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Diário de Bordo, Do Extremo Sul ao Mundo.

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Benisuzume L. Fluriote. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Lembro-me ainda do dia que ganhei este diário. Ele era novinho e não estava desgastado.

Fora meu pai quem me deu, pois ele queria que eu anotasse as músicas que eu criava em algum lugar especial, e tudo que eu tinha eram papéis dispostos pela casa.

Cheguei até a escrever algumas canções e poemas em lenços, guardanapo, pedaço de papelão, e qualquer outra coisa que eu pudesse escrever ou marcar por cima e carregar por aí.

Depois que eles viajaram, tive que deixá-lo de lado por algum tempo, afinal meus oito irmãos e eu tínhamos que nos sustentar agora.

Eu estava focada em melhorar minhas habilidades artísticas, mas em contra partida, estava também fazendo alguns jobs para um velhote meio louco que era cientista. Estava aprendendo bastante coisa com ele, e continuava a aprender.

Neste momento eu estaria em casa preparando uma bebida quente para tomar no caminho até o trabalho. Não sei o que meus irmãos faziam, mas certamente alguns estariam vagabundando e outros fazendo algo útil pra variar.

Lembrei que um deles costumava realizar lutas na cidade, e muita gente ia assistir. Enquanto deixava a água esquentando para meu chá, procurei por ele para saber que horas seria o combate que ele disse quer teria hoje mais tarde.

Uma vez que o encontrasse, ia ser bem direta.

Hey, irmão. Que horas é hoje, lá? Você pediu pra eu passar lá mais tarde pra te ver lutando, não foi mesmo?

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Narração

Beni
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Período do dia: Manhã

Beni acordava e se preparava para ir trabalhar enquanto divagava em memórias de seu pai. Percebia que o dia não era bonito por uma das janelas de sua casa, como sempre naquela terra esquecida por Deus. As nuvens cobriam boa parte do céu, provavelmente começaria a nevar mais tarde, e como sempre, mesmo sem nevar no momento já estava muito frio. Para a maioria das pessoas era uma luta simplesmente sair de sua cama.

Enquanto começava a esquentar a água de seu chá, Suzume procurava por um irmão em específico, o lutador. Enquanto procurava percebia que alguns irmãos já estavam acordados e iam se arrumando de maneiras bem diversificadas. Um saía correndo, como se estivesse atrasado, enquanto outro ainda estava apagado, como se a casa não estivesse completamente desperta.

A casa em si não estava silenciosa, bem... quando era? Com nove pessoas era difícil a palavra paz ser aplicada ali. Encontrava o seu irmão lutador ainda na cama, talvez justificasse a preguiça por só lutar a noite? Difícil saber, mas acordado estava, enquanto olhava para uma revista. Quando a ouvia, sorria, e Fluriote percebia que ele estava com um dente a menos, resultado de sua última luta. — Às seis e meia, serei o evento de abertura para a maior luta da noite — falava ele orgulhoso. — Se vencer já pensarei em ser o principal nas próximas noites — ele deixava a revista de lado por um instante, sem que sua irmã conseguisse ver o conteúdo, parecia focado ao falar aquilo. Levantava da cama e colocava a mão dele no ombro dela. — Mais algumas vitórias e ficarei famoso o suficiente para podermos sair daqui se quisermos — falava empolgado.

Naquele momento ouvia algum de seus irmãos chamando-a, não conseguia distinguir qual. — Irmã! Sua água já está fervendo! — nada muito chamativo.

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  The Eye's Song

 
 
Centaurea é realmente frio. Os momento que passei todos esses anos vivendo por essa região, me fez acostumar com o frio intenso e talvez me tornar uma pessoa mais "dura" ou algo semelhante.

Porém, isso é o que as pessoas esperaram de gente que vem de lugares assim. Portanto, possivelmente sou uma das poucas que segue uma linha contrária, pois de fato o povo que cresce no frio, adquiri algumas características do tipo.

Mas retornemos ao fatos da minha vida recorrente.

O corre corre dentro da casa começava como era de se esperar. Meu irmão Tray, um dos grandes lutadores da família, ainda permanecia deitado.

