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Achiles
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I - Re-cobrando os sentidos Sex Abr 15, 2022 12:31 pm
I - Re-cobrando os sentidos

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Silver Khan. A qual não possui narrador definido.
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Re: I - Re-cobrando os sentidos Dom Abr 17, 2022 6:21 pm


O trabalho pode esperar. Pensava enquanto caminhava lentamente em direção da casa de abrigo que serviu como meu lar durante oito anos. Se eu estivesse certo, no meu bolso direito deveria estar uma rosa separada cuidadosamente para presentear Beatrice, minha colega de abrigo e que hoje atua como voluntaria sob a supervisão de Joana, a quem costumávamos chamar de bruxa e até hoje me faz ter um pé atrás com ela - até por isso não estou levando nenhum presente para ela.

Quando chegasse ao meu destino, faria questão de dar um toque em minha vestimenta, tirar qualquer sinal de amassado que pudesse existir, bem como jogar o meu cabelo para o lado, tudo para parecer o mais ajeitado possível para uma visita tão importante como essa. Quando finalmente tivesse terminado o meu ritual, bateria à porta com os três toques padrões com o punho fechado da minha mão direita, e, caso tivesse chegado no horário de sempre, seria fácil me reconhecerem.

— Bom dia, Bia! — Saudaria caso tivesse sido atendido por minha ex-colega, pelo seu apelido carinhoso. — Uma flor para outra flor. — Diria de maneira cordial, com o joelho direito apoiado no chão, antes de presenteá-la caso eu tivesse com a flor em mãos. No entanto, com o risco de ter esquecido, com tantos problemas e responsabilidades que recaem sobre mim, eu apenas me desculparia. — Me desculpe, acabei me esquecendo de trazer sua flor no dia de hoje, mas prometo recompensá-la com um café. — Prometeria. Caso a pessoa que tivesse me atendido tivesse sido a bruxa da Dona Joana, eu não esconderia minha cara de poucos amigos. — Ah! É você? O dia hoje promete ser obscuro. — A fitaria nos olhos, logo ela que costumava odiar o fato de eu visitar aquelas crianças.

— Enfim! Podemos entrar? — Sem mais delongas, perguntaria independente de quem tivesse me atendido, já indo entrando de qualquer maneira. Conforme fosse guiado pelos corredores daquela residência, não podia deixar de relembrar os bons e maus bocados que ali passei, esses eram alguns dos segundos mais nostálgicos do meu dia. — Bons tempos! — Leria em voz baixa. Também conforme as crianças fossem chegando até mim, entre uma brincadeira e outra pela casa, faria questão de acariciá-las em suas cabeças e recebê-las com um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto, até o momento em que nos reuniríamos na sala.
 
— Bom dia, criançadas! — Diria em um tom animador para despertá-los. — Como estão todos vocês? Estão sendo bem tratados por aqui? Como vocês sabem, o tio Silver tem se esforçado e muito para garantir a segurança do bairro e enviar os produtos básicos para a higiene de todos vocês, então caso haja alguma coisa de errado, eu quero ser o primeiro a saber. — Indagaria. — Mas deixando esse assunto dos adultos de lado, quem quer contar a história de hoje? — Nesse instante, eu faria uma análise minuciosa em cada rosto ali presente visando fazer uma contagem silenciosa se todos estavam ali, e se estivessem se havia feições de preocupações entre eles, para que pudesse apurar, e se faltava alguém, para o caso de ter sido adotado(s). Por fim, me sentaria com as pernas cruzadas e escutaria o que quer que eles tivessem para me oferecer, até mesmo o seu silêncio.

Minha visita tinha dois objetivos em especiais. O primeiro, garantir que tudo estivesse funcionando dentro da normalidade e com o meu trabalho afunilando as minhas visitas tenderiam a ficar cada vez menos frequente. O segundo, colocar a Dona "Bruxa" Joana contra a parede mais uma vez, só que dessa vez eu estaria mais confiante em obter uma resposta.

— Eu adorei a história, crianças, e quero dizer que todos vocês estão de parabéns por serem tão boas crianças. O futuro preserva apenas coisas boas para vocês, eu garanto. — Diria ao término da história. — Adoraria passar o dia inteiro ouvindo vocês, mas é chegada a hora do tio Silver ir embora. — Faria questão de abraçar as duas crianças mais próximas de mim, como um recado de que eu estaria sempre por perto, independente de onde eu estivesse. — Deixo vocês nas boas mãos da nossa Bia. — Aqueles últimos instantes, logo que eu terminasse de virar as costas, eram alguns dos segundos mais difíceis da minha vida. Apanhar para um criminoso não doeria tanto.  

— Não precisa me acompanhar, eu sei o caminho. — Diria para Bia, em um tom sério, indicando o próximo lugar da casa que eu visitaria. Sem mais a tratar naquela sala, eu partiria para os aposentos daquela que governava a casa com punhos de ferro e a que me recebeu naquele fatídico dia, 19 anos atrás. Dessa vez, no entanto, não bateria à porta e entraria direto, como sempre fazia. Caso ela tivesse me aguardando, voltaria a questioná-la pela milésima vez. Agora, no entanto, mais maduro e responsável e com novas técnicas empenhadas.

— Eu aprecio verdadeiramente o trabalho que a senhora faz aqui. As importantes decisões que a senhora toma seguirão o destino dessas crianças pelo resto de suas vidas. E por mais que possa doê-las momentaneamente, a senhora está pensando no melhor para elas. — Com meu conhecimento em Psicologia, tentaria desvendar algumas de suas motivações e apelar para o seu lado emocional, se ali existisse. — Eu não irei permanecer nessa ilha por muito mais tempo. Meu ciclo em Sirarossa está chegando ao fim e para que eu possa explorar esse universo gigante em paz eu preciso do nome daquele que me trouxe até esse abrigo ou o responsável por isso. — Cerraria os punhos em resposta a seriedade que a situação exigia. — Um homem que não conhece sua origem, simplesmente não existe. — Verbalizaria. — Independente do quão influente, poderosa e rica essa pessoa possa ter sido, eu garanto para a senhora que eu serei dez vezes mais algum dia, e os infinitos recursos que eu conquistarei nesse dia poderei tornar de grande serventia para a senhora, caso me ajude aqui e agora. — Ofereceria. — O que a senhora quer? Uma rua em seu nome? O seu legado para a eternidade? Eu farei questão de torná-los realidade. — Prometeria a fim de aumentar as chances de convencê-la.  

Eu aguardaria confiantemente por uma resposta que agregasse em minha busca e caso ela não estivesse presente no momento, aguardaria pelo tempo que fosse para que pudesse fazer esse último e importante questionamento.          


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Re: I - Re-cobrando os sentidos Seg Abr 18, 2022 11:44 am


 
Narração
12:00

O jovem chegava ao orfanato, a rosa que trazia consigo era de um vermelho vivo como sangue e tinha um cheiro característico bem forte, um aroma doce como mel. Ele se ajoelhava enquanto entregava a flor de forma cordial apesar de sua aparência um tanto quanto bruta em contraste com o objeto e gesto realizado. Bia recebia o presente e era possível ver que seu rosto corava um pouco, mas logo ela voltava ao normal ao ver que joana parecia chegar rapidamente para ver o que estava acontecendo. – Obscuro? – Joana parecia um pouco incomodado com a presença de Silver, mas se deixava sair com apenas um barulho feito por sua boca enquanto balançava sua cabeça. – Obrigada. – Bia ainda segurando a rosa com ambas as mãos, agradecia o presente

Silver ia entrando e as lembranças de um passado que tivera sido ao mesmo tempo que duro lhe trazia bons sentimentos, como toda criança vinda de uma situação de abandono. Os novos membros daquela residência tinham um olhar triste, mas ao ver a chegada do homem parecia dar um novo suspiro de alegria para as mesmas. A maioria não tinha mais que sete anos, sendo alguns ainda eram muito novos para até mesmo falar e pelo que parecia as próprias crianças pareciam fazer companhia umas as outras. As mais velhas já tinham uma expressão mais sofrida enquanto tentavam disfarçar ao notar a presença da pessoa que eles pareciam admirar de um jeito ou de outro. – Se comportem crianças! – Bia gritava ao ver correria e gritaria a sua frente, não parecia ser fácil para a mesma cuidar daquele grupo, porem ela não parecia estar triste, apenas cansada.

