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Voice of the Soul Seg 10 Maio 2021 - 22:06
Voice of the Soul

Aqui ocorrerá a aventura dos(a) Marinheiros Eric Flamesguard e Annabelle Petit Barozzi. A qual não possui narrador definido.

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Re: Voice of the Soul Qui 13 Maio 2021 - 20:27




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- Annie-


Ж

Parecia ser uma rotina, sair do meu quarto no meio da noite e ir até ao de Eric. Fazer nossa batida secreta e entrar no quarto para dormir juntos. Ainda não tínhamos contado para o senhor Flamesgard sobre o nosso relacionamento mas, sinceramente? Meio que foda-se. Ele quase não estava naquela casa, parecia que ter uma patente alta na marinha impedia a possibilidade de passar tempo com a família. Demorei muito tempo para perceber a razão da minha família ser tão humilde, mas assim que conheci o senhor Flamesguard consegui perceber tudo.

Não entendam errado, nunca fui uma pessoa de querer dinheiro ou riquezas. Na realidade, por muito tempo na minha vida, eu não sabia nem se queria alguma coisa. Apenas existia, isolada no meu canto e longe de todos, uma aberração que ficaria melhor sozinha para sempre, apenas com a sua única amiga. - Ain... Que fofo amiga! Assim fico sem graça. - olhava para teto, deitada no peito de Eric enquanto Lilith parecia querer atenção. - Taradona você, hein? Ficando ai assistindo a gente. - respondi mentalmente para ela. O sorriso bobo dela e aquele calor que emanava do corpo de Eric eram o suficiente para eu me sentir bem. Queria ficar assim para sempre. Querida. Amada. Respeitada. Mas a porra da vida de adulta não deixava, trabalho havia a ser feito, papéis a arrumar e cartazes para pendurar. - Desperdiçando uma das melhores cientistas que o mundo já viu… Tsc… Bando de otário.

Olhava para Eric, verificando se ele já estava acordado - O Cinderelo já acordou? - disse assim que ele pareceu estar acordado. - Vocês vão atrasar assim, Annie. Sem tempo para namorar! - os meus dois olhos azuis olhavam para o meu princeso enquanto o vermelho lançava um olhar para Lilith apontando para as roupas. - Vamos? - daria um beijo rápido nele, puxando para fora da cama. Procurando pelas minhas roupas de marinheira, vestiria elas rapidamente - Quando que você disse que o seu pai voltava? - perguntaria tentando colocar as botas. Gritaria sussurrando assim que terminasse de calçar a bota - Newton! Psss. Vem na mamãe! - olharia em volta - ‘Cê viu ele?

Assim que o meu querido furãozinho aparecesse eu deixaria ele entrar na manga do meu braço como de costume. Aproximar-me-ia da porta, mas antes de sair olharia para Eric e me lançaria nele. Abraçando com força, sentindo o seu cheiro e quase que pedindo desculpas por talvez não ser a melhor a demonstrar afeto em público. - Você sabe que não é proibido dizer aquela palavra né? - Lilith parecia quase ter um tom maternal e apaziguador, me dando forças para falar - Eu… E-eu… - encostaria o meu rosto vermelho no peito dele para que ele não visse o meu rosto corado. Olharia para ele quando parecia que eu ia conseguir finalmente falar olharia- Eu amo chocolate. - ficaria em silêncio por alguns segundos enquanto eu e Lilith soltava um - Quê? - mentalmente. - Fique sabendo que eu gosto de chocolates. Só isso. Espero que compreenda a mensagem, entendeu? - completaria tentando ter um ar sério no rosto e indo logo até a porta.

Abriria ela rapidamente e, saindo por ela a grande velocidade, completaria - Espero você lá embaixo, seu cabeça de Ferrero Rocher! - sairia correndo até ao meu quarto. Nem sabia direito que horas eram, talvez Lilith tivesse dito que eu tava atrasada só por pura diversão. Maldita cabrita, um dia ela me paga. Começaria a revirar o meu quarto procurando uma escova para arrumar meu cabelo, escondendo o olho rubro com uma franja. Assim que estivesse pronta, iria até a cozinha para pegar em uma ou duas peças de frutas e correr até à porta, esperando Eric.


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Re: Voice of the Soul Qui 13 Maio 2021 - 22:54

Voice of the Soul
Poder ter a oportunidade de acordar e a primeira coisa a se ver ser uma verdadeira princesa era um privilégio que poucos homens tinham. Eu, por sorte do destino tinha sido um dos homens agraciados por Deus e desde cedo eu havia encontrado a mulher que eu amava mais que tudo. Faz tempo que Annie veio a morar comigo, claro, havia sido por um motivo terrível diga-se de passagem, porem, desde pequeno eu havia me interessado na pessoa brilhante que ela é. Mesmo naquela época eu sabia que deveria, ainda que fosse difícil, sempre ajuda-la a se sentir melhor, se sentir amada e especial, coisas que realmente ela é, e a maioria das pessoas não conseguem enxergar... pode-se dizer que minha Annie é um gênio incompreendido, mas, que eu tenho certeza que ela pode alcançar o seu sonho e eu farei de tudo para apoia-la.

As vindas de Annie ao meu quarto ficarão tão frequentes de uns tempos para cá que eu nem mesmo conseguia relaxar de ansiedade pelas batidas em minha porta para poder vê-la. Ainda não havia falado com meu pai sobre como eu me sentia, mas, provavelmente ele ficará sabendo quando vier para cá mais uma vez, afinal, eu não tenho vergonha alguma de admitir que estou apaixonado por Annie, muito pelo contrário, me sinto privilegiado por causa disso. No entanto, isso pode ferir o orgulho do velho, afinal, ele já falhou uma missão por causa de estar perdido por amor e se sente envergonhado por causa disso... como se a Marinha fosse mais importante que seu sentimentos, né, Capitão Flamesguard?

