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Achiles
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I - Re-cobrando os sentidos Sex Abr 15, 2022 12:31 pm
Relembrando a primeira mensagem :

I - Re-cobrando os sentidos

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Silver Khan. A qual não possui narrador definido.

yatto
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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sex Maio 06, 2022 12:11 pm


 
Narração
18:40

- Chifre de jade... Pertence a pessoas interessantes do submundo. Mas você sabe muito bem que se eu te falasse muito mais que isso eu teria que mata-lo, não é assim que funciona nosso mundo? – Era possível ver que ele estava sorrindo quando falava aquilo – Se quiser me contatar basta ir no Sevilla Bar e pedir por um Coquetel de Coco duplo com tequila... – Por fim a conversa terminava e o homem sumia entre o enorme número de pessoas que pareciam se misturar com a multidão. Alguns navios da marinha paravam e despejavam pessoas e outros simplesmente seguiam seu caminho para fora da ilha. Silver chegava próximo de um homem que parecia muito interessado na movimentação e demorava até um segundo para perceber que o lanceiro estava falando com ele. – Você quer comprar maçãs? – Ele exibia seu produto no susto, mas logo percebia que o que Silver queria era apenas informação – A sim, parece que existe um homem perigoso vagando pela cidade que tem cometido diversos crimes. A marinha está em polvorosa com isso, eu não queria ser um pirata durante esse momento Hahaha – Ele gargalhava terminando de falar.

Silver então iria em direção a clínica, devido a viver boa parte de sua vida naquela ilha não seria difícil para o mesmo saber onde a mesma se encontrava, apesar de ser um local difícil para ele. Ele andava por um tempo até ver o Quartel da Marinha G-71, uma movimentação gigantesca de homens vestidos de azul e branco entravam e saiam do local, carregavam caixas e pareciam apreensivos, mas era difícil deduzir muito mais do que isso. A clinica Salvatore ficava a não muito longe dali a apenas quatro casas de diferença da mansão que agora era o Quartel reformulado. Chegando na porta do local era possível ver uma grande Placa com uma cruz vermelha acima da porta e um grande S verde ao lado demonstrando que era o local que procurava.

Entrando no local ele nem mesmo precisava procurar por Hen o homem estava sentado numa cadeira apoiando ambos seus pés em uma pequena mesa logo a sua frente enquanto ambos seus braços serviam de travesseiro para sua cabeça. – Oho, parece que nossa principal testemunha realmente retornou. – Ao redor do mesmo existia mais três marinheiros que pareciam querer levantar-se, mas Hen com um movimento de mão fazia com que eles baixassem sua guarda. Ele recolhia seus pés e braços sentando-se de uma forma mais normal onde apoiava seus braços logo em seus joelhos – Seu amigo parece estar bem, apesar de não ter acordado ainda, mas devido a seus ferimentos até você deve entender que vai demorar um pouco para que ele volte a andar despreocupadamente. – O marinheiro levantava apoiando-se no braço da cadeira, ele parecia um pouco cansado – Me siga, vamos conversar em particular. – O homem começava a andar e ele parecia conhecer aquela construção como se fosse sua própria casa, eles andavam por algum tempo até chegar em um consultório que parecia não ter ninguém apesar de estar prontamente mobiliado. – Esse lugar me traz lembranças... – Hen sorria – Não deixe ninguém entrar. – O homem ordenava para um dos soldados que parecia ficar de guarda logo ao lado da porta ao ser trancada.

