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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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World Legacy Scars

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Kenshin
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Kenshin
Desenvolvedor
World Legacy Scars Dom Out 10, 2021 11:23 pm
World Legacy Scars

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Marinheiro Kain Belmont. A qual não possui narrador definido.

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"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022
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Re: World Legacy Scars Seg Out 11, 2021 11:35 pm




World Legacy Scars

- Kain Belmont -


Ж

Quanto tempo já havia se passado? Um, dois, três ou quem sabe quatro anos? Talvez um pouco mais ou um pouco menos. Às vezes quando fecho os olhos parece que foi ontem, mas em outros momentos parece que foi em outra era. ~ “Não importa o tempo que levar, eu cumprirei o que me pediu.” ~ Minha mão direita empunhava a máscara de Yaksha como se ela estivesse me encarando nos olhos, ou era eu quem o encarava? Seja qual fosse a resposta, nenhum de nós desviava o olhar.  

- Então vamos logo com isso. - Murmurei comigo mesmo enquanto guardava a máscara ao lado direito de trás da cintura, como se estivesse vigiando minhas costas. Já fazia algum tempo que tinha me tornado um marinheiro, mas as coisas não estavam progredindo como o planejado e isso precisava mudar, se continuasse fazendo o trabalho de um serviçal eu só estaria manchando o legado dos guerreiros Rakshasa assim como dos Belmonts.

Determinado rumei em direção a sala do meu superior já que precisava de uma missão, uma de verdade na qual pudesse mostrar meu verdadeiro valor. ~ “Hora da ação de verdade!” ~ Mantendo o semblante confiante continuei a caminhada até chegar ao meu destino onde minha primeira ação seria bater na porta. - Soldado Kain se apresentando, senhor. - Aguardaria sua permissão antes de adentrar. Se fosse me dado a permissão entraria e bateria continência antes de falar - se fosse necessário é claro. - Estou aqui buscando uma oportunidade para mostrar meu valor, senhor, me dê uma chance de mostrar que posso fazer mais.



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Pepe
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Re: World Legacy Scars Qua Out 13, 2021 12:39 pm


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

O dia havia acabado de começar, mas Kain estava a mil, sua mente não suportava mais a situação em que se encontrava. Precisava começar a avançar em sua carreira na marinha. Por isso, o pouco tempo que esperou após bater na porta de seu superior já pareciam uma eternidade.

Quando finalmente recebeu o aval para entrar, deu seus primeiros passos no escritório do tenente Strauss e falou o que desejava. O homem abriu a boca e retirou o cigarro que havia ali, quando ia falar algo, acabou não tendo a oportunidade, um soldado entrou sem permissão, claramente apressado. — Senhor, houve um massacre em um bar! — o espanto em sua voz evidenciava quão óbvio era a urgência da situação.

O tenente não pensou duas vezes em ficar em pé e indicava para os dois, exato, Kain incluso, o seguissem. Para onde iriam já que o próprio tenente estava guiando e não o soldado? Difícil dizer, mas começavam a andar pelo quartel general num passo bem rápido.

Enquanto isso, o soldado continuava falando. — Apesar do massacre... um homem?... bem uma pessoa já se declarou culpada... — falava o homem com a voz meio fraca, sem saber como explicar. Apesar de aquilo teoricamente “resolver” o caso, obviamente havia algo mais na história, ou não haveria necessidade daquele rebuliço todo. — De acordo com ele... a alucinação que teve com a Olho de Rapina foi mais forte do que poderia imaginar... e bem... e quando voltou ao normal havia matado todos a sua volta — falava o soldado explicando a situação.

Naquele momento o tenente parava na frente de uma porta, era a porta do sargento Lincoln. Mas ele ainda não entrava ou batia na porta, simplesmente falava algo, fazendo com que finalmente Belmont ouvisse o superior falando algo. — Conte logo o motivo de não acharem que é ele —não chegava a ser grosso, era basicamente uma ordem, pela urgência parecia apressado. — Bem, ele não está ferido... não há sinais em seu corpo dele ter agredido alguém... mas o maior fator é que ele simplesmente não é forte o suficiente para fazer o que ocorreu na cena do crime... não fui lá, mas falaram que a cena é pesada... — o soldado ia listando, mas deixava o maior ponto para o final. — E quem se declarou culpado é uma criança — terminava.

A reação do tenente foi instantânea, ele batia na porta do sargento com força, não a ponto de quebrá-la, mas para indicar ao homem lá dentro que estavam com pressa. Mesmo com todo mundo alucinando, imaginar uma criança “massacrando” vários adultos era algo simplesmente ilógico demais. — Bem, parece que será algo complicado demais para lidar em tão pouco tempo e infelizmente eu tenho outros compromissos nessa ilha — os dois, tanto o soldado, quanto Kain, sabiam que ele falava dos diversos ataques piratas que ocorriam na ilha basicamente todos os dias.

O sargento Lincoln abria a porta revelando aquela careca peculiar que ele tinha, com seu terceiro olho bem estampado na testa. Sua pele branca fazia a careca quase brilhar. — Imagino que você ouviu um pouco por detrás da porta — falava o tenente e o sargento simplesmente concordava com a cabeça. — Vou te deixar a cargo disso... e quanto a você... — falava olhando para Kain. — Você quer vir comigo lutar contra piratas provavelmente o dia inteiro, ou prefere investigar essa massacre? Que tipo de valor você quer mostrar? — perguntava o homem para o soldado. Seria aquilo um teste por causa de seu pai? Ou seria meramente um superior não querendo forçar uma luta que duraria sabe-se lá quanto tempo em alguém que não conhecesse a força?

Independente da resposta de Kain, o tenente comentaria para ele ir tomar um café da manhã reforçado e ir ao escritório do superior em questão em meia hora. Dando tempo para que ele pegasse armas ou outros itens que achasse necessário para a missão que escolhera.

