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Mazushi: Por um punhado de berries

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
Mazushi: Por um punhado de berries Qui Maio 13, 2021 7:01 am
Mazushi: Por um punhado de berries

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) Civis Yu Wei, Ren & Izzy. A qual não possui narrador definido.

_________________

Mazushi: Por um punhado de berries J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
Terry
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Terry
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qui Maio 13, 2021 11:49 am





Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 01



Normalmente eu, sendo quem sou, estaria disposta a sair na rua e iniciar meus "trabalhos" a qualquer hora. Mas dessa vez era diferente. Faria um longo suspiro ao andar, inalando bem o ar e enchendo meus pulmões antes de exalar tudo. Mesmo depois de tudo que aconteceu na minha vida, frustração continuava sendo algo bem chato de se lidar com. Concluí que seria melhor eu apenas folgar e ir me divertir um pouco na minha casa, o cabaré da madame Morgana. Iria na direção no local, vestindo minhas roupas usuais, minhas costas nuas expondo a marca dada aos escravos dos Tenryuubito para quem quiser ver. Gatas ladras também precisavam de um descanso de vez em quando, especialmente aquelas que eram regularmente perseguidas por organizações criminosas de alta periculosidade. Caso ainda não fosse de noite, esperaria até lá para entrar no estabelecimento.

Há pouco tempo, todo o dinheiro que eu vinha juntando para finalmente comprar o Cabaré foi roubado de volta pela Família Barzini. Minha relação com eles era bem complicada, mas eu realmente não esperava que fossem continuar me perseguindo com tanta intensidade depois que descobriram minha "traição". Talvez eu tenha apenas sido ingênua demais. Pois, pelo visto eles iriam ser uma pedra no meu sapato por um bom tempo. Revirei meus olhos ao imaginar o que se passava na cabeça do Don ao ordenar essa "caça" a mim, e ao mesmo tempo, um sorrisinho satisfeito aparecia no meu rosto, sabendo que consegui fazer de bobo um homem tão poderoso quanto ele. Embora o resultado da minha infiltração não tenha sido dos melhores, eu ainda me orgulhava daquele aspecto específico.

Como se não fosse o bastante, alguns dias depois, eu dei de cara com um dos associados da família na rua e fui obrigada a fugir correndo, e até perdi minhas adagas no processo. E além disso, fui contatada por Yohan para ajudá-lo a se livrar dos corpos de dois mafiosos que ele havia assassinado. Eu teria preferido matá-los eu mesma, assim eu pelo menos me divertiria um pouco ao torturá-los, mas enterrar corpos? Se fosse pra ficar fazendo trabalho manual eu não seria uma ladra! De qualquer forma, Yohan também parecia estar na mira desses elementos pouco desejáveis, e era até meio reconfortante saber que eu não era a única metida em uma enrascada como aquela. Eu só torcia pra não começarem a também perseguir minha irmã caso descubram o envolvimento dela naquilo tudo, Izzy já tem muita coisa na cabeça, ela não precisa de mais problemas. Eu refletia sobre isso tudo, levemente preocupada.

"Talvez eu deva sair da ilha do por uns tempos, pelo menos até a poeira abaixar." Pensava. Caso fosse de noite, também evitaria olhar na direção da lua. "Se arrependimento matasse…" Reviraria os olhos novamente, chateada por ter me metido naquele mato sem cachorro e agora precisar lidar com tantas repercussões. "Vou deixar pra comprar uma adaga nova amanhã."

Caso chegasse em casa, adentraria o Cabaré pela porta da frente, andando de forma impaciente. Se por acaso eu avistar Izzy, minha irmã, fazendo uma performance no local, apenas faria um aceno amistoso para ela enquanto sorrio. Procuraria pessoas que estivessem sozinhas em suas mesas, afinal, eu não planejava ficar a noite inteira a sós, e fazer networking nunca era algo ruim levando em conta qual era a minha profissão.

Caso encontre, andaria até lá, e sem perder tempo, me dirigiria ao ocupante, me apresentando caso ele fosse um desconhecido, e caso não, apenas o cumprimentando normalmente. - Oi! Meu nome é Ren, como você se chama? - Meu tom era amigável enquanto eu olhava nos olhos do meu interlocutor, demonstrando interesse ao me falar. - Eu tô me sentindo muito sozinha, posso sentar com você? - Perguntaria, e caso ele aceite, o faria logo em seguida. Caso não, tentaria novamente em uma outra mesa. Cruzaria as pernas ao sentar e colocaria os cotovelos na mesa, apoiando minha bochecha com o punho esquerdo, fixando minha atenção na outra pessoa. Imediatamente observaria se a pessoa era rica ou pobre pelo estilo de roupa que usava. Caso parecesse rica, faria ainda mais esforço para causar uma boa impressão nela, agindo da forma mais simpática possível.

Se por acaso a pessoa já for um cliente conhecido por mim, eu tentaria levar a conversa para um rumo um pouco diferente após abordá-lo e conseguir a permissão para sentar. - Quanto tempo! - Comentaria, em um tom levemente sarcástico porém não rude. - Como vão as coisas? - Questionava fazendo conversa mole, olhando em seus olhos, enquanto esperava a resposta.




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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Sex Maio 14, 2021 12:03 am





Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 01



A mink caminharia em direção ao banheiro do Cabaré, pois precisava tomar um banho antes de se apresentar. Enquanto abria o chuveiro e aguardava a água esquentar, ela buscaria um espelho e observaria seu corpo atraente. Izzy era uma pessoa vaidosa e gostava de se exibir, enquanto ia despindo as roupas que vestia, analisava cada curva e sorria de aprovação, por ser uma dançarina/acrobata, estar em forma era essencial.

Ela entraria no chuveiro e deixaria a água cair pelo corpo, os pingos caindo sobre suas orelhas causariam pequenos arrepios e não teve como não ronronar de prazer. Então procuraria por um shampoo ou algo que pudesse lavar seus cabelos que desciam como cascatas negras pelas costas. Enquanto estava os ensaboando, um pequeno flash do que aconteceu na noite passada surge na sua mente.

~Flashback On~

Yohan era um músico que tocava no cabaré junto com uma tontatta, chamada Raven. No ínicio Izzy não gostava muito dele, que vivia no Cabaré bêbado e cheio de garotas de programas ao seu redor. Mas Ren, sua irmã caçula, era sempre amigável com todos os clientes. E a aproximação dela com o homem, fez Izzy ter cada vez mais contato com o músico. Um dia ele decidiu tocar, enquanto sua companheira cantava para entreter as noites do cabaré. Aos poucos a mink se via conversando com o casal de artista, descobrindo interesses em comum e o desprezo que sentia pelos humanos foi sumindo e criando uma grande afeição pelos dois.

Então Izzy não estranhou quando Yohan pediu um favor, ela foi até o quarto que ele morava e se surpreendeu com dois corpos caídos no chão. No pequeno quarto estava Raven e sua irmã, Ren.

- REN!! O que você está fazendo aqui??

Ao saber que a sua irmãzinha estava envolvida com mafiosos, foi como um caminhão desgovernado tivesse atropelando a imagem de inocência da pequena gata. Tudo começou a fazer sentido, já que de um dia para o outro Ren não pedia para comprar mais nada e dizia que estava cansada e que iria dormir cedo. Mas para piorar aquela noite inusitada, Yohan disse quem eram aqueles homens e porque teve que matá-los. O rapaz tinha herdado uma divida e eles queriam que o músico pagasse com sua vida e numa luta acabou disparando contra os dois agiotas. E agora pedia ajuda para esconder os corpos.

Logo o quarteto começou a criar um plano. Izzy ajudou a carregar um dos homens até um terreno baldio e cavaram uma vala, quando estava grande o suficiente, jogaram os defuntos e atearam fogo. O cheiro de queimado parecia ter invadido sua narina novamente.

~Flashback Off~

A mink coça o nariz por reflexo, não queria lembrar dessa cena tão cedo. Pelo tempo que ficou divagando, provavelmente o banheiro estaria completo de vapor, então ela terminaria seu banho , se secaria e iria enrolar toalha pelo corpo. Se o banheiro fosse distante dos seus aposentos, a jovem iria desfilar pelos corredores, afinal ela gostava de se exibir e se tivesse alguém vendo, ela iria dar uma piscadinha para provocar. Quando alcançasse seu quarto, Izzy iria colocar suas roupas de apresentação, um maio preto justo no corpo, passaria uma maquiagem marcante nos olhos e um batom vinho nos lábios.

Após conferir sua imagem, a mulher iria procurar seu pet, uma pantera negra chamada Thor. E por fim os dois caminhariam em direção ao salão do cabaré e aguardaria os preparativos do palco, iluminação para seu show. Então a mink sentaria numa mesa e logo em seguida viria Ren entrando pela porta da frente. A irmã caçula pergunta como ela estava e a encara fixamente. Izzy a olha duramente, não sentia ódio da irmã por estar ligada a mafia, mas estava ressentida por ela ter escondido esse segredo.

