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Cap. 1 - Renascimento Ter Set 21, 2021 6:54 pm
Cap. 1 - Renascimento

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Harvey Abgnalle. A qual não possui narrador definido.

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Cap. 1 - Renascimento J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: Cap. 1 - Renascimento Qui Set 23, 2021 7:03 pm



Capítulo 1
Renascimento



"Aprisionado naquela gaiola de concreto, privado das interações sociais e dos sentimentos do "lado de fora", um homem que há muito passara de sua juventude deixava que seus sonhos crescessem mais do que aquela pequena sala onde se escondia. Ele desejava se tornar um ser de luz novamente; alguém que aproveitasse sua vida e vivesse sem se espreitar pelos becos escuros de uma cidade corrupta. Pouco a pouco, o que desejava ia se concretizando, e naquele início, Abgnalle dava mais um passo para o que necessitava."

Levantava-se da cama; sabia que pequenos passos eram grandes fatores para uma mudança. Para quem estava no fundo do poço, só lhe restava subir a pequena corda que via em sua frente. O caminho era tortuoso, e esse cabo era fino e quebradiço, porém, nada iria parar o que Harvey pretendia fazer e conquistar. Sua vida não era feliz, e suas ações não eram aprovadas nem por ele mesmo. Enquanto sentava na beira do colchão, pensava nos próximos passos da sua vida tão longínqua. "Primeiro devo conquistar um emprego de verd... OUCH!!!" — enquanto tentava ajeitar sua vida, a própria mão dava um soco em suas bochechas. Era inevitável - nunca sairia daquela espelunca.

Esfregando o local do rosto onde fora atingido, levantava-se de seu ponto de repouso na cama. Imediatamente assumiria uma carranca repulsiva, enquanto procuraria seu fiél parceiro e companheiro: o pequeno chapéu que encaixava perfeitamente em sua cabeça. Como hábito, analisaria as coisas dentro de sua residência, que pelos últimos anos, se tornou um último refúgio, guardando-o de seu próprio medo. Sem delongas, se dirigia até a pia para um rápido enxague bucal, passando seu corpo quase que imediatamente para o compartimento de comidas. Não sabia se havia algo ali, mas mesmo assim tentava; sua situação ultimamente parecia um tanto quanto desagradável.

Se houvesse, tratava de comer imediatamente. O horário de desjejum era sagrado para ele, e levava isso quase como um ritual; rotinas passadas desde seus anos de juventude na organização criminosa. Porém, na possibilidade de não haver, pegava seu dinheiro disponível naquele momento e rapidamente procurava uma janela para olhar a altura do céu e tentar determinar o horário que acordara. Achando ou não, passaria pela porta para encontrar o "lado de fora". Sua paranóia ali era grande, bem como seu medo que agia como um contrapeso à sua esperança e determinação.

De qualquer forma, caminhava pelas ruas de Sirarossa, captando cada movimento e cada lugar por onde transitava. Gostaria de absorver ao máximo as características de sua vizinhança. Seus olhos procuravam especialmente por uma barraca qualquer ou uma pequena feira que pudesse lhe entregar algo para comer. Continuaria procurando até encontrar algo, e quando finalmente alcansasse seu objetivo, abordaria o vendedor ou vendedora do local para praticar o desjejum. — Com licença, poderia me ver um pouco disso? — diria, apontando para o alimento ali exposto que mais lhe agradasse. Pagaria o total necessário, desde que não fosse uma quantia exorbitante.

Após comer, em ambos os casos, continuaria a andar pelas ruas da cidade grande, esperando que algo saltasse aos seus olhos. Estaria em busca principalmente de uma ferraria, loja de conveniências e até mesmo uma banca de jornais qualquer para saber como estava a situação de Sirarossa no momento. Harvey, nesse instante, vivia uma situação normal de sua vida: caminhava, esperando que algo lhe acontecesse ao invés de correr atrás de seus objetivos. Sua mente orava por uma mudança imediata, e por isso, saía em busca das próprias aventuras naquele lugar. "Espero que não tenha shows no circo em breve..." — pensava, liberando um pequeno sorriso de canto de boca ao pensar na possibilidade de sentir toda a adrenalina de uma ação novamente.


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"Assume the position to get back on your knees"



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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Set 24, 2021 12:47 am


Harvey - O Ornitorrinco


Harvey era nada mais, nada menos que um ornitorrinco. Sim meus amigos, essa aventura se trata das peripécias deste exótico animal com consciência. Bom, talvez a falta dela, não é mesmo?

De qualquer maneira a pequena figura acordava em sua casa, local de refúgio do mundo externo, afinal, para sua infelicidade ele não poderia fugir do monstro que habita em seu interior. O local era escuro e empoeirado, parecia um mausoléu sem nenhum ítem místico, nem interessante. Para comer a pequena criatura encontrou um pão velho, parecia que tinha seus dois dias e estava duro como uma rocha, mas, ele já havia passado por situações piores. Não demorou para que estivesse devidamente pronto para enfrentar a selva de pedra em que vivia, desta vez, sem um objetivo concreto em mente.

Eram cerca de dez horas da manhã, o sol estava começando a esquentar e um número elevado de pessoas vagavam pelas ruas. Creio que na visão do mink era como se todas as pessoas fossem gigantes, sendo que na verdade, ele que era muito pequeno. Sirarossa estava funcionando como sempre, comércios abertos e o capitalismo reinando, inclusive, não foi difícil para alque Harvey achasse uma barraquinha de frutas – Bom dia amiguinho! – Falou o velhinho com um sorriso no rosto – Vejo que tem bons olhos, essas uvas sem caroço estão com o gostinho do mais puro mel. – Riu entregando três cachos de uva em um pequeno saco de plástico, cobrando míseros cinco mil berries.

Alimentou-se enquanto continuava vagando pelo lugar, suas pernas curtas faziam a caminhada demorar ainda mais. Entretanto, alguns minutos à frente seus olhos captavam algumas coisas do seu interesse. A sua esquerda um pequeno comércio, uma mercearia para ser mais exato. Duas vitrines estampavam algumas guloseimas que vendiam ali, como sonhos, tortas e alguns pães recheados, porém, o que chamava mesmo a atenção era no extremo canto da vitrine, onde contava com alguns exemplares do jornal local. A sua direita era notável a presença de algumas lojas, na seguinte ordem: A primeira era uma loja de armas, sua arquitetura rústica indicava que o dono tinha bom gosto, já que a madeira que formava os entornos da loja era de extrema qualidade. O lugar contava com uma vitrine grande com um pequeno aviso no topo “Vidro a prova de balas”, pelo que indicava, era um lugar interessante para quem quisesse se armar. Ao lado existia uma loja de roupas, seguida por um pequeno e belo pub, que contava com uma placa chamativa, que piscava uma luz azul com o nome “Pub dos Encanadores”, que porra era aquela? Por fim, ao lado desses três locais, uma pequena e velha ferraria, pelo que parecia estava levemente acabada, mas ainda sim contava com alguma clientela, já que Harvey via um trio saindo de lá.

Agora, resta apenas saber quais seriam os próximos passos da pequena criatura.

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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Out 06, 2021 2:40 am






Capítulo 1
Renascimento



Finalmente fora de minha gaiola, poderia respirar o ar fresco da cidade grande. O Astro-Rei fazia seu trabalho mandando calor para os meros mortais enquanto os mesmos apenas seguiam com suas vidas naquela selva de pedra. Olhando-os por uma visão inferior, não podia imaginar o que aquelas altas cabeças viam em seu futuro, ou pelo que caminhavam todos os dias no Sol das 10. "Um dia serei eu." Imaginava, não escondendo a pequena parcela de inveja que sentia daqueles indivíduos com caminhos claros e tracejados, mesmo que não tão bons assim.

