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O Bando da Rainha Caolha

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Achiles
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Achiles
Pirata
O Bando da Rainha Caolha Qui Abr 28, 2022 11:05 am
Relembrando a primeira mensagem :

O Bando da Rainha Caolha

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Pirata ''Sir'' Douglas Whitefang. A qual não possui narrador definido.

Wheeler Sheyde
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Ago 02, 2022 10:51 am
AGNI FLAMESBURG! — 16


A Rainha Nina não tinha errado nadinha em suas palavras. Ora, eu não sou um simples aventureiro! Sou um dos mares, um dos bons. Como pirata, não podia ficar por aí me lamentando e salvando menininhas indefesas. Bom, talvez essa eu possa. Mas só essa.

Aceitei o desafio dado pela monarca. Era o primeiro que ela me passava: ao menos o primeiro que envolvia coisas piratescas... mas o que poderia agradá-la? Será que eu deveria roubar o olho de alguém? Se bem que, pensando como escritor que sou, o tapa-olho era uma parte importante da caracterização dela como personagem. Roubaria outra coisa.

...

A Guilda dos Aventureiros foi uma visita mais chata do que eu pensei. Primeiro, não tinham tigranossauro. Segundo, não me dariam souvenir tão fácil. Pasmo, notei que teria de trabalhar para receber a identificação de cobre.

Não me demorei muito por ali, olhei as atividades disponíveis e piquei a mula assim que prendi meu recadinho para a população do reino. Esperava que o bafafá começasse logo.

A diversão de verdade começou na biblioteca. Eu buscava um tesouro literário, mas dei sorte: encontrei um tesouro literário sobre um tesouro real. Conforme me deliciava ouvindo a história de um herói que, do topo de um ovo enfrentou mais de oito mil piratas, abri as mãos e exclamei em êxtase:

— Isso só pode ser a mais absoluta verdade! — tinha os olhos cintilando, correndo de lá para cá sobre as páginas do tomo dourado. Sorri contente por ter achado meu presente para a capitã. Piratas gostam de tesouros, eu gosto de história e enigmas. Todo mundo saía feliz.

Se eu conseguisse um tesouro, então poderíamos ter banquetes todos os dias. Tortas de amora, porcos inteiros assados dentro do forno que instalaria no navio, gansos recheados de cebola e queijo... até mesmo poderíamos contratar uma cozinheira!

Imagine o quanto o olho-só da rainha se encherá de orgulho quando ver isso! Pensaria enquanto, dum ponto cego da biblioteca, enfiaria o livro na calça, oculto pelo volume dela, da camisa e do sobretudo. Se fosse dois dias atrás, a mera hipótese de roubar um santuário das boas histórias me faria regurgitar... só que agora eu era um pirata! É hora de entrar no personagem, Agni! Mentalizava.

Depois disso, notando Makoto, aproximaria-me curioso e...
APRENDIZADO DE PROFICIÊNCIA SERÁ INSERIDO DEPOIS.

Quanto ao livro de geografia, não precisaria mais muito dele e não podia lhe atribuir função nenhuma... a não ser a de migué. Sim, migué. Ser pirata exigia que eu soubesse manejar a situação. É o que um pirata faz. Aproximaria-me do bibliotecário carregando o livro de geografia debaixo do braço. Se eu pedisse para emprestar um livro, ninguém jamais suspeitaria que eu roubaria outro.

— Fala, amigão. Eu sou o Agni e queria pegar esse livro emprestado para fazer o trabalho de escola. — tossiria — tá calor hoje, né? Espero que minha mamãe tenha comprado sorvete. — Olhava de lá para cá.

[colo=#ff5656]— E minha mãe não é uma pirata. Eu também não projeto minha figura materna em nenhuma pirata-caolha e malvada de tapa-olho. [/color] — Sendo uma criança, decidi que abusaria disso. Nem todo mundo percebe que eu sou um grande guerreiro e minha espada nem sequer estava exposta. — Calorzão, né?

Se ele negasse, então eu deixaria o livro e partiria cabisbaixo. Se ele permitisse, então eu teria cometido dois crimes: furto e apropriação indébito. Isso me colocaria imediatamente no time dos malvados e eu sairia de lá com um grande sorrisão mal. Da esquina, faria minha gargalhada maléfica ecoar para toda Sorbet:

— MUAHAHAHAHA! MUAHAHAHAHA!
...

Se tudo ocorresse conforme premeditado, então era hora de entender um pouquinho mais do funcionamento da ilha. Se os aventureiros cedessem à moral e se prostrassem contra o príncipe, defendê-lo caberia aos soldados do reino. Será que eles respeitariam a autoridade de um tirano depois de servirem tamanho rei benevolente? Ao que eu sabia, sete deles sim.

Andaria pelas ruas, refazendo o caminho e vendo se as pessoas liam ou comentavam da história. Caso escutasse alguém falando sobre, andejaria ao lado e tentaria me fazer parecer distraído com qualquer outra coisa.

Eu sabia que o reino se dividia em cidades. Cada uma delas deveria ter uma figura de liderança, apesar da soberania óbvia dos monarcas. Nem todo o reino precisava se rebelar contra o príncipe: bastava a insatisfação de uma das cidades. Voltaria até a garotinha na loja. Lojistas geralmente têm informações.

Na loja, chamaria ela de canto, apresentando-me como o rapaz da outra vez, e começaria:

— Espero que você esteja bem, eu e meus amigos estamos empenhados na missão de resgatar o seu pai. Eu só preciso de algumas informações, tudo bem? — Deixaria que ela entendesse. — Preciso saber o nome das cidades. O nome dos prefeitos ou coisa do tipo. Também preciso saber se algum deles já teve desavença direta com o príncipe.

Com essas informações eu poderia conhecer um pouco mais. Saber sobre a ilha nunca seria o suficiente. Membros do segundo degrau do pódio do poder sempre, ou quase sempre, estão de olho no topo. É mais fácil querer puxar o tapete se aquele que está no topo usa a diferença de altura para cuspir na sua cara e, para ser bem sincero, isso me parecia algo que aquele príncipe esnobe faria.

Sabendo disso, retornaria à Zarolha.


Objetivos:


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Shiro
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Re: O Bando da Rainha Caolha Ter Ago 02, 2022 6:12 pm
NINA SPADES - 19



Durante o desjejum, Nina bebeu com calma o rum enquanto a Princesa Bruxa falava. - Cavalos mudos? Pra mim todos são assim… - Olhou para os animais de cima para baixo, tentando ver se conseguia identificar a “mudeza” neles. Se os animais relinchassem a Rainha teria franzido a sobrancelha um tanto que confusa. Estava tão mal humorada naquela manhã que sua cabeça estava anuviada, deixando-se levar por qualquer assunto sem muita atenção. A suposta mudeza dos cavalos era um desses assuntos. Porém, Douglas quebrou aquela conversa pitoresca e apresentou os próximos passos que o bando pirata deveria dar, tal como ela o havia ordenado a fazer.

