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Kenshin
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Relembrando a primeira mensagem :

Diário de Bordo, Do Extremo Sul ao Mundo.

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Benisuzume L. Fluriote. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Benisuzume
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The Eye's Song




Bill resolvia se separar, não era do meu desejo que acontecesse, pois iria fazer com que ele tivesse uma visão privilegiada da apresentação em alguma parte do bastidor. Todavia, não cabia a mim essa decisão e eu estava atrasada.

Tudo bem, senhor Bill. Tentarei de procurar no meio da multidão.

A despedida foi breve, e logo me dirigia até os camarins. O pessoal da produção me olhava com aquele olhar familiar, não precisava sequer dizer uma palavra, eu entedia o recado.

Gomenasai! — Disse inclinando meu corpo.

Quanto ao diretor de toda organização, parecia calmo e acostumado com esses ocorridos, não ligava muito e somente dizia poucas palavras que colocavam-me mais pressão.

Estou indo!

Não perdi mais tempo, e a passos ligeiros me encaminhei até o local que estavam minhas coisas. O vestido, maquiagem, etc. Uma vez chegando lá, fecharia a porta, trancando a seguir. Jogaria minha bolsa no armário e rapidamente ia arrancando todas peças de roupas que eu possuía no exato momento. Não levou mais que poucas dezenas de segundos.

Agora jazia somente com minha calcinha, afinal, não teria como tomar um banho, tampouco molhar o cabelo. Banhar tomaria metade do tempo e secar o cabelo a outra metade dos 20 minutos.

Então segui a ideia inicial, mas reformulando ela. Ao invés de lenços pequenos e delicados que demorariam para deslizar por meu corpo, além de perderem a forma com facilidade, peguei a toalha que seria usada no banho, e molhei metade dela em uma torneira e torci logo em seguida para tirar o excesso de água. A partir disso, passei a percorrer com a toalha semi molhada em meu corpo, tirando as impurezas e suor. Assim que terminasse, com a outra metade da toalha, secaria meu corpo rapidamente.

Esse processo deveria levar ao menos uns 3 minutos no máximo. Por sorte eu era uma pessoa ágil, e sabia como ganhar tempo. Só dei importância em começar pelo rosto que era a parte do corpo que seria a "cara da apresentação". Em outras palavras, precisava garantir uma área limpa pra maquiagem.

Passava agora e pegar o vestido na arara disposta no recinto. Era uma roupa de apresentação feita de um tecido confortável de cor azul com um decote amostra, evidenciando bastante meus seios que até me deixava um pouco com vergonha, mas que no momento eu até esquecia de tão apressada que estava, e me vestia com o mesmo.

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Havia mais duas peças, a capa e um pedaço de pele que cobriria meu pescoço por trás, mas isso seria colocado no termino do cabelo e maquiagem. Estes que iniciei rapidamente, pegando uma escova larga e passando com força entre os fios do cabelo. Não daria tempo de nenhum penteado deslumbrante e exótico, mas garantiria um alisamento natural.

Quanto a maquiagem, não ousei demais, somente o básico com um batom rosa, um blush no rosto, corretivo, delineador negro para marcar bem os olhos e dar volume as cores roseadas usadas na maquiagem que tinha até um gliter para dar brilho no rosto.

Ia com destreza fazendo o melhor que podia para não atrasar. Depois de finalizado a arte facial, tratava de por a capa entre os ombros e prende-las ao redor do pescoço com a gola que havia confeccionada nela, possuindo até mesmo um laço preto para firmar bem. Por fim, o cachecol de pele branca.

Acho que estou pronta, hum... — Comentava ao prender meu par de brinco, e lembrava do item restante. — Ah é verdade, as luvas.

Um par de luvas compridas que iam até próxima do cotovelo de cor banca, dava um toque final. Calçava as sandálias que me deixavam mais alta do que o normal, e era chegada a hora de brilhar. Só aguardava alguém me chamar enquanto aquecia minha voz com técnicas para isso.

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Narração

Beni
Localização: Centaurea - South Blue
Período do dia: Começo de noite


Acostumada com a confusão pré-show, Beni começava a se arrumar naquele pequeno cubículo que possuía a sua disposição. Suzume prestava atenção aos mínimos detalhes para que ficasse o mais deslumbrante possível em sua apresentação. Mesmo sendo meramente a entrada daquela noite, queria dar o seu melhor e empolgar o povo para as lutas que seguiriam a seguir.

