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É com muito prazer que lhes damos os comprimentos ao nosso RPG. All Blue se trata de um RPG narrativo com o ambiente principal centrado em One Piece, obra de Eiichiro Oda.
Se divirta nessa nova aventura e se torne o novo rei pirata... Se puder!

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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo

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Kenshin
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Kenshin
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Relembrando a primeira mensagem :

As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Civil Maka Jabami e Draken Nostrade. A qual não possui narrador definido.

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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - Página 2 J09J2lK

"Ah, mas eu não quero ter dois caminhos ou ah, mas eu não quero ter caminho nenhum. Ué, você já pode porra, a única coisa que te impede de fazer isso é ser zé metinha e querer ficar comparando o tamanho do pau com o coleguinha pra compensar o ego frustrado." - Luquinhas, 2022

Maka
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Maka
Narrador
As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo
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Não me preocupava com olhares maliciosos, mas confesso que achei engraçado e fofo ver a tentativa de meu irmão em impedir os “taradões” de plantão observarem a minha retirada dos berries do melhor lugar que eu tinha para guarda-los. “Super protetor como sempre! Puffhahahah”.

De conforme acordo, Euntae também sentia a necessidade de nos alimentarmos antes mesmo que subíssemos até o quarto, e por sorte minha talvez que adorava um saquê, ele concordava com o pedido proposto. Já com a fome batendo forte, não perdi tempo em fazer o pedido para o barbudo ranzinza, que de forma despreocupada me confirmava o pedido, entregando um pedaço de papel com marcações do que havíamos pedido – e mais uma vez, voltava a “ameaçar” com o fato de pagá-lo. – Reeeelaaaxa, não vou perder... e vou te pagar! – Guardava o papel em meus seios. – Quando eu sair daqui. – Piscava meu olho esquerdo para ele enquanto sorria.

A comida não demorava para ficar pronta, e a bebida já a acompanhava, então não demorei para encostar na mesa para nos servir e tirar enfim aquela fome. Me sentia a vontade naquele simples, velho e podre hotel, porque ali eu não tinha julgamentos sobre meus trejeitos, nem minha falta de etiqueta, pois éramos de certa forma todos iguais... “Depravados, relaxados, cachaceiros e porcos... PUFFHAHAHAHA!” Me sentia extremamente a vontade ali, o que me parecia perfeito para conversar com Euntae tranquilamente, mesmo que por um tempo.

- Forte? Você envelheceu e continua mole! – Enchia mais uma vez o copo que já estava vazio de novo. – Isso aqui desce como um doce. Puffhahahaha!!! – Daria novamente uma bela golada. – AAAAAAaaaaaaahhh...! – Minhas bochechas provavelmente estariam rosadas, pela felicidade em saciar meu vício diário. – É bom mesmo que você não me enrole. – Passaria a mão direita pela cabeça de Euntae como se bagunçar seu cabelo.

Aquela conversa era necessária, mesmo que quebrasse um pouco o clima amigável e descontraído que estávamos tendo, contudo, confesso que ver meu irmão ficar um pouco cabisbaixo me fez por um momento me arrepender em tocar no assunto. – Me deixa triste saber que eu tinha uma cunhada e nem se quer tive a chance de conhecê-la... – Olhava triste para o Euntae, tentando entender a dor e sofrimento que ele havia passado. Mas agora voltava a sorrir, por ver que hoje ele se sentia bem melhor por conseguir lidar com isso. – Ah não, lá vem você com essa história de pai de novo... – Meu semblante voltava a se fechar para ele. – Qual a sua motivação por querer encontrar alguém que nunca fez questão de cuidar da gente!? Se ele se importasse, seja lá quem for esse desgraçado, não teria nos deixado no orfanato... – Nunca em toda minha vida, tive à vontade ou curiosidade em saber quem era nosso pai, mas de repente, Euntae insistia em falar dele.

Antes mesmo que pudéssemos prosseguir com o assunto, o clima da nossa conversa era quebrado pela chegada do amigo esquisito do Arthur, que se dirigia até o balcão provavelmente para pagar sua estadia, e logo depois, voltava a agir de forma solitária, como se realmente sempre buscasse distância das pessoas. “Qual o problema dele com gente!?” Até passou pela minha cabeça em convidá-lo a se sentar conosco, mas duvido que ele aceitaria, então apenas deixaria ele em paz.

Percebia agora que a chuva se ausentava, e que provavelmente a hora já tivesse passado o suficiente para não ficar mais ali, além do mais, Euntae havia tirado a minha vontade de continuar a conversa com aquele comentário. – Acho que já deve ser tarde, e quero acordar bem cedo amanhã. – Me levantaria da mesa pegando meu copo de saquê para dar mais uma última golada caso ainda tivesse algo nele. – Vou pro quarto porque ainda preciso lavar minha roupa, tirar esse sangue não vai ser fácil. – Olhava com amargura para a mancha em minha roupa, “Como o Arth é descuidado...” – Você vem comigo? – Perguntaria, e sem esperar a resposta, apenas seguiria até as escadas rumo ao segundo andar, contudo, no caminho passaria pela mesa do esquisitão para lhe alertá-lo. – Tome cuidado! – Falaria de forma que apenas ele escutasse enquanto parava em frente a mesa dele. – Esse lugar pode ser bem hostil... – Tornaria a caminhar até meu quarto.

Procuraria observar bem o caminho tentando encontrar de forma fácil qual era o nosso quarto, e ao mesmo tempo buscando ver olhares esguios pelo local. Assim que chegasse no andar correto e encontrasse a porta, retiraria a chave para entrar, e lá passaria meus olhos por todo o local buscando me familiarizar onde tudo ficava... cama, banheiro, janela ou sacada, relógio ou despertador, e o que mais fosse importante. Retiraria minhas roupas sem me preocupar com a possível visão de Euntae, caso ele estivesse ali. – Vê se não olha demais hein!? – Diria caso ele estivesse ali comigo. Guardaria a chave, o papel com nossos gastos e o meu dinheiro em um local que fosse fácil para mim, mas que não fosse visível para um possível... intruso. Usaria o tanque para lavar as partes da minha vestimenta que estivessem sujas, caçando utensílios e produtos que me auxiliassem a tirar aquelas manchas de sangue, deixando apenas minhas roupas mais intimas e minha calça para secas para que eu pudesse usá-las depois. Buscaria um lugar visível para mim que eu conseguisse pendurá-las, e depois rumaria ao chuveiro para tomar um banho e tirar o suor de mais cedo, quando passei um tempo procurando pelo orfanato.

“Pai...” Refletia sozinha enquanto tomava meu banho, “Porque eu me importaria com isso... agora?” Assim que visse que o banho já era suficiente, desligaria o chuveiro, pegaria a toalha mais próxima para me secar, vestiria as roupas que ainda havia deixado secas e seguiria rumo a cama, me jogando de braços abertos tentando sentir o conforto que provavelmente ela não teria, na intenção de descansar meu corpo mesmo que por alguns minutos.



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 04
21:47 / Sirarossa



Os irmãos, após chegarem no hotel, podiam compartilhar de um momento em conjunto raro. Eles se divertiam e conversavam, casualmente jogando conversa fora e bebendo, algumas horas até se zoando. Porém, a conversa mais série havia de quebrar o momento descontraído. Maka, mesmo estando confortável no meio de seus semelhantes, não dormiria em paz sem antes saber o que acontecia com seu irmão, que em horas se mostrava abalado, outras "viajava" por lugares que não eram os Blues.

Começada então a conversação, o homem explicava para ela toda a história que fazia parte de seu ser e estava cravada em sua alma até o momento. Toda morte, tristeza, angústia, amargura e luto eram despejados naquela mesa de bar, em um momento de confiança, amizade e irmandade. Apesar de toda tragédia, no entanto, Euntae dizia ser feliz. Ele possuía tudo o que necessitava ao seu lado, determinação para fazer as coisas acontecerem. Um de seus objetivos, porém, ia de contrário com o de Maka. Lee gostaria de conhecer seu pai, o homem que abandonou os dois irmãos para todas as sortes de perigos e exposições do mundo cruel.

Obviamente, a resposta por parte da mulher era negativa. Suas razões eram concretas, afinal, por que uma pessoa, em sã consciência, tentaria se conectar com alguém que nunca se importou nem ao menos com o próprio sangue? A resposta não demorava para vir da boca de Euntae.

— Você ao menos não tem curiosidade?! — dizia, batendo seu copo vazio na mesa. Seu rosto estava vermelho, não de raiva, mas de frustração. — Eu sempre quis entender o porquê de ele ter feito isso. Conhecer o homem que me concebeu! Que me jogou nesse lixo de lugar! — dizia, jogando para fora seus sentimentos mais interiores. No momento, sua boca se entreabria como se fosse dizer mais alguma coisa, mas ele apenas suspirava e deixava de lado qualquer outra palavra, sabendo da posição irredutível de sua irmã.

