores possível. No começo Arthur até parecia triste de deixá-la triste, falando de família parecia pesar no coração dele. Para terem chegado naquela situação provavelmente lembrava da própria filha partindo. Porém quando a criança falava da glaive a tristeza dele se modificava, era a mais pura expressão de decepção.

Assim, quando ela terminou de falar a palavra frieza, o que vinha em seguida não era frio, até porque para se estar decepcionado com alguém precisava se esperar algo. — Quando você apareceu pedindo por uma glaive de maneira tão animada... eu pensei que havia encontrado alguém com a mesma paixão que eu, alguém que poderia herdar minha paixão — falava Arthur se virando na direção da entrada da loja, apesar desta estar com uma parede na frente. — Mas não demorou para perceber que era só minha mente velha me iludindo novamente. E você deixa isso cada dia mais claro — falava ele completamente desapontado, mas parecia ser desapontado com ele mesmo, como se ele tivesse falhado.

Uma pausa era dada e ele comentava ainda sem olhar para Mimi. — “Se o senhor quiser, eu aceito a glaive”, olha o seu desprezo por tão bela arma. Deveria ser um motivo de orgulho usá-la, mas voc... — ele parava sem concluir a linha de raciocínio dele.

O velho respirava fundo.

Um minuto? Talvez até mais tempo havia se passado quando Arthur finalmente voltava a falar. — Bem, eu não sou o seu bisavô, peço desculpas se estou te tratando diferente, mas preciso de um tempo para absorver isso tudo — falava ele indo em direção a porta que levaria para a loja, afinal esta havia ficado fechada provavelmente o dia todo para ensiná-la. — Pensava que não criaria falsas esperanças depois de velho, mas acho que sou assim até o fim — comentava ele triste saindo do cômodo que ficaram o dia todo. Mimi ouvia que ele abria a porta da loja, mas ela não sabia se Arthur havia saído da loja ou voltara para o balcão depois disso.

John
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

John havia ficado entediado por tanto tempo no hotel que havia até mesmo imaginado coisas. Um tiro? Bom, a história vai seguir como ele imaginava desta vez tornando tudo bem menos violento do que era para ser. Assim, quando começou a andar na direção do grito e da comoção percebeu que o funcionário morto realmente era quem queria conversar, porém, ele não estava meramente como havia visto anteriormente... bom, além de morto é claro.

O homem estava em uma posição meio inclinada e sem sua camisa. No seu peito fora “escrita” uma palavra com cortes de faca ou espada, seria difícil deduzir já que não havia acesso a profundidade dos cortes e o sangue que escorria já era mais do que o suficiente para dificultar até mesmo a palavra. John imaginava que era algo como “Salva-te” ou “Salva-lo”, ficava difícil ler depois do segundo “A”, pois o sangue era demais, talvez fossem até mais do que duas letras.

De qualquer forma, John não pensava duas vezes, precisava falar com seu irmão... longe de ser o melhor dos planos. Saía na chuva a procura de seu irmão que a sabe-se lá quanto tempo atrás havia saído para um encontro, podia estar em algum local que provavelmente a resposta padrão seria “nunca vi na vida” para não gerar qualquer tipo de comoção nos quartos...

E como chovia, naquele frio da desgraça, o número de pessoas na rua era nulo. Não havia pessoa para se pedir informações. A única coisa que John conseguiria ali era um resfriado. Para quem queria “investigar mais a fundo” e “discretamente”, o coitado havia feito péssimas escolhas logo após descobrir o corpo do único informante que possuíam.

Arthur
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

O restaurante parecia aconchegante de sua própria maneira. Só de Evellyn estar mais confortável já era melhor. Arthur perguntava para a “querida” o que ela desejava, a marinheira o olhava meio desconfiada e apontando para a sopa respondia o óbvio. — Sopa... — talvez se sentindo um pouco idiota, o meio-gigante falava que ia pedir o mesmo. Mas o que acontecia não era algo como “pedir”, a própria moça pegava uma tigela e se servia, assim ela mesma ia lá e servia para o homem uma tigela maior enquanto se sentavam.

Arthur no encontro buscava puxar papo com a marinheira, só que parecia bem “entediante” por assim dizer. — É... mais do mesmo? Não acontece muito no quartel general — falava de forma bem simples, não parecia uma mentira ou que estivesse escondendo algo dele de forma proposital. — Basicamente não tem problemas internos que nós precisemos agir... — ela dava uma pausa, como se cogitasse falar algo ou não e depois continuava. — Então nosso trabalho é simplesmente cuidar para que nenhum pirata invada a ilha — ela sorria de maneira sem graça. — Aí isso é uma tarefa bem mais simples... claro que ainda temos problemas, mas quando os problemas internos não existem, se preocupar só com uma coisa se torna algo bem mais fácil — comentava. — Então basicamente nós só fazemos rondas de vigilância, para termos certeza que nenhum pirata está invadindo a ilha em ponto algum — comentava ela, deixando bem claro que o dia a dia era comum e tediante.

Percebendo isso, Arthur mudava um pouco a abordagem, perguntando do dia específico. — Ah! Não. Hoje foi agitado porque estávamos preparando uma festa surpresa pro tenente Russel... mas infelizmente Randamu acabou deixando vazar a informação sem querer — falava ela em um sorriso sem graça. — Nós não temos muito trabalho aqui em Sirarossa... — falava ela e agora sim Arthur percebia que havia mais ali, porém a marinheira não parecia passar daquela informação naquele momento.

Talvez perguntar sobre isso levaria a conversa para um caminho que o meio-gigante não queria, então enquanto via a extremamente baixinha bebericar da sopa, começava a comentar sobre seus irmãos e o orfanato. Ia logo para o próprio prato principal, o que desejava saber. Via que Evellyn não respondia de primeira. Ela olhava de canto do olho para as outras pessoas no restaurante. Percebia que o desanimo do hotel aparecia novamente antes dela abrir a boca para falar algo. — Já estão investigando... — ouvia ela começando a falar, e depois de bebericar um pouco mais da sopa continuava. — Com certeza a família Salvatore já deve saber quem é e provavelmente já estão atrás dos culpados eles mesmos... se você quer ir atrás... diria que é bem simples, é só achar os Salvatore e se oferecer como caçador deste problema em específico — falava ela meio desanimada com o tema que haviam chegado tão cedo.