- Depois precisamos conversar... - baixou o tom de voz- Mas não quero que você esconda mais nada de mim.

A mulher preferiu não continuar aquela conversa naquele lugar, mas sabia que podiam estar em perigo, por causa dos mafiosos Barzani e pelos agiotas que perseguiram Yohan.

Se por um acaso não encontrasse ninguém, Izzy iria conferir o material que usaria pro show ou iria tratar do Thor, lhe trazendo água fresca e um pedaço de pernil. Estando sozinha com seu animal, a Mink iria afagar suas orelhas carinhosamente.

- Quem é o gatinho da mamãe?!?





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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Dom Maio 16, 2021 10:52 am





Legenda


Narração.
'Linguagem de Sinais'.


Post - 01



As ruas de Sirarossa se cruzavam e se misturavam como um gigantesco labirinto que ameaçava desorientar o mais atento e experiente dos seus transeuntes. Mas para mim a cidade era meu quintal, eu sabia exatamente onde ir e onde encontrar tudo que eu queria, ainda que nesse dia em especial tivesse passado um longo tempo andando pelas ruas sem chegar no meu destino, mas claro, isso se devia a tranquilidade habitual em que eu andava. Era curioso como andar com outra pessoa parecia tornar o caminho muito mais curto, talvez fosse a sensação de companhia.

Falando em companhia. Estava me sentindo especialmente solitário nesses últimos dias. Franziska tinha arranjado alguns amigos no porto e saído com frequência nos últimos dias. Seis também tinham seus próprios assuntos pra resolver. Cansado da solidão, da qual eu geralmente apreciaria, tinha me decidido ir pra um lugar que frequentei pouco nesses meus dias em Sirarossa, mas do qual eu sentia um peculiar desejo de visitar: O Cabaré da Madame Morgana.

Ao pensar no cabaré, além da recordação do próprio lugar, uma outra imagem apareceu em minha cabeça, e essa imagem provocou um pequeno sinal de alargamento no sorriso despreocupado em meu rosto, mas logo aquela imagem de cabelos brancos e orelhas de gato desapareceria, como se fosse um pensamento tolo. Apenas muito tempo depois eu entenderia por que eu pensei naquela pessoa, naquele momento.

Conforme, enfim, meus passos me levassem para a localização do cabaré, esse que na verdade eu devo admitir que não sabia exatamente o caminho correto para alcançar. Ao chegar na porta do cabaré a empurraria, ou puxaria, com calma para poder abri-la. Assim que desse o primeiro passo olharia profundamente para todo o local e em seguida entraria, sem chamar atenção ou grandes floreios, provavelmente minha presença passaria despercebida por quase todos no bar, e eu realmente não me interessava por ser notado pela maioria. Me resignaria a ir em direção a uma mesa mais no canto e me sentar, repousando a minha katana e sua bainha encostada ao lado da mesa.

Se uma mink gata de pelagem branca estivesse no cabaré e olhasse para mim, acenaria em sua direção com a cabeça, mas não faria menção nem de me dirigir em sua direção e nem de convidá-la para vir à minha mesa. Tínhamos jogado esse mesmo jogo outros dias, e eu sabia que ela viria quando fosse de seu interesse. Se encontrasse Seis, uma figura que claramente se destacava na multidão, seja pelos seus cabelos rosados ou dentes serrados, então acenaria para ele vir pra minha mesa, gesticulando para conversar com ele ‘Olá Seis,o que está fazendo?’. Sem qualquer um desses eventos, apenas permaneceria sentado na minha mesa observando o movimento do local.




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Rangi
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Dom Maio 16, 2021 6:23 pm





Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 01



Caminharia devagar pelas ruas de Sirarossa com uma postura orgulhosa usufruindo da minha melhor etiqueta numa tentativa de transparecer, através da minha altura e carisma, a presença de um verdadeiro chefe do crime que vi diversas vezes enquanto trabalhava com os Barzani. Não sou natural da ilha, mas já vivi aqui tempo o suficiente para saber que apenas aqueles que possuem, ou parecem ter, poder conseguem o respeito apropriado.

Coloco a mão no bolso, tateando o fundo na esperança de encontrar um Ocean. É claro que está vazio, não é como se fosse surgir algo magicamente desde que chequei 10 minutos atrás — Mas que droga. — isso sim é um problema. Nenhum Ocean ou berrie, quando foi a última vez que fiquei tão na merda? Talvez nem quando morava nas ruas de Kano. Fecho a cara com um visível mau humor e olho para o céu esperando uma inspiração ”Vamos lá, pense. Como posso conseguir alguns cigarros?”. reflito até que lembro de um objeto que posso vender, minha arma "Acho que posso vende-la como um tesouro para algum idiota, e depois comprar outra igual por um baixo preço com a conversa certa o plano parece uma boa, mantenho uma pistola, afinal não sou burro de vender minha principal ferramenta de trabalho e com o lucro do negocio posso comprar algum Ocean.

—HAHAHA — impossível não ficar animado com um plano desses. Olharia para os lados em busca de alguma loja de penhores, quanto mais modesta melhor. Se não tivesse uma por perto, correria e procuraria na área comercial. Se encontrasse o estabelecimento, entraria com uma postura firme e largo sorriso — Olá, meu bom senhor(a), que dia ótimo não acha? Será melhor ainda depois de fazermos negócios — andaria com entusiasmo até o balcão, tropeçando de propósito um pouco antes de alcançar, mas me apoiando no mesmo para não cair totalmente —Peço desculpas, minha visão já não é a mesma desde que fiquei doente, mas vamos ao que importa. Essa pistola foi presente do meu antigo chefe, um homem poderoso do submundo. É originária da Grand Line, conhece a Grand Line? É um lugar onde os mais fortes do mundo estão, pelo menos é o que ele disse, eu nunca visitei. Um lugar desses possue armas poderosas e com dispositivos a prova de falhas, afinal seria a diferença entre a vida e a morte.— usaria um tom gentil e honesto, tentando usar a lábia para que confie em minhas palavras. Em seguida, começaria a girar a arma no próprio eixo como se estivesse a analisando —A empunhadura é confortável e macia, evitando que a mão canse após alguns disparos. O coice é baixo e a mira não precisa de correções, tão boa que até um cego como eu consegue acertar o alvo.— terminando na pose de mira. Hora do check mate, faria uma cara triste — Dói ter que me livrar de tamanho de tesouro, mas preciso comprar os remédios. Estou disposto a vendê-la por apenas 500 mil berries. Oque acha? — Claro que a maioria das informações são mentiras, mas ele não poderá checar por agora.

Caso não aceite minha primeira oferta, reduziria o preço até 425 mil berries —Entendo que pode ser um pouco caro, mas não posso reduzir mais que isso. Já é difícil me desfazer dela por um preço tão inferior ao que realmente vale. — tentando mais uma vez persuadi-lo a aceitar a proposta.





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Wild Ragnar
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Seg Maio 17, 2021 5:30 pm






Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 01



A cabeça doía, a garganta ardia, o estômago embrulhava, o forte cheiro de bebida e vomito eram exalados por sua boca, inundando seu olfato e o fazendo se sentir nauseado. - Hmm? Onde eu tô? - Se questionou o homem que acordava e olhava em torno, piscando forte para tentar se livrar dos resquícios de sono, mas em seguida fechando os olhos quando o mundo girava levemente. Respirando fundo, levou uma das mãos até a cabeça e fez um som bizarro com a garganta enquanto tentava se livrar de algo que estava preso nela. Aos poucos, memórias do dia anterior apareceram em sua mente, ou ao menos parte delas.

Ele havia matado dois homens que tentaram rapta-lo, e causado uma certa comoção no processo, o que fez com que tivesse de pedir a ajuda das meninas para se livrar dos corpos e apagar as evidencias do assassinato. ”Nós limpamos o sangue do lugar, os levamos para um terreno baldio, abrimos uma cova, ateamos fogo neles e enterramos. Depois... depois nos separamos e eu fui comer, acabei tomando umas e...” E o resto era um grande borrão que envolvia um palhaço, uma contorcionista, uma vidente e corpos nus. ”Será que eu me juntei ao circo? Naah...”

Ele ainda pretendia tentar forçar mais a memória, mas logo uma barulheira gerada por sua maravilhosa família fantasma o fez desistir da ideia.

Wake up
(Wake up)
Grab a brush and put a little make-up
Hide the scars to fade away the shake-up
(Hide the scars to fade away the...)
Why'd you leave the keys upon the table?
Here you go create another fable...


Abrindo os olhos de supetão, ele pegou um objeto aleatório e jogou neles, mesmo sabendo que seria inútil. - AAaahhrgh! VocÊs não podem calar a boca uma vezinha só? Só uma?! Bosta!! - Se ao menos a música fosse mais tranquila, mas não, era um troço pesado que só fazia a dor de cabeça dele piorar. - Malditos. - Sussurrou ainda cheio de raiva, e só então, conseguiria reparar no que, ou em quem, estava a sua volta.

