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II - O cão e o dragão

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Achiles
Pirata
II - O cão e o dragão Sab 25 Jun 2022, 20:08


II - O cão e o dragão


[Piratas]Franky Tanky & Aaron Reyes

não possui narrador definido.
Fechada

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Reepz
Estagiário
Re: II - O cão e o dragão Qua 06 Jul 2022, 21:01
Ato I: não dá para fugir do passado
*País de Kano - West Blue*
~ Post 01 ~
*Aaron Reyes


O ar fresco que vinha do País de Kano era tudo o que eu precisava. O aroma da ilha e os meus cabelos esvoaçantes me deixavam bem à vontade. Não via a hora de explorar aquele lugar e, por sorte, estávamos acompanhados de um nativo. Seria inteligente aproveitar para aprender um pouco mais da história de Kano com ele. Aposto que ele me explicaria tudo nos detalhes e de bom grado, já que eu literalmente acabei de salvar a vida dele. Então, apoiaria meu braço em seu pescoço como se fosse um cachecol e falaria sorridente:

- Você tem razão, Willy, é um país muito lindo - antes de continuar falando, aproveitaria para apreciar com uma boa vista panorâmica o que estava ao meu redor - Diz aí um lugar maneiro pra gente se hospedar… que seja bom e barato, mas com uma boa banheira Djadjajajajajajajaja - Soltaria o pescoço de Willy e enfiaria minhas mãos no bolso, e seguiria à frente do grupo, caminhando de maneira despojada a passos largos por Kano enquanto apreciava suas belezas, não só as naturais, mas as culturais também, como vestimentas, comidas e maneira de agir.

Era possível que Franky e Anya também tivessem perguntas para fazer ao Willy. Enquanto isso, seguiria caminhando e assobiando baixo uma canção que minha mãe costumava cantarolar enquanto trabalhava na loja dela em Sirarossa. Entretanto, caso falassem sobre o regente da ilha ou algum monumento importante, teria minha atenção completamente capturada por eles. Viraria o pescoço para trás, fitando-os por cima do meu ombro e com os olhos bem abertos, sorrindo maliciosamente de canto de boca:

- Um regente? Interessante, como a gente chega até ele? Heheh - caso Willy fosse relutante em falar, ou dissesse que isso é impossível, eu contra-argumentaria - Vamos lá, amigo, a gente lutou contra a porr* de um dragão ou seja lá que desgraça era aquela, não há impossibilidade frente ao nosso anseio! Djadjajajajajajaja - pararia de rir subitamente, como um verdadeiro bipolar e mais uma vez perguntaria - Sério, pensa direitinho, ele deve ter alguém próximo para usarmos de ponte… ou algum lugar que ele goste de frequentar, pensa direitinho, vai - caso fosse questionado sobre minhas intenções, é óbvio que tentaria usar de toma minha experiência mentindo para ser o mais escuso possível - Ué, eu sempre quis saber como é um rei... sempre li histórias sobre reis nos livros, mas nunca vi um de verdade... já pensou se eu viro amigo do rei e até consigo meter um mijão no pinico real? DJAJAJAJAJAJAJA!

Caso a conversa não rendesse, não insistiria no assunto, pois não gostaria de aborrecer o Willy, já que ele era a única pessoa conhecida nessa terra nova. Apenas seguiria meu caminho em direção ao hotel, caso Willy falasse sobre uma hospedagem, mas se ele dissesse que não conhecia nenhuma pousada, apenas o seguiria pela cidade. Durante o caminho, olharia para os lados procurando por alguma loja de armas ou esportes, porque já estava me incomodando bastante andar sem um bastão de beisebol, é como se eu estivesse caminhando nú. E pior ainda, carregava duas espadas na cintura que não passam de pedaços de ferro inúteis para mim. Pelo menos poderia tentar utilizá-las como uma moeda de troca. Assim que avistasse um desses estabelecimentos, puxaria Franky pelo braço até a loja.

- Chega aí, Franky, preciso da sua ajuda, é só ficar quieto e me seguir, por obséquio! - falaria sorrindo de orelha a orelha como uma criança prestes a entrar em uma loja de doces. A ideia de colocar as mãos em um bastão novamente me animava. Porém, manteria a compostura como todo bom gangster e entraria novamente a passos largos na loja, mãos nos bolsos e olhando todas as pessoas da loja de cima para baixo. Iria em direção ao balcão ou até alguém que parecesse ser um vendedor e diria:

- Qual é a tua graça? Eu sou Aaron Reyes! - anunciaria levando minha mão direita ao peito - Eu preciso de um bastão de beisebol de aço, e quero um bem feito, um bastão de nível profissional! - esperaria pelo vendedor trazer o produto solicitado, enquanto retiraria minhas espadas, segurando-as uma em cada mão pela bainha e com as lâminas apontadas para baixo, pois não queria intimidar ninguém, ainda não - Façamos uma troca justa, toma essas espadas pra você e dá esse bastão pra mim! - jogaria bruscamente as espadas em direção ao vendedor a fim de assustá-lo ou fazê-lo segurar as espadas por reflexo ao mesmo tempo em que pegaria o bastão com ambas as mãos, simulando movimentos amplos como se fosse rebater uma bola de um lado para o outro - Dois por um, estamos acertados, correto? - falaria no tom mais intimidador possível, pressionando a glabela com ambas as sobrancelhas. Evidentemente o vendedor poderia não gostar do negócio, afinal as espadas eram de qualidade inferior e estavam avariadas do uso. Então caso ele encrencasse, Aaron usaria sua arma secreta: Franky - Tá vendo esse bovino de quatro metros de altura? - apontaria para Franky com o polegar acima do ombro, enquanto apoiaria o bastão no outro ombro - Ele é meu irmão Franky, se tem uma coisa que o irrita é a injustiça, tipo vantagem ilícita em uma venda… - esboçaria um sorriso sádico mostrando os dentes e arregalando os olhos, além de dar alguns passos para frente a fim de falar no ouvido do atendente - Você não gostaria de irritar o Franky, certo?



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Pirata
Re: II - O cão e o dragão Qua 06 Jul 2022, 23:09



Ilha estranha com gente esqusita, eu não to legal...

Fala ~~ Pensamento



País de Kano. Há muito tempo havia passado por ali, quando estava retornando para a casa, mas foi apenas uma noite para abastecer a embarcação e então ir para Sirarossa. Agora pisaria novamente por ali, sem saber o que esperar, exceto que algo sinistro me aguardava ali. Naquele instante parti para perto de Aaron, ele parecia diferente... Aliás, também me sentia diferente, algo dentro de minha cabeça havia mudado, mas estava fora da minha capacidade entender o que tinha mudado. Ao mesmo tempo que me sentia diferente me sentia o mesmo, um pouco confuso? Talvez, mas eu não era psicólogo ou filósofo para perder tempo com aquilo.

Ouvi o que o Aaron perguntou para o nosso companheiro de viagem. Aquilo me intrigava, afinal... Porque alguém como o Reyes queria saber sobre um rei? Provavelmente ele tinha algum tipo de plano mirabolante, por isso deixaria que ele fizesse suas perguntas. Já eu? Estava interessado em outra coisa!

[color=#FF99C9]- To afim de uma briga. Quem são as pessoas mais fortes da Ilha? Tem alguém que preciso evitar a todo custo?- [color=#FF99C9] Diria essa frase logo depois do meu amigo de longa data. - E também... - Pararia para pensar por um instante. - Onde fica o que essa ilha tem de interessante? Tem alguma arma ou coisa do tipo, ou sei lá... Algum tipo de material especial? Estava afim de fazer uma arma Elétrica... Ou não... Uma arma que brilha! Será que tem algo assim por aqui? - Se ele não soubesse de nada do tipo, suspiraria já conformado, mas então voltaria a falar. - Nem algum mineral especial? Ou madeira especial na ilha? Algo que seja pelo menos conhecido por aqui. - Voltaria a falar, com uma expressão intrigada.

Por fim, após chegarmos me despediria de todos por ali e seguiria junto de Reyes, para o lugar que ele precisava me levar. Por um momento fechei a expressão no rosto, afinal... O que poderia ser mais importante que procurar uma base de operações? Ou... Sei lá... Fazer o que ele normalmente fazia? Tipo, ficar estudando ou dando soco na cara de algum engomadinho. - Ahhh, entendi! Realmente! Você está desarmado! - Diria ao ver o lugar onde estávamos. - Ok! Vou te dar uma forcinha, mas você fica me devendo! - Sussurrei para ele com mostrando em meus lábios um sorriso malicioso e astuto. Aquela era uma piada, já que muito dificilmente cobraria algo de algum amigo, ainda mais do Reyes.