- Pode se sentar, senhor... – Deixa a impressão que precisava do nome do homem com quem estava falando. Ele sentava-se em uma cadeira no lado contrario de onde estava Silver que também parecia conter uma cadeira simples de madeira, separando ambos por uma mesa de metal cinza. – Espero que sua “fuga” tenha sido frutífera, já que estava com tanta pressa. – Ele sorria e sua atitude astuta lembrava Silver de uma raposa – Pois bem, porque não começa me falando desde o começo quem é você, quem é seu amigo, quem é Greg Smithers o dono, a qual você me perguntou sobre no local e mais importante, quem é o falecido que até o momento tendo a acreditar ser a vítima disso tudo. – Ele mais uma vez demonstrava sua atitude despojada jogando seu corpo para trás fazendo a cadeira se apoiar em apenas duas pernas e apoiando seus pés na mesa. – Depois, vagarosamente, me fale tudo que aconteceu naquele ninho de rato, desde o começo. – Apesar de sua atitude seus olhos afiados demonstravam que ele não era um homem simples, tampouco bobo, ele parecia analisar Silver dos pés à cabeça.






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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sex Maio 06, 2022 9:05 pm


Pessoas interessantes do submundo. Pessoas interessantes do submundo. Pessoas interessantes do submundo.

Essa frase ficava martelando em minha cabeça e apenas confirmava o quão poderosas e influentes poderiam ser as pessoas da minha família biológica. Agora, mais do que nunca, sinto que devo me associar a essa organização e me tornar um membro influente dela, para que possa confrontá-los com propriedade. Eu fui testemunha do que o Executor foi capaz de fazer com Greg e a fala mansa e desencorajada do falecido no trato com ele e o reflexo da pessoa que pretende me tornar daqui para frente. "Chifres de Jade... Eu vou fazê-los pagar caro pelo que quer que tenham feito comigo." — Refletia enquanto seguia meu trajeto até a clinica.
 
A informação de que Toru levaria algum tempo para voltar a andar em sua total normalidade era preocupante pela perspectiva de que ele era um membro bastante atuante e um dos bons combatentes que nossa organização possuía, ou seja, um desfalque e tanto. "Como nós chegamos até aqui?" — Perguntava-me para que os erros cometidos não voltassem a se repetir nunca mais. — Claro. — Eu o seguia conforme solicitado, sendo levado até uma sala toda mobiliada, mas sem uso aparente. — Tem certeza que não iremos atrapalhar aqui? Nem no caso de uma emergência? Falando em emergência, muitos colegas seu estão chegando na ilha, acredito que as coisas fiquem tensas a partir desse ponto. — Daria uma de João sem braço a fim de colher alguma informação solta.

— Ah, claro! Desculpe-me pelos meus modos, acredito que não tenha me apresentado ainda. — Levaria minha destra até a nuca e mexeria com o cabelo, aparentemente sem graça. — Meu nome é Silver, Silver Khan. — Sinalizaria. — Devo agradecê-lo novamente por mais cedo, eu não sei o que você fez, só que me sinto muito melhor após o tratamento. — Faria questão de ressaltar o meu agradecimento.

Agora voltando ao aparente interrogatório, começaria: — Tudo bem... deixe-me ver... por onde começar... — Faria uma pausa alongada, como se estivesse voltando ao início, assim a narrativa ficaria mais natural. —  Dinheiro... é sobre isso basicamente, dinheiro, grana, verdinha, tostão, bufunfa, há vários nomes para isso, afinal de contas, não é o que rege o mundo? — Indagaria. — O antagonista dessa história toda, Greg Smithers, é muito possivelmente o maior devedor de nossa ilha e eu talvez tenha pecado em confiar demais nele, até o momento que a sua divida comigo foi se acumulando, acumulando e precisei cobrá-lo, foi nesse instante em que convidei Toru para se juntar a mim nessa empreitada. — Acrescentaria.

Nesse instante eu me daria por conta de que já estava bastante tempo em missão e o cansaço no meu corpo e mente poderia estar cada vez mais latente com isso. Eu não gostaria de me tornar um dependente como Neville e nem seria positivo adquirir um vício nessa etapa da minha vida, mas acredito que um cigarro poderia ajudar a aliviar as tensões. — Você não teria um cigarro aí ou um dos seus homens lá fora? — Eu testemunhei o respeito que seus subordinados tinham com ele, em contraste com a minha personalidade, e poderia sim obter o cigarro se ele tivesse um mínimo de proatividade.