Não demorava muito para que ela avistasse Draken descer do segundo andar, quebrando totalmente o clima da conversa que já não estava leve. Partindo desse ponto, a moça terminava seu copo de saquê e subia para o quarto, perguntando se seu irmão a acompanharia, mas não fazendo questão de esperar para ouvir a resposta: ele ficava por ali. No caminho para as escadarias, engajava em uma pequena comunicação com o recluso ao qual tomava conta, alertando-no sobre os perigos desse local. O homem, em silêncio, mas não por causa de sua desabilidade, apenas acenava com a cabeça em concordância.

Subindo as escadarias velhas e que rangiam, Maka chegava enfim ao seu quarto. Abrindo a porta, um mundo similar o que já estava vendo se desdobrava diante sua visão: duas camas, separadas apenas por um criado-mudo, estavam desleixadamente arrumadas. Os lençóis e cobertores não eram da melhor qualidade, porém eram o suficiente para esquentar durante uma breve noite. Diretamente ao lado da porta, em sua direita, estava a porta para o banheiro, introduzindo um sujo espelho de aço, uma privada e uma banheira encardida por fora, apesar de brilhante por dentro.

Seguindo na área onde estavam as camas, estava uma pequena sacada que dava visão para a vizinhança nada agradável daquele lugar. A característica principal daquela paisagem era o breu e o mistério, lançando uma sensação estranha sentida na espinha. Deixando então esse ambiente vicioso, a mulher, que completara o reconhecimento do ambiente, partia para a lavanderia, que ficava ao lado direito da sacada; uma pequena sala com um tanque grande o suficiente para as necessidades mais básicas e alguns produtos de procedência duvidosa. Despindo-se das suas roupas manchadas, ela passava as mesmas no tanque, utilizando os produtos disponíveis, e logo as pendurava no pequeno varal suspenso ao canto da mesma sala.

Terminada essa tarefa, Maka partia para o banho. A água era relaxante, e a fadiga saía de seu corpo junto do suor acumulado pelo dia cansativo, e durante esse momento de aquietação, não deixava de pensar em seu irmão e sua fala de anteriormente. A mulher nunca havia sequer pensado no seu pai, mas finalmente, após todos esses anos, o pensamento invadia sua cabeça ignorando os anos de reclusão.

Deixando isso de lado, assim que percebia estar banhada o suficiente, saía da banheira e ia para sua cama se livrar do cansaço que restava, adormecendo não muito depois. Seu sono pesado não a deixava ver a chegada de seu irmão, parcialmente bêbado, que após ver seu corpo descoberto, colocava os cobertores por cima da mulher para a esquentar, caindo no sono não muito após.


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“Curiosidade?” Meus pensamentos ficavam a milhão com os comentários mais idiotas e impertinentes para mim, vindo de meu irmão que agora resolvia tocar num assunto que já me era encerrado a muito tempo. – Você é muito tolo! Fica falando essas asneiras... – Todo aquela conversa me tirava a vontade de continuar ali, e mesmo convidando Euntae a subir, não fiz questão de esperá-lo, queria apenas me livrar da tensão.

Com cuidado alertei o esquisito sobre o lugar que ele agora estava, que de forma simples e insensível como sempre, apenas acenava com sua cabeça em concordância comigo, “Até onde vai o entendimento dele sobre nossa situação atual? Ele é mais difícil do que eu imaginava...” tomava novamente meu rumo até o quarto. Como um reflexo de todo aquele hotel, o quarto não aparentava ser diferente... “Humm, duas camas, um criado-mudo... tá ótimo, Puffhahaha” observava agora ao meu lado, onde se localizava o decadente banheiro, que de alguma forma me surpreendia. – Olha só, uma banheira. PUFFHAHAHA! – Ria ao ver tal “luxo” – Quem diria hein, isso é excelente! Aposto que o Belluci não tem um quarto de qualidade como esse! PUFFHAHAHA! – Dizia enquanto me acomodava no quarto seguindo com meus afazeres em preparação para minha noite de descanso.

Já não bastasse o “luxo” de uma banheira, aquele lugar ainda tinha uma sacada, com aquilo que eu mais precisava – uma lavanderia. Ali não perdi tempo para limpar as roupas que estavam manchadas com o sangue de Arthur, utilizando de produtos de “alta qualidade”, estando sobre um ar misterioso e que mal podia enxergar em meio aquele breu que era a tal vista do quarto. O banho era de certa forma relaxante, ao menos o cansaço e a fadiga, junto do suor em minha pele se retiravam aos poucos, me sentindo agora mais leve e confortável para enfim dormir, mesmo que alguns pensamentos alheios sobre a conversa anterior me fizessem incomodar.


~SONO PROFUNDO~


A luz era forte, mais do que o normal, tomando todo aquele local. Um enorme pasto verde com uma bela árvore cheia de frutos, e tal planta era tão grande que sua sombra cobria uma grande área, trazendo uma brisa muito relaxante e uma paz jamais sentida antes. Estava deitada ao chão, com minhas costas sobre o extenso gramado, olhando diretamente para os galhos que balançavam como se dançassem conforme a “música” tocada pelos sopros do ar que invadiam aquele lindo local.

- MAKA! – Minha atenção ao ambiente era brevemente interrompida pelo ecoar daquela voz doce e meiga. – Maka! O que você está fazendo aí. – Ao olhar, os paços calmos daquela pequenina se aproximavam. - Todo mundo está te esperando. -  Ela ajoelhava se aproximando de mim. – Para de viajar e vem logo. – Aquele sorriso me enchia o rosto de ternura. – Já vou indo Kouzinha. – Sorria de volta enquanto recebia aquele beijo doce na testa. – Então não enrola... KWAHAHA! –

Me levantava observando todos os meus irmãos a poucos metros dali. Arthur com todo aquele seu tamanho, agindo de um jeito até meio desengonçado, enquanto o John “frutinha” White não saia do seu lado como sempre. Meu irmão Euntae fazendo algum tipo de brincadeira com Kani que o deixava envergonhado, tirando boas gargalhadas de todos, e por fim, eu e Kou caminhando juntas em direção a cada um deles. E, numa distração de olhares da minha parte, começava a observar novamente meus irmãos, e algumas manchas de sangue surgiam em suas roupas, ao mesmo tempo, cada um deles começavam a olhar para mim com um belo sorriso, porém, todo manchado de sangue. – O-o-o... que tá acontecendo? – Me perguntava sem entender o que via. – Você vacilou Maka... – Escuta a voz de Kou, e ao olhar para ela, via a mesma situação de meus irmãos. – KOU! O qu... – Era interrompida por uma voz. – Você sabia que não deveria fugir... não é Maka? – A voz vinha da mesma direção que meus irmãos. – Essa marca em suas costas... você tinha um compromisso, e agora eles pagam por você! – Era Yoshindo...


~FIM~


- Aaarfh...aaarf... aaarfh... – Minha respiração estava alta com o baque daquele pesadelo que tivera com meus irmãos. Naquele mesmo instante, parecia sentir a marca em minhas costas queimarem, e era inevitável não a tocar e as lembranças do período naquele lugar voltarem como um turbilhão de flashs na minha cabeça. - Tsc... – Murmurava comigo mesma. Tinha ciência do perigo que era abandonar aquele lugar e voltar com a minha família, e por muito amor a eles, não conseguia deixar de ser imprudente a ponto de possivelmente colocar a vida de cada um deles em risco, e eu sei que se isso acontecesse, eu não suportaria a culpa...

Me levantaria da cama seguindo até o banheiro para lavar o meu rosto e de alguma forma tentar acordar, já que agora não sentia vontade alguma de dormir novamente. Percebia que havia dormido de coberta, e que provavelmente Euntae fizera isso, “Talvez eu deva pedir desculpas...” me sentia culpada por deixar ele sozinho na mesa ontem e tratá-lo daquela forma. Checaria no varal se a roupa estava seca, e se fosse positiva, vestiria elas buscando observar se ainda estaria escuro, ou se o dia já estava para amanhecer.

Pegaria minhas coisas e as guardaria comigo. Observaria meu irmão por alguns segundos e então lhe daria um beijo em sua bochecha como um “Descanse bem seu preguiçoso!” e seguiria para fora do quarto. Rumaria até a parte principal procurando algum relógio para que eu pudesse me situar, e enfim se visse o homem barbudo que cuidava do hotel, lhe entregaria o papel da noite anterior com os gastos, e em seguida lhe daria o dinheiro anotado naquela folha. – Bom dia querido. Estou quitando os gastos de ontem a noite com a “janta”. – Sorriria para ele, e, se soubesse que fosse logo cedo pela manhã, lhe faria um belo pedido de café. – E o café da manhã? O que esse maravilhoso hotel tem pra servir? -


LEGENDA:
Kou
Yoshindo  




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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 05
05:23 / Sirarossa



Após chegar ao hotel, Maka e Euntae partiam para uma mesa e se alimentavam para recuperar as energias, enquanto Nostrade apenas se afastava e observava o ambiente. Sua falta de comunicação não atrapalhava nem um pouco a dupla, que partia de uma conversa simples e descontraída para um assunto pesado e familiar. O que era discutido acabava por deixar a leoa irritada com seu irmão, mas ainda assim acendia uma faísca de curiosidade em sua mente que a perturbava até o horário de seu descanso, após um banho igualmente pensativo.