Bom, desanimada ou não, a marinheira havia respondido à questão. E assim, Arthur preferia provar da sopa. Que estava deliciosa. Mas longe de satisfazê-lo mesmo tendo tomado mais do que o dobro da pequena Evellyn. Chamando por um garçom pedia por um charuto, o pedido pegou o homem de surpresa, mas falou que veria o que poderia fazer. Talvez enquanto esperasse Arthur devesse perguntar sobre pedir algo de maior sustância, claramente havia essa opção, pois as mesas aos lados comiam coisas diferentes da sopa.


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Seg Jul 05, 2021 3:16 pm
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A vida é algo estranho, não é? Sinceramente quando sai da minha ilha natal esperava algo completamente diferente do que estou vivenciando no momento, para mim, o luto e a saudade da minha família era algo já superado. Infelizmente, como uma pobre criança que sou, a inexperiência se torna algo extremamente assustador em alguns momentos. As palavras de Arthur escancaram algo que deixei passar batido desde o momento que adentrei a loja, de fato, ele não era um familiar meu, chamá-lo de “bisavô” foi algo tão repentino e natural que nublou completamente a minha mente. Ele não me devia nada, ele não era nada além de um estranho conhecido no dia anterior que por sorte, benevolência ou apenas pela idade avançada e também fatores antigos, ergueu a mão para mim, pois, talvez viu algo em mim que lembrou sua filha, neta ou até mesmo sua esposa falecida. Aquilo era estranho, todo esse sentimento que sendo bem sincera, não sei como descrevê-lo... Escutar suas palavras eram como as marteladas no metal que realizei momentos atrás, entretanto, nada pude falar, pois sabia que ele estava certo – Ok... – Foi a única coisa que depois de muito esforço fui capaz de falar.

“Ele entendeu tudo errado Yui! Não... não… eu expliquei tudo errado. O que eu faço agora? Yui? Me ajuda por favor.” – Minha mente parecia um mar revolto sendo banhado por uma tempestade furiosa, sentia como se minha cabeça fosse explodir, recorri a única pessoa que eu sabia que estaria lá por mim... Mas por algum motivo estranho, ela não estava – Yui? Até você me deixou? Não é possível. – Falei baixinho ainda próximo à forja onde o caos aconteceu, Arthur já não estava mais ali, ele saiu? Ele está apenas na parte da frente da loja? Mais que droga! Parece que eu não sei mais de nada – YUI? – Gritei desesperada. Meu corpo tremia de uma maneira já conhecida, a maldita da ansiedade vinha pouco a pouco tomando conta do meu corpo, sentia o peso aumentando em minha respiração e uma certa dificuldade, eu precisava me acalmar, eu sabia que uma crise era um desastre naquele momento, na verdade, em qualquer momento era algo ruim. As lágrimas escorriam pelos meus olhos em meio a respiração que a cada momento ficava mais e mais pesada, sentia como se meus pulmões se negassem a trabalhar, o cômodo onde a forja ficava parecia menor, como se compromisso minuto após minuto... Quanto tempo eu fiquei ali? Não sei, sentia como se aquela tortura estivesse durando horas – Yui? Você falou comigo? Mamãe? Khan? – Bradei olhando os arredores, tinha certeza que ouvi alguém me chamando, será que estou ficando louca? Não, não pode ser isso! Eu não posso ter o mesmo destino da mamãe, eu preciso ser diferente, eu prometi pro vovô que seria.

Senti meu corpo perdendo as forças – Eu tenho que... – Não conseguia sequer falar direito, com as pernas trêmulas caminhei utilizando toda força que conseguia, meus joelhos flexionados e meus pés se arrastavam pelo chão do lugar como se estivessem duas bolas maciças de metal presas por correntes, eu era uma prisioneira da minha própria mente? O que eu estou falando ou pensando? Yui? Onde você está! O soluço voltava em meio as lágrimas que escorriam pelo meu rosto e eu não tinha mais ideia do porque estava chorando, mas aquele sentimento parecia me destruir por dentro – Respira. – Falei tentando trazer um foco, um objetivo que precisava cumprir para que pudesse ficar bem. Não demorava ou talvez demorasse sendo sincera, perdi a noção do tempo ao meu redor, mas, com esforço conseguia chegar ao “meu quarto” e porra... Pensar isso piorou mais ainda a situação – Isso não é meu... Ele não é nada meu... Como pude ser tão burra? – As palavras saiam da minha boca em meio a “puxões” de ar, me sentia levemente mais aliviada e, ao mesmo tempo, como se uma bomba relógio estivesse em meu corpo, não sabia quanto, mas sentia que tudo explodiria e a chuva de sentimentos e sensações voltariam – "Calma Yuura, eu estou aqui." – Olhei para o lado e lá estava Yui – “Onde você esteve? Eu te procurei...” – Respondi em minha mente, pois diferente de momentos atrás, sentia que agora não podia sequer liberar uma única palavra – Eu estive aqui, mas algo me bloqueou.eu falei, berrei o seu nome e você não conseguia me ver em sua frente. – Escutei as palavras da minha melhor amiga que soaram extremamente estranhas, como não pude vê-la? – “Ma...mas que bom que você voltou, eu não aguentaria te perder.” – As lágrimas se intensificaram no momento em que cheguei até a cama, deitando-me de bruços enquanto olhava Yui, deitada ao meu lado olhando para mim – "Eu estraguei tudo! Por um momento pensei que nossa família estava junta de novo, eu me senti feliz aqui, mas não... Eu estraguei tudo como sempre." – Não falei, mas em minha mente Yui podia ouvir minhas palavras. A sensação de falta de ar voltava, respirar se mostrava cruelmente difícil, meus narizes estavam tapados? Não, acabei de passar a mão naqueles para ter certeza e estavam limpos, mas, por qual motivo o ar não entra? – Respire com calma, tudo vai ficar bem, agora eu estou aqui de novo. Se acalme... – Senti a mão de Yui em meu cabelo, o carinho dela era reconfortante ao ponto de me fazer sentir uma melhoria, o ar preencheu meus pulmões em uma respiração funda e lancei tudo para fora de uma única vez.