Apesar do pouco tempo que possuía a sua disposição, com tudo planejado, conseguia executar as ações para se arrumar com certa facilidade, ficando pronta pouco tempo, não mais do que cinco minutos, ao horário que ouvia alguém a chamando. Sua garganta mal havia aquecido quando se levantava para ir ao seu palco.

Abrindo a porta veria o mesmo organizador já fazendo um sinal com a mão para que o seguisse. Ele falava algumas informações básicas. — Temos um bom público hoje, vários até de outras ilhas — comentava o homem animado e pela primeira vez ele parava e olhava para a garota. — Se o show for bom, pode ter certeza que seu nome circulará por várias ilhas do South Blue — podia ser um exagero da parte dele, mas que maneira melhor de animar um artista do que dizendo algo do tipo?

Beni então era guiada para o local de sempre, o ginásio em si. A arquibancada estava cheia e havia várias cadeiras postas onde ficava o local da “quadra” em si. No centro, como costumeiro, estava o ringue e Suzume percebeu naquele momento, que não havia palco em si. — Hoje o seu show será no ringue — ouvia o organizador comentando. — Tenha certeza de dar atenção a plateia de ambos os lados — ouvia a dica. Ao contrário de um show normal, aquele teria gente olhando para sua bunda suas costas o tempo todo, Beni não poderia deixar que o povo ali simplesmente se sentisse ignorado.

A jovem via que havia várias cadeiras e que andar entre elas seria difícil. Porém, como na luta em si, havia quatro “corredores”, onde os lutadores podiam entrar no ringue. Esses corredores formariam um X no centro do ringue se continuassem para dentro dele, ou seja, Beni poderia facilmente usá-los para entrar no ringue. A luz ali onde estava era bem fraca, quase inexistente, a luz em si, os holofotes, estavam focados no ringue que estaria daqui a pouco, poderia usar isso até mesmo para uma entrada triunfal se desejasse. A única coisa no “caminho” dela, se desejasse correr para dentro do ringue, seria um ventilador. Havia um em cada corredor, todos bem grandes e claramente potentes, que estavam apontados para o centro do ringue e que provavelmente faria voar papel e o cabelo dela para cima durante o show. — Você tem direito a três músicas inicialmente... — ouvia o homem falando enquanto ele olhava para a prancheta. — Se for bem pode cantar mais, mas vamos ver como vai se virar — completava.

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Benisuzume
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A voz eclodiu porta a fora. Alguém clamava por minha presença necessária naquela noite.

Naquele instante me calei e parei com o aquecimento vocal. Mantive-me sentada e ereta, olhando diretamente para o espelho a minha frente em silêncio. Estava me encarando, olhando meu reflexo com seriedade. Em poucos minutos "Benisuzume" deixaria seu "eu" habitual e daria a graça de sua arte. Seu renome ainda era totalmente desconhecido, mas um dia isso seria apenas uma história. E sim, estou anotando isso em meu diário em 3° pessoa.

Levantei-me e fui até a porta. Ao abri-la, já imaginava quem seria. O que ele informava, era realmente animador. Mas quando ele me deu verdadeira atenção ao olhar em meus olhos e trazer à alusão dos méritos, meu coração palpitava mais forte e minha respiração exigia mais dos meus pulmões.

Uooh... — É... Bateu a ansiedade. E nem o banheiro pude usar.

O produtor me guiou até um local familiar. Observei enquanto ouvia o que ele tinha a dizer.

Imaginei que seria no ringue. Já vi meu irmão lutando em alguns, então vislumbrei como iria ser meu "palco". Será uma experiência interessante. Terei liberdade para fazer o que desejar. Todos poderão aproveitar todas nuances em cada movimento.

Palavras firmes com um olhar confiante cheio de "fogo" que refletia um pouco da minha ambição e vaidade além da aparência.

O sujeito completava algumas novas citações. Olhei para ele, e fiz alguma indagações.

Imagino que meus pedidos sobre a realização da apresentação foram atendidos, correto? O violino oculto no ringue, as músicas que separei para os instrumentistas tocarem, e claro, a iluminação. A iluminação é o fator principal para tornar minha atuação o mais lúdico possível.

Como uma atriz, era importante esses fatores adjacentes ao enredo todo daquela composição que se unificariam no meu espetáculo.

