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Kenshin
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Cap. 1 - Renascimento Ter Set 21, 2021 3:54 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 1 - Renascimento

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Harvey Abgnalle. A qual não possui narrador definido.

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Cap. 1 - Renascimento - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Out 26, 2021 10:13 pm






Capítulo 1
Renascimento



Apesar de não estar surpreso com as verdadeiras ocorrências daquele local, podia sentir em meus instintos que algo ali não estava certo. Um pub ou bordel que fosse não necessitaria daquele tanto de seguranças, ainda mais ao lado de fora do estabelecimento. "Querem manter alguém longe ou algo assim?" Imediatamente pensava, refletindo no meu caminho para o banheiro indicado pela jovem ruiva, onde encontrava o duto de ventilação. Sem hesitar, e com meu coração novamente acelerado, adentrava as estreitas passagens metálicas que reclamavam da minha presença, em busca de um segredo a ser revelado.

De cima, era me revelado apenas os conteúdos dos inúmeros quartos estranhos que havia visto anteriormente, além de suas finalidades ali - satisfação sexual dos mais variados tipos e gostos. Ouvindo a conversa atentamente, não havia muito o que tirar dali a não ser a posição das pessoas responsáveis pelo local que, diga-se de passagem, era um tanto quanto complicada para a minha operação. Como se um relógio começasse a tocar em minha mente, as coisas ficavam aceleradas com a entrada de um novo fator na espionagem: a densa fumaça que preenchia os tubos onde estava.

"Se voltar posso ser pego... e ainda não descobri o que tá acontecendo aqui." Raciocinava, enquanto olhava para trás - de onde havia vindo - e para frente - de onde viria a fumaça logo mais. Com a pressão aumentando, meu corpo ia se destranquilizando e meu coração começava a palpitar. Minhas mãos, antes dóceis, armava pegadinhas contra mim mesmo ao se mexer descontroladamente pelo tubo, se chocando com suas paredes e produzindo sons que eu gostaria muito de evitar. "MERDA, MERDA, MERDA!" Tentava respirar para me acalmar, esperando que aquelas pessoas pensassem ser a presença de uma pedra ou rato apenas.

Sigh... — soltando um bufo em maldição, encheria meus pulmões de ar e escolhia seguir em frente naqueles caminhos sinuosos. "Se encontrar algo no fim desse túnel tudo vai valer a pena." Me confortava com esse pensamento, mesmo não sabendo mais se ele poderia estar correto ou não. De qualquer forma, se havia fumaça, havia também algo gerando a mesma; isso me dava margens enormes para criar estratégias de emboscada. "Dane-se." Focando apenas em uma coisa, segurava meu braço ainda vacilante enquanto transitava pelo metal.

Esperava, nessa ação, que minhas técnicas de nado me ajudassem na hora de segurar meu fôlego e utilizar o oxigênio presente em meu corpo da melhor maneira possível, levando energia para os pontos principais sem causar desmaio. Como um adendo, tirava meu chapéu e o posicionava na frente de meu bico como uma espécie de máscara protetora que talvez não mudasse muita coisa, mas não custava tentar. Além disso, vendo a presença de qualquer fresta ou abertura para outro quarto, penetraria a mesma com minhas narinas para tentar inalar um ar mais puro e continuar aquela jornada. Durante todo o caminho, diminuiria meus passos enquanto estivesse sobre um cômodo e aceleraria quando estivesse transicionando, para evitar mais barulhos suspeitos na estrutura metálica - apesar de achar que os barulhos das garotas seria maior ainda.

Vendo que talvez ficasse mais severa minha situação, não entraria em pânico, confiando piamente em uma possível luz no fim daquele túnel. Nesse caso ainda, vendo a primeira abertura, sairia pela mesma discretamente e buscando por oxigênio fresco, caso não houvesse ninguém para supervisionar de perto a tal saída. Se houvesse, e esse supervisor não estivesse atento, procuraria alcançá-lo por trás furtivamente, saltando em suas costas e colocando uma de minhas adagas em sua garganta em uma situação de refém. Caso tentasse qualquer coisa estúpida, passaria a lâmina sem hesitar, procurando esconder o corpo em um local propício para isso e averiguando o ambiente.

— Me diz o que é esse lugar e onde fica o escritório do Viking. — no caso do provável supervisor se comportar, indagaria isso para o mesmo, pressionando mais ainda a lâmina em sua garganta para leva-lo a dizer o que queria. — Ótimo. — agradeceria, caso ele houvesse me respondido, antes de cortar sua gargante de qualquer forma - não podia arriscar que me conhecessem fora desse lugar ou buscassem vingança. Como supracitado, buscaria esconder o corpo em um local propício para tal: no meio de tranqueiras, canto escuro ou atrás de portas.

Se nada disso viesse a se tornar realidade, e eu, de fato, encontrasse uma sala com um gerador para toda aquela névoa densa, esperava poder sair da tubulação ali mesmo, executando as mesmas ações descritas para supervisores ou seguranças. Além disso, como um adendo, sabotaria a máquina para chamar a atenção de algum técnico ou engenheiro no assunto, me escondendo furtivamente em um local que me comportasse naquele cômodo - ou nos cantos escuros caso não houvesse algo assim. — Me leve até o Viking. — repetiria, tendo a possível pessoa em minhas mãos.


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Cap. 1 - Renascimento - Página 2 EE4OUIx


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Out 27, 2021 11:45 am


Harvey & Liebe - Minks da Pesada



Koji


O ornitorrinco estava em uma situação complicada, mas ainda sim, conseguia de maneira rápida elaborar uma estratégia. Usando das suas qualidades raciais, conseguiu em partes manter a oxigenação do seu corpo por mais tempo que outra raça, afinal, a situação era similar a um mergulho, no entanto, sem água. Voltar não era uma opção, o Mink optava por ir em frente sem medo do que poderia encontrar, na verdade, ele tinha o preparo necessário para cuidar da sua própria vida.

Sua movimentação era rápida em alguns momentos e cautelosa em outros, no momento inicial o silêncio tomou conta dos quartos, porém, rapidamente o som dos gemidos, tapas e gritos ecoavam pelo interior dos dutos e também por toda a região onde ficavam os quartos. Em sua caminhada encontrou locais para reposição de oxigênio, colocando suas narinas entre as frestas e conseguiu o ar necessário para continuar sua jornada. Não demorou para percorrer aquele emaranhado de caminhos, chegando a um ponto onde a fumaça já não preenchia o duto, pois, um ventilador metálico impedia aquela região de ser preenchida pela fumaça. E sim, era um caminho sem saída, a não ser pela abertura lateral no duto.

O cômodo era pequeno, parecia ser uma espécie de depósito. Harvey pode perceber alguns itens comuns alocados naquela região, como vassouras, esfregões e alguns produtos de limpeza. Porém, segundos antes que pudesse descer, percebeu que o lugar era preenchido por uma iluminação estranha, rapidamente notou que a porta do lugar havia sido aberta e o som dos passos se tornaram audíveis para o ornitorrinco. Nosso protagonista foi furtivo, aproveitando do seu tamanho e suas habilidades para se manter nas sombras, esgueirando-se pelo lugar com cautela – Calma! – Disse o homem ao sentir a lâmina em sua garganta – O escritório do Senhor Vik? Fica no último andar. – Disse o homem com trajes simplórios, claramente alguém que lidava com a limpeza do local – Você pode subir as escadas, uma porta vermelha com um grande martelo cravado nela. – Concluiu o homem tomado pelo medo.

O medo, faz as pessoas cometerem ações impensáveis, isso é, quando não travam nossas ações. De qualquer modo, logo após falar o homem realizou um movimento brusco, uma chula tentativa de desvencilhar seu corpo da prisão feita por Harvey. Entretanto, aquilo declarou o seu fim, já que o ornitorrinco sem um pingo de remorso, ceifou a vida do homem ali mesmo. Rapidamente alocou seu corpo de maneira que permanecesse escondido dos olhares mais desleixados, o que proporcionaria um tempo para a pequena criatura continuar sua busca pelo alvo de barba amarela. Ao sair ou observar a região exterior, notava que não estava mais naquela região dos quartos, na verdade, o local era completamente silencioso. A iluminação não era das melhores, já que algumas lâmpadas piscavam incessantemente. A estrutura do lugar era como anterior, um largo corredor e diferente daquela outra área, não contava com muitas portas, apenas três em toda sua extensão. A mais próxima de Harvey o levava a entender que existia alguma espécie de maquinário em seu interior, talvez fosse o responsável pela fumaça? Ou seria um gerador? Algumas vozes eram audíveis vindas do interior da outra porta, logo em frente a sala das máquinas. Pelo que parecia, duas pessoas conversavam animadamente em seu interior. Por último, no meio do corredor, uma escada mostrava sua cara.

Quais ações nosso pequeno tomaria? Iria sabotar as máquinas? Talvez partir diretamente para os andares superiores? Tentaria checar do que se tratava a sala com as vozes vindo do seu interior?


Liebe

O subsolo contava com particularidades que reviviam o passado de Liebe, não apenas isso, mostrava também para o rapaz como eram tratadas as raças “diferentes”, algo que certamente ele já tinha noção. De qualquer modo, o Bovino usou do seu controle emocional para se manter “indiferente”, fingindo até mesmo escolher uma das pobres almas para o combate daquela noite. A garota ao notar o homem observando, abriu um sorriso e em seguida bateu palmas curtas e rápidas – Ótimo! Escolha, escolha! – Bradou animadamente.

Aquela subirá animação deu lugar a uma expressão confusa, ao ponto da menina deixar sua cabeça cair lateralmente – Ahn? – Expeliu o som confuso, buscando entender a insinuação do bovino – Eu? Eu não luto mais não. – Pontuou e, ao mesmo tempo, passou informações importantes para o nosso protagonista. Antes que pudesse continuar o falatório, a dupla era interrompida por três figuras distintas; o primeiro era esguio, sua pele tomada por gangrenas e um fétido odor exalava daquelas feridas, algo capaz de queimar e incomodar aqueles com olfato desenvolvido. O homem era pequeno, seu tamanho passava besteira da cintura de Liebe, suas vestes era de alto nível e despojadas para o andar superior do prédio, usando uma bermuda florida e uma camisa de manga curta. O segundo era alto, alto o bastante para fazer nosso querido Bovino olhar para cima, seus braços se mostravam ser completamente desproporcionais ao seu corpo, assim como suas pernas, ambos os membros eram grandes demais para um ser humano comum. Seu tronco, no entanto, era pequeno, assim como sua cabeça, uma figura totalmente estranha que vestia apenas uma sunga lilás. A terceira e última figura estava acorrentada, seu corpo era arredondado, sua barriga saliente, como se o mesmo tivesse acabado de comer uma vaca inteira – UM PORCO! – Gritou a menina, tendo um brilho atípico em seu olhar.

