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Cap. 1 - Renascimento Ter Set 21, 2021 3:54 pm
Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 1 - Renascimento

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Harvey Abgnalle. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Fev 15, 2022 10:44 pm


Harvey



Koji

A vida era algo tão frágil e Harvey já estava acostumado a matar sem o mínimo de remorso, claro, em determinado ponto da sua varredura ele se perguntou se aquilo era mesmo necessário, estaria o ornitorrinco amolecendo? De qualquer forma ele conseguiu ver grande parte do lugar, exceto pela parte traseira do hotel, que daquele ponto específico ele não conseguiu ter nem sequer a mínima visão. Enfim, sem muitas opções para seguir ele arriscou uma ajuda ousada, partindo como quem não queria nada pelas vielas de Sirarossa, chegando em um ponto que pudesse ver a parte de trás do prédio.

Os fundos do prédio dava em um pequeno emaranhado de becos que davam em diferentes pontos, o fedor era ainda mais forte, já que latas estavam abarrotadas com o lixo orgânico proveniente dos prédios que formavam aqueles becos. A parte de trás do Loft era completamente diferente da frontal, parecia que toda a merda estava sendo encoberta pela grandeza e luxúria chamativa da parte frontal daquele rua, Sirarossa era um lugar verdadeiramente nojento. Ali não existiam seguranças, na verdade, nenhuma única face humanoide dava as caras naquele lado, que por sinal, não tinha nenhuma janela para aquele ponto, exceto uma porta metálica que estava trancada com correntes grossas, além de um cadeado que era duas ou três vezes maior que as mãos do nosso protagonista.

Tendo a liberdade necessária para executar seu plano, ele tentou escalar usando suas Proficiências e habilidades raciais para isso, tendo uma certa negativa na tentativa inicial, já que o limo parecia corroer as paredes do lugar. Ele desistiu? Não mesmo! Continuou em sua tentativa de subir cada vez mais, conseguindo ter a aderência necessária para alcançar o topo daquele prédio, já que era agraciado com um peso irrisório do seu próprio corpo. Aliás, anteriormente ele conseguiu ter uma noção do tempo que os seguranças no terraço se movimentavam, claro, aquilo ela volátil e perigoso o bastante para arriscar tudo unicamente focando-se naquela informação, mas ele fez.

No momento que pulou no terraço deu a sorte de não ser visto, atirando suas adagas nos pontos comumente usados por ele: a nuca dos seus inimigos. O primeiro foi acertado e caiu que nem um saco de batatas, o segundo acabou de movendo no exato momento, sendo acertado no seu ombro, mas sendo finalizado em seguida por novos lançamentos vindos do Ornitorrinco, ele estava preparado para um azar. Não demorou para vasculhar nos corpos inimigos, encontrando um par de pistolas simples, pelo jeito não chegavam aos pés da qualidade das suas armas compradas, mas que certamente iriam servir em um momento futuro. Por fim, chaves de acesso também foram encontradas pela criatura que notou a única porta de acesso ao andar inferior, que na verdade, parecia mais um grande alçapão metálico.

Ele iria descer? O que estava esperando por ele lá embaixo?

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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Fev 16, 2022 6:21 pm






Capítulo 1
Renascimento



Enquanto pegava minhas adagas, limpava o sangue imbuído em suas lâminas nas roupas dos mortos e as guardava, tentava pensar no meu próximo passo de maneira mais lógica possível. Até o momento, estava tudo certo; até onde eu saiba, essa seria a parte mais difícil pela quantidade exorbitante de inimigos. Talvez lá dentro tenha menos por questão de discrição e privacidade. De qualquer forma, não contaria totalmente com essa teoria, me mantendo, de qualquer forma, apreensivo a novas aparições. Com a chave em mãos, e ambas as pistolas devidamente carregadas e guardadas em meu sobretudo, andava até a porta para o andar inferior, e de maneira calma e sem deslizes, virava a tranca, tentando não realizar nenhum barulho.

Com a porta aberta, lentamente empurraria ela, mas não adentraria de antemão. Esperaria para ver se havia alguma reação de outro guarda, e caso houvesse, buscaria eliminar o mesmo antes mesmo que notasse minha presença, usando a mesma técnica com uma incisão na nuca ou pescoço. Percebendo que não havia ninguém, no entanto, adentraria o local - ainda apreensivo e de guarda alta - e começaria a analisar o ambiente. Sua formação, acessos, iluminação e possíveis capangas que viessem a atrapalhar minha locomoção pelo local, bem como suas posições e pontos cegos.

Se possível, andaria pelo edíficio enquanto pudesse não ser visto, sempre mantendo os sentidos atentos e a discrição alta. Meu alvo estava em algum lugar pelos andares, portanto, buscaria pela presença de escadas ou elevadores no prédio. Deixaria para utilizar as armas apenas no último caso para que eu não fosse percebido dentro do local, optando sempre para continuar com os meus arremessos, primeiro as pequenas adagas, e caso essas falhem, as outras logo após; claro, sempre contando com o aspecto surpresa. Em todo o momento, analisaria rotas de fuga e passagens que apenas eu poderia entrar pelo tamanho e peso diminuto, bem como meu alvo principal: Patterno.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Dom Fev 20, 2022 8:17 pm


Harvey



Koji

O Ornitorrinco estava pronto para continuar em busca de finalizar sua missão, ele continuava no terraço, com as chaves em mãos e agora um par de novas armas. Sem mais delongas, abriu a porta e se certificou que não tinha ninguém lá dentro, tendo uma entrada suave para o interior do Loft. O lugar dava para uma escada espiral, a iluminação era ligeiramente boa naquele ponto e foi melhorando ainda mais à medida que o selvagem desceu, dando de cara com o Loft em si, sendo este bem construído, com materiais finos e de alto valor. Algumas vozes foram ouvidas pela criatura esverdeada que se encontrava na sala do lugar, vendo as janelas vedadas com cortinas grossas, aquele era o ponto que ele conseguia ver do lado exterior do prédio.