De qualquer forma, continuava meu caminho, eventualmente chegando a um simpático senhor que me vendia um cacho de uvas. Com um aceno na cabeça e uma leve mexida no meu chapéu, o agradecia sem dizer palavra alguma. "Espero que ele não me veja como rude." O pensamento invadia a minha cabeça enquanto saboreava a doce fruta. Não demorava muito para que, no mesmo local, encontrasse diversos pontos de interesse. "Uma loja de armas, de roupas, uma mercearia, um pub... estranho... e uma ferraria." Mesmo que adorasse a ideia de ter opções a se seguir, aquele tanto parecia inundar a minha cabeça com indecisões.

Parando por um momento, determinava que o próximo caminho a se seguir era a ferraria, afinal, necessitava mais urgentemente de minhas adagas se quisesse seguir por algum caminho perigoso. Apesar do aspecto quase decadente do local, parecia existir uma clientela. Chegando mais perto, analisaria seu interior e sua fachada com clareza, antes de entrar naquele ambiente. Lá dentro, analisaria cada aspecto da loja e absorviria o máximo de informações possível sobre a disposição das coisas no local, como se eu tivesse em uma missão. "Velhos hábitos nunca mudam." Não podia deixar de notar, mas não me parando mesmo assim.

Durante a minha varredura pelo local, procuraria por algumas adagas que me chamasse a atenção: adornos mais trabalhados e lâmina curvada, bem como fio extremamente afiado. Mesmo que o tamanho normal parecesse um pouco grande demais para mim não as discriminaria pelo porte, apesar de me interessar pelas levemente menores. Junto a esse conjunto de avaliações visuais, se pudesse, pegaria-nas em minha mão e veria seu peso, bem como a maneira como elas agiriam em minha mão ao realizar um corte simples pelo ar, na altura de minha cabeça.

Caso não visse nenhuma que realmente me interessasse, iria em direção ao dono do local ou vendedor, pedindo para que ele me indicasse algo. — Bom dia amigo, poderia me indicar uma adaga? Tamanho normal ou menor. — diria, agradecendo logo em seguida. — Obrigado! — assim que ele trouxesse alguns exemplares, passaria pelos mesmo procedimentos descritos acima, logo em seguida perguntando pelo preço de cada uma delas. — Quanto estão custando? — indagaria, mostrando interesse na compra.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Out 06, 2021 3:19 pm


Harvey - O Ornitorrinco


O Pequeno Harvey se encontrava nas ruas movimentadas de Sirarossa, após alguns pensamentos simplórios, partiu na direção da Ferraria.

Ao observar a arquitetura do lugar, era notável para Harvey a simplicidade existente nos detalhes. Diferente dos outros estabelecimentos ao redor, este em específico não continha nada de diferente em sua fachada: A estrutura era composta por vários blocos de concreto, colocado um em cima de outro e unido por uma massa de coloração escura, semelhante ao piche. Não existia uma vitrine, na verdade, contava apenas com uma janela de proporções medianas, mas que não dava para o Mink conseguir nenhuma informação, já que ficava muito alta para seu pequeno tamanho. Ao entrar, a primeira sensação que Harvey tinha era apenas uma: QUENTE! Sim, o calor era insuportável para um ser humano normal, imagina para o pequeno ornitorrinco? Dada suas desvantagens raciais.


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O interior da Ferraria não era muito grande, contava com uma forja de proporções normais e o que mais chamava a atenção da criatura, era o amontoado de itens forjados, ligas metálicas e ferramentas espalhadas por toda região. Adagas? Ele encontrava apenas uma jogada no chão, alguns metros próximo a ele. Suas proporções não eram agradáveis, sua ponta era muito fina, tomada por rachaduras e outras irregularidades. Até mesmo a sua empunhadura era ruim, muito grossa para o comum daquele tipo de armamento - Deixe esse lixo aí! Foi uma falha. - Uma voz grossa e rouca viajava até os ouvidos do Mink, seguida por um som de objetos caindo, aliás, estes vinham em sua direção. Para sua sorte, não chegaram a acertar, parando próximo aos seus pés.

- Perdão meu amigo, tenho que tirar um dia para transformar tudo isso em blocos metálicos. - Falou o pequeno homem, que beirava seus um metro e quarentena, sendo relativamente maior que o Ornitorrinco. - Meu nome é Samuel, do que precisa? - Indagou a criatura careca e barbuda. Suas vestes avermelhadas, sua cara manchada de poeira e fumaça indicavam que era o criador daqueles trambolhos - Se quiser adagas, tenho algumas opções melhores por aqui. - Falou andando de maneira célere, mesmo que suas pernas fossem curtas, se comparado ao restante do seu corpo. Aliás, falando disso, era notável para Harvey as proporções exacerbadas do antebraço daquele pequeno ser, mostrando sua experiência na criação de itens metálicos e afins.

O velho então buscou nos fundos do lugar uma espécie de caixote - Essas foram as que deram certo. - Riu ao término da sua frase, colocando no chão e abrindo em seguida - Essa aqui eu chamo de Algodão, ela foi é feita de aço e foi temperada com chumbo Branco, encontrado apenas em uma ilha do North Blue. Ela carrega essa coloração esbranquiçada por este mesmo motivo. Sua empunhadura é feita de metal, fiz assim para que existisse um equilíbrio, já que as convencionais não ficavam estáveis, pelo peso extra na lâmina. - Entregou o par para o Mink, que notava a veracidade nas palavras do velho, já que a arma detinha um equilíbrio perfeito, o que facilitaria seu manejo - Está eu chamo de Pinça, criada para perfurações e cortes mais limpos, essa ponta fina proporciona um poder de perfuração um tanto quanto melhor. Os adornos são todos falsos, não sou rico o bastante para ter alguns diamantes para usar nas minhas criações, infelizmente. O design eu busquei trazer algo original, por mais detalhista que ela seja, você consegue empunhar sem que escorregue da sua mão. - Assim como a primeira, entregou ao seu cliente para que pudesse analisar. Está era um pouco mais leve que a outra, a movimentação se tornava um pouco mais fluida, porém, era necessário uma atenção maior, já que parecia que voaria da sua mão a qualquer momento - Essa eu chamo de Red Canids, é uma das minhas obras primas! Conta com chumbo vermelho em sua criação, o que deu essa coloração vermelha para a lâmina. Optei por um estilo diferente das demais, o que ajuda na aerodinâmica da arma. Ela é leve como pode ver. - Jogou na direção de Harvey - Fluidez, um corte limpo… é uma belezinha que custa apenas 1.200.000 B$ - Disse jogando a outra na mesma direção.

Por último, o Ornitorrincos contava com várias opções dentro da caixa - Pode ficar a vontade para ver outras. - Falou apontando para a caixa e se distanciando - Qualquer coisa estou logo ali. Se quiser algo personalizado, me chame também, posso forjar agora mesmo! - Apontou em direção a uma espécie de balcão no extremo esquerdo do estabelecimento.

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Última edição por Formiga em Sex Out 08, 2021 2:37 am, editado 1 vez(es) (Motivo da edição : Esqueci de por o valor da Arma)
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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Out 08, 2021 2:30 am






Capítulo 1
Renascimento



Me livrando de meus pensamentos menos nobres e seguindo em frente com a vida que eu tinha, começava meu plano de várias etapas - as quais eu não fazia ideia de quais eram - para a arrumar. Começando com o pé direito, e relativamente devagar, partia para uma ferraria que parecia ser promissora pelo lado de fora, até interagir com seu interior. A bagunça pelo local mostrava desleixo e desorganização, enquanto as diversas armas inacabadas e ligas metálicas eram um sinal das falhas da pessoa que comandava o lugar.