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Última edição por Pepe em Qui Out 14, 2021 4:41 pm, editado 2 vez(es) (Motivo da edição : Tava sem cor uma das falas do tenente)
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Re: World Legacy Scars Qui Out 14, 2021 12:14 am




World Legacy Scars

- Kain Belmont -


Ж

Tenente Strauss, um homem de foco e trabalhador, mesmo estando ali a algum tempo acho que foram raras as vezes que nos encontramos e trocamos palavras já que na maior parte do tempo o sujeito estava no campo de batalha, o que me fazia questionar no que aquela ilha remota tinha de tão especial para atrair tantos piratas? Talvez fossem um bando de viciados naquela erva estranha que comercializavam por aqui? Enfim, de qualquer forma nosso raro encontro foi logo interrompido por outro soldado e, soldados entrando sem aviso prévio na sala do tenente só podiam significar uma coisa: problemas.

Sem nenhuma surpresa o outro marinheiro estava ali para reportar um caso no mínimo peculiar do qual foi nos passando as informações enquanto caminhávamos atrás de Strauss. ~ “Um massacre em um bar?” ~ Pensei comigo mesmo e arqueei uma das sobrancelhas curioso, mas não surpreso, digo, o marinheiro parecia aflito e fazia questão de dar ênfase no fato de ter sido um massacre, mas será que tinha sido tão ruim assim para uma briga de bar? Seja lá qual fosse a resposta tudo ficou mais estranho quando ele mencionou o possível culpado. - Uma criança? - Deixei escapar enquanto em meu rosto se formava uma expressão de descrença, a mesma que costumava fazer quando ouvia histórias do mundo exterior em Lito Garden.

Estranho ou não, o fato é que um suposto massacre tinha acontecido e na presença do sargento Lincoln duas opções me foram ofertadas. ~ “Investigar um massacre ou participar de um?” ~ Ponderei por um instante enquanto meus olhos pairavam um ponto qualquer. - Eu adoraria acompanhá-lo tenente, mas confesso que a história do garoto massacrando um grupo de adultos me comprou. - É claro que meu sangue Rakshasa ansiava pela batalha, mas ao mesmo tempo a curiosidade falava mais alto, além do mais qualquer vassalo era capaz de brandir uma arma contra arruaceiros, mas quantos eram capazes de resolver problemas que iam além de batalhas? Certamente pessoas mais uteis para a organização

Tendo minha resposta bati continência e me retirei da sala partindo em direção ao refeitório onde faria uma refeição adequada, não perderia muito tempo por ali e assim que estivesse satisfeito iria em direção ao armazém onde procuraria por uma lança, já fazia algum tempo que não batalhava com uma, mas esse era o tipo de coisa que estava no sangue, certo? De qualquer forma, assim que tudo estivesse pronto retornaria a sala do superior para dar inicio a missão. - Estou pronto para partir quando quiser, senhor. - Bateria continência e aguardaria suas ordens. Um possível garoto assassino e testemunhas viciadas em ervas alucinógenas, esse com certeza seria um dia bem... Incomum.



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Pepe
Avaliador
Re: World Legacy Scars Qui Out 14, 2021 5:25 pm


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

A bizarra situação fazia Kain reagir sem querer. Quem não reagiria? E isso fora impactante o suficiente para que o jovem marinheiro fizesse sua escolha. Por mais que lutar lhe chamasse mais a atenção em provavelmente 99% das situações, a bizarra cena descrita pelo soldado havia atiçado demais a curiosidade do Belmont.

Explicitava sua decisão ao superior e ele sorria ao ouvi-la. — Ok então. Sargento Lincoln, o soldado aqui estará a seus serviços. Arranje mais um soldado e tente resolver esse mistério o mais cedo possível — falava Strauss saindo de cena.

Liberado, Kain resolveu o que precisava rapidamente, um café da manhã e pegava uma lança para qualquer possível problema que poderia ter. Se apresentava para Lincoln que estava do lado de fora de seu escritório falando com outro soldado, este era bem mais alto que Belmont. — Bom, vamos indo então — comentava o sargento, ele não parecia muito animado. — Primeiro vamos para o bar analisar a cena... se deixaram algo passar ou não — comentava enquanto começava a andar.

Enquanto davam seus primeiros passos no corredor, ouvia o sargento falando para se apresentarem um ao outro. — Pode me chamar de Holnet — comentava o outro ao seu lado.

Saíam do quartel general e Lincoln ia aos poucos acelerando o passo, fazendo com que quase corressem no final. Não tardou para chegarem no bar, ele ficava em uma rua comum, nada parecia lhe chamar a atenção. Claramente não era um local chique ou com muito dinheiro. Havia muita gente por ali, vários marinheiros impediam a entrada de qualquer um, mas o que mais chamava a atenção era o cheiro. Sentia o cheiro da cidade em si, o que não era lá muito agradável por si só, mas havia aquela leve fragrância de sangue no ar que ia se intensificando enquanto se aproximavam e iam passando pelas pessoas.

Ao entrar via que eram sete mortos, e todos estavam com pelo menos um membro a menos, seja um braço ou uma perna. Apesar disso, não parecia ter tido muitos sinais de luta no ambiente, não havia móveis jogados ou qualquer sinal de luta real. Os corpos estavam em posições comuns, como se fosse um bar onde pessoas que perderam membros se reuniam. A única coisa que conflitava com esse tipo de ideia era obviamente o sangue no chão dos membros arrancados e os próprios membros que estavam por ali ainda.

Quando deu por si, viu que Holnet saía do bar e parecia vomitar do lado de fora. O cheiro era forte ali dentro. Ouviam de um soldado que já estava por ali que o dono do bar estava no fundo do bar e que poderiam ir ali interrogá-lo. — Ei — chamava a atenção o sargento. — Se você tiver estômago para isso, tente analisar a cena — falava enquanto começava a andar para o fundo do bar. — Ou pode vir comigo — falava o homem sem olhar para Kain naquele momento. Obviamente, se o seguisse, poderia formular perguntas para o dono do bar.

Havia oito mesas circulares no bar, elas eram mais ou menos grandes, seis pessoas por mesa seria um número interessante, mais começaria a ficar aquele aperto, nada desconfortável, mas que já limitava os movimentos. As pessoas estavam principalmente em duas mesas, havia uma única numa terceira.