Se fosse atendido em meu pedido, colocaria o cigarro entre os dedos indicador e médio da mão esquerda e o levaria até a boca, onde acenderia com a mão livre se um isqueiro fosse me emprestado junto ou deixaria que Hen o fizesse. — Bem melhor. — Diria com o cigarro em mãos. — Tudo bem então, vamos seguir assim mesmo. — Diria caso contrário. — Pit... era assim que Greg o chamava e juro pela minha mãe que está no céu - essa parte era mentira - que foi ele quem nos atacou por primeiro, simplesmente pelo fato de Greg ter ordenado ao confirmar que estávamos ali para reclamar o que de direito era nosso. Pelo que consegui apurar, eles tinham uma relação de pai e filho... e... ah, é mesmo... — Faria uma breve pausa, relembrando a fala do próprio Hen mais cedo. — Você disse que ele estava mais para um mink, eu poderia jurar que se tratava de um experimento. — Confrontaria-o.

— Eu sei o que as pessoas podem pensar sobre essa vida de cobranças, pessoas apontando armas para as outras, sobre ameaças e coação, mas eu juro que estava ali na melhor das intenções, prestes a propor até o abatimento da dívida, mas de nada adiantou. Greg logrou fuga assim que nos viu e deixou Pit encarregado de nos matar, e ele se mostrou um oponente formidável, não gosto nem de imaginar o que seria de nós se não fosse o sacrifício feito por Toru. — Nesse instante, caso com o cigarro estivesse, daria mais um trago.

— Não demorou muito e nós conseguimos o neutralizar, eu apenas tentava imobilizá-lo o tempo todo, mas você chegou e acabou confirmando a morte, uma pena. — Acenaria com uma voz de lamento. — Logo após você ter me liberado, eu o encontrei em um galpão nos limites do porto e ele já estava com uma bala cravada em sua testa. — Diria olhando firmemente nos olhos de Hen, mesmo que aquilo pudesse chocar o marinheiro. — É como eu disse, Greg era um grande de um trambiqueiro e eu não seria a única pessoa em seu encalço, o lado negativo disso é que aqui estou... — Retiraria o tecido interior de ambos os bolsos para fora, para que ele visse que eu não tinha nenhuma enorme quantidade de dinheiro comigo como poderia imaginar. — De bolsos vazios. — Não esperaria que ele achasse qualquer graça.

— Pergunte a Margarete, croupier do cassino Omerta ou quem sabe Raphaela garçonete do Mozzafiato. — Usaria de uma informação privilegiada mencionada pelo Executor momentos antes para corroborar o meu discurso. — Elas podem confirmar o tipo de pessoa que Greg era. — Por último, eu me aproximaria um metro de distância de Hen e com os pulsos colados um no outro, como se eu tivesse oferecendo a ele minha própria liberdade, concluiria. — Se amar o dinheiro é um crime, então eu me considero culpado, pode me prender aqui e agora. Caso contrário, peço que me libere e me permita levar Toru comigo. — Esperava que tivesse sido suficientemente convincente para que superasse o mais rapidamente possível essa minha condição de testemunha.

Durante todo o meu testemunho, eu estaria evitando o máximo mencionar o nome do meu empregador ou de nossa organização e assumir todo o risco em meus ombros, nem que isso me custasse mil anos de prisão. Essa seria a principal maneira de provar minha lealdade.


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Re: I - Re-cobrando os sentidos Seg Maio 09, 2022 11:05 am


