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Sasha
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[I] - Amigo Qua Mar 02, 2022 8:31 pm
Relembrando a primeira mensagem :

[I] - Amigo

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Onahta. A qual não possui narrador definido.

_________________



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yatto
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Re: [I] - Amigo Seg Abr 11, 2022 2:51 am
AMIGO
Oi, amigo
O combate então finalmente chegava ao fim, o suor escorria pelo pescoço da meio peixe enquanto ela sentia a quentura corporal que dava a impressão de vaporizar o suor. Ela sentava-se ao chão para descansar, quase que se jogando. Sentia seu ombro doer, desde que tinha recebido aquele ferimento não tinha tido um descanso apropriado e por isso era difícil para a mesma cicatrizar aquele ferimento. Não sentia tanta dor agora, mas com certeza quando aquela agitação fosse declarada por finalizada em seu corpo, com certeza o rebote seria um problema. – Vencer! – Ela levantaria seu braço direito enquanto gritava para todos ali. Desde que tinha entrado em combate com a marinha ela tinha se tornado uma guerreira por mais tempo do que desejava, mesmo que de uma maneira estranha estivesse gostando de tudo aquilo.

- Ver como está irmãos! – Ela então jogaria suas pernas para frente e levantaria com um impulso realizando um pulo rápido para cair sobre seus pés em pé. Desceria as escadas e procuraria principalmente pelos irmãos e pelo marinheiro que tinha pedido para amarrarem, caso ele voltasse ao combate seria um problema. Vendo que estava tudo bem ela então iria se sentar em um lugar que fosse propicio para a mesma e se deixaria ser ajudada pela garota para tratar seus ferimentos que já naquele instante começavam a não só doer como também a arder. Teria que ter mais cuidado no futuro para evitar aquele tipo de situação ou com certeza iria perder a dadiva da vida antes de concluir sua aventura.

Tendo seus ferimentos tratados ela iria então agradecer com um sorriso no rosto enquanto juntaria seu punho direito dentro de sua mão esquerda, um agradecimento típico de sua vila. – Sair rápido, antes dos azuis chegar... – Ela falava para quem estivesse presente, tinha que ser rápida ou toda aquela comoção não teria adiantado de nada, como se fossem formigas a marinha de toda forma parecia perseguir aquele grupo e se multiplicar quase como se fosse do nada. – Fiiiiiiu! – Onatah iria colocar seu dedo medial e polegar para assobiar para Tala, o lobo que tinha criado intimidade. Esperava que com o aviso sonoro o mesmo a acompanhasse ou apenas ficasse mais próxima da mesma. – Vamos tala, aqui perigo, encontrar segurança. – Passaria seus dedos lentamente sobre a cabeça do animal enquanto o conduziria para subir as escadas até chegar na cozinha onde esperava encontrar todo mundo.

Com todos no mesmo ambienta era então oportunidade para partirem, não sabia exatamente para onde, porem de algo tinha certeza, não poderia continuar com eles para sempre. Ela já tinha trazido problemas demais, enquanto ela estivesse na companhia daquelas pessoas a quem conhecia a tão pouco tempo, mas que já considerava como amigos, nunca estariam em segurança. – Então, partir? – Porem não faria isso nesse exato momento, iria se assegurar de que todos estivessem em um local menos perigoso para enfim então ter que se despedir, algo que ela ficava relutante, apesar de saber ser necessário. Com tudo preparado ela tentaria pegar hanya, que era menor e colocar sobre tala, não sabia se o lobo iria aceitar, mas visto que era uma criança e que teria que andar por um tempo, seria de todo fato melhor para ela que fosse montada no lobo. Gostaria ela de colocar Henry, mas pelo tamanho do mesmo, seria um problema para tala o carregar sem dificuldade. Onatah então seguiria para onde a mulher regia a casa os guiasse, seria sua ultima viagem com aquele grupo.

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Re: [I] - Amigo Seg Abr 11, 2022 9:58 pm
Por trás de um conto de fadas

Vocês tem que tomar mais cuidado! – reclamava a pequena garota. – Ficar se esforçando tanto com machucados assim, só vai piorar. – mesmo durante as reclamações, Hanya parecia bem feliz de ter todos vivos ao seu lado, apreciando os poucos momentos que tinham antes de partirem em mais uma fuga. O tratamento de todos demorou um pouco para terminar, precisando da ajuda dos que já haviam sido tratados, por ser um problema que só a garota não conseguia resolver sozinha. A ajuda terminou muito bem, ainda que os curativos não fossem exatamente perfeitos, resolviam bem o problema por hora. – Tá ótimo, bora meter o pé. – com o simples chamado de Onatah ela pode ver o lobo se aproximando rapidamente, preparado para partir assim como todos os outros.

Não houve tempo para questionamento, Hanya foi colocada sobre o lobo, que não se importou e todos os outros basicamente seguiam Vytoia, que guiava o grupo para algum lugar. Onatah não tinha como saber aonde iam, sua amizade com aquelas pessoas simplesmente a fez os acompanhar até que finalmente chegavam numa casa pequena, que seria impossível ter mais de três cômodos. O exterior era agradável, porém velho e talvez fosse preciso alguma manutenção. As paredes pintadas de branco não deixava uma visão bonita, faria qualquer morador da ilha passando por ali imaginar que uma família pobre vivia ali, ou que eles apenas não gostavam tanto da casa para cuidar dela o suficiente. Comparada a todas as outras construções nos arredores ficava óbvio o quão inferior aquele lugar era. A mulher musculosa abria a porta sem demorar muito, abrindo passagem para todos, que logo se encontravam no interior do local. A híbrida notava logo de cara que existiam colchões no chão, vários deles para todos que se encontravam ali e até possíveis visitas. Duas portas laterais se destacavam com a da esquerda levando a um banheiro simples, já a da direita parecia ser uma sala de tralhas, tendo alguns armários com roupas, alguns com comida enlatada e coisas do tipo. Aquele não era exatamente um lugar para se viver por muito tempo, parecia mais um local para se esconderem de problemas por um tempo, talvez nem fosse de algum deles o lugar.

É aqui, podemos ficar até a marinha relaxar as buscas. Não acho que vamos ter tantos problemas assim, mas se algo rolar, podemos só vazar daqui. Não é como se essa ilha fosse importante. – Vytoia soava bem cansada de todos os problemas, pensar que talvez a marinha fizesse todos simplesmente terem que fugir de Illusia era bizarro. Eles eram a justiça do mundo, mas não tinham o direito de oprimir tanto assim quem estava apenas tentando sobreviver, isso se não estivessem cometendo crimes, que é o caso aqui. – Vamos comer algo e descansar, podemos sair de noite. Se vocês quiserem, é claro. – todos pareciam meio abatidos, mesmo tendo vencido o combate contra a marinha. Derrotar marinheiros não significava nada bom para quem buscava uma vida tranquila e sem problemas, isso só traria problemas, principalmente se uma recompensa fosse colocada em sua cabeça. O clima não ajudava muito, mas Hanya ao menos trouxe alguns sacos de salgadinhos de vários sabores, além de garrafas de água. Os minks começavam a comer, deitando-se num dos colchões por hora, Henry fazia o mesmo, tentando acalmar sua irmã e garantir que tudo ficaria bem. Vytoia não estava interessada em comer, ficando focada em uma das janelas da casa, observando toda a movimentação lá fora, mantendo vigia durante o descanso dos outros. Se fosse do desejo da garota, talvez descansar fosse uma boa ideia, além de ter a oportunidade de comer ou partir.

