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All Blue

É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

8º Capítulo: Reino em Conflito!

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Shiori
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8º Capítulo: Reino em Conflito! Qui Set 29, 2022 11:06 pm


8º Capítulo: Reino em Conflito!


Thorkell Dragnar [Marinheiro]

Não possui narrador definido.
Aberta

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Tenente
Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Sab Out 01, 2022 4:21 am
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Tenente

A Fortaleza Bélica


A prisão do quartel general de Lódtä era maior e mais robusta do que imaginava, servindo bastante ao seu propósito. “Apesar de que a minha prisão é mais eficiente, diga-se de passagem.” Logo após deixar o prisioneiro engaiolado, sairia lá de dentro e caminharia até o centro de treinamento.


~Aprendizado de Proficiência Forja~


Uma vez dentro de minha fortaleza caminhando até a Grande Forja, um cômodo especifico para metalúrgica, ouvia os barulhos do martelo sobre o aço ecoarem e decidia ir averiguar. Havia avistado um dos marinheiros, um tenente por sinal, forjar algumas armas no decorrer do meu tempo livre.

Devido Pippos seguir seu caminho, e eu o meu, havia perdido uma boa mão para forjar e aprimorar armamentos. Exatamente por isso teria decidido aprender por conta própria. Após algum tempo sendo orientado pelo marinheiro, seguindo seus conselhos e manejando o martelo sobre o aço, pouco-a-pouco, começava a dar vida a alguns equipamentos e lâminas.

O homem era ríspido, um pouco cômico por me chamar de garoto, mas havia sido divertido o tempo lá. Ele era habilidoso, isso era bem óbvio. E amava seu oficio, o que era ainda melhor quando o assunto era aprender com alguém desse tipo.

A metalúrgica era algo bastante intrigante, agora entendia o motivo do garoto amar tanto isso. “Os gigantes sempre foram excelentes ferreiros, acho que entendo o motivo agora.” Pensava comigo ao longo do tempo. Após finalizado o aprendizado, teria agradecido o homem por sua orientação. ~ Thororororo! Foi mais difícil do que imaginei, camarada. Sorte minha que tuas instruções foram excelentes. A forjaria realmente merece o devido respeito. Passava o antebraço sobre a testa para retirar excesso de suor que o corpo emitia, por motivo de ser quente lá dentro.

Havia criado um armamento simples, mas suficiente para entender o conceito da forja. ~ Da próxima vez crio algo mais elaborado, Thorororo! Agradeço sua ajuda, parceiro. Falava para o pequeno humano ao tempo que dissiparia a replica.


~Fim do Aprendizado~


“Quanto mais eu aprender sobre metalúrgica, melhor será as construções em meu reino. Pelo menos assim espero, Thorororo!” Ao lado externo, olhava o campo de treinamento e me perguntava se era uma boa ocasião para exercitar um pouco os músculos, antes de dar inicio a missão. ~ Ainda tenho bastante energia para aprender algumas coisas a mais. Proferia enquanto andava pelo local em busca de algum marinheiro interessante. “Sempre dá pra encontrar alguém habilidoso nesse tipo de ambiente.” Ponderava comigo mesmo, já que, almejava refinar minhas habilidades Douriki.


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Pirata
Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Ter Out 11, 2022 8:22 am


Narração - 01
08:00h - Reino de Lótda



Ghonn Oakbelt estava terminado. Seu corpo em frangalhos, após o combate em que comandava os homens-porcos análogos às feras do inferno, não teria capacidade de fazer nada contra a marinha ou contra o Reino tão cedo. Não com aquele corpo.

Uma vez tendo percebido isso, o Meio-Gigante imergia em seu reino próprio, mergulhando em pedra e solidez até se perceber novamente em uma sala ampla de castelo.

Ao seguir o som da forja, chegava até um Tenente, que começava a lhe guiar sobre a arte da forja. Ali dentro, era fácil perder a noção do tempo.

O descendente dos Primordiais aprendeu sobre a temperatura em que o ferro se tornava maleável, sobre como utilizar-se dos moldes para dar forma a ele, da importância de martelá-lo para deixá-lo rente, como firmar lâminas e trazer equilíbrio para as armas.

Principalmente, aprendeu sobre como fortalecer o ferro, fazendo-o esquentar, para que pudesse ser purificado e ter suas rugas eliminadas, depois esfriando-o. Descobriu sobre como esse processo, quanto mais repetido, mais seria capaz de fortalecer algo. - Com sua permissão, Senhor. Mas quando vir o metal especial da ilha, que suporta temperaturas extremas, vai ver o quanto esse princípio é importante. - O tentente que lhe explicava comentou.

No fim da sesão, com os príncipios aprendidos, e após a leitura de alguns manuais que sedimentavam ainda mais o aprendizado, os dois haviam construído, juntos, algo à moda da casa: Um machado, como aqueles utilizados por alguns dos Esquecidos.

Thorkell finalmente saiu do seu castelo e se percebeu no campo externo.

De maneira completamente indolor, seu corpanzil sentiu um impacto forte, apesar de não ter se movido um centímetro sequer.

Viu algo tombar no chão. Olhando melhor, era um garoto.

William D. Kurosaki, aquele que havia resgatado no território dos Esquecidos.

- Ei! É você! - O garoto parecia bem, transmitindo mais vivacidade. - Você vai treinar? Eu quero ser como você! Um Marinheiro que vai libertar pessoas por todo o mundo! - Observava o machado. - Ei, você luta com machados?

Muitas vezes, ensinar os fundamentos para alguém era a melhor forma de aprender. Ainda havia bastante tempo, e, mesmo que optasse por treinar o garoto, poderia arranjar algum marinheiro transeunte para ensiná-lo sobre o que mais quisesse, com total liberdade.


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Tenente
Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Qua Out 12, 2022 7:54 pm
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Tenente

A Fortaleza Bélica


O impacto me alertava um pouco sobre algo divergente, apesar de que não havia me causado qualquer desconforto. – Hãn?! Olhava para baixo e então avistava o garoto de antes. ~ Oh! É o pivete de antes. Proferia ao coçar a barba enquanto olhava para ele e então compreendia que ele estava no campo de treinamento afiando suas habilidades. ~ Você parece melhor, garoto. Parece que ficar com a capitã Valvatore lhe fez bem, afinal. Thororororo! Comentaria soltando uma boa risada me sentindo tranquilo por ter feito uma sábia escolha anteriormente.

“Apesar de que conhecendo bem Valvatore, não é nenhuma surpresa o moleque estar animado.” Ponderava comigo enquanto ostentava aquele sorriso amigável no rosto. O garoto falava sobre a arma que havia forjado recentemente, olhava para o machado e então agarrava sobre seu punho e cravava perto do jovem. ~ É todo seu. Foi minha primeira vez forjando, não é uma lâmina muito boa, mas já dá para o gasto. Thorororororo! Coçava a cabeça um pouco descontraído em relação a forja.

Ouvia o moleque falar sobre almejar ser um marinheiro que desbravava os mares em busca de eliminar o mal, mais parecendo um conto de fada do que a realidade em si. “Ora, ora. Essas crianças de hoje em dia possuem uma imaginação bem fértil.” Refletia comigo enquanto agachava para aproximar um pouco mais do garoto. ~ Certo, certo. Seu sonho é admirável. Proferia colocando a mão sobre sua cabeça. ~ Mas não se esqueça, garoto... um nobre guerreiro não é forjado pela força ou pela fama, mas sim pela determinação em jamais desistir! Diria com convicção e tenacidade, durante o tempo que moveria a mão sinalizando a ponta do dedo rumo ao seu tórax; mostrando salientar o coração que lá residia. ~ Lutar pode ser divertido, mas tente não se arriscar demais. Afinal de contas, poucos podem suportar o fardo de encarar a morte a todo instante. Thororororo! Terminaria de falar dando um peteleco no peito do rapaz, mostrando afeto e preocupação para com o rapaz.

