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Os Infernais - Aniquilação

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Shiori
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Shiori
Os Infernais - Aniquilação Seg Nov 07, 2022 5:15 pm
Relembrando a primeira mensagem :



Os Infernais - Aniquilação


Deep Cutt e Deucalion D Doss [Piratas]

não possui narrador definido.
Aberta

Terry
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Capodecina
Re: Os Infernais - Aniquilação Qua Nov 23, 2022 10:00 pm



Deucalion

O mais novo espadachim celestial, Deucalion, havia enfim tomado sua decisão. Ele tomaria para si a rapieira e a katana, não tendo interesse em carregar consigo a espada longa. - Certo. - Respondeu Kurt, prendendo a espada longa no cinto e em seguida andando na direção do depósito de um dos navios, provavelmente na intenção de guardar a arma.

Equipado com suas novas e mortais lâminas, o celestial em seguida se colocou a tentar usar seu fogo natural nelas, porém, acabou falhando em envolvê-las com tais labaredas. Enfim, Deucalion logo voltou para o convés em busca de alguém que pudesse ensiná-lo sobre cozinha e preparo. Ao chegar lá, viu que a maioria dos tripulantes já estavam de pé e desempenhavam suas funções sem problemas, estando curados da ressaca que veio da festa recente. Quando o imediato fez a pergunta, Kurt novamente se colocou à frente. - Sr. Deucalion, é o seu dia de sorte. Sou um ótimo cozinheiro. - O veterano grisalho explicou, com muito orgulho.

Deep

A batalha entre o coala infernal e a temível mantícora estava perto do fim. A criatura já estava cheia de graves ferimentos, já o pirata, ainda não estava nem ao menos lutando a sério. O animal rugia ferozmente enquanto corria na direção do demônio, que respondeu tal investida com seus poderosos ventos infernais, acertando em cheio o animal e jogando-o para longe, abrindo ainda mais severos cortes e queimaduras que logo deram um fim a vida do monstro.

A mantícora então caiu no chão, morta, a alguns metros de onde estava originalmente, tendo sido arremessada graças ao ataque de Deep. Mal humorado, o coala assassino logo decidiu voltar até onde ficava seu barco, agora já com um novo objetivo em mente. Ao chegar no convés, onde viu que a maioria dos homens já trabalhava normalmente, ele anunciou que precisava de alguém que possuísse as habilidades de convencer e atuar. Logo, um adolescente de cabelos longos e aparência inofensiva deu um passo a frente. - Tenho confiança nas minhas habilidades de persuasão e atuação, capitão. - Ele falou, sem nem pensar duas vezes.



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Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Sáb Nov 26, 2022 12:28 am


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Após sumir com a criatura, estava de mau humor e voltava para o navio em busca de algo que poderia me ajudar a resolver a questão de Draham logo.

Já no navio encontrava um dos meus que conhecia a arte da atuação e da lábia, tudo que eu precisaria.

~Aprendizado de Atuação~

Pois bem… Vamos começar por atuação, me ensine…

O rapaz parecia se sentir pressionado com o pedido repentino, mas eu estava de mau humor e não me importava nem um pouco com como ele se sentia.

-Bem, é algo um pouco difícil de ensinar, mas vamos com calma…

Na realidade eu aprendo bem rápido as coisas…

-Você precisa entender e saber como é se importar com outros entre outras emoções para poder emular… Não é bem uma ciência…

Oh… Isso pode levar mais tempo do que imaginei…

O garoto abria um sorriso e falava num tom mais leve.

-Vamos conversar um pouco, tentando parecer que somos civis normais conversando numa cidade… Opa João… Bom dia, vizinho…

Automaticamente minha cara franzia como se eu tivesse chupado um limão, nunca sequer tive uma conversa desse tipo e a peculiaridade e similaridade com quem eu costumo matar era tanta que me trazia um gosto amargo na boca.

Ah… Éeee… Oi?!?

-KKKKK não, pera, calma, tente pensar quem você vai atuar como, quem o João é, o que ele faz e aí aja de forma a parecer que você realmente é essa pessoa.

Nesse momento buscava memorias de pessoas comuns, lembrava de assistir as pessoas varrendo a frente enquanto eu as queria matar. Então começava a sorrir de forma psicótica como de costume e varrer com uma vassoura imaginária.

Ahh.. O-oi Vizinho…

-Seu sorriso está muito forçado, parece que você quer me matar e não dar bom dia…

Por que alguém riria se não for pensando em matar alguém?

-Por que está um belo dia de sol e você está falando com seu vizinho…

E o que tem de feliz nisso para se sorrir?

-Tem quem gosta… Aqui tente imitar o meu sorriso, normalmente um sorriso mais comum é assim…

O rapaz então dava um sorrisinho humano tão tosco e parecido com o que minhas presas costumavam dar antes de me conhecer, que eu quase sacava minha adaga para o matar… Ok ele é bom.

Assim…

Dizia tentando imitar ele  com minhas cabeças.

-Ehhhhh… Realmente é meio difícil ver um sorriso comum por trás das cabeças extras e sua cara em chamas, fora que a voz rouca é meio sinistra… Você não parece muito humano…

Parecer humano? Que tal assim…

Me concentrava para acalmar os poderes em mim e aos poucos voltava a minha forma humana, encolhendo para meu tamanho comum com minhas roupas encolhendo comigo, as cabeças sumindo e o pêlo também, por fim tirava minha máscara de caveira e a jaqueta com efeitos de fogo. O rapaz me olhava boquiaberto pela transformação e dizia após uns segundos.

-Ahhh… Surpreendente humano, até a voz ficou mais suave, mas você ainda fala com um certo ódio e violência no tom de voz, como se estivesse pronto pra matar alguém a qualquer instante…

E estou…

-KKKKK, mas o “normal” não é ser assim… Pense em alguém que você já viu, alguém… Na realidade tente me imitar…  Oi, sou o João, sou pescador, casado e amo minha esposa e três filhos…

Bem, imitar é mais fácil, sou acostumado a imitar sons, devo conseguir se seguir a mesma ideia…

Pigarreava um pouco me lembrando  de como ele falou e então tentava o imitar inclusive nos gestos…

-Oi, sou o João, sou pescador, casado e amo minha esposa e três filhos… …Assim está bom?

Boquiaberto o rapaz me olhava.

-Nem fudendo… Você acabou de falar com minha voz… Como você fez isso?

Eu copio muitos sons, nunca tinha testado com vozes, mas é parecido… Vê…

Dizia isso e começava a imitar alguns sons, o barulho do galopar de um cavalo, de um vidro quebrando, de passos na madeira, de metal batendo contra metal.


-Tá Tá, já entendi, então você consegue imitar coisas, só lhe falta conseguir entender o por que do personagem ser assim para poder saber o que fazer e quando, tente imitar o jeito que pessoas parecidas com o que você quer fazer falam, mas use sua voz e não a deles…

Assim?... Oi, sou o João, sou pescador, casado e amo minha esposa e três filhos…

-Sinceramente, para imitar você conseguiria ganhar a vida, precisaria nem ser pirata… Tem gente que ganha a vida só com isso… Ok agora você precisa aprender a copiar uns trejeitos baseados em personalidade, acho que se eu apenas te ensinar como eles agem, você conseguirá copiar…

O rapaz então começou a me mostrar gestos, jeitos de falar, posturas, jeitos de andar, coisas relativas a como a pessoa viveu, o que ela pensa e o que ela sente. Passei um bom tempo observando e o imitando a cada nova colocação até o ponto em que ele me pediu pra andar em círculos ao seu redor e mudar meus trejeitos e falas conforme ele me dava qual era meu personagem.

- Marvin, fumante, ferreiro, casado, quatro filhos…

Minha postura se tornava meio curvada como se o trabalho duro debruçado numa forja tivesse me deixado com dor nas costas, olhos cerrados como se a canseira de trabalhar no pesado o dia todo e ter de criar quatro filhos tivessem me roubado o sono ao decorrer de anos, uma voz rouca de fumante e um sorrisinho bobo.