E falando nela, esta logo aparecia, jogando-me uma espécie de objeto o qual eu não me dava o trabalho de olhar. Soltando a lâmina que o mesmo julgava ser uma decepção, colocava-a de volta no chão, olhando com uma certa indagação para o pequeno homem que me aparecia. Apesar de minha altura não ser um marco de referência, me sentia mais a vontade sem ter que exercitar meu pescoço para falar com aquele homem. — Sou Harvey, prazer. — buscava um firme aperto de mãos com aquele homem, notando seu antebraço trabalhado e a fuligem em seu corpo; esperava que no mínimo suas mãos fossem ásperas como lixa.

"Não sei como aguenta esse calor!" Resmungava mentalmente enquanto analisava aquele homem que rapidamente entendia meu interesse por adagas. "Se não fosse pelo meu estado despido, talvez estevisse cozinhando nesse lugar." Notava também mentalmente, julgando ser causado pelas fornalhas da forja. De qualquer forma, buscava deixar de lado esses pensamentos e partir para o que realmente importava. Seguindo o homem e seus passos pequenos, mas apressados, acabava em um lugar onde me mostrava algumas de suas obras.

Algodão, Pinça e Red Canids. Três de suas obras que ele julgava me agradar, além de uma caixa com mais algumas caso eu necessitasse de mais opções. Este último item, porém, não era necessário, pois meus olhos captaram sem qualquer discrição a lâmina avermelhada, chamando minha atenção quase imediatamente. — A Red Canids... é linda. — deixava escapar o apreço de alto som, talvez até mesmo buscando amaciar o ego do vendedor e chorar um desconto. — São elas que eu quero. — afirmava de maneira certeira.

Retirando o dinheiro que havia trazido comigo, pagava o homem a quantia necessária pela lâmina e logo a manteria em meus bolsos. Não deixaria a chance de passar, no entanto, de ser um pouco "mão de ornitorrinco". — Me dê um desconto, por favor... — faria uma expressão digna de pena, enquanto tiraria meu chapéu e o manteria na região da minha boca, fazendo um rosto de choro ao mesmo tempo. — Serei seu cliente vitalício... para sempre! — tentava o contagiar com a minha alegria forjada.

Caso a tentativa de ser meigo não funcionasse com aquela carranca, partiria para o lado mais profissional do homem. — Ou talvez o senhor precise de uma mãozinha? Sou experiente com qualquer tipo de serviço. — colocava novamente meu chapéu e voltava para a postura mais robusta e séria. Qualquer... — denotaria ainda mais a situação, para que ele compreendesse meu pensamento. Com o desconto ou não, levaria aquela lâmina para casa, e pediria por mais uma coisa.

— Por acaso o senhor poderia forjar a Algodão com um tamanho menor...? — o design daquela adaga me agradava, e seria útil praticar alguns arremessos com ela. — Do tamanho que caiba em um compartimento escondido de uma bota. — esperava, ao falar isso, que ele não implicasse com meus motivos. — E por quanto você faria, senhor Samuel? — indagaria ao homem, olhando fixamente em seus olhos, sem cogitar o caso de ele negar meu pedido.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Out 08, 2021 10:08 pm


Harvey - O Ornitorrinco


O calor aumentava gradativamente, a forja estava acesa e uma espécie de balde estava fervendo nas chamas - Red Canids? Uma excelente escolha! - Bradou o homem com um sorriso no rosto, batendo suas mãos contra suas coxas, como se estivesse limpando. Assim que Harvey mostrava o dinheiro, Samuel pegava de maneira rápida, mostrando ter mãos extremamente hábeis - Que maravilha! - Exclamou com os olhos brilhando, contando toda a grana que estava em suas mãos - Você não é um bandido, não é? Andando com tanto dinheiro assim. - Falou direcionando um olhar suspeito.

Sua expressão de felicidade logo era alterada para uma expressão de descontentamento, sua sobrancelha esquerda arqueada, mostrava que o homem não tinha gostado do pedido do Ornitorrinco - Eu n… - Antes que pudesse terminar sua fala, a criaturinha lançou mais algumas frases, transformando a expressão do ferreiro novamente - Qualquer tipo de trabalho mesmo? - Indagou com um olhar curioso e de certa forma, confuso. Virou de costas, dando alguns passos em linha reta e voltando na direção de Harvey - Qualquer mesmo? - Questionou e voltou a andar pensativo.

O homem passou mais alguns segundos caminhando, perdido em seus próprios pensamentos, até que de maneira abrupta voltou sua atenção completamente para o Ornitorrinco - Se você conseguir que um homem pague o que me deve, faço versões menores da algodão de graça. - Bradou de maneira séria. Não era bem o desconto que o pequeno buscava, mas, ainda sim, era uma proposta interessante - É um velho amigo… que agora é meu inimigo. Você é daqui da ilha? Deve ter ouvido falar dele já, o dono do Pub aqui pertinho. - Caminhou se aproximando da caixa, pegando a mesma em suas mãos - Ele abriu aquele Pub com meu dinheiro e não me pagou. - Resmungou com uma expressão um tanto quanto raivosa em seu rosto - O que me diz? Temos um acordo? - Questionou.

Por último, o velho homem apontou para o canto direito do lugar. Uma mesa pequena, contava com algumas "bainhas" de adagas, de diversas cores e estilos diferentes, até mesmo algumas personalizadas.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Out 19, 2021 4:30 am






Capítulo 1
Renascimento



Escolhendo, enfim, o par de adagas que queria, o preço acabava por me baquear um pouco. Apesar do dinheiro que possuía por conta de meu passado um tanto quanto obscuro, mais de um quarto do mesmo iria embora em uma pequena compra. "Vale a pena." Eu me convencia. De fato, a qualidade da mesma era excepcional e eu poderia fazer muito com essas lâminas, porém, era um grande passo para alguém que passou mais da metade da vida enclausurado; evitando ter de confrontar a própria história.

Enquanto tirava do meu chapéu o dinheiro de outrora, percebia a expressão daquele ferreiro mudar um pouco. A indagação dele me pegava um pouco de surpresa, mas era capaz de contorná-la após um tempinho de hesitação. — ...Não. — talvez parecesse um pouco suspeito de início, mas teria que bastar para ele. Além do mais, o homem não perderia um cliente por conta de suposições. De qualquer forma, a minha proposta de qualquer serviço em troca de uma produto era ouvida, e ele logo me falava de sua situação.

Enquanto Samuel andava de um lado para outro, fitava-o na espera de uma informação a mais, a qual, infelizmente, nunca veio a chegar. Apesar disso, poder ter aquelas pequenas adagas e sem custo monetário era uma oferta generosa demais para se recusar em qualquer circunstância. Continuava ouvindo sua história enquanto carregava uma caixa, com um conteúdo desconhecido; quase me perdia em devaneios curiosos antes de me ligar ao que ocorria no presente, respondendo-o imediatamente. — Temos um acordo. — dizia, buscando suas mãos calejadas para um aperto firme.

Após me indicar as caixas no canto, começaria a caminhada até lá, retirando meu chapéu e balançando o mesmo em minha direção para afastar o calor sufocante da forja. Aproveitaria o momento para lhe fazer algumas perguntas: — Poderia me falar mais sobre o lugar? Quem frequenta, horário de pico, nome, ou até mesmo uma descrição desse seu... "amigo". — talvez fosse muito para pedir de uma vez só, mas tais informações eram essenciais para começar a "caçada". De qualquer maneira, enquanto o mesmo falasse, analisaria as bainhas de adagas, procurando por uma que fosse firme em minhas mãos e de tamanho apropriado.

