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Um RPG narrativo baseado no universo de One Piece, obra criada por Eiichiro Oda.
 
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 8º Capítulo: Reino em Conflito!

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Shiori

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MensagemAssunto: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptyQui Set 29, 2022 11:06 pm

Relembrando a primeira mensagem :



8º Capítulo: Reino em Conflito!


Thorkell Dragnar [Marinheiro]

Não possui narrador definido.
Aberta

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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptySex Out 28, 2022 3:01 pm

8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 Y13z9zv

Tenente

A Fortaleza Bélica


Já havia vivido longas décadas e já havia presenciado incontáveis guerras. Todas elas sempre transmitem a mesma ideologia: um lado esta certo e o outro errado. Simples como um pedaço de carne podre. O real problema é a falta de caráter de um rei para com os nativos, se ele tentasse desenvolver regras e denominasse boas terras para os esquecidos, e por fim tivesse uma boa comunicação com eles, talvez florescesse muito mais e com menos problemas do que simplesmente ignora-los, como fazem hoje em Lódtä.

Posso ainda não ser um rei, mas serei quando criar meu próprio reino. Com certeza eu não ignoraria os nativos, tentaria muito mais aprender com eles e lhes passar confiança e criar um bom relacionamento do que apagá-los de minha mente, como o rei desta ilha faz. Mas poucos detém esta minha bagagem de vida e usam ela a seu favor.

Os ataques de Krar eram poderosos, me balançando como um bambu em dia de temporal. Cada golpe eu sentia sua paixão, sua convicção e seu fervoroso desejo em mostrar sua força. Um de seus ataques chegou até mesmo me jogar para trás, por tamanha força imposta em seus martelos.

Krar parecia ter ficado irritado quando havia falado sobre egoísmo, portanto que chegou a me pressionar sobre minha posição naquilo tudo. ~ Eu posso te entender bem, meu amigo Krar. Compartilhar o amor de seu povo, seus ancestrais e terras... é digno de um rei. Poucos são aqueles que agradecem o seio de sua mãe. Afinal, a maioria apenas anseia mais e suga todas as forças dela. Comentaria me pondo de pé. ~ Eu não possuo lados nesta guerra. Mas infelizmente estou a serviço da marinha, que possui um vínculo com o regente de Glaciatus. Entretanto, não sou um pau mandado a ponto de seguir ordens as cegas. Indagaria estalando o pescoço para aliviar a tensão e dores geradas pelos ataques do nativo.

~ Me responda uma coisa, meu amigo Krar. Proferia dando tempo para que pudesse ser traduzido ao nativo. ~ Se você considera “eles” inimigos por invadirem suas terras... então os animais, os vermes de baixo da terra e as arvores os fariam o mesmo, não concorda comigo? Usaria o ponto de vista dele contra ele mesmo através de informações simples, mas diretas e claras. ~ No entanto, a terra lhe prove o que você precisa. Os animais continuam morrendo e nascendo sem ódio ou discriminação. E as árvores, bem... elas continuam paradas e gerando oxigênio para nos dar vida. Apoiava as mãos na cintura ao tempo que olharia para os arvoredos e sorriria para eles de forma agradecida. Afinal de contas, até mesmo eu esqueço sua importância no meio ambiente.

~ Você me perguntou o lado que estou... talvez fosse melhor dizer que estou do lado da “vida”! Tentando evitar que uma guerra exploda e seu povo e o povo de Glaciatus se matem como loucos e, no fim, a terra ficasse banhada em sangue e destruição. Um rei prefere governar destroços e sangue? Eu diria que vocês são tolos se pensam que o único caminho é este. Porque com suas visões... este será o resultado. Olharia para Krar e mostraria agora um rosto um pouco mais sério. ~ Posso alegar e dizer isto com toda certeza pelo fato de testemunhar e participar em diversas guerras. Afinal, sou um guerreiro, bem como dissesse, que desbravou terras e mares por toda parte. Sou um sobrevivente por meus sonhos, cujo poucos conseguem se vangloriar disso. Sou um descendente dos Gigantes dos Primórdios e tenho orgulho disso. Diria de forma sincera, com coração aberto e sem hostilidade.

Conquistar um amigo era como domar uma fera, algumas são mansas outras ferozes. Mas bastasse mostrar um gesto gentil, um carinho e o alimentasse com esperanças que ali teria um fiel companheiro para o resto da vida. Dado minha resposta, em seguida desafiava Krar como forma de resolver aquele nosso conflito de vez. “Thororororo! Veja essa expressão! Ele parece estar gostando bastante.” Pensava comigo ao ver a face do nativo, talvez fizesse tempo que ele não tivesse o gosto em duelar de forma digna. Quanto tempo houvera passado que alguém pudesse suportar seus ataques por tanto tempo? Isso parecia bem claro para mim.

~ Cai pro pau! Vamos mostrar hoje para os ancestrais qual espirito é mais determinado! Meu novo amigo Krar!!! Vociferava de forma intensa, voraz e bastante enérgica. O nativo já estaria correndo em minha direção e usando suas habilidades para me alvejar de longe. Aquele zumbido infernal era ensurdecedor.

Sentirá a fortaleza vibrar de forma violenta. Nem mesmo um tiro de canhão ou um relâmpago faziam aquele tipo de vibração sonora por todo corpo. A falta de foco, leve atordoamento, faziam dispersar minhas habilidades do Tekkai e do Busoshoku. Afinal, levava as mãos aos ouvidos tentando impedir o acesso do som, que no fim nada adiantava.

A queda de meu corpo resultava de um ataque que a tempos não degustava. “Mas que porrada dos infernos.” Refletia comigo tentando me por de pé, um pouco ofegante e ainda atônico com o som que diminuía constantemente por dentro de meu corpo. ~ THORORORORORORO! *Coff-Cofff. THORORORORORORO! Gargalhava tossindo um pouco pelo fato de ainda estar sofrendo sobre efeito do ataque. ~ Você é dos bons!!! Levantava o tronco e fintava Krar com um olhar sanguinário e ao mesmo tempo admirado pelo poder do nativo.

O nativo estava andando rumo a seu povo, não perderia tempo e me colocaria de pé com um pouco de cuidado para não tombar outra vez. ~ *Fiusss. Soltava um suspiro de alivio enquanto desfazia a forma Golem. ~ O que vocês costumam comer? Perguntava trocando de assunto ao tempo que caminharia até ficar ao lado dele. ~ Depois dessa coça... uma carne cairia bem, não é?! Thorororororo! Falaria de forma extrovertida como de costume. ~ Háh! Pausaria e então olharia para o garoto e fazia sinal para ele se aproximar. [color=#1E90FF]~ Vem de uma vez, garoto. Uma vez próximo, apanharia o pivete e pousaria ele sobre o ombro. ~ Heh! Tu é corajoso hein! Thororororo! Proferia carismaticamente ao tempo que não repreenderia, mas sim elogiaria o espirito do jovem. Afinal, todos fazem merda quando são jovens.

Caso Krar suspeitasse do garoto ou duvidasse do mesmo, diria. ~ Está tudo bem, é um ranheto que resgatei uns dias atrás. Para minha surpresa ele conhece o dialeto de vocês e será bem útil vir conosco. Fazia sinal para que o moleque continuasse a traduzir nossas conversas. Assim que chegasse nas terras dos nativos, fintaria o povo e acenaria com a mão de forma amigável. ~ Saudações! Tentaria não ser ameaçador, por razão de meu tamanho, mas talvez fosse impossível. De qualquer forma, acenaria amigavelmente enquanto andaria junto de Krar até onde é que ele fosse me levar.

Qualquer um ficaria desconfiado ou com ódio do líder dos nativos, após a ultima batalha. Mas eu era alguém divergente da maioria, havia lhe admirado pela força e caráter. Como principalmente como um guerreiro dedicado e zeloso com povo. Coisas que eram raras nos tempos de hoje em dia. Exatamente por isso meus instintos diziam que podia confiar no homem, havia uma sensação de que ele não seria do tipo que me levaria a uma armadilha ou a um golpe baixo como um pirata.




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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptySex Out 28, 2022 5:25 pm



Narração - 08
12:40h - Reino de Lótda



Tudo o que o Tenente dizia para Krar durante a luta era traduzido após a queda dele em combate. Contudo, sem respostas por parte do guerreiro de olhos ciano. Sua expressão era de pena, como que encarando alguém completamente perdido, conforme recebia a tradução do que Thorkell lhe dizia ao tentar defender que Os Esquecidos e Glaciatus eram tão somente dois lados da mesma moeda com metáforas sobre a natureza.

Sua expressão, em verdade, era como: ''deixe-me te provar quando conhecer o Reino como somos polos diferentes.''

Entretanto, quando se virava para chamar o jovem para acompanhá-lo, este não se movia, mantendo-se longe, uma silhueta misteriosa.

Ao contrário, começava a andar para trás, se tornando ainda mais indistinto com a neve.

Quando explicou para Krar que ele era apenas um ranhento que ele resgatou, ninguém traduziu. O garoto havia ido embora e Krar apenas seguia andando, ignorando as palavras estranhas, em sua perspectiva, que eram usadas pelo marinheiro.

A caminhada dos dois durou uma outra hora.

Aos poucos, conforme avançavam cada vez mais para longe da cidade, as camadas de neve pareciam acumular-se. Parar Krar, aquilo era indiferente. Contudo, para Thorkell, que era bem mais pesado, era possível perceber os pés afundando cada vez mais, por vezes com a neve chegando até os calcanhares no meio do caminho. Mais para o final, próximos ao pé de uma das montanhas geladas, a dificuldade era tamanha que até mesmo os seus joelhos estavam imersos.

Em nenhum momento Krar parou para ajudar o marinheiro, que tinha de se virar para segui-lo.

Durante a subida da montanha, Krar subia um pouco até achar uma trilha escondida, que possuía uma corda de apoio que partia a montanha nas direções menos íngremes, de forma que era possível subir sem escalar.

Em alguns momentos, diversos Esquecidos surgiam armados de lanças e a intuição de Thorkell lhe acusava o perigo. Mas, com um leve sinal de mão por parte de Krar, qualquer intenção de ataque apenas sumia. Os guerreiros sequer faziam perguntas sobre os motivos do seu líder para estar levando um marinheiro para dentro de casa.

Em um dado momento, Krar empurrou uma pedra pesada para o lado, arrastando-a de leve. Uma caverna surgia, com uma escada muito mais simples de subir, iluminada por diversos espelhos captando luz solar de sabe-se-lá onde.

Os dois subiram por tanto tempo que deveriam estar quase no pico da montanha, sem exagero algum.

Ao finalmente chegar na cidade, a visão era de tirar o folêgo, quase tanto quanto o golpe que havia recebido do líder dos nativos da ilha.

Minas, campos de treinamento com guerreiros de todos os sexos, um pequeno e estranho quartel, com arquitetura diferente de tudo encontrado ali além de forjas com fumaça escapando de dentro das mesmas, tudo iluminado pelo estranho esquema de espelhos que ia até o topo da montanha.

A forma como o ferro assumia formatos estranhos e absurdamente flexíveis chamavam atenção do recém-aprendiz de ferreiro. Mas ia além daquilo: não era apenas sobre como eles haviam domado a fera que era a montanha para que vivessem ali, mas muito mais sobre como eles haviam se integrado de maneira harmônica à mesma.

Era muito mais sobre como aqueles guerreiros se integravam à natureza, como alguém que ama seu bicho de estimação o domestica, do que sobre como haviam fustigado-a até que virasse uma construção humana.

Krar encarava Thorkell com um olhar sério, profundo, como se observasse para além do homem.

Apesar de não utilizar palavras, ficaria claro o que queria dizer: todo o discurso do Primordial sobre o oxigênio das árvores e sobre os animais e vermes considerarem os humanos invasores não caberia para aquele povo. Eles também eram um só com a natureza e isso se refletia até mesmo na forma como eles aceitavam a morte como parte do ciclo, bem como de como aceitavam que aquela ilha era um lugar deles, por serem tão intrínsecamente ligados à mesma.

Os Esquecidos eram um só com aquela montanha.

Não havia sinal de qualquer tradutor, ao menos por enquanto, mas Thorkell estava livre para investigar o povo de olhos cianos e pele pálida que habitava aquela montanha.



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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptySex Out 28, 2022 9:12 pm

8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 Y13z9zv

Tenente

A Fortaleza Bélica


O garoto havia ido embora, me deixando sem uma forma de tradução para com a comunicação. “Que naba. Bom... não vai ser a primeira vez que fico sem entender uma língua nativa.” Pensava comigo ao tempo que falava com Krar e ele não entendia nada, vice-versa.

A caminhada perdurou por cerca de uma hora, talvez um pouco mais. Durante esse tempo, ficava pensativo sobre como iria resolver o problema de nossa comunicação. Afinal, eu havia ido lá para ter uma boa conversa e resolver os problemas. Mas sem uma forma de nos entender, meio que perdia o sentido de ter ido. ~ Ora, ora. Nunca pensei que a missão fosse pendurar para este lado. Diria para mim mesmo enquanto coçava a cabeça. “Vou ter que improvisar. Thororororo.” Ponderava de forma simples, mas era melhor do que ficar matutando e quebrar a cabeça com isso.