- Ta tudo bão, ontem a gente aprontou uma com a velha hahahahaha – Um dos mais velhos falava com um sorriso grande no rosto. Jonathan ou Jon para os mais íntimos. Ele tinha um corpo magro e alto para sua idade apesar de ainda manter um catarro em seu nariz que parecia não ter fim – Colocamos pimenta no café dela, você devia ter visto a cara dela hahahaha. – Enquanto ele gargalhava todas as outras crianças pareciam gargalhar junto, ele parecia ter se tornado uma espécie de líder para elas – Seu moleque! – Bia gritava enquanto corria atrás dele que apesar de magro parecia rápido como um tigre. O restante do tempo passava tranquilo enquanto as crianças mantinham uma conversa leve sobre suas experiencias e perguntando sobre o tempo de Silver naquele lugar.

Ele entrava como um touro dentro da sala de Joana que parecia estar tomando seu café que era característico da mesma, o horário permitia. – Pelo jeito ainda não tem modos. – Ela falava com um tom de áspero a entrada do homem. – Mas ainda tem jeito com as palavras... – Ela abria um sorriso enquanto tomava mais um gole de café. – Você deseja conquistar o mundo? Acha que tem o que é necessário para isso? Kishishishi cof cof cof – Enquanto ela ria tossia ao fim, demonstrava que os cigarros que fumava a tanto tempo pareciam estar cobrando seu preço – Eu não quero nada criança, depois que se chega a certa idade tudo que é necessário é um pouco de paz e um copo de café. – Ela levantava sua xicara e tomava mais uma vez um gole que era mais demorado, terminava puxando um pouco de folego, parecia estar relutante em suas palavras. – Se deseja ir por esse caminho devo lhe alertar o seguinte, é um mundo muito perigoso e que não irei dizer nunca, mas raramente vi alguém que seguiu por esse caminho e não está preso ou abaixo de um punhado de terra. – Ela olhava para a janela logo a sua esquerda, parecia meio que escapar daquele momento em um portal para fora dali em seus pensamentos – E não estou falando sobre sua vida de bandidagem, não se engane, estou falando sobre a vida que o trouxe até aqui enquanto você não sabia nem mesmo que era um ser vivo pensante. – Ela nesse momento olhava diretamente nos olhos do jovem – Porem se deseja tanto saber irei lhe falar, mas se de alguma forma você realmente acredita que eu desejo o bem de minhas crianças, escute meu conselho, esqueça sobre isso e vá viver sua vida. – Ela fechava seus olhos, escorava-se para trás fazendo com que a cadeira inclinasse levemente – Eu não sei quem o enviou até meus braços, mas não era uma pessoa comum, pelo jeito que se vestiam e pelo jeito que falavam não eram pessoas comuns de nenhum jeito. Se vestiam como nobres, mas falavam como os criminosos de baixa classe que vivem nas ruelas de nossa ilha. – Ela puxava um maço de cigarros de sua vestimenta e retirava um único solitário que parecia sobrar. Vagarosamente ela acendia o mesmo com um isqueiro prateado e após um longa tragada ela soltava a fumaça levemente – Se deseja conhecer mais sobre seu passado deve ir a Kano, mais especificamente a casa de banho Chifre verde de Jade. Os homens que o trouxeram em suas roupas tinham o emblema daquele lugar. Mas devo lhe alertar, aquele lugar é comandado por pessoas que vivem nas sombras e é apenas as sombras que você vai encontrar se deseja encarar esse abismo. – Ela terminava de falar e já puxava outra tragada no cigarro – Isso é tudo que eu sei, o resto depende apenas de você. – Ela terminava de falar e mantinha um rosto sério em seu rosto, porem era possível notar que ela estava um pouco apreensiva.

Logo era tempo de partir, Bia se despedia do jovem ainda com a rosa em mãos na saída da residência, ela parecia mais feliz do que quando o mesmo tinha chegado. Era possível ver que o tempo que tinha passado na residência era suficiente para o sol estar logo ao alto em seu esplendor.





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Re: I - Re-cobrando os sentidos Ter Abr 19, 2022 3:00 am


Partindo em direção ao que chamávamos de quartel general, mas era na verdade o restaurante que Neville mantinha como fachada, eu refletia sobre uma das últimas falas de Joana. O fato de ela ter guardado segredo por todo esse tempo, era possível que ela tivesse pensando única e exclusivamente na minha segurança e na dos meus colegas?! Pensando bem, eu sempre carreguei esse sentimento de ter recebido um tratamento diferente em relação aos demais. Era como se tudo tivesse um peso maior quando o assunto era relacionado a mim. "Silver derrubou um móvel e quebrou? Vai ficar sem sair com os colegas por uma semana." "Bia derrubou um móvel e quebrou? Foi mero acidente, coitadinha. Tomara que não tenha se machucado."

— Bruxa coisa nenhuma. — Sussurraria em um som praticamente inaudível, com a cabeça baixa - queixo na altura do peito - e as mãos pressionando os bolsos da calça devido as dúvidas que pairavam sobre minha cabeça. — As crianças estão em boas mãos. — Repetiria uma, duas, três vezes, tentando me convencer de uma bondade, experimentada pela primeira vez em muito tempo, que pudesse existir no coração de Joana.

Quando finalmente alcançasse meu destino, iria inicialmente observar a vizinhança à procura de um semelhante, aquele(s) com o mesmo uniforme que eu usava. — Boa tarde, cambada! — Eu investiria prontamente contra o meu colega mais próximo, buscando passar sua guarda e com a minha proficiência em briga, tentaria pregá-lo uma peça com a realização de uma banda com a minha perna direita e a mão esquerda apoiada em seu peito. — Eu estou feliz pra caramba! Consegui a resposta da minha vida. — Vociferaria em alto e bom tom, estendendo meu antebraço direito em seu auxilio e o reerguendo. Afinal de contas, nada daquilo passaria de uma brincadeira. — No final do dia, se eu ainda estiver vivo, iremos comemorar como nunca. — Eu o abraçaria por fim.

Ao término da minha abordagem um tanto quanto exagerada, admito, ou mesmo caso eu não tivesse encontrado ninguém em meu caminho para tal reação, entraria no restaurante para dar inicio a minha jornada de trabalho. — Boa tarde, senhores! — Acenaria para todas as pessoas no local naquele horário. Procuraria Neville logo pelo balcão e, caso não o encontrasse, perguntaria para quem quer que fosse o responsável pelo bar naquela hora. — Boa tarde, onde está o patrão? — Perguntaria. — Obrigado. — Com a resposta em mãos, seguiria até o seu encontro. Caso ele estivesse ali mesmo, melhor ainda, o importante era conversar com ele.

— Boa tarde, patrão. — Eu ainda não estava certo se poderia ou não compartilhar com ele a resposta obtida no orfanato. Apesar de me doer e desencadear em mim um sentimento de traição, sempre que eu expressei o meu interesse em descobrir sobre a minha origem sua reação não foi das melhores, por isso o meu cuidado. Eu também não descartava, no entanto, que ele tivesse colocado alguém para me seguir e até já soubesse da minha visita ao orfanato. Naquele momento a sós, aproveitaria para olhá-lo no fundo da sua alma tentando chegar a uma conclusão. — Qual é o serviço de hoje? Quem é o sujeito que eu vou precisar bater à porta? — Perguntaria, inicialmente em mais um dia comum.

No entanto, eu reservava experimentar conectar a minha necessidade às suas redes de conexões existentes pelos Blues. — Eu estive pensando se não seria a hora de, talvez, explorarmos novos horizontes. — Apesar do homem destemido que me tornei, confesso que entrar em determinados tópicos com Neville me trazia um frio na espinha. Ele era um homem muito mais experiente e mais bem sucedido do que eu. Eu obtive a informação de que a casa de banho Chifre verde de Jade, em Kano, um antro de criminosos da pior espécie, capazes de tomar uma criança como refém... — Faria uma breve pausa nesse instante, trancando a mandíbula e cerrando os punhos em sinal de raiva. — Estão com seus negócios fragilizados. — Concluiria. — Poderíamos, quem sabe, tomarmos uma fatia em seus negócios?! — Sugeriria, torcendo para que ele me oferecesse qualquer nova informação a respeito desse grupo, mesmo por acidente, o que acho difícil para um homem em sua posição.