 
Narração
18:58

O rosto de Hen parecia um pouco diferente do normal, sua expressão esperta de raposa se tornava um pouco mais simples, ele parecia não acreditar exatamente no que estava acontecendo, o homem tinha simplesmente ido a seu encontro e revelado que teve envolvimento na morte de uma pessoa. Ele deixava sua forma relaxada, recolhia suas pernas e sentava-se direito na cadeira. – Então tudo por dinheiro vale, é isso? – O marinheiro colocava seus cotovelos sobre a mesa e encarava Silver com um sorriso no rosto, ele parecia ter um tom sarcástico em suas palavras – Então o que você está dizendo é que um homem lhe devia dinheiro e com o não pagamento dessa divida ele teve que morrer, não é isso? – A expressão de raposa voltava a aparecer em seu rosto – Não apenas isso, mas foram os dois, você e seu amigo, com armas para cobrar essa dívida, então não imagino que uma conversa iria bastar, não é mesmo? – Ele retiraria os cotovelos da mesa e voltaria a encostar suas costas contra a cadeira – Cigarro... claro claro, um homem tem seus vicios... FIU! – Ele assobiava, a porta abria, ele fazia um movimento com ambas as mãos como se estivesse acendendo um cigarro. O marinheiro na porta retirava de suas coisas um maço ainda aberto com um isqueiro simples de coloração verde e deixava sobre a mesa – Pode se servir, mas isso um dia vai te matar. – Hen com ambas as mãos recolhidas para a parte atrás de sua cabeça como um travesseiro parecia relaxado – Então o corpo deste tal Greg está no porto? Aquele lugar está bastante agitado ultimamente... – Ele encarava Silver mais uma vez, parecia estar analisando o mesmo – Soldado Richard, vá ao tal galpão e confirme o corpo. – Ele ordenava para o homem que estava do lado de fora e logo que o mesmo saía outro aparecia para assumir seu lugar ao lado da porta.

- Resumindo tudo, por dinheiro você e seu amigo assassinaram um homem, que vocês alegam ser por legitima defesa claro e no fim o homem encontrado no galpão está morto por motivos desconhecidos, certo? – Aquele sorriso esperto surgia novamente – Você tem alguma ideia de quem matou Greg? Algum nome? Claro, assumindo que tal homem realmente exista e seu corpo esteja neste galpão. – Hen estava caçando mais informações de Silver e seu olhar esperto parecia cada vez mais aguçado, pelo jeito não confiava muito nas palavras do homem em relação a segunda morte, parecia achar que de alguma maneira ele estava envolvido de uma forma ou de outra, apesar de crer na explicação da morte do mink porco. – Enfim, acho que entendo agora a história e como ela ocorreu – Hen levantava-se da cadeira – E apesar de gostar de dinheiro não ser um crime, assassinato ainda é, e por esse crime você será preso, você entende o que estou dizendo? – A porta atrás de Silver então era aberta vagarosamente revelando os marinheiros que estavam com Hen a momentos atrás, eles estavam portando armas consigo, espadas e pistolas. – Você tem agora duas opções senhor Silver, você deve vir conosco até o quartel general que a proposito não está nem a um quarteirão de distancia de forma gentil aceitando sua pena ou pode fazer como antes e tentar “fugir”. Contudo desta vez não terei a mesma conduta de o deixar sair sem problemas. – Hen por de trás de retirava algemas que pareciam estar em seu bolso traseiro ou algo parecido – É sua escolha, mas devo lhe alertar, nossos amigos do lado de fora estão um pouco raivosos devido aos eventos recentes e parecem querer descontar essa raiva na primeira que eles tiverem motivo. – O sorriso de raposa em seu rosto se mostrava mais uma vez, sua voz era calma e demonstrava uma alta confiança.






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Re: I - Re-cobrando os sentidos Ter Maio 10, 2022 2:48 am


Eu poderia começar dizendo que minha mãe me avisou incansáveis vezes que minhas ações um dia me trariam para esse momento, mas eu não tive a oportunidade de conhecê-lá. Risos. Joana até tentou abrir a minha mente, é verdade, mas eu era teimoso demais para voltar atrás. Nesse instante, eu abriria um sorriso de canto da boca e relembraria dela com um carinho que não era comum. "Talvez ela não fosse tão bruxa assim... Como eu havia me esquecido disso? Ela foi a primeira a se sujar de lama por mim, até mesmo antes de Neville" — Sem contar que as outras crianças de rua contavam com a minha coragem e talento para briga para impulsioná-las a continuar lutando cada vez mais.  

