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Um RPG narrativo baseado no universo de One Piece, obra criada por Eiichiro Oda.
 
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 Capitulo 2 - Ticket To Ride

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Ravenborn
Achiles
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AutorMensagem
Achiles
Pirata
Achiles


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Créditos : 12
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MensagemAssunto: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySex Jun 17, 2022 11:46 am

Relembrando a primeira mensagem :



Capitulo 2 - Ticket To Ride


[ Caçadores de recompensa]Kimberly Deshayes, Leonheart Valentine, Matteo Martini e Myriam Leuchten

não possui narrador definido.
Fechada

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Ceji
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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySeg Nov 28, 2022 5:26 pm

 

TICKET
     TO RIDE
         
Flores da Morte
Parte II



- Aahhhhnnnn… - Era a primeira coisa que saia de minha boca pela manhã, em meio àquele quarto felizmente vazio. Minhas pálpebras ainda estavam pesadas, e o sono certamente não estava longe, mas eram sentimentos que eu infelizmente já estava acostumada. Se mesmo com os remédios para dormir minhas noites eram medíocres no máximo, é claro que eu iria ter uma noite horrível sem eles. Os pesadelos de sempre insistiam em me acordar toda vez que o doce abraço do sono me envolvia, como se pra me torturar igual os eventos que originaram eles. Depois desse tipo de noite era impossível ter qualquer tipo de animação ou bom humor pela manhã, e esse talvez fosse o único ponto que invejava Leonheart - Quando ele tiver uma noite igual as minhas vou querer ver ele reclamar - Resmungava sozinha, enquanto ainda podia aproveitar a benção da solidão para não vestir ainda aquela “máscara” rotineira de bem estar. Feliz ou infelizmente, remoer-me na cama não era mais uma opção depois de algum tempo com a luz adentrando pelas frestas da janela, e meu próprio estômago também me indicava que já havia passado demais do horário de acordar. Sem outra opção, ia então tomar meu banho demorado para ter certeza de limpar qualquer sujeira impregnada no ar de Stevelty que pudesse ter grudado em meu corpo. Vestida e com uma maquiagem simples para esconder as olheiras, descia então o hotel.

Depois de uma noite ruim como as que geralmente me afligiam, eu precisava me despertar direito antes de realmente começar meu dia, e haviam duas coisas que podiam me ajudar: algum doce com bastante açúcar, ou uma xícara de café. Com isso em mente, seguiria novamente até NBR 6029 sem paciência para cumprimentar ninguém, nem mesmo Matteo caso o visse na saída do hotel ou entrada do estabelecimento - Uma “graxa e borracha”, e a maior xícara de café que tiverem, o quanto antes - Exigia, mascarando o cansaço, mas com grande expectativa para afugentá-lo de uma vez. Após algumas mordidas no brownie e goles no café, finalmente meu cérebro terminava de se iniciar, e me lembrava dos afazeres do dia, incluindo a reunião às 19 horas ”Talvez eu devesse ir falar com Myriam depois eu mesma, para garantir que Leonheart não passou nenhuma informação errada ou incompleta” Cogitava enquanto montava meu planejamento diário ”...Não, correr atrás dela não traria nada. Não como se precisarmos estar todos na reunião” Concluía, enfim, com assuntos mais importantes para tratar. Felizmente havia muitas e muitas horas até o encontro com a vítima dos criminosos, o que significava que tinha tempo para mais uma sessão de estudos.

–Aprendizado de Desenho–

(Insiro depois)

–Fim do Aprendizado–

Com o fim de mais uma sessão de estudos, mais uma vez guardava os materiais usados, para o caso de voltar a usá-los no futuro. Com tantos estudos e preparações para a futura viagem, os dias haviam se tornado mais rápidos, mas paradoxalmente também mais arrastados. Uma parte de mim queria terminar aquilo logo e partir daquela ilha de uma vez por todas, enquanto outra queria estar o mais preparada possível para os problemas que surgiriam; até porque, preparo nunca é demais, mas tempo gasto pode ser. Felizmente havia um motivo para continuar em Stevelty, ao menos por mais alguns dias, a oportunidade de uma captura das grandes, e a nossa maior chance estaria nos esperando no início da noite daquele dia. Como o ponto de encontro era justamente no local em que estava, buscaria antes de mais nada um relógio no estabelecimento para verificar o horário. Se já estivesse relativamente próximo das 19 horas, apenas aguardava ali mesmo, aproveitando para pedir um dos macarrões do estabelecimento para aplacar a fome depois de horas de estudo. Caso faltassem algumas horas para o horário da reunião, pagaria a conta e sairia, dando uma volta pelo distrito comercial para matar o tempo, e de quebra tentando achar Matteo. Afinal, mesmo que não fossem necessários todos os outros lá, eu sentia que o rapaz era o mais sensato depois de mim, e ter mais alguém com bom senso na reunião seria uma bela vantagem. Caso não o achasse andando pela cidade, retornaria por volta das 17h para NBR 6029 para comer o macarrão, na esperança de ele ter ido lá jantar também, e, caso nem assim ele aparecesse, retornaria ao hotel, indo até a recepção - Boa tarde, eu sou Kimberly, do quarto [numero]. Tem um amigo meu hospedado aqui também, um rapaz loiro chamado Matteo. Sabem me dizer se ele voltou pro hotel recentemente?



Histórico Ceji:

Objetivos:

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KIMBERLY DESHAYES


     
cactus


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Kekzy
Narrador
Kekzy


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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyQui Dez 08, 2022 9:01 pm




A entrada de Valentine na casa era uma agradável surpresa para a anjinha paralisada pelo medo. Ao menos era uma oportunidade de se defenderem. Até se recuperar, de Leonhart defendê-la. Com seus brados, talvez conseguisse afastar os invasores por algum tempo. Eles não pareciam ter pressa ou não estavam comprometidos com um confronto direto, visto que ainda não tinham agido. Talvez o seu interesse ali fosse apenas investigar - para a sorte da dupla.

O impasse pareceu acabar quando a porta novamente se moveu, desta vez sendo o pai de Myr, de volta à casa. — Myr! Cheguei! - o seu anúncio fez gerar alguns sutis barulhos ao fundo da casa. Era difícil dizer o que estava acontecendo, se os invasores estavam se escondendo ou batendo em retirada. Indo de encontro ao quarto, com cautela, ele encontrava com Leon e a anjinha, de alguma forma abalados. — O que houve aqui? - indagou, alternando o olhar entre os dois e se aproximando da filha, envolvendo-a nos braços.

Se procurasse nos fundos da casa, Valentine não acharia ninguém, apenas traços que alguém estivera ali. Provavelmente o grupo pulou o muro sem dificuldades e se foragiu, evitando o conflito e deixando o susto. Assim, a noite poderia passar sem maiores problemas, se não a ansiedade e a adrenalina que ainda poderia tomar conta dos protagonistas.

Noutro lugar, noutro tempo, Kim acordava em mais um dia de estadia no hotel, tomando mais um café da manhã na livraria e café. Com a face mais emburrada que o de costume, não atraiu nenhum inconveniente, cuidando das necessidades básicas, enquanto escutava algumas fofocas aqui e ali. Pelo que pôde captar, após os seus estudos de desenho, quando se deu o lazer de se distrair, uma casa tinha sido invadida ontem, a casa do Sr. Leuchten, um nome bastante familiar. O incidente tinha sido reportado para a marinha e estava sendo investigado, mas ainda não se sabia muito.