Ahhh mal posso esperar para que o dia acabe, o que será que a Serena fará de janta hoje.

-John, aposentado, ex marinheiro de alta patente…

Minha postura aos poucos mudava, uma coluna reta e altiva de alguém com treinamento, uma carranca séria e observadora, um pouco manco como se tivesse sido aposentado por um ferimento, uma voz grave e em tom de comando.

Ora marujos, podem parar com a saudação, agora sou apenas um velho como qualquer outro…

Continuamos nesse treino durante um tempo, até que o rapaz se deu por convencido de que eu tinha entendido bem e assimilado tudo que me foi ensinado, mas seu rosto parecia meio surpreso.

-Você realmente aprendeu a atuar sem precisar de um único pingo de empatia pelo que os outros sentem? Apenas comigo te falando como as pessoas costumam agir perante cada situação? É quase como se você pudesse aprender isso lendo apenas um livro ao invés de precisar de realmente ter aulas… Você é algum tipo de prodígio?!?

Meio que eu já ouvi isso algumas vezes… Deveria ter visto a velocidade que eu demorei para aprender o livro de matemática, faz mais sentido que os comportamentos humanos e tem menos variações…

Uma gota de suor escorria pela testa do garoto.

~Fim do aprendizado~


Pronto, agora você me ensinará a parte sobre mentir bem, não sou muito acostumado a convencer alguém na conversa, normalmente eu coloco uma faca no pescoço e exijo o que quero…

Diria sentando no convés e me encostando no mastro do barco.

Alguém me traga uma bebida… Preciso depois de ficar andando em círculos…









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Pirata
Re: Os Infernais - Aniquilação Sáb Nov 26, 2022 11:03 am

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Não era difícil encontrar um cozinheiro por ali — Perfeito, você pode me ensinar algumas coisas sobre culinária? — Questionava o homem sem pestanejar, ligeiramente ansioso para começar o aprendizado que daria inicio em minha busca pelo poder, sim, faria isso pela comida e sua variedade. Como? Vocês irão descobrir em breve — “Espere, preciso fazer algo antes...” — Ponderava a situação como um todo, existia um lugar que gostaria de ir, um local citado pelo homem capturado algum tempo atrás, o mesmo que contou sobre os Guardiões — Espere um momento, preciso fazer uma coisa antes. — Bradava em direção a Kurt enquanto dava uma boa olhada ao redor, procurando pelo Navegador, inclusive, tentando olhar em outras embarcações ali presentes.

Caso Colt estivesse por ali, chamaria todos no convés para uma breve “reunião” — Como vocês sabem nosso capitão irá destruir ou dominar Draham, talvez até mesmo faça ambas as coisas. A última batalha deixou algo claro: nossos números são baixos para fazer uma incursão dessa magnitude e querendo ou não, estamos ainda na primeira ilha da Grand Line, imagino que as coisas serão bem piores quanto mais fundo formos nesses mares. — Começava de maneira simples, explicando o ponto que levou até aquele momento — Diferente das outras Ilhas, aqui é um local mais complicado de conseguir aumentar nossos números, porém, por sorte sabemos onde iremos encontrar mais tripulantes. — Falava com firmeza enquanto olhava cada um dos tripulantes nos olhos — Urvach, lembra dela? — Questionava de maneira direta — Aquele cara que capturamos nos falou sobre, porém, não consegui informação alguma da sua localização correta. Vocês conseguiram algo durante os saques? — Talvez algum deles pudessem ter ouvido algo ou arrancado alguma informação, já que tínhamos feito muitas coisas aqui em Altai.

Dava um tempo para escutar as respostas enquanto observava as figuras mantendo a seriedade em minha face — De qualquer forma, a única certeza é que fica aqui na Ilha. A opção que me veio em mente é circular a Ilha pelo mar, dando uma volta o mais próximo da costa que conseguirmos para tentar identificar algum acesso. Sei que a marinha está atrás da gente, talvez não seja algo fácil, mas nada nunca foi fácil, não é? — Dava um singelo sorriso — Temos a escuna que é rápida e prática, acredito que seja o necessário para essa função. — De fato, o navio era rápido e silencioso, com certeza seria útil naquele momento — Draham precisa sangrar! Ela será a primeira de muitas Ilhas dominadas ou destruídas pelos Infernais! — Falava com convicção, externando toda a vontade acumulada em meu peito.

Caso algum dos homens tivesse informação sobre a localização do lugar, tudo seria mais fácil. De qualquer forma, finalizava o assunto dando um tempo para todos se prepararem, afinal, iriamos sair em breve — Só irei sinalizar o capitão antes da nossa partida, para alinhar todos os planos. — Liberava os tripulantes. Por vim, voltava em direção a Kurt — Podemos? — Indagava ao homem.



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Capodecina
Re: Os Infernais - Aniquilação Dom Nov 27, 2022 4:15 pm



Deucalion

Com sua primeira sessão de aprendizado tendo chegado ao fim, Deep logo pediu que seu subordinado o trouxesse uma bebida. O jovem obedeceu sem demora, curvando-se rapidamente e então indo a passos rápidos na direção dos depósitos do navio. Caso olhasse ao redor, o coala assassino viria que seus seguidores continuavam a desempenhar suas funções do dia a dia, sem dúvidas aguardando as próximas ordens de seu capitão.

Passados alguns minutos, o jovem voltava com três garrafas de vidro nas mãos. Caso verificasse os rótulos, Deep veria que uma delas se tratava de rum, a outra era cerveja e por fim a última parecia ser licor de eucalipto. O coala infernal poderia escolher tomar uma das três, todas elas, ou nenhuma, afinal, ele era a autoridade máxima naquela área e sua vontade era ordem.

Deucalion, por sua vez, estava prestes a receber algumas lições de culinária com o experiente Kurt. Porém, o celestial logo mudou de ideia, preferindo deixar essa sessão de aprendizado para outro momento. Kurt assentiu, respeitando a decisão do imediato, e Deucalion logo deu as costas, saindo em busca de Colt. Não demorou muito para que o cowboy fosse encontrado, e logo depois, a dupla organizou uma pequena reunião dos membros do grupo no convés da escuna principal.

Os seguidores ouviram atentamente o discurso do imediato alado, e pelas suas expressões faciais, pareceram estar de acordo com a ideia de ir até Urvach. O pirata então questionou se por acaso seus homens não tinham alguma informação sobre a misteriosa cidade, e por incrível que pareça, mais uma vez Kurt deu um passo a frente com a mão levantada. - Sei onde fica Urvach, já estive lá algumas vezes na época em que eu trabalhava contrabandeando os animais exóticos da ilha. - Ele explicou, resoluto. - Se quiserem, posso levá-los até lá. - Ele finalizou.



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Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Ter Nov 29, 2022 12:56 pm


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Após minha aula, sentava e pedia uma bebida, eram me trazidas algumas opções, dentre as quais eu pegava o licor de eucalipto e dava uma tragada sentindo seu gosto amargo sem nenhum doce como costumo sentir. fazia uma careta e me transformava em minha forma comum para continuar bebendo com a língua de coala.

~Aprendizado de lábia~

Pois bem, agora para atuar ainda melhor e ser algo crível, preciso saber falar de forma mais confiável…

-Crível?


...   …   … Você não sabe o que é crível? Precisa ler mais livros rapaz… Algo passível de crença…

-Passível?

Humph… Me ensine a mentir garoto…

-Ah tá… Bem, saber atuar facilita bem a situação para aprender como parecer mais confiável, você precisa ter ações e expressões iguais a que alguém realmente teria se a sua fala fosse verdade, seja confiança, medo, tristeza… Por exemplo, se você quiser que achem que você é fraco, você deve parecer frágil e normalmente parecer fraco e incapaz de auto defesa, até mesmo parecer assustado dependendo da situação, tá, tente me convencer que você é um marinheiro.

Automaticamente tomei pose de marinheiro, peito estufado, postura ereta, rosto estoico.