A visão era de neve e mais neve, se quer havia avistado algum animal. Mostrando que a vida do povo nativo certamente era árdua e desafiadora. Diferentemente de Glaciatus que possuía acordos entre outros reinos e com governo em prol de proporcionar recursos. Era difícil imaginar eles passando por necessidade, exceto se o rei fosse bem ruim para administrar.

De momento em momento, meu corpo era soterrado por uma quantidade avassaladora de neve. O que havia se mostrado um esforço calcorrear por aquele ambiente. ~ Hoo. Quem diria que este ambiente seria tão hostil, muito peculiar. Proferia analisando o local e imaginando que qualquer outro marinheiro teria perecido ali mesmo. Por motivo da forte nevasca, neve e junto aquele clima glacial. “Não é à toa que o rei não atacou ainda. Seus homens seriam impedidos por esse clima e a invasão se quer chegaria à tribo dos nativos. Por outro lado, os nativos estão habituados a esse clima e tem as ferramentas certas para se adaptar ao ambiente.” Ponderava comigo enquanto entendia o motivo da vantagem territorial que se se mostrava claramente existir.

Uma parte do trajeto seguia montanha acima, sendo necessário um pouco mais de esforço de minha parte para não ser derrubado pela força íngreme. Após cruzar uma trilha oculta, chegaríamos até um local onde haveriam diversos guerreiros semelhantes a Krar. Eles apontavam suas armas, mas o líder emitira um sinal que apaziguava suas intenções.

8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 SparseCarelessBarasinga-size_restricted

~ Thorororo! Boa guarnição de vocês, continuem assim. Proferia de forma amigável, apesar de que eles não entenderiam as palavras, exceto talvez minhas boas intenções. Gesticularia com o polegar para cima com intuito de apresentar um “joinha” amigável. “Pelo visto eles confiam mesmo no seu líder. Afinal, nem fizeram perguntas. Devem ser bons homens.” Refletia comigo enquanto olhava Krar arrastar uma pedra para o lado e mostrar uma passagem.

A passagem dava acesso a uma escadaria que se estendia até o topo da montanha, provavelmente. ~ Hah. Interessante. É melhor que neve. Proferia expressando um sorriso enquanto seguia atrás de Krar. Degrau após degrau, subiria a escada calmamente. *Gruurrrrr. O estômago começaria a fazer barulhos pelo fato de estar faminto. ~ Thororororo! Riria um tanto sem jeito, já que, depois da batalha e da caminhada certamente a fome me acometeria.

Após sair da passagem meus olhos colidiam com uma tribo muito bem resguardada, seja por estruturas, minas, treinamentos, forjarias e etc. Tudo muito bem adaptado e desenvolvido para chamar de “nativos”. ~ Hoo! Que bela visão. Proferia colocando a palma da mão sobre a testa tentando visualizar todo o ambiente. ~ É um incrível reino esse o seu, meu amigo Krar. Diria expressando um sorriso mais largo ao tempo que apontaria para o local. Ele podia não entender em palavras, mas o comportamento diria por si só.

Era perceptível o modo que eles forjavam as armas, que havia me interessado bastante. Além é claro da sintonia e harmonia que o povo se englobava a aquele ambiente hostil, digno era uma palavra pouca para descrever. Foi então que notei o líder me encarando, não dizendo nada, apenas tentando emitir suas palavras. ~ Certo, certo. Tenho que admitir que vocês se amalgamaram igual metal liquido fundido em mercúrio. Proferia levantando as mãos e sinalizando que o nativo possuía um ponto.

Coçava um pouco a cabeça e então respirava um pouco mais fundo, colocando a mão no estomago em razão da fome. ~ O que acha de um banquete para seu parceiro aqui, hein? Falaria mexendo a mão na barriga e em seguida gesticulando a mão para boca, mostrando estar interessando em comida. Não era muito hábil em sinais, mas tentaria ser o mais simples possível. ~ Enquanto isso vou andar pelo vilarejo, beleza?! Mostraria minhas intenções com a mão, movimentando os dedos para dizer que ia andar e em seguida fazendo um circulo como forma de representar a tribo. Por fim, mandaria um joinha amigável para Krar.

Entendesse ele ou não, iria já descendo do local que estávamos e andaria pela vila de forma calma e tranquila. ~ Hmm. Isso realmente foi feito por nativos? Realmente formidável. Falava comigo enquanto analisava as estruturas do local e percebia a alta qualidade das mesmas.

Caso cheirasse alguma barraca de venda de comida, seja animal ou qualquer coisa do gênero, andaria até lá. ~ Saudações jovem. Proferia ao tempo que acenaria com a mão e mostraria o alimento que desejasse pelo seu cheiro, provavelmente agradável. “Como é que eu vou falar em dinheiro.” Pensava comigo até então me dar conta de que eu possuía coisas uteis para eles. ~ Háh! Lógico. Então minha replica emergiria dentro da fortaleza e apanharia um escudo que possuía lá. Jogando para fora em uma das escotilhas em minha mão. ~ Ótima qualidade! Diria batendo no escudo e mostrando a resiliência do mesmo enquanto faria sinal pelo alimento em troca do escudo. Muitos achariam que eu estaria perdendo com aquilo, mas para mim era muito mais importante ganhar a confiança do povo.

Caso houvesse conseguido trocar, expressaria um sorriso simpático e então comeria o alimento e faria um sinal de que estava gostoso. Se o vendedor negasse o escudo, transportaria ele de volta para a fortaleza e então levaria para fora a lança Estruturada Tiamat, era uma criação simples feita por Pippos, mas detinha uma excepcional durabilidade. ~ Dá pra usar pra caçar muito bem, o que me diz!? Diria mostrando o tamanho da arma, já que era criada especificamente para gigantes. Não a usava fazia tempo, sem duvidas seria um item digno de troca.



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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptySáb Out 29, 2022 12:30 pm



Narração - 09
13:00h- Reino de Lótda



Por todos os lugares em que andava, as pessoas da tribo o encaravam. Suas expressões iam desde a desconfiança, até a surpresa e o estranhamento.

Caminhou pela cidade de gelo dentro da montanha, com sua arquitetura integrada capaz de deixar qualquer um boquiaberto, algo que só poderia ser o substrato de uma cultura em conssonância com a natureza.

Apesar do grande fluxo de pessoas de olhos ciano passando, não encontrou nenhuma delas que fosse dona de uma barraca vendendo comida.

A barriga do Tenente roncou de tal forma que uma das crianças guerreiras virou a postos, apontando uma lança para ele, como se fosse uma criatura. Então, ao perceber que era apenas um estômago faminto, deu um sorriso e saiu correndo, como que voltando a ser criança.

Após algum tempo caminhando, finalmente encontrou uma espécie de híbrido entre fogueira e forno, feito do metal especial da ilha. Diversas pessoas se reuniam em torno do mesmo, esperando que seus pedaços de carne assassem para que pudessem comer.

Thorkell saudava a todos, que não entendiam o que ele dizia. Apontava para o alimento, e, após alguns segundos de tentativa de interpretação, um dos Esquecidos lhe dava um generoso pedaço de carne, o maior de todos, provavelmente por considerar que o homenzarrão precisaria mais do que eles.

Quando o escudo brotou de dentro do seu corpo, eles deram um passo para trás, assustados, prontos para embater, até perceberem que era um presente. Contudo, ao olhar o escudo, as pessoas ficavam até mesmo um tanto constrangidas.

Eles se entreolharam, dando de ombros.

Não tinham palavras para explicar que aquilo não se tratava de comércio.

Quando, então, O Tenente fez a Estruturada Tiamat surgir e a expressão de Dragnar ao tentar ''vendê-la'' como uma boa lança, todos começaram a rir, mas não de uma forma desrespeitosa.

Um dos Esquecidos pegou o gigante pelo pulso da mão que segurava a lança. Começou a caminhar com ele até as forjas do lugar.

Ao chegar lá, Thorkell sentiu o maior calor que já havia presenciado em sua vida.

O ar estava tão quente que se volvia laranja, com as labaredas se refletindo no metal especial e nos espelhos de gelo integrados à mesma. Apesar de ser novo no mundo da forja, o marinheiro sabia que aquele calor seria capaz de até mesmo não apenas derreter um ferro normal, mas evaporá-lo.

As palavras do seu mestre de forja surgiram em sua mente. Sobre como quanto mais se esquenta e então se esfria o ferro, mais poderosa se torna a arma.

Então, era por aquilo que não queriam receber sua lança de presente. Não era nada perto daquelas que o potencial daquele povo podia alcançar.

A mulher fazia um gesto para o marinheiro, como que para que comesse. Aquilo reforçava que a carne que recebera era de graça. Não precisava de trocas, apenas de sentir fome. O povo se apoiava. Era da natureza humana sentir fome. E era da natureza dos Esquecidos se integrarem à natureza daquela ilha.

A voz de Krar surgia atrás dele, logo após sendo traduzida por uma voz nova, feminina.

Com um gesto de cabeça, Krar pedia que a garota que havia levado Thorkell até a forja saísse.

''Vejo que está se integrando ao vilarejo.'' - Dizia a Esquecida traduzindo seu líder. ''Isso é importante.'' começava.

Ferro cantava contra ferro, em ganidos estridentes de armas nascendo, enquanto a conversa prosseguia.

''Hoje à noite, teremos um banquete em homenagem à sua estadia aqui. Beberemos juntos, como apostamos.'' falava de maneira neutra, como se não estivesse nem feliz nem infeliz por cumprir o acordo. Seus olhos cianos encaravam o ar laranja. ''Mas, quanto à parte do acordo, preciso te dizer algo.'' deu uma longa pausa, piscando, como se pensasse. ''Eu não sou o líder daqui por saber mandar. Mas por saber como mandar. Ouvir. Entender o fluxo das coisas. Das pessoas. E me contrapor apenas em situações críticas, inspirar. Por isso, não adianta que façamos um acordo, sendo você um estrangeiro que não conquistou a confiança do nosso povo. Decisões assim apenas fariam meu prestígio decair, até que eu seja inevitavelmente decaptado. Por isso, até a meia noite, a hora do nosso banquete, é bom que pense em algo para provar para todos que não é apenas um estrangeiro. A partir daí, poderemos conversar.''

E então? Como Thorkell poderia provar que era alguém como os Esquecidos, para provar que ele era alguém digno de ter negócios com? O que poderia fazer para provar que entendia e respeitava profundamente as filosofias e estilos de viver daquele povo?

Pelo tom de Krar, palavras certamente não seriam o suficiente. E que tipo de efeito um segundo combate, como havia feito para convencer Krar, teria naquele povo? Respeito ou desprezo? Que caminho tomaria o Primordial?


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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptyDom Out 30, 2022 10:16 pm

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Tenente

A Fortaleza Bélica


A lança do moleque apontada para mi, após ouvir o estomago resmungar, acabaria levantando as mãos de forma extrovertida enquanto expressava um rosto espetado, encenando ter sido apanhado pelo pequeno guerreiro. O jovem ria com aquilo e em seguida corria animadamente pelas ruas da cidadela. ~ Thororororo! Gargalhava com aquilo de forma prazerosa como a tempos não fazia.

Quando notava um grupo sentado em uma clareira, cozinhando algum tipo de alimento, me aproximava em busca de tentar interagir com os mesmos e apanhar um pedaço de comida. Apesar da demora, conseguia obter um pedaço de carne e mastiga-lo para enganar o estômago.

Como forma de agradecimento, até mesmo com intuito de mostrar cortesia, tentava dar um item de meu arsenal com proposito de recompensar a gentileza dos mesmos. Contudo, um dos jovens tentava agarrar minha mão para levar em algum lugar. Foi necessário baixar um pouco o braço e tronco para ser conduzido pelo rapaz, que logo me mostraria uma cena fenomenal.

A forjaria dos nativos era algo incrível. O calor emanava uma sensação agradável, mas ao mesmo tempo intensa e feroz. Poucos segundos lá já me faziam suar mesmo com clima gélido e minha alta tolerância aos climas. Notando o manejo da forjaria e do material sendo forjado, realmente seria risório perante a qualidade deles. “Quanta maestria. Quanta qualificação.” Pensava comigo observando-os de longe.

Uma das nativas teria feito sinal para que eu me aproximasse e saciasse toda minha fome. “Eles não se preocupam com trocas de matérias, já que, produzem os seus próprios com alta qualidade. Pelo visto prezam mais compartilhar do que em si receber.” Divagava por alguns instantes enquanto aceitava mais alimento e expressava um sorriso agradecido e acolhedor.

Durante o tempo que observava os nativos, aproveitando de sua hospitalidade, notava que Krar se aproximava de mim. Ele falava em sua língua, mas eu continuava a não entender. No entanto, um deles começava a traduzir as palavras do líder. ~ Oh! Obrigado pela sua ajuda traduzindo. Diria para o cidadão e então olharia para Krar. ~ São pessoas de bom coração, meu amigo Krar. Thororororo! Respondia a ele por razão de minha integração ao ambiente de seu povo.

Havia me sentando de forma mais despojada enquanto ouvia atentamente as palavras do líder que seriam traduzidas em sequência. O que ele me transmitia havia sentido e parecia ser de forma sincera, o que não discordava em nenhum momento. Pelo contrário, balançava a cabeça de forma assertiva com o seguimento do sentimento enquanto comia o pedaço de carne.