Estava acompanhado? A Raven estava por ali? Provável que não considerando o que ele lembrava ter feito com a contorcionista... será que ele tinha voltado para casa ou estava em um lugar aleatório da ilha? Ainda tinha a pistola que pegara dos agiotas consigo? E dinheiro? Restara algum? Aliás, que horas será que eram? Ele nunca precisara de relógio para saber isso, uma estranha habilidade que já o auxiliara diversas vezes. Hoje ainda tinha que tocar no cabaré. Mas sequer estava vestido?

Se levantando, essas seriam as primeiras coisas que ele tentaria descobrir, para então começar a lidar com o que fosse preciso. Colocar a roupa, pegar a arma, checar a hora, ver onde estava, com quem estava. Se não estivesse em casa e outras pessoas estivessem dormindo apagadas, mexeria nos bolsos delas para catar os trocados que achasse, veria se um dos seus instrumentos musicais estavam por ali ou se precisaria passar em casa para pega-lo antes de ir para o cabaré. Na verdade, se achasse um violão, violino ou até mesmo uma flauta por ali, mesmo que não lhe pertencesse, pegaria. Desde que fosse fácil de carregar, o pouparia tempo.

Se alguém abrisse os olhos resmungando, ele não hesitaria em mandar um - Ah, cala a boca! Volta a dormir. - E se a pessoa tentasse se levantar, ou fazer estardalhaço, Yohan apontaria a arma para ela em silencio, deixando que seus olhos transmitissem a mensagem. Se se mexer, te mato. E então prosseguiria. Já se não estivesse com arma em punho, ou a vista, correria dali. De toda forma, tentaria achar o caminho ou para casa, ou para o cabaré, dependendo da situação. Estando na ilha por anos, ele conhecia o lugar como a palma da própria mão. Já se ele estivesse em casa desde o início, após se ajeitar, pegaria a arma e o violão para ir trabalhar, sem se incomodar em saquear ninguém que possivelmente estivesse presente.

Ignoraria a família infernal que o acompanhava, e se chegasse no cabaré, iria até o balcão de bebidas. - Uma dose com uma gema de ovo. Pode anotar para descontar do pagamento de mais tarde. - Diria com familiaridade. Não havia nada melhor para curar ressaca e começar o dia que uma dose de rum com ovo cru. Se avistasse Izzy, iria até a mesma. - Hey, obrigado por ontem, e desculpa por te envolver nisso. Viu a Raven? - Cumprimentaria também Ren se a visse. - Hey garota, como tá? Valews por ontem. -

Mas era com a tontatta que ele realmente queria falar. - Hey, como que cê tá? - Primeiro, a devida demonstração de preocupação, para então sim ir aos negócios. - Bom, então, eu tô meio apertado e mesmo com a apresentação de hoje não vai ajudar muito. - Essa frase já a deixaria sabendo onde ele estava querendo chegar, já que era ela quem sempre escolhia os roubos e assassinatos que eles fariam, mas ele ainda completaria. - Sem contar que a mão começou a coçar de novo... tem algum alvo novo em vista? -

Ele não sabia bem o porquê, mas acordara com uma vontade particular de machucar alguém naquele dia.




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Greny
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qui Maio 20, 2021 11:00 am






Legenda


Narração.
"Voz Interior do Seis".
"Voz Interior do Outro Seis".
"Voz Interior do Segundo Outro Seis".
"Voz Interior do Terceiro Outro Seis".
-Falas.


Post - 01



Flashback On

Era um dia ensolarado de primavera, com algumas nuvens de algodão pairando no céu. Foi pouco após eu ver a imagem do Projeto L.A.D.I.C.U.S sendo bombardeado e o navio ir para o fundo do mar. Estávamos eu, Oito e o revolucionário, agora em terra firme. O homem reforçou que estávamos livres. Diversos pensamentos rodeavam minha cabeça, mas todos poderiam ser resumidos com ”E agora?”

Como se não bastasse, foi a mesma pergunta que Oito me fez. - E agora? - e eu realmente não tinha uma resposta. Minha criação era navegador, mas eu não tinha um rumo para ir. - Vamos seguir o procedimento… Aqui nós nos separamos - disse. E eu concordava, afinal, era parte do protocolo. Eu estava no navio do Cavaleiro da Lua como aprendiz, e deveria subir gradativamente na hierarquia até me tornar o capitão. Oito estava lá só de carona. - Concordo - eu disse. Ele já havia se virado para ir embora, quando o chamei - Oito -- Sim? - - Não morra - era estranho para mim fazer esse pedido, mas ele era minha dupla de ação já haviam dois anos. Era o dia em que estávamos marcados para nos separarmos de qualquer forma, mas eu talvez tivesse, não sei, me afeiçoado a ele?

Ele sorriu. - Você não manda em mim… E, por falar nisso, Seis… Vê se não se mata - concluiu. Foi minha vez de sorrir. - Você não manda em mim - e fui na direção oposta. Foi não só a última vez que vi minha dupla, mas a última vez que tive qualquer contato com qualquer um da Fundação L.A.D.I.C.U.S. Minha tripulação estava morta, eu não tinha mais o Doutor para me guiar. Estava por conta própria, sozinho. Espera, sozinho não. Eu nunca estive sozinho.

Flashback Off

E meu devaneio teve fim, dei meia volta do porto onde eu gostava de observar o mar e fui caminhando em direção a cidade. Às vezes eu me pegava fazendo isso, olhando para a imensidão azul e me pegando pensando em meus colegas. Principalmente Oito. O que será que ele estava fazendo, e onde? Eu não sabia a qual instituição ele iria se filiar. Humanos têm essas vantagens, podem ir para qualquer lugar. Diferente de mim, homem peixe, que tinha poucas opções. Não que eu tivesse alguma, afinal, minhas diretrizes foram traçadas desde cedo.

"Se tá tão incomodado, por que não rouba um barco e sai logo por aí?" ~ disse Seis¹ na minha cabeça "Você é uma máquina de matar, não uma dona de casa. Chama teu amigo mudo, a amiga gata dele e vamos logo pro mar dar início ao banho de sangue!" ~ com sua ignorância habitual. "O Seis não é assim, Seis¹" ~ repreendeu Seis², como sempre "Deixa ele viver a vida dele no tempo dele, a Fundação não deu uma diretriz sobre o que fazer nesse caso. Enquanto um superior não der nenhuma ordem, ele não está fazendo nada de errado. Quer o que, que ele entre no navio de qualquer um e vire um piratinha de quinta categoria? Nós somos a L.A.D.I.C.U.S, devemos agir como tal" ~ falou. Ele realmente parecia estar certo, embora o pensamento de voltar ao mar me atraísse. Muito, por sinal. Não sabia ao certo de onde vinha, podia ser minha mente, meu coração, ou até meu DNA. Deixei os dois discutindo um pouco, até que começou a me dar dor de cabeça.

- CALEM A BOCA! - esbravejei em alto e bom som, para que ambos me dessem atenção. - Seis¹, o Seis² tá certo. Mas Seis², o Seis¹ também está certo. Então fiquem quietos que a gente deixa essa discussão pra outra hora¹ Lembrem que quem toma as decisões aqui sou eu! - precisei botar um ponto final. Cada um tinha argumentos válidos, então eu precisava escolher um lado. Eu talvez fosse o único Número que não estava seguindo o plano de dominação mundial, mas isso não era algo necessariamente ruim. Mas, às vezes eu me sentia, não sei… desnorteado? É difícil saber.

"Garoto, você parece estar com muitas dúvidas...” ~ se pronunciou o velho, na minha cabeça. Ele sempre foi caladão, então se ele se manifestou, a situação parecia estar realmente complicada. "Antes de pirata, você foi criado para ser navegador, lembra? O maior da Elite? Então, por que não foca nisso por agora?” ~ me perguntou. E ele tinha um ponto. Eu realmente queria algo para por na cabeça, esses dias de calmaria eram muito tediosos. Eles me faziam pensar. E eu não gosto de pensar. Depois eu teria de ir ao Cabaré falar com Ren, e perguntar se ela não tinha nenhum contato ou missão de assassinato para me repassar. Mas, por enquanto, eu focaria no aprendizado.

Seguiria até a biblioteca da cidade. Já morava em Sirarossa havia dois anos, então talvez soubesse o caminho. Caso as vias estivessem muito movimentadas, entraria no rio e seguiria meu caminho por ele, até onde me fosse possível. Quando e se chegasse ao estabelecimento, procuraria identificar a quantidade de pessoas que haviam. Iria avaliar se era possível invadir o lugar com minha furtividade, fruto de anos de treino, e ir até a seção de cartografia, onde tentaria roubar um livro sobre o assunto e sair sem ser percebido. Caso não houvesse essa possibilidade, ou eu tivesse êxito no furto, iria lembrar disso para outra hora e iria até o cabaré.