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Re: [I] - Amigo Seg Abr 11, 2022 10:54 pm
AMIGO
Oi, amigo
- Tomar! - Onatah respondia a menina com um sorriso no rosto, não era mentira, mas não sabia se iria conseguir manter essa promessa por muito tempo, o mundo era muito mais perigoso do que ela achava quando tinha partido de Abeytu. – Guerreira resistente, ficar bem! – Ela respondia mais uma vez estendendo seu braço esquerdo para cima e mostrando os músculos de seu bíceps. Não eram lá muita coisa, muitos poderiam dizer que ela tinha até mesmo pouco desenvolvimento, porém, sendo uma jovem garota também não era de se esperar muito. O local onde chegava chamava um pouco a atenção da filha do espirito da terra, comparado a sua vila natal aquilo provavelmente era uma casa de luxo, porém, visto as outras residências no restante da ilha sentia que tinha arrastado todo aquele grupo para uma aventura perigosa e que trazia poucas recompensas, por algo que nem mesmo entendia o porquê. Se tivesse oportunidade teria que realmente aprender sobre as regras daquele mundo para que evitasse aquele tipo de situação no futuro.

Ao entrar no local a meio peixe sentia um frio em seu estomago e seu coração apertar, os colchões no chão e toda aquela cena a fazia se questionar sobre o que tinha feito. Engolia em seco, lhe trazia lembranças da prisão na caverna, um local onde tinha ficado e que provavelmente mataria para nunca mais voltar. – Odina... – Ela falava baixinho consigo mesma. Era um trauma que ela não queria reviver agora e por mais que tudo fosse completamente diferente ela se sentia novamente naquele mesmo ambiente. Comparado a escuridão, a frieza em conjunto da água que pingava constantemente, aquela casa era a moradia de um rei. Onatah fechava seu punho por um segundo antes de liberar o mesmo novamente.

Ela olharia para o rosto dos minks, da mulher que tinha sido a salvadora de Henry, o próprio henry e por ultimo a sua primeira amiga desde que tinha chegado naquela ilha, Hanya. Percebia que não tinha sido uma boa amiga, a tinha colocado naquela situação e nem mesmo sabia seu nome até chegar na casa grande. Se questionava se realmente tinha sido feita para aquilo e se seu sonho de aventuras não tinha sido apenas um delírio de uma garota presa em uma ilha pequena. Inspirava forte e com isso parecia reunir todos os pensamentos que rondavam sua cabeça com aquilo e respirava vagarosamente chegando em uma conclusão que não gostaria de fazer de nenhuma maneira, mas seria necessária. – Filha do espirito da terra deve partir. – Ela falava com um sorriso no rosto, ela tentava demonstrar uma expressão feliz, mas era obvio que ela estava tentando ocultar uma tristeza evidente em suas palavras. Se ela não se controlasse adequadamente com certeza iria se enxarcar de lagrimas ali mesmo.

- Nunca esquecer animais felizes que ajudaram Onatah, grandes guerreiros! – Ela se aproximaria dos minks enquanto fazia a saudação clássica de Abeytu juntando suas mãos – Da mulher forte sincera guerreira – Se aproximaria de Vytoia e repetia a saudação – Irmãozão que deu bebida gostosa! Kyahahaha – Ela sorria enquanto com sua mão esquerda meio que emulava o ato de beber de uma caneca e logo após passava a mão em sua barriga com um sorriso satisfeita no rosto – e... – Era o momento mais difícil para ela, praticamente engolia seu choro – E corajosa menina forte, sua amiga primeira... Foi divertido né? – Seus olhos marejavam enquanto ela passaria sua mão esquerda fazendo carinho no topo da cabeça da garota. – Aventura devo fazer, não causar mais problemas. – Ela começaria a se afastar lentamente de costas para a porta que tinha entrado andando de costas. – Obrigada! – Ela abaixaria sua cabeça em conjunto com seu tronco até estar na altura de seus joelhos. Nessa hora não conseguia controlar suas lagrimas enquanto as fazia pingar contra o chão lentamente. Ela se viraria rapidamente, tentava não dar chance de as pessoas pedirem para a mesma ficar, pois se questionava se não iria simplesmente aceitar e desistir de toda sua missão. Puxaria a porta com força e sairia do ambiente assobiando chamando tala. Não sabia ela se o lobo a seguiria, mas gostaria de acreditar que sim, seria sua lembrança mais preciosa de todas as pessoas que conhecera naquela ilha.

Ao passar pela porta as lagrimas que ainda eram tímidas derramariam como cachoeira, ela então pularia sobre o lobo caso o mesmo a tivesse acompanhado e seguiria em frente, sem um destino exato, mas procurava seguir em direção ao mercado onde tinha causado a primeira confusão. Ela tinha que fazer algo antes de sair daquela ilha, uma ultima missão.

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Re: [I] - Amigo Qua Abr 13, 2022 11:42 pm
For eternity, Friend...

Partir? – todos questionavam. Os pensamentos que rondavam a cabeça da híbrida realmente afetaram sua decisão, mesmo já tendo decidido partir, aquele local não ajudou em sua permanência. Seus amigos não pareciam acreditar, era estranho que ela simplesmente decidiu partir logo que chegaram para se esconder. Nenhum deles realmente conseguiu falar algo, com surpresa no olhar cada um observava de forma tristonha. O sorriso de Onatah os confortava, mas era uma despedida triste depois de tanto lutarem para fugir, sentirem-se livres. – Guerreiros, é... Acho que podemos nos considerar grandes guerreiros. – Siru realmente acreditava naquilo, não por vencer um combate, mas por ter finalmente lutado contra toda a opressão da marinha. A liberdade deles provavelmente seria sim, reduzida e talvez fosse bom assim, para quem realmente queria sumir de lá, era ótimo ter a opção de lutar por isso.

Vytoia sorria, passando a mão direita nos cabelos da pequena garota, rindo de leve. A encontrar mudou muito a vida de todos naquela casa, podem ter sido mudanças ruins, ou apenas um passo mais próximo de algo magnífico no futuro. – Foi divertido, espero que tudo corra bem do seu lado. – todo o clima triste acabava mudando para algo agradável, todos lembrando dos acontecimentos anteriores, toda a luta que tiveram para se livrarem da marinha, tornaram-se amigos e agora cada um tinha sua própria jornada para seguir. – Correu tudo bem, vamos ficar aqui mais um tempo... Vai dar tudo certo do seu lado, pode ter certeza! – Rag dizia isto com os punhos cerrados, não ficava muito claro a razão para tal ação. – Vamos beber mais qualquer dia, não é um adeus, ainda nos encontraremos por aí. – e com isso finalmente chegava em Hanya, a única pessoa na sala que estava realmente sentida, basicamente se acabando no choro sem conseguir olhar diretamente para Onatah. Sem falar, ela apenas balançou a cabeça positivamente para a responder, correndo para abraçar sua amiga. – N-não causou problemas... F-foi só... Diferente, você é especial... Demais. Não queria que fosse agora, não queria... – com o rosto basicamente enfiado nas vestes da garota-peixe, Hanya não conseguiu mais falar. – É difícil te acompanhar. A amizade permanece, mas você ainda vai encontrar alguém que consiga andar do seu lado, para sempre. – com as últimas palavras de Vytoia e o agradecimento da híbrida, tudo aquilo terminou. Não era feliz, mas não estava tão triste quanto começou.