Nina coçou o queixo com uma mão enquanto a outra ainda segurava o caneco. - Beleza, vou achar um buraco bem fundo pra gente esquecer o maldito lá dentro. - Apesar do tom inexpressivo de sua fala, no interior a Rainha teria achado essa ideia um tanto que interessante. Queria muito ser aquela que arremessaria o príncipe no buraco, só de imaginar isso o seu mau humor matinal era quase substituido por uma risada sincera.

A ratinha falou então da necessidade de comprar comida para os animais. A Monarca deu de ombros, já que não tinha muito o que fazer. Pegou na mão de sua companheira e foram juntas até uma loja voltada para a venda de tal mercadoria. Lá um homem entregou um saco de aveia para as meninas. No caminho de volta, a Rainha olhou de canto de olho para o saco que Brina carregava. - Deixa eu ver um negócio aqui… - Tirou o saco da Bruxa, abriu ele, fez uma conchinha com a mão e pegou um pouco de aveia, levando-a até a boca. Nunca tinha comido aquilo, será que era bom? Se fosse bom, arregalaria os olhos. - Hmm, que delicia. Ei, Brina, coma um pouquinho também. Pelo jeito os cavalos têm bom gosto… - E comeria mais um punhado de aveia, retornando ao navio.

Estando na Zarolha, Nina pararia assim que Onimaru lhe chamasse a atenção. Olharia para os panos que o garoto estava pintando. - Você leva jeito em moleque… - Faria um beiço avantajado, balançando a cabeça positivamente, mas logo voltaria para sua carranca matinal, olhando para outra direção e ignorando o menino.

Quando Douglas chamasse ela no canto, caminharia até ele com um olhar severo, com ambas as sobrancelhas enrijecidas. - O que foi? - Diria em um tom de poucos amigos. Ao ver que ele iria revelar um pouco mais de seu plano, sua feição mudaria, tornando-se mais relaxada, mas com o olho fixo nele, sem disfarçar sua curiosidade.

Então viria o momento do choque. Espinhos apareceriam e sumiriam do rosto do bastardo, assutando tanto a Monarca ao ponto de fazer até mesmo o compasso do coração de Nina mudar. - QUÊ DIABO É ISSO?! - Gritaria, surpresa, afastando seu corpo e colocando as mãos na frente do rosto, como tivesse visto uma barata. Inebriada pela surpresa, quando voltasse ao normal perceberia que Douglas não estava mais na sua frente. O desgraçado estaria correndo para longe, indo para seja lá onde ele teria que ir. - Como aquele maldito conseguiu fazer aquilo? - A Monarca estaria olhando com incredulidade para o lugar onde o homem havia corrido, relembrando de todas aquelas mentiras que ele havia contado quando eles se conheceram. Ele havia dito que  era um Arquimago, que tinha comido uma akuma no mi e que era capaz de feitos incriveis. Talvez ele não tivesse mentido e aquilo assombrava a Rainha. Quais outros segredos aquele maldito ainda escondia?

Um tanto quanto impactada, a Rainha voltaria até o interior do convés e encheria mais uma vez o caneco de rum. - Vou precisar disso. - Daria um primeiro gole generoso. Retornaria então ao lado exterior da Zarolha, observando o movimento dos seus subalternos muda como um cavalo, enquanto revisitava em sua mente a cena mística que Douglas havia lhe apresentado. - Será que ele é um homem-porco-espinho? - Murmuraria, olhando para o vazio.

Quando o homem-peixe anunciasse que estava tudo finalizado e preparasse os cavalos, a Rainha entraria dentro da carroça com Brina ao seu lado. - Tomara que com a aveia esses pé de panos andem mais rápidos… - Resmungaria, sentando-se no lugar apropriado. Ficaria calada durante boa parte da viagem, mas atenta ao que Brina e Onimaru falassem. Nos momentos de silêncio olharia para fora da carroça, vendo a paisagem ficar para trás enquanto a cena de Douglas martelaria em sua cabeça. - Será que ele é um homem-ouriço-do-mar? - Falaria bem baixo para si mesma. Quem sabe o fato dele ser mestre do Onimaru explicasse isso? Ele havia demonstrado uma habilidade estranha de se fantasiar de outas pessoas. E se a aparência inicial de Douglas fosse, na realidade, uma fantasia? Eram tantas possibilidades que a mente da Rainha pareceria estar cheia de nós.

Chegando na Cidade das Montanhas, estaria menos amarga, talvez por conta do tempo em que passou viajando e pensando. - Vamos continuar na carroça. - Diria em um tom assertivo assim que adentrassem os limites da cidade. - Tente encontrar uma rota que nos leve até as montanhas, se encontrarmos um buraco lá, bem longe da cidade, eles vão demorar um tempão para encontrar o azarado. - Ficaria atenta, olhando ao redor enquanto os cavalos avançavam, tentando encontrar algum buraco ou caverna desolada onde pudesse desovar o príncipe.

Além disso, aproveitaria para dar mais uma boa olhada na cidade. Veria se naquele dia os aventureiros com as plaquetas estavam em maior número, veria se tinha algum evento ou qualquer coisa que pudesse eventualmente atrapalhar o plano. Quando chegassem ao clímax do sequestro não teria como voltar atrás. Se existisse algum problema que pudesse ser resolvido antes do grande acontecimento, Nina estaria disposta a identificar e lidar com ele antes de encontrar com Douglas naquela noite.

Cada minuto passado empurraria-os até o grande ato capaz de espalhar a fama do bando pelo mundo. - Vocês estão animados? Sei lá, eu tô ficando animada… - Daria um sorrisinho, totalmente diferente da Nina que havia acordado. Desde que partira da Zarolha a adrenalina vinha tomando seu corpo em um crescendo e ela estava gostando muito daquilo.



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Wolfgang
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Ago 03, 2022 8:50 am
Brina Britta - 18

- Definitivamente eles são mudos, Rainha Nina! Veja, eu consigo me comunicar com animais dentuços e eles não falaram um “a”! - com as pequenas mãos, erguia os lábios dos cavalos para exibir seus grandes dentes, concluindo que eram incapazes de falar. - Ou talvez seja fome… depois que a gente comprar comida pra eles, vou tentar voltar a conversar!

Rapidamente, haviam conseguido uma porção de aveia e Nina logo enfiou a mão no saco e experimentou um pouco. Assim que era convidada a fazer o mesmo, Brina não perderia tempo e repetiria o gesto, enchendo a boca de aveia. - NHAMM!!! Isso é BOM DEMAIS! Imagina isso daqui com queijo… Rainha Nina, assim que voltarmos precisamos fazer um sanduíche de queijo com aveia! Será que é possível fazer um queijo de aveia… - certamente seu lado hamster a faria achar os grãos deliciosos, e passaria o resto da caminhada petiscando a comida dos cavalos.

Certificaria-se de alimentar os cavalos assim que chegassem. - Ei, senhores cavalos! Vocês gostam disso? Qual é o nome de vocês? - novamente, faria gestos que simbolizavam o que gostaria de dizer. - Precisamos que vocês corram rápido, entenderam? R-Á-P-I-D-U… aliás, R-Á-P-D-... ah, esqueçam tudo! O certo é R-Á-P-I-S-O… DIGO! ESCUTEM! R-Á-P-A-D-U-R… AAHHHH!!! V-E-L-O-S, entenderam? Veloz! Isso! Quando precisarmos, vocês devem correr o mais rápido possível! Veloz!

