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Kenshin
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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Maka Jabami e Draken Nostrade. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
Maka
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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo
Conversa - Aprendizado - Caça
Bruuuh, provavelmente o clima fora do hotel não estaria agradável, pensando pelo fato de Sirarossa ser uma ilha bem gelada, e a possível chuva que, ao virmos para o hotel anteriormente já se formava, encontrar um lugar para ficar que não fosse o Belucci, seria uma tarefa bem difícil. No entanto, ficar ali também não era minha primeira opção, pois meus “belos” modos não serviam para tal lugar. – Ei, Lee! O que faremos pra encontrar outro lugar? Esse hotel não é pra mim não, você sabe muito bem disso. PUFFHAHAHA! – Caminhava enquanto estaria com meu braço apoiado envolta dos ombros de meu irmão, aguardando sua resposta.

Estar ao lado dele me trazia algumas pequenas lembranças dos tempos de orfanato, das brincadeiras, brigas e do seu medo idiota por... borboletas! “AAAAAAAAH! Porque fui me lembrar disso.” Euntae parecia diferente agora, não mais o mesmo garoto abobado de antes, no entanto, também estava agindo de forma bem estranha em alguns momentos, e isso me faria ficar um pouco mais atenta com as atitudes do meu irmão. Mas o que mais me arrasava com toda certeza, era aquela conversa rápida que tivemos onde ele me jogou um “caminhão” de informações. Uma esposa morta? Isso era demais pra mim. Pelo que mais ele poderia ter passado? Com toda certeza deveríamos ter uma conversa mais tarde, porém, agora eu tinha que lidar com o outro carinha que estaria conosco.

Nosso grupo havia se separado, e agora estávamos em pequenos grupos, e junto de mim e de meu irmão, o esquisitão silencioso andaria conosco, um cara que mal se comunicava e que eu ficaria responsável devido ao pedido de Arthur. – Ei esquisitão! Qual sua opinião sobre isso? – Tentaria me comunicar com ele mais uma vez. – Vai com a gente pra outro lugar? Ou vai ficar aqui? – Se ele ainda me olhasse de um jeito estranho e demorasse muito para falar, eu provavelmente já estaria perdendo a minha paciência. – FALA ALGUMA “MERDA DE COISA” SEU MALDITO!!! – Estaria bufando naquele momento pela provável demora do garoto em conversar comigo.

Se ele continuasse no silêncio, apenas faria a minha vontade e abandonaria o estranho, se essa também fosse a ideia do meu irmão. Iria até a saída do hotel para conferir se realmente estava chovendo, e se fosse o caso, me dirigiria para o atendente mais próximo tentando tirar alguma informação sobre um local barato para passar a noite. – Ei amigão, seja útil e me diga um lugar barato para ficar, porque esse hotel é meio... sem graça. – Abriria um sorriso para o funcionário. Se fosse confirmado que estava chovendo, voltaria a dizer. – E por favor, vocês têm algum guarda-chuva por aí? Nem que seja a venda? – Não queria gastar com um guarda-chuva, mas também não estava muito a fim de tomar chuva nesse clima frio de Sirarossa.



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No fim, estava em um grupo com a mulher irritada e um outro cara, Maka conversava com o homem, descobrindo apenas naquele momento que seu nome era “Lee”. O hotel Belucci era um hotel famoso, portanto, caro e o mudo não tinha dinheiro para permanecer lá e ainda precisava comprar arma e um isqueiro para acender o cigarro, seu vício. Para resolver os dois problemas, Nostrade sabia o que tinha que fazer: Caçar procurados. Precisaria levar a mulher irritada e Lee para um QG e procurar por cartazes de piratas para caça-los, mas Maka era alguém difícil de se lidar. Draken pegava então o caderno e a caneta que estavam no bolso interno do terno e escrevia: – Arthur nos colocou junto, então eu irei com vocês.. Após escrever, mostraria o caderno com o que havia escrito para Maka e Lee, mas se a mulher reclamasse sobre o rapaz não falar nada, escreveria de novo: – Não sou capaz de falar, se estiver irritada, reclame com Arthur, que colocou você para ser minha dupla.

Seguiria Maka com passos silenciosos, queria ver até onde ela iria chegar com o jeito dela e foi até a porta do hotel, curioso, Nostrade também olhava para fora, queria ver se a chuva ainda permanecia na ilha ou se já havia se dissipado. Se ainda estivesse caindo o molho, seguiria Maka que agora se aproximava do atendente e de certo modo, pedia para ele indicar algum lugar barato, que aquele hotel era meio “sem graça”, mas na verdade, talvez ela quisesse dizer “meio caro”. Mais uma vez, pegaria seu caderno e caderno e escreveria: – Acredito que ela queira dizer, “meio caro”. E então, mostraria para o atendente e daria de ombros, ela poderia estar certa, pelo menos desta vez. Fecharia o caderno e guardaria tanto o caderno quanto a caneta no bolso interno, mais uma vez. Se a chuva tivesse caindo ainda, um guarda-chuva seria bom para sair do hotel, mas não tinha dinheiro e deixaria que Maka comprasse o guarda-chuva.










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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 01
18:00 / Sirarossa



A reunião entre os irmãos acabava, e ela deixava um gosto amargo na boca daqueles envolvidos. Draken não conhecia muitas das pessoas que estavam presentes naquele local, mas concordava com a ideia de separação, sendo assimilado ao grupo de consanguíneos Maka e Euntae. Ambos sabiam que ficar naquele local não levaria a nada por muitos motivos, incluindo o preço da estadia e das acomodações. A moça, a qual o mudo julgava ser raivosa, pensava em procurar outro lugar e via isso como uma tarefa difícil, pela chuva que regava as terras sombrias de Sirarossa, que agora abraçava a escuridão da noite.

Já o homem parecia tentar resolver dois de seus problemas em uma só ação: para comprar os itens necessários na saciação de seu vício, ele necessitava de dinheiro, e para receber a moeda, precisaria caçar procurados, levando sua mente até o QG, onde poderia pegar alguns cartazes de procurado. Enquanto ele matutava, Maka perguntava para seu irmão alguma solução para a represália. Ela sabia que seus modos não eram próprios para o lugar, e nem tentava esconder isso. Euntae parecia viajar em seus devaneios, olhando para o nada antes de se ligar na pergunta de sua irmã.

— Ah, oi, Maka. — mostrava sua atenção antes de voltar a responder. — Bom, creio que a gente possa encontrar uns lugares baratos na periferia da cidade. — retrucava um pouco pensativo, imaginando as ruas infinitas de Sirarossa. Ouvir a voz de seu irmão, que há muito havia deixado de estar presente, trazia consigo mesma diversas memórias agradáveis da infância conturbada dos dois. E com essas lembranças boas, vinha também a preocupação com seu parceiro. Desde que ele havia dito tudo o que ocorrera em sua vida até o momento, a mulher ficava arrasada apenas com o pensamento empático de ter que passar por tudo o que ele passou.

Ela se desconectava um pouco desses pensamentos e passava a conversar com seu novo colega de equipe. A mulher provavelmente não sabia da deficiência que ele possuía em sua fala, portanto, sua característica já complicada, se tornava ainda mais difícil aos olhos atentos de Draken, que prontamente respondia à moça conforme o combinado, usando seu caderno. Arthur havia deixado ele sob o comando de Maka, portanto, é lá que ele ficaria. Ela novamente reclamava, porém, o homem explicava sua situação para que isso parasse de ser um incômodo de uma vez por todas.

A interação entra a dupla acabava mais rápido do que começava, e Maka partia para a saída, acompanhada de seu irmão e de Nostrade, para checar a condição do tempo. A rua quase ficava alagada, se não fosse pelos bueiros espalhados pelo local, e a iluminação era um tanto quanto precária naquela situação, possuindo alguns postes de luz espalhados igualmente pela avenida, oferecendo um pingo de claridade no meio daquela tempestade. O céu, de tempos em tempos, se tornava claro como o dia, apresentando um raio que descia zigzagueando pelo ar até encontrar o chão de uma localidade distante.