Não sei quanto tempo fiquei na cama, nem sequer se era dia ainda... Esperava que sim. Eu precisava sair dali, não, eu precisava me desculpar com Arthur primeiro. Voltei a realidade olhando ao redor para ver se tudo estava OK, deitar normalmente era uma tarefa prazerosa, mas naquele momento foi algo totalmente diferente, era necessário. Não cheguei a dormir, mas, fiquei ali por uma quantidade de tempo que eu realmente não sei quão grande foi ou será  que passou apenas alguns minutos? Será que Arthur vai querer falar comigo?que seja, ele pelo menos vai ter que me ouvir. Levantava ainda meio zonza, parecia que bateram na minha cabeça, sentia como se tudo girasse, dei dois tapas no rosto para acordar, sempre vi o vovô fazendo isso após uma noite de beira com seus amigos – Yui, obrigada por ficar comigo. – Acariciei seu pequeno pé enquanto via ela ainda dormindo, o que falei foi totalmente em vão, a não escutou.

Levantei da cama destemida a me desculpar, ainda me sentia mal por tudo aquilo, mas sabia que era necessário pelo menos agradecer por toda a hospitalidade e auxílio que ele havia me proporcionado nesses dois dias. Antes de ir realizar tal ação,  tateava meus bolsos atrás dos doces comprados outrora, confirmaria se estavam em minha posse, se por algum motivo não estivesse procuraria-os nos cômodos por qual passei, tendo ênfase no próprio quarto e na área de forja – Arthur? – Falei em um tom mais alto que o normal enquanto saia do “meu” quarto, dei uma última olhada novamente em Yui, ela continuava a dormir plenamente – “Que facilidade tem em dormir...” – Pensei, sentindo um certo alívio em ela estar dormindo, não precisava ver o que iria acontecer nos próximos capítulos. Ouvindo uma resposta ou não do meu ex-bisavô, iria andando calmamente até a parte da loja, na esperança de que ele estivesse lá – Com licença. – Falaria tentando não passar nenhum sentimento ruim ou alguma angústia em minhas palavras, principalmente se ele estivesse realizando alguma venda, nesse caso apenas diria com tranquilidade – Bom dia/tarde/noite. – Falaria voltando minha atenção para o lado de fora tentando identificar em qual período do dia estávamos – Chefe Arthur, quando puder, preciso dar uma palavrinha com o senhor. – Falaria de maneira tranquila com um pequeno sorriso amarelo no rosto, não podia atrapalhar uma possível venda e/ou negociação feita pelo homem.

No momento propício a isso ou caso o mesmo estivesse sozinho na loja, abordaria com a mesma cordialidade acima – Queria pedir desculpa pelo modo com que agi, na verdade, pelo modo que venho agindo desde ontem. – Respirava fundo olhando para Arthur, mesmo que ele não me olhasse nos olhos e continuaria – Me deixei levar pela sensação nostálgica de estar na forja com alguém mais velho, como estive basicamente toda minha vida com meu avô, perdão também por forçar algo que nos claramente não tínhamos, sem se importar se isso iria trazer lembranças desagradáveis ao senhor. – Me aproximei alguns passos – Agradeço pela sua hospitalidade, mas, não quero lhe trazer maiores problemas ou atrapalhar a sua rotina, obrigado mesmo por tudo, pelos ensinamentos e também por conversar comigo... Tchau Arthur. – Diminuiria ainda mais a distância entre nós e tentaria dar um abraço no homem, se sentisse que seria recíproco ou pelo menos que ele não me empurraria – Obrigada, de verdade. – Diria baixinho próximo ao seu ouvido e em seguida me afastaria dele, caminhando na direção da porta – Ah, quase esqueço. – Pegaria do bolso a chave da loja e colocaria em cima de uma estrutura que aguentasse, um balcão ou uma prateleira que estivesse na altura do meu tronco. Acenei dando um largo sorriso segurando as lágrimas, na verdade, não sei nem mais se tem lágrima para escorrer após mais cedo.

Caminharia com cuidado até o restaurante de Lena, aquele tempo frio pedia uma sopa e nada melhor do que comer para tranquilizar a mente, eu precisava de um tempo para pensar em meus próximos passos – Oi, olha eu aqui de novo.– Diria sem expressar um sorriso ou animação comum de minhas ações – Quero uma sopa por favor, a mesma de ontem. Se não tiver, pode me trazer uma de verduras, carne, galinha, qualquer uma que esteja bem quentinha – Diria limitando-me apenas o necessário – Ah! Bom dia/tarde/noite, acabei esquecendo por estar com a cabeça cheia. – Enquanto esperava prestava atenção no redor, tentando ver quantas pessoas estavam ali, se tinha talvez algum rosto conhecido, como o próprio Randamu.

Contudo, se por acaso fosse parada pelo velho aguardava ouvir o que ele tinha a dizer.


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Qua Jul 07, 2021 5:21 am


I - Desventuras em Sirarossa - 03
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Ao ouvir o som do tiro, a reação inicial era óbvia e bem primitiva: checar o ocorrido, ou na maioria dos casos, correr (não necessariamente nessa ordem). Eu escolhia a primeira opção. Correr após algo banal como aquele parecia a última coisa que faria após tantas experiências de tiroteios e lutas até a morte. Chegando na cena, não sabia se me espantava mais com a selvageria ou com a identidade do homem. "Meu Deus... onde quer que você esteja." — pensava, instintivamente chamando o nome de uma divindade, mas duvidando que ela estaria presente naquele local. "Salva-te? Salva-lo? Por que fariam isso?" — a dúvida era normal em uma situação como essas. Não deixaria minha mente ser levada pela quantidade de sangue, muito menos pela falta de eficiência e humanidade nos métodos utilizados. Na minha mente estava claro como o dia: deveria ir atrás de Arthur.

Por mais que fosse a decisão correta, não era o tempo certo. Assim que saía, a chuva me engolia como se fosse nada, e eu acabava por me sujeitar ao tempo frio. Na rua, devido ao tempo, não se via sequer uma alma pairando pela tempestade. Vendo o fracasso de minha tentativa, voltaria para o hotel sem pensar duas vezes, em uma correria sem igual. Tentaria, em meio a minha corrida, não tropeçar em qualquer lugar, ou escorregar pelo chão lavado, portanto, maneiraria na velocidade, dependendo do lugar. Em um ato fútil, tentaria utilizar meu sobretudo para usá-lo como "guarda-chuva" sobre minha cabeça, esperando não me molhar mais do que já estava. "Tsc... não foi meu momento mais genial, tenho que admitir..." — resmungaria mentalmente diante de meu fracasso inevitável.