Irei seguir por este caminho. — Apontei o que dava acesso ao ringue com menos gente. — Quero que desliguem todas luzes e holofotes. Irei me dirigir até o ringue no breu sem ser vista. Não se preocupe, eu tenho uma boa visão. Enquanto isso você pode dar a ordem para começarem a 1° música. Aos 10 a 15 segundos da música, quero que liguem somente os holofotes direcionados a mim. Depois disso o show começa pra valer. — Olhei para o produtor, e fiz uma última pergunta. — Preciso de um microfone de lapela, ou minha performance não será metade do que poderia ser.

Aguardei pelo microfone e que as luzes fossem todas apagadas para que pudessemos começar.

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Narração

Beni
Localização: Centaurea - South Blue
Período do dia: Noite


Beni não estava surpresa com a situação que lhe era apresentada. Já imaginava boa parte disso tudo e por isso acabava reagindo de forma natural ao cenário que se apresentava. A única novidade era a quantidade de pessoas, mas isso não seria o suficiente para deixá-la nervosa. Na realidade, a jovem começava a tomar as rédeas da situação perguntando se os preparativos dela estavam prontos. O homem que gerenciava tudo erguia uma sobrancelha em resposta, com uma cara de: sério que você precisou perguntar? E sinalizava com a cabeça a direção que a jovem conseguia ver o violino, o que ela faria com ele, só deus para saber. Pois para o organizador, ela não sabia usar aquele instrumento, o homem parecia até um pouco curioso com o que poderia ocorrer no palco.

A jovem falava algumas últimas instruções para o homem que acabava sorrindo. - Bom ver que sua imaginação está em alta, quero ver a surpresa que você fará - falou o homem que já se virava e sinalizava para o povo que cuidava das luzes apagarem. - O microfone não era um pedido, pensei que nem cantaria e iria testar uma nova arte por causa do violino... mas já imaginava que você poderia usar um e o deixei ao lado do violino - ouvia o homem falando enquanto se afastava.

Demorava pouco mais de meio minuto para a ação das luzes desligarem realmente ocorrer, e quando ocorreu, Suzume ouviu diversos gritos. Alguns de susto pela repetina mudança no ambiente, outros de euforia por perceberem que estava para começar o que quer que fosse acontecer naquele primeiro momento. Os múrmurios da plateia aos poucos iam baixando, com o povo começando a prestar mais atenção ao ringue no centro do ginásio.

Ao pegar o violino, Beni não teria como testar se sua afinação era boa ou ruim, talvez torcer para que fosse. Entrar no ringue era fácil, e percebia que o microfone estava realmente logo ao lado do ringue, só levar para cima e cantar como sempre fazia. Aos poucos Suzume percebia que a música já estava pronta para ser tocada. Não podia se dar ao luxo de perder muito tempo.

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Entre profissionais, o silêncio bastava para saber que estava tudo como devia ser. Notei o instrumento em seu lugar — de forma sutil, talvez?

Uma apresentação sem canto para uma multidão que deseja ver sangue e suor voando, e o único som que esperam ouvir é os gemidos dos lutadores? Seria totalmente decepcionante, e eu não quero levar um tomate na cara por só ficar dançando ou sei lá. — Falava descontraidamente, evitando qualquer desconforto. — O violino terá seu propósito que você verá em breve. Aguarde! — Finalizei quando o mesmo se manteve quieto e as luzes estavam prestes a apagarem.

Assim que as enormes lâmpadas e holofotes foram desligados, disparei rapidamente pelo caminho livre à minha frente. Meus olhos conseguiam enxergar na penumbra com naturalidade como se estivesse dia.

Os espectadores se agitavam, os gritos eufóricos me davam energia. Cruzei a passagem do ringue e catei o microfone, ajustando na posição adequada. Deixei o instrumento quieto no lugar, pois ainda não era o momento dele protagonizar. Me dirigi até o centro e lá permaneci.

Os riffs iniciais deveriam iniciar naquele instante, 2 segundos após os holofotes centralizarem em minha figura.


Olhava para baixo em uma pose inicial enigmática. Os segundos se passavam com o som instrumental tocando. Eis que ao chegar em quase duas dezenas de segundos, minha boca se abria e minha língua fazia ressoar as primeiras palavras daquela melodia sem me mover ou olhar para o público.