A partida da garota foi rápida após Hanya a soltar, sendo consolada por Henry e os outros enquanto Onatah caminhava para fora da casa, podendo ser vista uma última vez durante o fechar da porta. O lobo basicamente não saiu de seu lado, acompanhando-a o tempo inteiro como um bom mascote. Com um último objetivo em mente a garota e seu lobo partiram na direção do mercado, indo em velocidade agora que ela estava montada. A noite ainda não tinha chego, era clara a presença de marinheiros rondando as ruas, talvez apenas algo rotineiro ou então uma busca para encontrar os fugitivos que espancaram alguns companheiros de organização deles. Muita gente ainda andava pelas ruas de Illusia, seria estranho ver aquela região vazia. Muitas lojas ainda funcionavam, existiam pessoas de várias classes sociais diferentes e estranhamente os olhos da garota conseguiam notar que um grupo de pessoas vestidas de azul e amarelo movimentavam-se de forma suspeita. Eles tinham acabado e chegar com diversas caixas de madeira num carrinho de mão de madeira. Todos usavam chapéus azuis ou amarelos e óculos escuros, dificultando a identificação. As caixas que traziam eram resistentes e bem lacradas. A coisa mais estranha era que tinha um esquisito no meio dos carregadores que estavam tocando uma viola de forma bem porca, além disso, existia um rastro de penas, pequenas e grandes deixadas pelo balançar dos carrinhos. O rastro era tão óbvio que ficava até estranho ninguém nota, mesmo alguns marinheiros viam aquilo e pareciam ignorar por completo.

Nenhum dos marinheiros no mercado realmente prestava atenção em Onatah, alguns até olhavam em sua direção, checavam algo com seus parceiros de ronda e logo retomavam o caminho, alguns deles corriam para longe de lá após receber alguma mensagem em seus comunicadores. Tudo parecia calmo por ali e talvez fosse esse o maior problema naquele ponto. – Maluco do céu, eu vi uma mina gigante correndo por aí. – comentava um dos civis numa barraca de roupas. – Deve ser por isso que a marinha ta correndo, ela tinha cara de bandida. – a conversa continuou sem dar mais detalhes do corrido e em pouco tempo aquela região parecia não ter mais marinheiros.


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Re: [I] - Amigo Sex Abr 15, 2022 5:12 am
AMIGO
Oi, amigo
Com as palavras de despedida de suas novas amizades, Onatah então partia. Seus sentimentos conturbados faziam com que a garota tivesse desejo de simplesmente dar a volta e abraçar a pequena Hanya mas não fazia, em sua ilha a dor fazia o guerreiro, não apenas a dor física que moldava seu corpo como também a dor mental que moldava sua mente, não se fazem boas espadas sem fortes marretadas. Tinha primeiro adotado a dor de seu ombro para se tornar mais forte, fazia Tala suportar a dor de carregar não só a meio peixe como também Hanya, mesmo com a pata machucada, para também lhe moldar mais forte, como um lobo de guerra. Agora estava enfrentando uma dor que não tinha local exato, mas com certeza machucava seu peito, as palavras da pequena a tinham afetado em grande proporção.

Chegando ao mercado ela tinha uma ultima missão a fazer naquela ilha. Ainda em cima de tala ela cuspiria tinta em sua mão e em um único movimento da direita para a esquerda, ela puxaria seu braço moldando aquele material negro com velocidade enquanto mirava acertar como um chicote a barraquinha mais próxima que encontrasse. Não procurava necessariamente a destruir com o golpe, mas causar comoção e barulho o suficiente para chamar atenção para si. – A filha do espirito da terra está aqui! – Ela gritaria tentando puxar todo o folego que tinha consigo para se fazer mais audível. – Refens presos, se querem vivos venham pegar eu! – Ela continuaria a grita – Criança, animais e casal, irão morte! Kyahahahaha – Ela fazia seu pequeno teatro, tentava de qualquer forma chamar a culpa para si mesmo e tentava ao menos um pouco tirar o fardo do grupo que estava agora escondido. Se ela tivesse sorte quem sabe até poderia se tornar a única culpada por tudo aquilo e fazer com que hanya tivesse uma vida normal naquela cidade.

Visto que agora estava com pressa ela tinha que fugir daquele local, sua aparência agora era sabida pela marinha e não poderia se dar o luxo de esperar um grupo chegar para lhe prender de fato. Ela suspirava, fechava seus olhos por um segundo e estava preparada para correr, quando percebeu algo que lhe chamava a atenção – Penas... – Ela falava baixinho fazendo sua atenção mudar por 1 segundo um grande sorriso se fazia em seu rosto. Com seu pé esquerdo ela daria um pequeno toque em tala para que ele avançasse para frente em direção ao grupo que carregava algum tipo de carga estranha, se onatah pudesse apostar, estariam carregando algum tipo de carga animal. Animais presos era um taboo em sua terra natal, afinal, se eles poderiam ser livres porque aqueles que estavam no mundo antes não poderiam? Ela faria algo contra aquilo.

Em cima de tala se aproveitando ainda da tinta que mantinha em sua mão ela se aproximaria das caixas e em um só movimento com sua mão direita ela puxaria para a esquerda fazendo com que a tinta como um chicote acertasse quem estivesse mais para esse lado e em um mesmo movimento para a direita tentando afastar quem estivesse perto das caixas. Seu golpe era focado em acertar a parte superior de seus corpos e principalmente seus olhos para que não pudessem enxergar o que a mesma iria fazer. Em um movimento rápido, ainda em cima de tala, ela com sua mão esquerda pegaria a caixa que parecia mais propicia a ter um animal de penas dentro, afinal, era o que parecia. – Hayaaaaa! – Ela gritaria fazendo sinal para que seu lobo fosse em velocidade para a frente, colocaria a caixa entre seu corpo e o pescoço do animal evitando que ela caísse contra o chão. – Sair daqui... – Ela falava baixinho enquanto seguiria reto, tentava confiar em seus instintos de homem peixe para chegar ao mar. Teria que de alguma forma chegar a um porto e encontrar um navio para fugir daquela ilha. Tinha escutado conversas sobre uma mulher alta, mas não tinha dado tanta importância no momento, sua única preocupação era sair daquela ilha o mais rápido possível.

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Re: [I] - Amigo Sex Abr 15, 2022 10:45 pm
Run Run Run

A bagunça de antes nem se comparava com os gritos e o anuncio que Onatah fez. Ela, a pessoa pro trás dos problemas recentes, surgiu no mercado anunciando algo que chamou muita atenção. A barraca em que ela batia acabou cedendo, por ser muito fraca, assustando alguns e fazendo outros simplesmente se focarem na tão perigosa garota. Os marinheiros que estavam na região simplesmente corriam até o local o mais rápido que podiam, todos já tinham se armado, cada um com uma arma diferente. Era complicado saber o quão perigosa aquela garota montada num lobo poderia ser, isso só os fez serem rápidos, rezando para que os tais reféns estivessem bem até os outros chegarem. Mais que isso, proteger os civis presentes no local era ainda mais importante.