Sou o Capitão John…


-… Você tá vendo piratas num navio pirata e só tem isso a dizer, como um capitão da marinha devia se portar se entrasse nesse barco?

Eu erguia uma sobrancelha e pensava um pouco, então caí no chão e fingia de morto, o que fazia quem assistia a conversa rir da situação.

-Não, hahahaha… Vamos supor que por algum motivo não vamos o matar como ele se sentiria?

Hmmm… O que vocês querem? Por que me trouxeram aqui? Cadê o capitão?


O rapaz coçava o queixo em dúvida.

-Hmm… Boa atuação, mas você tá colocando mais atuação do que lábia, tente me convencer de algo e não apenas que você é quem você diz ser…

Eu terminava de beber o licor e empurrava a garrafa pelo chão para longe.

Desculpe, é que é difícil pra mim falar que eu era marinheiro como mentira, eu realmente fui marinheiro em Sirarossa antes de decidir seguir pela pirataria, então é meio difícil mentir com a verdade…

Eu falava com um rosto meio cabisbaixo e os ombros meio caídos.

-Tudo bem capitão, a gente pode pegar outra coisa pra treinar e… Pera…

Ohhhh Peguei hein

-Ok essa foi boa…

Então eu o rapaz entramos num ramo de conversação apenas misturando verdades e mentiras e tentando falar quando um mentia e quando era verdade, a conversa levou um bom tempo, mas conforme ela passou entendi bem como ele fazia sua lábia e comecei a aprender rapidamente.

~Fim do aprendizado~

Tendo aprendido o que eu precisava, adentraria o novo navio em busca de roupas comuns dos antigos donos do mesmo, buscaria uma troca que parecesse comum, rasgaria um pouco ela para dar a impressão de uma bela surra, me transformaria na minha forma humana e vestiria os trapos. Então guardaria minha roupa na cabine do capitão, assim como colocaria a adaga dentro de um lençol, assim os outros poderiam a carregar sem a tocar diretamente.

Depois subiria ao convés e ergueria a voz:

Muito bem senhores, eu vou invadir o acampamento inimigo, me dêem uma semana antes de atacar, Deucalion ficará no comando até lá… E você Docc… Venha aqui, me dê uns socos, preciso ter alguns ferimentos e de preferência uma boca sangrando…

Deixaria Docc me dar uns golpes até eu ter algumas marcas de socos e um corte no lábio,  então esquivaria do próximo ataque e me colocaria a correr como se fugisse do barco, rumando a Draham.

Correria esbarrando com galhos e fingindo quedas na terra aqui e ali, para ter pequenos cortes na pele da mata e estar sujo de barro pela distância.

Me manteria correndo de forma a ficar com o batimento acelerado, suando muito e realmente parecendo exausto quando chegasse a Draham onde me aproximaria gritando:

FINALMENTE UMA CIDADE… SOCORRO… SOCOORRRRO… ALGUÉMM…

Se alguém perguntasse quem eu era, diria ofegante:

Sou Mike Santos, vim com meu grupo de caçadores de recompensa de Sirarossa atrás do pirata que agora chamam de Demônio de Sirarossa, mas não esperávamos o encontrar logo na costa… O desgraçado capturou nosso barco, matou a maioria da tripulação e quem ele não matou ele torturou até a morte, um a um… Consegui aprender o horário que aquela criatura saía do barco para caminhar quando acordava e quando vieram me tirar da cela pra me preparar pra chegada do capitão, aproveitei pra fugir… Vocês precisam estar prontos, o cara é muito perigoso… Precisamos avisar a marinha de que ele está na ilha… Precisamos nos preparar para pegar ele…

Ofegante e respirando de boca aberta, se me deixassem contar minha história, diria logo em seguida:

Será que posso beber água e comer um pão? Não me deram muita coisa por dias…

Todas minhas falas fingindo ser Mike Santos, usariam uma voz diferente da minha, mais fina, jovial e doce.









Última edição por Deep em Ter Nov 29, 2022 1:54 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Os Infernais - Aniquilação Ter Nov 29, 2022 1:50 pm

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“Perfeito, as coisas estão caminhando corretamente.” — O pensamento veio logo após as palavras daquela figura que seria o responsável por nos levar até o destino — “Aumentar nossos números é uma prioridade no momento.” — Era um objetivo fundamento fortalecer o bando como um todo, não podíamos mais ficar dependendo unicamente da força do capitão, cada membro precisava se destacar da sua própria maneira e ter um montante de pessoas ao seu lado facilitava bem as coisas.

A estranha figura que subiu no convés e ergueu sua voz me fez arquear uma das sobrancelhas, quem era aquele homem? Um novo tripulante? Tudo foi respondido no momento em que ele, de fato, abriu a boca — “Espere, esse é o coala?” — Me questionava enquanto minha mente parecia se contorcendo, como um demônio como aquele conseguiu ficar ainda mais feio? Brincadeira, não tinha como ser mais feio do que um coala com várias cabeças.

Assenti positivamente logo após suas explicações, realmente era um plano muito bom e ousado — “Como ninguém conhece sua verdadeira face, pode dar certo.” — Se realmente desse certo tudo seria bem mais fácil, afinal, meu papel naquele ponto era simples — Ouviram o capitão senhores! Precisamos aumentar nossos números e fortalecer nossos corpos para invasão daqui a uma semana! — Bradava assim que o capitão partiu em disparada como um verdadeiro foragido, era de certa forma engraçado — ERGAM AS VELAS MARUJOS! — Ordenava caminhando para perto do Colt — Kurt, dê todas as orientações ao nosso navegador. — Falava observando os outros navios, sinalizando para que nos seguissem.

Se em algum momento não fosse possível que os outros barcos nos seguissem, mandaria Colt para a navegação e ponderaria as opções por algum tempo — Acha que se amarrarmos algumas cordas, o navio principal pode navegar puxando os de trás? — Questionava ao navegador que claramente tinha mais experiência nisso do que eu. Se fosse necessário fazer tal ação, não demoraria para dar as ordens — ENCONTREM ALGUMAS CORDAS! TRAGAM TODAS AO CONVÉS! — Esperaria o tempo necessário e passaria essa ordem para os membros nos outros navios — Amarrem no navio e joguem para o navio principal, façam uma “fila” nós três navios. — Continuava dando as ordens e observando, no momento estava impossibilitado de dar um nó, por conta da falta de um braço.

Com tudo pronto, a navegação seria retomada, enquanto permaneci observando a região como um todo — “Não podemos vacilar nessas águas, ainda mais agora que estamos sem nossa força principal…” — Comentava enquanto buscava com os olhos a presença de outros navios e inimigos em terra firme, estando pronto para, caso necessário, liberar uma rajada ofensiva com toda minha força. Se fosse possível passar despercebido ou seguir longe da vista dos inimigos, assim faria, confinado nas habilidades do navegador.



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Re: Os Infernais - Aniquilação Qui Dez 01, 2022 3:46 pm



Todos

Já transformado, o terrível demônio de Sirarossa criou um plano muito engenhoso para se infiltrar na cidade de Draham. Ao entrar em um dos navios da marinha, Deep não precisou procurar muito até encontrar trajes casuais dos marinheiros que anteriormente viajaram naquela embarcação. Depois de transformar as roupas em trapos, ele decidiu vestir-se com elas, colocando seus trajes normais na cabine do capitão.

Ao terminar a primeira parte de seus preparativos, o coala subiu até o convés no intuito de revelar seu plano para sua tripulação. Os homens vibraram ao ouvir a ideia de seu capitão, claramente tendo achado aquele um plano maravilhoso. Conforme ordenado, Doc aproximou-se do pirata e deu-lhe alguns golpes para tornar o disfarce-se ainda mais realistas, golpes esses que o sádico mink macaco se divertiu muito em aplicar. Ao decidir que já estava com uma aparência suficientemente convincente, Deep começou a correr dali, indo na direção de Draham.