♫♫♫ Quando criança... Você esperava... E assistia de longe. Mas você sempre soube que seria a pessoa que se dedica enquanto todos se divertem. ♫♫♫

A canção começava de maneira lenta com pausas curtas entre frases pequenas, até a quarta entre elas que se estendia em um ritmo mais frequente, até o momento do redirecionamento da letra que também era o tempo na qual eu erguia o queixo e olhava para toda a plateia, os encarando como se eu soubesse o que todos tinha enfrentando em suas vidas naquela ilha.

♫♫♫ Na juventude... Você... Não dormia à noite planejando tudo aquilo que você mudaria. Mas era tudo um sonho! ♫♫♫

A gravação da música instrumental vagarosamente ficava menos ritmada como um ponto final em um parágrafo. Contudo, não demorava em reiniciar os som que agora carregavam uma gravação em coral em diversos tons que fora elaborado por mim e conferido a gravação da música, ou seja, eu "estava cantando" mesmo de boca fechada.

Os que tivessem bons ouvidos, talvez notariam a brincadeira, outros com menos entendimento que obviamente era a massa em quase totalitária no ginásio, pensariam se tratar de várias vozes diferentes que cantavam...

♫♫♫ Aaaaqui estamos, não deeesvie o olhar. Sooomos os guerreiros que construíram esta cidade. Aaaaqui estamos, não desvie o olhar. Sooomos os guerreiros que construíram esta cidade. ♫♫♫ O som ficava menos agitado para a conclusão daquele trecho. ♫♫♫ Das cinzas. ♫♫♫

E após essas palavras impactantes que descrevem e caracterizam a relação da letra da música com o evento em si e seus lutadores. Ao mesmo tempo todos os cidadãos da ilha que ralaram tanto por Centaurea.

A música tomava nova forma e eu finalmente abandonava o centro do ringue, iniciando a coreografia que ensaiei para dançar a metade da música em diante. Seguia para um lado e para o outro conforme a batida seca na bateria propagava-se no ar, fazendo com que a apresentação fosse fluída e sincronizada com a canção.

Todavia, agora que o violino entrava em cena. Para criar um espetáculo com maior harmonização, entre um passo e outro, me aproximei do violino 1 segundo antes do som do mesmo soar na gravação, e com muita performance dramática, comecei a fingir que estava tocando em uma atuação que unia a dança e movimentos dramatúrgicos com o violino.

Por serem passos rápidos, indo de um canto a outro, dando atenção a todos ao redor do ringue, em giros e encurvamentos do dorso para baixo e inclinamento para cima de forma exagerada para os jogos de luzes promoverem maior drama.

O show de dança com violino encerrava no instante que a música "freava" seu ritmo bruscamente como se tivessem dado uma porrada no som e desligado tudo. Valorizando essa ideia, me joguei no chão ao centro do ringue, fazendo o violino deslizar para um canto qualquer e fingindo uma espécie de nocaute.

A canção não parava em momento algum, assim como a coreografia também não. Aos poucos eu ia me erguendo lentamente como se não desistisse da "luta" naquele ringue.

O som instrumental foi acelerando novamente com mais força, e quando menos se esperava, eu tornava a cantar solo sem gravação de coral, erguendo o arco do violino que é usado para tirar o som do mesmo, para cima.

♫♫♫ Aaaaqui estamos, não deeesvie o olhar. ♫♫♫ Cantava tais palavras com certa agressividade na voz, e me virava para trás abaixando o braço, e continuando a letra com uma expressão feroz. ♫♫♫ Sooomos os guerreiros que construíram esta cidade. ♫♫♫ Repetia o giro, porém para o lado esquerdo, demonstrando uma confiança no olhar. ♫♫♫ Sooomos os guerreiros que construíram esta cidade. ♫♫♫ E por fim, dava outra meia volta, olhando para o última lado, e encerrava a 1° música com uma linguagem mais delicada para bagunçar os sentimentos das pessoas sem elas entenderem o que sentiam. ♫♫♫ Das cinzas...

Naquele término, os holofotes deviam se estabilizar mirados em mim. Permaneceria parada, olhando para o público à minha frente de onde eu tinha encerrado a coreografia aguardando a reação dos ouvintes sem esboçar qualquer expressão antes disso. Se os aplausos e ovacionações viessem, automaticamente a tensão sumiria e meu sorriso brotaria para o deleite daqueles que admiravam um belo sorriso.

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