Em meio ao seu sono pesado, sua mente criava uma projeção, ou até mesmo um presságio, comumente chamado sonho. Seus irmãos de sangue e criação eram mortos, e a causa era si mesma. O dono da organização que agora a caçava caçoava e debochava da mulher que estava impotente naquela realidade, incapaz de realizar qualquer coisa. Mas, como todos os pesadelos, uma hora acordamos, e essa era a vez dela. Deixando um gosto amargo em sua boca, aquela criação de seu subconsciente trazia a realidade que ela tentava evitar, queimando a marca estampada em suas costas mesmo que por um mínimo instante, mostrando que mesmo em seus momentos mais íntimos, não estaria segura.

Levantando-se da cama, não querendo voltar a dormir, dirigia-se até o banheiro, onde lavava seu rosto e tirava a fadiga de recém-acordada. Nesse momento, pensava em perdoar seu irmão que apenas externalizara seus sentimentos na noite anterior. Seu gesto de carinho com a mulher era a causa desse sentimento, trazendo-lhe até mesmo culpa pelas suas ações. Então, colocando isso de lado pelo momento, partia para o varal pegar suas roupas secas, observando que o céu ainda estava escuro, mas luzes fracas começavam a aparecer marcando a alvorada do dia.

Sem hesitar, a moça dava um beijinho em seu irmão de despedida carinhosa, e partia para a porta, pretendendo ir até o local principal e pagar pelas despesas. Porém, antes que seus atos pudessem se concretizar, Euntae a agarrava pelas mãos, impedindo-a de andar. Com a mão que lhe restava, fazia um sinal indicando silêncio para ela, como se estivesse ocorrendo algo que até agora Maka não percebera. Então, nesse momento, barulhos ecoavam pelo hotel em sua totalidade caracterizando móveis sendo arrastados e portas arrombadas. Vozes grosseiras exclamavam:

— Onde ela está!? — apesar de gritar assim, não parecia estar se dirigindo a uma pessoa, apenas externalizando sua frustração. Os barulhos iam ficando cada vez mais próximos no andar de baixo, mostrando que eles estavam realizando uma varredura pelo hotel inteiro. Os passos eram pesados, e sem uma atenção maior, não seria possível determinar a quantidade de pessoas. Nesse caso, porém, uma coisa era certa: o perigo se mostrava iminente.


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Apesar de ainda estar escuro, tudo indicava que logo o dia amanheceria, e vendo que minhas roupas estavam secas, tinha agora os motivos certos para me manter acordada e fugir de um sono que não me convinha agora. Arrependida pela forma que havia tratado o assunto tocado por meu irmão anteriormente, busquei ser a mais carinhosa possível, mesmo que esse talvez não fosse o meu forte.

Num beijo de “bom dia”, mesmo pronta para seguir até o salão, a imprevisível pegada de Euntae em minha mão que me impedia de andar, me fez por um momento assustar com tal ação, passando até por minha cabeça se ele teria algum tipo de insônia, ou que até mesmo fosse sonâmbulo. Mas ao ver sua expressão de preocupação e me pedindo para ficar em silêncio, logo notei que algo acontecia que por vacilo de minha parte, não percebera antes.

Móveis aparentemente sendo bagunçados, portas arrombadas, “O que tá acontecendo?” tentava forçar um pouco mais a atenção para escutar melhor o que estava acontecendo, e de repente, pude ouvir as vozes que procuravam por alguém. Meu corpo gelava naquela hora, meus olhos estavam paralisados e trêmulos em pensar o que aquilo poderia ser, “Não... não é possível que aquele desgraçado... agora?” – Tsc... – Soltaria a mão de Euntae de forma brusca seguindo até porta, pois estava determinada a dar um fim nisso. O ódio que me consumia era tão grande que me fazia ficar corada de raiva estando prestes a explodir, só de imaginar o risco que agora meu irmão corria... “Euntae!” Um estalo em mim me fazia parar quando estivesse à beira da porta e pronta para abri-la, com a intenção de dar fim aquela algazarra, mas entrava em sã consciência de que aquilo seria arriscado, e que não podia criar o caso de trazer perigo ao meu irmão, mesmo que ainda não soubesse quem seria a tal procurada.

Ouvindo com mais atenção, percebia agora de que não seria apenas um, mas sim vários, porém era difícil saber uma quantidade exata, e a única certeza era a de que eles estavam próximos, e alguma coisa precisava ser feita. – Lee! – Sussurraria para meu irmão. – Pegue suas coisas e se arrume... depressa! – Abriria a porta, e mesmo que soubesse que ele poderia querer me impedir, apenas acalmaria ele. – Não se preocupe, eu não farei nenhuma besteira, apenas confie em mim... – Seguiria para fora do quarto com passos leves, porém um pouco apressados de forma que não chamasse a atenção.

Do lado de fora, me aproximaria da escada e reforçaria meus ouvidos tentando ter maior atenção, e até mesmo buscando alguma visão que me fizesse identificar a quantidade exata de pessoas, ou algo aproximado, porém não desceria as escadas em sua totalidade, e se conseguisse a informação que buscava antes de pisar as escadarias, rumaria de volta para o quarto. Acenaria para o meu irmão indicando a possível quantidade de pessoas que estariam fazendo toda aquela varredura no hotel, e me dirigiria para a sacada. “Porque eu fui inventar de trazer a gente pra cá?” Me culpava pela burrice de colocar a vida deles em risco... “Mudinho esquisito!” Como pude me esquecer? O amigo do Arthur estava provavelmente no quarto ao lado, e ele corria o mesmo risco. Chegando na sacada, observaria melhor a estrutura do hotel mais uma vez, indicando possíveis rotas que me ajudasse a escalar ou descer pelo lado de fora. Se encontrasse meios para seguir sem ser percebida incialmente, voltaria para dentro do quarto buscando algo que pudesse me ajudar como arma, apenas para um caso extremo, pois não tinha intenção de lutar naquele momento, pelo menos não com meu irmão por perto. – Lee, você consegue descer por ali? – Indicaria o local que talvez encontrasse anteriormente. – Ou você tem alguma ideia melhor? Porque a gente precisa sair daqui agora! –

Sabia de minhas capacidades atléticas e acrobáticas que havia adquirido nos anos em que passara com a organização. Na verdade, muito aprendi que hoje me faz ser útil, mas não tinha ideia do que exatamente meu irmão fizera nesses anos todos, e nem se ele conseguiria sair dali da forma que eu imaginava. – De alguma forma, precisamos buscar o mudo também... mas primeiro, eu preciso saber se você consegue. -



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 06
05:33 / Sirarossa



Maka, após a conversa com seu irmão que abrira seus olhos em alguns aspectos, subia para o seu quarto para um merecido descanso. Ela se sentia culpada pela maneira como tratara seu próprio sangue, logo, após uma noite de sono agitada e com pesadelos, a mulher se levantava para mais um dia como qualquer outro e se despedia carinhosamente de Euntae. O rapaz, em um ímpeto de proteção, a segurava e alertava Maka sobre os perigos que rondavam o hotel apenas com alguns gestos. Daquele ponto em diante, ela sabia o que estava acontecendo, e não media esforços para tentar proteger sua família e colega.

Nervosa com a situação, a leoa estava preparada para acabar com tudo aquilo usando sua própria força. Ela queria proteger seu irmão, e estava pronta para isso, desfazendo a algazarra criada no hotel. Antes que pudesse sair pela porta, porém, ela parava e analisava toda a situação. Isso seria arriscado, não só para ela mas também para seus companheiros. Esse não era um risco que ela poderia tomar, portanto, passava a coletar algumas informações, descobrindo serem diversas pessoas no hotel.

Não satisfeita apenas com essa informação, pedia para que seu irmão arrumasse suas coisas para saírem. Imediatamente ele se levantava da cama e abria o criado mudo, enquanto Maka saía pela porta para investigar todo o ocorrido. Ela ia até a escada e tentava enxergar o andar de baixo do local, focando também seus ouvidos para captar o que precisava. De relance, conseguia ver três cabeças passando pelo térreo, todos bem vestidos e utilizando um cabelo ralo. Seus corpos pareciam atléticos e treinados, marcando a roupa com os músculos tonificados. Mais ao fundo do corredor do andar de baixo, ouvia passos e a mesma voz de anteriormente, indicando quatro pessoas na totalidade. A pessoa, que parecia ser o líder, exclamava algo.

— Procurem pelo andar de cima! — ele falava e era obedecido quase imediatamente. Nesse momento, Maka voltava para o quarto e sinalizava para seu irmão, que estava pronto para fugir, a quantidade de pessoas no local. Ela se dirigia imediatamente para a sacada, onde procurava saber mais da estrutura daquele lugar. Ela via, ao lado da sacada do vizinho que estava a uns dois metros de distância de sua própria, um cano que descia da calha até o chão sujo de um terreno baldio. Esse condutor de água estava grudado à parede com alguns ferrolhos que poderiam ser usados de escada se pisados corretamente.