Independente de uma resposta ou não sobre o tema, meu foco ainda estava voltado para concluir todos os serviços pendentes para a organização, afinal, essa é a melhor forma de atestar minha lealdade e compromisso com Neville. Caso ele não estivesse no momento, eu aguardaria pela sua volta, fazendo pequenos serviços de limpezas pelo estabelecimento, como tirar o excesso de álcool e farelos de comida sobre as mesas, recepcionar um ou outro cliente, entre outros serviços correlatos. Quando ele retornasse, e se retornasse, eu adotaria as mesmas falas citadas anteriormente.         


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yatto
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Re: I - Re-cobrando os sentidos Ter Abr 19, 2022 1:10 pm


 
Narração
13:00

Silver encontrava um colega, o homem de cabelos brancos tinha uma aparência mais jovem apesar de aproximadamente a mesma idade de Silver. Ele era mais baixo e tinha um olhar mais sério em seu rosto – Para com isso desgraçado... – Ele se encontrava escorado na parede de fora do estabelecimento apenas observando o movimento, algo comum para quem vivia no submundo, mas podia notar que ele estava mais matando o tempo do que realmente fazendo algum serviço. Ele se irritava um pouco com a brincadeira, mas sorria ao receber o convite para beber – Se estiver vivo né... – Ele respondia ao abraço enquanto parecia um pouco interessado nas palavras que o homem o tinha confiado. Aquele era Toru, um jovem que não era natural daquela ilha, mas que tinha recebido certa fama por ser um ótimo combatente e um homem de confiança. Apesar de sua aparência frágil era o homem que Silver conhecerá que nunca tinha perdido uma briga nas ruelas de Sirarossa e ele sempre lutava com uma espada de madeira que carregava para todo lado, era sua fiel companheira.

Entrando no restaurante era possível notar algumas caras conhecidas do grupo, alguns pareciam trabalhar como funcionários do local apesar de não parecer ter cliente algum, alguns pareciam matar tempo jogando cartas sobre uma mesa mais ao canto enquanto fumavam como uma chaminé e alguns apenas pareciam conversar até serem surpreendidos pela presença de Silver que chegava a pouco – Ele está nos fundos fumando. – Um dos homens apontava para a porta da cozinha, mas Silver sabia que era mais sobre atravessar a cozinha e sair pela porta dos fundos que levava a outra rua do outro lado do estabelecimento. Assim ele o fazia, passava pelas mesas, abria uma pequena portinha que dava acesso ao balcão e adentrava na cozinha.

A cozinha era simples e tinha um maltrato com as coisas que parecia que higiene era apenas um mito entre os bandidos que ali circulavam. Panelas enferrujadas faziam as refeições matinais e uma mulher grande e gorda pareciam mexer uma colher gigante enquanto encarava Silver que entrava. O jovem atravessava o pequeno espaço até chegar a uma porta de metal que dava acesso a saída do local. Do outro lado era possível ver um o rio Pochenta que cortava a porção da cidade onde estava. Escorado em uma estrutura de metal que servia para que desavisados não caíssem ao rio estava seu patrão Neville. Ele fumava um seu cigarro enquanto encarava as pessoas em suas embarcações pequenas que passavam pelo rio vagarosamente.

Ele notava a presença de silver virando seu rosto, mas logo voltava-se a encarar o rio. – Serviço né... – Ele tinha um tom estranho do que geralmente era visto em Neville, parecia um pouco nostálgico. Ele jogava o restante do cigarro ao rio e virava-se em direção ao jovem o encarando diretamente nos olhos, mas ainda escorado suas costas contra o ferro – Kano... onde diabos você obteve essa informação de que estão fragilizados? – Ele parecia agora mais sério do que a poucos instantes atrás – Kano é uma ilha perigosa Silver, você sabe ao menos do que diabos você está falando? Tem algum plano em mente? Sabe com quem está lidando? – Ele deixava de se escorar na estrutura de ferro e ficava cara a cara com seu subordinado. – O que lhe ensinei durante todos esses anos? Não se meta com um peixe muito grande ou pode acabar virando comida de tubarão... tsc – Ele puxava o braço direito para trás de sua cabeça e coçava – Nesse caso um verdadeiro rei dos mares. Chifre verde de jade... – Ele parecia um pouco incomodado com a proposição daquele que tinha praticamente adotado como filho a alguns anos.

Ele pensava em retirar mais um cigarro de suas coisas, mas hesitava e guardava o maço novamente em sua camisa social. – Sempre soube que sua ambição era grande e isso me preocupava um pouco, afinal, não era como se eu fosse o líder de um canil para apenas te dar uns tapas na cabeça e fazer se comportar... – Ele girava seu pescoço e era possível escutar os ossos do mesmo estalar com o movimento – Enfim... vamos primeiro resolver algo mais urgente... depois falamos sobre Kano. – Ele virava-se novamente para o rio ficando de costas para Silver mais uma vez. Apoiava seus cotovelos na estrutura de ferro e parecia acompanhar com seus olhos os casais que pareciam caminhar de mãos dadas do outro lado do rio em uma estrutura similar a onde eles estavam, uma rua feita de pedras. – Greg Smithers, ele é dono de um estabelecimento de carnes na rua Bucatini. A dois meses atrás pediu uma certa quantia de berries que falhou em pagar e pediu por mais um pouco emprestado a pouco mais de um mês. Ele sabe o que fez e que tem que pagar, de um jeito ou de outro, você sabe do que estou falando. – Ele levantava dois dedos da mão direita – Por duas vezes ele recebeu de nosso dinheiro então faça questão de receber de volta com os juros apropriados. – Ele virava um pouco seu rosto para olhar nos olhos de Silver – Dez milhões de berries, esse é o valor que nos pegou emprestado. Você deve recolher Quinze milhões de berries, nem um único berrie a menos ou a mais, capiche? – Ele voltava a encarar o rio – Se precisar de ajuda leve algum dos desgraçados que não estão fazendo nada, afinal, não estão fazendo nada. Pode ir. – Ele finalizava.      





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Re: I - Re-cobrando os sentidos Qua Abr 20, 2022 1:17 am


O rio Pochenta é, pela sua localização logo ao fundo do nosso quartel, aquele que eu sou mais familiarizado e, tal como ele percorre diversos caminhos, Neville soa muito próximo a ele, avançando quantas casas for necessário para levar nossa família ao topo da Sirarossa. — Peço desculpas se passei dos meus limites, mestre. — Expressaria com uma mesura completa em sinal de respeito. — Eu não quero que pense que estou seguindo por uma linha que não seja aquela que o senhor me ensinou, sei o papel que eu devo desempenhar e para onde estamos indo. Sou muito grato por todos os ensinamentos e à família que aqui conquistei. — Prosseguiria naquela postura até que ele tivesse se virado para o rio novamente. — Minha vida está condicionada a servi-lo e torná-lo no homem mais poderoso que Sira já assistiu. — Garantiria.
 
— A visão daqui é mesmo muito bonita. — Diria, ao me colocar ombro a ombro com Neville, não mais do que a um metro de distância, de frente para o rio e a cidadela. — O que isso lhe diz? Uma meta descartada ou um sonho ainda vivo? — Indagaria ante o cenário que era apresentado bem debaixo de nossos olhos: os vários casais aparentemente felizes - imaginando que aquela cena lhe trouxesse alguma sensação. — Nunca será tarde demais para constituir uma família. — Sugeriria. — É verdade que eu, Toru e os outros rapazes somos todos como membros da família, enfim, o senhor sabe onde eu pretendo chegar com isso. — Imaginando que a conversa poderia estar ficando mais séria do que o necessário, eu indicaria com a cabeça em direção da cozinha e a grande mulher que a ocupava. — Talvez possa começar por ela. — Insinuaria com o objetivo de quebrar o gelo.

— Mas claro, falando mais sobre o próximo alvo, prossiga, por favor. — A partir daquele momento eu me dedicaria integralmente ao objetivo da missão, a começar por prestar atenção em todos os detalhes pertinentes. — Greg Smithers... — Tentaria imaginar o perfil da pessoa com quem eu estaria lidando. A imagem de um homem gordo, com pelos por todo o corpo, uma camisa branca alguns números abaixo do que ele vestia sufocando em uma altura acima do umbigo e um avental marrom sobre uma pele gordurosa, usando um cutelo negro e um amolador de facas, era o que me vinha à mente. — Considere o trabalho feito. — Responderia confiantemente, voltando a me colocar em posição de mesura. — Eu levarei Toru comigo e nós voltaremos com todo o valor devido. — Confirmaria. — Alguma outra condição que o senhor queira satisfazer? — Perguntaria.

