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[I] - Amigo Qua Mar 02, 2022 8:31 pm
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Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Onahta. A qual não possui narrador definido.

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[I] - Amigo WN4Utd7

yatto
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Re: [I] - Amigo Qua Mar 02, 2022 11:27 pm
AMIGO
Oi, amigo
A jovem tinha acabado de se tornar livre, tinha atingido a maior idade e estava pronta para conhecer o mundo, seu sonho de infância e seu objetivo de vida. Com um sorriso no rosto seu cabelo curto balançava quando dava seus passos animados na ilha que tinha um nome estranho. Vivido sua vida inteira em sua vila não conhecia nada do mundo que não fosse por parte das histórias que escutava de outras sacerdotisas e por isso tinha o desejo de ver por si própria tudo que o mundo tinha a oferecer. Tinha desembarcado a não mais que alguns minutos, uma jangada que era feita de madeira que era bem diferente dos navios que uma vez ou outra via ao longe de sua vila. Seu primeiro adversário com certeza seria a língua, tinha o próprio idioma, Kenda, uma língua local que acredita que apenas sua vila falava. Tinha aprendido um pouco como era a língua padrão, conseguia entender e falar mesmo com dificuldade, porem sempre fazia um esforço tremendo para se comunicar, afinal, tudo que desejava era encontrar pessoas e fazer amigos.

Tantas possibilidades em sua mente, tantas aventuras a serem travadas, porém, o que a mais chamava atenção era uma coisa. O que as pessoas fora de sua ilha comiam. Em sua ilha natal as pessoas tinham uma amizade com a natureza e se integravam a mesma como um único ser. Mas não era por isso que não existia a caça e a pesca, a cadeia alimentar ainda era presente e tinha sua função na sociedade dos homens peixe. Era hora de seu primeiro contato com alguém do mundo exterior, engolia em seco, tinha se preparado a anos para isso e não poderia estar mais preparada, porém ainda tinha receio, afinal, tinha sido ensinada por sacerdotisas que pouco tinham conhecido o mundo – Mim chama Filha do espirito da terra, quer comida, onde achar. – Ela falaria para a primeira pessoa que tivesse uma feição amigável, um senhor de idade ou uma criança seria o que a mesma consideraria alguém amigável. Não teria lugar melhor para achar bons amigos do que em um ambiente que pudesse compartilhar um prato de comida e um copo de bebida.

Conseguindo o que desejava iria ir em direção ao local indicado, esperava que suas palavras tivessem sido entendidas, as falaria com confiança, porem como era seu primeiro contato com o mundo exterior ainda tinha receio de que pudesse ser interpretada erroneamente.
(C) Ross



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Última edição por yatto em Ter Mar 29, 2022 10:02 am, editado 3 vez(es)
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Re: [I] - Amigo Qui Mar 03, 2022 10:10 pm
Uma aventura ousada ou nada



A simples jangada, confeccionada com a madeira de Abeytu, havia sido uma boa companheira de viagem. Cumpriu sua função e permitiu que Onatah desbravasse novos horizontes, descobrindo uma ilha que era muito diferente de sua terra natal. Mesmo a distância, a imagem da ilha contrastava com o mundo que a jovem conhecia, era uma paisagem cinza, sem graça, monótona e imersa em névoa, ou fumaça, tais características faziam com que a ilha  divergisse completamente do ambiente cercado de natureza e cheio de vida que conhecia até então.

Na medida em que se aproximava de seu destino, Onatah pode notar que, apesar das primeiras impressões não indicarem isso, aquela ilha também era cheia de vida. Sua embarcação se aproximou de um porto, que parecia um lugar sujo e decrépito, mas, ainda assim, cheio de vida. Diversas embarcações estavam ancoradas nas docas, tanto navios mercantes de grande porte quanto pequenos barcos pesqueiros e diversos outros tipos, as diversas variantes que a jovem conhecia apenas a distância, agora podia ver de perto.

O porto estava infestado de humanos, da mesma forma que um cão que não se limpa a meses estaria infestado de pulgas. Homens descarregavam cargas do navio, enquantos outros abasteciam, famílias se reuniam perto das docas, para esperar a chegada de entes queridos ou se despedir. Tudo isso era envolto por uma fina névoa, sob um céu cinza e denso, ali, o ar parecia pesar mais era impregnado com um cheiro de peixe podre, o que não era de se estranhar, já que existiam diversas barracas espalhadas pelo porto que realizavam uma limpeza nos peixes frescos que chegavam a todo momento, separando as partes podres ou não comestíveis, deixando assim as partes não aproveitadas se acumularem para gerar esse odor desagradável.

A híbrida tinha certa dificuldade em achar alguma figura que pudesse julgar como amistosa, a maioria das pessoas ali eram homens, marinheiros de aparência nem um pouco confiável ou amedrontadora, com tatuagens, cicatrizes pelo corpo, dentes faltando ou cicatrizes deixadas por doenças, como sífilis. As mulheres que estavam no local pareciam estar muito ocupadas para serem abordadas por ela, imersas em seus próprios problemas, sejam eles chorar na partida de seu amado ou gritar para afastar cães da pilha de descarte de peixes, parecia que falar com elas seria apenas um perda de tempo, além de uma grande inconveniência.

A primeira missão da exploradora, encontrar um rosto amigo, não era tarefa fácil, talvez ela pudesse até mesmo se sentir sufocada, cercada por tantas figuras amedrontadoras que não pareciam se importar com a sua presença, já que seguiam suas próprias vidas em um ritmo frenético. A situação mudava quando, no meio do grande fluxo de transeuntes, uma criatura pequena e diminuta esbarrava nela, caindo para trás. - Aaargh! - Olhando para a origem do som, encararia uma criança que havia acabado de cair de bunda no chão. Era uma menina claramente mais jovem que ela, talvez quatro ou cinco anos, sua constituição era franzina, sua pele clara e seus cabelos eram brancos como a espinha de um peixe. Estava trajada majoritariamente de preto, usando uma capa que cobria todo o seu corpo e uma saia longa. Seria um conjunto de roupas extremamente ordinário, se não fosse pelo chapéu que carregava, similar aos que eram usados por piratas, que na sua cabeça parecia apenas cômico.

A menina carregava um saco em mãos, provavelmente de farinha, já que parte do pó escapou em sua queda e maculou suas roupas. Assim que se recompôs, a primeira coisa que fez foi verificar o saco e, vendo que estava intacto, suspirou em alívio. - Ufa, ainda bem que tá tudo aqui, ele ia me matar se eu perdesse essa carga. - Falava,mais para si mesma que para Onatah. A criança levantava, pronta para seguir seu caminho como se nada tivesse acontecido, mas parava ao escutar as palavras da jovem aventureira, que não deixaria o primeiro rosto amigável que viu fugir tão facilmente.

Solicita, a menina parava para escutar suas palavras, mas inclinava a cabeça ao final, como se não tivesse compreendido completamente o que foi dito. - Eu não conheço esse espírito da terra, mas se ele quer comida conheço um lugar, você pode mostrar para ele depois. - Ela estendia a mão para que Onatah segurasse, segurando o saco que carregava firme com o outro braço. Provavelmente a criança tinha entendido algo como “Me chame a Filha do Espírito da Terra! Ela quer comida, onde pode achar?” ou algo do gênero, era impossível ter certeza.

Se resolvesse acompanhar sua mais nova amiga, andaria pelo porto por cerca de seis ou sete minutos, até de se deparar com uma construção de madeira um tanto quanto rústica, de dois andares, que como tudo ao redor do porto parecia decadente. Parte da madeira estava mofada e as janelas de vidro estavam sujas, mas o espaço era grande e Onatah podia escutar música e gritos vindo do local, mas não um tipo de grito assustador.

