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Kenshin
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II - Sombras em Stevelty Sab Set 25, 2021 2:30 pm
Relembrando a primeira mensagem :

II - Sombras em Stevelty

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Lucy Von Kral & Mary Van Tassel. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Koji
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Re: II - Sombras em Stevelty Sab Out 23, 2021 8:25 am


II - Sombras em Stevelty - 5
12:58 / Stevelty



Mary

Mais próxima que nunca das respostas que há tanto procurava, Mary, especialmente nesse momento, não hesitava em seguir o que quer que tivesse que passar. Adentrando aquele bar, era de cara espantada por uma impressão que não esperava ter: um ambiente calmo e vazio; próprio para suas finalidades, apesar de ter em mente um estabelecimento rodeado por figuras estranhas e alvos procurados. A segunda vista que tinha do lugar era quanto ao tratamento dos clientes, notando facilmente o descaso daquela garçonete que não estava tendo um bom dia.

De qualquer forma, a moça seguia conforme o dito pela senhora que agora higienizava o balcão que mais tarde seria sujo novamente. Caminhando até o banheiro, esperava por um contato: alguém que as feições não eram conhecidas nem seus interesses naquela história toda. De qualquer forma, não demorava até que um homem alto, magro e trajando uma máscara imponente aparecesse no corredor que levava em direção aos sanitários. Ele era longo e estreito, e em seu fim, uma porta de ferro que parecia não ser aberta há anos. Sem dizer uma palavra, escutava um pouco do que a ruiva tinha a dizer para então chamar ela para passar por aquela entrada.

Caso Mary aceitasse seguir com ele, por mais suspeito que parecesse, entrariam então pela porta de ferro após uma combinação secreta ser colocada em uma fechadura não visível aos olhos não treinados. Como todas as coisas naquela área do pub, o ambiente que se abria parecia ser misterioso, úmido e escuro. Encaminhados até uma escada encaracolada, não demorava para, após várias tochas, chegarem a uma sala iluminada artificialmente. Suas paredes eram decoradas com livros e mais livros dos mais diversos temas, enquanto em seu meio, para a extrema ponta, uma grande mesa de mogno escondia outro mascarado.

Antes que mais interações se iniciasse, o tal contato ia falar com a figura na mesa, que mantinha suas costas viradas para a porta de onde entraram. Mary não era capaz de ouvir os cochichos, mas logo teria uma ideia do que era dito entre eles. Com o fim dessa pequena conversa, o serviçal era dispensado, deixando a sala vazia para as duas figuras nada familiares. — Sente-se, Mary. — começava o homem que possuía uma voz metálica, como se várias espadas se colidissem para formar o som de sua fala. Suas mãos magras eram teatralmente levadas a uma cadeira que estava do outro lado de sua mesa, indicando para a moça se sentar.

— Acredito que a melhor maneira de começarmos isso é nos apresentando, não? Me chame por Tak. — sua apresentação era breve, antes de partir direto para o assunto principal. — Fiquei sabendo de suas buscas e... devo dizer que elas me comovem com um sentimento nostálgico e um tanto quanto familiar. — cruzando seus dedos esqueléticos, ele fitava a ruiva em busca da memória longínqua dos pais da garota. — E apesar de padecer de seus esforços e os admirar, creio que John já lhe explicou como as coisas funcionam. — não demorava muito em ir direto ao assunto, não se interessando - ainda - por papo fiado.

A cadeira de couro do homem, antes inclinada para trás, agora vinha para frente junto de seu corpo como um todo. Suas mãos continuavam entrelaçadas, e os olhos profundos do homem eram capaz de ultrapassar aquela máscara de cerâmica e penetrar profundamente na alma de Mary, como se a dissecasse apenas com o foco. — Eu possuo vários contatos no exército revolucionário... o suficiente para saber da presença de espiões e traidores. — levando a conversa magistralmente, o próprio ambiente se tornava mais pesado ao entrar na tal pauta.

— O trabalho que eu tenho para você é simples. Me informe como estão indo as investigações em busca de Zev. Quem é o encarregado e quais são suas providências. — o homem sabia o peso de suas palavras, mas não as media enquanto as mesmas saiam de sua boca. — Eu saí dessa organização para me tornar independente por uma questão de confiança. — prevendo a suposta reação negativa da ruiva, começava uma contextualização. — Traições e ganância são comuns nesse caminho, e eu espero que saiba disso. Afinal, escolheria viver a vida dos sonhos ou presa em uma caverna úmida? — com a indagação, esperava que seu ponto fosse atingido nesse quesito.

— Homens são facilmente corrompíveis. Eu apenas faço questão de me manter um passo à frente quando tais ocorrências se sucedem. — ainda naquela posição avançada, fitando a moça, abria sua boca para uma última frase. — Esse é o preço pela sua informação. O que me diz? — inclinando-se ainda mais em um misto de ansiedade e expectativa, o homem esperava ter clareado algumas dúvidas quanto ao que fazia ali. Suas intenções ainda não eram claras, mas gostaria de passar a ideia de um aliado.

Lucy

Quase como se voltasse à sua infância - tempo áureo de sua vida -, Lucy aproveitava cada minuto daquela paisagem cinza e concreta. Apesar de não ser das melhores, a sensação do vento batendo em seu rosto e as asas de sua companheira se flexionando a cada batida para um vôo explêndido a levava de volta a tempos perdidos, que talvez jamais voltassem. Para ela, o hoje era composto apenas de busca, fumaça e fuligem, enquanto passeava sem rumo pelos céus de Stevelty com sua própria montaria. Sem perder muito tempo, no entanto, partia para a próxima tarefa daquele dia cheio.

Dizendo simples comandos para Gigipsta, a ave começava a fazer seu caminho pelo céu em direção à selva que distoava do resto da cidade. A paisagem era totalmente contrária do resto da ilha, o que gerava uma certa estranheza para aqueles que ainda não conheciam seu interior cheio de mistérios. Dentre vários segredos, um passado envolvendo escravos e o famigerado traidor dos revolucionários: Zev. Indo para aquela direção, buscava encontrar pistas sobre o homem ou até mesmo uma nova missão do exército em forma de um corvo.

Sem necessidade de explicar melhor a posição para sua montaria, ambas pousavam suavemente sobre um galho grosso de uma árvore logo acima de uma entrada para uma caverna misteriosa. De seu interior, era possível ver a luz bruxuleante de uma tocha ardente, dançando e marcando a presença de alguma pessoa ali. O resto dos arredores era composto apenas por ver e o som frenético da fauna e flora que nunca descansava. Não demorava muito para que duas figuras surgissem daquela entrada, visivelmente cansados e frustrados.

— Você ouviu o que o chefe disse! Essa missão é importante e determina o futuro do nosso exército. — falava a figura mais baixa, com os cabelos batendo nos ombros desgrenhadamente. Seu corpo era trabalhado, porém, envolto por uma camada espessa de couro que servia de proteção ao homem barbado. — Eu sei... após a traição ninguém mais confia em ninguém. — essa frase, falada agora pelo mais franzino, carregava uma carga que deixava o próprio ambiente mais pesado ao ser proferida. Após um tempo de pausa, a prosa continuava por parte de quem parecia chefear a dupla. — Vamos... temos que continuar. — com uma voz mais fraca e quase rouca, começava uma pesada caminhada pelos caminhos formados por pegadas dos escravos onde anteriormente estava o traidor deles.


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Re: II - Sombras em Stevelty Seg Out 25, 2021 7:54 pm
Sombras em Stevelty

Voar com Gigipsta sempre alegraria os meus dias para sempre e isso era ótimo, algo do qual eu sentia bastante falta e a saudade tinha seus grandes motivos, uma saudade que era saciada com a execução daquele voo magnífico! HAHAHA! Porra, era muito bom!!!

Ao ter o meu objetivo principal em relação ao exército, eu conseguia encontrar alguns revolucionários ou o que pareciam serem eles já que o principal foco de suas conversas era em relações ao próprio. Os dois conversavam em relação a uma importante missão e a traição que havia ocorrida o que me dava certa certeza de que eles não estavam do lado de Zev, porém a cautela morreu de velha, não por uma faca de dois gumes enfiada em suas costelas ou com sua garganta cortada por alguém do qual confia.