Chegou tarde novamente? Você tem que parar com isso, ou seu corpo não vai aguentar. — Aconselhava.

Minhas perguntas eram respondidas rapidamente. Ele estava ansioso, e era notável.

Isso é muito bom. Aí quem sabe as finanças mensais possam finalmente bater. Porque toda vez não dá por causa de novos implantes dentários que você precisa fazer. — Mandei aquela indireta. — Quando vai começar a usar um protetor bucal? — Repreendi.

Enquanto eu falava com ele, ia pegando alguma de suas roupas. Ele tinha coisas a fazer durante o dia, também.

Vira-me de frente a ele, entregando o conjunto de roupas, e dizendo olhando em seus olhos.

Tray... Fama não nos vai ajudar em nada por enquanto. Dinheiro, sim. E você é nosso terceiro irmão mais velho. É responsável por quase todos nós, junto dos outros dois mais velhos. Meus sonho de viajar não pode sobrepor a família. Minhas economias são para isso.

Lhe dei um sorrisinho no final para não deixa-lo desconfortável. Foi nesse instante que me chamavam.

Oh droga. Como pode com essa água quase congelada já ter aquecido tão rápido?

Dei um beijo na face de Tray, e fui saindo correndinho falando algumas coisas enquanto ia saindo.

Deixe-me ir, pois preciso levar o caçula na escola e tenho de chegar cedo no serviço porque o velhote disse que parece que uma mulher importante irá lá hoje pra fazer um experimento juntos.

Quando estivesse na cozinha, derramaria a água em uma xícara com algumas pétalas de flor para dar gosto. Sem açúcar.

Hidekiii! Você já está pronto? — Apressava o caçula pra sair.

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ConsideraçõesEstou tentando mudar a fonte do template, mas sem sucesso por enquanto.



 
 

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Narração

Beni
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Período do dia: Manhã

Beni dava uma indireta, mas não durava muito, pois logo depois vinha a direta. Seu irmão sorria bem forçadamente, com os dentes bem a mostra. — Querida irmã... — começava a falar Tray num tom baixo. Porém era só neste começo, depois disso, cada frase era dita quase que simulando o narrador do ringue que ele entrava. — Um protetor bucal acabaria com o entretenimento do público. Eles querem ver o sangue! Eles querem ver os dentes voando — falava ele empolgado, era claramente uma brincadeira. — Se eu lembrar de colocar... não prometo nada — completava, mas não parecia que ia se esforçar para recordar.

A conversa fluía com ela dando pitaco sobre dinheiro, queria viajar, precisavam sair daquela ilha. Ia para a cozinha e bebia seu chá sem graça, chamava pelo seu irmão caçula. Hideki demorava um pouco, mas quando aparecia estava pronto para ir para a escola, ao contrário do normal, ele não parecia nenhum pouco triste de ir para sua aula. Parecia não só animado, como parecia apressar Suzume para que fossem logo.

Quando os dois saíssem pela porta principal, a primeira coisa que chamaria a atenção era o vento gelado que entrava. Incrível como a casa isolava bem o frio. A rua estava cheia como sempre, a cidade era empanturrada de gente, e se contava facilmente os que viviam bem naquela ilha. Talvez aquele fosse um dos motivos para a tão desejada saída da ilha, quantos mendigos havia em Centaurea?

Ao chegarem próximos da escola, faltando dois quarteirões, mas já sendo possível ver diversas crianças por perto, ouvia o caçula falando. — Se quiser posso ir sozinho daqui...

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Aquelas palavras do meu irmão eram tão clássicas quanto as historinhas infantis.

É muito "romântico" da sua parte, Tray. Mas como disse, não vai adiantar muito você ficar sem dentes. Lutadores precisam de carisma e um sorriso bonito pra conquistar seu público. E se você quer ter uma mulher ao seu lado, saiba que nenhuma vai querer beijar a boca de um "velho".

A indireta maldosa e educada ficava explícita. Lhe deixava claro dos poréns que ele não havia levado em consideração para seu futuro glorioso.

Entretanto, se quer ser um rejeitado por ser feio demais, vá em frente. Eu ajudo você a perder seus dentes tudo. — Brinquei antes de me retirar até a cozinha.