Esperaria ele fazer seu “showzinho” e, no final, se fosse necessário, apenas mostraria uma cara feia para o dono da loja, já que o intuito era ser assustador. Esticaria bem a coluna para que meu corpo aumentasse ficasse no tamanho máximo que aquele estabelecimento permitia, junto dos meus braços cruzados para ressaltar os musculos poderosos que possuo nos braços e estufando o peito para ganhar mais espaço.


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Re: II - O cão e o dragão Qui 07 Jul 2022, 22:17


A paisagem do país de Kano não podia ser mais diferente da de Sirarossa. O arquipélago possuía uma arquitetura bastante única em comparação com o resto do mundo, coisa que era facilmente visível à tripulação do Cambalacho, que acabava de atracar no meio de um dia bastante ensolarado. Ao longe era possível enxergar a grande barreira natural que era a “Grande Muralha”, um conjunto de enormes pilares rochosos que envolvia a ilha quase por inteiro, realmente uma vista inesquecível. O grupo, ao desembarcar, se viu em um cais bastante movimentado. Marujos usando trajes exóticos típicos da ilha andavam de um lado para o outro, muitos deles carregando caixas, sacas e outros materiais para dentro e fora dos navios lá atracados. Claramente animado por estar de volta, Willy se voltou para o grupo e abriu um sorriso caloroso. - Meus amigos, sejam bem vindos ao País de Kano! -  O ex-sapo estava radiante, e logo continuou sua fala. - Este aqui é o Cais de Jade. Graças a muralha, não é exatamente fácil atracar barcos aqui, então quase todo mundo acaba vindo parar nesse porto aqui, que é o mais tranquilo. - Explicava o homem.

Aaron logo o perguntou sobre um lugar bom para se hospedar, e Willy, profundo conhecedor da ilha, respondeu na hora. - Não se preocupem, conheço um ótimo lugar aqui no distrito Zhúzi. É uma pousada de um velho amigo de infância, tenho certeza que vocês vão gostar. Venham comigo! - O homem, ainda sorridente, começou a andar em direção às ruas da cidade. O grupo naturalmente ia em seu encalço. Enquanto caminhavam, Franky também começou a fazer perguntas para o homem de cabelos brancos. - Não sei exatamente quem é o mais forte da ilha, mas sempre ouvi rumores de que os melhores guerreiros de Kano são os membros da famosa Armada Happo. - Logo que Willy respondeu a primeira pergunta de Franky, veio a segunda. - O que tem de interessante? Hmm... - Willy pensou por alguns instantes, coçando o queixo antes de responder. - Eu diria que os locais mais populares entre turistas são a Casa de Banho Lyú, a Casa de Chá Chèn Tào e a Praça Gùshì, que fica bem perto do palácio do rei Liang Yat-Sen... - Antes mesmo que Willy pudesse concluir seu raciocínio, Franky já emendou mais uma pergunta, dessa vez sobre materiais especiais. - Franky! Não tá vendo que vocês tão enchendo o saco dele com tanta pergunta!? - Anya se intrometeu no papo, aborrecida. Willy, porém, não parecia nem um pouco incomodado com aqueles questionamentos. - Não se preocupem! Como eu disse, tenho uma grande dívida com vocês, podem me perguntar o que quiserem. - Ele esclareceu. - Quanto a materiais especiais, Kano é um país produtor de “Sopro do Dragão”, um tipo de minério inflamável muito valioso. Mas eu não sei o suficiente sobre isso pra te dar detalhes.

Aaron, ao ouvir falar sobre um tal rei, logo perguntou se existia alguma chance de entrar em contato com ele. Ao ouvir aquilo, Willy deu uma risadinha antes de responder, como se tivesse sido pego de surpresa pela pergunta. - Bom, nosso rei é conhecido por ser uma pessoa muita reclusa que faz poucas aparições públicas. Mas eu diria que a maior chance de darem de cara com ele é na Casa de Chá Chèn Tào, o estabelecimento ganhou muita fama e prestígio por ser um lugar frequentado pelo rei! - Willy não questionou as intenções de Aaron ao fazer essas perguntas sobre o rei, afinal, não achava que era da conta dele.

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Após alguns minutos de caminhada, o grupo parou na frente de um edifício de dois andares com um letreiro escrito: “Pousada Flor do Oeste”. Nos arredores do local haviam vários outros pequenos estabelecimentos comerciais. - Bom, aqui estamos. - Disse o homem de cabelos brancos, colocando as mãos na cintura. - Vou entrar para explicar a situação pro dono, se quiserem, podem dar uma olhada nas lojinhas aqui da vizinhança enquanto isso. - Willy então entrou na pousada, deixando o restante do grupo do lado de fora. - E agora? - Perguntou Anya, dando de ombros.

Sem perder tempo, assim que avistou uma loja de armamentos sem nome ao lado da pousada, Aaron entrou lá junto com o mink touro, deixando a tritã do lado de fora. O interior da loja era todo de madeira, e diversos tipos diferentes de armas eram exibidas nas paredes e em vitrines. Além de Aaron e Franky, a única outra pessoa que estava no recinto era uma moça muito bonita atrás de um balcão. A jovem vendedora tinha cabelos castanho escuros presos em um penteado típico de garotas de Kano, mas apesar de seu rosto ser muito belo, seu olhar era afiado como o de uma guerreira. A moça assistiu, impassível, enquanto a dupla tentava trocar as espadas de Aaron por um bastão de beisebol, não demonstrando a menor reação às ameaças dos dois. Quando terminaram, ela os fitou por uns bons dez segundos com um olhar bastante singular.

II - O cão e o dragão Vh7XJrV

Finalmente, ela os respondeu. - Normalmente eu faria essa troca numa boa. Não tenho problema com isso. - Ela cruzou os braços. - Mas quem vocês pensam que são pra entrar assim na minha loja, jogando espadas velhas por aí e até me ameaçando!? - Ela perguntou, seu tom de voz mudando rapidamente de intensidade, claramente nem um pouco intimidada. - Sou Diaochan, filha de um ex soldado da Armada Happo! Podem ter certeza que eu sei usar muito bem qualquer uma das armas aqui da loja. Não tenho medo de cara feia! - Por fim, ela concluiu: - Aqui não é a casa da mãe Joana. E já que vocês conseguiram me irritar, vou ter que cobrar mais dez mil berries, além das duas espadas, pra fechar negócio. - Ela parecia bastante resoluta, porém ainda estressada. - O que me dizem?

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"The soon-to-be Empress of the Underworld"

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Estagiário
Re: II - O cão e o dragão Sab 09 Jul 2022, 17:46
Ato I: não dá para fugir do passado
*País de Kano - West Blue*
~ Post 02 ~
*Aaron Reyes


Que vacilo! Eu estava me sentindo tão fodã* após o ato heróico que fiz a bordo do Cambalacho que eu passei inconscientemente a subestimar as pessoas ao meu redor. E, no momento, encontro-me em uma loja prestes a arrumar uma briga com uma pessoa a qual eu nem sei o nome. Sinceramente, apostaria todo meu dinheiro na minha vitória. Entretanto, não vale a pena, afinal já arrumaria conflito com os locais, tirando a oportunidade de “comer pelas beiradas” e preparar algo grande, que faça meu nome ser um destaque no jornal. Certo, se meu rosto, neste momento, não está ardendo por causa de um tapa é porque ainda tenho chance de consertar meu erro. Então, enquanto a vendedora discursava sobre sua história e quão feio havia sido minha atitude, apenas me limitei a observá-la e a cruzar os braços, levando a mão destra ao queixo e o alisando como se estivesse pensativo sobre o que ela falava.

- Diaochan! Mas que belo nome, peço perdão, onde é que eu estava com a cabeça? Djadjajajajajaja - gargalharia tapando os olhos como se estivesse enxugando as lágrimas do riso, em seguida jogaria o cabelo para trás, expondo toda a minha beleza - Eu vim de um lugar problemático, sabe? Só lidei com canalhas do pior tipo até hoje, ainda estou me acostumando com as pessoas tão belas, honestas e simpáticas dessa nação - falaria com um olhar determinado, e interromperia minha fala para estalar os dedos a fim de chamar a atenção do mink touro - Franky, me dá aqui 50 mil berries! - Eu sabia que Franky não me questionaria e entregaria o dinheiro, afinal eu ganhei a confiança dele e de todos da nossa antiga gangue com meus planos extravagantes. Provavelmente ele pensaria que eu tenho algo em mente pedindo esse dinheiro. Mas é claro que eu não tenho plano coisa alguma, apenas não quero gastar o meu dinheiro atoa mesmo - Aqui está! - começaria a deslizar o dedo nota a nota - dez mil pela sua paciência, mais dez pela sua força, mais dez pela sua sensatez, mais dez pela sua beleza e mais dez pela sua coragem! - entregaria o dinheiro com uma mão e estenderia a outra para pegar o bastão. Guardá-lo-ia nas costas, utilizando um dos meus cintos para amarrá-lo.