Deep

Depois de correr de uma forma propositalmente desajeitada por algumas horas, o coala finalmente avistou a cidade de Draham ao longe, podendo ver que ela estava bem mais guarnecida com soldados do que antes. Haviam vários marinheiros e ainda mais nativos do escritório da guerra, navios da marinha estavam ancorados no grande rio que levava até lá, a cidade era no presente praticamente uma fortaleza.

Correndo até os marinheiros que guardavam a entrada principal, Deep logo se apresentou de forma ofegante às autoridades, usando sua atuação para fazê-los pensar que ele se tratava apenas de um caçador de recompensas que foi agredido pelos piratas infernais. Os guardas, que eram soldados da marinha, aparentaram acreditar nele e assentiram com a cabeça ao fim do discurso de Deep. - Não se preocupe, qualquer homem decente disposto a fazer aqueles malditos piratas pagarem é bem vindo na grande pousada!

E com isso, o pirata foi levado até um grande conjunto de tendas onde funcionava um hospital improvisado, onde os médicos e enfermeiras da marinha ainda tratavam os centenas que haviam se ferido no ataque mais recente dos infernais. Uma vez lá, eles colocaram o coala em um dos leitos vazios e o trouxeram uma garrafa de água com um pão francês. - Descanse bem, nunca se sabe quando aqueles piratas vão atacar de novo…

Deucalion

No intuito de aumentar os números do bando antes do próximo ataque contra Draham, Deucalion agora buscava levar o bando dos Infernais até a elusiva cidade oculta de Urvach. Logo era possível ver os seguidores preparando a pequena esquadra para a grande partida, e Kurt, o experiente veterano, dando instruções para Colt sobre como navegar até tal destino sem se perder pelo labirinto de rios que era Hasagt Altai.

O bando dos infernais navegou por umas boas horas, mas eventualmente chegaram até a praia da alvorada, onde a cidade de Urvach ficava localizada. Já de longe, Deucalion e seus homens conseguiam enxergar a cidade, feita de construções erguidas com madeira e pele de animais, materiais que até agora eles não tinha visto serem usados por nativos da ilha. Dava pra ver que Urvach tinha mais ar de cidade do que o acampamento glorificado que era Draham.

No cais da cidade, alguns navios mercantes e piratas estavam atracados, com Kurt explicando que provavelmente se tratavam de contrabandistas que vinham até a ilha para pegar animais raros e vendê-los no exterior. A chegada dos infernais não gerava muito alarde, provavelmente pelo fato de que seu navio sem bandeira já indicava que provavelmente eram piratas.



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Re: Os Infernais - Aniquilação Qui Dez 01, 2022 9:16 pm


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Aparentemente haviam mordido a isca de minha história em Draham, me levavam para um hospital improvisado, aparentemente ali eles tratavam os feridos da minha última visita. Uma visão tentadora realmente, seria magnífico matar todos ali, um golpe devastador na moral de todos, mas eu tenho planos maiores, afinal… Não sou mais uma pequena praga numa ilha dos blues, agora eu sou um pirata ascendente que vai um dia reinar sobre um grande território, então não posso pensar apenas no prazer instantâneo.

Profundo garoto, mas com certeza eu vou morrer tédio até o plano funcionar… Tente não pisar na bola, vai ser um saco passar por isso, se falhar ainda por cima…

Com certeza Azazel na minha cabeça, falava muito sobre o plano, mas eu estava tão triste de não poder fazer o que queria quanto ele, no entanto me traziam um pão e água, os quais eu iria ingerir com voracidade enquanto tratavam meus hematomas.

Após isso esperaria meu fôlego voltar após aquela correria toda, para só então começar meu show.

Me levantaria do meu leito e começaria a procurar coisas pra fazer por ali, pessoas para ajudar.

Se alguém me falasse algo a respeito de eu ter de ficar deitado, diria com um tom sério e um semblante preocupado, usando o tom dócil de voz que desenvolvi para esse meu personagem:

Que usem o leito com alguém mais ferido, não posso ficar parado em meio a esse caos…

Sairia em uma busca de ajudar onde pudesse, sempre que visse alguém com dificuldade de erguer algo, ajudaria, se tivessem com dificuldade de segurar algo, eu ajudaria a segurar, se algum ferido estivesse com dificuldades de andar até algum lugar, oferecia meu ombro de apoio para ajudar a pessoa a chegar a seu destino, se alguém estivesse com dificuldade de comer, ajudaria dando de comer na boca da pessoa e ainda tomando cuidado de não derramar e ainda esperar um pouco para que esfrie a garfada para não queimar a boca da pessoa caso a comida seja quente. Em outras palavras, eu buscaria me ocupar com tarefas de ajudar ao máximo todos ali.

Se em meio a minhas ajudas algum marinheiro me elogiasse ou agradecesse, chacoalhar a cabeça aceitando o elogio e olharia ao redor como se com o coração partido pela cena e diria:

Quando contei minha história vocês não pareciam surpresos, então suponho que já encontraram aquela praga… Após o que vi quando ele nos atacou… Poxa… Ele balançou a faca e era como se um tornado engolisse o barco… Esses feridos todos foram aqueles malditos, né?

Se falassem que sim continuaria:

Ele está bem mais agressivo e poderoso que quando estava em Sirarossa, se não o pararmos ele vai fazer o mesmo aqui, matar nossos entes queridos, soltar os presos e fugir pra próxima ilha…

Chacoalharia a cabeça negativamente como quem não quer acreditar no que fala.

A marinha vai bater de frente com ele não vai? Eu quero ajudar…







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Pirata
Re: Os Infernais - Aniquilação Sáb Dez 03, 2022 1:04 am

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“Uma semana…” — Pensava enquanto me colocava novamente no papel de vigia, mantendo-me atento a possíveis investidas inimigas que pudessem ocorrer por ali. Para nossa sorte a viagem ocorreu com tranquilidade, onde a navegação pelas águas de Hasagt nos levou até o nosso destino, aquela espécie de “cidade” na Ilha — Todos atentos, estamos perto. — Externei com tranquilidade enquanto caminhava pelo convés em passos lentos, voltando minha atenção para os detalhes existentes naquele ambiente.

“Alguns navios mercantes e… piratas? Sim, é bem provável.” — Pelas informações entregues pelo homem, ali era uma terra sem lei. As explicações de Kurt foram extremamente úteis, pelo jeito, o local era conhecido ou pelo menos era um ponto de venda de animais, algo que certamente iria interessar o capitão — Preciso que vocês fiquem de olhos e ouvidos atentos, evitem brigas desnecessárias. — Falava em direção a tripulação mantendo a serenidade em minhas palavras — Busquem por pessoas dispostas a ingressar na nossa tripulação, porém, fiquem atentos para eventuais problemas que isso pode gerar. Em hipótese alguma confiem em uma dessas pessoas! — A última frase era dita com a firmeza necessária para que eles captassem a ideia.

Vou dar uma olhada por aí, talvez consiga alguma informação útil. — Finalizava pulando em direção a terra firme, começando a caminhar pelo ambiente em passos lentos, mantendo os olhos abertos e atenção em seu potencial máximo. Meu objetivo ali era simples: encontrar pessoas dispostas a compor nossa tripulação, no entanto, não buscava por qualquer um, afinal, somos uma tripulação forte e devemos continuar assim! Dava uma boa olhada no ambiente buscando por sinais dos animais ditos por Kurt, afinal, era algo de interesse da nossa liderança e também da minha.

“Preciso achar um bar por aqui, lá é o melhor lugar para obter algumas informações.” — Pensava enquanto caminhava, buscando um local do meu desejo. Não queria nada muito refinado, procurava algo mais simplório e movimentado, ali com certeza era o ponto ideal para obter algumas informações. Tirava um tempo também para dar uma boa olhada nas figuras existentes por ali, buscando por pessoas notavelmente fortes, talvez, até conseguisse pescar alguma conversa no meio do caminho.

