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Kenshin
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Mazushi: Por um punhado de berries Qui Maio 13, 2021 7:01 am
Relembrando a primeira mensagem :

Mazushi: Por um punhado de berries

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Yu Wei, Ren & Izzy. A qual não possui narrador definido.

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Wild Ragnar
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Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.







- Bom, já que é assim, gostaria que nos colocasse em seus registros como caçadores, ou muito ao menos aspirantes, assim como quem são nossos alvos. O nome é Yohan Mikaratsu e Raven Ravenov. - Respondeu o rapaz ao homem de cabelos rosas, mesmo sabendo que não eram registros oficiais ele ainda sentia que seria mais fácil de lidar com a marinha em alguma eventualidade se tivesse aquele respaldo.

- Parece que não será nada fácil, independentemente de quem escolhamos. Tanto a galera do hotel quanto do cassino não são moleza. Mas isso só deixa tudo mais divertido, não é mesmo? Kiiiiishishishi! - Comentou ele com Raven ao saírem da sala, enquanto caminhavam rumo a recepção mais uma vez. Lá, ele pôde ver um rapaz com um caderninho conversando com alguns marinheiros, ou mais especificamente, ouvindo, já que não aparentava falar nada. Ele pegava o cartaz de Luke e mostrava suas anotações à recepcionista. Será que era mudo? Um outro marine também se manifestava, e enquanto isso ocorria, Yohan se dirigia para a entrada, tentando não dar na telha que estava observando a situação, mas fazendo seu melhor para ouvir tudo.

Quer fosse possível ouvir o que o marinheiro de tapa olho dizia ou não, Yohan sabia que o rapaz calado estava atrás de Luke. Trocando um olhar maroto com a tontatta, o musico parou perto do portão e ajoelhou, fingindo estar amarrando os sapatos, e vendo o, possivelmente, mudo, esperou que esse se afastasse um pouco antes de se erguer e começar a tentar segui-lo. Mesmo após a conversa com o Tenente, ele ainda estava em duvidas qual era o primeiro alvo que deveria ir atrás, mas agora parecia que o destino escolhera um para ele ao colocar aquela pessoa na sua reta.

Yohan não sabia se o homem era um iniciante como ele, ou se era alguém mais experiente. Não sabia se ele tinha maiores informações anotadas naquele caderninho ou não. Mas havia a possibilidade de que ele pudesse leva-los até o foragido, e isso certamente pouparia bastante trabalho. Assim, tentou usar sombras, objetos, e pessoas para sempre estar fora de vista do outro possível caçador caso este se virasse para trás, ao mesmo tempo em que ele e a tontatta mantinham uma distância adequada para não permitir que ele desaparecesse. Assim que ele começava a seguir o outro, sua família amaldiçoada começava a tocar uma música estranha que só ele podia ouvir, mas as batidas se integravam perfeitamente com a sensação que aquela stalkeada estava trazendo a ele.

Se chegassem ao hotel e se deparassem com a cena dos marinheiros interditando o local, o musico coçaria a barba, com as sobrancelhas se franzindo um pouco. - Tá de sacanagem que eles resolveram fazer uma operação contra ele bem na hora que viemos. - Competir com um monte de marinheiro no local para pegar Luke primeiro seria praticamente impossível, mas ao se imaginar dando um tiro no homem bem na frente de todos e ainda ser pago para isso, fez com que ele observasse mais um pouco. E ele não era o único, o rapaz do caderninho também não parecia ter desistido e olhava aqui e ali. Sem perder tempo, Yohan continuou a segui-lo.

“Será que esse cara vai conseguir o que a marinha não? Mas... não é como se eu tivesse outra opção além de recuar não é mesmo? E tendo vindo até aqui, é melhor ir até o final, certo?” Considerou ele, tentando se convencer que não estava desperdiçando o próprio tempo. E foi então que as coisas ficaram interessantes. Uma perseguição! De início, Yohan achou que poderia ter sido avistado e que o rapaz estava tentando despista-lo, mas depois percebeu que o homem estava perseguindo alguém encapuzado. “É ele? Luke? Não pode ser!!” Com um sorriso no rosto, e se sentindo muito sortudo, o musico se pôs a correr também, ainda deixando que o “mudo” ficasse no limite de sua visão e tentando não fazer sons ao correr para não chamar a atenção.

Seguiria assim até que visse o outro parado na frente de uma galeria que dava para os esgotos. Observando as ações dele, o próprio Yohan reduziu os passos. - Ah velho, os esgotos não. Eu definitivamente não bebi o suficiente para isso hoje. - Comentou baixinho com a tontatta. As chances de conseguir capturar o inimigo no escuro, em um território desconhecido, eram baixas, e pensar no fedor que ficaria entranhado nele e em suas roupas, o faziam querer dar as costas e ir embora. Mas no fim, quer fossem as palavras que Raven poderia vir a dizer, ou ver o mudo entrando no túnel, fez com que após uma suspirada, Yohan também os seguiria rumo à escuridão.

- Fique escondida entre meus cabelos ou nas minhas costas, só se revele se necessário. Um golpe certeiro. - Comentou baixinho com a companheira ao entrarem no local. O maior cuidado que precisava tomar era em não fazer barulho, já que havia alguém logo na frente limpando o caminho de possíveis armadilhas e emboscadas. “O louva-a-deus espreita a cigarra, sem saber que o papagaio está atrás.” Lembrando-se de um ditado antigo, sorriu mesmo enojado com o cheiro do local. Sacando a pistola e garantindo que estava cheia de balas, tentou acostumar seus olhos ao ambiente de baixa visibilidade. Em silencio, buscou se mover rapidamente pelas laterais, próximo às paredes, mas apesar de rápido, pisaria com suavidade para não fazer som.

Prestando atenção mais à frente, se ouvisse barulhos de luta, aceleraria mais um pouco, mas não se revelaria. Assim que avistasse os vultos, reduziria os passos e sempre se escondendo nas sombras, avançaria com a arma erguida, apontada. Observaria os estilos de luta e a velocidade de movimentos deles, esperando a oportunidade perfeita para atirar. Em um certo ponto, três dutos se uniam ao caminho, e se ali Yohan já avistasse a briga, seguiria os dois rumo ao duto em que eles fossem, pegando a kukri antes se esta estivesse à mostra. Se ao chegar ali eles já tivessem partido, praguejaria baixinho, e após pegar a arma se ela estivesse à vista, faria sinal de silencio para Raven tentando ouvir sons de passos ou da próxima briga.