Chegando ao hotel, rapidamente adentraria o local e analisaria o ambiente. "Faz pouco tempo que saí, mas observar as pessoas após esse ocorrido é sempre importante." — analisava. Tentaria ver cada uma das pessoas meticulosamente de maneira furtiva, me misturando ao ambiente e escondendo meus passos. Para tal, se a área estivesse liberada, iria diretamente até o bar e pediria um copo de café forte, sem açúcar. "Depois de cometer um erro daqueles, um copo de café vai cair mais do que bem." — pensaria principalmente no meu calor corporal, tentando evitar um resfriado ou algo do tipo. Outro fator importante era minha vestimenta. Se eu tentava ser discreto, estar ensopado e com roupas daquela forma não me fariam muito bem nessas ocasiões. Falava ainda mais alto minha vaidade, que gritava desesperadamente vendo a minha situação. "Preciso me trocar logo, mas eu não tenho dinheiro para alugar um quarto nesse hotel. Merda!" — exclamava para mim mesmo, tendo o copo de café em mãos ou não.

Pensando no caso do lugar ainda estar interditado, tentaria pegar algo para ler no hall, jornal ou revista, caso tivesse. Esconderia meu rosto enquanto observaria as pessoas de maneira discreta, ainda prestando atenção nas notícias para ver se algo me interessava. Naquele lugar, esperaria a chuva passar ou Arthur retornar, já que ambos eram cruciais para os próximos passos dessa empreitada. Se durante minha espionagem de qualidade duvidável eu avistasse algo suspeito, marcaria essa pessoa mentalmente para futuras investigações. Porém, estando em um hotel daquele nas terras de Sirarossa, poderia muito bem ser pego no ato, e nesse momento eu procuraria ficar em um ambiente público e não sair de lá até que esteja acompanhado de Arthur. "Chamar atenção pode ser bom para identificar meu alvo, mas sozinho é praticamente suicídio." — pensando nessa represália, denotaria a necessidade de ser discreto.

Durante o momento, se visse que estar molhado prejudicaria tanto minha saúde quanto a missão, buscaria ir ao banheiro, onde tiraria cada uma das peças de roupa e torceria elas o máximo que minha força me permitisse. Esperava que o resto da água que não saíra com o excesso secasse em meu corpo, e me tirasse de uma situação extremamente ruim. "Tudo o que me resta fazer agora é esperar e analisar." — anotaria mentalmente, a espera de um acontecimento, ou da checada de meu irmão, para que pudéssemos definir os próximos passos.


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Qui Jul 08, 2021 4:49 am

 
 
Post 03
"Desventuras em Sirarossa"
O imperador das sombras

Puxar assunto com Evellyn sobre seu trabalho no QG da Marinha tinha rendido algumas informações, infelizmente quase nenhuma que realmente chamasse minha atenção, mas o nome “Salvatore” já parecia ser era um bom começo nessa jornada de vingança, poderia voltar ao hotel e procurar por alguém que tivesse mais informações, além do mais tinha aquele garçom um tanto suspeito.

- Esse restaurante é deveras agradável, e a comida é realmente boa. - Levantaria pegando a tigela, e iria até o forno a procura de repetir aquele prato, procurando por algo com mais "sustância", se não encontrasse iria até o garçom e pediria. - Vocês servem algo mais forte amigo?

Com a tigela cheia de sopa, iria saborear cada “colherada” procurando satisfazer minha fome monstruosa. Naquele momento meus próximos passos ocupavam minha mente. “Me vincular a família Salvatore, pode me ajudar a encontrar justiça pelo orfanato, e me ajudar tanto financeiramente como em influenciar nos Blues, conseguir a confiança deles vai ser extremamente útil em minha jornada.”

Se a Evellyn não procurasse puxar assunto nesse momento, infelizmente me manteria ocupado imaginando se John já tinha falado com alguém do hotel que realmente soubesse de algo sobre os verdadeiros culpados daquele desastre. Não tinha intenção de deixar ela de lado, pelo contrário, apenas tinha prioridades envolvidas com minhas emoções e passado no momento.

Quando o garçom trouxesse algo que eu pudesse satisfazer meu vício, depois de ficar comer o suficiente para saciar minha fome, procuraria acender e logo levaria a boca tentando sentir o prazer e direcionar minha mente para as minhas lembranças de Sirarossa quem sabe meu subconsciente se recorde de algo importante sobre aquela família importante.

Terminando de fumar, acenaria para o garçom com a mão direita e um sorriso no rosto. - Mê vê a conta por favor? - Entregaria o valor que fosse necessário para acertar aquela refeição, e me voltaria para Evellyn. - Sinto muito, mas tenho que voltar ao hotel, não posso deixar de investigar o que aconteceu naquele triste dia. - Me lembrava de como ela havia se sentido quando os figurões tinham aparecido, e imaginava que ela não toparia voltar comigo. - Se quiser venha comigo, se não até mais, obrigado pelo jantar.

Me dirigiria de volta ao hotel sem muita pressa, torcendo para a chuva já ter passado e não me ensopar novamente. Uma vez nele me portaria de maneira mais séria, com uma postura ereta e semblante confiante, e pediria para quem estivesse no saguão atendendo os clientes. - Boa noite, preciso falar com um dos Salvatores, poderia me ajudar?




Histórico:



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Ficha

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Bim sala bim

Pepe
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Masquerade – 4ª rota
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Pepe
Avaliador
Re: I - Desventuras em Sirarossa Qua Jul 14, 2021 5:22 am


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Ela não sabe ainda

A menina maluquinha começava a se perguntar se era maluquinha ou não. Ou seja, a situação estava muito mais grave do que se pensava. Por um bom tempo ficou simplesmente parada, sua mente estava a mil, mas seu corpo estava parado. Um legítimo ataque de pânico.

Mimi acabava indo para o quarto e olhava para o nada por muito tempo. O tempo foi passando e ela não saberia informar quanto tempo realmente se passara. No entanto, não poderia ficar naquele torpor mental eternamente. A menina se levantava sentindo que seus doces estavam em seu bolso e decidida saía a procura de Arthur.