Subiria na carroça junto com Nina, e diria a ela os nomes deles caso descobrisse, e se mesmo assim eles não dissessem, nomearia-os ali naquele momento mesmo. - O nome deles é Rapadura e Veloz, mas ainda acho que são mudos… nem a comida os fez abrir a boca! - diria isso com uma porção de aveia espalhada nos pêlos ao redor do seu rosto.

Seguiria a viagem murmurando a canção dos peixes e olhando ao redor. Haviam voltado a Cidade das Montanhas e agora o objetivo era encontrar um bom lugar para esconder um príncipe sequestrado. Utilizaria seus sentidos aguçados para identificar uma caverna ou buraco adequado para isso, em que não fosse fácil encontrar alguém escondido. Caso encontrasse um bom local, indicaria para Nina apontando para lá. - Ali parece um bom lugar, tá vendo? Ninguém viria até aqui de bobeira, só temos que ter cuidado para que nessas cavernas não tenham morcegodráculas ou ursos da montanha, senão o príncipe vai ser devorado assim que o deixarmos lá!

Responderia a pergunta de Nina com um grande sorriso. - ESTOU MUITO ANIMADA! Sinto que vai ser muito divertido kishishishi, mal posso esperar pra usar meu cajado novo! - apesar de alheia a muitos detalhes do que estava por vir, a ratinha podia sentir a adrenalina de uma grande aventura que estava a caminho.


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Noskire
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Noskire
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Re: O Bando da Rainha Caolha Qua Ago 03, 2022 10:16 am

Douglas agia com maestria e se jogava ao chão, fazendo parecer ter sido empurrado pelos guardas. O mais novo até tentava segurar o idoso, no impulso, mas não era rápido o suficiente, o que dava uma impressão ainda pior para os civis presentes. Murmurinhos de desaprovação eram escutados enquanto um homem na casa dos 40 vinha ajudar o velho a se levantar. — O senhor está bem? — Ele indagava. Mas o velho permanecia insistindo em ver o príncipe, fazendo drama enquanto os murmúrios aumentavam de intensidade.

O guarda mais velho estava impassível, mas o mais jovem ficava mais e mais aflito. Por fim eles cochichavam um com o outro e o mais jovem entrava, com o mais velho se movendo para ficar no meio da porta. — O Príncipe Lochlann será avisado da sua presença! — Informava.

Ainda na biblioteca, Agni ia até Makoto e pedia por sua ajuda. A jovem aventureira o reconhecia e abria um largo sorriso. — Mas é claro, será um prazer! — Ela então o explicava não apenas sobre o livro que o garoto tinha em mãos, mas sobre tudo mais o que ele perguntava, usando os livros e mapas na mesa para tornar as explicações mais intuitivas.

Enquanto isso, Rainha e súditos chegavam novamente à cidade das Montanhas e Onimaru guiava a carroça pelas ruas de pedra até o norte da cidade, parando a apenas alguns metros da montanha de fato. Ele descia primeiro, amarrava os animais num poste e ia até os fundos, ajudando Nina e Brina a descerem. — Da última vez que viemos nessa cidade eu vim até a montanha. Qualquer pessoa pode entrar com uma taxa e eles alugam material para mineração. Acredito que seria o ideal para não chamarmos a atenção. Está tudo bem para você, Rainha?

O trio ia até a entrada da mina, onde um velho barrigudo com a cara de poucos amigos os atendia e informava. — A taxa de entrada custa 200 mil berries por pessoa, você pode ficar com qualquer pedra ou jóia que achar na mina. O aluguel de equipamentos custa 100 mil e inclui picareta, capacete e lamparina. Há uma taxa de 500 mil caso algo seja quebrado ou perdido. Também temos mapas dos corredores principais por 500 mil, recomendo que compre e que evite os corredores secundários caso não queira se perder. Daremos um apito para cada, mas cobramos um milhão de berries por resgate. — Após a explicação, Onimaru se voltava para a Rainha, esperando sua decisão.

Havia pessoas entrando e saindo da mina sem interagir com o velho atrás do largo balcão de madeira, mas todos pareciam ser moradores daquela cidade. Havia também alguns aventureiros patrulhando por ali, a maioria de bronze. Caso quisessem entrar sem pagar, poderiam, mas seriam revistados ao sair, pois não poderiam levar nada da mina sem pagar a taxa de entrada de antemão. Também não teriam acesso a mapas ou lamparina, o que também poderia vir a ser um problema para alguns.

De volta a biblioteca, Agni terminava seu aprendizado e, com um livro emprestado e um roubado, saía e seguia o caminho de volta. Enquanto refazia seus passos, via grupos de pessoas diante de cada cartaz colado, cochichando entre si. Não conseguia distinguir suas palavras, mas o tom era de raiva e infelicidade. De volta à loja de tecidos, a loirinha deixava de atender uma mulher na casa dos 30 e seguia a voz do garoto. — Eilís é a prefeita da cidade dos campos. Dizem que ela é muito carismática, mas ainda é inexperiente para o cargo e que só o conseguiu por ser amiga da rainha. Patrick é o prefeito da cidade das montanhas, é bem cabeça dura, mas muito competente e todos parecem gostar dele. Já o prefeito dessa cidade faleceu a algumas semanas, ele era bem velhinho, então no momento é Sir Murdoch que está responsável pela cidade até a eleição do próximo prefeito. Ele é o líder da milícia e o único cavaleiro do reino! — Quando mudava o assunto para o príncipe, sua expressão se azedava. — Acho que todos já discutiram com o príncipe, mas o único que já enfrentou o príncipe de frente foi o aventureiro Finn. Não sei dizer o motivo, acho que ninguém sabe. — Com as novas informações adquiridas, Agni se despedia e retornava para Zarolha, enquanto que a loirinha voltava a atender a cliente impaciente.

Já no castelo, passos ecoavam no piso de mármore e o guarda saía do caminho para que o príncipe passasse, acompanhado dos seus sete guardas e do guarda mais novo que o havia chamado. O príncipe entortava o nariz antes mesmo de ver o velho à sua frente. — Que fedor! — Apesar de Douglas ser alto, o príncipe era ainda mais alto do que ele, cerca de um palmo. E como o ruivo estava curvado ao interpretar seu personagem, a diferença parecia ser ainda maior.

Com um movimento sutil de apenas um dedo, o príncipe gesticulava para que o velho o seguisse e andava até o pátio, sem esperá-lo. As pessoas abriam caminho apressadas e o príncipe passava como se elas sequer existissem. Os sete guardas reais passaram marchando e um minuto depois o velho mancou para fora do castelo. — Aí está bom! — Ordenou o príncipe ao lado da fonte, com uns dois metros entre ele e o velho. Douglas pedia privacidade e, com mais um gesto sutil com sua destra, seis dos guardas se espalhavam pelo pátio, restando apenas um ao lado do príncipe. Os sete guardas reais usavam capacetes junto com suas armaduras, deixando uma fração mínima de seus rostos visíveis. — Agora diga. — Ordenava.