Se por acaso encontrasse um estabelecimento com as características citadas anteriormente, não pensaria duas vezes e entraria em passos lentos, novamente, dando um geral no ambiente antes de ir em direção ao balcão e/ou a alguém que aparentasse trabalhar por ali — Uma bebida, por favor. — Falava puxando um banco ou uma cadeira, queria descansar um pouco o corpo enquanto entendia o ambiente em que havia entrado — O que tem de bom por aqui além dos animais? — Questionava de maneira simplória ao possível atendente.



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Re: Os Infernais - Aniquilação Qua Dez 07, 2022 7:14 pm



Azazel provavelmente estava certo, aquele plano poderia demorar para dar certo, mas Cut também estava, ele não era apenas um mero pirata bobo rodando por aí. Nesse ponto ele aproveitava para manter sua farsa, ele levantava-se em busca de ajudar, ele era primoroso nessa questão.

Quando questionado sobre ter se levantado ele cedia seu leito para outra pessoa, e seguia suas ajudas, ele via uma pequena menina que estava sem conseguir usar as mãos direito, sua mãe não estava ali então talvez ela estivesse agora sozinha no mundo. Suas mãos estavam trêmulas.

Aquilo provavelmente não era por causa dos ferimentos, ela devia ter algum problema diferente, alguma doença degenerativa que ainda estava com ela, os tremores não permitiam ela segurar o alimento que derrubava varias vezes no prato, até que o bondoso Deep charles o mundo não é mais o mesmo, auxiliava em sua alimentação, ajudando ela a erguer o pão e comer. Ela o abraçava agradecendo a ajuda.-Obrigada senhor!! se você ver minha mamãe, pode dizer que sinto saudade? Meu nome é Myra, minha mãe chama Maria.- disse com um olhar muito esperançoso.

Ela não era a única pessoa, haviam feridos que não estavam bem, comendo sopa em maioria, algo que deu mais trabalho para o rapaz, que foi aos poucos colocando comida na boca deles, ajudando, e ainda tendo o cuidado de esfriar a comida antes, claramente um homem cuidadoso e atencioso com todos os civis em péssimo estado, podemos nesse momento esquecer o por que de eles estarem assim. Meros detalhes amigos. A gratidão nos olhos de cada pessoa era nítida, estavam extremamente amigáveis com o seu bom samaritano.

Então tudo seguiu até que uma Capitã, era uma mulher que media em torno dos seus 1,60 de altura, estava naquele momento quase a paisana, só era possível perceber que ela era da marinha por conta de uma tatuagem que tinha no pescoço com o símbolo, além dos soldados prestarem continência quando ela passava.

Seus olhos amarelados claramente se destacavam dos demais, eram como de uma predadora, ela parecia pela maneira despojada que andava, com um ar muito mais gangster que marinheira, mas ainda assim, a Marinha devia abrigar pessoas de todos os tipos, ela devia ser uma dessas. Seus cabelos ruivos trançados ressalta seu ar Jovial, que fazia-se pensar como alguém tão nova entrava em coisas tão perigosas quanto a marinha, claro pessoas comuns poderiam ter essa visão;

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Seu aproximar, veio junto dos soldados que Deep conheceu anteriormente, ela parabenizava seu trabalho assim como os outros soldados, sua voz era bela, ela não tinha um tom médio perfeito, não indo muito ao grave nem ao agudo, certamente poderia encantar muitos que ouvissem. -Muito bem, é bom ver que temos mais ajuda aqui. Me contaram sua história, me parece que aquela criatura segue devastando tudo.- e nesse momento ele demonstrava como se sentisse ter seu coração partido, algo que por suas habilidades como dramaturgo e sua especialidade em enganar as pessoas, fazia-se bastante convincente.

A mulher apesar de ser safa, não tinha ainda motivos para desconfiar daquela pessoa, parecia por hora exatamente o que ele disse que era, apesar de sempre ficar um pé atrás com pessoas de fora da ilha, ela não tinha nenhuma suspeita além nesse momento.-Você está correto, foi obra daqueles piratas. O mesmo homem de Sirrarossa, o que fez com vocês ele seguiu descontando em toda a cidade, sem uma razão aparente.- disse ela seguindo a ouvir o relato do homem.

Que comentava que ele ficava mais forte, estava mais perigoso.- Definitivamente é um homem poderoso, não posso comparar ele com Sirarrosa, mas posso dizer que se não for parado agora, não vai ser no futuro. Ele é como aqueles super vilões que aparecem nos livros de fantasia. Infelizmente eu não saberia como parar ele, em momentos ele parece ter poderes do além, precisaria de um herói, alguém disposto a tudo para parar alguém assim.- ela comentava isso com bastante seriedade, como se realmente entendesse do que estava falando, algo que ela parecia não desejar para si, mas parecia saber como criar um.

Seu olhar serio se manteve por alguns segundos antes que ela começasse a falar agora com um jeito mais calmo e menos serio, já levando para um lado especulativo.-Definitivamente pessoas poderosas assim existem na marinha, alguém como o Tenente Thorkell, nas histórias que li, um homem desse tipo. Eu não sou uma heroína, eu posso ajudar a diminuir os impactos, e treinar pessoas dispostas a serem heróis. Aliás, desculpe minha indelicadeza.- e nesse momento ela estendeu a mão até Cut, com um sorriso tomando seu rosto, como se ela tivesse quase que virando outra pessoa momentaneamente, perdendo todo o ar pesado.

A moça parecia alguém muito volátil em suas emoções.-Capitã Sara Antonieta Kheíron, também conhecida por alguns como Forjadora de Heróis. É um prazer.- disse com bastante tranquilidade, não parecia se gabar quando falava isso, apenas tinha uma sinceridade ímpar.

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Re: Os Infernais - Aniquilação Qui Dez 08, 2022 12:04 pm


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Eu comecei a fazer minhas boas ações para melhorar a visão que tinham de mim naquele local e ganhar a confiança das pessoas.

Tudo seguiu como planejado e eu meio que estava gostando, muitos estavam com fome e tendo dificuldade para comer, a sensação de levar a comida a suas bocas só para parar a colher para que o alimento esfriasse um pouco, era simplesmente muito boa, a capacidade de brincar com eles assim era o máximo que eu podia me permitir brincar sem entregar quem sou.

Após um tempo uma ruiva se aproximava de mim, ela era bem alta, pois era quase da minha altura… Na realidade creio que ela não é tão alta assim, sou muito mais baixo na minha forma humana do que na forma que estou acostumado, então ela ser quase do meu tamanho agora significa que ela está mais perto de ser pequena do que grande. Ela também parecia ser jovem, não sei se tão jovem quanto eu, mas bem jovem, sua presença tinha uma aura quase de um criminoso, algo que eu conhecia bem, eu mesmo fui do submundo por um bom tempo. Ela vinha acompanhada de marinheiros, o que me dava uma dica de que ela podia ser uma também e provavelmente com algum cargo de liderança.

Nossa conversa fluía até que normalmente falando sobre o caso, mas Azazel em minha cabeça, não parava de fazer comentários sobre o assunto.

Olha pra ela, quer apostar quanto que os novatinhos da marinha tem tudo uma queda por ela? Talvez alguns dos mais velhos também, você sabe como os normalecos curtem uma mulher nova… Ruiva ainda? Com esse ar misterioso? Pode ter certeza que metade dos marinheiros da ilha tem algum interesse nela… Mas sinceramente, ela não fez nenhuma preparação mesmo não é? Ela não sabe o que fizemos em Sirarossa? Pensei que a marinha já teria mandado todas as informações… Transforma e mata ela, os cara vai chorar muito.

Olha Azazel, algumas das coisas mais gostosas demoram mais para se preparar, acredite, seja paciente, não é como se eu já não estivesse me segurando, você ainda fica dando umas ideias dessas.

Enquanto isso a mulher continuava falando sobre como seria difícil parar ele… Me parar… Muita coisa pra pensar e me contextualizar ao mesmo tempo, mas atuação é isso, treinei para conseguir me manter no personagem, então não posso me confundir mesmo com o Azazel vindo fazer algazarra na minha cabeça, mas sinceramente, tinha esquecido o quanto ele é chato quando eu não estou estripando alguém a cada dez minutos.