Outro episódio que me vinha a memória é do dia em que eu estava para ser enviado com passagem só de ida para fora de Sirarossa, em outras palavras, eu seria banido permanentemente. "Não há progresso sem mudança, e não há mudança sem uma mente aberta. Eu consigo oferecer as melhores e mais confiáveis condições para a sua completa reabilitação, mas você está disposto a abrir a sua mente, criança?" — Com maestria, Neville surpreendeu a todos ao meu redor e o discurso que ele usou para me resgatar daquela situação de abandono ainda repercute em quem eu sou hoje.

A sentença de Hen serviu como uma faca em minhas costas, mas principalmente para abrir os meus olhos. Eu cogitei, nem que por um momento, que ele seria um homem integro, justo e faria a coisa certa acima de tudo, mas me prender por ter reagido à uma tentativa de assassinato, pois esse era o desfecho que Pit pretendia nos entregar, era simplesmente inaceitável. — Só há um Silver Khan no mundo inteiro, no dia em que um interrogatório me fizer agir como outra pessoa coloque uma bala em minha testa. — Vociferaria em alto e bom tom, engolindo à seco a voz de prisão, com minha postura reta, o peito estufado e a cabeça erguida antes de me render por completo. — Eu assumo total responsabilidade pelos crimes a mim imputados, ainda que eu não concorde. Apenas permita que Toru siga o seu tratamento na instalação apropriada e não em uma caixa de concreto de 5m². — Apelaria confiantemente.

Por fim, eu seguiria com o grupo de marinheiros até a prisão mencionada, inteligentemente sem esboçar qualquer tentativa de fuga ou apresentar qualquer outra dificuldade durante a operação. Não que eles se importassem com isso, pois acredito que se verdadeiramente quisessem acabar com a minha vida me dando um tiro no meio do trajeto, seria muito fácil. Meus cuidados vem do fato de eu não me considerar um principiante, pelo contrário, já fui detido inúmeras vezes e sei como o devido processo ocorre. Geralmente chegando lá eles me peçam para entregar meus pertences, isso se não vierem com aquela roupa listrada extremamente cafona para o meu gosto. — Vamos depressa, homens, com sorte eu ainda consigo pegar o café da tarde. — Ironizaria os serviços de "acomodamento" comumente oferecido por essas instituições e também corroborado pelo fato de eu estar desde a manhã sem comer.

Uma vez que lá chegássemos, interromperia qualquer um que tentasse me apresentar e com determinação eu mesmo o faria. — Prisioneiro Silver Khan se apresentando. — Diria, arregaçando as mangas da roupa. — Vamos terminar logo com isso. Quanto mais cedo eu entrar, mais cedo eu sairei. — Colaboraria pacificamente com as instruções que me fossem passadas, tais quais trocar de roupa, entregar meu bastão e outros pertences. — Se sumir um berrie que seja do meu dinheiro, eu irei até o inferno atrás de quem o roubou. — Prometeria, vide a minha ganância por dinheiro.


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Re: I - Re-cobrando os sentidos Qua Maio 11, 2022 6:39 pm


 
Narração
20:01

- Já que você assume total responsabilidade não temos mais o que discutir. – Hen puxaria o braço de Silver para suas costas e colocaria as algemas em ambos os pulsos os prendendo juntos. Ele então conduziria o jovem para fora do quarto enquanto o restante dos marinheiros que estavam do lado de fora abria espaço. Ele então era conduzido para fora do local ficando Hen a sua frente enquanto o restante dos marinheiros parecia o seguir, contudo ainda ficavam alguns membros da marinha no local, provavelmente aguardando Toru se recuperar para também o levar em direção ao Quartel. Pouco a poucos eles iam andando em quase uma fila indiana até chegar a porta do Quartel General. Silver tinha passado por ali a não muito tempo atrás, o local era basicamente uma antiga mansão que agora reformulada para um quartel dava uma impressão estranha sobre o ambiente. Os marinheiros ainda pareciam agitados apesar de agora um pouco menos em relação ao momento que ele tinha passado por ali.