Enquanto tomava meu chá, Hideki parecia apressado. Olhei torto pra ele, desconfiada de algo.

" O que esse menino tá tramando? Ele não é assim. Hum................ "

Meu instinto irmã ativava no mesmo instante.

Tá, tá, já vamos. Deixe eu terminar isto aqui.

Fomos saindo da casa, e como de costume éramos recepcionados com uma lufada de ar. Fechei meus olhos instantaneamente ao mesmo tempo que virava meu rosto de lado e cobria a lateral da face. Os cabelos enormes esvoaçavam com aquilo e minha saia dançava conforme a corrente de ar passava.

Pruu... — Começava a soprar os fios e cabelo que inconvenientemente ficavam presos em meus lábios. — Não se pode abrir uma brecha de passagem que o vento já quer invadir.

Fechei a porta após o vento maneirar. Peguei na mão de Hideki, e comecei a caminhar até a rua de se seu colégio. Como eram tantas pessoas em diversos fluxos, fazia sempre isso para não o perder de vista.

Faltando pouco para chegar até a escola, o rapazinho sugeria algo que nunca tinha feito antes.

Tem certeza? — Questionei intrigada. — Tudo bem, pode ir. Vou por aqui...

Deixaria ele ir conforme queria, e daria alguns passos até onde tinha indicado que seguiria. No entanto, logo ia ficar escondida, olhando pela beirada da estrutura que me service de esconderijo provisório. Queria saber do que se tratava toda aquela animação.

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Beni
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Período do dia: Manhã

Não fora difícil para Beni perceber que algo estava diferente com seu irmãozinho naquele dia. Aquela animação não lhe era comum, e isso atiçava a curiosidade de Suzume. Não chegava a perguntar para a criança o que estava ocorrendo, provavelmente sabia que ele não responderia. Assim, respondia que deixaria Hideki ir sim sozinho para a entrada da escola. O sorriso que a criança abria era absurdamente contagiante, aquela pura amostra de alegria genuína que só um ser tão inocente poderia fazer.

O pequeno se despediu de forma bem mais animada que o normal e começou quase a correr na direção da escola após se separarem. Via que Hideki corria até a entrada. Quando lá estava, acabava parando enquanto olhava para os dois lados de forma meio apressada.

A inquietude não estava meramente no olhar. O seu irmãozinho começava a mexer no cabelo, como se estivesse com medo dele estar descabelado por algum motivo qualquer. Aquela agitação toda chamava um pouco a atenção de Beni e de outros adultos que passavam por lá, mas não muito das outras crianças.

Então Hideki acabou parando de fazer todos esses movimentos. E fixou seu olhar em uma direção totalmente contrária a que Beni estava. Olhando para esta direção, Suzume conseguia ver uma menina, provavelmente um ou dois centímetros mais alta do que seu irmãozinho. Ela estava acenando para ele enquanto começava a andar mais aceleradamente em sua direção. O motivo da empolgação do menino se tornava claro. O amor mais puro e infantil que podia existir.

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No fundo, no fundo, eu sabia do que se tratava, mas não quis me iludir com aquela coisa toda em minha cabeça.

Hideki estava já com seus 13 anos e seria perfeitamente normal que começasse a gostar de alguém nessa idade. Eu mesma em meus oito anos, mais ou menos, flertava com um menino sem ao menos saber que estava gostando dele. Entretanto, o destino nunca nos uniu por diversas barreiras que fazia-nos ficar distantes.

Então poder ver meu querido irmãozinho ter sua primeira paixão, era muito fofo. Comecei a fazer uma cara boba de irmã, soltando aquele clássico.

Wwooooon >.< — Até ficava um pouco vermelha. — Meu menino tá crescendo. Será que ela é bonita? Vamos ver...

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Antes de focalizar a garota, olhava para um lado e para outro, procurando ver se ninguém estava por perto. Se estivesse tudo bem, de maneira discreta eu abriria o terceiro olho que estava escondido entre os fios de meus cabelos, e usaria o potencial dele para ver melhor a menina. Não faria isso por muito tempo, e logo selaria novamente meu órgão ocular adicional. Sabia dos problemas que nossa família poderia ter por causa disso. Meu pai já teria contado histórias bizarras de sua vida passada que o simples fato de possuir tal olho, era algo de cobiça de alguns.