Se conseguisse identificar o caminho tomado pelos dois adversários, iria atrás deles do mesmo modo de antes, e se os encontrasse, mirando ainda escondido, seu alvo seria Luke. Não agiria de imediato, deixando que os dois se batessem e se cansassem, ajeitando sempre a mira até finalmente disparar um alto Bang! Quando? No momento em que Nate estivesse ou dando um golpe final, começando a fugir mais uma vez, ou a ser derrotado. Onde seria o tiro? No peito. Com a visibilidade do local era melhor mirar na porção mais fácil de atirar. E depois, quase que imediatamente, Bang! Bang! Mais dois disparos, um na perna para garantir que fugir não seria mais uma opção caso ele não morresse logo, e outro na cabeça para finalizar.

Se o homem estivesse morto, ou neutralizado, Yohan andaria em frente, se revelando, mas ainda mantendo uma distância segura do homem que lhe levara até ali. - E aí. Vi que tava tendo um pouco de dificuldades e resolvi dar uma mãozinha. O que acha de dividir essa recompensa?. - O sorriso maroto no rosto, a arma apontada para aquele que ainda estava de pé, e uma Raven escondida sem se revelar. O musico até desejava que o outro negasse a oferta e o forçasse a tomar mais uma vida naquele lugar imundo.

Caso um dos dois avançassem contra ele, não se afobaria. Daria passos para trás em zigue zague para confundir os inimigos, atirando no mais próximo, recarregaria quando possível e necessário. Na mão esquerda, a kukri segurada firmemente caso se aproximassem o suficiente para ataca-lo corpo a corpo. Movendo a arma em posição defensiva, moveria o braço da esquerda para direita para tentar defletir qualquer ataque dos membros superiores, e moveria em estocada para baixo caso o golpe viesse por baixo. Mas sua defesa final? Raven, que no momento certo certamente agiria, se preciso. Se não estivesse com a kukri, tentaria se esquivar de golpes contra ele, quer fosse se abaixando, se inclinado para os lados, com rodopios, passos para os lados ou para trás, e após cada esquiva, tentaria dar um tiro, deixando a arma do lado da cintura, como um caubói.

---

Já se por qualquer motivo Yohan não conseguisse seguir o rapaz, e jamais visse o suposto Luke, iria ao invés para uma loja de armas tentar comprar uma katana e se decidir entre ir para o cassino ou para o hotel. - Olá, gostaria de comprar uma espada, quanto que tá? -  Diria ao vendedor. E depois de comprar a arma, pegaria uma moeda, tiraria cara ou coroa. Vendo o resultado, iria rumo ao decidido pelo resultado.







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~Narração~

Draken
O jovem permanecia em sua perseguição e ouvia sons de alguém pisando em escadas, arrastando algo pesado de metal e depois arrastando de volta. Não demorou e o jovem viu a saída de esgoto no teto, a qual era uma tampa de metal redonda e da qual descia uma escada de metal até o duto.

O mudo subiu as escadas e tentou empurrar a tampa de metal, mas algo havia sido puxado sobre a mesma e ele conseguia erguer muito pouco a tampa, apenas o suficiente para ouvir sons de passos se distanciando assim como o de uma pesada chuva que começou a cair dos céus agora completamentamente acinzentados, já devia ter passado algum tempo desde que, ele iniciou sua busca pelos esgotos, mas parecia que sua busca havia sido impedida por um peso que ele era incapaz de erguer. Porém ele poderia notar cruzes e criptas rodeando a saída do esgoto.

Nisso o mudo escutou algo que o fez prestar atenção, alguém o seguia pelos canos, ele podia ouvir a pessoa pulando para trocar de lado nos dutos para prosseguir pelo mesmo caminho que ele.


Yohan

Yohan acompanhava o mudo de perto, mas perdeu distância quando entraram nos esgotos, era simplesmente escuro demais para ele saber onde pisava, mesmo com os musgos luminescentes no teto do local. Ele podia até ouvir alguma luta, mas não conseguia ver, estava longe e no escuro, a kukri ele até ouviu cair no esgoto, mas não tinha certeza do que era devido a falta de visão no local e mesmo que soubesse não conseguiria recuperar a arma de dentro da profunda água contaminada por fezes e químicos.
Ele então chegou em uma encruzilhada, três dutos menores se juntavam nesse duto maior, ele já tinha andado um bom tempo atrás desses caras no esgoto, já devia estar embaixo de uma parte diferente da cidade. Ainda assim ele podia ouvir ecos distantes de passos em correria por um dos dutos, ele precisava pular por cima da água para continuar os seguindo e o fez, tentou se manter escondido, mas algum barulho acabava por ser feito, mesmo que mínimo, seria necessária uma audição muito boa para o perceber.


Yohan e Draken

Yohan então prosseguiu pelo duto até dar de cara com o jovem que ele seguia desde a marinha, não se via Luke em lugar algum, mas o rapaz estava parado embaixo de uma escada que dava saída do esgoto, os jovens se olhavam numa situação que não tinham programado.