O ponteiro do relógio se movia rápido e logo já estava próximo ao horário marcado para a reunião com o gerente do estabelecimento. Nesse meio tempo, Kim pôde dar uma volta pela cidade, mas não teve a chance de encontrar com os seus companheiros, os quais também não tinham voltado, ainda, para a livraria. O jantar antecipado tinha ocorrido bem, mas sem sinal de Matt, Valentine ou Myr. Restava à responsável Kim buscá-los, começando pelo loiro, sobre o qual obtinha informações do atendente que ainda sequer tinha saído do quarto naquele dia, ao menos, não que ele tenha visto.



Off - treino de ambidestria:


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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySeg Dez 12, 2022 10:11 pm

 

TICKET
     TO RIDE
         
Flores da Morte
Parte III



Perdida em pensamentos, minha carranca usual havia lentamente se desfeito ao passar das horas do dia. Eram simplesmente coisas demais para pensar e me preparar, contando desde os estudos e preparações, até a reunião iminente da noite com o gerente do restaurante. Esse tipo de rotina tinha suas vantagens, e eu estaria mentindo se dissesse que não apreciava ao menos um pouco esse "desespero do bem". Infelizmente, esse tipo de afirmação só valia enquanto conseguia manter as coisas dando certo, cumprindo meus afazeres e compromissos, e não demorou para perceber que dessa vez isso não seria tão fácil "Invasão na casa de Myriam? Era só o que me faltava. Espero que ela esteja bem, mas desde que ela não tenha sido pega de surpresa duvido que tenha sofrido com algo assim. O mais preocupante é saber o que alguém quereria na casa de um carpinteiro humilde e infame por uma suposta doença familiar..." Cogitava em meio à uma miríade de pensamentos conforme atravessava as ruas de Stevelty. Infelizmente esse não era um assunto que eu poderia me dar ao luxo de averiguar por hora, pois havia um assunto mais urgente em um hotel já familiar para mim

Toc toc toc - Matteo! - Batia na porta do quarto do meu colega após conseguir informações com o recepcionista, chamando com certa impaciência na voz. Se ele estivesse realmente ocupado seria uma coisa, mas ter passado o dia no quarto era algo que havia me tirado dos nervos - Matteo!!! - Batia mais uma vez - Não me diga que ficou o dia inteiro dormindo no quarto!! - Exclamaria descrente, mas com um toque sutil e quase imperceptível de inveja da voz. Minhas noites de sono mal dormidos seriam tão mais aceitáveis se eu pudesse me dar ao luxo de dormir a tarde toda daquela forma, mas meu bom senso era mais forte do que esse tipo de pensamentos intrusivos - Sinceramente, você já viu que hora são?! Já está quase na hora da reunião com o gerente do NBR 6029! A casa da Myriam foi invadida durante a noite, então não sei nem se ela vai ter condições de aparecer ou se vai ter que organizar a bagunça, e agora você fica entocado aí?! Eu sou a única levando a sério nossos compromissos e trabalho?! - Bufava descontando um pouco das frustrações, mas, se ele justificasse seu sumiço com estudos para a viagem, suspiraria, me acalmando um pouco, mas ainda frustrada - Ainda assim, o que aconteceria se eu não tivesse vindo te chamar? Nós estamos em uma cidade teológica, ao menos compre um alarme robô ou algo do gênero pra não perder a hora assim das próximas vezes - Terminava minhas reclamações, esperando logo que ele se apontasse para irmos ao restaurante.

Dado a situação desagradável com Myriam, sequer tentaria ir a chamar. Leonheart havia prometido à contatar para isso, e não a incomodaria se tivesse assuntos mais problemáticos para lidar. E Leonheart, bom, eu preferiria se ele ficasse de fora de uma conversa delicada como aquela. Dessa forma, assim que Matteo estivesse pronto, retornaria a NBR 6029, onde arranjaria uma mesa para nós dois, e pediria uma porção de Pasta Térmica para apaziguar a fome - Peça algo também, deve estar com fome depois de se isolar no quarto o dia inteiro. Hoje é por minha conta - Ofereceria, ao menos tentando dar uma motivação adicional ao rapaz. Caso visse Myriam ou, infelizmente, Leonheart entrando no estabelecimento, acenaria para eles, chamando-os à mesa. Assim, esperaria a atendente de ontem ou o próprio gerente vir até nós, preferencialmente após o fim da refeição - Bom, imagino que já esteja tudo pronto? O que estamos esperando? - Diria, pronta para a coleta de informações.



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Ravenborn


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Créditos : 33
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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyQua Dez 14, 2022 12:00 am



ticket to ride

The girl that's driving me mad is going away, yeah, oh


Hoje tinha sido um dia estranho. A primeira vez em que eu despertei foi em algum momento da madrugada, de supetão, quase como se tivesse acordado de um pesadelo, mas sem conseguir me lembrar de nada com o que tinha sonhado. Minha cabeça doía, como se eu tivesse bebido demais, mas eu tinha certeza de que tudo que tinha feito antes de ir dormir na noite anterior fora estudar Química em um daqueles livros que tinha pego na biblioteca. - Urgh...eu tô me sentindo enjoado...inferno, foi alguma coisa que eu comi? - eu me levantei da cama, indo até o banheiro pra lavar o rosto.



Olhando agora no espelho, eu tava com uma cara de quem não tinha dormido absolutamente nada. E se eu tinha, eu não lembrava. Eu tava doente ou algo assim? Eu enchi as mãos d'água e as trouxe até o rosto, esfregando-o na esperança de que ajudasse em alguma coisa. Depois que o enjoo diminuiu um pouco, eu voltei a deitar na cama, mas o sono simplesmente se recusava a vir. - Parece que eu não vou pegar no sono nem tão cedo...melhor usar esse tempo pra alguma coisa então. - eu ergui o corpo outra vez, esticando o braço para puxar a minha mochila e tirar de dentro dela o único livro que eu ainda não tinha lido: um de Culinária.

Essa tinha uma história curiosa. Aprender a cozinhar foi uma das primeiras coisas que Nicolò tinha me ensinado depois que deixamos Sirarossa, mas como meus pratos nunca pareciam ficar tão bons quanto os dele, eu acabei perdendo o interesse depois de um tempo, preferindo mexer com máquinas e ferramentas. Mas agora, longe dele e das meninas, eu daria de tudo pra poder provar um bom jantar feito por ele de novo. - Talvez ler isso me ajude a lembrar das aulas dele, heh. - como de costume, pra me encher de energia, eu joguei mais um punhado de chocolate na boca e abri o livro, pronto pra relembrar os segredos da culinária que há tanto havia esquecido.

- Aprendizado: Culinária -

Talvez fosse por eu não ter dormido direito, ou talvez eu só tivesse ficando meio maluco, mas pouco tempo depois que eu abri o livro e comecei a ler a introdução, foi quase como se eu pudesse ouvir a voz de Nicolò. Acho que o mais certo a dizer era que eu estava...relembrando? Muito do que estava escrito ali era parecido com o que ele dizia quando me ensinou a cozinhar pela primeira vez. - Primeiro de tudo, Matt. - eu praticamente podia ver ele de pé ali no quarto, apontando pra mim - Mise en place. Leia a receita, e prepare tudo que for precisar antes de começar a cozinhar, ou vai acabar tendo dor de cabeça mais tarde. - ele explicou, com um olhar rígido.

(Depois edito colocando o resto.)

- Fim do Aprendizado -

Toc, toc, toc! Algo me despertou pela segunda vez naquele dia. O som de alguma coisa batendo. A voz de alguém me chamando...Kim? Eu levantei a cabeça do travesseiro, com o livro de culinária que ainda estava aberto em cima da minha cara caindo sob o meu colo. Eu tinha acabado dormindo, no fim das contas? Ainda parecia que eu tinha sido atropelado, mas pelo menos eu já em sentia bem melhor do que quando tinha acordado na madrugada. Saindo apressado da cama, já que a voz lá fora não parecia muito contente, eu abri a porta pra minha querida amiga de cabelos verdes.