O meu despertar era sereno, claro, não queria ter que levantar naquela hora, ansiando poder ficar mais algum tempo junto de minha princesa nerd. - Nada melhor que ser acordado por você, minha nerd! - fixava meus olhos nos dela, observando o que parecia ser dois poços de águas azuis e cristalinas, logo após olhando para o seu terceiro olho, com uma forte cor de vermelho-rubi. Comecei a encher o seu Annie de beijos, em suas bochechas macias, incitando ela a dar o passo adiante. Quando finalmente recebia minha recompensa, por pouco tempo eu pude aproveitar. Juntamente do sabor doce dos lábios de Annie, ficava um gostinho de quero mais em mim. - Mas já? Eu queria mais... mas, tudo bem. Hora de ir. - eu a respondia, fazendo um rosto de cachorrinho carente enquanto me levantava. Apesar disso, eu não podia julgar Annie por terminar o beijo logo. Se fosse pelo meu gosto, ficaríamos 24 horas por dia nos beijando. Comecei a vestir meu uniforme, ainda que preferisse minhas vestimentas brancas e leves, uma hora eu teria que me acostumar com o uniforme da Marinha. Pelo menos a braçadeira eu conseguia manter, já que a camisa era sem manga. - Bom, ele disse que voltará assim que tiver uma folga. Duvido muito, no entanto. O Capitão Flamesguard é bastante requisitado e importante. - eu respondia Annie, com um tom sarcástico ao se referir ao meu pai. - Newton! Cadê você, espertinho? - eu chamava pelo furão, olhando para os cantos do quarto em sua procura. - Não vi ele não, princesa. Deve tá brincando por aí. - eu respondia Annie.

Terminaria então de me arrumar e logo em seguida, arrumaria a minha cama e dobraria os lençóis, organizando os travesseiros de forma perfeita. Pode-se dizer que eu tinha uma pequena mania de organização e ver algo desarrumado era tão incômodo para mim quando o barulho de um garfo sendo riscado em um prato. Ao ser subitamente abraçado pro Annie, eu retribuiria o favor, abraçando-a de volta e sentindo seu calor e seu cheiro, a fragrância mais fina de todas. Ela parecia querer dizer alguma coisa e eu esperava ansioso pelo que ela tinha a dizer.- Pode falar, minha princesa. - eu diria, curioso pelo que vinha a seguir, observando seu rosto fofo e corado. Sua resposta não era tão direta, mas, eu sabia muito bem o que ela significava. - E eu amo Annabelle Petit Barozzi. - a beijaria no rosto, baixando minha mão até encostar em seu bumbum, dando uma apertadinha. - Com certeza é mais gostosa que chocolate, tzahahahaha! - eu gargalharia, logo em seguida indo até o banheiro, para pentear meus cabelos em frente ao espelho. - Vou só dar uma caprichada aqui no cabelo e já tô descendo.

Arrumaria meus cabelos, colocando minha pulseira no meu pulso esquerdo, indo em direção de meu armário em busca do meu arco, meu velho companheiro Stryder. Colocaria ele em minhas costas, passando a corda pelo meu torso para apoio e apoiaria a aljava de flechas em meu cinto, deixando-a em minha anca direita. Após isso, desceria as escadas, indo até a cozinha em busca de alguma fruta para comer. Precisava do combustível para começar o dia. Assim que encontra-se Annie, ainda que com um sorriso no rosto, faria uma pergunta bem séria para ela. - E seus remédios? Você já tomou? Precisa comprar mais? - perguntaria e seguiria junto de Annie, seja para comprar remédios para ela numa farmácia mais próxima ou ir direto para o Quartel da Marinha.


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Re: Voice of the Soul Sex 14 Maio 2021 - 12:35
Narração - Voice of The Soul
Localização: Média Shells Town
Período do dia: Manhã


O procedimento quase que mecânico, a esta altura, se repetia novamente na noite anterior à manhã em que nossa história começa. Anabelle se espreitava pelos corredores luxuosos da casa dos Flamesguards, não que isso fosse necessário, claro, afinal, o patriarca quase nunca era visto entre as paredes de seu pequeno império.

De qualquer forma, os pombinhos se encontravam em suposto segredo todas as noites, para dormirem abrigados por um abraço carinhoso. Contudo, o sono não era a única coisa que pairava no ambiente noturno daquele quarto. Com ele havia também Lilith, que agia mais como uma Voyeur inspiradora na situação. Além dos sentimentos incompreendidos de um jovem romântico, que não entendia as prioridades do pai.

No entanto, mesmo envoltos em seus pensamentos, ambos adormeciam, e só despertavam com a luz cálida dos primeiros raios solares da manhã. A cor dourada invadia o recinto por entre uma pequena brecha do tecido espesso da cortina, e banhava os rostos do casal antes adormecido.

Voice of the Soul Original

Ambos abriam seus olhos lentamente, e se encaravam com ternura, enquanto proferiam seus respectivos cumprimentos matinais. Não demorava muito até que eles estivessem novamente unidos em um beijo que, para a infelicidade dos leitores e de nosso querido Eric, era interrompido por uma cientista levemente ansiosa. A moça puxava seu tão chamado "princeso" da cama, e procurava por seu bichinho.