O Mink estava ferido, sua pupila se expandiu no momento que viu todas aquelas criaturas presas naquele andar. Instintivamente deu um passo para trás, sendo golpeado com selvageria pelo homem de membros longos, caindo centímetros a frente de Liebe – Esse foi difícil de pegar. – Disse o pequeno homem, sua voz era estridente e feminina – Porém, ninguém foge da gente. – Concluiu com um sorriso, mostrando seus dentes amarelos, com massas da mesma cor tampando o espaço entre seus dentes e assim como seu corpo, aquilo fedia intensamente – Eca! Fecha essa boca. E essas feridas? Esqueceu de tomar o seu remédio? Assim você vai morrer cedo demais! – As palavras da garota foram expelidas com naturalidade – Você não vai avisá-la? – Indagou a criatura desproporcional – Senhora Brienne, o Chefe Nikol informou para que agilizasse a retirada desses imundos daqui. A Família Maroni conseguiu de algum jeito que o Governo viesse para uma inspeção no local. – Pausou sua fala por alguns segundos, olhando para Liebe – [color=#FEC197]Esse deve ser o novato, certo?[/cooor] – Indagou e deu tempo para que a garota confirmasse – Hoje você não vai lutar, mas sim ajudar. Isso se não quiser acabar que nem eles… – Apontou em direção as figuras enjauladas.

O pequeno homem puxou do bolso uma adaga prateada e um sorriso sádico surgiu em sua face – Para poupar esforços iremos matar aqueles que não podem andar. – Disse com uma expressão diabólica em seu rosto – Os Maronis estão querendo mesmo guerra? Eles não conhecem a família Nava? Idiotas! Idiotas! – Resmungou a garota tomada pelo sentimento de raiva – Irei abrir o acesso para os túneis, Lepper, seja rápido. – Disse a figura de membros longos. Este último saiu do recinto, caminhando em passos lentos pelo extenso corredor, sem ser aquele percorrido por Liebe para chegar até ali – Crianças! Quem não quiser morrer, é melhor ficar de pé. – Disse a menina batendo algumas palmas para despertar e chamar atenção daquele grupo – Grandão, sei que veio aqui para lutar. Mas agora estamos com um problema como pode ver, se quiser ir embora, não sou tão ruim como o Zigg. – Falou a garota olhando diretamente para Liebe – Agora se quiser ajudar, pegue aquelas correntes ali no canto. Irei pagar pelos seus serviços. – Concluiu. Sem mais delongas, o pequeno ser abriu uma das jaulas, que contava em seu interior um jovem tritão baiacu, que era quase que instantaneamente esfaqueado repetidas vezes pelo leproso.

O que o Boizão faria? Ajudaria? Enfrentaria a dupla para libertar? Ou daria as costas e fingir que nada daquilo aconteceu?


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Liebe
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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Out 27, 2021 7:46 pm

À luz da verdade, Liebe não nutria expectativas reais de enfrentar a pequenina dos cabelos encaracolados; sua provocação inicial nada mais foi do que um chamariz atrevido para lhe arrancar informações. Decerto seu pequeno truque havia sido efetivo, já que, para a sua grata surpresa, a menina lhe entregou o que ele gostaria de saber de bandeja – os funcionários ao redor eram todos, possivelmente, muito bem treinados para que fossem capazes de impedir uma eventual fuga dos escravos. Liebe suspeitara de início que a jovenzinha era mais forte do que sua aparência sugeria, e parecia-lhe coerente deduzir que todos os outros eram igualmente versados na arte do combate.

Não obstante, antes que pudesse tentar pescar mais algum dado útil da moça de língua-solta, Liebe precisou voltar a sua atenção para as singularidades que acharam por bem interromper a sua curiosidade. Das três pestes, o primeiro a se destacar não poderia ser outro senão o pequeno homenzinho que fez com que Liebe quase desejasse arrancar o próprio nariz; feio e leproso, os adornos necrosados em sua pele davam a ele um ar de defunto que contrastava desagradavelmente com suas vestes fora de tom. O segundo era tão atraente quanto, e seus membros irregulares só eram menos horripilantes que a peça de banho usada para lhe proteger as intimidades. Por último, havia, ainda, um porco antropomórfico aparentemente recém-capturado; observando sua postura acanhada e medrosa, Liebe quase pôde sentir por ele alguma compaixão, se o bovino não estivesse inteiramente focado em simplesmente sobreviver.

Deixou que o circo de horror transpasse por ele com naturalidade, fingindo habitualidade frente ao estranho grupo reunido no subsolo. Mantinha bordada em suas feições a mesma expressão serena que lhe era costume, como se a situação não fosse pior do que um dia de praia em pleno verão. Levou as mãos à cintura, demonstrando um tédio fingido, enquanto ouvia o desenrolar daquele diálogo pouco agradável. Captou o essencial, como a identidade de Brienne e o nome do possível responsável pela gaiola ilegal. Naquele momento, Liebe decidiu que encontraria Chefe Nikol em algum momento a partir dali, e garantiria, com ele, algum salvo-conduto no interior dos seus negócios. Não conseguiria se livrar daqueles três, disso Liebe bem sabia, por isso tratou de entrar na dança mórbida que tocaram para ele.

É uma pena que não poderei lutar neste momento. Fui informado por meu contratante que Nikol manteve um certe interesse sobre mim, por isso vim aqui para conhecê-lo. Espero que ele não fique tão decepcionado quanto eu pelo nosso desencontro. – Suspirou, deixando que a mentira descarada pairasse sobre eles, na esperança de que a racionalidade daquelas criaturas fosse tão decadente quanto seus rostos. Assentiu para a ordem dada pela grande ameba de sunga, inteiramente ciente de que sua ameaça não era vazia. Aguardou enquanto a trindade discutia um pouco mais, ouvindo-os tecer um novo nome para o seu vocabulário, e Liebe se perguntou se havia em sua memória alguma informação útil sobre os tal dos Nava. Sem ter qualquer tipo de certeza, ele se manteve alerta enquanto a figura monstruosa se distanciava, voltando seu foco novamente para os outros dois.

Não me entenda errado, mademoiselle Brienne. Eu não vim aqui para lutar, mas sim para ganhar uma boa quantia, independentemente do que precise ser feito. – Respondeu, no olhar a inexpressividade inerente à sua personalidade. Caminhou até onde lhe fora indicado e pegou as correntes com suas mãos fortes; mediu-as, analisando o material, e teve a súbita ideia de enrolá-las em volta dos punhos. – Pardon, mas o que devo fazer com elas? Se possível, gostaria de usá-las para me divertir. – Diria, na esperança de que lhe fosse permitido mantê-las em sua posse, mas ainda atento para utilizá-las da forma que lhe fosse instruído.

Deixe-me ajudá-lo a limpar o lixo, monsieur? Creio que serei mais útil eliminando a mercadoria defeituosa. – Pediria, e então se anteciparia para uma das jaulas dispostas no recinto, caso lhe dessem o sinal verde para isso. Caminharia com calma até o primeiro dos enfermos, ignorando qualquer sentimento de culpa que pudesse tentar tocar a sua bússola moral alquebrada, e seguraria, com ambas as mãos, a cabeça de sua primeira vítima. – Donne-leur, Seigneur, le repos éternel; et que brille sur eux la lumière de ta face; ou’ils reposent en paix. – Murmuraria, na esperança de ter feito um bom ato antes de torcer um pescoço inocente. Não havia outra alternativa; se tentasse libertar os escravos, seria preciso lutar não apenas com aqueles dois, mas também com todos os outros cinco que não estavam muito longe dali. Liebe não poderia se arriscar por aqueles estranhos condenados, pois ele era, antes de qualquer outra coisa, um sobrevivente.


Considerações
Traduções: Senhorita | Perdão | Senhor | Dê-lhes, Senhor, descanso eterno; e deixe a luz do seu rosto brilhar sobre eles; que eles possam descansar em paz.

Qualidades: Audição, Olfato & Visão Aguçados | Duro de Matar | Impassível | Raciais | Voz Melodiosa;
Defeitos: Ambição | Devasso | Raciais | Sadista | Supersticioso;
Proficiências: Acrobacia | Doma | Furtividade | Sobrevivência | Zoologia.

PdV: 7.320 | STA: 200.
Força: 461, Hábil | Destreza: 00, Incompetente.
Acerto: 318, Regular | Reflexo: 401, Hábil.
Constituição: 120, Regular | Agilidade: 359.
Oportunidade de Ataque: 03 | Redução de Dano: 00.

Histórico
Post: 03.

Ganhos:
  1. N/A.
Perdas:
  1. N/A.
Ferimentos:
  1. N/A.
Objetivos
Desenvolver qualidade Ambidestria;
Conquistar NPC Companheiro;
Associar-se ao submundo;
Obter soqueiras nível formidável;
Obter uma boa quantia em berries.
[ renascimento ]
cactus

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Morgan
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Re: Cap. 1 - Renascimento Qui Out 28, 2021 11:19 pm






Capítulo 1
Renascimento



Gasp! Sigh... — após toda a sequência dos eventos, tentaria ao menos capturar um pouco de ar fresco para não afetar meu rendimento daqui para frente. Apesar das minhas preocupações iniciais, a travessia pelo monte de tubos metálicos havia sido tranquila - bem mais do que o imaginado -; talvez a parte mais traumatizante fora o som proveniente dos quartos íntimos e a própria sensação claustrofóbica causada pelo espaço apertado, levando em conta ainda o tamanho minuto do meu corpo.

De qualquer forma, estando devidamente cheio de oxigênio, procuraria um pano no meio daquele depósito para que pudesse limpar a minha lâmina e talvez meu pelo com o sangue do zelador ou faxineiro. "Eu tinha me desacostumado com a sensação de matar." Tirar uma vida não fora fácil no começo, mas com o passar do tempo havia me acostumado com o ato e banalizado a ação. Foi só após perder meus entes queridos e passar anos olhando para um quarto escuro que realizava o peso das minhas próprias ações. Apesar disso, entre minha vida e a dele a minha resposta era óbvia - isso nunca mudaria.