Em princípio, deixaria que os dois ganhassem um pouco de distância antes de voltar os meus olhos para a minha coruja e então eu apontava para cima e com um sinal de voe como se minhas mãos fizessem sombra em uma parede em relação a um pássaro. Com isso e dado a possível vozes dos dois conversando, começaria os meus passos deslizando suavemente pela árvore para chegar ao solo e então dando passos lentos e calmos, observando o solo e onde iria pisar com cautela para evitar fazer qualquer tipo de barulho.

Minha ideia era me manter furtiva e continuar observando-os até me levarem em direção à onde o exército estava se organizando ou em direção a sua missão, missão do qual observaria com cautela e se fosse necessário intrometeria, algo que não julgava ser um problema já que o exército deveria estar precisando de reforços leais...

Não exibiria nenhuma fala e tentaria evitar qualquer área mais folhada ou que fosse difícil de ver por onde caminhava, usando da minha altura para me esgueirar através das moitas com maior facilidade e também evitar fazer algum tipo de barulho que os alertaria já que a presença de animais pequenos por aquelas florestas era algo bem comum e não deveria levantar nenhuma suspeita em relação a isso.

De qualquer forma, me manteria esguia a qualquer tipo de situação que pudesse alertar a minha posição e não diria nada quando eles chegassem no local que estavam destinados tentando obter uma melhor visão dos rostos dos que estavam por ali. Em uma devida oportunidade, se o local apresentasse uma possibilidade de visão panorâmica, tentaria subir em uma árvore ou algo do tipo para ter um melhor ângulo daqueles que estavam ali. Caso contrário, me manteria pelo solo, cautelosa e tentando sempre obter uma cobertura para não ficar com o peito exposto.

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HistóricoNome: Lucy von Kral
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Perdas:
- 900.000 B$ (Sela e Bolsa) – Post nº 02

Dinheiro – Bolso: 3.830.000 B$

Inventário:
- Machado Clássico
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Qualidades:
- Mestre em Haki
- Prontidão
- Ambidestro
- Furtividade Natural
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Defeitos:
- Louca
- Apegada
- Dependência
- Bisbilhoteiro
- Ajustes
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Proficiências:
- Adestramento
- Cavalgar
- Costura
- Doma
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Saúde:
- Tá sussa!

Cor da fala: - Fala


Objetivos• Concluir duas missões em nome da Revolução.
• Encontrar novas pistas do paradeiro de Zev
• Subir de Patente no Exército Revolucionário
• Partir para Lvneel
• Aprender Física
• Construir uma sela para Gigipsta
• Anexar uma Bolsa na sela de Gigipsta



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Re: II - Sombras em Stevelty Ter Out 26, 2021 5:38 am
Mary Van Tassel


E os segredos continuavam, máscaras escondendo caras e um homem que já sabia o meu nome, eu entendi o segredo todo, mas não gostava mesmo assim, sempre da merda e problema lidar com essa gente. E eu estava certa, o cara queria que eu passasse informações sobre os revolucionários o que era meio estranho, a 2 segundos ele havia dito que não gostava de traidores e esse foi um dos motivos dele ter saído dos revolucionários. - To curioso, ele tá te testando talvez? O trabalho que ele te ofereceu contradiz o que ele acabou de falar, sobre o porque ele saiu do exército. - Eu pensei o mesmo que o velho, aquilo não fazia muito sentido e eu não iria aceitar aquilo, para mim não fazia sentido.

Sentada colocava a no queixo um tanto pensativa por um momento enquanto ouvia o que ele tinha para falar, sem me apresentar, afinal ele já sabia o meu nome e eu nem me apresentei. - Vejo que já sabia meu nome, provavelmente um de vocês 2 é quem conheceu meus pais quem é realmente o líder… bem… difícil dizer, muitos segredos para proteção o que eu entendo, mas o problema está no que tu queres que eu faça. Numa frase tu diz que saiu dos revolucionários por causa de traição e intrigas, bem eu entrei porque alguém que conhecia meus pais trabalhou nas ruas depois que eles morreram, mas tu provavelmente já sabia disso. O tempo que eu vivi nas ruas me fez eu me acostumar a ser traída ou pelo menos não confiar tão facilmente, quanto ao Zev eu espero ser quem vai cortar a cabeça dele já que eu quase morri por causa da missão que ele passou para mim e mais 2 companheiras. Mas isso não quer dizer que eu vá te passar essas informações, tu provavelmente consiga essa informação de forma bem fácil sem mim com os contatos que tu tens dentro dos revolucionários, eu realmente quero informação sobre o que meus pais estavam fazendo, mas eu sei que eles não eram traidores e não vou desonrar a memória deles assim. - Uma breve pausa tentando observar alguma reação dos homens, e então eu continuaria. - Não me importo em viver em uma caverna úmida como você falou, afinal eu já vivi na rua e casas abandonadas lutando para conseguir comida, se a caverna úmida tem comida no prato todo dia não, algumas traições são o de menos, depois só preciso arrancar a cabeça do traidor e problema resolvido, mesmo que demore alguns anos para conseguir essa cabeça, e não imagino que todas as ilhas onde revolucionários atuem eu vá estar em uma caverna úmida, afinal eu não pretendo viver nessa ilha para sempre. Então eu posso até tentar te conseguir essa informação, mas somente com autorização de um superior se eu souber e ele não autorizar, então ficamos por isso mesmo ou você pode me passar outro preço que você queira. Eu realmente quero informações sobre meus pais, mas existem várias formas de conseguir isso que seja me tornando outra traidora.


O Velho se movia pelo local como se tivesse procurando algo, mas aparentemente ele não achava nada, e quando eu terminava de falar ele fazia seu comentário. - Muito bom garota, movimento interessante, e te mantém firme no que você quer sem ceder demais. - Esperaria a resposta do homem sobre o que eu falei, sempre tentando observar a reação dele e do outro que estava na sala, algo me dizia que talvez o que falava comigo não era realmente o líder ali, somente alguém treinado para parecer o líder. O homem não falando nada ou dizendo que não tem outra missão, ou pedindo para que meus superiores não saibam que ele quer essa informação, simplesmente levantaria e iria embora falando. - Bem talvez eu volte com sua informação, se não... quem sabe nos vemos por aí algum dia… ou melhor você me vê já que não teria como te reconhecer. - Diria de costas para ele enquanto me afastava e fazia um aceno com a mão direita. Caso ele tenha outro preço, ficaria ali sentada ouvindo o que mais ele tem a dizer,

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Re: II - Sombras em Stevelty Qui Out 28, 2021 10:07 pm


II - Sombras em Stevelty - 6
13:08 / Stevelty



Mary

Levada pela montanha de segredos e caverna de mistérios, Mary não se abalava com as estranhezas que se sucediam. De máscaras estranhas, maneirismos variados e uma suspeita crescente, a mulher, impassível, passava pelo momento com sua base firmada e sem ser levada por tentações, mantendo seus ideais. O monólogo daquela figura que não se mostrara como vilão, nem herói, era extenso e talvez um pouco confuso, elucidando algumas questões, mas levantando ainda mais indagações para a ruiva, que inevitavelmente se via com um pé atrás naquela história toda.

— Você entendeu algo errado, Mary. — após analisar a longa resposta da garota, se inclinava novamente naquela cadeira e cruzava suas mãos, entrelaçando os dedos. — Eu não sou inimigo do exército — dava uma pausa dramática antes de prosseguir —, apenas me vejo como um instituição similar mais organizada. — terminava a frase com sua voz calma e tranquilizante, prestes a falar novamente. — Não sou capaz de confiar em nenhum dos integrantes mais, salvo algumas raras exceções. Apenas faço meu trabalho na surdina. — finalizava.

