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Virando a casaca Ter Jul 27, 2021 9:19 am
Relembrando a primeira mensagem :

Virando a casaca

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Ren. A qual não possui narrador definido.

_________________

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Hoyu
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Re: Virando a casaca Dom Ago 22, 2021 9:46 pm

VIRANDO A CASACA



Tendo conseguido sua tão aguardada chance para adentrar em uma família mafiosa, Lucio deixou claro que ficaria de olho, mas a situação parecia ir tão bem para a felina que nada poderia a abalar. Até mesmo a ordem sobre suas costas, que ela não havia gostado, era vista como um pequeno sacrifício para o sucesso. Acompanhando os guarda-costas até o elevador novamente, a mink desceu para o quarto andar, onde foi levada até o quarto de número 412, onde encontrou Chiara sentada em uma mesinha bem parecida com a que havia visto no quarto que estava antes, mas aquele quarto parecia bem menos luxuoso do que o quarto na cobertura em que os dois figurões da família haviam a entrevistado.

Vendo a chegada da mink Chiara logo acenou de volta com um sorriso. - Ren! Pelo visto a entrevista acabou bem. - Levantando-se da cadeira, foi receber a garota com um abraço. - E é claro que ajudou! Não sabia que encrenca você havia arrumado, mas não podia deixar você ir lá as cegas. Inclusive, o que é isso? - Nas mãos de Chiara, Ren pode ver a carta de Caroline que estava junto dos documentos que trazia consigo, que a mafiosa aparentemente havia pego durante o abraço sem que a felina percebesse. - Uuuhhh, uma carta de amor. Esse Romeo Barzini é o seu amante, “Caroline”? - Chiara parecia achar que a carta era de Ren para alguém, jogando-a em direção à felina novamente, e por mais estranha que a situação fosse, parecia mostrar que os subordinados não pareciam saber sobre a situação com Camine Barzini, o que poderia ser uma informação importante para o futuro. Provavelmente haviam apenas sido avisado a ficar de olho na marca de tenryuubito por precaução.

Fazendo o pedido da arma, um dos seguranças logo assentiu com a cabeça e foi se retirando, provavelmente para providenciar a arma, e logo em seguida comentou sobre a ordem de vestimenta que recebera. - Não se preocupe, se quiser eu te empresto uma roupa minha depois. - Logo em seguida Maurizio veio entrando meio estressado, com um palito de madeira entre os lábios. - Não precisa apressar, pô. - Entrou junto de outro segurança, e foi logo se jogando de forma desajeitada em uma das cadeiras acolchoadas da mesinha ao lado da cama. - Vai ser obrigada a me aturar um pouquinho, Chiara. Meus pêsames. - Brincalhão, deu uma piscadela para ela, e logo se virou para Ren. - Pelo visto se deu bem lá em cima. Bem vinda à equipe, e aproveite a estádia. - De forma bem folgada, colocou os pés em cima da mesa. - E ai, qual o serviço da vez? Não to afim de passar o dia trabalhando, então se terminarmos antes das seis eu pago um jantar pras duas.

Impaciente, Chiara empurrou os dois pés dele para fora da mesa, tirando-os de cima de alguns papeis. - Paolo Ricci. Mora no lado sul da cidade e pegou dinheiro emprestado há um mês atrás. Muito dinheiro. A parte complicada é que é um dos homens de Cesare Costa, então temos que ser cuidadosos. - Entre os papeis, haviam várias informações sobre Paolo, e a logo em frente de Ren parecia informar sobre os serviços que ele prestava a Cesare, com ênfase no serviço de tráfico de escravos, algo que poderia a lembrar de sua época com os tenryuubitos. - Felizmente Lucio já cuidou dessa parte, e Cesare concordou com a cobrança desde que sejamos discretos e formos acompanhados por um de seus homens por precaução. Imagino que ele queira garantir que isso não vai prejudicar.

Com o fim da explicação, Maurizio colocou mais uma vez os pés na mesa. - Então nosso trabalho é cobrar do empregado de outra família? Não parece moleza. - Dessa vez, Chiara apenas lhe lançou um olhar afiado. - Se não tirar os pés da mesa eu vou tirar seus sapatos e enfiar na sua guela, já que insiste em ficar com alguma merda na boca. - Lentamente Maurizio tirou os pés da mesa, apoiando eles na quarta cadeira da mesinha. - To achando que você precisa esfriar a cabeça, querida. Ta na hora de procurar um hobby. - Nessa hora, o segurança voltou com uma adaga simples para Ren, como ela havia pedido.

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Re: Virando a casaca Seg Ago 23, 2021 12:25 am




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Paolo Ricci era o nome do homem que seria a peça central de nossa missão. “Pediu muito dinheiro emprestado para a máfia? Esse cara é bem corajoso... ou burro.” Pensei, após ouvir a explicação de Chiara. A tarefa parecia simples a princípio, mas por se tratar de um negócio do submundo, não dava para saber com certeza se tudo aconteceria como esperado. A colega também havia, pelo visto, entendido errado a situação da carta. Talvez fosse melhor abrir o jogo agora mesmo, não queria criar algum mal entendido no futuro. - Na verdade, eu tomei essa carta de uma dupla de homens do Barzini que tentaram me capturar. - Explicava, com um sorrisinho orgulhoso. - Eu não sou essa tal de Caroline, e Romeo pelo visto é o nome de um daqueles dois patetas. - Dava de ombros, cheia de soberba. - Mas não precisa se preocupar com eles, me certifiquei de que não vão mais causar problemas. - Falava, em um tom desdenhoso.