Viraria de costas e sairia da loja com as mãos no bolso, no meu clássico jeito marginal, mas não antes de mandar uma piscadela com um sorriso estampado no rosto para Diaochan. Saindo da loja, caso encontrasse Anya, perguntaria para a mulher-peixe:

- E aí, Anya! Já está tudo certo para nos hospedarmos? - olharia esperançoso e, se a resposta fosse positiva, seguiria correndo para dentro da pousada - ISSO! NÃO VEJO A HORA DE TOMAR UM BANHO!

Entraria na pousada “Flor do Oeste”, ainda ofegante pelo trote até o estabelecimento, e procuraria pelo Willy ou qualquer pessoa que parecesse ser um funcionário - Eu sou Aaron Reyes, convidado especial do Willy! Já está tudo certo, né? Onde vai ser meu quarto? Espero que já tenha uma banheira com água quentinha me esperando, pode colocar na conta do Willy! Djadjajajajaja! - então seguiria as instruções para chegar até o meu quarto. Quando chegasse, eu me despiria rapidamente, jogando minhas coisas no chão mesmo e correria para a banheira, onde ficaria parcialmente submerso relaxando o corpo - aahhhh, que país fascinante, sinto que vou me dar muito bem aqui!

Enquanto a água quente me rejuvenescia, não poderia deixar de pensar no que Willy havia dito. “Casa de Chá Chèn Tào”, esse é o lugar em que eu encontrarei o rei, mas… Por quê? O que tem de tão especial nessa casa de chá para que o próprio rei a frequente? Eu preciso dessa resposta para começar a pensar em um plano decente. Afinal, não quero apenas ficar famoso, eu preciso tornar isso em uma oportunidade de ganhar uma boa grana, ou conseguir um navio, afinal que tipo de pirata não tem um navio próprio. Bom, segundo o que o desgraçado do Nava disse, o leilão de escravos deve acontecer nos próximos dias, então eu tenho um tempinho para visitar a casa de chá antes. Sairia do banho e me vestiria com as roupas que a Rossio carinhosamente havia lavado para mim. Pegaria meu bastão novo, minhas gazuas, dinheiro e procuraria por Willy.

- Willy! Por favor, me leve até a casa de chá “chen alguma coisa” que você falou - caso ele não pudesse, então perguntaria - Ah, pelo menos me explica como chegar até lá! Faz um esboço de mapa ou algo do tipo para eu não me perder Djadjajajajajaja - então finalmente seguiria as instruções para chegar na famosa casa de chá. Porém se eu não encontrasse Willy, perguntaria onde fica a casa de chá para qualquer atendente na pousada, imagino que por ser um ponto famoso, qualquer um saberia informar como chegar até lá. Antes de partir, balançaria a mão em um clássico sinal de "tchau, tchau" para meus amigos - Falou pessoal, vou até a Casa de Chá Chen alguma coisa, volto antes do anoitecer!    
                                                         
 
 
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Re: II - O cão e o dragão Sab 09 Jul 2022, 20:32



Tá aqui a sua mesada!

Fala ~~ Pensamento


Willy havia sido prestativo, estava gostando do senhorzinho e ele me foi útil. Pelo visto poderia fazer armas que se aproximariam as do meu finado pai, só teria que imaginar uma forma de usar aquele tão mineral. Já Anya tinha gastado um pouco minha paciência, mas só dei uma gargalhada  ao invés de entrar em discussão com ela.

O desgraçado estava me pedindo dinheiro emprestado, enfiaria  a mão na minha bolsa e pegaria 50.000 berries. - Tá aqui a sua mesada! - Entreguei o dinheiro para Aaron, com o cenho semi comprimido e um largo e maldoso sorriso.

Antes de partirmos, disse para ela. -  Ui… Então você é perigosa? - Apesar da piada não estaria rindo e sim lançando um olhar desafiador para ela, a pequena não parecia ser do tipo lutadora, mas nunca fui de julgar um livro pela capa. - Bem, eu adoraria lutar com você! Quero saber o quão poderosa pode ser uma mulher treinada por alguém da Armada Happo! - Soltaria uma bufada de ar ao mesmo tempo que um sorriso amigável começaria a se desenhar nos meus lábios, meu rosto tomaria proporções mais serenas. - Que tal nos enfrentarmos qualquer dia desses? Lá no porto! - Lentamente retiraria meu escudo e o colocaria sobre o balcão. - Você parece ser o tipo de pessoa orgulhosa! Então toma aqui o meu escudo de presente! Depois você me encontra para me pagar por ele… Ou se não vai ter aceitado um presente meu. - Gargalharia daquela piada que só fazia sentido na minha cabeça, enquanto sairia do estabelecimento.


- Anya! Vamos? - Diria ao ouvir o que o menino Reyes tinha a falar. - Bem… Acho que devemos começar a pensar o que vamos fazer, não é? Faltam quantos dias para o leilão? - Estava curioso, afinal eu tinha contar a acertar com o tal Coruja, e só de lembrar de Romualdo e do crime que o Coruja havia cometido, apertei meu punho com força e muita raiva. Esperaria que Anya falasse quanto tempo faltava até o leilão de escravos, seguiria o grupo até a tal pousada.

Ouvindo Aaron falar besteira sobre Willy, me colocaria na frente. - Não coloca na conta do Willy, não. Eu pago! - Sussurraria para o atendente ou sei lá o que da pousada, deslizando o dinheiro do pagamento para ele, ao mesmo tempo que daria uma bela de uma fungada no ar. - Que cheiro bom! O que é? - Se tivesse algo sendo preparado, pediria uma panela cheia para mim, afinal estava morrendo de fome, se nada estivesse sendo feito, então pediria para prepararem algo delicioso. - Me vê o prato mais típico da ilha! To afim de comer algo novo, e colossal! Traz um prato gigante para mim! - Colocaria mais dinheiro para quem estivesse atendendo.

Educadamente me sentaria em algum lugar aguardando pela comida, então me r
enscostaria e colocaria os pés sobre a mesa. Quando a comida chegasse lamberia até a cumbuca de tanta vontade de comer. Ao ver Reyes partindo, acenaria para ele ao mesmo tempo que minha barriga estufada estaria digerindo a comida. - Pois bem, Anya! Temos que fazer algo em relação ao Leilão… Mas o que? - Levaria um dedo até os lábios em tom pensativo. Soltaria uma lufada de ar. - O que você acha de irmos lá e conseguir alguma informação sobre o leilão? - Esperaria pela resposta dela, para depois falar com quem estava atendendo na pousada.

- Qual é o caminho até o Leilão de escravos? - Ouvindo as palavras dele manteria minha mente atenta, para após ter certeza do que ouvi partir rumo ao lugar e agradecendo o homem com um jóia com a mão.



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Re: II - O cão e o dragão Dom 10 Jul 2022, 22:38



Ambos

Ao ver que sua primeira abordagem acabou não tendo muito sucesso com seu primeiro estilo de abordagem, Aaron decidiu ser deveras mais suave com a moça que cuidava da loja. Após explicar brevemente sua história de vida e pegar emprestado de Franky uma quantia de dinheiro até maior que a requisitada anteriormente, o delinquente passou a aplicar seus velhos galanteios na jovem. De início Diaochan estava pronta para dar-lhe um tabefe monumental no rosto, afinal, o que diabos significava aquela mudança tão súbita de atitude? Porém, logo ela percebeu que apesar da aparência de delinquente, Aaron era um homem muito atraente e suave, talvez ele não fosse tão ruim assim e toda aquela impressão inicial tivesse sido apenas um grande mal entendido. Os elogios em particular a surpreenderam bastante, desarmando-a quase que instantaneamente.

II - O cão e o dragão 64hxfBi

Com o rosto todo corado porém ainda tentando manter a compostura, a moça finalmente deu sua resposta. - Tá, acho que te julguei cedo demais. - Reconheceu ela, dando seu melhor, e falhando, em esconder que havia sido fisgada pelos charmes do rapaz. Ela logo aceitou o pagamento, recolheu as espadas e pegou um bastão de baseball de dentro de um dos displays de vidro, entregando-o nas mãos do delinquente. - Não é a arma mais sofisticada do mundo, mas pode fazer um bom estrago nas mãos de alguém que sabe usá-la. - A moça evitava olhar nos olhos do comprador enquanto falava, ainda corando.  Franky, por sua vez, comentou sobre a possibilidade dela ser poderosa por ter sido treinada por alguém da Armada Happo, e ainda desafiou-a para um combate amigável no porto. Ela não achou muita graça nas piadinhas do touro, mas o desafio a intrigou um pouco. - Enfrentar você? Hmm… - Ela refletiu por alguns instantes, dando olhadinhas furtivas para Aaron. Ela pensou em perguntar se o amigo do mink iria assistir o combate, mas antes que pudesse começar a falar foi interrompida por Tanky que logo mudou de assunto e ofereceu-lhe seu velho escudo como presente. Claramente não muito boa em receber elogios e presentes, ela relutantemente recolheu o item. - Não sei o que foi que deu em vocês pra ficarem tão legais do nada, mas obrigada mesmo assim. - Agradeceu. Enquanto a dupla saía da loja, Diaochan continuou calada e soltando olhares furtivos na direção de Aaron, e graças a essa distração toda, foi só quando ambos já tinham saído que ela percebeu que tinha esquecido de perguntar os nomes deles.