— Mas claro, entendo seu ideal e simpatizo. — novamente adicionava uma pausa dramática entre as frases, sua voz robótica cortando o silêncio que se instaurava naquela sala cada vez que o "líder" fazia isso. — Um dia já fui assim, até que a inocência me fosse dilacerada. Espero que não ocorra o mesmo com você. — finalizava, voltando para a postura avançada e pegando alguns papéis em sua escrivaninha. — De todo modo, eu possuo sim uma missão extra para você. — entregava, nesse momento, uma pequena foto de um rapaz, aparentemente novo, desconhecido.

— Este é um dos meus subordinados, enviado em uma missão para procurar pistas do traidor, Zev. — assumindo o conhecimento da moça sobre o assunto, ele não se dava o luxo de explicar quem era o homem. — Ele sumiu não há muito, então apenas preciso que você o procure para mim. — reclinando-se no seu assento, novamente esperava uma resposta da moça, antes de adicionar mais uma coisa. — Sua última localização foi próximo à floresta, onde o traidor escapou um tempo atrás. — novamente instaurando um silêncio na sala, esperava que Mary aceitasse seu último pedido.

Lucy

O voo com sua querida companheira, Gigipsta, era muito mais que apenas lazer. A sensação de puro êxtase em cruzar os céus nas asas da ave, sentir o vento cortante em suas bochechas e analisar o mundo de tão longe era praticamente indescritível, matando a saudade que a matava e alegrando seu dia. Disposta então a seguir com o seu rumo, partia para a floresta onde haviam confrontado Zev anteriormente, encontrando dois sujeitos dialogando sobre assuntos da Revolução, não necessitando muito de seu pensamentos para descobrir o que faziam por ali.

Indicando que iria prosseguir sozinha dali, Lucy sinalizava para sua parceira, que se mantinha pela copa das grandes árvores do local. Esperando a dupla tomar um pouco de distância, Von Kral calmamente se esgueirava pelos galhos e troncos para finalmente tocar seu pé no chão lamacento e úmido. Diversas folhas moles cobriam o chão da mata semi-aberta, escondendo pequenos galhos igualmente hidratados. De qualquer maneira, a mulher, cautelosa, preferia não correr riscos a acabar se danando por conta de uma precaução não tomada.

Enquanto a pequena-grande Lucy se esgueirava por arbustos e evitava situações que a entregasse, os dois soldados mantinham seus olhos atentos aos arredores e aos sons além do ambiente. Como dois investigadores, procuravam por pistas que os levassem até seu alvo ou apenas algo que lhes ajudassem naquela busca quase impossível. Essa maneira de operar durava alguns minutos, até que encontrassem uma grande pedra envolta por diversas árvores e vegetações; alguma visão da mesma os espantava, mas os seus corpos estavam na frente, impedindo a vista da garota.

De súbito, com um segundo baque, a dupla virava horrorizada para o lado, revelando duas figuras altas e brancas. Usavam como vestimenta roupas camufladas com a vegetação local, além de óculos escuros que impedia a visão dos olhos dos mesmos. Sem muita conversa entre os dois grupos, os agentes levantavam uma pistola contra o mais parrudo dos revolucionários e disparava sem remorso, matando-o com uma bala em sua testa. Sangue era espalhado para todo lado e manchava os rostos do agora trio de pessoas, enquanto aves fugiam do alto som proveniente da arma de fogo.

Ao invés do que se fosse esperar logicamente, o garoto que sobrava, em estado de choque, apenas era desmaiado com um mata leão, em seguida carregado pelas extremidades até o interior do matagal, desaparecendo por completo até que Lucy fosse atrás dos mesmos. Com a rápida saída de todos daquela jogada, no ambiente ficava apenas o odor de pólvora e morte, revelando, na pedra, um corpo de um rapaz negro, estirado contra a rocha ensanguentada - ao que tudo indicava, trabalho daqueles mesmos homens de anteriormente.


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Re: II - Sombras em Stevelty Qui Nov 04, 2021 7:07 am
Sombras em Stevelty

As coisas tomavam proporções nada agradáveis e que fazia com que a minha presença furtiva me deixasse de lado daquela situação inusitada e um perigo grande. Os revolucionários tinham fatídico fim bem mais breve do que eu sequer imaginaria acontecer, aqueles homens me lembravam os rivais da organização dos revolucionários ou o inimigo mais provável, agentes do governo. Mas, o que passava em minha mente naquele momento era o que eles estavam querendo com aquele lugar em específico, será que eles estavam tentando descobrir a base do exército? E se era isso, então tínhamos um grande problema em minhas mãos.

O homem negro que estava deitado na pedra já sem vida era a pista mais provável do que parecia ser aquela situação, porém nada me informaria um corpo morto após aqueles homens terem passado por aqui. Se era o exército que procuravam, tinham achado, e com isso tinha certeza de que não restaria nenhum bem material de valor monetário ou informativo em seus pertences, por isso, minha aproximação seria curta e silenciosa até ele, fechando os seus olhos se ainda estivessem abertos. – Descanse em paz. – Sussurraria e então olharia para onde aqueles agentes do caos haviam levado o homem.

Minhas habilidades como caçadora eram quase nulas, não saberia identificar coisas além de pegadas bem claras ou algum sinal de arrastão do corpo do homem sendo carregado ou similar a isso, por isso tentaria imaginar para onde eles teriam seguido tentando encontrar esses rastros mais aparentes e seguir da forma mais furtiva que conseguisse encontrar.

Me esgueiraria através dos espaços mais apertados que apenas alguém do meu tamanho seria capaz de entrar, o que facilitaria a minha furtividade já que ninguém esperaria estar sendo seguido por alguém do meu tamanho, pelo menos, eu acreditava que não já que era algo extremamente raro.

Em meio a esse trajeto, começava a sentir a minha garganta ficando um pouco mais seca e um leve suor frio escorrendo pela minha testa, não era medo e então eu olhava para as minhas mãos começando a contar em meus dedos qual foi a última vez que tomei uma xícara de café. – Um.. dois... três... merda. – Eu lembrava de um detalhe importante em relação a mim e vinha de cara a lembrança do rosto de Anne e o que ela estava carregando para mim dentro de sua mochila... Uma garrafa de café... Coisa da qual eu não tinha no momento. Merda. Merda. Merda. Merda.

Sabendo que me colocaria em uma situação ruim com o exército se recuasse naquele momento, então prosseguiria, sabendo que a vontade de tomar um cafezinho apenas aumentaria conforme eu fosse adentrando no covil do inimigo, mas era assim que eu seguiria. Em meio a esses passos, também olharia para cima ou tentaria escutar Gigipsta me seguindo, a sua audição era melhor que a de todos ali, disso eu tinha certeza, então se os perdesse de vez, saberia como encontra-los novamente através da minha aliada, por isso, não tinha tanta preocupação em relação a isso.

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Kerigus
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Re: II - Sombras em Stevelty Sex Nov 05, 2021 6:05 am
Mary Van Tassel


Eu entendia o lado do cara, era complicado sofrer uma traição algumas pessoas não levavam aquilo muito bem, cada um tinha sua forma de lidar com isso, ele tem a dele e eu tenho a minha, talvez se eu descobrir o que aconteceu com meus pais eu mude de ideia ou talvez não. - Bem não me considero inocente como você diz, tenho meus motivos mas não precisamos alongar esta história não é mesmo. Mesmo não sendo um amigo, somente um interessado no fim com ideias diferentes para os meios, não cabe a mim decidir sobre informações como essas para passar para você, mas sigamos o caminho novo que surgiu. - Uma pequena pausa enquanto olhava para foto que me foi entregue.

- Huummm… Este seu subordinado, então está na floresta onde o exército lutou contra Zev, próximo a saída da caverna de onde eu e duas colegas salvamos um grupo de escravos e acabamos com um coliseu do submundo... - Pensava um pouco tentando lembrar se vi este homem naquele dia durante a missão. - Bem, alguma outra informação útil sobre este seu subordinado, o seu nome? Algum código para que ele me reconheça e saiba que fui enviada por você? Algum ponto de referência que você saiba além de ser onde Zev fugiu? - Aquilo seria útil para evitar quaisquer problemas ao encontrar o homem, e se ele estava sumido, pode ter acontecido algo.