Aproveitaria também para, vasculhando o corpo do homem que acabara de matar, procurar por uma chave ou molho com o item, afinal, se era alguém que trabalhasse na limpeza, teria coisas desse tipo em seus bolsos. Esperava que no mínimo fosse gigante pelo tamanho descomunal do lugar, mas isso não abalaria - eu provavelmente tenho tempo suficiente para fazer o que necessito. "Seria pedir muito por etiquetas com numeração?" Quase bufando em descontentamento se minha previsão para o item fosse real, não deixaria me abalar e caminharia até a porta daquele depósito.

Pelo lado de dentro do cômodo, procuraria a chave referente àquela fechadura. Gostaria de fazer dessa forma para que não me encontrasse com ninguém no corredor e acabasse estragando a perfeição que meu plano havia sido até agora. Encontrada, passaria para o lado de fora e trancaria o local, guardando o molho de chaves dentro do meu chapéu. "Preciso urgentemente de um sobretudo." Anotaria mentalmente a necessidade a peça de roupa para as próximas missões. De qualquer forma, notava imediatamente a péssima iluminação e a máquina na sala ao lado, junto de um par de vozes animadas.

"Me envolver com mais pessoas agora só me traria dor de cabeça, ainda mais se essa for a sala gerando a névoa." Raciocinava, apagando a parte da sabotagem do meu plano feito antes de prosseguir pela tubulação. Dessa forma, preferia prosseguir ainda furtivamente e não notado até a escada citada pelo pobre homem que acabara de ceifar a vida. Meus passos seriam ligeiros, mas não o suficiente para causar barulho ou chamar atenção indesejada. A subida pelos degraus seria o ponto mais perigoso de toda aquela travessia, afinal, era difícil possuir sequer um ponto para me esconder, mesmo nas sombras.

Portanto, ao entrar no local, procuraria ver como era sua forma: espiralada, vai e vem, reta, etc. Enquanto subia em velocidade, procuraria por lugares onde pudesse me esconder caso as coisas dessem errado, em especial, novamente, tubulações que pudessem ser abertas e acessadas por mim. De qualquer forma, procuraria não perder muito tempo ali até mesmo pelos perigos que isso poderia me trazer; seguiria em frente em busca do escritório do meu alvo. Antes de entrar, faria questão de colocar meus ouvidos na porta para tentar notar a presença de alguém ali, sendo apenas ele ou não.

Possuindo pessoas, tentaria, antes de mais nada, encontrar uma segunda forma de acesso, mesmo que duvidasse da existência do mesmo. Se houvesse encontrado um lugar para me esconder durante a subida, me colocaria naquele ponto e esperaria que ficasse apenas Viking na sua sala. Caso, no entanto, fosse apenas ele ou ninguém, ligeramente entraria na porta vermelha com a estampa me indicada, imediatamente analisando o ambiente em sua totalidade; caso estivesse sozinho, novamente me colocaria em furtividade na espera de alguém entrar e não me notar. Porém, se Viking estivesse ali, esperaria que ele engajasse em uma conversa antes de tomar qualquer ação precipitada - não sabia se o homem possuía uma arma de fogo ou não. Manteria uma adaga em minha mão para um arremesso rápido se necessário.


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Cap. 1 - Renascimento - Página 2 EE4OUIx


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Out 29, 2021 11:57 am


Harvey & Liebe - Minks da Pesada



Koji


Aquela criatura pequena minúscula mostrava uma inteligência acima das suas proporções, está bem, sei que tamanho não tem relação com o intelecto, só queria zoar a altura do Koji de novo. Enfim, usando toda sua sagacidade encontrou as chaves que tanto procurava. Entretanto, enquanto esperava um amontoado grande de chaves, encontrou apenas um pequeno molho com cerca de 13 chaves. Algumas delas estavam marcadas, fazendo referência aos quartos vistos por ele naquele corredor de antes, agora as outras – cerca de quatro – acabavam por não ter nenhuma sinalização. Ao buscar pela chave do cômodo, encontrou com facilidade e rapidamente saiu, mantendo o corpo sem vida trancado em seu interior.

Já do lado de fora, o Mink ponderou suas ações. Optando por agir de forma mais direta, indo até o lugar onde era certeza encontrar o seu alvo, já que em algum momento daquele dia, o homem iria ao escritório. Seus passos foram velozes, mas, diferente do esperado, eles não faziam um barulho sequer, mostrando as habilidades furtivas que o pequeno possuía. Talvez fosse sua altura, peso ou a junção de tudo aquilo com alguma técnica adquirida em seu passado sombrio, estava clara a experiência daquela figura esverdeada. Ao chegar próximo à escada, voltou a cogitar todo o seu planejamento, pontuando a dificuldade que teria para se manter escondido naquela região. A escada tinha o formato em espiral e era larga, larga o bastante para que três de Harvey pudessem deitar sem nenhum problema. A iluminação era precária e algo estava perceptível para o Ornitorrinco, aquele problema na iluminação não era por conta de uma degradação dos pontos de luz, parecia ser um problema na própria fiação – Joe, você ainda vai demorar? – Ele escutou a voz máscula vindo dos andares superiores – Não, por aqui já acabou. Precisamos subir e ver na caixa central, pelo jeito teve algum curto que queimou a maioria dos fusíveis. – Respondeu outra voz, masculina, um pouco mais fina que a primeira, aparentando ter vindo de alguém relativamente mais jovem.

Harvey escutou o som metálico das ferramentas usadas pelo homem e em seguida um som pesado, como se o rapaz estivesse fechado um caixote. Não demorou para ele escutar o som dos passos pesados daquele homem, indo em direção aos andares superiores daquele prédio. O Ornitorrinco definiu duas opções: subir pelas escadas com cautela ou procurar novamente pela tubulação de ar. Para sua infelicidade, a opção mais segura se tornava inviável, já que a nula existência dos tudo, impedia toda aquela linha de ação que seria tomada. Tomado pelas cautela e extraindo todo o poder da sua Furtividade, subiu pelas próprias escadas, notando que a cada andar novo, mas muito diferente era encontrado: portas e corredores. A única diferença real entre os andares era o luxo, que também não era tão significativo assim, porém, dava para perceber algumas características mais refinadas na arquitetura.

Ao chegar no último andar ele realmente teve uma surpresa, aquele espaço era totalmente diferente dos anteriores. Não existiam quartos, apenas um cômodo de grandes proporções, onde a porta vermelha mostrava toda sua magnitude. No extremo direito do lugar existiam duas mesas de sinuca, alguns metros depois dela – próximo às janelas – um grande sofá que aparentava ser extremamente confortável, cercava uma pequena mesa de centro, com adornos em ouro presos na estrutura de madeira acinzentada. Por último, um grande balcão de madeira vermelha cercava um amontoado de bebidas, parecia ser uma espécie de bar. Harvey percebia que às duas vozes escutadas anteriormente vinham de duas pessoas com trajes iguais, indicando serem de alguma empresa de energia e/ou manutenção. Ambos estavam fuçando a caixa central, presa a um pilar no canto esquerdo da sala, próximo ao escritório do Viking. Falando nele, um brutamontes estava firmado em sua porta, usava um terno comum e uma expressão enfezada em sua face – Amigo, pode ajudar aqui? Tá difícil de puxar... – Disse o homem mais velho.

O grandão relutou por alguns segundos – Você vai querer que eu chame o Viking até aqui, ele tenha que subir toda a escadaria resmungando e acabar vendo que é algo que você poderia fazer e poupá-lo desse cansaço? – Continuou o falatório a figura mais velha, vencendo o grandalhão com aquele argumento. Harvey podia notar algo estranho no olhar daquela dupla, já que no momento em que o homem mais velho mostrava onde o armário deveria puxar, o segundo e jovem homem puxava da maleta, uma espécie de fio. Em um movimento rápido ele pulou, passando suas mãos pelo pescoço do segurança, prendendo o fio em sua garganta e colocando seus pés na lombar do homem, puxando-o para trás. No momento da queda, ele usou o terreno onde seus pés tocavam para dar um pequeno impulso, colocando seus pés nos ombros do homem assim que seus corpos tocaram o chão, puxando com selvageria o fio enrolado no pescoço do rapaz. A cena seguinte era capaz de chocar Harvey, se ele não fosse quem ele é: uma espécie de carga elétrica percorriam a extensão do fio, esquentando o mesmo só ponto de cortar com facilidade a garganta do homem, finalizando com o total descolamento da cabeça do pescoço do homem – Agora precisamos ser rápidos, deixe ele comigo e tente entrar no escritório. – Falou o homem mais velho.

O jovem rapidamente partiu, puxando do bolso um pequeno “item” que usava para tentar arrombar a fechadura, porém, ele estava tendo dificuldade. O velhote puxava o corpo do homem para o canto, colocando sentado atrás de uma das pilastras que seguravam toda aquela estrutura. Antes que pudesse ter uma noção maior do que tudo aquilo se tratava, Harvey escutava alguns sons vindo dos andares inferiores, parecia que alguém estava subindo. O que ele faria? O velho dividia sua atenção entre observar o trabalho do mais novo e vigiar as escadas, o que trazia dificuldade de movimentação para o Ornitorrinco. Não demoraria mais que alguns segundos para quem estivesse subindo alcançar aquele andar.


Liebe

O Bovino se manteve atento às questões tratadas no diálogo entre o trio, mantendo a razão à frente de qualquer sentimento, já que era claro que Liebe não era um herói. As palavras do homem foram ignoradas pela dupla horrenda, diferente de Brienne, que sorria ao ouvir as palavras – Gosto de pessoas proativas, mesmo que talvez, não seja esse o caso, não é? Ah! Que seja! – Disse de modo um pouco confuso, quiçá faltavam alguns parafusos em sua mente – Você quer essa tralha suja? Pode ficar! É um presente da Brienne para você. – Naquele momento a postura da menina mudou, a expressão sorridente sumiu, assim como o “cuidado” que tinha em suas palavras – VAMOS SEUS IMUNDOS, NOJENTOS. – Gritou enquanto dava uma tapa na face do felino humanoide, este estava de pé com dificuldades, mas ainda sim, se esforçava para que não tivesse sua vida ceifada naquele momento – PEDAÇOS DE MERDA! ANDEM PORRA! – Berrava furiosamente a pequena figura.

Como dito anteriormente, Liebe não é um herói. Talvez em outras circunstâncias ele pudesse agir de maneira diferente, mas naquele momento ele estava imerso em um mar de dejetos humanos, envolvido em um grande intestino fedorento, que piorava com a presença do leproso – PELO AMOR DE DEUS! QUE FEDOR DE MORTO DO INFERNO, CARALHO! DESGRAÇA! – A garota literalmente gritava ao ponto das veias saltarem pelo seu pescoço e testa. Enquanto o Bovino tirava a primeira vida naquele ambiente, o leproso já estava em sua quarta ou quinta morte, exalando um sadismo singular. O Boi foi responsável pela morte de mais três, tendo um total de onze mortes naquele recinto e oito conseguiram sair com vida, incluindo alguns animais – VOCÊS ESTÃO ENCONTRANDO UMAS MERDAS ESTRANHAS E FRACAS! OLHA ISSO. – Berrou a menina segurando uma pequena criança azulada, suas guelras sangravam – Eles não aguentam um apertãozinho. – Resmungou a menina apertando com ainda mais força, fazendo seus dedos rasgarem o pescoço do pequeno homem-peixe, causando a sua morte instantânea.

Aqueles que conseguiram ficar de pé, foram colocados em fila na direção da saída do lugar. O leproso montou em um dos animais que estavam por ali, um Tigre que visivelmente não estava em suas melhores condições, era possível ver suas costelas e os ossos do seu corpo, na verdade, não sei nem como ele tinha forças para caminhar e aguentar aquele pedaço de merda em cima dele – Pare de brincar! Idiota! Não faça isso com ele. – Falou a menina de maneira totalmente diferente, sua expressão raivosa havia sumido, dando lugar a face serena de antes – Calma, você lutou bem por aqui. Não vou fazer isso com você, pode descansar. – Disse acariciando o animal e abraçando o seu pescoço, entrelaçando seus dedos no outro lado e forçando o seu pescoço. O som da morte do animal foi simples, como um osso de galinha sendo quebrado, ele foi ao solo em seguida.

Vamos, todos andando. Grandão, vá na frente. – Apontou para o início da fila. Se em algum momento existisse uma recusa por parte de Liebe, a garota simplesmente apontaria para o leproso ir na frente e assim ele faria. De qualquer modo, todos começavam a caminhar, saindo da sala e passando pela lateral daquela arena. Um extenso corredor – assim como o anterior – mostrava suas caras, sendo iluminado pelas tochas que queimavam incansavelmente. Diferente de antes em determinada parte daquele corredor, o odor aumentava ligeiramente – Não limparam isso ainda? Eles vão se ver comigo! – Disse a garota observando uma espécie de cova, porém, na parede. Pelo estado dos corpos eles não morreram há muito tempo, alguns deles estavam com marca de garras em seu corpo, outros tiveram seus rostos transformados em papa, misturados com a massa encefálica de seus crânios – Precisamos encontrar mais pessoas, já que os Shows estão ficando cada vez maiores. Só ontem foram dez mortos e temos pouca gente hábil. – Bradou a criatura de braços e pernas longas, girando uma espécie de manivela, responsável por abrir uma grande porta de madeira no final do corredor.

Os raios solares invadiram com ferocidade o corredor, obrigando os sobreviventes a levarem suas mãos de forma que cobrisse seus rostos – Muito tempo sem ver o sol né pessoal? – Riu a garota após sua fala, nitidamente achando toda aquela situação engraçada. Porém, eles não estavam ao ar livre. Na verdade, a luz vinha de uma espécie de duto com grandes proporções, logo abaixo dele, alguns tanques estavam repletos de lixo – Que nojo! – Bradou a menina mandando que eles continuassem a caminhar. O lugar era extenso, o corredor continuava e parecia não ter fim – [color=#FEC197]Vamos virar aqui.[/b] – Disse a criatura na dianteira – Braços longos —, quebrando para direita e seguindo novamente por outro corredor de comprimento anormal.

No fim das contas, o grupo passou alguns minutos caminhando, até que chegaram a outra porta. Essa era diferente, ao invés de madeira, ela era feita de metal e para abrir foi necessário a força do homem de membros desproporcionais – Bem vindos a sua nova casa. – Disse a menina com um sorriso largo no rosto. Liebe pode notar uma semelhança com a estrutura anterior, a arena era um pouco maior, assim como as arquibancadas ao redor, tendo a capacidade para suportar o dobro de pessoas. O lugar era bem iluminado, contudo, naquele momento as luzes estavam piscando, mostrando ter talvez alguma falha nos circuitos internos do lugar – Brienne! Bem-vinda, o que achou de tudo isso? – Falou um homem alto, tatuado e com barba e cabelos amarelados – Viking! É, ficou legal, só essa que está ruim não é? – Disse a menina – Estamos com um pequeno problema, mas já está sendo resolvido. - Enfim, vamos acomodar nossos visitantes. – Falou o homem com um sorriso no rosto – E quem é esse? Um novo membro da sua gangue? – A entonação diferente indicava um certo deboche por parte do homem – De qualquer maneira, homens! Levem o pessoal até os quartos de luxo. – Ordenou a figura.

Alguns homens surgiam de uma porta metálica nas proximidades, puxando e empurrando as pobres almas que estavam presas naquele mundo sombrio – Viking, precisamos conversar. Podemos ir a algum lugar privativo? – Questionou a menina com um olhar sério – Podemos, mas “ela” não vai aparecer não né? Você sabe que temos nossas rusgas. – Respondeu o homem, tendo uma gesticulação afirmativa por parte da menina – Grandão, teremos uma luta hoje a noite. Se quiser pode voltar aqui, terá dinheiro e tudo mais. Agora pode ir, vocês dois também! – Falou a garota. Rapidamente a dupla seguia por caminhos diferentes, assim como Brienne e Viking. Antes que Liebe estivesse de fato sozinho, um homem grande e careca surgia ao seu lado – Por aqui, senhor. – Disse a figura apontando em direção a uma escada na lateral da arena, que levaria para o andar superior daquele lugar.

Se por acaso Liebe seguisse por ali, seria levado a um corredor não muito grande, onde existia um número considerável de portas. O som dos gemidos, das rapaz e das cabeceiras das camas se chocando contra a parede, soavam como música nos ou idos do Bovino. A iluminação do lugar tinha tom avermelhado e continuava irregular, pela fresta entre a porta e o chão, uma espécie de fumaça escapava dos quartos. O homem de antes indicava para que Liebe continuasse caminhando pelo corredor, até chegar à área principal do lugar, onde contava com um número considerável de pessoas. O lugar era grande, logo na parte frontal era possível ver um vidro fumê, que impedia a passagem total dos raios solares do lugar. A passagem não estava totalmente livre, já que uma cortina grossa cobria grande parte daquela janela.

Algumas mulheres e homens dançavam no colo de terceiro, os dançarinos usavam trajes semelhantes, em tons vermelhos e que cobriam apenas as genitálias dos mesmos, isso é, de alguns deles. Alguns homens estavam despidos, rodopiando seus membros em movimentos sensuais, esfregando seus corpos em outros homens e mulheres, assim como as damas, que faziam as mesmas coisas – Oi, aceita uma bebida? A primeira é de graça. – Bradou uma mulher extremamente bela e ruiva, ela estava em pé atrás do balcão denso de maneira, segurando um pequeno copo com uma mão e uma garrafa de uísque na outra


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Nov 12, 2021 6:46 pm






Capítulo 1
Renascimento



"Parece que o Viking não é muito popular." o pensamento inaugurava aquele novo cenário altamente improvável que se desenvolvia em frente dos meus olhos. Percebendo, também, a dupla vindo por trás nas escadas, não possuía mais tempo para perder. Em um ímpeto, colocava minha mente para maquinar possíveis ações e resultados, até que chegasse em um plano de ação satisfatório. O relógio imaterial ticava e me colocava mais pressão a cada milésimo de segundo que eu perdia, me fazendo sentir a perda de controle do meu próprio corpo muito próxima.

"Talvez se eu fizer os dois grupos lutarem entre si e diminuir os próprios números..." matutava o início de uma ideia, que logo era derrubada por outro pensamento. "As chances de se virarem contra mim também são muito grandes, mesmo se eu limitar a visão deles com a granada de fumaça." minha inquietação vinha a parar quando, não muito após, conseguia esquemetizar uma entrada naquela sala, sabendo da vantagem de posição e visão do velho que matara o capanga.

"Se eu tirar a vantagem da visão dele consigo entrar sem ser notado e ainda posso articular um ataque surpresa." pensava, não esperando muito para colocar meu plano em ação. Esperava que pudesse acabar com eles rapidamente e terminar com tudo antes dos dois misteriosos saírem pela escada. Portanto, pegaria imediatamente a Red Canids em mão, segurando a outra para depois. Com essa, faria uma espécie de espelho retrovisor para identificar precisamente a posição do rapaz que arrombava a porta, por estar mais distraído.

Tendo o posicionamento do mesmo, não demoraria um segundo sequer para pegar minha granada de fumaça e ativá-la. Seguraria-a em mãos por alguns instantes para que ela só estourasse no exato momento em que caísse no chão. Além do mais, faria-a pingar nas paredes para que o velho não conseguisse saber com exatidão a minha posição se enxergasse a trejetória do projétil. Minha ideia era que ela caísse entre a escada e eles, em uma posição onde eu pudesse facilmente sair da fumaça e emendar um ataque surpresa no mais vivido.

Fazendo isso, e percebendo que em alguns segundos a fumaça cobriria a visão dos rapazes, sairia do meu local de esconderijo e correria em direção a névoa, atirando uma adaga em direção ao mais novo, na posição que havia pegado anteriormente. Miraria na altura da têmpora ou pescoço, mas se não fosse possível, algum músculo era o suficiente para talvez limitar suas ações durante a luta vindoura. Pegaria em mãos a outra do par carmesim, empunhando-a rente ao meu antebraço e na altura de meu peito, para desferir apenas um corte contra uma parte vital caso houvesse a chance.

Assim, sairia da fumaça em velocidade máxima visando o provável resto daquela dupla, pulando em sua direção visando partes vitais: coração, pescoço, peito e cabeça. Desferiria o golpe visando um corte limpo e profundo em sua carne nos locais supracitados. Caso o rapaz que arrombava a porta não tivesse vivo, tentaria terminar logo com o velho para me afastar e me colocar em posição de combate para elimina-lo. Da mesma maneira faria caso o senhor não morresse com o ataque surpresa, me afastando e levantando minha postura, atento aos seus movimentos, desviando com cambalhotas laterais, frontais ou traseiras de qualquer ataque que me fosse direcionado. Porém, na felicidade do plano sair perfeito, não demoraria a correr até o balcão e me esconder lá, posicionando-me no ponto cego da escada, esperando a chegada da dupla na cena sangrenta.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Nov 17, 2021 11:36 am


Harvey



Koji


O pequeno Harvey teve pouco tempo para elaborar um plano, no entanto, conseguiu no curto espaço de tempo traçar uma ordem de ações inteligentes. Usando sua arma polida como uma espécie de espelho, tendo uma noção do posicionamento da dupla que estava imersa no arrombamento, certo, o velho homem dividia sua atenção entre vigiar e dar alguns pitacos no trabalho do mais jovem.

O ornitorrinco tinha à sua disposição itens de grande valor para aquele momento, como é o caso da sua bomba de fumaça, que foi lançada no momento exato da sua explosão, quicando pelas paredes e fazendo uma espécie de tabela, antes de cair no local alvo. Aquilo assustou a dupla que claramente não esperava a presença de alguém ali, na verdade, eles até estavam atentos a um surgimento repetindo, mas de alguém subindo as escadas e não de um projétil como aquele. A fumaça se espalhou com velocidade e acompanhando a expansão da mesma, Harvey lançou sua adaga na direção do jovem arrombador, visando acertar a região da sua têmpora, o que claramente causaria a sua morte instantânea. Contudo, mesmo sua visão aguçada não conseguia atravessar a cortina de fumaça, não sendo possível fazer uma identificação visual da sua ação. Ele seguiu em meio a fumaça para finalizar o seu oponente, o corte realizado com um movimento técnico e limpo, mostrava toda habilidade que a pequena criatura tinha em seu estilo de luta, atingindo o pescoço e finalizando de vez o primeiro oponente.

O som dos passos chamaram a atenção do humanóide, que pulou para fora da fumaça indo atrás do último dos seus antagonistas. O velho arregalou seus olhos, mostrando-me visivelmente assustado com toda aquela situação, porém, ele ainda se mostrava tranquilo o bastante para desviar dos ataques da pequena criatura, esquivando seu corpo lateralmente, deixando que as ações de Harvey acertassem o nada. Diferente do esperado, ele não investiu contra o Ornitorrinco, na verdade, saltou para trás indo pro outro extremo do lugar, ficando próximo aos sofás e itens que estavam nas proximidades do bar. O homem olhou fixamente para Harvey por alguns segundos, antes de se jogar contra o vidro que quebrava com o impacto do seu corpo, caindo do último andar do prédio.

No entanto, o som do corpo se chocando com o solo não existiu, mostrando que de alguma forma aquele velho homem tinha se safado da morte certa. Antes que tivesse tempo hábil para ir até a janela quebrada, ele escutou o som dos passos aumentando com velocidade, escondendo-se no ponto cego da escada, na área do balcão. Não demorou nem três segundos após sua chegada até aquela região, para que uma dupla surgisse no local. O primeiro homem era grande, corpulento, sua aparência indicava que era ele o alvo dito pelo velho ferreiro, já que as características físicas batiam e ele também já tinha visto o mesmo passar pelo salão principal anteriormente. A segunda existência era feminina, cabelos volumosos e encaracolados, usava uma camisa regata simples e sua pele era escura, assim como seus olhos totalmente pretos, como um buraco negro sem fim – O que está acontecendo aqui? – Ela Indagou observando tudo ao seu redor, a fumaça começava a diminuir pouco a pouco, muito mais rápido que o normal, por conta da abertura criada pelo outro homem momentos atrás – Ainda não sei, fique um passo atrás de mim. – Disse Viking andando em passos firmes e largos na direção do corpo sem vida que se mostrava presente com o diminuir da fumaça.

Esse é um dos seus? – Indagou a garota que mais parecia uma jovem criança, porém, sua postura mostrava que não era tão jovem quanto sua aparência indicava – Não, esse definitivamente não é um dos meus. – Bradou o loiro puxando parte da camisa para cima, buscando uma espécie de identificação na região do abdômen do corpo – Pelo jeito ele queria entrar no escritório, mas foi morto por alguém. – Falou observando os cortes e o restante dos ferimentos causados por Harvey – HOMENS! – Gritou com tamanha ferocidade que sua voz pode ser ouvida nos andares inferiores com facilidade, já que o velho ornitorrinco escutava agora um aglomerado de passos subindo as escadas com velocidade – Vasculhem todo o prédio, vejam aquele buraco na janela e busquem o causador disso tudo. – Ordenou o líder do estabelecimento que foi prontamente atendido, três homens se espalharam pelo sétimo andar, dois deles foram em direção a janela e outro encontrou o corpo do segurança morto anteriormente. O restante desceu as escadas com velocidade – Parece que alguém desceu daqui e parou no quarto andar. – Pontuou um dos seguranças que estavam na janela, que tão rápido quanto seus companheiros, desceu para sinalizá-los da presença de alguém naquele andar.

Por fim, Harvey estava rodeado de inimigos em potencial: Dois seguranças estavam ali, um próximo a janela e o outro entrava no escritório de Viking, deixando seu líder e a garota na região de fora do lugar, parecia que ele foi inspecionar o recinto –[bm Você sabe que pode ter uma bomba aí, não é?[/b] – Falou a menina com um sorriso no rosto e de maneira tranquila – Duvido que eles tenham conseguido entrar, olhe esses itens de arrombamento no chão, eles ainda estavam presos na porta. – Falou o loiro. Jurando alguns itens usados pelo jovem rapaz – Preciso apenas saber o que ele estava querendo aí dentro, uma emboscada ou roubar algum documento? – Questionou em alto e bom-tom.

O que Harvey faria? Sairia do lugar em passos acelerados? Tentaria investir contra o Loiro e sua companheira? Tendo que lidar primeiro com o segurança.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Dom Nov 21, 2021 6:47 pm






Capítulo 1
Renascimento



"Merda! As coisas saíram um pouco do controle." extravazava um pouco da frustração mentalmente enquanto torcia pro meu corpo não sair do meu controle, apesar de sentir o mesmo próximo de perder suas rédeas. "As vezes eu queria não ter um literal assassino dentro de mim mesmo." meu lamento era inevitável. E se eu nunca tivesse ficado defeituoso... e se as coisas nunca dessem errado? Estaria meus amigos aqui ainda? O meu amor? Talvez até mesmo minha prosperidade?

Percebendo o poço em que eu estava me enfiando e me jogando em uma queda livre, balançava minha cabeça de um lado para o outro para me focar na atual missão. As coisas deram erradas mas nunca era tarde demais para recomeçar; e era isso que eu fazia aqui. Respiraria fundo e tentaria acalmar meus ânimos, talvez até meu nêmesis interno que queria se libertar daquelas amarras que eu chamo de corpo. Minha situação agora parecia menos controlável, mais perigosa e ainda mais excitante para mim. "Um na janela, outro na sala. Meu alvo e uma garota na frente do escritório. Vai ser complicado." tinha de reconhecer a extremidade do que ocorria ali, sem, é claro, perder a cabeça.

"Talvez eu possa acabar com o mais próximo o empurrando pela janela..." começava a tracejar meu plano. "Talvez, em seu momento de morte, chame a atenção dos demais. E então?" mesmo que terminasse com o primeiro capanga rapidamente, os outros três eram variáveis. Teria que organizar precauções para cada um deles e possibilidades. "Caso venha o outro capanga, termino com ele de maneira furtiva, me esgueirando pelas suas costas. Da mesma maneira com a garota." de qualquer forma, me sobrava ainda a possibilidade de Viking vir atrás de mim.

"Será mesmo que devo contar com essa possibilidade? Ele paga seus capangas para algo, afinal." deveria confiar nessa lógica e esperar que ele não fizesse o serviço ele mesmo. Não perdendo mais tempo, esperaria pelo momento certo - se necessário - para empurrar o capanga próximo da janela para que o mesmo caísse do último andar. Tentaria, primeiramente, sair do balcão sorrateiramente para o fazer; seja pela frente ou por cima, desde que ele não me visse seria um sucesso. Além disso, ficaria atento pelo barulho de sua queda ou não, vendo se o mesmo sobreviveria da mesma forma que aquele velhote conseguiu.

Esperando que ele gritasse na hora de sua queda e chamasse a atenção dos outros, voltaria para o balcão rapidamente para que o próximo viesse para a sua morte - assim esperado. Caso isso não ocorresse, eu mesmo pegaria uma garrafa de uma bebida qualquer e jogaria na parede para ativar a curiosidade daqueles três restantes ali. De uma forma ou de outra, antecipando meus pensamentos, esperaria que aquele que viesse checar não me visse escondido atrás do balcão, e assim que tivesse em uma posição favorável, sairia sorrateiramente da mesma forma, com a Red Canids em mão.

Chegaria, então, de maneira silenciosa e assassina, por trás do indivíduo, para então saltar em seu pescoço e lhe entregar um corte limpo e profundo nesse mesmo ponto vital, sem chances de reação ou um grito qualquer. Feito isso, e com o possível sucesso da operação até então, teria que começar a improvisar um pouco. Voltando para o balcão no mesmo ponto cego onde havia me colocado anteriormente, voltaria a pensar nas minhas possibilidades para o futuro, sabendo que acabara de ganhar mais tempo para agir e planejar.

"Só falta o Viking e a garota(o)... Considerando que ambos lutem, minha melhor opção é tornar isso em uma duelo 1 versus 1 com um ataque surpresa." iniciava o planejamento, começando a considerar minhas linhas de ação. "As chances de falhar são grandes, então devo me preparar para um 2 versus 1 também..." a luta contra 2 não era necessariamente complicada, mas a dificuldade vinha com a liderança do meu alvo. "Se ele gritar ou ao menos levantar sua voz posso estar encrencado com mais capangas vindo pela escada." me lembrava da sua boca que comandava todo um batalhão.

Apesar desse empecilho, não podia mata-lo. Ele tinha o conhecimento das senhas de quaisquer cofres dentro desse estabelecimento e as coisas de valor em sua sala, além do dinheiro, é claro. "Isso fica cada vez mais complicado." não podia deixar de amaldiçoar com a crescente dificuldade dessa parte da operação. Deixando de usar meus pensamentos por um instante, colocava um pouco de esperança nas posses do homem ou mulher que acabara de matar. Saindo do balcão rapidamente, procurava em seu cadáver por armas de qualquer tipo, especialmente de fogo ou arremessáveis.

Sendo uma adaga ou algo do tipo, além, é claro, de uma arma de fogo, meus ânimos seriam mais acalmados. Poderia arremessar a lâmina e conseguir uma provável morte, ou usar a pistola/revólver para uma espécie de ameaça. Não sendo nada disso, apenas deixaria a possibilidade de lado, mas ainda me mantendo atento a qualquer tipo de chave ou item de acesso dentro da vestimenta do indivíduo. Voltaria, então, ao esconderijo, um pouco mais célere dessa vez por conta da provável desconfiança dos dois restantes. Pegaria, da adega ou algo parecido com isso - caso ouvesse uma - uma garrafa de qualquer bebida, preferencialmente uma menor.

Tendo o que queria em posse ou não, faria uma entrada rápida e que provacasse uma espécie de surpresa, contando com ela de alguma forma. Jogaria a garrafa de bebida em Viking para que o mesmo ficasse, ao menos, um pouco atordoado para ganhar tempo. Caso não a tivesse, jogaria a adaga na pessoa que estivesse ali para provavelmente acabar com a mesma, mirando, é claro, em pontos vitais. Usaria das minhas garras para lutar agora, confiando no seu corte após tanto tempo. "As adagas que encomendei seriam uma bela arma aqui." não podia deixar de fazer essa análise.

Caso tenha matado a pessoa que restara com a adaga, correria em direção a Viking antes que ele pudesse fazer qualquer coisa e usaria minhas garras para fazer diversos ferimentos nele. Primeiramente, os pés e as pernas, para então subir aos braços e tórax, antes de chegar ao seu pescoço e finalmente realizar minha ameaça. — Abra essa boca ou faça qualquer movimento sem minha permissão e isso será a última coisa que fará em vida. — usaria da minha lábia para lhe passar confiança em minhas palavras, reforçando a ameaça.

Porém, no caso de ter acertado a garrafa na cabeça do loiro, começaria uma luta contra o outro restante e contra o tempo também. Buscaria ser rápido em minhas ações e focar em contra ataques caso a ação fosse necessária. Correria em velocidade em direção ao mesmo para saltar em seu peito para lhe cravar a adaga no coração ou pescoço. Sabendo da potência do mesmo para realizar qualquer ação, em casos de esquiva, manteria meus olhos em seus movimentos para, novamente, o seguir com o corpo e acertar o golpe final. Com bloqueios, focaria em retirar minha força do ataque para realizar outro corte, em suas pernas dessa vez. No caso de um ataque, contra-atacaria repelindo sua investida e o fazendo perder o equilíbrio no processo, para, como dito acima, finaliza-lo. Agiria assim em ambos os casos, e, na possibilidade de tudo dar errado, me afastaria de suas figuras e me colocaria em posição e combate, atento a qualquer coisa que me fosse inferir perigo.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Dom Nov 21, 2021 10:14 pm


Harvey



Koji


O pequeno ornitorrinco se via em uma situação complicada, de fato, a presença de novos personagens apenas atrapalhavam seus movimentos furtivos e bem calculados. Isso fazia a criatura pensar, na verdade, ele pensava MUITO nos seus próximos passos e até mesmo em alguns demônios pessoais, mas esses eram varridos da sua mente com a mesma velocidade que deram suas caras. Ele pensou por alguns momentos no que fazer, quatro possíveis oponentes estavam no ambiente e claramente ele não seria capaz de enfrentar todos de uma vez, até porque não sabia o quão forte eles poderiam ser.

De maneira clara a estratégia surgia em sua mente, como um quebra-cabeças sendo montado, ele formentava toda uma linha de ação, que precisava de um pouco de sorte para sair do jeito que imaginou, sendo bem sincero. Vamos lá, seu primeiro passo era focar unicamente na singularidade mais frágil daquele quarteto: o rapaz que estava na janela. Não preciso entrar em detalhes do motivo pelo qual ele foi o escolhido, certo? A criatura caminhou de maneira sorrateira, como um larápio se esgueirando entre a escuridão na calada da noite, chegando bem próximo ao homem que observava a provável fuga da figura que pulou dali. Entretanto, enquanto olhava sentiu as pequeninas mãos do seu antagonista, empurrando-o para fora do prédio - AAAAAAAAAAAAAAAAAH! – O grito de puro desespero fora expelido da sua boca com louvor, provavelmente aquele cântico pudesse ter sido escutado por toda Sirarossa.

Óbvio que aquilo chamou a atenção dos três, mas aquilo estava dentro dos planos do nosso pequeno verdinho, que rapidamente – logo após realizar sua ação – voltou em passos rápidos e furtivos para sua posição anterior, mantendo fora do radar do trio que ainda restava naquele andar – Espere chefe, eu irei. – Disse o segundo segurança do lugar, que estava vasculhando o interior do escritório em busca de um possível inimigo, pelo jeito ele não contava que a figura antagonista estivesse em outro lugar. O robusto homem foi calmo, seus passos eram curtos e seus punhos estavam fechados com firmeza, mostrando estar preparado para um combate, se assim fosse necessário. Viking e a garota ficaram no mesmo lugar, minto, eles moveram-se levemente para ter uma visão mais ampla do salão, ambos estavam desarmados, mas a garota parecia tranquila, mesmo com toda aquela situação de suspense.

Harvey estava pronto para finalizar seu oponente, saindo da sua posição furtiva e indo em passos silencioso para posição de ataque – Cuidado! – A voz feminina percorreu o ambiente como um tsunami, contudo, ela não conseguiu ser rápida o bastante sobrepujar a investida da criatura, que ceifou mais uma vida de maneira simples e direta, usando sua adaga para realizar tal feito. A partir daqui seus planos começaram a dar errado, já que sua ideia inicial era continuar abusando da furtividade – Deixa que eu mesmo faço isso. – A garota falou estalando todos os dedos das suas mãos, empurrando o loiro para trás e caminhando em passos largos na direção de Harvey, que estava basicamente no meio da sala – Não sei quem você é, mas saiba que veio aqui no dia errado. – Bradou a garota pegando uma das cadeiras da madeira maciça, lançando na direção do Mink com toda sua força – e mostrava que tinha muita.

Aquilo foi tudo? Claro que não! Assim que lançou a cadeira na direção da figura minúscula, ela investiu com uma velocidade fora do normal, indo em direção a criatura animalesca e algo chamava ainda mais atenção naquela situação: suas pernas. Ambos os joelhos continuavam flexionados a cada passo que ela dava, mostrando que seguiria qualquer passo que Harvey tomasse. Para finalizar, seus punhos estavam fechados e posicionados na cintura, como se fossem duas armas engatilhadas. Não preciso nem dizer que nosso querido protagonista não teve tempo hábil para vasculhar os corpos das suas duas vítimas, já que uma nova adversidade corria com velocidade em sua direção.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Dez 03, 2021 3:30 am






Capítulo 1
Renascimento



"Merda... Merda! Merda! Merda!" Amaldiçoava mentalmente me referindo à minha situação atual. Até um dado momento, o plano havia sido um sucesso, podendo acabar com dois guardas de uma vez e sem dores de cabeça. Porém, a aparição daquela garota havia mudado tudo, levando as minhas consequências perfeitas para um estado de desequilíbrio - este que me deixou em tal posição agora. "Preciso me acalmar. Não vou conseguir pensar muito agora, cada passo meu tem que ser decidido!" o pensamento momentaneamente me acalmava enquanto a fera escondida dentro de mim estava prester a sair para me matar. Apesar disso, havia outras coisas para se preocupar, como a cadeira voadora que vinha na minha direção.

"Joelhos arqueados e flexionados." Um claro indício de que ela viria pra cima de mim para onde quer que eu desvie. A cadeira era apenas um artifício para me fazer jogar nas suas regras. Apesar disso, não havia muito o que fazer naquela atual situação, senão entrar de cabeça no jogo da mulher e dançar conforme seus passos. Não hesitando, então, milésimos de segundos antes da cadeira me atingir, desviaria de sua trajetória com uma rolada para o lado da escada, deixando que atingisse o nada que havia atrás de mim, enquanto apertaria firmemente a Red Canids restante em minhas mãos.

Esperando que ela viesse para cima de mim com seus punhos, julgaria não haver tempo para outro desvio pela natureza de seu plano; apesar disso, tentaria mesmo assim para que pudesse sair daquela ileso. Com uma cambalhota para o lado da escada, visaria em, com um movimento rápido de ascenção, me colocar de pé e imponente sobre ela. Porém, tendo a visão dessa ação ser impossível, focaria em trabalhar meus contra-ataques, de forma a repelir seus movimentos para só então avançar. Faria isso usando minha lâmina de forma paralela ao meu antebraço, cruzando com seus punhos nessa região e os expelindo para trás para tentar desequilibrá-la.

Seguindo as possibilidades de um contra-ataque, continuaria, então, após a sequência supracitada, com cortes transversais em suas pernas, focando áreas mais importantes para o funcionamento do próprio caminhar, como o tendão acima do calcanhar, panturrilha, joelho e coxas. Esperaria que estes ataques fossem o suficiente para desacelerar seus movimentos e os debilitar. Não parando por aí, saltaria em sua direção e altura para realizar o mesmo processo com os braços e mãos, cortando seus ombros, tríceps, bíceps e antebraço, com a esperança que isso danificasse o uso desses membros.

No caso porém, de enfrentá-la diretamente após possivelmente desviar de seu ataque inicial. Correria para cima dela assim que a mesma errasse a sua investida, como a mesma tentaria fazer comigo anteriormente. Nesse momento, buscaria pega-la em um estado menos protegido devido a natureza de seu ataque, aproveitando dessa lógica para avançar em poder e velocidade. Com a adaga em mãos, desferiria um corte profundo em seu tórax para abrir um grande ferimento que sangrasse e retirasse suas forças aos poucos, além de, é claro, realizar os ataques citados acima para desabilitar (ou não) seus membros.

Para defesas, seria breve e objetivo. Como também já dito anteriormente, cruzaria seus punhos com os meus antebraços - um desses protegido pela lâmina - de forma que pudesse eventualmente repelir seus ataques e avançar em sua direção, deixando-a desequilibrada e então realizando contra-ataques. Para aquelas investidas que tivessem como alvo minha cabeça, buscaria apenas me abaixar, visto que minha altura e forma física me proporcionavam esse tipo de vantagem. Para os pés, apenas pularia em uma acrobacia, rodopiando no ar com o apoio de minhas mãos no chão para logo me colocar de pé novamente.

Para golpes na altura do tórax, no entanto, buscaria analisar suas maneiras e diferentes direções. Sendo uma investida ascendente, isto é, que me atingisse de baixo para cima, inclinaria meu corpo para trás e com o auxílio de alguns passos de ré desviaria desse intento assassino. Com golpes descendentes, poderia fazer o mesmo, alterando essa última passada, também, para os lados, para que não me movimentasse em um padrão fixo. Ataques laterais ou diretos poderiam ser mais simples, bastando roladas rápidas, inclinações com o tronco para o lado oposto e movimentos giratórios com o quadril para evitar ser acertado.

A cada movimento, esquiva ou bloqueio, tentaria achar oportunidades para meus contra-ataques e investidas, tendo certeza de fazê-los sem hesitação alguma. Percebendo o estado crítico e impotente da moça que batalhava contra mim, saltaria em sua direção, e com a adaga, cortaria seu pescoço, ou então perfuraria seu coração, podendo até mesmo penetrar sua têmpora - dependia da praticidade da minha posição e movimento. Finalizada, olharia com olhos sanguinários para Viking e tentaria novamente proferir a frase que estava presa em minha garganta. — Uma palavra e essa será a sua última ação em vida. — diria para o homem enquanto andava em sua direção com a Red Canids, provavelmente ensanguentada, em mãos.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Dez 03, 2021 2:14 pm


Harvey



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O pequeno ornitorrinco estava amaldiçoando tudo e todos, já que as coisas não haviam acontecido como planejava. De qualquer modo, a luta tinha seu start como descrito anteriormente, o projétil lançado pela garota percorria o ar do recinto com velocidade, mas, o pequeno também não perdia em nada quando o assunto era velocidade. Em um movimento limpo, simples e carregado com a experiência que detinha em anos de trabalho, deixou que o objeto acertasse o nada, já estando pronto para a clara investida mostrada pela sua antagonista. Pique batman, ele teve tempo hábil para bolar toda uma estratégia de combate, já que como supracitado, a mulher mostrou quais seriam os seus próximos passos.

Portando suas adagas carmesins, se colocou de forma imponente perante o avanço inimigo, mostrando que não arredaria o pé dali sem concluir o seu objetivo. A menina era rápida, a impulsão ocasionada pelos seus músculos era algo singular, mostrando uma certa experiência em batalha ou um treino específico para aquele tipo de ação. Harvey estava pronto e enquanto o potente soco vinha em sua direção, ele optou pela linha de ação mais lógica, tendo em consideração o seu estilo de combate: o contra-ataque. Sim, em meio aos golpes desferidos pela garota o ornitorrinco se moeu com maestria, desviando e utilizando as brechas encontradas para punir o corpo da vilã, acertando uma série de cortes em seus membros atacantes, com cortes transversais até mesmo em suas pernas, isso é, no momento em que ela desferiu chutes que certamente causariam danos significativos.

Harvey estava em uma clara vantagem, podendo notar isso na própria respiração ofegante de sua antagonista. Talvez ela não fosse uma verdadeira combatente? Ou tinha um motivo por trás da sua resistência irrisória? Aquela era uma pergunta que o velho animalesco não teria uma resposta, mas de qualquer forma, continuava mostrando a superioridade em combate, cortando a carne da garota em diferentes pontos. O banho de sangue era algo visível, o próprio pêlo do ornitorrinco recebia gotas e mais gotas do líquido rubro da vida, enquanto notava que aos poucos o ritmo da mulher diminuia gradativamente. Os pontos acertados foram cruciais, em alguns momentos seu braço falhava, em outro sua perna mostrava sinais claros de desordem. Sem nem mesmo conseguir acertar um único golpe na criatura esverdeada, a mulher se viu completamente derrotada e seu ímpeto parecia ter desaparecido tão rápido quanto sua vontade de derrotar o ornitorrinco.

Em um último movimento impiedoso o nosso querido Mink acertou em cheio a lateral da cabeça da garota, sua adaga atravessou os cabelos encaracolados e perfurou seu crânio com facilidade, mostrando o poder existente na lâmina. De joelhos, ela caiu de cara no chão quando Red Canids foi retirada do seu cérebro, vindo com a massa orgânica existente naquela região. Viking estava estupefato, parecia não acreditar no que estava acontecendo em sua frente. Seus lábios trêmulos indicavam que ele queria fazer perguntas: Quem era aquele ornitorrinco? Por que ele está atrás de mim? Quem o mandou? Entretanto, ele não conseguia sequer iniciar uma das perguntas que sacudiam sua mente. A pose de machão caiu por terra, no momento em que Harvey deu um passo em sua direção, ele instintivamente deu dois passos para trás, de maneira desajustada, já que suas pernas não pareciam responder tão bem assim. Seu joelho tocou ao chão, mas rapidamente o homem se reergueu tentando manter uma certa postura – E-e-eu pago o que f-or necessário. – Disse meio relutante, já que o protagonista dessa história havia dado uma ordem clara – Fo-oi Jon? Talvez o Barney? Independente da quantia eu pago mais que eles! – Concluiu o homem usando toda sua força para falar, já que sua vida estava em perigo ele queria pelo menos tentar se safar de alguma forma.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sab Dez 04, 2021 10:48 am






Capítulo 1
Renascimento



"Huffs... saco. Esse sangue no meu pelo... arghh!" apesar de ter vencido aquela batalha sangrenta e, externamente parecer tão imponente quanto uma montanha, aquele líquido rubro manchando meus pelos me fazia estremecer. Era um incômodo primal que eu não saberia descrever senão como uma vaidade exacerbada. Passando as mãos de maneira talvez um pouco desesperada, esperava, pelo menos, pentear as penugens que estivessem fora do lugar e retirar o excesso de sangue. Além disso, sair daquele lugar naquele estado seria um tanto quanto problemático.

De qualquer forma, Viking parecia ser mais bebê chorão do que eu imaginava pela sua aparência. "Os mais durões são sempre os primeiros a chorar. Hehehe." não podia conter o escárnio mentalmente enquanto ele implorava pela sua vida, e de bandeja, me oferecia o desejado. Além disso, me dava o nome de duas figuras que pareciam ser seus inimigos. "Interessante..." uma fagulha de uma ideia passava por minha cabeça, já esperando tirar um pouco de dinheiro para mim mesmo de toda essa situação.

— Eu quero todo o dinheiro que você possui aqui. Além disso quero também o contato desses homens que você acabou de mencionar. — falaria para o rapaz, ainda me aproximando dele de maneira fervorosa. — Você também pode me contratar algum dia para qualquer serviço, já provei minhas capacidades. — em um tom de deboche, não poderia deixar de fazer o merchandising para o meu novo emprego, mesmo que não esperasse ser admitido por alguém que agora me teme mais que tudo. De qualquer forma, esperava, naquele lugar, pegar o dinheiro de Samuel e um adicional para os meus bolsos.

Seria breve, e constantemente apressaria o homem para sair logo daquele lugar. Caso tentasse alguma gracinha, como reagir a minha abordagem, não hesitaria e passar a lâmina em sua pele apenas para fazê-lo sangrar, ameaçando o chefe daquele lugar na base do medo e força. Assim que me fosse entregue o necessário, colocaria tudo embaixo do meu chapéu e o puxaria para fora da sala, ficando sob o meu olhar a todo minuto. Passaria, então, a vasculhar alguns espólios daquela batalha um tanto quanto conturbada. Primeiro, é claro, a Red Canids da cabeça do menino que tentava arrombar a porta do escritório, e então seu kit de arrombamento que julgava ser importante para qualquer coisa mais tarde.

Tendo feito tudo isso, falaria com Viking. — Não leve para o pessoal. Eu trabalho para quem pagar mais e perguntar de menos. — diria ao homem, dando uma piscadela para ele antes de chama-lo para uma última caminhada. — Agora você vai me levar para a saída desse lugar, pela porta da frente, como se eu fosse um grande amigo seu. Tente qualquer graça e eu vou fazer da sua vida um inferno. — alertei-o, para então começar a minha jornada curta. Não esperava que ele fizesse alguma coisa contra mim àquela altura dos eventos, mas é sempre bom se prevenir.

Durante o leve caminhar, manteria meus olhos despreocupados e meu corpo relaxado. Poderíamos mentir mas nossas expressões não mentem, logo, mantê-las era mais do que necessário nessas ocasiões. Caso Viking falasse algo que me levasse a ser perseguido, sairia correndo pelo lugar na minha maior velocidade - confiava nela -, usando, também, acrobacias para fazer rotas mais complexas e que despistassem meus rastros mais rapidamente. Estando fora do lugar, sairia de perto daquele bar o mais rápido que poderia, voltando para um andar normalizado até a ferraria de mais cedo e observando todo o lugar, até mesmo o tempo.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sab Dez 04, 2021 8:25 pm


Harvey



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Abgnalee saiu vitorioso do combate, ficando incomodado com os resquícios do combate, sendo mais específico, os restos da sua antagonista. Esse era um mundo cruel, envolto de morte, corrupção e o mais puro caos, entretanto, o Ornitorrinco era alguém experiente nesse estilo de vida. Enquanto limpava de maneira um tanto quanto engraçada o sangue do seu corpo, tirando o excesso avermelhado do teu pelo e em outros pontos, espalhando ainda mais aquela crosta carmesim que cobria seu corpo. Por fim, seu alvo estava mais que entregue, seu corpo trêmulo mostrava o medo da morte que a figura esverdeada trazia, mas, ainda sim ele tinha esperanças que alguém surgisse das escadas, já que seus olhos se dividiam entre observar a singularidade em sua frente e observar – quase que implorando a chegada de alguém – na região das escadas.

Diferente do esperado, Harvey não estava ali para matá-lo e aquilo o surpreendeu, já que ele não esperava por isso – Dinheiro? Claro, Claro! – O homem falou se segurando para não gaguejar – Não tenho muito aqui, apenas o lucro da noite passada, os contatos também não tenho, nós falamos apenas pessoalmente algumas vezes! Bom, isso é, exceto o Barney, esse não tenho mais contato. – Respirou fundo ao término da sua frase, relaxando um pouco toda aquela tensão que tomava conta de cada parte do seu corpo – Jon você pode encontrar próximo ao Hotel Belucci, já Barney normalmente fica nas docas, ele tem um pequeno bar lá. O primeiro tem uma “loja de roupas” que bem, não é uma loja em si. – Sua voz continuava a transparecer medo, mesmo que fosse de certa forma em uma quantidade menor que as vezes anteriores.

O loiro escutava as palavras da minúscula criatura, entendo do que se tratava a sua ida até ali, como alguém do submundo, aquelas coisas podiam ser consideradas algo cotidiano, mesmo que para Viking parecesse que foi a primeira vez passando pela situação. O homem rapidamente entregou uma pequena bolsa de couro de cobra, recheado com uma quantidade que nem ele mesmo sabia – Ai tem tudo o que tenho, por favor, não me mate não. – Repetiu o clamor de antes, de fato, não parecia ser um homem ruim. O Ornitorrinco pegou tudo o que foi necessário, guardando em seu chapéu, o que dava um peso extra para seu corpo, inclusive o Kit do jovem morto, que contava com dois pequenos objetos metálicos, utilizados para girar o composto mecânico da fechadura, algo bem simples e de certa forma arcaico – Claro, claro! – Viking falou de maneira animada, sentindo que a vida continuaria em seu corpo e a chance de vingança sempre existiria.