...

Aaron, animado para desfrutar dos confortos da pousada, perguntou para Anya sobre a hospedagem. - Sim, o Willy falou que a gente já pode ir pegar as chaves dos quartos. Eu estava só esperando vocês. - Ela respondeu, em seu usual tom curto. Em seguida, Franky a perguntou sobre o leilão, pergunta essa que foi respondida imediatamente. - Uma semana. - Ela respondeu, determinação emanando de sua voz. - É um bom tempo, mas quanto mais cedo tivermos um plano feito, melhor. - A mulher peixe concluiu. Enquanto o trio adentrava a pousada da Flor do Oeste, eles notaram que o interior do local possuía uma aparência que para eles era tão exótica quanto o seu interior. Toda a mobília era naquele estilo próprio de Kano, e alguns bambus plantados dentro de jarros decoravam o ambiente. Também na sala principal tinham algumas mesas para refeições, todas bem mais rebaixadas que o normal. Não parecia ter muito movimento na pousada e era bem capaz dos três serem os únicos lá além do atendente. Atrás do balcão da recepção, estava um sujeito trajado novamente como um típico cidadão da ilha, em seu rosto um olhar extremamente analítico.

II - O cão e o dragão 3uTpmuT

- Bem vindos, imagino que sejam os amigos de Willy? - Ele questionou de forma retórica, não tempo para que eles o respondessem antes de continuar ele mesmo a falar. - Meu nome é Yuan Shao, sou o dono. Qualquer amigo de Willy também é meu amigo, então não se preocupem, já reservei quartos para todos vocês. - Falou o bigodudo, em um tom bastante profissional e não muito simpático. Depois de ouvir a fala do delinquente, Shao estava prestes a anotar as despesas na caderneta de Willy quando o mink touro entrou no papo e assumiu os custos. - Está certo, fica 200,000 berries. - Avisou Shao, recolhendo o dinheiro dado por Franky e entregando aos membros do grupo as chaves para seus quartos. Sem perder tempo, Aaron subiu para o seu quarto e foi direto para a banheira. Assim como o restante do local, a decoração daquele quarto de uma cama era toda no estilo de Kano. Enquanto o delinquente aproveitava seu banho e refletia sobre seus planos para o futuro, Franky Tanky estava mais interessado em encher a barriga.

Franky

Após perceber o cheiro bom que vinha da cozinha, o mink bovino logo sentou-se com Anya em uma das mesas e pediu que o servissem o prato mais típico da ilha. Shao, aparentemente o único funcionário do local, não demorou a trazer uma tigela de sopa de macarrão, macarrão esse que estava visivelmente bem mais oleoso que o normal. Ao receber o prato, o touro pagou mais 100,000 berries pela refeição e começou a comer. Anya, pelo visto, não estava com muita fome. Enquanto aproveitava sua refeição, o touro mais uma vez questionou sua companheira sobre o leilão, e sugeriu que ambos fossem até o local pra procurar mais informações. - Eu também ia sugerir isso, é uma boa. - Ela reconheceu. O touro então fez mais uma pergunta para Shao, que levou alguns segundos de ponderação para dar sua resposta. - Não estou sabendo de nada com respeito a isso, mas geralmente esse tipo de coisa acontece no Hotel Belucci Dīngxiāng, que fica no distrito Yīnghuā shèngkāi. - Concluiu ele, dando de ombros como se não tivesse muito a fim de especular sobre esse assunto. Ele também deu algumas orientações gerais sobre como chegar no hotel, o suficiente para a dupla conseguir achar o local sozinhos. Após terminar sua comida, Franky e Anya logo deixaram a pousada e rumaram em direção ao tal Hotel Belucci.

Após atravessar as ruas coloridas e movimentadas do país de Kano, Franky e Anya logo se viram no distrito Yīnghuā shèngkāi. Diferentemente do porto ou da área residencial onde ficava a pousada da Flor do Oeste, essa parte do país era claramente feita para indivíduos de classe alta, pessoas com bem mais dinheiro e influência que a maioria da população. Isso se refletia na qualidade das vestimentas dos transeuntes que andavam nas ruas do local, na opulência dos grandes edifícios. A dupla também notou que recebiam vários olhares curiosos das pessoas ali presentes, como se gente como eles não fosse comum por lá.

II - O cão e o dragão CLo1oSC

Após mais alguns minutos de caminhada, a dupla finalmente deu de cara com o prédio colossal que era o Hotel Belucci Dīngxiāng. O exterior do estabelecimento, além de enorme em tamanho, parecia estar muito bem mantido. Era claro que muito dinheiro era movimentado ali. - Só de estar aqui na frente o meu estômago já começa a embrulhar! - Falou Anya cerrando seus punhos, irritada e nem um pouco confortável em estar ali. A porta estava aberta e a primeira vista o lugar não estava lá muito movimentado apesar de tudo, o que faria a dupla?

Aaron

Ao terminar seu banho e recolher todos os seus pertences, o delinquente desceu as escadas até a sala principal onde viu que Franky e Anya não estavam mais presentes. Willy, porém, havia retornado e estava jogando conversa fora com seu impassível amigo Yuan Shao perto do balcão principal. - Aaron! - Cumprimentou Willy com um largo sorriso, ao perceber a chegada do humano. - E então, o que está achando daqui? - Ele perguntou amigavelmente. Aaron, por sua vez, não estava muito interessado em papo furado e foi direto ao ponto, perguntando sobre a casa de chá mencionada anteriormente pelo homem de cabelos brancos. - Seria um prazer! Tenho certeza de que você vai a-do-rar, o chá de lá é o melhor que eu já tomei na vida! - Willy levantou-se sem demora, continuando a tagarelar enquanto andava em direção a porta do estabelecimento, claramente bastante entusiasmado com o interesse do seu salvador em seu país. Como seus amigos não estavam mais presentes, Reyes não pôde avisar que voltaria antes do anoitecer.

Diferentemente de seus companheiros, Aaron estava indo para o distrito Liánhuā, que era um lugar ainda mais nobre e importante que o distrito Yīnghuā shèngkāi. Segundo Willy, no meio dos discursos de guia turísticos que fazia para o delinquente enquanto caminhavam, o motivo disso era por ele ser onde estava localizado o próprio palácio real. O distrito Liánhuā era localizado na parte mais alta da ilha inteira, e lá morava apenas a nata mais fina da sociedade do país de Kano. Ao andar pelas ruas do local, Aaron pode ver o quão luxuoso e extravagante eram as decorações e edifícios em comparação com as outras partes da ilha que ele tinha familiaridade. Era realmente uma diferença como da noite para o dia.

II - O cão e o dragão 0BK7n4k

Enfim, Willy parou bem na frente de um edifício aparentemente ainda mais luxuoso que os demais, e além disso mais movimentado, com várias pessoas entrando e saindo a todo tempo. O homem de cabelos brancos então se dirigiu ao novo amigo. - Chegamos. Eis a grande Casa de Chá Chèn Tào! - Proclamou ele, cheio de orgulho. Lá estava o lugar que Aaron queria tanto conhecer, e agora, o que ele faria?


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Re: II - O cão e o dragão Sab 23 Jul 2022, 08:04
Ato I: não dá para fugir do passado
*País de Kano - West Blue*
~ Post 03 ~
*Aaron Reyes


Óbvio que Diaochan não resistiria ao meu charme. Vê-la sem saber como reagir me lembrou de Rossio e os bons momentos que compartilhamos. Ainda assim, nenhuma das duas chegaram perto do que eu senti por Franciele. Mas compará-las talvez seja injusto. Já que a Franciele foi meu primeiro amor, que acabou de maneira tão trágica. Por isso carrego esse anel comigo, jamais a esquecerei. Também não esquecerei como fui fraco e incapaz de defendê-la. Enfim, eu estou em Kano para realizar grandes feitos, não posso perder o foco agora.