A primeira coisa que chamava sua atenção era o próprio tempo, da janela conseguia reparar que já era noite. O local estava bem silencioso e havia parado de nevar. O frio ainda era proeminente e havia até aumentado já que a fornalha estava apagada havia algum tempo.

Foi na direção da loja em si e não viu o velho por lá. A loja não estava fechada, bom, a porta estava, pois estava nevando até pouco tempo, mas havia uma placa escrita “aberto” do lado de fora, para que as pessoas pudessem abrir a porta e impedir que a neve entrasse. No entanto, não só não havia sinal algum de clientes, o que era até comum pelo visto naquela loja, como também não havia sinal do velhote.

Não havia nenhum recado dele falando para onde Arthur fora ou o que fora fazer, nem mesmo uma menção de se a funcionária do mês Mimi precisava fazer algo enquanto ele estava fora.

Assim, olhando para o lado de fora da loja a procura de Arthur via diversas coisas, porém nenhuma possuía relação com ele. Como parara de nevar havia algumas poucas pessoas andando bem agasalhadas. Conseguia diferenciar agora no chão diversas marcas na neve. Alguém havia feito um anjinho no chão mais longe, além das diversas marcas de pegadas ou de rodas de possíveis carroças. Será que Arthur estava no restaurante de Lena? Estaria em outro lugar?

Arthur e John
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

Apesar dos dois personagens estarem separados, um deles, mais conhecido como John, simplesmente aceitara seu destino. Voltava para o hotel ensopado para analisar o que havia acontecido e se aquecer um pouco. Obviamente haviam retirado o corpo do hall e via que diversas pessoas estavam sendo “entrevistadas” ali no hotel por homens de ternos. White ia até o banheiro e torcia suas roupas para secá-las minimamente, onde após partia para o bar e pedia por café. O bartender nem precisou perguntar se seria quente ou não.

Enquanto John não vivia o melhor das suas investigações, Arthur não vivia o melhor dos seus encontros. Havia conseguido alguma informação, mas sua barriga pedia por mais sopa e principalmente por comida. Além disso, seu vício esperava enquanto ele bebericava um pouco mais da sopa. Ouvia Evellyn comentando sobre uma amiga enquanto apreciava a sopa. A amiga era bonita, solteira, mas super azarada de acordo com a marinheira. Sempre que encontrava um bom partido alguma coisa arruinava completamente de forma totalmente randômica. O último caso dela o rapaz havia literalmente morrido em um acidente enquanto trabalhava numa padaria. Evellyn não quis contar como alguém morria acidentalmente numa padaria, provavelmente estragaria o jantar.

O charuto de Arthur chegava pouco após terminar a segunda tigela de sopa, percebia que era um bom, tanto que o garçom informava que o mísero charuto já era mais caro que toda a sopa e comida que estava chegando junto do charuto. Não importava o preço, o homem queria comer, e conseguiu muito bem, estava satisfeito. Pelo menos sua barriga estava. Sua outra coisa poderia não estar e pelo visto ficaria assim por um tempo, já que Lancaster queria se focar em resolver o caso envolvendo o orfanato.

Por causa disso, ao informar a marinheira, via ela murchando e ficando ainda menor do que já era com a notícia. Evellyn sinalizou com a cabeça que não queria voltar para o hotel para se envolver com isso. Porém não ficava por isso mesmo, a marinheira dava uma última dica. — Quem quer que tenha feito isso, é maluco o suficiente para ir contra os Salvatore, então a pessoa ou é muito confiante, ou completamente fora da realidade... de qualquer forma tenha cuidado — o desanimo dela era palpável. Arthur percebia que os tal “Salvatore” realmente não estariam para brincadeira.

Talvez por isso, após pagar a conta, de 250 mil berries, voltou para o hotel sem preocupação alguma com a chuva, afinal, torcera para que ela tivesse acabado, mas infelizmente não havia. Assim, o que John vira no hotel fora bem épico. O grande homem, com seus quatro metros entrando ensopado no hall, observando todos aqueles homens de terno conversando com diferentes pessoas, onde claramente um deles era o “de maior grau” do hotel, e era para este que o ser meio gigante se dirigia. Todos ali haviam parado e observavam Arthur enquanto ele chegava ao homem.

John então ouvia Arthur falando sobre os Salvatore e quem respondera não era o funcionário do hotel e sim o homem de terno logo ao lado. — Eu sou um Salvatore senhor. Como posso ajudá-lo? — a voz do homem não possuía nenhuma hesitação mesmo falando com um ser com o dobro de seu tamanho ensopado. E naquele clima todo sério, White acabava espirrando.


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Arthur Lancaster
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Re: I - Desventuras em Sirarossa Seg Jul 19, 2021 3:08 pm

 
 
Post 04
"Desventuras em Sirarossa"
O imperador das sombras

Os pingos de chuva ou da tempestade, escorriam pelo meu rosto e eu não sabia ao certo dizer qual seria, quiçá pelas quantidades de preocupações que cercavam meus pensamentos durante o caminho de volta ao hotel, eu realmente não desejava deixar Evellyn para trás assim, ela parecia ser uma ótima companheira e uma boa pessoa, apesar de também parecer estar focada em seu emprego atual com a "gloriosa" marinha.

Ao entrar no hotel as coisas pareciam estar agitadas, e apesar de eu ter chamado um pouco atenção pelo tamanho e por estar encharcado, não era mais a atração principal ali como horas atrás, algo parecia ter acontecido no tempo que saíra, e os homens de ternos pareciam estar cientes de todo ocorrido, de toda forma John estava ali poderia perguntar para ele após encontrar um dos tão citados Salvatores.

E para minha surpresa não fora uma tarefa difícil, pelo contrário com uma simples pergunta já tinha um homem de terno  se intitulando como Salvatore. - Tenho uns assuntos a tratar com você que imagino ser do seu interesse e de sua família. - Nesse momento seria sutil de forma que apenas ele entendesse, apesar de provavelmente os outros homens serem empregados de quem eu gostaria falar, prezaria pela exclusividade de nossa conversa. - É sobre o massacre que ocorreu aqui em Sirarrosa a um tempo, se pudéssemos conversar a sós seria mais confortável para mim.