Ouvir um sermão daqueles logo que se acorda não é lá a melhor coisa do mundo, vou contar pra vocês, e é especialmente ruim quando você já está com dor de cabeça. - Ai, caramba, foi mal, foi mal. Eu passei mal hoje de madrugada e isso fodeu o resto do meu horário inteiro. Mas pelo menos agora eu sei como cozinhar de novo. Talvez. Acho. - eu tentaria me explicar, com a expressão claramente cansada. Despertando aos poucos, porém, é que eu me daria conta da gravidade do que ela tinha dito um pouco antes.

- Pera aí, você disse invadida!? Foram piratas? A Myr tá bem? - eu perguntei, preocupado, mas acho que ela não estaria me contando em meio a um monte de reclamação se tivesse sido algo muito sério. - Tá, calma aí. Eu vou me trocar e você me explica isso direito. - diria, fechando a porta para correr até o banheiro, lavar o rosto mais uma vez e trocar de roupa para sair do hotel junto com ela, rumo ao NBR 6029. Lá, seria pego de surpresa por uma oferta irrecusável de almoço - ou já seria janta, essa hora? - grátis. - Se você diz, eu é que não vou dizer não. Uma Pasta Térmica pra mim também! - pediria, e voltando a olhar pra Kim, daria um sorriso. - Grazie, Kim.



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Post 10

Stevelty

Level 4






Última edição por Ravenborn em Seg Dez 19, 2022 12:27 am, editado 1 vez(es)
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Hoyu
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Hoyu


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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyQua Dez 14, 2022 12:17 am

Leonheart Valentine


Era óbvio que alguém tinha invadido aquele lugar, mas não sabia quem era nem onde estavam, tudo que havia visto eram alguns indícios na porta de entrada, e logo segui para o quarto de Myr temendo que algo pudesse ter acontecido com ela. Felizmente, ao chegar lá, apesar de a ver Myr encolhida em um canto, pude constatar que ela estava bem e a salvo, mas ainda não sabia onde os invasores estavam, já me preparando para mudar minha abordagem para os encontrar, até que a chegada de outra pessoa mudou a situação. Logo após encontrar Myr no quarto o pai da anjinha apareceu, também percebendo que algo de estranho estava acontecendo e aparentemente agitando os invasores, pois consegui ouvir alguns barulhos pela casa, que logo cessaram. - Ei, não vão fugir! – Já começava a sair do quarto quando dei de cara com o homem, que parecia confuso com toda a situação, me fazendo parar por um instante para o deixar ciente dos acontecimentos em uma voz apressada e quase incompreensível para não perder tempo. - Invasoresentraramnacasa,vouatrásdeles. – Para mim aquilo era o suficiente.

Infelizmente, por mais que tenha corrido para tentar encontrar os pilantras, tudo que pude ver na rápida busca pela casa foram sinais de que pularam o muro para fugir, aparentemente aproveitando quando a atenção foi desviada pelo Sr. Leuchten, e esperava que ao menos não tivessem conseguido o que quer que estivessem tentando fazer. Sem sucesso, apenas voltaria até onde estavam, indignado com aquilo tudo. - Quem quer que os canalhas tenham sito, já saíram correndo. Viu algo, Myr? Sabe por que eles estavam aqui? – Aquela situação toda estava me cheirando muito mal, mas naquele ponto não havia mais muito que tivesse como fazer para descobrir o que realmente havia acontecido, e com todo aquele pico de adrenalina nem estava mais me lembrando do que Kim havia me pedido para avisar. - Bem, o dia foi cheio, se não for atrapalhar, já vou indo pra cama. Mas fiquem de olho pra se aqueles caras aparecerem de novo, hein. Qualquer coisa me grita que eu apareço.

Seguiria para a garagem para ajudar Anais a se aconchegar devidamente, e só depois iria para a cama, mas não sem antes pegar algumas panelas e talheres e agarrar na maçaneta do quarto para fazer barulho caso alguém tentasse entrar. Apesar da leve paranoia, conseguindo ou não fazer a armadilha improvisada e desleixada, assim que deitasse minhas preocupações logo desapareceriam, dormindo como se nada tivesse acontecido, aproveitando meu sono da beleza. Quando o dia raiasse novamente, acordaria de supetão lembrando de tudo que havia acontecido na noite anterior, e vasculhando toda a casa por traços de que algo havia acontecido durante a noite. Realizaria os rituais matinais, tomando café da manhã, e logo em seguida levaria Anais para uma área mais aberta, sem o risco de destruir nada da família de Myr. Tinha um objetivo claro: queria ensinar minha parceira equina a usar aquele novo poder dela para me ajudar quando precisasse lutar, já que até aquele momento ela não parecia saber ao certo como fazer isso eficientemente.

- Adestramento: Calcetín Estampado -
Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 ERMGZCe

Preencho depois.

Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 ERMGZCe

Depois de muito esforço devido a uma Anais cabeça dura, finalmente havia conseguindo ensinar ela como fazer aquele movimento que tinha em mente, e modéstia à parte, tinha dado um resultado melhor do que eu esperava, e mal conseguia esperar para usar em combate. Além do mais, com esse meu treinamento com a mão amarrada nas costas, a ajuda de Anais quando a situação estivesse apertada seria muito boa, não que eu fosse me render para treinamento, claro. Com as horas tendo se passado enquanto tentava fazer Anais repetir o movimento que queria, já provavelmente vendo a noite chegando, lembrava-me de supetão do que era para ter feito e que havia esquecido completamente no dia anterior. Desesperado, correria atrás de Myr torcendo para não ter passado do horário. - Myr! Myr! – Chegaria correndo e arfando. – O gostos... Digo, o gerente daquele café foi atacado! A recepcionista... Era recepcionista? Tanto faz, a garota lá quer nossa ajuda. Reunião agora, rápido, rápido! – Arrumaria todas as minhas coisas às pressas, esperando Myr subir nas costas de Anais para então partir em disparada para o NBR 6029, procurando meus outros dois companheiros.




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Malka
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Malka


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Créditos : 20
Localização : Stevelty, North Blue

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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyDom Dez 18, 2022 5:02 pm


Myriam Leuchten
adv 2

Stevelty - North Blue
POST 08





Meus olhos correriam ansiosos pela casa a cada segundo, atrás de respostas sobre o que estava acontecendo naquela invasão, meu peito quase explodindo para fora. Minhas pernas bambeavam um pouco, e não sabia se era pela levantada repentina, pelo susto ou devido a doença tendo uma recaída e estar enfraquecendo os meus ligamentos. Ver Leonheart não me acalmava nem um pouco também, minha espada posta a minha frente sustentando a minha guarda — É claro que vi! O que diabos tá acontecendo?! — tomaria uma atitude mais agressiva e direta, correndo pela casa com a arma em mãos antes que os responsáveis sumissem. Ver meu pai na porta me arrancaria um suspiro e o relaxar de meus ombros, ao que respondo seu abraço com só um dos meus braços, tentando ser breve — Tá tudo bem pai. Fica aqui. — escorregaria por debaixo de seu abraço confortável, jogando a arma de lado em meu ombro e tentando encontrar os restos daquela ação audaciosa.