— Entendido. Com licença! — Sem mais a tratar, voltaria para o último lugar que havia trombado com Toru. — A folga terminou, seu vagabundo. — Avisaria-o. — Temos um trabalho para cumprir na rua Bucatini e suas habilidades em combate pode vir a ser muito útil. — Diria.

Conforme chegássemos à rua indicada, os nossos primeiros minutos ali possivelmente seriam determinantes para nos mostrar se teríamos uma vida fácil ou difícil, afinal de contas, havia a possibilidade de algum grupo rival ao nosso, e muito provavelmente conectado ao nosso alvo, estarem a nossa espera. — Tente não comprar a primeira briga que aparecer em nossa frente, seu brutamonte. — Sinalizaria para Toru. Meus olhos buscavam através de um uniforme, tatuagens, qualquer sinal que pudesse denunciar o(s) grupo(s) presentes na área e, se eu poderia reconhecê-los, de quais se tratavam.
 
O nosso primeiro objetivo era encontrar o estabelecimento anteriormente indicado. Para isso, buscaria o nome Greg Smithers, só Greg ou apenas Smithers relacionado a carnes em fachadas e letreiros em frente aos comércios e, quando o avistasse, entraria pela porta da frente. — Aguarde aqui fora e, no menor indicio de problemas, controle a situação sem alarde. — Geralmente esses lugares tendem a carregar placas na porta indicando o seu status como "Fechado" ou "Aberto", se conseguisse localizar uma placa como essa, mudaria para "Fechado", para que não fosse importunado durante minha visita. Caso não existisse, apenas trancaria a porta, se essa possuísse uma tranca.

Uma vez dentro do estabelecimento, procuraria observar o número de clientes ali presentes. Um número alto comprovaria e muito uma atitude de má fé do proprietário e dono da dívida, uma vez que aparentemente não teria motivos para estar passando dificuldades pelo alto número de dinheiro circulante em seu comércio. Um número baixo, no entanto, poderia indicar uma necessidade da sua parte, o que eu consideraria no momento da minha abordagem. Em seguida, procuraria por uma mesa especificamente com dois lugares disponível e logo ao me sentar tornaria evidente a minha etiqueta, ao procurar sentar nem muito colado à mesa, nem muito afastado, com a coluna reta.

— Com licença. — Chamaria a atenção do responsável pelo atendimento, com a mão direita levantada à meia altura, caso ele já não tivesse feito o atendimento. — Gostaria de falar com aquele que atende por Greg Smithers. — Se fosse o próprio Greg aquele que me atendera, ordenaria. — Por favor, sente-se. — Caso ele chegasse após o chamado do atendente, a mesma fala em tom de ordem seria adotada. — Por favor, me veja uma unidade do prato principal. — Solicitaria ao atendente, aquele que não tinha nada haver com o problema.

Em seguida, voltaria minha atenção ao agente principal. — Estou aqui representando meu mestre, você o conhece pelo nome Neville. — Iniciaria. — Recentemente você fez um empréstimo no valor de dez milhões de berries e esse valor ainda não foi quitado e, como você já deve ter percebido, eu estou aqui para assegurar o pagamento corrigido no valor de quinze milhões de berries, e devo dizer que não estou aberto à discussão. — Faria uma pausa com um entusiasmo evidente ao esfregar ambas as mãos no aguardo do pedido imaginando o quanto delicioso poderia ser o prato principal ali oferecido. — Então, como gostaria de resolver esse problema? — Aguardaria uma posição para a partir daí decidir quais seriam meus próximos passos.          


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Re: I - Re-cobrando os sentidos Qua Abr 20, 2022 7:59 pm


 
Narração
13:35

- Desgraçados como nós não podem ter uma vida comum, nunca tivemos como que iremos em algum momento ter? – Ele sorria, mas parecia um pouco incomodado com aquilo – Só traga meu maldito dinheiro ou algo de igual valor... – Ele concluía. Toru estava olhando para as pessoas na rua, mas não parecia de qualquer forma muito ligado era mais como se estivesse olhando para o nada e seus olhos estivessem por coincidência apontados para a rua. – Mas eu estou de guarda... – Ele olhava nos olhos de Silver mas logo percebia que não tinha muita escolha – Tsc, vamos lá... – Ele se desencostaria do estabelecimento, arrumava um pouco seu cabelo e começava a andar vagarosamente ao lado de seu companheiro.

Chegando na rua que lhes era indicado era possível ver um grande numero de pessoas, afinal, era uma rua de mercado onde as pessoas pareciam comprar todo tipo de coisa, desde roupas, armas, acessórios e claro, carne, principal método de negocio de Greg que era dono de uma pequena casa de carnes. A loja que procurava ficava em uma ruela de acesso à avenida principal deste distrito comercial, de longe era possível ver que as pessoas pareciam evitar passar em frente a loja do mesmo, provavelmente devido o cheiro forte de morte animal ou algo parecido, por algum tempo era notório que ninguém parecia muito interessado em entrar e comprar algo, ao contrario de outros loucas que pareciam bem mais agitados. Contudo em um momento ou outro era possível ver alguém entrando, mas saindo de mãos vazias o que era um pouco estranho, afinal, era normal que as pessoas entrassem em lojas não achassem o que procuravam e saíssem, porém, ao menos algumas entrariam e comprariam algo que achassem de seu agrado, aquele não era o caso da Meats, a loja de greg.

Adentrando no ambiente o cheiro forte de carne e sangue inundaria suas narinas, a cozinha de sua base parecia nunca ter feito uma higiene, mas aquele local tinha mais cara de que nem sabia o significado daquela palavra. Cabeças de porco penduradas em ganhos enferrujados, pernis gigantes sobre balcões e grandes peles expostas na parede. Quem estava atendendo os clientes era gordo, utilizava um óculos escuro preto e tinha um cabelo liso que só não chamava mais atenção do que seu bigode curtinho. Ele estava com um cutelo em suas mãos e parecia cortar um pedaço de carne que já parecia velho. Porem Silver não teve nem chance de chamar sua atenção antes que ele visse a dupla e começasse a correr para dentro de seu estabelecimento em uma porta branca que continua uma janela circular de vidro que se abria em um forte golpe do homem ao adentrar no local.

Caso silver entrasse por aquela porta encontraria um corredor de animais mortos e presos em ganchos de ambos os lados, direita e esquerda de um pequeno corredor. Obviamente aquele local era feito para ser um ambiente refrigerado para a carne não estragar, mas provavelmente estava mais quente do que o lado de fora. O cheiro forte e o sangue contido no chão e na parede deixavam todo o local mais sinistro. Ao fim do corredor o homem parecia querer acessar uma porta mas por algum motivo não parecia conseguir abrir a mesma – Mas que droga... – Ele batia na mesma, porem a porta se mexia, mas não parecia querer abrir de jeito nenhum. – A... é bem... hum... – Ele tentava ajeitar suas vestimentas – Já se passou um mês, nossa como o tempo voa não é mesmo hahaha. – Ele suava como aqueles porcos mortos uma vez suaram em suas vidas – Os negócios andam fracos como você deve ter visto, pelo jeito sirarrossa inteira virou vegetariana hahaha. – Ele tentava fazer uma piada, porem parecia muito nervoso – Vamos fazer assim, porque você não me empresta mais cinco milhões? – Ele dava um passo para frente – Eu pago próximo mês, com juros e tudo mais, eu só preciso de um pouco de incentivo sabe? Para comprar animais de qualidade, eu juro que vou devolver tudo. – Ele começava a sorrir enquanto gesticulava com suas mãos esperando uma resposta da dupla.
     






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Re: I - Re-cobrando os sentidos Qui Abr 21, 2022 3:06 am


Como nós depositamos o nosso dinheiro, ou melhor, o dinheiro de Neville nesse negócio repugnante e asqueroso? Penso eu que deveríamos ser mais criteriosos na hora de conceder ou não um empréstimo, desde analisar o histórico da pessoa, até a origem do seu dinheiro, aquele que será usado para quitar o empréstimo. Penso, também, como seria se eu já não tivesse escalado algumas posições dentro da hierarquia da organização e o quão merecedor eu sou disso. Uma pena, no entanto, que o meu lugar ainda seja esse.