Lilith, que agora encarava a parte externa da casa pela frestinha da cortina, virava em seus calcanhares e, com um sorriso brincalhão, apontava para o armário. Nele, pendendo de uma gaveta entreaberta, jazia o pequeno furão, dormindo serenamente. Ao ouvir os chamados de sua dona, porém, o animalzinho logo despertava, se espreguiçando e correndo até ela, acomodando-se na manga do uniforme de Anabelle.

Uma vez prontos para sair, a moça rumava até a porta, enquanto que seu amado era deixado arrumando a cama de maneira impecável, fato esse que lhe dava uma sensação sublime de dever cumprido. Contudo, seu momento de plenitude era brevemente interrompido, o que poderia ser bem frustrante, se protagonizado por outra pessoa.

Anabelle se jogava sobre Eric, enlaçando seus braços no pescoço do rapaz. Os amantes se mantinham em um abraço apertado, enquanto inalavam os inebriantes perfumes que exalavam dos corpos um do outro. As palavras que deixavam os lábios da cientista soavam como música para os ouvidos do médico, ainda que fosse em um tom hesitante.

Lilith era como um pequeno diabinho no ombro da moça, a incitando a fazer o que realmente queria, pelo menos em seu âmago. Contudo, a coragem lhe faltava, e o que conseguia expressar era apenas seu amor por chocolates. Fala essa, porém, que se ouvida por um fluente em Anabellês, seria facilmente interpretada como uma demonstração romântica, que era prontamente retribuída com beijos e carícias mais ousadas.

A cena parecia ter deixado a pobre moça sem palavras, já que saía apressada do quarto, enquanto anunciava seu novo destino, deixando Eric novamente para trás. Lilith, por sua vez, seguia a moça enquanto suspirava profundamente. - Aiai, você não tem jeito... Ainda bem que ele te entende! - A cabrita agora sorria de forma alegre, e acompanhava sua criadora até seu quarto.

Voice of the Soul Ariel-cuidando-cabelo

Uma vez lá, a ruiva encontrava uma escova, e a passava rapidamente por seus cabelos fogosos, para só então ir até a cozinha. Enquanto isso, no quarto anterior, Eric alinhava seus próprios fios em frente ao espelho, e colocava seus acessórios, inclusive seu arco, que ficava na gaveta que Newton havia usado de cama.

O rapaz se encontrava com a moça na cozinha, e ambos recolhiam frutas para comer, então saíam pelas ruas de Shells Town. Seu objetivo era o Quartel General, contudo, Eric levantava um ponto importante, os remédios. Por sorte, no caminho havia uma farmácia, mas o relógio já indicava um atraso por parte deles e já até podiam ver o imponente prédio da marinha a poucos metros de distância.

Controle
*Anabelle
Ferimentos:
Ganhos:
Perdas:

*Eric:
Ferimentos:
Ganhos:
Perdas:

ConsideraçõesOFF: Olá nerds que navegam na internet e nos mares de Auburu RPG! (Que saudadezinha de falar isso) Vim aqui para dar boas vindas à sua nova aventura. Dito isso, espero que vocês se divirtam e criem novas memórias incríveis por aqui. Bom... Então vamo nessa :3
Ahhh, antes que eu me esqueça: Qualquer dúvida, dica, sugestão ou só vontade de desabafar memo, chama no disco!

Lilith
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emme



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Re: Voice of the Soul Sex 14 Maio 2021 - 14:07





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- Annie-


Ж


Às vezes eu me questionava como que o universo podia ter um sentido de humor tão sádico. Me fazendo perder pessoas importantes para mim, sofrer por algum tempo para depois ser salva e conhecer aquele que talvez seja o meu anjo da guarda. Tive sorte em ter alguém que sente por mim o mesmo que eu sinto por ele, talvez ele possa até mesmo sentir algo a mais. Quando tudo parecia estar correndo bem, quando a minha vida parecia estar indo bem tudo começava a desabar novamente, felizmente existia Lilith para me dar uma paz espiritual e Eric para uma paz física - Ainda bem que ele não é o único que me entende. - respondia para a cabrita enquanto escovava meus cabelos. Ainda assim, ter aquela doença rara era algo que me desanimava, mesmo que eu fosse forte fisicamente ainda era frágil - Doença do caralho. - suspirava escovando os meus cabelos. - Pelo menos eu tenho vocês. Né Newtonzinho? Coisa linda, fofis da mamis! - disse fazendo carinho no furão.

Lilith era uma grande amiga, se não fosse por ela eu nunca teria tido coragem para confessar os meus sentimentos para Eric - Você nunca se apaixonou por ninguém, Lily? - perguntava enquanto pegava uma maçã verde e colocava no bolso. Era obvio que eric gostava de mim, tanto que ele se certificava de que eu tomava os meus remédios - Ah… Merda… - não queria admitir, mas eu havia esquecido de comprar a nova caixa de remédios - Ér… Uhm… Eu comprei pô... Mês passado...   - dizia coçando a nuca enquanto andava lado a lado do loiro. Ele muito provavelmente não ficaria bravo comigo, mesmo que ficasse eu adorava ver ele bravinho, tão fofo e bonitinho - Se bem que ele nunca fica bravo de verdade comigo. Mesmo quando está bravinho ele se preocupa comigo. - deixaria Newton tirar a cabecinha dele pela minha gola para que ele pegasse ar fresco, fazendo carinho nele enquanto soltava um pequeno sorriso pensando em Eric fazendo a carinha de bravinho dele. - Ok, foda-se eu admito. Cansei de tomar essa merda. Eu sinto que já to forte para não tomar eles. Criei imunidade. Se liga. - levantaria o braço direito e flexionaria ele, fazendo músculo.