Sem conseguir relaxar, enquanto Leon corria atrás dos invasores me focaria em buscar restos de cheiros estranhos impregnados pela casa, tentando desvendar o que quer que eles tenham mexido. Com os olhos, tentaria encontrar restos de coisas quebradas, marcas de sapato com terra que se destacariam na madeira e outros rastros visíveis mais notáveis para traçar o caminho deles. Tendo encontrado ou não mais pistas, me reuniria com Leon e meu pai novamente, tendo já perdido os bandidos de vista — Droga, não devia ter me escondido... Procurei respostas mas tá muito tarde pra gente pensar sobre isso direito. Acho que é melhor vocês se arrumarem pra passar a noite, a gente vê isso amanhã.

Ao invés de dormir, aproveitando que já havia tido minha boa parcela de sono depois do estudos, faria o possível para me manter acordada durante a noite. Faria um leite quente para meu pai antes dele dormir, para que o sono viesse melhor e as preocupações diluíssem, e passaria na porta do quarto de Leon o chamando para tomar um pouco também. Sentada na sala entre o quarto de meu pai e o de Leon, de ouvidos sempre atentos na direção das entradas e espadão no colo, esperaria o dia passar e clarear, para que todos estivéssemos em condições de ir atrás dos responsáveis amanhã.

Abrindo os olhos de manhã com a voz de Leon e Anais causando sua bagunça rotineira, tendo passado por alguns cochilos devido ao silêncio contínuo da noite, faria uma segunda busca por sinais do arrombamento e qualquer coisa que os invasores tenham deixado da noite anterior. Juntando tudo que encontrasse me sentaria na mesa, com as coisas dispostas e olhando a disposição do cômodo para refletir na cena que houvera se desenrolado.

Enquanto analiso, seria surpreendida com o chamado do rosadinho me alertando — ATACADO?! — levantaria intensamente, derrubando a cadeira com as pernas ao tentar me distanciar da mesa — Quando isso?! Espera.— correria para botar uma roupa, tendo passado a noite até agora de pijamas. Enquanto me visto, vou atrás do meu pai para beijar sua bochecha sem muito aviso e apoio o braço nos ombros de Leonheart para ajeitar as meias e o sapato — A gente vai tipo, agora? Tem espaço na Anais pra mim? — perguntaria olhando também para a égua. Faria carinho no rosto dela, subindo para que partíssemos e colocando as luvas já no caminho, torcendo para que a espada que eu carregava junto a mim não pesasse tanto a ponto de causar desconforto.


TIME, OLD DRY WINDS GO BY, LONE AIR COMES QUIETLY


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Ficha:

Histórico:

Atributos:
•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••:

FALA | PENSAMENTO

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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySeg Dez 26, 2022 12:51 pm




Kim acordava Matteo no hotel em que se hospedavam após este passar a madrugada virada estudando Culinária. A garota esbravejava sobre o desleixo do rapaz, com toda razão, pois na ilha podia-se encontrar pequenos robozinhos que exerciam a função de alarme, que podiam emitir apitos ou dar um tapa na cara. Na ocasião do encontro, Matt se atualizava sobre os eventos recentes envolvendo a invasão na cara de Myr. A notícia conseguia até desfazer um pouco da sua cara de ressaca pós madrugada. Com isso, ambos se direcionavam até a livraria, adotando um lugar enquanto comiam e aguardavam seus companheiros.

Falando neles, Leon tinha montado uma pequena armadilha que servia de alarme para caso os invasores regressassem. O sr. Leuchten também não foi negligente, imediatamente saindo para comprar robores sensores, uma invenção da ilha, que emitiam alertas quando algo ou alguém passasse na frente dos sensores robóticos, operando com luz infravermelha. O homem não conseguiu dormir, passando a noite diligenciando junto às autoridades para investigar o caso. Assim, podiam estar um pouco mais seguros.

Na manhã, a casa estava ocupada por um representante e três outros subordinados da Guilda de Caçadores, os quais, com a autorização do sr. Leuchten, investigavam a cena do crime. Enquanto isso, Leon e Myr realizavam seus rituais matinais, vestindo mais que sutiã e calcinha (ambos?) pegando um pouco de informação aqui e ali. — Tivemos outro caso de invasão ontem... em uma forja próxima ao Centro Científico. Outra à NBR 6029 antes. Um pequeno confronto com uma das funcionárias ocorreu, mas tudo ficou bem... se os invasores estiverem relacionados, não sei do que estão atrás, não levaram nada da forja de armas e aparentemente nem daqui - disse.

Myr tinha algum tempo para acompanhar as investigações ou ir atrás de mais detalhes, enquanto Leon ensinava uma nova habilidade para Anais, sob a necessidade que ela aprendesse a se proteger melhor. A anjinha também se atualizava sobre os eventos recentes na livraria, tomando conhecimento do ataque ao gerente, o que conduzia a dupla até a livraria mais tarde, ocasionando um reencontro do quarteto fantástico. Kim e Matteo os aguardavam em uma mesa no topo da livraria, a mesma que tinham escolhido outrora.

Após um tempo, em que podiam trocar informações entre eles, sob a luz da lua e dos brilhos elétricos que mantinham Stevelty viva, a garota que tinha pedido a ajuda do grupo anteriormente aparecia, convocando-os para a reunião com o gerente. — Me acompanhem, o sr. Garasuno irá encontrá-los - informava, mostrando o caminho. Quando chegassem na sala, a encontrariam ainda meio revirada, com o tapete amassado, com marca de cigarro queimado, um pedaço de vaso quebrado no escanteio da sala, e o gerente sem a sua coruja. — O loiro está entre vocês? - indagaria, quando entrassem na sala, com um tom hostil.

 


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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySeg Dez 26, 2022 11:52 pm

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Com o alarme improvisado que havia montado me sentia muito mais confortável em ir dormir, sabendo que se aqueles caras aparecessem de novo certamente seria alertado devidamente. Aquela situação toda era muito estranha, mas enquanto não soubéssemos o que eles estavam buscando seria difícil tomarmos alguma precaução, então restava apenas ter uma boa noite de sono, pois querendo ou não logo partiríamos dessa ilha, e precisávamos estar dispostos para organizar todos os preparativos. Ao acordar, ainda no quarto de Myr, me arrumava com minha roupa usual, penteando cuidadosamente minha longa cabeleira e prendendo-a em uma trança, que era escondida em meu enorme chapéu, e se não conseguisse fazer isso sozinho só com a mão esquerda, o que certamente se mostraria um grande desafio, pediria ajuda para o Sr. Leuchten. Após estar devidamente arrumado, ao sair do quarto me deparei com vários robozinhos pela casa, além de um grupo de caçadores investigando o local. Andando cuidadosamente para não atrapalhar o que quer que os robozinhos estivessem fazendo, me aproximaria dos homens da guilda, em especial do pai de Myr, se ele estivesse próximo. - Chamou gente da guilda? Esqueceu que a gente é caçador também, coroa? – Entretanto, ao ver o trabalho de investigação minuciosa que estavam fazendo, mudava rapidamente de ideia. - Se bem que isso ai parece bem chato... Bem, boa sorte pra vocês aí! Rijajajaja!

Ficar procurando pistas e revirando cômodos atrás de indício da passagem dos invasores definitivamente não era algo que eu acharia divertido de fazer, então que mal fazia deixar outras pessoas com o trabalho chato? Isso, é claro, não mudava meu interesse na situação, afinal foi minha amiga que foi alvo desse grupo, e um comentário dos investigadores me chamou a atenção. - Oi? Já foram três lugares? E por que diabos vieram aqui? Esses caras são birutas mesmo. – Aquela história não fazia o menor sentido, mas tentaria lembrar de comentar sobre isso com Matt e Kim. Mas ainda era manhã, e não tínhamos nenhum compromisso, então tomei a decisão de usar meu tempo livre para treinar Anais. Ela já sabia se virar em uma luta, mas eu estava cheio de ideias de como usar aquele poder dela de formas criativas, e para isso precisava dar uma forcinha pra ela. As horas foram se passando, e quando finalmente consegui atingir meu objetivo, ver a noite chegando fez eu me lembrar repentinamente do compromisso que havíamos marcado naquela noite.