O Mink estava cauteloso em suas ações, buscando evitar qualquer tipo de eventualidade que pudesse surgir em seu caminho. As vozes continuavam, no entanto, pareciam se distanciar a cada momento, era como se estivesse descendo as escadas do prédio - Estou indo no Belucci, mandem alguém limpar lá a sala. - O Ornitorrinco ouviu uma voz masculina dando aquelas ordens e caso prestasse mais atenção no ambiente onde estava, podia notar no chão um líquido gosmento e esbranquiçado, ele sabia do que se tratava. Não demorou para ouvir a porta de metal arrastando no chão, pelo jeito o homem já estava mesmo de saída e alguns passos eram audíveis, alguém parecia subir os degraus lentamente, arrastando algo de metal pelas escadas.

O Ornitorrinco estava na seguinte situação: A sala era grande e estava mobiliada, uma pequena bancada cercava o bar de tamanho proporcional com algumas bebidas alcoólicas disponíveis. Ao lado do balcão, um pequeno corredor dava acesso a uma área com três portas, provavelmente quartos e ao final do corredor a porta do banheiro estava aberta, mostrando o pequeno assoalho que seria possível do mesmo passar, entretanto, teria que tomar cuidado com suas armas para que não ficasse preso. No oposto extremo do banheiro - do outro lado - ainda era uma grande sala, tendo um sofá em L e alguns puffs redondos espalhados ao redor de uma pequena mesa de vidro que estava tomada por papéis de diferentes cores e tamanhos, tenho uma maleta preta de tamanho normal em cima dos documentos. A janela de proporção comum, porém, estava fechada naquele momento com um trinco metálico impedindo sua abertura. As janelas frontais estavam fechadas, mas caso buscasse visualizar era de fácil acesso - para abrir - e uma pequena cordinha existia na lateral para subir a cortina.

Harvey podia voltar ao terraço, já que ele contava com as chaves de acesso para tal. Se buscasse seu alvo - seja pelas janelas frontais ou terraço - veria o homem caminhando segurando na cintura de duas garotas de curvas acentuadas e corpo volumoso, sendo acompanhado por dois seguranças, um na frente e o outro atrás. O que o selvagem iria fazer?


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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Fev 21, 2022 10:29 pm






Capítulo 1
Renascimento



"Nojento" pensava ao ver o líquido branco claramente no chão daquela sala. Se tivesse pele lisa estaria corando agora, mas o pelo não me dá esse luxo. Evitando qualquer rodeio, então, percebendo meu pouco tempo, apressava-me para recolher toda a papelada sobre a mesa e a maleta, colocando tudo dentro da mala após uma pequena organizada e a fechando. Desse momento em diante, estava com uma mão a menos, e isso definitivamente seria um tanto negativo na hora da fuga. Apesar disso, uma rota já parecia estar se formando em minha cabeça ao ver o assoalho do banheiro, contendo a janela que me levaria para fora.

"Preciso matar Patterno e atrair todos os seguranças para dentro do Loft." imediatamente esquematizava. Não tentava pensar muito em duas ações distintas, visto que ao atirar pela janela eles seriam atraídos para dentro quase imediatamente. Se não fosse esse o caso, iriam para o socorro do chefe, o que igualmente me daria chances de fuga. A falta de informação deles também tiraria a possibilidade de me aguardarem embaixo da janela, assim esperava. "Odeio ter que contar com palpites, mas essa maleta acabou com meus planos." amaldiçoava, enquanto pegava a chave de acesso e corria até a porta da sala pela qual entraria alguém daqui a pouco.

Tentaria, com essa chave, virar a fechadura e manter aquela porta trancada, ato que me daria mais alguns segundos, talvez minutos, para realizar minha fuga da melhor maneira possível. Com isso pronto ou não, pegaria meu rifle e o arrumaria na direção do alvo antes que ele desaparecesse de vista. Queria fazer isso rápido e de forma certeira, pois a ansiedade do imprevisível já estava me matando. Meu corpo tremia e em alguns momentos súbitos se movia por conta própria. "Droga seu idiota! Pare!" tentava gritar mentalmente para aquele assassino escondido dentro de mim, mesmo sabendo que muitas vezes seria inútil. "Eu preciso mesmo acabar com você." diria, tentando manter a calma com respirações leves e rítmicas, colocando minha mira na nuca de Marconni e me preparando para puxar o gatilho.

Naquele momento, me manteria em uma posição deitada, utilizando o apoio do rifle e o próprio chão como formas para melhoras a precisão do tiro, visto ainda que estava em um ataque. Minhas pernas se moviam subitamente e meus dentes mordiam meus lábios involuntariamente. A calma de outrora não parecia ser mais presente quando o plano já não poderia ser executado de maneira perfeita. Com dificuldade, levava minha destra ao gatilho e o puxava, finalmente executando o tiro. Não perderia tempo olhando para trás nem verificando se havia acertado. Eu precisava me acalmar.

Me forçando a levantar e manter a calma de meu corpo, guardava o rifle nas costas e partia para o banheiro, fechando sua porta logo após adentrar. Seria discreto, para que não chamasse muita atenção. Novamente usando minhas garras, escalaria pela parede, se possível, até o basculante, colocando minha pequena cabeça para fora para checar se a saída era segura. Se não conseguisse usar as mãos, tentaria apenas pular atleticamente para encaixar ali. Vendo que tudo estava seguro, calmamente sairia com cuidado, puxando minha arma para que não ficasse presa. No entanto, se esse não fosse o caso, e eu visse que não daria tempo para esperar até que ficasse seguro, voltaria para o chão e me prepararia para uma corrida.

Nesse momento, meu corpo tremia - minhas mãos tentavam chegar até minha adaga na tentativa de tirar minha própria vida, mas eu tentava a controlar da melhor maneira que podia. No calor do momento, era capaz de lembrar do perigo da minha identidade, portanto, esconderia meu rabo, puxaria meu chapéu e me enrolaria ainda mais no sobretudo. Não queria duas famílias ou gangues poderosas atrás da minha cabeça em nenhuma hipótese. Findada minhas preparações, passaria para a janela novamente com cuidado, tendo a ação de puxar com cuidado meu rifle e quiçá a maleta.

