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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
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I - Desventuras em Sirarossa

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Kenshin
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I - Desventuras em Sirarossa Qui 27 Maio 2021 - 21:11
I - Desventuras em Sirarossa

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Yuura Mimiko. A qual não possui narrador definido.

_________________

I - Desventuras em Sirarossa J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: I - Desventuras em Sirarossa Qui 27 Maio 2021 - 22:39
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Tá pronta pra mais um dia? – Disse uma voz infantil, porém, em um tom sério – Você falou isso ontem, ontem de ontem e ontem de ontem de ontem! – Retrucou a voz de alguém que aparentava ser um pouco mais velha do que a anterior – Blá Blá Blá! Você quer desistir? A gente volta para Ugmo! É isso que você quer, rever aquelas pessoas e aqueles bostas pescoçudos. – Bradou novamente a voz infantil – Você sabe ser insuportável quando quer, vamos logo. – Falou a garota de madeixas azuladas, provavelmente ainda estava na porta do simplório hotel que estava lhe servindo como uma casa durante as últimas semanas, havia dado sorte em encontrar um local aconchegante, barato e que passava uma certa segurança – Você sabe que depois de hoje iremos morar na rua, não é? Não dá mais para gente só procurar pelo teu suposto pai. Precisamos arranjar um jeito de ganhar dinheiro! Que tal arranjar um emprego? Tem experiência como vendedora, não deve ser algo difícil. – Bradou uma menina pequena de cabelos acinzentados – E você sabe o como odeio dormir no relento, ainda mais nesse frio do cacete que é Sirarossa. Vamos, se você não encontrar um emprego eu mesmo encontro para você ou eu não me chamo Francheska Guadalupe. – Bradou em alto e bom som a pequena enquanto caminhava em passos largos – Shishishishishi! – Gargalhou Mimi – "Então já era, porque seu nome é Yui. "– Disse mentalmente enquanto seguia a figura da sua melhor amiga, entretanto, parou um pouco antes de alcançar a sua amiga – "Ei! Você vai para onde assim? Já andamos de cima a baixo enquanto procurávamos pelo meu pai, não vi uma placa de "contrata-se" nem nada. Aliás, se ninguém te ouve além de mim, como vai fazer?" – Questionou mentalmente enquanto tentava disfarçar o que estava acontecendo aos olhos de terceiros, afinal alguém parar do nada assim poderia parecer estranho – Aí que está o segredo, não sou eu quem vou falar nada. – Disse Yui olhando diretamente para a garota – E quem vai? – Respondeu em um tom audível para aqueles à sua volta.

A pequena figura então arqueou as sobrancelhas e movimentou sua cabeça, mas precisamente seu queixo como se apontasse para a garota de cabelos azuis – "Eu?" – Pensou – "Eu mesmo não! Sempre sou eu, sempre, sempre, sempre." – Respondeu de maneira irritada, ainda em uma conversa mental – "Olha, eu até ia contar para ver se você perguntou a alguém em algum momento, mas não, sempre sou eu." – Continuou resmungando mentalmente e via Yui cruzando os braços, fechando sua cara e batendo a ponta do pé – E quem é a única que pode me ouvir e ver? – Continuou realizando o movimento com o pé, esperando uma resposta da Mimi – Você. – Respondeu em voz alta, formando um pequeno “bico” em seus lábios e franziu sua testa, mostrando seu descontentamento por toda a situação – Então pronto? Vamos. – Falou Yui.

Aparentava que o primeiro debate com sua amiga imaginária tinha acabado – "Ok. Só uma coisa, não vou te seguir! Você sabe muito bem que sempre que andamos juntas, acabamos nos perdendo. Você tira toda minha atenção da rua." – Balbuciou a jovem em sua menteenquanto andava sem um rumo definido, contudo, poucos passos foram dados até então – Tá bom, nisso eu concordo. Precisamos perguntar a alguém, onde devemos ir? Procurar algum lojista? – Falou Yui fazendo uma expressão pensativa – "Será? Eu queria encontrar o meu pai, mas, tá difícil. O que acha da marinha? Não fomos lá ainda." – Falou Yuura mentalmente de maneira tranquila, havia alguns locais não desbravados pela dupla até então – Pelas minhas só falta o imenso hotel, universidade e a marinha, é acredito ser uma boa opção. Que tal ser uma marinheira? Talvez uma caçadora de criminosos? Já acaba com nossos problemas com dinheiro. – Talvez fosse uma opção se na vida da menina de cabelos azulados não existisse um velho senhor chamado Khan – Você bem sabe que o nosso avô falava, não, é muito problemático. Preciso de algo que dê dinheiro fácil ou o mais próximo disso. – A mente da jovem parecia viajar em meio a pensamentos e lembranças de um passado não tão distante, sua experiência como uma assalariada não havia sido das melhores, o desejo de ser livre como estava sendo já havia a dominado – Vamos lá então. – Falou colocando suas mãos na cintura, como se visualizasse um esplêndido futuro à sua frente.

A primeira missão já estava clara em sua mente, ter certeza do local onde ficava a Marinha, afinal, ela já havia visto algumas vezes enquanto buscava por informações do seu genitor – Senhor (a), pode me confirmar onde fica o Quartel General da Marinha? – Indagaria a algum transeunte que por ali utilizando de todo seu carisma, optaria por abordar pessoas com um semblante tranquilo, evitando pessoas mal-encaradas ou que passassem um “ar” estranho aos seus olhos – Obrigada! Só precisava de uma confirmação mesmo. – Diria a jovem recebendo uma positiva, se por acaso tivesse uma negativa, repetiria a mesma pergunta para outro que ali passasse, porém, caso conseguisse ter a certeza da localização do local desejado, tomaria rumo até o mesmo – Vamos lá! – Diria para Yui, mas tentando disfarçar, tentaria parecer apenas uma jovem motivada.

A garota aproveitaria o trajeto para conhecer um pouco mais da cidade, observando suas lojas, tomando como locais importantes principalmente mercados ou qualquer estabelecimento que ofertasse guloseimas, era algo que ela sabia que sentiria falta – Já sabe o que dirá ao chegar lá? – Perguntou Yui, contudo, acabou sendo ignorada pela sua amiga que direcionava sua atenção para as ruas que provavelmente estava passando – Chegamos! – Falou ao se encontrar na frente do QG ou algo do tipo – Vai dizer o quê? Já que não me respondeu antes? – Voltou a indagar a pequena figura de cabelos acinzentados – "Não sei, vou perguntar pelo meu pai. Será que é arriscado? Que seja! De qualquer forma não cometi nenhum crime." – Pensou enquanto observava a construção e quem estava nela, até mesmo tentaria -se fosse possível- ver um pouco o interior do local pela fresta de alguma janela ou porta, porém, mantendo-se parada na entrada – Desculpa! Só estava olhando antes de entrar, primeira vez que vejo um Quartel da marinha. Tem algum problema entrar? Não né? – Responderia se fosse abordada pela atitude que teve, caso não, apenas entraria no local – Olá! – Diria com todo o carisma e simpatia inerentes em sua persona – Preciso de algumas informações, com quem posso falar? – Daria seguimento às suas falácias e se encontrasse porventura  um balcão ou algo mais próximo de uma recepção, se aproximaria calmamente – Oi! Meu nome é Yuura e queria umas informações. – A menina olharia o ambiente e buscando ter uma maior noção do interior do QG – Vocês têm alguém por aqui que se chama Arthur? Tendo como características ser um gigante de cabelos pretos. – Pausou sua falava sentindo algumas leves curicas de Yui – Explica direito isso aí. – Chamou a atenção, realmente a situação talvez não pudesse ficar tão agradável assim dependendo da percepção tida pela marinheira (o) – Estou em busca do meu pai, essas são as únicas características que tenho dele! – Concluiria.

Obtendo ou não uma resposta a jovem daria prosseguimento – Outra dúvida é onde posso encontrar informações sobre criminosos com recompensa? Sou uma Caçadora! – Diria a jovem tentando não parecer uma bobalhona, mas logo escutava a gargalhada de Yui – Caçadora? KIKIKIKIKIII – Yuura não dava importância, pelo menos não por hora – Ah! Você sabe onde consigo uma arma também? Aqui não vende né? – Finalizaria a sabatina.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Dom 30 Maio 2021 - 5:00


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã

A aventura da nossa nobre protagonista que com certeza não tem quinze anos, mas como é louca acredita que tem, estava começando de forma inusitada. Louquinha como era acabava por falar sozinha no meio das ruas de Sirarossa, o vento frio batia e todos que estavam mais à toa por ali olhavam para a menina que conversava consigo mesma. Como a cidade era absurdamente lotada de prédios, o vento que passava por ali sempre trilhava caminho nas ruas que eram os poucos espaços que possuía para circular.

A menina maluquinha decidia após um tempo debatendo mentalmente o que fazer que o melhor local para ir seria a marinha. Andando sentia o ar gelado batendo firme em suas bochechas. Como Mimi já havia andado pela ilha a procura de um pai... será que imaginava esse ser também? Bom, de qualquer forma, não foi difícil para a adolescente achar o quartel general da marinha, claro, ela confirmara com alguém na rua, mas estando lá por tanto tempo foi fácil. Só precisava cruzar algumas pontes para chegar naquela mansão velha que chamavam de quartel general. Claro que havia passado por reformas, mas ainda se notava que era uma mansão antiga.

Marinheiros encaravam a menina enquanto esta passava por eles enquanto se dirigia para o secretário que havia por ali. Olhavam meio estranho para ela. Seria o tamanho? Será que ouviram ela falando sozinha? Bom, seja o que fosse, não a impediram de entrar, talvez só a estivessem julgando para saber se seria uma potencial criminosa ou não. Ao entrar viu que o local estava bem cuidado apesar de ser antigo. O salão principal possuía um secretário logo em frente, escadas que levavam para um segundo andar partiram do salão principal para cima tanto da esquerda quanto da direita. Ainda para cada lado portas levavam para outros cômodos que Mimi não conseguia ver o que possuíam.

Quando chegou no secretário, este a olhou de mesma altura, a diferença é que ele estava sentado em sua poltrona esperando ela falar algo. O homem não tinha literalmente nenhuma característica que se destacava. Era literalmente tão comum que o Déjà vu vinha forte só de vê-lo, podendo lembrar qualquer homem comum da face do planeta. — Pode falar comigo mesmo... — respondia ele ouvindo a pergunta dela. — Olá, sou Randamu — falava sorrindo o homem ao ver a menina se apresentando. — Desculpe, mas nunca vi mais gordo... você falou que ele é gigante, mas gigantes tem seus vinte metros, então eu diria que com certeza ele não está na ilha — a menina percebendo que aquilo não havia levado onde ela queria comentava sobre ele ser seu pai. — Ah... se ele é seu pai você só quis falar que ele é alt... pera... seu pai te abandonou? Ou ele foi sequestrado? — perguntou o marinheiro preocupado com a situação que via a sua frente.

Mimi, percebendo que não havia conseguido as respostas perguntava sobre cartazes. — Menina, seu pai realmente foi sequestrado então? Você quer apontar o cartaz de quem o sequestrou? — Falava ele ainda mais preocupado. — Ei seus zés ruelas, tragam os cartazes de recompensas, temos algo urgente para resolver! — gritava o secretário para alguns marinheiros que estavam lá longe. — Não precisa se preocupar com esse papo de caçadora, nós vamos achar seu pai. Tudo vai ficar bem — comentava ele tentando relaxar mais ele mesmo do que Mimi.

Os outros marinheiros já estavam chegando com os cartazes.