Enquanto trocavam olhares, uma brisa começava a soprar vinda do fundo do duto, ela trazia fedor de fezes, mofo e barro. O mudo devido a sua capacidade de audição podia ouvir algo sendo carregado naquela brisa que vinha se fortalecendo até se tornar um vento, era um rugido distante, como se um enorme leão corresse rugindo para cima deles.
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qua Dez 29, 2021 11:59 pm
Mazushi
Por um punhado de Berries




No fim das contas, Luke tomava a decisão de não continuar aquela luta, mesmo possuindo alguma habilidade para lutas corporais, o procurado teria perdido a fé quando sua arma branca havia se perdido na água contaminada. O aspirante a caçador perseguia o criminoso novamente e com sua audição aguçada, o mudo escutava pisadas em o que parecia ser uma escada, havia uma saída e Luke estava fugindo, não poderia deixar aquilo acontecer. Nostrade começava a subir por aquela escada de metal e até aí estava indo tudo bem, mas quando foi para empurrar a tampa, algo ocorria. A tampa exercia uma força peso maior do que o comum, tinha alguma coisa em cima dela, impossibilitando do mudo de empurrar e sair do esgoto e com isso, apenas um pouco da tampa era empurrado e assim, passos se distanciando eram escutados pelo rapaz, além de uma forte chuva que caia na ilha e aquilo não era um bom sinal para quem estava na galeria de esgotos. * Quanto tempo será que se passou? E o que Luke botou em cima da tampa? Não consigo empurrar e pelo pouco que vi de fora, tem criptas e cruzes, seria um cemitério o lado de fora?*

Sons de passos eram escutados pelo mudo, seguindo pelo mesmo caminho que o próprio havia feito na caçada atual. Era um homem, provavelmente na mesma faixa etária que o assassino, mas não era Luke, era uma terceira party. Com a chegada dele, uma brisa vinda do fundo do duto surgia, ela trazia todo o fedor que podia trazer, mas não era só isso, com sua audição aguçada notava algo a mais, algo estava sendo carregado naquela brisa que aos poucos vinha se fortalecendo. * Não consigo empurrar a tampa, correr de volta para aquela entrada pode ser a única forma de sair e evitar o que está por vir do fundo do duto..* Levaria sua mão direita até o lado interno de seu terno e retiraria o caderno e sua caneta, seu meio de comunicação. – Não sei quem é você, mas a tampa não pode ser empurrada. Luke colocou algo em cima dela e apenas consigo abrir um pouco. Do lado de fora, tem cruzes e criptas, presumo que seja um cemitério. Algo está vindo do fundo do duto e não é coisa limpa, ainda mais que está chovendo. Temos duas opções: A primeira é tirar o peso de cima da tampa, mas para isso, precisaríamos de alguém no lado de fora para empurrar o que quer que seja ou pedir ajuda para alguém rapidamente. A segunda opção é simplesmente correr por onde vim e chegar naquela entrada de onde eu e você viemos. Mostraria o caderno com as anotações para aquele sujeito de forma que ele pudesse ler e então, guardaria de volta no lugar o caderno e a caneta. Caso notasse uma dificuldade do cara em ler por conta da mal iluminação, retiraria rapidamente a caixa de fósforo e pegaria um palito e acenderia sua cabeça para que então, com o fósforo aceso, o sujeito pudesse ter uma visibilidade melhor do que antes.

Caso o sujeito sugerisse ir pela tampa acima da escada, mesmo com algo bloqueando, mas ele tivesse algo a mais em mente e explicasse ou mostrasse, o mudo iria subir as escadas de novo e com toda a sua força, empurraria a tampa, pegando agora pelas laterais da tampa e ficaria empurrando em busca de ajudar seja qual fosse a ideia do cara. Se alguém estivesse do lado de fora tentando remover o que estivesse obstruindo a saída do esgoto, Draken procuraria auxiliar a pessoa, fazendo força de baixo para cima na tampa ou até mesmo, se conseguisse visualizar, para o lado que a pessoa estaria tentando remover o empecilho. Caso não tivesse ninguém do lado de fora, Nostrade ficaria fazendo movimentos repetitivos, empurrando a tampa e fazendo a gravidade fazer o resto, isto é, a tampa voltar para a origem, ia fazendo aquilo com sua força regular, em algum momento, o peso em cima da tampa iria se cansar e tombar para o lado, aliviando assim um pouco do peso, ou então, poderia ocasionar algum barulho os movimentos do mudo ou com sorte, a queda do peso e com isso, alguém vir. Se por algum milagre, o peso fosse retirado, o aspirante a caçador empurraria a tampa e sairia rapidamente do esgoto.

* O que deve estar vindo do fundo do duto não deve ser algo bom, o melhor caminho que posso fazer é sair por essa saída já que estou aqui, o problema é o peso que Luke colocou em cima da tampa. Preciso, na verdade, precisamos encontrar uma forma de sair pelo buraco acima, mas pelo que dá a entender é um cemitério logo acima, mas e se as pessoas por perto forem criminosos? Gritar por ajuda não seria uma boa ideia, além do mais, sou mudo. O cara aí atrás que teria que gritar. As melhores opções é a de encontrar alguém do lado de fora que retire o peso da tampa e a opção de eu empurrar a tampa várias vezes com força para mover o peso. Gritar por ajuda seria bom se atraísse algum civil ou marinheiro, gritar para atrair piratas e criminosos seria um tiro no pé. A péssima escolha seria eu descer as escadas e sair correndo até a entrada por onde eu vim, tem 50% de chances do fluxo, isto é, se for o que estiver vindo do fundo do duto, me pegar no caminho ou então, os outros 50% é eu acabar escorregando na corrida. Um erro na corrida e eu posso acabar me sujando todo ou pior, me afogar. * Se a única solução fosse correr pelo caminho que havia passado, isto é, se ainda tivesse tempo antes do que quer que fosse que estivesse vindo do fundo do duto, alcançasse aquele local, o mudo não hesitaria em correr com toda sua força e atletismo pelo caminho que havia vindo, tomando cuidado para não pisar em falso em nada ou pior, deslizar e perder a direção da corrida.





Histórico:
N° de posts: 08
Ganhos: Caixa de fósforo[10 uso]
Perdas: - 1 fósforo, - 1 cigarro, - 1 fósforo
Vício: 5/15
Proficiência: Ameaça, Furtividade, Etiqueta, Arrombamento, Atletismo
Qualidade: Ambidestro, Audição Aguçada, Hipoalgia, Prodígio, Impassível
Defeito: Mudo, Inimigos[Organização], Compulsivo, Frígido, Dependente[Cigarro]
Bolso direito interno do terno: Maço de cigarro e caixa de fósforo
Bolso esquerdo interno do terno: Caneta e caderno
Bolso direito da calça: Mapa de Sirarossa

Legenda:
- Fala/Escrita
* Pensamento
- Fala de NPC

Objetivo:
Virar CR oficialmente
Comprar arma[Senbons]
Conseguir um isqueiro ou uma caixa de fósforo
Aprender duas perícias [Possuo Prodígio]: Luta de rua e Acrobacia


Última edição por OverLord em Sex Dez 31, 2021 6:12 pm, editado 2 vez(es)

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Wild Ragnar
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Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.