O líder possuía um posto elevado, apesar de sua força ele respeitava o desejo de seu povo. Era bastante claro que tentar forçar um vinculo de um estrangeiro com os nativos seria o mesmo que colocar uma lâmina em seu pescoço, em sua confiança para com seus iguais. ~ Hmm. Ficava um pouco pensativo ao tempo que terminar de devorar a carne e lambia os dedos para retirar a excessiva quantidade de liquido. ~ Certo. Tenho algo em mente! Proferia animado e então me colocaria de pé. ~ Você já ganhou meu respeito pelas suas convicções, então devo deduzir que seu povo também é tão digno quanto você. Faria uma pausa e então olharia para todos que estivesse ouvindo minhas palavras, tanto que aumentaria o tom de voz. ~ O que me dizem de um torneio? Iremos chama-lo de: Ascensão dos nativos vs Gigante dos Primórdios! Proferia com objetivo de causar impacto, salientando tom de voz e expressando um rosto bastante empolgado, considerando que isso instigaria a honra de seus antepassados e seu espirito gladiador.

Olharia para Krar enquanto pausaria de tempo em tempo para que fosse traduzido de forma precisa. ~ Todos que desejarem participarem do torneio, sejam homens, mulheres, crianças... qualquer um que confiar em sua força, suas armas... estarão adeptos ao evento. A atração principal será eu mesmo! Apontaria para mim mesmo com os dois dedões das mãos. ~ O torneio será escalável e eu enfrentarei todos de forma consecutiva e sem descanso. O objetivo será simples: o oponente terá 3 ataques para conseguir me derrubar para alcançar a vitória, caso não consiga será a minha vitória. Vocês poderão usar quaisquer armas, meios e ataques que desejarem, enquanto eu apenas tentarei resistir. Não irei revidar, mas poderei agarrar ou empurrar como parte de intenção defensiva e para minha derrota no torneio por completa será necessário 3 quedas. Expressaria então um sorriso bastante desafiador e tenebroso, que surgia uma vez que outra. ~ Kekekeke! Simples, não é mesmo? Será um duelo para testar seus limites. Frisaria o desafio que o evento seria, tanto para mim quanto para eles; apesar de que talvez achassem fácil demais, o que seria um erro deles.

~ Dou minha palavra que caso consigam me derrubar, fazendo todo meu corpo tocar o chão, considerando os 3 ataques que todos terão, irei me render e irei embora e juro pela minha honra que não falarei nada sobre vocês para ninguém. Bateria a mão em meu peito de forma respeitosa e radical. Afinal, minhas palavras eram diretas, sinceras e emanariam um espirito destemido. ~ O que me diz, meu amigo Krar... acha que seu povo me verá com outros olhos quando perceberem que posso enfrentar toda a força, ódio, vingança, desejo, entre outros sentimentos de aversão a estrangeiros? Balançaria as sobrancelhas enquanto exibiria um sorriso entusiasmado.

~ Em um riacho a pedra é quase invisível perante tanta transposição de água..., mas toda força exercida na pedra é redirecionada sem qualquer ação, mas sim pela imponência. Poucos percebem a densidade da determinação do rochedo em prevalecer no mesmo lugar. Todavia, aqueles que conseguem vislumbrar este fato... percebem que a pedra merece respeito por sua bravura e tenacidade. Indagaria de forma persuasiva ao tempo que usaria um ditado antigo, já que, seria para parafrasear o motivo de ter proposto tal evento insano.

Conhecendo o tipo de homem que Krar era, pelo menos uma parte dele, seu povo com certeza também clamaria para reivindicar meu corpo em uma batalha. Seja para vingar algum ente querido, para testar sua própria força e/ou curiosidade de minhas habilidades. Seja o que fosse, os nativos ao serem desafiados não se acovardariam, certamente uma chama eclodiria em seu peito cujo levá-los-ia a aceitar um torneio épico como esse. Não haveria mortes, não haveria carnificina, pelo menos para eles não. Agora já eu poderia sofrer as consequências. Contudo, confiava neste corpo que fora abençoado pelos Gigantes dos Primórdios como também em meu espírito guerrilheiro. Afinal de contas, não havia nada melhor para aquecer um coração de um gladiador do que uma luta justa, digna e honrosa para com entretenimento de todos.



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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptyTer Nov 01, 2022 10:19 am



Narração - 10
20:00h- Reino de Lótda



Thorkell aumentou o tom de voz e pediu pelo torneio. Todavia, o som das marteladas e o barulho da forja eram tão altos que apenas a tradutora e Krar ouviram.

O líder daquele povo fez cara feia, a princípio. Mas, conforme o marinheiro ia explicando que se trataria de apenas receber golpes, sem revidar, um brilho selvagem surgiu nos olhos do Esquecido. Um misto de curiosidade com empolgação. ''Todos os desafiantes, hã?''

Apenas prosseguia ouvindo as regras. Até o ponto em que Dragnar usava a metáfora da pedra.

Aquele povo valorizava bastante se integrar à natureza, sem domá-la, utilizando do seu ferro flexível para harmonizar com ela. Em contraponto a isso, desprezavam o povo de Glaciatus, que buscava explorar a terra e sequer eram capazes de compreender aquela filosofia de vida, se escondendo atrás de castelos artificiais e usando apoio dos covardes do governo mundial.

Saber que, o desafiante Primordial estava usando uma estratégia que vinha de sua própria natureza, que, apesar de diferente daquela dos Esquecidos, era extremamente parecida... Provavelmente foi aquilo que fez os olhos de Krar brilharem.

A vivacidade selvagem da natureza bárbara da Fortaleza Bélica ululava irada com aquela proposta. Os olhos cianos encaravam a insanidade do homem que aceitava receber golpes de um povo inteiro sem revidar. Os lábios de Krar vibravam, na coisa mais próxima de um sorriso que Thorkell já havia visto ele fazer. O êxtase que precede o combate.

''Certo. Mas me deixe te dar um conselho...'' o tom com que ele falava, sugeria que estava dando um conselho por gostar do marinheiro ''Se fizer isso como um estrangeiro, até mesmo vencendo, é capaz de não receber o nosso respeito.''

O que será que aquela frase queria dizer? Parecia ser algo muito importante desvendá-la. Mas Krar já saía andando, sem olhar para trás.

''Em breve nosso banquete acontecerá. Você tem tempo livre na vila até lá. Sinta-se quase em casa.'' parava de andar de repente, para continuar: ''E mais uma coisa: consigo ver em seus olhos, garoto. Você confia demais em mim. Para a sua própria segurança, é importante que eu te lembre: eu faço apenas o que for melhor para o meu povo. Independente de quem eu gosto e de quem eu não gosto. Você tem mais inimigos do que imagina e eles já devem estar começando a se mover.''

Após aquilo, o tempo começou a passar em Rolig. Thorkell teve treze horas livres para fazer o que quisesse.

Se fosse sua intenção, poderia ajudar as pessoas na organização do banquete. Aparentemente, haviam conseguido caçar um mamute e pescar diversos peixes enormes. Um homem passava com uma rede cheia e com uma picareta, provavelmente utilizada para quebrar gelo dos lagos congelados para capturar os animais subaquáticos.

Homens e mulheres começavam a tratar as comidas por ali, enquanto meninos e meninas continuavam treinando o combate até cumprirem o horário.

As pessoas se moviam de todos os locais, menos da construção com arquitetura diversa de todo o resto, que, apesar de dar um mau pressentimento para Thorkell, não parecia ser algo para se preocupar ainda naquele momento.

A decoração com totens de gelo era levantada, a pele dos tambores terminava de ser esquentada por fogueiras, que logo eram apagadas e davam espaço para fogueiras ainda maiores. Aos poucos, os músicos se reuniam e pessoas vestiam roupas cerimoniais, ensaiando mais um pouco as danças.

Já eram 20h e os festejos já haviam começado. Diversos tipos de refeições diferentes estavam dispostas e livres para serem consumidas. Todavia, era óbvio que o prato principal, a carne de mamute, ainda não estava pronta. Por isso, seria melhor guardar espaço para o verdadeiro banquete.

Uma das vantagens de viver em uma montanha a centenas de metros de altura do chão e em uma ilha de inverno é que a cerveja era sempre gelada. Apesar de não ser possível dizer o mesmo dos destilados. E naquela festa haviam diversos barris de bebidas alcoolicas diferentes para quem quisesse saber a diferença.

Os tambores se intensificavam, até que a cidade inteira era pura festa e música. Tudo para recepcionar Dragnar.

Apesar da festa e da música, algumas pessoas continuavam lutando, mas nenhuma com olhar de quem se sente oprimida ou sem graça com o embate. Era apenas porque fazia parte da natureza daquele povo. Um povo guerreiro.

De repente, todo o barulho parou.

Thorkell percebeu que havia sido porque Krar havia levantado seu corno de cerveja.

Um simples gesto.

Discursava em uma língua incompreensível para Thorkell. Todos o encaravam.

Assim que terminava, todos os Esquecidos gritavam em uníssono, levantando suas canecas e olhando para o marinheiro com sorrisos nos rostos.

Aquilo só poderia significar que o desafio havia sido proposto. E que todos haviam aceitado em êxtase.

Uma arena era preparada na área de treinamento. E os níveis de expectativa apenas cresciam.

Em breve, embateria com todo um povo guerreiro.


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Tenente

A Fortaleza Bélica


Muitos poderiam pensar que o desafio sugerido por mim seria tolice, mas oras bolas... eu era uma velha raiz que sobreviveu a diversas tormentas; diversas invasões; diversas colheitas. Eu era um homem que por mais que desbravou os mares e de tudo um pouco viu, se quer havia visto uma fração do que os mares poderiam proporcionar. Pode parecer irônico, talvez um pouco arrogante, mas a verdade era que por mais que tivesse vivido e viajado boa parte dos mares, tinha muito o que aprender. Afinal de contas, desejava criar meu reino! Meu próprio povo justo, horando e merecedor de minhas terras.

Naturalmente o evento seria algo único, já que, com certeza ninguém até então havia proposto algo tão... insano. Isso ficava claro nos olhos de Krar que cintilavam com minha ideia. Quem teria culhões suficiente para receber ataques de todos os nativos sem almejar dar o troco? Obviamente ninguém. Não era necessário pensar muito, pois, sabia que tanto o líder quanto seu povo respeitavam a força acima de tudo. Na verdade... isso é basicamente a lei em toda parte. Afinal, a força sempre vai subjugar à vontade dos mais fracos. “As vezes você tem que fazer um sacrifício para se provar ao próximo.” Um ditado que ouvi durante minhas jornadas.

Krar estava parecendo gostar da proposta do evento e até mesmo me aconselhou sobre seu povo, em resposta, diria com um sorriso bastante amigável. ~ Thororororo! Ora, ora meu amigo Krar! Agradeço sua gentileza, deixe eu te mostrar o motivo de “eu” ter vindo pessoalmente. Poderia parecer estranho minhas palavras para o líder de olhos cianos, mas havia uma sagacidade sem igual por trás. Afinal, não adiantava eu explicar muito. É como dizem: uma ação vale mais que mil palavras.

O líder outra vez se manifestava e falava mais sobre seu povo. “Inimigos? Háh! Como se fosse alguma novidade.” Divaga por um instante enquanto apoiava as mãos na cintura enquanto fintava Krar. Eu havia simpatizado com o homem, claro que confiava nele, pois, era o que meus instintos diziam. Entretanto, não era como se considerasse todo restante. ~ Heh. A melhor forma de derrotar a seu inimigo é converter-lhe em seu amigo. Você é aprovada disso, camarada. Thororororo! Parafrasearia de forma extrovertida, sabendo que o que havia dito era algo juvenil e ingênuo demais. Contudo, era apenas uma forma de responder a gentileza do nativo.

Não desprezava o conselho de Krar, muito pelo contrário. Na realidade, já esperava ser hostilizado e recebido de forma bem pior. No entanto, havia notado que o povo era muito mais caloroso do que vingativo. Apesar de que certamente havia suas exceções. Para conquistar a confiança dos nativos seria muito mais sensato permanecer por mais tempo lá, ajudando-os, compartilhando histórias, conhecimento e aprendendo sua língua. Entretanto, tempo era algo que não havia em abonança. Exatamente por isso havia agido de forma mais radical. “Um dragão é mais temido por seu intenso fogo, por suas rígidas escamas ou por seu espirito indomável?” Era algo que minha falecida mãe dizia sobre os seres místicos do passado e eu sempre lembrarei disso.

Havia um tempo necessário para ser preparado tudo, me possibilitando descansar neste meio tempo. Havia ajudado a carregar o mamute que havia caçado, levando-o para ser transformado no alimento do banquete. Havia ajudado os pescadores a levarem os enormes peixes, cujos seriam usados no banquete também. Ajudava a transportar os blocos de gelo que seriam usados para preparar o cenário, sempre me comunicando com sinais e tentando criar laços sem forçar demais.

Quando a festa começava, estava sentando de braços e pernas cruzadas, pois, estava dentro de minha fortaleza usando o tempo final para recrutar todas as energias necessárias. O barulho das festanças havia recobrado meus sentidos e logo havia me levantando e estalado algumas partes do corpo. ~ É hora do show, Thororororo! Proferia animado, pois, sabia que com a minha proposta poderia cativar o coração dos nativos a um custo bem alto: minha integridade física.