Convencida do mau tempo atual, a mulher se dirigia até a recepção do hotel, onde encontrava, atrás de um balcão de ébano, um homem de bigode, cabelos negros e brilhantes ajustados para a esquerda, e um nariz empinado. A roupa do mesmo era característica de qualquer funcionário desse local, mas mesmo assim, conseguia ser elegante na ocasião. Maka não pensava duas vezes em começar seu plano para sair dali, começando por diminuir o maior - e melhor - hotel de Sirarossa. A expressão do recepcionista não poderia carregar mais desdém, entendendo o porquê da reprovação da mulher ao ver o livrinho de Draken - dinheiro.

— Siga até os cantos afastados da cidade, tenho certeza que encontrará algo que satisfaça seus nobres gostos. — dizia pomposamente, com um tom sarcástico claro. Ele ouvia ela novamente, pedindo por guarda-chuvas, e decidia que quanto antes eles estivessem fora daquele estabelecimento, melhor. — Cinco mil berries um guarda-chuva que caiba vocês três dentro. — falava, massageando seu bigode suavemente, formando um caracol com a ponta do mesmo.


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Maka
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Conversa - Aprendizado - Caça
Assim como mais cedo no orfanato, meu irmão Euntae agia de forma estranha novamente, e isso me deixava bem preocupada, pois nunca fora normal vê-lo assim, e isso me preocupava e muito, e de alguma forma eu precisava entender o porque dele estar assim, ainda mais com todo aquele ataque de notícias do tempo em que estivemos separados. – Periferia? Me parece perfeito! Puffhahaha. – Agora, como encontraríamos, com certeza não seria algo tão fácil, a menos que tivéssemos a ajuda de alguém, pois ficara tanto tempo fora de Sirarossa que, durante esse período ela havia evoluído tanto que numa noite como essa, com certeza me perderia com facilidade, e não queria que isso acontecesse novamente.

Agora finalmente eu entendia o porquê daquele esquisitão nunca falar nada e sempre se manter em silêncio, “ELE É MUDO!? Que porra você foi me arrumar Arth.” De um jeito ou de outro, o garoto agora era minha responsabilidade, e como eu não deixaria de atender a um pedido do Arthur, tentaria lidar com a situação... tentaria. O garoto parecia me seguir sem hesitar, como se fosse a minha sombra, e aquilo me incomodava um pouco, tenho que admitir. No entanto, o que mais me irritava era a insolência daquele maldito em querer corrigir a minha fala. E bufando vermelha de raiva, não me resisti em respondê-lo. – Eu disse, S-E-M G-R-A-Ç-A! É isso que esse hotel é! E CALE A BOCA DESSE CADERNO ANTES QUE EU ACABE COM A RAÇA DELE! – Voltaria para o atendente, para continuar a nossa conversa, porém percebia o seu deboche comigo.

- Me dê logo o maldito guarda-chuva, e tome metade do dinheiro! – Buscava controlar um pouco a minha raiva por conta da situação. – Vamos mudinho, pague pelo menos a metade, ou você vai ter que andar na chuva. – Aguardaria que o esquisito desse a sua parte para enfim pegar o item e sair dali o quanto antes.

A informação era simples e clara – cantos afastados da cidade – era para lá que iria. Me dirigiria junto de Euntae e o mudo até a saída do Belucci, e em seguida checaria o guarda-chuva comprado me certificando da qualidade, e em seguida o abriria para me proteger ao menos da chuva. – Vamos garotinho, fique próximo para não se molhar. – Diria para o esquisitão sem nem se quer olhar para ele, e seguiria em frente, sempre atenta a qualquer tipo de informação que facilitasse a chegada no local da cidade onde poderíamos encontrar hotéis mais acessíveis para passarmos a noite. Tentaria contar com a atenção do esquisitão e de Euntae para chegarmos lá.

Se visse qualquer nome que indicasse ser um hotel e que em sua aparência se mostrasse modesto, porém aceitável de se ficar, comentaria com eles. – O que acham daquele hotel? Parece ser bem tranquilo ficarmos ali? – Esperaria uma resposta positiva dos dois e seguiria para o local. Chegando lá, me dirigiria até o balcão para buscar informações sobre estadia, refeição, e até mesmo lavanderia, pois o sangue do Arthur ainda estava em minhas roupas, e não dava para continuar andando por aí desse jeito. – E aí, como vai? Gostaríamos de nos hospedar nesse hotel, se possível dois quartos separados. Um para mim e meu irmão, e outro para esse esquisito do meu lado. – Apontaria para o esquisitão. – Vocês por acaso servem algum tipo de refeição aqui? – Sem deixar muito tempo para a resposta do(a) atendente, continuaria a falar. – E lavanderia? Preciso tirar o sangue do meu amigo que está na roupa, ele é muito desastrado, PUFFHAHAHA! – Tentaria ser “simpática”. – Aaaaaah, como eu preciso de um banho. – Minha barriga provavelmente estaria roncando naquela mesma hora, pois já fazia um tempo que não comia, e essa com certeza seria a primeira coisa que eu faria naquele lugar.

A noite estava apenas começando, eu e Euntae tínhamos muito o que conversar, além de que precisávamos descansar, pois amanhã seria a primeira vez que entraria em ação junto de meu irmão. Jamais deixaria de cumprir a promessa feita a Arthur, e se ele queria mesmo se tornar um famigerado “Rei do Mundo”, tínhamos muito o que conquistar.





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A chuva não passava e Maka ainda era uma mulher problemática em suas ações e falas, a rua quase ficava alagada, mas graças aos bueiros, estava seguro. A iluminação também era precária, mas tinha algo pelo menos para iluminar durante aquela tempestade. Sem uma melhora do tempo, o trio precisaria comprar um guarda-chuva, além de um novo hotel, mais barato do que o famoso hotel de Sirarossa. Maka, Lee e Nostrade iam até a recepção do hotel e atrás de um balcão de ébano, avistava um homem de cabelo preto, bigode e um nariz empinado, ele vestia a roupa característica de um funcionário do Belucci. Pelo o que ele dizia, devia estar falando das áreas mais pobres, as “favelas”, dava para sentir o tom sarcástico dele, o problema era o preço do guarda-chuva, cinco mil, a vantagem era que esse guarda-chuva caberia os três. Suspirava para então, retirar a outra metade do valor daquele guarda-chuva e então, o trio ia para a saída, a mulher buscava fazer a verificação da qualidade do guarda-chuva para então, sair, mas sem antes chamar o assassino para ficar perto para não se molhar.

Draken era um pouco menor que a mulher, cinco centímetros, o aspirante a caçador caminhava seguindo o ritmo de Maka, não ficando muito na frente, mas também não muito atrás dela, de qualquer jeito, procuraria não se molhar. Durante o trajeto, iria procurar pelo hotel, um simples, mas que fosse aceitável de se passar a noite. Se achasse um, cutucaria Maka na costela e apontaria para o hotel, caso fosse ela a encontrar primeiro e perguntasse o que achavam daquele hotel, o mudo apenas concordaria, fazendo um sinal de joinha. Nesse hotel, deixaria a mulher falar por todos, até porque, não queria perder o seu tempo escrevendo e mostrando para o/a recepcionista. Claro, antes de entrar no hotel, procuraria sinais de sua localização, como por exemplo: nome do hotel e seus arredores. Draken tinha um mapa de Sirarossa consigo, poderia se guiar a partir daquele novo ponto. Se não encontrasse o nome do hotel na faixa, procuraria descobrir já dentro do hotel e, de qualquer maneira, em qualquer caso, ao chegar em seu quarto, fecharia a porta e trancaria a mesma deixando a chave lá e então, retiraria do bolso interno o seu caderno e caneta, colocaria o terno numa cadeira e se tivesse uma mesa, iria até lá e retiraria o mapa do bolso da calça e abriria completamente na mesa.

O mudo procuraria encontrar a localização atual do trio naquele mapa, procurando pelo hotel e suas referências ao redor e então com a caneta, faria um círculo para marcar aonde estavam. Relaxaria a gravata e então, fecharia o mapa e guardaria mais uma vez no bolso da calça e então, iria até o banheiro e pegaria papel higiênico, “dois pedaços” e retornaria para a cama aonde se sentaria e começaria a limpar seu sapato, como se estivesse limpando eles, enquanto não comprava armas, teria que utilizar seu estilo de luta com as pernas, logo, seu pé era sua arma e precisava ser limpo. Após tal feito, jogaria os pedaços no lixo e arrumaria a gravata e colocaria o terno de volta, botando o caderno e a caneta mais uma vez no bolso interno e então, sairia do quarto, destrancando a porta e abrindo ela e no corredor, fecharia a porta e trancaria o quarto, o que pretendia fazer? Iria para o “lobby”, ficaria sentado lá, observando o movimento de entrada e saída, assim como o tempo do lado de fora, se ainda estava chovendo ou não. Cedo demais para dormir e um pouco tarde para se aventurar na ilha, ainda mais com aquela chuva.