Enfim, esperaria os dois pombinhos adentrarem o colégio, e logo mais daria meia volta, seguindo para meu trabalho. Já estava quase me atrasando e o Dr. Sageguchi pediu pra não chegar tarde.

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Beni
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Beni se animava ao perceber que era exatamente o que imaginara que estava acontecendo. Na confusão daquele mar de pessoas era difícil focar na menina específica que seu irmãozinho estava olhando. Por isso, afastada como estava, acabava por retirar a sua franja do local, permitindo que o terceiro olho dela ajudasse a enxergar melhor a situação.

A menina tinha o cabelo longo, chegaria provavelmente a cintura se não fosse o próprio vento e as pessoas a sua volta que acabavam levando um pouco dele para cima toda hora que passavam por ela. Uma criança fofa era a melhor forma de defini-la, seu irmãozinho claramente estava muito feliz e a própria Suzume percebia que havia ficado corada com a reação que ele teve por olhar a colega de escola. Logo tapou seu terceiro olho com a franja novamente, se alguém havia percebido aquilo que a moça havia feito ela não notara.

Os dois não tardaram a entrar e assim Beni não possuía muito o que fazer por ali. Começou então a andar na direção de seu trabalho, não podia se atrasar, como sabia muito bem. Será que o destino sabia disso? Ir para o local estava sendo particularmente mais difícil do que o comum. Acidentes faziam várias pessoas aglomerarem, pessoas esbarrando nela o tempo todo.

Quando finalmente chegou ao laboratório do doutor Sageguchi percebeu que a mulher que seu chefe havia comentado já havia chegado. Ela não estava só, havia outras quatro pessoas com ela, três homens e uma moça, não deveriam ser muito mais velhos que a própria Beni. A mulher era bonita, provavelmente estava próxima da idade de seus pais ou um pouco mais nova. Seu cabelo era curto e escuro e ela, igual todos os outros, estavam de jalecos. E Suzume possuía a estranha sensação de já ter a visto alguma vez.

Logo ao ser notada pelo chefe, viu que ele indicava uma direção para ela seguir. Percebia que nesta direção no laboratório, em uma das bancadas, havia um papel escrito uma série de produtos e equipamentos para ela ir pegando e entregando para o grupo que estava por lá. E mais importante, percebia pelo tom de voz feliz do próprio Sageguchi quanto da mulher que lá estava, que ambos pareciam animados com o experimento que estavam fazendo.

Era difícil determinar exatamente o que era, mas uma substância azul estava dentro de um becker.

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Quando pude ver a menina e seu cabelo esvoaçante através da neve que lhe caia muito bem com seus tons de fios mais escuros, até eu ficava eufórica.

Ohhhh! Ela é linda! Até eu estou apaixonada agora. — Tentava conter minha animação, reprimindo minhas emoções ao fechar os olhos e manter uma expressão mais séria. — Modos, Benisuzume. Seu irmãozinho tem bom gosto. Certamente puxou a irmã, Yuyuyuyuyu.

Não demorou para o casalsinho adentrar na escola e eu ficar sobrando. Entretanto, eu também estava de partida, e assim o fiz como planejado.

O tortuoso caminho até o laboratório, era um desafio a parte. Gente e mais gente esbarrando um nos outros, não que fossem desrespeitosos, mas alguns pareciam que faziam de propósito. Aquilo me forçava a manter o controle tanto corporal quanto no linguajar, pois a vontade era falar um monte de  Diário de Bordo, Do Extremo Sul ao Mundo. 1f4a5✂ Diário de Bordo, Do Extremo Sul ao Mundo. 26a1☠

No entanto, a boa educação prevalecia. Até porque discutir no meio da rua ia acabar em uma possível discussão que não não levaria a lugar algum.

Depois de vencer meu primeiro round do dia, agora era hora de trabalhar. E falando em trabalho, meu chefe me olhava logo assim que cheguei. Minha alma quase saia para fora pensando que estava super mega hyper atrasada, afinal, pude notar demais pessoas já trajadas com o típico jaleco e isso poderia significar meu suposto atraso.