Com a rota de fuga traçada, e Euntae ao seu lado vendo a mesma possibilidade, ela perguntava para ele se havia uma resposta melhor para aquela situação. Seu rosto se movimentava configurando uma resposta negativa, logo abrindo sua boca em um sussurro. — Vamos por ali mesmo. — ele dizia, confiante de suas habilidades. Maka não podia se negar a questionar as habilidades do irmão, afinal, estavam separados há um tempo. Fazendo essa indagação para ele, era prontamente respondida. — Maka, não se preocupe comigo. — falava calmamente, estampando um breve sorriso em seu rosto. — Se precisar, eu te ajudo a salvar o mudo, mas não coloque suas preocupações em mim. — assegurava, mais uma vez, suas habilidades. Nesse momento, ela estaria pronta para a fuga, determinada a escapar daquele lugar com seu grupo.


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Esse era um momento que me deixava cheia de tensão, pois meu sentimento de ódio me consumia com uma vontade feroz de descer aqueles escadas e matar um por um com minhas próprias mãos, contudo, minha consciência me impedia de seguir com esses atos, principalmente pelo meu irmão estar comigo, e  a ultima coisa que queria era colocar a vida dele em risco por conta de minhas ações, por isso, se fosse para mata-los, que eu fizesse então da melhor maneira, com o menor tipo de risco possível.

Euntae atendia meu pedido e se arrumava sem perder tempo, enquanto eu mesma tratava de conseguir o máximo de informações do lado de fora do quarto. Já a beira das escadas, pude perceber que no térreo do hotel havia três pessoas, que estavam bem-vestidas, de cabelo raso, e em suas roupas era possível ver a força que provavelmente teriam devido aos seus físicos. No andar abaixo de mim, uma voz que sempre exclamava ao invadir os quartos, indicava que além dele, haveria outros três com ele, totalizando sete inimigos a nossa procura... ou melhor, a minha procura.

Sem demorar para voltar ao quarto por conta da ordem do aparente líder do grupo, segui para a sacada, buscando uma rota de fuga, e ao ver o cano de água preso a parede por ferrolhos que serviriam de escada, sugeri para Euntae que aquela poderia ser a nossa melhor chance, a menos que ele tivesse uma ideia melhor. – Se você diz isso, então eu acredito em você, Lee. – Sorria para ele. – Precisamos atrasá-los antes de descermos. – Me viraria para o quarto olhando para alguns móveis. – Irei trancar a porta do quarto, e colocar alguns móveis na frente da porta... – Olhava para Euntae novamente. - ...enquanto você desce, e eu irei logo atrás de você. – Acenaria positivamente buscando passar confiança para Euntae de que daria certo. – Quero apenas te dizer que eu não posso fugir deles... – Me dirigiria até a porta para trancá-la. – Terei que pegá-los aqui... e agora! – Pegaria a chave para então trancar o quarto, e em seguida olharia para o Euntae. – Vá de uma vez! –

De forma rápida, mas com cuidado tentando não chamar a atenção, pegaria alguns móveis que parecessem úteis e os colocaria de frente com a porta a fim de atrapalhar a investida deles. Assim que colocasse alguns móveis, empurraria as duas camas para que reforçasse essa simples barreira, mas eficiente – mesmo que por alguns minutos. Sabendo que ao arrastar as camas estaria chamando a atenção dos homens, seguiria para a sacada com a convicção de que Euntae conseguira descer, tomaria agora o mesmo caminho, segurando o encanamento com firmeza, e pisando nos ferrolhos com cuidado, um por um, sempre analisando as condições de cada ferrolho com o tato dos pés a fim de encontrar a sua região mais firme e consistente para então pisar e seguir para o próximo até chegar ao chão.

Aquela rota levava até um terreno baldio que seria um bom momento para fugir e deixar tudo para trás, mas ainda havia o esquisitão que tinha ficado para trás, e tinha ciência também de que eles continuariam atrás de mim, e Euntae estava comigo. “Preciso dar um fim neles aqui!” Não queria um comboio no meu cangote estando meu irmão ao meu lado. “Sete! Estando três deles no térreo, e quatro no segundo andar a essa hora...”  Pensava tentando encontrar uma maneira de superar essa desvantagem numérica, já que não conhecia a real força deles.

Chegando ao terreno baldio, olharia em volta procurando fazer um reconhecimento no local para ter a certeza de onde eu estava, buscando qualquer espaço que fosse útil para me esconder e observar o que estaria acontecendo no hotel, pois isso me ajudaria a pensar na melhor solução para lidar com todos eles sem que meu irmão corra riscos. Assim que encontrasse um local favorável para nós dois, seguiria até lá chamando Euntae para que me seguisse. – Lee! – Talvez não fosse o melhor momento para desabafar, mas precisava deixá-lo ciente de algo. – Você me contou um pouco sobre esse tempo longe, e eu preciso te contar uma coisa... – Manteria um breve silencio enquanto observaria o hotel de onde estávamos escondidos. – Eu passei esses anos todos presa em uma organização do submundo... Mas eu fugi, e agora... eles estão atrás de mim... – Engoliria em seco aquelas palavras. – Me perdoe por te dizer isso justo agora, e nessa situação... -  



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 07
05:41 / Sirarossa



Maka, naquela situação complicada, não podia deixar de sentir ódio da organização maldita que a seguia sem parar. Ela temia, acima de tudo, o perigo que seu irmão, Euntae, poderia passar por causa de sua inconsequência e atos impensados. Ela estava determinada a dar um basta nisso, mas aquela não parecia ser a hora. Investigando os homens que invadiram o hotel, ela contava 7 pessoas naquele lugar. A diferença de números era muito maior do que ela podia lidar no momento, portanto, decidia "fugir" pelo local que vira anteriormente.

Determinada a seguir esse rumo de ações, ela voltava para o quarto onde começava seu plano, falando com Euntae antes de tudo. Através de suas palavras, tentava assegurar a segurança e objetivo que queimava em seu coração. Ela mais do que desejava, necessitava acabar com aquilo tudo. Lee passava um tempo pensando, mastigando aquela ideia enquanto Maka pegava a chave do quarto e o trancava. Assim que finalmente terminava de matutar as possibilidades e eventos, respondia.

Sigh... — suspirava, abaixando sua cabeça em derrota. — Maka, fique segura. Eu acabei de te encontrar e não suportaria te perder novamente. — dizia expondo seus sentimentos mais íntimos. Ele então dava um sorriso meigo e partia para a sacada, pulando para a do quarto vizinho e descendo pelo cano até o terreno baldio. A mulher, sem perder tempo algum, pegava alguns móveis e os colocavam na frente da porta. Primeiro o criado-mudo, depois a mesa e por fim ambas as camas. O barulho do movimento dos móveis, como Maka antecipava, alertava os perseguidores, que em um ímpeto, subiam as escadas. Os barulhos de seus pesados sapatos batendo contra a madeira velha do chão e dos degraus formava um uníssono quase harmônico, antes de começarem a forçar a fechadura do quarto.

Sem demorar sequer um segundo, em grande urgência, ela ia até sacada e repetia os movimentos de seu irmão, descendo aquele cano de maneira apressada, mas, ao mesmo tempo, cuidadosa. Seus pés eram delicados enquanto pisava naqueles ferrolhos enferrujados. Ela tateava com a sola de seu membro antes de depositar seu peso naquela "escada" improvisada, repetindo o processo antes de chegar ao chão do terreno baldio. Quase imediatamente, os sons dos perseguidores eram ouvidos no que antes fora seu quarto. Ela sabia que ainda deveria salvar o mudo e não gostaria de um exército atrás dela e de seu irmão mais para frente da jornada, portanto, usaria o tempo extra para bolar algo e acabar com todos naquele lugar.

Antes de mais nada, dava uma bela olhada no terreno onde pousara. A grama e mato molhados predominava no local que estava mal-cuidado, e no centro, uma pequena casa de concreto encardido se via abandonada. Suas portas e janelas de madeira estavam corroídas e os parafusos soltos, deixando tudo instável. O espaço na totalidade possuía em torno de dez metros de largura por dez de comprimento, fazendo divisa com o hotel usando um muro igualmente acabado, colado com a parede do Gran Giorno. O céu, naquele ponto, começava a se iluminar mais mostrando o alvorecer do dia.

Partindo então para aquela casa, ela era acompanhada por Lee que ia atrás dela após perceber a movimentação da irmã. O interior da casa era tão apodrecido quanto o exterior. Possuía cheiro de mofo e goteiras por todo o local, formando poças recorrentes de água, que mostravam o tempo passado quando se via pequenas formações de musgo nessas formações aquáticas. O chão era de concreto, igualmente encardido, e parecia estar totalmente não mobiliada. Teias de aranha inundavam o local, e a escuridão predominava naquela manhã que ainda não recebera o toque do Sol.