Respondendo ou não minhas perguntas, iria começar esse serviço o quanto antes. — Muito obrigado pelos seus serviços. Considere o pedido como feito. — assegurava-o da minha palavra e deixava o local, novamente colocando o chapéu em minha cabeça e caminhando para a provável localização indicada pelo mesmo. Caso não fosse me dado um endereço ou nome, apenas perguntaria para os transeuntes que não fossem babacas o suficiente para me ignorar. — Com licença, onde encontro um pub recém aberto aqui pelas redondezas? Gostaria de testar algo novo hoje. — esperaria pela resposta, e então seguiria minhas pistas.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Out 20, 2021 1:43 am


Harvey - O Ornitorrinco


Um sorriso largo tomou conta da face do homem - Agora aquele safado me paga! - Disse com firmeza. Em seguida ele travou, como se estivesse sido congelado por um poder mágico, contudo, rapidamente voltou a si e correu até o fundo da loja, passando por uma pequena e estreita porta com uma velocidade assustadora. O som de objetos caindo e/ou sendo revirados tomou conta do lugar, além do calor, que aumentava a cada momento - Espera aí, rapidinho. - Disse passando pela porta carregando uma espécie de caderneta, um piloto preto estava em sua mão e ele rapidamente começava a rabiscar no papel manchado pela fuligem - É assim que ele de parecesse, não vai ser difícil de você encontrá-lo. - Após alguns segundos ele entregou o papel para o Ornitorrinco.

Aquele desenho era um tanto quanto exótico, ao que aparentava era um homem com barba e cabelo, ou seja, podia ser qualquer um - Ele é loiro. - Disse apontando para o desenho, trazendo um certo detalhe para sua obra de arte- Ele tem um Pub no final da rua, você vai ver um letreiro chamativo com uma caveira com cobra saindo dos olhos, horrível demais. Não sei se ele qual horário dele, ele é um homem com vários negócios. - Sua expressão facial mudou, era notável o rancor que sentia pela figura em questão - Depois que teve o Pub para ganhar dinheiro, ficou fácil. - Sua frase estava repleta de um ódio genuíno - Ele é conhecido como Viking, até hoje não sei o verdadeiro nome dele. - Falou o velho. Nesse meio tempo, nosso pequeno protagonista fuçou algumas das criações do ferreiro, sentindo sua pegada e percebendo que algumas tinham uma boa empunhadura. Talvez fosse válido uma ida com tempo hábil no lugar.

O velho sorriu ao escutar a frase final do Mink, uma sensação de alívio parecia ter tomado conta do seu corpo - Obrigado, irei começar agora mesmo a fabricar suas Adagas. - Disse antes que Harvey saísse do estabelecimento. Com o chapéu em sua cabeça ele caminhava pelas ruas movimentadas de Sirarossa, pessoas indo e vindo. Sinceramente, não demorou para que o pequeno encontrasse o estabelecimento que procurava, não sendo necessário indagar a nenhum transeunte.

O lugar era chamativo assim como dito por Samuel, o estabelecimento era composto por quatro andares, sendo que no último existia um anexo que ligava ao prédio vizinho. O letreiro era chamativo, a caveira piscava em plena luz do dia, alternando entre tons vermelhos e roxos. O prédio principal não contava com muitas janelas, na verdade, existiam apenas quatro, uma em cada andar e com proporções acima do comum. O vidro era grande, mas a película escura impedia que Harvey ou qualquer outro tivesse a visão do que acontecia por lá. O lugar foi construído com pequenos blocos alaranjados, que com o passar do tempo ganharam tons mais escuros. O prédio anexado era extremamente comum e levava a arquitetura típica da ilha onde estava situado, porém, este contava com um número alto de janelas, o que dava a entender que se tratava de um hotel. Um pouco importante de citar sobre essa segunda estrutura era que não contava com uma porta de entrada, pelo que parecia, até o térreo era repleto de quartos.  Por fim, homens vestidos com ternos faziam a segurança: a entrada do pub contava com quatro homens, suas aparências remetem a grandes armários, já que todos eles contam com corpos musculosos. Na lateral - oposto ao anexo - um pequeno corredor levava a rua atrás, contando também com seis homens espaçados por toda extensão do beco.

O que nossa pequena criatura faria?





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Re: Cap. 1 - Renascimento Qui Out 21, 2021 10:14 pm






Capítulo 1
Renascimento



Pegando o papel onde estava o desenho do meu alvo, inicialmente arqueava uma das sobrancelhas, escondendo a reação atrás daquele mesmo pedaço de celulose. De fato aquela ilustração era no mínimo exótica e nem um pouco convencional, mas era melhor que nada. "Já trabalhei com menos." Tentativa tirar do pensamento algum tipo de conforto para o que provavelmente seria uma tarefa não tão fácil assim. De qualquer forma, após o desenho, Samuel era capaz de me entregar mais coisas sobre o tal do Viking, enquanto eu analisava as adagas; em sua maioria, boas para mim.

Saindo do estabelecimento com o chapéu em cabeça, imediatamente tratava de higienizar e embelezar um pouco os meus pelos, caso estivessem suados ou desgrenhados. O calor naquela forja era tanto que por algum momento quase me sentia sufocado, e toda a situação de estar com a aparência fora de ordem era um tanto quanto incômoda. Pentearia meu corpo ali mesmo, com os dedos, aparando e abaixando onde fosse necessário. Dado um momento, o que eu anteriormente havia pensado ser difícil de encontrar, estava logo em minha frente.

"Uau..." Ao ver pela primeira vez o tamanho daquele pub, não pude deixar de imaginar quanto dinheiro havia sido emprestado por Samuel. "Da próxima vez é melhor investir em algo mais seguro, senhor." Não deixava que esse pensamento escapasse minha cabeça, vendo a situação do estabelecimento do ferreiro em comparação com o que estava em minha frente. A disparidade era tamanha que era mais fácil entender que Viking havia emprestado a tal quantia, e não o trabalhador - aparentemente - honesto.

Outra coisa que me incomodava naquele lugar era o tamanho de sua segurança. Um pub qualquer não teria dez seguranças que mais parecem armários para simplesmente impedir qualquer desencontro ou situação constrangedora. "Isso tudo me parece cheira mal... bem mal." Nesse momento, a ideia de finalmente trazer um pouco de adrenalina para minha vida tediosa parecia um sonho; o perigo estava batendo na porta, e eu, de bom humor, atenderia sem medo qualquer. Era praticamente impossível não lembrar dos meus momentos anteriores... antes de tudo ocorrer.

Minhas mãos começavam a tremer em movimentos que eu não pedia para que fizessem, enquanto eu tentava ignorar e analisar todo o ambiente e vizinhança em volta de mim mesmo e daquele pub. Procurava por um lugar onde pudesse ter visão superior daquela rua, da entrada do comércio, mais especificamente. Talvez um prédio localizado nas diagonais ou diretamente na frente, com um terraço aberto, fosse o ideal. De qualquer forma, sendo alto já serviria para mim. Segurando minhas próprias mãos com firmeza para que não fizessem nada desagradável, procuraria um lugar de acesso ao local, caso encontrasse o mesmo.

"A melhor forma de entrar é sem ser visto. Eu definitivamente vou ser notado, no entanto." Pensava, planejando meus próximos passos. Entrar sem ser notado era praticamente impossível, portanto teria que fazer de tudo para que não vissem quem eu sou. Minha altura e furtividade me ajudariam nisso, mas como exatamente proceder com essa ideia? "Bomba de fumaça ou gás lacrimogêneo?" E como lidar com a comoção após entrar no pub? "Incriminando outra pessoa. Vai lhes dar uma sensação de segurança após encontar um causador. Vão se tornar mais relaxados..." Terminava o protótipo de um plano arriscado.

Se não encontrasse o ponto alto onde queria, continuaria a busca independente de sua localização relativa ao pub em si. De qualquer forma, encotrando-o, faria reconhecimento em seu ponto superior para evitar surpresas nas outras partes do meu plano. Passando agora para a próxima etapa, continuaria como um transeunte qualquer pelas ruas movimentadas da cidade mafiosa. Procuraria, dessa vez, por uma loja de armas e armamentos bélicos onde pudesse pegar as granadas desejadas. Além disso, compraria um binóculo, para captar informações das pessoas que passam pelo comércio do Viking.