Às vezes parecia ser muito pedir para que a minha vida fosse normal por um segundo, mesmo sendo acolhida por um senhor rico da marinha, eu conseguia a proeza de não ter dinheiro quando era necessário, mas eu me sentia meio culpada mentindo para Eric. Sabia que Lilith não demoraria muito para me atormentar com a mentira então abria logo o jogo suspirando - A verdade é que eu não tenho dinheiro para os remédios, mas tudo bem. Se liga só. - sacaria a minha adaga e começaria a brincar com ela, passando pelos meus dedos e rodando ela - Você tem o seu arco, acho que tenho direito a ter um brinquedo para mim também. - olharia para a cintura dele por breves instantes - Um brinquedo além desse, Annabelle... - pegaria na minha carteira e mostraria o meu dinheiro para Eric - Estou esperando o salário cair para comprar os remédios.  De momento apenas tenho... Ora... 125.000 berries. - Guardaria a carteira - Quando cair o salário eu compro o remédio, prometo. - me aproximaria dele, segurando a mão dele para que se sentisse mais confortável. Procuraria Lilith com os meus olhos - Tu podia ter me lembrado também, né? - voltaria a olhar para o loiro, escutando as suas palavras e acabando por ceder à sua escolha - Ok... Eu aceito o seu dinehiro, tu tem quanto? - guardaria a adaga e coçaria o braço. - Maldita doença do caralho. Um dia ainda vou superar você com a minha mente brilhante.

Eu gostava de ser cuidada e tratada por Eric, mas eu não podia deixar ele vender o seu arco pela minha má gestão do dinheiro. A preocupação de Eric comigo me fazia sentir feliz e especial, embora que às vezes, gostaria que ele esquecesse por um segundo da minha doença - A gente vai conseguir dinheiro, Eric, não se preocupe. - após segurar a mão dele de volta por alguns instantes, eu largaria ela lentamente Mas nem fudendo que eu vou deixar você vender seu arco. - respondi guardando a minha carteira e recusando a alternativa de vender o seu arco - Tenho a certeza que a gente arruma forma de pegar os remédios. Vamos logo para o trabalho. - suspiraria - Você sabe como as pessoas gostam de implicar com o filho de um capitão. - Assim que a gente chegasse ao QG, eu bateria continência para quem Eric batesse, mas eu não falaria nada. - Fazer essa palhaçada todo o dia cansa demais. Perda de tempo. - Quando Eric falasse sobre a enfermaria comigo eu sorriria para ele - Seu coração é muito lindo, amor. Além do seu rosto, cabelo e voz. Mas eu prefiro deixar os remédios da marinha para quem realmente precisa.


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Última edição por Skÿller em Sab 15 Maio 2021 - 21:24, editado 2 vez(es)

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Re: Voice of the Soul Sex 14 Maio 2021 - 23:44






Voice of The Soul

O sol havia raiado e nós tínhamos acordados um pouco desleixados para o trabalho e apesar de estar na hora de irmos para o Quartel General, eu tinha que me certificar de que minha princesa tinha tomado os remédios para sua doença maldita. As vezes, a vida parece uma comédia de humor negro; como se perder o pai logo em sua infância, Annie ainda tinha que carregar o fardo que era possuir uma doença extremamente rara e até agora incurável. Mas, ela é bem forte e não se dá por vencida por causa disso e eu tenho certeza que eu conseguirei descobrir uma cura para ela; afinal, essa condição de Annie que me fez seguir a carreira de médico e dessa forma eu consigo ajudar outras pessoas também.

No entanto, parecia que minha princesa havia esquecido de comprar uma nova caixa de remédio, o que não era nada bom, o que eu menos queria era que ele sofresse com os sintomas de sua doença, ainda mais fora de casa e no meio de uma missão. Toda vez que Annie fica mal eu sinto que vou enfartar também, apesar de ser uma pessoa saudável. Minha princesa tem que pensar mais nela... na realidade eu acho que eu não estou sendo atencioso o suficiente. - Me desculpa princesa, mas, eu não tenho muito dinheiro. No entanto eu posso lhe entregar, se precisar. - logo eu fiquei nervoso, ao saber que ela não tinha o seus remédios. Nunca se sabia muito bem quando a saúde de Annie podia piorar, então a melhor coisa que eu podíamos fazer era nos precaver. - Aqui, pegue. Isso dá? Por favor, aceite princesa. - Desembolsei os meus berries, entregando tudo que eu tinha. - Se precisar eu posso tentar vender o arco. Mesmo ele estando velho, ele deve valer algum dinheirinho. - sorria para Annie, ainda que meio nervoso. Um arco velho eu consigo arranjar numa boa, agora uma mulher dessa? É edição limitada.

Apesar de minha euforia e preocupação, Annie parecia estar bem mais tranquila, as vezes eu tenho a impressão que ela não levava a sua doença tão a sério, ou talvez não queria me deixar eu preocupado... bom, isso nunca colava comigo, apesar que minha princesa parecia não perceber isso, servindo apenas para eu ficar ainda mais pilhado com tudo. - Annie... - eu via ela brincar com a adaga que ela havia comprado. Mesmo que eu quisesse dar algum sermão nela naquele momento, fazer isso era impossível, eu não conseguia ficar realmente brabo com a minha nerd. Seu jeito quando queria dar uma desculpa esfarrapada para mim era fofo e conseguia sempre me arrancar um sorriso. - As vezes eu acho que eu pego leve demais com você, sabia? - disse sorrindo, enquanto vislumbrava os olhos azuis de Annie e segurava gentilmente a sua mão. - Eu só espero que a gente consiga dinheiro rápido, de preferência antes de suas crises. - puxava Annie para perto de mim, abraçando-a. Era nessas horas que eu me sentia mais incapaz, impotente frente a doença dela. Me dói saber que eu ainda não consigo fazer muita coisa para poder ajuda-la, eu ainda tinha que aprender muitas coisas para poder realmente ser efetivo contra tal doença. - Vamos, princesa. Precisamos fazer logo o nosso trabalho caso a gente queira ganhar o dinheiro de seus remédios. - ainda segurando a mão de Annie, eu a puxava para a direção do Quartel General. Se eu perder Annie, eu simplesmente não sei o que será de mim. Então eu tenho que zelar por ela da melhor forma possível, todo esforço é necessário contra esse grande obstáculo.