À partir daí, correria como se não houvesse um amanhã. Manteria minha rota pelos becos inicialmente, esperando confundir os capangas que possivelmente estavam me seguindo com o provável labirinto dessas estruturas. Caso não houvesse esse tipo de rota disponível, me misturaria com os civis do local, correndo em zigue-zague para evitar disparos e realizando acrobacias para desviar de veículos, pessoas, muros ou até mesmo janelas. Meu intuito era chegar até o Belluci, afinal, a família em questão possuía fortes disputas com a grande Máfia. Caso desse de cara com um beco sem saída na tentativa inicial de viajar pelos becos, colocaria a mala na boca e novamente tentaria usar garras para escalar e escapar daquela situação aterrorizante. De qualquer forma, só ficaria em paz assim que conseguisse ver que os capangas estavam sem visão de mim ou muito distantes para fazer alguma coisa. Nesse momento, continuaria atento para qualquer olho suspeito ou possível perseguidor. Vendo a minha segurança, rumaria até Samuel para finalizar logo a missão e receber a minha parte da troca.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Fev 22, 2022 3:25 pm


Harvey



Koji

O Ornitorrinco amaldiçoava o criador das maletas, mentira, ele só estava incomodado em ter que carregar um novo item. De qualquer forma, como citado anteriormente, uma figura subia as escadas, que por sinal, não tinha uma porta como imaginado pelo selvagem, pelo menos não no andar do Loft. Enfim, ele estava pronto apoiado na janela e esperando o momento certo para efetuar o seu disparo, que foi impedido pela “figura” existente dentro do seu corpo, uma situação pra lá de estranha diga-se de passagem. Após controlar sua respiração e acalmar sua mente, ele realizou o disparo com maestria, mostrando toda sua habilidade com armas de fogo e acertando em cheio a nuca do seu alvo, que caiu no chão do meio da rua. As garotas que estavam com eles gritavam desesperadas com aquela situação, enquanto os dois seguranças tentavam encontrar o atirador, enquanto também dividiam sua atenção em tentar de alguma forma ajudar o chefe – No Loft! – Gritou um dos seguranças que estavam na porta do prédio, correndo para destrancar a porta de entrada.

Harvey não esperou para ver se o tiro tinha dado certo ou não, ele estava mais preocupado em fugir dali, já que estava dentro do território inimigo. Aparentemente o ornitorrinco já tinha seu plano de fuga traçado, visando passar pelo basculante do banheiro e novamente usar suas garras para grudar nas paredes, no entanto, no momento em que estava correndo, foi acertado na cabeça por um balde metálico. Um mink coelho estava de pé logo na entrada, ele carregava uma vassoura e dois panos cinzas estavam jogados em seu ombro; pela sua fisionomia não parecia ser alguém de idade, estava na casa dos vinte anos no máximo – ELE ESTÁ AQUI! O ATIRADOR ESTÁ AQUI! – Gritou o jovem partindo para cima de Harvey usando sua vassoura como arma, tentando acertar o Ornitorrinco – que estava caído -. Ele era rápido, mas não tinha muita técnica, executando um ataque simples de cima para baixo tentando acertar a cabeça do esverdeado com a vassoura.

Harvey pode escutar a porta novamente arrastando e aquilo era sinal que mais homens estavam subindo, as luzes estavam acesas e o lugar como dito era amplo o bastante para que um confronto fosse realizado. Como ele fugiria dali? Mais inimigos subiam os degraus com velocidade e não iriam demorar para chegar até ali, ele tinha segundos para se preparar, enquanto é claro, enfrentava o primeiro oponente que surgiu em sua frente.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Ter Mar 01, 2022 3:57 am






Capítulo 1
Renascimento



"DROGA!!!" amaldiçoaria mentalmente. Quanto mais tempo eu passasse naquele estorvo, maiores eram as chances do meu assassino interior atacar novamente e sabotar mais ainda a missão que há muito havia saído do controle. A minha cabeça talvez doesse, mas a raiva que eu sentia no momento poderia agir como uma anestesia para tudo que era físico. Talvez um sentimento focalizado fosse a chave para acalmar aquele que tentava me matar. De qualquer forma, tentaria controlar os reflexos involuntários do meu corpo, ao mesmo tempo que aplicaria um contra-golpe naquele coelho maldito.

Rolando para o lado para evitar o acerto do cabo de vassoura, imediatamente me levantaria com um movimento acrobático e aplicaria o golpe. Com a Red Canids em mão, apararia o pedaço de madeira que aquele zelador usava como defesa pessoal, esperando desequilibra-lo, para então, fosse esse o caso ou não, passar rapidamente a lâmina vermelha em seu pescoço, buscando as artérias. O mink parecia não possuir técnica, portanto, a tarefa parecia fácil - apesar de ser um erro subestimar quem aparecesse em minha frente. Caso não acertasse, puxaria as duas pistolas em meu sobretudo, e com um saque rápido, efetuaria disparos múltiplos em seu peito até que caísse.

Com isso feito, caso nenhum dos capangas ainda tivessem chegado ao Loft, buscaria fechar a porta do banheiro, caso ouvesse alguma, para então tentar executar novamente meu plano anterior. Caso, no entanto, houvessem novos inimigos ali, pegaria novamente ambas as pistolas e começaria a disparar, focando, é claro, suas cabeças - deveria soltar a maleta no chão para tal ação. O momento em que passassem por alguma porta ou caminho estreito era perfeito pela baixa mobilidade, portanto, poucas chances de desvio. Lutar contra um tsunami, no entanto, era como contar as areias do mar, portanto, não me ateria tanto à essa futilidade.

Aprendendo com meus erros, me esquivaria dos ataques que possivelmente viessem contra mim, estando a porta do banheiro fechada ou não. Rolamentos para direções que evitem um golpe ou arremesso seriam escolhidos, assim como saltos mortais e parafernalhas acrobáticas para que meu corpo não fosse maculado. Novamente, guardaria minhas armas e manteria as Red Canids escondidas nas mangas do sobretudo, começando novamente a saída pelo basculante do banheiro. Agora que todos me perseguiam por dentro do prédio, poderia ficar mais tranquilo ao talvez não encontrar ninguém na rua.