Então uma fala da mulher me fazia erguer uma sobrancelha, “Definitivamente é um homem poderoso”.

Demônio…

Corrigiria ela automaticamente, mas percebendo que quase saí do papel, complementaria:

Aquela coisa colocou toda a marinha da ilha e das ilhas vizinhas antes mesmo de começar a sair na rua cuspindo fogo em meio mundo… Com uma faca ele matou mais gente numa semana do que uma praga… Ele fez pessoas terem que fugir da ilha quando ainda apenas esfaqueava as pessoas em becos… Ele juntou apenas os malucos mais insanos e agressivos para ter em seu bando… Sem razão aparente? Porque ele gosta de matar e ver os outros sofrerem… Seus assassinatos incluem freiras, padres, atendentes de livrarias, médicos, civis comuns… Uma vez ele invadiu uma casa em meio ao aniversário da filha mais nova, deixou a menininha tetraplégica, matou os pais e o irmão dela e amontoou os corpos sobre a garota que ficou gritando e chorando até ser encontrada no dia seguinte… Não era ninguém importante, não era ninguém que o caçava, ninguém pagou ele para isso pois não teria um porque pagar… Ele não busca nada lógico, como o dinheiro, ele não é comprável, ameaçável, razoável ou negociável… Ele só quer ver tudo sofrer e morrer.

A mulher então me comparava a um vilão dos livros e eu já emendava:

Ah não… Pode ter certeza que não, ele não faz discursos até o reforço chegar… Se aquele desgraçado está na sua frente e você não morre… Você é forte demais para morrer rapidamente ou ele não quer você morto ainda… Tenente Thorkell? Alguém contou pros almirantes o que está ocorrendo aqui? A marinha deu pouco mais de cinquenta milhões de recompensa para aquele desgraçado… Muito pouco, aquele desgraçado é como a porra de um tornado em meio a um incêndio, quanto mais ele destrói, mais perigoso ele se torna… Seus poderes aumentam a cada dia e não da pra saber o que diabos são os poderes dele… Akuma? Akuma do quê? O desgraçado sorriu. balançou a mão e exterminou três barcos da marinha… Não precisamos de um herói, precisamos de um milagre, pois acredite, nessa ilha ele matou com todos vendo… Isso é ele de férias, brincando, se forçarmos ele… A marinha parece ignorar o que ele faz… Cinquenta milhões? Um cara com uma akuma de terremotos tomou o poder de uma ilha num combate justo sem marinha na ilha e vocês deram centenas de milhões de recompensa, esse cara colocou uma ilha inteira em evacuação, ficou semanas sem ser sequer visto pela marinha, isso com uma faca… Quando ele cansou ele queimou todo o meu bairro, pegou tudo o que quis, esmagou a marinha como baratas pelo caminho e saiu para a grand line… Sinceramente, o fato de você, diferente de mim, não estar suando frio de estar na mesma ilha que aquele desgraçado…


HAHAHAHAHA… Podia ter uma pipoca na sua cabeça garoto, você está massageando o próprio ego, reclamando das suas frustrações e ainda fingindo ser uma vítima? HAHAHAHA

A mulher então se apresentava e eu olharia para ela com um olhar vazio, com temor, quase como que sem esperanças.

Mike Santos, um prazer te conhecer também, mas acho que não vai durar muito, achei que eu conseguiria matar aquele desgraçado, mas depois de olhar em seus olhos, não tenho força para o parar… Vou morrer aqui e não há nada que eu possa fazer… Eu faria tudo para ter poder pra parar aquele maldito… Por favor, me deixe entrar na marinha, me treine, eu faço qualquer coisa para ajudar a pegar aquele desgraçado… Ele tirou tudo de mim.

Queria passar a impressão de ser alguém traumatizado com o ocorrido em Sirarossa, alguém disposto a tudo para parar o “demônio”, queria passar a ideia de que eu era confiável contra esse oponente, pois queria informações sobre os planos de todos ali.

Se a mulher me permitisse ser da marinha, diria:

Agradeço… Você disse que treina heróis, você não teria algum treinamento milagroso para alguém como eu poder encarar aquele monstro, não é?

Caso ela concordasse, ficaria curioso, afinal era algo que ela achava que daria conta de mim, então devia ser poderoso:

Por favor, me ensine… Faço qualquer coisa… Quero ver aquele desgraçado preso ou morto…







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Re: Os Infernais - Aniquilação Sáb Dez 10, 2022 6:31 pm



A pequena correção feita por ele, fez com que a moça olhasse com um olhar de surpresa, a Alcunha do homem de fato se referia a ele como demônio, mas ela definitivamente não acreditava que aquele homem fosse um, talvez por jamais ter cruzado diretamente com ele, ou simplesmente só conhecer histórias através de relatos.

Ela ouvia tudo que ele tinha a dizer em um primeiro momento, prestando atenção de forma minuciosa, ela era o tipo de pessoa que parecia realmente ter uma atenção alta.-Você parece saber muito sobre ele, eu li só relatos, não posso dizer como ele se comporta, mas o que posso dizer é que, infelizmente a marinha não é onisciente. - era bem obvio que ela não era na verdade, mas como ela entendia estar conversando com um caçador, seu pensamento se dava em estipular, que sim, as vezes não teriam marinheiros trabalhando em um lugar.

Mas não era aí que parava o que ela estava dizendo, ela começava a explicar de novo com um olhar sério, onde não tinha agora um sorriso no rosto, parecia dizer algo com uma tremenda calma.-Eu entendo como esse cara pode ter afetado você, e acho que você está certo, poderiam mandar um figurão pra cá, mas as coisas não funcionam assim. A verdade é que os figurões não ligam muito para o que acontece num lugar isolado assim, para algum almirante agir, isso teria de envolver um Tenryubitou, se um desses caras corresse perigo, aí sim, você pode contar com um grande poderio militar.- explicou brevemente o que ela acreditava ser a forma que os figurões pensavam, talvez o seu ar de criminosa, não fosse meramente uma coincidência.

Então ela fazia uma pausa, olhando para seu relógio, apenas checando que horas eram antes de tomar qualquer decisão do que iria falar ali por diante.-Por isso que existem QGs nas ilhas, é responsabilidade do chefe da marinha nessa ilha se importar com o que está acontecendo. Grandes figurões, enfrentam outros figurões, é assim que as coisas acontecem, talvez não seja o melhor, mas é assim.- ela não parecia alguém que era iludida com a organização, ela enxergava a ironia e as falhas. Além disso, ela apenas parecia não entender tão bem por que esse cara existia dessa forma, em uma ilha como aquela.

Mas no fim, sua forma de se comunicar se voltava para um sorriso de novo, ela ainda estava um tanto preocupada, mas tinha tempo sobrando então aceitou a proposta do tinhoso, o coisa ruim.-Eu posso te ensinar algo sim, conheço muitas coisas, mas precisamos ir para um lugar um pouco mais aberto, para não arriscarmos ninguém. Me siga.- disse ela começando a se mover para um ambiente mais abert depois de terminarem a conversa que estavam tendo.

Então quando estivesse em um lugar mais aberto, ela se posicionaria perguntando.-Você está pronto?-Haviam ali junto com ela mais alguns marinheiros que pareciam ter se acomodado por ali, para assistir os treinos, como se fosse ser algum tipo de show, talvez eles apenas achassem ela uma moça bonita, talvez gostassem de suas técnicas de luta. De qualquer forma era um campo mais aberto, o chão era calçado com rochas, e não tinham casas por perto, a mais proxima tinha no minimo 100m do centro onde eles estavam.

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Novato
Re: Os Infernais - Aniquilação Seg Dez 12, 2022 6:44 pm


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A mulher parecia surpresa com o tanto que eu conhecia o tal demônio, o que era meio óbvio o por que, mas não podia dar tanto na cara.

não sei nada dele, mas eu VIVI o que ele fez em Sirarossa.