Naquele lugar e situação, antes que Lee abrisse a boca para planejar com sua irmã, ela falava sobre seu passado que levara até essa situação desvantajosa. No momento em que ela falava, Euntae levantava suas sobrancelhas em surpresa, com sua imaginação correndo a mil antes de se recompor e responder à Maka. — Isso não importa agora. — falava realmente não se importando com isso. — O seu passado pertence somente a você, mas as consequências dele... — antes de terminar aquela frase, olhava para sua irmã com um pequeno sorriso se formando. — Eu vou te ajudar a consertar tudo isso. — assegurava ela com suas palavras, antes de retornar seus olhos para sacada do quarto do hotel infestada com alguns homens de terno. — Eu não acho que consigamos lutar agora. São sete deles e estamos em dois. — alertava, dizendo o óbvio. — Eu acho que devemos fugir por agora. Mesmo que nós fazemos eles se separarem, o hotel é pequeno e levará segundos para estarem todos juntos novamente. — pontuava, esperando por uma resposta da sua irmã, deixando a responsabilidade totalmente em suas mãos. — O que pretende fazer, Maka? — indagava, enfim, a pergunta que não queria calar.


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Confiante ao fitar Euntae, apenas relaxá-lo-ia com a situação. – Não se preocupe irmãozinho, estarei lá embaixo antes que você perceba. – Ao encerrar minhas palavras, piscava para Euntae de forma despreocupada, para que tranquilizasse ele da situação, mesmo com os riscos.

Sem demora, preparei todo o espaço para atrasar os homens que logo chegariam ao andar que estávamos. E como esperado da minha parte, ao empurrar as camas até os móveis que estavam na porta, notei que os homens se aceleravam em suas pisadas ao ouvirem o ranger da cama ao ser arrastada. Eles agora estavam ali, do outro lado da porta, forçando a fechadura tentando a entrada no quarto, e sem pestanejar, segui para a sacada com o intuito de seguir a rota que havíamos traçado antes. Sem dificuldades, caminhei pelo encanamento com todo o cuidado possível, mas de forma que o tempo me fosse útil, e conseguisse então chegar ao terreno baldio que tinha ao lado do hotel.

Toda a vegetação do local era má cuidada e molhada, e ao centro daquele terreno, uma casa velha e abandonada em condições ainda mais precárias que o próprio hotel que hospedávamos. Ao adentrarmos a casa, percebíamos o quanto interiormente ela era ainda mais decaída, passando a sensação de que tudo desmoronaria a qualquer momento, se mostrando totalmente inóspita. – Que escuro! – Tentava me acostumar com a escuridão daquela casa, mesmo que o dia estivesse por se amanhecer. – E que lugar fedido! Aaarrgh. – Tampava minhas narinas afastando um pouco do mau cheiro daquele lugar.

“acomodados” no local, pus-me a contar o motivo de toda aquela perseguição, mas sem entrar em detalhes maiores. Vendo a expressão de Euntae ao contar aquelas coisas, já compreendia o que ele queria dizer. – Eu sei, eu sei. Talvez eu tenha exagerado dessa vez só um... pouquinho!? – Ria de forma leve por dentro, mesmo que aquilo fosse sério, pois essa expressão de Euntae me fazia lembrar dos tempos de orfanato, o que me trazia algumas belas memórias de infância, quando minhas confusões não causavam um grau de risco tão grande assim.

- Obrigado, Lee! – Estava mais aliviada por ver que meu irmão não se importava com o perigo daquela situação. – Eu entendo que estamos em desvantagem..., mas de qualquer forma, precisamos buscar o mudo. – Cruzava os braços de forma pensativa, observando que alguns homens estavam pela sacada do quarto que a poucos minutos era nosso. – Eles já estão separados, estando quatro no segundo andar, justamente no quarto em que estávamos... – Colocaria a mão direita no queixo ainda pensando sobre o assunto. - ...e três no térreo do hotel. – Finalizava a informação mais clara para Euntae. – Estamos em desvantagem numérica, mas temos o elemento surpresa. – Olharia para o meu irmão.

- Conhecendo eles, não são tão inteligentes. Apenas pura força bruta. – Olharia nos olhos de Euntae a fim de passar confiança para ele. – Podemos utilizar algo que seja útil para matar, e buscarmos fraquezas com o intuito de sermos extremamente efetivos nessa investida. – Continuaria a dizer. – Nesses anos eu adquiri conhecimento sobre a anatomia humana. Posso indicar os melhores pontos pra que peguemos os três homens que estão no térreo. – Ficaria ainda mais séria. – Mas precisamos ser efetivos! Um golpe certeiro no local que eu indicar e estaremos um passo a frente deles. – Olharia para a sacada do hotel. – Acha que consegue? – Aguardaria uma resposta de Euntae, esperando que fosse positiva.

Olharia ao redor da casa ou até mesmo do terreno procurando coisas que pudessem ser úteis ao nível de uma arma simples, ou que ao menos tenha a capacidade suficiente para danificar com brutalidade um corpo humano. Se encontrasse, pegara-o para carregar comigo, depois olharia do lado de fora da casa procurando um caminho que fosse o menos perigoso possível para me aproximar de uma janela ou porta que me facilitasse a vista para o lado de dentro do hotel, especificamente no térreo. Tomaria cuidado com os homens que estivessem no segundo andar, para que não me vissem durante a rota.

Chegando no local de meu objetivo, analisaria silenciosamente e cuidadosamente cada espaço de dentro do hotel, observando onde exatamente cada um dos três homens estariam pelo local. Veria se haveria outras pessoas ali além deles, tentando identificar quem seriam e se estavam do lado deles, se eram reféns, ou apenas neutros ao ocorrido. Observaria se os homens estavam armados e qual tipo de arma eles carregavam, assim saberia como lidar com eles. Investigaria também todo os seus corpos, procurando o melhor ponto de fraqueza deles que pudesse levá-los a uma morte rápida, pois tinha ciência do alarde que aquilo seria para os outros quatro que estavam a alguns andares acima de nós. Tentaria tomar nota de algum caminho para entrar no hotel sem chamar a atenção, e uma rota ali dentro que nos levasse a pegá-los de surpresa.

Por mais que aquela ideia fosse arriscada e perigosa, Euntae me conhecia e tinha total noção de que eu não deixaria aquilo passar impune. Talvez ele até estaria surpreso de ver que até agora ainda não perdera o meu controle, e que antigamente a essa hora, já estaria no pescoço de um desses desgraçados arrancando um pedaço deles com a minha própria boca.



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 08
06:01 / Sirarossa



Maka e Euntae conseguiam sair daquele hotel que estava prestes a virar um lugar hostil. A saída fora tranquila para o irmão, mas para ela havia sido tensa. Antes mesmo que pudesse descer pelo cano indicado por ela mesma, os brutamontes já estavam forçando a porta de seus aposentos, na esperança de encontrar a fugitiva. Apesar disso, a velocidade dos valentões não era o suficiente para capturar a Leoa, que se escondia em uma casa abandonada ao lado do Gran Giorno. O cheiro lá dentro era desprezível, como esperado de sua aparência, mas isso não era empecilho para o planejamento dos dois, que conversavam um pouco sobre a situação e o causador dela, tal como possíveis planos para recuperar o mudo e acabar com os sete de uma vez por todas.

Enquanto Maka pensava e observava a sacada do hotel e os caçadores, falava em voz alta as informações que ia adquirindo para seu irmão. No fim, falava sobre um possível elemento surpresa, que ao rapidamente entender a situação, Euntae se atordoava, recuperando-se não muito depois, determinado a seguir sua irmã na empreitada. O plano dela era sólido, porém, se apoiava na falta de inteligência e preparo de sete indivíduos, dificultando ainda mais a situação deles na missão de resgate. De qualquer forma, o homem respondia, vazio de hesitação e cheio de coragem.

— Certo, vamos! — ele falava, concordando com a cabeça enquanto sua irmã se colocava a observar a sacada que lentamente ia se esvaziando conforme a missão dos homens de preto progredia em fracasso. — Eu vou acertar na cabeça com toda força, é onde eu sei que funciona. — acrescentava, não sabendo se era uma pitada de humor ou uma frase para mascarar uma possível insegurança quanto a isso tudo. O número sete aparecia constantemente em sua cabeça, o provocando a nem ao menos tentar realizar aquele plano.

Satisfeita com a resposta positiva do consanguíneo, Maka se punha a procurar por objetos que podiam ser utilizados como arma, especialmente aquelas que pudessem danificar brutalmente o corpo daqueles montes de músculo. Seus olhos varriam o interior escuro, até encontrar uma espécie de caixa de eletricidade no canto da sala, atrás de onde deveria ser uma porta. Saindo dessa caixa de metal, haviam canos robustos e vazios, onde outrora passaram fios. Retirava, então, esse objeto em decadência da parede; Euntae fazia o mesmo com a outra extremidade da caixa, logo, a dupla ficava armada e pronta para a invasão.