A saída seria a parte decisiva: deveria ser feita em questão de segundos e bem executada. Para isso, buscaria, em um salto só, colocar meu corpo para o lado de fora o máximo que conseguisse, ao mesmo tempo em que segurava meu rifle e a maleta - o mais importante - nas posições corretas para caber no lugar que eu ia passar. Mentalmente, imaginava essa ação como sendo fluída e limpa, tentando replicar meus pensamentos à ação de verdade. Saindo pelo lugar, tentaria usar as garras para amortecer a queda, grudando-as na parede, para então correr novamente. Esconderia minha identidade da melhor maneira possível, bem como tentaria acalmar meu coração para que o mesmo não saísse por minha boca. Ombros tensionados, chapéu caído sobre a face e sobretudo escondendo minhas caudas: faria tais coisas enquanto tentaria me misturar ao ritmo agitado de Sirarossa, rumando, novamente, para a ferraria de Samuel. Caso fosse atacado, escolheria as atitudes supracitadas como forma de esquiva, optando, agora em rua, por movimentos que não desacelerassem minha corrida, como saltos e pulos, muito menos minassem minha capacidade de me locomover.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qui Mar 03, 2022 10:17 pm


Harvey



Koji

O ornitorrinco se encontrava em uma situação complicada, já que sua furtividade tinha ido por água abaixo e agora ele deveria enfrentar diretamente o seu antagonista. Em um movimento técnico e veloz, desviou do golpe do seu inimigo com velocidade e bom, até mesmo uma criança conseguiria fazer aquilo, já que o rapaz não se mostrou alguém versado em alguma arte marcial. Seu destino já tinha sido traçado no momento em que se colocou contra o protagonista dessa jornada, que não era alguém conhecido por pegar leve ou deixar qualquer um que pudesse explanar sua aparência, o que era o caso do inimigo faxineiro. Os verdadeiros oponentes estavam subindo e ele precisava ser rápido tanto na sua batalha, quanto para sair dali e assim a criatura esverdeada agiu. Sem mais delongas, Harvey agiu usando sua experiência em combate para superar com facilidade o faxineiro, atacando com suas adagas, atingindo seu pescoço com objetividade.

O brilho nos olhos daquele trabalhador se esvaiu com velocidade, assim como a esguichada de sangue que ocorreu logo após o selvagem tirar sua adaga cravada no pescoço da figura sem vida. A janela de tempo entre os seguranças chegarem até aquela parte do Loft era curta, mas o Ornitorrinco partiu com velocidade em direção ao banheiro, fechando a porta e criando assim ainda mais tempo para que ele pudesse executar o seu plano, visando sair dali com velocidade. Enquanto passava pela janelinha do banheiro, percebeu que a maçaneta da porta estava sendo girada algumas vezes, enquanto vozes masculinas eram ouvidas no lugar que ele esteve momento atrás, os seguranças pareciam andar em passos largos e pesados, vasculhando todo o lugar. Ele teve certa dificuldade em passar pela janela, principalmente por conta da sua arma, que mesmo em um tamanho reduzido – se comparado a um rifle comum – era ligeiramente grande para a pequena janela do banheiro.

Seu plano era simples: usar suas garras mais uma vez para que pudesse descer pela parede de concreto. No momento que cravou uma delas na parede percebeu que o peso extra da maleta cobrava seu preço, afinal, a própria criatura selvagem não era uma existência de peso significativo, Ele desceu escorregando quase sem freio, tendo que realmente cravar com força suas garras na parede em uma tentativa de amortecer a queda, que ocorreu com um baque pesado no chão. Suas garras estavam machucadas, a dor era sentida e ela percorria toda extensão dos seus membros superiores, assim como seu sangue escorria pelos cantos de algumas das suas garras, mas não era um ferimento que de fato traria algum problema ao selvagem. Um som mais forte veio do banheiro onde Harvey estava anteriormente, o barulho da porta sendo arrebentada e das vozes gritando para que descessem foi audível mesmo lá de baixo, mas ele não perderia tempo inutilmente permanecendo parado no mesmo lugar.

O selvagem então buscou esconder sua própria identidade, usando seu sobretudo para esconder particularidades da sua aparência enquanto vagava pelo beco, se misturando ao montante de curiosos que estava reunido na frente do Loft e também na área onde o defunto tinha sido atingido pelo disparo. Não demorou para que ele escutasse a presença dos seguranças arrebentando a porta de entrada e indo em direção ao beco, enquanto outros vasculhavam como verdadeiras águias o grupo de curiosos, buscando alguma característica suspeita, no entanto, Harvey já estava longe. Seu destino? A ferraria do velho Samuel, que era relativamente longe dali, mas o caminho acabava por ser tranquilo, já que em meio a arquitetura e moda de Sirarossa, ele estava trajado de maneira comum.

A ferraria naquele horário estava fechava, porém, era possível notar que as luzes no interior da loja ainda estavam acesas, sinal que aquele velho homem estava trabalhando ainda ou estaria ele ansioso esperando a volta do pequeno ornitorrinco? A porta principal estava trancada, o movimento na rua era pouco, apenas cerca de cinco pessoas caminhavam por ali de forma relativamente tranquila.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qui Mar 03, 2022 11:28 pm






Capítulo 1
Renascimento



"Vai acontecer... De novo..." até em meu pensamento eu estava ofegante. Todo o trajeto eu lutava contra a vontade de meu próprio corpo, mas ao chegar em Samuel parecia que tudo voltava ao normal... o que não era necessariamente bom. Meu sangue esfriava e a adrenalina em meu sangue se esvaía, conforme meu hiper foco, algo que segurava meu assassino interior, partia junto da minha sanidade. Minhas garras doíam, e por um momento eu esperava estrangular Samuel por não deixar a porta aberta.

— SAMUEL! — gritava do lado de fora, sem medo ou pudor algum - eu não tinha mais esse luxo naquele momento. Minhas mãos tremiam como nunca e meu corpo cambaleava enquanto eu tentava encontrar uma espécie de porta dos fundos. Se houvesse uma, tentaria entrar ou apenas bater desesperadamente nela para chamar a atenção de meu empregador. Meu corpo já não aguentava mais. Pouco a pouco eu ia perdendo controle daquilo que ainda restava na minha vida, e as memórias do perfeccionismo sendo quebrado e minha mente entrando em colapso apenas corroborava para a crise que eu havia entrado.

Em um dado momento, seria apenas consciência. Talvez meu corpo não fosse mais meu para controla-lo, ou apenas algumas partes do mesmo. — Samuel! — tentaria novamente, provavelmente não produzindo muito som no meu apelo. Minhas mãos, antes sofrendo de uma tremedeira terrível, voltavam ao normal - mas não eram controladas por mim e sim pelo esqueleto do meu corpo que tentava tirar minha vida. Eu não estava louco, nunca estive, por mais que me dissessem o contrário. O momento em que aquele desgraçado enfiou uma faca em minha barriga foi tão vívido quanto nunca nas minhas memórias, e eu temia isso acontecer novamente, talvez para pior.