Durante nossa conversa, a ruiva dava a entender que não importava muito o que o tal demônio fizesse, não viria ninguém muito da elite para impedir, perante essa informação eu fingia uma cara tristonha e preocupada, mas por dentro eu ria igual o diabo no inferno.

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A mulher então dizia que eu poderia aprender algo com ela, mas não ali e pediu para eu as seguir, então a segui com as mãos nos bolsos até que ela parou num local onde éramos observados por alguns rapazes como se um show fosse rolar, para então ela me perguntar se eu estava pronto.

Pronto para que?

Ficaria esperando ela dizer algo, apesar de eu já ter compreendido o que ela queria e se ela falasse que era um teste de luta, diria:

Não que eu esteja reclamando, mas eu precisaria de um canivete, não sei lutar com as mãos limpas e sinceramente, acho que se eu te não te acertar, não seria muito bem visto e se eu te acertar acho que não serei o mais amado pelo seu fã clube aqui, sinceramente você é tão popular, já pensou em tentar seduzir o demônio? Vai que ele entra no fã clube…

Obviamente eu não tenho interesse algum nela pela aparência, no máximo eu ia querer a estripar mais se ela tentasse algo assim, mas fazer o papo rolar é a base do meu showzinho.

Se me dessem uma faca ou canivete, pegaria a mesma pelo cabo com a mão direita e apontaria a lâmina para ela.

Eu realmente não queria te apontar uma faca, entendeu? Não gosto de atacar pessoas legais, e você parece ser gente boa, precisamos mesmo?

Se ela tomasse a iniciativa de ataque a qualquer momento, pularia para longe dando impulso com um pé e chutando o solo do local tentando chutar sujeira, areia ou terra no rosto da mulher para dificultar-lhe a visão.

Se a mulher esperasse meu avanço, o faria em um rápido avanço visando acertar um golpe horizontal de corte com o canivete usado em um brando movimento de braço.
Após esquivar ou ser esquivado, sempre me lançaria no ar rodopiando para dar mais impacto a uma tentativa de esfaquear de forma descendente mirando no ombro esquerdo.

Perante ataques rítmicos ou contínuos por parte da inimiga, tentaria me esquivar deles movendo meus pés como que dando passos sem os tirar do chão e girando meu corpo em semi-círculos para tentar desviar de cada golpe com o mínimo possível de movimento, para me cansar pouco e me manter intocado.

Se em algum momento tivesse a parte de baixo de suas roupas ao alcance, tentaria as puxar para baixo rumo a suas canelas enquanto as rasgava com a arma caso a tivesse, em busca de ver a reação do grupo ao redor e da mulher em si. Não queria mostrar muito da minha habilidade e nem realmente ferir alguém por agora, mas o showzinho poderia me comprar alguns favores.

Caso conseguisse baixar suas roupas, diria:

Belas pernas… Acho que ganhei por votação da plateia

No caso de a luta terminar por causa do meu truquezinho baixo e a mulher buscar algum discurso moral, diria:

Queria o quê? No mesmo movimento seria mais fácil pular com a faca na sua barriga e abrir um corte até a coxa… Seria mais fácil fazer e seria mais eficiente para ganhar a luta… Mas iria ferir alguém que vamos precisar quando o demônio chegar… óbvio que não vou erguer a saia do demônio quando lutar com ele, mas eu nem tenho e nem quero usar uma arma mais forte para conseguir ganhar de você numa luta, como eu disse, já perdi pra ele uma vez, vim a você para pedir que me treine…

Se eu não tivesse a oportunidade de “abaixar suas calças” ou se ela continuasse me forçando a lutar após isso, avançaria rapidamente rumo a ela, com os braços para trás e meu rosto de alvo “fácil”, um convite a me atacar perante uma esquiva pré pensada, se ela se esquivasse ou bloqueasse desse ataque, tentaria fingir buscar um corte ao girar o braço da faca rumo a ela antes de realizar minha investida novamente, até ela tentar agarrar ou bater em mim, momento no qual eu me jogaria deslizando horizontalmente no chão visando desviar do golpe e acertar uma “rasteira” com os pés contra os tornozelos da mulher para tentar fraquejar sua postura e a derrubar sobre mim.

Caso conseguisse a derrubar sobre mim, a envolver numa espécie de “abraço”, envolvendo seus braços com os meus, faca em sua garganta, testa com testa a empurrando para trás para evitar espaço para pegar impulso para uma cabeçada e minhas pernas enroscadas na dela para tentar impedir que pudesse pegar apoio. Uma tentativa de a imobilizar.







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Re: Os Infernais - Aniquilação Ter Dez 13, 2022 8:55 am



O rapaz estava feliz com as novas informações apesar de sua atuação mostrar o contrário. Naquele ponto ele sabia o que ia acontecer, ele precisava de um canivete para lutar. Algo que era comum, afinal, nem todos são proficientes em lutar de mãos nuas.-Não se preocupe, as técnicas que conheço vão compensar seu uso de armas, normalmente eu teria armas comigo, mas a situação é mais para ver seus reflexos, não é um combate grandioso. Algum de vocês joga um canivete pra ele.- e um dos marinheiros jogou o canivete logo em seguida para Cutt, que pegou ele.

A mulher seguiu falando.-Eu não preciso que vença, só que me mostre suas habilidades, já que com isso vou conseguir estipular melhor que tipo de pessoa você é e pensar num treino.- e apesar da provocação quanto ao seu fã clube, ela parecia não ligar muito, ela provavelmente não era do tipo que ia cair em pegadinhas, ou ficar brava por isso, ela seguiu impassível, ao menos era o que o diabo conseguiu pescar nas expressões faciais dela, que não pareciam ligar pra esse tipo de ideia de um cunho pejorativo sexual.

E no fim ela complementava, quando ele falava que não iria machucar ninguem.-Não precisa se preocupar, como eu disse, você não vai me ferir.- ela parecia confiante dessa afirmação, então dava um soco para frente na direção dele que saltou para trás em grande velocidade, jogando poeira pra os olhos dela, algo bem esperto, mas a mulher não estava zuando, assim que o soco terminava ela dava um peteleco, que lançava uma pequena bala de vento, era uma variação do Shigan. Ela claramente não fez isso para atingir o rapaz, era como se ela soubesse onde ele estava sem ver ele..

Mas Cutt pode sentir que aquela bala de ar passou perto e rápido demais, poderia ter atingido ele, talvez a ruiva não fosse de todo mal. Ela então, se moveu para frente atravessando o campo em direção ao garoto. Que após o próximo ataque que vinha como um pisão no chão que mirava seu pé, salgou, mas então ele teve uma visão que poderia ser um poder como os que ele tinha, ela simplesmente corria no ar, como se isso não fosse nada. No entanto, ela estava acima dele, numa posição favorável.

Enquanto ela estava no ar, logo acima, ele agarrou a barra das calças dela, e começou a puxar para baixo com tudo, levando a roupa para o chão junto com sua queda, e o que ele podia ver era que a moça, estava agora apenas de calcinha, mas, ninguém da plateia parecia tão impressionado, alguns deles sorriam brevemente, outros pareciam ter olhares mais perversos. Mas a verdade é que provavelmente pelo treinamento militar, ninguém ali tava afim de pagar umas 1000 flexões ou dar 500 voltas no quartel plantando bananeira.

No entanto, o que poderia tangir o incomum dessa cena era outra coisa. Não para cut que talvez não ligasse para isso, mas talvez outras pessoas. Suas pernas tinham cicatrizes, pelas coxas, panturrilha, canelas, e até mesmo em suas nádegas, algumas menores eram de queimadura, pareciam com a queimadura causada por pontas de cigarro, pequenos pontos, outras maiores eram cortes de chicote, e alguns poucos de faca.