Em meio aquele cheiro fétido, andando por aquele túnel escuro, ele podia sentir que estava chegando cada vez perto da sua presa. Os sons ficavam mais próximos a cada passo dado, e ele já podia se visualizar metendo uma bala no fugitivo, roubando a caça bem debaixo da boca do homem do caderno. O coração retumbando de antecipação, um vulto de um deles apareceu em seu campo de visão, e ao se aproximar mais rapidamente erguendo o cano da arma e tomando mira, pôde reconhecer o homem que estivera seguindo até ali. Mas onde estava Luke?

Observando melhor a situação, ele viu a escada com a tampa fechada. O foragido provavelmente escapara por ali, mas então porque o outro estava parado e não o seguira? Antes que Yohan pudesse pensar mais a respeito, percebia que havia sido avistado. “Bem, isso é um pouco embaraçoso.” Não baixou de imediato a arma, apesar de não pretender atirar no outro por enquanto. Sim, aquele lugar era ideal para um assassinato, mas a presa escolhida era Luke ou uma das duas mulheres cujos cartazes estavam em seu bolso. Se preciso, derrubaria outros que ficassem no seu caminho, mas apenas se preciso.

- Hey, cadê ele? Estou na cola do Luke a um tempo e vi ele fugindo do hotel quando os marines chegaram, e você o seguindo também. – Uma explicação rápida que misturava verdades e mentiras foi feita, e quando o homem colocou a mão dento do terno, o músico se tencionou levemente preparado para disparar, mas ao ver o caderno e uma caneta sendo puxados, entendeu. Guardando a arma, se aproximou e tentou ler o que estava escrito, forçando um pouco os olhos. Desde que conseguisse, acenaria positivamente com a cabeça. – Entendo, talvez estejamos com sorte. Me chamo Yohan, e essa é minha parceira Raven. – Dando dois tapinhas nos ombros, sinalizou para a tontatta aparecer. – Ela é bem forte. Ao menos mais forte que eu, kishishi. – Continuou, rindo sem nenhuma vergonha do que dizia. – Se conseguir abrir o suficiente para ela passar, ela pode ver melhor o lugar e tentar empurrar do lado de fora. Com vocês dois, é possível que consigamos continuar em frente.

Com um plano rápido feito, Yohan só advertiu a pequena antes dela sair. – Se der de cara com ele, ou uma emboscada, volte imediatamente pela abertura. Cuidado, sabe como. Se não der para empurrar mesmo, mas você achar que dá para seguir ele sem ser vista, nos avise e veja onde ele vai parar. Nos reunimos no meu casebre e decidimos o que fazer lá. – Raven era ainda mais furtiva que ele devido seu pequenino tamanho, e na maior parte do tempo mais esperta também. Sem ter o que fazer além de ver os esforços dos dois, e esperar pelos resultados, o musico olhou em torno buscando visualizar o clã de fantasmas que o assombrava, mas não os encontrou. Parecia que tinham tirado uma folguinha. “Nem eles gostam de andar pelos esgotos huh, tsc.”

Caso Raven não conseguisse passar pela abertura, ou mesmo que conseguisse, mas não desse para ajudar a tirar o objeto de cima da tampa, só restaria dar meia volta e tentar sair daquele lugar fedido o mais rápido possível já que de acordo com o mudo, havia algo vindo do fundo da tubulação, e Yohan não queria estar ali para ver o que era. Se ela avisasse que tentaria seguir Luke, uma vez saindo do esgoto, o músico retornaria a sua casa. – Vou aguardar o retorno dela para ver o que ela descobriu, pode vir junto se quiser. Qual seu nome mesmo? – Avisaria ao rapaz de terno.

Já se ela avisasse que não tinha como segui-lo e retornasse, após saírem do esgoto correndo, parando na ponte ali perto, ele suspiraria. – Siiigh, eu sabia que não valia a pena entrar ali. Droga. Agora preciso tirar esse cheiro. E de uma bebida também. Sim, uma boa bebida, bem quentinha. Qual seu nome mesmo? – Perguntaria ao outro por fim.

No entanto, se eles conseguissem remover o peso de cima da tampa e sair por ali, Yohan analisaria o local e se tinha como saber para onde Luke havia escapado, para então segui-lo da forma mais furtiva possível. Apesar de improvável, se fosse atacado, tentaria desviar do golpe saltando para a diagonal oposta ao golpe, em direção ao chão, dando uma cambalhota e sacando a pistola, para mirar ainda ajoelhado e atirar no atacante, se erguendo e recuando para avaliar a situação.





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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Sex Dez 31, 2021 11:11 pm

~Narração~

Ao se esbarrar os rapazes não se estranharam,  se explicaram e se comunicaram de forma a não precisarem resolver algum mal entendido na porrada.
Draken decidia explicar a situação e possibilidades estratégicas da dupla em detalhes, fazia um verdadeiro texto para o outro ler na baixa lux, enquanto isso o vento no duto aumentava rapidamente chacoalhando seus cabelos e tornando o “rugido” alto o suficiente para Yohan poder ouvir também, na baixa luz o rapaz tinha dificuldade de ler e Draken acendia um fósforo para este ler com mais facilidade, no entanto o fósforo era apagado rápidamente pelo vento formado.

A água entre os vãos de concreto entre eles  começa a correr mais rápido,  aumenta seu volume, barro e espuma começam a se tornar visíveis na água corrente que saía do nível comum e ia para onde eles pisavam lhes molhando os pés de água fétida.

Eles decidem mandar a pequena ajudante de Yohan para liberar a passagem, Draken ergue a tampa do esgoto para que a mesma saía, ela se depara com um cemitério e uma lata de lixo lotada foi puxada para cima da abertura, ela conseguia mover a lata com certa facilidade e assim o fazia.