Chegando no Quartel da Marinha, logo procuraria algum de meus superiores para pode encontrar alguma missão para poder realizar. Durante todo o meu tempo na organização eu ainda não havia realmente feito uma missão de campo, como o combate de criminosos, escoltas ou investigações. Claro, eu já havia tido meu treinamento de combate, mas, era muito diferente da coisa real. Isso também se devia ao fator do costume de Shells Town ser considerada como um "campo de treinamento" para ilhas mais necessitadas de uma ação da Marinha. Não que isso seja ruim, afinal só demonstra a eficácia de nossa Marinha aqui na ilha. A melhor pessoa com quem eu poderia falar, era com a capitã Linda Houser, nunca tive a chance de ter uma real conversa com ela, porém, ela parecia não ser uma daquelas pessoas que tem um nariz empinado apenas por ter um cargo maior na Marinha.

Procuraria primeiramente por ela, no entanto, caso achasse um outro superior não tinha problema. Usaria os diferentes uniformes de cada patente pra identificar quem possuía uma patente mais alta. - Bom dia, soldado Eric Flamesguard se apresentando. - bateria continência, formalidade comum da Marinha, apesar de achar uma coisa bastante chata, o que fazia me lembrar de meu pai toda hora que eu o fazia. - Senhor(a), gostaria de saber se tem alguma tarefa ou missão para ser realizada. - olharia então para Annie, esperando que ela se apresentasse também. Então esperaria as respostas e instruções de meu superior com bastante atenção. Só espero que seja algo rápido para se resolver, afinal, estamos correndo contra o tempo no momento. - Se alguém precisar de ajuda na enfermaria, eu posso auxiliar também, senhor(a). - após isso, caso não fosse me dado alguma missão, traria Annie pela mão para um canto um pouco mais isolado. - Ei princesa, a gente pode ver se na enfermaria não tem algum remédio que possa ajudar, que tal? - diria esperançoso, olhando para o rosto de Annie com um sorriso.



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Re: Voice of the Soul Seg 17 Maio 2021 - 15:05
Narração - Voice of The Soul
Localização: QG G-153
Período do dia: Manhã

Na cozinha, Annie ainda ponderava sobre a conversa de antes, e enquanto pegava sua maçã, decidia tocar em um ponto novo com Lilith, afinal, a cabrita vivia lhe incentivando e dando conselhos, mas ainda não sabia sobre seu possível passado.

- Ahh, eu? Já sim... Ele foi o amor da minha vida e vivemos tantas aventuras incríveis juntos que consigo lembrar de todos os detalhes. Eu até me casei... - O rosto de Lilith apresentava uma mistura de saudosismo e tristeza, mas ela logo sacudia a cabeça e encarava Annie. - Mas isso é passado. Agora estou aqui para te ajudar! Inclusive, você esqueceu seus remédios?!

A fala da cabrita, associada ao pensamento sobre Eric aturdiam a cientista. Sim, ela havia esquecido os remédios, e o pior, estava sem dinheiro para comprá-los. O loiro, por sua vez, estava perdido em seus pensamentos sobre a triste vida de sua amada. Mentalidade essa que o fazia lembrar do motivo de protegê-la com tanto afinco.

Ao ouvir a fala de sua princesa falida, começava a se preocupar, afinal, como ela ficaria bem sem seus medicamentos? Annie insistia de que nem precisava mais deles, e ainda torcia para arrancar uma expressão irritada de Eric, na esperança de admirar seu fofíssimo rosto lívido. Mas, para seu descontentamento, o rapaz não conseguia sentir tal emoção pela moça.

Muito pelo contrário, inclusive, uma vez que oferecia seu dinheiro e até mesmo seu arco para que pudessem comprar o tal medicamento. Newton estava com a cabecinha para fora, e alternava o olhar entre o casal, à medida que conversavam. Já Lilith se mantinha parada com as mãos ao lado do rosto e uma expressão de "isso é tão fofo".

- Ai Annie, ele é tão fofo, né? Até venderia o arco por você... - Contudo, a cena era interrompida pela cientista que encarava o cinto de Eric. - Mas você é uma pedreira mesmo! - A mink imaginária levava a mão até sua testa, balançando a cabeça negativamente, como se estivesse decepcionada.

De qualquer forma, a moça continuava tentando provar sua saúde e, para isso, até fazia truques com sua adaga. Eric com seu jeito cavalheiresco e gentil, tomava a mão livre de sua amada. Em meio à um sorriso, ele falava sua pretensão: Precisavam de dinheiro. Apesar de Eric ter dado uma parte de suas economias para Annie, ainda não era o suficiente. A cientista até aproveitava para repreender a cabrita discretamente.