Assim que a criança abriu a porta, todos no salão do local fizeram silêncio, até confirmarem quem havia chegado. Quando perceberam que Onatah estava acompanhada pela menina, simplesmente a olharam com um pouco de desconfiança e depois voltaram a fazer o que quer que estivessem fazendo, ou seja, para a maioria deles, voltar a entornar as canecas. Todos, aos seus olhos, pareciam mal encarados e intimidadores, como os homens que avistou no porto.  

A criança soltou a mão de Onatah e foi correndo até o homem que polia uma caneca atrás de um balcão e, após entregar a mercadoria que carregava, deu um grande abraço no homem. - Irmãozão, essa aqui é minha nova amiga. - Ela apontava para Onatah. - Ela tá procurando por um espírito da terra, pensei que já que você conhece todo mundo, talvez conhecesse esse cara aí também. - O homem, como a criança, também se vestia todo de preto, tinha algumas cicatrizes no rosto e uma feição tão magra que parecia ser cadavérica.  

O homem encarava Onatah e fazia uma pergunta simples e direta. - Você bebe? - Sem esperar a resposta de sua pergunta, pegava a caneca que havia acabado de polir e a enchia com o líquido proveniente de uma barril que estava atrás do balcão, ficando de costas para a recém chegada por um instante. Deixou a bebida sobre o balcão e, um pouco mais amistoso, perguntou. - Eu nunca vi você antes, você é nova por aqui, não é? - A pergunta parecia surgir de uma curiosidade genuína. Apesar da aparência estranha, o homem parecia estar disposto a escutar o que quer que a jovem estivesse disposta a dizer.


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Re: [I] - Amigo Sex Mar 04, 2022 12:35 am
AMIGO
Oi, amigo
A cidade tinha um ar de morte ao mesmo tempo que de vida, era difícil explicar aquela sensação que a mesma sentia, não era nem de perto o contato com a natureza que tinha em sua vila, porem também era animador, saber que aquele tipo de lugar existia. Ela respirava fundo enquanto procurava por um olhar amigo, contudo tinha uma dificuldade que não esperava encontrar, porem mantinha o sorriso no rosto, para conquistar as pessoas precisava primariamente demonstrar que estava feliz para que a outra pessoa pudesse retribuir o mesmo tipo de expressão para ela. Por obra do destino ou não encontrava alguém que parecia ter uma afeição no mínimo mais atrativa para seu approach, uma jovem que tinha uma aparência que em nunca em sua vida tinha visto antes. Suas roupas negras lembravam das sacerdotisas do caos, mas sua pele branca demonstravam que a mesma não tinha qualquer tipo de envolvimento com aquele povo. Ela tinha aparência de ser mais jovem do que a garota peixe por isso lhe dava uma certa esperança de ter finalmente encontrado alguém para com quem se relacionar.

Ficava curiosa sobre o que seria aquela carga de pó branco, não tinha aquilo em sua terra natal, ao menos não parecia que era algum tipo de legume ralado ou coisa do tipo. – Ahn? – Onatah virava um pouco sua cabeça para a esquerda e fazia uma pequena expressão de surpresa. Não tinha entendido muito bem a resposta da garota, mas assumia que era a barreira de linguagem demonstrando seu primeiro desafio. – Isso isso. – Ela apenas concordava esperando que tinha entendido certo o que a garota tinha falado e que estava no caminho que desejava.

Ela iria acompanhar sua nova conhecida por algum tempo até chegar em um lugar que tinha uma construção de madeira. Era completamente diferente das casas de sua tribo que eram feitas também de madeira, mas a palha era muito mais presente. Não tinham aquilo que pareciam ser buracos nas paredes, e para ela aquilo era algo muito grande e robusto para servir de residência, parecia mais um templo ou algo do tipo. Ao entrar no local sentiu a desconfiança das pessoas então falou baixinho apenas – Olaarr.... – Tão baixinho e com uma timidez que provavelmente mesmo que estivessem perto da garota conseguiriam escutar. Balançava a cabeça e voltava a ter um olhar de confiança, era sua primeira aventura e tinha que deixar a vergonha de lado ou falharia em sua missão.

- Prazer, Filha do espirito da terra. – Ela abaixaria um pouco sua cabeça em um enquanto juntava o punho esquerdo fechado com a mão direita aberta logo ao seu perto. Uma saudação de respeito que era utilizada em sua vila natal. – Claro que bebe! – Ela fazia um sorriso no seu rosto – Quem bebe não? Água, Adsila, toda coisa Kyahahaha – Adorava o chá de flores que tinha em sua vila natal, era feito de uma rosa amarela que lhe fazia ter uma boa digestão. Ela pegaria a caneca com a mão esquerda enquanto fazia um pequeno bico com sua boca e fazia uma expressão de curiosidade em seu rosto. Viraria seu rosto para o homem e voltaria a se apresentar – Mim ser de Abeytu, vila pitica, qual nome seu? – Ela falava com um sorriso no rosto tentando descobrir o nome das pessoas que estavam consigo, enquanto puxaria seu braço esquerdo e colocaria o liquido em sua boca. Caso o liquido tivesse um gosto adocicado ela beberia o copo por completo e deixaria o mesmo vazio no balcão. Caso tivesse um gosto mais amargo ou ate mesmo salgado ela faria uma expressão como se tivesse tentando esconder seu desanimo. – Bom bastante! – Em ambos os casos ela iria elogiar, afinal, tinha aprendido que deveria agradecer tudo que receber. – Divertido na ilha, o que? – Procurava ela por algo divertido, afinal, um novo mundo se abria para ela e gostaria de gozar do prazer de se tornar uma aventureira, porem, algo era muito mais importante no momento – Importante assunto, querem ser amigos? – Falaria com um sorriso no rosto enquanto esperava uma resposta de forma empolgada. Seu objetivo desde sempre era reunir pessoas para que pudesse chamar de amigos e tinha encontrado já em sua jornada alguém que lhe tinha oferecido algo para beber e uma criança que a tinha levado até lá. Se a perguntassem, responderia ela que era o começo perfeito para sua aventura.

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Última edição por yatto em Ter Mar 29, 2022 10:03 am, editado 1 vez(es)
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Re: [I] - Amigo Sab Mar 05, 2022 9:32 am
A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas



Assim que Onatah se apresentava, o homem atrás do balcão ficava um pouco confuso. Passava alguns segundos com a cabeça inclinada, observando a jovem, e por fim parecia entender a situação. - Então você está procurando por esse “espírito da terra”, que é o seu pai? - A confusão provavelmente se dava pelo fato da criança ter mencionado que a híbrida procurava por um espírito da terra quando a apresentou ao seu irmão.

Diante da saudação da aventureira, que aos seus olhos parecia extremamente formal, o homem apenas acenava com a cabeça. Quando a jovem afirmou que bebia, foi correspondida com um sorriso pela primeira vez, não um sorriso que parecia ser por pura e simples educação, como se daria para qualquer um que passasse por aquele local, mas um sorriso genuíno. Apesar de parecer ficar confuso com alguns termos usados pela mulher, como Adsila, ele ria junto. - A fórmula dessa bebida foi inventada pelo nosso avô, espero que goste. Aviso que não é uma unanimidade, alguns gostam, outros odeiam, mas eu tenho orgulho de continuar fabricando essa bebida mesmo que ele não esteja mais por aqui. - Quando mencionasse a sua terra natal, veria por instantes um semblante confuso no rosto do homem, como se ele nunca tivesse ouvido falar sobre o lugar antes. - Meu nome é Henry, nascido e criado aqui mesmo, em Illusia. E você, qual seu nome? - Henry, assim como sua irmã, parecia ainda não ter entendido que Filha do espírito da terra era o nome da garota e não um título honorífico ou uma forma de se referir a outra pessoa.