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Re: World Legacy Scars Qui Out 14, 2021 11:55 pm



World Legacy Scars

- Kain Belmont -


Ж

Minha primeira missão em campo estava prestes a começar e não podia negar que estava um pouco ansioso, talvez até nervoso, mas precisava me acalmar e focar no que precisava ser feito. ~ “Certo Kain foco, se você estragar tudo talvez nunca mais tenha outra chance como essa.” ~ Respirei fundo e endireitei a postura enquanto ouvia as palavras do sargento que não pestanejou antes de partir em direção ao tal bar, o homem provavelmente estava louco para terminar logo e voltar ao que estava fazendo, seja lá o que fosse. Durante o trajeto o sargento pediu para que nos apresentássemos e assim o fiz logo após Holnet. - Eu sou Kain Belmont, é um prazer. - Comentei esboçando um leve sorriso amigável.

Não demorou muito para chegarmos ao nosso destino, como percebi? Bem, o cheiro de sangue no ar era perceptível a metros de distância. - Aarg, pelos Deuses o que aconteceu nesse lugar? - Meu rosto contorcido deixava transparecer o quão desconfortável aquela atmosfera tinha me deixado, além disso instintivamente cobri a boca e o nariz com uma das mãos. Não era a primeira vez na vida que estava sentindo aquele cheiro ou vendo corpos desmembrados, as criaturas de Lito Garden eram especialistas em destruir e matar tudo que viam pela frente da forma mais brutal possível, mas isso não queria dizer que estava acostumado com tal situação, céus, ninguém deveria se acostumar com esse tipo de coisa.

O mais estranho era que os corpos das vitimas estavam em ótimo estado, claro um membro estava faltando mas de resto parecia tudo em ordem, o que era estranho já que dificilmente alguém morreria de forma tão tranquila apenas por perder um membro, é quase como se tivessem morrido instantaneamente ou... Talvez não conseguissem reagir por algum motivo? - Isso não faz sentido. - Murmurei com a voz abafada pela mão que cobria meu rosto. Enquanto pensava comigo mesmo o que poderia ter causado aquilo o sargento retornou. - Eu gostaria de dar uma olhada antes de me juntar a vocês se não se incomodar. - Mantive um semblante sério e determinado, é claro que preferia ir com o sargento e me distanciar daquela cena horrenda, mas apenas perguntar ao dono o que tinha acontecido provavelmente não seria o suficiente para obter respostas satisfatórias.

Mesmo um pouco relutante me aproximei de um dos corpos e primeiro tentaria observar a região decepada, confesso que quanto mais me aproximava mais a vontade de vomitar crescia, tive de me esforçar para segurar o café no estômago, entretanto eu precisava verificar se a ferida era limpa do tipo que seria causada por uma lâmina ou se estávamos lidando com um animal que os desmembrou de forma brutal. Dito isso também tentaria encontrar qualquer outro ferimento que pudesse existir em seu corpo, essa não era exatamente minha especialidade mas se encontrasse um corte ou perfuração isso poderia ajudar a identificar se a vítima tinha apenas falecido graças a perda de sangue ou se existia sido algo mais.

Após analisar um dos corpos verificaria um segundo por garantia e se encontrasse algum em comum - além da falta dos membros, consultaria todos os demais rapidamente procurando pelo mesmo padrão, então me reuniria com o sargento e o outro soldado para formular uma pergunta com base nas informações que conseguisse, isso claro se conseguisse alguma.



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Pepe
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Re: World Legacy Scars Sex Out 15, 2021 2:45 am


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

A bizarra cena provocava reações nos soldados, o sargento parecia esperar algo do tipo e por isso não havia se abalado muito. Acabou indo realizar perguntas para o dono do bar. Mas qual seria a utilidade disso sem saber maiores detalhes? Pensando nisso, Kain acabava decidindo checar os corpos que ali estavam.

Não era uma tarefa fácil para o celestial, sentia que poderia vomitar a qualquer instante por causa do cheiro daquele lugar. Quanto aquilo seria uma vergonha para sua primeira missão? Segurando-se firme conseguiu analisar o corpo mais perto, um homem adulto, provavelmente com idade para ser seu pai, estava sem a perna esquerda. E percebia que ela havia sido cortada. Além disso, nenhum outro ferimento visível. Quem sabe se tirasse a roupa do cadáver, mas isso já mostraria que o ferimento seria no máximo interno já que não havia sangue em lugar nenhum do corpo. Alguma coisa ali não parecia certa, mas Kain ainda não conseguia dizer o que era.

Indo para o próximo corpo, que também era masculino, percebeu que este era um pouco mais jovem, talvez pudesse ser um irmão mais velho de Belmont. Estava sem o braço direito e igual o outro, o corte havia sido feito por uma lâmina. Não havia sinais de outros ferimentos no corpo.

Era então que sua mente atiçava mais para um padrão simples que havia notado e começava a olhar os outros corpos. Se focar num ponto ajudava a “ignorar” o fato de estar vendo vários cadáveres. Mas quando chegou no quinto já tinha certeza. O corte que haviam feito fora “perfeito” demais por assim dizer. Haviam conseguido cortar pernas e braços sem sequer machucar o corpo ou o próprio móvel que havia ali. O primeiro homem, que a perna fora cortada, como que não havia sangue na outra perna? Ou qualquer mini corte na outra perna? Ou mesmo um sinal do corte na cadeira que ele estava sentado? A pessoa que fizera aquilo era tão habilidosa que conseguira parar a lâmina perfeitamente?

Antes de conseguir falar qualquer coisa ouviu passos de alguém entrando. Era Holnet, mascando alguma coisa, e ele não estava só. Uma moça estava com ele, estava com o uniforme da marinha também, mas havia algumas diferenças. Ela olhava para Kain por um instante e depois seus olhos se direcionavam para os diversos corpos que havia ali. — Ela é uma médica legista — falava Holnet tentando olhar para o teto para esquecer o que estava vendo. Era quando Kain percebia que o uniforme dela era especial, indicando que ela não era uma combatente, simplesmente ficaria na ala médica do quartel general. — Você cuida de falar disso com ela, eu vou ver o sargento — falava ele apressado saindo da cena e indo para os fundos.