Depois de um bom banho e trajado com meu uniforme, fui à famosa casa de chá “Chen Tao”, acompanhado de Willy. Não podia deixar de notar a semelhança entre o nome da casa “Chen” e do medroso “Cheng”. Coitado, ele era um cara legal, mas entre salvar a minha pele ou a dele, a escolha foi fácil, Djadjajajajaja. Espero que pelo menos a Marinha não tenha jogado ele em algum buraco qualquer. Não vou mentir, eu gostava da companhia dele… o que é esse pequeno incômodo que eu sinto lá no fundo? Seria remorso? Acho que não, um delinquente como eu não sente esse tipo de baboseira. Enfim, Cheng que me perdoe, se eu não o tivesse chutado, não estaria vendo esse país magnífico!

As ruas desse distrito eram diferentes do lugar em que chegamos com o Cambalacho. Todo mundo parecia ser muito rico, conseguia dizer isso de longe pelos finos tecidos das suas vestes. As casas, então, dispensavam comentários. Só de olhá-las, meu corpo fervia de vontade de roubá-las. Se os edifícios eram assim, minha barriga doía de ansiedade em como seria o Palácio Real e nos tesouros que ele escondia.

Enfim chegamos a um edifício bem luxuoso e cheio de pessoas, que Willy anunciou ser a famosa casa de chá - Vamos entrando, então, meu amigo! - diria com um sorriso no rosto e dando tapinhas amigáveis nas costas dele. Como a Casa de Chá era um lugar completamente novo para mim, deixaria Willy ir na frente e o seguiria imitando os seus passos, pois não gostaria de ferir nenhuma regra da etiqueta local. Caso pedissem para eu deixar minha arma em algum lugar seguro para entrar no estabelecimento, assim o faria. Assim que conseguíssemos uma mesa e fôssemos atendidos por um funcionário, eu diria:

- Eu quero a especialidade da casa, aquele chá que só existe nesse país! E você, Willy, o que vai querer? Essa é por minha conta! - pagaria um chá para Willy e depois admiraria por um momento a beleza daquele lugar, atentando-se à arquitetura do local - Esse lugar é extraordinário mesmo - voltaria a dizer olhando para a minha companhia - Faz sentido o rei gostar tanto daqui, Djadjajajaja - riria antes de tomar um gole do chá, caso este já houvesse chegado - Mas ainda assim me parece um pouco estranho… No caminho para cá vimos tantos lugares lindos, por que o rei escolheu esse aqui especificamente, alguma ideia? - não conseguiria disfarçar meu interesse, que ficaria bem explícito na minha face contraída, como se estivesse prestando atenção a uma aula. Se eu não conseguisse extrair nada de útil da conversa, eu seria obrigado a partir para o meu plano “B” e tentar conversar diretamente com o dono do estabelecimento para entender essa predileção do rei. Assim sendo, tentaria usar de toda minha beleza e sedução para atingir meu objetivo. Ficaria com as costas eretas e o peito estufado. Olharia ao redor com minha sobrancelha arqueada procurando por algum funcionário que estivesse olhando apaixonado por mim ou olhando timidamente tentando disfarçar o desejo. Então faria um sinal com a mão para chamá-lo. Caso não encontrasse ninguém assim, chamaria qualquer atendente.

- Oi… - diria mordendo o lábio levemente, como se estivesse puxando da memória o que eu diria à atendente - Eu sou um turista e fiquei apaixonado por esse lugar! - fingiria olhar ao redor mais uma vez, apenas para jogar o rosto para o lado, proporcionando um novo ângulo de visão para meu rosto esculpido - Eu adoraria conhecer o dono dessa casa de chá… isso seria possível? - caso fosse negado, eu insistiria de uma maneira ainda mais provocativa - Poxa, eu faria qualquer coisa para conhecer o dono, qualquer coisa mesmo… - diria com um pequeno sorriso malicioso de canto de boca.

Caso eu finalmente conseguisse o que queria, agradeceria a Willy com uma reverência e diria - Obrigado amigo! Se quiser, pode voltar para a pousada e eu te encontro lá - então viraria para ir conversar com a pessoa responsável por aquele estabelecimento. Assim que a encontrasse, faria outra reverência e me apresentaria com um sorriso gentil no rosto de canto a canto da boca, fazendo minhas bochechas saltarem - Eu sou Aaron Reyes, é um prazer enorme te conhecer - terminaria estendendo minha mão para um cumprimento.


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Re: II - O cão e o dragão Sab 23 Jul 2022, 08:13



Um dia de fúria

Fala ~~ Pensamento


Após fazer papel de vela entre Aaron e a “Happo”, só consegui pensar em algo: “Cara ela tá tão na sua!”. Mas deixei isso para mim apesar de ter soltado uma pequena gargalhada após notar a situação em que ambos estavam.

Agora o meu parceiro Reyes estava em uma missão própria e eu também! Precisava ajeitar as coisas, depois de ter comido um saboroso e oleoso macarrão decidi com Anya que precisávamos tomar a dianteira e averiguar o local do leilão. Shao me deu a informação do lugar onde tudo aconteceria e tentei repetir o nome apesar de ser extremamente difícil de pronunciar. - Dingxiangui do distrito Yingua Senkai? - Por um instante parei para pensar se tinha pronunciado certo, mas chacoalhei minha cabeça para espantar os pensamentos. - Que se dane! - Falei alto, mas depois continuei. [color=#FF99C9]- Obrigado pela comida Sr. Shao! E pela informação também, vai ser extremamente útil?! Fiz uma mesura com a cabeça e me direcionei a Anya. - Vamos? -

O caminho até o tal hotel era muito lindo e belo as cores me lembravam parques de diversões que eu visitei com meu pai e minha mãe quando era bem pequeno… E também me lembrou um pouco os distritos de Shabondy onde haviam algumas pessoas ricas, completamente diferente de Sirarossa onde o ambiente sempre parece mórbido. Tinha algo estranho ali… Ou melhor, nós éramos esse algo estranho pois as pessoas não paravam de nos observar enquanto caminhávamos. Mas porque será que nos encaravam? Seriam nossas roupas que não condizem com as deles? Talvez deveríamos ter comprado roupas diferentes para nos adequar ao país. Mas isso era indiferente!

A frente daquele enorme prédio a Anya disse o que já era era sentido por mim: uma náusea e um embrulho no estômago, um ódio que me dava vontade que rachar a cabeça de todos ali dentro com golpes cruéis e violentos. Meus dentes se apertaram em fúria e então… Um tapa, dei um tapa com toda a minha força em meu próprio rosto. Naquele instante não devia deixar a minha raiva me controlar, eu precisava ser inteligente para colocar todas aquelas pessoas abaixo da terra a fim de servirem de alimento para minhocas. No momento tinha que usar toda minha inteligência e conseguir informações da segurança do lugar e como poderíamos agir.

- Anya, não sou muito bom nisso… Mas vamos tentar dar um jeito! - Sussurraria para que só a tritã ouvisse, o meu rosto ainda estava tomado pela raiva, mas respiraria profundamente e usaria essa expressão para tornar minha expressão séria em algo temível. Entraria a passos fortes e pesados no estabelecimento, com punhos cerrados e um olhar determinado, me moveria de encontro com quem estivesse atendendo. - Viemos aqui por causa do Sr. Nava! - Aquilo não era mentira, afinal foi ele que nos deu a informação do que estava para acontecer e onde. Soltaria uma bufada de ar no no rosto da pessoa em questão. - E precisamos de algumas informações! - Diria em tom ríspido e com um olhar fuzilante, me lembraria então do motivo que pelo qual estava ali. - Se é que você me entende. - Dessa vez mostraria um sorriso doce e amigável, ou melhor, tentaria mostrar esse sorriso ao mesmo tempo que sussurraria para a pessoa ao fazer menção do suborno moveria meus dedos a frente como se coçasse uma moeda para deixar ainda mais claro para a pessoa.

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Re: II - O cão e o dragão Seg 25 Jul 2022, 20:08



Aaron

- É pra já! - Animado, o nativo de Kano e seu novo amigo foram até a entrada daquele famoso estabelecimento. Ao adentrar a casa, Willy e Aaron deram de cara com uma atmosfera bem singular. O interior do local era bastante indicativo da importância que ele tinha para a ilha, e mesmo tendo aquela atmosfera aconchegante típica de casas de chá, era possível perceber que bastante dinheiro era movimentado ali. Muitos vasos ornamentados, tapeçarias e outras decorações que pareciam bem caras se faziam presentes. O local estava cheio de clientes, provando o que Willy havia falado antes sobre o local ser um importante ponto turístico da ilha. Assim que a dupla encontrou um lugar pra sentar, uma garota veio atendê-los.