- E-Eu?! Você ouviu isso Newton? Por quê não lembrou a gente? - O animalzinho parecia não dar bola, e agora encarava sua dona, que olhava fixamente os olhos de Eric. Annie já deixava claro que o rapaz não precisava sacrificar sua arma por ela, e fazia menção de soltar a mão dele. Contudo, antes que pudesse fazê-lo, o loiro a puxava para perto, lhe envolvendo em um abraço.

O gesto pegava todos de surpresa. Lilith se assustava, mas logo estava sorrindo novamente, e Newton se esgueirava pelo ombro da dona para fugir do aperto. Uma vez que o abraço se findava, o pequeno voltava para seu posto, e Eric novamente segurava a mão de Annie, guiando-a até o QG.

Uma vez que chegavam lá, logo avistavam a Capitã cuidando de alguns assuntos. Eric, sem perder tempo, se aproximava e prestava sua continência. - Bom dia soldados. À vontade. - A mulher dava um breve sorriso para ele e em seguida para Annie, que agora repetia o gesto chato, como pensava no momento. - Uma missão? Vejamos aqui. - Ela olhava os papeis em suas mãos e mexia a boca enquanto lia. - Hmmm, temos um navio com problemas mecânicos no porto da Baixa Shells Town. A patrulha da marinha requisitou um profissional da área e darão mais informações no local. Se bem me lembro, você sabe sobre o assunto, certo?

Linda encarava Annabelle com certa preocupação. Aparentemente, aquele problema já vinha se arrastando há um tempo. - E Soldado Flamesguard, agradeço a preocupação com nossa enfermaria, mas por enquanto está tudo nos conformes. Poderia acompanhar esta missão? Os marinheiros do navio acabaram de voltar de uma viagem, pode ser que precisem de seus cuidados.

Aparentemente, era uma missão simples, mas a corrida contra o tempo tornava tudo um pouco mais preocupante. De qualquer forma, será que possuíam um novo objetivo?


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Re: Voice of the Soul Seg 17 Maio 2021 - 22:32





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- Annie-


Ж


Ver Lilith falando sobre o seu antigo amor me fazia soltar um pequeno sorriso, a forma como ela lembrava daquele que ela amava era algo que eu esperava alcançar um dia. Olhar para o passado e não ter arrependimentos de ter amado, de ter vivido e aproveitado a vida. Ainda precisava melhorar muitas coisas na minha atitude, mas precisava fazer as coisas lentamente e sem forçar - Eu não esqueci. Eu não lembrei. - mordia a maçã mastigando lentamente - Se você parar para pensar são coisas diferentes.

Lilith parecia gostar mesmo de Eric, se ela não fosse a minha melhor amiga ficaria suspeita, mas ela nunca seria capaz de fazer uma bobagem - Sim, muito fofo. - corava por dentro, porém mantendo uma postura normal no exterior - Ah que lata tu tem de me chamar de pedreira hein… Se eu sou a pedreira tu que fica vendo é o que? Mestre de obras? - respondia rindo por dentro da minha própria piada. Nem sabia se o mestre de obras era a pessoa que ficava supervisionando mas o que importa é que no momento eu achei piada e isso me fez sentir bem. Escutar Eric falar sobre tirar um tempo para beber umas cervejas no pub parecia fazer ele ficar bem feliz - Eu acho o pub barulhento mas... Talvez eu possa acompanhar você para não se sentir sozinho. - parte de mim queria ir com ele, a outra queria ter certeza que nenhuma piranha tentava tocar no meu homem.

Lilith cobrava o pequeno e lindo Newton e ele ignorava completamente ela - Coisa fofis da mamis, iti malia. Ignora ela mesmo fofis. - murmurava para o furão fazendo carinho na cabeça dele. O abraço de Eric era meio inesperado e eu preferia não dar muitas demonstrações de afeto em público, mas não posso dizer que eu não gosta daquilo. - Lilith você que tem experiência… - chamava a cabrita enquanto Eric me levava para o QG - Quando que eu sei que é hora de oficializar? - olharia para ela de canto - Você sabe…

A Capitã Linda nos recebia e já tinha trabalho para entregar e pela reação dela... - Então a gente não tava atrasado. - olhava para Lilith muito puta. Podia ter ficado mais alguns momentos no peito de Eric, aconchegada, segura, feliz e despreocupada mas… Não havia nada a se fazer, a gente tava ali e tinha que trabalhar. - É sei algumas coisas sobre mecânica nada específico de navios, contudo posso dar uma ajudada. - Olharia meio confusa para Eric - Só para confirmar… É um trabalho fora do QG? Normalmente a gente só fica por aqui... - estava esperando por mais um dia chato e sem graça tratando de papéis, mas parecia que podia finalmente dar um pouco de uso dos meus conhecimentos, ainda que fosse um pouco estranho receber uma tarefa daquelas. - Será que se a gente fizer um bom trabalho poderá partir para missões de verdade? Ou então me moverem para o departamento de pesquisas…

- Hmm.. Capitã? Antes da gente partir, uma pergunta. - olharia para Eric - A gente vai precisar levar algum equipamento? Chegar lá e não ter as coisas necessárias para ajudar vai ser um puta saco. - suspirava. Eu não tinha equipamentos comigo, mas provavelmente teria algum no QG que a gente pudesse usar no nosso trabalho. Se a gente tivesse que levar algum equipamento iria com Eric até a sala de ferramentas e na enfermaria para que a gente pudesse ter as coisas necessárias para trabalhar. Após isso iria até ao local indicado a passo acelerado - O que acha que mudou para darem para a gente um trabalho fora do QG? - na minha mente passava a possibilidade de poder ter dedo do pai de Eric - Será que o seu pai usou a influência dele? mas não impossível saber ao certo - O senhor Flamesguard pode ser um pouco duro às vezes. Na realidade ele sempre foi duro para caralho com o Eric. - parava de andar por um segundo, puxando Eric para que ele também parasse. - Vamos dar o nosso melhor, Cinderelo. - daria um joinha para ele com um rosto sério e então retornaria à nossa corridinha.

Eric não parecia estar preocupado de verdade se tinha dedo do seu pai ali ou não - Que alívio. - a relação dos dois não era a das melhores, não era tão ruim quanto a minha com a minha mãe mas se comparado, era possível ver uma semelhança entre os dois. O loiro sempre parecia ver o lado bom da vida, ver os pontos mais vantajosos e tentar tirar o melhor proveito. Não apenas isso, mas como ele usava essa energia positiva para contaminar aqueles que o rodeavam com uma energia positiva e alegre. Ele me fazia sentir feliz, até mesmo com os seus elogios inusitados em público, me fazendo corar um pouco e fechar a cara. Quem visse de fora acharia que eu estaria com raiva, mas Eric sabia que eu estava feliz com o elogio - Bobo. 'Cê me paga um dia desses... - mumuraria virando o rosto para o outro lado. Pequenas atitudes como essas de Eric, me faziam lembrar que no fundo ele sempre seria meu.

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Última edição por Skÿller em Ter 18 Maio 2021 - 12:21, editado 1 vez(es)

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Re: Voice of the Soul Ter 18 Maio 2021 - 1:57






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Em minha conversa com Annie, ela parecia brincar sobre estar mais forte e realmente, ela tinha até mesmo mais músculo do que eu, pelo visto a minha princesa era tanto músculos como cérebro, eu não tinha nada do que reclamar. Olhei atentamente para minha amada enquanto ela brincava de fazer muque. Dizia ela que já estava forte e que a doença não iria afeta-la, claro, era em tom de brincadeira e talvez isso ajudasse ela a lidar melhor com a doença em si. - É, pelo visto você tem ficado ainda mais forte, né Annie? - eu comecei a sorrir. Recentemente eu percebi que ela estava ficando mais e mais "definida", não que eu não gostasse... muito pelo contrário, era mais um charme para a sua beleza. - Uma mulher forte, linda e super inteligente... está cada vez mais complicado para mim ficar a sua altura. - eu falava em tom de brincadeira, apesar de os elogios fossem totalmente verdadeiros. Entreguei o dinheiro para minha princesa e a sua resposta quanto a venda de meu arco foi um tanto quanto hilária e inusitada, como de se esperar quando se trata da minha Annie. Afirmava que iria pagar os remédios assim que recebesse o salário e que não deixaria eu vender Stryder de jeito nenhum. - Bom, se você está dizendo... de qualquer forma, eu também estou precisando de um dinheiro. Faz um tempo que eu não tomo uma cerveja bem gelada lá no pub do Chad. Quando eu receber a gente dá uma passada lá pra bebermos um pouco. - as bebidas de Chad sempre revigoravam o meu espírito, que normalmente se encontra entediado com todo o trabalho de papelada que eu tinha que fazer no QG. Pode-se dizer que eu sofria também de uma doença: Baixa imunidade a tédio e o tratamento era uma boa bebida, música e dança, coisas que se encontrava no pub fácil fácil.

Quando dei a ideia dos remédios da enfermaria, Annie dizia que aqueles remédios deveriam ser pra quem realmente precisava, bom, não que ela não precisasse, mas, ela tinha um bom ponto. - Hmmm... tudo bem então princesa, você tem razão. - tinha como eu ser mais sortudo? Amado por uma mulher inteligente, forte, caridosa. Não importa o que os outros pensem, Annie é perfeita. Até mesmo seus defeitos contribuem para tal perfeição. De qualquer forma, eu e ela não demorávamos para encontrar a capitã Linda Houser enquanto andávamos pelo QG. Ela parecia bem ocupada, então por isso eu fui direto ao ponto. A vida de capitã não era tão fácil como eu imaginava pelo visto. Eu e Annabelle erámos recebidos pelo sorriso da capitã, realmente ela parecia ser simpática como falavam, então eu também retribuía com um sorriso. Era estranho ver a comparação entre Linda e meu pai. Ambos ocupam o mesmo cargo, mas, ela consegue sorrir e ser simpática enquanto Lawrence sempre traz consigo um semblante carrancudo e um cenho franzido. Será essa a tamanha diferença entre os Blues e a Grand Line? Bom, espero que logo eu consiga tirar minhas próprias conclusões ao chegar na temível Grand Line.

Capitã Linda havia passado para nós a nossa primeira missão de campo; não era muito bem o que eu esperava quando eu havia saído de casa, nada tão "heroico" como lutar contra bandidos e essas coisas, porém, estava de bom tamanho, pelo menos eu teria uma chance melhor de conhecer como eram as missões dos soldados comuns daqui de Shells Town. - Vamos precisar de levar alguma coisa em específico para essa missão, Capitã? - perguntei para Linda, esperando que ela me dissesse o que precisava ser levado se fosse necessário. Como era um navio que estava com problemas mecânicos, eu acredito que tenha que levar algumas peças para lá. Virava minha atenção para Annie, com um sorriso no rosto, respondendo a sua pergunta. - É, parece que sim. Chegou o momento para fazermos trabalhos mais sérios pelo visto. - olhava com um rosto satisfeito nos olhos dela. Annie parecia acreditar que havia sido influência de meu pai nós termos recebido uma missão assim, o que não era improvável. - Pode até ser que tenha sido, princesa. Mas creio que não é o caso. Uma hora os soldados tem que aprender a fazer o trabalho de verdade, afinal, pode ocorrer de serem mandados para outras ilhas que sejam mais perigosas que Shells Town. - explicava, pensativo. Era de conhecimento comum que Shells Town costuma "exportar" tropas para outras ilhas e claro, não era porque eu era filho de um capitão que eu estaria a salvo desse costume.