— Me ajuda, seu desgraçado! — tentaria articular o máximo que pudesse caso o homem visse, ou que pelo menos alguém me impedisse de fazer o que eu não queria fazer. Minhas mãos alcançavam a Red Canids enfim, enquanto meu coração batia mais aceleradamente com o pensamento de passar por aquela dor novamente. "Para, por favor! Eu te imploro!" o orgulho saía de mim em uma súplica pela minha vida. Talvez o ser Não Nomeado em meu interior gostasse disso, pois seus movimentos pareciam mais vacilantes a cada momento que ele aproximava a faca de meu tórax.

Talvez ele soubesse que quando eu fosse, ele também partiria; talvez essa única realidade me mantivesse vivo. E sabendo disso ele partia para a agressão mais branda. Com o fio da adaga, passava a lâmina pela minha pele cheia de pelos, cravando um corte profundo horizontal em meu peitoral, de um lado para o outro. O sangue imediatamente escorria, enquanto meu grito poderia alertar a vizinhança inteira da minha presença. Aquilo doía, não só na pele, mas na alma. Eu não possuía controle sobre mim mesmo. — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — dava tudo de mim, esperançoso que surtisse algum efeito. A faca então caía da minha mão e aquela presença demoníaca interna se dissapava, me deixando com mais marcas do que eu gostaria de ter. "Espero que venha logo, Samuel." pensava, derrotado no chão, não pelos meus inimigos, mas por mim mesmo.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qui Mar 03, 2022 11:50 pm


Harvey



Koji


Quando tudo parecia bem, uma condição que existia no cerne da sua alma dava suas caras, trazendo o verdadeiro pavor para a pequena criatura esverdeada. Seus gritos não foram ouvidos pelo ferreiro, o som metálico era audível do lado de fora, pelo jeito ele realmente estava trabalhando naquele horário. O protagonista não pestanejou em buscar uma outra entrada, atravessando o estreito e fétido beco ao lado da Ferraria, chegando até os fundos da loja, onde existia uma porta de metal enferrujada, mas ainda sim funcional. Ele gritou mais uma vez enquanto o desespero daquela crise aumentava gradativamente, ele sabia que a figura não nomeada que vivia em seu interior estava prestes dominar o corpo do Mink, que novamente gritou, dessa vez em um tom bem mais baixo que o anterior.

Aos poucos ele sentia seu corpo em total controle da outra existência, enquanto seus joelhos tocavam a poça fétida vinda do esgoto ali perto. Uma das suas adagas que normalmente era utilizada nos outros, dessa vez foi utilizada em seu próprio corpo, rasgando seu peito de um lado ao outro em uma tentativa clara de causar a sua morte. Ele pode sentir o líquido carmesim da vida escorrendo pelo ferimento aberto, sua carne era visível e estava claro que ele se encontrava em uma situação bem complicada. Sua visão começava a ficar turva enquanto suas forças se esvaiu do seu corpo aos poucos, se tornando difícil para ele se manter de joelhos naquele lugarzinho escuro e fedido. Harvey ia morrer ali? Não sabia ao certo, mas algo estava claro: os ratos e baratas que existiam naquele lugar pareciam sentir que carne fresca estava prestes a chegar para preencher suas barrigas. Seu sangue escorria pelo seu corpo e se misturava com aquele líquido acinzentado e repleto de sujeira, dando uma tonalidade mais escura ao produto que banhava seus joelhos.

O ranger metálico da porta enferrujada se abrindo foi como um farol para Harvey, que voltou sua atenção na direção onde o som vinha, mas ele não tinha sequer forças para interagir com seu empregador – Harvey?! O que aconteceu? – Ele escutou bem baixinho, parecia que Samuel estava a metros de distância, quando ele sabia que na verdade não estava a mais que três metros de distância. O ornitorrinco apagou, tendo sua visão tomada pela escuridão sem fim e agora se encontra preso em sua própria mente. O tempo ali não era algo palpável, mas assim que acordasse ele notaria que estava deitado no chão da ferraria, na presença de Samuel e uma outra figura que escondia sua própria face atrás de uma máscara se assemelhava a um leão. Sua vestimenta era completamente preta, inclusive as luvas que cobria ambas as mãos – Seu pagamento está naquela mesa, dê meus agradecimentos ao Alfa. – A voz de Samuel era audível com maior clareza – Descontei quatrocentos mil berries do seu pagamento, por que se esfaqueou? – Indagou o homem com uma cara de poucos amigos, diferente daquele momento anterior onde ele tinha se mostrado alguém ligeiramente confiável.

Harvey sentia o local do ferimento doendo, mas aquela área agora se encontrava coberta por um número considerável de bandagens – Tome isso, precisa tomar durante cinco dias. – Falou Samuel jogando um pequeno frasco com cinco comprimidos brancos – Não tem água, então vai ter que engolir no seco mesmo. – Continuou o homem encostando em uma mesa existente por ali – Vamos, me explique que merda aconteceu... Falou em um tom ríspido, mas nada muito exagerado.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sex Mar 04, 2022 1:03 am






Capítulo 1
Renascimento



"Finalmente mostrando suas caras, ham?" pensaria após acordar talvez meio zonzo por tudo que havia ocorrido. Eu tentava inicialmente tocar meu corpo e mexe-lo sem que a dor me parasse o máximo que conseguisse, ignorando Samuel por um instante. A sensação de estar de volta no controle era algo inimaginável. De qualquer forma, as coisas haviam ficado sérias. Eu precisava resolver esse problema ao invés de me afundar mais ainda nele ao tentar ignorar ou desviar do mesmo...

— Obrigado por salvar minha vida, vocês dois. — diria de forma seca, pegando o remédio arremessado até mim. Antes de colocar ele na boca, juntaria um pouco de saliva para não engolir totalmente no seco, realizando a ação assim que possível antes de começar a falar com Samuel. — Ora, é assim que se fala com um cliente e funcionário? Talvez finalmente esteja revelando suas verdadeiras cores, Samuel Martelo de Ferro. — soltava a bomba ao tentar levantar da maca, apalpando meu corpo e verificando onde estavam todos os meus pertences. "Eu preciso passar em uma loja comprar aparatos e utilitários. Um silenciador cairia bem."