Enquanto descia as escadas o Mink pode perceber que seu alvo queria falar, ele o olhava de canto de olho como se estivesse curioso sobre o mandante, já que estava claro a profissão do esverdeado. Entretanto, ele não falou, se manteve calado e apenas ordenou que seus homens subissem, dando a entender que aquela pequena criatura havia salvo sua vida ou será que ele estava apenas fazendo seus homens marcarem a face do Ornitorrinco? Bom, isso não dava para saber. Os andares inferiores estavam movimentados, parecia que a busca ainda não tinha acabado e o “verdadeiro inimigo” para os homens do loiro, ainda estava vagando pelo grande estabelecimento.

Por fim, não demorou para que Harvey encontrasse a saída, tendo o caminho completamente livre e sentindo o olhar do loiro fuzilando suas costas, entretanto, ele não parecia que iria lidar com seu mais novo inimigo naquela hora. Claro, Viking é um covarde, mas aparentemente era tão rancoroso quanto e como alguém experiente no Submundo, não teria trabalho em encontrar a pequena criatura verde, ainda mais sendo tão única como é. A liberdade cantou, Harvey estava livre e as ruas continuavam movimentadas como sempre. O odor fétido de Sirarossa invadiu suas narinas com rapidez, o cartão postal da ilha mostrava sua força. Para onde ele iria? É claro que era a loja de Samuel, afinal, após momentos de tensão, sua recompensa estava mais que certa. Como supracitado o caminho estava repleto de pessoas, que o olhavam com certo desdém, já que ele não era da mesma raça da grande maioria. Entretanto, outros o olhavam com certa curiosidade, principalmente as crianças, que em suma maioria eram maiores que o próprio, mas ele já estava acostumado com isso, certo? De qualquer modo, seu destino não ficava muito longe e como de praxe, estava tranquilo, apenas tendo sua porta principal entreaberta, algo que poderia soar estranho. Porém, antes mesmo de pensar em entrar, era recebido pela súbita abertura da porta – Oi. – Samuel estava soando, seu líquido corporal escorria pela face, pingando no chão em seguida.

O velho o encarou por alguns tempo, não deixando de notar os restos de tom vermelho em seu pelo, cerrando seus olhos por alguns momentos, encarando a criatura esverdeada – Entre, vamos resolver isso lá dentro. – Bradou entrando no lugar. Quando Harvey entrasse na ferraria, sentiria aquele bafo quente envolvendo todo seu corpo, o lugar estava em uma temperatura ainda maior que antes, mostrando que o velhote havia acabado recentemente a criação das armas – E então como foi? Encontrou ele? – Indagou esperando o relatório da missão.



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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Dez 06, 2021 9:09 pm






Capítulo 1
Renascimento



"Certeza que Viking vai querer vingança... amador." Pensava imediatamente após sair daquele lugar, esperando que Samuel tivesse um chuveiro em sua loja para eu limpar aqueles pelos desgrenhados. A passada de mão havia piorado sua situação, mas não me importaria com aquilo no momento - pelo menos tentaria. Não demorava para que eu chegasse até aquele lugar, os olhos curiosos e pejorativos já haviam saturado após 40 anos de vida, logo, não podia me importar menos. — Pode se dizer que foi tranquilo. — falava de maneira despretensiosa, sentindo o bafo quente que atacava meu corpo assim que entrava na loja. — Digamos que eu vou precisar de uma proteção daqui pra frente.

Entrando lá, buscaria sinais das minhas novas armas, se encontrando, caminharia até as obras primas e faria uma avaliação visual inicial, não demorando muito nisso. De qualquer forma, voltaria minha fala à Samuel. — Quanto ele te devia mesmo? — perguntaria para o homem, lhe entregando a quantia dita e ficando com um possível resto. Se não fosse o suficiente, apenas voltaria a abrir minha boca impassivelmente. — Ele só tinha isso, eu fiz questão de ser claro. — me retirava da reta de culpa, enquanto coletava os frutos da minha missão.

Com as pequenas adagas em mãos, giraria elas pelos dedos e faria alguns arremessos iniciais contra algum alvo que não fosse danificado pelo perfuramento, como madeira. Gostaria de sentir seu peso, a sua reação ao ar e como ela se comportava aos meus ataques. Estando tudo certo, voltaria a falar com o ferreiro habilidoso. — Ótimo trabalho, gostaria de virar um cliente recorrente. — anunciava sem muitos rodeios. — Além disso, preciso de contatos por aqui. Viking não parecia muito feliz após minha saída e as chances de eu ser atacado são grandes. — esperava que com apenas isso entendesse minhas intenções, porém, caso negativo, voltava a falar.

— Quero novos trabalhos; contatos que possam me proteger e me guiar por essa cidade em troca de algo. — olhando para as minhas manchas de sangue pelo reflexo produzido na adaga, dizia isso à Samuel esperando que sua vivência na ilha pudesse me ajudar durante esse momento. Caso não fosse possível, não ficaria abatido. — Pelo menos sabe onde posso encontrar esse tipo de coisa? — terminaria, esperando e ouvindo atentamente a resposta do artesão dos metais. Além disso, não me esqueceria. — Por acaso tem um chuveiro por aqui? — mostrava minhas manchas e faria um rosto simpático, esperando que entendesse meus sinais.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Dez 07, 2021 1:16 am


Harvey



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A pequena existência animalesca estava pensativo enquanto vagava pelas ruas fétidas de Sirarossa, até chegar em definitivo na propriedade simplória do velho Samuel. Rapidamente relatava sem muitos detalhes o ocorrido, levantando alguns pontos importantes da sua trajetória em busca de cumprir o acordo feito entre eles – Hahaha! Todos precisam de proteção em Sirarossa meu amigo, se bem que, você está no lugar mais seguro de toda essa tralha, – As palavras ditas carregavam sinceridade e uma certa convicção, seria por estar em uma fábrica de armas ou tinha algo por trás daquele velho e rabugento homem? Enfim, a parte do ferreiro no acorda estava em um pequeno caixote de madeira, seu interior estava coberto por panos velhos e as armas em cima dos mesmos. Três pequenas adagas forjadas com um metal pouco visto naquele lugar, o chumbo branco – Menores do jeito que você pediu, espero que estejam do agrado. – Citou o criador alguns metros atrás do esverdeado, observando sua reação e ações para com suas mais novas criações.

Samuel escutou as palavras de Harvey – Dez milhões e um pouquinho. – Falou o velhote. Após entregar o valor, o homem pode ver que não restou muito para ele, apenas oitocentos mil berries. A pequena criatura manuseou suas novas armas, sentindo o peso ideal para sua estatura, uma verdadeira obra prima – Bom, acredito que não precise ir a nenhum outro lugar. – Falou Samuel com um olhar um pouco mais sério em sua face, observando o ornitorrinco de maneira calma – Por favor, me acompanhe – Completou enquanto trancava a porta principal do lugar, o som metálico do cadeado fechando ecoou pelo recinto, assim como o calor, que aumento quase que instantaneamente ao fechar da maior passagem de ar do lugar. Samuel caminho em passos lentos, suas pernas curtas o faziam andar balançando de um lado para o outro – Desligar isso aqui, pois vamos demorar. – Soltou palavras no ar enquanto apagava as brasas da sua forja, fazendo subir a fumaça densa que percorreu o caminho até aquela espécie de exaustor.

O barbudo caminhou para o único cômodo no lugar, quando Harvey entrasse notaria a princípio a quase nula iluminação, sendo feita por uma única brecha na parede na qual os raios solares invadiam o interior do lugar repleto por tralha. O som dos metais e das tentativas de criação falhas ecoou pelo ambiente, enquanto uma espécie de estrutura mecânica mexia toda a sala, girando-a no sentido horário. Click; o som do encaixe demonstrou o final da rotação e próximo aos pés de Samuel que estava centímetros a frente do ornitorrinco – um alçapão se abriu, mostrando uma escada de concreto que recebeu primeiramente algumas armaduras velhas, que desceram os degraus com velocidade – Vamos, tenho um banheiro aqui embaixo. – Falou o homem tranquilamente, descendo as escadas em passos lentos e cuidados, já que na sua idade não podia sofrer acidentes indesejados, que poderiam a qualquer momento ceifar sua vida.

A cada degrau mais fundo, pior era o ar. O odor do mofo exalava pelo ambiente, o cheiro de algo há muito tempo sem uso. Samuel tossiu algumas vezes enquanto puxava de maneira repetida uma alavanca de metal. Craaaack...BOM! – O pequeno som de explosão viajou até os ouvidos da dupla e as luzes se acenderam devagar, tendo algumas falhas até que ficassem totalmente acesas. O subsolo da ferraria era totalmente diferente do esperado, um lugar amplo, feito de concreto, madeira e metal, que eram responsáveis por auxiliar a segurar o que estava em cima – O banheiro fica logo a esquerda. – Apontou o homem como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. O ambiente como dito era amplo, uma mesa redonda estava bem ao centro e nas paredes do extremo esquerdo alguns armários de madeira existiam, assim como algumas prateleiras simples. Do lado oposto um quadro negro com inúmeros papéis, que continham nomes, números e endereços – Como já deve está imaginando, aquilo tudo foi um simples teste. Não que seja mentira, ele realmente me devia. – Falou logo após o retorno da criatura ou logo em seguida, caso ele não fosse ao banheiro limpar as manchas de sangue em sua pelugem.

Samuel respirou, dando um tempo para que o esverdeado digerisse todas aquelas novas informações – Meu nome é Samuel, sou um ferreiro. Alguns anos atrás eu fazia parte do Submundo, assim como você, atuando na área de informação. Não sei o quão conhece dessa vida, mas imagino que já soube ou fez parte de alguns dos distritos. – Falava o velho limpando a mesa e puxando uma cadeira para sentar, repousando seu corpo velho e cansado sobre ela – Viking vai te atacar, não apenas ele como seus aliados. De qualquer forma, tenho alguns nomes aqui que podem lhe ajudar, assim como um pouco de informação que deve ter nessa papelada. – Concluiu o homem, aguardando uma reação por parte do Ornitorrinco.


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