Pode ir parando, criminosa safada! – gritou um dos primeiros a chegar, o sujeito era baixo, veloz e carregava consigo uma espada comum da marinha. Infelizmente para ele, correr mais que um lobo seria impossível no momento. Em velocidade a garota-peixe acabou recuando, voltando sua atenção para um bando de estranho carregando caixas. O erro deles era tão óbvio que não precisou de muito para o restante dos civis realmente voltarem a atenção para eles, vendo as caixas quebrando quando Onatah acertava os homens, derrubando um gordo sobre algumas mais frágeis. O peso dela era imenso, impossível seria não quebrar aquilo. A caixa quebrada tinha claramente alguns animais dentro, não pareciam pássaros, lembravam mais macacos. A que realmente tinha alguns pássaros dentro acabaram nas mãos da criminosa em fuga, deixando para trás os marinheiros e os contrabandistas. A confusão fez muita gente chegar perto, chutar os homens caídos enquanto a marinha tentava acalmar as coisas, poucos soldados realmente acompanhavam a fuga de Onatah para o porto.

O porto estava movimentado, existiam mais marinheiros lá, mas não pareciam saber sobre a situação no mercado. Com a marinha cuidado da entrada de coisas na ilha, sejam cargas ou pessoas, eles ignoraram a garota no lobo por algum tempo. Esse pouco tempo permitiu-lhe observar diversos barcos prontos para partir, alguns eram mais bem equipados, pareciam ser apenas para gente rica e bem vestida, enquanto outros simplesmente tinham qualquer tipo de idiota entrando após pagar um valor ou conversar com a pessoa na frente da rampa. Existiam também aqueles que aceitavam qualquer um, pareciam suspeitos, mas quem buscava fugir daquela ilha não tinha muitas opções.

Onatah tinha uma escolha para fazer, invadir um barco não exigiria muito trabalho com um lobo daquele tamanho, talvez alguma luta fosse necessária para se manter lá, mas ao menos estaria em movimento. Ela podia ainda cuidar disso de forma pacífica, conversando ou até trabalhando. Nenhuma das pessoas que autorizavam a entrada pareciam boas, não passavam uma sensação interessante. Os marinheiros que estavam seguindo-a já se mostravam ao longe, estavam chegando depois de muita corrida. Acompanhar o lobo não foi uma boa ideia, pareciam extremamente acabados e mesmo assim continuavam correndo com os braços balançando junto de gritos desesperados que ainda não alcançavam a região em que ela estava. A velocidade ajudaria muito nesse momento, ainda mais agora que os pássaros na caixa começavam a se incomodar com o movimento e sem outro barulho para esconder o som deles, toda a atenção acabaria na garota, criando mais um crime para sua ficha.


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Re: [I] - Amigo Sab Abr 16, 2022 12:13 am
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Onatah conseguia causar a comoção que queria. Tinha a atenção de todos ali e quem sabe tinha feito o suficiente para que a culpa caísse sobre ela deixando seus amigos em melhores termos para com a marinha. Em cima de Tala que parecia correr bem apesar de ainda machucado demonstrava que ele realmente ainda era um lobo de batalha que se esforçava para ajudar sua mestra. Agora tinha algo mais em suas mãos, uma caixa que parecia ser de um animal preso, era a única coisa que conseguia salvar das mãos de todos aqueles homens, apesar de desejar salvar a todos talvez fosse ela quem acabasse dentro de uma caixa caso ficasse por muito tempo ali.

Chegava ao porto, procurava ela ficar em um beco mais escuro ou embaixo de uma estrutura que ocultasse sua presença por algum tempo. Queria deixar a ilha mas se fosse avistada ali seria um problema maior. Sem perder tempo ela desceria de tala, sentaria ao chão e colocaria a caixa logo a sua frente. Com ambas as pernas seguraria a parte inferior da caixa e com as mãos tentaria puxar com o máximo de força que conseguia alguma parte onde a estrutura fizesse semelhança a uma abertura, afinal, se tinha entrado de algum jeito tinha que sair. Ela forçaria até sentir que o que estava fazendo era o movimento certo até por fim abrir a estrutura de madeira. Tentaria ver o que estava dentro, sentia que era algum tipo de animal visto que o que saia nas caixas quebradas no mercado era todo tipo de bicho. Pelo tamanho da caixa e pelas penas encontradas no chão ela poderia apostar que seria algum tipo de ave e ela estava muito empolgada por isso.

Em sua ilha natal tinha tido muito contato com todo tipo de animal, mas a aves eram seu principal despertador logo pela manhã. Incontáveis vezes fora acordada pelo farfalhar das asas e dos cantos singelos pela manhã. Caso tivesse salvo a vida de uma com aquela ação para sempre se sentiria feliz, tudo que vem da natureza para a natureza deve retornar. Procuraria não assustar o animal o tocando prematuramente, ela primeiro estenderia seu dedo da mão direita vagarosamente para o animal, caso ele ameaçasse bicar seu dedo ela o recuaria – Amiga amiga! – A filha do espirito da terra falaria tentando o acalmar enquanto tentaria manter aquela tentativa de aproximação. Vagarosamente ela tentaria retirar o animal de dentro da caixa, ficar dentro daquela estrutura com certeza não seria de nenhuma ajuda, tinha que mostrar que ela não era como os homens que a tinham capturado. Esperaria ela pela oportunidade que o animal subisse em seu dedo para o retirar vagarosamente sem qualquer tipo de pressão, deixaria o mesmo ter seu tempo.

- Onatah – Ela conversava com a ave enquanto apontava para si mesma com a mão esquerda – Tala – Ela apontaria para o lobo que estava próximo. Ela sabia que o animal não a entenderia, mas era um costume falar com eles, afinal, eram seus ancestrais e mereciam respeito. Analisaria ela a estrutura do animal, procuraria ferimentos em suas patas, cabeça e por fim asas, um animal que tivesse as asas danificadas não poderia voar e se tornar livre e isso seria um problemão caso resolvesse o devolver a liberdade. Caso o mesmo estivesse em condições que o fariam não voar para o mundo ou por qualquer motivo decidisse ficar com a mesma ela então o iria acolher em seus braços, afinal, um companheiro animal não seria de problema algum.

Ela então iria prestar atenção nas embarcações, sua estratégia era simples, procuraria por aquele que tivesse a menor coloração de pessoas de vestimenta azul nas proximidades ou dentro do mesmo, a marinha era um problema para ela. Também buscava aquele que parecesse estar partindo em pouquíssimo tempo, entrar em um barco zarpando seria a melhor opção para não dar chance para que fosse perseguida, por isso, sua nova missão era simples, apenas observar.