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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 02
18:43 / Sirarossa



O trio se juntava em um objetivo em comum: um lugar barato para comer e passar a noite. Sirarossa era uma cidade incrivelmente grande, e junto dessa grandeza, surgia a periferia. Lar dos pobres, desolados, sem-teto e do crime desorganizado. Especialmente em um lugar como aquele, repleto de atividades do submundo, o último item se mostrava presente noventa porcento do tempo. Apesar dos perigos, nada impedia eles, que seguiam pela precipitação da cidade grande com o guarda-chuva tamanho família, a procura de um lugar que os acomodasse.

Durante a viagem, olhos atentos poderiam perceber olhares oriundos das sombras e dos incontáveis becos pelos quais passavam. Casas abandonadas ou invadidas pelos que não desejavam passar frio iam ficando cada vez mais constantes, além da qualidade das obras que transecionavam igualmente rápido. Lâmpadas amarelas e antigas piscavam e iluminavam alguns palmos afrente de si mesmas, mostrando incontáveis pingos de chuva e alguns insetos em seus afazeres naturais. Euntae, como sempre, se mostrava "viajante", analisando o ambiente em procura de um estabelecimento, mas não colocando seu foco total na atividade, até que encontrava o tal lugar para todos.

— Ali, parece ser um lugar aceitável. — dizia quase apaticamente, enquanto apontava com seu indicador para um motel. Nostrade e Maka aceitavam a proposta, e se dirigiam até la. Escrito em sua fachada estava: "Gran Giorgio". Apesar do nome elegante, o próprio letreiro estava em decadência, com algumas luzes em neon falhando e algumas letras semi caídas. O estabelecimento era construído em madeira, que no exterior não parecia nem um pouco agradável, mas segurava a estrutura. Sua entrada era composta por uma pequena escada e duas portas cobertas por um telhado de madeira, que mantinha longe a chuva. Luzes e sons altos vinham de seu interior, e assim que Maka e Nostrade entravam no lugar, podiam ver uma escada central que levava até um segundo andar. No térreo, esquerda e direita eram separados por tal escada, e em ambos os lados, diversas mesas altas e circulares com cadeiras estavam espalhadas, algumas possuindo alguns velhos bêbados, outros apenas andarilhos cansados. Nos cantos, algumas figuras misteriosas degustavam da bebida de segunda do local, enquanto analisavam o ambiente furtivamente. O balcão onde estavam guardados os alimentos e bebidas era também de madeira, da mesma do interior e exterior; nela um homem com uma barriga avantajada e bastante barba secava alguns copos enquanto conversava com os que estavam sentados na sua frente.

Maka, que não perdia tempo, logo abordava o senhor que parecia cuidar não só das estadias, como também do bar e adega.

— O preço é 10 mil por noite para o jovem desacompanhado. Pra vocês dois sai 15 mil. — era curto e preciso em suas palavras, não praticando rodeios. Sua mão, que agora repousava o copo na mesa a sua frente, se estendia para os dois com a palma para cima, em um sinal familiar para todos as pessoas desse vasto mundo. Maka, nesse momento, o bombardeava com mais algumas perguntas, as quais eram respondidas categoricamente. — ...Temos alguns salgados por aqui, e a senhorita pode encontrar um pequeno tanque no seu quarto, assim como um chuveiro. — ao ouvir a "desculpa" do sangue no irmão, o homem estreitava os olhos e pausava por um momento, antes de voltar a falar. Durante todo o tempo, sua mão estava esticada, esperando o dinheiro. O homem via que nenhum deles se propunha a pegar, portanto, tornava a falar. — Se vocês não forem dar o dinheiro agora, tudo bem, mas amanhã deverão me pagar sem choro, ou vocês vão sofrer. — ele não tentava disfarçar sua face que se distorcia um pouco ao proferir a ameaça clara. No momento, algumas pessoas olhavam para o trio, e o ambiente se tornava silencioso por um momento, antes de se voltar a normalidade. O atendente então pegava duas chaves na gaveta invisível para os clientes, e entregava-as para a mulher e o mudo. As ferramentas eram ligadas a uma pequena placa de madeira, uma escrita 210 e a outra 209. — Segundo andar, os dois. Quartos 10 e 9. — falava, pegando novamente os copos e os secando após um leve enxague.

Nostrade e Maka possuíam objetivos em comum, porém os meios para tais se mostravam diferentes. Os irmãos Jabami começavam a ficar famintos, portanto, ficavam pelo local para uma possível refeição. Draken, por outro lado, subia para seu quarto realizar algumas preparações que julgava importantes, uma vez que a missão deles era encontrar alguns procurados pela marinha. Com seu mapa, ele pretendia se localizar e manter em cheque as informações essenciais.

E assim começava a longa noite. Enquanto os irmãos ficavam para trás, possuindo muito para conversar e discutir, o jovem ia até seus aposentos. No caminho, podia ver diversos quartos pelo corredor, e mais alguns lances de escada levando para um terceiro andar. Ele subia o outro lance, conforme marcado em sua chave e a instrução do homem anteriormente. Algumas janelas iluminavam o lugar, e lá podia-se ver algumas figuras fumando ou conversando, despreocupadas. No mesmo andar em que ficaria, várias portas de quarto se mostravam, e Draken escolhia a 209, segundo a chave que recebera. Ao abrir o lugar, a porteira rangia um pouco antes de ser fechada e trancada. No centro do quarto, podia-se ver uma pequena cama de solteiro arrumada. As paredes possuíam um papel que as cobriam que se descascava, revelando uma madeira mofada por baixo. Ao lado, um pequeno banheiro com chuveiro e um espelho, e mais para o fim do quarto, uma pequena sacada que dava vista para toda Sirarossa. Ao lado do banheiro, uma mesa encostada na parede estava presente, com uma cadeira grudada a mesma.

O homem, nesse momento, afrouxava sua gravata e guardava seu terno na gaveta, enquanto abria seu mapa da cidade naquela mesa. Seu caderno e caneta eram retirados de seus bolsos, e ele utilizava esse marcado para procurar a possível localização deles. Em cima de cada ponto de interesse da cidade havia alguns números, e no número 39, era possível ver o nome do hotel em que estavam hospedados. Procurando ele no mapa, o rapaz poderia facilmente ver a localização, e a circular naquele papel. No momento, os três estavam a diversos blocos da avenida que levava até o Belluci, ou seja, o centro de Sirarossa.

Antes de voltar ao lobby daquele hotel, o homem ia até o banheiro e pegava um pedaço de papel higiênico, seu objetivo era simples: limpar seus calçados. No momento, o mudo não possuía a sua arma de combate, colocando uma certa urgência para passar em uma loja de armamentos. Para solucionar temporariamente o problema, teria que usar seu segundo estilo de combate, predominando o uso das pernas e do corpo. Para tal, higienizava seus sapatos e a sola do mesmo, para que pudesse os utilizar de maneira eficaz.

No fim do processo de limpeza, o homem pegava todos os itens que havia separado de seu corpo e os vestia novamente. Jogava os papéis no lixo e se direcionava até a porta, a qual destrancava, saía, e novamente trancava. Ele se dirigia até o saguão do hotel, onde ficaria sentado analisando o movimento e o tempo. A chuva agora havia se acalmado um tanto, porém, o movimento no hotel se mostrava fraco como nunca. Alguns andarilhos entravam para beber e se embriagar, enquanto outros apenas queriam abrigo da chuva que caía sobre a cidade. As figuras misteriosas encontradas anteriormente no pequeno bar ainda estavam lá, finalizando o que deveria ser o terceiro copo de álcool. Como Draken pensava, era muito cedo para o descanso, porém, muito tarde para ação.