O grupo logo entrava no local, entrando era possível ver uma grande mesa de madeira que estava lotada de papeis e uma mulher baixinha logo atrás, quase coberta pelo tamanho das pilhas de papel. – Cabo Hen trazendo prisioneiro. – O marinheiro anunciava sua chegava assim como o motivo, a mulher olhava aquilo e parecia não dar muita importância, talvez estivesse ocupada demais com seus papeis. Apenas fazia um sinal de mão mandando o mesmo seguir seu caminho. Hen ficava para conversar com essa mulher enquanto Silver então era conduzido por um corredor onde a cada poucos metros existia um portão de barras de um metal cinza onde um guarda abria a mesma e fechava quando eles passavam. Era possível ver janelas onde as mesmas também tinham barras bloqueando a entrada e saída, uma das mesmas, logo a direita por onde estavam passando era possível ver um pátio, rodeado por grades gigantescas sem ter aberturas até mesmo por cima parecia uma gaiola quadrada. No local era possível encontrar uma quadra de algum esporte onde se utilizava uma bola laranja e diversos aparelhos de musculação. Dentro dela diversos detentos pareciam sair do local andando em direção a uma porta que dava em uma das entradas do prédio.

Chegavam a um local grande onde um grande numero de celas pareciam se fazer presentes em diversos andares, uma de frente para as outras, de lado com as outras e em cima das outras. Parecia ser uma construção diferente do restante do Quartel visto que as paredes e a estruturam tinham um tom mais industrial, diferente da mansão velha. Um dos marinheiros revistavam seu corpo e tiravam tudo que o mesmo tinha consigo, desde sua lança, os cigarros que tinha acabado de ganhar, o isqueiro e por fim seu dinheiro.

O grupo caminhava por mais algum tempo até conseguirem chegar a um quarto onde uma cela parecia estar preparada para o mesmo. A cela era simples, possuía uma cama que a muito tempo não parecia ter sido trocada, uma cadeira de madeira velha, uma pia acompanhada de um espelho trincado e uma janela mais ao alto onde barras de ferro faziam a ultima luz do sol sumir ao chegar. Acima da porta, na parte de dentro da cela, era possível encontrar um relógio que tinha uma espécie de cobertura de ferro e barras de ferro logo a frente, deixando um pouco difícil de verificar as horas. – Entre aí Silver. – Hen o fazia entrar logo após chegar vindo após alguns minutos de onde tinham vindo – Vire de costas. – Ele esperaria o homem virar-se de costas para as grades, fecharia a tranca e com uma chave tirada de seus bolsos tiraria as algemas deixando o mesmo preso e sem mais amarras em seu corpo. – Pois bem, falei com o sargento e depois de levantar os fatos, as denuncias e todas as outras situações envolvendo você e seu amigo que ainda está desacordado. O soldado que enviei quando estava no consultório retornou do porto... – Ele parecia encarar Silver nos olhos – Não encontramos qualquer corpo, claro, tirando os de mais cedo, você deve ter conhecimento do que aconteceu... – Ele tinha um olhar analítico – Não acho que você tenha mentido sobre o corpo, mas como não há qualquer sinal do mesmo não temos como lhe indiciar por algo que não existe... Você por acaso tem qualquer ideia sobre o que pode ter acontecido? Ou nunca teve um corpo afinal? – Ele mantinha certa distancia das barras de metal, mas nesse momento se aproximava um pouco, tocando ambas as mãos nas mesmas – Enfim, de qualquer jeito, sua pena por assassinato está sendo julgada pelas pessoas competentes e logo mais alguém irá lhe dizer o veredito...