A expectativa no rosto de Henry quando Onatah começava a beber não podia ser escondida, parecia que ele realmente se importava com a opinião que ela ia ter quando deixasse a caneca vazia. A bebida era transparente, tinha um cheiro adocicado e, relativo ao seu sabor, a Filha do espírito da terra podia sentir notas de melaço, caramelo e canela. Era uma bebida muito gostosa, se esses sabores fossem de seu agrado, mas, enquanto bebia, sentia uma queimação leve em sua garganta, nada demais, mas era algo que provavelmente não estava acostumada. Quando o veredito foi dado, Henry entendeu que a bebida era boa o bastante, não bastante boa. Deu um sorriso contido, que provavelmente seria muito maior se entendesse o que ela realmente queria dizer, e declarou. - Fico feliz que tenha gostado, essa é por conta da casa. - O homem rapidamente pegava a caneca que Onatah havia deixado sobre o balcão e começava a limpá-la com um pano.

O processo de limpeza do copo, que era praticamente automático, foi interrompido por um leve grito de dor. - Ouch! - Nesse momento, a Filha do espírito da terra percebia que a criança que a trouxe aquele lugar estava, agora, atrás do balcão e havia acabado de chutar a canela de seu irmão mais velho. - Ei, não se esqueça que eu ainda estou aqui. Eu trouxe a farinha, quero meu pagamento. - O homem respirava fundo, passava uma das mão sobre o rosto e suspirava. - Certo, um trato é um trato, mas não precisava me chutar, Emma, sua amiga vai achar que você é uma bárbara sem educação, é essa impressão que você quer passar? - A garota parecia se sentir um pouco culpada, olhando para baixo, mas não respondia nada.

- Vamos, feche os olhos e vire-se. - Ordenava Henry para sua irmã mais nova, que obedecia. O homem olhava ao redor, procurando notar quem o observava e, em sequência, com extrema criatividade e cuidado, se abaixava, ficando oculto pelo balcão. Retornou após alguns segundos, carregando algo envolto por um pano verde, que segurava em suas mão como se fosse algo muito precioso. Colocava a carga sobre o balcão, puxando o pano que a cobria e revelando seu conteúdo, um pote de vidro cheio de biscoitos. - Pode abrir os olhos agora. - Assim que a pequenina via o pote de biscoitos, seus olhos pareciam brilhar com a intensidade de mil sóis e ela começava, literalmente, a babar um pouco. Henry abria o pote e Onatah podia sentir nesse momento um cheiro doce e almiscarado tomando conta do ar, ele pegava um biscoito e o entregava para sua irmã, que estendia as duas mãos como se estivesse recebendo uma hóstia sagrada.

Emma parecia não ver nada além daquele biscoito e, nesse instante, Henry executa sua vingança. - Ai! - Gritava a menina após receber um peteleco na testa, forte o suficiente para fazer com que um barulho “oco” alcançasse os ouvidos da Filha do espírito da terra. Quando a aventureira perguntou sobre algo divertido, assim interrompendo o conflito entre irmãos, Henry ficou pensativo por segundos antes de responder. - Bem Illusia é um lugar grande, então depende muito do que você gosta de fazer, mas se você tiver muito dinheiro eu provavelmente diria o Jockey Plaza. - Emma, por sua vez, tinha uma resposta que demonstrava muito mais animação e emoção. - Você tem que ir comigo na Grande Feira, eles tem um montão de brinquedos legais lá, umas comidas gostosas e às vezes eles até tem uns palhaços e malabaristas, talvez esse espírito da terra esteja lá, já que tem um montão de gente. - Emma falava com uma empolgação vista apenas quando um cachorro reencontrava seu dono e, nesse instante, olhava para seu irmão com olhos pedantes. - Se ela for, pode me levar junto não é, quer dizer, eu posso levar ela, pra ela não se perder sabe. - Henry pensava na situação, como se esse realmente fosse um assunto sério. - Pode ser, desde que você me prometa que vai voltar antes do anoitecer, você sabe que as ruas aqui podem ficar perigosas, principalmente se você estiver sozinha. - Henry encarava Onatah e perguntava. - Você vê algum problema em cuidar da minha irmã durante essa tarde? - O jovem esperava a resposta.

Quando Onatah falou sobre amizade, Emma logo se pronunciou, partindo seu biscoito ao meio e entregando uma das metades para a híbrida. - Nós já somos amigas, bobinha. - Henry apenas sorria observando a situação.  

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Re: [I] - Amigo Sab Mar 05, 2022 11:38 am
AMIGO
Oi, amigo
- Pai? – Novamente a garota virava um pouco sua cabeça para a esquerda sem entender muito bem o que lhe era perguntada. – Sim, eu meio peixe. – Ela respondia entendendo que o homem a tinha chamado de Pati, apesar de não entender muito bem do porque ele sabia como era o nome de sua raça, poderia apostar que uma sacerdotisa do passado poderia ter ensinado para as pessoas daquela ilha, uma demonstração de que sua vila de uma forma ou de outra estava começando a interagir mais com o mundo. – É bom a bebida estranha. – Ela falava com um sorriso no rosto. O gosto adocicado a tinha agradado, mas tinha algo que a deixava estranho, um gosto diferente de tudo que já tinha comido antes, com certeza não era algo que poderia ser encontrado em sua vila. Apesar de falar que era bom não era la algo que ela tinha gostado muito, porém, não iria dizer aquilo na presença daquele que de bom grado a tinha oferecido algo para beber.

O homem retirava algo que tinha uma aparência e um cheiro agradável, com certeza a jovem meia peixe estava interessada naquilo. Seus olhos se arregalavam e ao ver a reação da garota de vestes negras ela poderia jurar que aquilo com certeza era algo gostoso. – Dinheiro? É de comer? – Ela falava com uma expressão um pouco surpresa, porem, mesmo naquele momento não tirava os olhos do que a garota tinha recebido. Em sua terra tinha algo com uma aparência parecida, mas nem de longe tinha um cheiro tão agradável. Takala, tinha um gosto meio neutro como se estivesse bebendo água solida, não tinha cheiro de nada e muito menos despertava qualquer interesse de qualquer pessoa que já não fosse um ancião. Porem aquilo era diferente, tinha tido sua primeira experiencia culinária fora de sua ilha, não era a bebida mais gostosa do mundo, mas com certeza era algo diferente de tudo que tinha bebido antes.

- Grande feira? Querer ver! – Dava um grito, seus olhos pareciam que iriam pular de sua cabeça de tão animada que ela parecia. Em sua terra natal existiam festivais, se fosse algo parecido com aquilo com certeza ela não poderia deixar aquilo passar. – Ir! – Gritava mais uma vez enquanto apontaria para cima com o indicador de sua mão direita, mais uma vez demonstrando sua vontade para uma nova aventura. – Eu cuidar, ser grande guerreira. – Fechava seus olhos enquanto cruzava seus braços e balançava sua cabeça de cima para baixo vagarosamente.

Porem a maior surpresa que ela teve naquele dia foi o fato da garota lhe dar metade do que quer que fosse aquilo. Mais uma vez ela fazia um bico com sua boca de curiosidade enquanto encarava a metade que recebia de forma singela segurando com ambas as mãos. – Amigas? Kyaaaaa – Ela dava um sorriso que pegava de um lado ao outro de seu rosto enquanto daria tapinhas nas costas de sua nova amiga. Tinha feito sua primeira amizade. Sentia vontade de chorar, mas resolvia se controlar, seus olhos ficavam um pouco vermelhos, mas ela de prontidão passava o braço esquerdo sobre seus olhos fazendo com que o pano branco de suas roupas evitasse uma tragédia eminente. – Pega. – Ela retirava uma bolsa de um de seus bolsos laterais da manta branca – Presente também ter. – Ela entregava para a garota, uma pequena bolsa que continha um monte de pequenos pedaços de metal que o ancião da vila tinha lhe entregado. Não entendia qual a função exata daquilo, mas antes de sair lhe tinha dito que era para entregar as pessoas da ilha aquilo quando recebesse ou precisasse de algo, seu nome era berius ou algo parecido. – Com troca de presentes, agora amigas. – Balançava a cabeça mais uma vez para cima e para baixo enquanto reafirmava sua amizade. Comeria a parte que lhe era recebida, esperava ser algo gostoso e por isso estava muito animada quanto a aquilo.