" Putz, acabei atrasando. Ou eles que são adiantados demais? Ahhh... "

Apesar disso, o Dr. Sageguchi parecia de bom humor. Talvez animado pelo que se procederia naquele dia. Então acho que se eu estivesse atrasada, seria perdoada hoje, Yuyuyu.

Seus sinais indicavam as primeiras ordens do dia. Atentamente observei e acenei positivamente com a cabeça, me dirigindo até o local que havia sido indicado.

Ao chegar lá, me deparei com um papel. Peguei em minha mão, e desdobrava se estivesse dobrado, e começaria a ler enquanto me movia lentamente para o lado que daria acesso ao vestiário dos funcionários. Precisava trocar de roupa, guardar minha bolsa e por meu jaleco, é claro.

Então assim que li rapidamente os itens de lá, fui sem perder tempo no local para resolver esses pequenos detalhes. Deixaria o papel em cima de alguma mesa ou cadeira que ali tivesse, puxaria a alça da minha bolsa e abriria o zíper da mesma, tirando de lá a chave do armário. Destrancaria a portinha e lá guardaria a bolsa depois de tirar o jaleco que lá eu costumava deixar guardado.

Assim que pendurasse a alça no local onde o jaleco estava pendurado anteriormente, pegaria uma escova de cabelo da bolsa, e começaria a alisar meus fios que teriam sido vítimas daquela ventania toda, e eu não queria parecer uma mulamba na frente dos visitantes. Aparências contam muito, e gosto de estar sempre bonita e bem apresentável. Se não eu não seria uma artista.

Alguns desembaraços e outros desfeitos, e pronto. Estava linda e radiante. Guardava o objeto de volta na bolsa, e assim fecharia a porta do armário e trancaria novamente, guardando a chave no bolso do jaleco após tudo aquilo. Tomaria em mãos o papel mais uma vez e seguiria para sala na qual estavam guardados aqueles itens listados.

Obviamente o local ficava aonde se realizava os experimentos, então fui abrindo um armário e outro, fechando as portinholas que haviam sido abertas, e em alguns instantes tudo que fora descrito no papel, já estaria sendo disposto nas mesas do laboratório. Incluindo o becker que já estava aparentemente cheio de algo azulado que lembrava a cor dos meus olhos e cabelos.

Estreitei os olhos observando aquilo, tentando saber o que era. A ciência era um campo vasto que nunca acabava os mistérios por trás deles.

Intrigante. Enfim, parece tudo em ordem. Hora do show!

Utilizando luvas adequadas e um pegador, posicionaria o becker que parecia ser a grande estrela do dia, em um local privilegiado na mesa para que todos pudessem admirar quando entrassem. Nunca se sabe do que é feito aquela substância, então segurança nunca é demais.

Tudo organizado, agora bastava eu aguardar o pessoal vir para onde eu estava.

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Beni
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Chegando atrasada, a jovem ia até o local dos funcionários do laboratório e começava a se arrumar para realizar a lista de tarefas passada por seu chefe. Fazendo tratos em sua aparência a jovem demorava pouco tempo para começar a andar no laboratório pegando todos os objetos que estavam na lista.

Não era uma tarefa difícil e enquanto fazia aquilo Beni percebia que a lista era de um simples experimento que ela e o doutor Sageguchi já haviam feito algumas vezes. O líquido azul foi reconhecido por Suzume quando se aproximou o suficiente, era meramente um indicador de ácido-base que já havia sido colocado alguma outra substância, sem saber o que era, só sabia que o pH dela era muito acima de qualquer outro elemento que já usaram no laboratório.

Quando acabou, percebeu que o povo já a estava cercando. — Essa é a minha ajudante Benisuzume Fluriote — comentava o doutor animado apresentando-a para os outros. — Suzume, esta é a doutora Lermol e seus ajudantes — claramente Sageguchi não apresentara os outros por simplesmente não lembrar o nome deles, mas não pareciam se importar. A doutora estendia a mão para Beni. — Prazer em te conhecer — falava a doutora com um sorriso simples.

Após esse momento, o doutor explicou para Beni que o experimento envolvia diversas soluções básicas que fariam para neutralizar um ácido muito potente. Enquanto o próprio Sageguchi e os três homens saíam do laboratório para pegar algo, a doutora começava a explicar de forma superficial o problema. — Vamos tentar neutralizar um ácido como o doutor Sagagachi te falou — falava a doutora pegando o Becker com a substância azul, parecia satisfeita com a cor forte que havia nele. — Meu chefe despachou um grupo de cientistas para várias ilhas para neutralizar esse ácido — falava ela feliz colocando o item de volta na bancada. — Ele não sabe quem, mas alguém está simplesmente arruinando toda sua plantação com substância ácidas, enquanto investiga lá, nós investigamos as substâncias. O solo já está destruído, a melhor opção é neutralizar a acidez, mas nada de nossa ilha funciona — falava sem dar mais detalhes, pois os homens voltavam carregando um recipiente muito bem lacrado.

— Bom, vamos todos colocar nossas máscaras — falava o doutor passando uma para Beni. — Sendo um ácido tão forte, seu gás não deve ser ingerido — comentava.

Eles abriam o recipiente e Suzume realmente percebia que um fraco gás saía de lá, mas a maior parte do ácido ainda estava na forma líquida.

Vou deixar você narrar como quiser as diversas testagens, afinal é meio que o seu trabalho como química. Parando na hora do almoço e tals. Qualquer fala ou pergunta que fizer eu reajo/respondo no meu post se for necessário

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Assim que observei melhor a substância azulada, identifiquei do que se tratava.

Entendo, esse tem uma escala numérica adimensional de acidez maior do que o normal. Imagino as possibilidades dos íons hidrônio dessa coisa azul.

Minha divagação não demorou, e nem poderia também, pois a comitiva de cientistas pesquisadores já estavam surgindo no laboratório de experimentos. Permaneci à frente, em um canto próximo a mesa que estava a substância azul.

O Dr. Sageguchi fazia as honras em me apresentar. Imóvel como uma pedra, só me pronunciei após meu chefe terminar de falar. Me inclinei um pouco com delicadeza de uma artista, demonstrando em um singelo movimento que até naquilo poderia haver algo belo de se admirar.

Muito prazer senhores, espero colaborar com todos, hoje. — Voltei a ficar ereta após cumprimentar o pessoal.

A convidada especial tomava a iniciativa em vir falar comigo, assim que estava diante de mim e com seu braço esticado, devolvi o sorriso esboçando um sorriso tão gentil e meigo quanto pudesse ser, e a respondi.

O prazer é meu senhorita Lermol. Conto com sua ajuda neste experimento.

O Senhor Sageguchi não demorou em me por a par da situação, o que foi conveniente para agilizarmos o trabalho. Logo, ele saia com os demais rapazes para fazer tarefas avulsas das quais nem eu sabia dizer o que eram. Enquanto isso, fiquei com a Dra. Lermol a sós, aparentemente. Ouvia o que ela tinha a dizer, e ficava pensativa.

Parece uma operação bem grande. — Dizia intrigada. — Isso é muito triste. Estragar plantações de forma criminosa. Não sabem o quanto isso afeta a natureza. Futuramente isso pode trazer tantos malefícios pelos componentes químicos que acabam destruindo o solo e desenvolvendo uma terra infértil.

Olhei para cima com a expressão um pouco "dura" pela irritação que sentia. Os braços permaneciam retos e os punhos cerrados.

Muito bem. Farei o possível para descobrir uma fórmula pra anular os efeitos do ácido! — Exclamei com vigor.

Palavras soltas no ar de muita confiança, e nisso os ajudantes traziam os equipamentos. Descobri naquele instante o motivo deles saírem. Minha atenção se voltava pra aquilo e as recomendações do Dr. Sageguchi.

Não seria... "Inalar"? — Estranhei pelo fato de ninguém querer ingerir substâncias nocivas.

Ignorando a caduquice do velho cientista, me equipei com o que fosse necessário. Fixei a máscara química na face e prendia atrás bem firmemente para não haver sequer uma brecha. Sentia na pele o quão forte poderia ficar preso, mas era uma medida protetiva. Sendo branca como eu sou, ficaria com a pele toda marcada mais tarde.

Continuei o preparativo com uma roupa adequada para evitar que o ácido pudesse atingir a roupa normal e consequentemente o corpo, além de luvas especiais para a realização da tarefa.

Uma vez pronta, reuni alguns beckers com a substância azulada e o ácido que estava lacrado que foi trago pelos companheiros, separei uma quantia específica desta nova substância, o levando até o espectrofotômetro.

Antes de mais nada, vou medir e comparar a quantidade de luz radiante com nosso ácido azulado. Já temos informações dele, então não preciso fazer das duas substâncias. Saber com que tipo de radiação estamos lidando, é sempre fundamental.

Em seguida, enquanto o aparelho espectrofotômetro fazia seu trabalho, enchi um balão de fundo chato com a substância, e o levava até um tripé de ferro utilizado para alocar a tela de amianto que sustenta a vidraria que será aquecida através do uso de bico de Bunsen. Queria ver se o ácido desconhecido iria ficar estéril com o uso da chama forte de Bunsen.

Por fim, enquanto esperava a medição e o aquecimento do líquido, enchia alguns tubos de ensaios que eram guardados na estante específica daquele tipo de utensílio científico. Isso agilizaria testes com pequenas quantidades.

Dra. Lermol, o que sabemos por hora sobre essa substância? Eles usaram esse componente em forma líquida ou gasosa para destruir as plantações? Aliás, em que ilha isso ocorreu? Pelo que disse, não parece ter sido por aqui.

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oFFNão olhe pra mim, também. Eu tirava zero nas provas de química, mas passava pq fazia os trabalhos que eram a nota que batia a média.

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Beni
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Beni corrigia o doutor que sorria concordando com ela, nem parecia ter percebido que falara errado. A doutora Lermol em específico ria mais e ainda brincava. — Ainda bem que estamos em suas mãos e não nas do doutor Sogoguchi — e os outros começavam a rir com ela.

Suzume começava a cuidar do experimento aos poucos, mas é claro que não era a única fazendo algo. O próprio doutor e os outros também pegavam itens da lista que fora passada para Beni e começavam seus próprios experimentos. Fluriote sem poder correr e tendo que esperar as reações ocorrerem acabava gastando um tempo acima do que outras profissões considerariam normal, mas ainda assim o normal para os químicos.

Uma hora, enquanto esperava uma reação, acabava perguntando para a doutora de qual ilha ela viera e a forma como o produto fora aplicado. — Nós viemos de Petra Yuni — ouvia em resposta após uma clara falha na própria tentativa da doutora. — É uma ilha daqui mesmo do South Blue — continuava Lermol com medo de estar ocupando muito da atenção da jovem e assim a atrapalhando no experimento. Percebendo que não era o caso, continuava. — Por isso, se conseguirmos neutralizar este ácido conseguiríamos chegar rapidamente, minimizar os danos daquela terra — falava em um tom dramático quase teatral. Os outros concordavam com ela.

A doutora dava um tempo enquanto “brincava” com uma alternativa, Beni até via a reação de ser esquentado finalmente acontecer, só que não era nada satisfatório. Foi então que finalmente Lermol parecia se lembrar que não era a única pergunta que Suzume havia feito. — Eles invadiram o local onde ficava o tanque, esvaziaram-no e depois colocaram o ácido no lugar — comentava ela entristecida, claramente um dos produtos testados novamente não dava resultado. —Os funcionários só perceberam quando o líquido que começava a jorrar não era o mesmo de sempre — quando ela terminava de falar, estava ansiosa para ver os resultados de tudo que Beni havia feito até então.

Já quando o resultado do espectrofotômetro saía, acabava lembrando que não havia feito a calibragem do aparelho antes de começar, um erro tão bobo que acabaria custando um tempo para resolver.
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A cientista soltava um leve sorriso pela correção feita ao cansado velhote, mas acabava que ela mesma falava algo errado.

Sag... — Quase ia corrigindo-a, também. Porém, ela era a convidada e cliente, não podia ser rude com a mesma. Portanto, esbocei um sorriso.