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Re: [I] - Amigo Seg Abr 18, 2022 1:27 am
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Ficar fora de vista foi uma boa escolha, não era muito complicado ficar escondida quando se tinha tanta gente andando por aí, Onatah encontrou um canto mais isolado onde a multidão basicamente criava uma barreira para ela, deixando os marinheiros a procura da fugitiva perdidos no meio. A caixa com aves foi logo aberta, precisando de uma boa quantidade de força para destrancar algo tão bem lacrado. A primeira vista parecia ter apenas uma ave bem grande, lembravam araras, ou talvez fossem papagaios? Era uma dúvida que talvez fosse fica para sempre. A maior de todas olhava a garota-peixe com dúvida, analisando os movimentos dela enquanto protegia as menores com suas asas abertas. Aquela já parecia ser completamente adulta, não dava para saber se tinha algum parentesco entre todas, mas a proteção foi feita e em pouco tempo todas conseguiam sair da caixa. O agradecimento da mais velha veio quando ela basicamente curvou-se, saltando para voar logo em seguida, ignorando Onatah. As menores acompanharam o voo, deixando a garota-peixe sozinha.

Foi só alguns instantes depois que Onatah pode notar que havia restado sim uma, esta não havia saído da caixa ainda e pareceu não ligar pras que haviam seguido seu rumo. A arara saia de forma elegante da caixa, pousando na frente da garota, aproximando-se então do dedo dela, como se estivesse atrás de carinho. As explicações da híbrida não pareciam fazer muito sentido na visão do pássaro, seu olhar até acompanhava tudo que ela dizia, só não dava nenhuma resposta. A ave apenas permaneceu ao lado da garota de forma atenta, observando tudo junto dela. Ficou claro que o porto tinha se tornado uma bagunça com a demora para encontrar a fugitiva, mesmo escondida por agora, seria complicado sair sem ser vista. As embarcações mais fáceis de entrar provavelmente seriam as centrais, muito por conta da aglomeração de pessoas em cada canto do porto, como se lá fosse o caminho óbvio para alcançar um barco discretamente.

Os olhares estavam por todos os lados, restavam apenas duas embarcações em que Onatah talvez conseguisse entrar. Ambas eram medianas na qualidade esterna da escuna, possuíam pouca vigia na entrada e não pareciam ter marinheiros dentro dela. Uma ficava mais para a esquerda e a outra no meio. O diferencial de cada parecia ser que na da esquerda existiam outras pessoas acompanhadas de animais, alguns com cachorros, gatos e até coisas mais diferentes. O barco central não tinha nada disso, mas se destacava por parecer aceitar quase todos que apareciam, até aqueles que imploravam para entrar tinham acesso, provavelmente por algum tipo de acordo, ou apenas uma forma de ajudar os mais necessitados. A marinha do porto até estava de olho neles, mas não pareciam focar tanto por talvez acreditarem que entrar em algo tão visível fosse idiota. Ambas as escunas estavam prontas para partir, estavam prontos até para subir a rampa de acesso, restava pouco tempo para a híbrida decidir qual seria seu rumo. A arara até parecia notar isso quando bicava a orelha da garota, até mesmo puxando de leve para a acordar.


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Re: [I] - Amigo Seg Abr 18, 2022 9:50 am
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- Tucano! – Onatah gritava ao ver a ave de coloração azulada e amarela. Era o jeito que sua tribo chamava aquele tipo de animal que apesar de comum em sua vila se tinha certo apreço especial devido sua cor diferente dos pássaros de mesma espécie. Com um sorriso no rosto a filha do espirito da terra tentava passar seu direito indicador direito sobre a cabeça do animal, vagarosamente tentando fazer um carinho no bichinho. Os pássaros eram uma existência especial em Abeytu, enquanto os peixes dominavam os mares os pássaros dominavam o ar e apesar de sua raça conseguir nadar como os peixes, nada ela poderia fazer quanto a planar sobre o mundo por isso sentia um pouco de inveja e admiração por tais seres. Ela sorria mais uma vez enquanto tentava estabelecer uma situação de amizade para com a ave. – Tucano ave feliz Tala, rei dos ares! – Ela falava com seu lobo apresentando o novo colega que parecia de alguma forma feliz em estar na presença daquela dupla estranha. – Temos que apressar ou ficar na ilha. – O olhar de determinação da garota era acompanhado da mesma levantando-se e analisando as embarcações.

Tinha duas opções boas para seguir, uma estaria mais encoberta visto que existiam diversas pessoas que conseguiam entrar com animais na embarcação. Já a outra embarcação parecia ser mais fácil de simplesmente entrar visto que qualquer pessoa parecia entrar sem muito problema. Ela suspirava, era uma decisão difícil, seu principal objetivo era sair daquele lugar sem chamar suspeita para si mesma enquanto foge da ilha em direção a sabe-se lá para onde aqueles navios estavam indo, na situação que estava também não poderia ter muita chance de escolha, apenas fugir da marinha já era motivo bom o suficiente. – Aí tala, onde ir? – Ela fazia uma pergunta retorica para seu animal, não é como se ele fosse responder, mas mesmo assim ela parecia querer sua opinião de alguma forma. Ela coçava sua cabeça e via o tempo passar em velocidade – Não adianta pensa, agir! – ela subiria mais uma vez em tala e se preocupava um pouco com seu machucado, mas tinha que fazer o mesmo ser um lobo guerreiro. – Para frente! – Ela apontava com seu braço direito na direção que desejava seguir enquanto com seu pé direito dava um pequeno toque no animal como se o comandasse a seguir naquela direção.

Ela não sabia se a arara iria a seguir, mas esperava que sim, se tivesse a oportunidade tentaria ficar com ela visto que tinha se dado bem com o animal e ela não tinha fugido como o restante das aves que existiam dentro daquela caixa imunda. Ela tinha feito sua escolha, iria seguir em direção do barco com os animais, chamaria menos atenção visto que estava com um lobo e possivelmente uma arara. Porem o que mais tinha sido decisivo para sua decisão era o fato de que um navio que carregava animais consigo provavelmente teria algum tipo de alimento para seus pets, fazia algum tempo desde que tala tinha comido, ela mesmo também não tinha se alimentado e quem sabe até alguns grãos para tucano a arara azul que provavelmente não tinha tido qualquer preocupação com sua alimentação visto o ambiente em que estava reclusa.

Em cima de tala ela esperava que tala conseguisse chegar a tempo antes do barco partir, se fosse necessário comandaria com seus pés batendo um pouco mais forte no animal para que ele saltasse para dentro da embarcação. Não teria como não chamar atenção, por isso não se preocupava muito com as pessoas que estivessem na embarcação, mas sim fora dela, principalmente a marinha. Conseguindo estar no convés do barco ela então iria tentar se misturar com o restante das pessoas enquanto desceria de Tala para que fosse mais difícil a identificar visto que uma pessoa montada em um lobo era um verdadeiro chamariz para problema. Ficaria assim esperando estar no anonimato até que o navio começasse a se mexer em direção a um destino desconhecido.