Ele se afastava mais uma vez das grades largando as mesmas - Enquanto isso você pode se habituar a sua nova casa temporária, as refeições são distribuídas as 7 da manhã, 12 e 18 horas. Todas são servidas no grande refeitório, basta seguir as placas ou os outros detentos. Se posso lhe dar uma dica, é melhor chegar cedo ou pode ficar em uma situação complicada... Se quiser um pouco de ar livre pode ir ao pátio, a maioria dos presos vão ao local para treinar seus músculos ou apenas bater papo... Enfim, você está livre para fazer o que quiser, desde que não seja fugir daqui hahaha. – Ele então virava-se e ia em direção ao corredor por onde tinha vindo – Espero que não cause problemas para os agentes presidiários senhor Silver! – Ele então tinha a porta fechada por trás de suas costas e sumia. As pessoas nas outras celas escuras pareciam conversar com seus colegas de cela, deixando Silver sozinho já que não tinha alguém com quem dividir seu quarto pois estava sozinho. Pela janela e pelo relógio era possível ver que já passava das 20 horas.







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Re: I - Re-cobrando os sentidos Qui Maio 12, 2022 3:03 am


— Uma cama, uma cadeira e uma pia para higiene pessoal. — Observaria logo de cara, quase como uma indireta e fazendo um semblante de "nossa, incrível". — E pensar que muitos meninos e meninas lá fora não sabem o que é ter uma cama. Que muitas vezes vão dormir de barriga vazia. Mas isso não é problema nosso, não é mesmo, cabo Hen?! — Salientaria, virando de costas como o solicitado por ele, com os pulsos na altura da abertura da porta. — Mas se um porco qualquer morreu, então parem tudo, vamos fazer justiça. — Massagearia um pulso logo após o outro. — Muito melhor agora. — Por último, pularia de costas na cama e cruzaria ambas as mãos na altura da nuca.

O que eu deveria fazer em relação à pergunta de Hen? Ele estava falando sério mesmo? Ele acreditava que eu iria respondê-lo amigavelmente depois de eu ter o feito uma vez e ele ter me colocado nessa cela como resposta?! — Esse cara é interessante. — Pensaria em voz alta, imaginando que o Executor tivesse dado um jeito com a ocultação do cadáver, era a hipótese mais lógica, mas principalmente para que Hen soubesse ou desconfiasse que eu pudesse ter a informação comigo. — Talvez eu tenha mentido sobre o corpo... Talvez eu tenha mentido até mesmo sobre as dívidas... Talvez eu esteja aqui porque eu quero ou preciso? Percebe que a nossa relação está cercada de talvezes? — Nesse instante, me levantaria da cama e me aproximaria das grades que nos separavam, colocando ambas as mãos com um espaçamento suficiente de um metro nas barras e olhando pelo corredor, como se buscasse algo.

Desistiria da ideia de me comprometer, mais do que já havia me comprometido, se isso ainda fosse possível, e voltaria para a cama na mesma posição de antes, onde terminaria ouvindo as últimas palavras de Hen com os olhos fechados e esboçando um ronco, como provocação. Assim que pudesse determinar a sua saída, pelo silêncio ou por sons de passos se distanciando, sentaria-me rente as grades e tentaria ouvir a conversação alheia. — Hey, vocês! — Buscaria chamar a atenção dos meus colegas. — Estão há muito tempo confinados? Querem saber de uma novidade fresquinha? — Independente da resposta deles e tampouco me importando se estaria ou não atrapalhando a conversa, emendaria. — Algum maluco tem cometido diversos crimes pela ilha e isso trouxe uma frota da marinha para cá, isso não é engraçado? HAHAHAHAHAHAHA! — Começaria a rir como um maluco. — A ironia da vida... Estamos mais seguros aqui dentro do que lá fora. — Expressaria.

Ouviria atentamente qualquer comentário a respeito e mesmo a falta deste, uma vez que não responder também é responder e sem mais a acrescentar, com os sinais de cansaço também batendo em meu corpo, diria antes de me dirigir para a minha cama novamente. — Era só isso mesmo. Boa noite, senhores! — Deitado, fecharia os olhos permitindo que o sono viesse e torceria para que um relógio ou alguém me despertasse pontualmente no horário das 7, como o indicado.  


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