- Vamos! Lidere o bonde! – Puxaria sua nova amiga pela mão em direção a entrada por onde tinham acabado de passar. Esperaria ela que sua amiga liderasse o caminho em direção a feira, se tivesse sorte poderia encontrar mais amigos, mais aventuras e todo tipo de coisa que uma boa história no futuro pudesse contar. No caminho iria observar bem por onde passava, com passos curtos e ritmados mantinha uma velocidade que fosse o bastante para que pudesse apreciar a viagem e ao mesmo tempo chegar rápido ao local desejado. Até mesmo caminhar pelas ruas era uma aventura para a garota que até a pouco tempo vivia em meio a floresta pulando de arvore e arvore com e como macacos e correndo nas matas. – Fica perto, se não perde. – Falava ela com sua amiga, tinha medo de em meio a todo aquele novo mundo se abrir para ela, se perder de sua nova amiga. Em uma floresta seria fácil se localizar, porém, naquela selva de pedra era algo totalmente diferente.

Quando chegasse ao local iria manter seus olhos e ouvidos aguçados, daria atenção para as coisas chamativas primeiro, coisas coloridas e brilhantes, algo que não existia em sua terra natal. Depois para as pessoas, vivia em uma vila de homens peixe, então qualquer coisa que fosse fora disso era completamente novidade e por ultimo mas não menos importante, qualquer tipo de coisa que pudesse comer.

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Re: [I] - Amigo Seg Mar 07, 2022 9:31 am
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Henry ficava surpreso, ou melhor, horrorizado, ao perceber que a forasteira desconhecia o conceito de dinheiro. Em outras situações provavelmente não se importaria com isso, ela seria apenas mais uma pessoa ingênua em uma cidade grande, mas como essa pessoa ingênua cuidaria de sua irmã, as coisas eram bastante diferentes. O barman tateava seus bolsos e agarrava uma moeda de berry, em seguida, jogava-a ao ar. A moeda girava e reluzia, até que o homem interrompia sua trajetória agarrando-a em meio ao ar e colocando-a bruscamente sobre o balcão, fazendo um barulho seco e brusco nesse processo. Apenas com o dedo indicador sobre a moeda, empurraria a mesma em direção a Onatah. - Isso aqui é dinheiro, você pode trocar isso por qualquer outra coisa, desde que a quantidade seja suficiente. Comida, roupas, jóias e presentes, você pode conseguir tudo com isso aqui. - Ele esperaria por uma confirmação da híbrida, para ter certeza se ela havia compreendido o conceito de dinheiro ou não, explicando novamente com palavras mais simples e gestos se fosse necessário.

Emma praticamente saltitava de alegria após sua amiga declarar o interesse de ir até a Grande Feira, e não ao Jockey Plaza como seu irmão havia sugerido. Além disso, não ir sozinha era uma condição para que a criança pudesse deixar o local e a declaração de Onatah, que afirmava ser um grande guerreira, resolvia isso, embora nem a criança e nem o seu irmão mais velho parecessem estar convencidos por essa afirmação. - Fico mais tranquilo em saber que ela ficará segura. Quando o sol cair, traga-a de volta para cá. Vou preparar algo para vocês comerem quando voltarem. - Declarava Henry, com um sorriso no rosto. Apesar de desacreditar nas habilidades de combate da aventureira, não achava que ela era uma má pessoa que pudesse prejudicar sua irmã e isso já lhe bastava.

A reação de Onatah, após a declaração de amizade ser feita, era exagerada e pegava Emma de surpresa, mas a criança logo entrava na onda, retribuindo o abraço caloroso e os tapinhas nas costas, deixando umas risadas escapar enquanto se divertia com a situação. Quando a troca de presentes ocorreu, os olhos de Emma brilharam novamente, como se tivesse visto a jarra cheia de biscoitos mais uma vez. - Não precisava, isso é muita coisa. - Mesmo com essa frase, a menina pegava o dinheiro sem hesitar. - Nós vamos comprar um montão de coisas, comidas, brinquedos, roupas, brinquedos, vamos pagar para desenharem a gente, brinquedos… - Muito animada, Emma parecia se perder em seus próprios pensamentos, a criança claramente tinha uma noção distorcida de quanto aquela quantidade de dinheiro realmente valia, mas Onatah não estava em posição de corrigi-la e não seria estranho se fosse levada por essa falsa ilusão de riqueza.

Observando a cena, Henry colocava uma das mãos sobre o rosto, suspirava e declarava. - É, parece que você entendeu como o dinheiro funciona, só tem um problemas de conversão de valores. - Riu da situação, consciente de que não poderia fazer nada mais para ajudar a mulher. Quando a híbrida declarasse que a troca de presentes selava a amizade, Emma contestava. - Não, mesmo sem isso somos amigas, bobinha.

O próximo momento talvez fosse um divisor de águas na vida da híbrida, o biscoito tinha um sabor que condizia com sua aparência e cheiro, resultando em algo que talvez a mulher nunca tivesse experimentado antes. A massa era crocante, explodindo em sua boca a cada mordida, e tinha um gosto adocicado, com claras notas de açúcar mascavo e um leve toque de canela, as gotas de chocolate se faziam presentes tanto na parte interna quanto externa do biscoito e equilibravam perfeitamente o sabor daquela guloseima, trazendo um sabor amargo que não permitia que o biscoito fosse doce demais. Era fácil entender o motivo dos olhos daquela criança terem brilhado quando viu o pote cheio de biscoitos depois de experimentar um.

Emma não hesitava em liderar o bonde, segurando as mãos de Onatah durante todo o caminho. A caminhada era bem mais longa do que a que haviam feito para ir do porto até aquele estabelecimento, algo em torno de vinte minutos. Enquanto andavam, a híbrida via a paisagem mudar gradativamente. Ainda era um lugar cinza e muito diferente da natureza com a qual estava acostumada, mas as construções de madeira caindo aos pedaços começaram ser substituídas por casas e lojas de pedra e concreto, além disso, era comum ver algumas torres de fumaça cinza surgirem por trás das construções que estavam ao alcance de seus olhos. Assim como a paisagem, as pessoas também mudavam, os homens e mulheres que transitavam por ali pareciam mais limpos e arrumados, trajando ternos ou vestidos de tecidos finos, além disso, Onatah podia observar homens e mulheres armados patrulhando os locais, trajando roupas brancas e azuis uniformizadas, como se fossem parte de alguma organização.

Atenta e com a expectativa alta, o primeiro sinal da existência da Grande Feira que Onatah pode perceber foi a música alegre e animada, executada por instrumentos de sopro e percussão. Quando Emma começou a escutar a música, começou a andar saltitando no ritmo alegre da batida. - Você deu muita sorte de chegar logo hoje, eles só fazem isso uma vez por semana. - A Grande Feira não passava de um grande conglomerado de barracas que ocupavam toda a largura de uma grande rua. O lugar estava lotado de gente, dos mais variados tipos e raças, e era um espaço animado, colorido e alegre. Além da música, que haviam percebido a distância, haviam várias outras atrações, a garota podia avistar um homem-peixe baiacu cuspidor de fogo, um homem-peixe polvo que fazia malabarismo com pinos de boliche utilizando todos os seus braços e um humano de pernas longas que vendia balões em formas de animais para as crianças.