Sem perder tempo e planejando minuciosamente o que fariam, Maka olhava pela janela para o lado de fora da casa, procurando por uma rota que a levasse para uma posição onde poderia analisar com exatidão o que ocorria no térreo daquele lugar. A saída da casa ficava de frente para a sacada, portanto, usava uma porta aos fundos para se retirar do lugar sem chamar atenção. Daquele lugar, nada faria diferença por ser totalmente aberto, portanto, a dupla seguia para o muro grudado no Gran Giorno, fazendo o mínimo de barulho possível naquela terra fofa. Grudavam seus corpos na parede para impedir a visão da sacada, enquanto Maka analisava por um pedaço caído de concreto o que ocorria no andar.

Seus olhos então começavam a captar cada centímetro quadrado daquele recinto familiar. Podia observar a vista lateral da recepção e do pequeno bar do local, possuindo como ponto cego o lado direito da escada que dava acesso ao segundo andar. Ainda dentro daquela cozinha improvisada, estava o senhor que os atenderam de noite, sentado em uma cadeira de madeira com suas duas mãos atrás da cabeça. Seu corpo estava tenso e suando como um porco, não podendo esconder, inclusive, a tremedeira que o atacava.

Na porta da frente, estava parado um dos homens. Seus olhos por trás de um óculos escuro ficavam fixos na entrada do local, confiando totalmente em seus dois outros colegas. Um deles rondava pelas inúmeras mesas, enquanto o outro não se podia ver, ou estava atrás do ponto cego. O trio poderia ser facilmente abatido por trás, já que confiavam suas retaguardas ao outro, porém, poucos eram os espaços de tempo disponíveis para uma ação rápida e precisa. Seus corpos musculosos e tonificados eram bem semelhantes estruturalmente, mas Maka podia observar que seus uniformes deixavam o pescoço extremamente exposto, sendo possivelmente um de seus alvos para acabar com a desvantagem numérica.

O lugar inteiro estava fechado, principalmente a porta dianteira que era guardada. Os acessos eram limitados às janelas que iluminavam as mesas do local, que de tempos em tempos ficavam disponíveis para serem arrombadas devido ao movimento do guarda, que assim como seus colegas, usava apenas as próprias mãos para combater um inimigo. De dentro do seu bolso interno, quando o casaco balançava, podia-se ver uma soqueira dourada, possivelmente usada nos combates.

— E aí, qual o próximo passo? — falava Euntae com certo nervosismo, enquanto colava seu corpo na parede para não ser percebido. Suas mãos no bastão eram firmes e prontas para agir, apesar da situação que sua mente passava.


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A sacada lentamente ia se esvaziando, um sinal de que provavelmente não nos perceberam vindo até essa casa abandonada, ou pelo menos, não desconfiavam de que essa fora nossa fuga. Euntae parecia determinado em seguir com meu plano e todos os detalhes que havia proposto, tentando passar certa confiança, coisa que nunca tinha visto nele antigamente. Não que ele fosse um “bundão”, mas pelo menos, nunca o vi nessa pré-disposição para fazer algo desse tipo.

- Lee, aqui! - Apontava para o local onde encontrava o que parecia ser uma velha caixa de eletricidade, onde canos saiam por ele, e que em seu formato e material, pareciam suficientes para causar um belo estrago, desde que fosse usado corretamente. – Isso vai servir por hora. – Dizia enquanto retirava um deles. Procurando um caminho que pudéssemos seguir sem sermos percebidos pelos homens que restavam na sacada, chegava à conclusão de que o melhor caminho seria tomar rumo pela porta dos fundos, onde a vista não daria para a sacada.

Com passos leves e calmos, seguíamos colados a parede do terreno que se conectava ao hotel, e avistando um pedaço de concreto caído, caminhava até lá evitando não ser vista pelos homens da sacada, procurando encontrar uma vista para o térreo do Gran Giorgio. Aos poucos me recobrava da noite anterior, onde havíamos ficado naquele mesmo espaço de hotel e, analisava então cada canto e coisa que fosse útil, a fim de encontrar meios de entrar ali e pegar cada um deles. Contudo, tinha um ponto cego em minha visão que atrapalhava de ver o terceiro homem que eu sabia que estava ali, mas não tinha informação do seu posicionamento pela falta de visibilidade.

Além dele, ainda tinha o dono do hotel que parecia estar com medo devido a toda aquela situação, estando em uma cadeira com as mãos apoiada em sua cabeça e suando frio. “Tsc... como esperado, eles estão guardando a saída! Puffhaha” A ansiedade em pensar como prosseguiria me deixava um pouco empolgada, pois era algo que mexia com meus nervos, e se tinha uma coisa que eu nunca abri mão em tantos anos era de uma boa briga, mas mais do que isso, eu odiava perder, então não podia deixar uma falha se quer passar ali. – Um deles está guardando a porta de entrada pro hotel, e o outro está rondando as mesas... – Pausava por um momento. – Mas o terceiro eu não consigo ver! – Isso me frustrava um pouco, pois criava muitas chances de furo no meu plano, e o risco seria um perigo. – Vamos ter que improvisar. – Notava que apesar da aparente confiança de Euntae, um certo medo de prosseguir talvez rondasse em sua cabeça. – Lee! – Colocaria minha mão esquerda em seu ombro. – Não se preocupe, porque a partir de agora as coisas ficarão bem interessantes! – Era possível ver a anomalia de meus caninos brotarem do meu sorriso com toda a adrenalina que sentia com o fato da ação estar prestes a começar.

- Irei te pedir algo que preciso que você confie em mim. – Respondia sua pergunta enquanto voltava a olhar dentro do hotel. – Preciso que você chame a atenção do cara que está na porta... – Era um pedido arriscado, mas talvez funcionasse pelo fato de não o conhecerem, além do alvo ser eu, o que não traria tanto perigo para Euntae. – A única chance de eu entrar ali é pela janela, mas o espaço de tempo é muito curto pra que não me vejam, então preciso dessa distração. – Eles pareciam confiar em suas retaguardas, então tinha que aproveitar esse espaço em que os dois estejam de costas um pro outro, e me manter entre eles. “Mas e quanto ao terceiro?” – Talvez da janela eu consiga ver onde exatamente esteja o terceiro engravatado. – Não tinha como esperar por mais tempo, porque logo haveria gente nas ruas, e chamar a atenção de alheios talvez seria um problema.

- Façamos assim! – Prosseguia com as palavras. – Nós entramos pela janela no exato momento em que tivermos a liberdade de não ser pegos, e então, eu pego aquele que estiver rondando as mesas, você acaba com o que estiver na porta, então não se preocupe. – Piscava para Euntae e começaria a caminhar com cuidado até a janela que me desse a chance de entrar, mas procurando não ser vista por quem ainda estivesse na sacada.

Assim que chegasse lá, tentaria observar ainda pela janela se conseguisse ver onde o terceiro homem estaria. Pensando na possibilidade de ele estar a frente da escada provavelmente guardando quem quer que descesse de lá, analisaria se ele se manteria fixo no local ou andaria por ali, tomando cuidado sempre com a ronda do segundo que andava pelas mesas para que não nos avistasse pela janela. Guardado todos os momentos que se mostravam livres para entrar, escolheria em minha cabeça aquele que nos daria mais tempo e, antes que começasse o plano de uma vez, faria um comentário importante para o Euntae. – Antes que eu me esqueça Lee, acerte o gogó dele com toda força que tiver, assim eles ficarão sem ar e com bastante irritação. – Com os olhos brilhando, encerraria. – O resto você sabe... é só fazer o que eu sempre fiz de melhor. – Seguraria o riso para não chamar a atenção. Esperaria o momento certo e daria um sinal para o Euntae, e então invadiria o local o mais rápido possível, mas de forma que não desse alarde, e depois transitaria por entre as mesas sem perder tempo, aproveitando o momento em que eles estivessem de costas um para os outros.

E no momento exato para o ataque, tocaria com uma das mãos nas costas do homem para que ele se virasse para mim, seguraria o cano com as duas mãos e estando de frente, aplicaria uma pancada forte diretamente no gogó que estava exposto, com a intenção de deixar a irritação corroer sua garganta. Em seguida, sem deixar espaços para ele se recuperar, bateria três vezes com o cano em sua cabeça, sendo dois golpes laterais, um da direita e o outro da esquerda, e por fim, bateria de cima para baixo na vertical buscando atingir a parte mais frágil de sua cabeça, onde fosse possível amassar, mesmo que ainda não tivesse toda a força para isso, mas a intenção era de deixá-lo inconsciente.

Com toda a zona armada, e as nossas ofensivas feitas, o terceiro seria a sobra – daquela parte é claro, - e usando de minha prontidão, correria em direção a ele, com base nas informações que tentei adquirir antes de invadirmos, partiria para um contra um, pois não sabia da situação de meu irmão, e nem queria complicá-la mais. Pensando nisso, ao me aproximar, ele provavelmente estaria na defensiva, e seu corpo forte seria uma enorme parede, por isso precisaria de usar das minhas capacidades acrobáticas e de meu conhecimento sobre anatomia, assim, estando próxima dele, agacharia ao chão colocando minha mão esquerda como apoio, e desferiria um chute de direita em sua junta da perna esquerda – o joelho, - para tirar a sua base, e ao menos causar um pouco de dor. Conseguindo desestabilizá-lo por um momento, me ergueria com o cano em mãos, desferindo um golpe de baixo pra cima buscando seu queixo, e se acertasse, aplicaria uma sequência de pancadas laterais em seu rosto até deixá-lo atordoado e incapaz de prosseguir.