Alguma coisa tinha acontecido com ela em algum momento, e ela não parecia impressionada sobre ele ter tirado suas calças, ela pousou no chão dizendo.-Então esse é seu tipo de combate. Definitivamente interessante. Ele é muito útil contra a maioria das pessoas, truques morais, para tirar a pessoa do centro da luta, gostei. Definitivamente não funciona comigo, e nem com o demônio provavelmente, mas pode ser util em diversas situações.-ela definitivamente não parecia ligar pra ter perdido as calças e tão pouco se importar de seguir sem elas por enquanto, mas definitivamente a plateia começava a ficar agora mais agitada.

Por que a parte importante era que ela não tinha ido se vestir ainda, depois de tanto tempo, de qualquer forma, muitos deles pareciam ansiosos, parecia que essa não era a parte do show, que eles queriam ver.-Mas se quer enfrentar alguém que é sem essas amarras sociais, definitivamente você precisa de mais.- ela realmente era uma garota bastante singular. Ela não parou pra explicar muitas coisas, mas parecia ter achado interessante o que aconteceu.

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Re: Os Infernais - Aniquilação Ter Dez 13, 2022 4:58 pm


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Me davam um canivete e assim que ele relava em minha mão, já sentia saudade de La plaga, minha arma de costume, o material e modelo da arma que recebi eram de qualidade muito baixa, na realidade, sentia como se usar aquele canivete da forma que estou acostumado ou até mesmo esfaquear com força total faria aquela arma despedaçar na minha mão, por sorte eu estava fingindo ser mais fraco do que realmente sou, não era de meu interesse causar uma cratera com uma facada e sumir com meu papel de humano normal.

A luta então tinha início e rapidamente eu percebia o que ela tinha pra me ensinar, ela soltava disparos de vento sem uma arma ou um poder aparente, disparos precisos e ainda me mantinha sob vigilância mesmo com a visão comprometida e meus sons sendo mínimos na locomoção. Com certeza algum truque ali existia, alguma habilidade a mais, mas o que mais chamava a minha atenção, era seu comportamento, normalmente as humanas tendiam a ficarem nervosas ou envergonhadas perante esses comentários que eu estava forçando… Mas ela era extremamente pragmática, era como jogar tentativas de desestabilização emocional numa pedra de mármore, tenho que dizer que era realmente algo notável.

Em certo momento eu tive que franzir a testa pra entender o que ocorria, ela estava… Vindo pra cima de mim correndo no ar? Algo como utilizar a tensão de superfície para voar? Sinceramente, meu conhecimento de química me permitia uma base do conhecimento da teoria por trás daquilo, mas o fato de eu não ter conhecimento algum de física me fazia duvidar de meus olhos. No entanto ainda era um combate e eu precisava o finalizar sem demonstrar minhas cartas na manga, o passo mais prático era aumentar a dose de vergonha que eu estava colocando nela, um ataque a suas calças e isso estava feito, infelizmente não tive sucesso novamente, ela realmente não se abala com aquilo, sentia que mesmo que eu a largasse nua na luta, ela não se abalaria em nada e o motivo estava bem aparente.

Ela poderia até notar meus olhos fixos em suas pernas, talvez não entendesse o motivo e até o confundisse, mas eu não a olhava de forma lasciva, tal pensamento não existia em minha alma, não era a textura de sua pele ou sua forma torneada que me chamava a atenção diferente do que poderia estar rolando na cabeça de outros ali… Suas cicatrizes… Eu reconhecia muito bem o que significavam, sabia bem o que traziam a ela e rapidamente percebia que não poderia vencer sem quebrar meu “disfarce”, ela não era fraca… Sei muito bem… Pois tenho as mesmas marcas.

Sem meus elementos, múltiplas cabeças, la plaga e sem usar cem por cento de minhas capacidades físicas?Não havia vitória ali para Mike, por isso a rodinha, não queriam ver a ruivinha suada, queriam ver ela surrar o novato. Pra minha sorte ela já havia deixado claro de que eu não precisava vencer, pois eu tenho certeza que não conseguiria sem usar tudo a minha disposição.

Nem uma bochecha rosada? Pensei que poderia pelo menos te atrasar assim… Como você disse, mostrar a bunda do demônio não o atrapalha, mas eu não te conheço tão bem quanto ele… Mas já entendi…

Uma das poucas coisas que poderiam trazer sentimento pra fora de minha alma era aquilo, apesar de eu ter pleno sentido do que precisava fazer, não podia me sentir menos mal por ter tentado a envergonhar de forma sexual, eu sabia bem o que as cicatrizes significavam… Eu estava sentindo agora a última faísca de empatia que eu era capaz de produzir de minha alma.

Respiraria fundo e jogaria as calças da mulher para fora da área de luta… Sinceramente se ela fosse mais como eu, a levaria comigo em meu barco, mas de alguma forma, apesar do que passou ela estava na marinha, teriam eles a salvado como se recusaram a fazer comigo? Isso que ocorreu? Eu não mereci ser salvo, mas ela mereceu? Se não, por que ela está ajudando esses malditos?

Engolia seco e travava minha mandíbula, estava com minha mente fervilhando, mas tinha que me manter no papel… Era tão difícil, podia sentir meu pé fazendo quase força total no chão quando pensava em ir para cima, mas se eu o fizesse iria ser como explodir uma bomba ali, não queria parecer poderoso como sou, não queria correr o risco de forçar minha forma demoníaca a sair.

Iria pra cima da mulher num zigue zague, tentando passar ao seu lado para aplicar um corte na região das nádegas para dificultar a movimentação da perna, ou pelo menos tentar incomodar. Me manteria tentando criar cortes nas pernas e nos braços em zigue zagues enquanto tentava me manter inteiro na luta.

Se fosse atacado, tentaria girar para longe do ataque e continuar a minha ofensiva.

Se nossos olhares se cruzassem durante a luta, olharia profundamente nos olhos dela, me preparando para uma hipnose, mas me lembraria que não devia usar todas as minhas artimanhas ali e pularia pra longe.

Se ela percebesse meu foco em suas pernas, meus olhares e me questionasse, uma piadinha sexual subiria a minha garganta devido ao personagem, mas rapidamente eu me lembraria das cicatrizes e falaria algo que ainda não era a verdade, mas não usava a parte sexual.

Óbvio que não posso lutar sem olhar pra… Você sabe que é rápida, sem machucar seus membros e me manter vigilante de suas ações, não tenho a mínima chance e não sei por que, mas sinto que essa facada não seria o suficiente para te parar mesmo que eu a acertasse em seu pescoço.

Meu tom seria sério e não brincalhão ou acusador como já fui antes, tinha respeito por aquele oponente, não pelos motivos que deixava explícito, mas tinha. Afinal aquele canivetinho não ia aguentar nem minha força e nem minha velocidade para o usar com força total, fora que isso deixaria muito gritante quem eu era de verdade. então naquele momento ela era um oponente que eu não opções de vitória, eu podia apenas ser surrado e usar todas minhas forças para fingir que era forte o suficiente pra ser treinado, mas sem mostrar nenhuma das minhas habilidades rotineiras… Situação difícil e mais difícil que isso eram as cicatrizes dela dançando em minha visão.

Se acertado, cuspiria no chão qualquer sangue que viesse à boca e me levantaria de forma tão rápida e firme quanto meu corpo permitisse, de todas minhas capacidades físicas, minha constituição e capacidade de aguentar feridas eram as únicas que eu não precisa fingir serem fracas. Continuaria me levantando mesmo cambaleante e até mesmo caindo depois, mas tentaria ao máximo me manter em pé e dançando aquela falsa dança da morte que ensaiamos, sendo que se eu caísse muitas vezes, diria:

Eu tenho as mesmas cicatrizes que você… Não adianta me bater, eu não vou cair até você quebrar minhas pernas ou me desmaiar, você sabe disso, pois você também não iria se deixar cair… Ainda temos que continuar? Por que sinceramente eu não sou um desses caras que curte apanhar de mulher bonita…

Eu estaria mentindo e falando a verdade ao mesmo tempo, mas não é esse o segredo de uma boa mentira?