Já havia vivido longas décadas, já banhei meu corpo em sangue mais vezes do que posso contar. Guerreie desde sempre. Pelo menos desde o momento em que empunhei uma lança, senão com os próprios punhos. Viver em Elbaff era difícil, mas a glória era gratificante. A tormenta pode ser repudiada, árdua e cruel. Contudo, sobreviver a ela era uma dadiva. Poucos são aqueles que podem suportar as dores do mundo, não estou sendo arrogante ou hipócrita, apenas é um fato. É necessário um espirito guerreiro, uma convicção precisa e um desejo fervoroso para que sua mente não seja corrompida pelo caos. Afinal, o mundo não é um mar de rosas; é um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos para sempre se você deixar. E ninguém vai bater tão forte quanto a vida, mas não se trata de bater forte, e sim do quanto você aguenta e continua se levantando e seguindo em frente.

Erguera meu corpo e então comentaria. ~ Sinto muito pequeno, mas não sou muito bom com machados. Sempre manejei uma lança e nela está minha determinação, esforço e vivência. Mas certamente encontrará algum tutor bom no quartel. Gesticulava com o dedo de forma positiva para incentivar o garoto a aceitar o presente e então procurar por um professor. “Falando em esforço e professor, é uma boa oportunidade para aprofundar minhas habilidades de Rokushiki.” Pensava comigo enquanto fintava o campo de treinamento em busca de algum habilidoso marinheiro.


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Pirata
Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Sab Out 15, 2022 6:30 pm


Narração - 02
08:15h - Reino de Lótda



- Ei, grandão. É, você! Você deve servir. - Uma voz grave ressoava atrás de Thorkell, que se virava para ver o homem enorme que a possuía. Ele estava sem camisa, com longos cabelos verdes soltos, com um tremendo ar de selvageria. - Me desculpe os maus modos. Me chamo Aegir. Vice-Almirante Aegir. - Dizia, sem se explicar muito ainda.

Instantes antes, Thorkell estava conversando com Will sobre não ser bom com machados, após dar vários conselhos que fizeram os olhos do garoto que até pouco tempo atrás estava engaiolado brilharem.

Quando o Vice-Almirante Aegir apareceu, logo o jovem apertou bem o machado, como que pronto para o combate, apenas relaxando quando ele pediu desculpa pelos maus modos.

- Eu estou de passagem na ilha. Cheguei faz pouco tempo e irei embora em breve. - Com um ar de grandiosidade e de energia expansiva, o homenzarrão encarava o céu. - Estou desobedecendo ordens da Marinha, por isso a maioria não quer se aproximar de mim. - Um vento frio assoviava forte. - Klaus Sunwizer. Já ouviu falar? Em breve irei desfiá-lo em Dragora. - Sorria selvagem. - Loucura, hã? - Da maneira como ele encarava Thorkell, parecia que ele sentia que o homem o entenderia.

Conforme o homem se aproximava, era possível notar que os dois eram do mesmo tamanho. - Eu estive pensando, o que acha de um treinamento conjunto? Eu posso fortalecer minhas bases do Rokushiki e talvez te ensinar algumas. A maioria não quer chegar perto por que eu vou fazer algo muito arriscado e nenhum é grande o suficiente para aguentar o tranco. Então, o que me diz?

Will, que pegava o machado sem nenhuma intimidade, como se nunca tivesse encostado em um antes, se afastava apenas o suficiente para assistir os dois treinarem sem atrapalhar, completamente empolgado.

Parecia que ele queria assistir o Gigante Primordial ainda que ele não fosse bom com machados, como se o que quisesse aprender com ele fosse muito mais do que o uso de armas, talvez até mesmo podendo aprender lanças.

De qualquer forma, o treino poderia começar com o professor improvável.


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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Seg Out 17, 2022 1:48 pm
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Tenente

A Fortaleza Bélica


Estava conversando com o pivete e lhe dando alguns conselhos, não que eu fosse muito bom nisso, mas era melhor uma voz amiga do que uma inimiga. Dito isto, acabava sendo abordado por um vice-almirante. “Hoo. Um vice-almirante por aqui? Que interessante.” Os olhos como de um gavião cintilavam e fixavam em seu alvo, no caso o marinheiro próximo a mim, imaginando uma disputa entre nossas forças. Afinal, o quão longe ainda estava de chegar neste nível? Ou será que já havia chegado? Eram perguntas que minha mente se fazia, ainda que controlasse esse desejo insano em um duelo.

~ Saudações vice-almirante Aegir. Virava o corpo para ver em melhor ângulo o marine a minha frente. ~ Thororororo! Não se desculpe, camarada. Estava apenas instruindo este jovem aqui. Proferia cordialmente para o marinheiro, explicando o motivo de minha conversa para com o garoto. Não que fosse obrigado, apenas por simpatia.

O marinheiro então explicava o motivo dele estar ali. “De novo esse nome?” Pensava por um instante, já que, teria ouvido muito em Dragora. ~ Hah. Este paspalho está espalhando seu nome mais que ovo de galinha em galinheiro. Diria de forma extrovertida ao tempo que retornava a ouvir o vice-almirante.

“Desafia-lo? Thorororororo! Não é bem a tarefa de alguém de seu calibre, mas posso entender bem os motivos.” Refletia comigo enquanto arqueava um sorriso amigável. ~ Loucura? Não, não, não... loucura seria não desejar ver os limites de suas forças! Thororororo! Gargalharia simpatizando com o nobre guerreiro a frente. ~ Um homem abagualado deve seguir seus instintos quando necessário. Cruzava os braços e falaria de forma sincera. Afinal de contas, eu lhe entendia perfeitamente.

O vice-almirante então perguntava se eu estaria disposto a ter um duelo com ele, já que, ele almejava fortalecer suas habilidades de Rokushiki e poucos estariam dispostos a enfrenta-lo. ~ Thorororororororo! Que coincidência... estava para lhe fazer a mesma pergunta, amigo. O sorriso seria amistoso, mas os olhos emanavam um forte desejo pela pancadaria.

~Aprendizado Rokushiki: Soru Tekkai Dama~

O marinheiro então se aproximava mais um pouco e eu também. ~ Pelo visto é uma boa oportunidade para você me orientar com a especialização do Rokushiki: Soru Tekkai Dama. Indagava cerrando os punhos e percebendo que o garoto haveria se afastado de nós, logo então retornando a fintar o oponente.

O combate daria e os punhos falaria por si mesmo, em uma frenética trocação de porrada atrás de porrada. O vice-almirante parecia ser do tipo que mais atacava do que defendia, um ótimo adversário para mim. Confiava em meu vigor e minha resiliência, tanto que atacava sem formalidades e preocupação. Entre os golpes ele usaria Shigan, Soru, Tekkai, entre outros. Até usar o Soru Tekkai Dama.

Os estrondos começariam a aumentar, conforme nossos ataques seriam mais sérios. Começava a entender melhor como a especialização do Tekkai funcionava, notando a alta velocidade em giro que ele usava em um primeiro momento, completando com Soru e então fechava com Tekkai para uma colisão direta. Basicamente era um ataque que potencializava um golpe direto e defendia o corpo da colisão, semelhante ao Cho Sokuten Tekkai.

Analisava algumas outras especializações que o vice-almirante usava, mas estava mais centrado em doutrinar meu corpo a usufruir o Soru Tekkai Dama. A força do marinheiro era louvável, muito mais do que o esperado. No entanto, muito menos do que eu imaginava. ~ Thororororo! Que poder glorioso, camarada! Diria passando a mão na boca e retirando o sangue que havia escorrido.

O combate seria quase incessante, até que enfim conseguisse aplicar adequadamente a especialização do Tekkai. ~ Soru Tekkai Dama! Era devastador o poder que um gigante conseguia aplicar por meio deste Rokushiki, deixando um enorme rastro no solo pela força de impulsão. O último ataque mostrava que havia aprendido a usufruir a especialização do Rokushiki. Nossos corpos colidiam e se afastaram alguns metros.

~ Fim do Treinamento~

Talvez fosse uma sensação, meu instinto alertando, mas parecia que o vice-almirante não estava usando toda sua força. ~ Heh. O que foi vice-almirante Aegir? Espero que não esteja contendo suas forças. Consegui notar que é um mestre com as variações do Tekkai. Inclusive percebi que está usando o Tekkai apenas em algumas partes do corpo, parece ser bem útil desta forma. Thorororo! Falaria bastante animado e intrigado com o uso divergente que o marinheiro estava mostrando exibir durante nosso duelo.



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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Seg Out 17, 2022 5:59 pm


Narração - 03
15:40h - Reino de Lótda



Durante intermináveis segundos, os dois homens se encaravam.

Não era apenas Will que ficava sem ar, com a empolgação suspensa pelo início do embate-treinamento entre os colossais em pé de igualdade, mas o clima também parecia conter sua ventania gélida, desacelerando como que para apreciar também.

Os dois imergiram em rugidos e frenesi. O primeiro soco foi de Thorkell, diretamente no antebraço do gigante, que afundou no solo, mas não saiu do lugar. Logo após, o Primordial pôde sentir um soco em sua costela, átimo em que percebeu que, na verdade, ambos haviam socado ao mesmo tempo, mas que Aegir também havia defendido.

Mas pouco importava. Dragnar também não se moveu do lugar, apenas afundando um pouco no solo.

Um Shigan foi deferido, ao que Aegir respondeu com outro Shigan, exatamente na ponta do dedo atacante, repelindo-o. Outro Shigan, outra defesa. Três shigans, três defesas. Até que o Vice-Almirante fez-se uma bola de canhão, usando o Soru para mover seu corpo massivo em direção a Dragnar e, a partir daí, utilizar o tekkai, finalizando um tekkai dama.

O corpo de Thorkell foi lançado longe, tamanho era o poder que dispendia aquela técnica.

Ainda assim, de maneira indolor e invulnerável, apenas arrastou-se pelo chão, buscando equilíbrio, retornando com um rápido soru.

Conforme se afundavam cada vez mais na selvageria quase lasciva, Thorkell Dragnar sentia em seu espírito um antigo ditado, de que a melhor maneira de dois homens se entenderem eram lutar entre si, caindo em um transe hipnótico que apenas a troca de golpes poderia trazer.

E que forma melhor de aprender do que entender perfeitamente seu professor?

Os dois continuaram lutando por algumas horas, até que o Primordial foi atingido pela epifania e finalmente conseguiu replicar o Soru Tekkai Dama, desta vez lançando seu mestre longe, da mesma forma que havia sido lançado momentos antes.

- Contendo minhas forças, do que está falando? GURARARARARA. Isto é um treinamento, não um combate sério. - Apesar de falar aquilo, limpava o sangue da boca com um olhar empolgado. - Vamos, eu te ensino o Tekkai em apenas algumas partes do corpo. Se chama Tekkai Kenpo.

Will os olhava voltar para o combate com o fito arregalado, não havia se movido do ambiente da luta nem por um segundo, como se estivesse em um parque de diversões. - Vai, THORKELL! VAI! VAI! - Movia o machado de um lado para o outro, completamente sem jeito.


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8º Capítulo: Reino em Conflito! N7yl9g2

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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Ter Out 18, 2022 12:56 am
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Tenente

A Fortaleza Bélica


~Aprendizado de Rokushiki: Tekkai Kenpo~


O vice-almirante era forte, não havia dúvidas. Sua força era tamanha que até mesmo fazia meu corpo ser jogado por razão dos incessantes impactos por meio de seus ataques. Difícil acreditar que aquela era toda sua força, mas se fosse o caso certamente não era pouca. ~ Thororororo! Pois bem! Vamos botar pra quebrar, meu chapa! Terminaria de proferir e caminhava em direção ao marinheiro em busca de entender como ele usava aquela habilidade do Rokushiki.

Outra disputa venenosa ocorria, soco atrás de soco, cabeçada atrás de cabeçada, chute após chute, e até mesmo uma disputa entre nossas forças após atrelar os dedos uns dos outros. Os ataques eram semelhantes, mas a força estava pendendo para o lado dele. Minha conclusão? Era pelo fato de ele conseguir atacar ainda usando o Tekkai como forma de anulação de dano. ~ Hoo. Que habilidade sinistra essa hein! Kekekeke! Aquele mal habito de risada horripilante surgiria enquanto eu tentava absorver o máximo de informações na base da porrada.

O vice-almirante começava a dar algumas dicas, proferindo que a maior diferença entre o Tekkai para o Tekkai Kenpo era a mestria sobre os diferentes tipos do Rokushiki. Já possuía algumas variações, logo poder-se-ia dizer que era um perito. Talvez não tanto quanto Aegir, mas não me faltava muito.

As dicas do marinheiro seriam sobre manifestar a contração muscular em apenas algumas partes do corpo, não perdendo o foco e nem tensão, mas sim redirecionando elas. Parecia ser fácil com palavras, mas na pratica era bem ao contrário.

8º Capítulo: Reino em Conflito! Nanatsu%2Bno%2BTaizai%2B-%2BFundo%2Bno%2BShinpan%2B-%2BEpisode%2B18%2B-%2BEscanor%2BDemon%2BKing%2BExchange%2BBlows

Dado algum tempo, após uma trocação simultânea intensa de golpes, com erros e acertos, enfim começava a aplicar com maior êxito a especialização do Tekkai. Avançava com alguns socos, gerando apenas a tensão necessária para ativar o Tekkai nos braços. Depois passando para as pernas, quando chutava... assim por diante.

O duelo era bem disputado e servia demasiadamente para testarmos nossos limites através dos Rokushikis. Não era necessário empunhar uma arma ou usar meus poderes de Akuma. Afinal de contas, isso era um duelo entre homens de forma justa, limpa e de boa fé. Era uma excelente forma de testar e dominar por completos os Rokushikis. “Ainda sinto que ele está se limitando mais do que eu.” Ponderava comigo mesmo enquanto sentia o corpo ser esmurrado golpe após golpe; é claro eu devolvia na mesma moeda.

Quanto tempo havia se passado? Não fazia ideia. Havia pessoas na volta? Não fazia ideia também. Estava centrado, empolgado e desfrutando daquela luta como sempre fazia. Até porque... era raro os momentos em que um oponente era tão digno quanto este a minha frente.

O vice-almirante então cessaria nossa disputa ao sinalizar com sua mão, parecendo suar tanto quanto eu estava. ~ Thorororororo! Foi uma boa aula por meio de seus punhos, vice-almirante. Falava amigavelmente ao tempo que passava as mãos no cabelo para retira-los do rosto por estarem bagunçados.


~Fim do Treino~


Soltava um suspiro em alivio, sentindo o corpo com alguns hematomas, mas ao mesmo tempo sendo consolado pelo sentimento de diversão e gratificação. ~ Talvez um dia possamos ter uma luta um pouco mais... divertida. Thororororo! Comentaria para o nobre guerreiro com um sorriso bastante amistoso, sinalizando de que usaríamos toda nosso poderio.