De volta ao porto, Agni chegava ao deque que levava à Zarolha e via duas pessoas vindo daquela direção, um homem e uma mulher. O celestial reconhecia o homem loiro com o escudo exageradamente grande da noite em que haviam chegado à Sorbet. O aventureiro gesticulava e se aproximava. — Você seria o… Agnis? Tão novo para um roteirista, deve ser muito talentoso! — A mulher não falava nada, mas continuava andando e parava a cerca de um metro atrás do garoto. — Então, eu tenho um probleminha para resolver com o seu grupo… — O loiro coçava a cabeça, claramente incomodado. — Eu vim falar com Félix ou com Onimaru, você pode me levar até eles? — Perguntava com um largo e carismático sorriso, gesticulando para que Agni liderasse o caminho.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Ago 04, 2022 6:58 am
''SIR'' DOUGLAS WHITEFANG - 21




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O Bando da Rainha Caolha - Página 7 Unknown

Eu tinha sua atenção. Mas eu tinha a sua curiosidade? - Me Perdoe, Vossa Alteza, mas não. - Já tentou negar algo para alguém mimado? Você consegue a obsessão da pessoa em troca. Assim, em um passe de mágica, eu tinha certeza de que o príncipe que estava se recusando a querer me ouvir e se fazendo difícil para tanto, estaria prestes a me obrigar a falar sobre aquilo para o que ele nem mesmo ligava muito. Me curvaria para o Príncipe, pois não podia fazer a sua raiva ultrapassar a curiosidade em me ouvir, e tinha seu ego frágil em minhas mãos como uma garrafa de pólvora. - Não antes de reafirmar para Vossa Alteza que não é seguro que ninguém que poderia cobiçar a sua posição ou a do Rei ou até mesmo a da Rainha ouça o que tenho a dizer. - A minha ideia era simplesmente ganhar tanto de sua curiosidade que ele me permitiria falar por um bom tempo. Além disso, ter reduzido sua companhia para apenas um Guarda já era o suficiente para mim. Aquele provavelmente era o cão real em quem ele mais confiava. Logo, dificilmente diria o que eu dissesse para os outros, se isso fosse pô-lo em perigo.

Começaria a erguer meu corpo curvado. Me ajoelharia com dificuldade no chão, com o auxílio da bengala. Como eu estaria falando relativamente baixo, para os outros guardas não ouvirem, minha voz não falharia tanto. No que mais pensar sobre meu novo personagem? Ou eu deveria apenas seguir com o instinto? Assustador.

Minhas palavras a seguir deveriam ser cirurgicamente calculadas. Cada interjeição precisa como um treinamento de florete. Se eu falasse tudo muito rápido e não houvesse expectativas sendo criadas eu poderia perder a atenção dele completamente. Se, por outro lado, eu terminasse por falar muito devagar, o mesmo poderia ocorrer. Apresentar uma ideia que seja, antes da principal, poderia arruinar tudo. Mas, ao mesmo tempo, seria necessário algum nível de informação, para atiçar o desgraçado até o fim.

E, bem, é até um tanto constrangedor dizer isso depois de tanto tempo fazendo o mesmo com vocês acompanhando a história, mas o meu plano não é tão bom. Envergonhado, eu admito que ele só vai entrar para um dos clássicos se der certo, de tão idiota e absurdo.

E por isso eu precisava fazê-lo dar certo. Por isso, em tom sério, exararia:

- É a Galinha dos Ovos Filosofais. - Independente do que acontecer a seguir, já valeu a pena. Seguraria meu riso. Permaneceria mortalmente sério. Quem poderia duvidar de um senhorzinho daqueles? No máximo, achariam-no louco. Entretanto, aquele conceito era tão absurdamente conciso que seria difícil que achassem insanidade, sem antes ouvir um pouco. Mas, para isso, eu teria que dar-lhe alguma prova. Pegaria um dos desenhos do Onimaru, e esse seria o primeiro momento em que eu os conferiria. Interpretando, apesar da minha própria curiosidade em ver o que o tritão desenhou, como se eu estivesse com a dificuldade típica da senilidade em abri-lo. Mostraria os dois desenhos para Lochlain. - E essa é a minha sobrinha antes e depois de encontrar seus ovos. - A princípio, não descreveria além.

A minha maior prova ainda estava por vir.

- Eu a encontrei, Vossa Alteza, abandonada perto de um dos lugares em que eu trabalho com é, hm, fertilizante. Parecia uma galinha normal, mas tinha algo de estranho, hm, no seu olhar. Como se ela soubesse de algo e a gente não. Levei ela pra casa. No primeiro dia, ela botou um ovo que causou uma transformação na minha menina, digna de uma bênção divina, a tornando menos, hmpf, mais bonita.. - Deixaria que o Príncipe decidisse qual dos dois desenhos era mais belo para ele, já que ele tinha achado Monalisa feia. Maldito sem bom gosto. -  E então, no segundo dia, resolvi abrir outro dos seus ovos, apenas para sofrer uma maldição horrível.

Com muita dificuldade, levaria a mão até as barras do capuz. Tremeria bastante, como se estivesse absolutamente envergonhado em fazer aquilo.

E então faria de uma vez só.

Mostraria meu rosto maquiado retorcido, com espinhos se projetando para fora dele de apenas um dos lados, de uma maneira horripilante. Soluçaria, viraria o rosto como uma mulher de peça clássica de teatro descobrindo que foi pega pelo marido na cama com o amante, absolutamente envergonhado, e cobriria meu rosto de novo, retornando aos poucos para ver o príncipe. Aquela era a minha prova mais substancial

- Minha sobrinha acredita que tem um jeito de diferenciar as maldições das bênçãos... - Diria baixinho, como um cachorro de rua, aumentando progressivamente o tom - Já eu acho muito perigoso. Eu proibi ela de oferecer a galinha para um vizinho que queria ser guerreiro. E se ele virasse pirata depois? E se ele virasse um monstro? Foi quando minha sobrinha me disse: O príncipe é inteligente e sagaz! Tenho certeza de que ele teria como diferenciar as bênçãos das maldições! E foi quando eu pensei: O príncipe é bondoso e sabe fazer sacríficios! Ele certamente saberá que precisa matar a galinha! A Rainha e o Rei possuem outro tipo de bondade, mas não a bondade implacável de saber quando matar pelo bem de todos! - Daria uma pausa, deixando o elogio maturar. - Imagine, Vossa Alteza, o poder para curar qualquer doença. Para ter a amada que quiser. Para ser muito mais poderoso, sem qualquer desvantagem. Isso poderia fazer qualquer plebeu tomar o lugar do Rei! Qualquer Cavaleiro também! Qualquer homem ter a amada de outro! É assustador! - Arregalaria os olhos, quase que em um sobressalto. Tossiria. - Perdoe a minha insolência, Vossa Majestade. Sei que deve ter pensado nisso sozinho. - Tossiria de novo, cabisbaixo. Na verdade, não sabia. - Vou perguntar uma última vez: Vossa Majestade prefere que eu diga a localização dessa galinha na frente desse guarda? O quanto confia nele? - Daria uma pausa e, independentemente do que o Príncipe dissesse, ou de o Guarda se afastar ou não, responderia, em um sussurro: - Me encontre onde as três estradas se encontram hoje à noite. A cerca das 22h. É o único momento em que vai dar pra levar a galinha em segurança. Se a notícia se espalhar, todos estaremos em perigo. U-Uma vez lá... Eu irei entregá-la para o Senhor... Que certamente saberá como matar a bichinha. Mas, se não for sozinho, ninguém sabe o que poderá acontecer. Qualquer um terá o poder divino de amaldiçoar os inimigos e abençoar os aliados com os ovos!