Mas, sabendo que no combate de um contra um seria mais parelho, pois ele me teria em sua vista, ao me aproximar, se visse que ele tentaria um chute rasteiro, saltaria por cima dele impulsionando meus pés, aplicando uma pirueta para cair atrás dele, e em seguida aplicar golpes laterais com o cano em sua cabeça. Se os golpes viessem de cima, usaria da prontidão para agachar e escapar de seu ataque, para em seguida usar de uma estocada em sua parte íntima, criando uma abertura para o acertar com pancadas na cabeça que faria da mesma forma.

A felicidade estava estampada no meu rosto, meus olhos tremiam de excitação com o momento, e se visse sangue saltar pela minha frente, eu não conseguiria parar com aquilo enquanto não pudesse ver mais e mais, porque um lado que não tinha tanto apreço estava voltando depois de um bom tempo... o meu sadismo.



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 09
06:30 / Sirarossa



Maka e Euntae conseguiam, enfim, sair daquele quarto que estavam, descendo logo em seguida pelos canos levando a um terreno baldio. Lá, havia uma casa abandonada em todos os aspectos da palavra, onde puderam planejar a retaliação e adquirir armamentos improvisados. Passando despercebidos pelo mato alto, os irmãos eram capazes de chegar ao muro que fazia divisa com o Gran Giorno, marcando o plano de ação para facilmente derrotar os três soldados presentes no térreo, para então cuidar dos quatro últimos.

Em meio a todo aquele pensamento para alguém que logo iria agir com os instintos primitivos, a leoa notava seu irmão com medo de agir, mas não baqueando na missão. Suas mãos encontravam os ombros dele, frio e suada; causas da ansiedade e terror que sua mente vivia diante a situação. Imediatamente com suas palavras de alívio, ele respirava fundo e focava no que deveria fazer, acenando positivamente para sua salvadora. A tremedeira parava por um momento, e ele continuava com os planejamentos, ouvindo sua irmã sem perder uma palavra sequer.

Diante de todas as palavras que ela dizia, uma frase em específico lhe chamava a atenção mais do que o usual. Sua tarefa, naquele momento, lhe fora dada, mas ao invés de tremer em medo, ele apenas acenava quietamente, mas, com uma determinação inabalável pelo apoia de Maka anterior. Ele não abria sua boca por receio de ouvirem, portanto, passava a resposta positiva em ações que eram rapidamente interpretadas pela mulher, que agora passava a revisar tudo o que fariam, determinando a própria parte.

Finalizando então a reunião, ela passava a caminhar até seu destino com uma piscadela, dizendo para seu irmão onde acertar o capanga que ficava na frente da porta. Nesse momento, ambos se separavam para seus caminhos, sem medo do que o destino os poderia trazer. Das janelas do pequeno bar e lanchonete, Maka ficava atenta ao terceiro capanga, podendo ver o meliante ao lado da escada, virado para a porta onde Euntae se dirigia. O criminoso em questão andava de tempos em tempos, cobrindo a parte da frente da escada e o lado do térreo. Partindo daí, ela não demorava para pegar o tempo dos movimentos daqueles homens, para então arrombar a janela e adentrar o local. O senhor que os cobrara anteriormente ainda suava frio naquela situação, porém, seus olhos viam uma pequena faísca de esperança com o desenrolar daquela cena.

Sem delongas, ela partia para o ataque. Andando calmamente em direção ao seu alvo, Maka tocava levemente em suas costas assim que se aproximava suficientemente, levando-o a uma reação rápida.

— Idiota, vá rondar o seu lug... gasp! — ele se virava, achando que seu colega saíra de formação. Para sua surpresa - e infelicidade - quem o abordava era o inimigo, lhe dando um forte golpe no pomo de adão, o derrubando, atônito, enquanto agarrava seu próprio pescoço em agonia e desespero. Sua voz não saía enquanto ele tentava seu máximo gritar por ajuda, sendo rapidamente levado ao sono com três golpeadas fortes no crânio. O barulho da cabeça em contato com o chão fazia um ruído que chamava a atenção do terceiro capanga, prestes a ver Euntae. Ele se virava e dirigia para a fonte do barulho, encontrando a leoa e seu porrete ensanguentado.

No exato momento, retirava a soqueira presente em seu bolso interno, e as posicionava na mão, enquanto ajustava sua postura. Arqueava de leve sua coluna, flexionando bem seus joelhos e posicionando seus punhos de forma a proteger os pontos vitais do corpo. Maka não perdia tempo e ia até ele em velocidade, o chutando na junta da perna esquerda antes mesmo que pudesse reagir. Sua base era desfeita momentaneamente, mas a mulher não deixava apenas por isso. Rapidamente, ela desferia um golpe de cima para baixo visando o queixo do mesmo.

O capanga, agora mais esperto, virava sua cabeça para cima evitando o ataque iminente, jogando seu corpo para trás logo após e realizando uma cambalhota para a mesma direção, se levantando com o impulso dado pelo giro no chão. Sem demoras, ele ia até a oponente e a golpeava na boca do estômago, retirando todo o ar de seus pulmões e a fazendo cuspir a saliva em sua boca. Era impossível não notar um sorriso na boca do atacante após ser sucedido, seguido por um comentário que poderia definir a batalha.

— Com você eu posso lidar sozinho. — dizia, evitando chamar seus amigos por enquanto. Ele rapidamente ajeitava sua postura e posição de combate, enquanto Maka sentia algo que não a tomava há muito tempo, a fazendo rir em excitação e mostrar seus caninos diferenciados. Seu sadismo retornara após um longo período de férias, e agora seria mais bem-vindo do que nunca.


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”Talvez seja pressão demais para el...” Me impressionava ao ver que meu irmão apesar do aparente medo, não dava um passo atrás em desistência. Naquele momento ele ficava mais calmo após as minhas palavras, mesmo que eu estivesse prestes a pedir para que ele voltasse para a casa abandonada e ficasse por lá.

A ansiedade por uma batalha me tirava um pouco a noção do perigo as vezes, colocando em risco quem eu não deveria, e naquele exato momento, não pensava em nada mais a não ser entrar naquele lugar e surrar um por um. Mas antes, todo o planejamento estava feito, e por sorte, Euntae compreendia minhas ideias e acenava positivamente, e assim estávamos finalmente preparados para a invasão.

Como uma última observação antes de invadir o local para analisar onde exatamente estaria o terceiro inimigo, e ainda passar uma última instrução para Euntae, nos preparávamos para o nosso ataque, e após avaliar todas as chances daquela investida funcionar, tomei a frente das ações adentrando o local me usufruindo dos detalhes para não ser percebida inicialmente. E como planejado anteriormente, o primeiro ia ao chão, reduzindo a leva de inimigos, onde de surpresa eu o levava ao chão deixando-o incapacitado de continuar. E como esperado, o terceiro se direcionava a mim, que sem perder tempo, avançava contra ele tirando sua postura de combate. Contudo, ele conseguira escapar de meu segundo golpe de forma acrobática, conseguindo um impulso que me fizera sofrer com aquele doído soco no estômago.

- Guooh!... – O ar me fora tirado no forte impacto que já não sentia á um bom tempo. – Tsc... Você é durão hein... puffhah... – A dor ainda me incomodava um pouco até que o ar voltava em mim lentamente. Devo admitir que não esperava tomar aquele soco, mas sentir aquela adrenalina me deixava em êxtase, e ao ouvir tais palavras, meu sadismo tomava conta de mim enquanto observava a presa que estava a minha frente. – Sozinho? – Meus olhos tiniam ao baterem com o corpo dele. – Puffhah... – Como uma gargalhada silenciosa, voltava a falar. – Eu vou... Eu vou... Eu vou te arrancar cada pedaço... – Minha mão direita segurava o cano extrema força, meus dentes rangiam entre o sorriso enquanto meu corpo se inclinava lentamente. – Pare-me se puder!... PUFFHAHAHA –

Avançaria buscando a carga máxima de minha velocidade, e com o cano em mãos, desferiria golpes horizontais pesados tentando ter o máximo de força alternando as laterais, primeiro do lado direito, depois do lado esquerdo, e a cada execução dos dois lados, atacaria de forma diagonal pela direita, e assim sucessivamente alterando os lados sem criar um padrão fixo. Minha intenção era abrir a sua guarda, lhe pressionando com o intuito de conseguir uma abertura na sua parte superior, e se conseguisse um espaço suficiente para acertá-lo, fosse na região do tronco, ou na região do rosto, aplicaria um chute com a sola do pé direito para enfraquecê-lo aos poucos. Repetiria essa sequência deixando-o cada vez mais fraco e sugestível a tomar golpes, aproveitando sempre qualquer abertura para atingi-lo.