— Não se engane, não ligo para quem você é ou era, muito menos quero conflitos. Nossa relação é estritamente profissional até o momento, portanto eu desejo manter a maior parte dos detalhes de fora. — diria, criando um possível suspense enquanto me levantava para pegar o salário com desconto. De certa forma era justo que fosse feito dessa maneira, mas ainda deixava um gosto amargo na boca - algo próximo a um ressentimento. — Basta você saber que o meu maior inimigo sou eu mesmo. Caso queira ajudar a resolver meu problema, sou aberto à sugestões. Caso não, espero que não tenha esse tipo de reação toda vez que algo estranho acontecer. — eu havia feito meu trabalho, não devia satisfações para o homem. Por um momento eu suspirava esperando por uma resposta rapaz, o que ajudaria a manter a raiva sobre controle.

— De qualquer forma, nossa parceria até o momento tem sido lucrativa. Espero que meros detalhes não acabem com isso. — diria de forma amigável ao homem que parecia nervoso pela situação que eu havia me colocado. Talvez ele realmente tivesse razão, já que isso poderia levar de água abaixo toda a operação. Mesmo assim, da mesma maneira que eu confiava em suas informações e mandatos, ele deveria confiar em minha profissionalidade. Era isso que queria passar para ele. Esperando por algum tipo de resposta ou nova missão, pegava o cacho de frutas em meus pertences e comeria-o inteiro. Toda a missão e aquela situação me trariam fome naturalmente. Eu deveria matar quem estava me matando.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Sab Mar 05, 2022 10:05 pm


Harvey



Koji


Harvey sentia as dores causadas pelo ferimento da criatura em seu interior, não era nada realmente doloroso, já que ao que aparentava ele tinha sido medicado com algo que aliviava a dor. De qualquer forma, ele conseguiu ter uma visão mais clara de quem era Samuel, diferente do mostrado anteriormente pelo velhote, ele não tinha um pingos sequer de consideração pelo ornitorrinco, pelo jeito, eram tudo negócios – Então soube quem eu era por aí, é incrível não ter me reconhecido antes. – Pontuou o homem observando a criatura esverdeada tomar o seu medicamento – Negócios são negócios! Você não é tão novo assim para acreditar que no nosso ramo existe amizade, talvez dê pra contar nos dedos de uma única mão quem pode ser considerado um aliado de verdade. – Ele não estava mentindo, o submundo era um lugar sujo onde cobra comia cobra, sem tempo para amizades e companheirismo – Não me importo com seus problemas pessoais ou seja lá o que tenha sido aquilo, contanto que faça o trabalho direito, pra mim basta. – O homem era duro em suas palavras, na verdade, ele estava sendo o mais sincero que podia.

As palavras de Harvey criaram um sorriso largo na face de Samuel – Ótimo, essa nova safra de mercenários e afins... não me agradou muito, bom ver alguém da velha guarda. – Completou Martelo de Ferro – Já tentou procurar um remédio? Ou talvez um padre se encaixe melhor em seu problema.. – Disse levando sua mão até o queixo de maneira pensativa, o clima estava bem mais leve – Seu salário está todo aí, com o desconto como falei. E então, como foi lá? – Questionou Samuel puxando um pequeno banco velho de madeira que mal parecia aguentar o homem – Brincadeira, vi os documentos na maleta e pelo jeito tudo deu certo. – Sorriu puxando o montante de documentos que estava jogado bem próximo a ele – Tudo isso aqui é bom, agora preciso de algo bem simples de você, ainda mais que está machucado. Preciso que leve esses documentos ara uma pessoa, seu nome é Alfredo Magmoselio, um velho amigo e também conhecido como “O Falsificador”, ele é o melhor para esse tipo de coisa. De qualquer forma, preciso que entregue e diga que Samuel o mandou, ele já está avisado do restante. - Falou o velhote esticando sua mão e entregando os documentos ao ornitorrinco, que podia ver a maleta aberta alguns centímetros no chão, perto dos seus pés – Depois disso não tenho mais nada para você, preciso ver como vão ficar as coisas e o que essa bomba irá gerar... mas fique por perto, dependendo tenho mais alguns trabalhos para você./b] – Concluiu o homem se mantendo disponível para tirar qualquer dúvida que pudesse surgir na mente do protagonista.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Dom Mar 06, 2022 10:53 pm






Capítulo 1
Renascimento



— Ótimo. Vou procurar algumas coisas sobre o remédio que você me sugeriu e... uns fantasmas do passado. Em breve volto para mais informações. — diria ao meu empregador, checando meu estado e meu corpo. Se estivesse sujo, bateria meus pelos e pentearia os mesmos com a garra que ainda não havia sido fraturada. Pegaria a maleta e o meu dinheiro, que esconderia embaixo do meu chapéu como usual. Colocaria todas as armas e utensílios dentro do sobretudo, fechando a roupa sobre a ferida e escondendo minhas características mais anormais por dentro da vestimenta. Após todo esse processo, estava pronto para sair novamente. — Aliás, onde esse homem vive ou fica? Preciso de um endereço. — pediria de súbito para o homem como se tivesse esquecido do mais crucial.

A primeira coisa que faria seria olhar para o céu e ver o horário aparente. Não sabia quanto tempo havia passado apagado, portanto, queria ter essa noção ao menos. Tentaria apagar da minha mente o incidente anterior e apenas seguir com minha vida. Inicialmente, iria até o local que Samuel pudesse ter me dito, caminhando lentamente e procurando não chamar a atenção alheia, fazendo o máximo para manter minha identidade encoberta. Querendo ou não, ainda estava machucado e haviam pessoas me caçando nessa cidade, nesse exato momento.

Assim que chegasse ao lugar indicado, averiguaria sua situação de segurança ou entradas necessárias. Como era um possível convidade ou algo do tipo, não precisaria de muito para entrar, mas a mania era mais forte que a eficiência, digamos. Indo em direção, então, adentraria a construção de Magmoselio procurando pelo homem. Na vista de uma recepção ou alguma pergunta que questionasse minha presença ali, diria sem hesitar: — Preciso ver Magmoselio. Samuel me mandou aqui. — e partiria assim que me fosse autorizado para completar a simples missão.