Entraria no lugar e olharia ao meu redor. Caso identificasse alguma figura conhecida, sentaria na mesma mesa que ela. Se não, sentaria em qualquer lugar, estivesse vazio ou não. Após sentado, esperaria uma garçonete vir me atender e faria o meu pedido: - Uma porção de sardinhas fritas e um gin tônica - e, supondo que eu encontrasse Wei, traduziria para quem nos atendesse qualquer pedido que o mudo tivesse. Então, se ele me perguntasse o que eu fazia até aquele momento, diria - O de sempre, nada. Essa ilha consegue ser tediosa às vezes. Falando nisso, você viu a Ren? Tô precisando dela pra me ajudar a roubar a biblioteca - mas essa última parte, logicamente, só teria sentido caso eu não tivesse êxito em meu roubo ao livro.





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Milabbh
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Milabbh
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qui Maio 20, 2021 5:14 pm



Legenda


Narração.
NPC 1 Raven
NPC 3 NPC 4


Mazushi no Kaizoku



Sirarossa - 20:00h


~Todos Menos Solomon~






Um bordel é sempre um local movimentado com pessoas de todos os tipos, e toda boa história tende a começar em um desses. Essa aqui não é diferente, uma vez que nossos protagonistas se encontravam no tal local, alguns se apresentando, outros conversando, mas presentes ali. Antes disso porém, precisamos entender como chegaram no Cabaré de Madame Morgana.

~Ren~



O ar frio preenchia os pulmões da mink felina, que realizava sua respiração em um momento em que se sentia frustrada. Ao seu redor, as luzes da cidade já estavam acesas, indicando que maioria das pessoas já haviam retornado para seus lares. Assim como eles, a gata fazia o mesmo.

O caminho quase deserto era percorrido pela moça, que de tão absorta em seus pensamentos, quase não notava seus arredores. Ela se lembrava dos problemas em que havia se metido, bem como os que ainda enfrentaria, provavelmente. E, com isso, vinham as opções de futuro. A luz da lua banhava gentilmente seu cabelo prateado, mas seu olhar relutava em encontrar o brilho esbranquiçado do satélite natural.

De qualquer forma, antes que percebesse, estava na porta do lugar que se acostumou a chamar de casa: O Cabaré de Madame Morgana. Ao adentrar o local, suas orelhas felpudas eram tomadas pelo som melodioso da música tocada por Yohan e sua pequena companheira. Izzy realizava seus movimentos com naturalidade e maestria, hipnotizando a todos na plateia, mesmo que não usasse seu ilusionismo naquele momento.

~Izzy~



Falando na segunda irmã, mais cedo naquela mesma noite, a moça se arrumava para uma de suas muitas apresentações. O reflexo do espelho era bem atraente, e ela não podia evitar um sorriso que surgia em seus lábios. As curvas eram delicadamente envolvidas no vapor que começava a emanar da água quente, onde ela entrava para se banhar.

O líquido escorria por seu corpo, enquanto ela acariciava os cabelos, lavando-os de maneira minuciosa. Enquanto aproveitava o momento, um pensamento atravessava sua mente. Assim como agora, a lua brilhava alta no céu, mas sua luz não conseguia alcançar os moradores do cabaré, uma vez que se encontravam protegidos por seu teto.

Ali dentro, dois corpos jaziam na madeira fria, e em volta deles, uma diversidade de raças: Humano, tontatta e minks. O enterro consistiu em tudo, menos em enterrar verdadeiramente, uma vez que os corpos se desfizeram em cinzas naquela noite. A fumaça dançava sob a luz do luar, invadindo o olfato dos ali presentes.

A mink poderia jurar que sentiu novamente o fedor de carne queimada. Contudo, para sua sorte, era apenas o vapor de seu banho, que agora estava denso e tornava até difícil de respirar ali dentro. Ao sair do recinto, envolta em uma toalha branca e macia, o frescor a tomava. Saía altiva pelos corredores, atraindo olhares de outro funcionários do local, que ela retribuía com piscadinhas.

Uma vez em seu quarto, terminava de se arrumar com maquiagens e uma roupa provocante. Antes de sair, porém, via Thor deitado tranquilamente sobre sua cama, encarando-a com curiosidade. Ao ser chamado, o bichano se espreguiçava e logo ia de encontro com a moça, que lhe dava comida e água, além de lhe afagar. Ronronando, o animal empurrava a cabeça contra a mão de Izzy, mas tal cena era interrompida ao avistar seu amigo artista.

Ele se aproximava para agradecer e perguntar sobre sua companheira Tontatta, mas a resposta nem se fazia necessária, uma vez que a pequena aparecia atrás de Izzy.

~Yohan~



Antes de se apresentar de forma excepcional naquela noite, o artista estava um verdadeiro caco. O cheiro e gosto de vômito beiravam o insuportável, e quase o faziam vomitar novamente. Abrir os olhos jamais havia sido tão difícil, mas identificava seu quarto simples em sua própria casa.

As memórias eram fracas e borradas, mas aos poucos, com certa concentração, ele conseguia reavê-las. Dois mortos, duas minks, uma tontatta, uma vala e o cheiro de carne queimada. Além disso, vinham algumas outras informações que são melhores se deixadas em sigilo e, de qualquer forma, não conseguia saber tudo sobre elas, uma vez que os fantasmas de seu passado apareciam para lhe assombrar.

A música alta e violenta, aumentava sua dor de cabeça. Ao alcançar um objeto, percebia que tinha jogado neles uma escova de cabelo, mas o item atravessava inutilmente seus corpos, caindo no chão em seguida. Eles também ignoravam suas falas, e continuavam a cantoria estridente.

Olhando ao redor novamente, percebia que Raven não estava por ali, mas, por sorte, estava são e salvo em seu quarto. As roupas que vestia estavam fétidas e sujas de terra, sangue, e outros fluídos que não me atrevo a perguntar o que eram. Em seus bolsos, nem mesmo um tostão furado, mas a pistola estava ali, ainda suja da noite anterior.

O relógio sobre sua mesa de canto, marcava 18:30h, ou seja, o cabaré estava próximo de abrir. Com isso em mente, se erguia e trocava de roupa, pegava seus pertences e logo saía em rumo ao bordel. Chegava no local ao som de uma música pesadíssima que só ele ouvia, e fazia questão de ignorar.

Ao entrar, sentava-se diretamente no balcão do bar, onde pedia uma bebida de merda diferenciada. O homem bebia a cura para a ressaca enquanto olhava ao redor. Via Izzy no andar de cima, cuidando de sua pantera, e Ren ali por perto. Primeiro falava com a alva, agradecendo a ajuda, e depois ia de encontro a Izzy, repetindo a ação.

Nem terminava de falar direito, quando via a pequena figura de Raven por trás da perna da mink. - Tô bem... Onde "cê" tava? - Ela perguntava de maneira ríspida, imitando o modo de Yohan falar. Mas ainda assim, parecia aliviada ao vê-lo bem. - Não temos alvo novo ainda, mas podemos pedir pra alguém ficar de olho nas conversas, você sabe que sempre surge alguma coisa interessante. Mas agora vamos, temos que ir tocar.

A moça puxava a roupa de Yohan e o guiava até o palco. Em seu encalço seguiam Izzy e Thor, já se preparando para a apresentação.

~Wei~



Enquanto isso, pelas ruas labirínticas de Sirarossa, uma figura solitária caminhava. Seus cabelos escuros eram movimentados pelo vento, enquanto seus olhos aproveitavam um belíssimo sol poente. Enquanto andava, porém, sentia o peso de estar sozinho pela primeira vez em muito tempo, e é óbvio para onde devemos ir quando nos sentimos solitários: O Cabaré.

A imagem de Ren se formava quase que instantaneamente no pensamento do jovem, e era manifestada em um sorriso. Isso não durava muito, no entanto, uma vez que nem ele entendia o motivo para tal imagem. Ainda assim, decidia ir até o tal local, e começava a caminhar até lá.

Após algumas muitas voltas com rumo, mas sem direção, o espadachim enfim avistava as luzes avermelhadas que indicavam a construção. Ele entrava de maneira contida, mas avistava a figura felina dançando no palco junto com seu animal de estimação. Era inegável o talento, assim como a beleza da mink, mas Wei não estava ali para isso.

Ele seguia diretamente para uma mesa afastada, e se sentava tranquilamente por lá, sem deixar de ficar atento a seus arredores. Durante sua varredura visual, avistava aquela que tinha surgido em sua cabeça anteriormente, a gata alva. Ele a encarava, e ela parecia tê-lo visto também e, mesmo que sem convite, se aproximava da mesa.

Carregada de sarcasmo e certa intimidade, a moça já chegava pedindo permissão de uma forma quase que irrecusável. Wei já havia visto essa cena, mas não tão de perto. Por sorte, uma figura conhecida surgia ao lado. O rapaz de cabelos rosados se sentava sem cerimônia e já pedia algo para comer, ignorando completamente o climão que havia entre o espadachim e a mink.