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O tempo longe de Sirarossa me fez esquecer o quanto aquela ilha poderia ser enorme, e como caminhar nesse clima comum daqui seria sempre horrível. Umas das coisas que mais passavam pela minha cabeça durante aquela caminhada em busca de um lugar mais “aceitável” para nossos bolsos, foi o fato de nunca ter passado por lugares como esse em Sirarossa, pois nosso orfanato era localizado em uma boa região da ilha, e por conta disso, nunca tivemos a necessidade, curiosidade, ou se quer conhecimento de bairros tão pobres, mal-acabados e... assustadores.

As condições eram bem precárias com pouca luminosidade, a arquitetura por onde passávamos era bem simples e modesta, principalmente pelo fato de que a alguns minutos atrás estávamos no mais luxuoso hotel da ilha. Mas bem, não me incomodava tanto assim, pois digamos que nesses últimos anos, eu sobrevivi bem longe do luxo e de qualquer comunidade, seja ela rica ou pobre, então mesmo o pouco já era o suficiente para arrancar um belo sorriso de minha boca.

Euntae mesmo em seu jeito avoado de ultimamente, foi o primeiro a sugerir um local que parecia ser “agradável” para ficarmos, e como não gostaríamos de continuar debaixo daquele guarda-chuva, não paramos para debater sobre o local, e simplesmente nos dirigimos até lá. Assim como toda aquela região, o tal motel “Gran Giorgio” não tinha uma aparência agradável, nem tão pouco aconchegante, dava para sentir os olhares arrepiantes que víamos por todo o caminho até ali. Do lado de dentro, nenhuma surpresa, a condição precária de seu exterior se refletia no interior, e mesmo assim, eu apenas me importava com um canto em que pudesse descansar, e por não gostar de enrolação, não perdi tempo em tentar retirar informações com o “elegante” homem que estava atrás do balcão.

- B$15.000,00 é um preço justo! Principalmente pelo luxo que teremos aqui. Puffhahaha. – Analisava sua mão estendida sem entender de imediato qual seria sua intenção, então apenas busquei recolher mais algumas informações, que de prontidão, foram respondidas. – Olha só! Serviço de quarto completo. Puffhahaha. – Ria de forma bem mais contida que o normal, pois sentia uma sensação esquisita e fria vindo do local, e de forma grosseira e ameaçadora, o aparente dono da espelunca, me ameaçava, passando a imagem de que eu era uma... caloteira? Pude perceber os olhares atenciosos e silenciosos para nós, e isso me incomodou muito.

Fo inevitável não observar atentamente a cada um dos que me fitavam naquela hora, e de forma ameaçadora, buscava intimidá-los, passando uma mensagem clara... TÃO OLHANDO O QUE OTÁRIOS?” Dificilmente me intimidaria com olhares e falas ameaçadoras, por conta disso, a ameaça daquele homem não me preocupava. – Me desculpe por fazer seu braço cansar. – Abria um sorriso de canto de boca para ele enquanto retirava dentre meus seios, a quantia que tinha comigo para então pagar a estadia daquela noite. – Tome seu dinheiro, faço questão de pagá-lo agora! – Entregaria os B$15.000,00 para o homem, e guardaria o restante comigo. Apontaria para o mudo esquisito que nos acompanhava. – Ele vai pagar sua própria estadia. – Me viraria para meu irmão a fim de convidá-lo para sentar-se. – Lee! Espero que não esteja com pressa em subir, porque sua irmãzinha está com muita fome. – Colocava as mãos em minha barriga indicando a fome que estava. – Vamos conversar um pouco, depois subimos... o que acha? – Meu objetivo era saber mais sobre esse tempo em que não vi meu irmão, pois mesmo depois de todo aquele encontro caloroso com todos, as palavras proferidas por ele mais cedo naquele dia em frente ao orfanato latejavam em minha cabeça, e provavelmente não dormiria tranquila enquanto não soubesse mais sobre tudo que aconteceu.

Pegava a chave que dava acesso ao nosso quarto, “210... deve ser no segundo andar. Tomara que tenha uma boa vista... como se tivesse um bom lugar para olhar nesse fim de mundo. Guardaria a chave comigo esperando uma resposta positiva de Euntae, e em seguida procuraria uma mesa que estivesse vazia para que pudéssemos nos sentar. – Vou pedir alguma porção... caso eles tenham é claro, puffhahaha! Posso pedir uma garrafa de saquê? – Se sua resposta fosse positiva, voltaria até o homem que nos atendera anteriormente para fazer o pedido, caso ele não se interessasse pelo saquê, apenas deixaria que ele pedisse o que lhe desse vontade. – Ei queridão, por acaso você tem alguma porção de salgados? – Apoiaria meus braços sobre o balcão, e se confirmasse meu pedido, continuaria a falar. – Me vê uma porção então, por favor! Uma garrafa de saquê e dois copos por gentileza. – Se o motel não oferecesse porções, pediria apenas os dois salgados que ele tivesse ali. – Então me vê apenas dois salgados que você tenha aí, e tá ótimo! – Depois, continuaria com o mesmo pedido da bebida.

Não sabia se o preparo era rápido, e por isso, esperaria o pedido ficar pronto para então me retirar dali e voltar a mesa com nossa refeição daquela noite. Colocaria as coisas na mesa, e depois daria um leve tapa na cabeça de Euntae. – Não pense que vou pagar tudo sozinho seu safado! Antes de dormirmos, quero os B$ 7.500,00 da sua parte. – Descansaria na cadeira que estivesse vazia. – E essa bebida é você quem paga, a comida fica por minha conta. – Colocaria os copos sobre a mesa, abriria a garrafa, e despejaria aquele saquê em ambos até que enchessem. Pegava então meu salgado, ou alguns salgados da porção e abocanharia sem etiqueta alguma, apenas buscando saciar a fome, mesmo que de forma momentânea, e depois, tomaria um belo gole do álcool.

- Lee, você sabe que precisamos conversar. – Talvez um pouco saciada pela fome agora, começaria a nossa conversa. O amigo de Arthur havia subido para o seu quarto, sem nem mesmo deixar aviso, e por mais que em minha cabeça eu começasse a pensar que deveria tentar me socializar mais com o garoto mudo, ele também não era do tipo que criaria muitas amizades. – Percebi durante o dia todo que você anda meio no “além”. Em alguns momentos parece que você não está nessa “terra” Lee. – Daria mais uma golada na bebida. – E toda aquela conversa de hoje cedo... – Observava o copo fixamente sem saber como continuar aquele assunto. – O que aconteceu com você em todos esses anos que estivemos longe um do outro? – Olharia para ele, enquanto tentaria afanar o seu cabelo buscando sorrir de forma que mostrasse que eu estava aberta para conversar com ele sobre qualquer coisa. – Você sabe que pode confiar em mim. –

Naquele momento, vi que o mudo descera as escadas, e em algumas das mesas que tinham no local, ele se alocava e começava a observar tudo ao redor, o que parecia ser típico dele. Voltaria minha atenção para Lee, esperando que ele me contasse um pouco sobre esses anos, e que se abrisse comigo. Manteria meus ouvidos bem atentos as suas palavras, escutando tudo que ele quisesse me contar, pois a noite estava apenas começando, e provavelmente não dormiríamos tão cedo.



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O hotel que acabavam escolhendo para ficar era um no qual seu nome era “Gran Giorgio”, o nome parecia ser elegante, o letreiro que deveria ser a cara do hotel, estava em decadência, o neon da placa estava falhando e algumas letras caídas, então não era “Gran Giorgio”, agora viria a sua imaginação, com falta do neon e com letras caídas. O hotel era construído com madeira como seu material, seu exterior não era agradável, mas pelo menos, o hotel ainda estava de pé. Dentro do hotel, o assassino via uma escada central na qual levava para cima, para os andares seguintes, naquele andar, o térreo, o mudo virava a cabeça para a esquerda e depois para a direita e notava que ambos os lados eram separados pela tal escada central. Na esquerda e na direita, ambos os lados tinham mesas altas e circulares com cadeiras, em algumas daquelas mesas e cadeiras, tinha velhos bêbados e em outras, andarilhos cansados, como o trio, mas o trio ia pedir quartos e não descansar naquelas cadeiras do térreo.