O príncipe parecia mesquinho. O quanto será que confiava em seus cavaleiros? Será que tinha alguma amizade verdadeira ao ponto de levá-la consigo, sem temer o que ela poderia fazer? Bem, provavelmente seriam poucas pessoas. Se apenas aquele guarda fosse, meu plano poderia se concretizar.

E, para aqueles de vocês que estiverem confusos, deixe-me explicar: Imaginem ser um príncipe desgraçado, que usualmente é mal visto pela população e contrariado. Imagine-se nesse cenário mas com um Rei amado, seu pai, que provavelmente discorda de você por vez ou outra. Agora tentem visualizar um velho idiota chegando no seu palácio, muito assustado com um poder, dizendo que quer se livrar dele. E que agora, esse velho, te diz que você é superior ao seu pai pela primeira vez na sua vida, por um suposto ''senso de bondade implacável'' capaz de matar, algo que um desgraçado como você realmente tem e que foi finalmente bem visto. E esse velho, de tão burro, acaba te oferecendo não apenas um elogio, mas uma forma de tirar seu pai do poder, já que até mesmo um Plebeu poderia.

A minha ideia era atiçar a cobiça do príncipe para que ele saísse sozinho do castelo, sem poder contar para ninguém, no meio da noite, atrás de uma galinha mágica. Do que ele estava atrás? Mais poder? Uma mulher para casar? Um cavalo alado? Ele poderia ter tudo aquilo, bastava enganar o velho. Mas, se fosse acompanhado por um dos guardas, aquele mesmo guerreiro poderia roubar a galinha e ter para si todo o poder do príncipe, a amada de quem ele estava atrás e o cavalo alado.

E o grande ponto é que o velhinho nunca ofereceria para o príncipe o poder, apenas que matasse a galinha, por ser muito assustadora. Eu teria de deixar o Príncipe pensar no resto sozinho, para que ele sentisse que foi tudo ideia dele. E o desgraçado certamente o faria.

Vejam só: esse golpe é lapidado por anos de aula de Etiqueta, o suficiente para não ofender o príncipe e me permitir continuar falando, além de uma pitada de interpretação recém-aprendida de uma mercenária, um poder sobrenatural meia boca, mais um pouco de disfarce aprendido por uma mercenária e muita, muita cara de pau. Mas, principalmente, dos anos em que eu vivi, eu mesmo, como o Príncipe de um palácio. Se alguém me oferecesse uma maneira de nunca mais trabalhar eu certamente cairia, por mais que me ache malandro.

E antes da Nina eu não tinha qualquer amigo. Por isso, não teria levado ninguém também.

- Com as suas licenças, Vossa Alteza. - Me curvaria mais uma vez, me levantando e saindo do palácio, andando com bastante dificuldade, como o velho que eu era. Supostamente.

Prestaria atenção se estaria sendo seguido. Pararia durante o caminho para me sentar em bancos, por segurança.

Andaria em círculos as vezes, como se estivesse perdido. Compraria algo para comer, dando um tempo. Então, com minha noção exata do tempo, calcularia o horário para começar a ir para a Cidade das Montanhas. Continuaria andando devagar, prestando atenção à Estrada bem à frente, para não ser parado por ninguém que poderia estragar tudo e poder seguir sozinho.

O importante é que eu não pararia de interpretar aquele senhorzinho por horas após a conversa com o Príncipe. E, no caminho pra cidade das Montanhas, também. Pelos Céus! Se bandoleiros me parassem para me assaltar eu iria preferir ser espancado do que sair do personagem! Por isso, seguiria commo o velhote, apesar de andar devagar na estrada ser tortuoso. Apenas por segurança. Então, no meio da estrada, olharia para trás algumas vezes, como se estivesse em busca de ladrões, já que eu era o velho, mas Douglas Whitefang estaria tentando encontrar perseguidores.

A primeira coisa que faria quando chegasse na Cidade da Montanha seria tentar despistá-los. À noite, no centro, no horário e local combinados com Nina, a procuraria, para então dizê-la: - Terminei. Fiz o meu feitiço. Agora precisamos ir para a trifurcação entre os Reinos. Às 22h. Se tudo der certo, o príncipe estará lá sozinho. Após sequestrá-lo, poderemos começar o verdadeiro plano. - E então iria. Eu, Nina e mais quem quisesse acompanhar.

Se os deuses me abençoassem, poderia espalhar a história do sequestro clássico em que o próprio príncipe se sequestrou, após ouvir um monte de papo furado!


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Re: O Bando da Rainha Caolha Qui Ago 04, 2022 5:02 pm
NINA SPADES - 20



Quando escutou o nome dos cavalos, a Rainha franziu o rosto. - Que nomes estranhos, a mãe deles devia ser meio maluquinha, né? - Olhou para os cavalos que puxavam a carroça, percebendo a dificuldade que eles tinham para conseguir um pouco mais de velocidade. - Qual deles é o veloz? - Ficou brevemente de pé, inclinando um pouco do tronco para fora da carroça. - Ei, seus pangarés preguiçosos, corram! Corram! - Instigou os animaizinhos, irritada, voltando a sentar ao lado de Brina. Alguns segundos depois, trocou palavras com a bruxinha, ambas falando do quão animada se sentiam com o plano finalmente tendo iniciado.

Depois de um tempo cavalgando, ele finalmente chegaram na cidade. Entretanto, quando estavam chegando perto da montanha, o garoto-peixe parou os cavalos. - Ué, por que paramos moleque? Eu não falei pra ir levando a gente na carroça? - Levantou-se novamente, com irritação na voz e com o punho fechado pronto para um cascuço. Onimaru então explicou para a Rainha o motivo dele ter parado. A irritação de Nina foi dando lugar a uma postura mais relaxada, porém ainda altiva. - Sim, sim, tudo bem. Eu ia sugerir isso. - Não, ela não ia. Estava se fazendo de tonta. - Vamos então, cambada. - E pulou da carroça para o chão, flexionando bem os joelhos para amortecer a queda. Esperou que Nina descesse, até mesmo oferecendo sua mão para que a Ratinha pudesse fazer isso com mais facildiade e segurança.

Na entrada da mina o trio foi recebido por um pançudo que falava muito bem sobre números e taxas. - Credo, tudo isso? Vocês não têm vergonha de cobrarem essa grana toda do povo não? - A rainha entortou os lábios para baixo, indignada, mas enfiou a mão no bolso para sacar o dinheiro. - Taxa pra isso, taxa pra aquillo, é bom que eu saia daqui abarrotada de joias, hein, Seu Pançudo… - Entregou para ele então o valor referente a trés entradas, dois pacotes de equipamento e um mapa. - Sobre os apitos, não queremos. Se a morrermos nessas minas pode deixar a gente apodrecer lá dentro, morrer ai significaria que não servimos pra nada mesmo, WAHAHAHA! - Gargalhou após o comentário mórbido, colocando ambas as mãos no bolso de seu casaco e bamboleando o corpo para frente e para trás enquanto esperava os materiais.

Quando os kits de escavação chegassem, entregaria um para Brina e outro para Onimaru. - Sim, eu sou uma rainha, não quero— quer dizer, não posso fazer essas coisas… - Explicaria o seu privilégio real aos seus súditos, ajudando Brina a vestir o capacete. Quando ambos estivessem paramentados, a Rainha adentraria os limites das minas na frente, esperando que os dois subalternos a seguissem um de cada lado.

Após se certificar de que estava isolada o bastante só para que Onimaru e Brina pudessem ouvir suas falas, Nina começaria. - O Pançudo falou uma coisa interessante lá atrás… Ele disse algo sobre os “corredores secundários” e como é para evitar eles se não podemos nos perder. - Faria uma pausa, olhando para trás para as duas crianças com um sorriso largo, maléfico, mostrando todos os dentes. - Estava pensando em ir para lá. Quero esquecer esse príncipe no final de um labirinto. - Diria, parando o avanço.

Até então, Onimaru tinha se mostrado um garoto preocupado e com um senso analítico bastante apurado, então a Rainha tinha planos de usar as habilidades do pequeno sardinha. - Ei, venham aqui. - Agacharia no chão e abriria o mapa que havia comprado. - Vamos ver, se vocês fossem escolher um lugar bem complicado pra largar o paspalho, onde vocês largariam? - Perguntaria para os dois, buscando também com seu único olho um lugar que tivesse essas qualificações.

A Rainha procurava por um ponto no mapa que parecesse complicado, intricado e labirtíntico. Algum lugar certamente teria essas características, ou pelo menos se aproximaria delas. Entretanto, ela pedia ajuda da Princesa e do Novato pois sabia que cinco olhos eram melhor do que um.

Caso encontrasse algo compatível com o que busca, ou caso os jovens encontrassem primeiro, Nina não pensaria muito. Ficaria de pé e entregaria o mapa na mão de Onimaru. - Você vai guiando a gente pra esse lugar, tudo bem? - Daria um sorriso fino, mostrando confiança ao garoto-peixe. - Mas se você fazer a gente se perder e morrer, a culpa vai ser sua. - Seu rosto estaria relaxado, seu olho arregalado, uma sombra macabra cairia sobre suas feições fazendo com que Nina parecesse um espírito atormentado. Ela queria assustar e pressionar o garoto a guiá-las da forma mais eficiente possível.

Apesar de ter colocado a bucha na mão de Onimaru, a Monarca se manteria atenta. Olharia em volta e tentaria identificar buracos, cavernas ou tocas distintas. Digo distinta no sentido de abandonadas, esquecidas. Talvez no olhômetro, e não seguindo o mapa, eles encontrassem um lugar muito mais promissor. Também ficaria de olho nos outros mineradores e nos eventuais aventureiros que aparecessem no caminho. Qual era o volume de pessoas que tinham no lugar? Tinha algum aventureiro com uma plaqueta de prata ou ouro? Tinha mais algum tipo de segurança? Será que havia alguma forma de entrar na Mina sem ser pela frente, pagando para o Pançudo? Tentaria responder todas essas questões ao mesmo tempo em que seguiria Onimaru.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sex Ago 05, 2022 9:08 am
Brina Britta - 19

- EU QUERO O APITO!!! - acompanhava em silêncio a negociação de sua rainha, sem questionar nada, mas discordava com a parte de recusar um objeto tão interessante e fascinante como um… apito. - Eu quero! Eu quero! Ei, Seu Pançudo, posso ficar com o apito? Por favor! Kishishishi, apitos são muito legais… é o instrumento musical mais fácil de ser manuseado! Já tentou tocar uma flauta? Então, é mais ou menos igual, só que muito mais fácil e a música sai naturalmente! Deixa eu mostrar… - e enchendo os pulmões de ar, a pequena colocava o objeto na boca e assoprava o mais forte possível, sem se preocupar se aquilo chamaria a atenção dos demais trabalhadores da mina. - Viram?!?

Guardando-o em algum bolso, em seguida a ratinha vestia seus equipamentos e tentava ajeitar o capacete por cima do seu chapéu de bruxa. Desde que o perdera durante o sumiço de Douglas, não queria correr o risco de o perder por aí novamente. Assim que Nina os chamava para analisar o mapa, Brina pensaria por alguns segundos e logo daria sua resposta. - Essa é fácil! O melhor lugar para esconder algo que não pode ser encontrado, é em algum lugar que não está no mapa! Veja! - apontaria para um lugar qualquer do mapa, que parecesse confuso e cheio de bifurcações. - Eu consigo enxergar mais ou menos bem no escuro, e conseguiria me guiar por esses túneis usando meu faro e audição, e eu vivi muito tempo numa floresta e consigo usar rastros e pequenos sinais para não me perder!

Seguiria seus companheiros e manteria os sentidos aguçados, com o intuito de identificar possíveis túneis vazios, ou conversas de mineradores que deixassem claro as regiões de mais ou menos interesse. Uma área já devastada e de pouco valor provavelmente seria mais vazia, e por isso passaria prestando atenção aos sons emitidos.

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Re: O Bando da Rainha Caolha Sab Ago 06, 2022 11:15 am

O príncipe ouvia o velho fedorento e, ao falar sobre os 'ovos filosóficos', sua sobrancelha levantava. Ainda assim, ele pegava as folhas e dava uma olhada, devolvendo os papéis. O desenho do tritão era bom e mostrava duas mulheres bem similares, sendo que uma era claramente mais feia do que a outra, algo nesse tipo. O príncipe sentava-se na borda da fonte e usava a água corrente para lavar as mãos, continuando a ouvir o velho.

Por fim, ele finalmente falava: — E por que você mesmo não a matou? É tão difícil assim quebrar o pescoço de um animal? Para você e para sua filha? — Para o que o velho respondeu: — O-o meu rosto.. Você não entende. Não é uma galinha comum. Eu desisti de entender.* — O príncipe pensava a respeito e olhava para o seu guarda por um momento, embora não trocassem palavras ou gestos entre si. — Certo, eu não vou querer perder uma chance dessa, não é? — Ele se levantava e ajeitava suas vestes. — Às dez horas na bifurcação… É bom que não esteja mentindo para mim, velho! — Ameaçava, antes de partir de volta para o castelo com os sete guardas o seguindo.

Com sua missão feita, Douglas começava a mancar para fora do castelo e, após enrolar pelo caminho e se certificar de que não estava sendo seguido, seguiu para a cidade das montanhas.

Já na cidade, Nina pagava o valor devido e o velho começava a trazer os materiais pedidos. Havia dado 600 mil pelas entradas, 200 mil pelos equipamentos e 500 mil pelo mapa, um total de 1.300.000 berries. Brina pedia pelo apito e o velho lhe dava um, apenas para a pequena soprar com toda a sua força e atrair a atenção de literalmente todos ao redor. O velho apenas levava a mão ao rosto e a balançava por um tempo. — Não faça isso dentro da mina, a não ser que seja estritamente necessário, por favor! — Alertava.

Após Onimaru e Brina se equiparem devidamente, o trio seguia para dentro da mina. Os corredores principais, aqueles mostrados nos mapas, eram mais largos e eles andavam numa formação triangular, com a Rainha à frente e os seus súditos lado a lado mais atrás. Os corredores secundários eram mais estreitos e normalmente era difícil andar duas pessoas lado a lado. Também haviam alguns corredores terciários, ainda mais estreitos, onde só cabia uma pessoa, mas estes usualmente eram curtos. Outra diferença era a iluminação provida pela própria mina: Havia várias pequenas lamparinas presas ao teto percorrendo toda a extensão dos corredores principais, o que tornava o uso da lamparina alugada desnecessária. Contudo, os corredores secundários e terciários não haviam iluminação alguma e, sem as lamparinas, seriam breu total.

Após escolherem uma região mais distante da entrada e Onimaru tomar a dianteira, o grupo começou a se embrenhar cada vez mais na mina, seguindo a princípio pelos corredores principais. Os outros mineradores presentes eram facilmente encontrados pelo som de metal na pedra, barulho que ecoava com facilidade, ainda mais com o silêncio que de outra forma tomaria conta do lugar. No entanto, quanto mais fundo eles iam, menos e menos mineradores eles encontravam até chegarem a um ponto onde viam um a cada cinco, seis minutos.

Acredito que já and… já andamos o suficiente. — A voz do garoto estava estranha e seu rosto havia ido de azul para verde. — Se pegarmos uma… um corredor dois… deve servir… — Respirando fundo e suando frio, ele se apoiou na parede da caverna para tentar se recuperar.

Com exceção do chiado da respiração do tritão, os três não ouviam mais nada, o que provavelmente indicava que não havia mais nenhum minerador próximo deles. Brina, que tinha um bom conhecimento referente a pegadas, via um corredor secundário com apenas duas trilhas de pegadas, ambas da mesma pessoa indo e vindo e com ao menos uns dois dias de uso. O corredor era estreito, comprido e fazia três curvas, além de possuir alguns poucos corredores terciários também. Parecia ser o corredor mais abandonado do lugar e Onimaru marcou o ponto no mapa com um pequeno x.

Por fim, não haviam encontrado nenhum aventureiro ou guarda na mina, com exceção daqueles bem na entrada. A mina possuía diversas entradas além da maior e principal onde o velho pançudo ficava, mas todas meio que levavam ao mesmo local, que era um amplo espaço onde os aventureiros revistavam aqueles que entravam sem pagar e onde também ficavam as carroças e os animais de carga. — Já podemos voltar? — Perguntava o tritão, parecia prestes a vomitar. — Estou me sentindo mal. — Finalmente admitia.

Caso a Rainha estivesse satisfeita, poderiam refazer o caminho de volta com facilidade e sair da mina sem serem revistados assim que devolvessem os equipamentos e o apito. O mapa era deles e não precisava ser devolvido. Enquanto isso, o velho interpretado por Douglas chegava ao portão de entrada da cidade.


*Perguntei ao Oni a resposta que o velho daria em OFF

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Re: O Bando da Rainha Caolha Ontem à(s) 10:29 am
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Aplicar um golpe e esgrimir são muito parecidos.

Um passo um pouco mais à frente, e sua guarda pode ruir completamente. Uma estocada segura, a uma distância muito longa, pode não entrar o suficiente. A precisão da ponta da lâmina deve ser certeira, e em razão disso é que os floretes são flexíveis.

Quando o filhinho de papai me perguntou sobre o motivo para eu não matar a galinha eu mesmo, percebi que ele era ainda mais inteligente do que eu imaginava. A sensação era de que eu havia esticado muito minha perna, dando um passo que me expunha, sem tempo para trazer minha lâmina en guard novamente, para me proteger. Não, mais do que isso, era como se eu tivesse pisado com o calcanhar, ao invés de com a sola do pé, em absoluto desequilíbrio, que me impediria até mesmo de estocá-lo.

Minha mente escorregava, e eu tinha de manter o personagem. O meu gaguejar era sincero, pois eu ainda estava pensando, mas logo buscava transmutá-lo em medo, pelo tom da minha voz, e era como pisar com a ponta dos pés no chão e reestabelecer minha guarda. E, ao ouvir o príncipe dizer que não poderia perder a oportunidade ao invés de algo como ''preciso me livrar disso'', eu sabia que minha lâmina havia entrado.

Já na cidade da Montanha, não teria muito o que fazer, além de me preparar para a noite. Encararia o céu da cidade da montanha. Eu estava tão empolgado e imerso no maior roubo que já planejei em toda a minha vida, que já havia algum tempo que eu nem mesmo parava para pensar sobre o frio daquele lugar. Respiraria fundo, soltando o ar quente da boca em forma de fumaça em um gemido, como se eu fosse de fato um senhor. Sorrria. Em breve eu veria Nina, Brina e Onimaru, e era bom ter eles me acompanhando naquilo. Eu sou mesmo um desgraçado sortudo.

- Vo-vo.. Você alimentaria esse pobre senhor? - Diria em uma loja, em busca de comida. Eu tinha dinheiro, mas roubado é ainda melhor. Além disso, isso ajudaria a enriquecer ainda mais a realidade daquele personagem. Mendigaria até conseguir me alimentar. Porém, caso não conseguisse, terminaria comprando - O-obrigado... A gentileza das pessoas me conseguiu algum dinheiro.

Mais tarde, pensaria mais uma vez no príncipe. Era curioso como um daqueles guardas, de rosto misterioso, parecia ser alguém de sua confiança. Eu nunca tive ninguém assim no palácio. Quem seria aquele homem misterioso e fiel ao ponto de até mesmo aquele traste se sentir seguro com ele?

Assim que Nina se aproximasse, eu provavelmente a veria antes que ela me visse, já que eu estava disfarçado. Por isso, chegaria por trás e lhe diria: - Vai parecer que é mentira minha, até porque eu sou um velho fedendo a merda, mas o príncipe se apaixonou por mim e hoje, às 22h, nós vamos nos encontrar na trifurcação entre os reinos e fugir juntos para viver um romance. - Tentaria assustá-la. - Brincadeira. E você não pode me bater, pois vai estragar o disfarce. - E então a contaria tudo o que aconteceu, aos sussurros.: - Consegui. Fiz meu feitiço.....

....

- Vamos todos juntos. Mas Brina e Onimaru vão ficar escondidos, e só nós dois apareceremos lá, mas sem mostrar as armas. Isso vai dar a impressão de que você é minha sobrinha, de longe. Ah, e eu vou precisar de um balde de água. Pode comprar um pra mim? - Tinha tido um plano. [color=crimson] - Ah, e obviamente vamos chegar horas antes deles ao local e ficar assistindo se alguém vai preparar algo para a gente.