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Re: [I] - Amigo Seg Abr 18, 2022 8:11 pm
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O tempo para se decidir era aquele, Onatah até tentou pensar um pouco e até perguntou para Tala, mas não tinha como fazer um lobo decidir por ela. A escolha mais óbvia surgiu, ir à embarcação com mais animais dava a oportunidade de os alimentar e até esconder-se no meio de tanta gente. Em velocidade o animal avançou com a garota híbrida montada nele, tendo a arara basicamente agarrada no ombro da menina. Não demorou muito para que fosse notada, os marinheiros viam a movimentação estranha de uma garota num lobo e simplesmente gritavam para os outros, iniciando a última perseguição em Illusia. – Peguem ela seus merdas, peguem essa garota agora! – o grito do sujeito que parecia guiar os marinheiros ressoava, alcançando todos os cantos do porto. Fugir sem uma luta parecia improvável, algo iria acontecer nessa corrida.

Onatah avançou, desviou-se de alguns marinheiros no caminho. Tala derrubou outros por conta de seu tamanho e velocidade. Eles não estavam querendo machucar inicialmente, mas a força física deles não conseguia impedir aquele maldito lobo de continuar correndo. – Atirem, derrubem essa criminosa!!! – a ordem fez muitos soldados sacarem pistolas, rifles e até armas arremessáveis para atacar a fugitiva. Os lançamentos e disparos inicialmente tinham pouco sucesso pela falta de prática em algo mais rápido que eles. Com o tempo essa dificuldade foi acabando, ficando muito mais fácil ao ponto de começarem a acertar disparos de raspão no lobo e até mesmo na garota, não eram ferimentos complexos, causavam dor, mas pela adrenalina do momento não foi complicado de lidar.

Não demorou muito para que a garota e seu lobo conseguisse chegar perto do barco, que já estava com a rampa levantada e pronto para partir. O último salto, foi preciso muita força para que as duas conseguissem basicamente voar para dentro da embarcação, recebendo tiros, cortes de adagas voadoras e até mesmo pedradas. Onatah sentiu seu corpo desligar por um instante, voltando a si após alguns segundos, notando que já estava na embarcação e não parecia estar montada em Tala. O lobo tinha caído em outro canto, existiam pequenos rastros de sangue por onde a híbrida deslizou, além de onde sua montaria estava. A arara estava basicamente voando entre o lobo e a garota de forma apressada. Os poucos tripulantes inicialmente não sabiam bem como lidar com isso, preferiram manter a distância. Foi só quando uma mulher de cabelos brancos surgiu com um gato em sua cabeça, ela estendeu a mão esquerda para ajudar Onatah a levantar e fez alguns sinais para uma outra pessoa.

Olá pequenina. – a mulher dizia isto com um sorriso gentil. – Este é meu barco, imagino que esteja fugindo de alguém. Como já partimos não terá mais problemas, apenas não cause nenhuma confusão aqui dentro. – a entrada dela já foi um pequeno problema, mas isso não pareceu incomodar a dona da embarcação. – Minha companheira ali vai cuidar de qualquer ferimento seu e de sua amiga... E a comida aqui é de graça, basta pedir para elça ou pegar em algum lugar. – isto era dito enquanto ela apontava com a mão direita para uma outra mulher de cabelos azuis, com olhos dourados, vestida de preto tendo apenas um crachá branco que indicava seu nome e a função. Após ajudar Onatah a levantar-se e mandar sua funcionária cuidar dos ferimentos dela e de Tala, a mulher despediu-se rapidamente, acariciando os cabelos da pequena garota, retornando então ao interior da escuna. Não existia nenhum ferimento grave, todo o tratamento seria apenas uma limpeza básica das feridas e a colocação de alguns curativos por hora, nada mais seria necessário. Ao fim de tudo as pessoas finalmente tiravam os olhares da garota, pareciam muito mais interessadas em seu lobo, que era grandinho demais para uma garota tão pequena.

Por ser uma escuna simples não existiam muitas coisas preparadas. Alimentos ficavam na cozinha interna, existiam até algumas mesas com ração para certos tipos de mascotes, além de placas que indicavam a localização de certos locais como quartos, banheiros e até o armazém. O local não estava cheio por não ser um barco tão grande assim, existiam poucas pessoas e a maioria apenas cuidava da sua vida, ignorando o restante. Pareciam preocupar-se mais com seus animais, brincando com eles enquanto o barco navegava sem nenhum problema.


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Re: [I] - Amigo Seg Abr 18, 2022 9:33 pm
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Oi, amigo
Em meio a chuva de tiros, facas e ate mesmo pedras a filha do espirito da terra acompanhada de seus companheiros animais conseguia chegar à embarcação. Recebia alguns ferimentos, mas não pareciam nada grave ao menos no momento em que analisava as coisas friamente. Ao cair na embarcação como um saco de batatas ela abria um sorriso no rosto, estava feliz que ao menos tinha chegado ali em apenas um pedaço. – Olá! – Ainda deitada ao chão Onatah saudava a mulher que a recebia fazendo sinal de positivo com sua mão direita. – Não causar confusão! – Ela respondia de forma firme demonstrando confiança e queria também mostrar que não era inimiga, apenas estava em uma situação de fuga difícil de explicar. Onatah estenderia sua mãe direita para aceitar a ajuda da mulher e levantar-se do chão da embarcação. – Comida é bom! – Ela realmente estava com fome, porem iria se preocupar mais com seu companheiro animal, Tala, visto que estava sem comer a algum tempo e agora tinha sido atingido mais uma vez por ataques covardes da marinha.

- Doma Arara Mascote –

Onatah iria até a cozinha da embarcação e pegaria algumas sementes, escolhia as que parecia ser de girassol e outras mais simples para dar para Tucano, a arara. Conseguindo um numero adequado de material ela então iria ao convés do navio e procuraria pelo animal. Notando a mesma voando sobre a embarcação ela então puxaria seu dedo indicador e polegar em sua boca e soprando com força fazia um assobio forte chamando a ave para si. Tentaria atrair a mesma com as sementes de girassol em sua mão esquerda. Estenderia sua mão esquerda para a ave conseguir comer com facilidade os grãos e assim manter um nível de confiança com a mesma, não existia uma forma mais simples e fácil de fazer amizade do que com comida, afinal, todo ser vivo tem que comer algo e se ela fosse aquela quem provia a alimentação teria uma chance maior de ter aquele animal para si.

Ela então levantaria sua mão soltando o animal para o ar e corria em direção a parte mais a frente da escuna. Lá faria um novo assobio e esperaria que a ave fosse a seu encontro. Lá estenderia mais um poco de semente para o mesmo comer. Tentaria adestrar o mesmo da forma mais simples possível. Toda vez que fosse chamado com aquele som de assobio característico fosse em direção da garota, assim estaria ele procurando pelas sementes e pela companhia de sua dona que sempre alisaria a cabeça do animal carinhosamente para fazer o mesmo se sentir querido na presença da mesma.

Repetiria aquela ação mais algumas vezes até acabar as sementes que estivesse em sua posse e assim esperava que a arara agora estivesse mais acostumada com a presença da filha do espirito da terra. Tentaria algumas vezes sem as sementes para ver se a mesma atendia seu comando mesmo sem a recompensa e parecia que era o suficiente visto que a mesma parecia entender aqueles comandos simples. Agora, resolvia permanecer no ombro da mesma, como um verdadeiro papagaio pirata ou coisa semelhante.