Assim que visse o homem, não ficaria de gracinha. — Samuel me mandou te entregar isso. — seria simples e direto, partindo assim que minha parte nesse grande esquema houvesse sido completada. Me negaria a entregar a maleta para qualquer pessoa que não fosse este homem, já que deveria suspeitar de todos nessa cidade - um ensinamento que penei para aprender. Terminando tudo, então, partiria para a loja de utensílio que visitara hoje mais cedo em minha primeira missão. Queria comprar alguns utilitários antes de partir para uma provável nova missão.

Chegando ao local, caso estivesse aberto, procuraria pelo atendente em questão, sendo o de anteriormente ou não. Pediria ao homem por algumas coisas logo em seguida: — Preciso de 3 granadas, 3 bombas de fumaça e 3 granadas de atordoamento. Quanto tudo isso ficaria? — estando o preço dentro do meu orçamento, pegaria todos os itens e não demoraria muito em minha saída. Estava apressado para resolver todas as minhas pendências nessa cidade de uma vez por todas - eu não sentia que ficaria aqui por muito tempo. Por fim, então, guardaria a nova compra dentro da minha veste e partiria para o bar da minha velha amiga, Fiona. Tínhamos assuntos para pôr em dia


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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Mar 07, 2022 4:15 pm


Harvey



Koji


O ornitorrinco pegou tudo que era necessário para continuar a sua jornada, guardando o salário da sua missão anterior, que foi pago com o devido débito por conta do auxílio médico que recebeu. Sem mais delongas, com todos os itens guardados ele estava pronto para ir rumo a sua próxima missão – Ele fica perto do Hospital Costa, siga as placas com o nome das lojas, é fácil de encontrar... tem seu nome estampado. – Respondeu Samuel. Ao sair da loja a criatura esverdeada olhou para o céu em busca de ter uma noção do horário que se encontrava, vendo que acabou ficando muito tempo desacordado, pois já era de manhãzinha. As ruas de Sirarossa estavam bem menos movimentadas que o comum, sendo tomada por trabalhadores que estavam com uma puta cara de sono estampada em suas faces, dado trabalho excessivo que exerciam em suas funções.

O estabelecimento como dito por Samuel carregava o nome do homem em uma placa grande de madeira, aliás, era um lugar bem construído, mas com nenhuma característica marcante – Sou eu mesmo, se aproxime. – Falou um homem de aparência bem comum, barba grande, calvo, bochechas rosadas e olhos cor de mel – Bom, aqui está seu pagamento. – Disse o homem entregando um pequeno amontoado de berries enrolados em um papel amarronzado e não falou ou perguntou nada além disso. A missão dessa vez foi simples, não envolvia matar ou cobrar nenhuma dívida, algo que podia parecer estranho para qualquer novato no submundo, mas não era algo alarmante para um macaco velho como o Ornitorrinco. Ele partiu rumo a uma outra loja, buscando encontrar alguns itens que seriam necessários para suas futuras missões, alguns utilitários.

Percorreu as ruas que continuavam com o mesmo movimento, vendo apenas uma fila se formando em frente ao Hospital, com pessoas visivelmente adoecidas e necessitadas. Demorou mais algum tempo caminhando pelas ruas da cidade, encontrando uma pequena loja de cor laranja que supriria suas necessidades, só restava saber se seria parcial ou não – Bom dia! Espere um momento, ainda estou abrindo. – Falou uma mulher varrendo o chão do interior da loja, ela utilizava um grande vestido branco com algumas linhas de cor azul, o vestido estava justo ao seu corpo, o que acentuava suas curvas – Pronto, do que precisa? – Continuou a mulher juntando toda poeira e lixo no canto do lugar, voltando sua atenção unicamente para Harvey – Bom... só tenho as de fumaça. Essas outras duas você não encontra fácil assim não, até porque ninguém sairia vendendo granadas e bombas desse outro tipo assim por aí, não é mesmo? – Falou a mulher enquanto esticou todo seu corpo em busca de algumas pequenas granadas de fumaça que estavam em uma prateleira – Essas três estão na promoção, custando apenas 100 mil cada uma. – Continuou a mulher colocando em um pequeno saco plástico – Pronto, aqui está! Se quiser algumas armas, posso fornecer também. – Finalizou a mulher olhando para sua loja, que contava com algumas armas de fogo mais simples, grandes martelo de guerra, espadas, chicotes e outras armas do tipo.

O ornitorrinco parecia com pressa e logo partiu na direção do bar onde Fiona se encontrava, dando de cara com a porta fechada e sem sinais de movimentos no interior do lugar, pelo jeito o bar já tinha fechado a algum tempo e não contava com nenhuma sinalização de quando iria abrir.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Seg Mar 07, 2022 6:32 pm






Capítulo 1
Renascimento



"Acho que esse tipo de produto eu só encontro em mercados mais... ilegais." pensaria, agradecendo a nobre vendedora antes de partir para o estabelecimento de Fiona. O tempo havia passado, mais do que eu gostaria que houvesse. Apesar de não ser algo de todo ruim, a sensação de estar perdendo tempo corroía meus pensamentos de tempos em tempos, se tornando inevitável o desconforto. De qualquer forma, agora era hora de um descanso e conversa com uma velha amiga. Haviam algumas décadas para colocar em dia entre nós dois.

Apesar das minhas vontades serem fortes, elas eram rapidamente frustradas pelo horário que me encontrava. O estabelecimento estava fechado e não havia sinal de movimentação nenhuma lá dentro. "Acho que só me resta esperar, então." diria mentalmente, batendo na porta por desencargo de consciência e sentando depressivamente no meio fio, de forma pensativa. Tudo que ocorrera nas últimas horas havia colocado uma vontade profundamente enraizada em meu âmago de me tornar uma pessoa melhor - trabalhar minha psique e focar nos meus problemas antes de mais nada.

Estaria pensando profundamente nessas constatações enquanto não aparecesse ninguém. Não possuía trabalhos para fazer muito menos coisas para conquistar mais nessa cidade, pelo menos até o momento. Na verdade, gostaria de sair o mais rápido dali o possível sabendo que minha vida estava em perigo e proteção em falta. De qualquer forma, manteria minha identidade de certa forma escondida enquanto esperava. No caso de finalmente aparecerem, sendo Fiona, imediatamente a cumprimentaria. — Olá, velha amiga. Precisamos colocar o papo em dia, não acha? — diria dando uma pausa, respirando fundo e voltando a falar. — Eu preciso da sua ajuda, acima de tudo.