~Seis~



Falando na figura misteriosa e recém chegada, como será que ele tinha ido parar ali? A verdade é que talvez nem ele mesmo saiba, mas ainda assim, tudo começou com uma lembrança: Ele estava perdido enquanto observava seu antigo lar ser reduzido a escombros.

Possuía sua liberdade, mas não sabia o que fazer com ela, e nem sabia se realmente a queria. De qualquer forma, era hora de dar adeus ao parceiro e seguir seu próprio caminho, seja lá onde ele o levasse. Ambos tinham pedidos estranhos que ecoavam na imensidão azul que se estendia à frente, mas, de alguma forma, se entendiam, e podiam se despedir.

Tudo isso voltava à sua mente enquanto encarava a mesma imensidão azul que havia deixado para trás. Bem... Talvez não a mesma, mas parecida. Mas deixando isso de lado, ele rumava até a cidade, deixando o porto para trás, mas não seus devaneios. Ainda pensava em Oito, e tinha a companhia tagarela dos Seis antecessores.

Os dois Seis não pareciam concordar sobre um novo plano de ação, e discutiam entre si, enquanto o atual Seis os ouvia e ponderava sobre suas falas. O que não durava muito, diga-se de passagem, uma vez que eles não se calavam, e ele mesmo precisou intervir. Com uma fala quase gritada, se manifestava, e os transeuntes o olhavam incrédulos, pensando ser com eles.

Ainda assim, ninguém se atrevia a falar nada, afinal, quem abordaria um louco? O rapaz, no entanto, não dava importância, e continuava absorto em seus próprios pensamentos, reconhecendo a validade dos argumentos expostos. E como uma luz esclarecedora, surgia o terceiro e último Seis, sensato e experiente.

Perdido e sem um objetivo, o rapaz não via mais o que poderia fazer, então a sugestão do velho Seis realmente veio a calhar. A figura da gata alva também surgia em sua cabeça, mas logo era afastada, uma vez que muita gente já morava ali dentro, e não precisamos de uma superlotação no manicômio.

Contudo, não era hora de pensar naquilo, na verdade, precisava mesmo aprender algumas coisas. Com isso, tentava se lembrar do caminho para uma biblioteca, e não demorava muito para que a encontrasse. Naquele momento, podia observar algumas patrulhas de marinheiros ali por perto, todos pareciam desmotivados e com bastante frio, mas ainda se mantinham em seus postos.

Com relação às pessoas, não haviam muitas, apenas alguns bêbados e trabalhadores andando apressados para chegarem em suas casas, a fim de se abrigarem do frio. A biblioteca já não mais estava aberta, e as luzes apagadas indicavam tal fato, mas com aquela patrulha por ali, seria difícil entrar sem ser percebido.

Se dando por vencido, o jovem resolvia rumar para o cabaré, mas manteria as informações sobre a biblioteca em mente, afinal, era um alvo em potencial. De qualquer forma, não demorava a alcançar a construção boêmia, e antes mesmo de entrar, já ouvia a música invadir seus ouvidos.

~Solomon~



O único da história que não estava no bordel, talvez pelo fato de não conhecê-lo, ou apenas por ser um rapaz de uma boa e velha família tradicional, andava também pelas ruas de Sirarossa. Mantinha uma postura altiva, imitando aquilo que já havia visto antes em criminosos.

Contudo, algo em sua feição denunciava o incômodo que sentia. A falta de dinheiro e cigarros começavam a irritá-lo, e a única opção que tinha era bolar um plano. Por sorte, sua cabeça funcionava primorosamente, e logo pensava em algo para fazer.

Um riso ecoava pelas ruas desertas e gélidas da cidade, enquanto o homem alto e moreno se dava por satisfeito. Só lhe restava encontrar uma loja, e andava sem rumo à procura de uma. Não muito tempo depois, parava em uma rua com iluminação avermelhada, onde a música reinava. Na esquina, havia uma pequena lojinha com várias bugigangas na vitrine. No vidro lia-se: "Penhores do Jorge".

- Hein?! - O homem erguia o olhar para Solomon, ouvindo o que ele tinha a dizer. - Ótimo? Meus ossos doem pelo frio, ninguém comprou nada, e estou cansado e com fome. O que tem de ótimo?

A fala ranzinza ecoava nos ouvidos do moreno, que logo percebia que não seria uma transação tão fácil assim. Seu jogo de cintura teria que ser excelente. E falando em jogo de cintura, o rapaz logo começava a andar até o balcão, fazendo toda uma cena atrapalhada antes de se apoiar na superfície.

O velho o olhava com uma das sobrancelhas erguidas, como se perguntasse internamente: "Quedjabéisso?". De qualquer forma, seu novo cliente começava a falar, realizando sua primeira cartada ao se fazer de coitado. - Grand Line...? Um pé rapado como você, conhece alguém da Grand Line? - O suposto Jorge parecia incrédulo, mas à medida que Solomon ia falando sobre as características da arma, o senhor ia ficando visivelmente mais interessado.

O rapaz nem mesmo sabia se o que estava falando era correto, mas percebia os olhos do velho acenderem uma faísca de animação, enquanto sua cabeça sacudia afirmativamente a cada nova palavra. A voz melodiosa do rapaz, unida ao seu carisma, bem como à lábia e persuasão, tornavam impossível que o dono da loja recusasse.

- Já acertou alguém?! - Após ter visto a cena do tropeço anteriormente, o velho não esperava tal fala, e ficava genuinamente embasbacado, ainda que tudo fosse apenas uma mentira muito bem contada. Para sua cartada final, uma proposta era feita, e o dono da loja era aturdido. - 500 mil?! Sem condições, eu nem tenho nada aqui que vale isso tudo.

Cruzando os braços, o homem se mantinha com um dos olhos cerrados, enquanto o outro encarava o rapaz de canto. - O que me diz de 400 mil e não falamos mais nisso? - O velho se virava para o jovem e estendia sua mão, com um sorriso quase banguela determinado no rosto.

Controle:

Considerações:

OFF:





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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qui Maio 20, 2021 10:47 pm





Legenda


Narração.
'Linguagem de Sinais'.


Post - 02



Ao entrar no cabaré, a visão que toma minha atenção, por completo diga-se de passagem, é a linda mink gato que se apresentava naquele momento… Uma bela visão, o suficiente para fazer o foco do meu olhar se demorar alguns instantes no palco, olhando certos detalhes... Mas então um sorriso autodepreciativo se instalaria em minha face, pois eu lembrava que aquela figura tinha alguma ligação bastante íntima com outra figura, tão bela quanto.

E era exatamente essa figura que eu encontrava assim que passava meu olhar pelo resto do cabaré, por um curto instante nos encaramos, alheios a outras pessoas no cabaré. E ainda que não a ficasse olhando como um idiota, afinal eu nunca faria isso, não consegui desviar meu olhos dos seus, como amantes que se encontram em meio a multidão. O problema é que nós não éramos exatamente só amantes. Um calafrio silencioso subiria pela minha espinha enquanto encarava aquela figura se aproximando logo após me enxergar, com pouco, ou quase nenhum, rodeio: Os dias em que ela era direta eram os mais perigosos, mas também os melhores.

E, de uma forma que pouco me surpreendia, ela já chegou se sentando na minha mesa. Não, claro, que eu fosse tentar impedi-la, ou desejasse fazer isso. Desviaria meu olhar de sua esbelta figura por um momento, dando outra boa olhada no público presente no cabaré. Um sorriso um pouco mais sedutor dançaria em meus lábios nesse momento, e eu viraria para novamente encarar a mink alva que se colocava a minha frente, aprendi que ela tinha certo gosto por falar, principalmente em fazer comentários sarcásticos, e eu não me importava de escutá-los, por tanto meu silêncio completo ao encará-la era um convite para deixá-la tomar as rédeas de noção interação naquela noite.

Mas, pra minha sorte, ou infelicidade, outra figura conhecida surgia ao meu lado. Os cabelos rosados e bagunçados do rapaz eram inconfundíveis, e ainda que eu o adorasse, ele talvez tivesse chegado em uma hora inoportuna, eu esbraveja em meu coração, pois a pouco eu estava sozinho e agora havia em meu lado mais pessoas do que eu desejava, e conhecendo o homem que se aproximou da minha mesa, existiam muito ainda mais personas do que eu desejava na conversa que inevitavelmente se desenrolaria.

‘Você poderia pedir para ela nós pagar uma… Ou algumas garrafas de vinho, por aquele favor que fizemos, né?’. Gesticularia para Seis, esperando que ele não estivesse imerso em nenhum debate com outras de suas personalidades para não me ver. E então voltaria a sorrir para Ren, mas dessa vez um novo motivo se ocultava em meu sorriso, talvez a mink até o descobrisse sozinha me conhecendo: Eu a convidava para tomarmos vinho juntos, supostamente, claro, por sua conta.

Mas entendam, não é como se eu quisesse me aproveitar dela. Mas infelizmente eu estava sem nenhum berrie no bolso. Na verdade, eu quase nunca tenho nenhum berrie no bolso, e talvez isso esteja conectado a eu sempre estar bebendo. E eu sempre estou bebendo, e por tanto, pouco sóbrio, o que me dificulta ganhar dinheiro… Enfim, isso era um assunto de extrema pouca importância.