Era desafiador olhar a dificuldade com que os próprios locais conviviam, optando às vezes por um caminho mais longo a ter que passar em frente àquele estabelecimento, sem contar a feição de poucos amigos daqueles que reuniram a coragem suficiente ou simplesmente não tiveram essa opção e é mais desafiador ainda que eu tenha que entrar para realizar o meu trabalho.
 
Pressionando as mangas da blusa contra a palma da mão, um cuidado meu para tentar neutralizar o contato com a podridão manifestada no ambiente e com a gola da camisa branca na altura do nariz a fim de tentar amenizar o cheiro, o que não surtia o menor efeito digassi di passagi, eu me aproximaria de Greg. A dificuldade de avançar um passo que fosse era enorme e eu poderia jurar de pés juntos que os resquícios de merda na sola do meu sapato e que eu não havia conseguido remover por inteiro na grama, o chão gorduroso acabara de eliminar.
 
— Não faça isso, pelo amor de Deus. — Alertaria, mais pelo fato de testar minha paciência e prolongar a minha experiência ali do que ameaçar escapar necessariamente. Não ameaçaria correr ou tentaria derrubar a porta, o que denunciaria um ato de desespero da minha parte. — Você vai mesmo me fazer ir até ai? — Diria em um tom ameno, usando da janela circular de vidro para confirmar o que havia da porta pra lá. — É agora que eu não entro ai mesmo. — Leria em um tom audível para que ele escutasse do lado de lá, uma vez que não tinha gostado da vista lá de dentro.

Ante uma resistência de sua parte, acessaria o espaço relutantemente. — HUURGH! — Imediatamente meu estômago embrulhou e se eu não desse um jeito de sair logo dali, muito provavelmente eu acabaria vomitando até me adaptar ao cheiro pútrido, característico do local. — Ok! Acabou a brincadeira. — Eu adotaria uma distância exata de um metro e noventa centímetros - o comprimento do meu bastão - nem um centímetro a mais nem um a menos. Segurando em uma ponta do bastão, eu pressionaria a outra na altura do trinco, visando eliminar qualquer possibilidade de fuga, uma vez que para acessar a outra saída só passando por cima do meu cadáver.

— Por que você está nervoso? Se eu tivesse te dado motivos: encostado em você, quebrado o seu balcão, ateado fogo, o que quer que fosse, tudo bem, mas aqui estou pacificamente e dotado de boas intenções. — Nesse intervalo, olharia para Toru, caso ele estivesse próximo. — Você o ameaçou, Toru? Talvez tenha lançado um olhar para ele mais agressivo? — Voltaria minha atenção para Greg. — Eu juro que não foi a intenção dele e não será a minha se você colaborar conosco. — Nesse instante, em um gesto de boa fé, eu retiraria minha mão do cabo do bastão e o recuaria até mim novamente. — Viu só? Não queremos te fazer mal, apenas receber o que por direito é nosso. Agora, seja um bom menino e nos mostre um local apropriado para negociar. Não sei por quanto tempo mais conseguirei ficar aqui. — Diria, virando o rosto e levando a mão direita até o nariz.

Se eu tivesse sido feliz em convencê-lo minimamente e um novo cenário nos fosse apresentado, poderia enfim respirar aliviado - ou melhor do que antes. — Viu só? Não foi difícil. — Eu procuraria ainda um assento para que ele pudesse se sentir mais confortável. — Por favor, sente-se. — Por fim, posicionaria-me não mais do que um metro e meio à sua frente. — Eu me chamo Silver, aliás. — Estenderia minha destra como um sinal de boa fé, mas recuaria depois de reviver sua imagem com um cutelo. — Permita-me recapitular a sua situação: foi dado um desconto para que você pagasse e você ainda negligenciou a divida. Você foi deixado confortável para escolher a melhor data para o pagamento e você ainda negligenciou a divida. — Iniciaria.

— Eu poderia listar mil motivos para você quitar a sua divida, mas vou me ater ao principal: o seu nome não entra na lista negra. — Minha atuação era inexistente, mas aproveitaria daquele momento para um monólogo. — Mas Silver, o que é uma lista negra? Você deve estar se perguntando. — Encenaria. — A lista negra é uma lista que compartilhamos com outros agiotas, bancários e profissionais do ramo em geral com o objetivo de alertar sobre aqueles que como você, são maus pagadores. Em outras palavras, você nunca mais vai conseguir dinheiro emprestado, sequer do Zé da Farmácia. O seu comércio vai ser boicotado, muito provavelmente com a alegação de que seus produtos são de má qualidade e até mesmo o embargo constante das autoridades pertinentes. — Mostraria.

— Minha oferta final e o melhor que posso fazer por você é, se não o pagamento integral dos quinze milhões de berries, o item que você possui de maior valor como compensação. — Colocaria à mesa. — Então, nós temos um acordo? — Encerraria.

Caso ele tivesse se mostrado resistente ao ponto de prosseguir com sua tentativa de fuga, dirigiria-me para fora com o objetivo de encontrar com Toru reservadamente. — Eu juro que tentei, agora é com você. — Para bom entendedor, meia palavra bastaria. — Traga-o com todas as suas cordas vocais funcionando. — Colocaria-me do lado de dentro do balcão, na mesma posição que havíamos o encontrado anteriormente. — Essa espelunca está condenada, fico me perguntando o que você teria de mais valioso para abater a sua dívida. O que será que você esconde nos fundos? E porque diabos alguém entraria em uma loja de carnes, conhecendo a sua fama e sairia de mãos abanando? — Eram algumas das dúvidas que pairavam sobre a minha cabeça. Mas, deixando de lado momentaneamente, voltaria a apresentar a sua situação e o melhor que poderia fazer por ele em busca de um acordo.           

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Re: I - Re-cobrando os sentidos Qui Abr 21, 2022 9:04 pm


 
Narração
13:35

O homem corria e a dupla de cobradores o seguia para dentro do dito cujo matadouro. Toru respondia a pergunta de Silver apenas balançando sua cabeça da direita para a esquerda. Apesar das palavras do jovem Greg parecia não atender seus chamados para encontrarem um novo local para conversar e por isso continuavam naquele ambiente estranho. O cheiro de carne podre subia forte mas o homem não parecia nem notar, provavelmente estava tão acostumado que nem mesmo era mais um problema para o mesmo. Silver ia tentando convencer o homem mas cada vez mais ele tinha um olhar um tanto quanto estranho de medo em relação a dupla de jovens, provavelmente não estava muito interessado em ouvir as possíveis soluções apresentadas por Silver.

Contudo algo mais chamava a atenção da dupla de cobradores, um barulho vindo de uma porta um pouco menor logo a esquerda. Ao escutar aquele barulho Greg parecia arregalar seus olhos e um grande sorriso que parecia recortar de um lado ao outro de seu rosto. – Pega ele Pit! – Greg gritava ao mesmo tempo que dava um forte chute contra a porta que estava a suas costas em um forte giro. A porta que por fim lutava tanto e resistia a seus impulsos por fim cedia dando assim espaço para ele fugir. Greg então com velocidade, mas sem nenhum jeito passava pela porta e começava a correr. Contudo o que provavelmente chamaria mais atenção da dupla era a figura que surgia da outra porta, um homem que provavelmente teria cerca de dois metros, cabelos ruivos mas o que mais chamava a atenção era o focinho e orelhas de porco. Sua expressão corporal curvada para frente e sua roupa suja de sangue davam um destaque a mais para uma aparência estranha.

- oinc oinc, iiihhh – O homem fazia um barulho estranho com sua boca e focinho e começava a avançar na direção da dupla. Em sua mão esquerda tinha consigo um cutelo para cortar carne tão grande quanto a cabeça de um porco. Ele não parecia rápido e pelo tanto de animais mortos pendurados entre eles e a dupla ele demoraria alguns segundos para chegar de fato, porem iriam se arrepender caso ignorassem a presença do homem. – Silver! – Toru gritava chamando a atenção de seu parceiro enquanto puxava sua espada de madeira de sua cintura. Contudo ele encontrava um problema, devido ao curto espaço seu espaço limitado para movimentos com uma espada ele engolia em seco enquanto parecia pensar em uma maneira melhor de lidar com aquilo, afinal, do jeito que o homem vinha na direção deles não parecia querer muito papo.