Em desespero, chamei a atenção de Myr, explicando de forma muito rápida e resumida o que havia acontecido, apesar de que ela já provavelmente ter ouvido sobre isso da boca dos investigadores mais cedo, mas o encontro certamente era novidade. - Claro que tem espaço. Se ela fizer birra eu me resolvo com ela. – Correndo até a parte externa, onde havíamos acabado de treinar, e subia nas costas de Anais. - Praquele Café, Nana! Rápido que estamos atrasadas! E leva a Myr também, por favor. – Imaginava que talvez Anais não gostasse da ideia de levar Myriam, não só por ser peso extra, mas por ser uma mulher, então tentaria amolecer ela. - A gente tá atrasada, faz esse favorzinho pra mim, por favor! – Faria carinho no pescoço dela, esperando que ela cedesse, mas se nada desse certo, puxaria um saquinho de cerejas de um dos bolsos. - Tá bom, dano melodrama, já entendi. Pega suas cerejas e deixa ela subir logo. – Duvidava muito que ela fosse recusar aquela oferta.

Finalizada a barganha e tendo chegado ao NBR 6029, iria seguindo pelo estabelecimento até encontrar os outros dois no último andar. - Chegamos! Falei que podia confiar em mim! – Sentaria em uma das cadeiras sem cerimonias, já pedindo algo para comer. - Vocês não vão acreditar no que aconteceu! Alguém tentou invadir a casa da Myr! – Diria a última parte como um sussurro, olhando ao redor para garantir que ninguém fosse ouvir, como se fosse um enorme segredo. - Segundo o investigador lá foi a terceira invasão... Terceira, né Myr? É, acho que foi a terceira. Teve aqui, que deve ser quando o pitelzinho foi atacado, e outra em uma forja próxima ao centro de alguma coisa. – Seguiria falando mesmo com a comida tendo chegado, falando de boca cheia enquanto enfiava cada vez mais comida pra dentro. - Eu tava achando que queriam alguma coisa da gente, já que passamos por aqui, que também foi invadido, mas essa tal forja não tem nada a ver com a gente, então voltamos pra estaca zero.

Eu definitivamente não era o melhor pensando, estava contando mais com a Kim para fazer esse trabalho, só precisava repassar o que sabia da melhor forma que podia. Enquanto comia, vez ou outra pegava o prato na mão e oferecia para o lado para Anais comer um pouco também, com bastante graciosidade, antes de pegar de volta e continuar comendo, sem me importar de um cavalo estar comendo no mesmo prato que eu. Quando fossemos chamados para enfim ter a reunião, terminaria de engolir rápido o que tivesse sobrado e me levantaria. - Uhhh, então o nome dele é Garasuno, né? Nome ou sobrenome? Leonheart Garasuno não soa tão mal. – Seguiria-os em meio aos devaneios apaixonados, até chegamos na sala desarrumada, recebidos pelo próprio gerente falando de forma grossa. - Vixe, Matt, essa é com você. Que besteira você aprontou dessa vez? – Daria uma cotovelada de leve com o cotovelo esquerdo, o meu único livre, e sussurraria de forma nada discreta, certamente audível para todos. - E depois dizem que só eu que vivo arrumando confusão. Rijajajajaja!



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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyTer Dez 27, 2022 12:18 am

 

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Flores da Morte
Parte IV



Com um pouco mais de calma, finalmente jantava em NBR 6029 junto de Matteo, esperando o horário marcado. Lidar com o desleixo dos outros três era frustrante e havia acabado com meu humor por ter tido que correr atrás deles de um lado para o outro, mas felizmente para eles, dessa vez eles tinham uma boa desculpa. Se Myriam e Leonheart havia realmente tido que lidar com problemas de uma invasão, então ao menos a moça possivelmente teria que ajudar seu pai a arrumar a casa e se resolver com as autoridade, enquanto eu apostava que o travesti daria seu jeito de participar com ela. Já com Matt, eu estava revoltadíssima com ele por ele ter se trancado e dormido demais no quarto, mas a revolta seu um pouco de espaço para solidariedade após descobrir que ele não havia conseguido dormir a noite e fez o possível pra estudar. Eu seria hipócrita se continuasse criticando ele naquela situação; eu sabia bem o quão horrível era ter uma noite em claro, e eu mesma havia cogitado usar a noite para estudar caso ocorresse, porém… - Da próxima vez se lembre de usar um dos tais robôs-alarme. Se você depender dos outros pra acordar se acontecer denovo, isso só vai piorar.

Felizmente para ele e para mim, havia um assunto mais importante para tratarmos, e que possivelmente Myriam e Leonheart teriam que se envolver também - Eu sinceramente não sei dizer com muitos detalhes o que aconteceu, só ouvi algumas pessoas comentando que a residencia dos Leuchten havia sido invadida - Dizia, pausando um pouco de comer um pouco do macarrão - Mas ninguém falou de roubo ou feridos, foi só… Invasão. Talvez eles tenham percebido a entrada e os invasores fugiram? Independente, acho que isso vai ter que perguntar diretamente à Myriam - Dava meu testemunho, que não era lá muito valioso, como havia avisado. Na verdade, eu também estava um tanto intrigada com o ocorrido, especialmente por ocorrer tão pouco tempo depois do ataque à NBR 6029. Claro, nada indicava que os dois crimes tinham alguma relação, até porque supostamente o caso do estabelecimento era mais uma extorsão, mas tantos crimes ocorrendo em um espaço curto de tempo mostrava como a segurança daquela ilha era falha. E, por mais que a segurança falha fosse uma oportunidade pro meu ramo de emprego, ainda não era algo agradável para o dia a dia, vide o que aconteceu com a casa da minha colega. Assim, com a chegada dela e de Leonheart, não perderia tempo e iria logo tentar tirar aquilo a limpo - Boa tarde Myriam… E Leonheart. Parece que a "residência dos Leuchten” é até famosa na ilha, quem diria? Mas ainda assim, vocês estão bem, não é? Matteo aqui estava morrendo de preocupações - Questionava, jogando a “bola” pro loiro, mas a confirmação de alguma possível conexão dos incidentes me deixava alerta - Espera, o que exatamente aconteceu na casa da Myriam? - Questionaria, antes de prosseguir com um tom mais baixo - O caso daqui foi mais uma extorsão do que uma invasão propriamente dita. Acham mesmo que pode ter uma relação? Porque se tiver, vamos ter que investigar isso mais a fundo.

A revelação da outra invasão e da sequência de invasões havia me pego desprevenida. Independente de ter relação com o incidente de NBR, o fato de não ser um caso isolado significava que os invasores tinham algum objetivo maior na residência dos Leuchten, e isso podia voltar pra nos assombrar mais tarde ”Droga, se nem Myriam e Leonhart sabem dizer ao certo, nos resta esperar que o gerente tenha alguma pista mais solida” E, pensando no diabo, logo a atendente do dia anterior veio nos chamar para a reunião. Enquanto a seguia, os boatos da invasão do estabelecimento e os relatos dos meus companheiros começavam a se mesclar, como em um emaranhado de ideias e linhas lógicas sobrepostas, mas era como se algo estivesse faltando, alguma peça fundamental que me ajudasse a confirmar ou descartar algumas hipóteses. Entretanto, rede de pensamento nenhuma foi o bastante para barrar a surpresa com o primeiro comentário Garasuno após finalmente chegarmos na sua sala… “O loiro está entre vocês?”, ele perguntava, e logo minha postura ficava tensa, como se preparada para uma emboscada a qualquer momento. Afinal, ele era cego, e nós nunca comentamos sobre cor dos nossos cabelos com ele. Mesmo que a atendente tivesse comentado algo, que diferença faria cor de cabelo? Não, havia algo de estranho e eu sentia isso - E que interesse repentino seria esse? - Questionaria, rígida, tomando a frente do grupo.