Além das atrações, as tendas em si eram um espetáculo à parte, Onatah poderia encontrar diversas comidas e frutas dos mais variados tipos, algumas velhas conhecidas e outras que nunca tinha visto antes, também podia ver barracas que vendiam tecidos, brinquedos infantis, pelúcias, temperos, utensílios domésticos e até algumas poucas que vendiam armas, se a mulher quisesse encontrar algo, provavelmente acharia ali. Antes que pudesse tomar a decisão de ir para qualquer lugar, Emma puxava sua mão e apontava para uma barraca que vendia diversos doces. - Eles vendem uma maçã muito gostosa ali, você precisa provar. - A criança soltava sua mão e ia correndo até o local, sem sair do seu campo de visão. Não existia fila naquela barraca, então Emma simplesmente trocou um punhado de moedas por duas maçãs, cada uma em um espeto de madeira, cobertas em uma espécie calda caramelizada, tanto o cheiro quanto a aparência eram ótimas. Enquanto corria para voltar e entregar uma das maçãs para Onatah, esbarrou em outra criança que também corria pelo local, quase caindo no processo, mas conseguiu se recompor e entregou a maçã do amor para sua amiga com um sorriso no rosto. - O que você quer fazer agora? Hoje o nosso dia vai ser repleto de diversão! - Emma parecia genuinamente animada com as possibilidades do que poderiam fazer naquele local.


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Re: [I] - Amigo Seg Mar 07, 2022 4:18 pm
AMIGO
Oi, amigo
Com a explicação sobre o que era dinheiro a cabeça de Onatah parecia ainda um pouco confusa, mas entendia que era basicamente como as pessoas naquele lugar faziam troca entre amigos, a mesma coisa que em sua vila natal, porem não entendia como um pedaço de metal poderia ter qualquer tipo de valor. Daria muito mais importância para um grande saco de milho ou de arroz. – Entendeu. – Ela fechava os olhos e balançava sua cabeça de cima para baixo. Com uma promessa de voltar para comer algo então ela partiria em direção a seu objetivo, uma nova aventura. Tinha entregue o saco de pedaços de metal que pareciam ser algo de agrado a eles, para ela, aquilo não tinha serventia alguma. Não manejava ferro e fogo como alguns habitantes de sua vila, então não entendia o porque de ter recebido aquilo antes de partir. Ao contrario da bebida que recebia, aquele biscoito era muito mais atrativo e tinha genuinamente gostado daquilo, apesar de ter ainda alguma coisa nele que a garota ainda achava um pouco esquisito.

Andando pela cidade ela começava a ver a paisagem, que ainda tinha um tom melancólico, se transformar a sua frente. A fumaça, as casas de madeira e todo aquele ambiente a deixava um pouco nostalgica. Sentia falta das arvores, da natureza, dos animais que eram seus maiores amigos no passado. Porem tinha esperança de que aquele lugar um dia tivesse o mesmo tipo de vida que sua pequena ilha. A vista das casas de madeira e se tornando de pedra, aquilo com certeza fazia a jovem ficar intrigada. A forma como tinham feito aquilo, o jeito que as coisas se encaixavam para se tornarem uma só estrutura, a fazia se questionar se teriam eles problemas com chuvas fortes e ventos velozes, em sua terra natal a própria fúria da natureza muitas vezes destruía suas barracas de palha, mas não imaginava que algo feito de pedra assim ao menos se moveria do local. – Ter que contar a vila sobre. – No futuro teria que compartilhar a ideia com seu vilarejo.

- Porque eles roupa igual? – Ela apontaria com um sorriso para um grupo que chamava sua atenção. Suas roupas azuis iguais era algo incomum. Afinal, as únicas que tinham roupas iguais que conhecia eram as sacerdotisas, se eles de alguma forma fossem algum tipo de culto ela estava interessada em saber mais. Entender das crenças dos outros e apresentar a real religião era também parte de um de seus deveres como aventureira. – Eles religião? – Perguntaria mais uma vez para sua nova amiga. Porem antes que pudesse ter qualquer tipo de interesse maior por aquilo, algo chamava mais sua atenção, música. Existia musica em sua terra natal, mas era algo rudimentar feito apenas com instrumentos que eram basicamente feitos de madeira e couro para se transformarem em tambores e batidos com gravetos em ritmos diferentes. Nunca tinha escutado aquele tipo de som antes e por isso correria em direção para ver do que se tratava.

Porem enquanto ainda estava hipnotizada pela música ela também percebia algo ainda mais interessante, as pessoas. Todo tipo de raça circulava em uma multidão ambulante que a deixava tonta. Questionava-se conseguiria falar com todas aquelas pessoas e perguntar se poderiam ser suas amigas, mas antes que pudesse tomar qualquer atitude o movimento a fazia ficar um pouco nauseada e perder seus alvos de vista. – Gente bastante né? – Ela gargalhava enquanto anestesiada pela surpresa ficava apenas parada com olhos arregalados observava o movimento. – Maçã? – Os diversos cheiros que sentia, as coisas que via, mas a garota a chamava para comer uma maçã, aquilo a intrigava. – Não tudo igual? – Tinha saído de sua vila para descobrir novidades e até o momento não tinha qualquer arrependimento, mas comer algo que era de grande quantidade em seu passado, não parecia tão interessante. – Mas se fala você, vamo! – Manteria o momento animado e seguiria sua nova amiga. Recebia um presente da mesma mais uma vez, a maçã parecia diferente do que normalmente ela conseguia encontrar, estava melada em algo estranho – Essa ruim, não? – Perguntava-se se aquele fruto não estaria de alguma forma podre ou se algum tipo de animal não tinha feito suas necessidades nela ou algo do tipo. Por isso fazia uma cara estranha quando recebia em sua mão direita e a segurava um pouco temerosa – Obigadu... – Ela falava baixinho enquanto colocaria a ponta da língua para provar o que tinha recebido. Surpreendentemente aquilo era doce, mais doce do que mel e o gosto da maçã também era realçado por aquilo. Era algo que não esperava e estava totalmente surpresa – Coco interessante! – Ela ainda mantinha em mente que aquilo em cima da maçã era obra de um animal com aparência parecida com macacos.

Com animação em mente a garota então estava animada, procuraria pelas coisas mais intrigantes que acharia com sua visão e pelo olfato, afinal, metade da experiencia culinária era o cheiro. Achando o que queria ela simplesmente iria correr ate o local, pegaria com suas mãos e começaria a comer com velocidade. Passaria de uma banca para a outra sem entregar nada de volta, afinal, tudo que está no mundo é daqueles que nele vivem. O conceito de dinheiro parecia ser algo que era exclusivamente feito em casos de amizade e por isso ela nem mesmo tinha considerado aquilo. Demonstrando sua velocidade ela iria pegar sempre um a mais para entregar para sua colega, juntando tudo em sua mão esquerda enquanto com a mão direita iria de banca em banca agarrando o que achasse mais interessante.

Coletado tudo que desejava ela então entregaria os sobressalentes para sua nova amiga, esperava que o ato de amizade que estava fazendo fizesse a relação entre as duas ficarem mais fortes, afinal, não tinha presente no mundo melhor do que comida. – Peguei tudo bom, pega! – Com um sorriso então estenderia sua mão esquerda para frente mostrando o que teria conseguido pegar e entregaria para sua colega. Era lema de sua vila nunca esperar nada em troca de um presente, mas, naquele momento a jovem estava com uma expressão que demonstrava que ela queria receber um agradecimento.

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Re: [I] - Amigo Ter Mar 08, 2022 8:33 pm
Pega ladrão



Emma ficaria chocada ao perceber que Onatah não sabia reconhecer o que era um marinheiro, ao ponto de achar que era uma brincadeira por parte da sua colega. - Até parece que você não sabe o que são marinheiros, você não precisa fazer graça o tempo todo. - Com a insistência da híbrida na pergunta, a menina finalmente percebia que não se tratava de uma tentativa de humor. - Ah, desculpa, achei que você tava brincando. Eles são uns homens maus que trabalham pro governo e batem nos pobres, meu irmão diz que é sempre bom ter cuidado com eles.  - A Garota encarava sua amiga, com uma feição séria no rosto. - Não arrume encrenca com eles, por favor. - Após o momento relativamente sério, ambas seguiam saltitando para a Grande Feira.