A médica se aproximava um pouco dele, parando na frente do segundo homem que Kain havia visto. — Poderia me adiantar o que você já descobriu? — pedia ela, a voz soava bem baixa, mas o suficiente para que Belmont escutasse.

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Re: World Legacy Scars Sex Out 15, 2021 11:57 pm



World Legacy Scars

- Kain Belmont -


Ж

Analisar corpos desmembrados e fedendo não era exatamente a ideia que eu tinha de um marinheiro, mas já era melhor do que passar o dia limpando banheiros. De qualquer forma, conforme passava pelos corpos mais estranho a situação ficava, não existiam outros ferimentos aparentes e o corte era extremamente limpo em todas as vítimas. ~ “Um corte feito por uma lâmina, uma ótima lâmina.” ~ Os cortes eram tão bons e milimetricamente calculados que eu me questionava se seria capaz de fazer a mesma coisa, na verdade duvidava muito de que seria capaz de fazer aquilo mesmo se as vítimas estivessem todas paradas esperando pelos golpes.

Levantei a cabeça e foquei em um ponto qualquer do teto perdido em meus pensamentos, aquilo não era uma cena de assassinato comum, na verdade era dificil dizer se as vitimas morreram mesmo ali ou foram apenas postas como manequins. ~ Sete mortos, não existe nenhum ferimento aparente além dos membros decepados e até mesmo a mobília está intacta, o que poderia… ?” ~ Enquanto dava voltas e mais voltas me fazendo as mesmas perguntas, Holnet retornou acompanhado por uma mulher. - Hum? - Arqueei uma das sobrancelhas, mas antes que pudesse questionar qualquer um dos dois o soldado respondeu a pergunta que estava prestes a lhe fazer. - Certo, me juntarei a vocês em breve. - Respondia ao meu companheiro enquanto me aproximava da médica.

Não foi preciso fazer qualquer questionamento ou apresentação, a legista foi direto ao ponto e não tardei em lhe responder. - Para ser sincero não muito. - Cocei a nuca  um pouco em jeito. - Todos os sete corpos tiveram um de seus membros cortado por uma lâmina, um corte extremamente limpo já que nenhuma outra parte de seus corpos foi ferida nem mesmo de rebarba, o mais estranho é que nem mesmo os móveis foram sequer arranhados. - Apontava na direção do sujeito que ainda estava sentado em uma cadeira sem uma das pernas. - É apenas um palpite de um leigo, mas não consigo acreditar que essa foi a causa da morte. - Continuaria apontando para os outros corpos em sequência. - Sete mortos, todos tiveram um de seus membros cortados, não há sinal de resistência, alguns ainda estão sentados em suas cadeiras como se tivessem morrido instantaneamente, não se debateram, correram, lutaram ou revidaram, simplesmente caíram mortos. - Levei as mãos a cintura deixando um suspiro escapar, o que me fez contorcer o rosto graças ao odor. - Aarg, enfim... - Balancei a cabeça levemente de um lado para o outro. - Eu tenho duas hipóteses, a primeira é que essas pessoas sequer foram mortas aqui, mas sim plantadas, mas por quê? Já a segunda é que podem ter sido mortas por envenenamento, overdose talvez? Outro soldado comentou algo sobre o uso de Olho de Rapina, talvez tenha alguma ligação? - A essa altura estava mais falando comigo mesmo do que com a própria medica que sequer tinha pedido minha opinião.

Eram muitas perguntas e nenhuma respostas, mas provavelmente a médica legista seria capaz de encontrar algumas dessas respostas com algum tempo. - Ah! Desculpe acabei divagando sem perceber, não vou mais tomar o seu tempo. - Dei um riso sem graça. - Se precisar de alguma coisa não hesite em pedir, mas se minha ajuda não for necessária vou deixá-la trabalhar. - Me inclinaria um pouco para frente de forma respeitosa, esboçando um sorriso amigável e logo em seguida daria um passo para trás. Se minha presença não fosse mais necessária me juntaria ao sargento no interrogatório. - Se descobrir alguma coisa mesmo que pequena ou sem importância eu adoraria ser informado. Até! - Diria em meio a um simples aceno antes de partir em busca do sargento.



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Re: World Legacy Scars Sab Out 16, 2021 4:22 am


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

Como explicar para a médica que suas descobertas tornavam a situação ainda mais estranha? Bem, Kain fez isso de forma extremamente correta, explicou com detalhes o que havia visto e já estava formulando teorias que contava para a moça. Enquanto falava, ela ia analisando o corpo do homem sem perna, até mesmo se ajoelhava para ver mais de perto o corte sem se importar com a roupa sendo manchada de sangue.

Ao terminar, apesar de se desculpar por ter “viajado”, não ouvia algo desencorajador, na realidade, era quase o oposto. — Pode ser ambas as coisas — falava a médica novamente de forma bem baixa, quase inaudível para Belmont, mas de alguma forma Kain sabia que ela falava com ele. — Eles podem ter sido mortos por envenenamento e em outro local... — complementava enquanto se levantava.

— Quero que pegue alguns panos com o dono do local — falou ela baixo ainda quando Kain se oferecia para fazer algo. E em seguida, pela primeira vez, falava mais alto, não que fosse alto, simplesmente no tom normal. — Limpar o chão vai ajudar um pouco... algo está estranho aqui... — falava ela, a moça parecia confusa com algo em relação ao chão que era difícil explicar.

Após pegar panos, o que não seria uma tarefa complicada, pois o dono do local, o sargento e Holnet já estavam voltando. O dono era um homem um pouco mais alto que Belmont, era meio fofo, mas não chegava a ser gordo, possuía uma calvície que fazia seu cabelo sobreviver em forma de C na cabeça, deixando aberta a parte da frente. Mas o que mais chamava a atenção nele era um ferimento feio em sua cabeça.

Assim, entregar o pano para a médica era tarefa fácil, ela se ajoelhava no chão coberto de sangue e usava o pano para limpar um pouco o chão, parecia que ela não queria mudar muito a cena. Kain percebia algo enquanto a médica tocava com o pano no chão. A camada de sangue era bem rasa e uniforme pelo piso e isso atiçava algo em sua mente.