Estando ela disponível para tal, imediatamente a seguiria para o local que ela desejasse. Na possibilidade de ter que atender e tocar seu bar, apenas seguiria ela para dentro, sentaria no balcão e pediria uma cerveja gelada. Beber um pouco não faria mal, afinal. Por fim, caso não fosse ela abrindo o estabelecimento, perguntaria para a pessoa em questão: — Bom dia. Onde a Fiona tá? — esperaria sua resposta, e em caso que tivesse de esperar um pouco, faria como supracitado, entrando para beber um pouco. Dando tudo certo e estando a sós com a mulher, falaria dos meus últimos anos e principalmente dos meus últimos dias, minhas crises e atuais necessidades.

— Os últimos anos foram... cruéis, eu acho. — começaria, pensando um pouco antes de continuar. — Me escondi por décadas para não ser achado pelos monstros que me transformaram no que sou e ter o mesmo destino que meus colegas. — pausava, absorvendo sua reação. — No fim das contas tudo isso me levou até aqui. A sua presença me fez tão feliz. Saber que eu não estava só era... indescritível. — como se estivesse em uma sessão terapêutica, desabafava com a mulher sobre tudo que me levara até aqui. — A necessidade por ação e a sensação de desperdício, no entanto, me colocaram de volta à ativa. Talvez não na mesma forma que antes, mas igualmente bom no que faço. — soltaria uma leve risada, antes de continuar.

— Apesar de tudo, você me conhece Fiona. Meu interior é uma bagunça, e vêm tendo uns resultados questionáveis. — diria, mostrando para ela a enorma ferida em meu peito por baixo daquela grande quantidade de curativos. — Eu gostaria de continuar o que faço, mas acima de tudo, ser saudável. Enquanto esse monstro estiver dentro de mim eu sei que isso não é capaz. — diria para ela com um olho lacrimejando. As palavras eram duras comigo mesmo, mas eu acreditava no que dizia. — Enfim, e como você anda? Fiquei curioso em como as coisas te levaram para esse caminho. — não mantendo a conversa uma via de mão única, chamava ela também para o papo, escutando atentamente suas palavras.


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Re: Cap. 1 - Renascimento Qua Mar 09, 2022 1:39 am


Harvey



Koji


Harvey continuava pelos arredores do bar, não se dando por vencido e então batendo algumas vezes na porta, apenas por desencargo de consciência. O interior do estabelecimento continuava sem dar sinais de vida, no entanto, ele notou uma voz conhecida percorrendo toda a rua até invadir seus ouvidos – Sorte a sua que sou uma estabanada e esqueci a chave de casa, dentro do bar! – Falou Fiona vindo com uma expressão cansada em sua face, pelo jeito havia trabalho a noite toda atendendo os mais variados tipos de cliente que passaram pelo bar aquela noite – O que aconteceu? Vamos entrar! – Falou a mulher um tanto quanto preocupada. Sem mais delongas a mulher abriu a porta então puxou uma cadeira para que o ornitorrinco pudesse se sentar.

Não demorou muito para que ele começasse a falar tudo o que tinha ocorrido em sua vida, o tempo que passou recluso imerso em seu próprio desespero interior e a vontade que crescia em seu peito logo após ver a luz do dia novamente, mesmo que se sentisse mais confortável trabalhando em meio a escuridão – Entendo... vejo que tem sido tudo muito difícil, não consigo ter uma dimensão de tudo o que passou. – Falou a mulher tentando colocar um sorriso em sua própria face – Os velhos hábitos nunca mudam, por mais que tente sair desse monte de merda em que vivemos, é a única coisa que sabemos fazer. – Pontuou a mulher olhando ao redor – Minha vida não foi muito diferente da sua, pouco depois do seu sumiço e também da notícia sobre sua morte, acabei juntando todas as economias e comprando esse lugar, pensava inicialmente em viver uma vida “normal”. – Pausou a mulher por alguns segundos, era notável a amargura em seus olhos – Conheci um homem e me apaixonei, acabei ficando grávida e tive uma filhinha, acredita? Não demorei a descobrir que diferente do que ele contava, ele trabalhava no submundo e então herdei a sua dívida... quase perdi tudo que era de mais importante em minha vida, tive que voltar a ativa novamente para juntar recursos para poder quitar tudo e até hoje não consegui. – Ela estava triste ao ponto de não poder esconder.

A porta do bar se abriu, o som metálico da fechadura sendo aberta ecoou pelo interior do ambiente e um rapaz de cabelos castanhos e olhos escuros invadiu o lugar – Bom dia Fiona! Bom dia amigo da Fiona. – Ele falou com um sorriso no rosto – Oi Tom, esse é o Harvey, um velho amigo. Harvey, esse é Tom, um rapaz que peguei tentando roubar meu bar, acabei gostando dele e então dei uma chance para mudar de vida... mas andei sabendo que ele ainda anda usando suas habilidades com roubo, falsificação e outras coisinhas a mais... – Reclamou a mulher fazendo uma cara feia na direção do garoto – Que isso! Estão me difamando, apenas ajudei um amigo que precisava de uma certidão de casamento falsa, nada demais. – Brincou o garoto enquanto atravessou o bar, indo até os fundos do lugar – Vê se limpa tudo direito! – Gritou Fiona.

Ela então voltou a sua história – Criei minha filha, minha doce Catherine... ela teve mais sorte, está casada com um bom homem e tem uma boa família, uma pena que nos afastamos... você sabe como isso funciona, uma criança acaba traumatizada ao ver semanalmente homens vindo cobrar uma dívida, quebrando tudo e então saindo. – Falou novamente sendo tomada pela triste – Falta pouco, acho que em mais alguns meses consigo pagar, isso é, se eles não aumentarem os juros novamente./b] – Continuou a mulher – [b]Aos trancos e barrancos eu consegui, pelo menos as coisas estão melhores hoje e não preciso mais fazer nenhum serviço para pagar minhas contas, o bar anda bem e tendo clientes diários. E você, está realmente de volta a ativa? Já sabe para onde você vai depois daqui? Se quer um conselho, deve procurar ajuda para lidar com esse “monstro” em seu interior, seja lá o que isso signifique! - Brincou a mulher.

Por fim, o garoto logo retornou com um grande esfregão e um balde tomado por água e alguns produtos de limpeza, iniciando seu trabalho começando pelo salão.


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