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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyTer Dez 27, 2022 10:51 pm



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The girl that's driving me mad is going away, yeah, oh


- Sabe, aposto que eu consigo fazer um desses pra mim se tentar... - eu respondi, colocando a mão no queixo, quando Kim sugeriu que eu começasse a usar um dos robôs-alarme. Não que eu pretendesse ficar acordando doente de madrugada muitas vezes, mas ainda seria bem divertido montar um. Depois que ela veio me acordar, nós fomos até a NBR 6029 pra pegar algo pra comer e esperar Myr e Leon chegarem.

E por falar neles, era um alívio saber que estavam bem, apesar do susto da tal invasão. - Ainda assim, é bem estranho. Primeiro o ataque que teve aqui, e agora isso...será que é coisa daquela gente dos cartazes? - eu disse, girando o garfo pra enrolar o macarrão e levando-o à boca em seguida. Seja como fosse, era uma oportunidade de ouro. Se a gente conseguisse pôr as mãos em outro peixe grande como Toth, não levaria muito tempo pra que eu conseguisse quitar a minha parte da dívida. E quanto mais cedo eu resolvesse isso, mais cedo poderia ver o Nicolò e as meninas de novo.

Depois de algum tempo esperando, os nossos dois companheiros de cabelo rosa finalmente chegavam ao Café, o que colocava um sorriso no meu rosto. Mesmo tendo ouvido que a invasão não tinha deixado feridos nem nada, ainda era muito melhor ver que estavam bem pessoalmente. Kim foi a primeira a cumprimentá-los. - Falando desse jeito faz parecer que você não tava preocupada também. Mas ei, é bom ver vocês dois inteiros. - Leon então explicou que a invasão à casa da Myr não tinha sido o segundo incidente daquele tipo, mas sim o terceiro - e que algo parecido tinha acontecido numa...forja do Centro Científico? Eu senti como se parte da náusea de mais cedo tivesse voltado conforme eu me dava conta algo perturbador. O Café onde estávamos, a forja, a casa da Myr...

...eram todos lugares que eu tinha visitado recentemente na ilha. Seria coincidência? Eu nem tinha considerado isso nos dois primeiros casos, mas com um terceiro...será que era mesmo coisa do acaso? Minhas dúvidas não duraram muito, no entanto, pois pouco tempo depois a menina do dia anterior apareceu para nos levar até o gerente do estabelecimento, cujas primeiras palavras se referiam, sem dúvidas, a mim. Kim percebeu que tinha algo de estranho naquilo tudo, se colocando na defensiva de imediato, mas ela ainda não tinha uma informação importante que ligava todo o resto daquele caso. - Kim. - eu coloquei a mão no ombro dela.

Eu daria um passo à frente, me virando pro restante do grupo. - Eu só comecei a ligar os pontos agora há pouco, mas...o que o Leon disse antes tá um poquinho errado. O caso da forja tem a ver com a gente. Ou melhor, tem a ver comigo. Foi lá que eu passei o dia ontem, forjando as armas de todo mundo. O mesmo aqui e na casa da Myr também, todas essas invasões têm acontecido em lugares onde eu passei nos últimos dias. - eu finalmente ia colocando em palavras a "teoria" que vinha me incomodando, mas ainda assim, parecia que faltava alguma coisa. Beleza, tudo apontava que quem quer que fosse, estava atrás de mim...mas por que motivo?

Se alguém tinha a resposta, era aquele cara. - Você ter perguntado sobre mim só deixa isso ainda mais claro, senhor Garasuno. Quem foi que atacou você ontem, afinal? O que você sabe? - eu disse, com a mão pronta pra sacar minha pistola se precisasse. Não tinha gostado do tom que ele tinha usado quando entramos, e se havia alguma chance de ele estar de conloio com quem quer que estivesse atrás de mim, eu preferia não arriscar.



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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyQui Dez 29, 2022 5:03 am


Myriam Leuchten
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Os relatos de nossos colegas eram vazios de respostas, senão simplesmente angustiantes. A evidência das diversas invasões que ocorriam era algo alarmante, e sinto que talvez logo me arrependesse de não ter aproveitado tanto meu sono da noite passada — Tá, Centro Científico, NBR... E aqui. Não levaram nada, então é de se esperar que estivessem buscando algo em especial, não é? Tem informações do confronto pra mim? — não costumava ser o maior cérebro do grupo, nem na alta metade eu ficava, mas me orgulhava da minha capacidade de notar coisas e analisar detalhes. Com um tempo sendo levado recolhendo as pistas e analisando o caso através da ótica dos investigadores, e também checando para que me lembre de detalhes de suas vestes, cicatrizes, cabelo ou qualquer outra coisa que pudesse ser suspeita antes de deixa-los sozinhos com meu pai, partiria junto da dupla okama para um dos locais que estava envolvido no caso.

Ver Kim e Matt ali já era um evento esperado, mesmo que não declarado. Quando ouvisse Leon falando da minha casa, trataria de corrigir no instinto — Bem, a casa do meu pai, na verdade. Desde que declarei minha independência, tô lá só de favor! — expressaria minha situação, mesmo que não fizesse nenhum sentido lógico nem pudesse ser exatamente motivo de orgulho. Contaria sobre como foi a última noite, com os sons incômodos, o estranhamento de não terem de fato pego nada de valor e a saída rápida e de rastros difíceis — Não é comum TANTAS invasões em Stevelty em lugares assim próximos, ainda mais praticamente ao mesmo tempo, então o natural é buscar ligações, mas é, os lugares que foram invadidos realmente não fazem tanto sentido se a gente tentar... Meu pai mesmo não tem nada de importante que eles tenham sequer tocado, ao que eu imagino. Sei lá, são todos artesãos? Estão atrás de arte? Mas comida é uma arte tão diferente, e não é como se uma coisa batesse com a outra, se eles querem um objeto em específico não faz sentido eles irem atrás de tanta gente diferente. Não seria mais fácil ir atrás de um cara rico daqui? Um avaliador? E se eles já foram? — ponderaria, não chegando a lugar nenhum em minhas voltas e voltas em busca de sentido.

Enquanto sou arrastada sem nem pensar direito pela menina do café e pelo resto do grupo, balbuciando teorias baixinho, pararia ao ver a pausa de Matt. Sua revelação me trás certo choque, já que não esperava que aquilo estivesse de forma alguma ligada a um deles. Ainda assim, tinham pontos que não faziam sentido — Isso é besteira Matt. Se você esteve na forja pode nos dar mais evidência e ajudar no caso, mas não faz sentido ser algo além de uma coincidência, afinal você nem teria envolvimento com ninguém daqui pra irem atrás de você, no máximo a gangue do Toth e tá todo mundo morto. Esquenta não.

Ao chegarmos na tal reunião e ouvir o que Garasuno dizia, no entanto, teria certa certeza renovada na culpabilidade de Matteo naquela situação. Minha cabeça pensava nisso, refletindo no que quer que ele havia feito antes de vir pra cá sem contar pra gente, mas meu corpo já estava em outro lugar.