Sua experiência tendo limpado diversos locais no quartel general acabavam pesando. Realmente era muito sangue no chão... chegando até aos pés das mesas que não havia ninguém, como havia notado antes, os corpos estavam em três mesas, mas o sangue havia se espalhado bastante pelo chão mesmo sendo mais viscoso. Se o sangue tivesse escorrido como qualquer líquido, provavelmente existiria algumas poças dependendo do desnível natural do chão.

O dono saía do ambiente falando que não queria ver aquela cena, foi quando começou a ouvir o sargento. — O dono falou que todos estavam se divertindo com a Olho de Rapina quando a criança simplesmente começou a arrancar os membros de todos, ele correu para longe para se salvar, tropeçou e bateu a cabeça, acordando só hoje de manhã —o tom apesar de sério deixava claro que ele não confiava em basicamente nada do que o homem havia falado. — Soldado Belmont, o que você descobriu por aqui? — perguntava Lincoln enquanto a médica claramente ainda não havia decifrado nada por ali. E qualquer tipo de autópsia ficaria para um pouco mais tarde.

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Re: World Legacy Scars Sab Out 16, 2021 11:47 pm



World Legacy Scars

- Kain Belmont -


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Em meio ao meu desconcerto foi bom ver que não era o único ali fazendo teorias, talvez dado a situação esse era o melhor que podíamos fazer no momento com apenas algumas peças do quebra-cabeça. Ouvindo o pedido da legista não tardei em apanhar um pano com o dono do estabelecimento que já estava retornando acompanhado do sargento. - Aqui está. - Comentei ao lhe entregar o que me pediu.

Estava prestes a me apresentar ao meu superior quando a curiosidade me fez ficar observando o chão por um breve momento, até então tinha focado mais nos corpos mas agora que a médica começou a limpar… - Isso está errado. - Murmurei levando uma das mãos ao queixo, o sangue… Como ele pode ter escoado daquela forma? Era quase como… Como se tivesse sido espalhado de forma manual ou... - Mas… Por quê? -  Comentei comigo mesmo perdido em minhas próprias perguntas.

A linha de raciocínio foi interrompida quando ouvi a voz de Lincoln que comentava brevemente o que descobriu com o proprietário. - Uma história bem conveniente. - Com um semblante fechado voltei a observar o chão de relance. - Ele é a única testemunha? E temos alguma informação sobre as vítimas? Quem eram essas pessoas? Quem é essa criança que saiu cortando braços e pernas por ai? -  As perguntas começaram a transbordar dos meus lábios de forma automática, até mesmo me esquecendo de responder o questionamento que me foi feito. - Ah eeeer, desculpe a falta de educação, senhor, eu me deixei levar. - Aquela certamente não era uma atitude adequada a um subalterno, então quando percebi tratei de me conter e baixei a cabeça em respeito.

- Sobre o que me perguntou. - Recobrei a postura ereta e inclinei com a cabeça na direção das mesas onde as vítimas estavam. - Todas as vítimas, sem exceção alguma possui apenas um único ferimento, um corte extremamente limpo e preciso que decepou um de seus membros. O mais estranho é que os golpes que fizeram isso não possuem qualquer falha, sequer tocaram outra parte de seus corpos ou mesmo a mobília, no melhor dos casos isso seria obra de um verdadeiro mestre. - Desta vez com as mãos apontava na direção das cadeiras e mesas. - E todas as vítimas estavam sentadas em seus lugares, não se debateram, revidaram ou tentaram fugir, é como se simplesmente tivessem morrido instantaneamente onde estavam. Ou como se não fossem capazes de reagir enquanto eram cortadas. - Fazia questão de repassar o que tinha falado para a médica legista ao mesmo tempo em que caminhava lentamente pela sala seguinte o rastro de sangue.

- Eu não sou bem um especialista, contudo acho difícil uma pessoa adulta morrer sem qualquer chance de reação apenas por ter um membro decepado, ela eventualmente morreria pela perda de sangue mas certamente não seria uma morte tão rápida e… Pacífica. - Pacífica, não sei se essa era a melhor palavra para descrever aquela cena, entretanto por algum motivo vendo a situação com mais calma agora não sentia como se aquilo tivesse sido um massacre de verdade, sabia muito bem como um massacre se parecia e não era assim, definitivamente não.

- E há outro detalhe, a forma que o sangue se espalhou pelo chão não condiz com a posição dos corpos e muito menos com o resultado dessa matança, se o bar estivesse uma bagunça eu até entenderia, mas está tudo em seu devido lugar. - Nesse momento removia a lança das costas e começava a bater a ponta sem corte no chão de forma metódica procurando algum local que fizesse um som diferente ou até mesmo alguma deformação. - O sangue não se espalharia dessa forma pelo chão de forma natural. O que significa que alguém ou alguma coisa no próprio assoalho causou isso. - Continuaria investigando com cautela prestando atenção onde batia para não estragar a cena do crime. - Uma criança… - Seria essa a peça que faltava ou pelo menos uma delas?



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Re: World Legacy Scars Seg Out 18, 2021 1:19 am


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

Ao invés de responder, a reação natural de Kain era perguntar várias coisas ao superior após ouvir aquela história tão conveniente do dono do bar. Percebendo a própria falha, acabou se desculpando e contando ao superior o que havia descoberto.

Quando terminou, viu que o sargento ficava um tempo parado observando a médica que colocava um par de luvas e começava a tatear o corte do membro de um dos mortos. — Suas perguntas foram boas, e infelizmente é exatamente o que temos que descobrir, não sabemos quem eles são — falava o careca, o terceiro olho parecia anormalmente aberto, como se tentasse enxergar algo além da cena. — A outra testemunha é a óbvia... — seu tom não era dos mais felizes. — A criança que admite ter cometido os crimes — complementava ele, mas antes mesmo de continuar ouviram a médica falando. — Impossível uma criança ter feito isso tudo — ouviam a médica falando. E novamente, o tom era normal, parecia que finalmente entendera que não havia motivo para cochichar.  