Encontrando o desejado comércio de armas, faria questão que pelo menos sua fachada fosse digna de um lugar com boa qualidade, antes de andentrá-lo. Caso não fosse, continuaria a busca. De qualquer forma, entraria analisando o ambiente e procurando pelos vendedores ou atendentes do local; não perderia tempo algum, indo diretamente à eles para pegar só o que queria. — Adoraria comprar duas granadas de fumaça, ou bomba de gás lacrimogêneo, por favor. — faria meu pedido, esperando ser guiado pela pessoa até o meu item.  — Um binóculo seria perfeito, também. — feito esse último pedido, apenas espararia para a hora do pagamento.

Tendo os itens em mãos, pagaria a quantia necessária e sairia da loja na mesma velocidade que havia entrado; Não possuía mais motivos para enrolar. Caso não tivesse achado os produtos ali, procuraria também por outros lugares, sendo necessário. No entanto, estando tudo pronto, passaria em uma loja de conveniências e pediria por três pedaços de papel, além de um marcado. — Me vê três papéis e uma caneta por favor... Obrigado. — não seria tão exigente quanto ao estado do local, afinal, eram apenas itens usuais. Pagaria da mesma forma e continuaria minha jornada até o ponto alto que havia achado anteriormente.

Subindo lá, e tendo certeza de estar sozinho, apenas manteria meus instintos em prontidão para que nada me surpreendesse. Retiraria algumas uvas do cacho que guardava e as comeria, enquanto com o binóculo analisaria, furtivamente, quem entrava e saía do pub. Manteria minha atenção especialmente ao meu alvo e se o mesmo possuía acompanhantes. Procuraria saber, também, a forma como os seguranças do local tratavam pessoas de qualquer tipo - se havia distinção ou não - para me manter mais seguro ainda na hora de me infiltrar. Por último, focaria em um cliente qualquer e tentaria pegar o máximo de suas feições físicas e vestimentas.

Caso tivesse pegado algumas informações pelo menos, em especial a última, começaria a colocar em prática toda a parafernalha. Embrulharia ambas as granadas ou bombas nos dois pedaços de papel, enquanto com o outro escreveria um bilhete usando a caneta. "A pessoa de [vestimenta] e [feições físicas] me fez fazer isso!!!" Incriminaria o último cliente que havia focado com o binóculo, para despistar qualquer um que viesse seguir eu nesse ponto. Por fim, a última parte. Meu coração começava a acelerar, enquanto o sangue em meu corpo irrigava cada parte de mim mesmo. Minhas mãos se contraíam enquanto eu tentava as segurar - estaria eu realmente pronto para isso?

"Só há uma maneira de descobrir." Com uma grande inspirada, tentaria manter em minha calma para, em seguida, acionar a granada de fumaça ou bomba de gás lacrimogêneo. FIUUUUUUUUUUUUUUU! — usando todo o ar em meus pulmões, soltaria o maior assovio que conseguisse para entregar a minha posição. Em seguida, sem ser visto, jogaria o projétil acionado em direção aos capangas e começaria uma corrida para sair daquela posição, antes que eles viessem até mim; esperava que o truque com o papel os atrasassem por um momento.

Estando eles totalmente sem visão de dentro da fumaça, de maneira sorrateira e furtiva, tamparia meu nariz e olhos e andaria até a porta, empurrando-a e finalmente entrando naquele pub maldito. A primeira coisa que faria era encontrar a pessoa que havia incriminado no papel e colocar, também furtivamente, o meu outro projétil em seu bolso ou local onde pudesse guardar o pedaço de papel com a surpresinha. Caso houvesse uma busca pelo mesmo, seria impossível determinar sua inocência. Se por um acaso não encontrasse a tal pessoa, faria em qualquer um que estivesse perto da porta ou que havia acabado de chegar; o importante era aquilo estar longe de minha posse.

Dentro do estabelecimento, analisaria totalmente seu interior, incluindo clientes, móveis, cardápios, segurança e acessos para outras localizações. Em todo o momento, procuraria pelo Viking, é claro, de maneira sorrateira e de forma que não fosse visto tão facilmente. Se houvesse um balcão com assentos - como na maioria dos pubs - sentaria ali mesmo, solitariamente, e pediria por algo para beber. — Me vê uma cerveja por favor. A mais amarga que tiver. — pediria educadamente para a pessoa que estivesse ali servindo, torcendo com todas as minhas forças para que a adrenalina e excitação em meu sangue continuasse enquanto meu plano se desenrolava.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Out 22, 2021 4:41 am


Harvey - O Ornitorrinco


Harvey era uma criatura experiente naquele tipo de trabalho, não era um novato querendo se aventurar em busca de dinheiro ou outras ambições triviais. Usando de toda sua inteligência e sagacidade, o pequeno observou o local por algum tempo, afinal, aquela área era bem assegurada pelos homens responsáveis por tal. Para ele, estava nítido que alguma falcatrua ou coisa pior acontecia naquele ambiente, de novo, sua experiência o proporcionava uma série de regalias e evitava entrar em enrascadas desnecessárias. Sem demora buscou ao redor um outro prédio grande o bastante para ter uma visão apurada da região alvo, não sendo algo difícil de encontrar, já que Sirarossa era composta por um amontoado de grandes prédios, uma selva de pedra.

Ao chegar no terraço de um dos prédios daquela rua, pode ter uma visão privilegiada do Pub, que na verdade, estava mais para uma construção mais luxuosa. Talvez Samuel não fosse muito bom em fazer descrições, pelo menos no que tange a sua veia artística, estava clara a sua falta de técnica. O lugar ficava no extremo esquerdo do Pub, o Mink tinha a visão parcial do beco na lateral e uma visão boa da entrada principal. O terraço não contava com nada muito significativo, parecia ser usado como uma espécie de armazém de tralhas, já que um amontoado de itens velhos e lixo estavam por ali. Enfim, só restou-lhe partir para a segunda etapa do seu plano.

Ele já sabia como faria para entrar, afinal, mesmo tendo um cérebro minúsculo, ele era inteligente. Voltou às ruas vagando como qualquer anão normal, buscando por uma loja de boa qualidade. Demorou alguns minutos para encontrar algo que tivesse a disposição o que necessitava, era uma loja algumas esquinas longe do pub, localizada em uma das ruas principais da cidade. O lugar era grande, contava com um número finito de prateleiras metálicas, que ofertavam uma variedade incrível de itens – Olá! – Disse o vendedor franzino e barbudo – Ok, é pra já! – Disse em um tom animado, indo nas direções certas. O primeiro item era o binóculos, um item simples de cor preta. Não demorou mais que alguns minutos para que ele retornasse com todos os itens em mãos – Um binóculos  e duas granadas de fumaça, fico-lhe devendo a de gás. – Esboçou um sorriso amarelo em sua face – Quinhentos mil. – Disse o homem, pegando o valor das pequenas mãos do Ornitorrinco.

A criatura saiu tão rápido quanto entrou ali, andando pelas ruas em busca de uma loja de conveniências. Aquelas pequenas compras custaram apenas trinta mil berries, já que a vendedora deu folhas em branco e grandes. De qualquer modo, ele tinha em mãos todos os itens necessários para pôr seu plano em ação, partiu rumo em passos rápidos na direção do terraço vistoriado pro ele anteriormente, o lugar estava do mesmo jeito, sem um pé de pessoa nele e nem nos arredores. Ao analisar a entrada do lugar, Harvey via um número excessivo de pessoas entrando e saindo de lá, alguns se pareciam com o desenho feito pelo ferreiro, contudo, ele não conseguia ter uma certeza real. Isso é, até a chegada de um de cabelos loiros, com alguns adornos em suas orelhas e um número alto de tatuagens em seu corpo. Ele parava os seguranças e era o único a passar sem ser revistado, estava acompanhado de mais homens que aparentavam ser seus guarda-costas e partiu rumo ao interior do hotel. O ornitorrinco percebia que todas as outras pessoas além destas estavam sendo revistadas e sendo liberadas de maneira tranquila, sem uma distinção ou convite fosse necessário para entrar no Pub.