A feira era uma explosão de cores, sons e cheiros, que entorpeciam os sentidos de Onatah, deixando-a atônita por instantes. - Hoje tem menos gente que o normal, mas ainda vai ser divertido. - A desconfiança com a maçã do amor era motivo de riso para Emma, que não conseguia entender o comportamento estranho da híbrida. - Pode provar sem medo, bobinha, é bom, não tão bom quanto o biscoito, mas é muito gostoso. - A criança explodiu em risos depois de presenciar a reação de sua amiga ao experimentar a maçã de amor. - Shishishishishi, não é coco, é maçã. - Os próximos momentos foram prazerosos, com ambas olhando várias barracas e se divertindo com algumas das atrações.

Tudo ocorria de forma ótima, como se a aventureira estivesse em um sonho, isso é, até elas passarem em uma barraca que vendia bolinhos fritos de polvo. A dona da barraca era uma mulher de pele acobreada e longos cabelos brancos, já idosa, sorriu quando as duas se aproximaram de sua barraca, mas ficou em choque quando Onatah pegou um de seus espetinhos e saiu correndo. Pareceu não entender direito a situação, quando híbrida engoliu todos os bolinhos e saiu sem pagar, mas alguém na barraca vizinha gritou. - Pega ladrão! - Emma também ficou chocada com a situação, enquanto isso, Onatah já estava em outra barraca, dessa vez de hambúrgueres, administrada por um homem barbudo e careca. A filha do espírito da terra pegou um hambúrguer e deu uma grande mordida, para desespero do homem que escutou os gritos e saltou sobre o balcão em sua direção, tropeçando no chão e se levantando em seguida.

Vendo a situação, Emma se colocou entre Onatah e o homem enfurecido. - Perdão moço, ela não sabe o que tá fazendo, peço desculpas por ela, eu vou pagar. - A criança abria sua bolsa, esperando encontrar as moedas que havia recebido de presente, mas nesse momento fazia uma expressão de surpresa e horror. - Peraí, eu acho que eu perdi o dinheiro, deve estar aqui em algum canto. - Ela olhava o chão ao seu redor, esperando encontrar algo. Quando perdeu as esperanças, encarou o homem, sem graça. - Mil desculpas, moço, mas eu vou voltar aqui pra pagar depois, não precisa se preocupar. - O homem segurava a criança pelas golas do vestido e a erguia no ar. - Você tá doida se acha que eu vou deixar você sair daqui sem pagar, pode ir dar uma forma de arrumar esse dinheiro, mais os juros pelo inconveniente, olhe quantos clientes você afastou. - A hostilidade do homem em relação a sua companheira era extremamente clara para Onatah, mesmo que ela não fosse capaz de compreender o motivo de toda aquela confusão.          


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Re: [I] - Amigo Qua Mar 09, 2022 3:48 am
AMIGO
Oi, amigo
- A... marinheiros... conheço conheço. – Aquela era a primeira vez em sua vida que ouvia aquele nome. – O que ser pobre? Nós ser pobre? – Ela se questionava enquanto continuava a passar de uma barraca a outra, descobrindo coisas que nunca tinha visto antes. O tempo que passavam juntas era certamente a melhor parte daquela aventura ate aquele momento, porem era hora de continuar experimentando as coisas boas que a ilha tinha para oferecer. A garota começava sua busca por coisas gostosas, encontra um monte de coisas deliciosas que ela simplesmente pega com suas mãos enquanto come, afinal, o que era bom tinha que ser compartilhado, certo? Com um sorriso no rosto ela continua sua ação até notar certa comoção das pessoas. Não entendia ela muito bem do que aquilo se tratava, porem notava que Emma parecia um pouco incomodada por isso prestava um pouco mais de atenção. – O que foi, algo errado? – Ela em sua atitude característica balançava sua cabeça para a esquerda enquanto demonstrava estar surpresa com tudo aquilo. Não entendia porque o homem tinha pulado para frente e se jogado ao chão em velocidade e com pouco jeito.

- Não entendi, mas tudo bem né? Kyahahaha. – Ela sorria enquanto daria tapinhas nas costas da garota de preto. – O que é bom, é compartilhar. – Ela fechava seus olhos enquanto balançava sua cabeça de cima para baixo com uma expressão confiante. – Briga não, problema nenhum. Mim ser Filha do Espirito da terra. – Ela falava com confiança. Conseguindo se apresentar para o homem, que ao saber com quem ele estaria falando, poderia resolver aquela situação. – Viajante de ilha pitica. – Porem a conjuntura mudava quando o homem agarrava sua amiga e a levantava. Não entendia o que tinha acontecido, mas sabia de uma coisa, tudo aquilo era sua culpa de uma maneira que ela não anuía. – Desculpar, não fazer por mal. – Ela então colocaria sua mão direita sobre o braço esquerdo do homem que estaria segurando sua aliada - Soltar Emma amiga. Não culpa. – Caso de fato tivesse feito algo errado o melhor era se desculpar e por fim resolver aquilo conversando, apesar de ser um problema pelas barreiras estabelecidas por sua pouca familiaridade com a língua.

Ela não mentia quando tinha dito que era uma guerreira, mas utilizar de sua força era a última de suas alternativas e já que parecia ser sua culpa, não seria ela quem daria o primeiro soco. Tinha aprendido a se defender e a defender aqueles com quem tinha simpatia, porém, se as coisas pudessem ser resolvidas apenas com palavras tudo aquilo ficaria bem – Vamos, comer e paz, certo? Kyahahaha – Ela novamente demonstrava um sorriso para com o homem enquanto tentava o acalmar. – Não saber dinheiro, mas sorriso amigo não bastante? – Ela então estenderia sua mão esquerda esperando por um aperto de mão do mesmo. Como era feito em sua terra natal, se conseguisse fazer amizade com ele seria ainda mais fácil de conseguir o acalmar e ainda conseguiria um novo amigo em meio a toda aquela loucura. Além do que poderia estabelecer que apesar de ser “diferente” do restante das pessoas ali, tinha vindo ate aquela ilha em objetivo de paz, afinal, sentia que todos os olhares estavam mirando aquele pequeno grupo.


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Re: [I] - Amigo Qua Mar 09, 2022 9:21 pm
Altas confusões



A pergunta da híbrida colocava uma feição de dúvida no rosto da criança. - Acho que eu não sou pobre, quer dizer, com certeza não sou rica, mas tem gente bem mais pobre que eu. Você com certeza também não é pobre, já que conseguiu me dar aquele montão de dinheiro. - A conclusão era óbvia para a criança, que não conseguia nem cogitar a possibilidade de ter recebido todo o dinheiro de sua amiga, deixando-a assim falida.

No prelúdio que antecedia o caos, Emma não era capaz de responder todas as perguntas feitas por Onatah, por pura surpresa e descrença com a situação. - Não, nada bem, tudo errado, tem problema sim. -  Respondia de forma errática a garota, antes de ser erguida ao ar. O medo e o nervosismo eram nítidos nos olhos da criança, mesmo antes de estar sob as garras do homem careca, na verdade, o mais amedrontador para a pequena parecia ser o fato de ter perdido todas as moedas que sua amiga tinha lhe dado.

As tentativas de diplomacia de Onatah eram infrutíferas, na verdade, serviam apenas para deixar o homem mais nervoso, de forma que sua pele começava a ficar avermelhada enquanto ele bufava de raiva. - Desculpa? Você me fez perder um dia todo de trabalho, e olha a confusão que você causou, acha que eu ligo se foi sem querer? - Uma pequena multidão já se formava para presenciar a cena, atraída pelos gritos.