Esperava a resposta do homem e então perguntava. - Por curiosidade, você sabia que o Zev era um traidor antes mesmo do exército ou a informação chegou digamos junto? - Claro, ele não precisava responder, era uma curiosidade real minha, talvez fosse importante para mim saber a rede de informações deste homem, para trabalhos futuros quem sabe, vai que ele está em outras ilhas também. Sendo uma resposta positiva diria. - Interessante… - Sendo uma resposta negativa ou então após ele dar a resposta positiva diria. - Vou ir atrás do seu subordinado e volto aqui assim que tiver mais informações, utilizo o papel novamente ou o atendente do bar já vai me reconhecer ao entrar?

Esperava a resposta e saia do local, esse tipo de missão precisaria ser feita durante o dia, então iria começar ela bem cedo no outro dia pela manhã, uma missão assim na floresta não era uma boa ir tarde demais e podia demorar bastante afinal eu precisava observar o local com um certo cuidado. Então indo para a base procuraria a garota dos livros novamente precisava de um livro sobre investigação, algo que seria útil para aquela missão, conseguindo meu livro era hora de ler e dormir para no outro dia acordar cedo tomar um café da manhã e ir até o local onde o subordinado do homem deve estar. Não tendo problemas para chegar lá, pegaria toda informação do local que podia encontrar, desde o local do combate com Zev, até o local onde nós saímos da caverna, procuraria também em volta da área de onde tudo aconteceu pois o subordinado do homem podia estar escondido em algum lugar tentando sobreviver ou foi pego de surpresa antes de se juntar a todo ocorrido.

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Re: II - Sombras em Stevelty Sex Nov 05, 2021 9:37 pm
Sombras em Stevelty


Lucy


O andar da carruagem levava a pequena Lucy diretamente para uma situação complicada, mas como uma boa revolucionária, ela estava ciente dos perigos que aquela vida a proporcionaria. O corpo já sem vida indicava a passagem pelos alvos da garota por ali, entretanto, o caminho percorrido por eles não estava claro, isto é, para pequena que não tinha as habilidades necessárias para aquele tipo de empreitada.

Sua única opção era o seu achismo, para onde eles foram depois de assassinar o homem? Ela buscava por rastros simples, que qualquer um poderia entender como um caminho a seguir. Entretanto, para sua infelicidade aquela região não era fácil de se entender, contudo, em meio a sua busca desenfreada, ela encontrou uma espécie de caminho. Uma pegada? Ou será que tinha sido uma pedra? A dúvida certamente tomaria conta da mente da revolucionária por alguns momentos, até que ela visualizou algumas plantas e galhos quebrados. De certo, alguém tinha passado por ali, no entanto, ela apenas descobriria se foram as pessoas que ela busca se seguisse aquele caminho e assim fez.

No percurso sentiu o pesar da necessidade da sua dependência, afinal já tinha passado um certo tempo desde o último gole de café. O caminho era tortuoso, o solo lamacento dificultaria o trajeto de qualquer um que passasse por ali, as árvores também não ficavam para trás, a presença do limo em seu tronco e galhos deixavam claros o nível de atenção necessária para vagar por ali. A densidade de mato no ambiente aumentava gradativamente a quão imerso a pequena Lucy estaria naquela região, era notável para ela que pela facilidade com que os homens se moveram, eles estavam devidamente preparados para as adversidades do ecossistema local.

Após alguns minutos de caminhada, notou a inclinação de Gigipsta, era como se a coruja percebesse a presença de algo, no extremo esquerdo da posição atual da pequena humana. Ela assim seguiu, desbravando o caminho complicado – Não deveríamos ter escondido o corpo? Talvez jogado em outro local. – Uma voz rouca e pesada era ouvida pela garota – Não, ficaria muito na cara e chamaria atenção. – Retrucou uma voz feminina e extremamente fina. Lucy conseguia ver com clareza a dupla de antes, eles ainda utilizavam seus trajes camuflados e puxavam uma espécie de alçapão, coberto por um amontoado de lama. Os dois entraram naquele lugar, o som metálico da entrada fechando foi audível pela garota. No mais, o ambiente não revelava nenhuma peculiaridade diferente, talvez existisse algum sistema de vigilância escondido? Um olheiro? Talvez seja lá quem for, não se sentem ameaçados ao ponto de ter algo desse gênero naquele local.

Por fim, quais atitudes a pequena tomaria? Entraria pelo caminho tomado pelos seus “inimigos”? Reportaria aos seus superiores? Tomaria um tempo maior para observar uma possível saída da dupla? Bom, veremos nos próximos episódios.


Mary


Mary estava fechando um acordo vantajoso para ambas as partes, ela agora parecia ter um novo objetivo, para que posteriormente conseguisse as informações que tanto queria – Seu nome é Tom, ele é um homem negro e alto, seu cabelo é curto, na cor preta e ele tem uma cicatriz em seu antebraço direito, um X. – Falou a figura respondendo quase que imediatamente as perguntas da mulher – Diga que o falcão uiva seu nome. Exatamente dessa forma, sem mudar ou adicionar uma mísera letra. – Continuou o falatório com um olhar sério em seu rosto – Ele estava em uma empreitada, em uma perseguição, a fim de colher algumas informações. Ele não foi para muito longe daqui, em uma floresta a noroeste da nossa posição, já enviei alguns soldados para vasculhar, mas a área é grande, precisamos de mais gente. – Continuou a responder às perguntas da mulher – Essa é uma resposta que terá dependendo da sua eficiência. – Concluiu a figura.

A mulher já tinha tudo o necessário para começar a sua jornada, antes de sair perguntou sobre o papel que utilizou anteriormente – Não precisa, ele irá a reconhecer. – Falou de maneira um tanto quanto ríspida, mas, não parecia fugir tanto do normal do seu modo de falar. Mary retornou a base já tendo todo seu plano de ação traçado, de maneira inteligente não iria se embrenhar mata adentro naquele horário, sabendo da periculosidade que o local teria sem os raios solares iluminando seu caminho. Sem muitas dificuldades encontrava um exemplar com o conteúdo buscado, uma habilidade que realmente seria interessante, principalmente para aquela “missão”. Enquanto se dirigia até seu quarto, a mulher escutou algumas vozes vindo de uma sala, parecia ser uma espécie de “centro de controle”, no qual contava com cerca de quatro homens – Não, eu tenho certeza que eles estão por aqui. Existe alguma coisa além do Zev por essa área, eu vi com meus próprios olhos. – Um homem franzino, de cabelos loiros e com poucos músculos em seu corpo, contava seus achismo ao resto do povo. O que Mary faria? Continuaria indo até o alojamento? Pararia para escutar ou até mesmo intervir naquela conversa? As pessoas naquela sala não pareciam ser ninguém do alto escalão, na verdade, estavam mais para simplórios soldados em busca de feitos notáveis.


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Re: II - Sombras em Stevelty Sab Nov 06, 2021 8:16 am
Sombras em Stevelty

Lembrete Mental¹: Nunca esquecer a droga da sua garrafa de café!
Lembrete Mental²: Talvez ir atrás de agentes sem sequer saber algo sobre caça seja errôneo.
Lembrete Mental³: Gigipsta é a melhor pássaro do mundo!!!

Eu tinha uma grande dificuldade em encontrar aqueles homens e sabia que eles estavam tentando despistar qualquer forma de vida que tentava os seguir e felizmente isso não foi possível. Minha presença ainda se mantinha desconhecida e era estranho eles terem aquele alçapão ali sem qualquer um por ali para estar de olheiro ou porteiro.

Minha tomada de decisão ficava um pouco dificultada em relação a isso, poderia estar entranho em uma nova armadilha na mesma semana o que seria bem complicado, ainda mais que agora eu estava sozinha. Por isso, tinha que ter certeza de que não estava sendo vista por ninguém, para isso, começaria o meu caminho em direção aos galhos mais grossos das árvores tentando aproveitar um pouco da lama para passa-la em meus braços, pernas e rosto, uma quantidade razoável o suficiente para que não fosse possível me ver com clareza se houvesse algum caramujo por ali já que, em teoria, estaria com uma cor parecida com a das árvores ou era essa a minha intenção.