Usufruiria daquilo que estivesse a minha volta, como as mesas, cadeiras, móveis e até garrafas que ainda estivessem paradas lá, para jogar em direção a ele sem parar, procurando uma brecha para golpeá-lo com força utilizando o cano. Se essas investidas fossem conclusivas, e garrafas estivessem por perto, quebraria alguma delas para deixar uma ponta de vidro que fosse útil para furar e esfaquear o corpo dele, visando qualquer parte de seu rosto.

Evitando uma possível investida dele, me aproveitaria de acrobacias com mortais, piruetas e cambalhotas a fim de dificultar a capacidade de acerto dele, usando das mesas e cadeiras como apoio, contudo, sempre mantendo uma distância de dois metros. Se em uma das esquivas mais acrobáticas visse uma oportunidade para contra-atacar com algum chute no ar, aproveitaria do momento usando o peito de meu pé direito para acertar. Caso o espaço fosse reduzido e eu não conseguisse terreno suficiente para as acrobacias mantendo a distância sobre ele, usaria o cano para evitar possíveis ataques que viessem da cintura para cima, colocando sem ele de forma lateral evitando os socos.

Se os chutes fosse suas tentativas e viessem na região do tronco, bloquearia com o cano, se viessem na região inferior de meu corpo, saltaria e em seguida usaria a sola de meus pés para dar uma voadora em sua barriga a fim de afastá-lo de mim. Caso viessem na altura de meu rosto, sempre abaixaria flexionando meus joelhos.



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As Crônicas dos Scavenger: A Leoa, o Louco, e o Mudo - 10
06:39 / Sirarossa



O plano de Maka para adentrar o hotel era bem-sucedido, e ela já conseguia o primeiro abate enquanto Euntae batalhava pela entrada. Não demorava muito, então, para que ela engajasse na primeira das lutas reais que ocorreriam naquele recinto. O oponente, assim como todos eles, se mostrava forte e inabalável, com um orgulho que perfurava o céu. Essa atitude poderia ser sua queda, mas no embate, ele começava com o pé direito, acertando um golpe na leoa que mostrava seus dentes em sadismo.

Da sua boca saíam ameaças que refletiam em sua personalidade mais instintiva e sanguinária. O homem, confiante de sua vitória após o primeiro acerto, apenas ouvia o que ela tinha a dizer, dando um sorriso de canto de boca um tanto vicioso. Seus olhos estavam atentos na lutadora, e sua mente já maquinava como derrotar a meliante. Porém, para ele, não sobrava tempo algum, já que Maka não o deixava quieto. Com suas mãos firmes naquele cano, ela o utilizava de maneira não tão experiente, mas destrutiva, enquanto o balançava de um lado para o outro aproveitando das diagonais para formas padrões aleatórios.

O homem apenas grunhia enquanto se esforçava ao máximo para se defender dos golpes poderosos. Ele abria a palma da mão e deixava o metal encontrar sua soqueira, que defendia o ataque, mas ainda machucava de certa forma. Durante suas inúmeras investidas, a mulher tentava encontrar aberturas para enfraquecer o inimigo, mas ele era mais rápido nisso ao, no meio de um dos movimentos da lutadora, utilizar de uma rasteira que a levava ao chão sujo e cheio de itens daquele bar em decadência. O capanga não hesitava nem um minuto em levantar sua mão para a inimiga caída, que sem pensar duas vezes pegava uma das garrafas do chão e jogava na cara do rapaz.  

— Argh!!! — resmungava enquanto limpava seu corpo e seu rosto dos pequenos cacos de vidro que se espalhavam pelo local enquanto Maka se levantava. Sua raiva era elevada aos céus, e sem pensar duas vezes, o homem partia para a investida. Seus socos eram poderosos e ágeis, movimentando o ar em volta de seus punhos enquanto passavam raspando pela acrobata, que desviava dos golpes com maestria usando das mesas como apoio. Assim que ela pousava no chão, ele novamente tentava uma rasteira, esperando dar certo como da última vez ao pegá-la desprevenida.

Infelizmente, para ele, esse não era o caso. No mesmo instante, ela saltava e cravava a sola de seus pés no peito do homem, o jogando contra os móveis e cadeiras do bar com a força exercida pela voadora. O impacto o deixava atordoado e ainda mais raivoso. Sangue escorria pela sua testa, e seu uniforme já estava uma bagunça e sujo como nunca. O barulho da sua queda, para piorar a situação, alarmava os capangas do andar de cima, que eram ordenados pelo superior sem muita demora.

— Alguém vai ver o que tá acontecendo lá embaixo! — exclamava ordenando. Era possível ouvir dois passos acelerados pelo corredor superior, rumando até a escada. No mesmo instante, Euntae aparecia na visão da irmã com um rosto alarmado e espantado, receoso do que estava por vir naquela batalha pela vida de um colega e autonomia do grupo.


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“Isso... é tão... bom...” Essa excitação pela batida de carne, e o urrar de dor... Como essa sensação era tão incrível? Mas não podia parar... Precisava de mais, muito mais. Aquela primeira vítima não era o suficiente, e o estourar de miolos precisava acontecer, e como já esperado, um combate um contra um era inevitável, e que de começo se mostrava equilibrado, porém toda aquela provocação me deixava ainda mais sedenta por ele, me fazendo perder a linha atacando-o de forma voraz.

Em uma sequência de golpes e contragolpes, toda a minha capacidade atlética e acrobática me dava a vantagem para jogá-lo longe naquele instante de abertura. – PUFFHAHAHA!!! SEU FILHO DA PUTA! – Por um momento, ignorei a presença de meu irmão, mesmo vendo sua expressão preocupada e desesperadora, apenas pensava em causar dor naquele homem, porém, pude ouvir os passos acelerados que vinham dos andares acima de nós. “Vamos... vamos... ACABA COM ELE DE UMA VEZ!” Com meus olhos um pouco vermelhos de raiva, pegaria a mesa ou a cadeira mais próxima para jogar na direção do homem, para ganhar poucos segundos de vantagem sobre, pois assim que jogasse o móvel, usufruiria do máximo de minha velocidade para me aproximar dele e, caso ele quebrasse o móvel se defendendo, bateria com o cano fortemente em seus dois joelhos, tentando coloca-lo ajoelhado na minha frente, e depois bateria de cima para baixo na direção de seu crânio a fim de amassá-lo, e bateria então mais três vezes sem parar até que visse algum sangue jorrar.

Caso ele não se defenda, e o móvel apenas quebrasse ao bater em seu corpo, usaria a ponta do cano em seus olhos com duas estocadas, e o deixaria ali agonizando, para depois finalizar com uma batida forte na vertical em seu crânio. – Arf... Arf... – Estaria um pouco fadigada, mas totalmente satisfeita com a primeira vítima. Sabendo da sua chance de se defender, me afastaria dele se percebesse que ele me atacaria de cima para baixo, saltando para trás, mas se o ataque viesse do chão, saltaria por cima dele com um mortal, e em seguida aplicaria os mesmos ataques anteriormente pensando nas duas possibilidades de um ataque dele.

Encerrando aquele pequeno combate de forma positiva, havia de lidar agora com aquele que vinha de forma apressada até o térreo do bar, e se percebesse que ainda houvesse tempo para perguntar algo ao dono do hotel, falaria. – Seu gorducho de merda, tem alguma arma? – Se fosse positivo. – Me dê essa merda carregada... ANDA DE UMA VEZ! – Pegaria a arma, e olharia para a saída da escada aguardando aquele que estava por aparecer. É claro que eu não era nenhuma atiradora, mas uma arma de fogo na mão de uma louca serviria de alguma coisa naquele momento. Sem pestanejar, ficaria no pé da escada, apontando para aquela direção, e quando ele aparecesse, atiraria nele até que as balas acabassem, sem a intenção de mirar em um lugar específico, apenas dificultaria a vida dele com aquilo. - PUUFFHAHAHA!!! ISSO É DIVERTIDO! – Exclamaria com a animação de atirar pela primeira vez.

Contudo, se observasse que não havia tempo se quer para fazer aquela pergunta para o dono, e visse que o homem estava por aparecer, pegaria a garrafa mais próxima, mesmo que já estivesse quebrada, e em seguida correria pela escada, porém tentando saltar pelo apoio dela, com a intenção de chegar o mais rápido possível lá em cima, e assim que ele aparecesse, usaria a ponta que tivesse na garrafa – caso fosse quebrada - para cravar no meio da testa do inimigo, e com o peso de meu corpo sobre ele, tentaria derrubá-lo e, ficando sobre ele, tiraria e cravaria a garrafa inúmeras vezes, pois toda aquela situação me parecia muito divertida. Se a garrafa não estivesse quebrada, trataria de fazer isso antes mesmo de chegar lá em cima, batendo o lado de baixo na parede ou até mesmo na própria escada. – PUFFHAHAHAHA! SUA CABEÇA TA ESPIRRANDO! – Com sorriso largo, me empolgava com o conhecimento de que havia mais por vir.



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