De algum jeito, tinha algumas figuras nos cantos que estavam bebendo provavelmente álcool, do local, mas eles pareciam estar mais do que degustando, mas para ter certeza, precisaria se aproximar e analisa-los focado neles e não apenas de relance. Por enquanto apenas gastava dinheiro e não recebia nada e para isso, precisava caçar piratas, mas aguardaria o amanhecer. Além da grana se esvaindo, ainda precisava comprar arma e um isqueiro ou então, caixa de fósforo para acender um cigarro e saciar o seu vício. Dez mil por um quarto, mas pelo menos, não era mais caro do que Maka e Lee iriam pagar. O jovem Nostrade então pegava a chave de seu quarto, era no segundo andar, quarto de número nove enquanto que os outros dois, era o quarto do lado, o dez, só que, enquanto o mudo ia para o quarto, os outros dois ficavam por lá mesmo. No quarto, o rapaz fazia as preparações necessárias em relação ao mapa da ilha e sua atual localização, além de tirar o terno e afrouxava a gravata.

O quarto não era lá aquelas coisas, assim como a aparência do hotel por fora, mas era o que tinha para hoje. No mapa, Gran Giorgio era o número trinta e nove e vendo mais afundo, aquele hotel ficava a alguns blocos do Hotel Belucci, aquele famoso hotel de Sirarossa, aonde deveria ser o centro daquela ilha. Com as anotações marcada e com o sapato limpo, Nostrade colocava o terno e ajeitava a gravata mais uma vez e agora, sairia do quarto. A porta rangia, o que não era de se esperar e então, fechava a porta e trancava, colocando a chave no bolso e ia para o saguão, lá o jovem assassino notava que a chuva agora havia começado a acalmar, mas nem tanto. O movimento de Gran Giorgio era fraco, pessoas entravam para beber e outras para se abrigar da chuva e aquelas pessoas ainda estavam bebendo. Com a mão esquerda abria o terno para o lado e com a direita, retirava o seu caderno e a caneta, após tal ação, abria o caderno e escrevia alguma coisa nele para então, se levantar e com o caderno fechado tendo apenas seu indicador esquerdo como marca página, se aproximava daquele que havia cobrado e dado a chave e mostrava o caderno. – Pretendo pagar agora. Após ele ler, com a mão livre pegaria a quantia necessária, só que, um adendo, do momento que se aproximava do homem, sua atenção estava dividida entre ele e as figuras misteriosas e uma vez chegando no balcão, analisaria aquelas pessoas com o canto de seus olhos. Pagaria o homem e então, retornaria para aquela cadeira e lá, ficaria sentado, observando as figuras misteriosas, se ainda estivessem lá.










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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 03
21:07 / Sirarossa



O trio chegava ao hotel Gran Giorno na periferia da cidade. Como imaginado de algo que era possivelmente esquecido pela população e seus comandantes, o lugar era macabro, sujo e desagradável. Um ar vicioso era sentido, seguido de olhos intrusos, porém invisíveis. A sensação ruim era inevitável. Chegando no hotel, a sua aparência e clientes refletiam as características daquele lugar. Madeira velha, possivelmente podre, lugar inacabado e mal-cuidado. Olhares insensíveis e mal-encarados, cheios de arrogância, talvez curiosidade e acima de tudo, mistério.

Não demorava para aquele grupo adentrar e se acomodar, separando-se para lugares diferentes. O mudo ia para seu quarto, onde realizava algumas preparações, enquanto Maka e Euntae ficavam pelo hall / taverna. Diferente de Nostrade, ela sentira o peso da ameaça do homem e os olhares que atacavam suas costas. Apesar disso, a moça não se assustava, ou sequer se abalava. Sua vida fora difícil, e isso comparado ao que ela passara era no máximo um pequeno desagrado. De qualquer forma, ela pagava pelo quarto, que já não esperava ser de muita qualidade. O dono do local olhava atentamente para a mulher enquanto ela tirava de seus seios os 15 mil berries, mas não apresentava malícia no olhar, diferentemente de algumas outras pessoas bêbadas. Vendo isso, Euntae se prontificava e tampava a visão dos pervertidos, agindo com um protetor, talvez desnecessário. O homem que cobrava o dinheiro apenas acenava para eles com a cabeça e marcava em um de seus cadernos que a tarifa havia sido paga.

Estando acertada financeiramente, a fome começava a atacar seu estômago. Não só o seu, como até o irmão reclamava da inanição.

— Eu também to com a barriga vazia, bora pedir algo pra comer. — ele falava agora mais atento ao ambiente, vendo que ele não era de toda segurança. — A gente sobe mais tarde, tá cedo de qualquer forma... — continuava após a irmã, que gostaria de conversar sobre o passado do homem. Ela percebera que ele não estava totalmente com sua cabeça no presente, portanto, tentaria entender o que ocorrera para tal mudança. O sangue que corria nas veias dos dois eram parecidos, e a ligação que isso proporcionava era maior que qualquer outra.

Não perdendo tempo, então, ela começava a pedir pela comida. Guardava a chave de seu quarto no segundo andar e esperava por pelo menos algo que a agradasse, mesmo tendo a consciência de estar no fim do mundo. Após isso, perguntava para seu irmão se ele desejava uma garrafa de saquê, obtendo uma resposta rápida e positiva.

— Um pouco de álcool iria cair muito bem agora! Huahuahuahuahau. — ria um pouco não por haver graça, mas por realmente desejar a bebida. Maka não perdia tempo e ia até o homem que os atenderam anteriormente, perguntando sobre o cardápio.

— Temos porção e separado, o que a senhorita desejar. — falava despreocupado, ainda cuidando da louça daquele lugar. A resposta para a sua afirmativa era logo dada, e assim ele pegava uma espécie de comanda e marcava os produtos desejados pela dupla, entregando o pedaço de papel para Maka logo após. Com uma pequena marcação, estavam tickados as opções: saquê e porção de salgados. — Isso aqui vai ser cobrado de vocês no fim da estadia, não percam! — intimava os dois, instruindo ao mesmo tempo para o que deveriam fazer.

A mulher ficava no balcão esperando pela comida ficar pronta, o que não demorava muito. Com as coisas em mãos, ela retornava para a mesa com seu irmão, e começava o diálogo que prometia ser pesado de maneira descontraída, enquanto enchia ambos os copos e comia desprovida de qualquer etiqueta. Ninguém no local parecia se importar, afinal, todos ali comiam igual a ela. A resposta do seu irmão era bem clara, enquanto ele pegava o pequeno copo e virava de uma só vez.

Arrrgh. Bebida forte. — reclamava um pouco como de costume após virar um shot de bebida de uma vez. — Não se preocupe que eu te pago tudo quando você quiser. — dizia despreocupadamente. Sua cabeça parecia estar melhor por ali, tirando a sensação de "viagem" de si mesmo. A dupla então saboreava o alimento, que não poderia ser o melhor, mas definitivamente saciava a fome dos dois. As bolinhas de queijo estavam bem derretidas, e as coxinhas com um recheio gostoso, então, não havia necessidade de reclamação.

Um tempo passava, e a sensação de barriga vazia deixava os dois. Nesse momento, Maka aproveitava para iniciar a conversa que tomava como necessária. Após suas primeiras palavras, Lee ficava um pouco cabisbaixo, mas concordava com sua cabeça para a afirmação. Ele sabia de sua situação, e apesar de tudo, era feliz de sua forma, mesmo que isso parecesse um pouco desconectado da realidade. Enchendo um copo de bebida, a mulher continuava com suas palavras, que enchiam o ambiente com uma tensão forte. Ao mesmo tempo, o homem enchia para si o copo com o saquê, e dava umas goladas, antes de abrir sua boca.

— Eu te falei, Maka. Muitas coisas aconteceram comigo e... é complicado... — dizia sem olhar no rosto de sua irmã. Aquele era um tema sensível para ele, e estava sendo tratado como tal. — Tudo o que eu amava partiu... e eu tive que aprender a lidar com isso. — agora levantava sua cabeça e olhava para ela. — Eu quero que você saiba que eu sou feliz hoje. — dizia, abrindo um sorriso largo, mas não mostrando seus dentes. — E tudo o que eu quero atualmente é me grudar ao que eu possuo. Você, nossos irmãos... papai... — falava, entendendo o que sua irmã achava sobre isso.

Nesse momento, interrompendo um pouco o clima, chegava Draken. Ele descia as escadas e ia diretamente ao balcão, retirando dos bolsos de seu terno seu caderno e caneta. Quando chegava até o referido homem, sua atenção se dividia parcialmente entre as figuras que vira anteriormente e o atendente, que lia o que estava escrito e recebia o dinheiro. Cada um daqueles que ele observava no balcão parecia perceber sua presença, mas não agiam. Eles fitavam o dono do local, e este os olhava de volta. Nenhuma palavra era proferida, mas comunicação era presente.

Partindo daquele local, então, ele se dirigia para as mesas do local, não pedindo nada para se alimentar. Ele novamente apenas observava as pessoas do local, principalmente aquelas que julgava misteriosa. Passado um tempo, a chuva se ausentava, e com ela alguns clientes iam embora. O lugar ficava mais vazio, e sobravam apenas algumas pessoas no recinto. Se aquela turma que era de certa forma "misteriosa" estava tramando algo, a ação era bem feita e mal deixava rastros a serem seguidos por alguém experiente.


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Não me preocupava com olhares maliciosos, mas confesso que achei engraçado e fofo ver a tentativa de meu irmão em impedir os “taradões” de plantão observarem a minha retirada dos berries do melhor lugar que eu tinha para guarda-los. “Super protetor como sempre! Puffhahahah”.

De conforme acordo, Euntae também sentia a necessidade de nos alimentarmos antes mesmo que subíssemos até o quarto, e por sorte minha talvez que adorava um saquê, ele concordava com o pedido proposto. Já com a fome batendo forte, não perdi tempo em fazer o pedido para o barbudo ranzinza, que de forma despreocupada me confirmava o pedido, entregando um pedaço de papel com marcações do que havíamos pedido – e mais uma vez, voltava a “ameaçar” com o fato de pagá-lo. – Reeeelaaaxa, não vou perder... e vou te pagar! – Guardava o papel em meus seios. – Quando eu sair daqui. – Piscava meu olho esquerdo para ele enquanto sorria.

A comida não demorava para ficar pronta, e a bebida já a acompanhava, então não demorei para encostar na mesa para nos servir e tirar enfim aquela fome. Me sentia a vontade naquele simples, velho e podre hotel, porque ali eu não tinha julgamentos sobre meus trejeitos, nem minha falta de etiqueta, pois éramos de certa forma todos iguais... “Depravados, relaxados, cachaceiros e porcos... PUFFHAHAHAHA!” Me sentia extremamente a vontade ali, o que me parecia perfeito para conversar com Euntae tranquilamente, mesmo que por um tempo.

- Forte? Você envelheceu e continua mole! – Enchia mais uma vez o copo que já estava vazio de novo. – Isso aqui desce como um doce. Puffhahahaha!!! – Daria novamente uma bela golada. – AAAAAAaaaaaaahhh...! – Minhas bochechas provavelmente estariam rosadas, pela felicidade em saciar meu vício diário. – É bom mesmo que você não me enrole. – Passaria a mão direita pela cabeça de Euntae como se bagunçar seu cabelo.

Aquela conversa era necessária, mesmo que quebrasse um pouco o clima amigável e descontraído que estávamos tendo, contudo, confesso que ver meu irmão ficar um pouco cabisbaixo me fez por um momento me arrepender em tocar no assunto. – Me deixa triste saber que eu tinha uma cunhada e nem se quer tive a chance de conhecê-la... – Olhava triste para o Euntae, tentando entender a dor e sofrimento que ele havia passado. Mas agora voltava a sorrir, por ver que hoje ele se sentia bem melhor por conseguir lidar com isso. – Ah não, lá vem você com essa história de pai de novo... – Meu semblante voltava a se fechar para ele. – Qual a sua motivação por querer encontrar alguém que nunca fez questão de cuidar da gente!? Se ele se importasse, seja lá quem for esse desgraçado, não teria nos deixado no orfanato... – Nunca em toda minha vida, tive à vontade ou curiosidade em saber quem era nosso pai, mas de repente, Euntae insistia em falar dele.

Antes mesmo que pudéssemos prosseguir com o assunto, o clima da nossa conversa era quebrado pela chegada do amigo esquisito do Arthur, que se dirigia até o balcão provavelmente para pagar sua estadia, e logo depois, voltava a agir de forma solitária, como se realmente sempre buscasse distância das pessoas. “Qual o problema dele com gente!?” Até passou pela minha cabeça em convidá-lo a se sentar conosco, mas duvido que ele aceitaria, então apenas deixaria ele em paz.

Percebia agora que a chuva se ausentava, e que provavelmente a hora já tivesse passado o suficiente para não ficar mais ali, além do mais, Euntae havia tirado a minha vontade de continuar a conversa com aquele comentário. – Acho que já deve ser tarde, e quero acordar bem cedo amanhã. – Me levantaria da mesa pegando meu copo de saquê para dar mais uma última golada caso ainda tivesse algo nele. – Vou pro quarto porque ainda preciso lavar minha roupa, tirar esse sangue não vai ser fácil. – Olhava com amargura para a mancha em minha roupa, “Como o Arth é descuidado...” – Você vem comigo? – Perguntaria, e sem esperar a resposta, apenas seguiria até as escadas rumo ao segundo andar, contudo, no caminho passaria pela mesa do esquisitão para lhe alertá-lo. – Tome cuidado! – Falaria de forma que apenas ele escutasse enquanto parava em frente a mesa dele. – Esse lugar pode ser bem hostil... – Tornaria a caminhar até meu quarto.

Procuraria observar bem o caminho tentando encontrar de forma fácil qual era o nosso quarto, e ao mesmo tempo buscando ver olhares esguios pelo local. Assim que chegasse no andar correto e encontrasse a porta, retiraria a chave para entrar, e lá passaria meus olhos por todo o local buscando me familiarizar onde tudo ficava... cama, banheiro, janela ou sacada, relógio ou despertador, e o que mais fosse importante. Retiraria minhas roupas sem me preocupar com a possível visão de Euntae, caso ele estivesse ali. – Vê se não olha demais hein!? – Diria caso ele estivesse ali comigo. Guardaria a chave, o papel com nossos gastos e o meu dinheiro em um local que fosse fácil para mim, mas que não fosse visível para um possível... intruso. Usaria o tanque para lavar as partes da minha vestimenta que estivessem sujas, caçando utensílios e produtos que me auxiliassem a tirar aquelas manchas de sangue, deixando apenas minhas roupas mais intimas e minha calça para secas para que eu pudesse usá-las depois. Buscaria um lugar visível para mim que eu conseguisse pendurá-las, e depois rumaria ao chuveiro para tomar um banho e tirar o suor de mais cedo, quando passei um tempo procurando pelo orfanato.

“Pai...” Refletia sozinha enquanto tomava meu banho, “Porque eu me importaria com isso... agora?” Assim que visse que o banho já era suficiente, desligaria o chuveiro, pegaria a toalha mais próxima para me secar, vestiria as roupas que ainda havia deixado secas e seguiria rumo a cama, me jogando de braços abertos tentando sentir o conforto que provavelmente ela não teria, na intenção de descansar meu corpo mesmo que por alguns minutos.



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 04
21:47 / Sirarossa



Os irmãos, após chegarem no hotel, podiam compartilhar de um momento em conjunto raro. Eles se divertiam e conversavam, casualmente jogando conversa fora e bebendo, algumas horas até se zoando. Porém, a conversa mais série havia de quebrar o momento descontraído. Maka, mesmo estando confortável no meio de seus semelhantes, não dormiria em paz sem antes saber o que acontecia com seu irmão, que em horas se mostrava abalado, outras "viajava" por lugares que não eram os Blues.

Começada então a conversação, o homem explicava para ela toda a história que fazia parte de seu ser e estava cravada em sua alma até o momento. Toda morte, tristeza, angústia, amargura e luto eram despejados naquela mesa de bar, em um momento de confiança, amizade e irmandade. Apesar de toda tragédia, no entanto, Euntae dizia ser feliz. Ele possuía tudo o que necessitava ao seu lado, determinação para fazer as coisas acontecerem. Um de seus objetivos, porém, ia de contrário com o de Maka. Lee gostaria de conhecer seu pai, o homem que abandonou os dois irmãos para todas as sortes de perigos e exposições do mundo cruel.

Obviamente, a resposta por parte da mulher era negativa. Suas razões eram concretas, afinal, por que uma pessoa, em sã consciência, tentaria se conectar com alguém que nunca se importou nem ao menos com o próprio sangue? A resposta não demorava para vir da boca de Euntae.

— Você ao menos não tem curiosidade?! — dizia, batendo seu copo vazio na mesa. Seu rosto estava vermelho, não de raiva, mas de frustração. — Eu sempre quis entender o porquê de ele ter feito isso. Conhecer o homem que me concebeu! Que me jogou nesse lixo de lugar! — dizia, jogando para fora seus sentimentos mais interiores. No momento, sua boca se entreabria como se fosse dizer mais alguma coisa, mas ele apenas suspirava e deixava de lado qualquer outra palavra, sabendo da posição irredutível de sua irmã.

Não demorava muito para que ela avistasse Draken descer do segundo andar, quebrando totalmente o clima da conversa que já não estava leve. Partindo desse ponto, a moça terminava seu copo de saquê e subia para o quarto, perguntando se seu irmão a acompanharia, mas não fazendo questão de esperar para ouvir a resposta: ele ficava por ali. No caminho para as escadarias, engajava em uma pequena comunicação com o recluso ao qual tomava conta, alertando-no sobre os perigos desse local. O homem, em silêncio, mas não por causa de sua desabilidade, apenas acenava com a cabeça em concordância.

Subindo as escadarias velhas e que rangiam, Maka chegava enfim ao seu quarto. Abrindo a porta, um mundo similar o que já estava vendo se desdobrava diante sua visão: duas camas, separadas apenas por um criado-mudo, estavam desleixadamente arrumadas. Os lençóis e cobertores não eram da melhor qualidade, porém eram o suficiente para esquentar durante uma breve noite. Diretamente ao lado da porta, em sua direita, estava a porta para o banheiro, introduzindo um sujo espelho de aço, uma privada e uma banheira encardida por fora, apesar de brilhante por dentro.

Seguindo na área onde estavam as camas, estava uma pequena sacada que dava visão para a vizinhança nada agradável daquele lugar. A característica principal daquela paisagem era o breu e o mistério, lançando uma sensação estranha sentida na espinha. Deixando então esse ambiente vicioso, a mulher, que completara o reconhecimento do ambiente, partia para a lavanderia, que ficava ao lado direito da sacada; uma pequena sala com um tanque grande o suficiente para as necessidades mais básicas e alguns produtos de procedência duvidosa. Despindo-se das suas roupas manchadas, ela passava as mesmas no tanque, utilizando os produtos disponíveis, e logo as pendurava no pequeno varal suspenso ao canto da mesma sala.

Terminada essa tarefa, Maka partia para o banho. A água era relaxante, e a fadiga saía de seu corpo junto do suor acumulado pelo dia cansativo, e durante esse momento de aquietação, não deixava de pensar em seu irmão e sua fala de anteriormente. A mulher nunca havia sequer pensado no seu pai, mas finalmente, após todos esses anos, o pensamento invadia sua cabeça ignorando os anos de reclusão.

Deixando isso de lado, assim que percebia estar banhada o suficiente, saía da banheira e ia para sua cama se livrar do cansaço que restava, adormecendo não muito depois. Seu sono pesado não a deixava ver a chegada de seu irmão, parcialmente bêbado, que após ver seu corpo descoberto, colocava os cobertores por cima da mulher para a esquentar, caindo no sono não muito após.


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Conversa - Aprendizado - Caça
“Curiosidade?” Meus pensamentos ficavam a milhão com os comentários mais idiotas e impertinentes para mim, vindo de meu irmão que agora resolvia tocar num assunto que já me era encerrado a muito tempo. – Você é muito tolo! Fica falando essas asneiras... – Todo aquela conversa me tirava a vontade de continuar ali, e mesmo convidando Euntae a subir, não fiz questão de esperá-lo, queria apenas me livrar da tensão.

Com cuidado alertei o esquisito sobre o lugar que ele agora estava, que de forma simples e insensível como sempre, apenas acenava com sua cabeça em concordância comigo, “Até onde vai o entendimento dele sobre nossa situação atual? Ele é mais difícil do que eu imaginava...” tomava novamente meu rumo até o quarto. Como um reflexo de todo aquele hotel, o quarto não aparentava ser diferente... “Humm, duas camas, um criado-mudo... tá ótimo, Puffhahaha” observava agora ao meu lado, onde se localizava o decadente banheiro, que de alguma forma me surpreendia. – Olha só, uma banheira. PUFFHAHAHA! – Ria ao ver tal “luxo” – Quem diria hein, isso é excelente! Aposto que o Belluci não tem um quarto de qualidade como esse! PUFFHAHAHA! – Dizia enquanto me acomodava no quarto seguindo com meus afazeres em preparação para minha noite de descanso.

Já não bastasse o “luxo” de uma banheira, aquele lugar ainda tinha uma sacada, com aquilo que eu mais precisava – uma lavanderia. Ali não perdi tempo para limpar as roupas que estavam manchadas com o sangue de Arthur, utilizando de produtos de “alta qualidade”, estando sobre um ar misterioso e que mal podia enxergar em meio aquele breu que era a tal vista do quarto. O banho era de certa forma relaxante, ao menos o cansaço e a fadiga, junto do suor em minha pele se retiravam aos poucos, me sentindo agora mais leve e confortável para enfim dormir, mesmo que alguns pensamentos alheios sobre a conversa anterior me fizessem incomodar.


~SONO PROFUNDO~


A luz era forte, mais do que o normal, tomando todo aquele local. Um enorme pasto verde com uma bela árvore cheia de frutos, e tal planta era tão grande que sua sombra cobria uma grande área, trazendo uma brisa muito relaxante e uma paz jamais sentida antes. Estava deitada ao chão, com minhas costas sobre o extenso gramado, olhando diretamente para os galhos que balançavam como se dançassem conforme a “música” tocada pelos sopros do ar que invadiam aquele lindo local.

- MAKA! – Minha atenção ao ambiente era brevemente interrompida pelo ecoar daquela voz doce e meiga. – Maka! O que você está fazendo aí. – Ao olhar, os paços calmos daquela pequenina se aproximavam. - Todo mundo está te esperando. -  Ela ajoelhava se aproximando de mim. – Para de viajar e vem logo. – Aquele sorriso me enchia o rosto de ternura. – Já vou indo Kouzinha. – Sorria de volta enquanto recebia aquele beijo doce na testa. – Então não enrola... KWAHAHA! –

Me levantava observando todos os meus irmãos a poucos metros dali. Arthur com todo aquele seu tamanho, agindo de um jeito até meio desengonçado, enquanto o John “frutinha” White não saia do seu lado como sempre. Meu irmão Euntae fazendo algum tipo de brincadeira com Kani que o deixava envergonhado, tirando boas gargalhadas de todos, e por fim, eu e Kou caminhando juntas em direção a cada um deles. E, numa distração de olhares da minha parte, começava a observar novamente meus irmãos, e algumas manchas de sangue surgiam em suas roupas, ao mesmo tempo, cada um deles começavam a olhar para mim com um belo sorriso, porém, todo manchado de sangue. – O-o-o... que tá acontecendo? – Me perguntava sem entender o que via. – Você vacilou Maka... – Escuta a voz de Kou, e ao olhar para ela, via a mesma situação de meus irmãos. – KOU! O qu... – Era interrompida por uma voz. – Você sabia que não deveria fugir... não é Maka? – A voz vinha da mesma direção que meus irmãos. – Essa marca em suas costas... você tinha um compromisso, e agora eles pagam por você! – Era Yoshindo...


~FIM~


- Aaarfh...aaarf... aaarfh... – Minha respiração estava alta com o baque daquele pesadelo que tivera com meus irmãos. Naquele mesmo instante, parecia sentir a marca em minhas costas queimarem, e era inevitável não a tocar e as lembranças do período naquele lugar voltarem como um turbilhão de flashs na minha cabeça. - Tsc... – Murmurava comigo mesma. Tinha ciência do perigo que era abandonar aquele lugar e voltar com a minha família, e por muito amor a eles, não conseguia deixar de ser imprudente a ponto de possivelmente colocar a vida de cada um deles em risco, e eu sei que se isso acontecesse, eu não suportaria a culpa...