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Correndo o mais agilmente que posso na frente de todos na direção do homem, chegando com a espada em curva apontada para seu dorso, o encararia forte nos olhos ou ao menos onde estes deveriam estar, não importante se ele sabia ou não. Me seguraria parada sem de fato avançar contra ele, mas mostrando que estava pronta para fazê-lo caso necessário — E O QUE TE INTERESSA ELE Ô, PALHAÇO?! — só de ouvir o tom com que ele falou aquilo, fui capaz de sentir meu sangue ferver, ouvir merda de mim eu aguentaria o dia inteiro, mas ouvir alguém falar assim com meu amigo me dava nos nervos. Me manteria próxima de Garasuno, evitando que se aproximasse dos outros ao me interpor caso necessário, esperando que continue o que quer que seja seu discurso. Realmente não esperava um confronto ali, mas queria ao menos um pedido de desculpas pela atitude para poder relaxar.

EVERYONE’S GOT TO FACE DOWN THE DEMONS. MAYBE TODAY, WE CAN PUT THE PAST AWAY


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Ficha:

Histórico:

Atributos:
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FALA | PENSAMENTO

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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySex Dez 30, 2022 5:26 pm





Antes de deixar a sua casa, Myr prestava bastante atenção no grupo de caçadores, enquanto Leon aceitava que eles fizessem o trabalho pesado. As considerações que extraia de suas observações não eram muitas, mas reconhecia de vista os caçadores que estavam presentes ali, o que atribuía ao fato deles serem "fixos" na ilha. Não eram como seus amigos, que estavam viajando pelos mares, mas tinham se acomodado em Stevelty e atuavam como uma espécie de milícia, diante da ausência de uma na ilha. Um deles tinha certa fama na ilha e não conseguia lembrar de nenhuma informação pejorativa sobre, mas não se recordava de mais detalhes sobre quem era.

[...]

Com todas as informações levantadas repassadas entre o grupo, a reunião com o sr. Garasuno se desenrolava. Os fragmentos de informação se conectavam e cada um fazia suas conjecturas, mas apenas Matteo sabia uma verdade crucial. Não sem razão tomava a dianteira, explicando que esteve presente na forja anteriormente. Indagava quem eram os responsáveis por aquelas invasões, diante da obscuridade do caso, mas maiores esclarecimentos eram interrompidos pelo confronto de Kimberry e, principalmente, de Myriam. Leonhart parecia se divertir com a encrenca não originar dele, dessa vez, além de aproximá-lo do bonitão.

Primeiramente, ao ser confrontado verbalmente, Garasuno virava o rosto para Kim. Quando subitamente Myr colocava a espada em seu pescoço, este apenas reagia ao sentir a lâmina fria em sua pele. Engolia em seco, agitando a cabeça, mas sem movê-la. — Por acaso eu disse algo errado? — questionava o violento tratamento súbito. — Me desculpem se faltei com cortesia em algum momento — permanecia estático, com as mãos imóveis.

Com o cenário parado, Kim, que esteve mais atenta após a fala de Garasuno, percebia que, no que pese estar parado agora, suas mãos tinham se movido ligeiramente há pouco, antes do confronto, aproximando-se do lado da mesa em que repousavam alguns papéis, caneta e um den den mushi. Após estar com o pescoço na guilhotina, no entanto, não existia menção de continuar a aproximação. O observado pela atenta Kimberry significaria algo?

Continuando com o rosto virado para onde estava, o gerente prosseguia. — Velhos conhecidos, minha funcionária deve tê-los apresentados a vocês — respondia a pergunta de Matteo, sem contato visual. — Soube que ela os abordou sem minha autorização... ela quis resolver meus problemas. Como não há como desfazer o que foi feito, e vocês são caçadores de recompensas, suponho que vocês tem interesse neles. O loiro é o chefe de vocês, não é? Não nos apresentamos ainda, mas pretendia que nessa reunião de hoje pudéssemos formalizar uma empreitada, por isso perguntei... tenho informações valiosas sobre os procurados, que ajudaria bastante na caça, e em troca eu me veria livre de antigos problemas — explicava, na tentativa de apaziguar a situação. — Por gentileza, pode tirar essa lâmina do meu pescoço? Ela está sendo apontada para a pessoa errada — usava palavras educadas, mas com tom de exigência. — Não teremos negócio se for para ser assim — complementaria, se Myr resistisse.



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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySex Jan 06, 2023 12:25 am



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Pra ser sincero, aquela cena me deixou até emocionado. Não só Kim tinha tomado a frente do grupo ao notar a estranheza nas falas do gerente, como Myr tinha partido pra cima sem nem pensar duas vezes, em minha defesa. Eu fiquei bem surpreso na hora, mas depois, um leve sorriso tomou conta do meu rosto, apesar de eu me esforçar pra escondê-lo - não que Garasuno pudesse vê-lo, de qualquer forma. O homem, sentindo a lâmina da espada recém-forjada em seu pescoço, não perdeu tempo em se desculpar e começar a se defender, apesar de ainda se manter firme.

- O chefe, é? - dessa vez, eu deixei a risada escapar. Não sei de onde ele tinha tirado aquela informação ou se estava só inventando desculpas, mas ainda era bom ter o ego massageado de vez em quando. - Eu até agradeço o elogio, mas não é bem isso. Nós somos amigos, ninguém manda em ninguém aqui...apesar da gente ouvir mais uns do que outros sim. - eu olhei de relance pra Kim, que era a mais pessoa centrada no nosso grupinho cheio de gente maluca. Se tinha alguém próximo de um líder ali, com certeza era ela.

Aquela história toda tava bem suspeita na minha opinião, mas era verdade que a discussão não ia andar se a gente continuasse apontando armas pra ele - abertamente, ao menos. - Valeu mesmo Myr, mas pode tirar a espada do pescoço dele? Se ele realmente sabe de alguma coisa ou não, a gente precisa ouvir pra descobrir. Além do mais, o Leon ia acabar ficando chateado se você cortasse a cabeça dele fora. - eu daria um sorriso genuíno, olhando-a nos olhos. Esperava que fosse o suficiente pra ela saber o quão agradecido eu estava, mesmo que ela só tivesse agido no calor do momento.

- Então, senhor Garasuno. Mais confortável agora? - eu diria, uma vez que o pescoço dele não estivesse mais a um centímetro do fio da espada da Myr. Eu ainda não confiava nele, pra ser sincero, mas também era estranho pensar que ele estaria agindo junto com o grupo por trás de todos esses ataques. Quer dizer, ele atacaria mesmo o próprio estabelecimento só pra nos atrair até ali? - Beleza. Vamos fingir que você se referir a mim daquele jeito não foi nada suspeito, e assumir que o que você disse é verdade. Quem são esses caras, de verdade? Do que eles tão atrás, e que informações importantes são essas que você falou? - eu perguntaria, ainda com a guarda lá no alto.

Daria uma olhada pra Kim depois disso, como que perguntando se ela também queria dizer algo, já que ela é quem era boa nessa parte toda de interrogar os outros. Manteria uma das mãos sempre próxima ao coldre, pra poder puxar a arma na menor das necessidades, e apesar de duvidar que ela tivesse algum envolvimento, ficaria de olho na atendente do Garasuno também, se ela ainda estivesse na sala. No mais, prestaria bastante atenção no que ele tinha a dizer, já que se estivesse falando a verdade, sua explicação provavelmente nos ajudaria a chegar até os procurados.