Eu, primeiro, tentaria identifica-los para analisar uma forma de me proteger contra eles já que se houvesse algum, sua eliminação chamaria uma grande atenção o que era bastante indesejado para mim que não queria ser vista já que a minha vantagem e meu elemento surpresa dependiam da minha furtividade, principalmente em uma operação da qual eu estava seguindo solo e também sem consentimento do exército revolucionário.

Para tal, mapearia corretamente as árvores se os caramujos estivessem localizados em suas copas e demandaria tanto tempo quanto possível para tal, sempre seguindo as minhas habilidades furtivas como anteriormente para estar sempre o mais silenciosa possível. Além das árvores, também em pedras ou em galhos caídos, possíveis locais dos quais poderiam ter.

Não traçaria uma estratégia mais afundo além disso já que não sabia com o que estava lidando e quais eram as forças que eles poderiam ter, mas também avaliaria se havia alguma coisa que causaria um barulho muito forte e que chamaria a atenção, esta seria algum galho de árvore mais quebrado, uma árvore mais torta e que estaria prestes a cair ou alguma coisa parecida com isso já que daria o tempo necessário para eu conseguir passar pelo alçapão sem maiores problemas.

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- Prontidão
- Ambidestro
- Furtividade Natural
- Veloz
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Defeitos:
- Louca
- Apegada
- Dependência
- Bisbilhoteiro
- Ajustes
- Exótico

Proficiências:
- Adestramento
- Cavalgar
- Costura
- Doma
- Furtividade

Saúde:
- Tá sussa!

Cor da fala: - Fala


Objetivos• Concluir duas missões em nome da Revolução.
• Encontrar novas pistas do paradeiro de Zev
• Subir de Patente no Exército Revolucionário
• Partir para Lvneel
• Aprender Física
• Construir uma sela para Gigipsta
• Anexar uma Bolsa na sela de Gigipsta



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Re: II - Sombras em Stevelty Qua Nov 10, 2021 4:59 am
Mary Van Tassel


Eu já tinha todas informações que precisava sobre o homem e o local que ele estava, agora o que me restava era ir até o local, mas com essa luz era impossível, precisava de mais segurança no local ainda mais sendo uma floresta, e como ainda tinha um pouco de tempo resolvi aprender um pouco de coisas úteis para a missão que eu havia recebido. Encontrar um livro sobre investigação era fácil, o problema seria a parte de ler, apesar de nunca ter problemas com isso sempre foi meio chato essa parte, era muito mais interessante colocar as coisas em prática, mas era o que eu precisava no momento e então era hora de sentar e começar.

Inicio aprendizado Investigação


Investigação acabou se tornando uma coisa interessante e mais útil para o futuro do que eu esperava, era interessante ser capaz de por exemplo tentar entender como as coisas aconteceram em um local analisando somente as pistas e marcas deixadas no local. Para missões futuras isso poderia me ajudar encontrar alvos mais rápido, é claro somente esse conhecimento não seria o suficiente para isso, analisar evidências não era algo simples, eu precisava saber outras coisas que ainda não sabia, afinal uma evidência pode ser um pegada no chão que pode me informar por exemplo a direção em que a pessoa que deixou a pegada se movia, agora se encontrar várias pegadas da mesma pessoa com meus conhecimentos médicos, talvez eu fosse capaz de notar algum padrão, tipo uma pessoa mancando devido a distância em as passadas ser inconsistente, ao mesmo tempo se não foi uma pega de uma pessoa e sim de um animal eu não teria como entender muita coisa além do fato do animal ter passado no local e ido em uma certa direção, pois me faltaria conhecimento sobre animais.

Por outro lado, sinais de batalha por exemplo poderiam me dar bastante informação, afinal eu sendo médica, e tenho conhecimento de espadas e artes marciais, conseguiria ver evidências de cortes causados por armas com lâminas ou impactos de socos e chutes por exemplo. Aqui entrava uma parte que achei de certa forma interessante, até mesmo o padrão em que o sangue se espalhava no chão podia me dar informações importantes, como por exemplo dependendo da quantidade de sangue no chão eu como médica poderia ter uma noção do estado físico da pessoa que sangrou no local, ou então da forma que o sangue jorrou na parede eu conseguiria entender a direção de onde ele veio, novamente estes exemplos somente seriam possíveis de entender com uma certa facilidade pois eu era médica e tinha um vasto conhecimento nesta área, se mudar o sangue por algum outro líquido eu provavelmente somente conseguiria entender a direção de onde ele veio, sem um conhecimento de fisica ou quimica por exemplo mais que isso seria algo impossivel.

Fim aprendizado Investigação


Depois de ler tudo que tinha para ler sobre investigação me sentia cansada, afinal o dia foi cheio e com bastante emoção, estava com a cabeça cansada e somente queria deitar e dormir, mas não iria fazer isso de barriga vazia. Iria direto para o refeitório, apesar da comida ser bem normal o chefe era relativamente bom para não deixar enjoativo ou eu ainda não havia me enjoado da comida dali. Depois de comer seja lá o que tiver, iria para os dormitórios me atirar e dormir que nem um bebe de tão cansada mentalmente que estava.

No outro dia acordaria cedo para sair assim logo após o sol nascer, mas não antes de um rápido café na cantina, afinal nunca é bom sair de barriga vazia de uma missão, sabe-se lá quanto tempo ela vai demorar. Iria direto para o local onde o homem que eu devia encontrar estava. - Ei Mary cuidado com essa floresta lembra do que você ouviu ontem. - Eu tinha esquecido completamente aquilo ainda bem o velho me lembrou disso, provavelmente havia algum bicho estranho na floresta, talvez tenha sido isso que fez o subordinado do homem desaparecer ou pelo menos não conseguir mais dar sinal de vida.

Até o local sempre manteria meus ouvidos abertos para conversas ou sons estranhos de animais, já meus olhos estarão focados em encontrar marcas de pessoas passando pelo local ou animais que passaram por ali, marcas de sangue, qualquer coisa que indicasse algo diferente no local que não fazia parte daquilo normalmente. Manteria em mente o código e o nome do homem para falar caso necessário e sempre tentando não chamar muito atenção com barulho apesar de não ser muito boa nisso.

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Re: II - Sombras em Stevelty Qua Nov 10, 2021 1:25 pm
Sombras em Stevelty


Lucy


A pequena Lucy rapidamente tratou de entrar de cabeça naquele ambiente, se mostrando com ele, passando a lama em seu corpo. Como alguém experiente, buscou também identificar a existência dos chamados caramujos, pequenos Den Den Mushis que funcionavam como câmeras de segurança, encontrando 03 espalhados pelo ambiente. Eles se mexiam de tempos em tempos, cobrindo uma área grande naquela região e também com sons externos, que faltavam sua atenção com maior facilidade. Talvez ela conhecesse a fundo aquele sistema de segurança ou foi apenas um chute certeiro, contudo, a distração causada pela garota chamava a atenção daqueles objetos pequenos, dando tempo hábil para que ela adentrasse no calabouço.

O interior do lugar não era muito diferente das cavernas existentes na cidade, o ambiente era grande o suficiente para que um ser humano alto caminhasse com facilidade. A estrutura era repleta por rochas e algumas madeiras grossas auxiliavam a sustentar toda a estrutura, não existindo janelas ou passagem de luz. A iluminação daquele extenso corredor era feita por rochas, espalhadas a cada quatro metros, em ambos os lados daquela caverna. O caminho não tinha nenhuma bifurcação, a única direção para Lucy era uma linha reta, que tomaria parte do seu tempo para que pudesse alcançar a pequena fagulha de iluminação, no “fim do túnel”. Aquela região estava vazia, o som das gotas de água chocando-se contra o chão agiam como uma espécie de música, o ar pesado dificultava em partes a respiração naquela área, mas a garota perceberia que quanto mais próxima estivesse do fim, a melhora em sua respiração seria gradativa.