‘E então, quais são as novidades?’. Gesticularia novamente para Seis, esperando que o rapaz se sentisse estimulado a começar uma conversa entre nós três e, enfim, me tirasse dos dias letárgicos em que eu me encontrava.




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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Sex Maio 21, 2021 2:10 am





Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 02




Me voltaria para o palco, tendo tido minha atenção capturada pela bela performance da minha irmã Izzy e de meu amigo Yohan. O talento deles era inegável, Izzy na dança e Yohan na música, além de claro, Thor a pantera e Raven a Tontatta. Era um grupo extremamente talentoso, e o mero ato de escutar e presenciar aquele espetáculo já era suficiente para curar um pouco da frustração que eu estava sentindo. Tudo indicava que aquela noite seria bem divertida Caso a performance atual chegue ao fim, eu levantaria e bateria palmas com muita energia, sorrindo e depois acenando na direção do grupo de artistas. Eu era uma grande fã de todos ali, nada mais justo que demonstrar minha admiração.

De volta à minha mesa. Eu já esperava que Wei tivesse aquela reação ao me encontrar, mas apesar disso, não deixava de revirar os olhos e fazer um longo suspiro. O cafajeste, como sempre, não parecia ter a menor intenção de pagar o que me devia, e como a cereja do bolo, Seis, um amigo em comum nosso, havia dado as caras no Bordel e estava junto de nós. O homem de cabelos rosados era um bom amigo meu, e eu não estava nem um pouco incomodada pela sua presença em si, mas sim pelo fato de que eu não poderia cobrar diretamente o mudinho safado sem arriscar criar um climão chato em um ambiente que deveria ser de descontração. E além disso, por mais que as vezes eu tivesse vontade de enterrar minhas garras bem no pescoço de Wei, o charme do maldito sempre era suficiente pra me desarmar, e eu continuava caindo em seus esqueminhas. Pelo menos ele era bonito, nunca que eu iria me submeter a isso se ele fosse um tiozão, um velhote, ou alguém desprovido de beleza em forma geral. Bom, caso não tenha jeito, eu posso sempre fazer ele me pagar o que deve de outras formas

- Seis! É bom ver você de novo. - Comentaria, com um sorrisinho. Além de um ótimo amigo, Seis também tinha a aparência bastante agradável, embora fosse meio maluquinho demais para o meu gosto. De qualquer forma, apesar de tudo, eu achava aquela dupla uma companhia bastante agradável, e pelo visto, eu realmente ia acabar cedendo a bebida de graça mais uma vez. “Acho que só hoje não tem problema…” Racionalizava. Então, passaria a encarar novamente a Wei. - Fica tranquilo, hoje eu não tô com cabeça pra  cobrar ninguém. - Falaria, enquanto dava de ombros. - Só tenta não exagerar, ok? - Esperaria propositalmente  uma resposta oral, sabendo que ele seria incapaz de produzir uma. - Vou tomar o seu silêncio como um sim, afinal né, quem cala consente. - Falaria cheia de sarcasmo, logo após dando uma risadinha. Já que eu não conseguia fazer Wei me pagar o que devia, pelo menos dava pra tirar uma onda com sua deficiência física. - Olha só, pelo visto a piada foi tão boa que eu te deixei sem palavras!

Caso o grupo peça comida ou bebida, aceitaria pagar e falaria diretamente ao garçom, em um tom casual: - Pode colocar na minha conta. - E então faria uma piscadinha provocante para a pessoa, na esperança de que meu charme o faça atender o pedido com mais afinco. Caso as bebidas estivessem disponíveis, tomaria alguns goles com cuidado,  tentando não me embriagar.

Caso Izzy e os outros viessem ao nosso encontro, eu os cumprimentaria com bastante energia. - Izzy, Yohan, vocês foram ótimos! - Elogiaria a performance, enquanto os oferecia uma garrafa de bebida caso haja alguma disponível. - Mas sendo um show de vocês, esse nível de qualidade já era esperado. - Falava, dando uma risadinha. Eu tentaria soar o mais tranquila e casual possível, afinal, foi junto desses dois que eu havia escondido aqueles cadáveres, além de que minha irmã apenas recentemente descobriu meu envolvimento naquele tipo de serviço. Ficaria calada olhando para baixo caso Izzy me desse uma bronca, uma expressão de culpa no rosto. Ela era minha irmã, e durante nossas vidas fez muito por mim. Talvez eu nem mesmo estivesse aqui se não fosse por ela, eu não me sentia no direito de retrucar a qualquer bronca vinda dela, afinal, eu estava escondendo segredos bem pesados há bastante tempo.

O plano de deixar Sirarossa até a poeira do meu roubo aos Barzini abaixar, era algo que já estava na minha mente há algum tempo. Mesmo assim, eu não tinha certeza se realmente colocaria o plano em ação. Talvez aquela fosse uma boa oportunidade para conseguir opiniões diferentes, já que meus companheiros mais próximos estavam presentes. - Gente, esses dias eu tava pensando numa coisa… - Falaria em um tom de leve preocupação, franzindo as sobrancelhas enquanto  brincava com uma possível taça vazia de vinho. - Acho que talvez seja uma boa eu dar um sumiço da ilha por uns tempos, pelo menos até o louco do Barzini desistir de me perseguir. - Daria leves petelecos na taça, o meu orgulho sobre ter passado a perna nele mais uma vez se manifestando em um sorrisinho. - Não quero colocar o cabaré na mira da máfia… - Voltaria minha atenção para os rostos de todos ali presentes, dando uma boa olhada em cada um. - O que vocês acham?




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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Dom Maio 23, 2021 5:45 pm





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Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 02




Izzy se arrumou para o espetáculo que iria ocorrer em breve e estava acariciando as orelhas de Thor, quando escutou uma voz atrás de si, a menina fica em alerta e assustada por alguns segundos. Ela tenta disfarçar com um pigarro, mesmo sendo o amigo, os acontecimentos da noite anterior a deixaram mais tensa do que gostaria de admitir.

- Hey, obrigado por ontem, e desculpa por te envolver nisso. Viu a Raven?

- Oi...não precisa agradecer. Sei que você teria feito o mesmo pela gente.

A garota estava se referindo a irmã, pois agora sabia dos problemas que a caçula tinha se metido. E a mink negou com a cabeça sobre a Raven, mas a Tontatta logo apareceu e nem deu tempo de cumprimentar a cantora, que já saiu arrastando o rapaz consigo. Ficando só a jovem e a pantera, Izzy olha para seu animal com carinho.

- Vamos nos aprontar também -Ela se dirige para os bastidores, enquanto escutaria Yohan e Raven fazendo sua apresentação e percebe que não tinha visto a dona do cabaré aquela noite.- Onde será que a Madame foi?

Assim que a música acabou, Izzy aplaudiu os amigos e caminhou em direção ao palco. O cenário deveria ter mudado, deixando o ambiente mais escuro e no centro do palco tinha um ganho com tecido de seda. Rapidamente a Mink escalou o tecido e deitou sobre a corda, enquanto sentia seu corpo girar no alto. Provavelmente Raven estaria cantando e Yohan, se tivesse sentindo bem, tocaria essa canção.



A Mink iria alongar seu corpo pelo tecido, deslizando de maneira sensual enquanto flutuava pelo ar e Izzy gostava da sensação de rodopiar, a fazia se sentir leve e livre. E enquanto estava pendurada, ela conseguia ser sensual e encantar seus espectadores. No final da música, Izzy olha para o além e solta a corda, caindo alguns metros, ela podia sentir a tensão do publico, mas esperava ser salva por Thor, no ultimo minuto a pantera iria aparecer e Izzy iria agarrar no pescoço do felino e com uma ultima acrobacia deslizar pelo corpo do animal e aterrissar são e salva no chão. Após os aplausos, se tivesse, Izzy iria para seu camarim ou quarto.

A Mink iria trocar de roupa, colocando seu habitual top e calça de couro, checaria se Thor estivesse com fome e sede, caso estivesse tudo bem, iriam para o salão. E avistaria Ren numa mesa com pessoas desconhecidas, seriam os mafiosos? A irmã mais velha caminha determinada até o local e receberia os cumprimentos da irmã, mas iria analisar muito bem os jovens que estavam com ela, um rapaz asiático e um homem de cabelos cor de rosa.

- Vocês são amigos da Ren?

Se alguns deles fizesse menção de ser hostil, Izzy iria os fuzilar com o olhar, já que não confiava em humanos tão facilmente. Mas se tivesse tudo bem, ela pegaria a bebida na mesa e serviria seu próprio copo, olhando ainda desconfiada. Thor, deviria estar próximo e atento aqueles dois.

-Podem me chamar de Izzy e esse aqui é o Thor.

Ela iria acariciar o animal para tranquiliza-lo. Em determinado momento, Ren diz que quer partir de Sirarossa, os instintos de Izzy ficam em alerta novamente, sua irmã estava em perigo?