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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptySáb Jan 07, 2023 11:49 pm

Leonheart Valentine


Aquela situação estava muito engraçada, com o Matt tendo arrumado a confusão em vez de mim. Não conseguia conter a gargalhada, curioso com o que o loiro havia aprontado, mas a reação súbita de Myr me fez arregalar os olhos quando a lâmina de sua espada foi posicionada contra o pescoço do meu bofe. - Que isso, Myr! Calma lá, calma lá! Tá doida? – Já ser os vestígios da risada que esboçava a pouco, estava apenas preocupado, não só por ser um gostosão ali, mas por ser a vítima, a celestial nitidamente estava confundindo as coisas, e parte disso provavelmente era culpa minha por não ter contado a história toda pra ela antes de virmos para cá, mas eu obviamente não me delataria. - Tira essa espada do pescoço dele! O gost... Digo, o gerente é a vítima aqui, atacaram ele. Esqueceu que falaram lá que invadiram aqui igual invadiram sua casa? – Tentava botar um pouco de juízo na cabeça de Myr para ela guardar a arma.

Com tudo resolvido, não deixaria aquela oportunidade passar, me aproximando de Garasuno na cama. - Desculpa pela minha amiga, ela é meio cabeça quente. Se eu puder fazer algo pra compensar... <3 – Passaria a mão pelo peito dele despretensiosamente, mas mudaria meu foco de atenção rapidamente com o comentário de Matt, independente do que o gerente respondesse. - Own, você tava preocupado com meus sentimentos? Que fofo. – Apesar de ver Garasuno como uma presa em potencial, Matt era meu alvo principal, não só por ser lindo, mas pelas suas reações maravilhosas, e conseguia apenas aproveitar aquele momento, mesmo que provavelmente não fosse exatamente aquilo que ele queria dizer.

Apesar de termos começado com o pé esquerdo, Garasuno parecia ter informações importantes para nos repassar, e pelo que ele comentava parecia ser algo que realmente nos ajudaria muito naquela caçada, então apesar da minha atitude despreocupada, ouviria com atenção. Apesar de tudo, aqueles caras provavelmente eram os mesmos que invadiram a casa de Myr, e eu não podia deixar fazerem aquilo com minha amiga e saírem impunes. - Olha, normalmente eu sou do time de criar problema, não de resolver eles, mas por você eu abro uma exceção. – Enquanto ouvia tudo, procuraria algum lugar para me sentar, nem que fosse a mesinha de cabeceira, tirando tudo de cima dela e colocando no chão, mas tomando cuidado para não quebrar nem estragar nada. Que questionassem minha atitude, olharia confuso como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. - Que foi? Não queria continuar em pé. – Restava apenas ouvir com atenção o que ele tinha a dizer, e confiava mais em Kim para lidar com as informações.



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MensagemAssunto: Re: Capitulo 2 - Ticket To Ride   Capitulo 2 - Ticket To Ride - Página 4 EmptyDom Jan 08, 2023 12:00 am

 

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Flores da Morte
Parte V



A situação que se desenrolava na minha frente era um tanto… Complicada. Não havia duvidas que Garasuno estava escondendo algo, mas Myriam foi precipitada demais e deu a ele uma cartada para usar contra nós. Se fosse eu do outro lado da espada, eu nunca deixaria passar uma cartada de chantagem tão clara, então torcia aos céus que ele não decidisse usar isso contra nós - Myriam, chega. Independente do quão suspeito você acha que ele tenha sido, isso foi passar dos limites - Diria, firme, segurando o ombro da minha companheira, preparada para puxá-la para trás se não quisesse recuar. É claro, não é como se eu fosse contra um certo grau de ameaça contra ele, mas a espadachim parecia mais focada em forçar ele a retirar as palavras do que o fazer falar a verdade, o que não era nem de perto o ideal - Desculpe por ela, Senhor Garasuno, mas você precisa admitir que seu linguajar não foi o mais apropriado… Nem sua desculpa, já que Matteo teve pouco ou nenhum envolvimento com a organização e convocação do grupo. Então que tal voltarmos todos do início, vamos?

Eu não sabia ao certo como uma cobrança de dívida do submundo e invasões de propriedade na cidade tinham a ver uma com a outra, mas, elevando a descrença e aceitando que estavam, as peças se encaixavam bem até demais. A mentira do dono do estabelecimento era obvia, especialmente porque ele era incapaz de ver as cores dos nosso cabelos, e a atendente teve mais contato comigo do que com os meus outros companheiros, incluindo Matteo. Se alguem falou de um loiro para ele, teria sido outra pessoa, e se os cobradores da divida dele eram os mesmos seguindo os rastros de Matteo, era óbvio que entregar o rapaz seria uma bela moeda de troca para quitar a dívida. Eu não sabia ao certo o que essa gente poderia querer com Matteo, e simpatizava um pouco com o desespero de Garasuno depois de perder um animal querido e correr risco de vida, mas entregar alguém ao submundo era uma atrocidade que eu me recusava a fazer.

- Fazendo as apresentações próprias, nós somos caçadores de recompensas, especializados a lidar com criminosos em posições e lugares que a marinha não consegue atuar. Nosso trabalho é lidar com pessoas como essas que estão lhe ameaçando, então peço para que faça o favor de nos ajudar a te ajudar - Dizia com certo tom de despretensão, andando pela lateral da sala e dedilhando o móvel onde estavam os papeis e o den den mushi - Mas antes de tudo, um conselho de quem sabe o que fala - Apoiando meu corpo na mesa, quase como se bloqueasse seu acesso, desplugava e plugava o aparelho do den den mushi, para ter certeza de encerrar qualquer possível ligação que pudesse estar em andamento - Tentar negociar com o submundo sempre resulta em desastre. Compreende? - Um sorriso cínico e afiado se formava em minha face, mas não era como se ele pudesse ver, de qualquer forma.

Com o aviso dado, afastava-me novamente da mesa, mas sempre de olho nos movimentos que ele tentasse fazer em relação aos objetos nela. Por garantia, daria uma olhada sutil nos documentos enquanto me afastava, mesmo que fosse estranho se um homem cego tivesse documentos redigidos de forma normal. As perguntas principais já haviam sido feitas por Matteo, então havia pouco propósito em tentar forçar ou pressionar Garasuno demais. Com um aceno de cabeça para Matteo, deixava ele tomar a dianteira no questionamento em um primeiro momento, uma vez que ele parecia ser um alvo dos criminosos também, e certamente era quem mais precisava de respostas. Entretanto, eu não havia requisitado aquela reunião com o dono do estabelecimento apenas para fazer perguntas, pois sabia muito bem que dificilmente aquele homem saberia da localização dos seus agressores. Acima disso, eu tinha um plano, e não perderia minha chance apenas por causa das atitudes suspeitas dele.

- Senhor Garasuno, eu tenho uma pergunta. Ou melhor, uma proposta - Me pronunciava, após as perguntas de Matteo e dos outros se encerrassem - Procurar os criminosos é uma estratégia arriscada no estado em que o conflito se encontra, mas nós podemos ter certeza de um local em que vão estar. Aqui, para cobrar a suposta dívida. Se as invasões pela cidade e o incidente desse estabelecimento estiverem realmente conectadas, então Matteo também é um alvo deles, e seu comportamento para mim é prova o bastante de que você está ciente disso. Não me importa o que você pretende fazer com essa informação, mas atraí-los usando ele de isca é a chance perfeita de montar uma armadilha aqui - Com uma olhada de canto de olho para o rapaz, tentava repassar um silencioso “confie em mim” - Minha proposta é sua cooperação e acesso ao espaço do seu estabelecimento para o confronto. É claro, estamos dispostos a arcar com os custos de danos ao local na medida do possível. o que me diz? - Relatava a proposta, a todo momento atenda à sua expressão, como se buscando algo que indicasse o que realmente estava pensando diante disso.


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