Legenda:

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Dom 30 Maio 2021 - 19:39
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Definitivamente, deu ruim. – As primeiras palavras que ecoavam em minha mente eram as de Yui, algo havia dado errado e eu não tinha percebido ainda? – Que? – Indaguei mentalmente na tentativa de ter o esclarecimento, foi quando as últimas palavras do homem entraram pelo menos ouvidos e tive a real percepção do que estava acontecendo – Calma moço! – Falei aquelas palavras carregadas de apreensão, não podia deixar as coisas do jeito que estavam – Acho que o senhor entendeu errado. – Conclui de maneira simples e tentando ser o mais clara possível, entretanto, a cena que se passava diante dos meus olhos forçou-me segurar o riso, contraindo a musculatura da face para impedir gargalhar – Para menina! – Reclamei com a figura da minha melhor amiga que estava do lado do homem chamado Randamu, sua pequena e pálida mão estava fazendo movimentos circulares com o indicador estendida – Cara doido! Como pode está a frente da marinha? Bem que o vovô falou que na marinha só tinha tapado! – Suas palavras voavam da sua pequena boca, finalizando dando língua da maneira mais infantil possível.

Respirei fundo dando graças por consegui me controlar, eu tinha noção que o desrespeito no interior de um lugar poderia trazer graves consequências, mas o homem que me atendeu parecia ser gente boa – Vou tentar resumir! Enfim, moço, eu não moro aqui, vim para Sirarossa há algumas semanas em busca do meu pai, com eu falei. Minha mãe morreu a alguns anos e fui criada pelo meu avô, que veio falecer também a pouco tempo, mas antes disso acontecer ele me deu uma carta escrita pela mamãe, onde contava um pouco sobre meu pai. – Dei uma pausa para que a garganta não ficasse seca, engoli a saliva e dei continuidade ao falatório – Na carta dizia que ele era alto, como um titã. Por isso presumo que ele era um gigante, mas eu sou baixinha e minha mãe também, então eu acho que ele não é um gigante de fato, como pode alguém com vinte metros se relacionar com alguém de 1,60? Realmente não sei como fazem os bebês, aliás, o senhor sabe? Não acredito que exista uma cegonha tão grande para carregar um bebê gigante e como pode ser gigante se eu tenho um tamanho normal né? Talvez ele só seja alto!? Mas vem cá, existe alguma ave capaz de carregar um bebê gigante? Ah! Já me perdi toda! – Respirei fundo novamente e enchi meus pulmões com ar, ainda reclamam do meu falatório e não sabem bem o quão cansativo pode ser explicar as coisas – Estava falando do teu pai e porque tá aqui! – Disse Yui e aquelas palavras me fizeram voltar ao eixo, já tinha saído do foco há muito tempo – Lembrei! Ela disse que ele era alto, morador de Sirarossa e cabelos pretos, vim para cá com a pouca quantia que tinha e já me resta pouco, procurei ele por algumas semanas e nada. Preciso ir à universidade e naquele hotel grandão, não consegui gravar o nome dele ainda, mas depois vou passar lá para ver. Tá, continuando, eu preciso de dinheiro! Como sei lutar, pensei em ajudar a marinha cavando alguns criminosos, assim mato dois coelhos com uma só cajadada na cabeça! – Levei a mão tampando minha boca e demonstrando uma expressão assustada. – Não que eu mate coelhinhos, coitadinhos, amo animais. – Respirei aliviada, não queria e bem podia passar uma impressão de assassina de animais indefesos.

Observei com um pouco mais de atenção aquele tal de Randamu, sua cara não me era estranha – Uma coisa que não perguntei, o senhor não me é estranho, já nos encontramos por aí? – Indaguei, tinha a certeza que já o conhecia ou será que ele tinha um rosto bem comum? Bom, vou esperar sua resposta de qualquer forma – E mais uma coisa, eu não sei se ele é um criminoso ou não. Tem algum cartaz com o nome de Arthur por aí? – Questionei o homem de maneira tranquila e como de costume utilizando o carisma que fui agraciada, se fosse possível ver com meus próprios olhos os cartazes, assim faria. A princípio buscaria uma descrição que bastasse com o dito na carta pela mamãe, talvez meu possível pai fosse um criminoso? Se por acaso nada batesse com o que eu tinha de informações sobre o homem, visaria agora me atentar ao valor das recompensas para tentar ter alguma base da dificuldade, procuraria por uma pequena descrição dos atos causados pelos criminosos e tudo aquilo que fora possível de captar no que diz respeito à informação – A dificuldade está atrelada ao valor da recompensa? – Perguntei, afinal aquela seria minha primeira vez lidando com aquele tipo de situação, optar pelo mais alto ou começar pelo de menor valor? Era uma questão que tomava conta do meu ser – Aproveitando... É só capturar e trazer aqui? Ou preciso assinar algo? Ganho uma carteirinha? Preciso de uma arma, eu te falei né? Ou não falei? De qualquer modo, onde posso encontrar uma lança? É a arma que eu sei lutar e, luto bem até, não tão bem quanto o vovô e nem minha irmã mais velha, Ashino, ela é uma marinheira também sabia? Mas não quero seguir o mesmo caminho que ela. – Disparei a falar novamente na tentativa de sanar algumas dúvidas que poderiam soar como algo trivial, contudo, para mim era de suma importância.

Se por ventura todas minhas questões fossem sanadas ou pelo menos alguma delas, me manteria atenta a quem estivesse falando, prestando atenção em cada palavra expelida pelos mesmos, buscando adquirir o máximo de informação possível daquele que seria meu novo ofício. Talvez alguma das minhas perguntas chegassem aos ouvidos de terceiros em um tom de piada, não ligaria, de antemão sempre lidei com o fator idade, mas aquilo não me impediu em Ugmo de manter uma casa e cuidar do meu avô, não seriam pessoas desconhecidas que me colocariam em uma posição de constrangimento – Preciso prender eles com algo específico tipo algemas? Ou é só trazer aqui mesmo? – Indagava no momento oportuno e por acaso não conseguisse achar tal momento, se em algum momento anterior obtivesse a resposta para essa pergunta, não a realizaria – Posso levar alguns cartazes? Tem como tirar uma cópia? Na verdade, vocês devem ter vários desses por aí né? Tem alguma dica? – Bradaria de maneira tranquila e como sempre utilizando meu carisma para que pudesse manter um clima agradável, sentia um pouco de apreensão com o desenrolar daquelas ações – Yuura, calma! Você precisa passar mais confiança, já te falei isso. – Disse Yui correndo pelo local onde estavam, desviando das pessoas e/ou objetos, subindo e descendo a escada pulando em uma única perna – E você aí brincando feito uma criança. – Retruquei mentalmente.

Se por acaso um clima stand up comedy tomasse conta dos marinheiros dados os meus questionamentos anteriores, apressando minha saída do local, não perderia meu tempo com atitudes mesquinhas – Não, já estou decidida do caminho que irei seguir. – Responderia se a mim, fosse oferecido um emprego como marinheira, sinceramente não tinha nada contra, contudo, seguir ordem não fazia muito meu tipo, pelo menos não do modo que provavelmente ocorria na instituição – Você não gostava de receber ordens do seu chefe, ele sendo uma pessoa extremamente boa lá na nossa ilha natal. – Disse Yui um pouco séria, ela gostava do velho John, mas as coisas mudam e por mais que eu seja grata, realmente ele aborrecia mandando realizar serviços que estavam fora da minha alçada quando conversamos sobre o emprego, mas fazer o quê? Eu precisava na época – Estou indo! Agradeço pela ajuda, logo estou de volta com um criminoso capturado! – Falei alto para todos ali escutarem, se alguém duvidasse sentiria prazer em retornar quantas vezes fossem necessárias para receber minhas recompensas – Está animadinha, em? – Escutei as palavras da minha amiga e era verdade, o novo sempre me atrai e dessa vez eu tenho os meios necessários em minhas mãos para conquistar meus objetivos. Antes de sair se não fosse possível levar os cartazes eu daria uma olhada, buscando visualizar novamente todos os detalhes, eu tinha uma mente boa, não seria um problema acumular tais informações.

Sai sorridente do quartel da marinha, a chama quente da animação ardia em meu peito e parecia que o frio nem sequer existia, tá, essa última parte foi uma brincadeira – E então Yui, aonde vamos agora? Arma primeiro, né? – Questionei mentalmente unicamente a fim de ter uma afirmação, não era como se eu não tomasse nenhuma decisão sozinha, mas éramos uma dupla no final das contas – Yup! – Disse a pequena de cabelos acinzentados que andava alguns passos na minha frente, realizando passadas grandes e fazendo também uma fútil tentativa de imitar um soldado marchando – Vamos lá então! – Falei em voz alta seguida de um pequeno salto, não conseguia conter tamanha alegria que percorria minhas veias, havia finalmente dado um passo em algo de escolha própria – Que friooo! – Reclamei! Mesmo a algumas semanas na cidade o frio ainda me incomodava, por sorte a roupa que sai de Ugmo conseguia me proteger do frio de Sirarossa – Está com frio não, Yui? – Perguntei em minha mente e não obtive resposta, a pequena ainda estava marchando e pelo que me aparentava não estava com frio – Ótimo, agora eu falo sozinha. – Resmunguei em um tom semelhante a um cochicho, acreditava que apenas eu teria escutado aquelas palavras.

Pelo tempo na cidade provavelmente sabia de cabeça onde uma loja de armas ficava ou uma ferraria também servia, mas, daria preferência pela loja a princípio. Entretanto, caso tivesse alguma dificuldade para encontrar o estabelecimento não pensaria duas vezes em perguntar a alguém que estivesse na rua, seja parado ou andando – Bom dia! Desculpa o incomodo, tá? Mas o senhor (a) sabe onde fica uma loja de armas, ferraria ou algo desse tipo? – Falaria seguido de um sorriso no rosto, como sempre buscaria pessoas que visualmente me passassem tranquilidade, deixando os, trombadinhas ou mal-encarados para outra pessoa que tivesse com dúvida também – Obrigada! – Responderia educadamente tendo uma resposta para minha pergunta ou não, tendo esse último repetiria a abordagem da maneira mais tranquila possível, até obter a resposta que desejava.

Achando finalmente o lugar não perderia tempo com receios e entraria no lugar de uma só vez, observando todo seu interior e buscando por armas em um possível mostruário, dando preferência pelas lanças – Bom dia! – Essa seria minha primeira frase ao chegar no local, educação foi algo proporcionado a mim na infância com muito louvor e dedicação, não poderia tratar os outros de maneira diferente – Tudo bem? Estou em busca de uma lança que seja um pouco maior do que eu, tendo dois metros ou um e noventa já me servem. – Bradaria apenas se o (a) atendente estivesse disponível e não ocupada com outro cliente, nesse último caso aguardava minha vez e se porventura ninguém estivesse no recinto, bateria algumas palmas para chamar a atenção do possível vendedor – Sendo mais específica, o senhor (a) teria alguma glaive? – Faria o questionamento segundos depois a pergunta relacionada as lanças, não era como se eu tivesse uma preferência do tipo de arma, mas, as glaives sempre foram algo que me captaram a atenção com mais facilidade, tendo também um manejo mais simplório e, em simultâneo, abrangente – Glaive mesmo? Por que não pega uma mais simples? – Questionou Yui me fazendo a procurar com os olhos e infelizmente não a encontrando – Talvez consiga até um desconto em uma mais simples, não acha? – Definitivamente Yui tinha um ponto, porém, meu anseio por manejar uma lança em específico ainda falaria mais alto – Não sei se existe alguma diferença de valores no estilo das lanças, mas você poderia me informar o valor também das lanças chinesas, meu avô as chamava assim. Tem uma lâmina comprida e com uma leve curvatura em seu "corpo"? – Perguntei em tom audível, as lanças chinesas eram as de preferência do vovô, talvez fosse interessante tê-las também.

Após escutar as prováveis respostas do vendedor tiraria um momento para pensar, mesmo que já soubesse a resposta – Quero a Glaive! O senhor não poderia fazer um desconto em uma de qualidade superior? Tenho duzentos e vinte mil. – Pedir um desconto não é um crime, como sempre tentaria ser o mais carismática possível a fim de tentar com isso receber uma positiva do vendedor, se esse fosse o caso compraria a lança no valor ou caso pedisse no máximo 10mil berries a mais, assim faria de bom grado. Se por acaso não tivesse a arma desejada, optaria pela lança com a lâmina mais linda que o vendedor pudesse, pelo preço justo dito acima, agora se nenhum desconto fosse dado optaria pelas armas da qualidade mais simples, seguindo a minha de preferência acima.

Por fim, se não achasse o lugar que vendesse armas ou se o mesmo estivesse fechado, aguardaria na porta por alguns minutos com a esperança que não demorasse para abrir. Em um segundo plano voltaria a abordar transeuntes exalando simpatia, perguntando a localização de um estabelecimento que vendesse armamento, realizando as ações descritas acima em seguida.

Nota Importante:
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Re: I - Desventuras em Sirarossa Ter 1 Jun 2021 - 3:55


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã

A nossa protagonista lunática tinha a pachorra de falar que o pobre do Randamu era maluco. Bom, a pessoa que a maluquinha via tinha a pachorra, pobre soldado que era zombado por alguém que nem existia. De qualquer forma, ela aos poucos começava a explicar melhor a situação, ao mesmo tempo os soldados chegavam carregando diversos cartazes.

E apesar de terem chegado com os cartazes, a real é que esperaram o “resumo” da menina acabar. Aquilo de resumo não tinha nada, mas serviu para fazer os marinheiros rirem de Randamu que havia feito uma tempestade num copo d´água.

Quando terminou toda sua explicação, enquanto os marinheiros riam, Mimi piorava ainda mais a situação e indagava se não conhecia o secretário. Aquilo fez um deles rir alto e o outro colocando a mão no ombro da criança apontou com o dedão por cima do próprio ombro para Randamu e explicava. — Todos falam isso, mas é só porque esse cara é tão comum que você sempre tem a sensação de já o conhecer — o marinheiro terminava de falar e ria mais um pouco.

Aquilo tudo só servia para desanimar um pouco o secretário que com os cartazes em mão só deixava seus ombros irem para baixo. — Bom, pelo menos é bom saber que não foi nada do que imaginei — falou Randamu tentando tomar as rédeas da situação de novo. — E depois de ouvir sua história toda, desculpa te informar, mas aqui na ilha não tem nenhum criminoso chamado Arthur... e bem... basicamente não tem criminosos — falava ele passando os cartazes para Mimi. — Como pode ver, quase todos aí são do West Blue como um todo, mas Sirarossa basicamente não tem crimes. Então recomendo que procure outra fonte de renda garota, ou irá acabar passando fome aqui na ilha se for brincar de ser uma caçadora — completou ele.

Com os cartazes em mão a menina conseguia ver várias recompensas diferentes, indo de meros cem mil berries até pessoas com seu milhões de berries. Curiosa, acabava perguntando sobre a dificuldade estar atrelada a recompensa. Eles olhavam um para o outro, ponderavam mentalmente por um instante e então o secretário que acabava respondendo. — Sim e não... se duas pessoas cometem o mesmo crime, mas uma se prova muito mais forte que a outra ao realizar esse crime, essa mais forte terá uma recompensa mais alta pela sua cabeça. Se ela não demonstrasse essa força superior ao realizar o mesmo crime, ambas teriam a mesma recompensa mesmo sendo mais forte e assim mais difícil — ia falando ele e ao realizar uma mera pausa, outro marinheiro continuava. — Se uma pessoa muito forte realizar um crime menor, enquanto outra mais fraca realizar um crime hediondo, a mais fraca teria recompensa maior por sua cabeça, por ser um perigo maior para a sociedade mesmo sendo mais fraca — complementava. Então Randamu terminava. — Basicamente, depende do caso, a recompensa superior demonstra que a pessoa ou é forte, ou é cruel... danosa demais para a sociedade — com aquilo dito ele ajeitava a postura um pouco e os outros dois marinheiros começavam a sair.

— Sim, só capturar e trazer — falava ele sorrindo, já que sabia que não havia como isso ocorrer naquela ilha em específico. — Quanto a arma, existem algumas lojas pela cidade que são bem fáceis de encontrar, existe uma inclusive a poucos quarteirões daqui. Só virar a terceira esquerda após a primeira ponte — falava Randamu. — Mas não sei se vale a pena gastar seu escasso dinheiro em uma ilha onde não existem criminosos para você capturar — completou Randamu antes de Mimi partir. Ele ignorava a parte dela não querer ser uma marinheira, talvez acreditasse que não havia por que tentar trazê-la para este lado.

Ao sair decidida do quartel general ia em direção da loja de armas indicada. O vento frio continuava firme e forte na cidade. As pessoas em geral não se importavam muito com a menina e por isso ela falando sozinha passava desapercebido pela população. Via a loja logo que virava a esquina. A loja era gigantesca com o letreiro chamativo que estampava seu nome Bang Store reclame do nome com o Rigel em letras grandes e um símbolo estranho de um homem atirando na fuça de outro.

Entrar na loja de armas era um alento a seu corpo, bem mais cômodo do que o lado de fora, via que a loja possuía armas por todos os lados, de todos os tipos... bom, quase, não via nenhuma lança do jeito que desejava, só as mais comuns.

Quando chegou a um velho que era o atendente percebia que velho era até elogio, parecia um milagre ele estar vivo. Parecia ter o tamanho de Mimi ou até menor. Ouvia ela atentamente falando o que queria, mas será que ouvia mesmo? Era difícil falar se ele não era surdo porque não parecia muito interessado na fala dela até ouvir que queria uma glaive. Ao ouvir aquilo os olhos dele brilharam. — Uma glaive? — perguntava o homem só para se certificar de que havia ouvido corretamente.

Com a afirmativa da menina, via que ele se afastava por um tempo para o interior da loja. Por que haveria uma glaive escondida e não na parte principal da loja igual todas as outras armas? Enquanto gastava seu tempo esperando, Mimi pôde notar que as armas da loja não eram lá grandes coisas, a maioria parecia bem básica, algumas que ficavam expostas nas paredes pareciam até começar a enferrujar já de forma natural... talvez isso fosse normal numa ilha fria como aquela?

Quando o velhote voltou percebeu que não conseguia ver a glaive de imediato, ela estava coberta por um pano. O vendedor se esforçava meramente para carregá-la. Ele a colocou na bancada e ao retirar o pano mostrou a arma. Ela reluzia e o metal dela era impecável. Longe de ser uma arma comum como as outras ali expostas. — Eu admiro as glaives mais do que todas as outras armas — falou o velho. — Por isso, não me permito vender uma que não seja no mínimo formidável — falava ele orgulhoso olhando para a arma.

Mimi podia esquecer seus meros duzentos e poucos mil berries. Aquela arma ali custava mais de um milhão fácil. — Se você tem tão pouco menina... que tal me pagar de outra forma? — perguntava. — Não é todo dia que uma admiradora de glaives aparece em minha loja — falava o vendedor encantado com a ideia. — Por causa da minha idade já não consigo forjar com tamanha facilidade — o semblante triste tomava conta de seu rosto. — Por causa disso as minhas últimas armas ficaram ruins... preciso de ajuda para forjar mais algumas pistolas para a marinha... e mais importante.... quem sabe se não uma nova glaive como essa que me orgulho tanto para poder me aposentar com alguma obra prima minha — falava ele sonhador. — O que me diz?


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Ter 1 Jun 2021 - 12:02
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Tá! Vamos lá. Recapitulando…

Ir até o quartel da marinha a princípio eu achei uma ideia meio meeh, sabe? Pensei que iriam ter homens sérios e com a cara fechada, respondendo de maneira ríspida e até mesmo agressiva! Entretanto, eles até riram, bom, não gostei do motivo das gargalhadas deles, afinal o Sr. Randamu parece ser alguém gente boa, preciso voltar lá para pedir desculpas por causar toda aquela situação e aproveitar para conversar mais um pouco. Aliás, as informações obtidas lá foram muito boas, agora sei que quanto maior for a recompensa, mais perigosos e difíceis eles são de serem capturados – Ei, não é assim! Você já se esqueceu da explicação, foi? Se uma pessoa comete atos terríveis, mesmo que ela for fraca terá uma recompensa alta pela sua cabeça. Agora se uma pessoa forte fizer algumas coisas “ok”, sua recompensa será baixa, mas ele continua sendo forte! – Yui falava em minha cabeça e pelo jeito eu não entendi direito, bom, de qualquer forma tenho que ter cuidado redobrado com quem for capturar algum dia! Como não tem ninguém aqui em Sirarossa ficou meio complicado, afinal não tenho um barco e muito menos sei navegar, talvez devesse pedir uma carona? Não! Preciso levantar uma grana aqui e depois penso nisso.

Pela graça dos bons Deuses não teria perdido muito tempo na busca pela loja, novamente Randamu mandou a ver nas informações, que cara inteligente! Ao entrar na loja pude sentir meu corpo me agradecendo, um lugar bom para de proteger do frio que tomava conta das ruas era algo necessário – Talvez quando tiver um dinheirinho, devo comprar uma roupa mais quentinha para gente, Yui. – Falei mentalmente com minha melhor amiga, mesmo que ela não sentisse tanto frio como eu – É uma boa ideia tô precisando de um look novo. – Respondeu a jovem enquanto olhava as armas ao redor e como era grande a variedade de armas, mas... Ué? Cadê as lanças? Bom, até tinha, mas das mais simplesinhas e aquilo não era do meu interesse, na verdade, eu só compraria no último caso, mesmo que na cidade não tivesse criminosos – nas palavras de Randamu – era algo que eu pouco acreditava, sempre tem pessoas maldosas por aí, talvez não com recompensas pela sua cabeça.

O velho, digo, o idoso fora pegar algo no interior da loja e ele voltava carregando um trambolho enrolado em panos – Será que viemos no lugar certo? – Yui bradava ao meu lado observando aquela cena também. Ok, ok... Talvez eu possa ter queimado minha língua por concordar com a pequena ao meu lado, afinal, no momento que a arma foi revelada eu não pude conter a surpresa que me dominava intensamente, meus olhos azuis emanavam um brilho que quiçá poderia até mesmo cegar o homem, à minha frente, tentei falar, mas minha voz não saia, apenas meus lábios se moviam como se um terremoto de magnitude 9,5 na escala Richter estivesse ocorrendo nós mesmos – Ma-ma-maravilhosa! – Ufa, finalmente eu consegui externar meus sentimentos – O senhor que fez essa arma? Meu Deus! Nunca vi uma arma tão bonita e bem feita! Que linda, posso pegar? – Indagaria ainda com o olhar brilhante nos olhos, se tivesse uma afirmativa pegaria a arma para sentir seu peso, não realizaria muitos movimentos para não acabar batendo em nada, por fim empunhava a arma com ambas as mãos e simulava mentalmente alguns movimentos, talvez até mesmo um pouco de saliva escorrer-se pelo canto da boca nesse momento.


I - Desventuras em Sirarossa Tenor


Pelo jeito não teria dinheiro suficiente para comprar uma arma daquele calibre, porém ao escutar as palavras do senhor um sorriso abriu em meu rosto, de orelha a orelha – É claro! Olha, acredito que isso tudo é coisa do destino, viu? – Falei de maneira alegre – Meu avô me ensinou bastante sobre Forjar armas, armaduras e também itens mais simplórios como placa de metais com nomes cravados, desenhos, ele tinha uma forja em Ugmo, não sei se conhece, é uma pacata ilha no East Blue. – Me manteria atenta às suas palavras e na primeira oportunidade continuaria – Eu acho que podemos nos ajudar sim! O senhor me diz o que fazer e eu faço, precisa comprar algo? Pode me falar! Quer que eu limpe algo? Tô aqui para isso! Quer que eu trabalhe na forja? É pra já! – Não era o meu objetivo principal trabalhar de forma comum novamente, contudo precisava de dinheiro para poder continuar em Sirarossa e finalizar a minha busca – Meu nome é Yuura Mimiko, mas pode me chamar de Mimi! Como o senhor se chama? – Indaguei olhando para o homem e também para Glaive forjada pelo mesmo – Posso te perguntar uma coisa? – Minhas mãos repousaram na cintura por breves momentos – O que acha de me contratar como sua assistente aqui? É sério! Não precisa ser nada formal, trabalho pela arma, por comida e até mesmo por um lugar pra ficar! Vim até Sirarossa em busca do meu pai, mas ainda não o encontrei. Faço tudo o que for necessário aqui na loja e na forja, só preciso que me guie nessa última, posso fazer também uma divulgação se quiser. – Eu não conhecia ninguém ali, mas já diz aquele ditado “Quem tem boca vai à Roma.” e era isso que faria, talvez o Randamu até mesmo pudesse ajudar em algo.

Me manteria parada e boca fechada enquanto aguardava as respostas do homem, talvez ele não precisasse de tanta ajuda assim e só fosse necessário um par de mãos na forja – E então, o que quer que eu faça primeiro? – Se por acaso ele pedisse para dar uma geral no ambiente, assim faria. Procuraria primeiro por uma vassoura e passaria com cuidado, não queria derrubar um amontoado de armas no meu primeiro dia ali. Me atentar já em limpar os cantos e juntar toda a poeira e/ou sujeira em um único canto, indo buscar agora por um apanhador para tirar toda aquela tralha – Faltou ali no canto em. – Falou Yui, ela sempre corria dos serviços braçais e tenho certeza que ela poderia tá me ajudando, só fica nessa história de que não consegue – Onde menina? – Busquei com os olhos e achando, limparia também – As armas que estão começando a  enferrujadar, o que acha de um polimento? Tem alguma máquina específica ou algo que o senhor use a mais tempo? – Questionei, armas enferrujadas em uma loja de armas não era um bom chamariz para a clientela que se interessasse por isso, pelo menos (se assim fosse permitido) tentaria tirar um pouco daquela crosta de ferrugem – Ok! – Se fosse necessário, pegaria com cuidado arma por arma e realizaria o polimento da melhor maneira que conseguisse, eu também não era nenhum especialista nesse assunto, mas sabia o pouco que o vovô me ensinou.

Se antes da limpeza ou depois dela eu fosse convocada para a forja, guardaria os materiais que usei nos seus devidos lugares e seguiria o velho até o destino – O senhor tem essa loja há muito tempo? Sempre trabalhou forjando armas? Conhece o Randamu, da marinha? Conheci ele hoje, parece ser gente boa e pelo que disse, não tem muitos criminosos aqui em Sirarossa, isso é verdade? – Pausei brevemente retomando o fôlego – Não acredito que uma ilha tão grande assim não tenha nenhum criminoso, seria bem estranho até. – Finalizei momentânea o meu falatório. Chegando na tal forja ou algo relacionado a isso me atenderia aos detalhes, observando toda sua estrutura e quais itens estavam a disposição para o trabalho – O senhor trabalha com que tipo de metal? Lá tem Ugmo a maioria das armas e armaduras eram de ferro ou aço, mas meu avô sempre me falava sobre materiais mais resistentes, não digo nem ao atrito que ocorre em batalhas, mas ao tempo mesmo, corrosão e tal. – Todo conhecimento recebido estava vivo em minha mente e sabia que aquela era uma boa oportunidade para incrementar minhas habilidades, até mesmo me tornar de fato uma ferreira, mas ainda tinha que pensar direito – Por onde começo? – Perguntei olhando ao redor buscando por Yui, mas fingi estar apenas olhando novamente o local – Cadê tu doida? Se tiver na loja, passa o olho aí pra ninguém entrar. – Gritei mentalmente para minha sumida amiga – Ah! Desculpa por falar demais, meu avô sempre reclamava comigo que eu não consigo parar minha boca quieta, mas, vou tentar. – Diria de maneira tranquila, eu sabia do meu pequeno “defeito de fábrica”, mas fazer o quê? Falar é tão bom.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex 4 Jun 2021 - 3:36


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã

A incrível protagonista ouvia uma das melhores explicações possíveis sobre recompensas da face do planeta e mesmo assim se perdia, tendo que reouvir a explicação de sua própria amiga imaginária. Essa menina, essa louca completa, estava imaginando diversas situações enquanto conversava sozinha sem perceber e se dirigia para a loja de armas.

Lá, acabou se encantando absurdamente com uma formidável glaive que o velho poderia vender. O senhor deixava que Mimi pegasse a arma. O peso era ótimo, pesada o suficiente para executar o golpe sem que a arma fosse facilmente desviada, mas não pesada a ponto de prejudicar o uso. Ela parecia ser perfeita para a menina. Por isso, apesar do peso, quando o velhote oferecia a opção de ela trabalhar para ele para receber a arma parecia perfeito.

Assim, não só Mimi aceitava, como comentava algo sobre destino. A menina que pouca falava começava a falar sobre sua vida. — Desculpa... estaria mentindo se falasse que conheço... — ouvia ele respondendo sobre a ilha de Ugmo. O velho indicava para que ela o seguisse enquanto ia a ouvindo fazendo perguntas sobre o que ele queria que ela fizesse, via o senhor batendo em sua própria cabeça. — Estou caducando mesmo... — ele não explicava o motivo desta fala, mas continuava andando ouvindo e comentava. — Me chamo Arthur — falava o velhote enquanto continuava andando, como o mundo era um lugar pequeno, não é mesmo?

Quando foram para a parte detrás da loja a primeira coisa que Mimi percebia era a temperatura. Lá dentro estava ainda mais quente do que no restante da loja. Além do ar mais pesado por causa dos gases da forja. O local era “relativamente” organizado. Via que as armas novas e falhas ficavam mais próximas da área da loja em si, as falhas pareciam possuir um mesmo padrão de não terem sido marteladas o suficiente. Já a parte de forjas e materiais crus ficavam mais ao fundo. Havia também algumas portas que provavelmente levava para algum depósito ou banheiro.

— Para te contratar preciso ver se você é apta primeiro — falava Arthur expondo algo básico na vida. — Podemos considerar a forja das pistolas o seu teste — comentava o senhor andando para o fundo. — Só preciso da sua ajuda com a forja mesmo... temos poucos clientes, mas eles são bem fieis, então não preciso de propaganda... e não gosto de outras pessoas mexendo em minhas ferramentas, eu posso me perder se você mudar a localização delas — comentava o senhor se aproximando da fornalha. — Acenda-a para mim — ordenou enquanto Arthur se aproximava de alguns lingotes.

Como sempre, enquanto fazia a ação básica, Mimi não parava de falar. Quando Arthur voltava com os lingotes respondia ela uma a uma. — Provavelmente a mais tempo do que o seu pai tem de vida menina... — respondeu sorrindo lembrando da referência dela a procurar por ele. — Trabalho com isso a mais tempo do que você consegue imaginar sendo tão nova... e desculpa, mas não conheço nenhum Randamu. Deve ser só algum soldado aleatório da marinha, ela não importa muito aqui na ilha... — falava ele preparando os lingotes para esquentar. — A ilha é sim bem tranquila, mas não graças a marinha, e sim a graças ao Salvatore. Até existem criminosos, mas a marinha faz vista grossa para eles porque quem controle e cuida de tudo é o Salvatore, então desde que você não tente adentrar fundo no submundo da ilha vai ficar bem segura — comentava o homem, ele parecia bem satisfeito. — Se você aguentar o frio tranquilamente, essa ilha é ótima para se viver — o sorriso dele era contagiante.

Enquanto Arthur colocava os lingotes para esquentar, Mimi perguntava qual metal usavam. — Só o bom e velho aço normal — respondia. — Com certeza existem ligas que fariam as armas durar mais, mas como falei... tenho clientes fiéis e constantes, já que as armas... não duram muito — comentava ele olhando os lingotes mudando a coloração de pouco em pouco. — Pode falar a vontade enquanto eu não estiver forjando — respondia ele por fim a última pergunta da menina. — Nesses momentos quero me concentrar ao máximo — continuava. — Mas vou deixar essas duas próximas pistolas a seu mando, quero ver o que você consegue fazer por conta própria — comentou ele dando alguns passos para trás e deixando-a mais a vontade a frente da fornalha.

Mimi já havia visto as ferramentas por ali perto, era uma mera situação de executar as forjas.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex 4 Jun 2021 - 19:03
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Certo, definitivamente tinha algo estranho comigo desde o momento que empunhei a glaive, um sentimento nostálgico acompanhado com uma leve euforia tomou conta de todo meu corpo por breves momentos. Antes de conseguir entender mais sobre esse sentimento as palavras do velho homem interromperam aquele momento – "ARTHUR?" – Pensei – "Não pode ser ele, a descrição não bate." – Uma falha tentativa de pôr a cabeça no lugar, afinal, aquele homem não se parecia com um gigante – Já passaram 15 anos e se for algum mal dos gigantes encolher ao decorrer dos anos? – NÃO! Eu estava quase aceitando que não era ele, mas Yui jogou na minha cabeça um sinal imenso de alerta – Nós não conhecemos nenhum gigante, vai saber. – Concluiu.

O anseio em perguntar se ele conhecia minha mãe começava a tomar conta, entretanto, não podia despejar mais perguntas em cima daquele pobre homem, na verdade, eu poderia até mesmo sair perdendo se por acaso ele pensasse algo estranho sobre mim, tinha que continuar mantendo a pose, por enquanto – Um teste então? É justo. – Falei enquanto observava todo o local onde estava, como uma boa curiosa prestava atenção nos mínimos detalhes, não gostava de conhecer um novo lugar e não o observa-lo com cautela – Essa quentura me lembra a forja do vovô, que nostálgico. – Já fazia um bom tempo desde a última vez que mexi com metal, mas não tive tempo suficiente para esquecer de como se faz – Tem algum molde específico que o senhor use? – Indaguei de maneira tranquila, afinal, sabia que normalmente os ferreiros utilizavam o mesmo molde para facilitar o trabalho, muito mais prático e quando feito em grande escala, trazia um padrão interessante para seus compradores – "Silêncio em Yui, não posso me desconcentrar aqui." – Minhas palavras estavam carregadas com uma seriedade singular, por um momento olhei ao redor em busca da pequena e ela não estava ali – "Ah! Você tá lá na loja." – Conclui sem ouvir nenhuma resposta, será que ela ficou chateada? Foco Mimi! Depois você se resolve com ela.

Salvatore? Por um momento me questionei quem eram essas pessoas, parecia ter muito de Sirarossa que se mantinha no desconhecido – Que legal, pelo jeito é um lugar bem tranquilo de se viver realmente. – Bradei em tom tranquilo enquanto estalava os dedos, aliviando um pouco da ansiedade que habitava em meu corpo – Ok! – Disse para mim mesmo dando uma espécie de largada, como era feito nas corridas, se bem que será que eles falavam “ok” para começar as corridas? Foooooco Mimi! Eu me perco muito fácil, não posso fazer besteira logo agora.

A princípio buscaria novamente olhar o que tinha à disposição, não seria necessário utilizar o martelo para moldar a arma, já que estamos falando de uma arma de fogo. Buscaria pelo molde utilizado por Arthur, também observaria tipo de molde que era utilizado pelo homem, sabia da existência de algumas feitos do próprio metal e em outros casos era usado areia/terra, para despejar o metal em seu estado líquido – Vamos ver... – Falei enquanto voltava minha atenção a esses pequenos e necessários detalhes, utilizaria a estrutura já existente ali para ter a forma da pistola. Voltava minha atenção a forja observando o estado dos lingotes colocados por Arthur anteriormente, pegaria a ferramenta necessária para mexer o material no compartimento que ele estivesse, a fim de ver o seu estado - Pelo jeito já está na hora. – Balbuciei enquanto buscaria pelas luvas e logo que as achasse colocaria em mãos, em seguida pegaria a pinça ou o mais próximo disso para segurar o recipiente extremamente quente que guardava o lingote no estado proporcionar a ser despejado e assim faria, tomando o máximo de cuidado para não derramar ou muito menos bater em alguma das outras estruturas que existissem no local de trabalho – Agora com cuidado… – Reafirmava mentalmente mantendo toda concentração derramaria no pequeno buraco, preenchendo o molde da arma – Uffa! – Diria.

Aguardava algum tempo para que a liga novamente voltasse ao seu estado sólido, em seguida retiraria a estrutura tendo o mesmo cuidado e colocaria na água, mergulhando o item – "Será que tô fazendo certo? Era isso mesmo né? O passo a passo." – Uma dúvida passou pela minha mente naquele momento, mas era isso mesmo, pelo menos agora seria. Continuaria com a fabricação do armamento utilizando as lixas que estavam a disposição, optaria em usar o maquinário pela praticidade e tiraria as imperfeições existentes, polindo por fim toda a arma. Por fim observaria como o Arthur finalizaria suas armas, cabos de madeira, ou seja, lá o que tivesse em mãos, faria o necessário para da melhor maneira possível forjar a bendita pistola – "Podia ser uma espada né? Seria tão mais fácil." – Resmunguei mentalmente.

Repetiria o processo me atentando à uma possível dica de Arthur para um melhor produto final – Pronto! – Diria após finalizar a confecção da segunda arma – Não sei se ficaram boas, mas, dei o meu melhor e estou disposta a aprender! Antes que peça, não sei fazer Projéteis, pode me ensinar? – Realmente era algo que eu não sabia e provavelmente um dia seria necessário – O que achou do meu trabalho? Tô contratada? – Indaguei com um pouco de receio da resposta, sabia que podia vir literalmente uma bomba e a oportunidade de ter uma boa lança ir por água abaixo, mas, necessitava saber a verdade. Aguardaria a resposta, não tinha como não me abater se tivesse uma negativa, mas de antemão me sentia grata pela oportunidade – De qualquer forma, obrigada pela chance que deu e desculpa pelas armas ruins. – Educação foi algo presente na minha vida e sabia que tudo se transformava em experiência, no futuro usaria aquilo como alicerce da minha melhoria como ferreiro. Se por acaso uma opinião positiva fosse dada com relação ao emprego, daria leves pulos por não conseguir conter minha felicidade – Obrigada! Prometo melhorar com seus ensinamentos! – Diria de maneira animada a Arthur, abraçando o mesmo em seguida e tão rápido como começou, terminaria – Desculpa, não consegui me controlar. – Diria.

Agora finalmente eu tinha um tempinho para tirar minha dúvida, será que era ele? Bom, eu iria descobrir agora – Arthur, uma coisa que eu não falei é que o nome do meu pai é o mesmo que o seu. Por acaso a quinze anos e alguns meses atrás o senhor não se relacionou com uma mulher um pouco menor que eu, cabelos castanhos e olhos da mesma cor, seu nome era Sagara Mimiko. – A bomba havia sido lançada, mas, seria muita coincidência e um devaneio intenso da minha mãe – Eu sei que a descrição não bate, mas ela tinha um pequeno problema e não batia muito bem da cabeça, na verdade, não sei nem se a existência desse pai é real e se sua aparência é essa. – Minhas palavras passavam um sentimento de tristeza, falar dela sempre era algo que me trazia boas recordações e, ao mesmo tempo, a infelicidade de não ter ela mais comigo – Como fiquei sozinha a única coisa que me restou foi procurar por esse homem, mas, seria muita coincidência ser o senhor, não é? – Falei com um pequeno sorriso no rosto, talvez fosse algo bom trabalhar ali pro resto da vida... Se bem que não, isso não seria o necessário para alcançar meus objetivos.

E agora? Como posso ser útil? – Questionei o meu novo chefe – Ah! Quem são os Salvatore? Falou um pouco mais cedo, mas não sei quem são. Os donos da cidade? – Ri no final dessa última frase, seria uma família capaz de comandar uma ilha daquele tamanho? Era algo estranho de se pensar, contudo, não era algo que imaginasse ser impossível – E outra coisa, por acaso conhece algum lugar onde posso alugar um quarto por um valor em conta? O último que fiquei levou todas minhas economias! Não precisa ter muito luxo, sem baratas e principalmente borbo... Digo, sem esses insetos nojentos, já está de bom tamanho. – Por último me manteria no aguardo das novas ordens, forjar mais algo? Ajudar de alguma maneira? Faria o necessário para conseguir aquela lança – E dinheiro. – Isso Yui, e também um dinheirinho se fosse possível.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Seg 7 Jun 2021 - 4:36


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã

Se nossa protagonista fosse o Deadpool ela provavelmente comentaria que se sentiu igual o Harry ao empunhar a varinha pela primeira vez. No entanto como ela não era nós só podemos comentar que Mimi percebeu que aquela glaive que segurava era diferente das outras que já havia utilizado alguma vez em sua vida.

Seria obra do destino? Provavelmente, pois quem fizera aquela arma possuía o mesmo nome de seu pai. A jovem começava a se indagar sobre ser ele ou não, a dúvida era real apesar de ele não bater em nada com a descrição que Mimi tinha.

Tentando afastar aquele pensamento todo de sua mente, ela perguntava se havia algum molde que o velho usava. Via Arthur sorrindo para ela, quem diria que seu pai sorriria assim a uma mera pergunta, não é? Orgulho fraterno era algo interessante. O homem então ia até um local e pegava o molde que passava em seguida para Mimi.

A conversa continuava enquanto ela observava tudo e absorvia aos poucos as informações que Arthur ia falando. A ilha possuía mais nuances do que aparentava, mas aquele não era o momento para se preocupar com isso. Assim a jovem louca acabava por se focar como podia para fazer as pistolas. Naquele momento o mundo mudava, o foco da menina era único em fazer a arma, não sabia se Arthur a observava ou se ele havia ido fazer outra coisa.

O que sabia é que quando havia falado ”Pronto!” o homem estava por perto. Arthur se aproximava das pistolas e as observava por um bom tempo. As girava. Dava algumas batidas, testava os mecanismos. — Seu trabalho está bom para alguém da sua idade... — comentava Arthur colocando as pistolas na mesa mais próxima. — Ainda não está no nível ideal para quem quer se chamar de ferreira — falava ele. — Mas tenho certeza que enquanto trabalha aqui vai acabar aprendendo — concluía ele.

Enquanto Mimi ia entendendo o que aquilo significava, acabava por pular de alegria e abraçar o velho. Ela se afastava, e acabava com o clima feliz com uma pergunta completamente aleatória. A menina maluquinha explicava sobre o pai dela, quando acabava ele fazia um cafuné nela. — Não... eu nem conseguia fazer filho quinze anos atrás, tenho idade para ser seu bisavô Mimiko — falava o homem tentando relaxar a situação, ele claramente ficou triste pela menina claramente ter sido abandonada. — Nunca ouvi o nome de sua mãe infelizmente — completava ele. — E Arthur é um nome comum, vai ser difícil acha-lo — falava o homem agora assumindo um tom mais sério. — Não recomendo que perca seu tempo a procura dele, a chance de acha-lo é ínfima. Vá fazer sua própria vida sem depender de um homem que abandonou você e a sua mãe — falava ele ainda mais sério. — Você terá o meu suporte enquanto trabalhar aqui, então tente decidir exatamente o que quer fazer, pois eu realmente não recomendo que perca seu tempo atrás de alguém que abandona a própria família — falava Arthur concluindo o ponto dele.

Talvez querendo mudar o rumo tenso que a conversa havia chegado, a menina perguntava sobre quem era Salvatore. Aquilo arrancava um pequeno sorriso de canto da boca de Arthur. — Basicamente isso mesmo — respondia o velho. — Você pode ficar de guarda da loja se quiser, aquele cômodo ali é um quarto — falava ele apontando para uma das portas que havia ali. — Está cheio de coisas quebradas... mas se você não se importar em limpá-lo pode dormir ali... — falava ele meio sem jeito. — Ali tem uma banheira — falava apontando para outra porta. — Infelizmente não tem mais privada... não pergunte — falava ele. — Se não quiser, posso te indicar um hotel mesmo — concluía ele.

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Com isso, se ela não aceitasse, Arthur iria até a entrada e falaria a direção de um hotel que ele sabia ser barato (aproximadamente cem mil por dia), mas não considerava nada seguro.

Se Mimi aceitasse o quarto e abrisse a porta, veria que não só havia várias coisas quebradas lá dentro. Como estava absurdamente empoeirado, como se ninguém limpasse lá por muito tempo.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Seg 7 Jun 2021 - 14:36
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Sabe quando você tem um objetivo em sua vida, uma meta que deseja cumprir e foi inesperado entra em seu caminho? Lhe fazendo duvidar do que você tinha preparado para seguir? Mesmo que seja por um instante, mas você coloca seus interesses em cheque e pensa “Será que é realmente isso que eu desejo?”. Foi como me senti quando soube da existência do meu “pai”, não era como se tivesse de fato um plano traçado para meu futuro, mas tinha uma ideia a seguir. Um balde de água fria havia sido derramado em minha cabeça, a busca pelo homem que seria meu pai mexeu comigo de uma forma que eu não esperava, não sou tão ingênua em pensar que existe apenas um Arthur no mundo, mas naquele momento eu cogitei essa ideia, será que era ele? E obviamente, não era. Na verdade, eu nem sequer sabia quem era ele realmente, talvez pudesse ser um pervertido? Um criminoso? Mesmo sem saber nada disso eu imaginei como seria se ele tivesse dito “sim”, eu viveria aqui? Passaria o resto da vida trabalhando junto e posteriormente em seu lugar? Viver em Sirarossa pelo resto da vida trabalhando arduamente forjando armas e armas para se sabe lá quem? Eu precisava colocar minha cabeça no lugar.

Enquanto questionava minhas percepções eu me sentia tranquila e satisfeita com o elogio de Arthur, não se enganem, eu não me acho ou algo desse tipo! Entretanto, o vovô depositou muito empenho em passar seus conhecimentos para mim, sentia como se todo seu esforço tivesse valido a pena, sentia como se sua vontade ou pelo menos um pedacinho dele ainda vivia – Obrigada! Não se arrependerá de me dar uma oportunidade. – Diria ao meu mais novo Chefe, agora, oficialmente. Iria aproveitar aquela oportunidade para aumentar o leque de habilidades e nada melhor que aproveitar para sugar todo o conhecimento de um homem que havia vivido toda uma vida em meio a forja, pelo menos, era o que eu achava.

As palavras do senhor eram como um choque de realidade para mim, o modo com que falou me fez entender com maior clareza o qual imersa estava na busca pelo meu genitor – Como posso ser tão burra? – Me questionei levando minhas mãos ao rosto de maneira breve – Você tem razão. – Concluiria enquanto minha mente trabalhava, o homem teve quinze anos para ir atrás de mim e nunca tive nenhuma informação que alguém me procurava, mas, eu estava ali em uma ilha completamente desconhecida por mim em busca de alguém que eu mal sabia a aparência – Obrigada pelas palavras. – Sabia que aquilo continuaria em minha mente por um tempo – Decidir? – Pensei, eu tinha mesmo decidido o que queria fazer? Pelo menos eu acreditava que sim, mas, já tinha algo para pensar durante minha estadia no lugar – Ficar aqui é uma boa opção? O que acha Yui? – Indaguei mentalmente a minha melhor amiga, na maioria das vezes recorria a sua opinião para resolver algum problema – É algo que devemos pensar com calma, primeiro vamos nos acomodar. – Ela tinha razão, eu ainda tinha um trabalho pela frente.

Consegui um lugar para dormir – Ficarei aqui, acho que é mais seguro. – Falei ao homem confirmando minha permanência no local, o hotel era uma boa opção, contudo, estava em busca de cortar o máximo de gasto possível e pelo jeito Arthur também, já que ele tinha uma BANHEIRA como privada! Ou eu entendi errado? – Não Mimi, pare agora! Não pense, não comece a pensar. – Yui pediu tarde demais... Como será que ele faz? Em pé? Agachado? Será que ele deitava meio de lado e só deixava as coisas fluírem? Talvez fosse algo ainda mais exótico se ele deixasse escorregar pela lateral da banheira? ECA! Que momento horrível para ter uma mente fértil!


I - Desventuras em Sirarossa Tenor


Graças a Deus que os pensamentos nada agradáveis já se esvaíram da minha mente – E o senhor vai trancar tudo antes de ir? Dormirá por aqui também? Posso dormir com aquela glaive por perto? – Ok, essa última pergunta não era uma das mais comuns de serem feitas, mas não custa nada não é? – Enfim, vou começar a arrumar, tudo bem? – Diria com um sorriso no rosto, aliás, qual foi daquele sorrisinho ao falar dos Salvatore? Deixa, isso é algo para se pensar depois – Yui, vem me ajudar? – Perguntei mentalmente procurando ela ao redor, parecia ainda estar na loja – Estou de guarda. Você limpa, eu vigio. – Já esperava, afinal, ela sempre foge quando tem que fazer esse tipo de coisa. Então finalmente faria início a organização daquele que seria meu quarto, bom, que bagunça não é? Tirava o casaco e amarrava na cintura, já no cabelo faria um coque simples deixando o mesmo enrolando, não queria que pegasse tanta poeira assim – Senhor Arthur, onde a vassoura fica? Preciso também de um balde e tem alguma caixa sobrando por aí? – Iria até o local indicado ou se viesse algum desses itens, pegaria rapidamente iniciaria a arrumação do quarto, para começo me atentar ia aos itens que estavam guardados ali dentro, eram armas? Roupas? Itens diversos? Metais? Couro? Baú? Armário? Se por acaso tivesse alguma lança ou um pedaço de bastão de ferro ou madeira, colocaria no canto em evidência para que após o término desse a devida atenção para aquela arma, mesmo que estivesse danificada ou com marcas de uso, me sentiria mais segura de dormisse com algo que pudesse utilizar para autodefesa se fosse necessário. Separaria os itens em duas porções, as “tralhas” que seriam os materiais já sem qualquer uso, como resto de tecidos, armas já quebradas e/ou enferrujadas, coisas podres ou quebradas também entraram neste tópico. Em outro canto teriam os itens que julgasse usáveis ainda ou poder ter algum valor sentimental, ou não para o homem que havia me dado aquela oportunidade, talvez existisse até mesmo alguma arma antiga feita pelo homem e que só precisasse de um retoque para voltar à vitrine. Também ficaria atenta a papéis e/ou documentos, não queria jogar nada que fosse importante para Arthur no lixo, leria com cautela os arquivos (se encontrasse), tentando identificar rapidamente do que se tratava. Se por acaso alguma dúvida surgisse, não pensaria duas vezes em procurar por Arthur para resolver.

Continuaria a organização de maneira tranquila, mas eficiente, passando agora a limpar aqueles itens que fossem de algum valor, utilizando um pano seco e dependendo do item um pano úmido, tomaria cuidado como dito antes, para não danificar algum item com importância. Após finalizar essa etapa colocaria tudo para fora – Essas coisas velhas, posso jogar fora? Se sim, onde fica o lixo? – Perguntaria ao homem se ele ainda estivesse por lá, se por acaso ele não estivesse mais na loja procuraria um lugar com espaço para alocar aqueles itens, ele veria peça por peça e depois eu jogaria fora, se fosse necessário – Quanta poeira, parece que alguém não limpa isso aqui tem alguns séculos. – Diria Yui – É verdade, pelo jeito ele é sozinho... Talvez não tenha tempo ou saco mais para fazer essas coisas. Aliás, deixou sua guarda para lá? Vai me ajudar mesmo não? – Perguntei mentalmente e vi a pequena andando imitando a marcha de um soldado – Estou voltando para meu posto! – Afirmou enquanto marchava – Preguiçosa viu? – Reclamei, mas, sabia que ela não ouviu. Agora eu acho que vem a parte mais difícil, sem a bagunça pude ter uma visão ampla do cômodo, buscaria observar se ali tinha uma cama ou um colchão para que pudesse repousar meu corpo no fim do dia, enfim, continuaria limpando agora passando a vassoura em todos os cantos, após isso varreria toda a poeira para um único canto – Cof-Cof! – Não tinha alergia, mas aquele tanto de poeira me fazia tossir, com certeza dava para entrar alguém embaixo de todo aquele amontoado de sujeira – Quase lá… – Externei meus pensamentos, não sabia quanto tempo tinha passado, mas finalmente estava acabando. Por fim, passaria um pano para tirar ainda mais a poeira e deixar o cômodo habitável – Acho que é isso! – Falei com ambas as mãos na cintura e observando o trabalho feito, me sentia orgulhosa pelo modo que deixei, um antes e depois se passava pela minha mente.

Agora trataria de pegar os itens de valor (se existissem) colocando de maneira organizada no quarto, no canto oposto no qual eu fosse deitar mais tarde – Arthur, venha ver! – Gritaria animadamente ao meu chefe, já estava me sentindo “em casa” – Acho que sou melhor limpando, do que forjando, em? Mas não vou mudar de ideia, até porque estou aqui também para me qualificar! Então, precisa de mais algo? Quando poderá me ensinar a fazer Projéteis? Já que criei uma arma, acho que será necessário para trabalhar aqui. – Como sempre diria tais palavras com um pequeno e simpático sorriso no rosto – Por acaso… – Ok, admito que fiquei um pouco sem jeito agora, minhas bochechas ganharam uma tonalidade avermelhada e não conseguia parar de mexer minhas mãos – Posso ficar com aquela glaive que o senhor me mostrou mais cedo? Gostaria de treinar um pouco com ela, quando peguei mais cedo senti como se fosse feita para mim. – Deixava tudo claro, sabia que meus serviços seriam para compensar a falta de dinheiro, entretanto, gostaria de me habituar um pouco mais com minha futura arma – Não irei fugir, não sou esse tipo de gente. – Me explicaria mesmo que não fosse necessário, não queria deixar um clima estranho no ambiente – Desculpe se estiver sendo intrometida demais, mas, o senhor tem esposa ou filhos? Não estou querendo me meter, mesmo que esteja sendo um pouco invasiva, quero apenas conhecer mais da sua história. – Aquilo era algo que estava martelando na minha cabeça para perguntar, após a indagação me manteria observando o homem, aquela era a oportunidade perfeita para saber onde eu havia me metido – Tem mais algo que preciso saber sobre? Ou fazer? – Perguntaria como forma de mudar um pouco de assunto  caso minha pergunta tivesse uma negativa em sua resposta ou se visse um certo incômodo no senhorzinho, secava o suor que escorria pelo meu rosto, me sentia um pouco cansada, mas não o necessário para parar, se fosse necessário limparia todo o estabelecimento.

Por fim, se nada fosse necessário ser feito iria para o meu quarto, estando com a arma colocaria no canto próximo a mim, ainda enrolada no pano (caso estivesse dessa maneira ainda) – Ok, o que eu faço agora? O que o Arthur disse realmente é verdade? – Deitaria na cama ou no chão – Eu não gosto muito de receber ordens, na verdade, eu gosto, mas o que o vovô falou da marinha me incomoda. Não, não quero ser uma marinheira como a Ashino. Pirata? Nem pensar, como vou viver desse jeito? Só me resta mesmo ser uma caçadora, sou minha própria chefe, vou ter dinheiro e, bom o risco sempre tem, não é? – As palavras voavam pelos meus lábios como se fossem sussurros, conversava comigo mesmo de maneira tranquila – Posso viajar por aí caçando criminosos, ganho dinheiro e de quebra posso procurar pelo meu pai nesse meio tempo, de maneira secundária, não posso mais cogitar a ideia de pôr isso como principal objetivo de vida. – A decisão parecia ser tomada – Assim consigo ter dinheiro até mesmo para ajudar o Arthur se ele precisar um dia, não quero mais ver alguém tomando a loja de outra pessoa, ainda mais alguém tão gente boa como ele. Fora que vou poder usar aquela glaive MARAVILHOSA! – Falei em um tom mais alto a última palavra lembrando e/ou olhando para a arma, caso ela estivesse ali comigo – Não queria sair de Sirarossa ainda, será que não tem nenhum criminoso mesmo por aí? Talvez seja uma opção dar alguma volta para ver se vejo algo de interessante? Não... O Arthur disse que os Salvatore comandam tudo aqui, não deve ter nada desse tipo para mim. – Coloquei ambas as mãos embaixo da minha cabeça enquanto olhava para o teto – O que eu faço agora, em? – Não fazia a mínima ideia do próximo passo a dar, por que tomar decisões é algo tão difícil assim? Se Arthur ainda estivesse na loja, iria até ele em passos rápidos, mostrando o quão afoita estava – Chefe! Me diga, o que posso fazer? Não consigo me decidir sozinha! Quero ser uma caçadora de recompensas para poder ter liberdade de escolha, mas aqui não te criminoso e agora? O senhor conhece alguém que precise de algum serviço do tipo? Nem que seja procurar um animalzinho perdido, eu só preciso fazer algo para me sentir viva! Precisa forjar mais armas? Quantas? Quer que eu entregue alguma encomenda? Só me dá alguma coisa. – Diria de modo acelerado, sem ter uma única pausa para respirar entre as palavras que foram disparadas da minha boca. Se por acaso ele não estivesse mais ali, procuraria por Yui e em seguida iria bisbilhotar todo o território que fazia parte do estabelecimento,olhava com calma andando devagar vendo as armas, os cômodos e tudo que existisse. Por fim, se já fosse noite e após passar um pouco do tédio fuçando as coisas, deitaria e permaneceria assim até dormir.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Ter 8 Jun 2021 - 20:25


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Manhã

Perdida em seus próprios pensamentos malucos, e extremamente nojentos, diga-se de passagem. Mimi aceitava ficar por lá, inclusive indagava sobre como ele cuidaria da situação. Porém ele reagia a pergunta da glaive primeiro, a resposta não veio de forma falada, quase dava de ombros, apesar de olhar de forma estranha para a menina. Afinal, se ela fosse dormir ali, não teria como ele vigiar se ela dormiria com a arma ou não...

Depois, ao aceitar que havia contratado uma maluca, começava a falar. — Posso deixar a chave com você, já que vai precisar dela para ir em algum local... fazer suas necessidades — comentava ele. — Já eu não durmo aqui há anos... vou dormir na minha casa mesmo — falava Arthur.

A menina então fazia algumas perguntas pertinentes a como limparia o local e ele indicava que no banheiro estava o material de limpeza. Quando Mimi adentrava para pegar, percebia que o que temia não ocorria. Ele com certeza não fazia suas necessidades na banheira ou qualquer coisa do tipo, o local só cheirava a poeira e claramente não era utilizado havia um bom tempo, só estando “razoavelmente limpo” na região onde ficava o material de limpeza, ou seja, Arthur no máximo limpava o lado de fora, mas não se preocupava com aquele cômodo. Além disso, a adolescente via onde estava a privada, que estava ali, mas quebrada, com a porcelana faltando diversos pedaços.

E bem... se o banheiro não lhe chamava a atenção o suficiente, quando Mimi abriu o quarto foi várias vezes maior a sensação de que não se abria o local. Para começar a escuridão do local, as janelas estavam completamente fechadas e o cheiro de poeira e até de mofo era tão forte que incomodaria qualquer um com olfato. Ligando as luzes do quarto viu que não havia documentos ou qualquer coisa que indicasse o que havia acontecido ali. O que aconteceu na realidade parecia bem simples. Pois havia uma cama de casal ali e tanto nela como em todos os lados do quarto havia móveis e jarros quebrados, terra espalhada perto dos jarros.

Gastou um bom tempo arrumando aquele cômodo e o banheiro, muito mais do que imaginava ser possível. O dia estava passando e sentia que a barriga estava começando a roncar mais e mais. Do lado de fora só ouvia a ventania aumentando em igual proporção, ou até mais do que a sua fome. Arthur estava na loja e não parecia que outros clientes estavam chegando. Se houvesse, não falavam alto ou qualquer coisa do tipo.

Chamando pelo velhote para que ele visse o trabalho feito por ela, percebeu que ele demorou um pouco para chegar. Ele sorria vendo o ânimo dela apesar de Mimi só ter limpado o local. — Acho que você pode tomar um banho e depois irmos comer alguma coisa, o aprendizado pode ficar para amanhã — falava indo até a janela e a abrindo, onde mostrava que havia passado um bom tempo, Mimi gastou quase o dia todo tamanha era a bagunça daquele quarto. — E não tem problema você ficar com a glaive, foi esse o pensamento desde o começo, não? Você trabalhar aqui justamente para conseguir “pagar” por ela — comentava o velho sem entender a pergunta dela. Será que ele estava caducando tanto que havia explicado errado para ela? Ou será que Mimi que possuía alguns parafusos a menos? Para a infelicidade de Arthur era a segunda resposta, mas não havia como ele saber.

E a prova de que Mimi não batia bem da cabeça vinha em seguida. Ela mudava de assunto mais rápido do que era possível de se imaginar. Logo após perguntar sobre ficar com uma glaive, ela perguntava sobre a família de Arthur. E como resposta imediata o que via era o sorriso do homem sumindo. — Minha esposa morreu mais de vinte anos atrás — falou triste começando a olhar para o lado. — Já a minha filha partiu doze anos atrás com a minha neta e nunca mais deu notícia — falava ele. — Ela se tornou uma pirata dentre todas as coisas — lamentava.

Percebendo que havia acabado completamente com o clima, Mimi decidia alterar um pouco a situação e perguntava se havia algo que precisava fazer. O homem sinalizava que não com a cabeça, além é claro, de ir tomar um banho.

vou considerar que fez o monólogo no banho

Quando voltou do banho, falou que estava indecisa sobre o que precisava fazer, via que Arthur já estava fechando a loja para saírem para comer. O velhote olhava para ela com apreço vendo que ela parecia interessada em sua opinião. — Bom, serviços assim existem na ilha com certeza. Mas pode relaxar que virá serviço para você amanhã na loja. Depois que te ensinar a criar projéteis. Teremos várias sessões de ensinamento para que você vire uma ferreira de primeira linha — falava ele orgulhoso indicando para ela sair pela porta primeiro.

Arthur trancava a porta e passava a chave para Mimi. O vento forte parecia que poderia carregar os dois com tranquilidade. A menina reparava que por ali não havia casas, o mais próximo disso era um bar que chegaram após andar por um tempo. — É bom comermos aqui, que é o local onde você poderá pedir para usar o banheiro... — falou ele enquanto adentrava. O bar não era dos mais vistosos, o povo ali se acolhia do frio do vento do lado de fora. Tanto que a maioria do povo estava tomando ou sopas quentes ou bebidas quentes.

Uma mulher os atendia no balcão, ela era ruiva e bem bonita. — Pode se apresentar — falava o velho esperando que a menina tomasse a iniciativa.


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Qua 9 Jun 2021 - 1:21
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Certo! O mistério número um sobre o velho Arthur tinha sido resolvido, ele não fazia suas necessidades na banheira. Urgh! Que agonia me dá quando vem à mente aquelas coisas nojentas que pensei anteriormente – É uma coisa boa, pelo menos dá para ver que ele é uma pessoa normal. – Disse mentalmente como se quisesse confirmar algo em minha mente. As palavras do meu bisavô vieram de forma tranquila, talvez eu tenha me atrapalhado na pergunta sobre a glaive ou eu entendi errado mesmo? Que seja! Agora tenho a certeza que ficarei com aquela belezinha para mim, preciso dar um nome para ela - Yui! Tem sugestões de nomes para minha Glaive? Lembra que o vovô contava que algumas pessoas fortes nomeavam suas armas? Eu não sou forte, mas, ninguém precisa saber disso. – Perguntei a minha melhor amiga com um certo receio, na verdade, perguntei apenas por obrigação para que ela não enchesse meu saco falando que não pedi a sua opinião em uma decisão tão importante, aqui para nós... ela tem um péssimo gosto para nomes – Arrebatadora de Crustáceos. – Eu sabia que não iria vir coisa boa – Avassaladora de Gigantes? Matadora de Felinos? Talvez... Polvoeia? Não, estranho demais. Já sei! – Que medo dos meus ouvidos sangrarem, me dá forças senhor – Coadora de Meliantes! Criadora de Peneiras? Chifre Bovino dos Céus? Decepadora de Línguas? Pequena pequenina? – Que bom que acabou, ainda estou viva, não estou? – Obrigada pelas sugestões, vou ver qual gosto mais. – Respondi mentalmente à doidinha da minha amiga e que nomes estranhos foram esses?

Tenho uma sensação de que já esperava que o Arthur não tivesse família, mas, me sinto triste por ele. Enquanto estiver por perto irei tentar fazer a vida dele um pouco mais alegre e ajudá-lo no que for necessário no que diz respeito a loja, talvez tenha que atrasar um pouco meus planos, mas é isso que o vovô Khan faria. O banho foi bom e necessário, não queria ficar fedida no meu primeiro dia de trabalho, o único problema é que não tenho outras roupas, tive que sacudir as que usei na limpeza mesmo, espero que não estejam fedendo – Entendi, então por hoje irei apenas aproveitar. Amanhã temos trabalho! – Falei em alto e bom-tom, de certa forma estava animada para o próximo dia ali na loja, queria que fosse produtivo e com certeza não medirei esforços para aproveitar o máximo – Que friooo! Sirarossa é sempre assim? – Perguntei no momento oportuno, saber um pouco mais sobre a ilha não era uma má ideia, já que não sabia quanto tempo permaneceria aqui, talvez para sempre?

Tenho que admitir que estou me sentindo bem confortável do que imaginei, até estou sendo levada para comer e espero que seja de graça – Que mão de vaca! E outra você nem me esperou. – Escutei as reclamações de Yui, ela estava completamente agasalhada e apenas seu rosto estava de fora das suas roupas, ela estava usando as mesmas roupas daquele fatídico dia. Se bem que ela está aqui comigo né? Então está tudo bem! – Tive que acompanhar o bisavô, não iria deixar ele vindo sozinho assim, do jeito que é magrinho até o vento forte podia levá-lo voando. Me desculpa mesmo assim. – Vi o pequeno sorriso se formando na boca da menina, tudo estava bem com a dupla dinâmica. Ah! O lugar era bonito, simples, mas bonito. Isso faz bem a minha cara, sabe? Essa tranquilidade me lembra Ugmo em seus dias de glória – Oi! Meu nome é Yuura Mimiko, sou a nova funcionária do Arthur e em breve serei uma ferreira tão boa quanto ele. – Falei com um sorriso no rosto exalando carisma e simpatia – Aliás, pode me chamar de Mimi! – Conclui, não gostava tanto de formalidades comigo, mesmo que eu normalmente agisse usando um certo requinte com terceiros – Já posso pedir? Deixa eu ver…- Olhei ao redor buscando por um prato e pude observar que a maioria estava tomando algo quente – Quero uma sopa de verduras, vocês têm? Se não de galinha, carne ou você pode misturar tudo em uma tigelona para mim também. E o senhor bisavô, vai querer o que? – Eu ainda estava com dúvida se aquilo iria sair do meu bolso ou não, mas não serei rude o bastante ao ponto de perguntar ao meu chefe se ele pagaria ou não pela comida – O senhor sempre vem aqui? Parece ser um lugar bem confortável, aconchegante eu diria. A comida é barata? – Perguntaria os valores se não visse em nenhum lugar uma tabela com os mesmos, de qualquer forma, continuaria com o mesmo pedido – Aqui vende doces? Pirulito, balas, qualquer coisa com açúcar me serve. – Não poderia mais negligenciar minha dependência, na única vez que isso ocorreu passei extremamente mal até que pude sentir aquele gostinho doce derretendo na minha boca.

De maneira simples e resumida me manteria atenta ao meu redor e principalmente a Arthur, seguiria caso ele fosse para uma mesa ou algo desse tipo que ali existisse, se ficasse no próprio balcão e tivesse por perto pegaria dois bancos, tendo apenas um, deixaria para que o meu bisavô sentasse – O senhor disse que sua esposa faleceu, foi por causas naturais? Meu avô infelizmente não teve essa sorte e isso era algo que ele sempre me falava, sabia? O desejo dele era morrer dormindo, ele queria descansar. – Talvez por ser nova ou apenas por ser falastrona me faltava um pouco de tato para certas coisas, eu me sentia um pouco triste a falar de certos assuntos, entretanto, falar me fazia bem – Infelizmente sua forja foi tomada por umas pessoas cruéis e aquilo o destruiu por dentro. – Conclui, não lembro se já havia contado antes essa parte da história – Se o senhor não quiser falar disso, tudo bem. Como já viu eu gosto muito de conversar, então normalmente presumo que todos tenham o mesmo gosto. – Daria um sorriso um tanto quanto sem graça caso notasse desconforto nas palavras ou ações de Arthur, não entraria nesse assunto novamente e permaneceria ali. Caso o alimento pedido chegasse não pensaria duas vezes em começar a degustação do mesmo, acho que eu não contei o quão gosto de comer, não é? É uma batalha intensa entre comer rápido e aproveitar, porém, dessa vez irei pelo caminho mais saboroso e vou tomar a sopa aos poucos, aproveitando o sabor que ela carregava – Entendo, sinto muito pelo senhor. – Falaria caso Arthur desse abertura no assunto da sua falecida esposa – Deve ter sido difícil, ainda mais por conta da sua filha e neta, elas devem estar bem, não se preocupe. – Minhas palavras tentaram de alguma forma levar um conforto para o homem – Agora estou aqui para lhe fazer companhia! Sei que falo pelos cotovelos, mas sou gente boa. Vamos lá, fale mais um pouco, sempre morou em Sirarossa? Shishishishishi. – Não contive a gargalhada que seguiu com o término da minha frase.


I - Desventuras em Sirarossa Amaama-to-Inazuma-Tsumugi-a-comer


Aproveitaria da sopa até sua última gota, sem deixar nada para ser desperdiçado, seria capaz até mesmo de beber na própria tigela – Pelo jeito o senhor já vem aqui há muito tempo, não é? – Perguntaria – E vem cá, como andam as vendas? Tem alguma encomenda em mente para os próximos dias que precisará da minha ajuda? Aliás, não deve vender muito, não é? Já que não tem criminosos por aqui, não vejo a necessidade de armas. – Pausaria por um momento limpando o bigode feito pela sopa – Exceto pela glaive, afinal ela proporciona um visual massa para quem carrega. – Concluiria com um sorriso no rosto e olharia ao redor em busca de Yui – Cadê você menina? – Questionei mentalmente fingindo apenas dar uma olhadinha ao redor – Aqui! – Escutei do meu lado e que BAITA SUSTO levei, provavelmente devo ter dado um pequeno pulo de maneira instintiva – Quero dormir Mimi, na verdade, quero entrar naquela banheiraaaaa. – Às vezes ela consegue ser tão infantil quanto uma criança de cinco anos – Já que ele não faz nada lá, é só limpar e encher, não é? – Escutei suas palavras e senti uma certa lógica nelas, se não estivesse danificada seria algo que utilizaremos ainda hoje – Ok! Podemos ver isso mais tarde, já comeu? – Olhei rapidamente para o lado onde ela estava e pude ter uma resposta positiva, agora estava tudo bem, mulheres com a barriga cheia não querem guerra com ninguém.

Continuaria ali escutando as possíveis palavras do senhor, gostaria de poder saber um pouco mais sobre a história do meu benfeitor.

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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex 11 Jun 2021 - 5:46


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

A menina maluquinha percebeu que muita coisa era mero fruto de sua imaginação. E mesmo assim, sua imaginação não era boa o suficiente para pensar em algo tão banal quanto um bom nome para a sua arma.

Talvez não tenha tido tempo o suficiente já que iam sair? Talvez fosse hiperativa demais para isso? Pois já começava a realizar perguntas para Arthur, o velho sorria ao ouvi-la. — Na maior parte do ano é frio sim, mas hoje o vento está especialmente forte — falava ele olhando para o céu enquanto andavam.

Mimi, apesar do frio, sentia-se confortável com o andamento da situação. Ia jantar de graça e conhecer uma bonita ruiva, quem não gostaria de algo assim ocorrendo em sua vida? Se apresentava para a moça e via ela sorrindo em resposta. — Prazer em te conhecer, pode me chamar de Lena — ouvia, já quanto ao pedir a resposta era meramente sinalizada com um aceno de cabeça. Ela pedia por uma sopa de legumes vendo que o povo a sua volta estava comendo algo quente.

Depois, acabava indagando Arthur sobre a comida ser cara. — Não temos que pagar — ouvia em resposta. — É o combinado já que forneço as armas para a proteção do bar — falou Arthur, provavelmente já ruindo qualquer ideia absurda que Mimi poderia ter sozinha.

Enquanto ainda esperava, percebeu que sua boca há muito não sentia o gosto doce de algum alimento e perguntava para o velhote sobre a possibilidade. O primeiro impulso dele era uma risada curta, quase um “não acredito”, mas então Arthur acabava falando. — Tenho basicamente certeza que não infelizmente. Tem uma loja para o outro lado partindo do bar, você vai achar fácil — falava.

Arthur ficava no balcão mesmo e isso não intimidava em nada Mimi, que fazia perguntas para lá de pessoais. Quando terminou de perguntar sobre a morte da esposa do velho, percebeu a reação de Lena, a bartender a olhou com olhos bem esbugalhados de surpresa. Já o ferreiro não demonstrou nenhuma reação por um tempo. Até que ele indicava para que Lena lhe trouxesse uma cerveja. — Eu a matei... — falou ele com pesar no coração ao mesmo tempo que a garrafa era colocada já em sua frente sem a tampa. — A peguei com outro homem e me descontrolei — falou o velho bebendo um gole da cerveja. — Não tem muito mais o que comentar sobre isso — concluiu ele triste.

Só que a maluquinha era o poço da loucura então ela continuava falando. Não só sorrindo, como rindo e falando que agora ela fazia companhia para Arthur. Isso provavelmente aliviava um pouco a situação? Certo? Bom, era difícil dizer. Mas ele respondia. — Sim... acho que por isso que minha filha partiu, deve ser interessante conhecer outras ilhas — falava o homem olhando para a garrafa de bebida.

A sopa finalmente chegava e enquanto Mimi começava a provar a sopa, Arthur ia para o banheiro. — Oh menina, que tipo de perguntas é essa que você faz para um desconhecido no meio de um bar? — perguntou a bartender aproveitando que o velho havia saído. — Não precisa se assustar com ele por causa do que aconteceu, bem diria que ele nem consegue ferir alguém se quisesse hoje em dia, mas tenha um pouco mais de tato — repreendia Lena.

A comida em si, estava deliciosa. Quando Arthur voltava, Mimi já estava com a sopa basicamente toda em sua barriga. Começava então a perguntar sobre os negócios. Via que Lena sorria com aquilo, era uma ótima mudar o assunto. — Vendo armas constantemente para a família Salvatore — falava ele com tranquilidade. — Sempre temos armas para fazer, você vai aprender bastante — falou o velho sorrindo.

E o intuito de Mimi era ouvir mais histórias dele, mas infelizmente, ela havia matado o clima completamente para isso.


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Re: I - Desventuras em Sirarossa Sex 11 Jun 2021 - 13:52
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Sinceramente eu fiquei surpresa com as palavras de Lena, sei que falo muito e normalmente as pessoas ficam incomodadas, porém, minhas falácias talvez tivessem tocado em um pouco nada agradável para Arthur – O quê essa mulher quer metendo a cara na conversa? – A voz de Yui ecoava pela minha mente, mas, era ignorada naquele momento, eu sabia que a ruiva tinha falo apenas pelo meu bem e principalmente o bem do velho Arthur – "Ele matou alguém…" – Pensei no momento em que ouvi as suas palavras, não, não estava surpresa por isso, afinal no mundo que vivemos era algo comum de acontecer. Essa era repleta de criminalidade era propícia a tal ação, claro, existem exceções como Sirarossa onde aparentemente aquilo não acontecia - Me desculpe. – Eram as únicas palavras que consegui dizer naquele momento.

"Será que ele ficou preso por algum tempo?" – Tal questionamento surgia em minha mente e sentia como se minha boca estivesse travada, eu não podia perguntar sobre aquilo novamente, preciso esquecer isso! Minhas mãos apertavam minhas coxas em uma tentativa de controlar a vontade que existia dentro de mim de falar, respirei fundo e apenas escutei a fala de Arthur sobre a venda de arma para a família Salvatore, ou seja, lá o que esse nome significasse – Entendi, pelo jeito o senhor fornece armamento para muita gente. – Ufa! Consegui me controlar, mas ainda me sentia estranho sobre aquela situação que estava envolvida, o Arthur vende arma e não tem crime, logo, não tem uso, certo? Mas por que continuam a precisar de armas? – Arth, tenho uma dúvida. – Bradei de maneira um tanto quanto tranquila, minha expressão facial passava uma certa confusão – Não me entra na cabeça o seguinte, se não existe crime... Para que precisam de armas? – Falei sem me importar em ouvirem, não via maldade naquela pergunta – O senhor não deveria estar basicamente falido? Na verdade, não, talvez eles vendem para outras ilhas? O senhor não tá perdendo dinheiro não? – Pausei minha fala por um momento, mas continuei sem dar tempo para uma resposta do bisavô – Quando o vovô Khan ainda estava vivo tentaram passar a perna nele bem desse jeito, ele faria algumas armas e armaduras para um grupo de pessoas, ele pensou que acabaria ali, mas, na verdade, eles iam vender para outros lugares por um preço MUITO acima do que estavam comprando, acredita que eles choraram desconto na hora da compra? O vovô acabaria pagando para trabalhar. – Concluí.

Essa situação foi realmente engraçada e, ao mesmo tempo, irritante, o vovô quase deu um “piripaque” de tanto ódio que ficou, mas no fim, acabou por não concluir esse acerto – – Minhas palavras soavam com uma certa tristeza aos ouvidos daqueles que estivessem atentos às minhas palavras, ainda sentia raiva daquele povo, na verdade, daquela espécie maldita, que nojo me dá pensar nisso. Ouviria as palavras de Arthur e torcia para que não fosse nada do tipo do vovô – Bom que aqui pelo jeito é diferente, enfim, vamos falar de coisas boas! – Tentei passar uma certa animação em minhas palavras – Já deu para perceber que sou um pouco ansiosa, então, o que teremos amanhã? Um dia pesado na forja? Vendas? Entregas? Mais uma noite com uma sopinha deliciosa como hoje? – A parte da sopa era dito em um tom mais alto, para que Lena pudesse escutar o elogio – Já que não pagamos, posso pedir mais uma? – Falei baixinho para que apenas o vovô pudesse ouvir – Dona Lena, pode mandar mais uma sopinha? – Faria o pedido tendo uma resposta positiva do velho, não, eu não comia tanto assim... A sopa que está gostosa.

Tomaria outra tigela na mesma velocidade que tomei a primeira, finalmente me sentindo satisfeita – Agora tô cheia mesmo. – Inclinava um pouco para trás e abriria o botão da calça, ainda mantendo o zíper fechado, é óbvio – Acho que vou engordar um pouco comendo bem assim, mas, sopa engorda? – Meu Deus! Eu não sabia se sopa engordava ou não – Lena, sopa engorda? – Falaria mais alto caso ela estivesse no recinto, quem melhor para me tirar essa dúvida se não fosse a própria dona do local, mas, ela era a dona? – Lena é a dona daqui, bisavô? – Perguntei colocando a mão no queixo. O clima estava bom, provavelmente aquela nuvem tempestuosa que pairou sobre nessas cabeças devido às minhas perguntas foi levada pelo vento que fazia na ilha, estava bom aproveitar um momento descontraído e conhecer mais meu chefe. Ficaria ali por tempo indeterminado enquanto Arthur continuasse por ali, entretanto, quando ele fosse embora, me despediria de Arthur e Lena de forma educada - Tchau, obrigada pela sopa, estava maravilhosa. Bisavô, obrigada pela oportunidade e nos vemos amanhã, certo? Tenham uma boa noite! - na direção da loja novamente, para poder repousar meu corpo e descansar finalmente – "Hora de dormir, Yui." – Diria mentalmente enquanto abria a loja de maneira tranquila, trancando a mesma assim que entrasse e confirmaria para ter certeza que fiz certo – Por que não ficamos acordadas até tarde hoje? Vamos brincaaaar. – Yui pode ser tão infantil que às vezes eu esqueço disso – Amanhã tenho um dia cheio, prometo que brincamos amanhã de noite, certo? – Pude ver o bico em sua boca, mas sabia que ela iria entender. Por fim, iria em direção a minha cama e me jogaria nela sem pensar duas vezes, tiraria apenas o casaco, o jogando no canto da cama – Deita logo meninaaaaaaa. – Reclamei da demora de maneira tão infantil quanto minha amiga, que vinha correndo e pulava na cama fazendo uma bela acrobacia – Boa noite. – Falei abraçando Yui, antes de pegar no sono.

I - Desventuras em Sirarossa Anime-sleep-1

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Pepe
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Masquerade – 4ª rota
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Pepe
Avaliador
Re: I - Desventuras em Sirarossa Dom 13 Jun 2021 - 3:50


Narração

Mimiko
Localização: Sirarossa - West Blue
Período do dia: Noite

Quando Mimi falava sobre existir crime na ilha e ele estar falindo, acabava ouvindo risadas em resposta. Não de Arthur, mas de Lena e de outros que estavam próximos do balcão e iam entregar as tigelas de sopa vazias. — Ninguém passa a perna em mim não, tanto que estou muito bem vivo após todos esses anos... digamos que as armas são usadas justamente evitando que os crimes ocorram — falava o velhote deixando no ar o que aquilo significava.

Após isso, não tardava para ela mudar um pouco o assunto e perguntar o que fariam amanhã. — Te ensinar sobre projéteis, você precisa melhorar para ser uma ferreira completa — falava Arthur. — Podemos tentar criar uma glaive tão boa quanto a que você pegou, quem sabe uma até melhor — comentava ele animando-se com a própria ideia. — E não se preocupe com entregas, dada minha idade, qualquer cliente sabe que precisa vir pegar as armas — comentava ele tranquilizando-a.

E não só tranquilizando-a, como animando-a falando que podia sim comer mais uma sopa. A menina então não só pedia por mais uma sopa, como aproveitava ela completamente. Via Lena sorrindo aos elogios e comentava que a única coisa que não engordava era não comer nada. — Sim, sou a dona — falava a moça ouvindo a pergunta e se adiantando a qualquer resposta que o velho podia dar. — Era do meu pai, mas ele se aposentou e me passou o local — falava ela orgulhosa. — E posso falar com tranquilidade que melhorei muito a comida daqui após a saída dele — o sorriso dela nessa frase era contagiante a ponto de quase todos do local concordarem.

Mesmo com o clima leve, Arthur não ficou muito mais por lá, um velho precisava descansar bastante e por isso os dois partiam não muito depois. Cada um na sua própria direção.

Ao chegar na loja de armas, o ambiente estava frio já que as janelas haviam ficado abertas. Quando se deitou foi um pouco difícil pegar no sono por causa do barulho forte que o vento fazia no telhado da loja.

Com toda aquela confusão, a menina maluquinha havia esquecido a principal coisa que Arthur havia falado para ela sobre o bar, que era onde ela poderia ir ao banheiro lá. Ela não só não havia feito suas necessidades ou escovado os dentes, ou seja, era uma menina nojenta por completo, como havia provado duas sopas inteiras antes de ir para a cama.

Por isso, será rodado um dado de 5 faces logo aqui embaixo, se cair ímpar Mimi mijará em suas calças e acordara com o cheiro de xixi invadindo suas narinas. Se cair par Mimi acordará tão apertada no meio da noite que não terá muito tempo para pensar. Independente da situação que acontecer, do lado de fora da loja de armas não estará mais o barulho simples de vento e sim de que estava nevando.

Quantidade aleatória (1,5) : 5


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