Dentro do esgoto do esgoto ainda o so agora já era infernal, assim como o vento, assim que a pequena saiu pela tampa os rapazes viram ao longe um paredão de água e barro descendo o tubo em alta velocidade, segundos depois a tampa ficava mais leve e Draken podia tirar a tampa, ele até colocava uma mão para fora, mas o tempo perdido escrevendo e lendo uma mensagem tão longa, lhes tirou tempo de fuga, o paredão de água acertava Yohan no meio da escada e Draken quase saindo, este até tentava se puxar para fora, mas sua força era muito pequena perante toda aquela água e ele foi arrastado pelos dutos de concreto com seu novo colega.

A água estava suja, lamacenta e turbulenta, ambos não conseguiam nem dizer onde era acima ou embaixo, se sentiam sendo jogados contra paredes de concreto, sentiam entulho, carcaças de animais a muito  mortos, apodrecidos e jogados no esgoto colidindo com seus corpos. Ocasionalmente sentiam baratas e ratos andando por seus braços conforme os animais vivos eram tragados pela água e batidos juntos na turbulência com os rapazes.

Draken em certo momento se sentiu ser arremessado contra o chão de costas, dessa forma todo seu ar foi usurpado de seus pulmões e substituido pela lama, esgoto e água de chuva que entraram sem pedir licença por sua garganta.

A saída do esgoto chegava e a água se projeta no canal em volume, canal o qual rapidamente aumentava de volume devido aos vários esgotos desaguando nele, os rapazes era jogados contra a margem oposta ao cano, Yohan era capaz de se agarrar, mas poderia ver o corpo do mudinho boiando e descendo pelo canal.

Draken estava um tanto quanto desorientado pela falta de oxigênio e pancada que recebeu, dessa forma
quando bateu na margem externa não conseguiu se agarrar, mas avistou relances de um céu nublado e escuro, ele estava se afogando, precisava impedir isso.
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Narração.
"Pensamentos".
-Falas.







"Perante a fúria da natureza, o homem é mero grão de areia." Rolando no meio da agua fétida, tal frase veio à mente de Yohan, tragada do fundo das suas memórias, mas desaparecendo em meio às ondas tão logo havia surgido. Ele nunca se esforçara tanto para manter a boca fechada e prender a respiração. Encolhido em um formato de bola, com os braços protegendo a cabeça, foi apenas quando sentiu uma mudança súbita na situação ao ter sido lançado para a margem oposta ao cano em que estava, que ele usou os braços para algo além. Se agarrando a margem com todas forças, tentou se puxar para fora da agua.

Arfando por ar, o cheiro do canal que recebia vários esgotos quase o fez engasgar. De canto de olho Yohan pôde ver o corpo do outro caçador sendo arrastado. Estaria ele morto, ou ainda haveria vida naquela carcaça? Apesar da dúvida, o pensamento de voltar ao meio da agua e tentar ajuda-lo jamais ocorreu ao musico. Tentaria, ao invés, se puxar e então engatinhar para longe da água, antes de se levantar. A chuva caía sobre si, e os céus nublados troçavam dele e das roupas, agora imundas, que ele usava. - Maldição!!

Em um instante, o peso sobre a tampa havia sido removido por Raven, ele estava no meio da escada prestes a sair daqueles tuneis, e no outro, uma torrente o carregava para o infinito e além. Se sentindo perdido por um instante, não sabia se ria ou se chorava ao se recordar da empolgação que estava em ir caçar seu primeiro procurado algumas horas antes, e comparar com o seu estado atual e os resultados de tal caçada. - Segure minha mão. - A voz surgira tão de repente, que fez com que Yohan desse um pulo e olhasse para traz, dando de cara com os corpos queimados que lhe eram tão familiares. Segurando seus instrumentos musicais, o clã começava mais um show particular.

- Ooh, baby, é um longo caminho até o fundo do rio
Segure minha mão
Ooh, baby, é um longo caminho, um longo caminho... –


Suspirando, Yohan desejou mais que tudo por um gole de rum. Olhando na direção em que o mudo havia sido levado pela correnteza, talvez ele ainda estivesse vivo. Talvez não. De toda forma, apertaria o passo, mas sem correr, tentando encontrar o corpo na margem. Se conseguisse, e o homem estivesse consciente, comentaria ao se aproximar – Cara, eu sabia que entrar naquele lugar era uma má ideia. Ao menos agora sabemos como Luke consegue se manter tão... escuso. – O tom leve e despreocupado parecia forçado até mesmo para ele. A sensação de um banho de merda não era nada boa.

- Bom, eu tô fora daqui. Vou passar em casa para me limpar e trocar essas roupas, e se por algum golpe de sorte Raven conseguir seguir ele e ver para onde ele foi, vou atrás dele de novo quando ela me encontrar. E você, pretende fazer o que? - A pergunta foi feita sem pensar muito, mas ao se lembrar que o outro provavelmente era mudo, e que o caderninho dele deveria estar encharcado, impossibilitando uma comunicação descomplicada, Yohan completou - Pode vir junto se quiser, as vezes conseguimos pensar em algo. -

Em seguida, iria para casa, quer acompanhado ou não pelo outro caçador. Se chegasse lá, tiraria logo a roupa e correria para o banheiro, se lavando e se esfregando até a pele ficar vermelha e irritada, tentando tirar todos os vestígios do esgoto por onde passara. Colocando uma nova muda de roupa depois, só restaria esperar por Raven para ver se ela havia tido algum sucesso com Luke, ou se seria melhor ir atrás das gêmeas que haviam sido avistadas no cassino. - E aí? - Perguntaria a ela se ela aparecesse pelo casebre.

---

Havia a possibilidade de não encontrar o corpo do caçador, e se fosse o caso, Yohan iria para casa depois de um tempo. Já se ao encontra-lo ele estivesse desacordado, o musico tentaria dar uns tapas na cara dele, sacudi-lo, e até pressionar o peito do homem como já vira algumas pessoas fazendo em casos de afogamento. Poderia não fazer da forma correta, mas tentaria. Se desse certo e o mudo acordasse, Yohan prosseguiria fazendo a mesma coisa que teria feito se o tivesse encontrado acordado desde o início. Já se o homem estivesse morto, olharia em torno para verificar que ninguém estava vendo, e se confirmasse isso, procuraria por dinheiro e itens valiosos antes de ir embora.