Também fiquei descobri por meio dos papéis que Paolo Ricci estava envolvido em tráfico de pessoas. Aquilo me fez lembrar daquela época horrível onde eu e Izzy éramos era escravas, mas diferente da minha irmã, que foi marcada de forma bem severa por aquela experiência, eu acabei tirando conclusões diferentes. Eu já sabia o quão injusto o mundo era e aceitei aquela realidade, e por isso não ligava pra quais eram as atividades que Paolo empreendia, a não ser que, claro, elas acabem se colocando no caminho de meus objetivos.

Voltando ao tópico do serviço em si, eu precisava de todas as informações possíveis pra tentar garantir que tudo corresse bem, afinal, esse era o meu primeiro trabalho, e eu não podia me dar ao luxo de fazer besteira. - Sobre o Ricci, que tipo de homem ele é? Vocês o conhecem? - Sugeri, sentando em uma das cadeiras, caso alguma ainda estivesse disponível. - Acham que ele pode causar problemas? - Continuava, cruzando minhas mãos. - E sobre o homem do Costa que vai nos acompanhar, já sabemos quem é? - Continuaria. Caso a resposta fosse sim, seguiria perguntando. - Quem é exatamente? Qual é o perfil dele? - Procurava obter o máximo de informações possíveis.

Depois disso, esperaria alguns instantes antes de seguir nos questionamentos. - Voltando ao Ricci. Vamos supor que ele se recuse a pagar, ou diga que não tá com o dinheiro. - Continuava, em um tom sugestivo. - Podemos dar uma “apertada” nele? - Falaria, para então emendar minha última pergunta. - Então, até onde podemos chegar pra completar o objetivo? - Esperaria as explicações de Chiara e Maurizio. Se por acaso tivesse chegado à hora de partir para o trabalho, seguiria os meus colegas, com muita excitação no rosto.





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Re: Virando a casaca Qua Ago 25, 2021 9:31 pm

VIRANDO A CASACA



Como aquele era o primeiro trabalho de Ren, a felina tinha muitas dúvidas a sanar para ter certeza que tudo sairia conforme o esperado e pudesse causar uma boa primeira impressão para os futuros chefes. E agora que sabia da situação de Ricci, o comentário de Lucio sobre Nista não poder fazer a cobrança pessoalmente fazia mais sentido, afinal o próprio líder da família ir cobrar o membro de outra família poderia causar sérios problemas. - Acredito que também falo pela Chiara quando digo que nunca ouvimos falar do sujeito. - Respondeu Maurizio, em resposta a duvida da mink, que parecia querer descobrir o perfil do alvo. - As famílias dificilmente interagem entre si, só o alto escalão interage para manter a ordem. Além do mais, o tráfico de pessoas é um negócio monopolizado Cesare Costa, então é ainda mais difícil ficarmos sabendo de algo.

Nos papeis que tinham, pareciam haver apenas dados concretos, como seu horário de trabalho, saldo bancário, família (apesar de não ser casado e nem ter filhos, apenas um pai vivo e idoso) e endereço. Não dava pra saber muito o que esperar de Paolo Ricci. - Ah, confusão sempre causam. Pegam o dinheiro e depois não querem lidar com as consequências. - Seguindo, questionou sobre o homem de Cesare que os acompanharia. - Infelizmente não sabemos quem vai ser. Imagino que seja proposital, para evitar qualquer tipo de problema. As instruções que temos é de ir o encontrar no Cassino Omerta antes de seguir para a casa de Paolo. - Por último, restou a questão referente ao método, já que Ren nunca havia participado desse tipo de atividade, fato que ficou extremamente claro para seus dois parceiros ao ouvirem a pergunta. - Carne fresca, né. Não deveria estar surpreso.

Enquanto Maurizio parecia um pouco incomodado de ter que lidar com alguém inexperiente, Chiara foi logo respondendo à pergunta. - Algumas coisas a sempre manter em mente, Ren: Sempre vá para o serviço considerando que vão dizer estar sem dinheiro. Se estivessem dispostos a pagar, já teriam pago. Eles sempre pedem mais uma semana, mais alguns dias, para conseguir o dinheiro, mas sempre, e eu quero dizer sempre mesmo, possuem algum dinheiro guardado ou algum objeto que possa quitar parte da dívida. Nosso objetivo é conseguir isso. Não é se podemos dar uma apertada nele, dar a apertada é exatamente o serviço. - Mastigando a ponta do palito de madeira, que subia e descia, Maurizio interrompeu as lições de Chiara. - Para a sua sorte, esse rostinho bonito aí na sua frente é muito boa com esse tipo de serviço, não é, “donzela carmesim”?