Sobre a informação em si, não havia dúvidas disso quase, mas deixaram a médica continuar. — Para começar, preciso testar algumas coisas, mas tenho quase certeza que os membros foram cortados com eles já mortos — após ela falar isso, olhava para Lincoln que comentava que chamaria alguns soldados para carregar os corpos para o quartel general. — A não ser que seja uma criança com uma força tremenda, a chance do corte ter sido feito por um adulto é incrivelmente alta. No máximo se a criança tivesse usado algum tipo de dispositivo de algum açougue, mas para isso como traria os corpos para cá depois é outro mistério — comentava a moça.

Ouvia o sargento soltando ar pelas narinas de forma cansativa. — E isso é exatamente o que temos que descobrir. Não sabemos nada sobre as vítimas, não é como se o dono do bar perguntasse tudo para qualquer um que entrasse aqui querendo alguma coisa. Holnet, dê o relato do homem enquanto chamo outros soldados para pegarem os corpos — comentava Lincoln retirando um baby den den mushi de seu paletó e se afastando.

Holnet parecia ter se acostumado um pouco mais com a cena a sua frente, ou pelo menos já não possuía mais nada para jogar para fora. — O dono do bar falou que eles chegaram quase juntos, poucos minutos de diferença entre eles. A criança inclusa num dos que chegaram, pediram muita bebida e tinham seu próprio estoque de Olho de Rapina. Claramente se conheciam e enquanto estava fazendo uma refeição que pediram, acabou ouvindo diversos gritos. Veio para cá ver o que estava acontecendo e foi quando viu a criança arrancando os membros dos homens. Saiu correndo, tropeçou, bateu a cabeça e quando acordou chamou a marinha — comentava, o soldado falara aquilo tudo bem rápido, era difícil acompanha-lo. — A criança estava viva e desacordada no meio do balcão ali — falava apontando para o balcão, que estava limpinho. — A própria criança quando acordou falou que fez o ato também... mas como vocês mesmos falaram, os membros não foram arranca... — ele colocava a mão tampando a boca para não deixar que vomitasse novamente. É, não havia soltado tudo ainda.

O sargento voltava num bom timing. — Nós vamos voltar para o quartel general e falar com a criança... mas também vamos tirar fotos dos homens para sairmos perguntando sobre eles por aí... se não soubermos quem são eles e quem possuía algo contra eles... bem, a criança acabaria sendo a culpada de tudo, por mais que o testemunho não bata com a realidade — ele não parecia muito satisfeito com aquilo.

Voltando para o quartel general, Kain possuía a opção de entrar ou não para interrogar a criança. Lincoln havia comentado no caminho, crianças geralmente se assustavam com o olho na testa dele, então Belmont ou Holnet interrogar seria o melhor para o caso.

Haviam colocado a criança numa sala de interrogatório, mas deixaram a situação minimamente mais agradável para ela. Retiraram a mesa e as cadeiras e colocaram almofadas e claramente tacaram uma tinta colorida na parede para não deixar o clima tão fúnebre lá dentro. Apesar disso, a falta de janelas ainda deixava o local meio claustrofóbico. Afinal, tratar a criança como alguém com força para cometer os crimes ou não? Como proceder?

Independente de entrar ou não no cômodo com o superior, ver aquele ser tão pequeno tornava a situação quase uma piada de mal gosto. Era um pequeno menino, sete ou oito anos? Por aí. O cabelo preto curto e bem... nada mais além da clara cara de alguém que havia chorado por muitas horas.
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Re: World Legacy Scars Seg Out 18, 2021 10:47 pm



World Legacy Scars

- Kain Belmont -


Ж

As perguntas se acumulavam e aparentemente tínhamos chegado ao ponto de estarmos caminhando em círculo, sem mais nenhuma informação nova só nos restava ir em direção ao centro dessa confusão: a criança. Ninguém ali parecia acreditar na possibilidade de um garotinho ter praticado tais atos, mas a verdade é que tínhamos de estar preparados para tudo, por mais absurdo que pudesse soar ainda era uma possibilidade no fim das contas.

O pouco que tínhamos descoberto foi compartilhado entre todos ali envolvidos, um detalhe importante era que as vítimas não eram completos estranhos, ao que tudo indicava trata-se de conhecidos inclusive a criança, então o massacre realmente não tinha sido um ataque aleatório, alguém ou alguma coisa tinha motivos para fazer isso com essas pessoas. No fim só nos restou retornar ao quartel e interrogar o suspeito. - Certo. - Bati continência em resposta a ordem do sargento e o segui em direção ao QG.

Durante a caminhada me foi dada a oportunidade de participar do interrogatório, confesso que esse não era o meu forte principalmente tratando-se de uma criança, mas talvez eu realmente parecesse menos ameaçador do que um homem alto de três olhos - o que era um detalhe curioso diga-se de passagem, mas tratando-se de um superior não ousaria questioná-lo ou realizar perguntas… Indiscretas, mesmo que estivesse curioso sobre. - Farei o meu melhor, senhor. - Assenti positivamente com a cabeça, mesmo não sabendo se seria capaz de tirar algo do suspeito não custava nada tentar... Eeer, eu acho.

Quando finalmente me deparei com o culpado não pude deixar de congelar por um instante, eu sabia que se tratava de uma criança mas aquilo… ~ Isso só pode ser brincadeira. ~ Aquele garoto tinha assassinado sete pessoas com a maestria de um mestre? Chegava a ser uma piada de mal gosto, ele era apenas um jovem assustado que provavelmente sequer entendia o que estava acontecendo, talvez fosse até mesmo parente de alguma das vitimas? Seus pais estavam entre eles? Pensar sobre isso só deixava a situação mais difícil, mas eu não podia trazer essa atmosfera pesada para dentro da sala.

- Olá. - Comentei ao adentrar a sala, em meu rosto estava um sorriso amigável contido, nada forçado ou exagerado. - Eles capricharam nesse lugar, meu dormitório parece um espelunca em comparação. - Um riso contido escapou enquanto me aproximava do garoto e me sentava em uma das almofadas. - Ooh, isso é melhor do que minha cama! Eu realmente preciso ter uma conversa com o tenente sobre isso. - Afaguei as almofadas testando sua composição. - Ah me desculpa por ir chegando assim é um costume ruim que tenho, a curiosidade sempre faz eu me desligar um pouco, hehe. - Inclinei a cabeça um pouco para frente e cocei a nuca sem jeito.