Por último, buscou por uma faceta alvo para incriminar, encontrando um homem simples, caucasiano e de cabelos castanhos, alguém bem normal. O mink escreveu toda a aparência e roupas do homem no papel, enrolando em uma das granadas e finalmente estava pronto para ação. Em um movimento ágil e que carregava todo seu empenho, ele lançou a granada na direção dos homens, que no momento que escutaram o som metálico acertando o solo de concreto, direcionaram rapidamente sua atenção ao objeto. A fumaça se espalhou com velocidade e os homens ficaram em guarda, um deles rapidamente partiu para cima da grana e retirou o papel enrolando, lendo em voz alta o que o ornitorrinco tinha escrito. Nesse meio tempo Harvey se esgueirou, usando das suas proporções pequenas e da furtividade ocasionada pelo seu plano, para entrar no interior do Pub com velocidade.

Já dentro do lugar, ele observava que estava em uma espécie de Hall/Bar. Já que aquela área contava com cerca de 10 mesas e quatro cadeiras cada uma, um balcão grande, feito de madeira e com alguns entalhes simples, que formavam o nome “Viking” em sua extensão. Antes que pudesse ter um tempo real para uma busca mais apurada, percebeu que o grupo de seguranças entraram no lugar com ferocidade, buscando o homem com as características descritas pelo pequeno animal, carregando-o pelos braços e levando para o interior do estabelecimento – CALMA! O QUE ESTÃO FAZENDO? TEM ALGUM PROBLEMA AQUI! – Gritou o homem enquanto era levado pelo grupo com expressões raivosas em suas faces.

Agora ele tinha o tempo necessário para averiguar todo o local, até mesmo pedia uma cerveja que prontamente era ofertada em um copo grande. Aquela era tinha cerca de dezesseis pessoas, sendo que onze estavam espalhadas pelas mesas, algumas em dupla e outras em trio. O restante estava em pé, alguns nas extremidades do lugar e outros no balcão, em volta do Ornitorrinco. A faceta da sua presa passava pelos seus olhos, ele andava em passos pesados e claramente não estava contente, partiu na direção que seus homens foram segundos atrás. A forte batida de porta que o mesmo deu ecoou pelo lugar, na extremidade oposta do balcão, ficava o acesso aos “fundos” do lugar – Relaxem pessoal, não foi nada demais. Está tudo no controle do Viking! – Disse uma mulher ruiva, dotada por curvas acentuadas e uma beleza que beirava os seres divinos.

Enfim, o primeiro passo tinha sido dado, ele estava dentro do lugar e tomando sua cerveja. Agora restava saber o que ele faria daqui pra frente? Continuaria sendo sorrateiro e astuto? Ou tomaria um rumo mais agressivo?


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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Out 25, 2021 1:14 am






Capítulo 1
Renascimento



"Ótimo." Era o primeiro pensamento a vir na minha cabeça turbulenta, antes de inevitavelmente relaxar meu corpo ao ver que o plano havia funcionado. Quase de imediato, os seguranças pegavam o homem e adentravam uma sala aos fundos, seguidos pelo líder e meu alvo, Viking. "Que tenham piedade daquela pobre alma, pelo menos." O que ocorreria com o inocente já não era mais problema meu; preferia não pensar nisso, já que deveria me acostumar com tais situações daqui para a frente.

Recebendo minha cerveja, tratava de tomá-la em goles lentos, absorvendo cada informação ao meu redor; os próprios clientes, quem estava sóbrio ou não, as conversas que talvez me interessariam e, sem dúvidas, os prováveis barulhos que viriam de trás daquela porta onde o cliente inocente fora arrastado. Talvez não ouvisse nada além de gritos e pancadas, mas se quisessem o interrogar, o conteúdo das perguntas me deixaria um pouco informado. Além disso, faria questão de procurar por portas e entradas, além de lugares onde poderia me esgueirar caso as coisas ficassem feias.

— Com licença, onde fica o banheiro? — indagaria à bela ruiva que me atendera, já com o caneco de cerveja vazio. — Essa aqui fez efeito rápido! — com um papo furado, fingia ser um simples cliente do local. Era de suma importância para mim manter um rosto não chamativo de nenhuma maneira, aparentando ser o mais convidativo possível. Com a localização do banheiro me informada, partia para o mesmo em passos silenciosos; toda a minha estadia naquele ambiente seria feita dessa maneira: cautelosamente e com discrição.

Estando atento ao meu redor, e devidamente sozinho, procuraria por mais salas e cômodos, talvez até mesmo o escritório do próprio Viking. Usando do meu tamanho diminuto, não hesitaria em procurar por tubos de ventilação ou passagens mais estreitas onde meu corpo fino pudesse passar. Se as encontrasse, usaria a Red Canids para desparafusar a possível tampa e me infiltrar, caminhando pelos tubos e observando para onde cada um me levava, tentando criar uma planta mental de todo aquele lugar para uso futuro.

Considerando ser um prédio de vários andares, me atentaria às escadas também, sendo discreto na hora de subi-las. Em todo momento, caso visse que estava sendo perseguido ou prestes a ser achado, assumiria uma expressão de perdido talvez não tão convincente e esperaria por um contato, caso inevitável. Sigh! Vim ao banheiro e me perdi, acredita nisso? Pode me ajudar a me localizar? — esperava que isso fosse o suficiente para limpar uma provável suspeita. Quando estivesse certo de analisar todo o local que me era apresentado, voltaria ao balcão, atento aos clientes e ao meu alvo, em principal.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Out 25, 2021 11:55 am

Ele não precisou se virar para se certificar de que Kani e Kou haviam seguido suas instruções. Inspirando profundamente, Liebe acompanhou o cheiro dos meninos se distanciar através do elevador, atento ao som do trabalho das máquinas para tentar identificar em qual andar ele pararia. Repreendeu-se quando percebeu o que fazia, ciente de suas atitudes equivocadas – a segurança da dupla não era sua responsabilidade. Resolveu se concentrar no que de fato fora fazer ali: ganhar alguns punhados de berries.

Liebe não sabia o que exatamente encontraria no 3º andar do Hotel Belucci Sprezzatura, mas poderia tentar deduzir algumas situações possíveis. No pub clandestino em que trabalhara poucas horas antes, ele encontrara seus possíveis novos empregadores bebendo luxo liquido em forma whisky enquanto conversavam numa língua que Liebe não conhecia; estranhos os quais pareceram enxergar nele um espécime atraente para seus negócios. O convite, no entanto, era demasiado simples: um embate físico numa gaiola de lutadores ilegal.

Prometeram-lhe bastante dinheiro, e não foi por outra razão que Liebe se prontificou a estar naquele ambiente. Em verdade, não havia muitas coisas no mundo pelas quais o mink se interessava verdadeiramente, mas decerto boas quantias estavam entre elas. Ele aprumou a postura enquanto aguçava seus sentidos, a fim de tentar captar alguma informação relevante do ambiente, atento ao seu redor para não cair em nenhuma emboscada promovida por caçadores de escravos.

Feito isso, ele caminharia através do cenário em busca de alguém que pudesse lhe dar alguma informação útil sobre o seu destino, os estímulos do seu corpo concentrados em qualquer irregularidade que pudesse denunciar problemas. Sorriria educado para transeuntes que atravessassem seu caminho, sem se dar ao trabalho de interceptar qualquer um deles. A sua presença, ele pensava, deveria ser o suficiente para que quem o desejasse fosse até ele.