A gota d’água parecia ser quando a híbrida falava sobre comer e ficar em paz, encerrando com uma risada, para o homem aquilo parecia ser o auge do deboche. Nesse instante, o vendedor de hambúrgueres arremessava a criança que segurava, jogando-a para um lado qualquer como se ela fosse um saco de batata, fazendo com que a mesma caísse no chão duro do asfalto e uivasse de dor. A cena enfurecia qualquer pessoa de bom coração, mas ninguém da “platéia” teve coragem para protestar ou intervir. Com a criança no chão, o homem avançava em direção a Onatah, apontando o dedo indicador da mão direita em sua cara. - Ou cê paga agora, ou eu vou segurar vocês aqui e chamar a marinha, eles vão dar uma lição que você não vai esquecer. - A reação dos espectadores era mista, enquanto alguns afirmava que o homem tinha “mitado”, outros ficavam incrédulos como a situação havia escalado tão rápido por um motivo tão fútil. Pela comoção e pela quantidade de marinheiros que a filha do espírito da terra havia visto anteriormente, não seria estranho se eles aparecessem ali a qualquer momento.        


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Re: [I] - Amigo Qui Mar 10, 2022 4:12 pm
AMIGO
Oi, amigo
A garota percebia o receio, não, o medo nos olhos de sua amiga. Aquilo a fazia ter um pouco de raiva, mas se conseguisse terminar aquilo com apenas um pedido de desculpas teria então conseguido consertar o mal entendido. Depois só restaria se desculpar com sua própria amiga pois era ela quem no fim tinha mais sido responsabilizada por aquilo. Porem antes que pudesse ter qualquer esperança daquela situação se resolver de forma pacifica, o homem jogava a garota de roupas negras contra o chão com ferocidade. A filha do espirito da terra era pega de surpresa. Em toda sua vida nunca conheceu alguém que antes de partir para a violência não considerou ao menos uma troca de argumentação. – Então era isso... – Ela lembrava-se do porque tinha aprendido suas técnicas de batalha. As sacerdotisas a tinha avisado, o mundo era grande e cheio de perigo de todos os tipos. Entretanto ela nunca imaginou que esse perigo poderia acontecer em um dos momentos mais felizes de toda sua vida. Ela engolia em seco. Seus olhos que antes arregalados de surpresa começavam a se semicerrar, sua sobrancelha arcar para cima e ela cerrar seus dentes. Como um animal que protegia seu território de invasores.

Onatah recolheria seu braço direito enquanto puxaria sua perna direita arrastando seu pé contra o chão fazendo um arco que que pararia quando seu braço esquerdo estivesse perpendicular ao homem. Ela daria um semi salto para trás e flexionando seus membros inferiores em um tempo menor que um segundo ela avançaria de uma só vez em direção ao homem. Puxaria seu joelho direito enquanto giraria seu tronco para a esquerda e com toda a força que conseguiria extrair de seu pequeno corpo daria um chute visando acertar o homem. Esse primeiro chute focava-se em principalmente a parte baixa de sua barriga ou genitais, o que estivesse mais fácil. Em seguida sem perder nenhum segundo ela recolheria seu joelho direito e com ambos os pés no chão ela pularia fazendo o pé esquerdo como propulsor para em um salto em que puxaria ambos os pés, rotando seu centro de gravidade. Durante esse movimento puxando seus pés para frente e para cima procurando acertar o homem em seu peito ou região do queixo/cabeça.

Conseguindo realização ambas as ações ou não a garota então daria um salto para trás para manter certa distancia do homem. Sem perder tempo correria em direção de sua amiga que tinha sido jogada como se fosse um saco de milho. – Tá bem? – Ela então se posicionaria a esquerda do corpo da garota, ajoelhando-se ao seu lado. Com sua mão esquerda colocaria abaixo da cabeça da mesma a levantando. – Desculpar, não querer isso. – Sentia vontade de chorar naquele momento, porem ela tentava se segurar. Tinha conseguido sua primeira amiga desde sua terra natal e estava tendo um dos momentos mais divertidos de sua vida, porem por algo que nem mesmo ela sabia o que tinha feito, tinha abalado aquela relação que fora construída com sorriso e comida gostosa.

Ela então iria se assegurar que a garota estivesse bem, procuraria por machucados e coisas do tipo. Tinha prometido ao outro de cabelos brancos que iria a entregar em segurança e em pouco tempo a mesma já tinha sido arremessada como se fosse uma pedra no oceano. Por isso ela estava furiosa, porem suas expressões não poderiam ser mais gentis perante a garota. Deixando de lado as feições animalescas de a pouquíssimo tempo atrás. Ela não iria então se preocupar com como as pessoas estivessem vendo elas, afinal, percebia que a multidão parecia ainda estar intrigada com aquela situação, se fosse em sua terra natal as coisas teriam que ser resolvidas por elas e não por intervenção de alguém e já que não tinha visto ninguém se intrometer, ela imaginava que a vida ali também seguia por aquela mesma lei não escrita.

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Re: [I] - Amigo Seg Mar 14, 2022 11:52 pm
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Onatah



Já se passava da hora do almoço, poderia ser por isso da grande movimentação naquela feira, o final do descanso para muitos se satisfazerem era agora, porém haviam aqueles que tinha um certo grau de foco ruim e não focaram no que era pra ser feito, comer e descansar, dito isto por ter um trio que parecia tomar toda a atenção daquela feira, mais movimentada que o normal, sendo duas pequenas crianças ladronas e um vendedor justo ou aproveitador, fica a dúvida dependendo da índole de quem visse as cenas.

~ Marinha! Marinha! ~ Alguns gritos ao longo era possível se ouvir, aqueles que viam a cena e não faziam nada apenas gritavam por socorro da força policial presente na ilha, a Marinha, porém o embate já havia iniciado, com a garota ao chão, a jovem turista não hesitava em atacar aquele vendedor maldito que muitos entendiam como agressor de menores, outros já como justiceiro contra pequenos infratores. Aquela roda de observadores quase se parecia com a clássica cena do imperador nero no coliseu, muitos aprovaram o que acontecia, já outros repudiam, porém o imperador ainda não havia decidido nada, o mesmo não estava presente naquela cena.

A jovem meio peixe acertava em cheio aquele homem, tanto nas partes mais sensíveis que um homem possa machucar, como também um belo de um gancho com sua perna, fazendo assim o mesmo cair contra uma barraca próxima de cachorro quente, claro, o molho quente que era produzido na mesma não tinha nenhuma pena daquele vendedor, assim queimando parte do seu peito as mãos. Apenas os gritos eram possíveis de se ouvir daquele homem, todos os espectadores ficavam em silêncio pela cena que haviam presenciados, alguns pela ótima movimentação da garota ao atacar, já outros devido a cena horrenda do molho quente queimar aquele homem. O imperador havia chegado no “Coliseu”.

A garota ao chão não parecia estar com ferimentos graves, apenas alguns arranhões em seus cotovelos e joelhos, a mesma já estava acostumada a fugir ou a cair como toda criança faz quando está brincando, porém agora soube usar para o seu prazer. ~ Ei vocês! Paradas! ~ Gritou uma voz de dentro daquela multidão, parecia que o imperador havia dado o sinal de negação para aquelas jovens no coliseu, e não eram as melhores notícias que seguiram para as mesmas a partir de agora. Três marines saiam de dentro do amontoado de curiosos, eles haviam presenciado o ataque da meio-peixe turista, assim entendendo que a mesma além de ladra estava causando o caos na feira, que nunca ficou tão movimentada.

Um dos marines portava uma pistola, enquanto os outros dois eram espadachins, forçando assim os dois combatentes de curta distância seguirem na direção das garotas, enquanto o atirador ficava de longe à espreita de qualquer movimento brusco. Um dos espadachins já mostrava as algemas em suas mãos, enquanto o outro apenas tinha um olhar um tanto quanto maligno, porém sendo impossível decifrar qual era sua intenção. Muitos gritavam para prender aqueles meliantes, já outros gritavam pedindo para que elas fugissem pois eram só crianças, mas uma coisa era certa, ninguém se intrometia em todo aquele caos generalizado.