     






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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sex Abr 22, 2022 12:21 am


— Entendido. — Assentiria positivamente ante o alerta de Toru. — TSC! — Mordiscaria o lábio levemente ao confirmar que o cenário não estaria muito favorável para o meu estilo de combate e, para piorar, Toru também apresentava alguma prova. Naquele espaço vertical e com os porcos abatidos enfileirados em ambos os lados, muito possivelmente eu não conseguiria usar o meu bastão em seu máximo potencial, mas talvez eu conseguisse criar uma oportunidade de ataque para o meu aliado.

Como alternativa, eu deixaria o bastão rente ao lado esquerdo do meu corpo. A palma da minha mão esquerda seria apoiada a vinte centímetros de uma das superfícies do bastão, com o punho voltado para baixo, enquanto a mão direita, com o dedão voltado para o dedão da outra mão, seria apoiada no bastão no limite da extensão do meu braço. Com essa posição, eu conseguiria lutar muito limitadamente, com o auxilio de estocadas rápidas, movimentos verticais para cima e para baixo e movimentos horizontais breves.

Primeiramente eu buscaria confirmar se assim como a sua aparência sugeria, se se tratava de um ser irracional, colocando a ponta do meu bastão na altura do seu peito. Colocaria toda minha disposição na mão esquerda, que serviria como determinante apoio, enquanto a direita ficaria responsável por acompanhar os seus movimentos. Caso para a esquerda ele fosse, para a esquerda o meu bastão o acompanharia, enquanto o meu corpo seguiria para o lado oposto visando mantê-lo a uma distância segura de mim e de Toru.

Caso ele se mostrasse um ser racional ou ao menos parcialmente, eu arriscaria ligar a sua condição à responsabilidade de Greg. — Pit, não é? Foi assim que ele o chamou, Pit. — Leria em um tom submisso. — Olhe para a sua posição, somos nós os seus inimigos ou o homem que acabara de passar por aquela porta?! — Continuaria. — Ele nem esboçou felicidade quando o viu, mas alivio por tratá-lo como uma mera ferramenta de combate. Você está tão preso aqui quanto os porcos que nos rodeiam. — Insistiria.

Caso minhas palavras o alcançassem e ele titubeasse, nem que fosse por um milésimo de segundos, buscaria um golpe com o bastão, na vertical, de cima para baixo, em direção ao punho que ele mantinha o cutelo e item que verdadeiramente poderia nos trazer perigo, visando desarmá-lo. — Agora, Toru. — Sinalizaria para o meu aliado, caso lograsse êxito em minha tentativa. Mas não pararia por ai e, na sequência, um golpe diagonal, da esquerda para a direita, seria voltado contra o seu pescoço ou região mais próxima disso.

Com a possibilidade e pior cenário confirmado e ele se mostrasse um completo irracional, como acusara o seu grunhido momentos antes, a estratégia seria neutralizá-lo por completo. Para isso, uma estocada seria direcionada contra o seu focinho, girando conjuntamente ambos os punhos no momento do contato tendo em vista aumentar a sua potência. — Que merda acontece nesse lugar? — Certamente seus sentidos seriam bagunçados com isso. Em seguida, um ataque descendente, partindo de cima de sua cabeça, seria provocado.

Para a minha defesa pessoal e também a de Toru, eu adotaria de esquivas para fora de seus golpes e até mesmo usaria dos próprios porcos, jogando-os à frente da criatura que avançasse em nossa direção. Caso ele conseguisse se aproximar até um metro e meio de distância e desferisse um corte vertical, eu colocaria o meu bastão na horizontal, com as mãos separadas a trinta centímetros uma da outra, em direção ao cabo da sua arma. Caso os cortes viessem lateralmente, a defesa seria a mesma, só que com o bastão em pé.
 
Eu poderia estar terrivelmente enganado em minha intuição, mas Greg era a minha última preocupação naquele momento e se fossemos feliz em neutralizar aquela criatura, partiria em direção da sala que ela viera, torcendo para que outros deles não aparecessem.           

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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sex Abr 22, 2022 4:05 pm


 
Narração
14:00

O combate dentro do frigorifico começava, em uma investida irracional Pit corria como um verdadeiro animal em frenesi grunhindo como um verdadeiro porco. Silver com sua lança fazia um ataque rápido de cima para baixo visando acertar o cutelo do homem que o desarmava completamente, Toru notando a oportunidade, como um raio pulava para frente e com sua espada de madeira desferia um golpe forte no peito do homem que era jogado para trás com força caindo contra o chão. Ele balançava sua cabeça como se tivesse ficado zonzo com o impacto, mas logo se levantava mais uma vez, em uma velocidade verdadeiramente animalesca ele corria, pegava o cutelo que estava ao chão e gritava de forma assombrosa, quase como uma verdadeira história de terror. Ele começava a desferir golpes que eles poderiam apostar que eram aleatórios, desde cortes verticais, horizontais, tudo que ele conseguia fazer com seu braço.

O homem era forte, seus golpes rasgavam os porcos que estavam mais próximos de certa forma que se acertassem de forma similar a Silver ele com certeza perderia um membro. Ele continuava a atacar até deixar Silver em sua situação que em um golpe vertical, de cima para baixo ele desferia com toda sua força fazendo o bastão na horizontal ser o acessório que recebia maior impacto. A força do homem era tamanha que fazia silver ser arrastado para trás por alguns centímetros e ele sentia como se seus braços tivessem sido acertados por uma bigorna. Em um momento de pura fúria Pit levantava seu pé direito e acertava um chute no peito de Silver que o arremessava para trás como se fosse um saco de batatas. Toru surpreso com a situação não perdia tempo e avançava mais uma vez puxando sua espada de baixo para cima acertando o rosto do homem também o jogando para trás. Contudo o espadachim não esperava que a falta de destreza do homem também fosse seu maior triunfo, ao mesmo tempo que era jogado com o cutelo em mãos ele fazia um corte de baixo para cima acertando o peito de Toru que gritava de agonia.

A sorte do jovem era que devido o movimento de ser arremessado Pit não tinha tido firmeza para aplicar aquele golpe e por causa disso e apenas isso Toru não estava tão vivo quanto aqueles porcos que estavam presos a ganchos. O jovem ajoelhava-se no chão colocando sua mão esquerda sobre o peito e a olhando ficar escarlate devido o tanto de sangue que parecia sair de seu ferimento. Sua respiração ofegante demonstrava que ele estava começando a ficar cansado e agora tinha um ferimento no peito que nem mesmo entendia como tinha recebido devido a velocidade que tudo ocorria. Silver, jogado ao chão, no momento do impacto sentia uma dor que provavelmente se traduziria a como se uma bola de aço tivesse acertado seu corpo. O impacto do golpe era forte o suficiente para deixar o local roxo e avermelhado logo após ser atingido.

Do outro lado daquele ambiente Pit começava a se levantar mais uma vez, ele parecia mais uma vez atordoado pelo golpe de Toru, contudo aquilo tinha feito o homem ficar apenas mais furioso, como se fosse um búfalo em fúria ele avançava na direção de Toru mais uma vez, com o cutelo na mão direita ele pretendia acertar o aliado de Silver com um golpe de cima para baixo visando sua cabeça. Era possível notar que o jovem espadachim ajoelhado ao chão tinha dificuldades para se levantar e agir, seus olhos pareciam encarar o homem porco como se fosse o ultimo dia de sua vida.
     






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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sab Abr 23, 2022 3:04 am


— Ótimo golpe, Toru, nós o pegamos. — Celebrei ante a investida do meu aliado. Meu otimismo, no entanto, não se sustentou por muito tempo. Forte por si só, havíamos deixado a criatura ainda mais irritada e instigada do que antes. "Se isso me acertar eu terei grandes problemas." — Admitia ao testemunhar a voracidade com que ele atacava, dilacerando as carnes daqueles porcos com tremenda facilidade.