Ao chegar ao seu destino, Lucy visualizava uma área extremamente grande, ela se encontrava em uma das diversas entradas existentes por ali. Aquela área era semelhante a um formigueiro, e com essa mesma referência, ela percebia a presença de mais algumas pessoas saindo, usando as mesmas vestes que a dupla anterior – E então, tudo certo? – Falou a primeira voz audível a pequena, a figura aparentemente masculina saltou do lugar onde tinha entrado, sendo seguido pelo restante do pessoal, que se reunião na parte inferior e aberta do lugar – Sim, acredito que eles estavam no encalço do Zev, mas já liquidamos com eles. – Aquela segunda voz Lucy conseguia reconhecer, afinal, veio da mesma figura feminina de antes – Por mais falho que tenha sido suas ações, ele é uma peça útil ao Governo. Acredito que esteja a caminho da Grand Line. – Falou novamente a figura masculina, aparentemente se mostrando no papel de liderança daquele pequeno grupo composto por sete membros.

Fomos informados que agora é a hora. – O ar do ambiente mudava, era notável uma certa tensão entre os membros – Entendo, então finalmente vamos sair desse lixo de lugar. – Bradou uma outra voz masculina, caminhando pelas escadas, indo para mais fundo naquele lugar estranho. As outras figuras não esboçavam reações ou nada do gênero, se espalharam pelas escadas, caminhando de forma tranquila. Se ela olhasse com atenção para o lugar onde o primeiro foi, notaria a existência de outra área, devidamente iluminada e com a presença de uma mesa redonda, repleta por papéis, envelopes e classificadores. Por fim, todo o grupo se dispersou, cada um para um lado, exceto pela dupla já conhecida pela revolucionária, que continuaram juntos.



Mary


Mary já tinha todo o necessário para iniciar a sua missão, restava-lhe apenas descansar aquele noite e se preparar par ao dia seguinte. Nesse meio tempo, resolveu realizar o aprendizado de uma habilidade útil, aprendo os macetes da investigação.

Na manhã seguinte já estava de pé bem cedo, pronta para iniciar toda sua jornada em busca do objetivo. Em meio aos seus devaneios, sua mente alertou sobre algo importante, a necessidade de ter cuidado em meio a floresta. Após devidamente pronta, partiu na direção onde sua aventura aconteceria. O Astro Rei brilhava no céu com intensidade, mesmo que ainda fosse cerca de sete horas da manhã, no entanto, sua luz clareava o caminho da garota, que se embrenhava em meio a mata com cautela, atenta a conversas ou sons estranhos que pudessem existir ao seu redor. Contudo, o início foi de certa forma tranquilo, o som dos pássaros foi algo notável em todo o percurso, assim como os fortes ventos que estremeciam as folhas, derrubando aquelas já sem vida.

A primeira pista de Mary eram manchas de sangue, que banhavam os arbustos verdes com um vermelho escuro e seco, dando a entender que um tempo considerável havia passado desde que o líquido foi tirado do corpo com vida. Ela continuou floresta a dentro, notando que o terreno mudava aos poucos, quando mais fundo estava na mata, mais irregular era o solo, passando de uma terra firme, a uma lama nada agradável. Foi ai que ela encontrou, em cima de uma pedra um corpo sem vida de um homem negro, que aparentemente batia com as características que ela havia recebido outrora. Ao chegar perto do corpo sem vida do homem, notária que era quem ela procurava, mas algo ainda mais estranho estava por vir – Eu falei que era pra gente tirar ele daqui. – Escutou uma voz masculina se aproximando do ponto no qual era estava – supondo que você foi ver o corpo de perto – Ah, que seja. Vamos logo com isso! – Falou uma voz feminina.

Eles usavam roupas “comuns”, uma calça e uma camisa de manga verde escuro. Suas feições indicavam que a dupla tinha recém acordado e caminhavam de maneira um tanto quanto relaxada até o ponto onde o corpo estava. O que Mary faria? Aproveitaria do momento para investir contra eles? Já que estava bem mais preparada para isso. Ou será que optaria por uma linha de ação mais furtiva?


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Re: II - Sombras em Stevelty Qui Nov 11, 2021 8:58 pm
Sombras em Stevelty


Cada vez que o tempo passava, eu começava a me sentir mais agitada, estava cada vez mais aflita em relação a falta de cafeína em minha corrente sanguínea e isso era algo que começava a mexer comigo e atrapalhar um pouco dos meus julgamentos e um pouco da minha percepção. Em rápidos movimentos furtivos eu era capaz de adentrar o alçapão com confiança de que não havia sido vista e que aquela distração era apenas um evento do acaso se não fossem verificar pessoalmente ela, algo do qual julgava que não fariam por se tratar de uma árvore velha e um galho caído. - Isso.. - Murmuraria em um tom quase inaudível apenas para comemorar o meu sucesso naquela ação.

E conforme eu avançava no interior daquela caverna, eu tinha uma certa dificuldade para manter o fôlego, no início, pensei se tratar de um efeito da abstinência do café ou similar, porém percebia logo após isso que era o próprio túnel que me causava esses problemas que eram corrigidos ao alcançar o fim daquele cujo dito. O local me deixava ainda mais sufocada quando percebia que eles estavam agindo como formigas através de diversos túneis e tratavam-se de Zev como uma peça fundamental para o Governo, uma tal informação que me deixava nervosa de início, mas ainda mantinha a minha calma.

Naquelas trocas de palavras, parecia que algo estava prestes a acontecer e eles começavam a se preparar para tal se dispersando entre escadas enquanto que em uma sala, devidamente iluminada, mostrava-se alguns documentos dos quais já julgava serem importantes e mais importante do que isso era: "ELES TEM CAFÉ?! ME DIZ QUE ELES TEM UM POUCO DE CAFÉ?! MESMO QUE FRIO, SEM AÇUCAR, DESCAFEINADO, QUE SE FODA! QUERO CAFÉ!" E quase em um impulso, meu corpo começaria a se locomover naquela direção, mas em meio ao caminho me recobrava a consciência e corria novamente para a região mais escura da caverna balançando a minha cabeça.

"Lucy, você está doida?! Tá querendo se foder?! Foco, caralho! O café nós vamos conseguir de uma forma ou outra, se você entrar em um combate agora, adeus café!" - Gritava a segunda Lucy em minha mente em uma briga com o tico e o teco. "Mas é café, cara! CAFÉ! CAFÉ! CAFÉ!". E a discussão obviamente não pararia por ali até que ambas entravam em um acordo após uma curta discussão entre quem estava no comando e quem ganhava era a Tico, a Lucy mais calma.

Agora pensando com mais clareza, não julgava ser difícil chegar até aquele local sem ser vista já que a caverna, mesmo que iluminada pelo teto aberto, não era um local sem penumbra e era disso que tentaria me aproveitar o máximo possível ainda mais que ainda me mantinha com a lama pelo rosto e pernas que me ajudariam a ocultar na escuridão e através de passos pensados e planejados me movimentaria para me manter o mais silenciosa possível com o objetivo de chegar naquela sala sem ser vista pelos agentes e procurar por mais informações de onde estava o café, cof cof, quer dizer, qual era o plano deles e o que seria valioso para os revolucionários.

De início, caso obtivesse sucesso em adentrar a sala sem ser vista, procuraria por algum caixote, cortina ou o que tivesse para me esconder, mesmo que fosse a beirada da mesa ou algo similar a isso para tentar me manter a mais furtiva possível e apenas na falta de presença de alguém por ali que eu tentaria olhar o que estava em cima da mesa, procurando pelo maior objetivo de todo aquele esforço, o Café, é claro. QUER DIZER, OS DOCUMENTOS. COF COF COF. Mas claro, não deixaria de tomar uma pequena dose de café se ele estivesse a minha frente, né, porque nem toda mulher é de ferro. E então, daria uma procurada naqueles documentos para tentar entender melhor o que estava acontecendo.