- Os lobos vão persegui-lo pelo luar pálido
Bêbados e impulsionados pela fome do diabo
Conduza o seu filho como um pico de ferrovia
Dentro da água, deixe-a puxá-lo fundo
Não o levante, deixe-o se afogar vivo
O bom Deus fala como um trovão
Deixe que a febre faça a água subir
E deixe o rio correr seco –






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Talvez por querer deixar aquele cara por dentro de tudo, fazia um texto no caderno e aquilo seria o fim, o nome dele era Yohan e com ele, tinha uma pessoa, Raven, menor que meu braço. Com a pequena abertura, a baixinha passava para o lado de fora e um tempo depois, o que estava emperrando o empurro da tampa saia de lá e finalmente podia sair do esgoto, mas de alguma forma, não tinha forças na mão, mesmo sempre tendo que escrever em algum lugar para se comunicar, a força nas mãos falhava e era arrastado pela água imunda, para um destino incerto. Naquela sujeira, Nostrade não conseguia distinguir o que era cima e o que era baixo e todo aquele ocorrido iria atrasar a caçada contra Luke. Era jogado contra a parede, ratos e baratas passavam pelo corpo do mudo, mas logo depois eram arrastados pela água suja turbulenta, em um momento, suas costas batiam no chão e o ar dos pulmões saiam e a sujeira entrava sem pedir permissão. No fim, finalmente havia saído da galeria de esgoto, mas não da forma e do jeito que queria, que era pela saída daquela escada, que levava para o que parecia ser um cemitério.

Talvez pela entrada de água suja e por seu corpo ter batido em paredes do esgoto, quando o corpo do aventureiro se aproximava da margem, não conseguia se agarrar, o céu estava nublado e escuro, assim como havia visto anteriormente. Procuraria então se mover calmamente de uma forma que não piorasse a situação, tentaria se aproximar de novo da margem e se segurar nela para que pudesse ter apoio para sair daquele canal. Uma vez em terra firme, procuraria primeiro expelir o que pudesse de sujeira que havia entrado em seu corpo e depois, o que pudesse remover de sujeira de seu corpo. Caso se encontrasse com Yohan depois do incidente e o mesmo avisasse que ia dar o fora dali e chamasse o mudo, o aventureiro seguiria o rapaz, precisava fazer o mesmo que Yohan. Durante o caminho, procuraria se chacoalhar para tirar o que mais pudesse da sujeira. Se ficasse inconsciente e fosse acordado por medidas médicas, faria as mesmas coisas do caso de conseguir se segurar na margem e pisar em terra firme.

No local de Yohan, o mudo retiraria de seus bolsos, os seus pertences: Caderno, caneta, maço de cigarro, caixa de fósforo e o mapa de Sirarossa, provavelmente todos inúteis agora por conta do banho de mais cedo. Se todos estivessem estragados e não pudessem mais ser usados, jogaria no lixo, se aquele local tivesse um, se não, deixaria no chão mesmo. Se tivesse algum pertence que tivesse ficado útil, separaria dos inúteis. Enquanto Yohan se limpava, o mudo procuraria um conjunto de roupa naquele local, pois precisaria de novas, por enquanto. *Não cheguei a ver, mas será que a ilha tem uma lavanderia?* Quando chegasse a sua vez de ir no banheiro, Draken entraria no cômodo e então, trancaria a porta, removeria a roupa suja, botando num lado, o novo conjunto de roupa, deixaria do outro, próximo do mudo, mas não tão próximo para que o banho não molhasse elas. Usaria sabonete, shampoo, esfregaria sua pele, seu cabelo, faria de tudo para que os vestígios do banho de minutos antes fossem varridos para o ralo abaixo, isto é, só sairia quando estivesse de certa forma, adequado para andar por aí e quando esse momento chegasse, se enxugaria e vestiria as novas roupas temporárias e retornaria para a “sala”. Lá, esperaria a baixinha retornar ou por alguma fala de Yohan, como Nostrade era mudo, não tinha como se comunicar, só se encontrasse um papel e caneta, mas o que tinha para falar?






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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qui Jan 06, 2022 11:37 am

~Narração~

Yohan se levantava, seu corpo doía, provavelmente por ser jogado para todo lado dentro do cano, o rapaz sentia um peso estranho em sua roupa  e percebia uma grande faca enroscada na mesmo, bem perto de seu coração, um pouco mais a direita e o ferimento que seria causado danificaria bem mais que suas vestimentas. Era uma Kukri, estranho o que jogam nos esgotos dessa cidade.

O jovem acompanhou seu companheiro boiando e sendo arrastado pela correnteza, quase como se gostasse da visão.

Por sua vez Draken até tentava ir para a beirada, mas a correnteza era forte demais para alguém sem costume com a natação e a consciência meio vaga. O jovem se debatia na água tentando manter a cabeça para fora, mas a água turbulenta fazia mais barulho que ele e não era como se ele fosse gritar por socorro.
Até haviam pessoas próximas às margens do canal, mas não estavam olhando o canal, estavam tirando roupas do varal para não molharem mais com a chuva, fechando suas casas para o vento gélido não entrar e tirando canoas da beira do canal para não serem levados.

O rapaz foi carregado por uns cem metros, onde o canal dava no mar e se viu jogado no mar bravo em meio a uma pesada chuva, sentia a correnteza puxar suas roupas pesadas de água, para o fundo e para baixo, se sentia sendo girado e em seguida era arremessado contra a areia cinza da praia por uma onda, ao seu redor lixo se empilhava na areia, trazido pelas ondas de um mar que se recusava a engolir o que a ilha lhe jogava.

O jovem estava cansado, tossindo como um louco, o vento frio fazia ele bater os dentes pelas roupas pesadas, gélidas e fétidas que colavam em sua pele.

Yohan via a cena de um ser semi morto na areia, a prova da fragilidade da vida humana, após uma fala sem respostas para o mudo, ele oferecia a possibilidade de o mesmo vir com ele e se adiantou a frente.
Cambaleante, dolorido e cansado, Draken o acompanhou mancando até a casa de Yohan, na qual entraram deixando um rastro de lama e água que pingava profusamente de suas roupas enxarcadas.
Yohan se adiantou para tomar seu banho e Draken colocou seus pertences sobre a mesa, a caneta não tinha sofrido problemas, a caixa de fósforo, caderno e cigarros estavam enxarcados, mas poderiam ser usados após secos normalmente, apesar que o cheiro e aparência deles seria de algo jogado no esgoto, assim como por os cigarros na boca seria arriscado.

Em seu banho Yohan reparou alguns arranhões enquanto se banhava e hematomas, o sacolejo dentro de um tubo de concreto havia sido uma viagem nada agradável, mas mesmo assim ele se limpou até não ver mais sujeira ou sentir cheiros estranhos, trocando de roupa em seguida.
Logo depois, o mudo entrou pro banho, ele pegou a simples troca de roupa encotrada na casa e ajeitou assim como ajeitou sua antiga troca, da forma que pretendia, igualmente a Yohan seu corpo tinha ralados e hematomas diversos, ele também tinha um enorme hematoma muito dolorido nas costas onde acertou o chão.

A pequena que ficou lá atrás na tampa do esgoto, não aparecia, o que era de se esperar, aquele volume de chuva para ela era como um dilúvio, Yohan só podia torcer para que ela estivesse bem ou ir a procurar, mas ele tinha um desconhecido em casa.

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Agora estava na casa de Yohan, de seus pertences, apenas a caneta era usável, não seria higiênico ou saudável, usar os cigarros e nem dava para usar o caderno para dialogar, o mapa não estaria num estado agradável, aonde pudesse ler e analisa-lo. O caderno e o mapa, talvez, mas o cheiro não seria nada agradável de se levar por aí. Uma vez que o rapaz saia do banho, o mudo surrupiava um conjunto de roupas simples e dentro do banho, Nostrade notava em seu corpo ralados e hematomas, principalmente um nas suas costas por conta do impacto quando havia acertado o chão, mas não sentia tanta dor pois tinha uma alta tolerância para tal e após tomar um banho adequado, o mudo se enxugava e vestia as novas roupas emprestadas e retornava para a sala, aonde Yohan estava. Como não tinha um papel ou caderno para escrever, apenas ficaria na dele, mas caso o sujeito tivesse algum material aonde pudesse transcrever o que queria falar, já que o aspirante a caçador era mudo, Draken se levantaria para pegar a caneta que havia deixado na mesa e passaria uma água nela e a secaria. Retornaria para o local e pegaria o material, escutaria o que Yohan teria para dizer, no início parecia um monólogo em como ele era uma pessoa legal, o jovem Nostrade apenas escutava aquilo. *Porque ele está inflando o próprio ego?*

Yohan também comentava, após aquele monólogo, sobre esperar “Raven”, se referindo a aquela anã que havia passado pela brecha e retirado o que estava impedindo do mudo de empurrar a tampa. – Pelo tamanho dela, essa chuva é muita coisa. Ela provavelmente deve estar se afogando nela. Se ela tiver sorte, encontrou um abrigo no cemitério, mas o problema está que Luke provavelmente entrou cemitério adentro, eles podem muito bem ter se encontrado e se ele der sorte, capturou ela. Eu tinha um mapa da ilha, mas agora com ele molhado, acredito que não dê para ver muita coisa, se não, poderíamos procurar por um cemitério naquela região. Escreveria colocando o papel na parede. Caso Yohan sugerisse esperar por Raven até o dia seguinte, e mesmo se ele comentasse sobre outros procurados, Nostrade responderia, escrevendo no papel: – Se esperarmos, iremos perder o rastro de Luke, que sabemos seu último paradeiro, ele não vai retornar ao Hotel tão cedo. Luke é das ruas, então é mais fácil de procurar e caça-lo, se formos atrás de alguém que se esconde em locais “perigosos”, será difícil em pega-los. Ficaria então na porta, olhando para a rua e a chuva que caia na ilha. Se o homem sugerisse comerem, principalmente na rua, anotaria no papel e mostraria para ele: – Com que dinheiro? Eu não tenho nem o suficiente para sustentar cigarro e fósforos, graças aos últimos acontecimentos. Eu precisaria da cabeça de Luke, para me estabilizar monetariamente.







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Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.







Ao ver o cara mudo correndo para dentro do banheiro quase tão rápido quanto ele próprio fizera, carregando uma muda de roupas bem familiar, Yohan deu uma risada de lado, mas logo começou a focar em algo bem mais importante. Passando o olhar em torno do cômodo e coçando a cabeleira ainda molhada do banho, ele partiu em uma busca que poderia se provar quase tão difícil quanto a que por Luke mostrara ser. A por uma garrafa de bebida que ainda contivesse algum resquício do néctar dos deuses nela. Álcool.  "Será que ainda resta alguma?"

Revirando aqui e ali, checando os esconderijos usuais para momentos de emergência, e então aqueles não tão usuais, os que ele costumava esquecer, o alcoólatra seguiria revirando sua casa ou até encontrar o que buscava, ou ter certeza que não havia nada a ser encontrado. Se conseguisse achar, daria uma risada alta, recheada de jubilo, para então tomar um gole tão grande quanto possível.  - Aqui está você! Kiiiishishishishishishi! Sentindo que pelo menos nem tudo estava perdido, apesar dos arranhões preocupantes pelo corpo, guardaria o restante da bebida com cuidado, para então pegar a arma encontrada na enxurrada, a que poderia ter tirado sua vida se tivesse ido um pouquinho para o lado.

"Uma espada curva huh? Um pouco menor do que o que estou acostumado também." Considerou ele enquanto a empunhava com uma mão, fazendo movimentos de corte para se adaptar a ela. "Não é tão boa para estocar, mas se bem manejada pode ser usada de tal forma. Ainda assim, dá pra fazer um estrago com essa lamina curva." A vontade de testa-la no rapaz que saí(ri)a do seu banheiro após o banho brotou por um instante, mas logo desvaneceu. Se havia alguém quem ele realmente queria machucar, naquele dia, era Luke. "Se o puto não tivesse entrado no esgoto, como diabos eu acabaria levando um banho de merda?" Obviamente o maior culpado era ele próprio, mas jogar a culpa nos outros era sempre bem mais fácil.

