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Achiles
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四 - Morte e Sangue Qua Abr 20, 2022 10:33 am
四 - Morte e Sangue

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Johnny Jersen. A qual não possui narrador definido.
AoYume
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Re: 四 - Morte e Sangue Qua Abr 20, 2022 3:04 pm







If it's not about me...


E
ra uma vez...

Não, esta não é uma boa forma de começar a contar essa história. Se não pelo cheiro fétido de morte e uma visão romântica sobre absurdos perturbados, nada nessa história parece um conto de fadas. Isso é um problema? Não, não, querida voz da minha cabeça solitária. Na verdade, tudo isto é apenas um grande recomeço, certo? Não há mais nenhuma sombra viva, nenhuma vítima de um mundo atroz que eu possa me importar. Enrolo com calma os finos fios sutilmente umedecidos pelo sangue velho e pastoso de seus momentos antes do livramento. João não era merecido por esse mundo. Guardo-os em um cilindro de vidro amarrado em um cordão no meu pescoço antes de tomar uma "ducha" de um jato de água em uma praça limpando parcialmente o meu corpo.

Tudo parecia tão rápido ao meu redor, tão livre. Sorrio quase sem perceber enquanto observo alguns pássaros alçarem voo, erguendo meu dedo na direção deles e encenar um tiro. - Eu deveria ir... Inclino minha cabeça enquanto apoio a outra mão contra a perna estalando os dedos. Tento cantarolar algo, mas não me lembro de nada, ou, na verdade não quero? Esfrego a cabeça em confusão.

Acalme-se!

Permita-me recomeçar, aqui, observando o vai e vem das águas enquanto caminho pela orla com os pés descalços na areia entre pequenos saltos. Não há um rumo exato, apenas o desejo da sensação do toque das águas e o cheiro de sal, talvez procurando um local, um bar qualquer por ali para que eu possa comer... Eu tenho dinheiro que peguei do meu pai, não é muito, só o que sobrou depois de ele beber cada penetrada que minha mãe submeteu-se.

Não fazia tanta diferença da qualidade do local desde que fosse perto da água, entraria ali indo logo até o atendente. - Olá, eu to morta de fome, me dê o maior prato que tiver. Digo erguendo os braços e os abrindo de forma quase infantil enquanto sorrio de forma aleatória, antes de tornar à um semblante sério. Não pretendia beber por outro lado, sentia um pouco de nojo ainda pelas referências vinculadas á estes gostos. Olhava um pouco em volta enquanto esperava, imaginando como eram as vidas das pessoas à volta e como elas comparavam-se à minha.

Se eu notasse pessoas muito atípicas começaria a observá-las, se não fosse o caso, apenas tentaria ficar por ali ao alcance da água sentada em algum deck ou coisa do tipo molhando os pés esperando minha comida pronta e preferencialmente entregue ali. Se precisasse buscá-la o faria de todo modo e voltaria ao mesmo lugar para comer. Se ele pedisse pagamento adiantado tentaria argumentar calmamente. - Vou estar por ali, eu pago depois de comer, tudo bem?


Just die, i don't care!


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四 - Morte e Sangue Thumb-1920-1219366
Ex-Panda
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Abr 23, 2022 10:22 pm
Zayn



Mais um dia se iniciava em Organ, era bom acordar no fundo do mar, eu não precisava pagar um hotel já que podia respirar de baixo d’água, acho que não vai importar se chover se você já estiver molhado oktopaspaspaspas.

A fome vinha finalmente, eu olhava para os peixes que estivessem ao meu redor e concentrado eu perguntaria:

— Sabem onde os humanos dessa ilha comem normalmente? Um bar a beira mar seria legal já que eu só precisaria sair da água e sentar lá Oktopaspaspaspas.

Se eles me respondessem daria um tchauzinho para eles com meus 4 braços, e depois como um míssil eu iria em direção a superfície do mar, na praia onde parasse veria se acharia algum estabelecimento, e se os peixes tivessem me dado uma direção seguiria ela.

Saindo me espreguiçava, afinal tinha dormido lá em baixo, era bom sentir o sol e o calor na minha pele.

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Quando chegasse no local puxaria uma mesa e me sentaria, verificaria todas as mulheres do bar, e se uma garçonete viesse me atender com um grande sorriso no rosto, dois braços apoiando meu queixo e dois com o cardápio na mão.

— Pode me trazer um café da manhã grande? Estou com bastante fome, e se a sobremesa puder ser você melhor ainda.

Dava uma piscadinha de leve, ouviria a música ao meu redor e se as pessoas estivessem comentando algo sobre mim, porque se sim, as coisas poderiam ir para um lado nem tão calmo assim.

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Milabbh
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Re: 四 - Morte e Sangue Sab Abr 23, 2022 10:23 pm
Quem disse sangue?!
Um
Naquele dia havia decidido arranjar uns trocados usando minhas habilidaes, por isso, estava no meio de uma praça enfiando os pés pelas mãos, literalmente. Estava com o tronco encostado no chão enquanto minhas pernas se dobravam de maneira bizarra ao lado de minha cabeça. Dava pequenos passos em volta de meu tronco, criando um círculo.

- Ela se contorce. Ela encanta. Ela faz o dinheiro dela!! - Exclamava para quem quer que estivesse me dando atenção. - Você aí. Você mesmo! Um trocadin para a maravilhosa Ophelia, a contorcionista? - Sorria de forma doce ainda na postura completamente não natural.

De repente um estrondo. Um barulho ensurdecedor ressoava pelos quatro cantos da pequena praça, envolvendo todos em um silêncio mortal em sequência. - A artista... Precisa de alimento! - Pulando com destreza, caía de pé com os braços erguidos para cima e um sorriso encantador no rosto. - Obrigada! Obrigada! Irei usar o dinheiro que vocês troux... Digo, espectadores, me deram para comer.

Recolhendo as prováveis moedinhas, saíria de cena com uma exagerada reverência e passinhos curtos em direção ao bar mais próximo. Andando, contava cada tostão. - Que merreca... Isso aqui não deve nem comprar uma água. E se eu bebesse a do mar...? - Devaneava no caminho para o bar, mas sem realmente fazer o feito que era feito no pensamento.

Uma vez no bar, chutava a porta e entrava com uma estrelinha e apontava para o barman. - Você! Aprecie minha magnitude enquanto me serve uma torta!! - Marchava para o banco alto e sentava-me colocando os cotovelos sobre a bancada.

DetalhesFalas
*Histórico:
Ganhos: N/A
Perdas: N/A
Ferimentos: N/A

*Objetivos:
- Comprar uma arminha tops
- Sair em uma aventura
- Me divertir <3


@mm
Jean Fraga
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Re: 四 - Morte e Sangue Dom Abr 24, 2022 10:12 pm


A Era do Dragão


Lentamente abriria meus olhos, olhando a minha volta, suspirava, — Eu ainda estou sonhando certo? Preso de novo nesse labirinto infinito... Ashina!! Apareça!

Minhas falas ecoavam pela imensidão escura e vazia, preenchida apenas por escadas e abaixo de mim, uma cama.

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Não demorava muito até que virando meu rosto para a direita, o encontrava, vestido em seu kimono branco, com aquele rosto morto, eu o olhava com desdém.

— O que você quer? Eu preciso acordar... Fale de uma vez.

Isshin sorria, caminhando pelas escadas que sumiam no escuro, ele aparecia de outro lado, subindo as escadas lá de baixo.

— Está na hora, chega de esperar sentado nesta ilha, assim, nós não iremos conquistar Penglai de volta, busque novamente pelos remanescentes... garoto.

— Tsc... São nove anos buscando, você acha mesm- Era cortado, abrindo os olhos, agora os cerrava com a luminosidade, olhando a minha volta, provavelmente estaria no mundo real.

Levantando lentamente, vestia minhas roupas e partia de minha humilde casa, chegando do lado de fora, já ficava estressado com o dia caso estivesse muito quente.

— Bem que nessas horas eu preferiria ser um peixe... Calado! Calado!! Você tem uma missão e nos um trato! Ou só eu quero retomar nossa terra natal?

— Não ouse falar isso! – Acabava em voz alta, gritando, olhando a minha volta, torceria para que estivesse sozinho na rua, porém se encontrasse alguém que teria visto aquele meu vexame, correria pra cima da pessoa, a jogando no beco mais perto possível.

— DraDraDraDra... você não viu nada certo? – De olhos fechado, abria um extenso sorriso, a frente, minha mão em sinal de ok, eu descia cada um dos dedos levantados ao passar de um segundo.

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E se passasse os três segundos sem a resposta da pressa, dispararia em sua direção. Segurando sua cabeça e socando repetidas vezes contra a parede.

Sendo visto por alguém, ou simplesmente as ruas estando vazias, ao fim, eu seguiria para o bar que cotidianamente ia, Ashina havia me dito para que eu me instalasse por lá, ele acreditava que era um bom lugar para novos viajantes e possíveis candidatos.

Entrando no bar empurrando as portas com força, olharia com nojo para todos ali presentes, sentando sobre uma cadeira do balcão, avistando algum garçom que comumente me atendia, diria, — O de sempre! E vê se da uma caprichada meu bom.

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Koji
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Re: 四 - Morte e Sangue Seg Abr 25, 2022 8:23 pm






Morte e Sangue



Zayn

A vida de Zayn até aquele ponto não fora fácil. Tendo nascido um escravo, crescido em confinamento e longe de tudo que lhe deveria ser natural por direito, só quando foi liberto teve o doce sabor da liberdade. Desde então, não parara sequer por um minuto, fugindo dos fantasmas espectrais de uma vida que agora parecia longínqua, mas ainda lhe proporcionava marcas físicas e psicológicas. Nos dias atuais, em Organ Island, vivia assentado nos mares vívidos do arquipélago levando a vida da maneira livre que sempre almejou em seus tempos de escravidão.

Naquele dia fatídico, acordava, como usual, embaixo da água. Ao abrir os olhos, observava os diversos cardumes, alguns corais e algas, e a luz solar não tão distante no céu turvo pela corrente marítima; aquilo que ele chamava de casa. Tão natural para ele era aquele cenário quanto a fome que acometia o tritão não muito após seu despertar: era hora do desjejum inicial do dia. Pedindo informação para um peixe que transitava, este apenas sinalizava o caminho para uma espécie de estabelecimento nas docas que servia como um restaurante para os humanos.

Como um míssil, partia dali para a praia, onde se espreguiçava à luz do Astro-Rei, recebendo todo aquele calor em seu corpo diferente do usual. A água em seu corpo começava a evaporar, deixando apenas os traços do sal marinho que, há muito, havia se tornado seu companheiro fiel. Por fim, de onde estava, não encontrava dificuldades para encontrar o referido restaurante, para onde caminhava em passos calmos até que adentrasse o estabelecimento. Ele se encontrava no fim de uma espécie de doca, como se formasse o fim da ponte que levava ao mar aberto. Sua arquitetura era bem aberta, possuindo diversos vidros e iluminado quase inteiramente pela luz natural; na sua fachada, acima da porta simples de entrada, estava escrito em letras artísticas: "Peach Bay Restaurante".

O interior seguia o mesmo padrão: aberto, arejado, feito em madeira e inteiramente natural. Ao escolher um assento, era logo atendido por uma bela garçonete que corava ao ouvir as palavras do tritão, mas nada dizia ao rapaz enquanto anotava seu pedido e partia novamente para a cozinha. Durante o meio tempo em que esperava, notava olhares tortos de alguns clientes presentes naquele lugar, talvez pelo preconceito ou pelo simples fato do rapaz ser incomum; quiçá um amálgama entre as duas realidades. De qualquer forma, a mulher logo aparecia com uma bandeja contendo um grande prato de ovos fritos, bacon, um suco de laranja reforçado, alguns pães e frios. Para finalizar, uma simples fala: — Bom apetite!

Jhonny

O caminhar na areia inconsciente tomava vida novamente ao sair de um breve e confuso devaneio. A água, o som do mar e dos pássaros formavam uma espécie de acústica hipnotizante que levava consigo Jhonny até que retomasse consciência. O que deveria fazer? Não lembrava de nada; quiçá não quisesse se lembrar de algo. O que seria? Esfregando a própria cabeça em confusão e ordenando a sua própria mente para que a mesma parasse de pregar peças em sua percepção, voltava à realidade, recomeçando o que havia começado anteriormente mas não se recordava: a sensação da areia, do sal, dos sons e dos aromas. Um rumo, talvez um bar, aquele que ela avistava atravessando a orla da praia e se estreitando mar adentro.

Com o dinheiro que tomara de seu pai em mãos, partia para o estabelecimento chamado Peach Bay Restaurante sem hesitar. Sua fome era gigantesca, e talvez um dos motivos de sua caminhada aparentemente sem rumo. Após abordar uma jovem e bela atendente, partia para o lado de fora do restaurante onde estavam dispostas algumas cadeiras de frente para o mar aberto, em sua imensidão e magnitude fora de escala. A mulher desejava comer qualquer coisa que lhe apetecesse, e isso se igualava a uma montanha de comida, desacompanhada por bebidas que a traziam certo nojo.

Desse ponto em diante, não demorava muito para que seu prato chegasse à mesa: um misturado de grãos, frutos do mar, saladas e alguns molhos especiais. — Bom apetite! — dizia a atendente em sua simpatia como já fizera muitas vezes antes. Olhando ao seu redor enquanto se satisfazia com o delicioso alimento, não só em sabor como também em aroma, notava a presença de um tritão com quatro braços, olhado torto por vários dos clientes ali presente enquanto saboreava um café da manhã igualmente bem feito.

Ophelia

A vida para Ophelia não havia sido tão fácil até então. Seguindo toda sua trajetória até aquele presente, encontrava-se numa ilha recém-descoberta pela moça, sem rumo aparente, recebendo seus trocados em uma praça populosa. Enquanto colocava os pés pelas mãos e apoiava seu tronco no chão em um número contorcionista bizarro para muitos, mas fascinante para outros, alguns transeuntes jogavam algumas moedas e cédulas para a moça que se esforçava muito para receber pouco. Essa dinâmica se seguia até que a fome a atingisse como um grandioso estrondo, talvez advindo de seu estômago ou até de sua cabeça com alguns parafusos faltando.

Voltando-se à forma normal com um salto hábil, finalizava seu show para os poucos espectadores pacientes o suficiente para acompanhar a bela moça. Recolhia, então, do chão, uma quantidade somada de 100 berries totais; uma mixaria para o que ela precisava, mas o bastante para que ela dissesse um basta àquela exploração auto imposta. Em passos curtos mas exageradamente artísticos e talvez céleres, partia para um bar qualquer naquela cidade estranhamente colorida, encontrando um não muito depois: Peach Bay Restaurante, um estabelecimento que cruzava a orla da areia e se alongava para o mar.

Entrando no lugar com um glorioso chute na porta de madeira, assustava todos os clientes que ali estavam com sua chegada triunfal. A abordagem caótica e fora da linha metódica fazia uma pequena atendente se assustar inicialmente, para então balbuciar algumas palavras com uma voz quase falhando: — S-sim! É pra já! — falava, correndo de volta para a cozinha enquanto Ophelia se assentava na bancada. Todos olhavam para ela incrédulos e talvez até desconfiados; naquele momento, podia tomar nota de dois em específico: uma mulher do lado de fora e um tritão com quatro braços.

Liu Feng

Imerso em um sonho quase fúnebre, beirando o além-vida de seu subconsciente, Liu se via em uma cama suspensa, rodeado por escadas etéreas que não obedeciam às leis da física e do espaço tempo usuais. A figura de Isshin aparecia para o rapaz, acostumada com aquele ambiente e serena naquele caos dimensional. Feng sabia onde estava, por que estava, e como poderia sair de lá; a resposta para essas perguntas, porém, saía da boca da figura senil: estava na hora de voltar e começar a agir, finalmente reconquistar a sua terra natal.

Em meio a ameaças e pressões, Liu Feng acordava daquele suposto pesadelo em um certo misto de raiva pelo dia quente e confusão pelo que acabara de acontecer. Sem hesitar muito, colocava suas roupas e saía da casa que se assentara durante os anos. A rua em que morava pertencia a um bairro não tão pobre, nem tão nobre, mas definitivamente humilde se comparada aos palácios de Penglai, seu local de origem. Devido à natureza mais abastada da localidade, era comum que os arredores fossem também compostos por transeuntes em seus caminhos para a labuta ou para suas casas, além de idosas passeando com seus cachorros mimados.

A figura de Liu, no entanto, chegava para abalar o marasmo que a região possuía em seu cerne. Com um pequeno espetáculo no meio da rua enquanto gritava com sua voz interior, percebia que todos os transeuntes - cerca de meia dúzia - olhavam para ele com rostos duvidosos e até mesmo assustados. Os cães de madame latiam desgovernadamente para o rapaz, enquanto a situação explodia em um ápice de constrangimento e atmosfera pesada. Sem hesitar muito, o rapaz puxava a senhorinha mais próxima de si para um beco, ação vista por todas, e lá começava a agir de forma estranha enquanto seu poodle continuava a latir.

O medo presente nos olhos da idosa era palpável, e desaparecia em suas manchas leitosas causadas pela idade enquanto ele batia sua cabeça contra a parede do beco escuro. Não demorava para que o sangue começava a escorrer, no mesmo ritmo em que a vida da mulher se esvaía. Liu, no entanto, com as mãos respingadas em um vermelho rubro, continuava seu caminho para o restaurante e bar que usualmente frequentava como se nada houvesse acontecido até então. Em seus passos céleres e agressivos, não demorava para encontrar a visão familiar do estabelecimento, embora os rostos fossem novos, inclusive o do atendente.

— O que seria o de sempre, senhor? — dizia animada a nova funcionária, já acostumada com clientes entrando com chutes na porta naquele dia. Tendo essa pergunta respondida, partia para pegar o prato escolhido e voltava não muito depois com o pedido do rapaz. No recinto, muitos clientes eram vistos, mas poucos realmente se destacavam. Ao seu lado, uma mulher com roupa circense. No canto, um tritão; e por fim, do lado de fora do restaurante, na sacada, uma mulher que o fitava com um de seus olhos.


Histórico:

Legenda:

Considerações:

 Code by Arthur Lancaster

   
 

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四 - Morte e Sangue EE4OUIx


"Assume the position to get back on your knees"



Curso narrador All Blue, turma de Janeiro 2021:
AoYume
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Re: 四 - Morte e Sangue Seg Abr 25, 2022 9:05 pm







If it's not about me...


E
então aquela moça tão gentil me atendia. Ela tinha o que eu não tinha? Ela era um tanto sã? Era deboche da minha insanidade o quão centrada ela podia ser? Que sorriso desgastante, que voz odiosa. Tsc. Estalo a língua por um momento antes de imitá-la em um sorriso não tão carismático. - Sim, sim, obrigada... Logo me inclinando de volta com a cabeça apoiada sobre meu punho e as feições mais sombrias retornando ao meu rosto pálido.

Começo a comer com a violência digna de uma ralé, cuja única etiqueta ainda mantida era manter a boca fechada, já que até mesmo me levantar da mesa e me sentar em alguma quina de metal ao chão eu iria. Noto enquanto isso algumas presenças mais chamativas. A primeira por seus traços físicos, quatro braços, uma altura que fazia as cadeiras parecessem meio desconfortáveis e uma língua afiada. Três olhos? Três? Sorrio em sarcasmo puxando sutilmente a minha capa cobrindo um pedaço de meu rosto e deixando a mostra apenas o olho aberto que ainda observava o recinto.

E então, quando já ia mandando tudo pra dentro quase engasgando um chute estronda pelo recinto. Surpreendo-me por nem sequer travar com a comida em minhas bochechas cheias. Talvez seja por estas coisas que as pessoas me chamavam de frígida, psicopata, maníaca... Não, estas últimas foram no pináculo do esvair de suas vidas. Se organize Jhonny. Penso comigo mesmo enquanto vejo a criatura circense sentar-se de forma, bem, teatral. Ao lado dela um outro também ia vindo, carregando aquele mesmo cheiro que residia em meu lar misturando-se ao da comida.

Um belo tempero, eu deveria mencionar? Não, ainda que meu olhar se vai em sua direção quase instintivamente atraída pelo carmesim aroma que mal posso sentir em meio à outro odores, se pudesse, não sei se desejo abordá-lo. Na verdade, aproveito até um pouco a confusão criada pela mulher para depois de uma lambida em meu prato deixá-lo de volta à mesa ausente os talheres(garfo e faca?) seja eles quais forem, estes em meus bolsos. Tinha algum valor? Vai saber, mas, ainda eram algo que daria para usar para golpear alguém? Bem, tanto fazia, eu os queria.

Preciso sair... Penso enquanto pondero a melhor forma de continuar a tensão no clima que ia formando-se. Um peixe cheio de braços e olhos, uma palhaça e um esquisitão podiam ser o meu vale para fora. Me levanto, caminhando até onde o azulão estava deixando meu corpo cair em uma cadeira perto, ainda sem falar nada, me balançando enquanto penso em qualquer coisa idiota que ele pudesse acreditar. - Opa, e aí... Digo ainda com a face parcialmente coberta por um capuz. - A garçonete é linda neh, um pouco tímida. Ela me disse que tu era bem o tipo dela, por quê tu não dá um cheiro bem dado, quatro mãos devem servir para uma donzela pequena... Faço um gesto obsceno com as mãos como apertando algo tentando incentivá-lo. Ele já chamava atenção sem isso de qualquer forma, um escândalo viria à calhar.

Dando certo ou não, ficaria atenta para ver onde tudo ia andando. Inicialmente, poderia dizer que era um sucesso? Bem, não, era difícil afirmar isto pela velocidade como tudo decorria-se, do jeito que ele foi afoito, ou era um fora breve, ou, logo os dois estariam ali transando em cima de uma das mesas? Seria curioso assistir, pra dizer a verdade, ainda que eu devesse aproveitar a brecha para correr. Se desse muito errado, como havia uma grande probabilidade, e, se o que eu visse diante de mim fosse a mulher sendo carregada como uma trouxa de roupas, por outro lado, estaria dentro de um esperado chato.

Ele era... Bem, muito grande? Quatro braços, meio forte, não me parecia muito agradável ser agarrada, para um corpo franzino uma batalha de atrito seria complicada e esperar quieta já não me apetecia. Se ele tentasse me agarrar naturalmente buscaria esgueirar-me por baixo mantendo uma certa distância. Não ia sair correndo nem nada, isso criaria um foco em mim, que, por hora estava nele. Além disso, ele parecia meio interessante por toda aquela sua paranoia. Havia um certo reconhecimento no quanto sua auto estima parecia meio conturbada. Deu pra ver antes como ele era violento e defensivo. Deveria fazer algo pra prejudicar a doce garçonete de comédia romântica? Digo, além do que fiz?

Não, se eu fosse nesta rota, eu apenas ia continuar na mesma. Minhas mãos deslizavam quase instintivamente buscando o talher pensando se era útil ali ou não enquanto provavelmente um clima estranho se alastraria. - Bem, talvez seja viagem minha, minha insanidade as vezes escapa... Mas seria interessante vê-lo conseguir... As palavras são frias como gelo, frias como o toque sobre o metal em meu bolso. Tudo era interrompido dono do aroma férrico do ambiente. Dois agora? Se eles fossem amigos, as coisas seriam ainda mais complicadas, mas, ainda pareciam estranhos... - Jhonny. Respondia meu primeiro nome sem rodeios aproveitando de sua distração.

Não duraria muito, é claro, e, é claro, o grandão voltaria. Novamente, me esquivaria ainda me mantendo na defensiva, evitando ser agarrada e mantendo sobre o olho faltante a sombra de meu capuz afim de não revelar uma fraqueza considerável tão fácil. - Er, tritão, tritinho, tristonho, o que me importa... respondo de forma ríspida o que quase poderia soar como uma piada. E eu que pensava que a paranoica era eu. No fim, se a situação tivesse ido até aquele ponto, teria apenas se complicado ainda mais.

Histórico:

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Última edição por AoYume em Ter Abr 26, 2022 7:39 am, editado 1 vez(es)

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四 - Morte e Sangue Thumb-1920-1219366
Jean Fraga
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Créditos : 05
Jean FragaEstagiário
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Re: 四 - Morte e Sangue Seg Abr 25, 2022 9:45 pm


A Era do Dragão


Um pouco menos estressado, chegava no bar, lembrava de momentos antes quando matei a velinha sem mais nem menos... bom, ela mereceu, fico com pena é de seu cachorro que provavelmente irá se tornar comida de outros animais... Será se carne de cachorro é bom?

De toda forma, a garçonete parecia ser novata, seu jeito animado me cansava e eu facilmente a mataria se não tivessem tantas pessoas aqui, talvez estivesse estressado demais com as complicações de Ashina, mas pouco importava os motivos, fazer aquilo poderia me acalmar.

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Com um rosto sério, sobrancelhas altas e um olhar pouco amigável, dizia a atendente, — Novata por aqui senhorita? Pois bem, eu vou querer um lámen... só isso gracinha... – Dizia fechando aquela conversa, não estava ali para conversar e muito menos com uma garota feliz.

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Com o prato chegando, logo começaria a come-lo, já pensando no que faria depois daqui, dificilmente hoje surgiria alguém em especial, são noves anos esperando e nada.

四 - Morte e Sangue E3c128a449a4cc96bb07abeb0f3790ab

— Garoto!! Feche o olho direito e permita-me que eu veja pela sua visão, eu... eu sinto algo... diferente. – Dessa forma, resmungava soltando o bowl, fechando meu olho como pedido, abria o esquerdo, permitindo que Isshin olhasse.

四 - Morte e Sangue C9ad73b4a8ec7d2ffa5e6b5d9eecb867

Não tinha esperanças algumas, mas era quando olhava para a garota sentada a meu lado, que sentia algo diferente, sentia minhas costas arrepiarem e até limpava a boca.

— Eu disse a você... – Como sempre o velhote estava certo e eu não conseguia tirar meus olhos dela, sentia quase que como se sua aura fosse tão maluca e perturbada quanto a minha, era magnifico, sendo em meus olhos, uma forte chama e com certeza, sendo uma possível remanescente...

Apoiando meu rosto com a mão por debaixo do queixo, aproximava minha cadeira, esperando que ela finalmente me notasse, — Veja bem o que temos aqui... Você trabalha no Peach Circus? Faz tempo que não vou lá então não reconheço seu rosto...

— Por sinal, me chamo Liu Feng, mas para você pode ser só Feng... ok? – não queria persuadi-la, na verdade queria intriga-la com minhas falas, — É um prazer conhece-la senhorita...? – Esperava a reposta, completando minha fala com seu nome.

— Você me é intrigante aos meus olhos, desculpe interromper seu almoço, mas gostaria de conversar mais um pouco? – Precisava de alguma forma me aproximar dela, assim fazendo aos poucos.

Dando certo espaço para que finalmente ela falasse, tirando meus olhos dela, passava o olho do dragão pelo bar, — Ukanzaemon Usui?! Mestre?? – Arregalando os olhos, via ao canto um grande e musculoso tritão, ele certamente era diferente de meu mestre nos aspectos físicos, mas tinha convicção que ele poderia ser Usui.

— Com licença senhorita... acho que encontrei um conhecido. – Levantando de meu assento, caminharia até Ukanzaemon, ao me aproximar, diria, — Mestre? O que o senhor está fazendo aqui?!

Não havia testado, mas com o olho direito fechado, o analisava e mais uma vez, sentia algo no mínimo suspeito, sua aura me trazia assim como vinda da moça de antes, um sentimento quente e que lentamente consumia o homem.

Porém era quando olhava para a sua provável acompanhante que as coisas pareciam serem mais bem programadas do que era possível de se imaginar, sua aura, era... magnifica, chegava a sentir certos calafrios e abria um extenso sorriso.

— Parece que eu te confundi com meu antigo mestre... Perdão grandão – Estendia minha mão, mas logo lembrava do sangue que havia nelas...  Sorria, já me explicando de antemão.

— Digamos que uma velinha conseguiu tirar minha cabeça do equilíbrio e bom, ela era velha e estava ocupando o lugar de uma nova pessoa nesse mundo...

— Enfim, sinta-se cumprimentado, eu me chamo Liu Feng por sinal e vocês? – Já perguntava para os dois, quase que incluindo os dois na conversa.

— Vocês são daqui de Organ? Estou a nove anos aqui e nunca vi o rosto de vocês, principalmente o seu grandão, na verdade só vi pessoas semelhantes na minha terra natal... assim como meu mestre.

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Re: 四 - Morte e Sangue Seg Abr 25, 2022 10:34 pm
Zayn



As coisas pareciam bem, a garçonete era fofa, a comida parecia ser boa e não muito cara, não que eu fosse pagar, mas bem era um ponto positivo, mas então algo começava a acontecer, algumas pessoas começavam a me encarar de forma estranha.

Assim que a garçonete me entregasse meu prato, eu já começava a sentir minhas veias da testa saltarem, aqueles olhares me lembravam dos homens que me escravizavam por tantos anos, olhava para todos ao meu redor abrindo todos os meus olhos e socava a mesa com toda a minha força segurando o prato com outra mão.

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— SEUS FILHOS DA PUTA! ALGUEM PERDEU ALGO NO MEU ROSTO? QUEM QUISER MORRER QUE CONTINUE OLHANDO PARA MIM COM ESSES OLHOS DE PORCOS IMUNDOS!

Se todos tivessem ficado com medo soltaria meu peso na cadeira para fazer barulho, e comeria segurando o prato com uma mão apoiando, já que era possível que a mesa tivesse quebrado.

Enfiava muita comida na boca como se estivesse chateado e comendo, quando visse que alguém sentou na minha “mesa” olharia pronto para arrancar seu coração com minhas próprias mãos se tentasse alguma gracinha.

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Mas esse alguém me falava algo que não poderia ser ignorado de forma alguma, a garçonete havia gostado de mim! Então eu tinha que levá-la para um quarto logo.

— Mas que ótima informação! Estou indo lá agora!

Me levantaria e andaria até ela, com um grande sorriso no rosto a carregaria e colocaria em meu ombro, com uma de minhas mãos segurando em sua cintura e a outra na bunda, e começaria a andar com ela para fora do bar.

— É isso gatinha, você me achou gostoso eu te achei gostosa e agora nós vamos FUDER!

Porem se ela ficasse muito conflituosa e me dizendo para parar então aquele humano na minha mesa havia mentido, iria rapidamente para lá com toda a minha velocidade e então seguraria a garçonete pela blusa e a que pessoa que estava sentada também.

As tiraria do chão e as deixaria cara a cara, com uma das mãos livres retiraria o capuz da que estava na mesa, e para minha surpresa era uma mulher também, e era bem bonita... Mas não era o momento para isso.

— EI PORRA! PORQUE VOCÊ DISSE PARA ELA QUE QUERIA FICAR COMIGO SE VOCÊ NÃO QUER? E PORQUE VOCÊ ME DISSE ISSO SE ERA MENTIRA?

Ficava olhando para as duas enquanto as deixava penduradas, mas alguém chegava para me atrapalhar, e ainda por cima me chamava de mestre, eu já havia dado aulas, mas era apenas para as crianças escravas que cresceram comigo.

Ele ficava me olhando de cima a baixo, mas não era um olhar negativo como o dos outros, ele parecia estar me analisando, enquanto eu ficava sem reação eu ainda segurava as duas penduradas por suas roupas, afinal elas eram bem leves.

Quando eu ia responder que ele havia se enganado, ele já me pedia desculpas pelo engano, e estendia a mão para me cumprimentar, mas ela estava ensanguentada, mesmo assim eu também o cumprimentava.

A história após me faria esquecer das duas e as soltaria enquanto riria em alto som.

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— OKTOPASPASPASPASPAS! ENTÃO VOCÊ DESTRUIU O VELHO E TROUXE O NOVO! OKTOPASPASPASPAS.

— Você é uma pessoa interessante Liu feng, eu sou Zayn um tritão polvo e essa aqui...

Olharia para a mulher que havia tentado me passar a perna, se ela estivesse tentando fugir eu a seguraria novamente e puxaria para perto e a deixaria se apresentar, ele me perguntava se eu não era daqui e isso me fazia rir

— Oktopaspaspaspas! Na verdade, não conte para a marinha, mas eu sou um fugitivo, uma vez escravo! Eu fugi ano passado de Marijoah e estou procurando o que fazer desde então Oktopaspaspaspas e acabei chegando aqui pelas correntes marítimas!

— E agora você! Me responde por que você tentou armar para mim! É porque eu sou um tritão? Se for isso...

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Bom a deixaria responder primeiro sem a ameaçar nem nada, afinal tinha muitas coisas que eu ainda não entendia do mundo aqui de fora, olharia para as pessoas que estavam me julgando antes, porque se a cara delas não estivesse virada para seus pratos eu mataria todos no bar e o deixaria em chamas, ninguém nunca mais me desrespeitaria como aqueles vermes da marinha!

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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Abr 26, 2022 8:10 am
Quem disse sangue?!
Dois
Olhares. entia-os em minha nuca e distinguia o de duas pessoas... Se é que poderia chamá-los assim. Ora, não me entenda mal, mas um gigante azulado com quatro braços e uma figura encapuzada sinistra deveriam estar em um show de horrores... Sim! Deveriam! E junto comigo!

Sorria para mim mesma, ainda aproveitando os olhares perfurantes que sentia. Com a visão periférica, notava alguém sentando ao meu lado. Parecia grande e cheirava a sangue, uma pessoa adorável, com certeza. De qualquer forma, estava sentada meio de lado, quase de costas para o homem, até que ele falava comigo.

Sorridente, virava a cabeça como uma coruja, beirando os 360 graus. - Ahhhh, não seria surpresa se uma beldade como a talentosa Ophelia trabalhasse lá, não é mesmo? - Virava meu corpo, acompanhando a cabeça, até ficar de frente para ele... E que homem! Era grande, como havia pensado, sua voz ressoava grave em meus ouvidos, seus olhos heterocromáticos resplandeciam contra a luz cálida do bar e o cheiro de sangue envolvia meus sentidos.

- Feng? Não é daqui, é Feng? - Estendia minha mão para que ele pudesse apertar. - Ophelia, Ophelia Jester. Para você só Ophelia... Ou perfeita, maravilhosa, cheirosa, gostosa, talvez amor da minha vida? - Tecia-lhe um largo e quase psicótico sorriso. Ahhhhh, há tempos não conhecia alguém como ele, um homem de verdade! - Conversar? Claro, lhe concedo a honra de falar com a magnífica Ophelia!

Era nesse momento que ele encarava o tritão, chamando-o de mestre. - Ihhh, o cara tem fetiche estranho... Sigh, ninguém é perfeito né... Menage?! - Ponderava em voz alta enquanto encarava a cena. Erguia-me teatralmente para espiar a situação mais de perto e, por incrível que pareça, as mesmas pessoas que haviam chamado a minha atenção era com quem ele falava.

Sangue de velhinha? De fato, esse cara possui uns gostos bem estranhos... Os dois se apresentavam e eu me aproximava do tritão, ainda sorrindo. - Prazer Zayn. É um prazer. Bom lhe conhecer. De fato, encantada. - Repetia, apertando cada uma de suas quatro mãos. - Ufa, isso não é cansativo?! HIHIHIHAHAHA. - Dava uma risadinha e encarava a figura de capuz. - OoOooooiIIIii. - Sussurrava em meio a risada e acenava de longe para ela. - Quanto mistério. UhHhhhH. - Mexia os dedos de forma "fantasmagórica".

No fim, parecia que havíamos chegado bem no meio de um babado. Por isso, me contorcia, fazendo o mesmo que havia feito na praça mas agora em uma mesa. Com o queixo apoiado nas mãos, encarava o tritão e a figura misteriosa discutirem. Assim como em um jogo de bolinhas e raquetes, seguia com os olhos aquele que estava com a palavra.

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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Abr 26, 2022 9:33 pm






Morte e Sangue



A aparição daquelas quatro figuras misteriosas em um só ponto da cidade, até mesmo em um só estabelecimento, indicava que algo muito incomum estava para acontecer. Não pela personalidade dos mesmos por si só, mas pela junção de suas essências em um mesmo lugar, interagindo entre si para criar cenas memoráveis e até mesmo paralisantes para aqueles que viam de fora. Um tritão, uma caolha, uma contorcionista e um perturbado em um bar; poderia parecer o começo de uma piada se não se tratasse da realidade que eles estavam inseridos.

De um lado, uma dupla incomum se juntava: tratava-se da mulher encapuzada que causava discórdia usando o tritão como forma de acobertar seus próprios traços. Como consequência de sua boca, o homem de quatro braços se levantava de forma célere e pegava aquela garçonete em seu ombro, apalpando suas costas e sua bunda farta. A moça, surpresa pela ação e já transtornada por tudo que acontecia durante seu momento ali, gritava para que todos no restaurante ouvissem. — ME COLOQUE NO CHÃO SEU BRUTAMONTES! — enquanto batia nas costas do homem e se esperneava, acabava chamando a atenção de todos ali.

Os outros clientes, que já haviam sido assustados pela reação temperamental do tritão ao olhar que eles haviam lhe dado, entraram agora em modo de "guarda alta", apreensivos e amedrontados. Alguns "heróis" apareciam dentre os que estavam ali, mas não faziam nada por enquanto, uma vez que o alvo de suas iras voltava para a mesa indagar, furiosamente, a figura encapuzada. Não muito distante daquele assento, uma outra dupla entrava em cena. Liu Feng se apresentava para Ophelia, esta que ficava encantada com a figura do homenzarrão e suas nuances.

Antes que pudesse entrar na arte do flerte, no entanto, o rapaz se retirava ao encontrar uma figura que pensava ser conhecida: o tritão. Fosse seu antigo mestre ou não, seu impulso agia mais rápido ao abordar o homem enquanto este interrogava a mulher - agora sem capuz - e segurava a garçonete em prantos e desolada. Liu Feng não havia gostado dela, agora com aquele choro em seus ouvidos, era questão de pouco até que o atormentado a assassinasse. Mostrando esse seu lado sangue-frio, contava a história da velha que havia tirado daquele mundo não muito tempo atrás, enquanto Ophelia se aproximava da mesa e se colocava em uma posição contorcionista para ouvir tudo que todos tinham a dizer, como se acompanhasse um jogo de tênis.

Após a indescritível sucessão de eventos improváveis para o que era considerado comum entre os clientes usuais daquele bar, o quarteto enfim estava reunido. Eles não se conheciam, nem possuíam algum grau de intimidade, mas para eles era claro que havia uma conexão, seja por suas auras, seja por suas aparências e vivências ou seja por suas faltas de sanidade. Esse encontro que havia, provavelmente, sido predestinado pelo próprio destino, causava estranheza pelo restaurante e o temor de alguns. Essa combinação fazia a aparição de soldados da lei ser rápida e praticamente inevitável.

Como supracitado, ocorria o que estava fadado a acontecer após certas denúncias. Pela porta de entrada, assim como eles haviam feito, um homem corpulento e loiro chutava para abrir o caminho até o interior. Sua expressão facial não poderia ser mais irritada enquanto o homem trazia consigo um batalhão de mais três homens atrás, estes possuindo características físicas quase iguais, senão pelas armas que carregavam: uma soqueira com grevas, um chicote, e uma pistola. O loiro do centro, que carregava uma clava e estava vestido com uma armadura pesada, proferia em alto som algumas palavras de ameaça: — Ei, vocês! Soltem essa moça e enfrentem sua justiça! — de forma genérica apontava sua clava para o quarteto e fazia com que os civis se retirassem do estabelecimento. Estava na hora de encarar aqueles que causavam nojo e desgosto.


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Re: 四 - Morte e Sangue Ter Abr 26, 2022 10:44 pm
Zayn



As coisas pareciam ficar meio caóticas, mas não era exatamente ruim, aquelas pessoas pareciam ser tão malucas quanto eu! O que era raro de se ver, normalmente eu era apenas julgado de forma negativa só de me olharem, mas eles não pareciam fazer isso.

A mulher que eu segurava não parava de fazer escândalo, o que era bem irritante, oras eu nem tinha feito nada demais eu só tinha apertado aquela bunda gorda e gostosa, como eu queria conversar um pouco com os outros eu olhava para a garçonete.

— Ei vadia para de ser escandalosa, eu só peguei na sua bunda ok? Se você continuar chorando por causa disso eu logo mais vou te dar reais motivos para chorar!

Apontava para o bar e as pessoas, meio que insinuando que mataria todos e o queimaria, olharia para o grupo que havia se formado ao meu redor, mas antes que eu pudesse falar algo alguém chutava a porta do bar.

ERA A MALDITA MARINHA! Minha cara se fechava e meus músculos se contraiam, podia sentir a raiva pulsando por minhas veias, sem pensar muito ou me segurar, ainda carregando a garçonete a jogava em cima dos marinheiros.

— Ah vocês querem que eu solte ela? PEGA FILHOS DA PUTA!

Quando ela estivesse no ar indo para cima deles me aproximaria do que estava com a clava em mãos, e então me posicionaria na base do karate do tritão, mirando em seu peito para desferir um soco com impacto.

— PUNHO DESTRUIDOR DO TUBARÃO!

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Assim que meu soco o acertasse esperaria que ele fosse jogado para longe e assim derrubasse os outros três também, que possivelmente estariam preocupados em segurar a mulher, mas caso eles esquivassem e deixassem a moça cair no chão eu começaria a dançar para me esquivar de seus golpes.

四 - Morte e Sangue Unknown

Se algum deles estivesse perto de mim levantaria minha perna o máximo que pudesse encaixando com a música dentro de minha cabeça, e então se não fosse ser cortado desceria meu pé em cima de sua cabeça com tudo, visando esmagar seu crânio contra a madeira do chão.

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— CHUTE TUBARÃO MARTELO!

Caso acertasse sem me importar com os outros eu continuaria pisando sem parar para mata-lo e fazer sua cabeça virar “papinha”, esperava que ao menos Liu feng por sua postura também entrasse na luta então seria quatro contra quatro.

— Ophelia e Jhonny está na hora de matar alguns porcos, posso contar com vocês? Falava serio enquanto esmagava a cabeça do marinheiro.

Continuava dançando enquanto olharia meus arredores para ter certeza que conseguiria esquivar com o ritmo da música em minha cabeça, e se as coisas ficassem mais serias por mais que não pudesse ficar com eles abertos por muito tempo, abriria todos os meus cinco olhos.

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Re: 四 - Morte e Sangue Qua Abr 27, 2022 12:55 am


A Era do Dragão


As coisas iam bem e até acabava abaixando minha guarda, ainda que os outros clientes parecessem ariscos e incomodados, tinha convicção que nenhum partiria pra cima.

De toda forma, olhando por cima de meu ombro, varreria o local com meu olhar enquanto dizia, — Se algum de você se levantarem... eu prometo, eu irei matar as suas famílias, erradicar a suas genéticas desse planeta e farei questão que tudo seja com... muita, muita dor.

— Agora sentem em seus lugares e voltem a cuidar da vida de você... esquisitos.

四 - Morte e Sangue DOfvPoq

Voltava meu olhar para o grupo, quando entrando pela porta, apareciam quatro marinheiros.

四 - Morte e Sangue PSDZyfd

Eu fixava meus olhos no grupo, analisando o que portavam consigo, soqueira, chicote, pistola e clava... — Olha só o que temos aqui, porquinhos imundos... o lobo mau derrubou a casa de vocês? Deixa-me contar uma coisinha pros senhores... Silencio!! Você perderá tempo conversando com seres inferiores? Acabe com eles e use deste momento para criar vínculos com os remanescentes... Agora Liu.

— Tsc... maldito velho... – perdido em meus pensamentos, voltava minha atenção, vendo que Zayn já estava batendo nos caras, não poderia perder a oportunidade e o loiro com a clava, me chamava a atenção, eu com minha prontidão, explodiria em um avanço rápido contra o homem.

Deslizando meus pés sobre o chão, adotaria uma base de combate que estava louco para testar depois de tanto tempo, com a perna esquerda flexionada por debaixo das pernas do marinheiro, a direita se mantinha em noventa graus, o braço a frente vinha na minha linha de visão, fecharia o punho, puxando o tronco todo durante o movimento, tentaria acerta-lo com um soco bem na boca do estomago.

Sendo efetivo, não pararia por aí, pegando sua clava, a levantaria, em seguida, deixando que o peso fizesse seu trabalho, acertaria repetidas vezes a cabeça do homem.

E se o mesmo ainda se mantivesse vivo, diria, — Parece que o papai porco é você!! DraDraDraDra – Jogando a clava de lado, subiria em cima dele, prendendo seus braços com meus joelhos, alvejando-o com uma sequencia longa de socos no rosto.

Durante todo o processo, se por acaso, alguém tentasse me acertar com golpes de curta distância, usando minha acrobacia, saltaria entre as mesas sempre mantendo uma distancia entre eu e meu inimigo.

Mantinha minha postura firme, ainda que sobrando um tempo falaria com Zayn, — Ai meu chapa, depois daqui… merecemos uma boa e calma terma… Ophelia e Jhonny, vocês estão mais que convidadas a se juntar conosco nesse pós.

Sendo golpes de longa distância, se necessário, pegaria uma mesa ou algum objeto grande o suficiente para que, me abaixando atrás, pudesse me proteger, por fim, tentando jogar a mesa, ou afim, sobre o marinheiro.

Prontamente olhando para Ophelia, diria a moça, — Ophelia! Minha linda! Vê se não machuca esse seu rostinho bonitinho que depois daqui temos assuntos para resolver…

Havendo a possibilidade de algum civil decidir entrar na briga, tentaria persuadi-lo falando, — Jhonny ateie fogo nessa espelunca! – Sabia que não tinha a proximidade para agir de tal forma com ela/ele, mas por hora, tentaria coordenar as coisas.

Por mais que não quisesse interferir na luta de ninguém, sentia uma vontade grande de coordena-los de forma mais eficiente, buscava analisar o ambiente e encontrar coisas que poderia ser uteis nesse momento.

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Última edição por Jean Fraga em Qua Abr 27, 2022 11:06 am, editado 1 vez(es)
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Re: 四 - Morte e Sangue Qua Abr 27, 2022 10:10 am







If it's not about me...


E
então, aquele maluco não conseguia. Parecia que ela não curtia muito a "brutalidade" com a qual ele agiu, aparentemente. Como previa ele voltava, agressivo e violento, buscando me alvejar com aquelas grandes e numerosas mãos. Talvez, por serem tantas, apesar de minha esquiva não ser exatamente um problema em uma descoordenação motora o capuz acaba por inclinar-se para trás o suficiente para que minha face espreita-se os demais de forma mais nítida, além de facear aquela assustada garçonete.

Em meio à conversas perdidas um sutil sorriso escapa da minha face. Um deleite passageiro de ver a princesa do ambiente sendo maculada de algum sofrimento. Suas expressões pareciam mais... Belas agora? Certamente eram melhores do que aquele sorrisinho desconfortável. Minha mão se afrouxa momentaneamente dos talheres por um breve instante, quase me sentindo... Confortável... Mas isso é claro não podia durar. O que era leveza logo se transforma no saque encoberto pelas mangas de minha blusa me um suspiro desgostoso.

Pobre porta espancada. Penso em sarcasmo vendo o semblante dos homens furiosos, confrontando-se como bestas selvagens. Os engomadinhos de lá como os patronos de toda justiça, e, de onde estamos logo partindo os heroicos maníacos dos perturbados. Uma cena digna de um livro de baixo calão, mas, aqui seriam os mocinhos à vencer? Os vencedores contam a sua história. A citação vem em mente de forma vazia enquanto um movimento quase instintivo é feito, preciso para alguém como eu que apesar de tudo focava nas minhas habilidades em troca da ausência de uma força singular. O garfo gira em meus dedos logo antes de ser lançado na altura dos olhos daquele que carrega a arma evitando uma intervenção. Talvez, tentando igualar as coisas?

Isso é claro, não seria um único feito sem propósito. Se acertasse ou não, acompanhando sua movimentação de forma fria enquanto já moveria novamente a minha canhota em prol de recolher também a faca, e, não perdendo tempo confiando em minha intuição, arremessaria logo à outra também na altura de seu pescoço desta vez buscando que esta cravasse ali para finalizá-lo. Se desse certo tentaria me esgueirar para pegar a arma e me afastar antes de prosseguir em combate. Se não desse certo, saltaria sobre as mesas usando-as de escudo para disparos de retaliação enquanto tentaria ir mirando pegar mais facas para continuar arremessando-as buscando matá-lo.

No meio disso ouviria o pedido do homem um tanto... Quem é esse mesmo? Será que é o nobre azul? ... Mas, no fim, apenas minha mente brincando com ela mesma. - Num viaja, eu vou fazer isso como... Hey, palhacinha, tu não tem fogo aí para fazer uns truques que o seu crushsinho aí quer não? Falo em um certo tom de deboche, mas, também de desconhecimento para ficar advinhando qual a função que a mulher queria representar em um circo.

Se ela realmente começasse a incendiar o local e a luta parecesse favorável, começaria a seriamente olhar em volta me aproveitando do caos e da saída repentina. Onde será que fica o caixa desse local... Se o número tendesse pro nosso lado, não seria proveitoso para mim alguns recursos à mais? Ainda que talvez fosse nada valia tentar... Todavia, é claro, não tirava os olhos da batalha até que fosse o caso.

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Re: 四 - Morte e Sangue Qua Abr 27, 2022 11:08 am
Quem disse sangue?!
Três
As discussões pareciam interessantes aos meus olhos, e até sacudia meus pés lentamente devido ao entretenimento. Contudo, ele era abruptamente interrompido. Com o barulho vindo da porta, as cabecinhas todas se viravam para lá, onde podíamos avistar as cores repugnantes da marinha.

- Blá... BLÁ... BLÁ. Cala a porra da boca! - Exclamava em ira profunda com a fala curta do marinheiro, mas Zayn entrava em cena, lançando a garçonete sobre eles. Arregalava meus olhos e alternava minha visão entre ele e os marinheiros. - HIHIHIHAHAHAHAHAA. NÃO ACREDITO! BRAVA! - Ria escandalosamente voltando à ortostasia.

Encarava o homem que carregava o chicote, não parecia um grande problema esquivar de seus ataques descuidados e, por isso, atacava. À passos largos, ziguezagueava pelo salão, usando mesas e cadeiras como escudos e, no caminho, aproveitaria para pegar facas, afinal, não tinha uma arma ainda.

Independente de tê-las conseguido, continuaria meu avanço. Em posse das facas, as usaria para fazer um corte profundo nas pernas do homem, ao passar por debaixo delas. No entanto, se esse não  fosse o caso, me aproximaria o suficiente para dar uma rasteira nele e roubar-lhe-ia o chicote, sempre desviando de seus ataques com pulos, agachamentos e até mesmo alguns contorcionismos.

No fim, se conseguisse roubar seu chicote, o enrolaria em volta de seu pescoço e puxaria com força contra meu corpo. Aproximando-me de seu ouvido, sussurraria sadicamente. - Por quê não dá um "oi" ao Comodoro Jester por mim? - Continuava segurando até que ele parasse de respirar por completo e então ouviria as conversas paralelas.

- Oxe, tu é mulher?! - Exclamava para a figura encapuzada, que agora ostentava seu rosto para o mundo. Um belo rosto, diga-se de passagem, quase angelical. Fato esse que contrastava muito com suas palavras. - Tá. Tá. Vou ver o que faço. - Corria até a cozinha, pulando a bancada que antes havia me servido de mesa, e buscava um fósforo ou qualquer coisa inflamável. Em posse dela, acendia e dava um peteleco para que o objeto caísse.

- RRRRRREEEEEEEEESSSSSPEITÁVEL PÚBLICO!!! ENCERRAMOS ESSE SHOW COM A SAÍDA MAGNÍFICA DA INCRÍVEL OPHELIA... ACOMPANHADA DAQUELES QUE NÃO QUISEREM MORRER. - Gritava à plenos pulmões enquanto corria. Passava pelo grupo de degenerados que havia acabado de me ajudar. - Isso inclui vocês também, sebo nas canelas!! Vou cobrar aquele pós... E olha só, nenhum arranhão nesse rostinho. HIHIHIHAHAHA. - Apontava para meu próprio rosto enquanto sorria largamente para Feng.

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