Eu me orgulhava por ser um descendente dos Gigantes Primordiais, mas não era burro em acreditar que era o mais forte do mundo, longe disso. Já havia enfrentado diversos oponentes poderosos; já havia cruzado diversas vezes a linha entre a vida e a morte; já havia ultrapassado meus limites incontáveis vezes. No fim... a única coisa que não mudou em mim foi minha determinação em desfrutar ao máximo do momento. Afinal de contas, sou um guerreiro forjado no calor da batalha cujo o manejo de minha lança sempre foi avido e destemido. Não mudaria agora.

Havia apanhado um dos barris de bebida alcoólica com intuito de apreciar o liquido nativo. *Glup-Glup-Glup. Mandava gargalo a baixo com bastante gosto, pois, era uma cerveja incrível. Gelada por sua região. Grãos moídos por suas ferramentas, dando um gosto único e delicioso. ~ Huaahh! Fenomenal. Diria largando o barril e passando o antebraço na boca para retirar os respingos.

A festança se propagava em larga escala até que por fim, Krar fazia um anuncio em sua língua nativa. Podia não entender o significado das palavras, mas sua expressão facial e corporal diziam a boa vontade do mesmo. Acenava com a cabeça para o líder, respeitando-o por seus gestos para comigo.

No próprio banquete era aberto espaço para organizarem a arena. Uma vez terminado, andaria até o seu centro e discursaria com calma e gratidão. ~ Saudações povo nativo! Pausaria as palavras para que fossem traduzidas a todos. ~ Agradeço sua hospitalidade! Me chamo Thorkell Dragnar! Bateria em meu peito para frisar meu nome. ~ Sou da raça dos Gigantes e descendo dos Primeiros de meu povo, ditos como: Gigantes Primordiais. Então retirava meu boné, meu casaco e os jogava para dentro da fortaleza. ~ Venho este dia em paz, na esperança de criarmos um vinculo especial. Não estou aqui, e agora, como um marinheiro ou como um cão de Glaciatus. A expressão seria amigável e a entonação de voz alta para ficar claro. ~ Estou aqui para dizer que irei ajuda-los... consolidando suas terras e exigindo ao rei de Glaciatus para lhes deixar viver em paz. Ele pode mandar nas terras dele, mas não aqui! Bateria o pé no chão com intensidade para salientar as palavras e reacender as chamas de sua alma. ~ Não nestas terras que lhes pertencem! Não estas terras que seus ancestrais araram com suas mãos, com seu suor e com sua paixão! A expressão seria mais séria agora. ~ Isto pertencem a vocês! E de vocês será, e de seus filhos, e de seus netos e assim por diante. Apontaria para os idosos e crianças com objetivo de transparecer as palavras.

Com uma pequena pausa, continuaria discursando. ~ Meu objetivo é que vocês possam evitar uma guerra nesses tempos conturbados, optando pela paz e harmonia bem como a natureza resiste as tempestades. Quero que vocês prosperem, como Glaciatus também. Ambos aprendendo um com os outros, respeitando suas terras e suas regras... do que simplesmente gladiarem um com os outros e resultar em apenas caos e escombros. Proferia batendo um punho na palma da mão. ~ Este homem aqui já vislumbrou diversas guerras. Seja por poder, por riquezas, por vingança, por terras... todas são em nome de sua própria justiça e resultam em demasiadas mortes. É certo dizer que um guerreiro jamais abaixa sua cabeça para um inimigo, mas também é certo dizer que ele não brandiu sua espada por desonra. Esperaria tudo ser traduzido e pensarem sobre.

Logo então quebrando o silencio outra vez. ~ Vocês podem estar pensando que este velho aqui só sabe falar, mas irei mostrar isso pessoalmente a vocês! Irei mostrar que determinação, força e resiliência estão coligados com o espirito e convicção do guerreiro. Bateria um punho no outro com intensidade e valência. ~ Hoje irei aceitar todas as magoas que vocês têm com o povo de Glaciatus, muitas vezes eles não tendo culpa dos atos do alto escalão. Irei aceitar toda a vingança que vocês almejam contra eles, seja por causa das ações, injustiças e causalidades feitas por eles. Irei aceitar todo rancor de seus antepassados, que sentem ódio por suas terras serem invadidas, muitas vezes de forma desnecessária. Irei aceitar sua sede de sangue pela natureza estar sendo cobiçada e usada de forma extrapolada. Persuadiria eles com minhas palavras intensas, sinceras e extravagante. ~ Eu vi um belo povo, harmônico e que deseja muito mais a paz, do que ódio! E acredito nele! Acredito que vocês são muito mais honrosos, que os inimigos que vocês acham que possuem. Mas não! Eu não sou seu inimigo, sou seu aliado que batalhara em prol do equilíbrio entre os povos que dividem e usem a mesma terra! É isto que farei para honrar vocês, para honrar seus ancestrais e reconciliar a natureza com todos. Eu desejo um armistício para vocês! Indagaria com uma expressão séria, resoluta e esperançosa.

Sem mais delongas, finalizaria o discurso tentando persuadir e cativar o povo para com minha pessoa. ~ Ações vale mais que palavras! Então irei mostrar para vocês que minha determinação não será abalada pelas represálias, nem diante a ataques! Todos que desejarem participar o evento... podem vir! E então expressaria um sorriso carismático ao tempo que abriria os braços. ~ Eu irei suportar todo o fardo que vocês carregam, para que possamos esquecer as mágoas do passado e, se assim os ancestrais quiserem, eu possa retornar a Glaciatus e falar diretamente com o Rei sobre o povo que aqui vi e experienciei em primeira mão. Me mostrem o que vocês suportaram durante todo este tempo... que eu irei mostrar o tamanho de minha determinação em aguentar suas lamurias! Colidiria um punho no outro de forma intensa, enquanto olharia de forma obstinada todos presentes ali.

Esperava que o primeiro guerreiro tivesse a ousadia de tomar o front e viesse a me atacar. Neste momento, olharia nos fundos dos seus olhos cianos e com uma compaixão abundante diria. ~ Certo, meu jovem... irei acolher seus sentimentos. Proferia em um tom um pouco mais baixo enquanto cravaria os pés do chão e receberia os três ataques em meu corpo, continuando com os braços abertos.

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Uma vez que houvesse conseguido suportar, tentando não sair do local seja pelo tamanho e peso de meu corpo, faria um gesto que talvez ele pensasse que fosse hostil, mas seria bem pelo contrário. ~ Sua força é louvável, nobre guerreiro. Os braços seriam movidos durante minhas palavras com intuito de abraçar o nativo de forma amigável. Usaria um pouco de força para mostrar minha amizade e respeito com ele. Seria um abraço breve, mas respeitoso. Soltando-o e acenando com a cabeça junto a um sorriso extremamente amistoso.

8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 Whitebeard-marineford

~ Quem será o próximo?! Thorororo! Desta vez, rugiria as palavras atrelando uma risada carismática. Aguardaria o guerreiro sair e o próximo tomar a frente, esperando que assim viesse me atacar. A ideia era mostrar que mesmo sofrendo, mesmo sendo punido e odiado, devolveria com um abraço, com um sorriso e palavras gentis. Mostraria que compaixão é ganhada e merecida de forma igual, mesmo que não viesse nenhum respeito deles. Abraçaria alguns, tocaria o dedão de a mão no tórax de outros para mostra seu coração e que mesmo com a selvageria havia um lugar para sentimentos. Acariciaria a cabeça de outros, para mostrar que mesmo com a tolice do desejo da guerra por alguns, ainda era possível adquirir a sagacidade pelo mais velhos.



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Narração - 11
20:00h-0:01 Reino de Lótda



O discurso da Fortaleza Bélica era integralmente traduzido, sempre que dava oportunidades de pausas. A tradutora era a mesma garota que havia acompanhado Krar com ele até a forja.

A questão era que suas palavras, apesar de persuasivas, não eram equipadas com a capacidade de entreter. Por isso, o seu discurso longo acabava tendo um efeito diverso: aparentemente metade da platéia, aqueles mais pacientes, eram convencidos. Já para os impacientes, que sequer se prestavam a ouvi-lo após a metade, pareciam ficar cada vez mais impacientes e raivosos. Um clima estranho acometia aquela arena.

O primeiro guerreiro a pisar na arena, para a surpresa de Thorkell, o fazia logo após ele terminar de falar.

Era um dos impacientes.

Mas, para além disso, não deveria ter mais do que doze anos de idade.

O garoto de pele pálida e olhos cianos, vestindo as roupas típicas dos guerreiros dali, também tinha um cabelo de estilo moicano. A coisa mais impressionante de sua aparência eram as diversas marcas de queimadura em seu corpo, provavelmente ocasionadas por óleo, do tipo que se usa no topo de muralhas, para defender castelos. O ponto em que elas mais se concentravam eram do lado direito do seu corpo, onde havia o cotoco que um dia fora um braço, provavelmente amputado devido às queimaduras.

No local onde estaria o braço, todavia, projetando-se do cotoco, estava um machado bastante aclopado ao resto do braço.

Os olhos cianos berravam selvagens. Thorkell conhecia aquele olhar. Já o havia vislumbrado muitas vezes nos córregos de Elbaf, enquanto bebia água após um combate, sem ter para onde voltar. Era o olhar de uma criança órfã, que tivera de aprender a ser guerreira e se virar. Era o seu próprio olhar, quando mais jovem.

O rapaz impaciente corria com tudo em direção ao marinheiro, berrando com sua voz que era aguda pela imaturidade e gutural pelo ódio que carregava de Glaciatus.

O garoto saltava, girando o corpo com um estilo bastante parecido com aquele de Krar, acelerando repentinamente com a explosão de força e acertando o corpo do marinheiro com toda a força que o seu corpo jovem possuía.

O golpe o acertava, mais forte do que muitos guerreiros contra os quais já havia lutado, e, em verdade, que boa parte dos marinheiros humanos que já conhecera, mas não moviam seu corpo um centímetro sequer. Nenhum arranhão.

As íris ciano se iravam, arregalando-se. Ultrajadas pela impotência daquele corpo frágil.

O garoto saltava o mais alto que podia, cerca de dois metros, dando duas cambalhotas em torno de si, estendendo o braço-machado ao final da última, usando a aceleração do corpo e o próprio peso para aumentar a força do golpe, rugindo como que prestes a vomitar de ódio, acertando o abdome do guerreiro com tudo.

Mas ele não se movia.

Caindo no chão, sem sequer se dar tempo para pensar, o garoto corria em direção ao fim da arena, esbaforido, e, uma vez chegando lá, já voltava a correr com toda a sua velocidade, acelerando ainda mais, pulando com tudo o que tinha, girando em torno de si em um eixo vertical com cada vez mais força, chegando quase à altura do peitoral de Thorkell, segurando o pulso da mão-machado com a outra mão, seu aço beijando o tórax do Primordial, os dentes rangendo, a técnica perfeita.

Mas, novamente, ele não se movia.

Ao ser agarrado pelo Primordial, a primeira reação do garoto era se debater, como que acreditando que sua vida o traria mais uma tragédia e que tinha que continuar lutando.

Mas a expressão de Godheim lhe trazia alento, o que derrubava, de uma vez por todas, qualquer outra barreira do garoto, que começava a chorar e se encostava no marinheiro como se pedisse colo.

Sequer foi necessário que traduzissem as falas de Thorkell.

O garoto saía da arena correndo, como que para se esconder. Aceitava a sua derrota.

Todos os desafiantes, de diversos gêneros e idades, que tentaram trespassar a barreira da Fortaleza Bélica falharam. Foram cerca de vinte guerreiros.

A partir do sétimo era óbvio que eles sequer tinham interesse em realmente derrotar o homem, pois já haviam reconhecido suas próprias inaptidões para tanto. O que intentavam era o desafio, medir suas forças, entender suas diferenças de poder. Pelo amor em si à batalha e ao estilo de vida guerreiro.

Talvez por isso que fosse possível perceber que a maior parte deles era mais poderoso que o marinheiro médio. E aquelas suas armas pareciam intensificar ainda mais aquelas capacidades, permitindo que eles extraíssem muito mais força de seus golpes sem se preocupar com quebrantá-las.

Até mesmo os mais impacientes estavam impressionados com a habilidade do guerreiro e a plateia já parecia ganha, quando algo de inusitado aconteceu.

Uma mulher alta e esguia adentrava a arena com um olhar lânguido.

Seus olhos piscavam devagar, como que se estivesse entendiada. E suas pernas pareciam se arrastar pelo cenário, vagarosamente.

Completamente blindada de metal Besky, sua verdadeira armadura era a sua forma de olhar. Era impossível captar qualquer intenção da sua mirada, que poderia significar que ela faria qualquer coisa, desde pegar um copo d'água até matar alguém.

Girava o rosto de lado, deixando o queixo quase que apontando na horizontal, seus olhos cianos brilhando e sua pele pálida lhe dando um ar fantasmagórico.

Um brilho azul forte brotava de dentre seus dedos e uma espada surgia do nada, dando um tom de azul ao seu queixo na horizontal, ainda mais bizarro.

As pessoas da plateia a reconheciam, ressoando seu nome. ''Glar''.

Então, seu queixo voltava à posição normal e seus ombros se abaixavam, como se desistindo da luta. Hesitando. Avaliando bem o inimigo.