- Eu sou Kain Belmont, é um prazer. - Estiquei a mão em direção ao garoto mantendo uma expressão gentil. - E você é? - Aguardaria uma resposta ou reação, mas se o garoto permanecesse em silêncio apenas recolheria a mão. - Você nasceu aqui nesta ilha? Eu não conheço muito dessa região e acabo passando meu tempo livre descobrindo mais sobre. - Voltaria a me sentar em uma das almofadas. - Vim de uma ilha distante da Grand Line chamada Lito Garde, já ouviu falar? Aposto que não, é um lugar isolado de onde pessoas como eu vem. - Nesse momento virava um pouco os ombros e apontava com o polegar para as asas em minhas costas. - Somos conhecidos como celestiais, algumas pessoas até mesmo nos chamam de anjos ou protetores alados, sineramente fico um pouco sem jeito com isso mas até que combina, não concorda? - Um sorriso um pouco mais largo se formou deixando alguns dentes a mostra.

A tentativa de criar um clima mais leve continuava independente dos resultados até então. - De onde eu venho também existem criaturas enormes, algumas pessoas dizem que são monstros que já deviam ter sido extintos muitos anos atrás, como eles os chamavam mesmo? - Levei uma das mãos até o queixo. - Dinossauro? Acho que é isso, mas quando digo que vim de uma ilha onde dinossauros ainda vivem as pessoas me chamam de louco, falam que estou mentindo e inventando histórias para aparecer, mas é tudo verdade! Sou um guerreiro Rakshasa que enfrentava essas feras, era o responsável por manter meu povo seguro dessas criaturas. - Estufei o peito tentando demonstrar meu orgulho, mesmo que na verdade nunca tenha vivido tempo o bastante na aldeia para assumir esse papel.

- Agora que contei um pouco sobre minha vida, por que não compartilha uma história sobre você também? Por acaso você também encontrou algo no qual as outras pessoas não acreditariam se ouvissem? Aposto que já deve ter visto muita coisa que os adultos achariam estranho também, Kishishi. - Dar tantos rodeios assim poderia não me levar a lugar nenhum, mas meu objetivo no momento era tentar criar algum vínculo com o rapaz assustado, contar uma história e ouvir uma em retribuição poderia ser um bom início ou um catastrófico, no fim se tratava de uma aposta.




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Re: World Legacy Scars Qua Out 20, 2021 11:31 pm


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

Entrava no pequeno espaço que o menino estava, não entrava sozinho, Holnet acabara entrando junto. De qualquer forma, já chegava tentando quebrar um pouco o gelo. Algumas mentiras eram contadas para isso, mas se haviam algum impacto na criança parecia ser tão mínimo que Kain não percebia.

Se apresentava e via pela primeira vez os olhos azuis do menino. A criança voltava a olhar para baixo e respondia de forma tão baixa que Belmont não simplesmente não escutara. Não era o único, Holnet parecia não ter escutado também.

Querendo saber mais sobre o menino, começava perguntando se ele era dali, mas via a negativa feita com a cabeça. Parecia que Holnet ia tentar algo, porém o soldado parecia meio perdido em como falar algo e por isso o próprio Belmont continuava falando.

E era quando finalmente retirava uma reação mais forte falando sobre sua terra natal. — Já! — ouvia e a criança parecia finalmente olhar para ele com mais vontade, provavelmente surpreendendo um pouco Kain, porém quando o menino ouvira o resto estranhara. — Eu ouvia que lá tinha gigantes... — falava ele meio desapontado com Belmont e as asas que ele tinha, por mais que houvesse criado toda a narrativa para parecer legal.

Enquanto continuava a narrativa, percebia que a criança ia concordando com ele, parecia já ter ouvido a história sobre tal local realmente. Independente do menino ter gostado ou não de ter seus sonhos frustrados com a ilha que Kain descrevia, fora o suficiente para quebrar bem a tensão que havia no ar. Isso é claro, até o soldado perguntar sobre algo que o garoto contava e ninguém acreditava.

O menino voltava a uma posição mais fechada e quando respondia acabava surpreendendo um pouco. — Vocês nunca ouviam... — falava sem deixar claro o que era. Finalmente Holnet parecia tomar a coragem de falar algo, o soldado estava tão tenso e a tanto tempo sem falar, que a primeira palavra parecia dolorosa ao sair. — A gente? — e o menino concordava com a cabeça. — Vocês, marinheiros... — falava o menino triste e Kain percebia que os olhos dele iam se enchendo de lágrimas, mas aquilo não era o suficiente para a investigação. — O que os nossos colegas não ouviam? — pergunta Holnet, demonstrando que pelo menos os dois ali eram diferentes dos demais. — Que meus pais estariam melhores mortos... — terminava de falar o menino e a reação aquilo era óbvia, os olhos do colega de Belmont ficam esbugalhados na maior expressão de surpresa e era bem claro que ele não fazia a mínima ideia do que falar naquele momento.

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Re: World Legacy Scars Qui Out 21, 2021 8:20 pm



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- Kain Belmont -


Ж

Ouvir o garoto comentar que conhecia minha terra natal me atordoou por um breve instante, não imaginava que aquela criança de uma terra tão distante já tinha ouvido sobre, o mais estranho era que ele sabia sobre os gigantes que tratava-se de uma história antiga mesmo entre os habitantes, quando meu povo chegou não existiam mais gigantes lá mas sim um crânio enorme de um que serviu como abrigo para algumas pessoas. Dito isso, o que as pessoas de fora sabiam sobre isso? Por mais que quisesse lhe perguntar, sentia que não era o momento adequado para tal.