Em meio ao trabalho, a mulher me contou de onde ela veio, e então pude ter uma base.

Petra Yuni... Nunca fui lá, mas meu pai que viajou bastante dizia que é uma ilha oposta a Centaurea. Aliás, por acaso tem alguma amostra da terra de lá? Pode vir a ser útil, e acho precisaremos pra fazer alguns testes.

Uma colocação que devia ter feito anteriormente. Mas tudo bem, estava em tempo, ainda.

Enquanto isso, a doutora continuava seu monólogo a respeito do que eu havia perguntado. Ouvia atentamente tudo que ela dizia, enquanto ia finalizando os primeiros procedimentos.

Tanque? Um tanque de água você diz? — Fiquei meio pensativa naquele momento, e uma ideia surgiu. — Por que esvaziaram toda água do tanque? É como se... Esse líquido diluísse ao estar misturado com a água ou seja lá o que tivesse nesse tanque. Afinal, se o que estivesse lá dentro não atrapalhasse o efeito, não precisavam esvaziar nada. Acho que cabe um teste.

Se fosse algo específico, pediria à mulher para poder juntar ambas substâncias em dois micropipeta diferente, e uniria eles em um recipiente para levá-los ao misturador. Após isso, notaria a descalibragem do espectrofotômetro. Mas de toda forma havia um resultado, mesmo que não fosse o mais preciso possível.

Parece que o doutor mexeu no espectrofotômetro e não regulou de novo. Não sei se os resultados estão corretos. Terei de refazer depois de calibrar a máquina.

Meio inconformada, somente aceitei esse fardo enquanto a mistura do ácido com água ou o suposto líquido do tanque que não fosse água, ia agindo, ao mesmo tempo que eu fazia a calibragem do equipamento para enfim sem mais delongas, colocar a substância para ser analisada mais uma vez.

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Beni notava que a doutora Lermol acabava errando novamente o nome do doutor, mas não a corrigia, se nem o próprio Sageguchi o fizera, provavelmente era porque eram clientes. Por isso, ao deixar isso passar batido, a conversa continuava rolando normalmente, chegando ao ponto de a mulher comentar sobre a ilha de que vieram. — Oposta? Como assim? Acho que os governos das ilhas não são inimigas ou algo do tipo — perguntava ela sem entender muito o que Suzume queria dizer. Mas independente do que a menina respondesse, a moça comentava. — E infelizmente não pensei em trazer isso, o ácido era o suficiente — comentava a doutora tristonha com a situação.

A conversa continuava e com isso Beni começava a criar uma teoria quanto a reação do ácido com água, algo bem simples por assim dizer. — Eeerrr... diluir é o comum para qualquer solução quando misturada com a água — falava a doutora, afinal, isso realmente era o comum.

Bem, realmente, poderiam misturar a água com o ácido e diluí-lo um pouco, mas qual seria a utilidade real disso? Bom, acabavam fazendo e qualquer forma. Provavelmente enquanto pensava nisso, Beni pegava os resultados descalibrados do espectrofotômetro, sabia assim quanta luz a substância absorvia, que não era muita, mas o que poderia fazer com isso? Principalmente com a máquina descalibrada, por isso acabava gastando um tempo calibrando a máquina.

Calibrar tomava certo tempo e quando acabava, ouvia frases de excitação vindas de onde o doutor estava. Quando olhou em sua direção percebia a cor da solução de Sageguchi, completamente neutralizada. O que mais impressionava a jovem Suzume era que a expressão de completa surpresa da doutora Lermol. Começava a ouvi-la falando, gaguejando um pouco. — In-incrível... fo-foi bem rá-rá-pido — comentava ela incrédula. E Beni via o doutor sorrindo feliz. — Uma mistura de alguns produtos e consegui — falava o doutor, demostrando alguns frascos que ele pegara por conta própria após os primeiros fracassos. — Realmente foi mais simples do que pensava — comentava ele sorrindo ainda e colocando a mão no queixo depois pensativo.

Sageguchi indicava para os convidados se aproximarem para explicar o que havia feito enquanto indicava para Suzume limpar a bagunça de todas as bancadas. Não seria bom deixar tantos produtos químicos assim expostos por ali.

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