— Tor... — Antes que eu pudesse estabelecer uma nova linha de ataque, com as novas respostas obtidas, enfim meu bastão foi exigido contra as lâminas do seu cutelo. Sua força era avassaladora, ao ponto de não conseguir me manter em um só lugar, por mais que eu me esforçasse. "É só isso que sabe fazer?" — Esbocei uma confiança naquela posição, mas novamente, mostrando repertório, sofri a primeira grande humilhação com aquele chute. — Isso doeu. — Tatearia o meu corpo, em especial na região do peito, para ver se todos os meus membros estavam no devido lugar.  

— Parece que você não é tudo isso. — Sussurraria uma vez que tivesse confirmado tal cenário. No entanto, mal pude assimilar o golpe recebido e meu par, na tentativa de explorar a abertura que minha queda havia permitido, acabara sofrendo um corte sério em resposta. — Não, Toru. — Implodiria ao ver aquela cena. "Droga, meu estado também não é dos melhores." — Supunha ao tentar me levantar e sofrer com uma dor latejante na altura do meu peito. "Nada que um pó de arroz não resolva." — Determinado a não deixar que a dor afetasse o meu desempenho para a continuação da batalha, apoiaria o bastão ao lado direito do meu corpo e com ambas as mãos seguras no armamento me esforçaria para estar em pé novamente. — Agora você conseguiu me irritar, sua aberração. — Vociferaria.

Eu podia sentir que os meus braços ainda estavam pesados e como testemunha que fui de sua força avassaladora, adotaria uma estratégia diferente dessa vez: um contra-ataque ao invés de uma defesa direta. Dito isso, em resposta ao novo ataque inimigo, somando minha técnica refinada com o bastão e com a minha proficiência em acrobacia, em máxima prontidão e alerta, buscaria atingir a sua retaguarda através de um salto visando envolver o seu pescoço com o bastão, colocando força em meus bíceps a fim de mantê-lo aprisionado em uma pegada tradicional, por quanto tempo fosse necessário.

Caso obtivesse sucesso, mas não fosse possível aprisioná-lo por muito tempo, talvez resultado de uma força ou esforço maior por parte do adversário, repetiria a mesma estratégia, investindo em máxima velocidade com a mesma pegada tradicional onde teria como objetivo alcançar as suas costas, entrelaçar minhas pernas ao redor de sua cintura buscando uma sustentação maior e aprisioná-lo com meu bastão, na altura do seu pescoço, onde ainda jogaria o tronco para trás a fim de aumentar a dificuldade de escape.

Se observasse que não o alcançaria a tempo dele atingir Toru, assim que vencesse uma distância suficiente de um metro e noventa centímetros, estenderia o meu bastão com força sobre o seu abdômen, onde me ajoelhando, buscaria levantá-lo e arremessá-lo para longe - logo à minha traseira. Se lograsse êxito em minha tentativa, realizaria uma sequência de uma, duas, três, cinco, quantas estocadas fossem necessárias, na altura de sua cabeça, costas e cintura. Respiraria fundo e manteria aquela sequência por quanto tempo fosse necessário, até poder atestar que ele desmaiou ou teve sua energia drenada suficientemente.

Na primeira oportunidade que surgisse, correria ao encontro de Toru. — Você não invente de morrer agora. Eu tenho uma bebida para pagá-lo e costumo honrar minhas promessas. — Esse lado de minha personalidade não era necessariamente verdade, mas acredito que o motivaria a lutar pela sua vida. Em apoio ao meu aliado, eu retiraria a minha blusa e faria uma bola dela para pressionar contra o sangramento. — Mantenha-o nessa posição. — Fitaria-o por alguns segundos.

Uma vez que a situação parecesse estar sobre controle, voltaria minha atenção novamente à criatura. Havia aprendido que não poderíamos deixá-la armada e, para isso, aproximaria-me suficientemente do seu corpo, caso tivesse conseguido neutralizá-la, onde tomaria a arma branca com as minhas próprias mãos ou chutaria com os pés mesmo, caso possível fosse, para longe do seu domínio. Por último, ajoelharia com o meu joelho esquerdo na altura do seu pescoço, não para matá-lo, mas por pura imobilização, enquanto investigaria com as mãos livres qualquer pertence ou documento que ele poderia portar.           

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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sab Abr 23, 2022 11:30 am


 
Narração
14:20

Silver adotada uma estratégia diferente para lutar contra o homem porco, porém, aquele era seu primeiro erro naquela luta em meio a podridão daquele abatedouro. Ao segurar o homem, ele em um estado de fúria e com uma força com certeza sobre-humana jogava sua cabeça para trás acertando o rosto de Khan e abrindo seus braços para os lados com uma força superior, desprendia-se da prisão pretendida por Silver fazendo o bastão do mesmo cair ao chão. O rosto de Silver estava vermelho, porem o maior problema era seu nariz, começava a escorrer sangue como se o mesmo fosse uma verdadeira cachoeira vermelha em uma única linha fina, além do fato de quem estivesse encarando o mesmo de frente perceber que o mesmo estava um pouco torto. Toru ao ver aquela cena parecia retirar força de onde nem o mesmo sabia que existia e avançava contra o homem de aparência bizarra se metendo entre ele e seu amigo. Com sua espada de madeira ele realizava primariamente uma estocada em seu peito e em seguida sem perder tempo acertava novamente o queixo do mesmo de baixo para cima em velocidade fazendo o ser abominável recuar atordoado mais uma vez, porem agora parecia mais claro que o mesmo tinha sido afetado por aquele golpe.

Era possível escutar as pessoas passando pelo lado de fora, mas não parecia que quem estava do lado de fora de qualquer maneira parecia entender o que estava acontecendo dentro daquele estabelecimento. A porta que o homem tinha fugido estavam depois de toda aquela confusão, logo atrás da dupla e era possível ver que dava em uma pequena ruela onde diversos baldes cinzas de lixo pareciam se acumular com moscas que pareciam apreciar a condição precária de higiene.

- Você está bem? – Seu colega para seria se preocupar muito mais com Silver do que propriamente com seus ferimentos que pareciam muito mais graves. – Vai pegar aquele desgraçado, pode me deixar aqui eu vencerei esse porco., eu sou aquele que chamam de invencivel abaixo dos céus não é? - Ele ajoelhava-se novamente ao chão enquanto suava bastante misturando suor com sangue escorrendo por seu corpo. Em um local normal já seria evidente que o tanto de sangue que a dupla já tinha perdido ali era preocupante, mas devido a tanta morte animal, sangue espalhado para todo lado parecia deixar a cena muito mais suave do que parecia realmente. Caso Silver não atendesse o pedido de Toru ele então colocaria um grande sorriso no rosto – Temos que atacar juntos então ou iremos morrer aqui. Não sei mais quanto eu irei aguentar então é melhor finalizarmos isso logo. – Com apoio de sua espada de madeira como se fosse uma bengala Toru levantava-se e se colocava novamente em uma posição de lutar. Agora estavam ambos os homens um ao lado do outro e o humanoide mais a frente que parecia encarar a dupla com olhos cheios de malicia.

Pit passava o cutelo de uma mão para a outra enquanto fazia seus barulhos animalescos de porco, sua respiração também ofegante parecia ser quase possível enxergar devido a poeira e sujeira que pairava no ambiente deixando aquele ser assustador ainda mais amedrontador. – Cortar, eu preciso cortar. – Aquelas eram as primeiras palavras de Pit e elas tinham um tom sombrio e um linguajar pouco rebuscado, quase como se não conseguisse falar a língua comum. – Cortar, cortar, cortar, CORTAR! – Terminando com um grito ele avançava novamente em direção a dupla, portava o cutelo em sua mão direita que era levantada e parecia ser obvio que seu próximo golpe, ele tentaria acertar de cima para baixo quem estivesse mais próximo do mesmo e durante aquele instante seria Toru que não estava a mais do que três metros do homem que avançava como um touro em uma velocidade impressionante.







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Re: I - Re-cobrando os sentidos Sab Abr 23, 2022 5:01 pm


A sala pareceu girar ao meu redor e uma dor aguda e latejante tomou conta da minha cabeça. "De onde saíram tantos porcos assim?" — Eu podia jurar de pés juntos ver o dobro, triplo, talvez o quádruplo de porcos que realmente ocupavam aquela sala. "Recomponha-se..." — Eu fechei os olhos e relaxei os músculos por um momento, respirei fundo e depois novamente, ao ponto de não conseguir ver a investida realizada por Toru, sendo despertado por ele ao término de sua ação.