- Acho que talvez seja uma boa eu dar um sumiço da ilha por uns tempos, pelo menos até o louco do Barzini desistir de me perseguir.

-Aconteceu algo? Esses mafiosos tentaram alguma coisa de novo?

Porque ela estava falando sobre isso naquela hora? Ela confiava naquelas pessoas? Eles já sabiam sobre os mafiosos? A irmã mais velha tinha muitas preocupações em mente.

- Não quero colocar o cabaré na mira da máfia…

- Você está certa, a madame não tem culpa de nada.

Ela olharia ao redor a procura da dona.




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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Qua Maio 26, 2021 6:20 pm





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Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 02



A contraproposta de 400 mil até que era satisfatória, queria aceitá-la imediatamente, mas é nesse pequeno erro que a maioria dos pilantras estragam o esquema. Aceitar qualquer quantia só revela que o objeto não vale muito. É  necessário ter calma quando o assunto é enganar.


Daria um passo para trás olhando fixamente para a arma e com a mão no queixo — 400 mil? — diria com um tom desanimado — É bem menos do que ela v...  — paro a frase na metade quando sinto algo quente escorrendo pela bochecha. Tocaria levemente no líquido com o indicador e médio, um movimento suave como o de um pintor molhando o pincel na tinta. Já sabia oque era só pela textura, ainda assim, levaria os dedos a frente dos olhos, o vermelho vivo não deixava dúvidas, sangue. Começo a perder o equilíbrio à medida que minha visão embaça. Sabendo haver algo à minha frente que posso me apoiar, jogar-me-ia ao balcão, debruçando no suporte com um braço enquanto levava o outro até o peito, apertando com força acima do coração.


Por alguns instantes, o som do ambiente se tornou confuso e indecifrável. Depois, a maldita dor surgiu com tudo, no corpo todo, mas nenhuma região era tão afetada quanto o tórax.  Se quiser  ter uma noção de como é a sensação, imagine mergulhar em um lago fervente, seria algo parecido, embora ainda falte um toque para completar a experiência, talvez receber uma explosão direto no peito… não sei. — ARGHHHHHHHHHHH — Sentia-me um idiota gemendo por algo que já me acompanhava a dez anos. Essa maldita doença tinha que surgir logo agora, claro que tinha, afinal, o'que mais estragaria a droga da minha noite. Os efeitos sumiram tão rápido quanto surgiram, e com isso, ergo meu corpo e ajeito a postura ainda meio zonzo. Arrumaria a gola da camisa social e o colete até ficar apresentável novamente. Finalizo limpando o sangue no rosto com as mãos. Olharia novamente para o atendente, a crise me fez esquecer completamente da situação em que estava. Agora que nem tudo da história é mentira, não vejo mais motivo para enrolar — 400 mil está bom. Como pode ver, preciso dos remédios — diria fuzilando o velho com o olhar, também não tem porque atuar. Entregaria a pistola, pegaria o dinheiro e sairia da loja o mais rápido possível. 


Uma vez nas ruas, apenas correria para qualquer lugar. Queria esquecer o que aconteceu, apenas sentir a cidade ao meu redor, seja através do frio noturno, do barulho das conversas ou da simplicidade de ter um chão firme. Não me entenda mal, eu até sou uma pessoa bem controlada, contudo, essas crises não são normais, elas acabam com qualquer um. É como morrer e voltar à vida, tudo ao seu redor some e por um instante, só existe uma consciência primitiva e sem pensamentos flutuando, apenas “existir”. Mas no instante seguinte... o mundo volta e você é só um idiota todo dolorido e sangrando pelos olhos. Pararia finalmente apoiando com a mão em alguma parede. Puxaria o ar com força, sentindo meus pulmões se encherem e depois esvaziarem em um ritmo intenso. “Você não pode morrer” ordenaria para mim mesmo. “Pelo menos não enquanto o mundo estiver de pé” completaria o pensamento cerrando os olhos para a cidade repleta de luzes e vida. Isso mesmo, ainda tenho que completar uma meta de vida. Preciso apenas me reestruturar e seguir o plano, nada vai me impedir de...


— DESTRUIR O MUNDO  HAHAHAHAHA—






Voltaria a caminhar, agora com um rumo definido: O Cabaré da Madame Morgana. Lá poderei conversar com Ren sobre nosso problema recente, beber uma dose ou duas, conseguir meus Ocean’s — salivo só de pensar neles —, e tenho quase certeza que hoje tem o show com pantera e espelhos. Muita coisa boa para não ir.


Se chegasse a tempo, sentaria na mesa mais próxima do palco, querendo assistir ao show de perto. Havia algo diferente na apresentação, não estava como as anteriores. Claro que ainda estava ótimo, essa artista mink nunca decepciona o público, sem dúvida o carro-chefe do cabaré. Assistiria o restante apoiando o queixo em ambas as mãos com uma expressão infantil — Simplesmente magnífico nada como a arte para encantar o coração. Aplaudiria com entusiasmo o final com o pulo na pantera. Prender atenção das pessoas é o primeiro passo para conseguir o que quer, e essa garota sabe como fazer isso.


Bom, agora só faltam os negócios. Olharia ao redor em busca de Ren. Com certeza ela estaria por aqui, afinal ela mora aqui. Isso se não tiver se mudado depois do que aconteceu com os Barzani, seria bem inteligente. Se já a encontrasse, me aproximaria com um largo sorriso e braços abertos — Onde está minha Rainha das Feras? HAHAHA — usaria um tom animado, afinal o grupo reunido parece bem triste e só podemos contar com os amigos para nos alegrar. Chamaria um garçom com um estalar de dedos — Com licença, gostaria de pedir uma rodada de bebidas para todos. Ah, e dois cigarros Ocean, não o maço inteiro, apenas dois cigarros. Entendeu? — gesticularia com a mão direita o número dois.






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Milabbh
Civil
Re: Mazushi: Por um punhado de berries Dom Jun 06, 2021 5:13 pm



Legenda


Narração.
NPC 1 Raven
NPC 3 NPC 4


Mazushi no Kaizoku



Sirarossa - Noite


~Todos Menos Solomon~


Finalmente, sob o teto do cabaré, o grupo se abrigava da noite fria da cidade. Aproveitavam a música da dupla estranha para espantar o clima soturno que insistia em tentar se esgueirar pelas janelas entreabertas. Ren, era a que mais se esforçava, e fazia uma pequena festa a cada música finalizada.

No entanto, os artistas ainda estavam longe de acabarem, e teriam que seguir sua apresentação por boa parte da noite. Izzy, por sua vez, performava com sua maestria corriqueira. Com a mudança da música, os artistas pareciam tocar algo mais sedutor e misterioso, enquanto a mink felina se agarrava aos tecidos de tal forma que mais parecia flutuar.

Os rodopios e acrobacias arrancavam suspiros do publico, que olhava hipnotizado a cena, até o momento em que a protagonista decidiu se soltar dos tecidos. Uma queda rápida, porém graciosa a envolvia, e a platéia prendia a respiração, nervosa.

De supetão, Thor corre pelo palco e pula no momento exato para que Izzy se segure em seu pescoço, e aterrise a salvo sobre seu companheiro. As pessoas, ainda extasiadas, começam aos poucos a se recuperarem, enquanto enchem o salão com palmas e assovios animados.

Ao final da performance, ela segue para seu quarto, onde troca para uma roupa menos chamativa, e só depois rumou para a mesa da irmã, que, inclusive, agora se encontrava sentada, conversando com os rapazes.

Na verdade... Será que podemos chamar de conversa? Seis parecia completamente absorto em seus pensamentos, e até falava consigo mesmo. Enquanto Wei... Bem, Wei não falava nada, e era obrigado a aturar as piadas que a mink fazia sobre sua mudez. De qualquer forma, sobre a mesa jaziam bebidas e aperitivos que a moça tinha conseguido com um garçom que era caidinho por ela, e não hesitou em lhe entregar tudo de bom grado.

Com a chegada de Izzy, porém, o clima mudava. A mink de orelhas negras parecia preocupada, e até meio arrogante frente àquelas pessoas. Já a de orelhas alvas estava animada em vê-la, e já a elogiava. Yohan, no entanto, havia ficado no palco junto com Raven, afinal, um cabaré não funciona sem música, certo?

As conversas se desenrolavam da melhor forma possível, mesmo que Wei não conseguisse devolver o cumprimento e Seis estivesse perdido em seu próprio mundo. No fim, não pareciam apresentar ameaça. Thor os olhava como se fossem algo muito estranho, e Izzy apresentava tanto ele como a si mesma.

Mas ainda assim, a irmã mais velha não esperava uma confiança tão grande naqueles dois por parte de Ren, uma vez que ela comentava casualmente sobre a máfia que a perseguia, sem medo de que eles ouvissem. A proposta era colocada sobre a mesa, e todos tinham um tempo para digerir a informação, isso é, até que a madame chegasse.