Considerações
Vindo daqui.

Qualidades: Audição, Olfato & Visão Aguçados | Duro de Matar | Impassível | Raciais | Voz Melodiosa;
Defeitos: Ambição | Devasso | Raciais | Sadista | Supersticioso;
Proficiências: Acrobacia | Doma | Furtividade | Sobrevivência | Zoologia.

PdV: 7.320 | STA: 200.
Força: 461, Hábil | Destreza: 00, Incompetente.
Acerto: 318, Regular | Reflexo: 401, Hábil.
Constituição: 120, Regular | Agilidade: 359.
Oportunidade de Ataque: 03 | Redução de Dano: 00.

Histórico
Post: 01.

Ganhos:
  1. N/A.
Perdas:
  1. N/A.
Ferimentos:
  1. N/A.
Objetivos
Desenvolver qualidade Ambidestria;
Conquistar NPC Companheiro;
Associar-se ao submundo;
Obter soqueiras nível formidável;
Obter uma boa quantia em berries.

[ renascimento ]
cactus

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Morgan
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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Out 25, 2021 3:34 pm


Harvey & Liebe - Minks da Pesada



Koji

A pequena criatura se encontrava agora no interior do Pub, que quanto mais tempo permanecia observando, menos parecia de fato um Pub. O lugar estava com as luzes interiores acesas e também recebia a iluminação proporcionada pelo sol, mesmo que fosse levemente menos intensa, por conta do vidro fumê existente naquele janelão. Como dito anteriormente o lugar contava com um amontoado de mesas e cadeiras, a tonalidade do lugar era majoritariamente de cor preta, com alguns detalhes na cor branca, mas não era tintura e sim uma espécie de minério com tal coloração.

Com poucos minutos lá dentro, Harvey pode perceber um aumento significativo na animação dos clientes. Estes tomavam seus drinques e conversavam em alto tom sobre estarem esperando algo, alguns falavam sobre um Show e outros apenas citavam animadamente a diversão que teriam naquele ambiente. A porta onde o anfitrião e seus capangas entraram, continuava fechada e não sendo possível escutar um mísero som vindo do seu interior. Enquanto o ornitorrinco observava, pode notar que atrás do balcão onde estava tomando sua cerveja, mais especificamente na parede, existia uma espécie de caixa de controle – Hoje iremos de vermelho queridos! Afinal, temos a presença ilustre das Madames Islanvoks! – Falou a atendente que tinha anteriormente entregue a bebida para o pequeno ser.

Após suas palavras a mulher tocou em um dos interruptores, este tinha uma tonalidade vermelha e momentos após o toque, a iluminação local ganhou a mesma cor. Uma cortina negra fechou a janela que dava visão ao tranquilo bairro de Sirarossa, trazendo um aspecto diferente ao interior do lugar. Os homens e mulheres estavam animados, o odor do fumo começava a se espalhar pela região, com a fumaça liberada por pequenas frestas no teto do lugar. O lugar era tomado por um grupo de mulheres vestindo trajes que quase não cobriam seus corpos, apenas a região íntima, deixando os seios amostra. Uma pequena festa começava, as mulheres dançavam e cantavam, assim como os homens que escolhiam suas acompanhantes – Hahaha, acontece! – Disse a ruiva – Siga este corredor, na última porta a direita. – Bradou a mulher com um sorriso tranquilo no rosto.

O caminho percorrido por Harvey tinha as mesmas tonalidades que a parte frontal do lugar. O corredor era extenso, contava com várias portas enumeradas em ordem crescente – aparentemente eram quartos –, entretanto, algumas das portas não tinham números cravados em sua estrutura e sim letras, algumas com X e outras com Y. Em meio a sua busca, nosso querido Harvey buscava por dutos de ar e facilmente encontrava um "rente" ao chão, usando suas Adagas ele abriu a tampa metálica e entrou no lugar. Os dutos eram estreitos até mesmo para ele, trazendo um certo desconforto em sua movimentação. Aquela entrada inicial tinha uma leve subida, algumas protuberâncias auxiliaram na subida da criatura, tendo acesso ao emaranhado de caminhos existentes por todo o lugar.

O Ornitorrinco iniciava a sua jornada, notava rapidamente a necessidade de ser cauteloso em seus passos, já que a estrutura metálica era sensível ao peso do Mink, ocasionando uma série de barulhos que chamariam a atenção de qualquer um. Ele passou por frestas onde mostravam os quartos, estes tinham camas redondas, alguns itens de cunho sexual e toda uma arquitetura em tonalidades vermelhas, pretas e cinzas, variando entre os quartos. Era notável para Harvey a diferente entre os quartos numéricos e aqueles com letras garrafais em suas portas, já que estes últimos contavam com toda uma estrutura voltada para um envolvimento masoquista, afinal, o lugar contava com algemas, cordas, chicotes e até mesmo uma roda de madeira com adornos esbranquiçados, com algemas nas extremidades, aparentemente alguém ficava preso ali.

Antes que pudesse ter uma visão mais detalhada do lugar, Harvey percebia uma fumaça densa se aproximando pelos dutos. Ele poderia percorrer o emaranhado de caminhos, sendo guiado apenas pelo destino ou voltar para a entrada. Neste último caso, se tentasse voltar para a entrada naquele ambiente, percebia que o corredor estava cheio, homens e mulheres aguardavam a liberação para entrar em seus quartos e uma voz máscula citava algumas regras – Respeitem os limites das garotas, caso não façam isso, irão conhecer a verdadeira dor. – Disse a primeira delas – Os senhores pagam, entretanto, não são donos das meninas. Ao ouvirem alguma negativa, lembrem que faremos aquilo que desejam fazer com elas. – Disse a segunda – Se divirtam, vocês estão em casa. Mas lembrem que não estão! – Falou a última delas. A última coisa que Harvey podia escutar era o som das portas abrindo, todavia, será que o lugar estava realmente vazio como antes? Era seguro sair? Ele não tinha muito tempo para decidir, já que os dutos estavam sendo tomados pela fumaça.


Liebe

Liebe se encontrava ainda no Hotel, sentido o odor dos corpos de Kani e Kou, repreendendo a si mesmo em seguida, afinal, não cabia a ele lidar com a segurança das duas figuras. De qualquer forma, ao chegar no Subsolo do lugar, inicialmente encontrou um longo corredor a sua frente. Diferente de toda a estrutura requintada dos andares superiores, aquela região tinha uma construção completamente diferente, passando uma sensação macabra. O corredor era grande o bastante para que dois Liebes andassem de braços abertos sem tocar nas paredes, estas últimas eram feitas de barro, tendo algumas vigas de madeira desgastada e a cada três metros, uma tocha iluminava o ambiente. O chão era de terra pisada, resquícios de sangue estavam por todo o solo, parecia que algumas pessoas foram arrastadas até o elevador. Aliás, não era só o chão que contava com manchas do líquido rubro da vida, mas as paredes pareciam terem sido pintadas por verdadeiros artistas, brincadeira, pingos, manchas e até mesmo uma figura que parecia um dia ter sido uma mão, estavam cravadas com sangue na estrutura.

Não demorou para que Liebe encontrasse a primeira pessoa passando por ali, ele era forte e alto, seu braço certamente tinha as proporções das coxas do Bovino. Sua cara enfezada mostrava que ele não era de muitos amigos, o homem passou observando nosso protagonista de cima a baixo, porém, não expressou nenhuma palavra sequer. Não demorou para que Liebe chegasse a uma área grande, grande o bastante para se perguntar como aquilo podia existir debaixo de um hotel? O lugar contava com arquibancadas feitas de concreto, elas rodeavam uma área aberta, cercada por uma gaiola de ferro. O odor do sangue era mais forte ali, forte ao ponto de incomodar as narinas sobre-humanas do Mink, isto é, se ele não fosse acostumado com isso. O lugar não contava com muitas pessoas, apenas um punhado de cinco, que limpavam a arquibancada usando alguns produtos químicos que sobrepujaram parte do odor sanguinário do lugar.