II - O cão e o dragão GcChdpE

- Sejam bem vindos, meu nome é Yue Ying. - A moça fez uma pequena reverência ao cumprimentá-los. - O que os senhores vão querer? - Ela perguntou, respeitosamente. O jovem delinquente não perdeu tempo e requisitou a especialidade da casa, se oferecendo para também pagar para Willy. Assentindo a cabeça, a jovem saiu de cena, provavelmente tendo ido buscar as bebidas. Enquanto esperava, o rapaz, maravilhado com a enorme beleza do local, fez alguns comentários e perguntou para Willy o motivo do rei ter escolhido aquele lugar em específico. - Não tenho ideia. - Ele respondeu, dando de ombros. - Aqui é perto do palácio real, mas não sei se isso seria motivo suficiente. - O homem de cabelos brancos concluiu, logo em tempo de Yue Ying voltar com os chás, colocando-os na frente dos dois clientes. - Mais alguma coisa? - Perguntou a jovem funcionária.

Durante a pequena interação que estavam tendo, enquanto aproveitava aquele delicioso chá, o delinquente percebeu que a garota estava dando olhadinhas furtivas para ele de vez em quando, e como ele ainda estava curioso pra saber qual era o motivo do rei gostar tanto dali, ele resolveu usar seus charmes para tentar conseguir falar com o dono do estabelecimento. Após escutar o pedido, Yue Ying hesitou por alguns instantes antes de responder, ficando levemente corada com a última fala de Aaron. - E… eu acho que posso chamar a Sra. Mei Nuo, ela não está muito ocupada no momento. - Envergonhada e com a cara toda vermelha, Yue Ying novamente se retirou, entrando por uma porta lateral que provavelmente dava para áreas da casa restritas aos funcionários.

Depois disso, Aaron agradeceu Willy por tudo e sugeriu que ele voltasse. - Tá certo, te vejo depois Aaron. - O homem então deu um tapinha nas costas do novo amigo, terminou rapidamente o seu chá e foi embora, sem pagar, afinal o delinquente havia se comprometido a pagar a conta do dia. Após alguns minutos de espera, o rapaz terminou sua bebida bem a tempo de avistar uma moça andando em sua direção acompanhada de Yue Ying. Era uma mulher de cabelos negros e longos, que emanava um ar de autoridade e profissionalismo. Estava bem claro de que se tratava da dona da casa de chá.

II - O cão e o dragão STGUaEb

Com sorrisos e muita gentileza, Aaron se apresentou e a cumprimentou. - Saudações. - Ela respondeu, em um tom sério e respeitoso, cruzando os seus braços. - Me chamo Mei Nuo, sou a proprietária desta casa de chá. Yue Ying me falou que o Sr. quer falar comigo, por acaso teve algum problema com o atendimento?

Franky

Após controlar suas fortes emoções, Franky e Anya adentraram o famoso hotel onde ficaram sabendo que aconteceria o leilão. Como esperado, o interior daquele lugar era incrivelmente opulente e extravagante, com vários móveis e decorações caríssimas ainda no saguão de entrada. Tinha poucas pessoas lá, mas as que lá estavam deram muitos olhares “de canto de olho” para eles, principalmente para Anya, como se estivessem surpresos por alguém de sua raça estar ali. Não demorou muito até um dos atendentes vir andando na direção daquela dupla tão curiosa. Era um homem esguio, que usava óculos e que possuía um olhar que aparentava ser bastante perceptivo. Ele vestia um terno azul no estilo típico do país de Kano.

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- Olá, me chamo Cao Lee. - Ele se apresentou. - Como posso ajudá-los? Se estiverem perdidos posso lhes emprestar um mapa da ilha, temos alguns sobrando aqui no hotel. - Anya fez uma expressão de pura raiva ao escutar a piadinha daquele homem, que por sinal tinha um sorrisinho cínico no rosto, e teve que usar toda a sua força de vontade para não partir pra cima dele ali mesmo. Franky logo revelou que estavam lá por causa do “Sr. Nava” o que imediatamente fez a expressão de Cao mudar para uma de pura desconfiança e incredulidade. - Um momento. - Ele pediu, indo diretamente para o den den mushi que ficava no balcão principal e fazendo uma ligação.

Franky e Anya não conseguiram escutar o que estava sendo dito ali, mas estava bem claro que Cao havia ficado muito surpreso com o que estava ouvindo. Após desligar o den den, o homem de óculos voltou até a dupla, dessa vez agindo de forma um pouco mais respeitosa. - O evento vai acontecer daqui a uma semana, e terá início na meia noite. - Ele revelou, retirando dois envelopes pretos com o símbolo de uma rosa dourada. - Quando chegarem aqui, apresentem os convites e serão acompanhados até o local do evento. - Ele concluiu, arrumando seus óculos. - Mais alguma coisa?


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Re: II - O cão e o dragão Qua 27 Jul 2022, 23:54
Ato I: não dá para fugir do passado
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Como eu imaginava o Willy não sabia explicar o porquê de o imperador ser um frequentador fiel da Casa de Chá Chen Tao. Pior ainda, eu perdi dinheiro pagando um chá para ele. Pensando pelo lado positivo, pelo menos ganhei ainda mais o seu apreço. Enfim, coloquei meu plano “B” em prática e evidentemente uma garçonete que eu nem consegui gravar pousou na minha teia de aranha e, antes de perceber, ela já estava chamando o “chefe” daquele estabelecimento, assim como eu solicitei. E que grata surpresa! Assim que coloquei meus olhos naquela mulher imponente logo percebi que era a dona do lugar. O seu ar de superioridade era inconfundível. Imediatamente senti um arrepio subir pelo corpo e entendi que ela não seria nada fácil de lidar.

- Aaahhh… - balbuciei procurando pelas palavras certas enquanto fitava os olhos da mulher à minha frente - Desculpa, fiquei sem palavras, uma dona imponente para um estabelecimento imponente - retribuiria a seriedade com um sorriso inocente, pronto para mentir com toda minha experiência em lábia - Não há problema algum, pelo contrário, só tenho elogios a fazer - interromperia a fala para beber mais um gole do chá - Eu sou um viajante que procura conhecer a história dos maiores reis e líderes das nações mundo afora, anoto sobre eles em meu diário para um dia publicar meu livro sobre essas experiências - tomaria mais um gole de chá enquanto organizava as palavras em minha mente a fim de tornar a mentira mais convincente - Eu soube que o grande rei Liang é um frequentador assíduo da sua casa de chá… gostaria de entender melhor a relação entre ele e o seu estabelecimento - juntaria ambas as palmas das mãos e me ajoelharia em frente à Mei, mantendo a cabeça baixa - Por favor, você poderia reservar um pouquinho do seu tempo para conversarmos? Sabe, quanto mais detalhes, melhor meu livro ficará!

Antes que Mei pudesse negar prontamente o meu pedido, eu levantaria a minha cabeça, mais uma vez olhando diretamente em seus olhos e, então, mostraria alguma cicatriz no meu tórax, apelando para o lado emocional e curioso dela - Veja só, eu passei por muita coisa para chegar aqui… Por favor me dê um pouquinho do seu tempo, eu posso voltar mais tarde ou outro dia que seja melhor para você, posso até contar as histórias que eu já vivi viajando por aí! - terminaria juntando as mãos como em uma oração, afinal o meu entusiasmo em saber da história do rei não era mentira, eu apenas omiti a minha motivação.

Caso meu pedido fosse negado mesmo após todas as tentativas, não teria escolha a não ser me recolher na frustração e voltar à pousada para repensar meus planos e conversar com Franky e Anya. Pagaria o que eu consumi e sairia da casa de chá agradecendo com uma reverência. Neste caso, aproveitaria para andar pelas ruas em busca do Palácio Real, acredito que não seria difícil de encontrá-lo, afinal se trata do marco mais importante da ilha. Se o encontrasse, além de admirar sua beleza, também procuraria por pontos fracos como locais para escalada, número de guardas, entre outros.

Entretanto, na hipótese de Mei concordar em conversar, eu seguiria as suas instruções e esperaria por ela mesmo que precisasse aguardar por horas. Mas caso ela pedisse para retornar outro dia, eu voltaria para a pousada para contar as novidades para Franky e Anya, mas antes de passar brevemente pelo palácio real para observá-lo.


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Re: II - O cão e o dragão Qui 28 Jul 2022, 09:25



Aula 1: Introdução a Piadas Chinesas

Fala ~~ Pensamento


Dentro daquele lugar fabuloso e bonito, com decorações extremamente caras, (algumas que chamavam minha atenção), continuamos a ser hostilizados, como se não pertencêssemos àquele lugar e, realmente, não pertencíamos. Primeiro, o tal Cao Lee havia feito uma piada que deixou Anya irritada, para mim a piada do homem só terminou quando ele mudou o tom de voz após ouvir o nome do meu odiado ex-contratante, Nava era um nome que me dava repulsa, mas naquele instante eu dei uma pequena gargalhada, afinal, aquele cara babaca agora estava com o rabinho entre as pernas. Ouvi com atenção o que ele havia dito e peguei os envelopes, guardando ambos em meus bolsos e dei um sorrisinho meio descarado. - Valeu Li, você é um sujeito bacana! - Disse aquilo ao passo que junto do sorriso deixava as sobrancelhas meio franzidas.