Apesar de estarmos treinando, estava começando a submergir no combate o que resultaria em usar todo meu poder, consequentemente fazendo o vice-almirante usar o dele. Era difícil controlar essa avidez para descobrir os limites de minha força. Por sorte, o homem havia intervindo para pararmos agora; talvez tivesse sentindo que o combate estava seguindo para outro rumo. Afinal, havia gerado um bom estrago no campo de treinamento a esse ponto.

- Arrgh, to com fome. Diria tocando na barriga e sentindo uma fera emergir de forma voraz. ~ Agradeço pela nobre luta, vice-almirante Aegir! Tenha uma boa viagem e até uma próxima. Cumprimentaria de forma respeitosa o homem, já que, ele havia merecido isso após nossa luta.

Depois de me despedir do marinheiro, caminharia até o refeitório em busca de saciar a fome. ~ Hmm... sinto que estou esquecendo algo. Diria coçando a barba ao tempo que caminharia lentamente até o cenáculo. As roupas estavam acabadas, então um banho e vestimentas novas seriam bem vindas. No entanto, era necessário matar aquilo que estava me matando. A fome viria em primeiro, higiene depois.



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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Qui Out 20, 2022 8:45 pm


Narração - 04
18:40h - Reino de Lótda



O combate mais uma vez tolhia o tempo e o espaço, transportando os dois lutadores para um sentimento que apenas eles conheciam.

Naquele estado hipnótico, os músculos e os exemplos práticos falavam melhor do que qualquer teoria poderia, aprofundando o aprendizado do Gigante.

Quando menos percebeu, estava usando todo o seu poder contra o Vice-Almirante Aegir, que, com certa facilidade, segurava as investidas do Tenente. Aquele foi o único vislumbre que teve do poder total do adversário: apenas a consciência de que ele ainda não havia demonstrado tudo.

No fim de um treino tão intenso que faria pessoas normais restarem exauridas no chão, lutando para respirar, os dois apenas arfavam um pouco. - O quê? Comer sozinho? Não faça essa desfeita, meu caro! Apesar de você ainda não ter se apresentado, sei muito bem a dificuldade que é para aqueles como nós de encontrar comida de verdade. Acompanhe-me até o meu navio e banquetearemos! - Observando bem, via que Will os estava observando até aquele momento. - Você também, caro aspirante! O meu cozinheiro vai servi-los!

De tanto tempo que estavam treinando, só agora percebiam que Will parecia ter trocado seu machado, provavelmente com alguém da marinha, por outra arma. - Ei, me desculpa, Senhor. Eu troquei o machado por essa lança. É só que... Eu queria... - Parecia não ter coragem de continuar falando.

Os dois seguiram rumo a onde estava atracado o enorme navio de Aegir. Will os acompanhando.

Os três e outros marinheiros, sob o comando de Aegir, banquetearam e beberam cerveja como verdadeiros Gigantes. No fim, Will e Aegir ficaram encarando as estrelas, com o Primordial seguindo para tomar seu banho antes de dormir.

Durante o caminho, de uma barraca estilo caçador prostrada perto da base da marinha, uma fumaça amarela emergia, saindo de uma espécie de chaminé improvisada.

No dia seguinte, durante o café da manhã, não encontrou mais o navio de Aegir. Bem que ele transmitia a energia de ser do tipo que acordava cedo.

No caminho até a base, encontrou Ferdinan, o arqueiro, que acenou com um bom dia.

- Thorkell. - Dizia Valvatore, quase como se rosnasse. - Capitã Jesse tem uma missão para você. Enquanto isso, parece que vou continuar vigiando Ghonn. Você vai pegar toooda a diversão.

Adentrando a sala da Capitã, recebeu apenas uma pergunta: - Tenente Thorkell. - Disse cumprimentando-o. - Qual a sua experiência com diplomacia?


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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Qui Out 20, 2022 10:57 pm
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A Fortaleza Bélica


O nobre vice-almirante era mais simpático do que imagina, já que havia me convidado para um banquete em seu navio. ~ Thororororo! Vambora então meu bruxo! Respondia para o marinheiro após rir um pouco. O pivete se aproximava e comentava ter trocado a arma que havia lhe dado. “Ora, ora. Não é uma ação muito honrosa. Mas pelo menos o espirito do jovem é determinado.” Pensava comigo após ter ouvido ele falar sobre trocar o machado por uma lança. ~ Certo, certo. Não se michemos por pouca coisa. Thororororo! Proferia para o garoto ao tempo que agarrar-lhe pelo topo da cabeça e largava-o por cima do ombro.

O banquete havia sido bastante agradável. Afinal, onde havia boa companhia, comida e bebida sempre era um bom ambiente. Havia comido demasiadamente, talvez até mesmo parecendo um glutão aos olhos dos homens lá. De qualquer forma, não fazia cerimonia. Como sempre comia até me sentir empanturrado. ~ Uahhh. Que gostoso. Diria em resposta ao cozinheiro e sua comida que estava espetacular, não que eu fosse muito exigente também, mas comida de graça era quase uma obrigação agradecer pelo alimento. Pelo menos alguém com um pingo de decência.

Havia retornado para o quartel, após um bom banho, roupas novas incluindo um casaco e uma longa noite de descanso, estava pronto para botar pra quebrar neste novo dia. ~ Não antes de um bom café da manha reforçado, Thororororo! Falava comigo mesmo ao tempo que havia ido até o refeitório, buscando repor as energias com alguns alimentos bastante rico em proteínas, carboidratos e vitaminas de qualidade.

Após ter mandado ver no café da manhã, deslocaria até a sala da capitã. Por sinal, lá dentro era bastante apertado para alguém do meu tamanho, mas por sorte conseguia pelo menos me espremer lá. ~ Bom dia capitã! Sua pelagem está reluzente hoje! Falaria de forma amigável com a marinheira ao tempo que galanteava ela um pouco. As palavras sairiam bastante animadas e empolgadas com a próxima missão. “Isso foi uma pergunta?” Refletia comigo ao ouvir da mulher felino sobre diplomacia. “Hmm... será que ela esqueceu de nossa última conversa? Bom, não a culparia. Afinal de contas, não sou lá muito bom de memoria também.” Ponderava comigo mesmo enquanto manifestava um sorriso amigável no rosto.

~ Eu não diria que sou um especialista, mas dá pra tentar ter uma prosa com esse povo. No final, só dá pra ver os dentes do tigre quando sua boca está aberta. Coçava a barba expressando estar pensativo, já imaginando se a conversa não resultasse em nada como deveria prosseguir com a missão ao tempo que parafraseava. ~ A capitã espera que eu resolva o conflito entre o reino e os nativos... não vejo problema em tentar. Afinal, não há nada que esta fortaleza tema! Thororororo! Gargalharia carismaticamente ao tempo que apoiaria as mãos na cintura.

~ Pois bem! Devo ir até o assentamento dos nativos e tentar resolver essa bodega com uma boa breja, digo... conversa. Passava o dedo na bochecha imaginando que chegaria lá e rolaria um papo daqueles épicos com cerveja, dança e até mesmo uma disputa de forças. “Háh! Estou esperançoso demais.” No fundo eu sabia que isso era ser positivo demais, já que, testemunhei diversas guerras e poucos foram os momentos resolvidos com acordos.

O andar da situação neste reino sem dúvidas não seria resolvido com palavras, era isso que meu instinto dizia. No entanto, não custava tentar como uma forma cordial de fazer o primeiro contato. Certamente não havia ninguém melhor do que eu lá para ir, tentar um acordo e voltar vivo caso fracassasse. Afinal de contas, a ocasião exigia alguém tenaz, resistência. Este corpo foi abençoado pelos gigantes dos primórdios, naturalmente eu seria o mais qualificado para tal missão.


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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Dom Out 23, 2022 6:13 pm


Narração - 05
09:00h - Reino de Lótda



Capitã Salvatore suspirava fundo com as investidas de Thorkell, bastante preocupada. - Me admira como você mantém a calma até mesmo em um barril de pólvora prestes a explodir como essa ilha tem sido. - Da forma como ela falava, demonstrava que era algo entre um elogio e uma reclamação. - Diversos homens-porcos, indícios de união entre os Esquecidos e os Revolucionários, um garoto misterioso encontrado em uma jaula, risco de o Governo Mundial se envolver e dizimar o povo originário dessa ilha, uma possível guerra prestes a explodir e você mantendo a cabeça erguida e esse senso de humor. - A tigresa dava um sorriso cansado, como se estivesse se esforçando bastante, quase à exaustão, tanto para manter a ilha quanto para ainda ser gentil. - Thorkell, você é o único forte o suficiente para ir até lá e sobreviver, e é minha esperança de o Governo Mundial não se envolver e matar a todos os Esquecidos, que, lembrando, não são exatamente ruins, apenas foram invadidos. - A mulher calma e que buscava evitar estresse alisava o pelo na nuca, como que se massageando para se acalmar.

Suspirava fundo de novo.

- Bom, vamos lá. Você parece já ter entendido a missão, mas ainda falta um detalhe: Você não precisa conseguir convencê-los. Apenas adentrar o território deles, tentar negociar diplomaticamente e então retornar são e salvo. - Começava a explicar com calma. - Como eu disse, você é o único capaz de ir e voltar vivo. E, ainda que eles dissessem que tem um acordo, isso poderia ser apenas uma forma de nos manipular, nos fazendo baixar a guarda, e é por isso que sua missão é apenas ir até lá e voltar vivo, pois, de qualquer forma, um Tenente do seu porte conosco é uma garantia de segurança a mais. E, logrando êxito ou não nas negociações, precisaremos nos manter fortes. - Ela não parecia acreditar muito no que estava fazendo, como que desesperada. - Não te mando para que garanta, com certeza, que eles irão se manter em paz, mas como forma de apenas tentar isso, antes que uma tragédia exploda, sabendo que você é o único que pode tentar e voltar sem que percamos mais força. Tome cuidado, Thorkell. Você é um bom homem. Seria uma pena perdê-lo pelo meu idealismo em evitar matança sem sentido. -

Ao sair da sala, entendendo bem a missão, conseguia ver Will treinando com sua arma nova, aquela que ele havia trocado, que agora estava revelada pela luz do dia: Era uma lança.

O garoto acertava o ar com a lança, gritando ''THORORORORO'' a cada golpe, se movendo da forma como tinha assistido Thorkell no dia anterior, apesar de o Tenente ter treinado desarmado. Parecia que o jovem havia pesquisado seu novo herói por aí e estava tentando ser assim como ele. Mas era terrível.

Quando percebeu estar sendo observado, ficou vermelho e se escondeu.

- Embarcando em uma missão, Tenente Thorkell? - Ferdinan perguntava. Em seu cinto, três coelhos-da-neve estavam mortos, com um único furo em cada um deles, um forte indicativo de que haviam sido caçados com uma única flecha, de maneira absolutamente certeira. Estranhamente, nenhum deles tinha cara de dor, apenas de uma calma surreal. - Independente do que seja, é bom tomar cuidado. Os animais estão especialmente nervosos, como se sentissem que algo grande está prestes a acontecer na ilha. - Após isso, o arqueiro permitiu que o Primordial seguisse seu caminho, fazendo uma reverencia respeitosa.

Não encontrou mais Valvatore. Ela provavelmente deveria estar fazendo o que havia lhe dito: cuidando do prisioneiro.

Os passos pesados do Tenente ressonavam no chão de Glaciatus, chamando atenção dos habitantes que observavam o Marinheiro. Em pouco tempo, seus passos pesados e ressonante afundavam em neve, avançando rumo a algo ainda maior do que ele: os picos gelados das montanhas. A região em que viviam os Esquecidos.

Apesar de ser manhã, uma ventania fria assoviava como facas traidoras flutuando.

Em quase uma hora de caminhada, uma silhueta suspeita aparecia.

Um homem de pele congelada e azulada como se fosse um morto-vivo, os olhos azuis claros refletindo a luz do dia como se brilhassem, um martelo de duas mãos sendo segurado por apenas uma, um ar de selvageria lhe escapando.

O mais estranho era como ele parecia saber que o Primordial iria para lá. Teria sido alguém que o avistara na cidade de Glaciatus?

- Thorkell Dragnar Godheim. - O fato de o Esquecido saber seu nome poderia ser intimidante por si só. - Me diga, que razões eu teria para deixá-lo passar? - Aquela fala soava tão calma quanto uma ameaça verdadeira, do tipo que é tão séria que sequer se precisa aumentar a voz.

Como se já não estivesse em uma situação delicada o suficiente, a intuição de Thorkell o fazia olhar para o lado, onde, centenas de metros distante, se encontrava um pequeno corpo, como o de um garotinho, o observando.


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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Dom Out 23, 2022 11:41 pm
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Tenente

A Fortaleza Bélica


A capitã teria dito com sinceridade o que estava ocorrendo na ilha, não que eu já soubesse, mas tentava entender o motivo de minha calma e bom humor. “Háh! Desde meu nascimento eu vivo em tempos turbulentos, talvez pareça estranho para os outros minha calma.” Refletia comigo enquanto escutava Jessen falar.

A opinião do ponto de vista da capitã referente ao povo nativo era bastante simplória e não muito típica de povos indígenas, já que, geralmente são bárbaros e agressivos com forasteiros. ~ Hmm. Seria uma atitude lamentável do governo, mas sabemos que é um fato isso ocorrer. Ainda que não aconteça com muita frequência, o ideal seria evitarmos isto. Apoiava os dedos no queixo mostrando estar pensativo ao tempo que concordava com a marinheira para com sua sugestão. “Nem todos merece ser exterminados. No entanto, se não conseguirmos chegar a um acordo com eles... é uma possibilidade bem alta acontecer.” Matutava por alguns instantes até novamente ouvir a capitã falar. Por sinal, Jessen parecia bem estressada e cansada com todo este rodeio, não a julgava já que era um porre isso mesmo.

A bondade e gentileza na marinheira era louvável, mas talvez ainda lhe faltava mais experiência de vida. No fim das contas, a missão era mais centrada em “eu” ser um garoto de recados do que diplomata; apesar que para mim tanto faz. ~ Ora, ora. Fique tranquila, capitão. Este à sua frente é descendente direto dos Gigantes Primordiais, já sobrevivi a mais guerras que os pelos de seu corpo. Thorororororo! Falaria de forma extrovertida para amenizar os ânimos da felina. ~ Certo, certo! Então irei até lá para trocar uma ideia com eles, ver o que desejam e o que esperam para manter a paz com o reino. Acho que é o melhor caminho. Se precisar eu chuto umas bundas e volto com algo de útil. Tapeava o peitoral de forma máscula ao tempo que piscava para Jessen amistosamente. ~ Tire uma soneca e me espere para quando eu nos voltar beber uns barris de um bom Sake! Já teria virado de costas e seguido para fora da sala ao tempo que acenaria para a marinheira de forma, um pouco informal, respeitosa.