- Fim Doma Arara Mascote –


Onatah então depois de fazer algumas ações com tucano iria em direção a cozinha, procuraria pela pessoa que a mulher a tinha alertado sobre – Eu e tala querer comida, fome. – Ela passaria a mão esquerda sobre a barriga e em movimentos circulares tentava demonstrar com um sorriso tímido no rosto que seu estomago estava vazio e em busca de uma boa comida. Recebendo apenas uma porção ou algo parecido ela iria dividir dando uma maior porção para Tala já que como um lobo ele teria uma fome muito maior que uma pequena garota como ela, assim pensava. - Aqui Tala. - Ela colocaria a alimentação do animal a sua frente para que pudesse comer em paz.

Iria sentar-se ao chão e sem qualquer tipo de modos ela iria comer utilizando suas mãos, sujando seu rosto e derrubando um pouco sobre o chão. Não era como se em sua vila natal não tivessem qualquer tipo de jeito ao comer, mas Onatah desde muito pequena parecia quase como um verdadeiro animal comendo, não era algo que chamava atenção quando fazia isso sozinha na floresta, mas em meio as pessoas poderia parecer muito estranho e tampouco comum. Contudo comia com um grande sorriso no rosto enquanto esperava pela embarcação chegar a seu destino.


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Re: [I] - Amigo Ter Abr 19, 2022 6:25 am
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A calma de já estar navegando era muito boa, principalmente com a marinha ainda com dúvidas do que fazer, procurando respostas enquanto a garota já se distanciava ao ponto de nem mesmo conseguir ver o porto de Illusia. A sorte realmente estava do lado da pequena domadora. Tinha comida, curativos e até um lugar para descansar  durante a viagem se preciso, mesmo não sabendo para indo estava indo, provavelmente seria melhor do que uma ilha inteira a perseguindo. A alimentação dos animais junto dela soava mais importante, talvez até fosse hora de dar um cuidado maior para a arara, que até entãoa seguia, mas poderia facilmente voar para longe atrás dos outros que a deixaram para trás.

A pequena híbrida fazia diversas coisas para agradar a ave, alimentando, chamando sua atenção com o alimento para que a arara fosse ao seu encontro. Para um animal que já estava a seguindo antes isso foi até que simples, sem muita demora a ave saiu voando até as sementes, comendo rapidamente antes de precisar seguir os assovios de Onatah mais uma vez. Isso demorou algum tempo, foi preciso muito esforço e dedicação para que o passaro conseguisse entender que o assovio era um comando para seguir a garota, algo natural com algum treino. O fim de tudo fez Tucano pousar no ombro dela e ficar por lá.

Os pratos servidos para cada tripulante dependiam muito do pedido. Alguns recebiam algo mais refinado e trabalhado, outros, como Onatah, apenas alertavam a fome deles e de seus mascotes, acabando por ganhar pratos grandes de carne, água e até algum suco de morango ou laranja. A carne vinha num prato grande, era um pedaço grande e suculento que só de surgir na frente dela e de Tala já atiçava o estomago vazio. No caso da carne não ser do agrado da hibrida, existiam outras opções como arroz, macarrão, saladas e frutas também. Dois pratos acabariam sendo entregues, um maior que o outro, pelo tamanho do lobo fazia mais sentido ele receber o maior. O sabor da carne era espetacular mesmo com algo de qualidade duvidosa o cozinheiro conseguiu um resultado incrível, todos que se alimentavam sentiriam-se satisfeitos e talvez nem fosse preciso comer mais algo naquele dia. O resto da comida não perderia muito da carne, mesmo sendo inferior, conseguia encher qualquer um com algo saboroso e fácil de comer.

O estilo de se alimentar de Onatah não incomodou ninguém, existiam até outras pessoas fazendo o mesmo, como se fossem animais ou quisessem se aproximar mais dos mascotes que os acompanhavam. A primeira noite finalmente chegava, era óbvio que restavam muitos dias de viagem, mas isso não impedia ninguém de aproveitar um pouco antes do cansaço chegar. O restante da viagem seguiu exatamente como o primeiro dia, muita alimentação e carinho com os pets, além de muita conversa de um lado ao outro. O tempo juntos aproximava pessoas que não se interessavam tanto assim uns nos outros, conseguindo aproveitar a viagem de forma mais agradável. Algumas mudanças de clima aconteciam no mar, ficando mais quente, frio e até chovendo em um dos dias. O interior da escuna aqueceu todos durante as noites, existiam camas, redes e até lençois para cada um usar. A pessoa que mais ficava acordada era a dona da embarcação, parecia ser algo comum em suas viagens, observar o mar, os tripulantes e orientar cada um nos momentos complicados no caminho de uma ilha.

Após alguns dias de viagem a sombra da ilha bem lá na frente podia ser vista, tomando forma durante a aproximação do barco, mostrando algo bem maior do que Illusia. Aquela provavelmente era a maior ilha deste mar, tendo não só uma grande cidade, como também a enorme floresta que facilmente se destacava por cobrir boa parte da ilha. O porto não estava tão longe, mesmo olhando para lá, ficava claro que descer sem cuidado terminaria em problemas. Duas embarcações da marinha estavam atracadas no mesmo porto em que a escuna em que Onatah estava acabaria parando. Os problemas de Illusia talvez não houvessem chego até este lugar, mas mesmo assim o cuidado precisaria ser tomado pela quantidade de marinheiros naquela região, saindo e entrando dos dois navios ancorados no porto. – Pequena... – a mulher de cabelos brancos chegava por trás da garota-peixe, tocando em seu ombro enquanto falava. – Não precisa correr na hora de sair, vá com calma ao lado de seu lobo. – as indicações dela surgiam como uma ajuda. Assim que a embarcação ancorou a mulher partiu até a rampa, descendo-a para conversar com um marinheiro que se aproximou, provavelmente para checar algumas informações.

Nesse tempo todos os outros tripulantes começavam a descer, aquele seria o momento ideal para a híbrida partir. Se fosse sua escolha, caminharia ao lado dos outros até passar pelo marinheiro sem nenhum problema. A conversa dele com a dona do navio parecia interessante dos dois lados, tomando muito tempo e atenção do homem da justiça. O dia já estava em sua metade, estava quente e existiam muitas pessoas andando pelo porto, caminhar por ali era perfeito para quem precisava esconder-se. Era um novo dia em uma nova ilha, Onatah livrou-se da marinha por agora, algo que não duraria muito tempo após ter mostrado seu rosto e anunciado crimes para muitas pessoas. Restava apenas tempo até seus "crimes" serem noticiados.


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Re: [I] - Amigo Ter Abr 19, 2022 10:32 am
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A filha do espirito da terra finalmente tinha tido um tempo bom para si e para seus animais. Tinha certado ao escolher aquela embarcação, tinha alimento, abrigado e um bom tempo conhecendo o mar que bem... era mais do mesmo, água. Porem o que a interessava estava logo a sua frente após alguns dias. Terra a vista era o que ele precisava, uma nova ilha para lhe animar novamente. Desde que tinha saído de sua vila tinha vivido uma aventura bem intensa, o tempo que passou naquela embarcação tinha sido um bom momento de paz, mas agora já estava ansiosa para novas descobertas e quem sabe até novos problemas – Os azulões! – Ela gritava ao ver embarcações da marinha logo em sua chegada ao porto e meio que se escondia com as costas viradas para as "paredes" do navio. Tinha evitado o máximo que conseguia aquelas pessoas, mas de um jeito ou de outro parecia sempre se meter em confusão quando encontrava com eles, no final, quem era prejudicado de verdade eram as pessoas ao redor. Aquele sentimento de saudade voltava para a mesma, durante sua viagem tinha tido bastante aquilo, sentia saudade da pequena amiga que tinha feito e durante algumas noites tinha ate mesmo chorado enquanto dormia, porem sabia também que tinha que seguir em frente, assim imaginava que sua amiga a encorajaria.