Grandão! O que faz aqui? – Indagou uma jovem de cabelos escuros e encaracolados , as poucas curvas em seu corpo davam suas opções a Liebe: ela era uma criança? Ou uma adulta que infelizmente não foi agraciada pelos deuses? De qualquer forma, a figura estava com os braços cruzados, observando atenciosamente a figura bovina em sua frente – Se veio lutar me acompanhe! – Disse a garota com um olhar malicioso, assim como seu sorriso. A garota nem esperou o bovino responder e começou a caminhar pelo lugar em passos largos, evitando pisar nas linhas existentes no solo – Sua cara é nova, eu conheço todos aqui. Já que é novo, pode escolher a sua primeira luta! – Disse de maneira animada. Seguindo por alguns minutos, que não passaram de três, eles chegaram a outro recinto – Perai em! – Disse a garota puxando do bolso uma chave grossa, antiquada e com alguns pontos de ferrugem.

A menina pareceu usar toda sua força para girar e abrir a porta de metal. Ela puxou com uma certa facilidade, mostrando que a força usada para girar a chave, tinha sido pura encenação. O interior daquele ambiente era grande e escuro, a iluminação era gerada por uma única lâmpada no teto daquele salão. O lugar era quente e fedido, o odor das fezes estava claro como o dia, principalmente para nosso amigo Boizão. Enfim, mesmo com a baixa iluminação, nosso protagonista pode ver uma cena cruel; Minks presos em jaulas com grossas barras metálicas, caninos, felinos e outras espécies. Alguns humanos estavam ali também, assim como homem-peixes, sirenos e até mesmo animais, como leões e tigres – E então, quer enfrentar qual hoje? – Indagou a menina com um sorriso de ponta a ponta. Por último, o som de passos eram escutados por Liebe, aparentemente, um pequeno grupo estava chegando.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Out 26, 2021 1:42 pm

Quando aceitara o convite para lutar na gaiola dos desafortunados, Liebe não sabia exatamente o que o aguardaria. Sua mente começava a traçar rotas de fuga tão logo ele dera os primeiros passos ao longo do imenso corredor, seus sentidos sobrenaturais aflorados ao extremo como única defesa possível dentro de um cenário tão estranho; com seus olhos, ele registrou cada detalhe proeminente disposto pelo percurso, observando os relevos e os mastros de madeira que davam forma às paredes de barro do ambiente, desviando-se das rachaduras e das imperfeições espalhadas pelo chão; com seu olfato, ele estudou o cheiro de sangue disperso, inferindo a idade de cada mancha, de cada gota de sangue disposta em proporções que lembravam pinturas rupestres.

Espremeu os lábios, preocupado. Ao longe, enxergou o imenso homem que vinha em sua direção, e para ele Liebe desenhou uma expressão indiferente em seu belo rosto. Deixou-se ser avaliado pelo desconhecido, sentindo seus olhos analisarem toda sua constituição, e seguiu em frente até onde deveria ser o seu destino. Chegando lá, seu instinto obrigou-o a prender a respiração; o sangue decomposto era mais forte naquele ambiente, e o mink precisou de alguns segundos para se habituar ao fedor de morte impregnado ali. Seguiu seu caminho em direção à gaiola no centro do colossal salão, passando pelas arquibancadas moldadas em bretão, mas parou imediatamente quando uma das pessoas presentes chamou a sua atenção. Foi até ela então, seus ouvidos atentos não apenas às suas palavras, mas também a qualquer mínimo som que julgasse suspeito vindo de qualquer um dos outros cinco.

Salut! – Cumprimentou ao se aproximar da moça que parecia ser tão pequena perto dele. Notou seus traços bonitos, admirado frente à sua pele de chocolate, mas não demorou para que percebesse a sua própria falta de libido; ao que parecia, a menina não era capaz de despertar o interesse de um Liebe que que era incapaz de dizer se era ela uma mulher madura ou não. – Oui, fui convidado para lutar em seu exótico espetáculo. – Continuou, confirmando a suposição dita pela dona dos cabelos enrolados. Seguiu-a como lhe fora ordenado, mantendo uma distância cautelosa para que não fosse surpreendido por nenhum movimento abrupto da estranha; atento a ela, Liebe a percebeu evitar os traços no solo, e por isso achou prudente fazer o mesmo – não sabia o que ali poderia despertar uma armadilha mortal ou, pior ainda, uma onde de má sorte pelo resto da vida.

É bem verdade que não estou familiarizado ao seu ambiente, mas espero não fazer feio na minha primeira vez. Talvez o fato de poder escolher meu oponente possa me ajudar nisso, quem sabe? – Disse, respondendo-a mais por educação do que por vontade de conversar. Liebe sentia-se inquieto, não conseguindo se livrar da sensação de que não deveria estar naquele lugar, mas conseguiu disfarçar o incômodo por detrás de sua frieza aparente. Aguardou enquanto sua acompanhante girava a chave na fechadura com um esforço fingido, e franziu os lábios ao se deparar com o que as portas de ferro escondiam. Seu estômago embrulhou, a cólera percorrendo cada centímetro de seu corpo como se fosse transportada pelas suas veias.

Pensei que todos os lutadores fossem voluntários, assim como eu. – Observou, tentando encontrar sentido naquela situação. Homens, mulheres e criaturas acorrentados – não era isso que Liebe desejava. – Ou talvez o preço da minha derrota seja meu livre arbítrio? – Indagou, precisando de toda a sua concentração para não demonstrar qualquer sentimento enquanto lidava com aquele pesadelo. Desviou o olhar ao encarar a menina, a sua mente funcionando exclusivamente em função de garantir a própria liberdade. Ao longe, o som de passos parecia ressoar diretamente dentro de sua cabeça, e a estranha inquiria-lhe uma decisão.

Vejamos com quem devo lutar... – fingiu ponderar enquanto observava as pobres almas contidas naquele cenário decadente. Pelo estado em que cada uma delas estava, Liebe duvidou que qualquer um ali podesse apresentar algum tipo de perigo para ele numa luta de um contra um. Ao mesmo tempo, seu próprio passado parecia atormentá-lo, impedindo-o de apontar um daqueles escravos como seu possível oponente. Quando se voltou para a pequena novamente, Liebe levou consigo a insinuação de um sorriso sórdido. – Você. Desejo lutar contigo, mon chéri.

Considerações
Traduções: Olá | Sim | Minha querida.

Qualidades: Audição, Olfato & Visão Aguçados | Duro de Matar | Impassível | Raciais | Voz Melodiosa;
Defeitos: Ambição | Devasso | Raciais | Sadista | Supersticioso;
Proficiências: Acrobacia | Doma | Furtividade | Sobrevivência | Zoologia.

PdV: 7.320 | STA: 200.
Força: 461, Hábil | Destreza: 00, Incompetente.
Acerto: 318, Regular | Reflexo: 401, Hábil.
Constituição: 120, Regular | Agilidade: 359.
Oportunidade de Ataque: 03 | Redução de Dano: 00.

Histórico
Post: 02.

Ganhos:
  1. N/A.
Perdas:
  1. N/A.
Ferimentos:
  1. N/A.
Objetivos
Desenvolver qualidade Ambidestria;
Conquistar NPC Companheiro;
Associar-se ao submundo;
Obter soqueiras nível formidável;
Obter uma boa quantia em berries.
[ renascimento ]
cactus

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Morgan