Supondo que ele aceitasse me ouvir a sós, iria sozinho no local que ele desejasse. Entretanto, se ele se não desejasse ou suspeitasse de minha oferta, chamaria John com um sinal com a mão indicando que quisesse sua companhia, mas se porventura ele não notasse meu chamado me dirigiria até ele e colocaria a mão sobre seu ombro. - Aparentemente os salvatores são nossa melhor oportunidade de encontrar respostas, por que você não me acompanha?

De todo modo, quando tivesse a oportunidade de conversar abertamente, teria atenção em todas suas reações quando me ouvisse falar. - Eu sou um caçador de recompensas, que treinou para ser altamente preciso em ter resultados. - Sorriria ao dizer isso em voz alta, finalmente teria meu primeiro serviço, mas então mudaria meu semblante arqueando minhas sobrancelhas seriamente e fechando meu sorriso. - Nesse terrível massacre, pessoas importantes para mim foram vítimas, e por isso tenho motivação pessoal nesse serviço. - Olharia no fundo dos olhos do homem à minha frente, imaginando que ele também não estava feliz com o que acontecerá.

- Por isso eu ofereço meus serviços a você, atualmente trabalho em dupla com uma pessoa tão focada quanto eu. - Estenderia a mão, forçando um aperto de mão e torcendo para ele aceitar minha proposta. - Não fui só eu que perdi coisas importantes naquele dia, e quem está por trás disso claramente não sofreu as devidas consequências, o que me diz senhor Salvatore? Poderia me passar as informações que já tem até agora e deixar eu resolver esse problema para o senhor?




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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex Jul 23, 2021 12:00 am


I - Desventuras em Sirarossa - 04
Sirarossa



"O café desse lugar é realmente bom." — pensava, tomando um gole do líquido para esquentar meu corpo ensopado. Naquele ponto eu só estava atrasando o inevitável, percebendo isso um pouco depois com uma chamada da natureza que não podia evitar; o espirro anunciava a minha provável gripe. "Merda... depois passo em algum lugar pegar remédio." — em certa urgência, mal notava o gigante ensopado entrando no lugar, incrivelmente. Ele se dirigia e falava com alguém que parecia ser importante. "Será que é um Salvatore mesmo? Será que eles estão do nosso lado?" — não excluía a possibilidade de eles serem os autores de tudo em meu pensamento.

Vendo a conversa se desenrolar, me prepararia para uma provável chamada de Arthur, afinal, estávamos juntos naquela empreitada. Sem pensar duas vezes, tentava pentear meus cabelos molhados com as mãos e bater na minha roupa se estivesse amassada da torção. Faria isso quantas vezes fosse possível e necessário, mesmo sabendo que não poderia surtir um efeito tão bom; qualquer coisa era melhor que aquilo. Se o meu chamado realmente viesse, não demoraria muito para ir até lá. Tentaria caminhar de forma imponente, mas não desrespeitosa, mostrando apreço pelo homem que conversava com Arthur. De maneira igual, deixaria meu irmão falar com ele, sem realizar adendos às suas palavras, mas concordando com ele em gestos.

Porém, se eles saíssem de lá e demonstrassem um interesse por algo solo, ficaria pelo hotel, tentando me esquentar. Se visse algum lugar onde poderia haver mais calor, não hesitaria em rumar até lá, sempre tentando prestar atenção no ambiente e no que ocorria no lugar que Arthur estava. Nessa ação, obviamente não poderia parecer intrusivo, portanto, manteria os passos mais furtivos e certa descrição em meus movimentos. Além disso, tentaria prestar atenção no tempo lá fora para saber quando a chuva terminaria ou não. "Preciso comprar armas e roupas novas. Sigh..." — suspirava mentalmente diante do meu fracasso anterior. Ficaria mais calmo, no entanto, lembrando do estado de Arthur. "Ele é louco de se aparecer daquela maneira..." — não deixava de matutar essa ideia, visto sua ação anterior.


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex Jul 23, 2021 1:00 am
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Sendo bem sincera, não sei as coisas que estão passando pela minha mente, são reais. Ao mesmo tempo que tinha uma sensação de segurança, tudo desmoronava em poucos instantes – O que está acontecendo comigo? – Indaguei em voz alta levando minhas mãos até a cabeça, massageando a têmpora – Eu fiz besteira, eu fiz besteira. – Acertei a palma da mão contra a cabeça, repetidas vezes.

O que mais me deixou incrédula e machucada, foi a relação com Arthur, ir de 100 a 0 em questão de pouco tempo, havia me abalado – Cadê? Cadê? – Bradei andando pela loja em busca do homem que não estava lá, nem sequer um recado tinha sido deixado pelo mesmo ou alguma pista de onde ele estava. A noite tomava conta dos céus de Sirarossa, a porta sinalizava que a loja ainda estava aberta – Ele não se preocupa mais comigo? E se alguém invadir? O que o vovô Khan está fazendo? – No estado de desequilíbrio mental no qual me encontrava, já estava misturando os personagens e cenas em minha mente perturbada.

Ele estava bem? Os pescoços de cobra fizeram algo com ele de novo? Arthur? Não, ele não é minha família ou alguém importante, não preciso me preocupar com seu bem estar. Olhava pelo vidro como se procurasse pro algo – Mimi? – Um frio percorreu toda a extensão da minha espinha, meu corpo estava paralisado, eu não conseguiria me virar mesmo que quisesse. Aquela voz grossa, rouca e extremamente perturbadora, ressoava em minha mente como se estivesse se chocando pelo meu crânio.

O sentimento de medo percorria todo meu organismo, podia sentir minhas entranhas se contorcendo e meus órgãos pedindo socorro. Engoli a seco tomando coragem para olhar no reflexo do viro, uma figura pequena – assim como Yui – de cabelos negros, chifres que curvavam em suas pontas, formando quase um “C”. Sua pele era avermelhada e seus olhos tomados por um carmesim, eu tinha certeza que seria engolida por aqueles olhos a qualquer momento – Quem é você? – Bradei com a voz trêmula, tentava não encarar aquela figura que se aproximava pouco a pouco, eu podia escutar o som dos passos que aumentavam mais e mais – Eu sou a Yui, na verdade, eu sou você. – A voz arranhava meu interior, como se rasgasse minha carne de dentro para fora.