Obs
Perdas Descrição
Ganhos Descrição
+ Informações Descrição

   


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Re: [I] - Amigo Ter Mar 15, 2022 7:39 pm
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A jovem realizava seus golpes que resultavam no homem sendo arremessado como um saco de batatas, semelhante ao que tinha feito com sua amiga. Não gostava de ter sido forçada a fazer aquele tipo de coisa, mas no fim o que importa é que tinha ensinado uma lição para que ele nunca mais fizesse isso. Ficava um pouco feliz que os ferimentos de sua colega tinham sido superficiais, mas ver que mesmo assim ela tinha se machucado a deixava ao mesmo tempo triste e furiosa. A movimentação das pessoas ao redor fazia as orelhas pontudas da garota se mexerem enquanto ela dava uma boa olhada para seus lados e notava que os homens de azul que tinha visto antes apareciam com atitudes agressivas. Engolia em seco, não sabia exatamente o que fazer para que pudesse tirar a menina daquela situação. Suas atitudes pareciam escalar para algo muito mais perigoso.

Ela dava uma boa olhada nos homens, nas pessoas ao redor e finalmente em sua amiga. Se ela estivesse sozinha provavelmente poderia escapar dali sem dificuldade, mas como seria se tentasse fugir carregando uma garota em seus braços? Não tinha visto qualquer tipo de arco até o momento então não poderia apostar que não existissem naquele lugar. Tinha um dos azuis que mantinha distancia com um pedaço longo de ferro em suas mãos, pensava se aquilo não seria uma espécie de zarabatana ou arma a distância, o que deixava sua mente passando a milhão em ideias que eram uma mais maluca do que a outra.

No fim chegava a apenas uma conclusão, aquilo tinha sido sua culpa afinal. Respirava fundo e soltava de uma vez forte. – Me render! – Ela gritava em direção ao grupo dos homens de azul. Levantaria ambos seus braços estendendo suas palmas para cima na altura de sua cabeça flexionando seus cotovelos fazendo seus braços perpendiculares a seu crânio. Ela poderia ter optado por fugir, mas e depois? Sua jornada não iria terminar ali, o que seria da garota e de seu irmão se ela apenas fosse para a próxima ilha? Não poderia conviver com aquela duvida o resto de sua vida, afinal, depois daquele dia ela tinha se tornado amiga da garota. – Criança nada com isso! Eu só. – Reforçava a ideia de que tinha sido apenas ela que tinha cometido o que quer que tenha sido o problema, afinal, ate aquele momento não tinha entendido muito bem o que tinha feito, tirando, é claro, ter acertado o homem que em sua visão era um tratamento justo.

- Desculpar, falhar você e irmão. – A filha do espirito da terra dava um sorriso tímido enquanto daria uma ultima olhada para sua amiga, exibindo um sorriso igualmente acanhado, triste, durante o tempo em que com passos lentos ia em direção ao que as pessoas chamavam de marinha.  Virando seu rosto para os homens então mudaria sua expressão. Permanecia com uma cara seria, apagando seu sorriso e semicerrando seus olhos. – Bater por ser pobre? – Ela perguntava e sinceramente nem mesmo sabia o que aquilo significava, mas tinha ouvido que eles batiam em pessoas por serem pobres. Se ela era pobre não sabia, mas visto como estavam adotando uma atitude grosseira ela então assumiria que se enquadrava neste pre requisito. Matutava se este titulo de pobre era algo referente a sua raça diferente das pessoas, mas assumia que esse não era o problema, visto que tinham pessoas que tinham uma aparência bem mais diferente do que a dela, poderia jurar que via pessoas peludas e com aspectos animais. Se questionava se não era por ser uma viajante e não ser nativa daquela ilha, mas não via motivos para isso ser problema. No final estava a mercê dos homens e esperaria para entender o que iria acontecer, a única coisa que ela desejava era que sua amiga voltasse para casa em segurança. Mais uma vez teria que quebrar uma promessa, de levar ela para casa com suas próprias mãos.

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Última edição por yatto em Ter Mar 29, 2022 10:04 am, editado 1 vez(es)
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Re: [I] - Amigo Qui Mar 17, 2022 11:16 am
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Onatah



A jovem turista na ilha parecia não entender muito bem como funcionavam as coisas ali, com um homem nocauteado e sua pequena amiga pouco ferida, ao ver os marines dando ordem de prisão e avançando contra ela, a mesma simplesmente se rendia, inocente, não? Era possível ouvir daqueles figurantes ao redor, uns gritando para que a jovem fugisse, já outros gritavam para que ela fosse presa, porém o que mais deixava confuso a todos era o simples fato da garota não saber o porque iria ter sua liberdade reclusa, isso devido a fala da mesma sobre “Bater por ser pobre?” Parecia que a mesma já estava infectada com os dizeres dos revolucionários, ou apenas de ideais estranhos que a assim foi colocado em sua cabeça sobre os estrangeiros de sua ilha.

~ Não garota, você vai ser presa por perturbação da ordem, e também faremos algo mais com você para aprender como é as coisas aqui em Illusia! ~ Disse aquele marine mais avançado com as algemas em mãos. Era nítido perceber que os detentores da lei ali presentes não estavam com boas intenções, mesmo com toda a perturbação feita pela meio-peixe, prender não era apenas a ação que eles fariam em seguida com ela e a criança, em seus rostos pecaminosos e nefastos mostravam isso, porém a plateia que não tinha poder algum sobre eles, não poderiam se transformar em júri local, assim apenas aqueles que antes gritavam para as garotas fugirem, aumentavam mais os seus gritos, enquanto os que pediam por prisão ao verem a cena apenas diminuíram.

Uma arena de batalha, era mais ou menos isso que se parecia aquele lugar, figurantes ao redor enquanto duas meninas estavam contra três homens. A garota já havia se dado por vencida até que um movimento mudou todo o cenário, aquele homem que antes havia conhecido como irmão da criança, brotava entre a multidão com uma simples vassoura em suas mãos atacando os dois marines espadachins, realizando um ataque rasteiro em um e outro um simples nocaute, fazendo os dois cair ao chão. ~ Garota vamos fugir! Não se renda para esses covardes! ~ Disse o alvo enquanto logo em seguida via sua irmã machucada. ~ Você está bem? Quem foi o maldito que fez isso com você!? ~ Perguntou demonstrando uma fúria intensa ao ver sua irmã com alguns arranhões e feridas. Ao fundo podia ver que aquele terceiro marine atirador também estava ao chão, ele havia sido o primeiro a ser atacado pelo irmão enquanto o mesmo saia do meio da multidão.


~ Vamos sair daqui! ~ Disse o homem enquanto pegava pela mão da jovem perdida na ilha e enquanto segurava sua irmã em seus ombros com a outra mão. Ele corria bastante, porém em poucos metros o mesmo era parado, outra barricada de marines se aproximava, agora eram dois marines possivelmente lutadores, pois não utilizavam de nenhuma arma, enquanto isso os outros marines antes nocauteados também conseguiam acompanhar aquele trio de ladrões, encurralando-os em meio a feira local. ~ Prendam esses três, eles são ladrões, serão presos por roubo, perturbação da lei e ordem, perturbação local, desacato e agressão ao oficial da lei! Malditos ~ Disse aquele marine atirador enquanto limpava o sangue que escorria de seu nariz para os outros dois marines.

Aquele irmão colocava sua irmã no chão, ficando entre ela e os marines lutadores, enquanto a jovem filha do espírito da terra ficava entre a criança e os três marines. ~ Garota, não deixem eles te prender a qualquer custo! ~ Disse o irmão enquanto tomava posição de luta. Os marines avançavam, tanto os dois lutadores na diração do irmão, quanto os dois espadachins na direção da jovem meio-peixe, assim ficando o atirador ao fundo como auxilio.

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