Um clarão, vindo dos olhos e da espada dela, fustigava Thorkell quando a mulher mudava completamente de atitude e avançava em um ataque.

O Primordial ajeitava a postura, abria os braços, exibia seu peitoral sem qualquer arranhão, impenetrável mesmo pelos 20 poderosos desafiantes anteriores. Fortalecia sua base nas pernas, enrijecia os músculos, aguardava o golpe.

Segundos que pareciam minutos sucederam o momento anterior ao impacto da lâmina de Glar. Aquilo era comum em batalhas: os átimos infinitesimais de tensão acumulada antes dos metais se cruzarem.

Contudo, desta vez, o impacto nunca chegou.

Ao invés de atingir Dragnar, a mulher atacava o chão abaixo dele duas vezes, fazendo com que o próprio peso do homem virasse seu inimigo. Os cortes formavam uma espécie de pirâmide, com a ponta logo abaixo dos pés de Thorkell, o que fazia com que seu peso empurrasse a base da mesma, ocasionando seu próprio desequilíbrio.

Aproveitando-se disso, a mulher saltava com seus olhos arregalados, o corpo esguio com os braços esticados para posições diferentes, girando a cintura de forma estranha, sem deixar de encarar, nem por um segundo o adversário, portando uma sede de sangue invisível, até que o acertava com tudo no peitoral, obrigando-o a cair no chão de maneira suja.

Aquela era a sua primeira queda.

Encostava as solas dos pés no chão, movia os cotovelos para começar a se erguer, e, assim que suas nádegas haviam saído do chão e o corpo começava o movimento ascendente, sentia suas costas baterem no chão novamente.

Apenas segundos depois seu cérebro processava que a mulher havia surgido do alto, como um vulto, encarando-o nos olhos e acertando-o com tudo no peitoral para que caísse antes de suas bases de lutas estarem estabilizadas.

Aquela havia sido sua segunda queda.

Certa de que a mesma estratégia de surpresa não funcionaria duas vezes, Glar o deixava se levantar devagar, ainda encarando-o de maneira inusitada, como se fosse uma aberração.

Seu fito ainda era infinitamente elástico, como se pudesse fazer qualquer coisa entre beber um copo d'água ou arremessar um bebê de um precipício.

Sua estranha espada azul estava apontada na direção de Thorkell, que aguardava seu próximo golpe.

Aquela era a última chance para os dois. Se qualquer um errasse, o outro seria o vencedor.

De expressão impassível, a mulher encostava na espada. O brilho azul aumentava cada vez mais, com a lâmina assumindo um aspecto fantasmagórico, quase intangível, e, ao mesmo tempo, absolutamente afiado, como um filamento que, de tão fino, parecia ser feito de fumaça.

O homem voltava à sua posição básica, de braços abertos, com o corpo expostos, prestes a tomar o que quer que viesse contra seu caminho.

Um clarão novo surgia e Glar sumia.

Um corte rasgava o peitoral do marinheiro, fazendo seu sangue jorrar e sua base tremer.

Um vento forte acompanhava esse corte, tirando o corpo do Primordial do chão e fazendo seu corpo pendar nos calcanhares.

Sentia-se sendo arrastado, os braços girando, toda a sua massa sendo levada e seu equilíbrio sendo tolhido pouco a pouco... Poderosas lufadas de vento em forma de cortes fustigavam todo o seu corpo e suas bochechas se debatiam como se seu embate fosse contra uma nevasca, tendo que resistir com cada fibra do seu corpo contra o poderoso ataque, pendendo cada vez mais para trás.

Então as pontas dos dedos dos pés encostavam no chão. O peitoral enrijecido recuperava seu centro de gravidade.

E todo o povo de Rollig gritava em comemoração.

O corpo sangrando do marinheiro não era muita coisa, apenas um dano comum de combate. Mas era o suficiente para provar para todo o povo de Rollig que ele também sentia dor. Mas que também resistia a ela. O que o tornava ainda mais um deles.

Glar andava para longe do embate, tendo perdido. Mas não parecia feliz ou triste. Apenas desaparecia, conforme as cerimônias do banquete prosseguiam.

Durante diversas horas, todos beberam e comeram junto com Dragnar Thorkell Godheim. Ele já era um deles.

''Sabe, se você tivesse se transformado em castelo novamente, como fez contra mim, talvez ninguém te aceitasse, mesmo se vencesse.'' dizia Krar, dividindo um barril de cerveja com ele encarando e encarando as estrelas daquela ilha de inverno. Desta vez, o homem realmente sorria de satisfação.''Sobre o nosso acordo, aqui vai a minha proposta:'' tomava um tempo para beber cerveja, enquanto a tradutora falava o que havia dito para Thorkell. ''...Se torne o Rei de Glaciatus. Essa é a única forma de fazermos acordos.''

A tradutora arregalava os olhos e demorava alguns segundos antes da tradução desta última frase.


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Tenente

A Fortaleza Bélica


A batalha se iniciava e o primeiro a me enfrentar era um jovem, mostrando que o sangue de guerreiros dos nativos corria em suas veias. Seu corpo mutilado, exibia traços de alguém que já houvera enfrentado o terror da guerrilha, mas invés de ser acuado, mais incentivava a buscar o pico da força; o que era algo muito nobre dele.

Sua força de ataque se quer poderia arranhar meu corpo, mas para sua idade, coragem e ânsia pelo poder, mostravam uma aspiração de que um dia ele alcançaria seu ideal. Suas tentativas eram admiráveis, tal qual receberia um abraço caloroso de minha parte junto a um elogio por sua valência.

Assim decorreu as batalhas onde diversos combatentes tomavam a frente e desfrutavam do evento. A cada golpe, a cada suor escorrido, também apreciava a dificuldade que me era imposta por mim mesmo. Afinal, era bem difícil conter minha força para revidar. Apesar de estar acostumado em ser o alvo continuamente de ataques, revidava em busca da vitória. Contudo, desta vez a vitória era uma proposta árdua em apenas resistir.

Era notável a vontade dos nativos em descobrir o horizonte de suas forças, isto ficava claro como água. Inclusive, podia sentir a qualidade de suas armas na pele, mostrando que seus conhecimentos em forja eram formidáveis.

Dizem que guerreiros abençoados podem ser vistos em batalhas, e havia visto um até então nesta ilha: Krar. Entretanto, outro havia surgido das sombras. Uma mulher que mais parecia estar enfraquecida e desnutrida. No entanto, sua aparência poderia dizer isto, mas seu espirito ardia em força. ~ Ora, ora. Parece que uma fera silenciosa adentrou na arena. Kekekeke! Diria com um sorriso carismático e ao mesmo tempo esperançoso de ver outro oponente tão poderoso quanto o líder.

O nome Glar era gritado e ressoava freneticamente pelo povo, logo pois, conseguia entender que se tratava do nome da mulher esguia. ~ Hoo. Me mostre seu ímpeto, guerreira Glar! Diria apesar de ela não entender durante o tempo que abria os braços e batia no peitoral para sinalizar que ela me alvejasse.

A tática da guerreira era fabulosa, já que, havia desistido de me atacar diretamente para me desestabilizar por meio da arena. Foi neste deslize que a mulher se aproveitou para atacar novamente e então conseguir me derrubar. “Heh! Nada mal, nada mal.” Pensava comigo enquanto começava a erguer o corpo do chão. Porém, era acometido por outro ataque de cima o que resultava em uma segunda queda ~ O que??! Percebia agora que uma possível terceira queda resultaria em derrota; mas que certamente não deixaria se perpetuar.

Havia me erguido um pouco mais rápido enquanto tensionava os músculos para fortificar minha base sobre o chão. “Que jovem mais sapeca.” Ponderava comigo mesmo não deixando de ostentar um largo sorriso pelo grandioso desafio. ~ Vambora garota! Deixa que eu conduzo a dança! Thorororo! Indagaria em alto som, olhando a lâmina da guerreira ser direcionada a meu corpo.

Quase não conseguia acompanhar a agilidade da guerreira, tanto que seu corte era extremamente rápido, só sentindo o golpe após ver a mulher. Sua força empurrava e me desequilibrava por um pouco, resistindo para que o tombo não me levasse a derrota. ~ Rarrrghhh!!! Rugia usando os músculos do abdômen e dos calcanhares para centrarem meu equilíbrio e retomar minha postura, evitando a queda.

Tocava o tórax e sentia o sangue ainda quente esvair por alguns segundos, suficiente para que a guerreira desaparecesse da arena. ~ THORORORORORO! Você é das boas, mulher! Bradaria com um sorriso extremamente animado pela batalha. Afinal, não era qualquer um que conseguiria me derrubar de tal forma.

O evento havia terminado com a ultima luta entre mim e a guerreira. Havia me sentando de forma despojada enquanto bebia mais um pouco de cerveja e devorava alguns pedaços de carne. Os nativos pareciam ter me aceitado, estava mais solidário e comunicativo do que nunca.

Krar, o líder dos Esquecidos, se aproximava e compartilhava mais um barril de bebida. Aceitava enquanto ouvira suas palavras, logo traduzidas. ~ Thororororo. Imaginei que fosse o caso. Respondia após uma boa gargalhada. E então, Krar havia falado, fazendo com que a tradutora demorasse um pouco mais para traduzir. Logo à sugestão para que o conflito se extinguisse entre o povo dele e Glaciatus seria eu me tornar o rei de lá.

Terminava de beber o barril por completo, que não seria muita bebida para um homem de meu tamanho, mas que me satisfaria pelo prazer do gosto. ~Hmm, que proposta mais interessante. Diria limpando a boca. ~ Mas veja bem, meu amigo Krar... não sou um pirata ou revolucionário que toma o que quer na base da força. Sei que a força existe para ser usada e em prol de um propósito. Mas exercer ela sem uma justiça é o mesmo que uma construção sem sua fundição. Usaria de exemplo algo fácil de entender. ~ Desfruto de uma nobre batalha, mas não semeio o caos. Sou antiquado, mas não irracional. Sou eloquente e justo, mas não hipócrita e tirano. Terminaria de comer mais alguns pedaços de carne até retornar a falar. ~ Eu almejo me tornar rei, afinal está em meu sangue. No entanto, não busco ser um usurpador. Desejo criar meu próprio reino em minhas terras conquistas por estas mãos. Então mostraria as mãos ao abrir e fecha-las vagarosamente. ~ Se eu fosse fazer o que você me sugere... não seria diferente do atual Rei. Thororororo! Riria amigavelmente enquanto apanharia outros pedaços de carne.

Possibilitando tempo para que fosse traduzido a Krar, tornaria dizer. ~ Existe uma forma de dar paz a seu povo e o povo de Glaciatus. Irei falar pessoalmente com o Rei de lá! Direi sobre um homem chamado de Krar cujo coração e força é sem igual. Direi sobre os jovens que buscam poder para servir a seu povo e suas terras. Irei dizer sobre as mulheres, que apesar a frágil aparência... possuem uma força de uma leoa. Daria um tapa de camaradagem no ombro de Krar ao tempo que continuaria falando. ~ O rei deve lhes aceitar, deve respeitar seus limites, assim como vocês respeitam o dele. O problema é que eu tive que lidar com um grupo de piratas que tudo indicava ser associado a vocês, mas agora sei que estavam errados. Minha palavra tem honra e decência, certamente me ouviram. Terminaria de mastigar mais alguns alimentos e tomar mais daquela estupenda cerveja.

Após me fartar de comida e bebida, apoiava o antebraço por cima do joelho enquanto a outra mão apoiava no chão e os olhos fintavam o líder dos nativos. ~ Acredito que exista alguém que estava inflamando a guerra entre você e o povo de Glaciatus. Mas para ter certeza, apenas falando diretamente com o Rei. Faria uma pausa para que fosse traduzido. ~ Em respeito a você e seu povo, meu amigo Krar, irei perguntar diretamente a você... tudo bem você me deixar a cargo de resolver este problema? Desta vez expressaria um rosto um pouco mais sério. ~ Pode acreditar quando eu lhe digo que irei pessoalmente falar com o rei para que vocês sejam reconhecidos como uma tribo legitima. E então faria uma pausa enquanto coçava a barba do queixo. ~ Serei sincero, meu amigo. Talvez eu não fique muito tempo nesta ilha, mas tenho uma amiga que poderá se encarregar de tratar as negociações entre os reinos. Seu nome é Jessen. É uma mulher-leopardo em quem pode confiar. Indagaria de forma amistosa enquanto o rosto voltaria a expressar um sorriso carismático.

Caso Krar aceitasse a minha opinião e confiasse em mim, então abordaria o assunto. ~ Vejo que vocês possuem um material bastante único, pude ver e sentir pessoalmente. Diria tocando em meu tórax por ter sido cortado pela incrível lâmina de Glar. ~ É um material que poderia ser trocado por recursos que vocês necessitam. Trocar, negociar, vender e aproveitar... isto faz parte dos seres humanos, desde que haja bom senso. Então te pergunto camarada... o que acha de criarmos um vinculo com Glaciatus por meio de negociações? Se vocês precisam de algo, e vocês tem algo que eles necessitam, é provável que uma troca justa seja benéfica para ambas as partes. Não quero lhe forçar a nada e nem me estender muito..., mas recursos sempre são necessários para a sobrevivência. Falaria com palavras persuasivas enquanto barganharia com sagacidade e sinceridade. ~ Um sábio homem como você entende que é mais viável preservar seu povo com um tratado justo, digno e vantajoso... do que simplesmente cobiçar a guerra e resultar em uma grande perda a todos. Indagaria com uma expressão mais seria agora. ~ Eu entendo que se tentarem tomar suas fronteiras seria o estopim do conflito que está uma vez alto, outra vez baixo. Mas antes disso, poderia tentar começar uma conexão com eles do que simplesmente esperar pela guerra. Ao invés de serem ignorados por eles, como fazem, e vocês odiarem eles como fazem, é possível mudar os horizontes com um pouco de esforço. O metal antes que servia de nada, é moldado e forjado com calor e frio com objetivo de se tornar uma forte lâmina. Usaria de exemplo a própria cultura deles, pelo visto confiavam em sua forjaria.

Proporcionando tempo para que fosse traduzido, continuaria. ~ Conheço a força de seu povo e sei da vantagem territorial que vocês possuem, mas tenho que lhe dizer como um amigo confidente... se você busca a guerra para resolver os conflitos... “Glaciatus tem uma força igual, senão superior, a de vocês.” Falo com honestidade. Proferia com os olhos convictos e as palavras em um tom um pouco mais baixo para que apenas ele ouvisse; e a tradutora é claro. ~ Não me entenda mal. Não estou dizendo para você abaixar a cabeça e obedecer. Mas sim buscar uma forma que a paz se mantenha e vocês continuem prosperando, evitando que mortes e invasões continuem. Eu vim em paz e pude desfrutar de suas terras e povo. Mas quem sabe o próximo almeje apenas caos e destruição. Entende o que quero dizer? Terminaria de falar olhando no fundo dos olhos cianos de Krar, tentando usar a persuasão e logica para com alguém experiente e astuto como ele era.

A verdade era que se eu não tivesse gostado dos nativos, haveria ido embora a muito tempo atrás, relatado minha missão e deixado que eles se resolvessem. Mas infelizmente, Krar havia conquistado meu respeito com seus princípios e seu povo. Achava justo, coerente, que eu pudesse influenciar um pouco sua mente e elucidasse a busca de um vinculo entre os reinos. Do que simplesmente a destruição do mais fraco. Talvez eu tivesse ido pelo caminho mais difícil. Afinal de contas, é muito mais fácil organizar um exercito e invadir o reino e subjugar o mais fraco do que criar um tratado e um mercado benéfico para consolidar a paz entre os reinos.

~ De qualquer forma, meu amigo Krar, o que você escolher saiba que lhe direi agora! Quando eu criar meu reino, convidarei você e seu povo para irem morar em meus domínios. Isso é claro se quiserem. Mas saiba que vocês serão tratados com honra, respeito e igualdade. Disso não tenha dúvidas, parceiro. Thorororororo! Gargalharia gentilmente após falar com sinceridade e apreço pelo homem e seu povo.



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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptySáb Nov 05, 2022 9:40 am



Narração - 12
-0:20 Reino de Lótda



- Você entende a gente.
- Solução é que eles não irão se envolver no que vai acontecer na ilha nos dias seguintes.
- Pedir para a tradutora sair e falar a palavra ''Revolucionários'' com muita dificuldade.

Krar ouvia tudo o que Thorkell lhe falava em silêncio. Seu rosto e sua expressão estavam inalcançáveis, já que estava virado para as estrelas.

Ouvia as traduções sobre Capitã Jessen. Sobre o comércio do metal besky. Sobre acreditar que alguém estava instigando guerra entre os povos. Sobre querer conversar com o Rei de Glaciatus. Cada uma das palavras e das traduções sem olhar ele no rosto.

Da perspectiva da tradutora, aqueles dois homens enormes eram vistos de baixo, junto com o céu estrelado. Também da visão dela, era possível ver uma enorme estrela entre os dois. Como se, apesar de perto, a distância do astro os afastasse. O brilho sobre o rosto de Thorkell, tentando negociar e sobre as costas de Krar.

''Vá falar com o Rei de Glaciatus. Então talvez nos entenda nisso também.'' seu tom de voz, mesmo em uma língua diferente, denotava grande decepção. Mas não qualquer decepção, senão aquela que se sente por quem se admira. ''Todo o acordo que poderei fazer é dizer que não nos envolveremos em qualquer guerra. Mas também não impediremos que ninguém de fora do nosso povo o faça. Ficaremos em nosso terrítório, apenas nos defendendo, enquanto você tenta o armistício.''

Falava algo em sua língua e então a tradutora os deixava a sós.

Desta vez, ele se virava para Thorkell, seu olhar ciano profundo em decepção e compaixão, as rugas em torno deles completamente arrasadas.

- Re-vo-lu-cio-ná-rios. - Dizia Krar para Thorkell, com extrema dificuldade. - Na ma-ri-nha.

Era óbvio que ele apenas estava repetindo palavras, após gravar aqueles significados específicos, apenas para mandar uma mensagem para que Dragnar se defendesse de um perigo por vir.

Então, o Rei dos Esquecidos se virava de costas e ia para os seus aposentos dormir.

A população de Rollig ficava cada vez mais rarefeita, com todos indo dormir. O silêncio após a festa infestava tudo.

Era um pouco além da meia-noite e o Tenente Dragnar Thorkell Godheim estava sozinho com as estrelas.


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A Fortaleza Bélica


As estrelas brilhavam e brilhavam como astros em ascensão. Os olhos cianos de Krar emergiam na vasta orla estrelada, não por despeito a mim, mas por de fato estar uma noite de céu estralado belíssima. Quase parecia uma obra de arte feita por um famoso artista.

Havia lhe falado com sinceridade, expuseram meu ponto de vista e a forma que estava disposto a arcar com estes músculos. Afinal, eu queria ajudar o líder nativo a permanecer em sua terra e viver em paz junto de seu povo.

Como um guerreiro nascido e forjado nas tormentas da guerra, se pudesse evitar que jovens se ferissem e morressem em prol dos objetivos de seus líderes, eu tentaria resolver antes. Não me entenda mal, é digno aqueles que resistem as forças da natureza, dos inimigos, é digno que ultrapassem seus limites e alcancem o pico da força. No entanto, só aqueles que detém uma poderosa determinação e força de vontade conseguem explorar os limites de seus espíritos. Aqueles dispostos a arriscar em busca disso, merecem respeito. Mas estes casos são poucos. A realidade é mais cruel do que a bondade dos sonhos, já que, a maioria perece antes mesmo de se pôr a prova.

Apesar do que Krar aparentava mostrar, e do que pensei que ele seria relutante, o homem havia concordado com minha sugestão, mostrando ter fé em mim. Krar havia depositado seu respeito, suas esperanças e seu desejo em minha pessoa, deveria retribuir da mesma forma.

Estava otimista em resolver a situação antes que os reinos se destruíssem. Contudo, não prometia nada em especifico, exceto falar em nome dos nativos diretamente com rei de Glaciatus. Ele iria me ouvir, nem que eu tivesse que balançar seu castelo para ter sal atenção. ~ Thororororororo! Gargalharia extrovertidamente na presença do líder Krar. ~ Não se preocupe, meu amigo... sua confiança não será traída por estes músculos! Proferia amigavelmente ao tempo que mostraria uma pose máscula de forma brincalhona. Ele não parecia ser do tipo que relaxava com este tipo de situação, mas fazia parte de mim ser daquele jeito.

Foi então que Krar manifestou um semblante mais sério e tentou proferir palavras em minha língua. “Hãn?! Revolucionários dentro da marinha?” Arregalava os olhos enquanto baixava os braços e cruzava-los fintando o nativo nos olhos. Sem delongas, Krar se levantava e começava a ir embora, provavelmente por já ser tarde da noite. ~ Hmm. Agradeço sua ajuda, meu amigo. Eu irei embora, mas voltarei em breve para lhe contar algumas histórias de minha terra natal. Acenaria para o líder amigavelmente enquanto me colocava de pé. “Ora, ora. Que noticia mais inesperada.” Apoiava as mãos na cintura enquanto voltava a observar o céu outra vez.

Todos haviam se retirado para suas casas e apenas eu permanecia lá. ~ Certo, certo! Vambora então. Falaria enquanto retornava a colocar meu casaco e meu boné da marinha enquanto caminharia até a saída da montanha. Andaria sem pressa ao longo do caminho e caso avistasse os guardas de prontidão, lhes acenaria e continuaria seguindo em frente.

Devido peso e tamanho, os pés afundavam sempre nas camadas excessivas de neve. Exatamente por isso transformava minhas pernas em rodas de Tank e seguiria trilhando com mais estabilidade e facilidade até o quartel da marinha.

~ Hah! Agora faz sentido. Diria em razão de ser acometido por uma epifania. “Então aquele ser que havia atuado junto do Pirata por baixo dos panos era um revolucionário!?” Era uma dedução por razão dos fatos, já que, até hoje a presença daquele malfeitor é um mistério. “É provável que os revolucionários usaram os piratas em busca de igualizar as forças contra o reino de Glaciatus com intuito em depor o atual Rei. Não os culpo, até porque, isto é, culpa da negligência do rei em desvalorizar e rejeitar os nativos. Ignorando o povo e pressionando suas fronteiras em tentar lhes entender.” Ponderava alguns pontos até ligar uma peça na outra, o que me ajudaria a resolver essa situação de uma vez por todas.

O vento gélido era irritante e a neve pior ainda, mas fazia parte da natureza, por isso não me aborrecia e nem os odiava. Uma vez chegado ao reino de Glaciatus, provavelmente se passado algumas horas, passaria pelos portões e acenaria para os guardas, certamente seria fácil de me reconhecer pelo tamanho e uniforme, iria diretamente ao quartel general da marinha.

Adentraria os muros do Q.G. e buscaria o campo de treinamento, já que, o corpo exigia uma noite de sono. ~ Uahhhhh-ahhuuu. Bocejava em razão da sonolência e então me sentaria em algum canto do centro de treinamento e lá dormiria mesmo. Após algumas horas de descanso seria suficiente para recuperar todo vigor físico e mental.

Provavelmente ouviria os marinheiros brandindo suas armas e batalhando uns com os outros, quase como uma canção agradável aos ouvidos logo de manhã. Havia me posto de pé e seguia em busca da capitã Jessen, se ela já não tivesse me encontrado lá no campo mesmo. ~ Saudações capitã Jessen! Esfregava os olhos e estalava o pescoço. ~ Pois bem, posso ter demorado um pouco, mas irei reportar a missão agora mesmo. Proferia com um sorriso no rosto e então começaria a explicar tudo que havia ocorrido durante a missão. Salientava as partes mais importantes, ria de outras e terminaria meu relatório sem mais delongas.

Após uma pequena pausa para a capitã digerir a situação, agacharia meu tronco e sussurraria em seu ouvido como um amante pedindo por algo obsceno. ~ Parece que temos ratos dentro do quartel. Acredito nas palavras de Krar, pois, não havia fundamento para mentiras. Mas acredito ainda mais em meus instintos. E eles me dizem que... temos espiões dentro do quartel. Proferia com uma expressão um pouco mais séria enquanto o tom de voz seria baixo apenas para Jessen escutar.

Sinceramente espionagem não era nenhuma novidade entre reinos, marinha, pirataria e etc. Todavia, era uma área em que eu não entendia bagaça nenhuma. Havia dado o recado para a capitã na esperança de que ela pudesse resolver isto. ~ Deixando isso de lado por hora... Indagaria ao tempo que ergueria meu corpo e então apoiava as mãos na cintura. ~...gostaria de pedir que me fosse dado a missão de armistício entre os reinos. Acredito que se ir falar com Rei de Glaciatus, explicar a situação e o contexto geral... posso apaziguar ambos os lados. Esperava que a felina concordasse comigo, dado que, ela também almejava isto.

~ No entanto, é possível que o rei me evite ou interditem minha chegada até ele. Posso estar equivocado, mas creio que estão inflamando o conflito entre os dois reinos. Faria uma pausa e olharia nos fundos dos olhos da capitã. ~ Tenho sua autorização para usar a força e exigir que o rei me ouça? Perguntaria já premeditando dificuldade em minha ida até ele. Claro que poderia ser uma especulação desnecessária, mas era melhor prevenir do que remediar. A capitã sabia que eu era sensato e que não sairia socando todo mundo. Entretanto, uma vez que tentassem me impedir e argumentos fossem jogados na lama, o que me restava era o uso da força. Exatamente por isso optava por dizer minhas intenções e ter ela ao meu lado do que simplesmente fazer merda e depois ser repreendido.

Havia a decência em ir de boa-fé, mas se por ventura tentasse me impedir ou relutasse em dificultar, infelizmente eu tinha uma obrigação em pelo menos fazer o rei me escutar. Afinal de contas, acreditava que uma vez explicado sobre o povo e seu desejo, bastasse o rei possuir um pingo de pundonor que poderia acabar de uma vez por todas com os conflitos.



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MensagemAssunto: Re: 8º Capítulo: Reino em Conflito!   8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 EmptyTer Nov 08, 2022 6:17 am



Narração - 13
-8:20-11:20 Reino de Lótda



À manhã do dia seguinte, o mundo novo recém-conhecido pelo marinheiro ia sendo deixado para trás em uma imensidão branca. Após algumas horas se deslocando com os pés no formato de correias de tanque de guerra para não afundar na neve - o que, por si só, já denotava que era uma pessoa diferente daquela que havia ido até Rollig no dia anterior - percebia que, se quisesse ir até aquela cidade nas montanhas de novo, sozinho não saberia o caminho.

Num clima melancólico, imerso em solitude e cercado de neve por todos os lados, as rodas de tanque seguiam girando na branquitude sem fim.

Horas depois, ao se aproximar da construção de arquitetura circular da Marinha, imediatamente pôde notar que havia algo de errado.

Em um dos locais da muralha havia um enorme buraco. Ao passar pelo mesmo, observavam-se manchas de sangue no chão, em diversos pontos, sem contar que a maioria dos marinheiros que observavam o local estavam encarando Thorkell com expressões arrasadas, como que procurando palavras para explicar para ele tudo o que ocorrera.

Dragnar acelerava tanto que corria, indo direto rumo à sala da Capitã Jensen. A tensão quase explodia nos poucos segundos que demorava para adentrar o local, e, ainda antes de virar a última esquina para chegar à sala, começava a falar, cumprimentando a capitã Jenssen e começando a falar da última missão.

Já estava falando que parecia haver ratos no quartel quando finalmente pôde avistar a capitã.

Ela não estava na própria sala, mas em uma antessala ao lado, deitada em uma cama.

O aspecto do seu pelo era muito mais bagunçado, e, certamente, se não estivesse coberta, seria possível perceber seu corpo emagrecido e ferido. Um par de bengalas médicas estavam ao lado da cama. Seus olhos estavam igualmente arrasados e cansados. Mas seu tom de voz buscava disfarçar isso - Vejo que conseguiu completar a sua missão e voltar vivo. Que bom. Espero que tenha boas notícias, pois você é a única esperança de paz agora. - Com aquela frase e aquele cenário, tudo o que Thorkell iria falar depois de ''temos ratos no Q.G'' perdeu o sentido, pelo que ele manteve-se silente. - Deixe-me ser breve. Não tenho muito tempo. Ontem à noite nós fomos atacados. Valvatore está em coma com marcas estranhas de queimadura no rosto e no peito e um golpe de machado nas costas. Ghonn fugiu. O exército revolucionário deve tê-lo levado. E eu, que tentava impedir tudo após observar uma estranha fumaça amarela saindo da janela da cela, acabei sendo atacada por algo que nem mesmo pude reconhecer graças à fumaça na sala. Após vários cortes pelo meu corpo e ossos quebrados, vi Ghonn, ainda um tanto quanto machucado, mas em um estado em que certamente não conseguiria fazer aquilo comigo, conseguindo fugir, antes que eu desmaiasse. Ouvi dizer que no caminho ele matou diversos soldados que tentaram impedi-lo. O garoto Will e Valvatore foram resgatados desmaiados na frente da cela aberta, ambos queimados de um jeito estranho. - Vomitava diversas informações para Dragnar de uma vez, como que extremamente apressada. - Os médicos pediram que eu entrasse em cirurgia imediatamente. Mas eu preferi esperá-lo, Thorkell. Você já demonstrou coragem, força e capacidade de inspirar homens. E se voltou vivo e com essa expressão de Rollig certamente consegue lidar com grandes adversidades... - Tossia um pouco. Sua expressão ao tossir denotava que seus ossos quebrados se remexiam ao ponto de ela ser carregada até o inferno de dor. - Existe uma regra na marinha que diz que... Na ausência de capitãs em um Q.G... Um Tenen... - Voltava a tossir, morrendo de dor. - Eu devo entrar em cirurgia agora. E ela será bastante arriscada. Valvatore se encontra em coma. Já avisei para todos e preenchi todos os documentos formalmente. Enquanto eu não estiver em condições... Temporariamente... - voltava a tossir e se desesperar, mas forçava a frase até o fim. - ...Você é o Capitão Dragnar Thorkell Godheim e todas as tarefas e privilégios que me caberiam são seus até a chegada de outro Capitão na ilha.

A partir daí, ela não conseguia mais falar de tanta dor, apenas soltando gemidos. Médicos adentraram a sala, transportando a Capitã para uma maca e a carregando muito provavelmente para a cirurgia imediata.

Enquanto Thorkell ainda tentava absorver todas as informações, um Soldado adentrava a sala do Capitão da Marinha, que agora era dele, se prostrando em posição de continência. - Capitão Dragnar Thorkell Godheim. - Cumprimentava. - O Rei Erik Drakkar III acaba de chegar ao Q.G e quer explicações.


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Tenente

A Fortaleza Bélica


Avistava o reino de Glaciatus a algumas milhas de distância, não demorando muito mais para enfim chegar aos portões. No entanto, os olhos observavam a muralha danificada, sangue em algumas partes e diversos marinheiros me encarando. ~ Hãn?? Que ta rolando nessa bodega?! Falava comigo mesmo enquanto cessava as rodas de Tank em pernas normais.

Acelerava os passos para chegar no quartel e falar diretamente com a capitã. A marinheira parecia estar ferida, apesar de tentar esconder isto. Sentia instintivamente na primeira vez que a vi que sua força era louvável, mas para estar neste estado certamente havia passado por um perrengue. ~ Hmm. Não estou entendendo! O que diabos aconteceu enquanto estive fora? Perguntava, pois, sabia que os nativos não seriam os culpados. Afinal, eu estava lá testemunhando com meus próprios olhos seu povo.

A capitã então começou a relatar a situação, após dar meu relato e afirmar que os nativos não seriam os culpados, se caso ainda tivessem duvidas para com isso. Conforme a felina proferia, minha raiva começava a emergir pouco a pouco, sendo impossível evitar. “Valvatore está em coma? Não pode ser!!” Cerrava os punhos e os dentes enquanto fintava nos fundos dos olhos da marinheira. ~ Então foram os revolucionários!!? Maldição! Gritaria enfurecido, mesmo que talvez deixasse a capita desconfortável com berro. “Foi como suspeitei... os culpados foram eles de toda essa merda no reino.” Ponderava por um instante, continuando ouvindo o relato da capita.

O real problema é que eu não estava aqui, se eu tivesse, quantas vidas será que poderia ter salvo? Não é por arrogância, mas uma fortaleza deve servir de guarnição e proteção a seus próximos. Entretanto, por estar longe não pude ajudar em nada. “Será que eles sabiam disso e atacaram se aproveitando desta oportunidade? Será que alguma informação vazou de Rolling? Afinal, se há espiões aqui pode ter lá também.” Alguns pensamentos eclodiam em minha mente, pois, seria algo muito por acaso de acontecer, e não parecia ser bem isto.

Com a tosse e dificuldade em falar, acabava apoiando os joelhos e aproximava meu rosto do dela. ~ Está tudo bem, guarde suas forças para a cirurgia. Agradeço por ter me esperado e não lhe decepcionarei, tem minha palavra! O sorriso estava estampado no rosto, apesar da raiva me consumir por dentro. Mas para mim, um homem com a bagagem de vida que eu detinha, havia aprendido que um sorriso amigo nestas horas era muito mais acolhedor e esperançoso do que um rosto em fúria e rancor.

Terminava de ouvir Jessen relatar e até mesmo ressaltar que todas as responsabilidades agora estavam a cargo de mim. ~ Certo, certo. Agora fique sossegada capita, depois que a cirurgia terminar bem sucedida, descanse e recupere suas forças. Lembre-se que nós temos aquela promessa da cervejada. Falaria de forma extrovertida, mesmo sabendo que as condições da mulher eram terríveis.

Me levantava e virava de costas, notando os médicos entrarem no recinto. ~ Ei você! Apanhava um deles pelo topo de sua cabeça com uma de minhas mãos. ~ Cuide bem da capitã, faça ela melhorar pelo bem deste reino. Fintaria nos olhos do médico com imponência, não lhe ameaçando, mas sim dizendo que a mulher era uma marinheira digna e que visionava paz. Não expressava sorriso dessa vez, mas sim um rosto sério e resoluto. ~ Agradeço sua ajuda. Diria de forma breve para o curandeiro e o soltaria para continuar o atendimento.

Com a saída dos médicos para tratarem a capitã Jessen, sabendo que Valvatore estava igual, senão pior, junto do garoto Will, muitas informações estavam sendo digeridas por mim. Estava calmo, apesar da raiva esquentar o corpo mais que o fogo de mil forjas. No entanto, antes de conseguir chegar a uma conclusão, um dos marinheiros adentrava na sala e comentava sobre o Rei estar no quartel. ~ Hmm. Expressava estar pensativo, durante o tempo que cruzava os braços, fechava os olhos e coçava a barba com uma de minhas mãos, deixando o marine esperar pela minha resposta.

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“Então os revolucionários invadiram o quartel com o proposito de resgatar o pirata... com qual sentido? Seria para que ele não revelasse informações, afinal ele estava inconsciente quando lhe capturei. Entendo.” Começava a encaixar algumas peças, mesmo que fosse algo estressante de se ponderar. “Mas arriscariam tanto assim por um pirata... a ponto de invadirem uma fortificação da marinha?! Se for o caso, então é fácil deduzir que o pirata sabia da base central dos revolucionários e provavelmente quem seriam os espiões. Afinal, certamente conseguiram invadir com facilidade por motivo das informações do infiltrado.” Começava a bater a sola do pé no chão enquanto reunia, limparia e concluiria todas as informações obtidas até o momento.

“Considerando que estou certo, pelo menos em boa parte, as habilidades descritas por Jessen insinuam que é o mesmo cara que me atacou em conjunto de Ghonn. Talvez ele seja o cabeça de tudo ou uma peça importante dos revolucionários, muitos pontos colidem com ele. Quem sabe ele mesmo seja um revolucionário, não um pirata. De qualquer forma, ele tem um poder bem complicado de lidar e faz sentido ter conseguido atacar sem ser notado e ferir de tal forma Valvatore e Jessen.” Concluiria o mais rápido possível tudo que havia arrecado de informações.

Soltando um suspiro longo, acabaria proferindo. ~ Ahhhrrrgg! Que cactos no rabo. Estava difícil de lidar com a raiva que estava suprimindo, tanto que acabava falando de forma bem chula. ~ Que seja. Vamos até ele, soldado! Enfim responderia o marinheiro, seguindo-o até onde o Rei Erik estava.

Uma vez avistado o homem, cujas as roupas certamente indicariam seu Status, caminharia em sua direção de forma imponente e nem um pouco carismática. Não por culpa dele é claro, mas sim pela péssima hora em que ele havia chegado. ~ Saudações... Rei Erik Drakkar III. Lhe fintaria de cima enquanto cruzava os braços e tentava amenizar um pouco minha expressão, que provavelmente estaria bem aborrecida e irada.

8º Capítulo: Reino em Conflito! - Página 2 Whitebeard-angry

~ Fui nomeado provisoriamente como capitão, por motivos do atual estar em estado crítico. Coincidentemente... estava desejando falar cara a cara com você. No entanto... Proferia sem muitas formalidades. ~...a situação não é das melhores. Acabo de saber que pessoas em quem confio, respeito e tenho afeto foram feridas brutalmente. Além disso, nobres marinheiros foram mortos no percurso deste ataque ao quartel da marinha. Ou seja... Nesse momento que seria inevitável esconder meu rosto furioso e minha entonação de voz que aumentando drasticamente. ~ ESTES REVOLUCIONARIOS PAGARAM UM ALTO PREÇO POR TAL AGRESSÃO SEUS TOLOS DE MERDA!!! VOU EMPALAR ELES VIVOS PARA SOFREREM IGUAL BALEIAS CAÇADAS POR ARPÕES! Foi então que meu pé pisaria com força sobre o chão ao qual estaria pisando, ressaltando meus sentimentos, gerando um estrondo pelo peso, força e ira.

A liberação daquele sentimento frustrante ocasionaria a oportunidade de uma leve sensação de alivio. Contudo, a merda seria lançada ao ventilador, já que, minha atitude em frente ao Rei seria no mínimo... ultrajante. Muitos talvez achassem audaciosa, destemida ou tola, mas sinceramente não era por vontade própria, mas sim pelo estado em que me encontrava.

Claro que eu era um velho vivido, mas não amargurado. Eu sabia a diferença, sabia me controlar, mas certos eventos acometem até mesmo a mais pura alma destes mares. Eu não seria diferente, mesmo sendo abençoado pelos Gigantes Primordiais, deles também viria a força, a coragem e a fúria. Tal qual se mostrava nesse exato momento. ~ Uffs. Peço desculpas pela minha exaltação. Suspirava e em seguida me desculparia amigavelmente, apesar de que não era de costume isso de minha parte.

Coçava a cabeça enquanto olharia ao redor e em seguida retornaria a fintar nos olhos do rei, explicando o motivo do ataque ao Q.G. caso ele perguntasse. ~ Eu sou Thorkell Dragnar, fui responsável por prender o pirata Ghonn que estava com um exército para penetrar as fronteiras de Glaciatus. Trouxe ele para o quartel e ele foi levado a prisão. Estava recentemente em missão e segundo ao que a capita Jessen informou foi que revolucionários invadiram para resgatar ele. Faria uma breve pausa, dando oportunidade para o homem digerir as informações.

Se me fosse perguntado o motivo de arriscarem tanto por um mero pirata, responderia. ~ Gostaria de falar em particular com você. E então faria abrir uma escotilha no tórax. ~ O que acha de um Tour em uma fortaleza bastante... única. Indagaria deixando o rei intrigado e curioso. ~ Não se preocupe, pode trazer seus guardas caso desejar. Falaria com naturalidade para gerar confiança.

Uma vez que o rei tivesse passado pela escotilha, minha replica lhe receberia no salão central. ~ Você não é o único com um castelo, Thorororo. Meu humor acabaria retornando aos poucos enquanto mostraria o local principal. Lá haveria muitas coisas, mas a mesa em questão seria o ponto em que os chamaria para sentarem. ~ Agora que estamos a sós... podemos conversar sem preocupações desnecessárias. Falaria com integridade ao tempo que me sentaria e faria as cadeiras se moverem para permitir que sentassem de forma respeitosa.



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Narração - 14
-11:30 Reino de Lótda



As informações sobre Jessen, Valvatore e Will estarem feridos, bem como perguntas sobre por que membros do exército revolucionário invadiriam uma base da marinha apenas para resgatar Ghonn tonteavam a mente de Thorkell mais do que qualquer pancada poderia. Estaria assumindo da maneira correta? Será que sequer teria capacidade de entender toda aquela situação completa apenas com retalhos de informações? Não tinha como saber. Todavia, já era o Capitão daquele Q.G, ainda que temporariamente, tendo que reagir imediatamente à visita do Rei.

Sem perceber, seus passos estavam muito mais pesados graças à raiva, fazendo com que as estruturas do local tremessem um tanto.

~ Saudações... Rei Erik Drakkar III. - Rugia Thorkell.

O Rei não respondia.

O sangue-azul de cabelos grisalhos olhava o Marinheiro de cima a baixo como se fosse maior do que ele, tamanha era sua expressão de desprezo. Ao mesmo tempo em que parecia estar com nojo da base da Marinha, também demonstrava ter gana para pôr a mão no que considerava ''sujo'' ali e destruir. Seu olhar não era como nada que Thorkell já houvesse visto antes: Estava repleto de tanto cinismo e arrogância quanto havia neve no Reino de Lótdã.

Estava acompanhado por mais quinze guerreiros, todos com armaduras, alces de montaria e espadas.

A postura do rei, ao lado do seu alce alvo, era ereta e perfeita, sem nenhum fio de cabelo fora do lugar.

Ouvia a tudo que Thorkell dizia. A cada final de frase, parecia erguer mais a sobrancelha, e, por vezes, até mesmo tinha algumas veias se exaltando levemente de raiva sobre os olhos.

~ Gostaria de falar em particular com você. - A expressão do Rei não mudava novamente. ~ O que acha de um Tour em uma fortaleza bastante... única.

Agora, que finalmente uma pergunta era feita ao Rei, ele parava para respondê-la.

- Dispenso. - Era ríspido como uma lâmina. Erguia o queixo e estalava o pescoço, em um gesto extremamente mal educado. - Não vim aqui para perder tempo. Irei direto ao ponto. - Ignorava tudo o que havia sido dito sobre as capitãs feridas e os soldados mortos. E, enquanto falava, ainda estava estalando o pescoço, sem olhar para Dragnar nos olhos. - Meus informantes me disseram que viram o... Capitão... indo rumo à região do povo inimigo. Por coincidência ou não, um ataque, com diversos indícios de cooperação interna de agentes da Marinha, ocorreu na sua ausência, libertando o homem que você supostamente havia prendido. Então, ao retornar, você é o homem mais poderoso do Q.G. - A forma como ele se referia a Thorkell como capitão era um quase riso, como se segurasse o asco em forma de risada ao falar. Ou melhor, como se quase tentasse esconder, porque a forma como o riso havia escapado demonstrava que não se importava o suficiente nem para isso. - Apenas um suposto revolucionário foi visto guiando Ghonn. E, ainda por cima, rumo às terras dos inimigos. O que claramente indica ligação entre eles. Então lhe pergunto, Capitão, o que estava fazendo durante o momento do ataque? - Apenas neste momento olhava Thorkell nos olhos, com um ar de intimidação e ódio sendo demonstrado pelas narinas dilatadas como se bufasse fogo dracônico. - Bem, não importa. Os indícios de Revolucionários já são o suficiente. A única coisa capaz de abstê-lo, Capitão, bem como comprovar que não tem ligação com eles, é fazer uma chamada para o Governo Mundial para que enviem Agentes. Iremos exterminar um por um dos vermes como pretexto de encontrar a base dos revolucionários. - Quando se referiu à base dos revolucionários, a construção dentro de Rollig, aquela com arquitetura distoante de todo o resto, veio à cabeça de Thorkell. Sua forte intuição fê-lo perceber que o mau estar que a construção lhe passava era pelo fato de que, certamente, era dos Revolucionários. Nenhum dos nativos entrou ou saiu dali. Na verdade, ninguém o fez. E era a única construção em que isso havia ocorrido. Certamente, era uma base sem uso naquele dia.

Em outras palavras, o Rei Erikk estava certo em algo: os nativos haviam ajudado os Revolucionários, em algum nível, a fazer aquele ataque ao Q.G.

Desta maneira, a situação estava posta pelo Rei Erikk III: Dragnar deveria contatar o Governo Mundial para enviar Agentes para exterminar os Esquecidos, exatamente o que Jessen estava buscando evitar. Se não o fizesse, provavelmente seria considerado aliado dos Revolucionários e talvez até mesmo culpado pelo Rei.

Aquelas eram as duas opções postas. E aquilo certamente demonstrava como seria impossível para Krar negociar com o Rei qualquer acordo de paz.

Aquelas eram as duas opções postas, mas cabia ao Capitão Dragnar pôr uma terceira, ou quantas mais conseguisse.

Agora tinha a responsabilidade de todas aquelas vidas em suas costas, além de carregar o nome da Marinha e ser aquele a defender todos aquele sob sua jurisdição agora que havia ascendido na hierarquia da Marinha.

O que fazer para proteger a todos? Que caminho poderia sugerir para o Rei que não lhe assegurasse destruição mútua ou o fim dos Esquecidos?


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Tenente

A Fortaleza Bélica


Como a vida é irônica, não é mesmo? Havia estado cara-a-cara com o líder dos nativos dito como um ser abominável. Mas se mostrou um nobre guerreiro cuja essência é admirável. Mas veja só... diante do rei de Glaciatus nada mais vejo que um humano de ego inflado cujo cinismo é mais visível que seus cabelos esbranquiçados. “Huffs. Pobre alma.” Ponderava comigo enquanto notava ele me avaliar como se fosse uma donzela nua. “Aí cara... não curto homem não.” Logo pensei, já que, mais parecia que ele estava desejando meu corpo do que mostrando aversão.

Havia convidado de forma educada o rei para conversarmos dentro de minha fortaleza, mas sua resposta foi de imediato. Sua postura, fanfarrona, mostrava um rei bastante esnobe e rudimentar. Não que fosse novidade, na verdade... a maioria da nobreza carregava essa essência burguesa. Então não era algo que me afeta. Entretanto, suas próximas palavras com certeza me afetavam.

A explicação e dedução do rei estava levando o rumo da conversa para um caminho equivocado. Continuava ouvindo suas palavras pomposas e sinalizações presunçosas, mas permanecia quieto com repertório. Até que enfim ele me olharia nos olhos e diria para chamar o governo. Olhava-o constantemente até que a veia na testa ressaltou e mostrou o acumulo de estresse. ~ Recuso. Diria de forma ríspida enquanto cruzava os braços e fintava os guardas dele. ~ Isso é para me intimidar? Thororororororo! Ora, garoto... no meu ponto de vista seria mais para me incentivar do que amedrontar. Proferia expressando um riso animado e ávido só pelo fato de que lutar com pessoas fortes era um prazer para mim, não o contrário. Se alguém era respeitoso comigo e eu achasse digno, seria da mesma forma. Exatamente da forma que o rei me tratava, devolvia na mesma moeda.

~ Eu não lhe devo satisfações, mas como um homem de verdade irei lhe dizer o que fui fazer nas terras dos nativos. Considere isso um ato de boa-fé, garoto. Continuava chamando o Rei de garoto com intuito de mostrar a diferença de idades e sagacidades entre nós. ~ Após eu derrotar o pirata que estava em tuas fronteiras, inclusive de nada, me foi dado a missão de ir e investigar o povo nativo com intuito de ver a correlação das evidencias. Por sinal, nenhuma de fato. Complementaria o tempo que permaneceria olhando nos olhos do rei. ~ Os nativos vivem uma vida reclusa, em harmonia com a natureza ao qual lhes depõem sobre suas terras. Inclusive, me foi dito sobre invasões de seus homens e a utilização dos recursos que nas terras deles são explorados, mesmo assim... nenhum ato inicial de guerra foi emitido por eles, mostrando que eles preferem mais a paz do que o caos. Usaria argumentos lógicos, persuadindo com fatos verídicos e de foram sinceras. Discursaria como um sábio atrelado a uma besta desafiada na calada da noite.

~ Já que “eu” tive a capacidade e boa vontade de lhe responder de forma sincera, me diga você: Rei de Glaciatus! Porque odeia tanto os nativos que nem mesmo andam sobre suas terras? Afinal, é algo notável que quem esta por trás de tudo são os revolucionários. Proferia enquanto continuava de braços cruzados coçando a barba. ~ Ter uma ligação com os nativos não significa que eles estão ajudando os revolucionários. Para mim está mais parecendo que os criminosos estão “usando” o povo a favor deles para lhe usurpar o trono, como uma forma de distração, quando na verdade os verdadeiros culpados estão nas sombras. Ou será que você ainda é muito novo para conseguir enxergar algo tão óbvio? Daria no meio do rei, sendo desrespeitoso e pouco me importando com o que ele julgava, mas como uma forma de mediar a situação esclarecia as evidencias. ~ Exceto é claro que você almeje a guerra e a destruição completa dos nativos... aí sim teria mais sentido do que simplesmente jogar a culpa em uma “mera” coligação entre revolucionários e nativos. A conversa poderia ter sido agradável e amigável, mas pelo ego e atitude do rei seria difícil imaginar tal comunicação. Contudo, desistir não era meu ponto forte.

~ Mas deixe-me avisar agora, já que sou homem suficiente para dizer na sua cara, não deixarei que você extermine o povo nativo. Então agacharia as pernas e inclinaria um pouco o tronco para fintar mais de perto o rei. ~ E acredite em minhas palavras... não existe ninguém neste mundo que possa destruir esta fortaleza, garoto. Não estava tentando ameaçar ou parecer egocêntrico, apenas estava dizendo sobre minha determinação e resiliência para com a guerra. Uma verdade que foi vivenciada por longas décadas, mesmo nunca almejado.

Então ergueria meu corpo e soltaria um suspiro devida à alta tensão. ~ Não quero guerrear contra você e nem com os nativos, mas saiba que eu interditarei quaisquer ações iniciais de guerra. Não existe fortaleza mais resoluta que a minha! Sinta-se livre para me odiar, para me amaldiçoar ou tentar me matar. Não será o primeiro e nem o último. Complementaria coçando a cabeça pela situação ter chegado a tal ponto, mas infelizmente eu era sincero e másculo o suficiente para dizer o que pensava sem ressentimentos. ~ É uma pena... poderíamos ter nos dados bem. Afinal, infelizmente também faço parte da realeza. Acabaria falando demais, já que, não gostava muito de falar desta parte de minha família.

Dragnar era o nome de minha falecida mãe, já Godheim era o sobrenome do antigo rei de Elbaff. Nem sei se ainda continua o mesmo, em razão de que sempre ocorriam guerras e lutas para ver quem lideraria a nação. De qualquer forma, nunca me interessei por aquelas terras. Sempre fui odiado e maltratado por ser um bastardo. Mas isso apenas me fortaleceu, sou o que sou hoje por tudo que passei e vivenciei.

Eu tinha orgulho por ser um descendente dos grande Gigantes dos Primórdios, estava determinado em ser maior que eles. Alcançarei o maior Status na marinha, acumularei riquezas e enfim... criarei meu próprio reino, minha própria dinastia e meu nome será lembrado por milênios. Mas se para isso tinha que ser desonrado, quebrado de promessas ou sujo, não era um caminho opcional em minha jornada. Por mais que minha jornada fosse árdua, cheia de obstáculos e cruel... não me desmotivaria, jamais! Contudo, minha essência de guerrilheiro e meu ego virtuoso eram o que me faziam ser o que era, simples assim.

Era notável o ódio do rei, mas não entendia o motivo em si. Talvez fosse alguém inflamando ou por algum acontecimento na história. Contudo, talvez ele pudesse falar algo que evidenciasse seu real motivo em querer tanto a luta, invés da paz. Seja o que for, se a guerra fosse o único caminho para ele, mesmo após meu relato e sinceridade, me restava apenas uma alternativa... “Ser uma muralha intransponível para suportar o árduo fardo da guerra e evitar todas as mortes e qualquer extinção de um dos povos.” Mesmo que não almejava a guerra entre Rolling e Glaciatus, acabaria me envolvendo caso fosse decretado algum ataque por parte do Rei Erik.



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