O maior choque foi quando a criança acuada respondeu às perguntas do outro soldado. ~ Vocês nunca ouviram? ~ Repeti comigo mesmo, a conclusão daquela frase me fez estremecer e congelar por um breve momento, o que? O que aquele garoto queria dizer com isso? Instintivamente uma de minhas mãos tocou na máscara em minha cintura. ~ Esse menino assumiu a culpa pelo assassinato daquelas pessoas, que ao que tudo indica eram seus familiares, então isso… ~ Pela primeira vez as coisas pareciam estar um pouco mais claras, é claro, o garoto não tinha matado aquelas pessoas, mas por algum motivo parecia estar protegendo quem o fez, talvez por que quisesse seus pais mortos? Então por que estava chorando? Talvez estivesse sendo ameaçado para isso?

Claro que essas eram apenas hipóteses, ainda era difícil saber se ele realmente queria isso, se seus pais eram ruins ou apenas miseráveis, o problema era: que eu dissesse a seguir poderia pôr tudo a perder.  - Família é... Sempre complicado. - Apanhei a máscara com uma das mãos e a coloquei na minha frente, encarando-a nos olhos como se tentasse ver algo em seu interior. - Eu nunca conheci meu pai, tudo que sei sobre ele são histórias e boatos que ouvi através da minha mãe e das pessoas de forma geral, inclusive dos marinheiros. - Baixei os braços deixando a máscara próxima ao chão, mas ainda entre os dedos de ambas as mãos. - Tidus Belmont, esse era seu nome, pelo que dizem ele foi um revolucionário que causou muitos problemas por onde passou assim como também ajudou outros, mas no fim cada um tem sua versão da história sobre suas ações, e seja lá qual for a verdade ele realmente deixou uma cicatriz na história, odiado por alguns e adorado por outros, alguns festejam a respeito de sua morte e outros desejam que ainda esteja vivo. - Apertei a máscara um pouco mais, pressionando os polegares e depois aliviando.

- Mas nada disso importa, pra mim ele é um completo estranho no qual minha mãe depositava uma fé que eu não sou capaz, sequer entendo mas ainda sim respeito. - Por algum motivo as palavras do garoto tinham me feito lembrar de mim mesmo, em algum momento desejei a morte do homem que simplesmente me abandonou, que nos abandonou, quando nossa vila foi atacada eu desejei que ele estivesse ali e que pudesse fazer algo por nós, mas ele não estava, ele nunca esteve. - Hoje eu já não tenho ninguém, nunca conheci meu pai e minha mãe foi morta na minha frente bem como todo meu povo, entendo como é estar sozinho e não ter ninguém para te estender a mão quando mais precisa. - Nesse momento me levantei de onde estava sentado, guardei a máscara na cintura novamente e baixei a cabeça o máximo que pude.

- Peço minhas mais sinceras desculpas a você. - Levei os braços para trás enquanto me desculpava, com a cabeça tão baixa que talvez quase fosse capaz de tocar o chão. - Eu me tornei um marinheiro para reerguer o legado da minha família, mas se não sou capaz nem mesmo de impedir que outros sofram o mesmo que eu, então talvez eu não seja digno de carregar esse fardo. - Permaneci nessa posição por algum tempo, até que assumi minha posição ereta e confiante novamente. - Se ninguém vai lhe ajudar. - Estenderia a mão para o garoto à minha frente. - Eu vou. - Permaneceria parado em sua frente. - Me diga o que realmente aconteceu naquele bar, dou minha palavra a você que vou encontrar o responsável.



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Re: World Legacy Scars Seg Out 25, 2021 2:36 am


Narração

Kain
Localização: Swallow - North Blue
Período do dia: Manhã

A situação era mais complicada do que imaginava, marinheiros não haviam escutado? Kain percebia que havia mais por trás daquilo tudo, começava a imaginar uma série de hipóteses. Estaria aquela criança escondendo o culpado? Precisava perguntar, mas como faria isso?

O Belmont fez o melhor que pôde quanto a isso, usou este sobrenome, lembrando de histórias de seu desconhecido pai. Se Holnet reconheceu o nome Tidus, não demonstrou, e o menino também não demonstrava conhecer. De qualquer forma, Kain continuava, se desculpava pela própria incapacidade e pedia principalmente para que o menino confiasse nele, que contasse o que havia acontecido naquele bar.

O garoto, que estava quase chorando, olhou meio sem entender e comentou enquanto segurava a própria cabeça. — Mas eu já falei! — falava a criança num tom mais baixo, mas que Belmont percebia que era raivoso, e sim, a raiva era direcionada ao marinheiro que havia acabado de se desculpar.

De qualquer forma, a fala era tão baixa, que provavelmente só Holnet e Kain escutaram, o povo na outra sala com certeza não ouviram. — Eu matei meus pais! — comentava o menino ainda baixo, mas com a raiva ainda intensificada, não parecia que ele estava mentindo, até porque parecia puto demais para isso. O famoso sincericídio por estar com raiva demais. — Não conhecer meu pai seria um sonho — complementava num sorriso estranho, mas parecia que o garoto estava perdendo a razão.

Holnet percebia isso também, não só que o garoto estava perdendo a noção, como a raiva provavelmente faria ele continuar falando. — E como você fez mesmo? — perguntava, num tom claramente mais provocativo, um que não parecia ser certo a se usar com uma criança. — Eu arranquei! ARRANQUEI! AQUELA MERDA DE BRAÇO! AQUELA MERDA DE PERNA! — gritava o menino com raiva, e o soldado então rebatia no mesmo instante. — Nós dois estávamos lá no bar, e os membros foram cortados, não arrancados — e quando o menino ouvia aquilo, o que viam no rosto da criança era incredulidade. Um choque mental parecia ter ocorrido, como se ele acreditasse em algo fielmente, com todo o seu coração, e descobrisse que era mentira.

Só que o garoto não se rendia. Suas mãos iam para sua cabeça como se estivesse com dor de cabeça. Ele apertava a própria cabeça e começava a falar bem rápido e baixo que o marinheiro estava mentindo. E acabava desmaiando no mesmo momento que o sargento Lincoln já estava entrando no cômodo. — Essa história só fica mais confusa — falava o homem se aproximando do menino e vendo se ele estava com febre ou qualquer outra coisa, garantindo que a criança estava “bem”. — Teve algumas falas que não consegui ouvir, o que vocês entenderam? — perguntava ele  olhando para os dois separadamente.

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