— Meu trabalho é garantir que as pessoas honrem seus compromissos. Que tipo de homem eu seria se virasse as costas para um amigo? — Bradaria em alto e bom som, para que minha fala repercutisse até mesmo nas almas daqueles porcos abatidos. — Eu venho lutando pela vida desde o meu primeiro minuto como recém-nascido e não é agora que eu vou deixar de lutar. — Nesse instante, ignoraria a dor e os danos sofridos e buscaria agarrar o meu bastão novamente com ambas as mãos, lutando para me colocar em pé, repetindo Toru e usando do meu bastão como bengala. Em pé, passaria a manga da blusa na altura do nariz a fim de limpar o sangue ali escorrendo, mesmo com a certeza de que não poderia contê-lo por completo.

— Os sentidos. — Entregaria para Toru. — Nos dois momentos que mais levamos perigo para ele, foram em golpes em seu rosto e na altura do queixo. Ele é forte, é verdade, mas como qualquer peso pesado, tende a ruir depressa. — Acrescentaria. — Ataques na altura do tímpano, nariz, ou o que era para ser o seu nariz e principalmente no queixo, determinarão o resultado dessa batalha. — Concluiria.
   
Com as mãos apenas alguns centímetros a mais do que a largura dos meus ombros, com uma distância de 50 centímetros entre elas, minha postura inicial consistiria no meu braço esquerdo totalmente esticado e a mão direita rente ao ombro. — AAAAAAAAAAAHHHH! — Gritaria no limite que minhas cordas vocais permitissem a fim de levar maior tensão aos seus sentidos, isso, claro, se minha teoria fizesse algum sentido. — A lateral direita é sua. — Em resposta a sua investida - como o cutelo estava em sua mão direita - eu começaria atacando o seu lado esquerdo privilegiado por ter a maior envergadura do combate.

Quando pudesse determinar que ele atingisse um metro de distância entre nós, eu investiria à meia altura pelo seu flanco esquerdo e então mudaria a postura do meu bastão rapidamente, movendo o braço direito para frente enquanto a mão esquerda ficaria responsável por criar um solavanco ao trazê-la para traz com força, em um ataque horizontal, da direita para a esquerda mirando o lado esquerdo da sua cabeça, com o objetivo de possivelmente atordoá-lo através de uma pressão de ar entre os seus ouvidos.

Caso ele abaixasse a sua cabeça, tirando-a do alcance do meu ataque, um segundo ataque seria conectado logo na sequência, agora, no entanto, o braço esquerdo seria redirecionado para frente, na direção do meu peito, em um golpe vertical, de baixo para cima, com extrema força sobre o queixo do adversário. Todavia, se ele mais uma vez se mostrasse esguio o suficiente ao ponto de desviar do meu golpe novamente, acreditando que ele pudesse ter encurtado ainda mais a distância entre nós, uma terceira e última alternativa seria adotada.

Eu apoiaria o bastão no chão, na vertical, rente o comprimento do lado direito do meu corpo, mantendo a distância de 50 centímetros entre as mãos e os braços formando um ângulo de 90º - um exemplo clássico de bandeira humana - como postura inicial. Em seguida, meus membros inferiores girariam de fora para dentro do avanço inimigo enquanto dirigiria minhas pernas acima da altura da cabeça de Pit e, em um golpe diagonal, vindo de cima para baixo, direcionaria meus calcanhares na altura da cabeça da aberração com a mesma mentalidade usada nos casos anteriores.

Se em algum momento observasse que eu e Toru estivéssemos em lados opostos na batalha e Pit tivesse colocado todo o seu foco e atenção sobre ele, o mais ferido entre nós, eu correria brevemente e então usaria do meu bastão contra o chão a fim de ganhar uma propulsão maior e saltar, procurando conectar no trajeto um poderoso chute com minha destra na altura do golpe de Pit - sempre no punho ou antebraço, nunca na lâmina - que visasse o meu aliado. — Você está bem, Toru? — Questionaria, antes que partíssemos para nos reposicionar novamente.

No que diz respeito ao tópico anterior. Para me reposicionar defensivamente, caso necessário fosse, entre um golpe e outro, eu usaria do apoio e da flexibilidade que só um bastão possibilita para me levar até a direção oposta aos seus golpes. Também adotaria movimentos acrobáticos como mortais traseiros e estrelas laterais para me esquivar de cortes breves.           

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yatto
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yattoNovato
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Re: I - Re-cobrando os sentidos Seg Abr 25, 2022 10:02 pm


 
Narração
14:45

A dupla voltava a batalha, em um movimento rápido Silver se lançava a esquerda evitando o golpe do homem porco que simplesmente acertava o ar sem sucesso em sua investida animalesca. Sua maestria com o bastão era a suficientemente necessária para acertar um forte golpe a esquerda da cabeça de Pit, contudo devido ao espaço mínimo em que estavam, ele acabava por acertar também os diversos defuntos de porco que jaziam ali pendurados a esquerda fazendo assim seu golpe que teria grande impacto não ser nem de perto tão efetivo quanto deveria ser. Mesmo assim a expressão facial de dor e o forte grunhido, como o de um porco sendo abatido, demonstrava que o homem tinha sentido o impacto. Toru não desperdiçava a oportunidade que lhe era apresentada, com a velocidade que só ele tinha, apesar de estar mais lento, ainda era a pessoa mais capaz dentro daquele local, puxava sua espada de madeira e acertava a parte de trás do joelho direito de Pit em um golpe vertical da direita para a esquerda que fazia o homem perder seu equilíbrio caindo de recolhendo sua perna direita.

Silver como se estivesse conectado com seu amigo realizava um forte soco vertical de baixo para cima no homem. Pit era jogado e deixava para trás alguns dentes o que fazia aquele ser que já era bizarro parecer ainda mais estranho com aquela boca cheia de sangue e com dentes faltando. – Que desgraçado resistente. – Toru suspirava forte enquanto lutava para continuar de pé, seu adversário estava a não mais do que três metros e piscava seus olhos como se não estivesse enxergando as coisas da maneira correta. O próximo golpe de silver era uma verdadeira obra de arte, apoiando-se em seu bastão ele iria acertar um forte chute em pit que era mais uma vez jogado para trás se chocando contra a primeira porta a qual eles tinham entrado dentro daquele ambiente. Com o choque a porta vinha ao chão causando um grande barulho.

Alguns segundos se passavam, Toru encarava aquela porta como se suplicasse para que o homem porco não voltasse a se levantar, como se sua vida dependesse daquilo. Contudo Deus parecia ter seus favoritos e como um verdadeiro homem voltando dos mortos Pit começava a se levantar, seu corpo grande e desajeitado em meio a madeira quebrada da porta era uma visão e tanto. – Esse cara é imortal? - Apoiando-se em seu cutelo e até mesmo se apoiando na parede para se levantar Pit estava mais uma vez de pé. Porem era obvio que o homem estava ferido, o jeito que ele se levantava, a forma como ele estava corcunda para frente, sua respiração ofegante e seu olhar morto demonstravam que ele estava passando por grande dificuldade – Cuidado Silver, quando o animal está mais encurralado que é o momento mais perigoso... – Toru tentava se levantar, mas caía ao chão logo atrás de Silver, seus olhos reviravam até o momento em que finalmente tocava sua cabeça contra o chão com impacto. O jovem não sabia se seu aliado estava por fim desmaiado devido a grande quantidade de sangue que tinha perdido ou se tinha finalmente encontrado seu fim naquele mundo, uma coisa era certa, tinha que acabar aquilo o mais rápido possível se quisesse ter uma conversa com seu amigo mais uma vez.

Pit durante esse tempo parecia mais calmo do que estava antes, não se sabia se era pelo cansaço ou por qualquer outro motivo, mas ele demonstrava uma espécie de sorriso sinistro em seu rosto. Aquela visão era certamente amedrontadora, logo após Toru cair aquele sorriso vermelho de sangue com dentes faltando e aquele olhar fixo no homem ao chão. – Cortar... – Ele falava baixinho agora virando seu olhar para silver, não mais correndo, mas andando lentamente ele seguia em direção da outra parte da dupla que ainda estava de pé. O cutelo na mão direita ainda levantado acima de sua cabeça, aquele ser monstruoso ofuscado agora pelo sol que entrava da porta destruída fazendo a silhueta negra do mesmo se tornar mais evidente era uma verdadeira cena de terror.






Historico: