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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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四 - Morte e Sangue

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Achiles
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Achiles
Pirata
四 - Morte e Sangue Qua Abr 20, 2022 10:33 am
Relembrando a primeira mensagem :

四 - Morte e Sangue

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Johnny Jersen. A qual não possui narrador definido.

Aki
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Aki
Civil
Re: 四 - Morte e Sangue Qui Ago 04, 2022 9:25 pm


morte e sangue

Sobre a cobertura da joalheria mais rica, ela se move em silêncio taciturno


Enluarada pelos feixes zenitais que pendiam sobre o cômodo sem forro ou cobertura, a pele lívida como o astro noturno refletia a exuberância de uma beleza mística e irresistível. Um brilho nebuloso e fascinante.

Sua nudez era beijada pela lua. Aki sentiu-se invencível naquele instante.

À primeira aproximação de um dos homens, os olhos carmim refulgiram. Ela o recebeu com os braços abertos, pronta para repousá-lo em seus seios. Queria vê-lo se deliciar em seu corpo. Perder-se em suas curvas. Beber de seu suor...

Até que fosse a última coisa que o marinheiro fizesse em sua vida medíocre.

Ergueu o queixo e encarou o céu da noite. Fitou a lua. E seu sorriso tornou-se mais afiado do que qualquer lâmina que já empunhara. Ela estava prestes a gargalhar, mas não o fez...

Não, não ainda.

Aki queria aproveitar muito mais: sugar todo o prazer que aqueles dois patéticos poderiam lhe oferecer. Drenar até a última gota de felicidade que seus corpos seriam capazes de produzir.

Então, só então, ela gargalharia.

Só assim eles poderiam saciá-la de alguma forma. Só assim a assassina atingiria seu ápice. A abrupta e vertigina queda do prazer ao pavor; do gozo de vida ao desespero inevitável que só a morte certa seria capaz de provocar.

Isso, paixão — diria Aki com sua voz enfeitiçada e sussurrante. — Pode relaxar.

Pousaria a mão sobre a nuca do homem para conduzi-lo. Aproveitaria de sua intensa perdição para mergulha-lo em seu colo, fazê-lo cruzar seu abdômen, e encontrar o visco que deveria sorver no meio de suas pernas abertas.

Saboreie, querido — incitaria Aki. — Saboreie como se fosse a última vez.

Lançaria seu olhar vermelho e incisivo para o outro que, até o momento, era o mais receoso.

Aki lhe estenderia a mão. — Não tenha medo, meu amor. Venha.

Foi logo que, repentinamente, a porta se abriu assim que o ranger de madeira ecoou pelo quarto. Ophelia adentrou o ambiente. Mas antes que Aki pensasse ou tomasse qualquer atitude, observou como a arlequina dava corda à situação.

É claro, minha amiga — responderia Aki. — Façamos isso todos juntos.

Assistiu Ophelia render o segundo marinheiro. E viu como ela o envolvia com maestria. Perceberia, no entanto, a sutileza com que a circense poria as garras para fora — o modo como o chicote se transformava de um acessório para uma arma.

Quando o segundo homem já estivesse totalmente preso, e quando o primeiro já estivesse tão mergulhado entre suas pernas a ponto de parecer um cão desajeitado e sedento num pote d'água, a assassina agiria.

Puxaria uma das facas anteriormente disfarçadas no coque, e, com um golpe rápido e preciso, a fincaria na coluna do marinheiro.

Como reação, ele poderia tentar mover os braços. Mas Aki já haveria preparado o terreno: antes mesmo de desferir a punhalada de faca, teria colocado as pernas sobre os braços do homem para segurá-lo nesse momento. E, dessa maneira, senti-lo se debater abaixo de si.

Não seria, porém, um golpe para matar. Seria apenas para afogá-lo ainda mais. Incapacitá-lo a fim de atingir seu propósito: consumir o pavor dos olhos daquele patético marinheiro.

Sabe, amor. — Ela o fitaria enquanto o sangue começasse a jorrar. Puxaria a faca ensanguentada e a pousaria sobre a língua enxarcada dele. — Você é tão... esfaquiável!

Misturando sangue com saliva, Aki arrancaria a língua do marinheiro.


Considerações
Tudo tentativa.

O resultado da personalização da roupa/disfarce foi este aqui.

Objetivos:
[/color][/b]
  • Conseguir dois punhais
  • Adquirir as proficiências Anatomia e Psicologia
  • Roubar umas joias
  • Matar marinheiros


Ganhos:

  • Chave desconhecida [Roubo] - (Turno 1 individual, Turno 9 em grupo)
  • Colar de Brilhantes [Roubo] - (Turno 03 Individual, Turno 11 em grupo)
  • Livro de Anatomia [Roubo] - (Turno 05 Individual, Turno 13 em grupo)
  • 2 facas (talher) de metal [Roubo] - (Turno 05 Individual, Turno 11 em grupo)
  • Proficiência Anatomia - (Turno 06 Individual, Turno 14 em grupo)






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Aki Kurosawa
Jean Fraga
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Re: 四 - Morte e Sangue Sex Ago 05, 2022 1:04 am


Aki e Ophelia


Dominado pelo amor, o jovem marinheiro acabava de se despir e ainda que envergonhado, com as bochechas rosadas, ele tentava transparecer confiança, lentamente ficando por cima de Aki.

Ele começava a toca-la, nesse momento sequer se lembrando do porque estava ali, a dama da noite o tinha em sua palma da mão, a corrente que o prendia era muito invisível, uma mix de adrenalina com amor.

Com todo seu vigor, ele obedecia a cada comando dado por Kurosawa, com sutis toques sobre o corpo esguio do marinheiro.

A lua se intensificava e uma fina neblina dominava aquele quarto quente que contrastava com a noite fria e úmida da ilha.

Enquanto tudo aquilo acontecia, o segundo marinheiro entrava em um estado de choque, ele sabia de sua missão, duvidada dos motivos daquelas duas, mas, um dos instintos mais primitivos dominavam aos poucos sua razão.

O chão amadeirado rangia conforme o salto de Ophelia entrava em contato, tudo era silencioso naquela noite que estava apenas começando.

Tão silencioso que para Ophelia, o tempo parecia ter parado, mas o calor da vida ia aumentando a cada passo mais perto do único quarto iluminado da casa, era como se inconscientemente ela já soubesse o que há esperava.

O rangido macabro da porta pesada chamava a atenção do primeiro marinheiro, aquele que estava em cima de Aki, enquanto que o segundo, havia travado na posição que estava.

Ophelia conseguia notar o suor que escorria pela nuca do moço, assim como seus músculos que pareciam estar tensos, ombros altos, mãos fechadas apertando com firmeza o rifle.

Tomava um susto e arrepiava, até cogitava prender as moças, mas seu tempo havia acabado, o toque quente de Ophelia que tirava o moço do seu estado de inercia era suficiente para que confuso ele soltasse a arma ao chão.

As palavras eram o tiro final que faltava e a vontade de se provar quebrava o jovem, ele virava-se para a moça, olhando-a com um olhar profundo, como se desse pra ver dois pequenos corações surgindo em suas pupilas.

De forma desengonçada ele tentava responder aquele beijo, com toques fortes e desajeitados, sequer notando que a partir dali, não tinha mais como voltar atrás.

Tudo se tornava muito intenso e na cama, Aki podia decidir quando acabaria com a vida do cachorrinho, seguindo o tempo de sua companheira, ela sutilmente pegava uma das facas.

Uma nuvem ia surgindo cobrindo a lua e como um eclipse a escuridão dominava o quarto, o marinheiro sobre a cama quase que de forma indolor era atingido nas costas, enquanto que o outro, caído de joelhos e dando fracos gemidos, ia vendo a luz da lua voltar a emergir.

O cachorrinho ia lentamente desacelerando, tocando em suas costas e agora com o mínimo de iluminação, via seu próprio sangue.

四 - Morte e Sangue - Página 8 3c30fe81afd2a4bf7c610bd54b757237

A Lua tomava conta do céu novamente e apavorado, ele voltava seu olhar ao seu companheiro, o qual, chorava conforme a vida se esvaziava por completo, seu pescoço não aguentava a pressão e um seco som de ossos quebrando percorria a casa, ele ia ficando mole até cair de lado no chão.

Amedrontado o sobrevivente até tentava se levantar, mas o golpe nas costas era preciso e ele sequer sentia o movimento das pernas, da vida a morte, lagrimas corriam seu rosto e ao abrir a boca para quem sabe pedir por misericórdia, sua língua era cortada.

Ele gemia em agonia, se empurrando com os braços, caia da cama, seu sangue ia seguindo-o conforme se arrastava tentando se aproximar da arma ao chão, entre gemidos de dor e gritos de pavor, a peça era aplaudida pelos espectadores fantasmas.

Jhonny e Zayn


O chefe daqueles homens, não parecia ter intenções de fugir e começava a encurtar a distancia entre os dois, a passos pesados, movimentação freada pelo tiro que o acertava no joelho.

Ele parava momentaneamente, olhando para ela com raiva e arrastando a perna debilitada como se não fosse um problema, um segundo tiro o acertava e seu sangue escorria pelo buraco no pescoço, ainda que tampado por uma das mãos, de forma ineficiente, o homem parecia ainda ter vida para tentar um último golpe.

Não esperando que ele teria forças para atacar, sua guarda estava baixa, o suficiente para que o homem conseguisse dar um ultimo disparo para cima da assassina sanguinária.

Ele tirava seu cinto enrolando sobre o pescoço da mulher e a puxando para perto, parando de uma vez e girando o tronco, ele levantava a perna incapacitada e acertava um chute no maxilar de Jhonny, por instantes tudo ficava escuro e ela logo retornava à consciência.

Caída alguns metros de distância, o velho caia de joelhos no chão, engasgando em seu próprio sangue ele até tentava rastejar em quatro apoios, mas caia morto.

Zayn virava a esquina encontrando toda aquela cena, Jhonny ao chão sem danos significativos e um corpo completamente perfurado como uma peneira a sua frente.

Xingamentos eram ditos e o homem peixe naquele momento guiava sua companheira até o corpo do atirador, ela encontrava uma shotgun e uma carabina de precisão, ambos em um bom estado.

Encostado sobre a parede de uma das lojas, Zayn parecia ter tomado banho no sangue e agora falta forças para continuar seguindo, era hora do outro lado de Jhonny dar as caras.

A lua era linda, o céu ainda que com nuvens, continha inúmeras estrelas que brilhavam em intensidades diferentes, o polvo tinha um momento de iluminação, quase como se algo maior abrisse um caminho a sua frente.

Quase que em um terceiro plano, era possível ouvir o som de varias pessoas marchando em direção a onde estavam, assim como as chamas das tochas ia iluminando o chão.

Históricos:

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Milabbh
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Milabbh
Civil
Re: 四 - Morte e Sangue Sex Ago 05, 2022 10:20 am
Quem disse sangue?!... Pera, era meu?!
Vinte e Dois
Matar sempre havia sido um passatempo preferido meu, desde que senti o prazer de assassinar aquele que me fez tanto mal, ou admirar a dança caótica do fogo que engolia meus companheiros circenses... Tudo isso corrobora para quem sou hoje.

No entanto, a sensação que acabara de experimentar era nova. Ver Aki daquela forma, brincando com sua presa antes de matá-la me atiçou a fazer o mesmo e agora eu entendia a motivação da assassina. Sentir o total controle sobre uma vida humana antes de tirá-la cruelmente e assistir a confusão e agonia no rosto da vítima... Ahhh Aki, você realmente é uma artista!

Sem cerimônia, puxava o chicote do corpo inerte ao meu lado, e com um sorriso sugestivo, me dirigia à cama onde minha companheira se encontrava. - Realmente é um espetáculo, senhorita Aki. - Tal qual um apresentador com sua assistente, lhe estendia minha mão de forma cortês. - Uma performance digna dos grandes teatros... Devemos protagonizar o Grand Finale?

Alcançava suas roupas e entregava para ela. - Não me entenda mal, ficaria feliz de ser o pobre porco morto, sem a parte da morte, claro. Mas ainda temos assuntos a resolver. - Apesar da fala, continuava encarando o corpo nu de Aki com intenso desejo, e só parava quando girava em meus calcanhares e fitava a porta. - Sim... Sim, assim deve ser mais fácil! - Exclamava erguendo um dedo, como se tivesse uma ideia.

Uma vez que estivéssemos prontas e devidamente vestidas, era hora de fazer o tão sonhado churrasco de marinheiro. Como a lamparina ainda estava com a assassina, apenas apontava seu "palco". - Gostaria de fazer as honras? - Uma vez que tudo estivesse em chamas, ofereceria meu braço para que a dama usasse de apoio durante nossa caminhada até a saída. Com as chamas explodindo atrás de nós, agora já distantes da cabana onde tanto horror havia sido protagonizado, eu parava.

- Ei, Aki... - Virava-me para ela, ostentando um semblante sério, quase não visto em meu rosto. - Sei que não nos conhecermos há muito tempo, mas realmente gostei de você... Não tenho ninguém no mundo, mas você é como se fosse a metade da minha laranja, a tampa da minha panela... O clímax da minha peça!! - Pegava suas mãos e colocava entre as minhas, agora sorrindo de forma exagerada e animada. - Podemos ficar juntas?! Imagine as aventuras que vamos viver. Os gados que vamos matar!!

Parada ali, sob a luz da lua e imersa nos barulhos de crepitação do fogo e possíveis gritos de agonia, esperava por sua resposta. Não sabia o que faríamos depois, mas aquele momento na cabana... Aquilo sim era arte e era esse tipo de momento que eu queria em minha vida!!

DetalhesFalas
*Histórico:
Ganhos:
-100 B$ (esmolas)
- Chicotin
Perdas: N/A
Ferimentos:
HP: 2600/2500    
Escoriação de Bala (Raspão - 2/2) [Não precisa de tratamento] - Desconto de 100 HP.
- Hemorragia interna no estômago [4/4]
- Deslocamento da articulação Temporo Mandibular [3/3]

*Objetivos:
- Roubar uma arminha tops
- Sair em uma aventura
- Aprender Proficiência Armadilhas
- Aprender Proficiência Avaliação
- Me divertir <3

@mm
AoYume
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Re: 四 - Morte e Sangue Sex Ago 05, 2022 4:01 pm







If it's not about me...


21
Aquele era um rato bem resistente e se debatia até o fim de sua vida entre disparos e solavancos que culminavam por fim em uma poça de sangue e várias dores que percorriam meu corpo de forma desagradável por vários golpes. Não parecia nada terminal, ao contrário, o estado de Zayn parecia bem mais intermitente que o meu quando chegava banhado em seu próprio sangue de tal maneira que talvez chamá-lo de vermelho ao invés de roxo parecia mais sábio.

Arfo, me revirando e me levantando para observá-lo. Aquilo já tinha durado de mais e a noite já ia fazendo-se. - Bom, eu imaginei que não, mas, é bom que pelo menos tenha uma arma. Quando pego as armas não há expressão. Haveria algum sorriso se a situação fosse melhor? Não sei... Para falar a verdade o simples fato de que minha capa estava em pedaços e que meu rosto estava a mostra já era bem desconfortável. Poderia vesti-la novamente, mas, provavelmente mantê-la daquele jeito em trouxa com meus pertences era melhor já que tinha mais coisas para carregar sem coldres apropriados ou algum armazém, quarto, quiçá um barco para ir deixando-as.

- Tsc, porra, olha o tamanho desse corpo, não é um sanguesinho desse que vai te matar. Para com esse drama de merda... Digo abrindo a tal trouxa para colocar as armas e pegar os itens recém "adquiridos" de primeiros socorros para fazer alguma coisa superficial de modo que pudéssemos sair logo daquele local. Sentia calafrios sobre movimentações e mesmo sem isso, ficar ali parecia uma ideia idiota. Tiro as balas mais superficiais enquanto enrolo faixas em torno dos ferimentos. O do peito que parecia mais profundo por uma sorte também parecia possível de retirar e fazia o mesmo. Repentinamente bato uma palma rápida em frente ao seu rosto vendo se ele reagia por instinto, como testando seus reflexos. Se ele reagisse apenas balbuciaria. - Viu, vivasso. Ao mesmo tempo ia revirando os olhos.

四 - Morte e Sangue - Página 8 Unknown

- Como se eu já não tivesse puta o bastante por aquele merda fugir... Falo em um tom mais ignorante me levantando quando ele faz a tal da proposta. - Eu sinto que respondi isso lá atrás, ou será que foi um delírio. Eu não sou de ninguém, nem quero ser. Vou falando enquanto não perco tempo em reajeitar as coisas para seguir caminho. - Pra falar a verdade não me importo onde você põe o pau com as outras, apesar de que o gosto do sangue da palhacinha talvez me deixou exigente quanto à quem eu torture ou mate... É prazeroso, mas meio decepcionante, quando eu coloco na língua, você entende?

A pergunta que soa uma afirmação lógica um tanto estranha segue com um movimento levando o sangue na mão após tratá-lo à boca. - Apesar de o seu ser meio gostoso também... Olho pra lua tentando retomar minha linha de raciocínio antes do devaneio. - Voltando à parte de onde você põe o pau, como naquele restaurante eu até te ajudaria à colocar pra dentro, se, uma dessas aí que você fale eu preferisse é enfiar uma bala na cabeça. Meu olho vira na direção do homem de forma impassível, sem um movimento sequer que indicasse qualquer mudança de humor. Não à toa, por dentro o pensamento era tão leviano e raso e a mudança de opinião era tão sutil que sequer desfazia-se das falas anteriores, mas, um complemento surgia.

- Bem, eu preciso meter o pé desse lugar. Jhonny, um homem, um fantasma, não importa como me veja... Talvez como alguém que um dia pode acabar se virando contra você ou as tralhas que você junte no caminho... Meu pensamento naturalmente tomava forma da garota esnobe. - Eu não gosto de promessas assim como não gosto de muita coisa... Então não espere uma de mim, mas, não me chamando de sua, nós podemos seguir nessa tal jornada... Estendo a mão para ajudá-lo a levantar já contando aquilo como uma resposta. Nunca ganhei nada de bom em que me viu como uma propriedade, então, aquela era a minha condição.

四 - Morte e Sangue - Página 8 Thumb-10

- Por sinal, a condição em si também é o meu desejo já que eu não tenho nenhum... Eu vivo cada dia como uma pessoa que vai morrer à noite. Quanto à forma que provavelmente já nos conhecem... Pelo jeito que o marinheiro nos chamou eu to fodas desde que você entenda. Como disse, me considere um fantasma ou sei lá, um quinto braço. Em outras palavras eu vou fingir que quando falarem aquela merda de novo eu sou uma parte da primeira palavra pra tentar não meter uma bala aleatória... Considere essa exceção como um pagamento pelo meu equívoco no bar, na próxima vou atentar acertar as putas certas.

Se ele já tivesse se levantado e a conversa tivesse fluído positivamente, daria suporte à ele enquanto tentaria sair dali apressadamente para algum lugar em que pudéssemos nos esconder ou refugiar enquanto ele se recuperasse. - Minha cabeça dói, acho que nunca falei tanto na vida...

Histórico:

Just die, i don't care!


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Aki
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Aki
Civil
Re: 四 - Morte e Sangue Sab Ago 06, 2022 1:04 pm


morte e sangue

Sobre a cobertura da joalheria mais rica, ela se move em silêncio taciturno



A autopercepção de que ela mesma era a fonte da dor e da morte irremediável daquele marinheiro, propiciou-lhe o prazer mais conflagrado: a amálgama de poder e vingança.

Aki soltou a gargalhada que outrora sufocou. Uma risada lunática e cheia de deleite que, viajando em sua voz extremamente doce, soava como uma orquestra de suspense.

Seus olhos — àquela altura, dois orbes de vermelho fulminante sob a meia-luz da lua — se fixavam no homem se arrastando.

Aki pisou sobre as costas ensanguentadas dele.

Pressionou, com seu pé tão delicado e alvo que se assemelhava a uma peça de porcelana, o corpo do marinheiro contra o chão gelado daquele quarto apodrecido.

Ela riu novamente, observando o quão patético ele se tornava visto de cima.

De repente, Ophelia interferiu na cena — Aki percebeu que ficou tão focada ali que havia se esquecido do resto. A gatuna olhou a circense de cima a baixo. É, ela tem razão. Temos de sair daqui ainda, pensou. Então se voltou para o homem.

Abaixou-se, montando no marinheiro como se ele não passe de um animal de sela. Puxou-o pela garganta enquanto achegava seus lábios bem próximos da orelha do homem.

Foi tão bom pra você quanto pra mim? — sussurraria Aki. Ele não seria capaz de responder, porém. — Ué, o gato comeu a sua língua?

Os dedos de Aki contornavam a traqueia do quase-morto. Dedilhava o local e, de imediato, vasculhava nos filmes de sua memória o livro de anatomia que lera há pouco tempo. Ela fez isso até achar a página e a figura que queria: como funcionava a garganta.

Aki encontraria as passagens de ar e, com seus dedos, as fecharia.

Ela o deixaria morrer, afogado no sangue da própria língua e sufocado pelos dedos lívidos, ao som das deliciosas gargalhadas  que dava bem na beira de seu ouvido.

Largaria o corpo quando não sentisse mais pulsação.

Obrigada, benzinho — diria Aki, recolhendo a roupa trazida por Ophelia.

Depois de se limpar do sangue de marinheiro, iria se vestir enquanto observava a circense. Pensativa, notaria que o modo como encarava Ophelia haveria mudado. Não mais a enxergaria como uma qualquer, uma boneca de pano no meio de seu caminho, prestes a servir de fantoche e ser descartada em seguida...

Não! Aki agora a observava com certa admiração.

Quando Ophelia fez a última referência ao grand finale, indicando o palco de atuação, a Kurosawa lançaria a lamparina para ela.

É toda sua! — diria com um sorriso cheio de malícia.


[...]


Abaixo do luar radiante daquela noite, a inesperada dupla vagaria com as costas iluminadas pela luz laranja de labaredas dançantes — o incêndio do mausoléu que se afundava nas chamas da lamparina.

Em dado momento, Aki seria pega de surpresa por uma declaração esquisita e, de certo modo, cômica de Ophelia.

Olhos nos olhos, a ladra fitaria a circense.

Eu não sou de ninguém, docinho — diria Aki. — Mas podemos considerar novas aventuras juntas, é claro.

Aki sorria e puxaria Ophelia para um beijo intenso e cheio de paixão. Desceria uma das mãos, apalpando as curvas da arlequina, enquanto roçaria seu corpo no dela.

Eu ainda quero aquele roxão — completaria Aki, interrompendo o beijo. — Vamos domá-lo...

Com a sutileza de suas mãos, Aki pegaria o chicote de Ophelia para envolver-se junto a ela numa amarração simbólica e fatal.

Juntas.

E selaria o acordo com mais um beijo.


Considerações
Tudo tentativa.

O resultado da personalização da roupa/disfarce foi este aqui.

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  • Conseguir dois punhais
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  • Roubar umas joias
  • Matar marinheiros


Ganhos:
  • Chave desconhecida [Roubo] - (Turno 1 individual, Turno 9 em grupo)
  • Colar de Brilhantes [Roubo] - (Turno 03 Individual, Turno 11 em grupo)
  • Livro de Anatomia [Roubo] - (Turno 05 Individual, Turno 13 em grupo)
  • 2 facas (talher) de metal [Roubo] - (Turno 05 Individual, Turno 11 em grupo)
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Aki Kurosawa
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Re: 四 - Morte e Sangue Ontem à(s) 11:59 pm
Zayn



Jhonny não parecia exatamente feliz, ela reclamava de meu “drama”, mas eu estava todo baleado! Não entendo as mulheres, elas não deveriam ser mais inteligentes e sentimentais do que a gente? Se bem que muitas amigas prisioneiras minhas eram mais “machos” do que eu...

Ela começava a responder o meu convite, não era exatamente a resposta que eu imaginava/queria, mas tudo bem, eu já imaginava como contornar essa situação, respirava fundo enquanto me levantava lentamente.

— Bem eu não entendo essa parada do sangue não, eu nunca fiquei bebendo o sangue de ninguém, mas se você gosta.... Posso dar um pouco do meu as vezes oktopaspaspaspas.

四 - Morte e Sangue - Página 8 7522aa73673d233bcae808f98a97c911

Dava de ombros sobre esse fetiche meio estranho, ficava um pouco incomodado sobre o que ela dizia sobre meter o pau, talvez eu tivesse dado uma impressão errada.

— Ei, espera aí, eu posso ser mulherengo, mas eu tenho meus princípios, eu só quis foder com aquela garçonete porque eu não tenho uma mulher! Mas quando tiver uma ou várias não irei transar com ninguém além dela ou delas!

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Falava com toda convicção do mundo, esperava que assim ela entendesse que não estava para brincadeira ali! Mas eu continuava já que precisava ainda explicar mais coisas.

— Mas então que tal começarmos como amigos? Bem eu já te considero dessa forma, e então no futuro eu serei um homem que você irá querer se tornar minha mulher por vontade própria! E não porque eu pedi oktopaspaspaspas.

Ela me ajudava a me locomover, não queria colocar todo o peso sobre seu frágil corpo, mas aceitava a ajuda, ouvia tudo o que ela tinha a dizer enquanto andava lentamente ao seu lado e depois a respondia.

— Não se preocupe Jhonny, você é importante para mim, e nada que é importante para mim eu deixo morrer ou se machucar a troco de nada, e sobre a dor de cabeça, é um poder meu! Eu sempre fui muito chicoteado na prisão porque os guardas diziam que eu era muito tagarela e não calava a boca, a prisão sempre ficava barulhenta OKTOPASPASPASPASPAS, bons tempos...

四 - Morte e Sangue - Página 8 C9e68de7c1f8123068206e799561a396

— Sei que talvez você não vá gostar da ideia, mas aquela casa próxima da onde o bote estava seria um local perfeito para a gente se esconder, e bem eu queria encontrar aquelas duas de novo, preciso fazer delas minhas mulheres! Não se encontra mulheres como elas todos os dias sabe...

Se ela não fosse fazer muita picuinha sobre e concordasse começaria a me dirigir para lá me apoiando em partes sobre ela, eu não estava sentindo dor de fato, mas sentia meu corpo pesado e fraco, então aquela ajuda viria a calhar.

四 - Morte e Sangue - Página 8 NWk9Qsj

Histórico :

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Re: 四 - Morte e Sangue Hoje à(s) 3:39 pm


Aki e Ophelia


Todo o espetáculo parecia ter sido minimante orquestrado, o marinheiro ao chão que agora berrava em desespero, tinha seu papel de importância no ambiente.

Ele tornava as gargalhadas de Aki ainda mais maléficas, num porto até então calmo e silencioso, o jovem era prensado contra o chão e incapacitado de responder à pergunta de Aki, seus olhos faziam todo o trabalho, eles pediam por ajuda, como se buscassem uma ultima gota de bondade naquela moça.

Até tentava se mexer, ou usar da pouca força que ainda tinha nos braços, mas quando tinha as passagens de ar bloqueadas, a vida do marinheiro se despedia do mundo

Aos poucos ia se acalmando, até que finalmente ele morria, de olhos abertos o vazio olhava para Kurosawa, que podia ver friamente tudo que havia feito naquela noite.

Ophelia era pilar essencial para que tudo aquilo tivesse sido como foi, perfeito. Ela se deliciava com as cenas finais do marinheiro, enquanto era pressa pelo corpo magnifico de sua aliada.

Uma dupla interessante que em pouco tempo demonstrou uma química e entrosamento diferenciados, elas pareciam se complementar na maldade.

A lua ia se escondendo entre as madeiras conforme a noite ia passando, já não estávamos mais no ápice da madrugada, porém aquilo tudo não poderia acontecer sem um bom final.

Com a lamparina em mãos, Ophelia jogava-a sobre a cama, o fogo se alastrava rápido entre as madeiras mofadas da casa, a umidade ia diminuindo e o local começava a parecer mais um fogão.

Elas iam saindo da casa, que era consumida pelo fogo, logo começando a cair em pedaços, a circense tinha seu lado mais melancólico? Ou quem sabe estava também caidinha pela companheira?

A dama da noite ainda que correspondendo aos sinais de Ophelia, dando um apaixonado beijo, tinha outros objetivos em mente e seu próximo cachorrinho a ser domado era Zayn.

Alguns mendigos que moravam nas redondezas da casa, começavam a correr, amedrontados com tudo que haviam ouvido e visto, um grupo de marinheiros que entrou e não voltou, assim como uma dupla nem um pouco amigável.

O porto era quieto e escuro, um recinto ainda parecia de pé, era um bar que ficava duzentos metros de onde estavam, poderia quem sabe ir para lá ou talvez, ir atrás de Jhonny e Zayn.

Jhonny e Zayn


Enquanto isso, Jhonny tomava os primeiros cuidados, estancando aquele sangue enquanto Zayn começava com suas propostas, cabia a moça ouvir enquanto operava o homem, tirando as balas mais superficiais e estancando o sangue, por hora, o homem peixe seguiria vivo.

A conversa entre os dois caminhava enquanto eles se afastavam dali, utilizando em alguns momentos de fraqueza o apoio de Jhonny, a dupla conseguia se distanciar do mar de sangue que havia deixados.

Entre becos eles ouviam a movimentação de marinheiros no caminho que faziam até a cabana sugerida por Zayn, talvez do outro lado da cidade as coisas também não teriam acabado muito bem.

A cidade era tomada pelo caos naquela noite, não somente um problema a ser resolvido pelos marinheiros, mas dois, Zayn e Jhonny iam vendo pelo topo das casas chamas altas.

A fumaça com um odor nem um pouco agradável começava a se dissipar pelo ar, fazendo uma camada de fumaça que também dificultava a visão.

Jhonny com seu sentia algo passando por eles e eram virando o rosto que percebia um pequeno anão com traços animalescos se afastando do local com queimaduras graves.

— Eu não sinto nada... Elas vão pagar pelo o que fizeram. – Dizia a criatura que era tão rápida que fugia sem deixar rastros.

A frente deles o beco dava visão para o porto, a cabana que Zayn almejava estava tomada pelo fogo e em sua volta diversos marinheiros com equipamentos adequados entravam e saiam.

Tirando aquilo e quase que vivendo um universo paralelo, do outro lado da rua, uma taverna parecia estar viva com vários clientes bêbados entrando e saindo a cada minuto, talvez ali teriam se escondido as duas?

Históricos:

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四 - Morte e Sangue - Página 8 OAKySZI