Andava até me aproximar do garoto e ver que ele estava tentando manusear uma lança. “Mas olha só que moleque mais audacioso. Ele é bem ruim, mas eu também já fui.” Pensava comigo ao parar próximo dele. ~ Thororororo! Nada mal rapaz. Gosto de ver seu ímpeto, mas o domínio requer muito esforço! Continue assim. Indagaria e sinalizaria com o dedo sobre seus movimentos. ~ O segredo de um Lanceiro é sempre usar o peso do corpo a favor da lança, abusando da envergadura da arma em prol de reforçar os ataques e preservar sua integridade. Gesticulava com a mão mostrando um breve movimento como se o braço fosse a lança.

Após dar um pequeno conselho para o moleque, algo que em minha juventude se soubesse faria uma grande diferença, notava Ferdinan se aproximar. ~ Oh! Saudações meu jovem. Notava o atirador estar carregando consigo alguns coelhos, já havia presenciado sua pontaria e de fato era excepcional. ~ Pelo visto já está totalmente recuperado, hein. Afinal, até caçar estava caçando. Thorororo! Daria um leve tapa em seu ombro de forma carismática. ~ Lógico! Uma fortaleza não pode permanecer muito tempo parada! Proferia um trocadilho brincalhão para dar umas risadas com o sargento.

A conversa seria breve com o marine, mas o comentário dele teria salientado aquele sentimento que surgirá outrora em razão de meu instinto. ~ Heh. Agradeço sua preocupação, camarada. Proferia pensando que talvez fosse uma sábia ideia ter o atirador junto na missão. ~ Se estiver sem compromisso, porque não se junta comigo na missão? Ter um homem com suas habilidades certeiras seria útil como sempre. Falaria de forma sincera, já que, Ferdinan houvera me ajudado na missão anterior e se mostrado um ótimo aliado.

Caso o sargento tivesse aceitado, desceria uma escotilha no tórax e permitira ele adentrar no interior da fortaleza para me acompanhar. Caso ele tivesse compromisso ou outra missão, agradeceria e continuaria meu caminho. Por sinal, Valvatore seria uma boa aliada. No entanto, ela estava de prontidão cuidado do prisioneiro. Infelizmente sua ajuda desta vez não seria possível.

Sem mais delongas, teria saído do quartel e calcorreado pela cidade até sair para fora das muralhas do reino. O frio estava irritante, mas não me incomodava muito mais, pois, estava usando um casaco da marinha que havia pegado no quartel.

Não era muito bom em geografia, mas ainda estava fresco na memória o local próximo que havia ido dentro do território dos nativos. Uma vez lá, era só seguir minha intuição e/ou ver algumas casas, cercas e civilização que representasse ser âmbito de vivencia.

As montanhas junto da neve transmitiam uma visão bastante bonita de se ver. O som do vento gélido e o som dos pés afundando na neve era reconfortante aos ouvidos, como uma bela canção. ~ Eles devem estar vivendo em um local bem isolado. Falava comigo durante o tempo que caminhava campo nevado a frente.

Se passado aproximadamente uma hora, teria avistado uma silhueta apropinquar. Olhava o humano e ele parecia estar abatido. ~ Ei rapaz... você está bem? Proferia com intuito de lhe ajudar, já que, mais parecia estar morto que vivo. Suas roupas e armas diziam que era um caçador ou um bárbaro desbravando as florestas da ilha. Mas minha intuição dizia que não era bem este o caso.

O misterioso homem teria falado como um humano normal e até mesmo proferido meu nome. ~ Hoo. Isso sim que é uma surpresa. Comentaria coçando a barba intrigado em como ele sabia meu nome. ~ O próprio, e você...? Arqueava uma das sobrancelhas enquanto expressava um sorriso amistoso no rosto. Muitos teriam ficado com medo ou receio, mas estava acostumado com tanta coisa que nem mesmo um estranho no meio do nada parecendo uma alma penada causaria algum terror em mim. Não me entenda mal, era realmente inesperado este tipo de situação.

As próximas palavras do homem me fariam entender de que se tratava de um humano que era da linhagem dos nativos. ~ Ora, ora. Me parece que você é um tipo de guardião do povo nativo desta ilha. Indagaria amigavelmente ao tempo que olhava de relance, intuitivamente, e notava uma presença se esgueirando. “Sério? O pimpolho me seguiu até aqui. Tenho que dizer que é corajoso, apesar da tolice.” Pensava por um segundo, tentando não demonstrar que havia avistado o garoto. ~ Não tenho más intenções, camarada. Gostaria de falar com o chefe, líder, rei de vocês. Irei embora após isto, tem minha palavra. Não era mentira e realmente não mostrava hostilidade.

Caso o homem negasse ou ficasse relutante, diria de forma breve e direta. ~ Realmente não tenho más intenções, mas você aceitando ou não... eu continuarei seguindo em frente. Sou o Tenente da marinha e tenho a missão de falar com o regente dos Esquecidos para chegarmos a um acordo de paz, ou algo próximo disso. Comentaria desta vez expressando um rosto mais sério, destemido e determinado.

Retornando a face risonha e amigável, diria. ~ Então meu jovem... eu agradeceria se você pudesse me levar até ele, pouparia tempo para nós. Não acha? Thorororo! Riria mostrando não me abalar com a presença dele e suas ameaças. Não seria o primeiro e nem o último a faze-los, mas entendia de certa forma sua função e zelo pelo seu povo. Caso contrário, se quer teria perdido tempo em responder um fedelho deste. Sua primeira ameaça seria o suficiente para que eu lhe empala-se vivo.



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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Seg Out 24, 2022 8:56 pm


Narração - 06
10:00h - Reino de Lótda



Se Ferdinan estivesse ali, certamente teria usado sua visão de arqueiro para identificar o garotinho que os estava observando. Entretanto, cerca de uma hora antes, o arqueiro o havia respondido: - Hmpf. Não se engane, eu apenas poderia me curar a fundo com drogas muito poderosas. A minha condição ainda é péssima. Caçar é algo natural para mim, posso fazer sem muito esforço. Uma missão poderia acabar com minha recuperação. - Cada uma de suas palavras lhe davam a lembrança e a impressão de que a ilha estava sobre grande perigo, como uma profunda ansiedade.

Mas, voltando para o presente, a ventania assoviava uma canção de tensão contida, prestes a eclodir em guerra.

- Ora, ora. Me parece que você é um tipo de guardião do povo nativo desta ilha. - Logo após Dragnar proferir essa frase para o Esquecido, o homem de olhos ciano virou para o lado onde o garoto estava. - Are, are. Dorakka paganra drûk gardia Lótda krar. - Vinha a voz do garoto de volta.

O guardião se virava novamente para o Primordial. Tinha um olho meio cerrado e outro arregalado, como se avaliasse o homem. - Não tenho más intenções, camarada. Gostaria de falar com o chefe, líder, rei de vocês. Irei embora após isto, tem minha palavra. - Prosseguia Thorkell. E, novamente, o bárbaro olhava na direção do garoto, mas ainda sem deixar de olhar para o marinheiro de canto de olhos, ainda preparado para o embate. Novamente, o garoto falava em outra língua, como se estivesse traduzindo.

A voz dele, à distância, era difícil de distinguir. E sua silhueta também era um mistério.

- Kuruk dhar gorobi. - Dizia. E a voz do garoto respondia, ao longe: - Eu sou o chefe. - Moe namer Krar. - Meu nome é Krar. - Dizia, girando o martelo na mão.

Mais uma vez, Thorkell expressava suas boas intenções e era traduzido pelo garoto para o nativo.

Krar, respondendo em uma língua ininteligível, dava a sua resposta. Pela sua expressão, não parecia nada de muito educado.

- ''Me desculpe, mas como você pode negociar um acordo de paz conosco sem nos conhecer? Como acha que podemos chegar a um acerto sem antes ouvir as nossas necessidades? Ou a nossa natureza? Me diga, Thorkell, você tentaria negociar com o mar para que parasse com as ondas? Com as raposas, que não roubassem suas galinhas? Com a nevasca, que te desse calor? Como saber se nós somos sequer compatíveis para fazer negócios?'' - A voz de Krar era rasgada, quase como um rugido. E, quando a do garoto lhe traduzia, parecia neutra e monótona, mas ainda díficil de distinguir para algo além das palavras, dada a distância.

Uma vertigem paralisou o tempo. Por longos segundos, o som da nevasca trazia a lembrança de que aquela ilha era um barril prestes a explodir.

- ''Nós já percebemos, faz bastante tempo, que é impossível negociar com Glaciatus. Eles não tem a memória de um povo antigo como a nossa. São covardes, individualistas, mais comerciantes do que guerreiros. Se não se escondessem atrás das muralhas, já teríamos feito eles fugirem com o rabo entre as pernas. É perda de tempo conversar com tipos assim. Por isso, Thorkell, me diga as suas propostas de paz. Mas, enquanto me disser elas, me prove que é um guerreiro, alguém que entenderá o tipo de acordo que fazemos.'' - O garoto misterioso traduzia novamente.

A maneira daquele homem de se expressar era bastante subjetiva e talvez difícil de entender. E ele não se preocupava em se explicar. Era como se para medir se Thorkell seria capaz de entender aquela subjetividade: o que separa os homens comuns de povos como o dele, com um sangue e orgulho antigos que remontam ao começo dos tempos. Krar não sabia que estava diante de um Primordial, mas parecia querer testar justamente aquilo.

Girava o martelo no pulso. '' - Primeiro eu quero saber se consegue dizer suas propostas enquanto combate. Se parar de falar ou de lutar, os negócios terminam.''

E então o Esquecido partiu em direção ao Primordial, saltando com o martelo em mãos, bem segurado acima da cabeça, já rugindo.


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Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Seg Out 24, 2022 10:56 pm
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O nativo falava em uma língua da qual eu desconhecia, o que seria um problema. Minha função lá era negociar, mas se não houvesse alguma forma de comunicação seria o mesmo que tentar fazer um cavalo voar. No entanto, o garoto estava traduzindo a longa distância. “Háh! Seria sorte ou destino isso?!” Pensava comigo e logo prestava atenção no que o moleque estava traduzindo.

O homem a minha frente era o próprio chefe dos nativos, se apresentando como Krar, o que facilitava minha busca por ele. Começava a ouvir sua estridente voz, em seguida a tradução que era feita pelo garoto. “Ele tem um ponto. Forçar qualquer relação diplomática é o mesmo que tentar alisar o rabo do porco.” Ponderava comigo e em seguida me sentava no chão com as pernas cruzadas. ~ Uffs. Soltava um suspiro. “É por isso que eu odeio diplomacia, mas entendo que é uma ferramenta importante. Mas sinceramente... gostaria muito mais de estar brandindo minha lança contra uma besta ensandecida do que parlatório.” Coçava a cabeça pelo fato de que realmente concordava com o ponto de vista do homem macabro.

A introdução do contexto por parte do nativo possuía sentido e era bem o que eu imaginava. No entanto, ele não parecia ser um louco ou muito menos um estupido. Se fosse o caso, ele nem se quer perderia tempo em dialogar comigo. De certa forma havia simpatizado com a figura dele, não só por sua feiura, mas pelo intelecto que parecia residir nele.

A convicção dele em preservar suas origens ancestrais era o mesmo orgulho que eu possuía por ser um descendente dos Gigantes Primordiais. “Que coisa hein.” Logo pensei, sorrindo para o chefe da tribo a minha frente. Já havia sentido sua intenção em testar minhas convicções, ou força se preferir assim. Porém, pelo fato de ter simpatizado com o camarada isso diminuía bastante minha vontade em lutar com ele. Isso era raro acontecer, já que, sempre estou disposto a lutar com pessoas fortes.

Deixava-o liderar por hora a ofensiva e me atingir com sua força, seria uma oportunidade para avaliar e, em seguida, mostrar a razão de ter ido até lá. Tentaria permanecer sentando onde estava, recebendo tranquilamente seu ataque. Uma vez que suas armas atingissem meu corpo, continuaria expressando um sorriso amigável. ~ Thororororo! Você parece ser um cara bem legal. Diria de forma sincera. Afinal, respeitava pessoas com fortes convicções. Era uma boa oportunidade também para ter uma noção da possível força que o líder detinha.

A mão iria lentamente até o martelo do nativo e então retiraria do campo de visão para falar olhando diretamente no olho dele. ~ Tenho que admitir... certas coisas são difíceis de mudar. Sei que em parte o reino se aproveita das condições impostas a vocês. Contudo, uma guerra entre seu povo e Glaciatus apenas resultara em mortes. Proferia usando minha capacidade persuasiva e minha sinceridade. ~ Mas convenhamos... a guerra nada mais é que um modo, um meio e um fim para um novo começo de mandato. Tempos de guerra sempre vão existir, mas reis pacíficos raramente nascem. Vejo que você não é um ditador ou um tirano. É um homem que presa por seu povo e os protege. Isso é algo digno e honrável na minha visão. Continuaria sentado e continuaria recebendo seus ataques, caso viessem.

Explicava à minha visão por tudo que havia passado e principalmente por almejar ter meu próprio reino. Era óbvio que livre de ações maléficas. Eu tinha prazer na luta, mas não na guerra. Apesar de ser um excelente guerrilheiro, matar sem sentido nunca foi um satisfação.

Caso fosse empurrado ou arrastado pela neve em razão da força dos golpes, apenas retornaria a sentar calmamente e continuar com a conversa. ~ Você pode estar certo em julgar aqueles que vieram de fora e construíram um reino nesta ilha. Entretanto, você não pode achar que eles estão errados pelo fato de estarem florescendo mais rápido que vocês. As terras emergirem para que todos possam andar sobre elas, assim como as correntezas dos mares carregam os navios. As terras não julgam os pés que transitam nelas e o oceano não impede os cascos dos navios de seguirem suas correntezas. Guerrear para tomar a ilha para si mesmo seria um grande egoísmo, não acha? Concluiria minha linha de raciocínio enquanto apenas resistiria aos golpes, caso assim ele continuasse a me alvejar.

Sinceramente eu não precisava provar nada para ele, minha tarefa lá era resolver os conflitos. Se uma luta resolvesse tudo, seria muito mais fácil e pratico para mim. No entanto... sabia que guerras não se resolviam com apenas uma luta, mas sim com mortes em larga escala; raros os casos em que lideres resolveram em um duelo único, evitando mortes desnecessárias de seus povos.

Durante o tempo que ia conversando com o nativo Krar, esperava que o garoto pudesse traduzir perfeitamente minhas palavras para ele. ~ Pois bem! Meu amigo Krar... quero barganhar com você! Proferia agora me pondo de pé de forma imponente. ~ Minha proposta é a seguinte: utilize o seu ataque mais poderoso que você possuir! Se eu conseguir sobreviver a ele... me convide para bebermos e conversarmos como grandes homens que nós somos. Se eu morrer, será o ponto de partida da sua tal guerrra. Apontaria para ele e em seguida para mim com intuito de salientar minhas palavras. ~ Colocaremos em pauta de forma a resolver nossas diferenças. Assim poderá me mostrar sua terra e seus problemas e eu, Thorkell Dragnar... irei ajuda-lo dentro do possível. O que me diz? Bateria um punho no outro enquanto expressava um sorriso bastante animado.

Se ele aceitasse, seja por meu espirito destemido e resoluto, esperaria pelo seu ataque ao tempo que puxaria o ar com um folego profundo e soltaria de forma lenta. ~ Vem pro pau camarada!!! Gritaria em alto som fazendo sinal para ele vir me atacar. Assim que começasse a correr em minha direção, utilizaria o Tekkai em todo o corpo para aumentar minha resiliência e imbuir com uma camada de haki do armamento nos antebraços após cruza-los em “X” para guarnecer e reforçar meu corpo.

Inclusive, já teria transformado meu corpo na forma Golem para amplificar ainda mais minha armadura corporal. “Será que hoje é um bom dia para morrer? Kekekeke!” Aquele pensamento e aquela risada aterradora viria em minha mente, não como forma pessimista, mas sim como um reflexo para incentivar meu espírito guerrilheiro.



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Oni
Pirata
Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito! Qui Out 27, 2022 9:07 pm


Narração - 07
10:20h - Reino de Lótda



A neve caiu de diversas árvores e saltou de algumas pedras quando Thorkell sentou-se ao chão. Gargalhou e seu riso retumbou, ecoando pelo cenário. Ao dizer que Krar era legal, o homem apenas permaneceu o encarando, inexpressivo, apesar da tradução.

Então, disparou em uma corrida, visando o ataque.

O homem correu de forma devagar em direção a Dragnar, e, assim que estava havia cerca de três metros, seus pés faziam a neve explodir, e então seu corpo já não estava mais lá.

Apareceu diante do marinheiro rugindo e com o martelo por sobre os ombros, a cintura e todo o corpo girando devagar, até que o ar parecia se expandir em alta velocidade ao seu redor e a próxima coisa que Thorkell sentia era a potência explosiva do martelo contra sua mão...

...Que não era capaz de segurar o golpe, que, de tão poderoso, fazia sua cabeça pender para o lado, como se quisesse pular por cima do ombro esquerdo.

Percebeu que O Esquecido seria forte o suficiente até mesmo para mover seu corpo titânico com facilidade.

- '' ~ Tenho que admitir... certas coisas são difíceis de mudar. Sei que em parte o reino se aproveita das condições impostas a vocês. Contudo, uma guerra entre seu povo e Glaciatus apenas resultara em mortes. - Dizia ainda com o rosto virado após a pancada. Sua mensagem logo era traduzida pelo garoto.

Ao invés de resposta à tradução, apenas continuou acertando golpes seguidos no rosto do Primordial. Em todos os ataques de Krar, os movimentos sempre começavam devagar, e então, num átimo, uma explosão de músculos os fazia se acelerarem de forma repentina e explosiva, que repercutiam ainda mais na sua força.

A Fortaleza Bélica suportava os poderosos golpes, como poucos homens no mundo poderiam, continuando falando com suas falas intercortadas pelos ataques. Bochecha esquerda, bochecha direita, queixo. Nenhum dos golpes com o martelo faziam-no parar de falar a sua mensagem sobre a guerra como um método e sobre como Krar parecia um homem honrado.

Mas, quando falou sobre a natureza e sobre ser egoísmo querer a ilha só para si, o golpe do Esquecido saiu ainda mais potente.

O rugido rasgou o ar como um trovão, e sua explosão de força foi tão mais potente que desta vez o marinheiro, de fato, foi lançado alguns metros para longe, arando a neve em rasgos gigantescos.

'' - Não me fale sobre guerra como mandatos. Minha vida inteira foi guerra. Egoísmo? Talvez sim. Mas é um egoísmo que nós e os inimigos partilhamos, este de tomar a ilha inteira para si. Nós, pelo nosso povo e tradição. Eles, por ouro. De que lado você está, guerreiro?'' A forma como falava ''guerreiro'', era quase como uma cuspida. Desprezando a posição de Dragnar naquela disputa entre povos.

A proposta da barganha dava o primeiro sorriso no rosto de Krar. Mas era algo selvagem, brutal e carniceiro. Como encarar um tufão se aproximando. Seus olhos cianos brilhavam e suas narinas se abriam em uma expressão de prazer indescritível. Ou melhor, como um semblante que apenas poderia ser descrito como: ''então eu posso dar um golpe mortal nele de graça e acabar com um grande inimigo de vez?''.

Em contrapartida, a Fortaleza Bélica assumia sua forma golem. O corpanzil emergia, as correntes saltando dos cotovelos, os braços transformados em torres, o pináculo saltando do trapézio.

E o seu gigantesco olho carmesim, contrastando seu avermelhado com o ciano do homem que enfrentava abaixo.

A ventania congelou a si mesma por um instante, apenas restando as vibrações das frequências que formavam as cores dos olhos que se enfrentavam.

- Coswki glaciatus de cowar? - Dizia Krar, já começando a correr, iniciando o ataque lentamente, como sempre.

O Primodial cruzava os braços, imbuindo-os de haki e usando o Tekkai em todo o corpo.

A neve explodia abaixo dos pés do Esquecido.

O flash entre os olhos. A explosão muscular.

Um rugido rasgando os céus.

A nevasca se descongelava, Thorkell sabia que o golpe do oponente não seria capaz de penetrar suas proteções.

O vento se movia, assoviando em tons graves.

Um som se misturava ao do vento, mais agudo. O segundo som domava o do vento, preenchendo tudo. A visão se tornava um clarão, os cheiros sumiam, apenas o som existia.

Dos dentes de Krar, que se batiam em alta velocidade. Era dali que vinha aquele zunido infernal, que adentrava o corpo massivo de Thorkell por seus ouvidos, que não eram protegidos, ecoando pelas salas vazias do castelo e se intensificando ainda mais.

Normalmente, aquele barulho apenas causaria uma leve tontura. Todavia, duas coisas agravavam a situação: a primeira, era a capacidade de ele crescer e ecoar dentro do inimigo, por ele ser um castelo. A segunda, o fato de que até mesmo uma leve tontura poderia ser fatal para aquele corpo massivo. Se desequilibar 1kg para o lado seria fácil para reequilibrar.

Mas um castelo inteiro? E com as capacidades reduzidas para se mover graças à agilidade reduzida à incompetência?

O tekkai do gigante, graças à surpresa e à vertigem, era desfeito. Sua vontade se dissipava em meio à confusão, e assim também ia embora o seu haki.

Tudo o que possuía era seu corpo massivo de castelo, contra o Esquecido que ainda estava no ar, deslocando-se, com o barulho dos dentes se chocando voltando a ser um ruído, todo o corpo de lado, os dois braços estendidos para trás, a cintura ainda girando para o golpe.

Pedaços de pedra saltavam e o castelo desequilibrado pendia ainda mais para trás, com uma imensa rachadura no queixo. O pescoço chacoalhava com o impacto e as pernas se moviam poucos metros para trás.

O Esquecido estava com a cintura virada para o outro lado e os dois braços segurando o cabo do martelo para esta mesma direção, logo após acertar seu golpe.

Os dois olhares de cores diferentes se encaravam.

E então, finalmente, a fala dita antes do ataque era traduzida pelo garoto: ''Se escondendo no castelo como fazem em Glaciatus?'' o olhar zombeteiro, selvagem e raivoso de Krar dava um significado especial para aquela tradução.

O corpo de Dragnar perdia ainda mais o equilíbrio, caindo de costas para trás, com uma onda gigantesca de neve saltando com o peso.

A rachadura em seu rosto não era nada demais, nada que a Fortaleza Bélica não pudesse suportar. Mas certamente teria matado a maioria das pessoas que o Primordial havia conhecido.

''Bem, você está vivo, apesar de tudo.'' - Era traduzido já com Krar de costas, andando em direção ao seu povo. ''Vamos, você não é de se jogar fora. Reconheço o seu valor, talvez aprenda alguns bons modos com meu povo e tenha salvação.''

E não olhava para trás para ver se estava sendo seguido.





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