Respiraria profundamente tentando manter o controle, mas agora deixaria uma expressão mais raivosa sobressair no meu rosto. - Agora preciso falar com seu superior! - Minha voz grossa estaria ríspida com o intuito de deixar claro que estava ofendido e um tanto revoltado. - Viemos a mando do Sr. Nava, para tratar sobre negócios e bem… Você é… Caô Li. - O nome seria errado de propósito mais uma vez com intuito de deixar ele bravo ou tentar tirar sua compostura. - E fez uma piadinha conosco, creio que seu superior vai gostar de saber que devido a nossa boa vontade, não se iniciou uma guerra da máfia contra essa… - Ficaria pensando, ao mesmo tempo que giraria a mão no ar algumas vezes tentando relembrar uma palavra que pessoas inteligentes diziam… Provavelmente Reyes teria mais facilidade com essas coisas, mas comigo era diferente, apesar de amar as palavras, não sabia me portar com “classe”. - Renomada Casa de “Recursos Humanos” - Faria aspas com as mãos. Se ele se mostrasse irritado ou quem sabe revoltado, diria, apesar de não ser nenhum expert falaria para tentar acalmá-lo. - Mas, você “leu” a situação muito bem, assim como eu “Li” - Gargalharia baixinho dos meus trocadilhos. - Bem, mas agora é sério, a gente precisa conversar com seu superior para resolver alguns assuntos sobre os negócios do Sr. Nava com o leilão de vocês. - Mostraria um largo sorriso para o homem, enquanto meus punhos se fechariam ao lado do meu corpo com muito ódio da situação em que me encontrava ali naquele lugar detestável. - Ahhh! E aliás, eu vou aceitar aquele seu mapa! Obrigado pela oferta! - Fixado no meu rosto estaria a expressão mais gentil e amigável que poderia dispensar para uma pessoa daquela laia.

Caso nos encontrássemos com o gerente faria um pequeno aceno com minha mão direita. - Opa, parceiro! Estamos aqui por causa do Sr. Nava! - Soltaria uma breve lufada de ar antes de fazer uma piada para descontrair a tensão e raiva que estava sentindo. - Meio estranho ver gente como a gente por aqui, né? Mas é porque temos que ter uma atenção especial no leilão que vai acontecer! Queremos ter certeza de que tudo irá acontecer conforme os planos, pois temos assuntos especiais por aqui! - Daria meu melhor sorriso, ao imaginar como eu pegaria a cabeça daquele homem e a quebraria contra o chão… E as outras maneiras que usaria para dar um fim em todos aqueles “trabalhadores” daquele hotel. Soltaria uma gargalhada de olhos fechados, bem rápida antes de retomar a conversa. - O que nós precisamos saber, é! Como será a segurança, quais locais vamos ter acesso e quais não teremos. Onde poderemos guardar nossos pertences e dinheiro? - Respiraria profundamente por ter perdido ar ao falar tão rapidamente. - Os participantes vão poder entrar armados? Onde nossas “aquisições” - Faria aspas desajeitadas com as mãos. - Vão ficar? -

Ao terminar quase todos os questionamentos bateria umas palminhas na frente do corpo para descontrair os músculos. Perceberia que tinha feitos muitos questionamentos estranhos e suspeitos e isso provavelmente me faria suar um pouco, afinal estava em uma situação incomum. - Essa ilha é muito quente, caramba! To quase morrendo aqui com essa roupa! - Puxaria a gola da roupa com o intuito de deixar um pouco de ar entrar.

II - O cão e o dragão Nervous-collar

- Por fim, somos obrigados a levar as compras conosco? Ou vocês vão nos enviá-las depois? - Completaria a frase em um tom ameno, tentando manter o sorriso no rosto e limpar um pouco do suor do mesmo.

Assim que concluísse os assuntos por ali, encontrando o gerente ou não diria para Anya. - Melhor voltarmos! Precisamos pensar mais sobre essa situação e analisar melhor o que faremos! - Caminharia a passos largos, como se fugisse daquele lugar diabólico e retornasse para onde me sentia mais seguro, ou seja a estalagem.

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Re: II - O cão e o dragão Sab 30 Jul 2022, 19:31



Aaron

Mei Nuo ponderou por alguns instantes sobre o pedido feito pelo delinquente. A casa de chá estava sempre bastante cheia, e como dona, na maior parte do tempo ela se encontrava atolada de coisas para fazer. Além disso, ela não tinha certeza se confiava totalmente naquela história. Aquele rapaz havia sido bastante convincente em seu discurso, mas ela já estava acostumada com pessoas tentando usá-la para colher informações sobre seu velho amigo. Por um tempo, a garota esteve bastante indecisa, sem saber se a melhor decisão seria jogar seguro e não divulgar informação nenhuma sob qualquer hipótese, ou se o melhor seria confiar em seu instinto que apontava para Aaron estar falando a verdade.

A moça olhou em volta, ainda com uma expressão impassível em sua face, enxergando o movimento no local, e depois de observar que o local, apesar de cheio, ainda assim estava em um de seus dias menos lotados, precisou de um pouco mais tempo para formular o que falar antes de tomar sua decisão. Quando isso finalmente aconteceu, ela novamente voltou a fitar Aaron. - Sr. Aaron Reyes, agradeço pelos elogios e fico lisonjeada que tenha me procurado por um motivo tão importante. - Ela falou, em um tom extremamente profissional. -  Mas infelizmente terei que recusar a entrevista.

Ela parecia decidida, mas o jovem ainda não havia desistido. Aaron deu mais detalhes e enriqueceu ainda mais a sua bem construída farsa sobre ser um viajante necessitado e apaixonado pelo seu trabalho de escrever sobre governantes. Ao fim de sua performance, graças a sua língua de prata, Aaron finalmente havia conseguido convencê-la a dar-lhe um pouco de tempo. - Certo… acho que posso abrir alguns minutos. - Ela suspirou fundo depois de falar, como se estivesse fazendo aquilo à contragosto.

- Eu e o rei nos conhecemos há bastante tempo, pode-se se dizer até que existe amizade entre nós. - O tom dela mudava um pouco ao falar do velho amigo, de bastante profissional para uma voz mais leve e tranquila. - Eu diria que esse é um dos motivos principais dele ser um frequentador daqui. Além da grande qualidade do nosso chá e serviço, claro. - A moça concluía, sua voz retornando ao normal. - Isso é o bastante pra você, Sr. Aaron? - Mei Nuo perguntou, colocando as mãos na cintura. A essa altura, várias funcionárias da casa de chá observavam de longe aquela interação, provavelmente não estando muito acostumadas em ver sua chefe tirando tempo de sua agenda corrida para dar uma entrevista. E então, o que faria o delinquente?

Franky

Cao se manteve em silêncio durante toda a fala de Franky, claramente se sentindo extremamente desconfortável com tudo aquilo. Mas ele sabia que havia cometido um erro de julgamente baseado em preconceito, então decidiu que talvez fosse merecedor daquela tortura verbal em forma de trocadilhos que era forçado a escutar. - Peço desculpas pela minha falta de cortesia, eu jamais imaginaria que vocês estavam aqui por causa do Sr. Nava. - Ele respondeu, com uma cara de quem “comeu e não gostou”. - Vou me certificar de que isso não vai se repetir, afinal, devemos sempre tratar bem futuros parceiros de negócios. - O homem de óculos abriu uma das gavetas que ficava atrás do balcão da recepção e retirou um mapa enrolado em pergaminho, entregando ele nas mãos de Tanky. - Espero que aceitem esse mapa como compensação pelo transtorno. - Ele então arrumou seus óculos. A intenção dele tinha sido claramente de tentar reconstruir uma boa relação com aqueles dois após o início conturbado, mas aquelas palavras pareciam ter tido o efeito contrário em Anya, que parecia ainda mais irritada, cerrando os próprios punhos com tanta força que quase fazia sair sangue. Estava claro que ela estava usando 100% da sua força de vontade para não explodir ali mesmo, mas apesar disso, ela sabia que a melhor coisa no longo prazo seria seguir o plano.

- Quanto a meu superior… - Cao continuou. - Infelizmente atualmente eu sou o funcionário com o cargo mais alto aqui presente, então podem deixar que respondo suas perguntas. - Ele escutou atentamente tudo o que o mink touro tinha a dizer, quase como se já tivesse ouvido aquilo tudo algumas centenas de vezes. - Imagino que seja a primeira vez dos senhores em um evento assim? - Inferiu ele, coçando o queixo por alguns instantes. - Não há problema quanto a portar armas no local do evento, e todo o resto será explicado na grande noite. - Cao Lee explicou, pigarreando ao concluir, apenas para tomar um rápido gole d’água. - E não precisam se preocupar quanto a segurança, nunca tivemos nenhum problema com eventos parecidos no passado. Não temos motivos para acreditar que dessa vez será diferente.

Após obter algumas das respostas que queria e suar bastante, Tanky e Anya deixaram o hotel Belucci, com Cao fazendo uma breve reverência ao se despedir da dupla. Ainda estava de tarde, então não tinha muita diferença no movimento das ruas daquele distrito. - Até que enfim saímos daquele lugar asqueroso! - A tritã desabafou, já nas ruas. - Se eu tivesse ficado mais um minuto na presença daquele cara, um de nós dois não estaria mais vivo agora. - Seu tom ainda era cheio de raiva e frustração por ter sido forçada a manter reprimidos todos aqueles sentimentos durante aquela conversa. Ao chegar na estalagem, veriam Yuan Shao no mesmo lugar de sempre cuidando do balcão principal. Willy não estava em lugar nenhum aparentemente, e o lugar não parecia ter nenhum outro cliente além deles e Aaron.


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"The soon-to-be Empress of the Underworld"

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Re: II - O cão e o dragão Dom 31 Jul 2022, 13:28


Ato I: não dá para fugir do passado
País de Kano - West Blue
~ Post 05 ~
*Aaron Reyes

Mei Nuo é realmente impressionante, não vacilou em nenhum momento enquanto eu a bombardeava com mentiras e mais mentiras. Entretanto, no fim ela deixou escapar uma frase que soou como música nos meus ouvidos: ela era amiga do rei. Não pude me controlar e arregalei os olhos em espanto, ainda mais após vê-la mudar até o timbre da voz ao falar do imperador.

- Amigos? Que interessante… - diria ao me levantar e jogar o meu cabelo para trás com a mão para que Mei pudesse ver meu belo rosto e sentir o meu perfume - Sendo sincero, ainda não estou satisfeito, eu adoraria passar um bom tempo ao seu lado conversando sobre Kano e o imperador Djadjajajaja - riria da maneira mais educada possível, colocando a mão em frente à boca - Mas entendo que a senhorita esteja ocupada, não vou mais te atrapalhar, aqui já está movimentado o bastante - sorriria com o canto de boca e olharia em direção às funcionárias, indicando a agitação que se formava - Espero ter a oportunidade de te ver novamente, muito obrigado pelo seu tempo - curvar-me-ia levemente em reverência, mas sem perder o contato visual pois queria notar alguma reação no rosto de Mei a fim de saber se agi bem no nosso contato.

Iria até o balcão de entrada para pagar a conta, sem antes virar o rosto para trás a fim de dar uma última “espiadela” em Mei, olhando discretamente acima do ombro. Pagaria o valor que me fosse solicitado, mesmo que entregar o meu dinheiro como um civil qualquer me fizesse revirar o estômago. Por ora eu precisava ter calma, teria meu momento de adrenalina mais tarde. Após pagar a conta, sairia da loja fazendo o clássico “sinal de tchau” com a mão para as funcionárias e voltaria a andar pelas ruas de Kano com meu jeito delinquente de ser. Passadas largas e mãos no bolso. Manter a pose de “bom moço” era um tanto cansativo. Pelo menos em momentos estressantes eu posso sempre recorrer ao anel de Franciele, tocá-lo sempre me acalma, como se fosse mágica.

Algo me viria à mente na minha caminhada: agora eu sou um pirata. Certo, estou longe da minha ambição de ser um infame pirata, e provavelmente sou visto como “peixe pequeno” a ponto de nem preocupar a Marinha. Ainda assim sou um criminoso e certamente seria procurado pela Marinha caso fosse reconhecido, então talvez não fosse uma boa ideia chamar tanto a atenção. Como não sei nada sobre atuação e disfarce, não poderia ficar completamente oculto. Todavia, vestir-se com roupas locais já seria uma boa ajuda, assim não chamaria tanta atenção para mim. Pensando nisso, faria o mesmo caminho de volta à pousada, mas assim que encontrasse alguma loja de roupa ou alfaiataria, eu entraria prontamente.

- Olá! - anunciaria minha chegada com dois toques na porta - Como pode ver, sou um turista e quero muito comprar roupas típicas de Kano - falaria ao primeiro atendente que encontrasse - Quero uma roupa que não trave meus movimentos e que realce meus músculos… - levantaria o dedo indicador como se acabasse de lembrar de uma condição vital - Ah! Ela tem que ser bonita também, é claro Djadjajajajajaja! De preferência algo nos tons preto e grená - provaria as roupas até que encontrasse algo próximo ao que eu queria e que eu pudesse pagar - Certo, também vou precisar de um cinto para amarrar o meu bastão e algo para levar as minhas roupas, como uma mochila ou sacola.

Pagaria tudo o que me fosse solicitado e então voltaria ao meu caminho de volta à pousada. Chegando ao meu destino, era possível que Franky já estivesse à minha espera. Neste caso, desconsideraria suas zombarias de sempre e o ouviria falar. Acredito que ele falaria do leilão de escravos, o que sinceramente me irritava um pouco, pois não conseguia entender a insistência dele nesse assunto e não via como ganharíamos algo dessa situação. No entanto, cruzaria os braços e ouviria em silêncio, pensando no que dizer para não irritar nenhum dos dois. Mas minha testa não mentiria, minhas veias saltariam um pouco em reflexo ao meu incômodo.

O modelo da roupa que eu gostaria:

~ Informações ~


Histórico:

Resumo da ficha:

Objetivos:



Última edição por Reepz em Dom 31 Jul 2022, 16:13, editado 1 vez(es)

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Ficha
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Pirata
Re: II - O cão e o dragão Dom 31 Jul 2022, 16:01


Aula 1: Introdução a Piadas Chinesas

Fala ~~ Pensamento


Após toda a situação, gargalhei, finalmente havia terminado tudo aquilo e, em uma cortesia sem qualquer sentido, disse. - Obrigado, por tudo Lee! Agora nós vamos nessa! Provavelmente vamos nos ver no evento, né? Até lá! - Com essa despedida segui meu caminho calado, apesar de ter ouvido a reclamação de Anya. Compartilhavamos a mesma opinião sobre a situação. Chegando na estalagem a mesma estaria ocasionalmente vazia, o que seria muito bom para minha pessoa.

Iria até Yun Sha com rosto pácifico e tranquilo. Com o polegar apontado em direção alguma mesa, diria. - Yun Shao, quanto você quer por aquela mesa ali? - Após ele me dizer o valor, pegaria a mochila, contaria meticulosamente o preço descrito e entregaria a ele. Vagarosamente chegaria ao lado da mesa, colocaria a mão em cima dela e então cuidadosamente tiraria tudo de cima da mesa e colocaria em um lugar seguro. Então acertaria uma cabeçada com toda a minha força na mesa, ergueria a cabeça e então por fim jogaria a mesa com muita raiva fazendo-a virar.

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- Foi mal aí, Yun Shao! Eu vou limpar tudo em alguns instantes. Depois de falar isso, ainda em silêncio começaria a esmurrar a mesa com toda a força que tinha em meu corpo e só pararia depois de deixar ela em migalhas. Logo em seguida pegaria uma vassoura e começaria a limpar toda a bagunça que havia feito. - Amanhã a gente vai lá comprar outra mesa com o dinheiro que te dei. - Diria agora um pouco mais aliviado da raiva que havia se acumulado dentro do meu ser.

Depois de descarregar minha raiva soltaria o ar do meu peito e me sentaria em outra mesa. - Yun, meu amigo. Você pode me trazer comida? To morrendo de fome. - Deixaria um sorriso amigável surgir no meu rosto tão doce quanto o desabrochar de uma flor, pagaria ao homem o valor devido pela comida.

Então passaria o restante do tempo aguardando a chegada de Aaron para que pudéssemos elaborar um plano, passaria o tempo todo com a cabeça apoiada na mesa tentando descansar pelo menos um pouco. Com a chega de Aaron, diria para ele. - Precisou usar sua varetinha? Ou conseguiu o que foi atrás? - Riria com a piada. - Bem, senta aí, eu e a Anya temos muito o que te contar! - Começaria então a explicar para ele tudo que Cao havia nos dito, mostraria o mapa da ilha e também os convites para que então pudéssemos escolher qual era a decisão mais sensata a escolher.

Feito por Vrowk/Mando


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