Quando meu corpo voltou aos meus comandos, saltei. Um pulo simples e eficiente para trás, esperava não acertar nenhuma estrutura da loja, sendo bem sincera, pouco me importava com esses detalhes – O quê você fez com a Yui? – Questionei com um olhar sério, mas, diferente das outras pessoas, aquela figura eu não conseguia olhar diretamente nos olhos, parecia que algo iria acontecer se isso acontecesse – “Uma arma...” – Pensei voltando minha atenção ao redor enquanto andava em passos largos pelo interior da loja, pegando a primeira arma de fogo que estivesse na minha frente. Apontei para aquela coisa sem verificar se estava carregada ou não, simplesmente me coloquei de forma imponente. Meus pés estavam ligeiramente afastados, o esquerdo centímetros a frente do outro. Segurava provavelmente uma espingarda ou um cabo de vassoura, não tinha como saber o que realmente estava em minhas mãos, naquele momento de total colapso mental.

Pare, volva a Yui. Devolva o Arthur! Devolva o Khan, por favor, pelo menos o vovô... – Falei olhando na direção do tronco, ignorando por completo a face daquela coisa horripilante – Vovô? Você não se lembra da verdade? HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ. – Que merda ele estava falando? Ou seria ela? Naquele primeiro momento, ignorei por completo as falácias daquele monstro, ele não parava de caminhar em minha direção. BANG! O primeiro disparo foi dado, pelo menos era o que minha mente estava obrigando-me a ver – Não morre? – Arregalei meus olhos assustada ao ver aquela coisa continuando seu percurso, tendo agora um furo no peito. BANG! Outro tiro fora disparado na mesma região, milímetros abaixo do primeiro – Morre! Morre! Morre! – BANG! BANG! BANG! Já perdi as contas de quantos disparos foram efetuados, aquele monstro continuava a andar até que agarrou meus ombros, em seguida, minhas bochechas – Encare a verdade! – Falou erguendo minha face. Fechei meus olhos o mais forte que pude, mas foi em vão, meu corpo não me obedecia e quando abri meus olhos, apenas fui engolida pela aquela imensidão vermelha, que jorrava como sangue dos olhos da “criatura”.

Estava de volta na casa que vivi ao longo desses quinze anos, mas, diferente do que me lembrava, o aspecto estava bem mais sujo que o normal. A poeira tomava conta de todo o ambiente, a pia estava tomada por pratos sujos, as baratas faziam a festa naquela região. Eu estava sentada, entretanto, conseguia me ver como se estivesse vagando fora do meu corpo – Eu? Sou eu ali? – Estreitei os olhos, observando alguns metros à frente da minha posição atual. Me encontrava sentada aparentemente brincando com alguém, era Yui. Andei pelo ambiente vendo toda aquela desordem, mas, por que está daquele jeito? Sempre cuidei da casa na ausência do Vovô, principalmente após ele adoecer. Procurei ao redor do homem que cuidou com amor e carinho por toda minha vida, ele estava no sofá.

Aquela cena me chocou, ele estava magro, sujo e extremamente debilitado – Que brincadeira de mal gosto é essa? – Questionei olhando ao redor, procurando o responsável por pregar aquela peça. Certamente, era aquela figura estranha de antes – Apareça. Demônio mentiroso! – Minhas palavras carregavam uma seriedade que a algum tempo não tinha. Vi a minha figura que brincava anteriormente caminhando até o sofá, parecia irritada – Cala a boca! Não quis comer agora fica com fome. Morre logo, maldito, maldito! – Aquelas palavras saíram da minha boca sem eu falar, estranhei, jamais falaria daquele jeito com o meu avô. A figura chutou o pequeno banco que, em sua superfície, carregava uma tigela de sopa – Essa é a verdade. Isso é o que você realmente é. – As palavras daquela coisa voltavam a ecoar em minha mente, mas, aquilo era impossível. Eu me lembro dos últimos momentos do vovô e o quão bem cuidado ele foi por mim, não foi? Foi! Essa é a verdade.

Voltei a mim ainda na loja, não sabia o que se passava em minha mente. Acordada? Dormindo? Sonho? Pesadelo? Alguma coisa que senti foi real? Não sei. Minha última lembrança foi do meu corpo perdendo as forças, caindo no chão desacordada.



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Pepe
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Pepe
Avaliador
Re: I - Desventuras em Sirarossa Sab Jul 31, 2021 3:18 am


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

Ser “abandonada”, ou pelo menos sentir que foi, acabou abalando a menina maluquinha. Mimi simplesmente tinha um surto e desmaiava. Quanto de tudo aquilo havia sido verdade era difícil saber.

Na escuridão completa começava a sentir um incomodo. Sua mente aos poucos se despertava. Quanto tempo havia se passado era difícil dela saber. A única coisa que Mimi sabia era que estava sendo cutucada e uma voz falava com ela. No começo não conseguia distinguir a voz ou o que era dito direito.

Enquanto abria e fechava os olhos algumas vezes, meio grogue ainda, acabava ouvindo e entendendo a voz da pessoa. — Ei... acorda... onde está o Arthur? — ao ouvir aquilo foi quando sua mente acabava se despertando por completo. A sua noção de espaço voltava e com isso diversas sensações começavam a pipocar.

Percebia que seu corpo estava bem encolhido, por quê? Porque estava absurdamente frio, sentia que seu queixo batia de frio. Além disso, estava simplesmente deitada no meio da loja. O chão era frio, o ar estava frio e quando abria os olhos mais desperta percebia o vulto da pessoa a sua frente, mas estava tão escuro que não conseguia distinguir quem estava ali só por ele. Somente quando a pessoa falou de novo que reconheceu a voz. — Acordou? Onde está o Arthur? — Era a voz da bartender. E Mimi percebia que Lena estava preocupada. — Você está bem? — perguntava a moça percebendo que talvez essa era a pergunta certa a se fazer primeiro.

Arthur e John
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

Quando Arthur achava um Salvatore, só podia pensar que havia sido fácil, realmente fora uma tarefa bem simples, quase que o primeiro homem a falar com ele já era alguém que procurava. Desejando uma conversa em privado, o gigantesco homem pedia por uma reunião em privado. — Bom, não tenho problemas com isso, mas completamente sozinhos é um pouco arriscado — falava o homem sinalizando para que um outro companheiro se aproximasse.