E então, me dirigiria até a trifurcação. Pegaria o meu florete nas pedras, o encaixando à bainha, e o esconderia como se fosse uma bengala enquanto eu os aguardasse. Me manteria sentado, escondido, observando a aproximação de qualquer um, para me esconder ainda mais, chamando Nina também. Ficaria de longe do local principal de encontro, apenas observando, até que, quando a hora se aproximasse, ir para o centro, para lá ficar atento, aguardando, utilizando minha visão noturna para antever qualquer tramóia.

Deixaria o balde de água perto de mim. Ele provavelmente seria a forma mais limpa de encerrar aquele combate.

Eu adoro deixar vocês curiosos.



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Re: O Bando da Rainha Caolha Hoje à(s) 12:10 pm
NINA SPADES - 21



Quando a Ratinha pediu o apito, Nina arregalou o olho. - Ei, Brina, você ouviu ele falando que se a gente apitar vamos ter que pagar– Era tarde demais. Antes que a Monarca pudesse finalizar sua frase a pequena apitou ali mesmo, na frente de todos, o estridente apito. Nina fechou o olho de susto, mas acabou ficando aliviada, relaxando o rosto quando ouviu o pançudo só chamar a atenção da Bruxinha sem cobrar os 1 milhão. - Devolva o apito pra ele, Brina-chan… - Disse, tomando o item da mão da ratinha e entregando para o gorducho. - Eu juro que depois eu compro um apito grandão assim pra você! - Afastaria as mãos abertas no ar, mostrando o tamanho do apito. A distância entre as mãos seria o suficiente para caber um cachorro de pequeno porte no meio. Não existia um apito daquele tamanho, mas se fosse preciso a Rainha fabricaria um para Brina.

O trio começou então a missão de reconhecimento. Em algum momento da caminhada a Princesa-Bruxa elencou todas suas habilidades de mink, a Rainha reagiu fazendo um “O” com a boca enquanto seus olhos brilhavam. - Uou, Brina, você é tão legal! - Comentou, realmente impressionada com a Princesinha. Não parecia existir fim para a lista de habilidades dela e Nina começava a se convencer que ela era, de longe, a mais versátil e talvez a mais poderosa do bando. - Wahaha… - Riu baixinho ao pensar o quão engraçado era o bichinho mais fofo e aparentemente inofensivo do bando ser ao mesmo tempo o mais habilidoso e potencialmente perigoso.

Quando finalmente encontraram o lugar perfeito para a desova, a Rainha percebeu que algo não estava certo com o garoto-peixe. - Onimaru, você é um fracote, hein?! Andamos só um pouquinho e você nem está aguentando respirar! - Disse em um tom energético, desaprovando a falta de vigor dele. O trio retornou à entrada da Mina, devolveu os equipamentos e então caminharam até a carroça.

- Ah, então por isso você está parecendo uma chaleira! Você andou bebendo mais daquele rum, né safado? Vem aqui! - Meio sem paciência a Rainha andaria até o tritão e com um braço o ergueria do chão, jogando-o sobre seu ombro como se ele fosse um fardo de farinha. - Eu vou tentar guiar aqueles cavalos, você fica dentro  da carroça com a Brina. - Diria isso jogando-o na carroça sem muito cuidado.

Sentaria então no lugar do colcheiro e começaria a bater as rédes frenéticamente. - Vão, seus preguiçosos! Vão! - Gritaria aos animais comedores de aveia. Caso conseguisse controla-los, guiaria-os até a saída da cidade. Entretanto, se a falta de habilidade como cocheira tornasse impossível comandar os cavalos, a Rainha faria algo radical.

- Vocês são imprestáveis! - Pularia da carroça, pousando no chão com os joelhos bem flexionados. Então caminharia até o meio dos dois animais, agacharia, abriria ambos os braços em volta da barriga dos cavalos e os ergueria do chão. Para a força de Nina aquilo não seria nem um pouco difícil. - VAMOS EMBORA! - E então começaria a correr, segurando ambos os cavalos no ar e, consequentemente, puxando a carroça.

Caso encontrasse Douglas no caminho, pararia o avançar da carroça e iria até ele, troteando. - Eai, como foi? - Não conseguiria esconder a animação e curiosidade em seu rosto, estaria sorrindo como uma criança ansiosa para ouvir algo extraordinário. - O quê? Ele se apaixonou por um velho que fede bosta?! WAHAHAHA! Que príncipe nojento. - Gargalharia à primeira frase do homem. Entretanto, quando ele revelasse que aquilo era só uma piada, a Rainha não levaria aquilo muito bem. - Você acha que eu sou uma idiota, hãn? E como assim não posso te bater? Eu sou a Rainha, eu faço o que eu quiser! - Irada, com a sobrancelha tensionada e com a boca aberta ela daria um chute no saco do trambiqueiro.

Após esse reencontro carinhoso, se Douglas contasse o que aconteceu com o príncipe a Rainha escutaria com atenção. - WAHAHAHA! Bem que você falou que tinha uma ideia, mas não achei que era tão maluca assim. E o desgraçado caiu direitinho, hein? Ah, vamos logo até esse lugar, eu quero muito descer o cacete nele! - Sorridente, a Rainha sacaria seu novo kanabô, batendo de leve com ele na palma da outra mão.

- Um balde d’agua? Que merda é essa? Você é cheio das ideias malucas, não é mais fácil só bater no idiota do príncipe até ele desmaiar? - Falaria com certo desprezo na voz, o modo dela lidar com as coisas é muito diferente do de Douglas.

Guardaria o Kanabô dentro do casaco, um tanto que impaciente. - Onde diabos se compra um balde de água? Sério, Douglas, eu vou te afogar nele. - Andaria até a carroça. - Eu vou comprar um balde de água pra aquele idiota, vocês dois esperem aqui com ele, tudo bem? - Diria aos pequenos.

Então sairia resmungando pela cidade, procurando um bar, lanchonete ou algum estábulo. Esses seriam os três lugares mais propícios para encontrar o que procurava. - Me vê um balde de água por favor. - Dirira de forma ríspida para o atendente do lugar. Caso fosse recebida com um olhar estranho, perderia totalmente a paciência. - É isso mesmo, um balde de água, vai logo! Eu pago o que vocês quiserem por isso, vai, vai! - E então esperaria pelo balde e pagaria o valor acordado.

Voltando a carroça com o balde, Nina empurraria ele no peito de Douglas. - Toma essa merda! - Caminharia então de novo até a carroça e começaria a guiar os cavalos para fora da cidade, carregando-os novamente se fosse preciso. - Onde fica esse lugar ai que você falou? - Seguiria as indicações do Príncipe Safado.

Quando pudesse ver o lugar indicado de longe, pararia a carroça atrás de algumas árvores, pedras ou de um jeito que dificultasse as pessoas da trifurcação a perceberem ela ali. - Vamos? - Falaria para o seu bando, já não mais sem paciência, mas com um sorriso empolgado no rosto.

Caminharia até o ponto de encontro na retaguarda de Douglas. Sua mão estaria dentro do casaco, alisando o cabo do Kanabô. Em seu rosto o sorriso ainda estaria lá, talhado em sua boca, negando-se a ir embora.

Ela estava doida para descer o porrete na cabeça do herdeiro.



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