Se a situação fosse um pouco mais apressada que isso, procuraria tentar juntar os documentos e enrolá-los com algum tipo de elástico ou similar e amarrá-lo em minhas costas usando das bainhas de alguma das minhas armas para poder me mover sem ter grandes problemas e ter os documentos comigo. Caso não fosse possível adentrar a mesa ou a própria sala por presença de outros agentes por ali já que parecia que aquele local estava infestado daqueles cães do governo.

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HistóricoNome: Lucy von Kral
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Dinheiro – Bolso: 3.830.000 B$

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- Mestre em Haki
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- Ambidestro
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- Veloz
- Diminuto

Defeitos:
- Louca
- Apegada
- Dependência
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- Ajustes
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Proficiências:
- Adestramento
- Cavalgar
- Costura
- Doma
- Furtividade

Saúde:
-  Tá sussa!

Cor da fala: - Fala


Objetivos• Concluir duas missões em nome da Revolução.
• Encontrar novas pistas do paradeiro de Zev
• Subir de Patente no Exército Revolucionário
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Kerigus
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Re: II - Sombras em Stevelty Sex Nov 12, 2021 4:20 am
Mary Van Tassel


A floresta era bem tranquila no início o que me lembrava minha casa por algum motivo aquela memória antiga, que eu estava quase esquecendo aparecia ali para mim, era tudo calmo, somente o som dos pássaros e do vento mais nada por um momento eu acabei esquecendo porque estava ali e somente segui o meu caminho de forma quase que automática, até a realidade me trouxe de volta para o presente. O sangue manchava o chão daquele local tranquilo me dando uma sensação de história de terror, ainda mais que aparentemente havia um animal estranho no local.

Seguia as manchas de sangue até encontrar um corpo de um homem negro encima de uma pedra, me aproximando percebia que o corpo ja estava sem vida, e era quem eu procurava, bem eu não tinha como tirar ele dali mas pelo menos sabia onde ele estava o que ja resolvia parte do meu problema. Perto do corpo iria tentar averiguar a causa da morte, queria saber o que matou para saber o que eu devia esperar ali, mas antes que eu conseguisse me preocupar com algo a mais, ouvia vozes se aproximando e elas falavam do corpo do homem, não sabia ainda se eram aliados ou inimigos, talvez fossem as pessoas que o homem enviou, bem eu tinha o código dele em minha mente mas antes de qualquer coisa era melhor prestar atenção no que mais esses dois tinham para falar, então eu puxava minha espada e tentava me esconder em algum arbusto ali perto para tentar ouvir o que mais eles tinham para falar.

Tendo certeza que eram aliados e eram os empregados enviados para procurar o homem que eu também estava procurando iria aparecer embainhando a minha espada enquanto falava. - O falcão uiva o seu nome. - Esperava a resposta deles e então iria continuar falando. - Bem o seu chefe me mandou para a ajudar, ele tem informações que eu preciso e bem, sabe como as coisas funcionam não é mesmo? O que mais vocês descobriram sobre o Zev e o que aconteceu com este homem?

Não sabendo quem eles eram me manteria escondida ouvindo o que eles tem para falar entre eles e tentaria os seguir sem chamar atenção, sempre com minha espada em mãos pronta para qualquer problema que surja na minha frente. Caso seja percebida iria aparecer com a espada em mãos e diria. - Então é bom vocês largarem o corpo, e sei lá a gente pode conversar o que acham?

Caso tenha certeza que os dois indivíduos são revolucionários iria aparecer novamente, com as mãos levantadas e a espada embainhada e diria. - Calma eu sou uma de vocês, eu vim aqui atrás desse homem. - Conclui apontando para o corpo em cima da pedra. - Um aliado do exército me passou uma missão para encontrar ele, em troca de algumas informações pessoais que ele tem para mim, sabem o que aconteceu por aqui. - Falava mas mesmo assim manteria cautela, afinal eu era alguém aparecendo do nada no meio da floresta.

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Re: II - Sombras em Stevelty Sex Nov 12, 2021 10:55 pm
Sombras em Stevelty


Lucy


Com o passar do tempo os efeitos da dependência aumentavam gradativamente, ao ponto dos sentimentos de agitação e aflição começavam a tomar conta do corpo da pequena. O acúmulo de informações obtidas naquela breve conversa era tamanho, a pequena Lucy pode entender que algo estava prestes a acontecer e se aos poucos ela começa a juntar as peças, pelo jeito Zev era alguém realmente importante para o governo.

Guiada inicialmente pelo instinto, descia pelos túneis se esgueirando pelo lugar em busca de algo importante: café. Mas, parou suas ações voltando para si a razão, já que se agisse de maneira descuidada, sua vida estaria em alto risco. De maneira estratégica se locomoveu aproveitando-se das partes escuras do lugar, onde a luz não alcançava e a sombra surgia naturalmente, incluindo sua pequena estatura, aquele processo era realizado com facilidade por parte da garota. Ao chegar no lugar onde os documentos estavam, ela pode notar que se tratava de uma sala grande, com a mesa redonda repleta por documentos ao centro; aos fundos uma pequena e simplória escada feita de madeira levava a uma espécie de andar superior. Na lateral – próximo ao caixote que Lucy usou para esconder sua presença – uma pequena bancada existia, com uma pia simples e um pequeno saco marrom meio aberto, que exalava um cheiro conhecido e amado por ela, era pó de café. Logo ao lado desse balcão, um pequeno fogão de lenha se mostrava presente, tendo na parte inferior a lenha já cortada para o uso, no entanto, as chamas ainda não estavam acesas.

Antes que pudesse tomar alguma ação, escutou passos vindos do andar superior, que pelo som parecia ser construído com madeira – Tsc! Esses caras nunca fazem nada. – Disse um homem de pele escura, cabelo curto e usando uma jaqueta simples, assim como uma calça. Ele resmungava em alto e bom tom, pegando uma das panelas em cima do balcão e enchendo com água encontrada em um grande balde azul do outro lado da sala, colocando em cima do fogão e posteriormente acendendo o mesmo – Agora quatro colheres de café e pimba! Só esperar agora. – Disse o rapaz sentindo o cheiro do café se espalhando pelo lugar com velocidade, o que podia ser algo prejudicial a Lucy ou não, já que poderia aflorar seus desejos. De qualquer modo, o homem permaneceu no lugar por mais alguns segundos, olhando alguns documentos na mesa e pegando alguns deles, voltando a caminhar de maneira lenta até as escadas, subindo-as no mesmo ritmo.

Por último a jovem revolucionária estava sozinha novamente no ambiente, sentindo o cheiro do café ficando ainda mais intenso.


Mary


Mary encontrava o corpo do homem que procurava, ele estava visivelmente morto e sem marcas aparentes da causa, no entanto, antes que pudesse identificar de fato o que ocorreu com o homem, a presença das duas figuras estranhas a forçava a esconder sua presença e observar a dupla em questão – Temos que colocar esse onde mesmo? – Indagou uma voz masculina – Não sei, mas aqui é muito perto da base. Zev já nos causou trabalho demais tendo que limpar toda sua sujeira, não podemos ser descuidados dessa maneira. – Disse a figura feminina chegando próxima ao corpo.

A dupla olhava ao redor de maneira relaxada, não pareciam esperar que alguém estivesse por ali naquele momento – Droga, esqueci do meu remédio. Preciso voltar até lá, você pode tirar ele daqui sozinho? – A mulher falou e em seguida tossiu algumas vezes – Esqueceu não é? Você pensa que me engana. – Resmungou o homem pegando o corpo morto e jogando no ombro, caminhando na direção que a revolucionária veio. Do outro lado, a mulher caminhava pela mata de maneira tranquila, indo em direção a outro lugar e a possível base.