Me levantaria da cama seguindo até o banheiro para lavar o meu rosto e de alguma forma tentar acordar, já que agora não sentia vontade alguma de dormir novamente. Percebia que havia dormido de coberta, e que provavelmente Euntae fizera isso, “Talvez eu deva pedir desculpas...” me sentia culpada por deixar ele sozinho na mesa ontem e tratá-lo daquela forma. Checaria no varal se a roupa estava seca, e se fosse positiva, vestiria elas buscando observar se ainda estaria escuro, ou se o dia já estava para amanhecer.

Pegaria minhas coisas e as guardaria comigo. Observaria meu irmão por alguns segundos e então lhe daria um beijo em sua bochecha como um “Descanse bem seu preguiçoso!” e seguiria para fora do quarto. Rumaria até a parte principal procurando algum relógio para que eu pudesse me situar, e enfim se visse o homem barbudo que cuidava do hotel, lhe entregaria o papel da noite anterior com os gastos, e em seguida lhe daria o dinheiro anotado naquela folha. – Bom dia querido. Estou quitando os gastos de ontem a noite com a “janta”. – Sorriria para ele, e, se soubesse que fosse logo cedo pela manhã, lhe faria um belo pedido de café. – E o café da manhã? O que esse maravilhoso hotel tem pra servir? -


LEGENDA:
Kou
Yoshindo  




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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 05
05:23 / Sirarossa



Após chegar ao hotel, Maka e Euntae partiam para uma mesa e se alimentavam para recuperar as energias, enquanto Nostrade apenas se afastava e observava o ambiente. Sua falta de comunicação não atrapalhava nem um pouco a dupla, que partia de uma conversa simples e descontraída para um assunto pesado e familiar. O que era discutido acabava por deixar a leoa irritada com seu irmão, mas ainda assim acendia uma faísca de curiosidade em sua mente que a perturbava até o horário de seu descanso, após um banho igualmente pensativo.

Em meio ao seu sono pesado, sua mente criava uma projeção, ou até mesmo um presságio, comumente chamado sonho. Seus irmãos de sangue e criação eram mortos, e a causa era si mesma. O dono da organização que agora a caçava caçoava e debochava da mulher que estava impotente naquela realidade, incapaz de realizar qualquer coisa. Mas, como todos os pesadelos, uma hora acordamos, e essa era a vez dela. Deixando um gosto amargo em sua boca, aquela criação de seu subconsciente trazia a realidade que ela tentava evitar, queimando a marca estampada em suas costas mesmo que por um mínimo instante, mostrando que mesmo em seus momentos mais íntimos, não estaria segura.

Levantando-se da cama, não querendo voltar a dormir, dirigia-se até o banheiro, onde lavava seu rosto e tirava a fadiga de recém-acordada. Nesse momento, pensava em perdoar seu irmão que apenas externalizara seus sentimentos na noite anterior. Seu gesto de carinho com a mulher era a causa desse sentimento, trazendo-lhe até mesmo culpa pelas suas ações. Então, colocando isso de lado pelo momento, partia para o varal pegar suas roupas secas, observando que o céu ainda estava escuro, mas luzes fracas começavam a aparecer marcando a alvorada do dia.

Sem hesitar, a moça dava um beijinho em seu irmão de despedida carinhosa, e partia para a porta, pretendendo ir até o local principal e pagar pelas despesas. Porém, antes que seus atos pudessem se concretizar, Euntae a agarrava pelas mãos, impedindo-a de andar. Com a mão que lhe restava, fazia um sinal indicando silêncio para ela, como se estivesse ocorrendo algo que até agora Maka não percebera. Então, nesse momento, barulhos ecoavam pelo hotel em sua totalidade caracterizando móveis sendo arrastados e portas arrombadas. Vozes grosseiras exclamavam:

— Onde ela está!? — apesar de gritar assim, não parecia estar se dirigindo a uma pessoa, apenas externalizando sua frustração. Os barulhos iam ficando cada vez mais próximos no andar de baixo, mostrando que eles estavam realizando uma varredura pelo hotel inteiro. Os passos eram pesados, e sem uma atenção maior, não seria possível determinar a quantidade de pessoas. Nesse caso, porém, uma coisa era certa: o perigo se mostrava iminente.


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"Assume the position to get back on your knees"



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Conversa - Aprendizado - Caça
Apesar de ainda estar escuro, tudo indicava que logo o dia amanheceria, e vendo que minhas roupas estavam secas, tinha agora os motivos certos para me manter acordada e fugir de um sono que não me convinha agora. Arrependida pela forma que havia tratado o assunto tocado por meu irmão anteriormente, busquei ser a mais carinhosa possível, mesmo que esse talvez não fosse o meu forte.

Num beijo de “bom dia”, mesmo pronta para seguir até o salão, a imprevisível pegada de Euntae em minha mão que me impedia de andar, me fez por um momento assustar com tal ação, passando até por minha cabeça se ele teria algum tipo de insônia, ou que até mesmo fosse sonâmbulo. Mas ao ver sua expressão de preocupação e me pedindo para ficar em silêncio, logo notei que algo acontecia que por vacilo de minha parte, não percebera antes.

Móveis aparentemente sendo bagunçados, portas arrombadas, “O que tá acontecendo?” tentava forçar um pouco mais a atenção para escutar melhor o que estava acontecendo, e de repente, pude ouvir as vozes que procuravam por alguém. Meu corpo gelava naquela hora, meus olhos estavam paralisados e trêmulos em pensar o que aquilo poderia ser, “Não... não é possível que aquele desgraçado... agora?” – Tsc... – Soltaria a mão de Euntae de forma brusca seguindo até porta, pois estava determinada a dar um fim nisso. O ódio que me consumia era tão grande que me fazia ficar corada de raiva estando prestes a explodir, só de imaginar o risco que agora meu irmão corria... “Euntae!” Um estalo em mim me fazia parar quando estivesse à beira da porta e pronta para abri-la, com a intenção de dar fim aquela algazarra, mas entrava em sã consciência de que aquilo seria arriscado, e que não podia criar o caso de trazer perigo ao meu irmão, mesmo que ainda não soubesse quem seria a tal procurada.

Ouvindo com mais atenção, percebia agora de que não seria apenas um, mas sim vários, porém era difícil saber uma quantidade exata, e a única certeza era a de que eles estavam próximos, e alguma coisa precisava ser feita. – Lee! – Sussurraria para meu irmão. – Pegue suas coisas e se arrume... depressa! – Abriria a porta, e mesmo que soubesse que ele poderia querer me impedir, apenas acalmaria ele. – Não se preocupe, eu não farei nenhuma besteira, apenas confie em mim... – Seguiria para fora do quarto com passos leves, porém um pouco apressados de forma que não chamasse a atenção.

Do lado de fora, me aproximaria da escada e reforçaria meus ouvidos tentando ter maior atenção, e até mesmo buscando alguma visão que me fizesse identificar a quantidade exata de pessoas, ou algo aproximado, porém não desceria as escadas em sua totalidade, e se conseguisse a informação que buscava antes de pisar as escadarias, rumaria de volta para o quarto. Acenaria para o meu irmão indicando a possível quantidade de pessoas que estariam fazendo toda aquela varredura no hotel, e me dirigiria para a sacada. “Porque eu fui inventar de trazer a gente pra cá?” Me culpava pela burrice de colocar a vida deles em risco... “Mudinho esquisito!” Como pude me esquecer? O amigo do Arthur estava provavelmente no quarto ao lado, e ele corria o mesmo risco. Chegando na sacada, observaria melhor a estrutura do hotel mais uma vez, indicando possíveis rotas que me ajudasse a escalar ou descer pelo lado de fora. Se encontrasse meios para seguir sem ser percebida incialmente, voltaria para dentro do quarto buscando algo que pudesse me ajudar como arma, apenas para um caso extremo, pois não tinha intenção de lutar naquele momento, pelo menos não com meu irmão por perto. – Lee, você consegue descer por ali? – Indicaria o local que talvez encontrasse anteriormente. – Ou você tem alguma ideia melhor? Porque a gente precisa sair daqui agora! –

Sabia de minhas capacidades atléticas e acrobáticas que havia adquirido nos anos em que passara com a organização. Na verdade, muito aprendi que hoje me faz ser útil, mas não tinha ideia do que exatamente meu irmão fizera nesses anos todos, e nem se ele conseguiria sair dali da forma que eu imaginava. – De alguma forma, precisamos buscar o mudo também... mas primeiro, eu preciso saber se você consegue. -



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