Vendo isso, Lancaster achou no mínimo justo que fizesse o mesmo com seu colega. Se aproximou de John e o chamou. No pouco tempo que viu o colega mais de perto reparou que ele estava com uma cara bem ruim, seu rosto estava meio avermelhado, como se estivesse resfriado. E até mesmo espirrava. Além de claramente suas roupas estarem úmidas... claro, isso nem se aproximava da realidade do próprio Arthur, que estava simplesmente ensopado. Aquilo tudo não passava de uma formalidade, pois o ser humano de tamanho mais normal aceitava com tranquilidade seguir seu colega.

Assim, os dois Salvatore e os dois protagonistas desse lado da história foram para uma sala que os próprios funcionários do hotel disponibilizaram com bastante facilidade. E não era um cômodo qualquer, claramente era onde o gerente do hotel ficava. Uma mesa grande e bonita e cadeiras para lá de confortáveis para se sentar. Além de alguns retratos na parede e uma cômoda com vários livros que só Deus sabe se o homem haveria realmente lido.

Arthur começava a se apresentar, suas primeiras falas não impactavam o Salvatore de forma alguma. Quantos será que se apresentavam com algum papinho do tipo? No final todos eram mais do mesmo. Até porque Lancaster logo mostrava que era bem emotivo, já que queria caçar alguém que possuía envolvimento emocional. Qual a chance de isso ser algo positivo? Bem baixa.

O gigante falava mais algumas coisas e estendia a mão para o Salvatore, mas ele não chegava a retribuir o aperto, sentando-se da poltrona do gerente ele inclinava um pouco ela para trás. Colocava os pés na mesa e começava a falar bem calmo. — Preciso admitir que essa me pegou um pouco de surpresa — falava o Salvatore. — Bom, adoraria confiar em você de primeira, mas conheço ótimos atores infelizmente — complementava. — E isso parece uma simples tentativa dos nossos inimigos tentarem descobrir o que sabemos — comentava o homem olhando de forma bem simples para os dois a sua frente.

O Salvatore parava por um tempo olhando para eles, mas sinalizava com a mão para que não falassem nada. — Bom, não é momento para pensarmos nisso... acho... principalmente após o ataque de hoje — falava ele retirando os pés de cima da mesa e olhando para os dois ficando mais sério. — O grupo que realizou o massacre é contra a família Salvatore já possui alguns anos — começava a contar o homem. — Obviamente eles não são loucos de ficar na ilha por muito tempo... — ele não explicava o motivo dessa fala, provavelmente os dois já deveriam saber de forma natural. — Geralmente quando aparecem é para resolver algum problema pontual ou fazer algum ataque, como o massacre que vocês citaram. Outro exemplo, mais recente, um garçom que não sabe calar a boca e por isso todos acabam sabendo que ele sabe algo importante — naquele momento a seriedade passava um pouco para demonstrar um pouco de raiva.

O Salvatore respirava fundo. — Não sabemos o nome deles exatamente e esse é o único motivo de não termos extinguido eles no Blues por completo. Eles fazem piadas com a nossa família e geralmente colocam em seus recados pela ilha que se chamam Punitore — ele sorria ao falar o nome, afinal, era bem ridículo, ficava difícil não rir daquele nome idiota. — Um ferreiro nosso foi sequestrado ontem, ele era ótimo... e nós temos certa... convicção... é uma boa palavra para isso, que eles estejam envolvidos, não é certeza, pois no local onde ele trabalha só havia uma menina que não sabia merda nenhuma. O garçom provavelmente sabia algo sobre isso, mas não sabemos, o mataram pouco antes de chegarmos aqui no hotel — comentava o homem.

O Salvatore colocava suas duas mãos cruzadas na mesa e perguntava para eles. — Até onde os caçadores estão interessados em entrar em algo profundo contra esse grupo? Como ouviram, eles são certamente perigosos.

Legenda:

Histórico:

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Arthur Lancaster
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Re: I - Desventuras em Sirarossa Qua Set 01, 2021 10:37 pm

 
 
Post 05
"Desventuras em Sirarossa"
O imperador das sombras

Respiraria fundo, não podia discordar sobre as palavras e reações do senhor Salvatore, não estava nas melhores condições e minhas palavras não foram as mais apelativas, todavia parecia que ele estava disposto a arriscar pela gravidade da situação onde se encontravam, fitaria seus olhos com calma analisando suas expressões, provavelmente tinha muito mais informações, mas já tinha por onde começar "ferraria dos salvatore".

- Temo lhe decepcionar, mas perigo não, é algo que me desanime, pode se dizer até que tem o efeito contrario. - Faria uma breve pausa, olharia para John certo de que ele concordaria comigo. - Irei começar minha investigação pela ferraria, logo volto com novidades.

- Obrigado pela atenção senhor salvatore. - Acenaria com a cabeça em respeito e se ele não tivesse nada mais a falar iria em direção a porta e sairia do local.

Uma vez de volta a entrada do hotel, procuraria por meu quarto que reservara horas mais cedo, usaria a chave e entraria no quarto, procuraria por um banheiro onde pudesse tomar banho e relaxar um pouco. Tiraria a roupa e estenderia onde pudesse secar rapidamente, entraria na água e ficaria por algum tempo aproveitando para refletir um pouco sobre planos.

- Tsc! Tenho que melhorar minha abordagem com as pessoas. - Saindo do banho deitaria na cama. - Sera que Maka me ajudaria procurar pelo tal ferreiro? - Então adormeceria para descansar um pouco antes do início de outra aventura.



Histórico:



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Pepe
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Pepe
Avaliador
Re: I - Desventuras em Sirarossa Dom Set 05, 2021 9:50 pm


Narração

Arthur
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

Arthur falava que na verdade se empolgara com a situação. Ao contrário do que era possível de se imaginar, perigo parecia atrair o alto rapaz e essa excitação fazia com que ele simplesmente desejasse sair dali e partir. O primeiro passo já sabia como dar e agora só precisava descansar para no dia seguinte começar sua investigação.

Com leves acenos de cabeça e um simples obrigado partia, sem sequer se importar com John que estava com ele. Na realidade, parecia que a vontade do dia seguinte chegar era tamanha, que Arthur simplesmente o esquecera por completo. Não só fora para o seu quarto relaxar com um bom banho e dormir, como sequer falara com ele ou pensara em inclui-lo em seus planos, já estava imaginando se Maka o ajudaria em sua investigação.

Com a pergunta em mente acabara adormecendo tranquilamente... acordando na hora que o próximo narrador falar


Legenda:

Avaliação:

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