Quando o cachorro de rua que ele levara para casa saísse do banheiro, quer tivesse encontrado uma bebida ou não, quer estivesse mais bem-humorado ou não, um sorriso caloroso ainda apareceria no rosto de Yohan. - Vejo que se fez confortável huh? Apontando para as roupas que o rapaz vestia, deixando claro do que estava falando, complementaria. - Não se preocupe. Elas não caem tão bem em você quanto em mim, mas dão pro gasto. Kiiiishishishishishishi! Esse seria o momento que receberia uma resposta, mas após um breve silencio, ele se lembrou que o homem era mudo. - Ah, certo. Suponho que a agua tenha destruído seu caderninho. Deixa eu ver se acho algum papel e caneta aqui para você.

E mais uma vez, uma nova busca tinha início, bagunçando ainda mais o que já estava bagunçado no processo. De fato, não procuraria apenas pelo papel e caneta, mas tentaria se lembrar onde havia visto seu velho violão da última vez. Focado em achar bebida antes, mal reparara no objeto, mas com a chuva que continuava a cair do lado de fora, desanimando de sair novamente de casa antes do retorno de Raven, algo para dedilhar uma canção poderia ser uma boa.

Enquanto procurava pelas coisas, Yohan seguia falando, em um monologo. - Sabe, você deu muita sorte de que fui eu quem te encontrou. Do contrário, na melhor das opções, você ainda estaria lá pela praia na chuva, na pior, alguém teria dado cabo de você para saquear o corpo. Quando paramos para pensar nisso, fica claro como eu sou um cara bom, legal, apesar de um probleminha ou outro. - Nesse momento, ele deu um olhar de esguelha para a família de fantasmas que parecia estar observando a cena, como se estivessem escolhendo a música certa para aquele momento. - Enfim, para resumir, creio que você esteja me devendo uma meu caro. Kiiishishishishi. -

Qualquer conversa a mais só faria sentido se encontrasse uma forma do desconhecido responder a ele. Se esse fosse o caso, continuaria. - Agora tudo que resta a fazer é esperar minha parceira, a Raven, retornar e ver o que dá pra fazer. Se ela conseguir descobrir para onde o Luke foi, podemos ir atrás dele, senão eu tenho pistas sobre duas outras procuradas na ilha. Você pode se juntar a nós se quiser. E ao ler a resposta do rapaz, desataria a rir antes de responder. - Kiiiishishishishishishi! Você realmente não a conhece. Esses pequeninos tem a força de um humano adulto. Naquele corpinho, sabe o que isso significa? Velocidade. Não só isso, mas são naturalmente furtivos. E mesmo nessa chuva, conseguem pular bem alto e longe. Sem contar que ela removeu rapidinho o peso, do que quer que fosse, de cima da tampa na chuva. E que ele não sabe que ela está atrás dele, o que facilita ainda mais ela permanecer escondida. A própria chuva já ajuda a esconde-la. Não, não vejo como ele poderia captura-la, não sem muito azar da parte dela. E mesmo na pior das situações, ela conseguiria se virar. O melhor a fazer é acreditar nela, acreditar que ela vai conseguir segui-lo escondida e ver onde ele vai parar, e então retornar para cá para nos contar. A fé que ele tinha na baixinha era óbvia.

Apesar dos argumentos, o rapaz não parecia estar muito convencido e insistia em ir até o cemitério. - Se fizermos isso vamos nos desencontrar dela. E além disso, quanto tempo você acha que se passou desde que fomos pegos por toda aquela bosta, andar até aqui, e então tomarmos banho? Alguém tão safo quanto Luke jamais ficaria parado no cemitério nos esperando. Bom, te esperando. A essa altura ele já meteu o pé de lá e nós já perdemos o rastro dele. A única esperança é Raven. - No momento em que falou o nome dela, sentiu a barriga roncar, e deu uma pausa antes de finalizar. . - Pra eu sair nessa chuva agora, só se for pra encontrar algo para encher o bucho rápido e voltar. -

Vendo que o homem escrevia mais algo, começou a se sentir impaciente em tentar convence-lo, mas ao ler o que estava escrito, só pôde rir fracamente. Ele próprio não estava muito melhor. Apesar de ter alguma grana que pagaria duas refeições, e talvez comprar um pouco de álcool, também estava quebrado. E para piorar, havia se despedido do cabaré da Dona Morgana na noite anterior, não poderia voltar no dia seguinte querendo tocar como se nada tivesse acontecido. Não, precisava deixar passar pelo menos uma semana antes de anunciar a falha em sua empreitada como caçador de recompensas e pedir o emprego de volta. Coçando a barba rala no queixo, suspirou, enquanto olhava para a bagunça que era sua casa. -  Bom, talvez ainda tenha algo comestível por aqui, me lembro de ter visto algo... -

Com o início da milésima busca do dia, se encontrasse comida, comeria. Se encontrasse o violão, tocaria. Esperando o retorno de Raven e o fim da chuva, não se preocuparia com a mesma, ao menos não por pelo menos umas vinte quatro horas. Se ela realmente não retornasse nesse meio tempo, iria até um local próximo comprar mais bebida e comida para levar para casa, desde que coubesse no dinheiro que tinha em mãos, dormiria, tocaria e cantaria, tentaria conversar com o mudo se este ainda estivesse por ali, contando a própria história, e buscando saber a dele também fazendo algumas perguntas típicas. -  Aliás, qual seu nome mesmo? É caçador a muito tempo? Como veio parar nessa ilha? De onde vem? -

Esperaria o retorno de Raven, que ele acreditava que aconteceria, mas se isso realmente não ocorresse até o dia seguinte, franziria o cenho. Uma rachadura na sua confiança começaria a aparecer, e por fim ele cederia. Iria até a região do bueiro e tentaria achar o cemitério para então tentar encontrá-la. Para ele nada era mais importante que aquela garota.




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