Falando nela, a moça descia elegantemente as escadas cobertas de veludo vermelho. Seu vestido roxo caía como uma cascata por cada um dos degraus, e formava um belo rastro atrás de si. A música ecoava pelo recinto, embalando a cena, e ela em breve chegaria na mesa para falar com suas meninas.

~Solomon~


O rapaz tinha toda a situação sob controle e planejada. Sabia que a barganha não seria tão fácil, mas estava preparado para conseguir um bom preço. No entanto, assim como em outras ocasiões, seu corpo o traiu.

O líquido carmesim que descia por seu rosto indicava o que estava por vir, e assim foi. Uma dor lascerante cortou seu peito, e ele o agarrou como se pudesse detê-la. Escorado sobre o balcão, ouvia apenas o som abafado daquilo que parecia ser uma voz, e um toque frio em seu ombro.

- rapaz... oi?... ei, você!... Tudo bem? - A última fala podia ser ouvida, mesmo que à distância e, ao passo que os arredores ficavam mais claros, os sintomas desapareciam. Solomon então erguia o olhar, ainda meio tonto pela dor, e encontrava o velho o encarando preocupado.

Sua resposta era rápida, e ele se afastava recuperando a pose de antes, e já finalizando o acordo. - Sim... Imagino que sim. Bem, aqui está, boa sorte rapaz. -  O velho entregava a quantia e recebia em troca o revolver, guradando-o imediatamente em uma caixa de madeira.

De qualquer forma, saía rapidamente do local, e o frio noturno envolvia seu corpo, quase que instantaneamente arrepiando os pelos de sua nuca. O vapor que deixava seus lábios denunciava que a temperatura estava bem baixa, e que não seria bom passar a noite ao relento. No entanto, ele tinha um plano.

Escorado em uma parede de pedra fria, ele repassava o que ainda tinha que fazer nos próximos dias, mas tudo começava com um local: O Cabaré da Madame Morgana. Ele logo se guiava pelas luzes vermelhas que havia visto antes, e chegava em pouco tempo em seu destino.

Uma vez lá dentro, ele se ambientava e percebia que era o final da apresentação de Izzy, em que ela rodopiava, para só então se soltar e ser pega por Thor. Solomon, assim como o resto da plateia, parecia encantado com o número, e assistia sem piscar.

Quando percebeu que havia terminado, seguia Izzy com o olhar, e via que ela parava na mesa em que Ren estava. Com isso, ele também se aproximava dali e, no caminho, encontrava um garçom e pedia bebidas e 2 cigarros. O homem concordava com a cabeça e se retirava, deixando Solomon a alguns passos da mesa em que todos conversavam.

Pelo canto de seu olho, porém, via uma outra figura se aproximar. Ela trajava um vestido roxo, e parecia andar com altivez e elegância, enquanto se dirigia até a mesa com as minks.

Controle:

Considerações:






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Terry
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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Seg Jun 07, 2021 10:49 pm





Legenda


Narração.
"Pensamentos".
-Falas.


Post - 03




A noite no cabaré continuava bastante animada. Yohan continuava sua apresentação musical enquanto eu tinha minha conversinha com o pessoal da mesa. Izzy havia vindo nos cumprimentar e perguntou sobre o negócio da máfia. Bom, eu tinha um certo receio sobre como ela poderia reagir aquela informação… mas não tinha sentido em querer esconder aquilo por mais tempo. Era hora de abrir o jogo, afinal, não tinha utilidade guardar esse tipo de segredo das pessoas próximas a mim.

Tomaria um belo gole de bebida antes de começar a falar, ao terminar, suspirava fundo. - Bom… pra resumir a situação. - Reviraria os olhos ao falar. - Algumas "atividades" recentes minhas acabaram irritando muito o chefão da família Barzini, e agora, eles querem me capturar. - Explicaria, de cara lavada, já esperando alguma reação negativa vinda do pessoal. - Não sei se eu continuar em Sirarossa como se nada tivesse acontecido seria uma boa ideia.

Caso perceba a madame Morgana se aproximando, imediatamente pararia de falar disso e mudaria o assunto. Faria uma expressão de alegria e acenaria amistosamente com a mão esquerda para a mulher. - Oiii! - Cumprimentaria, com um sorriso. - A noite aqui está maravilhosa como sempre, senhora. - Elogiaria, buscando mudar o rumo da conversa e torcendo para que meus colegas entendessem o recado.

Se por acaso percebesse a aproximação de Solomon, também acenaria para o próprio vir até a minha mesa. Apesar dele ser uma pessoa bem misteriosa de quem eu não sei muito, ele me ajudou a escapar dos Barzini, então eu tinha uma grande dívida para com ele. Sem falar de que ele é um homem extremamente carismático, eu achava bem difícil ir contra alguma opinião ou sugestão vinda dele. Talvez a presença de Solomon fosse justamente o que eu precisava para sair da sinuca de bico onde eu me encontrava. - Solomon! - Cumprimentaria, caso ele se dirija até minha mesa. - Vem cá, senta com a gente. - Sugeriria ao pessoal, com uma certa animação no meu tom de voz.

- Pra quem não conhece, esse aí é o Solomon. - Apresentaria ele para o pessoal. - Ele me ajudou bastante recentemente. - Concluiria, sem dar mais detalhes do que o necessário. Por enquanto, continuaria na mesa conversando e bebendo com o pessoal.




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Re: Mazushi: Por um punhado de berries Ter Jun 08, 2021 11:31 pm





Legenda


Narração.
'Linguagem de Sinais'.


Post - 03



Não que eu me ofendesse com as piadas da pequena gatinha, afinal, mesmo naquela época, eu já era muito maduro, mas o ato dela tentar me ofender era realmente absurdo… Tá, talvez eu tivesse me ofendido. Mediante o silêncio do meu atual melhor amigo, e os ataques a minha moral da pessoa que eu mais tinha gostada naquela ilha até o momento, decidi apenas fingir dar uma risada carregada de ironia, o que era um cena geralmente incomoda para os outros, pois por mais que minha expressão e movimentos da boca representassem o de uma risada bastante carregada de sarcasmo, e por isso, realmente expressiva, não emitiria nenhum som.

Após observar a reação de Ren, pegaria qualquer tipo de vinho que tivesse na mesa, serviria um copo para mim e o beberia por completo com apenas um gole. Se não tivesse sido posto copos, então tomaria no gargalo, e nesse caso, sem cerimônias, tomaria metade do conteúdo da garrafa. Se não tivesse vinho, me serviria e tomaria um gole da bebida que tivesse, então olharia para Ren, e se necessário chamaria sua atenção pousando minha mão sobre a sua e fazendo uma leve carícia, antes de retirá-la, para então fazer um gesto de que a bebida me dava vontade de vomitar e indicaria algum lugar que tivesse vinho, esperando que ela pedisse para ser servido vinho, afinal ela sabia que era minha bebida favorita desde que nós conhecemos. De uma forma ou outra, viraria o resto da bebida no copo e sorriria carinhosamente para a mink.

Comprimentaria a apresentação da outra mink que se aproximava com um aceno, talvez ela achasse o meu comprimento pouco educado, mas ela visse o que a irmã dela estava me falando até agora… Sim, eu estava ofendido. Continuaria a beber após as devidas apresentações da mink de pelagem escura, idealmente gostaria de estar bebendo vinho nesse momento, mas se não o tivesse na mesa, bebaria aquilo que estivesse à minha disposição. Após a fala de Ren sobre sua situação atual, rapidamente faria uma cara de preocupado e chutaria Seis por debaixo da mesa. Talvez tão ação pudesse fazer alguém pensar que eu estava realmente com medo dos Barzani ou da máfia em si, mas na verdade meu medo era outro: “Diga pra ela que não podemos ir pra Derlund em hipótese alguma, qualquer outro lugar a gente acompanha ela”. Gesticularia para Seis.

Mas a minha atenção logo era atraída por outra figura, meu coração parecia pular uma batida quando eu a via, mas então minha visão capturaria a figura de Ren no canto dos meus olhos, e essa figura alva fazia estranhamente com que o encanto da deslumbrante mulher que descia as escadas sumisse rapidamente. Eu acenaria de forma respeitosa para a figura da mulher quando ela se aproximasse da nossa mesa, afinal eu sabia a sua identidade ali, mas então assumiria que ela não tem nenhum assunto comigo e nem eu com ela, por tanto, voltaria minha atenção às bebidas na mesa.

Se por acaso eu notasse, ou fosse chamado a atenção para a outro figura que se aproximava, passaria meu olhos em um rápido relance por ele antes de desviá-los, mas então um lampejo de clareza me faria voltar a encará-lo profundamente, olho no olho, e como se eu voltasse a muitos anos, teria uma sensação que só uma pessoa tinha me dado até aquele dia, e só uma pessoa poderia me fazer ter aquela sensação por minha vida toda.




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Última edição por Liezi em Sab Jun 19, 2021 2:50 pm, editado 1 vez(es)