Pelo tom de Maurizio, ele parecia estar zombando de Chiara, que logo chutou a perna da sua cadeira enquanto ele se apoiava só nas de trás, fazendo ele cair no chão. - Ignora esse paspalho. Se quer aprender mais sobre o serviço, observe com cuidado. Por exemplo, “ser discreto” que eu disse, quer dizer “não deixar marcas claras. Isso vale tanto para técnicas que não deixam feridas nem hematomas quanto as que deixam, mas em locais escondidos pelas roupas. A técnica mais básica é a de arrancar as unhas, mas pela discrição, poderíamos fazer isso apenas nas unhas dos pés. Se Ricci mesmo assim saísse por aí sem sapatos mostrando as marcas da tortura, o errado seria ele e ele seria punido. Deu pra entender? - Chiara começou a arrumar os papeis, e os dois se levantaram. - Bom, qualquer dúvida, pode me perguntar. Acho melhor já irmos indo. - Antes de sair, Chiara se virou para Maurizio. - Espera a gente na entrada. Vou ir com Ren buscar uma roupa para cobrir as costas. - Maurizio parecia feliz com o pedido. - Esperar é o que eu mais gosto de fazer. - Saindo na frente, Chiara ficou esperando Ren para irem buscar uma peça de roupa para irem enfim realizar o primeiro serviço de Ren no submundo.

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Re: Virando a casaca Qua Ago 25, 2021 11:02 pm




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- Entendi. - Respondi, confiantemente, ao fim da explicação da mafiosa."Isso vai ser divertido." Pensei, com um sorrisinho. Estava bastante animada para o serviço, só o exemplo que ela deu sobre arrancar as unhas do sujeito já me deixou bastante ansiosa, no bom sentido, para começar a trabalhar. A imagem mental do sujeito gritando de dor enquanto eu arrancava as unhas dos pés dele fez eu começar a me perguntar se eu não deveria ter procurado me juntar a uma família mafiosa mais cedo, com certeza isso era mais legal do que furtar ou dar golpes em figurões ricos. Eu torcia para que o tal do Paolo Ricci reagisse, afinal, só assim poderia me divertir infligindo dor e sofrimento nele.

- Vamos! - Responderia, em um tom alegre, enquanto seguiria Chiara para qualquer que fosse o lugar onde iríamos arrumar alguma roupa diferente para cobrir a marca nas minhas costas. Andaria de forma mais calma e relaxada do que antes, afinal, não estava mais correndo perigo de ser traída pelos Nista. Caso pudesse escolher a roupa, pegaria uma capa longa, de preferência toda preta e com capuz. Se não tivesse algo assim disponível, pegaria uma roupa semelhante à que Chiara estava usando. Mas se eu não pudesse escolher, apenas usaria qualquer coisa que a minha colega de trabalho oferecesse.

Também tentaria gerar alguma conversa, afinal, queria conhecer melhor as pessoas com quem eu ia trabalhar daqui pra frente, principalmente alguém como Chiara que tinha aparentemente simpatizado bastante comigo. -  Ei, como eu já tinha dito antes… - Falaria, quando tivesse a chance. - Você me ajudou bastante, então acho que tô devendo algumas. - Daria uma risadinha. - Se você precisar de minha ajuda algum dia, é só falar - Concluía, fazendo uma piscadela com o olho direito. Eu podia ser uma criminosa desonesta, mas Chiara realmente tava me auxiliando bastante e basicamente a troco de nada. Eu valorizava esse tipo de coisa, então falei tudo isso com total sinceridade.

Após isso, caso não tivéssemos mais nenhum contratempo, seguiria com Chiara para o lugar onde Maurizio estava nos esperando e aguardaria novas instruções.





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Re: Virando a casaca Qui Ago 26, 2021 9:48 pm

VIRANDO A CASACA



Animada por aquele serviço, que aparentemente permitiria que a mink aproveitasse uma boa dose e sadismo, ela e Chiara se separaram de Maurizio, seguindo pelo elevador dos fundos até o subsolo. Quando as portas se abriram, Ren se viu em um corredor de pedra mais rustico do que os outros, provavelmente por não ser um lugar que os hospedes frequentam, já que aparentemente haviam ido até ali no elevador de serviço. Seguindo até uma das portas, adentraram no que parecia uma enorme lavanderia, com muitas roupas de cama recebendo limpeza antes de voltarem para os quartos. Chiara parecia já conhecer bem aquele lugar, e seguiu na direção de um senhor de roupa branca e um ostensivo bigode em seu rosto. - Rocco, como vai? Já conseguiu tirar a mancha de sangue daquele meu paletó? - O bigodudo se virou até ela, com um largo e simpático sorriso no rosto. - Chiara, querida! Como é bom te ver. - O homem, que parecia ter por volta de 50 anos se aproximou e a abraçou. - Foi um trabalho difícil, mas não deixaria a sujeira me vencer. Aliás, essa aí é quem? Novata? Nunca vi ela por aqui.

Rocco parecia interessado em Ren, e após retribuir o abraço Chiara logo se virou para apresentar os dois. - Essa é Ren. Ela veio se juntar à família hoje. Ren, esse é Rocco, chefe da lavanderia. Sabe tirar mancha de sangue como ninguém, então se precisar, pode procurar ele. Não é um trabalho que qualquer um pode fazer, afinal. - Rocco fez uma pequena reverencia para agradecer os elogios e para cumprimentar a recém-chegada. - Voltando ao que interessa. - O bigodudo andou apressado com suas pernas curtas até uma filha de roupas e tirou do meio um paletó igual ao que Chiara usava. - Aqui, querida. Novinho em folha, e sem nenhuma marca. - Chiara pegou o paletó e estendeu para Ren. Era grande, e podia ser usado tanto como uma capa sobre os ombros para cobrir as costas quanto vestir igual a companheira. - Valeu, Rocco. Depois eu te trago aquele croissant de queijo que você adora. - Ele respondeu com uma risadinha. - Estarei esperando.

Saindo novamente da lavanderia com uma roupa para cobrir suas costas, Ren decidiu puxar assunto com a parceira. - Não se preocupa, não tá me devendo nada. Não fiz nada disso esperando que você me recompensasse. Só faz seu serviço bem e vai ser o suficiente. - Tomando o elevador novamente, seguiram para o terreo. - Se tem algum motivo para eu ter te ajudado foi... Hmmm... - Chiara pensou um pouco antes de responder, enquanto as portas se abriam para os fundos por onde Ren havia entrado pela primeira vez. - É sempre bom ter boa convivência com os colegas de trabalho. Maurizio mesmo, apesar de nossos santos não baterem, conhece e respeita meus limites. Do contrario já teríamos pulado no pescoço um do outro. - A garota deu uma gargalhada. - Mas acho que você me lembrou de mim mesma quando vim entrar nesse mundo. Não tem muito além disso, então se concentra no serviço e de o seu melhor, tudo bem?

Entretanto, antes que pudessem chegar na saída dos fundos, Chiara deu de cara com Lucio, que parecia estava esperando. - Perdão a intromissão. Chiara, podemos? - Indicando a cabeça para o lado, Chiara assentiu, olhou para Ren e se afastou. Os dois ficaram alguns instantes afastados, falando sobre algo que Ren não conseguia ouvir, até que Lucio foi embora e Chiara retornou, para as duas saírem, e darem de cara com Maurizio fumando. - Podiam ter demorado um pouco mais. - Jogando o cigarro no chão e pisando, o trio seguiu então pelas ruas da cidade até chegarem no grande cassino comandado por Cesare Costa. Com uma enorme quantidade de andares, ele se projetava em direção ao céu, ainda maior que o hotel Sprezzatura, e quase tão belo quanto. Adentrando, Chiara seguiu até a recepção, dizendo um codigo, e logo a recepcionista fez uma ligação, até que, após alguns minutos, um homem de terno surgiu do elevador, indo até o grupo. - Fui avisado que viriam. Sou Vicenzo, encarregado da supervisão. Melhor resolvermos logo esse problema, será melhor para os dois lados.

Saindo do cassino, restava apenas seguir para a casa de Paolo, mas antes de seguirem até lá, Chiara puxou Ren para um canto. - Preciso te falar uma coisa antes se irmos até lá. Lucio falou comigo, e ele quer que você tome as rédeas do serviço, pelo visto ele quer te avaliar, mas não se preocupa, eu e o Maurizio vamos estar aqui para te orientar e não deixar que faça besteira. - Respirando fundo, os quatro seguiram então até a casa de Paolo, que parecia bem simples. A partir daquele momento Ren não podia errar, caso quisesse seu lugar garantido no submundo, e tudo que restava para que o serviço começasse era que Ren batesse na porta.

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Re: Virando a casaca Sex Ago 27, 2021 5:02 am




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Chiara havia me entregado um paletó parecido com o que ela estava usando. Eu não estava muito acostumada a usar aquele tipo de roupa, então apenas colocaria ele em volta dos meus ombros como uma capa. Ela também me explicou os motivos pelos quais tinha decidido me dar essa mão, e ela parecia estar sendo sincera. Pelo visto eu realmente dei sorte em ter encontrado ela ao decidir me juntar aos Nista. Mas agora não era hora para divagações, com as costas cobertas, eu podia me concentrar novamente no serviço em questão. Ao chegarmos no cassino, um prédio incrível de tão luxuoso, encontramos Vicenzo, o homem de Costa que iria nos acompanhar, e Maurizio que nos esperava pacientemente. - Sou Ren, é um prazer. - Me apresentava sorrindo, fazendo uma leve reverência, após ouvir a fala de Vicenzo.  Uma vez que estávamos todos reunidos, era hora de partir para a casa de Paolo.

Lucio mandou que eu ficasse à frente da cobrança de hoje, certamente queria me testar. Mas eu não estava nem um pouco nervosa com isso, muito pelo contrário, essa era uma chance para eu provar que sou tão habilidosa quanto fiz parecer na entrevista. Chiara e Maurizio estavam vindo comigo, mas eu queria, se possível, não depender muito da ajuda deles. Um vez em frente a porta da casa, era hora de dar início ao trabalho. Daria três batidas consecutivas na porta, mas não falaria nada, esperando que ele viesse atender. Caso não acontecesse, bateria mais três vezes, e se ainda assim ele não abra,  o chamaria: - Sr. Paolo Ricci? - Caso ele pergunte quem é, responderia: - Amigos seus. - Em um tom de leve sarcasmo, sem dar mais detalhes por enquanto.

Caso ele abra a porta, faria um sorriso gentil em sua direção antes de começar a falar. - Sr. Ricci, podemos entrar? - Continuaria, caso fosse realmente ele, no mesmo tom calmo e tranquilo. - Só queremos ter uma palavrinha, não vai demorar muito. - Explicava, como se aquela situação fosse a coisa mais normal do mundo. Caso ele permita que entremos, entraria, caso não, continuaria a falar. - Viemos aqui a mando da pessoa a quem você deve uma boa quantia em dinheiro. - Falava casualmente, sem o menor tom de ameaça, tentando convencê-lo por um meio legítimo. - Talvez não seja muito sábio nos tratar desse jeito. - Cruzava os braços ao falar.

Se por acaso alguma outra pessoa atendesse a porta, falaria: - Somos amigos do Sr. Paolo Ricci, e precisamos falar com ele com urgência.

Uma vez dentro da casa e na companhia de Ricci, imediatamente olharia em volta procurando itens valiosos que pudessem vir a servir como garantia de pagamento caso o Ricci não queira pagar o que deve. Após isso, me dirigiria novamente ao dono do local, ainda no mesmo tom de voz e forma de falar. - Como o senhor com certeza já sabe, está devendo dinheiro ao nosso chefe, Angelo Nista. - Minhas orelhas de gato ficavam alertas antes de continuar a falar. - É hora de pagar. - Concluiria, estendendo a palma aberta da mão direita.

Caso ele se recuse a pagar, ou dê alguma desculpinha, simplesmente recolheria minha mão e faria um leve suspiro. - Tem certeza? - Perguntava, levando minha mão esquerda ao queixo. - O senhor deve saber que, em nosso ramo de trabalho, não é muito inteligente quebrar sua palavra ou se recusar a pagar uma dívida no tempo certo, ainda mais quando tem um chefe envolvido. - Explicava, ainda sem nenhum tom de ameaça na voz, ainda tentando apelar para a razão dele. - Se o senhor pagar em dia, pode assegurar a continuidade de boas relações entre você e o chefe, abrindo portas, talvez, para outras oportunidades de negócios no futuro. - Faria mais um sorriso gentil. - Pagar a dívida agora vai ser bom para ele, para nós, e principalmente para o senhor.

Eu tentaria apelar para a razão dele de início, mas já estava totalmente preparada para a eventualidade de ele não querer pagar. Caso Ricci, após minha fala, ainda se mantenha firme em não querer pagar, ou tente fugir, eu imediatamente avançaria em sua direção e saltaria em cima de seu corpo, tentando levá-lo ao chão, cravando minhas garras nele caso preciso, mas evitando fazê-lo se tiver como. Agora, minha expressão havia mudado totalmente. Meu sorrisinho agora era de pura malícia, e meus olhos refletiam o mais puro sadismo, minha intenção de causar nele o máximo de dor e sofrimento que pudess e. Eu estava, de certa forma, torcendo para que isso acontecesse. - Este vai ser o seu último aviso. - Alertava, falando o mais próximo possível da orelha dele, dessa vez com um tom bem sério e ameaçador mas ainda calmo. - Escuta aqui, é melhor que você pague logo o que deve, senão eu vou arrancar lentamente cada um das dez unhas que você tem nos pés. - Continuaria, antes de esperar sua resposta. - O que vai ser? A escolha é sua. - Eu não era muito boa com intimidação, mas não custava nada tentar, afinal, eu já esperava que fosse precisar sujar minhas mãos de sangue.

Caso ele pague normalmente, entregaria o dinheiro para que Chiara contasse e verificasse se era a quantia correta. - Tá tudo certo? - Perguntaria. Caso não esteja correto, continuaria extorquindo Ricci para que ele dê a quantia inteira. Se por acaso ele conseguir fugir, sairia correndo atrás do meliante.





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Re: Virando a casaca Dom Ago 29, 2021 9:29 pm

VIRANDO A CASACA



De frente para a casa de Paolo, era hora de Ren mostrar que merecia se unir à família de Nista, e para isso precisaria tirar aquele serviço de letra. Atrás de si estavam Maurizio, Chiara e Vicenzo, que supervisionariam toda a operação, e logo bateu na porta. Passados alguns segundos sem resposta, bateu novamente, dessa vez recebendo uma resposta breve de alguém em seu interior. - Já abro, um instante. - Era uma voz masculina, que poderia ser do devedor, a mais alguns instantes se passaram antes que a porta fosse enfim aberta. Um homem bem vestido surgiu na entrada, trajado de forma que realmente parecia um membro do submundo, e sua expressão amigável logo dissipou ao ver as pessoas que o aguardavam na entrada de sua casa.

Ainda meio abalado, com o sorriso de seu rosto tendo desaparecido completamente, ele demorou alguns segundos para responder à pergunta da felina. - Ah, é... Claro, podem entrar. - Com expressão fechada, abriu caminho para os quatro, que adentravam sua residência. O interior parecia bem simples, com apenas alguns moveis e retratos em alguns cantos, o que destoava de sua aparência, apesar que ele provavelmente se vestia assim devido ao seu trabalho, então talvez não fosse tão surpreendente assim. Vicenzo se recostou na parede ao lado da porta, apenas observando de longe, enquanto Maurizio e Chiara acompanhavam Ren de perto enquanto Paolo se sentou em uma poltrona e convidou os visitantes a se sentarem em um sofá de frente para ele. - Bem... No que posso ajudar? - Ele parecia nitidamente apreensivo, e resposta direta de Ren pareceu o pegar de surpresa.

- Eu... Eu sei que estou devendo, mas não tenho o dinheiro ainda. Duas semanas é pouco tempo, se eu puder ter mais uns 3 dias, eu... - Entretanto, ele foi interrompido por Maurizio antes que pudesse continuar a falar. - Não é assim que as coisas funcionam, parceiro. - Paolo engoliu em seco. Ainda apelando para o bom senso dele, Ren tentou o convencer a pagar a divida de alguma forma, mas era claro que o homem estava ficando pálido, e quando Ren comentou de possíveis oportunidades de negócios futuros, Chiara botou a mão em seu ombro levemente, como se tentasse a avisar de algo de forma não verbal. Assustado, Paolo pegou sua carteira e pegou todos os berries que tinha, estendendo. - Isso é tudo que eu tenho, eu prometo! Pelo menos até amanhã, por favor! Eu juro que arrumo o resto. - - Pegando o que ele estendia e repassando para Chiara, Ren pode ver que era apenas B$ 5.000.000, que não parecia ser muita coisa, então provavelmente não pagaria a divida, já que havia sido informada que Paolo havia pego bastante dinheiro emprestado.

Chiara pegou o dinheiro e o contou rapidamente, com expressão descontente. - Você sabe muito bem que isso passa longe de ser o suficiente, sr. Ricci. Além do mais, todas as pessoas tem algo de valioso guardado, mas que geralmente não querem entregar, seja consciente ou inconscientemente. Pode ser uma escritura, uma relíquia de família, coisas do gênero. Basta você nos dar algo de valor que quite a dívida e tudo vai acabar bem. - Paolo ficou ainda mais pálido, se é que era possível. - E-essa casa não é minha, é alugada... Mas podem levar os móveis, os móveis são meus! - Chiara olhou ao redor, enquanto Maurizio soltou uma gargalhada. - Esses entulhos? Parecem ser de segunda mão, acha mesmo que isso vai pagar? - Levantando-se rápido, Paolo parecia estar entrando em desespero, mas Ren foi mais rápida e o derrubou no chão. Ricci olhou ainda para Vicenzo, no canto do cômodo, como se pedindo ajuda, mas recebeu apenas um aceno negativo com a cabeça como resposta. - Você se meteu nessa, você que se vire.

A situação havia fugido totalmente do controle de Paolo Ricci, que parecia não saber o que fazer. - P-por favor... - Percebendo que não estavam indo a lugar nenhum, Chiara puxou uma cadeira de outro cômodo, enquanto Maurizio puxou uma corda das suas coisas. - Bom, nós tentamos da maneira pacifica. E uma coisa, Ren. Eu comentei das unhas, mas essa é uma técnica bem... Amadora, se sabe o que quero dizer. - Enquanto ela falava, Maurizio amarrava o homem, meio a contragosto, na cadeira, com os quatro membros amarrados. Chiara tirou alguns pedaços de arame do bolso e um isqueiro. - Eu pessoalmente prefiro enfiar esses arames por baixo da unha, na carne mole, e esquentar com o isqueiro. Bem mais efetivo. - Chiara deu uma última olhada para Paolo, como que verificando se ele cuspia algo após a sugestão dela, mas ele apenas arfava aterrorizado enquanto Maurizio se afastava. - Meu trabalho tá feito. O resto é com vocês. - Chiara parecia tão ansiosa para aquilo quanto Ren, mas era a hora da felina aproveitar o momento.

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Terry
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Re: Virando a casaca Seg Ago 30, 2021 1:23 am




Legenda


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E lá estava Paolo Ricci, amarrado em uma cadeira e aterrorizado como um ratinho prestes a ser atacado por uma gata. “Que covardão, esse cara é mesmo um mafioso?” Pensava, ao observar as atitudes daquela criaturinha deplorável. A antecipação para a sessão de tortura que tava prestes a acontecer era grande demais para aguentar, eu nunca havia torturado alguém assim, não tinha experiência, então aquilo seria algo novo para mim, e eu não podia esperar para me deleitar no sofrimento que estava prestes a infligir naquele sujeito.

Eu tinha planejado seguir a sugestão anterior de Chiara e remover as unhas dos pés dele até ele colocar pra fora a informação que a gente tava buscando, mas a minha colega havia acabado de sugerir algo bem melhor. Ao ouvir sua fala sobre usar arames e um isqueiro,  imediatamente dei uma pequena risada. - Ótima ideia, Chiara! - Respondi, batendo as palmas das mãos. Eu então voltaria meu olhar novamente para. - Não se preocupa, você já tirou dentes quando era criança né?. - Comentaria, em tom de sarcasmo, enquanto removia os sapatos e as meias dele. Após isso, pegaria os arames e o isqueiro. - Pronto? - Perguntaria para o amarrado, mas apesar disso, já começaria a realizar o processo de tortura antes mesmo dele dar uma resposta. - Cadê o dinheiro? - Perguntava, calmamente, enquanto tentava fazer tudo exatamente como Chiara tinha explicado. Daria meu melhor mesmo que não fosse tão habilidosa.

Praticar aquele ato gerava em mim uma sensação de euforia diferente de qualquer coisa que eu já tinha sentido na vida. Machucar os inimigos em combate era maravilhoso, mas não chegava perto do quão incrível era fazer o mesmo quando a vítima estava indefesa e aterrorizada. “Talvez eu deva estudar sobre isso mais a fundo…” Pensava, enquanto trabalhava nele. - Se você entregar o dinheiro, a dor vai parar. - Falaria, torcendo para que ele aguentasse mais um pouco para eu possa aproveitar a situação por mais um tempinho.

Caso ele finalmente ceda e entregue o dinheiro, eu pararia relutantemente a tortura, dando de ombros. - Acho que o serviço tá feito. - Falava, enquanto devolveria o arame e o isqueiro para Chiara. - E Sr. Ricci, deixe que isso sirva de lição. - Me aproximaria de sua orelha antes de continuar falando. - Nunca mais sequer pense em tentar enrolar a Angelo Nista, ou eu prometo que volto aqui, e não serei tão boazinha quanto fui hoje. - Concluiria, dando um sorriso cínico e fazendo uma pequena carícia no rosto dele. Pegaria o dinheiro do pagamento e, caso Maurizio e Chiara não pedissem para que eu os entregasse, guardaria comigo. Caso peçam, entregaria para eles sem problemas. - E agora? - Perguntaria, satisfeita com a diversão que eu tinha acabado de ter. - Vamos encontrar o chefe? - Se a resposta fosse sim, iria com eles, caso fosse não, faria o que eles dissessem. Se por acaso Paolo se recusar a entregar o pagamento, continuaria a torturá-lo de forma cada vez mais cruel.





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Hoyu
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Re: Virando a casaca Qua Set 01, 2021 9:28 pm

VIRANDO A CASACA



De frente para Paolo, era hora de arrancar informações dele, mais especificamente o que ele possuía de valioso que poderia quitar sua dívida. Sem conseguir impedir o ato, Paolo ficou suplicando, pedindo para aquilo parar, pedindo mais tempo ou oferecendo coisas sem muito valor, tudo em uma tentativa desesperada de fazer aquilo parar, enquanto Ren se divertia muito com o sofrimento do homem, aproveitando enquanto os mafiosos que a acompanham em seu primeiro serviço seguiam impassíveis. Entretanto, quase tão animada com aquilo tudo era Chiara, que dava dicas para a felina de como realizar o procedimento da maneira mais dolorosa possível. A mink parecia ter encontrado alguém com os mesmos gostos que ela, o que poderia ser reconfortante, já que ela e Chiara já pareciam estar criando uma afinidade.

A diversão de Ren durou ainda alguns minutos de sofrimento para o sr. Ricci, até que ele pareceu não conseguir suportar mais aquilo tudo e, como rosto vermelho de tanto manter o maxilar firme para aguentar a dor, ele gritou de repente. - NO PORÃO! - As duas pararam de repente, prontas para ouvir o que parecia a frase mais sincera do homem até ali, o momento que decidiu entregar o que deveria lhe ser mais precioso para fazer aquilo parar. - No porão... Tem um cofre... Uma akuma no mi... 759271... - No mesmo instante que ele disse isso, Chiara, Maurizio e Vicenzo se entreolharam surpresos. - Por ESSA eu não esperava. - Chiara cruzou seus olhos com os de Ren, dizendo silenciosamente que já era o suficiente. - De onde veio isso, seu pilantra? Como você conseguiu por as mãos em uma akuma no mi?

Vicenzo parecia transtornado, mas Paolo apenas levantou os olhos para ele, com o corpo todo suado e sem forçar para responder. No final, se aquilo fosse verdade, o trio havia conseguido o que haviam ido buscar, e pela reação dos dois que a acompanhavam, uma akuma no mi certamente seria capaz de quitar a dívida do homem, mas por que ele havia aguentado tanto tentando manter ela para si? Por que não havia a comido ainda? Ou vendido em vez de pegar empréstimo? Essas dúvidas pareciam pairar no ambiente pesado e silencioso, enquanto o trio seguia até a porta para o porão, enquanto Vicenzo ficava na sala de olho em Paolo. A escadaria que levava para o andar subterrâneo era escura, e seguiram com cuidado enquanto a madeira velha rangia, quase caindo em um degrau quebrado, até que chegaram no porão e Maurizio encontrou um interruptor na parede.

Quando as luzes foram ligadas, a cena que viram era surpreendente. O porão era surpreendentemente vazio, com apenas algumas caixas em alguns cantos do cômodo revestido de cimento e com infiltrações. Mas o que realmente chamava atenção, do outro lado, era uma grande banheira, que parecia ter sido arrastada do banheiro até ali pelas marcas no chão de cimento, talvez tenha sido ela que tivesse quebrado o degrau da escada com o peso, e dentro dela havia uma sereia. Quase completamente submersa na água, seu pescoço estava preso em uma corrente pregada no chão ao lado da banheira, e assim que os viu entrando ela os olhou. - Me tira daqui... - Chiara e Maurizio estavam boquiabertos. - Isso não é algo que alguém como Paolo conseguiria comprar...

- VICENZO! VEM AQUI! AGORA! - O grito de Chiara transparecia uma urgência surpreendente enquanto Maurizio ia até um pequeno cofre que repousava logo ao lado da banheira. Os passos do homem de Cesare Costa no chão do andar de cima podiam ser ouvidos enquanto ele seguia até a porta do porão, pulando de dois em dois degraus, e parou bem no fim da escada. - Filho da puta. Essa é a sereia que sumiu. - Em frente ao cofre, todos puderam ver Maurizio abrindo a portinha quadrada de ferro, e de dentro tirou uma fruta com padrões em espiral. Era claro que ele havia falado a verdade sobre a fruta do diabo, mas o que era aquilo tudo?

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Terry
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Re: Virando a casaca Qui Set 02, 2021 6:44 am




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Realmente não imaginei que uma simples cobrança de dívida poderia acabar em algo assim. Como esperado, Paolo Ricci não aguentou a tortura e revelou onde tava supostamente guardando algo que poderia quitar sua dúvida com a família. Eu imaginei que fossem jóias, ou talvez algumas barras de ouro, ou obras de arte muito famosas, mas na verdade, segundk ele, se tratava de uma "akuma no mi". Eu nunca tinha ouvido falar naquilo, mas os meus colegas pareceram bem surpresos, então pelo visto era algo super valioso. De qualquer forma, decidi apenas seguir em frente e ver com meus próprios olhos o que diabos era aquela tal de akuma no mi.

Ao chegar no porão, me deparei com mais uma cena que não esperava presenciar quando acordei hoje de manhã: uma mulher com um "rabo de peixe" no lugar das pernas dentro de uma banheira. Ricci estava mantendo uma sereia presa naquele lugar, e mais uma vez, o pessoal ficou bastante estarrecido. A coitada pedia pra que a gente tirasse ela dali, e Maurizio logo explicou que não tinha como alguém como Paolo Ricci ter comprado aquela sereia. Pelo visto sereias eram uma mercadoria bastante valiosa no mercado de escravos, o que fazia bastante sentido, afinal, pareciam ser bem raras. Eu mesma nunca tinha visto uma sereia na vida antes de hoje.

Vicenzo também revelou que já sabia daquela sereia, e que ela havia sumido de algum lugar.  "Será que o Ricci roubou ela do Costa?" Pensei, levantando a sobrancelha. "Parece que ele não é tão covarde quanto eu pensei." Cruzaria os braços. Além da sereia, também encontramos uma fruta com padrões muito estranhos. - Essa aí é a tal da akuma no mi? - Perguntaria, intrigada, ao ver aquela coisinha curiosa. Certamente não parecia uma fruta comum.

Depois de todas aquelas surpresas, o clima no local parecia estar bem tenso, então concluí que talvez fosse melhor tentar dar uma cortada naquilo tudo. Andaria até bem próximo da banheira onde se encontrava a sereia e daria uma boa olhada nela antes de começar a falar. - Nossa, coitada. A garota tá parecendo um peixe fora d'água nesse lugar. - Falei, abrindo um sorrisinho. - Ou nesse caso, um peixe *dentro* d'água. - Dei uma risadinha, me sentindo orgulhosa. - Entenderam? Ela é um peixe e tá dentro d'água.

Com o pessoal rindo ou não da minha piadoca, precisávamos decidir logo o que fazer dali pra frente. Certamente não tava nos planos encontrar aquela sereia, então imaginei que provavelmente o serviço mudaria um pouco de curso. De qualquer forma, não me importava muito. Meu objetivo aqui era agradar o chefe, então decidi confiar no julgamento de Chiara e Maurizio pois tinham mais experiência na família do que eu. - Então... o que fazemos agora? - Perguntaria, colocando as mãos na cintura. Aguaradaria a resposta dos meus colegas, e agiria de acordo com o que eles falassem.





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