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Kenshin
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Voice of the Soul Seg Maio 10, 2021 10:06 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Voice of the Soul

Aqui ocorrerá a aventura dos(a) Marinheiros Eric Flamesguard e Annabelle Petit Barozzi. A qual não possui narrador definido.

_________________

Voice of the Soul - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Milabbh
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Re: Voice of the Soul Seg Maio 24, 2021 1:00 pm
Narração - Voice of The Soul
Localização: Porto de Baixa Shells Town
Período do dia: Tarde


Após as conversas tensas com os marinheiros do local, o casal precisava se separar, mas não sem antes trocarem olhares que reafirmavam seus sentimentos um pelo o outro. E assim o faziam, cada um indo para onde era necessitado.

~Annie~


A moça sentia o calor absurdo, bem como o som ensurdecedor da caldeira ao se aproximar. Preocupada com seu amiguinho peludo, ela o deixava livre para ficar em uma porta próxima, mas afastada do vapor emanado. A fala sobre pisar em Newton, que vinha em seguida, surpreendia os marinheiros, que rapidamente erguiam suas mãos em uma expressão rendida.

Logo na primeira missão, a cientista podia perceber que nem tudo eram flores na marinha, contudo, ela sabia que se havia alguém capaz de resolver aquele problema, esse alguém era ela. Determinada, ela apontava para Jorge e exigia sua camisa.

- M-minha c-camisa?! - Antes que pudesse protestar, a moça arrancava o tecido do corpo do rapaz, deixando-o completamente ruborizado, talvez por vergonha, ou mesmo por calor, de qualquer forma, nem conseguia falar mais nada. - É um bom plano... - O velho dizia com a mão no queixo, e então se aproximava. - Ficaremos à postos, caso precise de algo, é só gritar.

Ouvindo as palavras, Annie enrolava a camisa sobre seu rosto, cobrindo as áreas mais sensíveis, exceto os olhos, o que poderia ser um risco, se não fosse cuidadosa. Contudo, não havia tempo para hesitação, e ela sabia disso. Por esse motivo, tomava ar e entrava na caldeira.

O vapor quente envolvia seu corpo e quase que imediatamente ela se sentia mais fraca. Apesar de não saber disso, sua pressão havia caído, e um momento de vertigem era experimentado. No entanto, após alguns segundos, ela se acostumava com o novo ambiente e começava a avançar em direção às engrenagens.

A visão era prejudicada ali dentro, mas ter um terceiro olho ajudava em muito na situação. Suando e quase se arrastando pelo caminho, ela finalmente alcançava a maquinaria que fazia a caldeira funcionar. Suas ferramentas já estavam em mãos e ela imediatamente começava a analisar a situação.

- Annie, é melhor não demorarmos... Eu li em algum lugar que temperaturas muito altas fazem mal para o corpo. - Lilith, mesmo que morrendo de calor, se mantinha ao lado da amiga, olhando tudo com concentração, tentando ajudar no problema.

A cientista, por sua vez, resolvia perguntar há quanto tempo a situação estava assim. - Hoje fazem quase 2 dias, por isso deve estar tão ruim. - O velho gritava lá de fora, enquanto Annie ainda encarava a máquina.

Percebia que a maioria dos canos e mecanismos era de metal, ou seja, se tentasse tocá-los com as mãos nuas, se queimaria. Além disso, percebia a presença de pequenos ventiladores, que ela sabia serem os responsáveis por fazer circularem os gases que operavam o mecanismo. Um deles estavam emperrado, causando o superaquecimento.

Em uma de suas hélices, jazia uma chave de fenda, que de tanto calor absorvido, já mudava de forma e emanava um brilho levemente alaranjado, indicando o quão incandescente estava. Tentar pegá-la poderia ser arriscado com a caldeira ligada, mas via um painel próximo.

Painel:

Antes que conseguisse fazer qualquer coisa, porém, ouvia gritos intensos que ecoavam por todo o navio, e sobrepunham até o barulho da caldeira, mesmo que de forma contida. - Ouviu isso...? - Lilith perguntava olhando ao redor, nervosa. - Melhor a gente ir rápido. Você entendeu esses números? Diz que simmm.

~Eric~


Enquanto isso, em outro cômodo mais afastado, mas não menos quente daquele mesmo navio, o jovem Flamesguard puxava um assunto para tentar acalmar os ânimos. - Meu nome é Elias. Um prazer Eric. - Naqueles momento, pouco importavam títulos e patentes, a situação estava claramente pesada.

E isso só se intensificava ao entrar na enfermaria. A cena parecia ter sido tirada diretamente de um filme de terror, mas o soldado em sua primeira missão sabia se controlar, apesar da inexperiência. As gazes enroladas pelo corpo do marinheiro queimado lhe davam certa esperança, mas também alguma preocupação.

Se não trocadas com frequência, elas poderiam aderir à pele, e quando retiradas, causariam ainda mais dor no pobre coitado. E para piorar ainda mais a situação, a temperatura parecia subir a cada momento e era só uma questão de tempo até que não conseguissem mais ficar ali, afinal, como bom médico que era, o loiro sabia que as proteínas do corpo começariam a ser desnaturadas, causando mortes de células e, eventualmente, do indivíduo. Ou seja, o que Lilith falou, só que bonito.

De qualquer forma, era hora de focar no paciente e sair com ele dali de dentro o mais rápido possível. Olhando para o outro queimado, Eric se mantinha firme e confiante, o que deixava os outros ao redor menos temerosos. - S-sim senhor! Posso ajudar no que precisar! - Um dos pacientes dizia e logo se levantava da maca para ficar ali perto.

Após esses momentos de tensão, era chegada a hora de trocar as gazes, e no momento em que tocou Eric já sabia, o que temia havia acontecido, e as bandagens haviam aderido às feridas. Por desencargo de consciência, ele tentava puxar um dos curativos, e o que se seguiu foi um grito estrondoso de dor.

- PARE POR FAVOR, VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO!!! ALGUÉM ME MATA! - O paciente rapidamente escalava para um quadro de histeria e só não se debatia por não conseguir mover o corpo, mas ainda assim, continuava sua sinfonia ensurdecedora.

O que podia fazer era pedir por pomadas, na esperança de conseguir soltar as gazes das feridas. - Pior que não... Acabamos de voltar de uma missão em outra ilha, esgotamos nossos recursos lá. - Elias dizia nervoso, enquanto olhava ao redor tentando achar algo que pudesse ajudar.

- Doutor, eu sei que pode parecer burrice, mas eu tenho vaselina... Acha que serve? - O paciente com a mão queimada se aproximava com o pequeno frasco em mãos. - Também temos óleo de cozinha e álcool, mas é só.

Queria evacuar a embarcação, contudo, se não conseguia nem encostar nos curativos, como iria transportar o homem? Por sorte, via uma maca ali perto, e poderia usá-la quando resolvesse a situação emergente.

ControlePosts: 05

*Annie
Doença: (5/15)
Ferimentos:
Ganhos:
- Espada (Katana) Gasta da Marinha (+1 em Força)
- Kit Mecânico da Marinha (Ferramentas diversas)
- Mochila da Marinha
Perdas:

*Eric
Ferimentos:
Ganhos:
- Kit Médico da Marinha (Sedativos, Álcool, Bisturi, Agulha e Linha de sutura, Bandagens, Remédio [1 unidade])
Perdas:
- 125.000 Berries (Entregues a Anabelle)
 

Considerações
Lilith
Voice of the Soul - Página 2 Encomenda_-_Cubo_02-03_-_Sem_Assinatura 


Velho Marinheiro (Robervaldo)
Voice of the Soul - Página 2 1-1212967747


Marinheiro do Meio (Elias)
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Marinheiro mais Novo (Jorge)
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Skÿller
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Re: Voice of the Soul Qui Maio 27, 2021 4:46 pm





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- Annie-


Voice of the Soul - Página 2 Samira12


Parecia que o garoto tinha a ideia errada sobre a minha ordem de tirar a roupa. Era nojenta a ideia dele sequer ponderar outro contexto numa situação daquelas - Arg... Que nojo. Homens... São quase todos iguais: um bando de animais que só pensam com a cabeça de baixo... - pensava enquanto tirava a camisa dele. - Eric realmente deve ser um dos poucos que presta... - Mesmo estando pouco tempo afastada dele, já sentia falta dele. Alguns diriam que essa vontade de estar com ele se deve por conta do meu medo irracional de voltar a ficar sozinha e abandonada, mas eu responderia "Vai se fuder, eu amo ele para caralho." e no final, a resposta certa é essa: amor. Enrolava aquele tecido cheio de cecê e suvaqueira - Acho que prefiria estar trabalhando com documentos no QG... - adentrava na sala e rapidamente sentia uma tontura. Poderia ser consequência daquele fedor, do calor ou então eu realmente deveria ter tomado os remédios - Tá... Assim que der eu compro remédios. - pensava em voz alta observando o local.

Lilith tinha razão, ficar naquela sala por muito tempo não faria bem a ninguém, então era bom ser rápida. - Bem visto, Watson. - respondia para Lilith, enquanto observava a chave de fendas que já começava a mudar de cor. Não me impressionava por ouvir que a caldeira estava assim há pelo menos 2 dias - E nenhum gênio pensou "Eita vamos ver esse bagulho aqui antes que dê merda"? - suspirava e resmungava sozinha - São umas inteligências raras mesmo...

Parecia que o painel pedia por um código para desligar e isso poderia ser o meu maior problema. Não sabia os códigos da marinha e muito menos sabia se existia alguma lógica por de trás deles. Muitas vezes, as senhas são escolhidas com base de raciocínios logicos ou carga afetiva. O calor era intenso e Lilith me apressando não ajudava em nada - Aaaaaah... Espero que seja lógica. - daria um pulinho para chegar logo no painel - À primeira vista parece ser uma progressão aritmética mas... Hmm... - sacava a minha adaga e começava a fazer contas rápidas no ar para tentar encontrar a progressão, apenas para parar no meio e dar um pequeno pulo - E se? 06. 68. 88. X. 98...

Existia uma logica atrás dos números, eles não eram aleatórios como pareciam à primeira vista. - Invertendo os números ficaria 98, X, 88, 68 e 06. Mas se a gente refletir eles duas vezes dá 90, 89, 88, X e 86. - introduziria o número 87 no painel. - Sendo uma progressao de 1 em 1. - esperava que a minha logica fosse a correta, no entanto ainda existia o problema da chave por arrumar.

Parecia não existir nenhuma forma de tirar elas com as mãos - Pensa Annie... Pensa... - o calor começava a afetar o meu raciocínio e respiração, sentia-me ofegante. Sacaria a nova katana e tentria encaixar ela de forma a usá-la como alavanca e tirar a chave de fendas sem precisar tocar nela. Conseguindo ou não, não perderia mais tempo ali. Rapidamente sairia da sala e me encostaria numa das paredes, longe da porta. Arrancaria fora a camisa do rosto e começaria a respirar fundo. - Agora esperamos... - Deixaria a minha audição trabalhar, precisava recuperar o fôlego e forças antes de voltar lá  para dentro caso fosse necessário - Quem é o responsável pela caldeira? Tem que existir pelo menos uma pessoa que trate dela. - perguntaria ainda cansada

Tudo indicava que alguém que estava no navio não tinha boas intenções, provavelmente um infiltrado querendo causar dor e caos. Apenas perguntaria de forma casual e, ainda acrescentaria - Da próxima vez é só colocar o código do painel... - limparia o suor da testa. Chamaria Newton com batidinhas rápidas no chão com a mão, me sentando e deixando ele subir em mim. - Temos uma ratazana para achar, Newtonzinho. Ah temos pois. Quem vai ajudar a mamis a achar ele? - se enquanto eu estivesse falando com a criatura  mais fofa do universo os marinheiros estivessem me encarando eu rosnaria para eles - Que foi? Perderam p cu na minha cara? Não têm colegas feridos? - me levantaria. Se a caldeira parecesse aos poucos começar a melhorar eu iria até à fonte dos gritos - Presumo que venham da enfermaria.


HistóricoNome do Player: Skÿller
Tracker

  • Acordou.
  • Foi até ao QG e recebeu uma tarefa da Capitã Linda.
  • Pegou ferramentas e uma katana. Foi até ao local indicado pela Capitã com Eric.

Nº de Posts: 6
Remédios: 06/15
Ferimentos

  • Ainda nenhum

Ganhos:

  • Espada (Katana) Gasta da Marinha (+1 em Força)
  • Kit Mecânico da Marinha (Ferramentas diversas)
  • Mochila da Marinha
  • 125.000 berries (dado por Eric)

Perdas

  • N/A




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Voice of the Soul - Página 2 O0yljIK

Voice of the Soul - Página 2 WhdRXxk

Fala Annabelle
Pensamento Annabelle
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Re: Voice of the Soul Dom Jun 06, 2021 2:36 am






Voice of The Soul

A sensação de ter a situação fora do controle era algo que podia ser um pouco desesperador demais para um médico iniciante, porém, por fora eu tentava me manter calmo ainda que a situação fosse demasiadamente estressante para a minha mente. O homem sentia muita dor, a mínima ameaça ao tocar na gazes fazia-o gritar de dor; as gazes haviam grudado aos ferimentos e seria um inferno para poder tira-las dali. O coitado gritava pedindo para que desse um fim em sua vida, o que era um absurdo, eu como médico farei o que estiver em meu alcance para poder salva-lo. - Calma, soldado! Iremos tirar você dessa, não se preocupe! - eu reagia aos pedidos do homem, tentando acalma-lo. Não seria tarefa fácil no entanto. Voltava a atenção para os dois homens que estavam comigo, escutando o que eles tinham a dizer sobre o suprimentos; todos esgotados numa recente missão. - Merda. - sem muita opção eu puxava o kit médico, vendo as opções que eu tinha para poder usar naquele momento. Linha de sutura e agulha? Não. Álcool? Não. Bisturi? Nem pensar. Sedativos... sedativos! Ótimo, pelo menos a dor eu poderia ajudar a amenizar naquele momento. Com os sedativos em mão, virei-me para os dois soldados. - Alguém tem uma garrafinha de água ou um cantil? Tenho alguns sedativos para o nosso companheiro e eu preciso da água para poder fazer o sedativo descer. - eu sabia muito bem mal que fazia tomar um comprimido sem ter água, então não poderia realizar o procedimento sem ela. - Se não tiver... - eu olhava para o óleo de cozinha que o soldado com a mão queimada segurava. - Vamos ter que dar aquela improvisada. E sim, eu sei que óleo é gorduroso, porém na falta do cão a gente tem que caçar com o gato. - terminava minha fala, cruzando meus braços, seria a água ou o óleo. A situação era crítica, então improvisação era algo que eu já previa que poderia acontecer.

Com o sedativo em mãos, era a hora que eu iria aplica-lo no soldado agonizante. Me aproximaria mais uma vez do homem, e iria apoiar a cabeça dele com a minha mão, segurando-a pela nuca para poder a ingestão do líquido ser melhor. - Elias, traga o líquido para ele poder ingerir. - eu colocaria o medicamento na boca do homem. Em seguida eu pegaria o líquido e daria ao soldado para que ele pudesse ingerir o medicamento. - Isso daqui vai te ajudar a dar uma relaxada, meu amigo. Logo a dor desaparecerá. - falaria após o homem ingerir o sedativo. Ok, terminando essa fase, seria melhor para poder resolver as outras. - Vamos nos preparar para trocar as bandagens. Assim que o sedativo começar a fazer efeito eu começarei o procedimento... não será algo nada bonito, no entanto. - avisaria aos outros soldados que estavam presentes comigo. As queimaduras eram os ferimentos mais feios que se tinha, não era todo mundo que teria estômago para poder ver a cena, ainda mais sabendo do estado em que o homem estava. Mas, isso era ser médico. Nem sempre a medicina era algo bonito como as pessoas costumam fantasiar. Assim o que eu percebesse que o efeito do sedativo tivesse começado eu logo pegaria as minhas bandagens do kit médico e começaria a trocar as bandagens sujas pelas novas bandagens limpinhas, certamente seria doloroso se eu não tivesse dado para ele o sedativo. Realizaria a troca de forma mais cautelosa possível, tentando manter a minha calma mesmo estando sendo cozinhado vivo durante o procedimento.

Realizada a troca das bandagens, era hora de transportar o paciente para a fora do navio e logo eu pediria a ajuda para Elias para realizar o transporte do soldado ferido.- Elias, me ajude a coloca-lo na maca. - com a ajuda do jovem soldado, eu então iria colocar o soldado na maca, segurando numa ponta dela, enquanto esperava que Elias segurasse na outra. - Amigo, qual é o seu nome? - perguntaria para o marinheiro que estava com a mão ferida, enquanto já começaria a levantar a maca junto de Elias. - É um prazer em conhece-lo. Sei que você está ferido, então só preciso que você abra o caminho para nós dois, nos guie pelo navio até a saída. Não podemos ficar aqui por muito mais tempo. - terminaria minha fala com um semblante sério e preocupado ao mesmo tempo. Estava preocupado com este soldado, no entanto, não conseguia parar de pensar em Annie. Minha amada tinha ido direto para a boca do leão, no coração da tempestade. Só de imaginar isso, meu coração se enchia de aflição. Bom, o que eu podia fazer nessa situação era dar o meu melhor, assim como eu tenho certeza que Annie está fazendo o possível para conter a situação lá na caldeira. Então, seguiria para fora do navio com a ajuda dos outros soldados enquanto carregava a maca, com o maior cuidado possível. Assim que chegasse lá fora, passaria algumas instruções para Elias e o outro soldado. - Tudo que eu fiz aqui foi só uma pequena ajuda. Temos que levar ele para a enfermaria do QG de maneira urgente. - olharia no olho dos dois soldados, já um pouco mais aliviado e passaria as costas da mão em minha testa para limpar o suor. - Pode ser que ainda precisem de mim aqui, então eu terei de ficar no navio. Por sorte, no porto há algumas patrulhas e eu tenho certeza que poderá ser destacado um soldado para ajudar já que é situação de emergência. - terminava de explicar para os dois, que já deveriam entender o que estava querendo dizer. - Procurem um desses soldados para leva-lo para o QG, eu irei retornar para o barco. - terminaria então de falar e logo marcharia de volta para o navio a passos rápidos.

De volta a panela de pressão que era aquele navio, eu buscaria onde estava os outros marinheiros, correndo rapidamente e gritando para que pudessem escutar e localizar onde eu estava e vice-versa. - Ei! Onde é que vocês estão?! - exclamaria na esperança que alguém me escutasse e numa resposta sonora, eu me dirigiria rapidamente até o local para averiguar como estava a situação por lá. Não posso mentir que eu gostaria que fosse a minha Annie que me respondesse, estava muito preocupado com ela e só vê-la em minha frente poderia me acalmar naquele momento. Caso escutasse ou visse ela, partiria em sua direção o mais rápido possível, colocando as mãos em seus ombros e chegando o seu corpo de cima a baixo em busca de alguma queimadura. - Annie! Meu Deus, você está bem? - checaria ela por completo de forma minuciosa. - Me diga, princesa, tem alguém mais ferido? Eu encontrei um soldado que estava completamente coberto de queimaduras. Água fervente não é brincadeira. - esperaria então que ela me dissesse se tinha mais alguém que precisava de minha ajuda, afinal, não deixaria que ninguém ficasse sem tratamento. - Me diga onde está e vou ver o que posso fazer para ajudar. Infelizmente eu não tô com tanto material. - seguiria Annie até onde estivesse o ferido, para poder analisar a situação do mesmo. No entanto, se déssemos sorte, nosso trabalho já teria sido concluído e poderíamos sair do navio.



Histórico:
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Re: Voice of the Soul Dom Jun 06, 2021 6:12 pm
Narração - Voice of The Soul
Localização: Porto de Baixa Shells Town
Período do dia: Fim de Tarde


~Annie~


Suando e respirando com dificuldade, Annie observava a situação, e logo entendia o que estava acontecendo. A chave de fenda prendia as engrenagens, e ela precisaria desligar o sistema antes de poder tirá-la daquele local.

No entanto, um desafio se apresentava para ela. Uma sequência numérica que parecia não ter nenhum sentido lógico era ostentada em um painel, e fazia a moça quebrar a cabeça, o que não era fácil naquela situação, ainda mais com Lilith lhe apressando.

No entanto, ela não tinha aquele cérebro avantajado para nada, e mesmo sob pressão, conseguia encontrar algo que ajudasse. Ela fazia contas, invertia os numeros de diversas formas e os encarava repetidas vezes, até que solução surgiu em sua mente como um estalo.

Ao virar os números de cabeça para baixo, solucionou o mistério, e ao digitar 87, uma barra de carregamento apareceu, dando início a uma contagem. Sem perder mais tempo, ela forçava a chave presa com sua espada, e o objeto era expulso voando pela sala de máquinas. Por sorte, não parecia ter atingido nada importante, mas ela não iria ficar ali para tirar a prova. Saía do cômodo infernal, e se apoiava em uma parede próxima.

Newton corria até ela preocupado, se aninhando em seu colo, enquanto Lilith também se apoiava na parede, respirando de forma pesada. - Uff, essa foi por pouco! - A mink passava as costas da mão sobre a testa, limpando o vapor e suor.

Os marinheiros, por sua vez, encaravam Annie falando com seu bichinho, mas logo desviavam o olhar com suas falas encantadoras para eles. Mas algo mais urgente surgia na cabeça da marinheira. Não era possível que uma chave de fenda tinha ido parar lá por acidente, e o pior, que ninguém tenha visto antes... O mais provável era que existisse um traidor naquele navio, mas quem?

Voice of the Soul - Página 2 Tenor

- É uma novata chamada Lucy. Não sabemos muito sobre ela, mas veio com recomendações muito boas do quartel. - Jorge falava ainda cobrindo o tórax nu, mas era interrompido por Robervaldo.

- Tsc! Eu nunca gostei dessa ai. Chegou se achando a dona do lugar, dando ordem e reclamando de tudo, mas assim que a caldeira deu problema, magicamente esqueceu tudo o que sabia e precisou chamar ajuda... Tem caroço nesse angu.

Isso, no entanto, era uma conversa para outra hora. Uma vez que ouviam novamente os gritos ensurdecedores que ecoavam pelo corredor. A caldeira, por sua vez, já não mais fazia barulho, e até a estrutura do barco parecia ter parado de tremer, e lentamente voltava para sua temperatura normal.

Annie, vendo que havia estabilizado a situação, resolvia seguir até a enfermaria, na esperança de encontrar Eric e, quem sabe, ajudá-lo.

~Eric~


Falando nele, era notável seu desespero, para quem o conhecesse, claro. Aos olhos dos marinheiros ali presentes, ele mais parecia um salvador da pátria, mesmo que por dentro estivesse completamente surtado.

Ainda assim, ao ouvir as súplicas do ferido, sentia seu fogo ser renovado. Ele precisava ajudar aquele pobre homem, e não o deixaria morrer. Com isso em mente, e sem os suprimentos que precisava, começava a procurar algo no kit, e se deparava com um sedativo, que seria aplicado de forma oral.

- Isso eu tenho! - Elias parecia animado e corria rapidamente até um cômodo próximo, voltando com um cantil em mãos. - Aqui!

Por sorte, o recipiente estava cheio de água... Que passarinho não bebe. Mas ei, melhor que óleo de cozinha, certo? De quaquer forma, era hora de ministrar o medicamento, e Eric apoiava a cabeça do soldado na angulação correta para não deixar que engasgasse.

Uma vez que ingeriu, o homem tossia um pouco, por conta do álcool forte, mas não demorava muito para apagar. Agora finalmente tinham um momento de paz para ponderar o que fazer e botar em prática o novo plano.

Eric já advertia os outros dois que o procedimento seria horrível de se ver, mas ao menos o soldado não sentiria dor. Com a romantização da medicina vivendo apenas por aparelhos, era hora de trabalhar. O médico rapidamente começava o procedimento, e pegava gazes limpas para colocar à medida que as velhas iam saindo.

Em sua testa, o suor acumulava, dificultando um pouco a situação, mas ainda assim, se mantinha calmo e continuava o procedimento. Vez ou outra o paciente grunhia de dor, mesmo apagado ainda sentia um pouco e isso seria quase insuportável quando acordasse. Por isso, seria bom já estarem em um hospital quando isso acontecesse.

De qualquer forma, já próximo do fim, Eric percebia que não mais suava ou sentia um calor infernal. O navio, na verdade, parecia estar retornando à temperatura normal, o que só podia indicar que Annie tinha resolvido a situação.

Eric, por sua vez, também fora bem sucedido em sua empreitada, mas agora precisava sair dali, não sabia como a situação havia se resolvido na caldeira, e precisava levar o ferido para o hospital.

Com as ordens, Elias ajudava a colocar o soldado na maca e, enquanto carregavam o objeto, Eric perguntava o nome do outro soldado, bem como pedia para que guiasse a saída. - Me chamo Pietro, obrigado pela ajuda, doutor. Não estou tão ruim assim. - O jovem acenava a cabeça de maneira firme, e então passava na frente dos dois. - Me sigam!

Os três passavam rapidamente pelos corredores, carregando o soldado ferido que gemia de dor. Por sorte, não demorava para chegarem até a superfície, onde o sol poente os cegava brevemente. Sem perder tempo, o líder provisório da situação dava suas ordens, e os dois marinheiros concordavam.

Uma patrulha os ajudava, e carregava o ferido para longe, enquanto eram seguidos por Elias e Pietro. Eric, por sua vez, não queria deixar sua amada e, por isso, voltava para dentro do navio. No entanto, assim que chegava em um dos corredores, se deparava com o trio correndo até a enfermaria.

~Todos~



Não dava nem tempo de processar o que acontecia. O loiro avistava a marinheira e corria até ela, olhando seu corpo em busca de ferimentos. Os dois conversavam por alguns momentos e Lilith, como sempre, olhava a cena com seu rosto bobo. - Ahhh, que meigo...!

Os marinheiros, por sua vez, ficavam encarando o chão, um pouco desconfortáveis com a situação. - Err, podemos ir? Precisamos chegar no QG para dar o relatório e achar a Lucy.

No momento em que Jorge parava de falar, porém, um estrondo era ouvido lá fora, algo que parecia uma pequena bomba. - Mais problemas?! Vocês dois têm uma ímã ou algo assim? - Newton também parecia ter escutado, e colocava a cabeça para fora das roupas de Annie, como se procurasse o barulho.

ControlePosts: 06

Annie
Doença: (6/15)
Ferimentos:
Ganhos:
- Espada (Katana) Gasta da Marinha (+1 em Força)
- Kit Mecânico da Marinha (Ferramentas diversas)
- Mochila da Marinha
Perdas:
- Só neurônios


Eric
Ferimentos:
Ganhos:
- Kit Médico da Marinha (Sedativo, Álcool, Bisturi, Agulha e Linha de sutura, Bandagens, Remédio [1 unidade])
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Considerações
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Última edição por Milabbh em Dom Jun 06, 2021 10:26 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Voice of the Soul Dom Jun 06, 2021 9:09 pm





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- Annie-


Voice of the Soul - Página 2 Samira12


Encostada na parede, junto de Newton, eu conseguia respirar tranquilamente. Enquanto esperava pacientemente que a caldeira voltasse ao normal, eu podia sentir o meu coração palpitar com mais e mais força, aquela adrenalina toda, aquela tensão era… Prazerosa - É… Foi por pouco, mas nunca duvide de mim, cabrita. - respondia mentalmente para a minha amiga suada com um pequeno sorriso - Eu acho que vou precisar de tomar um banho... Urgente… - suspirava me levantando.

Os marinheiros pareciam falar sobre uma tal de Lucy - Nome de piranha. - pensava escutando eles falar sobre ela - Tá. - respondia para eles num tom pouco interessado assim que terminaram de falar o que eu havia perguntado. Lentamente olhei para Lilith - Bom trabalho… Eu acho… - deixaria a expressão nervosa, tendo uma mais neutra. - Nem precisa falar nada. Eu sei já sei que tu ia falar “ain Annie, tu tem que ser mais simpática… E não sei o quê lá…” Você tá ficando muito previsível. - suspiraria e iria até a enfermaria. - Se bem que vocês podiam ter investigado melhor essa piranha chamada Lucy. - comentaria andando até a enfermaria. - Slá, só uma ideia mesmo.

Não sabia como estava correndo a parte de Eric, era estranho estar separado dele, mesmo que a gente já tivesse tido tarefas longe um do outro, dessa vez era uma missão de verdade e existia um possível traidor no navio. Preocupada, acelerava os meus até que pudesse finalmente encontrar o meu loiro. Não demorou para que eu escutasse ele chamar pela gente, mas por algum motivo não respondi ao chamado, apenas acelerei mais o meu passo até ele. Eu sentia a minha cabeça começar a esquentar, a minha boca a secar e os pulmões a ficarem pesados, estava na hora de arrumar um remédio imediatamente. - Sim, estou bem. Mas talvez eu precise mesmo do remédio, no final das contas. - arrumava o meu cabelo, dando especial atenção a esconder o terceiro olho. - Ainda não tem ninguém ferido. Mas vai ficar. Ó se vai… - assim que eu colocasse as mãos no infiltrado eu iria me divertir imenso.

Lilith tinha razão, Eric era sempre meigo. E não só comigo. Ele era uma alma muito pura e caridosa, uma pessoa com um coração de ouro, sempre preparado para ajudar os outros. Ele parecia começar a brilhar para mim, quando mais eu olhava para ele mais ele era lindo e perfeito, até que o momento era destruído por um pentelho, jogava a camisa de volta para ele. Havia esquecido desse pequeno detalhe - Tá tá, podem ir… - e então uma explosão se escutava por todo o navio.

Lançaria um olhar para Eric e começaria a correr para o exterior - Eric, eu acho que existe um infiltrado no navio. - explicaria durante o caminho - Alguém sabotou o navio. - Era difícil alguém ser um génio como eu, mas Eric certamente era um homem inteligente - Sim, acho que é essa vagabunda que causou o problema todo na caldeira. - ao chegar lá gora, chegando ao exterior, olharia aos arredores. Pelo som da explosão não parecia ser algo muito grande. Sacaria de imediato a minha adaga, ficando de guarda alta. Mexendo um pouco a cabeça para tirar parte do cabelo da frente do terceiro olho, começaria a analisar o espaço. O meu foco seria procurar alguém suspeito, com um comportamento oposto ao de alguém que acabou de escutar uma explosão do nada. - Manobra de diversão? - antes que um dos marinheiros que estava com a gente pudesse descer do navio, eu pararia eles e perguntaria - Vocês carregavam alguma coisa de valor no navio? Ou talvez alguém? Prisioneiros ou algo do tipo? - se não carregassem nada ou ninguém, talvez fosse apenas um bando de desocupado querendo atenção.

Enquanto Eric estivesse pegando informações e não estivesse tendo nenhuma luta no exterior, eu voltaria para dentro do navio - Será que estão tentando nos distrair? - passaria correndo por todo o navio, entrando em todos os cômodos e dando uma vista de olhos lá dentro. Caso não encontrasse nada, voltaria para o exterior para me encontrar com Eric - Acho que não tem ninguém lá dentro... - eu sabia que ele não tinha más intenções em querer me proteger do perigo, seguraria a mão dele - Eu sei, eu sei... Mas... - daria um pequeno sorriso para ele - Eu consigo lutar. Se eu não fosse capaz, eu nem teria me ingressado na marinha. - passaria a mão no rosto dele - E mais, tenho um anjinho da guarda olhando por mim. Controle eles de longe que eu controlo eles de perto. - a preocupação dele tinha uma fundação lógica e coerente, no entanto eu precisava provar para todo mundo que eu sou mais que uma garotinha. - Essa doença não vai me matar. Não antes de eu provar para todo mundo o meu valor como cientista e mulher...



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  • Foi até ao QG e recebeu uma tarefa da Capitã Linda.
  • Pegou ferramentas e uma katana. Foi até ao local indicado pela Capitã com Eric.
  • Chegou no navio da marinha e foi até a sala da caldeira. Resolveu o problema.
  • Teorizou sobre a existência de algum infiltrado no navio.

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Última edição por Skÿller em Ter Jun 08, 2021 5:56 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Voice of the Soul Ter Jun 08, 2021 5:07 pm






Voice of The Soul

Não se havia exatamente água com Elias, na realidade era algum tipo de bebida alcóolica, mas, melhor que tomar óleo de cozinha de toda forma. No final o importante é que serviu para os meus propósitos e os sedativos puderam ser utilizados e eu pude realizar o meu trabalho sem muitos incômodos, afinal, pelo visto Annie tinha dado um jeito no calor que fazia naquele navio, não tinha dúvida que ela conseguiria resolver, ela é um gênio, afinal. De qualquer maneira já havia passado tempo o suficiente naquele calor infernal para me fazer suar demais. Terminado o procedimento eu conseguia respirar mais aliviado, já que grande parte daquela tensão de outrora já não mais existia; a corrida contra o tempo havia terminado. Junto de Elias e do recém conhecido Pietro, nós conseguimos transportar o soldado para fora do navio sem grandes dificuldades e lá fora não demorava para encontrarmos mais soldados da Marinha para que o homem pudesse ser levado para ser tratado de melhor forma. Todo mundo sabia que a Capitã Linda era uma ótima médica e com certeza poderia ajudar o homem em sua recuperação lá no QG, com certeza ela tinha mais experiência com isso do que um médico iniciante como eu. - Ufa. Deu tudo certo no final. - eu dizia ao olhar para o soldado ferido, já lá fora e com as bandagens trocadas. - Muito obrigado gente, sem vocês eu não iria conseguir! - fiz uma rápida reverência, já me preparando para voltar para o navio em busca do restante dos marinheiros. Acenei brevemente para os que por ali ficavam e a passos rápidos comecei o meu retorno. Meu primeiro trabalho como médico de campo havia sido um sucesso e eu não poderia deixar de agradecer aos outros pelo apoio que me deram.

Voltei rapidamente para o barco, tentando chamar a atenção de quem ainda estivesse por lá e por ação do destino eu conseguia achar logo quem eu mais amava no mundo; o meu sentimento perene por Annie com certeza nos fazia ser inseparáveis. Ao me aproximar de minha amada, eu fiz o que todo bom homem faria para sua mulher numa situação como aquela que estávamos: chequei ela completamente, em busca de queimaduras ou algum tipo de ferimento. Ela estava no local mais perigoso do navio no momento de desespero, afinal. Graças a Deus, nada de ferimentos eu encontrava, ela parecia estar em perfeito estado. Institivamente eu pegava nos quadris de Annie, querendo puxa-la para um abraço, pouco me importava se ela estava suada ou não, porém... eu finalmente me dava conta que não estávamos sozinhos ali, tinha uma grande plateia nos olhando e sabia que Annie se sentia bastante envergonhada com essas demonstrações de afeto em público, apesar de pessoalmente eu não me importar. - Droga, o remédio! Como pude me esquecer? - meu sorriso de felicidade ao saber que Annie não tinha se machucado logo virava um semblante de preocupação. Eu tinha me esquecido completamente desse detalhe, porém Annie fazia o favor de me lembrar. Merda, será que ela já está sentindo os efeitos de sua doença?! Eu conhecia bem a minha princesa e sabia que ela não gostava que eu ficasse preocupado com ela, mas, era impossível, sempre me deixava muito apreensivo essa questão da doença dela. Como minha princesa havia dito, não se tinha mais feridos, então a prioridade era encontrar os remédios para Annie antes que fosse tarde demais.

Porém logo um estrondo enorme ecoou pelo navio, mas, que vinha lá do lado de fora, parecia que alguém havia estourado uma bomba. - Cacete! Essa foi das grandes! - exclamei ao escutar o enorme barulho, um pouco desnorteado. Os marinheiros que estavam com Annie diziam que precisavam fazer um relatório e encontrar uma tal de Lucy. - Ah, desculpem-me. - respondia ao marinheiro, parecia que eu estava atrapalhando a passagem dos mesmos enquanto ainda estava tentando entender o que estava acontecendo. Eu abria caminho para os outros marinheiros passarem assim como Annie, talvez ela estivesse sabendo melhor da situação, porque eu simplesmente estava voando com tudo aquilo que ocorria. Seguiria ela assim que ela começasse a correr e a me explicar o que de fato ela imaginava o que era. Minha princesa acreditava que não tinha sido um simples problema mecânico que havia ocorrido ali no navio, mas, sim algum tipo de sabotagem feito por alguma pessoa. Pelo que ela tinha falando antes, eu já deveria ter percebido isso. - Então, você tá achando que essa tal de Lucy? Ela desapareceu, né, então isso só pesa ainda mais a suspeita pra cima dela. - completaria a fala, ainda em constante movimento. Lá fora, eu buscaria localizar alguém que estivesse agindo de forma suspeita, com minha visão um pouco mais avantajada, talvez isso não fosse uma tarefa tão difícil. Ainda que houvesse alguém que foi destacado do serviço de patrulha a pouco tempo, com certeza algum dos marinheiros que ainda estavam pelo porto poderiam ter avistado alguém agindo de forma estranha. - Bom dia soldado. - faria uma breve reverência, me aproximando de algum marinheiro em patrulha. - Você por acaso viu alguém agindo de forma estranha por aqui ou viu uma mulher saindo daqui dessa região do porto com trajes de marinheiro? O nome dela é Lucy. - terminaria, esperando uma resposta do marinheiro. Ao fim, independente da resposta do mesmo, eu agradeceria por ele ter cedido uma parte do tempo dele para mim. - Certo, muito obrigado. - com as informações que me fossem dadas, eu iria decidir os meus próximos passos.

O porto era um lugar bastante grande, com certeza teria locais suficientes para a mulher poder se esconder, isso é claro, se for realmente ela que tenha feito essa sabotagem no navio. Voltaria até Annie, onde poderíamos organizar melhor como seria a nossa busca. - Voltei, princesa. - pararia um momento para poder respirar e claro, pensar direito no que deveria fazer a seguir. - Você precisa comprar os seus remédios. - com um olhar sério, eu colocaria minhas mãos nos ombros de minha amada. - Se tivermos que entrar em combate, não quero que você tenha uma crise no meio da luta. - as consequências disso poderiam ser fatais para Annie, então eu não deixaria isso acontecer de maneira alguma. - Se quiser eu posso continuar a busca sozinho. - traria minha nerd para próximo de mim, abraçando-a. - Eu te amo, tá? É por isso que eu me preocupo tanto com você. As vezes pode parecer exagero, mas, eu só quero o melhor para você, princesa. - diria sorrindo para ela, falando num tom mais baixo. O medo de que alguma coisa acontecesse com Annie sempre era presente em meu coração. Maldita doença. Mas, queria ouvir o que ela tinha a dizer sobre como ela estava se sentindo no momento. Não poderia obrigar ela a fazer o que eu queria, mas, esperava que ela tivesse um senso de autopreservação maior. Se eu tivesse que caçar o culpado sozinho, eu tenho confiança que minha pontaria não iria me deixar na mão, com certeza eu conseguiria segurar as pontas.



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Re: Voice of the Soul Ter Jun 08, 2021 10:35 pm
Narração - Voice of The Soul
Localização: Porto de Baixa Shells Town
Período do dia: Fim de Tarde

Os momentos que antecediam o encontro caloroso, e estamos falando da temperatura mesmo, eram embalados pelas falas ríspidas da marinheira para com os tripulantes do navio. Lilith até abria a boca para falar, mas era rapidamente interrompida por Annie, que adivinhava o que sairia dali.

De qualquer forma, já tinham uma suspeita: A piran... Digo, Lucy. A marinha parecia ter recomendado a tal moça, mas teria sido bom conferir se ela era o que dizia, afinal, ao que tudo indicava, acabara de tentar matar alguns marinheiros, usando um golpe simples e sujo.

Enquanto isso, Eric terminava seus trabalhos e entregava o ferido nas mãos de uma patrulha, agradecendo a ajuda dos tripulantes e se sentindo aliviado por completar sua primeira de muitas missões que ainda viriam, e o melhor, com sucesso. Agora só restava encontrar Annie.

Os passos da marinheira ficavam cada vez mais pesados à medida que avançava pelos corredores, indicando que seu corpo não poderia aguentar mais muito tempo sem o antídoto para sua doença. No entanto, um bom substituto logo poderia ser encontrado, e assim ela o fazia, seguindo a voz dele.

Depois de aliviados e conversados, o jovem Jorge se pronunciava, e pegava de volta sua camisa, para só então ouvirem o estrondo lá fora. Após uma rápida entreolhada, ambos já sabiam o que fazer, e corriam pelo navio novamente, enquanto Annie aproveitava para explicar a situação.

Lilith, por sua vez, arfafa e tentava alcançá-los. - Calma lá gente! Quem morreu?! - Ao falar isso, ela soltava um pequeno guincho. - Opa, esquece. - E seguia o caminho no encalço do casal.

Uma vez lá fora, se viam na presença dos marinheiros, que ao serem indagados sobre a carga, respondiam. - Na verdade tínhamos prisioneiros, sim. Uma dupla de piratas, mas não eram muito valiosos, e já foram levados ao QG. - Robervaldo olhava em volta, enquanto Annie entrava no navio para checá-lo, constatando que não havia nada mais por lá.

Ao voltar para superfície, protagonizava uma bela cena com Eric. O loiro se preocupava com o bem estar de sua amada, afinal, seu corpo já era naturalmente mais fraco, e agora estava sem seu remédio, não sabiam o que poderia acontecer. Mas aquela cientista não se deixava abalar, muito pelo contrário, sabia que não tinha nada a temer enquanto estivesse com ele ao seu lado. Além disso, claro que ela não daria esse gostinho de vitória para a Dona Morte ainda.

Mas quando terminavam de conversar, era hora de localizar a tal impostora. Eric aproveitava sua visão avantajada para vasculhar seus arredores, e era aí que seus olhos estacionavam em uma figura bem destoante do resto. Ali, parada no meio de todo aquele caos que fora instaurado, jazia alguém que parecia plena.

Uma mulher trajando roupas vermelhas e pretas, com um tapa olho adornando um de seus belos olhos carmesim. Ao seu lado havia um homem carregando um enorme machado, que parecia protegê-la. E sob os pés da moça, envoltos por uma bota de couro preta, jazia um mini barril de pólvora, que ela acendia e chutava na direção deles, com um sorriso no rosto.

- Achei que não sairiam! Aqui um presente pra vocês... - O barril rolava pelo cais até explodir parte dele, derrubando pedaços de madeira pela água. As pessoas que antes haviam por ali, agora corriam desesperadas pelo porto, e a marinha também não se fazia presente, uma vez que tinham ido escoltar o ferido. - Parece que se livraram dos marinheiros para mim, obrigada!

- L-Lucy?! - Jorge olhava embasbacado para a mulher, como se estivesse realmente incrédulo. - Eu sabia que essa daí não era flor que se cheirasse. - Robervaldo cruzava os braços e olhava feio para ela.

- Hmmm, sinceramente? Achei meio brega... Bota de couro é tão século passado. - Lilith mergulhava em devaneios sobre moda, enquanto analisava a mulher, ignorando o clima tenso que se formava ao redor.

ControlePosts: 07

Annie
Doença: (7/15)
Ferimentos:
Ganhos:
- Espada (Katana) Gasta da Marinha (+1 em Força)
- Kit Mecânico da Marinha (Ferramentas diversas)
- Mochila da Marinha
Perdas:
- Só neurônios


Eric
Ferimentos:
Ganhos:
- Kit Médico da Marinha (Sedativo, Álcool, Bisturi, Agulha e Linha de sutura, Bandagens, Remédio [1 unidade])
Perdas:
- 125.000 Berries (Entregues a Anabelle)

 

Considerações
Lilith
Voice of the Soul - Página 2 Encomenda_-_Cubo_02-03_-_Sem_Assinatura 


Velho Marinheiro (Robervaldo)
Voice of the Soul - Página 2 1-1212967747


Marinheiro do Meio (Elias)
Voice of the Soul - Página 2 Bdfb346c979c0ca1786cbe21c40e1fb1


Marinheiro mais Novo (Jorge)
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Lucy
Voice of the Soul - Página 2 Beidou-Genshin-Impact-01-1024x576



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Re: Voice of the Soul Qua Jun 09, 2021 10:51 pm






Voice of The Soul

Antes que eu pudesse continuar minha parte na busca, eu tinha notado alguém bem suspeito durante estava vasculhando apenas por cima a área do porto de uma forma mais generalizada. Era uma mulher que usava roupas extravagantes, parecia até mesmo que queria chamar atenção, apesar de que roupas como aquelas num calor desse não fosse uma das escolhas mais inteligentes. Ao lado da mesma, parecia que a mulher tinha um tipo de guarda, era um homem que trazia um enorme machado em suas mãos, arma tão extravagante ou um pouco mais que as roupas da mulher que seu portador acompanhava. O mais preocupante no entanto veio depois; a mulher tinha consigo um barril de pólvora, que logo foi acendido e chutado em direção ao barco de onde estávamos, explodindo antes que pudéssemos fazer alguma coisa e consequentemente levando uma parte do cais, que já era bem precário, para a água. A mulher se gabava por não haver mais marinheiros pelo porto, mas, isso não seria problema. Aqui nós temos o suficiente, disso eu tenho certeza. - Então a meliante deu as caras, né? E pelo visto ela tem um cumplice. - falava com um sorriso sarcástico em meu rosto enquanto olhava para a mulher. - Encontramos em quem você pode bater agora, princesa. - voltava meu olhar para Annie, sabia que minha amada estava doida para dar uma surra no culpado do navio e pelo visto, a gente nem precisou ir muito longe para poder encontra-la, a criminosa praticamente pediu para ser capturada agora, aparecendo bem na frente das pessoas que ela mais devia evitar.

As suspeitas eram confirmadas com o grito de Jorge e com o olhar de decepção de Robervaldo, aquela era Lucy, a nossa principal suspeita sobre quem havia sido a pessoa a ter sabotado o navio. - Bom, ela está cometendo um grave erro ao querer nos enfrentar... no entanto, há algo que me preocupa; há vários civis que precisam ser evacuados daqui. O pessoal do Mercado Público já deve ter escutado o som também e logo se criará um tumulto ainda maior. - com olhar sério eu olhava para todos os marinheiros que estavam perto de mim. - Temos que ter uma enorme cautela nesse combate. - ainda que meu coração começasse a acelerar e a adrenalina começar a correr em meu sangue, nós precisávamos tomar conta primeiramente da vida dos civis que ali estavam antes de se preocupar com a luta propriamente. Então, eu tinha que achar algumas maneiras de ganhar algum tempo até os cidadãos estarem longe do perigo. - Ah, então quer dizer que encontramos a ratazana que traiu a Marinha! - eu exclamava para que a maldita Lucy pudesse escutar, com um sorriso confiante em meu rosto. - Você deve ser besta não é? Aparecer para a gente assim é pedir para ser presa! Tzahahahahaha! - queria chamar a atenção da mesma para mim, para ganhar um tempo para que os civis se afastassem dela. Eu começava então a retirar uma de minhas flechas de minha aljava e pegava o arco em minhas costas com a outra mão, ainda sem colocar a flecha na corda do arco. - Sugiro que você se renda ou arcará com graves consequências. A escolha é sua. - então eu finalmente tencionava a flecha na corda do arco, buscando mirar perfeitamente em direção de Lucy.

Se tudo desse certo, nesse momento eu já teria comido tempo o suficiente para os civis correrem dali, então não teria mais motivos para ficar segurando aquela flecha, logo disparando-a em direção de Lucy sem hesitar por muito tempo. Meu objetivo inicialmente era evitar os pontos vitais dos criminosos, não era o momento de partir para uma abordagem mais fatal, então a flecha seria disparada visando acertar uma das pernas de Lucy. - Eu te cubro, amor. Acaba com eles. - eu sorriria para Annie, ainda que nervoso. Ainda tinha minhas incertezas sobre seu estado de saúde, mas, só me restava confiar em Annie e fazer tudo que eu puder para poder ajuda-la. - O restante, deem uma força na evacuação dos civis! Façam a proteção deles que nós damos conta da Lucy! - exclamaria para o restante dos marinheiros, correndo para buscar algum tipo de proteção como caixas ou barris e etc, onde eu poderia ter cobertura para possíveis ataques de longa distância e me agacharia, preparando meu próximo disparo. Puxaria mais uma vez uma flecha de minha aljava, colocando-a na corda e tencionando-a. Flexionaria os músculos de minhas costas e buscaria meu alvo. Respirando lentamente para logo em seguida exalar, relaxando a minha mão que segurava a flecha e a corda. Essa era o pequeno ritual que todo arqueiro fazia antes de atirar a flecha. Dessa vez, minha intenção seria atingir um dos braços de Lucy, buscando debilitar ainda mais o seu combate, retirando a sua mobilidade para que Annie não tivesse muitos problemas quando estivesse se aproximando.

Antes de atirar mais uma vez, buscaria analisar como Lucy e seu capanga atacaria, não sabia quais tipos de arma ela portava e o homem poderia ter mais algo além do machado também. De qualquer maneira, seguiria o procedimento padrão para se defender de armas de longo alcance; buscando cobertura e mantendo-me protegido dos disparos até sentir que pararam para recarregar. Para combate corpo-a-corpo, eu confiaria em meus reflexos para realizar fintas e rolamentos (sempre segurando minhas flechas) para o lado para ataques verticais na parte de cima do meu corpo e eu simplesmente saltaria para trás para golpes baixos que tentassem acertar minhas pernas. Caso o homem do machado viesse a me atacar com um corte horizontal, me agacharia rapidamente e rolaria para o lado, segurando as flechas da aljava que ficava em minha cintura. Rapidamente pegaria mais uma flecha e colocaria a mesma na corda, puxando e disparando a queima roupa no homem, correndo logo após para ganhar uma maior distância e cansar meu adversário. No entanto, se eu estivesse tranquilo, continuaria com minha estratégia de cobrir Annie, puxando mais uma flecha, porém, esperando uma brecha ser aberta na defesa de Lucy por Annie, para disparar mais uma vez contra os braços da criminosa. - Cuidado, princesa! - alertaria minha nerd, claro, ela tinha que saber quando eu iria disparar para que ela não fosse atingida pela minha flecha. Após isso, voltaria a focar em minha defesa e a analisar como os nossos adversários lutavam, teria que ter bastante informação de como os dois agiam para poder combate-los da melhor forma possível. Por, fim, buscaria ver como andava o progresso de evacuação do porto, antes de pegar mais uma flecha e planejar meus próximos ataques.



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Re: Voice of the Soul Qui Jun 10, 2021 7:04 pm





»» there's an imposter ««

- Annie-


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Parecia que realmente existia alguma coisa sendo transportada no navio, para ser mais específica, dois prisioneiros. Ainda não sabia ao certo o que o infiltrado poderia querer ao certo dos prisioneiros - Amigos? Alguém que deve dinheiro? Pura diversão? - pensava enquanto via o mundo em minha volta se tornar caótico. Lucy não demorava para dar as caras e causar um estrondo no porto - Brega demais. Aquele tapa olho é tão ultrapassado. - comentava para Lilith enquanto começava a brincar com a minha adaga.

Eric parecia tão empolgado para a luta quanto eu - Primeira missão e temos que lidar com uma caolha cafona dessas. - sorria para o meu raio de sol - Conto com você. - o fato dela se apresentar de uma forma tão espalhafatosa como aquela, me deixava curiosa. Seria ela apenas burra ou existia algum propósito por trás de todo aquele show. Rapidamente desceria do navio refilando com os marinheiros - Cara de piranha, tapa olho e voz de travecão. Sério que ninguém suspeitou de que ela não era uma marinheira? - parava para pensar um pouco -  Ok, não tem nada de errado com a voz dela mas precisava de um terceiro motivo.

Procuraria alguma cobertura no porto, de preferência ao lado de Eric, dando prioridades a caixas grandes. Esperaria que Eric começasse a distrair eles com os seus ataques de longe; assim que ele disparasse a primeira flecha, eu saltaria para fora do navio, correndo em direção de Lucy, segurando a minha katana com a mão esquerda e a adaga com a direita.

O grandão certamente parecia ser o protetor dela, teria que tratar dele primeiro, dessa forma Eric teria abertura para tratar de Lucy. Ao chegar perto de Lucy, o mais provável seria que o cachorro dela tentasse ficar na nossa frente e me atacar, então, caso isso acontecesse, eu realizaria uma finta para a minha direita e usaria a katana e a adaga para bloquear o golpe num movimento rotativo, rebatendo-o para a minha esquerda.

No bloqueio aplicaria o máximo de força possível para desestabilizar o equilíbrio do pirata e criar uma abertura para então aproveitar o momentum do meu golpe para realizar um corte com ambas as armas em Lucy caso estivesse perto o suficiente; não estando perto o suficiente, eu saltaria o mais alto possível e enfiaria a adaga no ombro do pirata, usando o peso do meu corpo para trazer a adaga para baixo e realizar um enorme corte no seu braço. Após qualquer um dos casos, me afastaria dos dois para poder analisar melhor a situação.

O capanga da Lucy era claramente grande e, infelizmente, talvez mais forte que eu. Não podia me deixar levar pela emoção da luta e toda a adrenalina que ela trazia ao meu corpo, afinal ainda não havia tomado os meus remédios hoje e a última coisa que eu queria era cair no chão exausta antes de declarar vitória. Precisava manter a guarda alta até que Eric deixasse a carne macia para que eu pudesse dar o golpe final. Tentaria sempre manter a distância do guarda, me desviando com movimentos rápidos e curtos, sempre usando a minha katana para bloquear o machado dele para facilitar a defesa.


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  • Lucy apareceu no porto explodindo tudo, confirmando a teoria de Annie.

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Re: Voice of the Soul Ter Jun 15, 2021 10:18 am
Narração - Voice of The Soul
Localização: Porto de Baixa Shells Town
Período do dia: Fim de Tarde

- Quem é Lucy, palerma? Vocês podem me chamar de Soberana Rainha dos Mares... É, acho que vai servir. - Um sorriso sarcastico e diabólico se formava nos lábios rubros da mulher, que era escondida por trás de uma pequena cortina de fumaça, causada pelo barril de pólvora. Annie e Lilith não se continham, e julgavam toda a escolha de roupas da mulher, na verdade, Eric também o fazia, mas não verbalizava.

Era nesse momento de fala, no entanto, que ele bolava um plano em sua cabeça. Precisava ganhar tempo para evitar que os civis saíssem feridos dali, afinal, um combate com as prováveis bombas da mulher poderia causar muita destruíção e ferimentos, por isso, sua melhor aposta era irritá-la. Já a cientista, se escondia como podia atrás de barris, enquanto esperava o momento certo para atacar.

Eric logo começava a falar com ela em tons de sarcasmo e desafio, mas não deixava de se dirigir à sua amada, reafirmando que a hora da batalha se aproximava. Ele atingia seu objetivo, e a mantinha ocupada enquanto alguns civis desesperados corriam para longe do porto. No entanto, o que via na mulher não era raiva, e sim uma espécie de animação.

- Ratazana...? Não, meu bem, eu estou mais para Gabiru. - O sorriso nunca deixava seu rosto, e ela novamente preparava um barril ao seu lado, posicionando-o sob seu pé direito, e abaixando sensualmente o tronco para acendê-lo.

- Psst. Parece que a maioria dos civis saíram. - Robervaldo falava da maneira mais furtiva que conseguia, enquanto olhava o porto ao seu redor.  Jorge, por sua vez, apenas assistia tudo incrédulo, perdido no que fazer, como sempre.

Eric então sacava uma de suas flechas e mirava rapidamente na mulher, já preparado para soltar a corda tencionada de seu arco. Quando ele ia disparar, porém, um projétil passava zunindo ao seu lado, furando a madeira perto de seus pés. Fato esse que acabava o desconcentrando, e ao soltar a flecha, ela passava perigosamente próxima ao rosto da suposta Lucy, mas não a acertava.

- Tsc, essa foi perto, hein? - A mulher sorria, enquanto o homem com o enorme machado se apoiava nele, como se fosse uma bengala. Se olhassem ao redor, identificariam sobre um prédio baixo a presença de um atirador.

- Deixa aquele lá comigo. E você, Jorge, faz o que o loirinho mandou! - Robervaldo saía em disparada antes que qualquer outra coisa pudesse ser dita, e Jorge confirmava a ordem de Eric com a cabeça, já seguindo na direção onde os civis poderiam estar.

Isso deixava o casal sozinho de frente com os dois inimigos. Eric então olhava para sua amada e lhe assegurava que protegeria suas costas, enquanto ela avançava para a batalha, e assim o faziam. O loiro corria para atrás de caixas de carga, se protegendo dos possíveis disparos do atirador que Robervaldo tinha ido perseguir.

Escondido e preparado para mais um disparo, Eric soltava a corda, e a flecha cortava o ar com uma velocidade impressionante. Lucy, no entanto, não era tão desprevenida, e percebia a aproximação do projétil, conseguindo desviar no último segundo, mas não sem antes ter o braço cortado pela lâmina.

Ela encarava o lugar de onde a flecha havia sido atirada, e com um sorriso falava. - Ora, ora... Parece que o cãozinho também sabe morder. - Eric, por sua vez, não cessava os disparos e mesmo que eles não estivessem efetivamente acertando ninguém, até o momento, sua ação era muito útil para irritar os inimigos e deixá-los distraídos.

Enquanto isso, finalmente chagava o momento da cientista sair de seu esconderijo. Rapidamente, de forma que seus inimigos quase nem notavam, ela escapava correndo, empunhando sua katana e adaga, avançando na direção dos dois.

Como ela mesma previu no trajeto, o brutamontes se punha na frente de Lucy, impedindo que Annie pudesse continuar. O homem erguia seu machado e o abaixava com tudo na direção da marinheira. Ela, já preparada para tal possibilidade, se esquivava do golpe enquanto o repelia em um movimento rotatório.

Sua defesa era bem sucedida, e o homem recuava alguns passos, no entanto, parecia que sua força não bastava para desequilibrá-lo, ao menos não naquele momento. Mas a moça não se dava por satisfeita ainda, e com um pulo alto, ela alcançava o ombro do pirata gigante, tentando fincar sua adaga ali.

No entanto, ela nem chegava a ter a chance, uma vez que o pirata erguia o braço e batia com força nela, atirando-a para longe dele. A moça caía sobre algumas caixas, que se quebravam com o impacto. A dor de ser arremessada logo a atingia, e podia ver pequenos cortes pelo corpo, causados pelos pedaços de madeira.

Eric não podia ver tão bem sua amada de sua posição, no entanto, a julgar pela quantidade de sangue, que era praticamente inexistente, sabia que suas lesões não eram graves. De qualquer forma, Annie havia conseguido realizar seu objetivo, e agora estava afastada para analisar a situação.

E ela era a seguinte: Lucy estava fora da madeira do cais, sobre pedras do piso da cidade. Seu capanga se encontrava alguns metros a frente, já sobre a madeira. Annie estava caída entre os dois e Eric, e por pouco não foi parar no mar. Já seu amado se encontrava ao lado do navio, escondido atrás de algumas caixas, mas com uma visão boa para mirar nos inimigos.

Fora daquela cena, havia Jorge, que corria pelos limites do porto, tentando achar civis desamparados, enquanto se esquivava de tiros. E robervaldo, que agora chegava na base do prédio em que o atirador se encontrava.

Mas não havia muito mais tempo para analisar e pensar, uma vez que Lucy terminava sua preparação e novamente chutava o barril de pólvora, agora na direção de Annie. O objeto vinha rolando pela madeira e produzindo um som estridente de pavio sendo queimado, e em pouco tempo a alcançaria.

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Re: Voice of the Soul Seg Jun 21, 2021 8:45 pm





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- Annie-


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Lucy parecia não ter muita noção do significado de casal. Eric era e sempre seria meu, mas o comportamento dela parecia demonstrar algum interesse nele, me tirando toda a fonte inesgotável de paciência que eu tinha. - Aquela piranha do caralho, desgraçada da porra. Quem é ela para ficar se atirando no MEU homem? Filha da puta, tá fudida na minha mão. - Pensava me levantando com dificuldade da caixa. O golpe não havia me machucado muito, mas era possível sentir um claro cansaço devido à minha escolha de não comprar o remédio, além de que lutar me dava uma sensação gostosa de adrenalina, me fazia sentir viva. Era bom sentir dor que não fosse provocada pela doença.

A piranha do mar parecia lançar ataques contra mim, atirando aqueles barris de merda na minha direção. Sem muito tempo para pensar, eu olharia para Newton enquanto corria em direção à água - Aguenta firma, Newton! - mergulharia então na água. Não sabia ao certo o tamanho que a explosão causaria, tentar me esquivar poderia ser apenas inútil. Mas na água era diferente, ela iria aparar a maior parte do dano. Aguentaria debaixo de água o máximo de tempo possível, até escutar a explosão para finalmente voltar para a superfície - Me cobre! - gritaria para Eric. Respiraria fundo e voltaria a mergulhar para nadar ao longo do porto para poder arrumar um ponto mais ou menos seguro para poder subir sem ser bombardeada de novo.

Ao  chegar num ponto onde fosse possível subir, olharia para Newton - A mamãe precisa que você se esconda, ok? - deixaria ele sair correndo no porto até um ponto seguro. Assim que ele se afastasse eu olharia para Eric, analisando a situação. Apenas sairia da água caso Eric estivesse distraindo pelo menos o atirador para que eu pudesse subir em segurança.

Assim que saísse da água, correria em direção a Lucy, alguém precisava ensinar para ela bons modos. Os piratas dela eram que nem cachorrinhos, não deixariam que ninguém chegasse perto dela sem que ela deixasse, infelizmente para eles eu não tava nem aí para o que eles queriam. O grandalhão era bem mais forte que eu, mas eu era mais pequena e tinha uma vantagem na hora de esquivar, podendo usar isso ao meu favor. Correria em zig-zags na direção de Lucy, olhando fixamente no seu olho, deixando bem claro que o meu objetivo era ela e apenas ela.

Estava confiante que Eric teria toda a atenção do atirador, eu não podia fazer nada em relação a ele além de me esconder atrás de alguma coisa, mas isso seria impossível com o grandalhão por perto. Ao me aproximar do grandalhão fintaria ele, fingindo ir para a esquerda para na realidade mudar o meu movimento no último instante para a direita, ao passar por ele realizaria um corte na sua barriga com a minha adaga. Ao passar totalmente por ele, enfiaria a minha adaga bem no centro das suas costas e deixando ela lá e partiria em corrida em direção da caolha, segurando apenas a katana.

Se durante a minha corrida o grandalhão lançasse algum golpe vertical, eu daria um dash rápido para a esquerda, me abaixando ligeiramente para assegurar que não seria pega pela sua arma. Se fosse um golpe horizontal no nível da cabeça, eu rolaria para a frente e ao me levantar, usaria o meu momentum para me lançar em direção à zona pélvica dele com ambas as lâminas  preparadas para entrar no seu corpo, assim que penetrassem o seu corpo eu realizaria um movimento em X para as tirar, causando um grande corte nele. Se fosse horizontal entre o pescoço e a cintura, eu pararia o meu movimento por completo e daria um pulo rápido para trás. Se fosse um golpe abaixo da cintura eu saltaria o mais alto possível e, se estivesse no alcance, enfiaria as lâminas em cada olho.

Teria que ficar atenta aos barris que a piranha poderia continuar mandando, piratas não tinham qualquer honra ou preocupação entre eles, então ela bem poderia lançar o barril de pólvora com o seu aliado ao seu lado, então se isso acontecesse eu me lançaria para longe do barril, de preferência para trás do grandão, fazendo ele ficar entre o barril e eu.



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Re: Voice of the Soul Ter Jun 22, 2021 2:22 am






Voice of The Soul

Ótimo, a primeira parte do plano havia sido um sucesso, eu tinha um certo dom no que se referia a chamar atenção que poderia ser úteis em diversas situações como essa, o tempo foi ganho e minha parte havia sido cumprida parcialmente. Faltava só o mais difícil, que era capturar os piratas que restavam por lá. Minha nerd também tinha a sua parcela de provocação, claro, ela tinha o dom para isso e pegava bem mais pesado do que eu. Com os civis fora do porto, era o momento que nós poderíamos lutar sem um maior peso na consciência, para ser um bom marinheiro deve priorizar a proteção dos civis antes da agressão dos infratores. Bom, pelo menos era isso que meu pai falava para mim quando se era pequeno, apesar, que nem mesmo ele devia seguir a risca essa regra; bom, aquela frase ainda fazia sentido em minha cabeça e eu não deixaria de segui-la tão facilmente. Lucy tentava sensualizar para cima de mim, porém, não havia efeito algum. Só tinha olhos para Annabelle, qualquer outra mulher parecia sem sal demais perto da perfeição de Annie. - Boa tentativa. O que importa a intenção né? Tzahahaha! - eu gargalhava sarcasticamente ao ato de Lucy, não havia nem comparação entre ela e minha princesa. - Eu vou te falar novamente, Lucy; melhor você se render logo antes que acabe de uma forma que você não vai gostar. - minha mão estava praticamente coçando para atirar mais flechas contra ela, mas, eu tentava resistir ao impulso. Eu não tinha medo de matar e apesar de não gostar muito de retirar a vida de alguém, antes eles do que eu. E parecia que eu seria obrigado a operar de maneira letal.

Robervaldo me avisava que já estava tudo ok momentos antes de eu começar a disparar minhas flechas e antes que eu pudesse me focar completamente em meu alvo, eu escutava uma bala passar muito próxima de mim. Merda, parece que eles também tinham um atirador. - Ah, a modernidade... Muitas pessoas não sabem aproveitar os clássicos. - dizia em frustração ao perceber que minha flecha passava bem próximo do rosto de Lucy, mas, acabava por errar o alvo de qualquer forma. Vasculhando a área com olhos atentos, logo eu encontrava onde estava o atirador inimigo; num pequeno prédio próximo da gente. Seria um problema enorme para resolver com certeza. Por sorte, Robervaldo tomava a iniciativa de resolve-lo para nós. - Conto com você, soldado! - eu gritava para ele, sem ter certeza se ele havia escutado ou não antes de disparar ao encontro do atirador. Minha segunda flecha também não conectava perfeitamente, passando apenas de raspão e rasgando superficialmente a carne da pirata. - Merda. - eu praguejava em voz baixa, indignado com o meu erro. A tensão de ter um inimigo na minha cola não estava me deixando concentrar de forma perfeita. Não era hora de ficar pensando nessas besteiras, mas, era inevitável para mim. Sabia que um erro meu poderia custar a vida de Annie. De qualquer forma, eu não deixaria de tentar ajudar a minha princesa. Se eu não consigo finaliza-la, eu tenho certeza que Annie conseguiria. E assim, eu continuei efetuando mais alguns tiros, mesmo que imprecisos, eles serviam ao menos de distração constante para meus inimigos.

No entanto, parecia que não estava nada fácil para Annie lá na frente, já que minha princesa havia infelizmente sido acertada por um dos golpes do gigante e sido lançada para longe, graças a Deus, não parecia ter nenhum ferimento muito grave. Mas, isso não faria eu perdoar aqueles miseráveis. - Annie! - gritei ao escutar o barulho das caixas se quebrando. - Você mexeu com quem não devia, Lucy! Eu estava querendo pegar leve com você, mas, você não me deixa escolha alguma. - a raiva começava a surgir em meu peito, era imperdoável para mim que alguém fizesse algum mal para Annie. A desgraçada preparava mais um barril de pólvora para a Annie, mas, eu não deixaria isso sair tão barato. Logo sacava mais uma flecha de minha aljava, meu objetivo agora era outro, porém eu tinha que ter confiança em minhas habilidades. Tudo para poder salvar Annie. Fechando meu olho esquerdo para mirar melhor em meu alvo, eu prendia a respiração e colocava a flecha na corda. O objetivo: o pavio do barril de pólvora. Se eu pudesse acertar o pavio antes que o fogo queimasse-o completamente, eu poderia evitar a explosão. Assim, mais uma vez eu posicionava meu arco verticalmente e tencionava os músculos da minha costa, tentando me concentrar, sem pensar em mais nada além de meu alvo. E assim eu relaxaria a minha mão e soltaria a flecha, carregada de fé. Era um tiro que com certeza não era fácil, mas, eu não podia apenas ficar parado sem nem ao menos tentar fazer algo.

Meu truque dando certou não, o que me restava era continuar a batalhar e eu sabia que eu precisava eliminar minhas distrações antes que pudesse realmente atacar de forma efetiva. Buscaria mira do atirador, aproveitando de minha cobertura para proteger-me de possíveis disparos efetuados pelo menos e assim começaria a ataca-lo sem parar, era algo bastante conhecido para nós atiradores; o famoso fogo de supressão. Atiraria sempre que o bandido desse as caras e voltaria a minha cobertura imediatamente, esperando que o mesmo revidasse para poder voltar a atacar mais uma vez. Não cessaria até perceber que o homem parasse de atirar, o que poderia significar duas coisas: Suas balas haviam acabado; apesar de armas de fogo conseguirem atirar mais vezes antes de recarregar, eu tinha conhecimento que recarregar um pente de arma era mais trabalhoso que apenas colocar uma flecha na corda do arco. Ou poderia ser que Robervaldo finalmente havia alcançado ele e isso significava que eu poderia voltar minha atenção para os outros dois mais uma vez. A primeira situação levaria a segunda de qualquer forma, pelo tempo que ele perderia, deveria ser o suficiente para que meu companheiro chegasse lá. Se passasse muito tempo sem nenhum disparo, eu buscaria olhar para o local de onde o homem estava atirando para ver se ele ainda estava lá. Caso não, era hora de eu alcançar um lugar melhor para efetuar os disparos contra Lucy e seu capanga com machado. Me aproximaria mais, em tom de desafio, já colocando mais uma flecha em meu arco. - A queima-roupa fica mais fácil, né? Bora lá, eu e Annie contra vocês dois. Sem nenhuma interrupção dessa vez. - eu esboçaria um sorriso desafiador enquanto caminhava em direção dos dois.

Eu não tinha nenhum medo de que chegassem perto de mim, afinal, um atirador deve sempre estar preparado para caso isso ocorresse. Na realidade, eu até me sentia mais confiante numa distância menor, afinal o alvo ficava maior. Puxaria duas flechas, uma entre meu dedo do meio e indicador e outra entre meu dedo anelar e mindinho, com apoio de meu polegar. Fecharia meu olho esquerdo e atiraria no joelho do capanga de Lucy, rapidamente passando a outra flecha entre meus dedos e disparando a outra em seu outro joelho. O objetivo era debilitar e cansar o homem antes que eu pudesse realmente engajar num combate mais próximo. Ao passo que ele ou Lucy fosse se aproximando de mim, era dessa forma que eu prepararia para me defender. Esquivaria para o lado com um salto seguido de rolamento em um golpe vertical, pulando em seguida para trás para ganhar mais espaço. Como sempre, não soltaria as flechas de minha aljava durante esses movimentos mais bruscos, não podia deixar que elas caíssem. Para um golpe horizontal, logo eu me agacharia o mais rápido possível, como esse era um movimento onde não faria minhas flechas chacoalharem muito, aproveitaria o momento já para puxar minha uma e preparar meu próximo disparo. Com meu alvo tão perto, não pensaria muito, dispararia a flecha a queima-roupa bem no peito de meu adversário, antes de rolar para trás e pegar distância novamente. Para um golpe vertical, minha opção seria uma finta em direção oposta do trajeto do golpe seguido de um giro, tentando me manter nas costas de meu adversário e ganhar mais um tempo para ganhar distância. Em uma rasteira ou algo do tipo, daria um pulo rápido para trás, sempre com a intenção de ganhar distância e cansar o oponente. Por fim, me manteria atento se possível ao momento em que Lucy fosse acender algum dos barris de pólvora e logo dispararia uma flecha, com a intenção de não deixar que ela se concentrasse em sua tarefa.



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Re: Voice of the Soul Qua Jun 23, 2021 11:32 am
Narração - Voice of The Soul
Localização: Porto de Baixa Shells Town
Período do dia: Fim de Tarde

Erguendo-se dos escombros das caixas, Annie sentia algo a mais além de seu cansaço, e era um ciúme incontrolável, quase ódio. No entanto, não havia tempo para ponderar sobre seus sentimentos, uma vez que o barril de pólvora se aproximava e a moça tomava a decisão mais sábia no momento.

Eric, por sua vez, se sentia impotente apenas olhando tudo aquilo de longe, e decidia tentar o quase impossível. Sua flecha zunia na direção do pavio, e o acertava, desacelerando a combustão, mas não impedindo-a. No entanto, seu tiro acabava atingindo a perna do brutamontes, que se encontrava atrás do alvo pretendido.

Ainda assim, sem o conhecimento do tamanho da explosão, Annie decidia se lançar ao mar, com Newton escondido em suas roupas. Uma vez que sentia o abraço frio da água lhe envolver, ela prendia a respiração e escutava o estrondo abafado do explosivo na superfície.

Ao seu lado, podia ver alguns pedaços de madeira flutuando inofensivamente, e o silêncio voltava a reinar. Ao emergir ela logo pedia cobertura e achava um local para subir no cais novamente. Local esse que agora estava tomado de fumaça e destruição, causada pela "piranha".

Newton obedecia a ordem recebida e corria para longe, enquanto sua dona olhava ao redor, identificando a situação dos inimigos. O atirador agora parecia completamente perdido por conta das flechas em quantidade absurda que Eric disparava.

Uma atrás da outra elas invadiam o prédio, e antes que pudesse revidar, Robervaldo chegava e começava sua luta com ele. Isso dava ao loiro a possibilidade de ajudar Annie, que já se encontrava novamente em pé de guerra com o pirata.

A moça tinha corrido na direção de Lucy, e mesmo que não tenha conseguido alcançá-la, no primeiro momento, deu um jeito de se esquivar dos golpes lentos e pesados do brutamontes. No entanto, em um movimento giratório, acabava sendo empurrada para trás.

Isso não a machucava, mas lhe dava uma nova ideia. Usando sua velocidade em comparação a ele, ela conseguia chegar até suas costas, esquivando de seus golpes. Quando já estava na parte posterior do enorme corpo, ela fincava ali sua adaga, e podia ouvir o urro de dor, que indicava que havia sido bem sucedida.

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Os braços musculosos não conseguiam alcançar a adaga para removê-la, e a dor causada por ela limitava seus ataques. Annie tinha conseguido uma vantagem, mas ainda faltava Lucy. Deixando o gigante homem para trás, ela começava a se aproximar de seu alvo, que agora parecia lívida de raiva.

- Seu imprestável! Como foi atingido por essazinha?! - Rangendo os dentes, ela começava a preparar um novo barril. Enquanto isso, Eric se via livre do atirador, e agora podia se aproximar da cena. Ele vinha colocando a flecha na corda, proferindo palavras de desafio.

Antes que pudesse ir até as moças, no entanto, via o brutamontes se aproximar. Apesar de ferido e com os movimentos limitados, Eric ainda podia ver que ele era um desafiante complicado, e que poderia ser problemático. Ainda assim, ele soltava a corda e observava as flechas atingirem seus alvos.

Logo acima da patela os dois projéteis se alojavam, fazendo com que o homem ficasse levemente mais fraco. No entanto, ele quebrava as flechas contra um poste no porto, e as arrancava com violência do local. Era uma cena digna de homem das cavernas, e ele olhava para o loiro com um ódio absurdo.

Eric então via a aproximação mortal do machado, ameaçando cortar seu corpo na metade. A fim de evitar tal trágico fim, ele se agachava rapidamente e lançava outra flecha, que acertava o peitoral do homem. A visão seria impressionante se não fosse complicada para ele. O brutamontes era tão musculoso que até dificultava a penetração das flechas, e era por isso que não causava tanto dano.

No entanto, seus conhecimentos médicos lhe diziam duas coisas. A primeira é que articulações têm pouco ou nenhum músculo para serem protegidas, e a segunda é que o tecido muscular, por mais hipertrofiado que seja, sangra. Então, no pior dos casos, a hemorragia iria derrubar o homem, dado o tempo necessário.

Já Annie notava que Lucy estava nervosa com a aproximação eminente da marinha e, por esse motivo, parecia tremer e não conseguia preparar o barril no momento. Olhando para a cientista, ela sorria com deboche e uma pitada de desespero, já sacando sua arma. Uma longa foice que estava escondida em suas costas.

- Quer me pegar? Vai ter que me matar primeiro, lambisgoia. - Ela posicionava a arma em sua frente, e esperava o ataque da marinheira. No horizonte, o sol ia se escondendo no mar, pintando o céu em tons laranja rosados e roxos, indicando que a noite caía em baixa Shells Town.

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Re: Voice of the Soul Sex Jun 25, 2021 5:23 am





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A regra era clara: quanto maior for o homem, mais burro ele se torna. Aquele pirata não era exceção, ver ele perdendo tempo com a adaga me dava tempo para me aproximar da piranha e ver ela nervosa, sem saber o que fazer direito e percebendo que não existia outra opção a não ser lutar cara a cara comigo. - Eu não vou matar você, sua piranha. Não agora. Não hoje. Não na frente dele. - diria pausadamente, com um leve sorriso no rosto. Teria imenso prazer cortando aquela puta do caralho, mas tinha que me conter, Eric preferia não matar as pessoas, então precisava ter cuidado e me segurar para não fazer nada que o meu amor achasse errado.

Por mais que eu sentisse que uma ladra de homens, piranha desgraçada do caralho, devesse sofrer bastante, existiam limites para não chocar Eric. - Espero que seja tão forte quanto esse teu ego inflado. - segurava a minha katana com ambas as mãos, deixando-a ereta na minha frente enquanto encarava a pirata. A luz aos poucos parecia se ir, trazendo a noite para o final daquele dia - Esse dia passou voando. Melhor terminar logo isso e comprar meus remédios antes das lojas fecharem.

Lucy havia demonstrado um comportamento meio defensivo, as suas armas de escolha pareciam ser escolhidas para dar para ela uma vantagem na distância. Os barris de pólvora, a foice longa e os guarda costas. A postura dela também indicava que ela estava esperando que eu fizesse o primeiro movimento, para que ela pudesse reagir e contra atacar, provavelmente mantendo uma distância saudável para ela onde consiga bater e evitar os ataques. Abria um sorriso sádico, tinha que ser criativa se quisesse pegá-la desprevenida.

Ficaria encarando ela por alguns segundos, sorrindo e segurando a katana firmemente. Então, de repente, fingiria uma falsa corrida, para ver a sua reação. Daria apenas dois passos rápidos na sua direção apenas para ver como ela reagiria - Calma… Calma… - diria para ela, caso ela se assustasse com o movimento repentino. Após os dois passos daria a verdadeira corrida na sua direção. Correria em linha reta, embora mantivesse o meu olhar nela, prestaria atenção aos meus arredores, não sabia se ela havia preparado armadilhas com barris enquanto eu estava na água.

Ao chegar perto dela, estaria esperando um ataque da sua foice, provavelmente ela lançaria um ataque me para desestimular da minha investida, mas isso apenas serviria para eu dar inicio ao meu ataque.

Na eventualidade dela tentar um golpe horizontal com a lâmina da foice acima da minha cintura, eu rapidamente seguraria na bainha da minha katana com a mão mais adequada e usaria ela para bloquear o golpe da pirata, rebatendo a foice para que eu pudesse me aproximar dela sem ser ferida; sorriria olhando para Lucy nos olhos e aumentando ainda mais o passo da corrida, ao me aproximar após bloquear o seu golpes eu realizaria um corte ascendente na diagonal, começando no interior da zona pélvica dela e subindo até ao seu braço, não muito fundo, apenas o suficiente para fazer ela sangrar um pouco, afinal ainda era o ínicio.

No entanto, caso o golpe dela fosse horizontal mas abaixo da cintura, eu pularia para cima dela, focando em tentar enfiar a minha katana no ombro direito da pirata, aproveitaria o meu peso e velocidade para me auxiliar na tentativa de derrubar Lucy, visando ficar por cima da mesma. Se conseguisse derrubar a vagabunda, faria bastante força para tentar fazer a katana atravessar o chão e deixar ela bem presa. - Vamos ver o que esconde… - mantendo a mão direita pressionando o ombro da mulher contra o chão, usaria a mão esquerda para mover o tapa olho dela para cima do outro olho dela e ver o que ela escondia por debaixo dele. Enquanto eu estivesse em cima dela, eu teria o joelho direito em cima do seu abdômen e o pé.

Caso o golpe dela fosse vertical, eu daria um dash para a direita, seguindo-se um corte no seu braço, tentando acertar desde a mão até ao ombro, no entanto apenas realizaria esse golpe caso ela estivesse segurando a foice de modo que assim fosse possível.

Caso ela tentasse em algum momento me chutar para longe (com um chute frontal), eu pararia o meu movimento e redirecionar o meu movimento ligeiramente para um dos lados, de forma a evitar o golpe e ter uma janela para agarrar a sua perna com um braço. O outro braço iria realizar um movimento impiedoso diretamente no joelho dela, tentando atravessar o mesmo. Caso fosse um chute circular, eu pararia o meu movimento por completo e recuaria um pouco, arqueando o meu corpo para evitar ao máximo o toque dela.


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  • Concluir 2 Missões ( )
  • Aprender Anatomia ( )
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Fala Annabelle
Pensamento Annabelle
Fala Lilith
Antestor
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AntestorDesenvolvedor
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Re: Voice of the Soul Sab Jun 26, 2021 6:44 pm






Voice of The Soul

Não havia sido perfeito como eu tinha planejado, mas, pelo menos a minha flecha tinha dado uma janela de tempo maior para Annie reagir a explosão e logo ela se atirou ao mar. Ufa. Um problema já havia sido resolvido, só não poderíamos deixar mais e mais barris de pólvora serem lançados contra nós. Pedaços de madeira voavam e o velho porto, que já não estava numa das melhores condições, ficava cada vez mais destruído por causa de Lucy. Mais crimes para se adicionar em sua sentença, pelo visto, ela passará um bom tempo na cadeia. Consegui no entanto ganhar tempo contra o atirador com sucesso, um tempo extremamente precioso para que Annie pudesse voltar para a superfície de forma tranquila. Não demorou no entanto para que eu pudesse cessar os meus tiros contra o atirador, pelo visto, Robervaldo tinha chegado para mantê-lo ocupado e finalmente eu poderia focar minha atenção completamente para os dois em minha frente. Com a minha aproximação, a dinâmica do combate mudava, claro, pode-se dizer que foi um movimento descuidado por eu ser um arqueiro, porém, eu não podia deixar Annie sozinha contra os dois, tinha que aliviar a pressão para que ela pudesse se concentrar apenas em Lucy. Eu ficava cara a cara contra o capanga de Lucy, sem medo algum em minha face, minha confiança poderia ser a minha maior arma naquele momento. - Então é você que vai me enfrentar? Não vai ser justo, afinal, Annie já deu uma trabalhinho pra você pelo visto. - eu observava a faca fincada no ombro do marmanjo, com um meio-sorriso. - Para não falar que eu não fui justo, vou dar-lhe mais uma chance, tu pode pedir arrego que eu paro na hora se achar que eu peguei pesado demais, beleza? - novamente eu tinha um olhar sério, ainda que falasse num tom sarcástico. Os dois tinham que saber que eu não estava para brincadeira ali. Não queria dar motivos para que acusarem a Marinha de brutalidade, então eu sempre devo oferecer uma chance de rendição para o criminoso. Uma pena que esses parecem não querer me escutar.

Nosso combate então começava. Posteriormente eu havia conseguido encaixar um flecha no brutamontes, o que poderia dar-me uma vantagem no que se refere a movimentação... na realidade, essa era a minha estratégia principal, debilitar o homem até que ele não pudesse mais lutar. No entanto, é como dizem, um animal ferido é muito mais perigoso que um animal em um bom estado e isso se aplicava para nós humanos. Apesar de bastante ferido, aquele homem era extremamente perigoso e eu não podia vacilar em nenhum momento contra ele. Disparei duas vezes contra ele; as duas no alvo pretendido, bem acima da patela, o que o deixaria ainda mais lento, mas, ele não parecia querer parar. O bandido contra-atacou, com a intenção de corte-me ao meio, porém, eu conseguia reagir a tempo de salvar a minha vida, me abaixando e aproveitando a brecha para disparar uma flecha em seu peito, a queima-roupa. O que impressionava no entanto, era que naquela distância, a minha flecha deveria ter passado limpa pelo corpo do homem, saindo pelo outro lado, mas, ela ficava alojada em seu peito. Os músculos dele impediam que minhas flechas fossem efetivas o suficiente. Não podia esconder uma expressão confusa, porém, não era hora de deixar aquilo me abalar. Na realidade, eu só precisava fazer uma pequena mudança de planejamento. Se minhas flechas não funcionam nos músculos, eu só preciso me focar em acertar onde não tem, ou seja, suas articulações. Ainda será bem conveniente para eu poder debilita-lo de qualquer forma.

Para meus próximos passos eu queria imobilizar o homem completamente, tenho a intenção de retirar todas as armas que ele ainda possui a disposição e já tinha meio caminho andado. Com suas pernas já atingidas pelas minhas flechas, era hora de acabar com a mobilidade dele na parte superior do corpo. Ele terá um enorme trabalho para poder mexer aquele machado com meus próximos disparos. Me afastaria rapidamente para trás, correndo para ganhar uma distância segura do homem e ganhando uma boa distância entre nós. Puxaria mais uma flecha de minha aljava, mirando com o arco horizontalmente enquanto focava-me em meu alvo: a ligação entre o braço e o antebraço; o cotovelo. Meu objetivo era perfurar os tendões entre os dois para dificultar os ataques de meu adversário. Logo após, moveria meus olhos para a próxima parte do corpo que eu queria acertar e a uma escolha com certeza seria as mãos. Tiraria mais duas flechas de minha aljava e respiraria fundo, segurando uma delas juntamente de meu arco enquanto posicionava a outra na corda, disparando em seguida a próxima flecha em direção a uma das mãos do brutamontes e sem dar muito tempo para que ele pudesse pensar, logo eu dispararia outra, mirando na outra mão. Perder o movimento das pernas pode lhe deixar sem a velocidade desejada, mas, perder o movimento das mãos para quem utiliza um machado ou espada, por exemplo, significa perder seu ataque. - Se você não soltar essa arma eu irei fazer você soltar ela, por bem ou por mal! - exclamaria para o criminoso caso uma das flechas acertasse. No entanto, ainda não podia baixar minha guarda. Sabia que o efeito de meus ataques não seriam tão imediatos, precisava de um tempo para que o sangramento começasse a incomodar o homem e nesse meio tempo ele poderia ter alguma chance para me atacar. Mas, eu não deixaria que isso acontecesse.

Com a aproximação do homem eu deveria mudar minha estratégia de defesa, confiar nos mesmos movimentos poderia ser fatal para mim e nessa altura do combate eu deveria fazer ele se cansar o máximo que pudesse. Então eu usaria o terreno ao meu favor, correndo para me afastar do homem e derrubando algumas caixas e barris por onde eu passasse, para poder dificultar a perseguição do brutamontes. Claro, eu sabia que isso não iria me dar uma garantia que ele não chegaria em mim, mas, eu tinha que ganhar mais tempo para que ele pudesse sangrar mais e mais. Com ele próximo demais, eu seguraria meu arco com duas mãos e num movimento preventivo, buscaria bloquear os ataques do homem antes que ele pudesse realizar o movimento por completo, batendo com o arco em suas mãos e desviando a trajetória do golpe em direção ao solo, para logo depois, com um pulo, me afastar mais uma vez. Puxaria mais uma flecha e miraria em um de seus pés para então disparar mais uma vez. Com sorte isso me daria ainda mais tempo. Quando percebesse que o homem fosse dar um golpe horizontal que nem da outra vez, voltaria a segurar meu arco com as duas mãos, de forma vertical e bateria em sua empunhadura de cima para baixo, para impedir o movimento. Caso ele tentasse subir com um golpe de cima para baixo, eu realizaria uma finta giratória para o lado, me pondo atrás das costas do homem e lá eu aproveitaria a chance para puxar a adaga cravada em suas costas e joga-la pelo chão até onde Annie estava combatendo Lucy. - Aqui, amor! - gritaria para ela, mas, sem tirar atenção do meu adversário. Tentaria pegar distância novamente com um rolamento lateral, enquanto segurava as flechas de minha aljava. O homem poderia querer acertar também as minhas pernas e eu reagiria rapidamente com um salto para esquivar-me do golpe. Desviaria então de golpes verticais com uma finta para os lados e tentaria impedir golpes diagonais novamente com bloqueios antecipatórios, segurando meu arco com ambas as mãos e rebatendo as mãos do brutamontes. Por fim, me afastaria mais uma vez e buscaria notar o quão estragado o homem estava.



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