- C-cc-certo... – Ela ouvia os conselhos da mulher que a tinha ajudado e não tinha razão para não confiar na mesma. Ela engolia em seco enquanto se preparava para descer ao porto esperando pela embarcação por fim parar de se movimentar. – Vamo tala... – Ela faria carinho ao lado esquerdo do pescoço do animal com sua mão e praticamente o puxaria com carinho em direção a saída. Ela tentaria sair da maneira mais natural possível o que era difícil para a mesma, era possível notar que seu corpo parecia duro como um boneco de pau, quem sabe se não fosse alertada anteriormente poderia passar por aquilo sem mais problemas, porem, Onatah tinha um problema, ela não conseguia mentir e isso era evidente pela forma em que tentava sair disfarçada em meio as pessoas. Ficaria logo a esquerda de seu lobo e tentava se passar por mais um dos viajantes que carregavam animais consigo, esperava que tucano a acompanhasse voando ou estivesse próximo da mesma em seu ombro ou coisa do tipo. Ela engolia em seco sempre que passava mais perto dos possíveis marinheiros, mas tentava evitar contato visual, não apostaria uma única banana que não poderia ser reconhecida.

Ela então seguiria em frente procurando entender como que era a geografia da ilha em que estava agora. Sua pequena vila não era mais do que talvez um pequeno punhado de terra comparado as duas ilhas que tinha encontrado pela primeira vez. As pessoas eram diversas e não tinham apenas homens peixe como as de sua raça, agora ela estava mais animada para encontrar novas pessoas e quem sabe até fazer novos amigos. Desde que tinha encontrado Hanya sabia que ainda existiam pessoas de bom coração, apesar de ter tido contato com o pior tipo de gente que encontrara em sua vida, a marinha, seres que atiravam apenas por serem pobres e ela nem mesmo sabia o que isso significava.

A filha do espirito da terra então calmamente caminharia pelo porto, até encontrar uma entrada que desse na cidade propriamente dita, iria seguir sem rumo aparente, apenas deslumbrando o local onde estava e as pessoas que passavam por ela. Iria sempre seguir o caminho que tivesse mais pessoas, talvez encontrasse algo parecido com o mercado da ilha anterior e quem sabe mais comida gostosa, sua gula parecia não ter fim.

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Re: [I] - Amigo Ter Abr 19, 2022 10:29 pm
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A falta de alguns ensinamentos sobre atuação a fez agir de forma óbvia, como se fosse uma criminosa querendo se passar por uma civil qualquer. Felizmente as outras pessoas que saiam da embarcação junto dela e toda a atenção que a dona do barco tomava do marinheiro, não ocorreu nenhum problema. Todos tinham um bom entendimento que a garota era apenas solitária, não demonstrava ser perigosa de forma alguma por isso a protegiam, mesmo sabendo dos perigos que isso poderia causar. Claro, alguns a olhavam de forma esquisita, peixes normalmente ficam no mar, não são muitos que se acostumam com a visão deles por aí, principalmente uma híbrida.

Algum tempo caminhando a levou para longe do porto, da marinha e também da vista dos antigos companheiros de viagem. A ilha em si mostrou muito cheia, existiam poucos lugares onde não tinham pessoas conversando, caminhando ou até trabalhando. O cheiro da comida estava no ar, ficava claro que muitos restaurantes foram feitos naquela região, alguns paravam para ver de onde o odor agradavel estava vindo, outro apenas seguiam andando. Um mercado como na ilha anterior não existia naquela região, ao menos não do mesmo tamanho e do mesmo jeito. Las Camp tinha muito mais estrutura, tendo pequenas construções com espaço interior para as pessoas sentarem, comerem e até dividirem a mesa com alguém. Barracas de rua até podiam ser vistas, mas não eram tão chamativas quanto os lugares mais limpos, organizados e bem preparados.

Os olhares dos moradores passavam muitas vezes pela garota, mostrando certo nojo, ou apenas desviando logo que a viam acompanhada do lobo. O medo de muito deles era evidente, coisas diferentes causavam esse sentimentos em alguns humanos. Por hora não acontecia nada de perigoso, Onatah simplesmente andou pela ilha, encontrou restaurantes, lojas diversas e até alguns hotéis, tabernas e até alguns ferreiros locais que trabalhavam continuamente. A marinha podia ser vista em alguns lugares, muitos faziam rondas, observavam situações perigosa e investigavam possíveis crimes, tudo se mostrou tão calmo que aquela talvez fosse outra vida e todos os problemas de Illusia nem mesmo existiam ali. Por agora, ao menos.


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Re: [I] - Amigo Qua Abr 20, 2022 12:13 am
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Onatah então chegava na nova ilha e tudo era novo para a mesma, ela estava animada, ao lado de Tala uma nova jornada começava em sua vida e por isso estava muito entusiasmada para conhecer novas pessoas e viver uma nova vida. – Tala nova aventura – Ela passaria sua mão direita na cabeça do lobo enquanto dava um sorriso leve – Tucano! – Ela chamava pelo pássaro e dava um assobio esperando que a ave fosse de encontro a ela e pousasse perto da mesma ao movimento em que ela estenderia seu braço para o animal ficar.

Com passos lentos ela caminharia pelo ambiente observando as novas lojas, as novas pessoas e pensando se poderia conseguir companheiros para seguir em sua nova aventura. Ela tinha decidido, iria conhecer novas pessoas para lhe acompanhar em sua jornada, desde que tinha se separado de suas novas amizades na ilha passada tinha pensado em conseguir aliados que pudessem compartilhar de seus sonhos de se tornarem um grupo em busca de aventuras e uma boa história para contar. Porem agora teria um critério simples, suas mentes estivessem alinhadas em um mesmo objetivo, afinal, não poderia levar hanya para uma aventura perigosa devido a como a criança era, apesar de querer muito, aquilo ainda a fazia se sentir triste. Engolia em seco, agora tinha um novo objetivo.

Ela iria encontrar um grupo para chamar de seu e junto de Tala e Tucano ela iria em busca da Grand Line, ela não sabia exatamente o que isso significava, mas em sua terra natal existia uma lenda sobre o lugar ser o Epitácio de toda e qualquer aventura lendária, iria conseguir sua própria embarcação e assim começar essa nova jornada em busca do inimaginável. Ela estava confiante que nesta nova ilha seria um novo começo, depois de tantas fugas da marinha, os azulões, poderia pela primeira vez talvez contra atacar, apesar de estar com bastante medo e não admitir isso. – Tala, tucano, diversão é o que importa! – Ela falava com o animal uma frase motivacional, depois de tantos problemas, tantas batalhas, tantas fugas e alguns momentos de felicidade junto de seus amigos ela estava em direção a um novo futuro.


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