Se Mary resolvesse seguir a figura masculina, voltaria pelo caminho percorrido por ela até então. O silêncio tomaria conta do lugar e o rapaz levaria o corpo do homem próximo a entrada da mata, jogando-o no chão atrás de uma das árvores existentes ali, tendo o cuidado necessário para não ser visto e logo em seguida continuaria andando em direção à civilização. Agora, se por acaso ela optasse por ir atrás da figura feminina, veria a necessidade de redobrar os cuidados, já que o terreno aos poucos começaria a ficar um tanto quanto instável, sendo tomado pela lama que cobria grande parte do interior daquela mata. Sem mais delongas, a mulher tomaria o rumo sentido a algum lugar, passando alguns minutos caminhando, chegando até uma espécie de caverna, com a entrada ligeiramente fechada, tendo apenas o espaço para um corpo não muito denso atravessar, ou seja, Mary também conseguiria se desejasse.

Por fim, se buscasse por algum sistema de segurança veria que aquilo não existia ali. Ela entraria na caverna por sua conta e risco? Ou será que seguiria a figura masculina?


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Achiles
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Re: II - Sombras em Stevelty Sab Nov 13, 2021 6:55 am
Sombras em Stevelty

A minha presença naquele local era até o momento desconhecida o que ajudava bastante na minha infiltração dentro daquela base dos governos. O café estava tão próximo e ao mesmo tempo tão longe já que um dos homens que estava o fazendo, era claro que ele não se importava muito com aquilo já que o filha da puta ia embora antes de terminar o café e meus dentes começavam a ranger, minhas mãos tremiam em uma crise de abstinência e eu olhava para aquele bule como se fosse o meu inimigo mortal.

Não podia esperar, foda-se a temperatura da água ou do café, eu necessitava daquilo e era por isso que os meus movimentos começavam em direção ao bule onde que utilizando da minha força procuraria derramar de lado (o jeito mais fácil devido ao meu tamanho) a água no coador e já colocando qualquer recipiente por perto em baixo. – Eu que vou passar essa merda, inútil do caralho. “Pimba” Pimba meus zovo. – Reclamava em voz baixa tentando manter minha voz em um tom quase inaudível. Quando percebesse que as primeiras gotas com quase um dedo de xícara tivessem passado, rapidamente pegaria um copo e despejaria a quantidade nela, tomando em seguida e relaxando o meu corpo logo em seguida.

E o resto do café? Foda-se! Deixaria do jeito que estava e com velocidade voltaria para resgastar aqueles papéis que tinha visto antes, pelo menos, os que tinha sobrado deles para tentar enrolar em algum tipo de elástico, cordão ou o que fosse mais plausível dentro dali e rapidamente carrega-lo para fora da sala na tentativa de encontrar um local escuro e que fosse possível me esconder. Meu plano naquele momento era levar aqueles documentos para os revolucionários, porém não tinha certeza como que faria isso ou como encontraria a nossa base, talvez tivesse que falar com Mary ou Anne, elas provavelmente têm mais informações disso, talvez não será difícil encontra-las na cidade.

Mas porque sair agora? Alguns documentos não revelariam muita coisa já que informação realmente importante não estariam em documentos físicos e sim em mentes ou informações passadas e posteriormente queimadas. Registros eram fáceis de serem roubados, o governo deveria saber disso, então porque não tentar observá-los mais um pouco? Parece que aqui tem comida, bebida, não devo passar fome se eu me movimentar da maneira correta, então, por isso, ao em vez de sair correndo pela porta, esconderia os documentos embaixo de algum móvel baixo ou similar, um sofá, etc. E me esconderia no mesmo local da primeira vez para poder sentar e escutá-los melhor além de causar uma certa discordância com a falta de documentos.
II - Sombras em Stevelty - Página 2 6F9DP52

HistóricoNome: Lucy von Kral
Posts: 10
Ganhos:
-
BOLSA COM SELA ACOPLADA:

Perdas:
- 900.000 B$ (Sela e Bolsa) – Post nº 02

Dinheiro – Bolso: 3.830.000 B$

Inventário:
- Machado Clássico
- Par de Adagas Clássicas

Qualidades:
- Mestre em Haki
- Prontidão
- Ambidestro
- Furtividade Natural
- Veloz
- Diminuto

Defeitos:
- Louca
- Apegada
- Dependência
- Bisbilhoteiro
- Ajustes
- Exótico

Proficiências:
- Adestramento
- Cavalgar
- Costura
- Doma
- Furtividade

Saúde:
- Tá sussa!

Cor da fala: - Fala


Objetivos• Concluir duas missões em nome da Revolução.
• Encontrar novas pistas do paradeiro de Zev
• Subir de Patente no Exército Revolucionário
• Partir para Lvneel
• Aprender Física
• Construir uma sela para Gigipsta
• Anexar uma Bolsa na sela de Gigipsta



Vício: 10/10

Kerigus
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KerigusMarinheiro
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Re: II - Sombras em Stevelty Ter Nov 16, 2021 5:30 am
Mary Van Tassel


Com a chegada dos dois o que me restou foi me esconder, isso acabou sendo um decisão ótima já que consegui algumas informações úteis, como por exemplo a base deles era ali perto e aparentemente Zev era problemático até mesmo para eles, talvez isso tudo seja um pouco mais complicado do que somente um traidor dentro dos revolucionários. Para minha sorte os 2 se separavam, como minha missão ali era encontrar o homem e depois informar para o mascarado, então eu seguia o homem que carregava até onde ele estava o levando.

Depois do homem soltar o corpo e se afastar o suficiente para não me perceber eu me aproximaria do corpo novamente para tentar pegar algo do corpo do homem que me indicasse que ele era quem eu estava procurando, eu sabia que era ele quem eu precisava encontrar, mas queria alguma coisa para provar que eu o havia achado, afinal não queria andar pela cidade carregando um corpo. Olhava no corpo se havia alguma jóia ou coisa assim que ele usa-se para pegar e levar para o homem mascarado, olharia também se havia alguma anotação em algum papel com informações que ele havia descoberto sobre Zev.

Caso perceba alguém se aproximando novamente tentaria me esconder e observar quem era, queria evitar uma briga ali afinal estava sozinha e próxima a base do inimigo. Caso perceba que eram os aliados do mascarado diria. - O falcão uiva seu nome. - E então esperaria eles falarem algo, caso perguntem o que estava fazendo ali responderia. - O mascarado, que não me disse o nome dele, me mandou procurar Tom em troca de algumas informações que ele tem e eu preciso.

Caso não conheça quem se aproximar e não consiga me esconder, puxei minha espada e ficaria na defensiva esperando ser indagada sobre algo, se quem se aproximar for revolucionários tomaria cuidado com minhas palavras afinal não tinha certeza se eles eram traidores ou não, mas ainda assim diria. - To aqui em uma missão pessoal e encontrei este corpo, tava tentando descobrir quem ele é, e vocês? - Falaria isso caso seja perguntada o que eu estava fazendo naquele local.

Não tendo problemas para investigar o corpo do homem eu iria voltar para o bar onde o mascarado estava e passar para ele as informações que eu consegui. No bar faria um sinal para a atendente e esperaria ser indicada para entrar e encontrar o mascarado, encontrando com ele mostraria o que encontrei no corpo caso tenha encontrado algo e começaria a falar sobre o que eu vi, caso não tenha encontrado nada somente diria o que eu vi. - Bem, eu encontrei teu subordinado, infelizmente ele não estava mais vivo quando eu cheguei lá, pelo que eu entendi ele foi morto por Zev, pois logo que eu cheguei no local duas pessoas apareceram para mudar o corpo de lugar pois ele estava muito próximo a base deles, eles também comentaram que Zev estava dando mais trabalho para eles, depois disso um deles, uma mulher saiu para a base pois de acordo com ela, ela havia esquecido seu remédio, e então o outro que era um homem mudou o corpo de Tom de lugar. Eu deixei o corpo onde ele largou e então vim aqui, o local onde ele está é… - Prosseguia descrevendo onde o corpo de Tom estava. - Acredito que é isso, todas informações que consegui em relação ao que você pediu, se quiser confirmar o que falei, posso ir com você ou algum subordinado seu até o local, eu não trouxe o corpo de Tom comigo, pois achei um tanto perigoso andar com um corpo no ombro pela cidade.

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