Bom, após receber as ordens finais de Linda, caso fosse necessário, eu iria ajudar com os equipamentos e ferramentas necessárias para o trabalho, levando o máximo que pudesse em meus braços. Depois disso enfim eu partiria junto de Annabelle, para a Baixa Shells Town, em busca do porto com passos acelerados. Bom, se eu tivesse com uma mão livre, logo eu seguraria a mão de Annie enquanto andávamos até o local. - Bom, eu acho que não vou conseguir fazer muita coisa pra ajudar não viu princesa... tzahahaha! - eu respondia ela animado, sobre dar o nosso melhor naquela missão. Era verdade que ser médico te dá algum prestígio e de fato é uma profissão bastante valorizada, mas, nesse caso eu acho que não tinha muito onde eu poderia aplicar meus conhecimentos.  - Mas, eu vou dar o meu melhor sim. Ainda que eu não consiga carregar tanto peso como você, eu acho que dá para ajudar no trabalho braçal. - me aproximaria do ouvido de Annie, sussurrando com uma voz mais doce. - Não vou mentir, esse tanquinho que você ganhou é bastante sexy. Deus abençoe seus treinamentos. - me afastaria, sorrindo de forma maliciosa e dando uma piscadinha para Annie. Continuaria o trajeto, até chegar no porto e observar como estava o movimento atenciosamente, também procurando onde estava o barco da Marinha.



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Re: Voice of the Soul Qui 20 Maio 2021 - 11:44
Narração - Voice of The Soul
Localização: Porto de Baixa Shells Town
Período do dia: Manhã


As conversas que se desenrolavam antes de chegarem no QG envolviam pubs, mulheres assanhadas, músculos e muito mais. Annie decidia acompanhar o amado, mesmo que não gostasse muito do ambiente alcoólatra, e Lilith ouvia com atenção a pergunta, para só então sorrir e responder.

- Oficializar...? Ahh Annie, não existe um tempo certo, e você não precisa apressar nada, Eric te ama e vai te esperar, desde que saiba que você sente o mesmo. - A cabrita piscava para ela como se a incentivasse a demonstrar mais seus sentimentos. - Resumindo: Você vai saber quando for a hora certa. Clichê, né? Eu sei, mas isso sempre acontece.

A chegada no QG era recebida por um sorriso caloroso da capitã, seguido da missão que deveriam desempenhar. Enquanto Eric comparava a mulher e seu pai, Annie não podia deixar de ponderar o motivo de terem recebido uma missão em campo, afinal, a papelada era de praxe.

Ainda assim, a moça respondia a capitã sobre suas proficiências. Linda, ao ouvir a pergunta do casal sobre equipamentos, começava a checar algumas coisas, dando tempo para que os jovens conversassem e, em meio a apelidos carinhosos e falas animadas sobre a missão, a capitã não conseguia evitar um sorriso, que vinha logo após um pigarro. - Ahemm... Bem, podem conseguir seus equipamentos na ala médica e mecânica, e não se esqueçam de passarem no arsenal também. Nunca se sabe o que pode acontecer em uma missão de campo. - Com uma continência, a moça acenava a cabeça. - Bom trabalho, soldados! Não se esqueçam de devolver os equipamentos depois.

Agora, munidos com armas e ferramentas para o trabalho, o casal estava pronto para partir, e era isso que faziam. Tudo estava bem acomodado em uma mochila disponibilizada pela organização, o que deixava a mão de Eric livre para alcançar a de sua amada. Uma vez entrelaçados, ele divagava sobre sua utilidade naquela missão e, de quebra, fazia alguns elogios para Annie.

A moça, ao ouvir aquilo, logo virava o rosto para o lado, envergonhada. Mas isso novamente arrancava uma piscadinha de Lilith, que agora sorria e erguia as sobrancelhas, cutucando a cientista com seu cotovelo azulado. De qualquer forma, não demorava muito para chegarem no porto.

O local possuía uma construção rústica, mas ainda assim movimentada. Vários pescadores e comerciantes passavam por ali, e vez ou outra viam poucos marinheiros. O barco em questão, não era lá muito grande, mas facilmente identificado por suas cores e uma fumaça negra que subia da embarcação.

Em frente a ela, 3 marinheiros discutiam entre si. - A caldeira vai explodir desse jeito, é melhor eu entrar lá! - O mais novo dizia convicto e inconsequente. - Tá maluco Jorge? Você não sabe nem amarrar o cadarço direito, vai consertar a caldeira?! - O mais velho falava incrédulo, e o homem que sobrava apenas parecia perdido, tentando entrar em um consenso. - E se você for com ele, Robervaldo?  - O velho encarava o homem que deu a sugestão. - Que diabo de sugestão ruim é essa, Elias?!

ControlePosts: 03

*Annie
Doença: (3/15)
Ferimentos:
Ganhos:
- Espada Gasta da Marinha
- Kit Mecânico da Marinha (Ferramentas diversas)
- Mochila da Marinha
Perdas:

*Eric
Ferimentos:
Ganhos:
- Kit Médico da Marinha (Sedativos, Álcool, Bisturi, Agulha e Linha de sutura, Bandagens, Remédio [1 unidade])
Perdas:
 

Considerações
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